Life Is Unexpected
7 2 anos e 11 meses depois...
Notas iniciais
Então aqui está o começo da parte 2 da fic, onde afinal teremos Finchel e Quick! Té lá embaixo.
Rachel P.O.V
Dez. Nove. Oito. Sete. Seis. Cinco.
Eu ouvia as passadas abafas no carpete do corredor. Pijamas com pezinhos foi uma pessima idéia Quinn.
Quatro. Três.
Ouvi a maçaneta girar. Ela só estava esperando.
Dois. Um.
PRI. PRI. PRI.
_ É MEU ANIVERSÁÁÁÁÁRIO!
O corpinho de menos de um metro da minha filha se jogou sobre mim, enquanto eu tentava desligar o despertador.
_ Se acalme mocinha, ou vai acordar suas tias.
_ Já acordou! – resmungou Quinn, entrando de camiseta e pantufas e esfregando os olhos.
_ Pijamas de pezinho foi idéia sua Fabray. – disse Santana, vindo logo atrás com um robe.
_ EI! VOCÊS OUVIRAM? É MEU ANIVERSÁRIO? – perguntou Ann irritada.
_ Sério mesmo? Achei que era do Rupert Grint. – disse Quinn rindo e eu abracei Ann.
_ Parabéns meu amor. – eu murmurei enchendo seu rosto de beijos, enquanto ela gargalhava pelas cócegas na barriga que Quinn fazia.
_ É a vez da madrinha! – disse a loira apanhando a erguendo sobre a cabeça, fazendo-a rir mais – Parabéns meu passarinho!
_ Dame, dame. – disse Santana em espanhol, apanhando-a – Feliz cumpleaños mi ángel.
_ Gracias tía Santana. – disse Ann, num espanhol perfeito – Mas o mais importante: cadê meus presentes?
Nós três gargalhamos enquanto Quinn e Sant iam até o armário e pegavam quatro embrulhos da prateleira de cima.
_ Esse é meu, esse da Sant, da mamãe e esse foi a vovó que mandou lá de Chicago. – disse Q entregando os embrulhos. Ela abriu o presente da minha ex-sogra, um kit de blocos de montar, coisa que ela amava. Da Sant uma Barbie latina e da Quinn um mini-karaokê.
_ Mamãe, porque o seu tá vazio? – perguntou ela chorosa quando abriu o meu.
_ Porque o meu não pode ser embrulhado oras. – eu respondi enquanto lá de baixo:
_ CADÊ MINHA AFILHADA MAIS LINDA?
_ TIO FIIIIIIIIIIIIIIIINNNNNNNNNNNNNNNNNNN! – gritou ela correndo para baixo. Quinn apanhou meu robe e jogou por cima de si, enquanto eu colocava um shorts.
Quando descemos, Finn tinha Ann nos braços e rodava com ela pela sala.
_ Quantos anos você está fazendo mocinha? 15? 18? – perguntou ele brincalhão.
_ Três, tio Finn. – respondeu ela rindo – Cadê meu presente?
_ Ora, ora hein mocinha? – disse ele, se fingindo ofendido – Só pensa nisso? Também não vou dar. Vai ficar sem o presente meu e da mamãe.
_ Ah não tiiiiiiiiiiio. – disse ela fazendo cara de cachorro pidão – Por favor!
Ele me olhou e eu acenei com a cabeça. Ele a pôs no sofá e foi até a porta, voltando com uma caixa grande e cheia de furos.
_ Bells... Esse é seu mais novo amiguinho. – disse ele, retirando da caixa o filhote de golden.
Os olhinhos dela brilharam, enquanto ela apanhava o filhote, quase de seu tamanho e o abraçava muito forte, gritando. Nós rimos da cara dela quando ele começou a lambê-la.
_ Obrigado mamãe! – disse ela colocando-o no chão e me abraçando, correndo até o Finn depois – Obrigado papai!
Ele a abraçou, me olhando de canto de olho receoso. Eu me levantei e fui até a cozinha, com a desculpa de preparar o café. Ainda não estou pronta pra isso.
Quinn P.O.V
Ao longo desses últimos três anos, tantas coisas mudaram que é até difícil listar.
Uma semana após a morte do Jesse, nos mudamos para a nova casa. Finn, Dave e os meninos correram para deixar tudo em ordem nesses sete dias e quando entramos lá com Annie, aquilo era um lar.
Nos meses que se seguiram, nos adaptamos da melhor maneira possível a tudo. Sant passou a trabalhar o dia todo, para ajudar Rachel com a bebê a noite. Eu trabalhava a tarde e estudava a noite, e cuidava de Annie pela manhã, enquanto Rachel dormia ou lidava com os processos da morte do Jesse. Na parte da tarde, os pais dela cuidavam da bebê e, depois de uns seis meses, quando o processo da morte já havia sido finalizado (e a indenização paga pela empresa, que além do mais tem que pagar uma bela mesada mensal para Annie), Rachel começou a trabalhar.
Pouco antes de a Annie completar seu primeiro ano, abrimos uma empresa com o dinheiro da indenização. FBL, para organização de casamentos. Claro, tudo a ver né? O negócio era que as duas amavam organizar coisas assim e eu, como escritora, tenho a criatividade para criar o grosso da história e os detalhes por alto. Elas dão o toque final e conversam com as noivas.
Em paralelo a isso, eu estava no 3º ano da faculdade, a pouco de me formar, e Dave Karofsky saia de nossas vidas.
O pobre rapaz agüentou o quanto pode, Deus e Santana sabem disso. Mas eles dois estavam em passos diferentes. Dave havia acabo de ser aceito em Medicina em Yale, depois de anos tentando. Quando ele chegou com a novidade, trazia no bolso as alianças e a chave do apartamento.
Mas ela recusou, com muita dor, mas recusou. E ele já parecia saber que ia acontecer. Porque quando ela disse que, por hora, o lugar dela era aqui, conosco e a Annie, ele apenas sorriu e lhe beijou a testa, antes de sair pela porta. Da última vez que ele ligou, no Natal, contou que estava noivo. Santana lhe desejou felicidades sinceras.
Quanto a mim, continuo na mesma de sempre: sem tempo pra nada! Em paralelo a FBL, terminei a faculdade como primeira da turma e declinei polidamente o convite para ingressar no Lima Times como jornalista, assumindo assim, o posto de colunista 3x por semana. Isso é claro, além de madrinha/babá/tia/buscadora no balé...
E Rachel, bom... Ela nunca saiu com ninguém depois da morte do Jesse. Diz que por causa da Annie, mas não acredito muito.
E assim nós vivemos, três solteironas e uma menina de três anos que fala espanhol melhor que eu, dança balé e consegue lamber a lata de leite condensado sem se cortar. Danada.
Ah sim, e Finn. Bom, como padrinho ele é o pai postiço, o que não quer dizer que seja menos chocante cada vez que Annie o chama de pai. No começo a Rachel surtou, mas com o tempo, passou a simplesmente fugir disso. E é nessa coragem toda que chegamos até aqui hoje.
Santana P.O.V
Francamente, sair correndo não é uma alternativa viável Rachel. Ela espera que isso vá ajudar a Anna de alguma maneira?
_ Como vai chamar seu cachorro hadita? – Quinn falando espanhol? Eu em.
_ Sirius! – disse ela sorrindo.
_ Mas o Sirius é preto! – reclamou minha amiga loira – Sirius é um cachorro preto, não dourado.
_ Preconceito isso Fabray! – disse Rachel da cozinha, recebendo o dedo da outra.
_ Mamãe, to com fome! – disse Anna, acariciando o filhote no colo de Finn.
_ Vai ajudar o tio Finn a colocá-lo na casinha dele enquanto eu preparo o café. E vocês duas mocinhas, se trocar, que temos reunião às 9h.
_ Então vai VOCÊ se arrumar – disse Quinn – que eu demoro 10 minutos. Vocês duas, duas horas cada.
Eu ri enquanto subia as escadas e ouvia Rachel resmungar. Entrei no quarto e já fui abrir o chuveiro. Tirei a roupa rapidamente e entrei sobre a água morna, deixando minha mente vagar para o dia em que Anna nasceu.
Toda nossa vida mudou naquele dia, tanto a da Rachel, quanto a minha e de Quinn. Até aquele dia, meus planos eram única e exclusivamente relacionados ao Dave. Na noite em que ele disse adeus, eu chorei por toda a noite no colo da Quinn. Ela nunca tocou no assunto e Rachel até hoje não sabe.
No Natal quando ele ligou e avisou que ia se casar, não nego que me senti mal, mas ele havia seguido seu caminho, assim como eu estava seguindo o meu. Anna trazia tantas alegrias para minha vida, que às vezes era como se fosse minha filha.
Para seus três anos, ela era esperta demais. Já sabia escrever letras, mas não palavras. Quinn estava a ajudando com matemática e eu trabalhava espanhol com ela. Rachel praticava balé com ela todas as noites, e durante a tarde ela fica com Finn no treino de futebol dele.
Quando eu tornei a descer, Anna estava na mesa, ao lado de Finn, que lia o jornal e Quinn cortava suas panquecas e colocava calda.
_ Eu assumo Quinnie! – disse, pegando o bule de café, enquanto ela subia correndo – Vai cair menina!
_ Tia Sant, cadê meu leite? – perguntou a pequena e eu peguei o canecão, colocando leite em sua xícara e derramando achocolatado por cima. Finn foi até o balcão e pegou uma torrada, enquanto Rachel aparecia na porta.
_ Anabella vai se trocar meu anjo, sua roupa tá na cama. Finn, ela não tem aula hoje, tem como você ficar com ela de manhã? – disse Rachel, pegando café enquanto Anna corria escada acima.
_ Claro. – disse ele, com a boca cheia.
_ Ótimo. A tarde eu vou com ela pegar a decoração para sábado e...
_ Mas Rach, a tarde tem a prova do vestido da Sanders. – disse Quinn – E você que ficou de acompanhá-la.
_ Droga! – disse Rachel pegando sua agenda e folheando o dia todo – E a Sant tem a reunião com o DJ da Arons.
_ Eu vou com ela! – disse Q – Tenho que acompanhar a prova final das daminhas da Stuart, e Miranda ama a Annie. De lá vamos até a loja e pegamos o que precisamos. As 17h quando vocês chegarem no escritório, já estaremos lá e saímos comemorar.
_ To prooooooonta! – Anna gritou aparecendo. Ela usava shorts azul, camiseta laranja, chinelo lilás e um casaco marrom.
_ ANABELLA CAROLINE ST. JAMES! – corre.
Notas finais
Té domingo gente, e Feliz Pascoa pra vocês!
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