Life Is But A Dream.
11 Reencontro
Notas iniciais
Boa leitura.
X1O anos depoisX
(Cacau POV)
Dez anos se passou. Fazia exatamente 10 anos que eu tinha mudado de NJ. Me formei em medicina, e abri um consultório médico no centro da cidade. E, agora, morava sozinha em meu apartamento. Minha mãe se casou de novo com seu marido John, e então se mudou, e agora eu morava sozinha em meu apartamento. As coisas tinham mudado bastante. Eu me lembrava muito bem dos meu amigos de Jersey. Eu sentia saudades, e eu lembro da promessa que a gente tinha feito de NUNCA mais perder contato. A promessa não foi comprida. Eu nunca mais os vi. Estava com saudade de Katy. Das brincadeiras de Ray, dos irmãos Way! E.. do Frank. O que será que ouve com ele e Ashley depois? Eu tinha que parar de pensar nisso. Passou. Ele nem deve lembrar que eu existo.
Estava sem nada pra fazer em minha casa. Tinha fechado o consultório mais cedo, porque estava sem consultas hoje. Então resolvi vir embora.
Não aguentei e resolvi dar uma volta. Calcei minha sapatilha, puis uma calça jeans, uma jaqueta e deixei meu cabelo solto. Fui pra rua.
Estava andando distraída, quando eu trombo com alguém.
“Ai, me desculpa”- disse eu.
Era uma mulher, magra, baixa, morena de cabelos enrolados.
“Não foi nada...- ela sorriu me encarando fixamente- desculpa, mas eu te conheço de algum lugar”
“Você deve ter me visto em algum lugar..” eu disse.
“Como é seu nome?”- ela perguntou.
“Cacau..”- eu disse.
Ela arregalou os olhos e se emocionou.
“CACAU? É VOCÊ”- disse ela gritando.
“Desculpa, mas...”- disse eu não entendendo.
“SOU EU, SUA AMIGA, KATY”- ela disse.
“KATY? É VOCÊ? COMO VOCE MUDOU SUA FILHA DA MAE, QUE SAUDADE!” – disse eu abraçando-a e chorando de felicidade.
“Mudei, estou morando aqui agora.”- disse ela não acreditando que era eu.
“Ah sim, você esta linda – disse eu- o que esta fazendo da vida?”
“Você que está, olha esse corpo!- ela riu- não estou fazendo nada por enquanto, que tal a gente marcar um dia de se encontrar?”
“Pode ser agora se você quiser, vamos na minha casa e a gente mata a saudade”- eu disse.
“Ok”- ela disse.
Era tão bom encontrar Katy de novo. Ela estava ótima. Fomos para minha casa onde conversamos a tarde inteira. Como antigamente.
“E sua mãe?”- ela disse tomando café.
“Bom, a dona Dany está casada novamente”- eu ri.
“Olha, a dona Dany pegando todos”- ele brincou.
“Pra você ver”- eu sorri.
“E como vai no amor Cacau?”- ela disse suspirando.
“Ah, estou solteira. Melhor assim, e você?”
“Ah, estou solteira também. Mas eu não esqueci o Gerard ainda...”
“Sei como é. Depois que eu mudei de Jersey, vocês tiveram mais contato?”- eu disse.
“Não, não foi a mesma coisa sem você lá Cacau”- ela disse seria.
“Porque? O que aconteceu?”- eu disse preocupada.
“Nada- ele mudou de assunto- bom, preciso ir- disse ela indo até a porta”
“Ok, a gente se vê, tchau’’- eu disse fechando a porta.
Katy me escondia alguma coisa. Mas não ia me preocupar com isso agora.
Tomei um banho, fui para o meu quarto, peguei meus fones e coloquei no meu celular na radio. Estava tocando uma musica e eu entrei no ritimo. Não sabia de quem era aquela musica. Nem o nome. Só que sabia que aquela voz era familiar. Uma voz doce. Comecei a cantar.
“I never said I’d lie and wait forever, If I died we’d be together now…”
Eu realmente tinha gostado daquela musica. E acabei dormindo.
Acordei com o meu despertador tocando. Estiquei o braço e desliguei sem nem mesmo olhar para ele. Tomei meu café. E voltei ao quarto para me arrumar. Ficava cantarolando aquela musica que não me saia da cabeça. Então, puis meu jaleco, e fui para o consultório.
Cheguei ao consultório e minha secretário veio logo atrás de mim.
“Senhora, uma mulher ligou e perguntou que horas teria um horário pra ela vir fazer uma consulta.”- disse ela olhando em um bloco de papel.
“Bom, hoje o dia inteiro estou livre, marca depois do almoço, 14:00.”- disse eu entrando na minha sala e deixando minha bolsa em cima da mesa.
“Ok. Já venho trazer a fixa dela.”- disse ela saindo da sala.
Não respondi, me sentei na cadeira. E cantando a musica que ainda não me saia da cabeça. Quando ela apareceu de novo.
“Aqui está a fixa dela.”- disse ela me entregando.
“Ok”- eu disse.
Na fixa estava:
Nome: Ashley Simmons.
Idade: 25 anos.
Consulta: 14:00
Exames: Preventivo.
Ok. Eu achei estranho. Será que essa Ashley é a mesma que eu odiava de 10 anos atrás? A que tinha ficado grávida de Frank? Não ia me preocupar com isso. Alias, já se passaram 10 anos.
Deu 14:00. E minha secretária entrou em minha sala.
“Sua paciente chegou.”- ele disse.
“Manda entrar.”- disse eu.
Entrou uma mulher magra, muito magra. Loira, com os cabelos secos. Não aparentava ter 25 anos, e sim uns 40, fiquei chocada.
“Bom, senhora Ashley! Sente-se.”- disse eu gesticulando para a cadeira.
Ela se sentou, não disse nada.
“Bom, o que eu está acontecendo com a senhora?”- disse eu.
“Estou com febre alta, tosse seca, dor de cabeça, mal estar, cansaso...”- ela disse com sua voz rouca.
“Bom, vamos ter que fazer uns exames... Volte aqui amanhã, estará tudo pronto para os exames, okay? ”- eu disse anotando em um caderno.
“Okay”- disse ela saindo.
Sim, aquela era Ashley. Mas ela estava muito mal. Não parecia a garota bonita que saia com quase todos os garotos da escola. Ela não percebeu quem eu era. E enquanto a história de ela estar grávida? Hum. Estranho.
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Cheguei em casa, tirei minha roupa de trabalho e fui tomar um banho. Estava realmente cansada. Deitei no sofá e cochilei. Acordei com meu celular tocando. Era Katy.
“Alô?”- atendi.
“Oi Cacau, ta ocupada?”- disse ela.
“Não Katy, tava cochilando aqui”- eu ri.
“Ai desculpa te acordar, eu ia te chamar para dar uma volta pelo centro”- ela disse.
“Não foi nada – eu ri – que horas você quer sair?”
“Bom, eu já vou me arrumar. Passo aí umas 20:00, okay?”- ela disse.
“Okay”- desliguei o celular.
Levantei. Me troquei. Puis uma calça jeans. Uma blusa preta e uma jaqueta. Calcei meu all star e esperei Katy.
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