Life Is But A Dream.
17 A menina.
Notas iniciais
Beijos e boa leitura.
Cheguei em casa. Me sentei no sofá. Ray saiu com pressa.
Fiquei assistindo televisão. Ouvi um barulho na cozinha. Parecia uma panela caindo. Me levantei e fui ver. Me assustei ao chegar na cozinha. Vi uma imagem, uma massa. Ou seria um vulto? Sei la. Mas eu vi. Uma pessoa.
Guardei a panela. E voltei para a sala. Estava ficando louca. Ou eram os remédios que não tinham passado o efeito ainda.
Trinta minutos depois a campainha tocou. Me levantei e abri a porta. Era Katy e Gerard.
Oi – falei.
Nossa menina você me deixou preocupada, você ta bem? – disse Katy desesperada entrando na sala.
Eu to bem – disse – só levei uns arranhões.
Esse Frank é muito burro – disse Gerard – ele tem que prestar atenção enquanto dirige.
Gerard, não foi culpa dele – falei tentando amenizar aquilo tudo – o caminhão entrou na nossa frente.
Mas, mesmo assim, tem que tomar cuidado! Essa cidade é muito perigosa – disse ele.
Ta bom Gerard, ela já entendeu – disse Katy.
Gerard revirou os olhos.
Mas então, cadê o Frank? – perguntou Katy.
Eu sei la onde ta esse idiota – disse fechando a cara.
Porque isso? – disse Katy.
Sabe o que ele fez Katy? Eu fui no quarto dele para ver se estava tudo bem, ele fingiu estar em coma. Eu quase morri de tanto chorar, e ele com essas graças. – reclamei.
Gerard e Katy riram. Fuzilei-os com os olhos.
Bem a cara de Frank fazer isso – disse Gerard em meio gargalhadas.
Revirei os olhos.
Ei Gerard, me traga um cd do My Chemical Romance para mim. – disse eu animada.
Ah, estou com um aqui na minha bolsa, Cacau – disse Katy procurando o cd.
AH, eu quero muito ouvir suas musicas — disse eu.
Você não vai se arrepender – disse Gerard.
Dei um sorrisinho.
Achei, aqui pra você – disse Katy me dando o cd.
A capa era de um homem e uma mulher com a cara do ensanguentada. O nome do album era “Three Cheers For Sweet Revenge”. Parecia ser legal.
Muito obrigada, mais tarde eu vou ouvir – agradeci Katy.
Ela sorriu.
Bom, vamos Katy? – disse Gerard se levantando.
Vamos – Katy se levantou – Cacau, se der mais tarde eu passo ai.
Ok – sorri.
Tchau – disse os dois indo em direção ao elevador.
Tchau – acenei com mão.
Fechei a porta e me sentei de novo no sofá. Meu telefone tocou. Atendi.
“Filha?” – uma mulher falou.
“Mãe?”- perguntei.
“Sim, sou eu”- disse ela.
“Oi mãe”- falei.
“O que aconteceu? O Frank me ligou. E disse que vocês dois sofreram um acidente juntos! Vocês estão bem? Como reencontrou Frank de novo?”- disse ela desesperada.
“Calma mãe, eu to bem. Nós nos encontramos na rua esses dias atrás”- disse eu.
“Ah sim”- ela disse.
“E o trabalho?”- disse ela.
“Larguei”- disse eu.
“Largou porque?”- disse ela.
“Porque eu cansei”- disse eu.
“As coisas não são assim não filha, então toda vez que você cansar de algo, você vai largar?”- disse ela.
“Acabou mãe? Eu tenho mais coisa pra fazer”- disse eu.
“Você é grossa, como seu pai era.”- ela disse seria.
“Então, eu tenho orgulho disso”- disse eu.
“Ai, tchau”- desligou.
Eu amava irritar minha mãe. Era tão apaixonante. Comecei a rir sozinha.
Não queria ficar em casa sozinha. Então resolvi ir para rua. Com aquele gesso no meu braço. Horrivel. Mas enfim.
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Estava andando tranquilamente quando vi uma criança. Uma menininha sentada chorando no chão de uma calçada. Cheguei perto dela e passei a mão em seus cabelos.
O que foi meu amor? – perguntei.
Minha mãe morreu – ela disse.
Sua voz era doce. Ela aparentava ter uns 10 anos.
Ah meu amor! Eu sinto muito, quer que eu te leva para casa? – perguntei.
Eu não posso voltar para casa — disse ela.
Porque? – perguntei me agachando do seu lado.
Porque minha avó me maltrata, ela não gosta de mim – disse ela.
Vem cá, vamos para minha casa. Lá a gente conversa – estendi a mão para ela, ela apertou com aquelas mãozinhas macias e delicadas.
Notas finais
Deixem reviews.Deem suas opiniões.
Até o proximo.
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