O dia seguinte acordei com alguém batendo gentilmente na porta. Nem me incomodei pra tirar o pijama (http://www.polyvore.com/lazy/set?id=58310787#stream_box) e botar uma roupa e já fui logo abrindo, imaginando, é claro, que fosse algum guia turístico, ou talvez alguma camareira do hotel esperando poder limpar o quarto. Depois da guerra de travesseiros de ontem, estava mesmo um pouco bagunçado mesmo. Por isso, levei um susto quando vi que quem estava na porta era nimguém menos que o bobo com quem tinha passado a tarde o dia anterior.


“Oiii!” Carlos disse animado.


“Carlos, você é louco?” Fechei a porta e saí do quarto, afinal, não tinha contado para as meninas o que tinha acontecido ontem. “O que você está fazendo aqui?”


“Opa, você não contou pras suas colegas o motivo de você ter chegado tão tarde ontem?”


“É, bom, não achei que fosse o momento certo...” disse tímida, olhando pro chão.


“Ei, tudo bem, eu também não contei para os meninos que passei a tarde com você ontem.”


“Como assim? Eles estão aqui também?”


“Bom, não aqui exatamente, os preguiçosos ainda estão dormindo.”


Naquele momento me senti envergonhada, pois eu também estava dormindo antes de ele ter chegado.


“Mas então, vamos tomar café? Eu conheço um lugar aqui muito bonitinho, acho que você vai gostar... a comida lá é maravilhosa!”


“Claro! Só vou trocar de roupa. Não deixe nenhuma fã maluca como eu te sequestrar enquanto eu não estou com você!” eu disse rindo.


“Pode deixar!” ele respondeu dando um sorriso.


Então entrei, silenciosamente para não acordar as meninas. Parei e pensei... será que elas não ficariam preocupadas que eu não estaria lá quando elas acordassem? Deixei uma notinha na mesa do lado das camas delas avisando que tinha dado uma saidinha, e esperava não demorar muito. Botei uma roupa(http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=58311571) com rapidez (não queria deixar o Carlos esperando muito) e saí novamente. Ele estava me esperando, pegou na minha mão, e me levou para o carro dele. Saímos do hotel e em pouco tempo chegamos em um restaurante pequeninho a beira da praia. Era adorável! Carlos entrou e foi bem-vindo pelo dono (pelo jeito ele já era conhecido lá) e me levou á uma mesa ao lado da janela que tinha uma vista maravilhosa para a praia. Então, me toquei que Kendall, Logan, e James estavam sentados naquela mesa parecendo esperar Carlos e... eu? Tapei minha cara com as mãos, e quase gritei. Quando consegui olhar pra eles novamente, eles estavam em pé em frente a mesa para me cumprimentar. Logan já foi logo me abraçando e me dando dois beijinhos, depois James, e então Kendall.


“Carlos me disse que tinha conhecido uma menina maravilhosa ontem e queria apresenta-la para nós.” Kendall disse sorrindo.


“E pelo jeito ele tinha razão...” Logan disse.


Eu estava sonhando?


“Ai Jesus,” eu disse, e James começou a gargalhar. “Mas o Carlos disse que não tinha contado pra vocês que tinha me conhecido...” disse olhando pro Carlitos.


“Eu só disse isso pra você não desconfiar de nada! Gostou da surpresa?”


“Se eu gostei? Eu morri e estou no paraíso!” e então todos eles começaram a rir.


Sentamos na mesa. Os meninos me recomendaram provar o waffle de doce de leite e os morangos. Pedi isso e também um chá de maçã e canela, e um suco de laranja. Os meninos pediram sucos de laranja também e enquanto nosso café da manhã não chegava conversamos sobre... bom, tudo.



“Você é Rusher, se não me engano, certo?” disse o Logan.


“Sim sim! Pra sempre! Gostaria de agradece-los por sempre trazer um sorriso pro meu rosto, pela música, bom, por tudo.”


“Nós que devemos agradece-la e todas as Rushers pela oportunidade. Vocês nos ajudaram a realizar nosso sonho.” Kendall disse.


“Exatamente, sem vocês, nós não seríamos nada.” James disse.


“Ei meninos, vocês sabiam que a Liv é brasileira?” o Carlos informou-os, e eu quase morri com o novo apelido dele pra mim.


“Sério? Nossa, quase nem notei, você não tem muito sotaque! Como você aprendeu inglês?” Kendall perguntou.


“Eu estudo em uma escola americana lá na minha cidade,” disse.


Nossa comida chegou e eu realmente fiquei maravilhada. Tudo era tão delicioso! Comemos e então eles foram correr pela praia, sem parrar de rir. Eu via eles tão felizes, e uma felicidade maior do que já sentia crescia dentro de mim. Eles sempre foram o motivo do meu sorriso. Ver eles felizes e curtindo a vida, sempre foi... bom, tudo pra mim. E poder ver isso ao vivo era uma oportunidade fantástica.


“Boo!”


Olhei pra trás e vi o Kendall segurando minha cintura, gargalhando. Naturalmente, comecei a gargalhar também.


“Você é uma menina muito bonita sabia?”


“Hm, não sabia,” eu disse rindo, e ele começou a rir também. “Mas obrigada!” eu respondi com um sorriso sincero.


Então, lembrei que eu não tinha vindo a Maui sozinha, e era bom voltar para o quarto para as meninas não se preocuparem. Mas... estava tão bom lá! Tive uma idéia.


“Kendall, você tem carro aqui?”


“Tenho. Bom, é do Logan na verdade, mas eu uso quando preciso. Por quê?”


“Você se importaria em me levar para meu hotel? Minhas amigas estão me esperando...”


“Só nos dois?”

“Bom, é... se você não se importar!”


“Claro que não! Será um prazer.” Então, ele deu um grito. “EI MENINOS! VOU LEVAR A LIV PARA O HOTEL, JÁ VOLTO!”

Eles todos vieram correndo para nossa direção, me perguntando se estava insatisfeita com a manhã que tínhamos tido, e eu tive logo que corregi-los.

“Claro que não meninos! É só que minhas amigas ficaram meio irritadas ontem por eu haver desaparecido e não quero que aconteça denovo. Está tudo maravilhoso aqui!”


“Ah, tudo bem então.” Disse o Logan, me dando um beijo na bochecha.


“Whore...” eu pensei.


Eles todos me abraçaram e continuaram cantarolando e dançando pela praia, e eu só rindo.


***


Chegamos no hotel depois de eu haver mostrado para o Kendall onde era, e ele disse que havia sido um prazer imenso me conhecer, e que esperava me ver outro dia, se minhas amigas não se importassem. Eu respondi que era ÓBVIO que eu gostaria de vê-lo novamente também, e combinamos que ele viesse para cá quando quisesse, desde que minhas amigas não notassem. Nos abraçamos e fui para o quarto. Chegando lá, peguei a notinha que havia deixado ao lado da cama e rasguei, botei no lixo. Ainda era cedo (bom, para as minhas amigas, 10:45 ainda é hora para se estar dormindo), então eu botei o pijama novamente, para não levantar suspeitas, e fui dormir mais um pouco.