Life Hates Me.
42 you and me
Notas iniciais
- Não Justin... Quando eu vi você saindo, me bateu uma coisa, um sentimento de que eu não poderia deixá-lo ir... — deitou-se ao meu lado na cama e eu me ajeitei em seu peito. — Então, simplesmente o larguei aqui e disse um 'desculpa Josh'.
- Bom, foi merecido, ele tentou tirar você de mim e deu nisso! — disse enquanto afagava meu cabelo.
- Justin... Ele foi um ótimo amigo quando eu estava na pior, sempre me apoiou e até ofereceu ajuda para buscar a minha irm.. O caso é, Josh é muito importante para mim.
Neste instante, ele parou de acariciar meu cabelo e disse sério:
- Ele é?
Não consegui controlar a risada seguinte, eu adorava esse ciúme besta dele, adorava tudo que estava acontecendo entre nós nesses últimos minutos. Mal podia descrever a minha felicidade por estarmos juntos, mas o negócio do Josh ainda estava entalado na minha garganta. E ainda tinha o caso da minha irmãzinha que assombrava o meu ser por completo.
- Ele é como meu irmão... Não posso deixar ele mal e sair como se não fosse culpa minha e como se eu não me importasse... Porque eu me importo... — pensei um minuto — Preciso falar com ele.
- Só quando você sair daqui! Nada de chamar ele para cá, entendeu?
- Ok senhor... — troquei de posição, deitei na sua barriga só que com o rosto virado para ele e as pernas dobradas perto de seu ombro.
Estiquei o braço e ele fez o mesmo, então estendi a minha mão na dele, como se fosse medir nossas mãos e então, entrelacei nossos dedos.
- Podemos conversar sobre tudo agora? — perguntou.
- Sério? Isso pode estragar tudo, além do que eu já entendo tudo... No começo foi uma aposta, mas então você me conheceu e viu que eu sou maravilhosa, aí não aguentou e se apaixonou. Só que a merda toda estava feita.
- Que bom, porque foi isso mesmo, senhora maravilhosa.
Ri.
~ JUSTIN POV ON.
- Tem uma coisa que eu quero que você me explique...
- Fala.
- O beijo entre você e esse tal Josh...
- Ah, sério?
Assenti.
- Não foi nada, eu estava confusa com tudo e ultimamente aqui na clínica eu fico muito sozinha. E ficar sozinha me fez repensar nas minhas 'escolhas amorosas', aí na hora eu achei que fosse o certo tentar recomeçar com ele...
Fiz uma careta, ela cogitou mesmo seguir em frente com ele. Ela abriu um sorriso e parou de falar ao ver minha careta.
- Mas eu sabia que eu estava errada e que estava o usando com aquele beijo... O que me deixa pior ainda!
- Quem beija melhor?
- Justin! — disse indignada.
- Ué, não é tão difícil de responder...
- Ai meu Deus... — repreendeu-me com os olhos e fez uma pausa. — Ai... Acho que o Mitch, meu colega de artes... — fez cara pensativa.
- Você tá de brincadeira, teve esse também? E eu achando que... — sua risada alta e gostosa me contagiou e fui obrigado a parar de falar. — O que?
- Eu estava brincando seu bobão! — parou de rir depois de um tempo. — Mas e você? Pegou quantas nesse tempo?
Engoli em seco, na verdade não fiquei com muitas, mas o remorso era grande até porque, enquanto eu estava pegando meninas sem conteúdo e amor próprio, ela estava aqui tentando se curar e voltar a se amar. O que é horrível da minha parte.
- Algumas. — falei baixo e ela fez cara de incrédula.
- O que? Quantas?
- Algumas. — tossi e ri um pouco.
- Você é inacreditável Bieber, eu pensando que você me amava! — disse brincando.
- Mas eu te amo!
- Você o que?
- Eu te amo!
- Desculpa, não ouvi.
- Eu te amo, eu te amo, eu te amo e eu te amo! — selei seus lábios a cada 'eu te amo', fazendo-a rir.
Ela novamente reajustou sua posição e deitou ao meu lado, ficamos abraçados de lado.
- Sabe, eu também te amo...
- Ah é? — apoiei-me em meu cotovelo.
- É. — riu.
- Você me ama?
Assentiu. Mordi o lábio inferior e a beijei, o beijo era calmo e eu podia sentir coisas que não sentia antes. Nosso beijo tinha um toque especial, um gosto a mais... Um prazer diferente, que me fazia querer mais e mais. Com o tempo, foi ficando intenso e fui me posicionando em cima dela. Continuamos nos beijando, sem ligar para o ar, que nessas horas se tornava raro cada vez mais. Então, ela levou -aos poucos- as duas mãos até meu abdômen e tirou minha camisa lentamente. Parei o beijo e a olhei com um sorriso malicioso.
- Tem certeza?
Me olhou sorrindo e pensativa, após uns segundos disse:
- Só tenho certeza de que tem que ser com você... — sorriu.
A beijei depois que terminou a frase e então tirei sua camisa. Assim prosseguimos até estarmos sem nenhuma peça de roupa, eu estava com um certo medo, esta não era minha primeira vez, mas era a dela. E eu queria ser delicado e carinhoso, e fazer essa noite especial para ela. E para mim, já que das outras vezes fiz com mulheres quaisquer e agora eu faria com quem eu realmente amo e com a qual quero passar toda a minha vida.
[...]
Abri os olhos até onde eu conseguia, pois a luminosidade era muito forte e sorri. Desta vez ao meu lado estava a mulher mais perfeita do mundo, a minha garota, a que eu pretendia passar o resto da vida junto. Eu não conseguia tirar o sorriso do meu rosto, eu estava feliz. Eu a amava por inteiro e eu tinha completa certeza disso.
Ela estava com a cabeça em meu peito e a mão em minha cintura. Acariciei seu braço e beijei o topo de seu cabeça. Ela deu um gemido de como eu tivesse a acordado. Então respirou fundo e se aninhou mais em mim, enroscando sua perna na minha. Sorri. Alisava seu cabelo enquanto pensava em como tudo aconteceu, desde o dia em que Nicholas chegou e disse que tinha 'uma bela proposta' para mim. Não tenho mais vontade de matar o filho da mãe, porque se não fosse a ideia -ridicula- da aposta, eu não estaria aqui com a garota dos meus sonhos.
Então os pensamentos do dia de ontem inundaram minha cabeça. Lembrei do dia em que eu estava no Barney's Burger e o pensamento que me veio ao vê-la com o tal Josh, foi:
-- flashback on --
"Voltei para minha mesa, por mais que não quisesse, meus olhos se voltavam até ela. Ela é, sempre foi e sempre será meu vício. A vontade agora era de pegar ela e irmos para algum lugar bem longe, como eu queria ouvi-la dizer que precisava de mim. Mas isso estava bem longe da realidade, ela me mataria se pudesse e com razão."
-- flashback off --
Lembro como se fosse ontem desse desejo, desse pensamento. Eu queria muito que ela dissesse ou pelo menos sentisse que precisava de mim, e então, ontem a primeira frase que ela disse ao entrar na frente do carro foi "eu preciso de você".
De repente ela se remexeu, levantou a cabeça e sorriu para mim.
- Bom dia princesa! — beijei sua testa.
- Bom dia... — sorriu. — Ah, quem me dera acorda assim com você... Sempre.
- Um dia vai ser assim!
- Eu espero... — bocejou e voltou a deitar em meu peito.
Ficamos em silêncio novamente, mas logo ela disse:
- Sabe o que eu estava pensando?
- Hum?
- Nossos melhores momentos envolvem estacionamentos... — riu.
- Ah é?
- Nosso primeiro beijo, quando você me pediu em namoro, e agora... Nossa reconciliação.
- Nunca tinha parado pra pensar... — ri de leve.
O assunto acabou e só uma coisa passava em minha cabeça, o que eu faço para sair daqui? Eles com certeza perceberam que eu passei a noite aqui com a Lisa e nem sei o que eles vão dizer... Mas quer saber... Foda-se, vou me concentrar nesse momento, aqui e agora.
[...]
Tanto eu, quanto ela já estávamos acordados há tempos, só que a preguiça de levantar era maior, até porque eu não queria ter que larga-la tão cedo. Mas então para a nossa 'não sorte' alguém bateu duas vezes na porta.
- O que eu faço? — sussurrei.
- Tá na cara que você dormiu aqui Justin... — sussurrou de volta.
- Tudo bem, mas acho que eles não pensam que eu dormi com você literalmente... Até porque, não acho que é permitido passar a noite com uma paciente.
Soltei uma risada, falar dessas coisas era natural para mim, mas a Lisa ficava corada sempre.
- Se veste e deita no sofá!
Levantei e coloquei as minhas roupas, que se encontravam espalhadas pelo chão, rapidamente. Então me encaminhei até o sofá e deitei. A pessoa insistiu e bateu de novo.
- Toma, pega isso! — jogou uma almofada e um lençol para mim. Me cobri e posicionei o travasseiro sob minha cabeça. — Ér... Já vai! — aumentou o tom.
Foi a vez dela levantar-se e eu fiquei admirando seu corpo de longe. Como que alguém pode ser tão perfeita em todos os sentidos? Eu não sei como eu consegui viver sem ela esses anos todos, mas sei que eu não pretendia passar o resto da vida sem ela. Não mesmo. Então ela jogou um vestido, já que estava nua e atendeu a porta fingindo ter acordado agora, eu virei para o lado e fechei os olhos, mas não totalmente. Parecia aquela brincadeirinha de criança... Fingir que está dormindo para enganar adulto.
- Bom dia minha linda! — era Rosemary, ela foi vasculhando o quarto até me encontrar.
- Bom dia... — fingiu bocejar.
- Então... — adentrou o quarto e fechou a porta. — Justin acorda, sei que não está dormindo!
Pensei umas vezes antes de abrir os olhos e revelar minha farsa, mas as duas estavam me fitando tanto que acabei abrindo os olhos e sentando na minha 'cama-sofá improvisada'.
~ LISA POV ON.
Gelei quando Rosemary entrou olhando para tudo, ela parecia 'farejar' as coisas até achar o que queria, se é que dá pra entender. Mas ela era minha fada-madrinha e eu tinha desenvolvido um certo amor por ela, como se a considerasse minha mãe mesmo.
- Então... — entrou no quarto e quando a porta estava fechada, disse: — Justin acorda, sei que não está dormindo!
Ele acabou sentando no sofá e olhou rindo para Rosemary que se juntou a ele e começou a rir.
- Eu já tive a idade de vocês, ok? Sei o que são hormônios a flor da pele e essas coisas todas...
Sorri nervosa para ela com as maçãs do meu rosto queimando.
- E então, elas tão comentando muito? — Justin perguntou.
- Bom, não tem como não comentar! Teve aquela cena do beijo digna de novela, aí vocês entram no quarto e não podemos nem ouvir a conversa... Elas estão criando hipóteses do que aconteceu aqui.
- Mas que horror! — exclamei.
Não é muito legal ter pessoas apostando nos seus passos e movimentos, ainda mais porque já percebi que o povo aqui não é bem censurado, então deve ter acontecido todo tipo de aposta indescente. Até porque, é meio desconfortável ter estranhos apostando na sua "vida sexual".
- Ah! Vocês sabem... Não são mais crianças, o clima ontem estava bem romântico entre vocês, aí... Bom, é natural, somos adultas e entendemos destas coisas, e vocês tem que considerar que numa clínica tudo é calmo demais...
Eu sentia minhas bochechas corarem e percebia que quanto mais envergonhada eu ficava, mas o Justin ria feito um retardado maníaco. O que me deixava mais sem jeito ainda.
- Mas vocês podem tentar convencer elas de que nada aconteceu, que ele dormiu no sofá...
- Ai, vamos parar de falar disso que eu estou ficando meio... — Justin me interrompeu.
- Vermelinha? — e começou a rir junto a Rosemary.
- Eu só não gosto de gente comentando o que eu faço ou não, ainda mais na intimidade... Sabe? Enfim, isso está ficando estranho demais...
Rosemary riu.
- Tudo bem querida, o melhor para fugir do alvo dessas fofoqueiras é ir lá pra fora enquanto arrumo aqui!
- Ok, brigada Rosemary vo... — me interrompeu.
- Só Rose! — corrigiu.
- Ok. Brigada Rose, você tem sido mais do que tudo para mim! — sorri, dei um beijo em sua bochecha e fui até a janela.
Em um pulo gigante, Justin já se encontrava do outro lado da janela. Sentei no batente da janela, passei perna por perna e então ele me deu a mão, a segurei e pulei. Por fim, mandei um beijo para Rose e fomos correndo pelo campo da clínica, nos escondendo das enfermeiras no caminho.
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