Life Hates Me.

19 'do you wanna be my girlfriend?'


Notas iniciais
postei, postei! cedinho dessa vez ;)

– História sem sentido. Esse seu ciúmes tem limite, né? – sorri.

– Conta! – sorriu e me socou.

– Dessa vez ela não dormiu como hóspede... Na verdade, eu... Foi uma... Olha minha mãe não tava em casa! – ela arregalou os olhos e eu ri, era engraçado.

– Traindo a confiança da sua mãe! – balançou a cabeça reprovando.

– Eu não me orgulho, tá? Não valeu a pena! – ri.

– Ela não era boa de cama...? – riu.

– Deu desse assunto né? Deu... Eu deveria ter deixado você ir!

– Pois é, sofra com as consequências! – sorriu daquele jeito que fazia toda fofa. Fechando os olhos e abrindo um sorriso maior que o rosto.

Resolvi provocar e dei um selinho nela, ela voltou e abriu os olhos me encarando indignada. Fiz uma dança tosca (http://www.youtube.com/watch?v=brAPYUsTSq4 parem de ver no segundo 0:06! E aconselho a deixar mudo porque é ‘ai se eu te pego’ a música de fundo).

~ RACHEL POV ON.

Campainha. Porque este objeto existe? Eu só estava tentando ter o meu merecido sono. É pedir demais? O Mark não ia levantar, então resolvi ir atender. Não era a Lisa, ela avisou que ia dormir fora e provavelmente voltaria tarde, até porque ela tem a chave.

– Olá! – disse uma mulher.

– Quem seria? – perguntei meio aborrecida.

– Sou Eli... Beth! – sorriu falso.

– Elibeth? Diferente!

– Não, não querida... Só Beth!

– Hum, o que deseja?

– Procuro a Lisa.

– É amiga dela?

Aquela mulher parecia mais velha do que uma garota de 18, 17 anos. Mas era impecável, elegante, linda eu diria. Jovem, e esse cabelo...

– Não, sou mãe!

Bati a porta. Não sei exatamente o porquê, foi por instinto. Não entendo como o porteiro do prédio, seu Dom, a deixou entrar. Não interfonou, nem nada.

Ah... Ela deve ter explicado que é parente ou algo, de qualquer jeito, mas tarde vou me acertar com esse porteiro destreinado. Mesmo assim, ela é muito corajosa de aparecer na casa do Mark, EX-MARIDO DELA, e casa da única filha que nunca ligou em anos! Droga, em que isso me importa? Me sinto tão sensibilizada. Abri a porta novamente.

– Desculpe, ela não está! Bom, tchau. – retribui o sorriso falso.

Ela me olhou rudemente.

– Volto mais tarde então. Obrigada.

~ LISA POV ON.

Era para eu estar brava ou ao menos surpresa com o beijo, mas ignorei. Resolvi concordar com a Pattie que eu me preocupo demais, primeiro com o nosso beijo, depois por dormir com ele... Sou muito encanada! Bom, pode ser que eu tenha gostado... Ah, tá bom.

Ignorei ainda mais quando recebi uma mensagem.

“Lisa, sua mãe veio aqui!”, da Rachel.

– Idiota eu tenho que ir, beijo! – me virei.

– Nem ficou brava? – perguntou de longe.

– Não vou te dar o gostinho!

Ele resmungou e fui. Ao me aproximar da rua prestei atenção nos carros e tudo mais para não ter que cruzar com a mulher que-não-chamo-de-mãe. Não sei quando vou ter que encara-la e parar de brincar de gato e rato com ela, mas aquela mulher não merece meu carinho nem nada mais. É incrível como eu me sinto bipolar no momento. Estou com o Justin e tudo está as mil maravilhas e é só a minha família entrar em ação e tudo fica um lixo. Estou assim, sempre mudando de humor e me machucando constantemente.

Entrei em casa e procurei a Rachel, pois é, precisar dela é algo novo pra mim. Ela estava de robe na cozinha, tomando chá.

– Ela veio aqui?

– Veio, precisava ver. Bonita que só ela, elegante e eu aqui de robe e com o cabelo desgrenhado... – olhou pra frente e se dispersou do assunto.

– Tá, tá e o que ela queria?

– Me ver é que não... Nem a seu pai, espero. Pelo menos disse que queria falar com você.

– E o que você disse?

– Que você não estava e antes que você me pergunte, ela disse que voltava.

Sentei em frente a Rachel e deitei na mesa sobre os meus braços.

– De novo ela? Pelo menos tenho tempo pra pensar. – minha voz saiu abafada por estar deitada.

– Porque de novo?

– Vi ela ontem, por acaso perguntou pra mim e para o Justin onde nosso endereço ficava.

– Espera, ela não te reconheceu?

– Não. – bufei.

Ela só soltou um “hum” e deu mais um gole no chá.

– Então não foi para casa de amiga nenhuma né? – fez um tom malicioso.

– Isso é o de menos...

– Não se o seu pai souber...

Aquele tom dela já era insuportável e não sei se foi pela minha dor de cabeça, mas ficou mais ainda. Ainda mais tentando me chantagear. Levantei meu rosto e a encarei.

– Porque? Você vai contar?

– Eu? Imagina!

– Bom... – sai da cozinha e fui para o quarto.

Eu estava confusa, exausta e estressada. Precisava sair e esfriar a cabeça, se não eu ia ter um colapso, no mínimo. Tenho sorte de poder aproveitar o tempo em que a minha mãe está longe, bem longe. Liguei para o Justin, para fazermos qualquer coisa e ele sugeriu boliche. Eu provavelmente não vou jogar, estou sem cabeça pra isso, mas pelo menos saio daqui.

~ JUSTIN POV ON.

Passei na casa da Lisa e fomos. Chegamos, pedimos os sapatos e pegamos a pista 9, do canto. Estava meio cheio hoje. Nos sentamos e eu programei tudo, para começarmos a jogar.

A Lisa pelo jeito era boa até nisso, mas eu era melhor. Claro. Fiz uns 5 strikes.

Ficamos jogando por um bom tempo, até que resolvemos parar um pouco só para comer. Veio um tipo de garçom e trouxe o cardápio, pedimos alguns lanches e esperamos. Não demorou quase nada e começamos a comer.

~ LISA POV ON.

A comida chegou, peguei uma mão cheia de batatinhas e coloquei na boca. O Justin fez o mesmo, porém me encarava seriamente. Aquele típico jeito de me deixar constrangida.

– Para de fazer isso!

– O que? — perguntou segurando o riso.

– Ficar me olhando desse jeito! — olhei para os meus pés, só desviando o olhar.

– É que eu gosto...

– De me deixar sem graça? — ri.

– Talvez! Mas até assim você fica perfeita...

Revirei os olhos.

– Sei...

Aqueles dois olhos cor de mel continuavam me observando. Eu me perdi um pouco e passei a o olhar também, eu sempre soube que o meu pandinha era lindo, mas agora era diferente, seus olhos, sua boca... Tudo me chamava! E eu o desejava. Balancei a cabeça ao admitir isso. Sem noção eu dizer qualquer coisa desse tipo, o Justin fez um elogio de amigo, nada mais. Deve ter alguma coisa nessa comida.

– Ei, vejam quem está aqui...

Ah não, eu não mereço isso. Não pode ser. Se não é minha mãe é a...

– Ah, Brooke... – ele bufou e apoiou a cabeça nas mãos.

– Sério que vocês são só amigos? – sorriu de canto.

– Algum problema?

– Nada querida, você só não... Tem nada haver com ele! Olhe só pra você, e depois olhe... Pra ele!

– Parabéns pela comparação, a gente já vai... – ele levantou e me pegou pela mão.

Fomos andando até o lado de fora, fomos pela saída de trás, onde fica o estacionamento. O vento estava muito forte, tive que me agarrar ao Justin enquanto meu cabelo voava de um lado para o outro, me cegando. Até que um momento o Justin parou de procurar o carro e fixou seu olhar em mim, esperei ele falar algo. Pensei que fosse me perguntar algo, mas ao invés disso, abriu a boca para falar...

– Sei que não é o lugar ou o jeito mais romântico, mas Lisa você quer namorar comigo?

Que? Foi a única coisa que consegui pensar em dizer, mas guardei para mim.

Ele está realmente me pedindo em namoro no meio de um estacionamento? Assim do nada? Como assim? O que eu digo? "Vamos entrar no carro que te respondo!"? Óbvio que não.

De fato, não era nada romântico, nós dois no meio do estacionamento, procurando o carro, algumas buzinas aqui, alguns cabelos entrando na minha boca ali... Mas nunca fui de ligar para detalhes, e apesar de sempre imaginar como seria o dia em que me pediriam em namoro de verdade... Eu sempre me convenci de que não importaria a forma de ser pedido, mas sim a pessoa que pedia. Era ele. Apesar de ser um momento totalmente bizarro e inesperado, era ele.

Notas finais
UHUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU, AGORA QUE COMEÇA O ROLO DA LISA E DO JUSTEEEEEEEEN, aksoakosaksokas bom, eu tava fazendo a conta e essa fic vai ter pelo menos uns 50 capitulos, kaoskoas espero q vcs não me abandonem. talvez eu diminua, porque né! kisses