Life Hates Me.
40 a thousand possibilities and expectations
Notas iniciais
mais uns capitulozinhos e bye bye Lisa e Justin.
– Que foi? Não gostou de me ver?
– Como?– Não sei, parece que você ficou decepcionada ao me ver...– Deixa disso Joshua!Na realidade, eu esperava outra pessoa, mas isso não quer dizer que vê-lo foi decepcionante, não, isso nunca foi e eu sentia saudades dele. Afinal, o que teria de decepcionante em ver um australiano com um e noventa de altura e um corpo digno de um deus grego, com um cabelo castanho claro beirando o loiro que esbanja beleza num corte estilo militar? O que teria de decepcionante em admirar aqueles olhos claros cativantes, enquanto sua fala agracia meus ouvidos? Eu me casaria facilmente com ele, se ao menos um dia, meu coração passasse a funcionar em harmonia com meu cérebro e parasse de escolher as pessoas mais erradas que só me fazem sofrer. Enquanto tal milagre não acontece, a ingênua aqui continua o tendo no coração, porém o considerando mais como um irmão.Caminhei em sua direção e ao chegar perto, recostei minha cabeça levemente em seu peito, entrelaçando meus dedos atrás de suas costas e firmando o abraço, esmagando seu corpo contra o meu. Ouvi a batida acelerada de seu coração e permiti a saída de um risinho abafado. Eu deveria estar o apertando muito na região dos pulmões, pois soltou o ar de forma pesada, rindo limitadamente depois.– Você aperta forte para uma pessoa do seu tamanho! — disse com a voz alterada devido àos meus braços estarem impedindo seus pulmões de funcionarem naturalmente.Folguei o abraço um pouco e desvincilhei meus braços de seu corpo, permitindo que eu me inclinasse para trás para observá-lo.– Vou te dar uma dica... Se estiver a fim de um cara, não o encare muito, não. É estranho!Quando entendi o que ele queria dizer, fiz uma careta e minha mão insistiu em encontrar sua cara. Rimos e ele se afastou, massageando a bochecha que estampava meus dedos.– Ô garota complicada!Pensei: "Nem me diga", pois ás vezes nem eu me entendo. Mas respondi:– Você mereceu! — sentei à cama.~ JUSTIN POV ON. Abri os olhos e senti um braço esticado em meu peito e uma mão encaixada na curva do meu ombro. Quando processei as informações e encontrei a loira que me deu mole na festa deitada ao meu lado, levantei rapidamente.– Caralho, como você é fraco Justin Bieber! — vesti a cueca e em seguida, vesti a calça. Fiquei sem camisa mesmo, o quarto em que eu estava era digno de um forno.Assim que saí do quarto, me achei na casa do Cory, a festa que começou ontem ainda rolava, uns estavam caídos bêbados em qualquer canto, uns continuavam dançando ou tentando e o resto estava se pegando. Mas tinha uma exceção, que permanecia sóbrio — ao contrário de mim — e bem acordado, encostado no bar, secando os copos. Chaz, o barman. Quando me aproximei ele disse:– Ora ora, como foi a noite pegador?– Você ficou o tempo todo acordado, cara?– Sim, mas lá pelas sete da manhã saí pra tomar café, todo mundo estava dormindo mesmo. Mas aí essas desgraças acordaram! — apontou com a cabeça para o grupinho que estava dançando. — Eu juro que vou cobrar uma grana extra.– Velho, que bebida você me deu? Olha a merda que aconteceu, nem lembro de como fui parar lá em cima com a garota e muito menos o que aconteceu.– Primeiro, não culpe a bebida. Segundo, dá pra saber bem o que aconteceu... — olhou malicioso.– Oh viado, eu sei o que aconteceu, mas não lembro de como foi e nem detalhes... E não era pra ter acontecido!– Tentando pagar de anjinho agora, Bieber? Você nunca resistiu a essas coisas!– Mas de um tempo para cá isso mudou...– Não é o que me parece!Balancei a cabeça. Eu nunca foi responsável ou certinho, no colegial eu pegava todas, bebia até esquecer o que tinha feito no dia anterior, mas quando entrei na faculdade — o que coincidiu com o ano em que a Lisa sumiu da minha vida — eu meio que prometi a mim mesmo mudar. Queria fazer valer a pena, até porque eu estava seguindo o caminho do meu pai que já foi preso uma vez, abandonou minha mãe grávida e que só hoje começou a reconstruiur a vida ao lado da mulher, Erin e meus dois irmãozinhos. Cresci com a minha mãe me encaminhando por um caminho melhor, mas aos dezesseis eu fiz todas as burradas do meu pai... Só da droga não cheguei perto, não sei como, mas não.A ressaca estava tornando qualquer pensamento dolorido e ás vezes a visão girava, resolvi sentar. Quando fui sentar senti algo pesar no meu bolso e lembrei do meu celular que vibrou ontem e a loira me fez ignorar. O peguei e vi as notificações de três chamadas perdidas mais uma mensagem. A mensagem era da minha mãe: "Querido, você disse que ia a uma festa e não deu mais notícias, nem voltou para casa. Resolveu dormir fora, aonde? Me liga por favor, estou preocupada!", respondi a mensagem dizendo que dormi na casa de um amigo e que voltaria logo. Uma das ligações era dela também, já as outras duas eram da... Rosemary? Da enfermeira lá da clínica? Bem, isso só podia significar uma coisa... Notícias da Lisa.A possibilidade me animou, não adianta, eu nunca conseguiria viver sem saber da Lisa. Por mais que ela nunca me quisesse, eu sempre iria querer ela. E eu admito, sempre fui como o seu cachorro e sempre vou ser, ela despertou um Justin que sinceramente eu nem gostaria de saber da existência. Faço de tudo por ela e nem me importo, ela é como minha prioridade e mesmo ela dando mil bastas e continuar tentando me afastar, eu vou sempre voltar para perto dela. Sinto que meu lugar é ao seu lado, mas infelizmente não é o que ela acha.
Dei um tchau para o Chaz e fui até o carro, sei que eu trouxe o Travis, mas aquele inútil tinha sumido e ele que consiga uma carona porque eu não sou motorista do viado nem nada. Dirigi até a clínica com os meus pensamentos a mil, afinal qual poderia ser o motivo da ligação da Rosemary? De tudo passou pela minha cabeça, poderia ser que a Lisa conseguiu alta ou que ela terá que ficar mais tempo. Poderia ser que a Lisa teve um progresso ou que piorou. Não sei, mas a expectativa era muito grande e isso era torturante.Dei graças a Deus quando estacionei o carro e já estava adentrando a clínica, avistei Bettany — como sempre na recepção — e outras enfermeiras. Todas sorriram e acenaram. Andei pelo corredor e encontrei Rosemary de costas arrumando uma mesa, coloquei a mão em seu ombro e ela virou.– Justin!– Rosemary, tudo bom?– Tudo ótimo, que bom que o senhor veio!– Eu sei que poderia ligar de volta, mas queria falar com você pessoalmente, porque me ligou? Quando disse isso percebi o quanto o que eu havia feito foi estúpido, pode ser que ela me ligou para confirmar o número que eu havia passado ou qualquer coisa e eu já tratei de vir correndo achando que era alguma coisa da Lisa.– Ah, mas não fui eu quem ligou! — abriu um sorriso de bochecha a bochecha.– O que? Você não ligou?Ou pior ainda, além de não ser nada da Lisa e eu ter me precipitado, tinha a possibilidade de eu ter me engano com o nome da pessoa que me ligou. Peguei o celular com um certo medo, mas confirmei que a ligação era de 'Rosemary'.– Aqui, olha — mostrei o celular. — Tem uma ligação do seu celular! Você me ligou sim! Seu sorriso meio diabólico permanecia no rosto.– Não disse que o 'meu celular' não te ligou, disse que eu não te liguei!– Ahn... Você já pode começar a fazer sentido!– Eu queria fazer suspense e ver sua reação, mas você é muito lerdo, vou abrir o jogo...– Por favor!– Essa ligação foi feita do meu celular, mas não foi eu quem liguei... Foi a Lisa.Eu ouvi bem?– Ahn, a Lisa? — sorri por uns segundos e retomei a fala. — Mas porque... Ela deve ter confundido o número!Riu alto.– Nem tem como... Eu não tenho muitos contatos na agenda chamados "Justin, me liga que estou te esperando"!Ri ao lembrar do nome que eu tinha salvo.– Tá, mas ela pediu para me ligar? Porque? Ela nunca faria isso... Além do mais estava mais brava do que nunca comigo...– Nem toda raiva do mundo é párea para um amor verdadeiro! — piscou.Sorri ao ouvir aquilo, era tudo bem confuso e muito bom ao mesmo tempo, pensar que a minha pequena poderia cogitar a ideia de querer falar comigo. Sobre o que eu não sei, mas não me importa mesmo.– Aonde ela está? — eu estava agitado, a única coisa que queria era falar com ela.Rosemary começou a rir, talvez da minha ansiedade. Colocou uma mão no meu ombro.– Calma garoto, ela está no quarto!– Obrigado, obrigado, obrigado e obrigado! — beijava suas bochechas alternadamente a cada agradecimento.Saí em disparada até o quarto dela, isso não quer dizer corri, até porque era uma clínica, só andei rapidamente. E se no carro meus pensamentos e expectativas estavam a mil, agora então eles estão a bilhões. Assim que encontrei sua porta, girei a maçaneta sem pensar nem duas vezes.
Notas finais
só eu que adorei a reação apaixonada do justin? hahahaha
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