Lie - The Story Of The 8th Sin
17 Se Deus não existisse, seria preciso inventá-lo.
Notas iniciais
FIM DE FIC É TÃO TRISTE!! Snif snif snif... Mas espero que vocês gostem. SE NÃO GOSTAREM É CULPA DA SENPAI, ELA QUE DISSE QUE EU NÃO PRECISAVA MUDAR O FIM DA FIC -q
Kissus <3
Chapter 17 (Ep. 59, 60 – Brotherhood): Se Deus não existisse, seria preciso inventá-lo (Voltarie)
Pride desceu mais e o túnel foi ficando cada vez mais escuro. Ainda sim, a iluminação bastava para que suas sombras continuassem firmes. Uma quimera usava aquele túnel para ficar suspensa e Pride se aproximou furtivamente dela sem que esta percebesse, lançando uma sombra sobre ela.
– Está em meu caminho, Quimera-san. – murmurou.
A quimera caiu, gemendo dolorosamente. As sombras de Pride começaram a descer como se fossem um líquido pegajoso e consistente derramando-se no chão até que seus pés puderam tocar a superfície plana. Olhei ao redor. Algumas quimeras, Mustang, Hawkeye, May Chang, Scar, Wrath, um velho com um dente de ouro... Onde estava o Baixinho-san? Eu ouvi um som leve contra o chão e olhei com o canto do olho para o lado, vendo que Envy pulara e pousara a uma distância razoável de Pride com os olhos fixos em mim. Eu revirei os meus para ele, tentando fingir que estava tudo bem.
Wrath começou a correr em direção ao Coronel Mustang e o fez voar para longe, parando sobre ele com as duas espadas perfurando suas mãos contra o chão. O Coronel soltou um gemido.
– Coronel! – Hawkeye chamou.
O velho com um dente de ouro parara ao lado de Pride e dava uma risada satisfeita.
– Muito bem, Bradley. – disse ele. – Como esperado do que eu criei...
Ele foi interrompido. Olhei para ele. Uma sombra de Pride perfurava-o enquanto a expressão do homúnculo era de leve irritação. Mais sombras embrulharam o homem enquanto outras começaram a desenhar um círculo de transmutação onde Mustang e Wrath estavam. Eu ofeguei levemente. Um círculo de transmutação humana. É claro... Mustang não fizera nenhuma transmutação, portanto tinha que ser forçado para que pudesse ser um sacrifício.
– Coronel Mustang, você é o quinto. – Pride anunciou.
– E o último.
Pride olhou para Envy e depois para mim.
– Droga, ou deixo você aí, ou levo ele junto. – murmurou me jogando no chão como se eu fosse uma sacola velha de lixo. – Lá vocês têm mais probabilidades de atrapalhar, no entanto.
Eu me sentei no chão, olhando-o com raiva.
– Isso não termina aqui, Pride. – rosnei. – Eu ainda te mato.
Ele riu um pouquinho.
– Boa sorte, vai precisar.
O círculo de transmutação humana começou a brilhar. Envy se ajoelhou ao meu lado para ver se eu estava bem, mas seu olhar também foi atraído para os dois homúnculos e o Coronel.
– Eu não queria usar esse método. – Pride comentou. – Mas não tenho escolha. Não temos tempo.
– Vamos forçá-lo a abrir o Portão, Coronel Mustang. – Wrath completou.
– Eu não farei a transmutação humana! – ele objetou.
– Eu não me importo que você não queira. Pride absorveu um alquimista que conhece a transmutação humana, ele possui conhecimento para isso.
Uma sombra abraçou o Coronel, prendendo-o no chão.
– Ele está pronto. Pode sair, Wrath.
O homúnculo tirou as espadas das mãos do Coronel e saiu do círculo de transmutação como se estivesse chegando num jogo de pôquer. Ele pareceu rir um pouco.
– Então, o que será tomado de você? – pensou alto.
A transmutação começou e o Coronel Mustang começou a gritar. Não gritar, berrar, como eu nunca imaginei que o veria fazer antes.
– Coronel! – Hawkeye fez menção de ir até ele.
– Não! – disse May. – Você será envolvida!
Uma grande esfera de energia emitiu um brilho e força fenomenais, obrigando-me a proteger os olhos com a mão.
– Coronel! – Hawkeye gritou novamente.
O brilho então se dissipou, apenas pó sobrou e onde um homúnculo e um homem antes estavam, uma criatura estranha e deformada tomou forma.
– A transmutação humana foi feita. – Wrath falou.
– É aquele velho de óculos? – perguntou uma quimera.
– Onde está o Coronel? – Hawkeye indagou.
– Não se preocupe. Agora o Mustang-kun está junto com o Pai. Mas não posso garantir que esteja totalmente inteiro.
– Ih, é para se preocupar, sim. – murmurei.
Ergui-me do chão, tomando uma posição mais digna. A expressão de Envy estava séria. Não emburrada, séria.
– Então – disse Wrath, caminhando um pouco cambaleante. – Eu estou neste estado que todos podem ver. E então, quem será aquele que será lembrado por tirar a vida do Führer de Amestris? As quimeras? A estrangeira? O cão do Mustang? Os homúnculos rebeldes? Ou então... Todos virão de uma vez?
Eu pensei um pouco. Apesar de saber que eu teria chances de ganhar de Wrath (com dificuldade porque ele é francamente bem forte, mas ainda sim), eu dei um passo para trás e olhei para Envy. Vamos sair daqui... tentei dizer com um olhar. Ele engoliu em seco e voltou a observar Wrath.
– Abaixo de nós... – uma quimera disse. – Debaixo daquele buraco... Quando a May disse “Ele está debaixo de nós”. Aquele velho de óculos falou “Eu não deixarei que atrapalhem aquela pessoa!”. Parece que não queria que fôssemos lá para baixo.
– Então aquele é o centro de tudo? – Scar perguntou.
– Isso mesmo. – May concordou. – E lá embaixo tem um enorme acúmulo de ki.
– Nesse caso... – Scar continuou, erguendo o punho.
Ele avançou contra Wrath. Sim, isso mesmo, Scar avançou contra Wrath. Eles começaram a brigar numa velocidade indistinguível, eu mal pude acompanhar com o olhar e desisti quando começava a ficar tonta. Olhei para Envy, que também tentava acompanhar a briga.
– Você está muito quieto. – murmurei.
Ele fez uma careta.
– Estou pensando.
– Em quê?
– No motivo de Pride para não nos devorar.
Eu franzi o cenho.
– É, tem razão, isso foi bem estranho.
Eu o observei por um momento.
– Envy, você quer ajudar a quem? – perguntei. – O Pai ou o Baixinho-san?
Ele pensou.
– Lie – começou. – O Pai me criou, devo minha existência a ele.
Eu assenti.
– Ainda sim você não respondeu minha pergunta.
Ele olhou para o lado. Acompanhei seu olhar e vi que ele observava com um pouco de frustração May Chang descer por um buraco que fizera para chegar ao subsolo. Eu sabia que ele ainda queria matá-la, já que não conseguira naquele momento em que nos encontramos de novo.
– O papai. – respondeu.
Eu suspirei.
– Eu prometi a eles que te colocaria na linha. – murmurei, observando Wrath e Scar conversarem algo sobre nenhum dos dois ter nome.
Ele olhou para mim com ironia.
– Lie, você é a mentira. – disse. – Eles não devem esperar muito de você.
– Pelo contrário. – rebati. – Justamente pelo fato de eu ser quem eu sou, sinto uma necessidade nata de que alguém confie em mim! Sabe o que é não ser levada a sério durante toda a sua vida?
Ele se emburrou.
– Certo. – resmungou. – Então , o que quer fazer?
Eu pensei por um minuto e estreitei o olhar.
– Matar o Pride. – olhei para Envy. – Não vou impedir o Pai. Ele é forte, não precisa daquele homúnculo. E além do mais – eu sorri maldosamente. – Prometi ao Edward-san que não mataria pessoas. Não disse nada quanto a outros homúnculos.
Envy sorriu maliciosamente comigo.
– Essa é a minha Lie.
Eu caí pelo buraco que May havia aberto e me vi naquele salão cheio de tubos familiar em que eu passara os últimos meses. Quando meus pés tocaram o chão, senti Envy cair ao meu lado. Minha expressão estava impassível. Os presentes voltaram o olhar para nós. Mustang-san estava agachado com a mão próxima ao rosto. Izumi Curtis, a sensei dos Elric, ajoelhada ao lado dele. Alphonse estava estirado no chão e May Chang olhava-o preocupadamente. Edward estava em pé e olhou-me com o cenho franzido, quase parecendo pensar o que eu estava pretendendo. Do outro lado, o Pai estava em uma forma estranha (quase não sei como o distingui), negra e cheia de olhos, parecendo uma das sombras de Pride. Este, por sua vez, estava ao seu lado e me olhava com um ar de superioridade. Ergui uma sobrancelha para ele e fui para seu lado como se nada tivesse acontecido entre nós minutos atrás.
– Aparentemente a festa já começou. – murmurei, virando-me. Envy parou ao meu lado com um sorriso mal humorado e presunçoso.
Eu vi Edward ofegar levemente.
– Não acredito que confiei em você. – rosnou.
Eu sorri e dei de ombros, mas procurei lhe lançar um olhar mais intenso.
– O que dizer? – perguntei. – Sou a mentira.
Pride olhou para mim.
– Isso é sério?
– Sem ressentimentos, irmãozinho. – eu sorri.
– Quem é, Do Aço? – perguntou Mustang.
– Lie. – respondeu. – Ela trouxe o Envy. Estão contra nós.
Mustang pareceu profundamente aborrecido.
– Eu deveria saber!
De repente, Alphonse acordou e se sentou no chão, assustado.
– Al! – Ed exclamou, indo para ajoelhar-se junto ao irmão. – Al, você está bem?
– Alphonse-sama! – May falou.
Izumi também deixou seu posto junto a Mustang e foi verificar a armadura.
– Al!
A armadura se virou.
– Sensei... Irmão... May! Que lugar é esse?
Ele notou o Pai, Pride, a mim e Envy.
– Os cinco – disse o Pai. – Estão reunidos. – ele olhou para Edward. – Não vai admitir a Verdade?
– Sim, isso mesmo! – disse o garoto teimosamente. – E não pense que venceu porque reuniu os sacrifícios humanos! Nós não seremos usados assim tão facilmente!
Eu contei. Mustang, Edward, Alphonse, Izumi... Onde estava Hoheheim? Olhei para Envy, ele parecia se perguntar a mesma coisa.
– Que coisas ridículas você diz.
Eu vi Izumi ajoelhar-se ao lado de Mustang novamente.
– Pode se levantar? Vamos fugir. – sussurrou. Mesmo à distância, consegui escutar. E aparentemente o Pai também.
– Oh, vocês não podem fugir. – disse. – Vocês já estão dentro do meu estômago.
Eu vi May dar alguns passos à frente.
– May!
– Nanica!
– Senhor Bola-de-Olhos aí, o senhor é imortal, não é? – perguntou, ignorando as objeções de Alphonse e Edward.
Eu me segurei para não rir. Senhor Bola-de-Olhos... O Pai ficou quieto.
– Não vai responder? – sua expressão se tornou decidida. – Alphonse-sama! Eu vou pegar aquilo!
Ergui uma sobrancelha. Envy riu um pouco, mas eu o cutuquei para que ficasse quieto.
– Espere! – Alphonse objetou. – Lutar com ele sozinha é impossível!
– Não. – disse. – Eu tenho a rentanjutsu.
– Realmente, você pode usar a rentanjutsu mesmo com a alquimia selada, mas...
– Eu deixarei o homúnculo pequeno e o casalzinho para vocês dois. – disse.
Eu comecei a rir. Homúnculo pequeno! Olhei para Pride.
– Muito bem senhor Homúnculo-Pequeno, o que vai fazer? – perguntei, rindo.
Ele me lançou um olhar impaciente.
– Provavelmente mais que o casalzinho.
Edward nos olhou.
– Ela fala isso bem facilmente não é? – ele pensou um pouco. – Se podiam usar essa técnica por que não a usaram antes...?
– Do Aço – Mustang falou. – Quando eu fui colocado no círculo de transmutação, ele disse: “Eu não queria usar esse método, mas não tem jeito”.
– Quer dizer que é um risco para eles?
– Provavelmente.
Eu ergui as sobrancelhas.
– Quem fala demais agora? – sussurrei para Pride de modo que eles não pudessem ouvir.
– Cale a boca.
Eu olhei para Edward de novo.
– Entretanto os outros dois não fizeram isso. – especulou. – Vamos tentar.
Pride olhou-os decididamente e eu me afastei um pouco dele, lançando um olhar a Envy que dizia perfeitamente: o plano começou. Os Elric, em sintonia, uniram suas mãos e fizeram uma transmutação, abrindo um pilar no lugar onde Pride estava.
– Ótimo, posso usar minhas habilidades. – murmurou.
Nós pulamos para longe do pilar.
– Como vamos fazer isso? – perguntou Envy.
Eu pensei um pouco.
Ouvi um grito de May do outro lado e ela caiu, ensanguentada.
– May! – ouvi Alphonse chamar, preocupado.
– Droga – murmurou Edward. – Al! Vá ajudar a May.
– E os homúnculos?
– Deixe comigo. Eu sozinho sou o suficiente!
Ele começou a correr, investindo contra Pride. Imaginei que era o homúnculo com o qual ele estava mais preocupado. As sombras dele avançaram contra o humano, que defendia com agilidade.
– Pense, Lie, pense. – sussurrei comigo mesma.
– O que foi?! – perguntou Edward. – O que são esses ataques fracos?!
– Não entenda errado. – disse o homúnculo. – Até que cumpra seu papel...
– “Deixarei você vivo”, não é?! – Edward começou a correr para investir novamente. – Nesse caso eu vou acabar com você antes disso!
Pride desviou de um golpe.
– Acabar conosco? Tente. Você é pequeno e sempre lutou com oponentes maiores que você. Resumindo, não tem experiência de lutar com alguém menor do que você.
Pride se afastou rapidamente e várias sombras formaram estacas, atingindo Edward. Vi muito sangue voar pelo ar e franzi o cenho, pensativa.
– Lie. – pressionou Envy.
– Calma, calma, eu estou quase lá. – murmurei de volta.
Edward saltou, conseguindo livrar-se das sombras e deu a volta, pegando Pride de surpresa. Ele agarrou-o pelas vestes.
– Maldito! Realmente, só lutei contra oponentes grandes! É por isso... – ele deu uma cabeçada em Pride, fazendo seu rosto se quebrar um pouco. – Que sei exatamente como os pequenos lutam!
Pride ajoelhou-se e cobriu o rosto com a mão. Eu vi uma espécie de tentáculo vir da direção do Pai e prender Edward, imobilizando-o. O homúnculo sorriu ao ver o garoto ser arrastado para perto do Pai. Deixei escapar um bufo de raiva. Eu queria que o Baixinho-san deixasse Pride cansado... Eles não lutaram quase nada!
Eu me arrependi de ter bufado. Pride franziu o cenho e estreitou os olhos, olhando para mim.
– Algum problema, Lie?
Eu fiquei quieta.
– Você é um chato, Pride. – Envy falou, espreguiçando-se. – Nem chega a precisar da nossa ajuda e não nos deixa lutar.
Pride nos observou desconfiadamente e então se voltou para observar o Pai. Notei uma sombra dele próxima a mim e o amaldiçoei por ser tão perceptivo.
– A hora chegou! – ouvi o Pai aclamar. Senti o chão começar a tremer. – Vocês já pensaram no mundo como uma única forma de vida? Não, talvez eu deva chamá-lo de único sistema. Sem comparação ao nível de informações que vocês, humanos, podem processar.
Eu olhei para cima e vi uma coisa inesperada. Arregalei os olhos ao ver quem descia silenciosamente pelo buraco que May abrira. Greed! Ou Ling? Enfim, Greeling! Ele me viu e assentiu, informando que estava bolando algo.
– Um sistema com o conhecimento do vasto universo. – continuou o Pai. – Quanto poder você acha que poderia obter ao abrir seu portão? Vocês já pensaram nisso?
Eu tirei minha última adaga reserva do bolso, sem que ninguém percebesse a não ser Envy.
– E eu usarei vocês agora para abrir esse portão! – exclamou o Pai.
Greed/Ling esgueirou-se para trás do Pai.
– Então este é o centro?! – perguntou já bem próximo.
– Greed! – exclamou Pride.
Quando vi que o homúnculo o notara, ergui a adaga e desferi-lhe um golpe bem onde supus que fosse seu núcleo. Ele urrou de dor. Observei Greed cortar o Pai quase em tiras com as garras de seu escudo supremo.
– O Centro do Mundo é meu! – gritou. – Eu conquistarei o mundo!
Uma sombra de Pride veio em minha direção e agarrou a mim e a Envy, prendendo-nos de costas um para o outro no chão. O homúnculo tentou alcançar as próprias costas para tirar a faca, mas não conseguia. Notei mais alguns pedaços de seu rosto quebrarem-se com o esforço. Era bem capaz de minha adaga ter quebrado sua estrutura e acabar caindo sozinha. Deixei de prestar atenção no que acontecia perto do Pai e fixei meu olhar em Pride, que apertava a mim e a Envy com suas sombras o máximo que podia.
– Traidores. – rosnou. – Sabia que devia ter acabado com vocês enquanto pude.
Ingenuidade de minha parte achar que poderiam apenas estar querendo se salvar.
– Sim. – rebati com dificuldade para respirar. – Mas meu plano não é atrapalhar o Pai.
Ele ergueu uma sobrancelha.
– Não? E qual é?
Eu sorri.
– O que acha? – Envy respondeu por mim. – Matar você, idiota.
Pride sorriu, balançando a cabeça e se virando para ver o Pai.
– Ele decidirá o que fazer com vocês depois. – informou sem nos olhar.
Eu acompanhei o olhar do homúnculo. Agora o Pai estava sentado em sua cadeira e jogou um sacrifício para cada lado. Vi Hoheheim explodir algumas coisas próximas ao Pai, que saiu intacto, entretanto. Espera, pensei. Nem cheguei a ver de onde Hoheheim surgiu.
– O Centro do Mundo. – disse o Pai, socando a mesa bem no centro de um pequeno círculo de transmutação ali desenhado. – É aqui!
Então começou a acontecer. Um olho se abriu na cabeça de cada um dos sacrifícios humanos. O ambiente iluminou-se fortemente e eu vi Pride sorrir enquanto protegia o próprio rosto. Eu estreitei meus olhos. A iluminação começava a machucar. Tentei inutilmente mover minha mão um centímetro para pegar na de Envy, mas Pride apertou ainda mais as sombras, fazendo-me ofegar.
Então, antes que eu percebesse, uma onda de ventania passou por mim, quase me tirando do lugar.
– Isso mesmo! – ouvi o Pai falar. – Lutem, portões! Reflitam vocês mesmos! Que energia maravilhosa, eu mal posso contê-la! E com esse poder, eu abrirei o portão desse planeta!
E a partir daí eu perdi quase todos os sentidos, exceto o que me emanava uma forte dor de cabeça. Pensei se todos estavam se sentindo assim.
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