Notas iniciais
Divirtam-se ;)

Anteriormente...

Nunca 30 minutos havia se passado tão devagar, depois do que se pareceram milênios Annie finalmente saiu do banheiro, Lucy não consegui ler nada em sua expressão o que estava a deixando ainda mais nervosa. "Pelo amor de Deus, Annie!" Annie então estendeu a mão com os dois testes pra que Lucy pudesse ver duas linhas vermelhas em cada um dos testes. "Parabéns... Mamãe!"

Lucy estava sentada encolhida na sua cama, um mês havia se passado desde que descobrira que seria mãe daqui a exatos seis meses. Ian ainda não havia acordado ou mostrado algum progresso, uma parte dela achou que a gravidez só tornaria tudo isso ainda mais difícil, mas na verdade era a única coisa que a mantinha em pé, se não fosse por essa criança, provavelmente já teria desestido, mas quando pensava na possibilidade de ter um futuro com Ian como uma família, era como se uma onda de força invadisse seu corpo e renovasse sua fé. Era realmente incrível como Deus sempre sabia o que fazer.

Ela acariciou a barriga, agora já amostra e, apesar das lágrimas que se acumulavam em seus olhos, não pode deixar de sorrir, "Só espero que seu pai não tenha um ataque quando acordar e descobrir que vai ser papai" disse ela dando leve sorriso ao imaginar a cena. "Eu amo você" sussurou ela mais uma vez fazendo carinho da barriga e secando uma das lágrimas que haviam escapado.

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Quando Lucy recebeu o telefonema avisando que Ian havia finalmente acordado depois de quase quatro meses apagado ela estava no consultório da obstetra pra ver se estava tudo bem com o bebê que agora completava cinco meses de gestação, estava tão eufórica com a notícia que nem esperou para pegar os resultados da ultra, apenas avisou que passaria lá outro dia para pega-los e disparou em direção ao hospital.

Todos estavam lá, dos seus pais a colegas de trabalho, e até uns primos que Lucy tinha quase certeza que Ian nunca mencionara. "Lucy!" exclamou Mary, andando em direção a ela "C-Como ele está? Eu posso entrar?" gaguejou Lucy devido ao nervosismo. "Ele está bem sim, graças a Deus, só está um pouco confuso, mas nenhuma sequela foi encontrada. E sim, você pode vê-lo!" Lucy não pode deixar de sorrir, isso estava realmente acontecendo? "Lucy!" chamou Mary quando ela já estava indo em direção ao quarto dele "Só... Vai com calma, isso tudo pode ser um pouco 'chocante' pra ele." disse Mary olhando pra sua barriga. "Pode deixar!" disse Lucy continuando seu caminho até o quarto 163.

Lucy respirou fundo antes de abrir a porta, sua barriga parecia ainda mais pesada do que de costume e sentia como se todo o ar tivesse sido puxado de seus pulmões. Passou tanto tempo sonhando acordada com esse dia que agora se sentia como uma criancinha no primeiro dia de aula; ansiosa, nervosa e assustada, tudo de uma vez.

Assim que a porta abriu, ian virou a cabeça em sua direção e abriu o sorriso mais lindo do mundo, meu Deus era surreal como sentira falta desse sorriso, desses olhos, dele. "Hey" disse ela timidamente "Hey" respondeu Ian agora com o olhar fixo na barriga dela "Você..." Lucy assentiu levemente com a cabeça e podia jurar que por um pequeno momento o olhar de Ian era de tristeza "Quanto tempo eu..." Ian não era capaz de terminar uma frase sequer, em outra ocasião ela provavelmente riria da expressão que ele fazia "Mais ou menos quatro meses" respondeu Lucy sentando-se na cadeira ao lado da cama dele. Havia passado tanto tempo sentada ali que ela já estava começando a ser mais familiar e confortável do que sua própria cama. Ian não disse nada por um bom tempo, parecia prestes a chorar, tudo que ela queria era deitar ao seu lado e garantir a ele que tudo iria ficar bem, que eles iam passar por tudo isso juntos, mas estava com medo de ir rápido demais. "Eu...Quantos meses?" murmurou ele engolindo as lágrimas "Ei, não chora por favor" disse Lucy pegando em sua mão, Ian abaixou a cabeça, quase como se estivesse envergonhado e dessa vez foi Lucy quem teve que engolir as lágrimas. "Amor, olha pra mim..." "Quantos meses Lucy?" disse Ian sem alterar o tom de voz "Cinco" disse ela baixiho, não tinha certeza se ele havia escutado até que uma lágrima escapou dos olhos dele "Cinco..." ele soltou uma risada incredula e olhou para Lucy. Só então Lucy pode perceber o quão triste ele parecia e aquilo a destruiu por dentro, queria dizer pra ele que estava tudo bem, que eles ainda tinham o futuro todo juntos, mas sabia que não seria assim tão fácil, afinal ele além de perder quatro meses de sua própria vida, perdeu os primeiros meses de gestação do seu primeiro filho, não podia culpa-lo por se sentir tão mal.

"Lucy, eu sinto muito..." sussurrou Ian "Não tem nada pra se desculpar. Ian eu sei que isso deve estar sendo um choque pra você, e que você provavelmente deve estar arrasado, por que eu sei que eu fiquei quando descobri que você não estaria comigo nesse início..." Ian secou uma lágrima e desviou o olhar dela novamente "Amor, olha pra mim, eu passei meses com medo que talvez eu nunca mais ouvisse sua voz, sentisse teu cheiro, seu abraço, seu beijo. Mas eu também passei meses acreditando que você ia se recuperar e que a gente ia finalmente poder ser uma família, junto com essa pessoinha aqui, então por favor, eu não quero que você se culpe por não estar aqui esses primeiros meses, eu quero que você agradeça por estar aqui e poder passar o futuro ao lado dela." Assim que acabou de falar Lucy sentiu a garganta fechar por causa das lágrimas, ouviu Ian respirar fundo "Por que você sempre tem que ter esses discursos totalmente deprimentes e motivadores?" perguntou ele fazendo-a rir "Ei, não foi deprimente ok?" rebateu ela dando um tapinha em seu ombro. Ian sentou na cama e pegou a mão da namorada "Obrigada, você sabe, por não ter desistido de mim..." disse ele com um sorrisinho tímido "Eu amo você" disse ela apertando a mão dele "Eu também te amo, pra sempre" respondeu ele "E eu amo você também" disse ele tocando a barriga dela pela primeira vez e voi exatamente nessa hora que Lucy sentiu um chute "Wow!" Lucy não conseguiu não sorrir com a cena "Ela gosta de você" "É uma menina?" perguntou Ian, Lucy concordou levemente com a cabeça. Durante algum tempo ela havia se convencido que só iria ver o sexo quando Ian estivesse com ela, mas a curiosidade foi maior e não conseguiu esperar. "Minha menininha" falou Ian com um sorriso bobo no rosto e esse foi o momento em que Lucy quase se afogou nas próprias lágrimas, eles estavam juntos, os três e isso era tudo que importava pra ela. "Vem cá!" disse Ian chegando pro lado na cama "Ian eu não posso..." "Que não pode o que, você está gravida, você pode tudo!" interrompeu ele, definitivamente ele ia ser o pai mais babão do mundo.

Lucy então se acomodou na cama ao lado dele apoiando a cabeça em seu peito, ele se inclinou para que seus lábios pudessem se encontrar depois do que parecia uma eternidade separados e Lucy sentia como se todas as peças do quebra cabeça se encaixassem novamente.

Notas finais
Não, eu ainda não cheguei ao fim, ainda há algumas coisinhas que eu gostaria de explorar nessa fic. Espero que vocês tenham gostado!! ps: Obrigada pelos comentários, amo vocês!