Liberty Walk: A Última Música
11 Capítulo 11: Barely Breathing
Notas iniciais
Ronnie
Meu Deus. Eu estava congelada. Will havia me pedido em casamento. Em público. Na Times Square. Devia aceitar? Estava respirando com dificuldade e olhando aqueles lindos olhos azuis que estavam olhando nos meus também. Eu estava vendo dentro dele. Vendo o quão bom ele era e o quanto eu amava ele. Meu Deus. Eu via tudo claramente, apesar de só ver eu e ele ali, naquela multidão onde pessoas de vários países diferentes viam essa cena.
-Eeeeu...
Caralho. Não estava conseguindo falar direito. Estava travada. Apenas estendi minha mão e abri meu sorriso mais verdadeiro. Todos a nossa volta pulavam e comemoravam e vi aquele sorriso do Will, o verdadeiro, de quando o conheci.
-Aceito, meu Will... – Falei com dificuldade e minha voz estava uma merda, eu sabia disso porque ele riu. Amava o fazer rir daquele jeito.
Ele se levantou do chão, ainda estava de joelho esperando minha resposta, eu não sabia quanto tempo havia se passado. Ele se levantou, e me abraçou com aqueles braços fortes, me virou e me deu um beijo. Um beijo de cinema. O melhor da minha vida. Eu ainda conseguia ouvir os gritos das pessoas atrás de nós. Senti um gosto de sal. Ele estava chorando. Como ele era fofo. E como ele era meu.
Will
Eu estava ajoelhado diante dela e de milhões de pessoas. Estava congelado, mas fiz apenas o que meu coração mandou. Larguei tudo, esqueci tudo. Pedi-a em casamento. Era isso o que eu queria. Não havia ficado com nenhuma loira aquela noite no Breadstix. Havia ficado no hotel, vendo séries japonesas e animes na televisão. Mas Bill saiu. Bill é meu irmão mais novo. Temos apenas um ano de diferença e nossos tios costumavam dizer que éramos gêmeos. Parecíamos mesmo. Eu ainda estava esperando ela responder. Será que ela negaria? Senti um frio na espinha só de pensar nessa possibilidade. No meio da multidão, avistei Tyler olhando pra mim com aquela cara de hmmmmmm que ele fazia desde o ensino médio quando eu falava que estava gostando de uma garota.
Ela não respondeu nada por dez minutos. Pareceram dez horas. E então ela estendeu sua mão. Entendi como um sim e coloquei o anel nos dedos delicados dela. O sorriso dela era tão lindo, radiante, ela era linda. Ela não estava conseguindo falar, e isso era encantador. Levantei da posição ajoelhada-romântica que estava e abracei-a com toda a minha força, virei ela e meus lábios tocaram os lábios dela. Ela correspondeu ao meu beijo. Estávamos ambos com a respiração comprometida, era tudo muito perfeito. Não acredito que fiz isso. Sempre fui tímido e pedi uma garota em casamento na Times Square. Meu Deus!
Não pude interromper quando uma lágrima rolou do meu rosto e Ronnie percebeu isso. Dane-se. Estava tudo consertado. Sussurrei no ouvido dela que a amava e de repente tudo sumiu. Dei as mãos pra ela, o círculo de pessoas foi se desfazendo, e era engraçado como todos comemoravam nosso casamento, mesmo sem nos conhecer. Saímos andando pela Times Square, apenas sorrindo um para o outro. Larguei meu violão para trás, a caixinha do anel de Ronnie, mas vi, por cima de meus ombros que Tyler cuidava de tudo. Caramba, devo muito a ele também.
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