Liberty Walk: A Última Música

3 Capítulo 3: He could be the one


Notas iniciais
Leia ouvindo a música He Could be the one, Hannah Montana

He's lightning
Sparks are flyin'
Everywhere I go he's always on my mind and
I'm goin' crazy
About him lately
And I can't help myself from how my heart is racing

Think I'm really digging on his vibe
He really blows me away

He's got something special
He's got something special

Ronnie ainda andava com Will na cabeça.Toda hora, todo lugar, e aquele ordinário não a dava nenhuma notícia. Voltava a pensar que ele estaria agora andando com uma garota loira e bem sucedida no gramado verde de Vanderblit. Ela ainda pensava que era uma amor de verão, mas agora, depois do seu julgamento (e de sua absolvição) tudo estaria mudado. Ela iria para a Julliard e encontraria o cara perfeito.

-O que está acontecendo Ronnie? – Steve perguntou, esperando pela resposta.

-Nada – Num tom seco e mal humorado.

-Filha, acho que deveria esquecer este cara.

-Muito obrigada, senhor óbvio.

E voltou para seu quarto, adormeceu novamente. Pensou em sair para falar com Blaze, mas ela estava mudada e internada com suas queimaduras no hospital.

“Plim Plim”, era o celular de Ronnie. Ela sentiu borboletas no estômago ao ver o que o leitor indicava “Nova mensagem de Will”. Leu aquilo, e sentiu um enjôo, mas não pode deixar de sentir raiva, desprezo por aquele cara que a desprezara. Criou coragem e ligou para ele.

-Eu sabia que isso aconteceria.

-Ronnie? Oi, que surpresa, estou morrendo de saudades.

-Pare de ser falso, garoto. Eu sei que você tem outra. Por que você me deixou pensar que você me ligaria, me visitaria?

Will sentiu calafrios.

-Ronnie, eu... Eu não sei do que você está falando.

-Pare com isso, Will... Quem está querendo enganar? –Seus olhos começaram a soltar lágrimas, e quando se deu por si, estava chorando, Will percebera e o melhor que faria seria ficar quieto.

Ronnie resolveu expressar-se, de uma maneira diferente, através de uma paródia. Começou a cantar...

He's lightning
Sparks are flyin'
Everywhere I go he's always on my mind and
I'm goin' crazy
About him lately
And I can't help myself from how my heart is racing

-Ronnie, eu...

O telefone já havia sido desligado. Ronnie ainda estava em prantos. Will estava ligando, mas preferiu não atendê-lo.

Ele tinha algo de especial. Tinha. Realmente, percebera que tinha sido boba. Um cara perfeito como esse, gostar de uma garota como ela?

Mas, resolveu que não iria se abalar. Não valia a pena, um traidor como Will, não merecia nem mesmo suas lágrimas. Queria se trancar no quarto e chorar, mas viu o piano em sua frente...

Lembrou que havia prometido nunca mais tocar aquilo. Mas, era uma válvula de escape, pelo menos para aquele momento. Sentou-se e a melodia saiu, de um modo natural, e chorando, continuou aquilo. Steve e Jonah estavam vendo de longe, mas preferiram não interferir. Aquela melodia era só dela, só ela entendia, e ninguém poderia opinar, nem mesmo elogiar.

Parou.

-Minha vida é uma merda! – Gritou.

Realmente, sua vida não era das melhores. Não podia sair da cidade, por conta de um crime que realmente não havia cometido, apesar de ter sido absolvida. Seu (ex) namorado, não ligava mais pra ela, nem sequer mandava uma mensagem de texto.

-Não, não é querida!

-Pai, claro que é. Fui absolvida, mas não posso sair da cidade, meu namorado está com outra em Vanderblit agora, o que mais posso querer? – ironizou.

-Ronnie, você deve ver a vida em outro ponto de vista. Você tem saúde e uma família que te ama.

Essas palavras invadiram seu íntimo, nunca havia pensado daquela maneira. Mas, mesmo assim, sua vida estava uma merda.

Mas, será que realmente Will estaria andando com uma loira bem sucedida agora? Esses pensamentos não seriam apenas em sua cabeça? Chegou a sentir pena de Will, mas não queria pensar nele, o que era quase impossível. Estava a todo momento pensando naquele idiota e, como poderia ter sido tão besta de acreditar que um amor de verão poderia ter futuro. Ronnie estava atônita e não sabia direito no que ia dar. O verão estava acabando e com ele seu prazo de permanência na cidade.