Liberty- One Shots
93 Capítulo 94- Kol & Lydia.
Notas iniciais

POV Kol.
Terminava de guardar minhas coisas e fechei a bolsa. Olhei pelo quarto se não faltava nada, estava tudo certo. Peguei meu celular e desci.- Povo, estou indo.
— Até que enfim!- Rebekah disse.
— Nossa, que felicidade por se livrar de mim por alguns dias.- Disse.
— Nem sabe o quanto.- Rebekah disse.
— Você é tão amorosa, Bekah.- Freya disse.
— Demais.- Mexi no cabelo dela.- Ainda mais agora que está lá na universidade com a gente.
Ela descia as escadas.- Já vai?
— Já? Você vai sentir falta de mim, não é?- Passei o braço pelos ombros dela.- A Bekah está me expulsando.
Ela se soltou.- A sua queridinha Katherine provavelmente vai.
— E olha o ciúme ai. Eu sei que sou gostoso, tem de mim para todas.- Disse.
— Segundo seus amigos, a gostosa aqui sou eu.- Ela sorriu e prendeu os longos cabelos em um rabo de cavalo.
— Epa, quem é o safado?- Questionei.
— Não sei.- Ela disse.
— Estou de olho em Tatia.- Disse.
— Que medo.- Ela falou.
— É para ter. Quando eu voltar vemos isso. Cadê a mãe?- Toda vez que eu saia assim tinha que falar com ela, se não ela me matava na volta.
— Deve estar lendo no jardim.- Tatia disse.
— Tudo bem, tchau para vocês.- Sai e passei pelo jardim, ela estava lá.- Mãe, tô indo.
Ela fechou o livro.- Tudo bem amor. Se cuida e liga sempre que puder.
— São só três dias.- Disse.
— Ok, então não liga. Eu fico acordada te esperando na madrugada até você ter o bom senso de aparecer em casa e eu peço que você me ligue um dia por cinco minutos e você fica reclamando. Ok, ok.- Ela disse.
— Meu Deus, que drama.- Beijei ela no rosto.- Eu ligo, pode deixar.
— Acho bom.- Ela disse.
— Tchau. Vou voltar com mais uma vitória.- Disse.
— Tenho certeza que sim querido.- Ela sorriu.
— Deixa eu ir, tchau.- Sai e peguei o carro, indo para faculdade. Cheguei e estacionei, indo para a quadra.- E ai.- Disse entrando.
— E ai.- Scott disse.
— Achei que ia correndo atrás do ônibus.- Damon disse.
— Gracinha, o povo ficou falando e me atrasou.- Disse.
— Sua mãe grudenta do jeito que é, nem duvido mesmo.- Tyler disse.
— A é, a tia Esther é grudenta mesmo, ela podia grudar em mim.- Damon disse.
— Que isso Damon?- Scott questionou.
— É a verdade ué.- Damon disse.
— Você acha a mãe do Kol gostosa?- Scott perguntou.
— Não como as irmãs. As suas irmãs; vou te falar.- Damon disse.
— As irmãs eu concordo. A mãe dele nunca vi.- Scott disse.
— O rapaz, minhas irmãs não são para teu bico.- Disse.
— Que isso, vai dar um de ciumento?- Damon questionou.
— Acho que todas as mulheres da família do Kol são gostosas. E a mãe dele é grudenta, mas se ela grudasse aqueles peitos em mim, eu não ia reclamar.- Tyler disse.
— Ai cacete, calem a boca. Vamos, liberaram para ir para o ônibus.- Disse.
— Vamos.- Scott disse.
Saímos, guardei minha bolsa e entrei no ônibus.- E ai meninas?
— E ai Kol.- Allison disse.
— Oi Alli, oi Lydia.- Disse.
— Oi.- Lydia disse.
POV Misto. (Kol e Lydia.)
Sentei atrás delas e sempre achei Lydia linda, não sei porque não chegava nela.
O ônibus saiu e eu fiquei mexendo no celular.
Os meninos zoavam e ria deles, e depois acabei dormindo um pouco. Quando acordei estávamos parados e muitos não estavam ali, só uma ruiva no banco da frente.- Lydia?
— O que?- Perguntei.
— Onde estamos?- Perguntei.
— Em uma lanchonete.- Disse.
— Ah tá. Eu gosto quando vamos a São Francisco e você?- Perguntei.
— Não faz diferença de LA.- Disse.
— Não gosta de viajar?- Perguntei.
— Isso não é uma viajem.- Disse.
— É uma mini, eu sei.- Disse.
— Ok.- Disse.
Levantei e sentei ao lado dela.- Não quer nada lá de fora?
O olhei. Ele estava se achando muito intimo para meu gosto.- Meu irmão vai me trazer.
— Ah tá.- Disse.
— Você tem mania de só falar “ah tá”?- Questionei.
— Depende.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Sabe, tá bem confortável aqui.- Disse.
— O ônibus é confortável.- Disse.
— Estar ao seu lado também.- Disse.
Sorri.- Kol, você já pegou todas as líderes e todas morrem de amores por você, porém, querido, não vai ser com essas cantadas que usa em todas e estão bem vencidas que vai conseguir algo comigo. Desencana.
— Me chamou de mulherengo?- Perguntei.
— Galinha, para ser mais exata.- Disse.
— Olha, então minhas penas estão bem escondidas.- Disse.
Peguei o braço dele, indicando os pelos.- Estão bem aqui.
Peguei a mão dela.- Mãos tão gostosas.- Adorei o toque dela.
O olhei. Ele é lindo, mas galinha.- Você devia guardar esses elogios para as garotas que você vai pegar.
Olhei ela. Não tinha reparado em como os olhos dela eram bonitos. Toquei o rosto dela.- Você vai ficar comigo Lydia.
— E porque você faz questão disso? Por gostar de mim é impossível, é a primeira vez que estamos nos falando e a primeira que me olha nos olhos.- Disse.
— Não sei, só sei que vai, guarda isso.- Disse.
— Sonha.- Disse.
— Ah, eu vou, tenha certeza.- Disse.
Fiz cara de nojo.- Poupe-me disso.
— Kol, me dá licença.- Allison disse.
— Claro Allison, até mais Lydia.- Disse.
— Até.- Disse.
Voltei e sorri. Sei lá, tinha sentido uma coisa diferente ao olhar ela daquele jeito. Chegamos e o jogo no outro dia foi difícil, viramos nos últimos minutos. Claro que foi uma empolgação só. Tínhamos a noite livre e todos fomos para uma lanchonete. Sentei ao lado da Lydia.- Gostou do jogo?
— Vocês jogaram bem.- Disse.
— E a cesta que fiz para você?- Perguntei.
Ri.- O que?
— Eu fiz as cestas para você.- Disse.
— Hã...- Claro que aquilo me pegou de surpresa. Garanto que ele está brincando comigo, deve ser algum tipo de aposta.- Você joga bem Kol, não precisa que eu te diga.
— Nossa, que recepção, fiz todo animado.- Disse.
Mordi meu lábio e suspirei.- Desculpe. Não estou acostumada com esse tipo de tratamento de garotos.
— Como não?- Perguntei.
— O que?- Perguntei.
— Como não está acostumada? Você é linda.- Disse.
— Garotos só percebem isso quando se usa saias, shorts ou vestidos curtos. Prefiro jeans e moletom.- Disse.
— Um jeans bem colocado, ainda mais com pernas como a suas...- Disse.
Ri.- Você não presta.
— O que?- Perguntei.
— Hã... modo de falar.- Disse.
— Você não me conhece, então pode me dar uma chance.- Disse.
— Quer dizer que se conhecesse não te daria uma chance?- Perguntei.
— Já teria dado.- Disse.
— Convencido.- Disse.
— Eu sei.- Roubei uma batata dela.
— Que bom.- Disse.
— Hey Kol, vem aqui.- Damon chamou do balcão.
— Estou ocupado.- Disse.
— Pode ir se quiser.- Disse.
— Estou bem aqui.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Você está dançando muito bem.- Disse.
— Obrigada. Gosto de dançar.- Disse.
— Eu também.- Disse.
— É sempre bom.- Disse.
— Podemos fazer isso então, ir dançar.- Disse.
— Estou cansada hoje.- Disse.
— Pode ser quando a gente voltar.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Mesmo?- Sorri.
— Sim.- Disse.
— Para ficar melhor para gente, pode ser sábado.- Disse.
— Ok.- Disse.
Cheguei junto dela.- E gosta de que músicas?
— Bem, no momento estou gostando bastante de Flashlight da Jessie J.- Disse.
— Eu também!- Disse.
— Sério? Não me parece seu tipo.- Disse.
— E o que parece meu tipo?- Perguntei.
— Musicas agitadas.- Disse.
— Eu tenho um gosto bem eclético.- Disse.
— Ah sim. Outro que está muito é o Justin Bieber. What Do You Mean?, Sorry e Purpose estão ótimas.- Tomei do suco.
— Ah sim. Eu sou louco pela Rihanna, aquela mulher cantando e dançando...- Disse.
— Nossa, se seu gosto é esse, não levo mais como elogio quando dizer que me acha bonita.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Ela é feia pra caramba.- Disse.
— Que isso.- Disse.
— Que isso digo eu.- Disse.
— Cada um com sua opinião, se você gosta daquele franguinho.- Disse.
— Você já viu ele sem camisa por acaso? Acho que você está parado no tempo de Baby. E ele joga basquete melhor que vocês.- Comi uma batata.
— Duvido.- Disse.
— Vou fazer você assistir o filme dele então.- Disse.
— Não, obrigado.- Disse.
Ri.- Preconceituoso. Só porque ele arrasta multidões de mulheres, que elas jogam calcinha no palco e morreriam para estar na cama dele, os homens morrem de inveja e ficam chamando ele de gay e tudo possível né?
— Na cama dele? Aquele moleque tá é perdido no que anda fazendo.- Disse.
— Você está com as notícias velhas mesmo. Deixa para lá. Homens são sempre assim mesmo.- Pedi um hambúrguer.
Dei os ombros.- Então, história né?
— Sim.- Disse.
— Eu gosto. Não conseguiria estudar por ser agitado, mas é legal.- Disse.
— Sim.- Disse.
Sorri e gostava de estar ali com ela conversando, o que era estranho para mim estar só conversando. Mas isso não anulava o resto; tipo como a boca dela era atraente e sexy. Como as pernas dela eram lindas e aquelas coxas... Ah, como eu queria pegar ali.
— Bem, eu vou indo.- O cara trouxe meu hambúrguer, tinha comprado para comer no hotel. Levantei.- Agora começa a comemoração de vocês mesmo.
— Já tive meu prêmio.- Sorri para ela.- Vou com você.
— Hã... Ok então.- Disse.
Paguei o que tinha comprado e sai com ela.- Esse uniforme fica ótimo em você.
— Obrigada.- Disse.
— Quer minha jaqueta?- Um vento friozinho da noite atingiu a gente.
— Quero, obrigada.- Disse.
Tirei e botei nela, aproveitando e tocando no pescoço, e inspirando ali.
Me arrepiei. Ele estava querendo se aproveitar já. Ele é bem esperto. Enfiei os braços na jaqueta e a ajeitei.
— Ficou ótimo.- Disse.
— Ficou grande.- Disse.
— Bom que ninguém fica de olho.- Disse.
— Você parece meu irmão.- Disse.
— Eu sei a sensação, tenho irmãs, mas não é o caso.- Disse.
— Ok.- Disse.
Passei o braço em volta dela e andávamos. O hotel não era longe.- Aqui é tão legal, tem um jeito aconchegante.
— Sim.- Disse.
— Ter ganhado e com essa companhia, melhor ainda.- Disse.
Sorri.- Você e sua lábia.
— Acha que estou mentindo?- Perguntei.
— Pelo contrário. Tenho certeza que está falando sério.- Disse.
— Que bom que sabe.- Disse.
— Pois é.- Disse.
Chegamos a rua do hotel e entramos.- Podia ir para o meu quarto, vou comer também.
— Hã... acho que não.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque não.- Disse.
Eu não ia forçar e perder o encontro que teríamos.- Tudo bem.
— Ok.- Disse.
Subimos e fui até a porta dela.- Então, sábado.- Sorri.
— Sim, sábado.- Disse.
— Ótimo.- Me aproximei e beijei perto do canto da boca dela. Porque eu estava gostando de agir assim com ela? Eu não era assim.
— Boa noite.- Sorri e entrei.
Sorri e fui para o meu quarto. Não estava afim de ficar no meio da bagunça, minha cabeça estava em outro lugar mesmo. Ah Lydia... Fui tomar banho e o rosto dela vinha a minha cabeça; aquela boca, tinha jeito de ser atrevida. Ela com certeza devia ser uma delícia, tanto de beijar quanto a sentir no meu pau... Suspirei e uma vontade louca me invadiu, e cedi a ela; me masturbei pensando apenas nela. Fiquei até mais leve depois daquilo. Comi e me deitei, estava cansado, mas no final, sonhei com ela.
No outro dia, me acordei e Allison ainda dormia. Fui tomar um banho e foi rápido. Hoje era o dia de ir embora, então somente coloquei uma calça jeans, um top preto bem confortável e uma blusa branca bem soltinha e quase transparente. Calcei um all star fofinho. Eu gosto de roupas confortáveis e roupas mais “chiques”. Em questão de roupa sou eclética. Escovei os dentes, prendi meu cabelo em um rabo de cavalo, passei o protetor solar no rosto em questão das minhas sardas, um corretivo nas olheiras, um pó no rosto, rímel e um batom clarinho. Sai do banheiro e Allison já estava se arrumando. Depois de aprontar tudo, descemos para ir embora.
Estava já na porta, esperando o povo descer para irmos.
— Eu preciso de um café. Ou melhor, um travesseiro.- Damon disse.
— Nem me fale.- Tyler disse.
— Porque está com essa cara de descansado?- Damon perguntou.
— Por que eu dormi tranquilo, igual bebê.- Disse.
— Desde quando?- Scott perguntou.
— Oh, alguém comeu a irmã de alguém.- Damon disse.
— O que!?- Tyler exclamou.
— Opa, não peguei ninguém. Eu e Lydia tivemos um tempo agradável, mas longe da cama.- Disse.
— Acho bom mesmo. Se você encostar esse seu pau imundo na minha irmã, vai ficar sem ele.- Tyler disse.
— Ui, que meda.- Disse.
— Falando em irmã; como vão as suas hein?- Damon perguntou.
— Estão muito bem; longe de vocês.- Disse.
— Eu fiquei sabendo que o Donavan está gamadinho na Rebekah, mas eu particularmente prefiro as outras quatro.- Tyler disse.
— Uh, aquelas quatro, vou dizer... Seus pais fecharam com chave de ouro.- Damon disse.
— Ai vão começar com essa merda; ainda bem que elas são melhores que isso para dar ideia para tipos como vocês.- Disse.
— Ui, ele defendendo as maninhas.- Tyler disse.
— Falando em irmãs...- Passei por eles.- Bom dia senhoritas.- Disse para Allison e Lydia.
— Bom dia.- Disse.
— Bom dia.- Allison disse.
— Alguém sabe se vai ter café antes?- Perguntei.
— Creio que sim.- Disse.
— Que bom, estou com fome.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Descansou?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Sabe que eu também.- Disse.
— Ok, entendi, tô sobrando, fui.- Ela riu e saiu.
A Allison adora me deixar nos momentos que mais preciso dela, ótima amiga que eu tenho.
— Então; vamos tomar café?- Questionei.
— Vamos.- Disse.
Eu fui com ela e logo todos vieram também para o restaurante, e não é que tinha café mesmo? Mas uma coisa louca sobre mim; eu não tomo café. Eu sei, é estranho. Peguei um suco e umas frutas; ah, um croissant integral e fui me sentar com ela.
Sentei e passava a manteiga no meu pão francês.
— Você sabe o quão pesado isso cai no seu corpo?- Perguntei.
— E...?- Questionei.
— Não faz bem mocinha.- Disse.
— E eu com isso?- Passei doce de pêssego por cima e mordi.
— Além de ser sexy, isso é uma terrível maldade comigo.- Disse.
— Como assim?- Perguntei.
— Eu amo doces.- Fiz bico.- Mas por causa dos esportes tenho que comer controlado.
— Escolha sua.- Comi um pedaço de queijo.
— Sim, mas eu amo jogar.- Disse.
— Que bom.- Disse.
Ela comeu mais e escorreu no canto da boca, e catei o doce.- Delícia.- Disse olhando para ela.
Baixei meu olhar pela vergonha. Ele era muito intenso e me deixava sem jeito.
Levantei o rosto dela.- O que foi linda?
— Hã... nada.- Disse.
— Acho que vou te chamar assim todo dia.- Disse.
— Como?- Perguntei.
— Linda.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Sério que não se acha em nada?- Perguntei.
— Como assim?- Perguntei.
— Linda.- Disse.
— Me acho. Porque?- Perguntei.
— Fica sem jeito quando te elogio.- Disse.
— É diferente.- Disse.
— Se acostume, vai ser sempre agora.- Tomei do suco.
— Ok.- Disse.
Terminamos o café e depois fomos para o ônibus. A viagem foi tranquila e chegamos a tarde de sexta em casa. Depois de nos despedir, eu pensava na Lydia toda hora, mas que droga está havendo comigo? Eu não costumava fazer essas coisas e agora estou todo animado porque ela vai sair comigo. No sábado escolhi o lugar e no fim da tarde me arrumei indo buscar ela.
Como era bem a tardinha, lá pelas 18:30, íamos ficar até a noite, então resolvi colocar um macaquinho, coloquei uma sapatilha, fiz uma maquiagem leve e deixei meu cabelo solto. A campainha tocou e fui atender.
Ela abriu a porta e meu ar faltou. Como ela podia estar tão sexy, simples, linda, numa roupa assim? Aquela abertura transparente fez minha cabeça girar em seguir por ali com minha boca e aquelas pernas...- Boa tarde.
— Boa tarde. Acha que devo levar meu casaco?- Perguntei.
— É melhor, estou sem jaqueta.- Disse.
— Ok. Um minuto.- Fui pegar meu casaco e voltei.
Saímos e me surpreendi de não aparecer ninguém.- Estava sozinha?
— Bem, meu pai é prefeito da cidade, então ele e minha mãe tem muitas coisas sociais por ai.- Disse.
— Oh, entendo. Acho que as meninas lá de casa invejariam sua liberdade.- Disse.
— Meus pais não me “mandam” desde dos meus 16 anos. Se eu já podia dirigir e votar, meu bem, eu me mando, muito obrigada.- Disse.
— Gostei de ver.- Disse.
— Bem, claro que eu dou satisfações para não deixa-los aflitos, mas não peço permissão.- Disse.
— Ok, foi injusto comparar o fato de que elas são de menores, você não.- Disse.
— Tecnicamente a partir dos 16 não é mais “menor”.- Disse.
— Tente dizer isso na minha casa.- Disse.
— Eu digo. Quer que eu vá lá e dê uma aula para seus pais? Comigo eles não iam se sobre sair não.- Disse.
Ri.- Isso ia ser engraçado de ver.
— Só porque eles são mais velhos não quer dizer que sabem mais.- Disse.
— Pois é, mas acho que a pior fase está acabando. As quadrigêmeas quando vermos estarão vindo para a faculdade, ai acho que eles vão desencanar.- Disse.
— Ok.- Disse.
— E vamos deixar isso de lado. Já tenho muito deles para eles reinarem nesse encontro.- Chegamos no carro e abri a porta para ela.
Entrei no carro.
Entrei e sai com o carro.- Quer comer antes, durante ou depois?
— Durante o que?- Perguntei.
— Ir dançar.- Disse.
— Durante ou depois. Estou sem fome.- Disse.
— Ok, vamos direto então.- Liguei o som, estava em Maroon 5 e seguimos para a boate. Me empolguei com a musica e cantava junto.
Sorri e olhava pela janela.
Quando dava, olhava ela e aquelas pernas... Ah, elas estavam me distraindo e pensar nelas envolta da minha cintura, me excitando.
— Quer um chiclete?- Perguntei enquanto pegava um na bolsa para mim.
— Quero.- Seria bom eu me distrair.
— Eu amo essa musica; sugar. Geralmente eu canto ela em algum momento em família.- Sim, eu canto e toco violão, mas nada demais também.
— Faríamos uma ótima dupla.- Disse.
Sorri.- Mas uma musica que eu gosto de cantar e dançar é Cool For The Summer, da Demi.
— Ela é ótima, tanto a música quanto a Demi.- Disse.
— É, cantando ela é excepcional, nem posso dizer ao contrário, porém a única musica dela que entrou na minha playlist e ainda não saiu é essa. Porque as outras são muito ritmo de Disney, sabe? Enjoa fácil.- Disse.
— Nada de Let it go, por favor.- Disse.
Ri.- Pois é.
Pegamos um pouco de trânsito e chegamos na boate logo que ela abriu. Por ser um lugar badalado, já estava cheio.- Quer beber o que?
— Qualquer coisa.- Disse.
— Coquetel de morango?- Perguntei.
— Pode ser.- Disse.
Sentamos e começamos a beber. Conversar com ela era fácil e divertido também. Ela tinha uma opinião forte e gostava disso. Gostava também de só ficar olhando ela, eu estava doido. Fomos dançar e ficar colado nela era gostoso, como imaginava.
Eu adorava dançar e dançar com Kol era mais “leve” do que achei que seria. Claro que estava meio envergonhada, mas perto dele não sentia tanta vergonha. Sei que não podia me dar ao luxo de me apaixonar por ele, ele não era esse tipo de cara.
— Agora tenho mais certeza ainda que dança bem.- Disse no ouvido dela.
Sorri.- Você também dança bem.
— Melhor ainda é estar assim com você.- Rocei o nariz, descendo para o pescoço dela.
Me arrepiei e sorri.- Bem, você mal me conhece.
— Isso não é verdade.- Disse.
— É sim.- Disse.
— Mas não impede de gostar de estar com você.- Beijei o pescoço dela.
— Eu sei.- Disse.
Subi e fui a beijar.
Eu não sei se ficava feliz ou não por ele estar indo com tanta calma. Porque ele não me beijar me fazia pensar se devia o beijar ou não, claro que a resposta foi não, então me afastei.
A olhei sem entender.- O que foi?
— Eu não quero.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque não.- Disse.
Não pensei e a beijei. Eu a desejava demais. Sabe aquele tesão louco? Mas tinha algo a mais.
O afastei.- Não.
— Tudo bem.- Voltei a encostar o meu rosto nela e dançar, mas me perguntava por que ela não queria me beijar. Estaria com bafo? Ou ela não estava gostando de mim.
Ele estava bem louco se achava que eu ia ficar ali. Como não devia satisfações a ele, só me afastei e sai dali.
— O que foi agora?- A segui.- Lydia.
Sai da boate e acenei para o táxi parar.
— Lydia, espera.- A alcancei e a segurei.
— Me solta.- Disse.
— Não, não vou deixar você ir embora. A gente estava se divertindo.- Disse.
— Me solta.- Disse.
— Não!- A segurei pela cintura, deixando a gente colado. Droga, meu corpo reagia sempre que estava assim com ela.
— O que você está fazendo?- Tentava me soltar dele.
— Parando você.- Disse.
— Eu quero ir embora! Me solta.- Disse.
— Lydia para, porque?- Percebi que olhavam para gente, principalmente o segurança.
— Não é da sua conta.- Disse.
— Vamos entrar; você toma alguma coisa, se acalma.- Disse.
— Algum problema senhorita?- O segurança perguntou.
— Eu quero ir embora.- Disse.
— Solta a senhorita rapaz.- Ele disse.
— Não se mete. O que deu em você?- Perguntei.
Eu já estava começando a ficar assustada e com medo de Kol.- Eu só quero ir embora. Me solta.
Eu ia responder, mas o segurança me puxou e rodou que só vi e senti a parede na minha cara.
— Pronto senhorita, pode ir, ele não vai lhe incomodar.- Ele disse.
— O senhor tá louco? Porque fez isso? Eu só queria ir embora, ele não estava me atacando.- Disse.
— Conhecemos bem esse tipo.- Ele o segurou contra parede mais forte.
— Você está muito ferrado sabe disso, não sabe?- Tentei me soltar.
Suspirei. Eu só me meto em confusão mesmo. Acho que depois dessa vou faltar a faculdade um mês ou mais para me esquecer. Eu não sabia o que fazer e odiava me sentir assim sem reação, então só entrei no táxi e fui embora.
Assim que o táxi dela se afastou o cara me soltou, eu fiz questão de entrar e fazer reclamação. E claro ia processar ali, eu tinha me machucado! Porém com mais raiva estava era da Lydia, não tinha entendido o surto dela e pior que tinha gostado de quando a beijei. Uma noite ótima tinha virado uma loucura. Era cedo então fui para a praia e só cheguei em casa tarde. No domingo fiquei de molho e olhando as fotos do jogo, a vi. Merda, ela tinha que ser tão linda? Mexendo no WhatsApp, acabei chamando ela. Ela não respondeu. Deixei o telefone de lado. Merda. A segunda foi chata e eu estava de péssimo humor. Levei dias para ver ela de novo, não aguentei.- Já é seguro se aproximar de você?
Senti meu rosto corar e meus batimentos acelerarem. Tinha ficado realmente assustada aquele dia. Não respondi nada. Não porque não queria e sim porque não ia conseguir mesmo.
— Então...- Ela não falava nada.- Agora não está falando comigo?
Me levantei e sai.
Segui ela.- Hey, vai ficar assim é?
Caminhando não conseguia sentir plenamente, mas sabia que estava tremendo. Porque ele insistia em mim?
— Lydia.- Segurei no braço dela.- O que você tem?
— Me solta.- Disse.
Soltei, mas não me afastei.- Lydia, qual é o problema? Você sem falar nada fica difícil adivinhar.
— Eu não quero falar.- Disse.
— Lydia.- Entrei na frente dela. Estávamos no campus e não tinha muita gente.- Calma, ok? Se não quer não toco, nunca faria nada disso.
Eu estava me sentindo mal porque não sabia o que falar e ele parecia não entender que não era como as outras.
— Acho que vou te beijar de novo, aí alguma coisa você fala.- Disse.
— Eu pedi para você me soltar e você não soltou.- Disse.
— E você fez um escândalo, levando um gigante arrebentar minha cara no muro.–Suspirei.- Estávamos no calor do momento, eu não ia abusar de você.
— Eu não te conheço, não posso ter certeza. Tudo estava indo muito bem até você tentar me beijar um dia depois de nos falarmos pela primeira vez.- Disse.
— Certeza? É esse tipo de ideia que tem de mim? Que levo as garotas para sair e no caminho abuso delas?- Questionei.
— Não sei.- Disse.
Eu ia responder a ela, mas era melhor eu me acalmar. Respirei fundo.- Ok, foi mal. É que você é tão gostosa que não tem como não se empolgar e o jeito que estávamos, bem...
Ótimo, agora me sentia culpada pela roupa que estava usando. No fim das contas a culpa era minha mesmo.- Ok, tudo bem.
— Sem mais escândalos?- Perguntei.
— Ok.- Disse.
— Não acredito que achou que estava te agarrando para forçar algo.- Ri.
— Como é que é? Seu babaca, você fez o que?- Tyler já o empurrou.
— Tyler, para com isso.- O afastei de Kol.
— Ficou maluco foi? Sua irmã.- Só senti o punho dele me acertando.
— Fica longe dela, eu te avisei.- Tyler disse.
— Para com isso!- Exclamei.
— Vamos embora Lydia.- Ele disse.
— Não. Vai você.- Disse.
— Vamos.- Tyler disse.
— Deixa ela Tyler, o imbecil aqui tá sendo você.- Disse.
— Você está bem?- Perguntei.
— Eu falo com você em casa.- Ele saiu.
— Ficar junto de você não faz bem à minha integridade física.- Disse.
— É, eu sei... Melhor eu ir.- Disse.
— Não.- Peguei na mão dela.- Opa.- Soltei.
— Tudo bem.- Disse.
— Posso te acompanhar?- Perguntei.
— Pode.- Disse.
— Ótimo.- Me ajeitei e acompanhei ela.- Vai treinar hoje?
— Não.- Na verdade estava pensando em sair das líderes, não era para mim.
— Que pena, fica tão linda assim.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
— É um prazer.- Sorri.- Já almoçou?
— Já.- Disse.
— Então posso oferecer um sorvete?- Perguntei.
— Você disse que não come doces.- Disse.
— Acredite; eu preciso botar algo gelado na minha boca.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Fomos até a lanchonete e pedi um sundae grande misto e ela um pequeno.
Sentamos nos bancos que tinha na parte de fora.- Aii.- Não consegui segurar quando provei a primeira colher.
— O que?- Perguntei.
— Isso dói.- Movimentei meu maxilar.
— Sinto muito.- Disse.
Tomei mais um pouco.- Tudo bem, o motivo vale a pena.
Mordi meu lábio e baixei meu olhar para o sorvete para comer. Me sentia um peixe fora d’água.
— Lydia, olha para mim.- Disse.
O olhei.
— Não precisa ficar sem jeito comigo, não vou fazer nada que não queira. Nem se sentir mal por não querer algo.- Disse.
— Ok.- Disse.
— É esse o problema, não é? Você não quer nada.- Disse.
— Como assim?- Perguntei.
— Você percebeu que não quer nada comigo. Ah meu Deus!- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Você gosta de garotas?- Perguntei.
— Não é nada disso Kol. Você é lindo e eu estava adorando o nosso “encontro”, eu acho que era, não sei, mas eu não achei que meu primeiro beijo fosse acontecer de um jeito tão... rápido.- Depois que eu falei eu percebi o que tinha confessado, o que me fez morrer de vergonha por dentro. Sim, tenho 22 anos e nunca tinha beijado. Não por falta de oportunidade, um pouco disso também, mas qualquer tentativa de beijo antes eu congelava e desistia. Morria de medo. Quando cheguei nos 17 desisti de tentar e resolvi deixar pela sorte. Não fazia questão de beijar mesmo.
Arregalei os olhos e minha boca abriu. Processei aquilo.- Ah meu Deus.- Eu a tratando como uma garota prática que sabia o que queria quando ela... Ela não tinha experiência em nada. Tudo faz sentido agora.- Lydia... Porque não me disse?
— Para evitar essa sua cara.- Disse.
— Eu teria feito tudo diferente. Caramba, estávamos perto de um amasso e eu teria levado com mais calma.- Disse.
— Você prefere as experientes Kol, assim como qualquer garoto.- Disse.
— Você não sabe o que eu prefiro. Por exemplo agora.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— O que preferia estar fazendo.- Disse.
— E o que?- Perguntei.
— Estar ajudando a garota incrível na minha frente a mudar essa situação.- Disse.
— Não sou um caso de caridade.- Disse.
— Que caridade? Esqueceu que eu cheguei em você, eu puxei conversa, eu te chamei para sair... Acho que significa que quero estar com você.- Disse.
— Por um motivo muito louco.- Comi do sorvete.
— Ninguém nunca me achou normal mesmo.- Sorri.
— Bem, vou ir estudar.- Levantei.
— Já vai?- Peguei na mão dela.
— Tenho que colocar em dia as matérias dos dias que faltei.- Disse.
— Quando te vejo de novo?- Perguntei.
— Hã... na faculdade amanha ué.- Disse.
— Não, só para poder ver.- Disse.
— Não entendi.- Disse.
— Amanhã quando sair; cinema.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
POV Kol.
Sorri.- Ótimo.- Ela foi e me animei. Ela era só minha, quer dizer, só eu a tive e tinha possibilidade de ser muito mais. Esperei ansioso por aquele cinema, mas eu tinha um desafio; dar um disfarce no que tinha acontecido. Depois do treino fui para casa e entrei de fininho, mas dei de cara com meus pais na sala.
— Onde você vai escondido?- Ela perguntou.
— Tomar banho, estou fedendo.- Disse já chegando na escada.
— Menino, volta aqui.- Ele chamou.
— O que foi?- Ela perguntou.
— Eu já volto pai.- Disse.
— Kol, volte.- Ele disse.
Suspirei. Era melhor encarar logo. Fui até eles.
— O que é isso?- Ela perguntou.
— Nada demais.- Disse.
— Você anda se metendo em brigas? Te chamo para saber que confusão foi essa do fim de semana e você me aparece assim?- Ele perguntou.
— Que lugares você anda andando e com que gente?- Ela perguntou.
— Não foi nada, só uma mal entendido.- Disse.
Ele foi até o filho.- Estou vendo bem como foi.
— Olha; foi isso, ok? O Tyler entendeu errado o que estava falando com a irmã dele e já veio me acertando.- Disse.
— E o que você queria com a irmã dele?- Ela perguntou.
— Estou saindo com a ela.- Sorri.- Quer dizer; agora vai ser sair mesmo.
— Tudo isso por um rabo de saia Kol?- Ele questionou.
— Se quer sexo, tem as prostitutas e para transar com elas não precisa levar um soco.- Ela disse.
— Acho que você é a unica mãe que fala isso.- Disse.
— Não desvia a atenção Kol. Você tirou notas baixas nesses meses, sabe que isso pode mexer com a posição que tanto gosta no time. E isso, seu rosto, mostra que seu comportamento também não vai bem.- Ele disse.
— Sim. Queremos notas acima de oito nesse semestre.- Ela disse.
— O que? Vão pegar no meu pé agora? Eu estou na faculdade.- Disse.
— E isso não mudou, você não mudou nesse sentido. É isso ou vai ficar em casa.- Ele disse.
— O que? Castigo agora?- Perguntei.
— Castigo é muito fácil, é sem sexo mesmo. Vamos caçar suas camisinhas e colocar Kai de olho em você na escola. Tenho certeza que ele e Hanna vão se divertir vigiando você nos banheiros, corredores escuros...- Ela disse.
— Tá de sacanagem né?- Perguntei.
— Não.- Ele disse.
Bufei.- Claro, tem que pegar no meu pé. As santinhas ficam por ai, ninguém sequer olhar, agora comigo é sempre marcação assim!- Peguei minha bolsa e subi. Me irritava como sempre ficavam em cima de mim, Katherine e antes Kai, porque não éramos como as santinhas deles. Fiquei no meu quarto e só desci na hora de jantar, voltando para o quarto. No outro dia sai cedo e já levei uma muda de roupa para mais tarde. Tive as aulas e quando acabou fui em um dos banheiros, tomei banho e me troquei. Fui na entrada, esperando ela.
POV Misto. (Kol e Lydia.)
— Porque trocou de roupa?- Perguntei.
— Estava suado do dia todo.- Disse.
— Me sinto suja agora.- Disse.
— Que nada, está linda.- Caminho até estar colado nela.- E até cheirosa, como pode?
Sorri.- Obrigada.
— Vamos?- Perguntei.
— Vamos.- Disse.
Fomos até o estacionamento e pegamos meu carro. Peguei o caminho do shopping.- E ai, mais tranquila hoje?
— Estava tranquila ontem.- Disse.
— Que bom.- Sorri para ela e procurei uma estação com alguma musica que ela gostasse.
— Sim.- Disse.
Seguimos até o shopping e eu procurava a manter descontraída. Entramos e fui comprar as entradas.- Ah, esse cheiro de pipoca.
— Sim, é ótimo.- Disse.
— Só que nunca consegui fazer em casa.- Disse.
— Imagino.- Disse.
— Nunca tentou?- Perguntei.
— Pipoca? Bem, lá em casa tem uma pipoqueira mesmo. Ty já deve ter contado. O meu pai é louco por pipoca, então ele não mede dinheiro para ter a melhor.- Disse.
— Vou viver lá então. Quer dizer, quando ele falar comigo.- Disse.
— Pois é.- Disse.
Comprei a pipoca grande e os refrigerantes.- Esse dá?
— Sim.- Disse.
— Não esqueço uma vez que comprei um desse grande e deu vontade de ir no banheiro.- Disse.
Ri.- Imagino.
— E eu não queria perder o final, nenhuma cena, foi tenso.- Disse.
— Tadinho.- Disse.
— Foi tenso.- Entramos na sala.
Nos sentamos e não demorou muito para o filme começar.
Passei o braço ao redor dela.- Pode?
— Pode.- Disse.
Coloquei e a puxei mais para mim, era bom ficar assim. O filme era uma comédia, então rimos bastante. Era bom ver ela sorrindo. As vezes eu fazia um carinho a mais, mas estava doido era para beijar ela mesmo. O filme acabou e saímos da sala.- Esse foi muito bom.
— Verdade.- Disse.
— Só que eu preciso ir no banheiro agora.- Disse.
Ri.- Tudo bem. Vai lá.
— Já volto, não sai daqui.- Fui no banheiro, era tão bom estar com ela. Sorri e voltei. Vi dois garotos mexendo com ela.- Fora pirralhos, tem dono.
— Está tudo bem.- Disse.
— Esses são os piores.- Eles se afastaram e sai com ela.
— E desde quando tenho dono?- Perguntei.
— Desde que está comigo.- Disse.
Mordi meu lábio e sorri.- Então quer dizer que você é meu dono?
Fiz cara de pensativo.- Sim.
— Essa eu não sabia. Vou ter que pedir permissão para vestir alguma roupa?- Perguntei.
— Seria interessante. Mas controlador demais. Só não exagere no curto mostrando essa bunda linda.- Disse.
— E como sabe que minha bunda é linda?- Perguntei.
— Só de olhar.- No reflexo olhei.
— Kol!- Dei de leve no braço dele e ri.- Então quer dizer que curto não pode, mas decotado pode?
— Não. Seus peitos são propriedade privada.- Disse.
— De quem?- Perguntei.
— Minha.- Disse.
Sorri.- Você nunca os viu “pessoalmente” para afirmar isso.
— Já estou adiantando.- Disse.
Ri.- Ok. Não vou nem perguntar mais o que é sua propriedade privada. Posso ouvir algo inusitado.
— É minha também, para constar.- Sorri de onde as intenções dela estavam indo.
— Eu disse que podia sair algo inusitado.- Disse.
— Poderia ser pior.- Disse.
— E como?- Perguntei.
— Poderia ser mais direto.- Disse.
— Direto como?- Perguntei.
— Deixa para lá.- Ri.
— Agora você vai falar.- Disse.
— Sua mente é muito pura para isso.- Disse.
— Fala Kol.- Disse.
— De um jeito mais sutil.- Cheguei ao ouvido dela.- Que mal posso esperar para fazer minha.
Sorri.- Você é tarado mesmo, não é?
— Com certeza.- Disse.
Ri.- Ok.
— Vamos naquelas casas...- O meu telefone tocou.- Ah, vai começar.
— O que foi?- Perguntei.
— Minha mãe.- Atendi.
— Seus cadernos te esperam.- Ela disse.
— Estou ocupado mãe.- Disse.
— Com o que?- Ela perguntou.
— Estou com a Lydia.- Disse.
— Quem é essa?- Ela perguntou.
— Minha namorada.- Disse.
— Namorada? Desde quando você namora?- Ela perguntou.
— Ontem.- Disse.
— Kol, namoradas você terá mil, mas sua prova da semana que vem não. Esteja em casa até as 19:00.- Ela disse.
— São 18:15!- Exclamei.
— Tchau Kol.- Ela desligou.
— Que inferno!- Exclamei.
— O que foi?- Perguntei.
— Meus pais decidiram pegar no meu pé por causa das minhas notas.- Aquilo é um absurdo!
— Bem, se eles pagam a faculdade, eles tem direito.- Disse.
— Só no meu? Eles só pegam no meu pé.- Disse.
— Seus irmãos estão indo mal na faculdade também?- Perguntei.
— Sei lá. Mas sempre foi assim. Kai, Kol e Kath sempre estão errados.- Bufei.
— Bem, como eu te disse eu não peço permissão aos meus pais para sair, eles sabem que sou responsável. Por exemplo; eu deixo meus trabalhos tudo pronto no Domingo e segunda, depois estou livre. Eles sempre deixaram claro que é como é eles que pagam meus estudam, eu teria que entregar notas sempre boas e isso nunca foi algo ruim para mim. Eu gosto que eles cobrem. Tyler também tem essa regra, mas ele é... bem, é o Tyler. É mais velho que eu e eles não confiam no Ty para cuidar da casa. Eles sabem que vai rolar uma festa, orgia ou algo do tipo na ausência dele.- Disse.
— Desculpe por isso, tenho que ir. Ou melhor, te levo primeiro, depois eu vou.- Disse.
Sorri e o beijei na bochecha.- Não se desculpe. E eu vou ficar passeando pelo shopping. Compras não é divertido para homens.
— Ah, não vou te deixar sozinha não.- Disse.
— Porque não?- Perguntei.
— Que tipo de namorado eu seria se no primeiro dia te abandonasse sozinha?- Perguntei.
— Prefere me levar em casa e depois eu pegar um táxi e voltar?- Questionei.
— Prefiro voltar com você depois.- Disse.
Sorri.- Kol, vai estudar, ok? Você precisa se preocupar mais com seus estudos agora.
— Saco.- A puxei num canto mais vazio.- Mas pelo menos me deixa fazer isso.- A beijei de leve.
Mesmo nervosa, retribui.
Sorri.- Calma linda.- Toquei o rosto dela.- Se está nervosa assim, imagina quando formos além.
— É diferente. No beijo eu tenho que ser ativa tanto quanto você. Agora no “além” como você disse, eu não preciso ser ativa na primeira vez.- Disse.
— Tudo bem, mas vamos com calma até você se acostumar.- Disse.
— Eu prefiro matar o coelho com uma cajadada só, ir com calma da mais angustia e nervosismo.- Disse.
— Gosto da sua ideia.- A encostei na parede.
— Que bom.- Disse.
A beijei, sem dar tempo dela parar de novo.
Retribui o beijo.
Ah, agora sim. Cara, que beijo gostoso. Meio atrapalhado, mas isso faz ser mais legal com ela. Claro que uma parte minha está dando pulos por ser unicamente minha.
Acariciava a lateral do pescoço dele.
Deslizo a mão pela lateral do seu colo, a puxando pela cintura e a deixando mais colada em mim. Ah, esse corpo... Senti-lo assim me faz sentir diferente, estranho. Deus, que eu não esteja me apaixonando.
Toquei seu peito, acariciando ali.
Intensifiquei o beijo, eu queria ela, quero tudo dela. Ah claro, só de pensar nisso começo a me excitar; fica frio ai cara, não vai ter nada hoje.
Acariciava seus cabelos e segurava sua camisa para ter mais equilíbrio.
Senti algo bater nas minhas costas e parei, sendo acertado de novo.- Que isso.- Me virei e era uma senhorinha.
— Vocês não tem vergonha não? Tem crianças aqui.- Ela disse.
Mordi meu lábio.- Desculpe senhora.
— Tenham juízo e controle garoto.- Ela indicou com o guarda chuva e depois saiu.
Não tinha outra coisa para fazer que não seja rir.
Sorri.- Que horror.
— Essa foi nova.- Disse.
— Sim.- Disse.
Olhei o relógio.- Droga, odeio ter que ir embora.
— Vai lá, nos vemos amanha.- Disse.
— Fazer o que né? Melhor que isso virar uma coisa maior.- Disse.
— Sim.- Disse.
Dei um selinho nela.- Até amanhã.
— Até.- Disse.
Fui para casa e entrei direto; indo para meu quarto, ia me livrar logo disso. Eu não tinha problemas com isso, só não gostava de perder tempo assim. Passei a fazer isso todos os dias, mas minhas tarde de tempo livre eram da Lydia. Cara, como eu gostava daquela garota. O tempo que estávamos juntos parecia voar e não era só isso, as coisas que sentia... Sim, eu estava apaixonado. Não sabia como, mas estava. As provas finalmente chegaram e quando sai da ultima encontrei ela.- Minha linda.- Cheguei a pegando por trás.
Sorri.- Hey. Como foi?
— Mais fácil que pensei. Também, me acostumei a estudar anatomia com você.- A beijei rápido.
Sorri.- Que bom.
— Agora sou todinho seu.- Disse.
Sorri e lhe dei um selinho.- Que bom então.
— Só isso que eu ganho?- Perguntei.
— O que você quer?- Questionei.
— Uma saída; uma nova tentativa de ir dançar.- Disse.
— Ah sim, pode ser.- Disse.
— Hoje?- Perguntei.
— Pode ser.- Disse.
Sorri.- Ótimo. Só espero sair inteiro dessa vez.
— Aquilo não teve graça.- Disse.
— Quem sabe bem disso sou eu.- Disse.
— Ok então.- Disse.
— Então vamos. Se arruma, te pego, comemos e depois vamos.- Disse.
— Ok.- Disse.
Saímos e fomos para casa. Tomei banho e me troquei. Me certifiquei que tinha camisinha comigo, vai que a gente se anima e ela fica a fim? Só de pensar de estar dentro dela, fico duro. Relaxei e fui a buscar.
Estava sentada na sala quando ouvi o carro dele parar na entrada. Desliguei a TV e sai, indo até o carro e entrando.
— Está linda.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
Beijei ela rápido.- Quer comer o que?
— Estou sem fome.- Disse.
— Sério?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Então vamos direto dançar.- Disse.
— Sim.- Disse.
A peguei e fomos para a boate. Mesmo dia de semana tinha bastante gente. Entramos e sentamos.- O que quer para beber?
— Nada.- Disse.
— Porque não?- Perguntei.
— Porque não quero.- Disse.
— Tudo bem.- Pedi uma cerveja. Até irmos não faria mal tomar uma.- E como você foi nas suas provas?
— Fui bem.- Disse.
— Eu tinha certeza que você iria.- Disse.
Sorri.- Obrigada.
— Não vejo a hora de me formar e você?- Perguntei.
— Eu amo a faculdade, mas quero muito começar a dar aulas.- Disse.
— E que professora vai ser. Eu quero dar aulas também, mas mais para frente. Quando terminar quero ficar um tempo como personal, não sei se vou ter vaga em algum time, então tenho que ter outros planos.- Disse.
— Tenho certeza que vai conseguir.- Disse.
— É um espaço difícil, principalmente onde quero; nos Lakers.- Era meu time de coração e não queria ter que me mudar.- Vou continuar dando o meu máximo nos jogos, amo basquete.
— Eu sei.- Disse.
Sorri. Mas se eu não conseguisse um time para jogar, eu ia ficar mal. Balancei a cabeça espantando o pensamento.- Quer dançar?
— Quero.- Disse.
Terminei a cerveja e a peguei pela mão, indo para a pista. Era uma musica lenta agora, então a segurei pela cintura.- Eu sou horrível com lentas.
— Duvido.- Disse.
— É sim. Já já piso no seu pé.- Disse.
Ri.- Vamos ver.
Sentia o perfume dela e me distrai, beijando seu pescoço. Senti uma coisa fofa no pé.- Desculpe.
— Tudo bem.- Disse.
— Assim só tem uma vantagem.- Disse.
— Qual?- Perguntei.
— Para beijar você.- Sorri, fazendo isso.
Retribui o beijo.
Ela estava bem mais tranquila quanto a isso, relaxada e podia perceber o quanto aproveitava. O engraçado é que depois que falei para minha mãe que estava namorando, assumimos mesmo isso. Foi o inicio de namoro mais rápido que já vi.
Acariciava seus cabelos e com a outra mão seu peito.
Ainda seguíamos a musica, então desci a mão pelas costas dela e subia lentamente. Pensava em como seria fazer isso sem aquela roupa.
Acariciava seu rosto. Fiquei surpresa, confesso, quando do nada ele disse que namorávamos, mas ao mesmo tempo fiquei feliz. Sabia que a probabilidade de ficarmos juntos até sermos bem velhinhos era poucas, mas gostava de pensar nessa possibilidade.
Sorri.- Você sempre me empolgando depressa.- Mordo a orelha dela de leve.
Sorri.- Você que é sensível.
— Você que é gostosa.- Disse.
Sorri.- Sei.
— É sim.- A musica parou e a luz ficou mais baixa.- Agora acho que vamos dançar mesmo.
— Sim.- Disse.
A musica começou. Sorri. Era uma versão mais rápida de Sugar.- Acho que está virando nossa musica.
Sorri.- Verdade.
— Não me importo.- Segurei ela só pela cintura e começamos a dançar.
Me virei de costas para ele e dançávamos.
Ela estava de vestido, então desci a mão pela lateral dela e acariciei nas coxas subindo ele de leve.
Sorri.- Kol, cuidado, vão ver.
— Ninguém está olhando onde minhas mãos estão.- Peguei na bunda dela.
Ri.- Você é um aproveitador.
— Ah, você não viu nada.- Disse.
Sorri e me virei, lhe dando um selinho.
Acho que podemos dizer que nos acabamos de dançar. Entre beijos, caricias e eu conseguindo tocar ela mais ousadamente, estava tudo perfeito. Saímos da pista e sentamos num tipo de sofá, só que era difícil ficar longe daquela boca. Eu estava com tesão demais e doido para levar ela dali. Quebrei o beijo e cheguei no ouvido dela.- Podíamos ir para um lugar, só nós dois.- Estava um tanto ofegante do beijo.
Assenti.- Podemos.
— Podemos?- Toquei o rosto dela.
— Sim.- Disse.
— Tudo bem, vamos.- Levantamos. Percebi que estávamos quase deitados ali. Ri. Paguei a conta e saímos. Pensei rápido para onde ir e decidi por um dos hotel, dos bons. Não podia levar ela num motel de estrada. Ela era filha do prefeito e eu de um dos empresários mais importantes do país. Fiz a ficha e subimos.- Gostei do lugar.- Disse quando entramos no quarto.
— Eu também.- Disse.
Tirei as coisas do bolso e peguei ela pela cintura.- Melhor ainda é estar com você.
Sorri.- Eu tenho a leve impressão que você é mais experiente nessas coisas do que eu achei.
— O que chamaria de mais experiente?- Afastei o cabelo dela e toquei seu rosto.
— Você tem lábia de conquistador e cara também.- Sorri.
— Ah é? Mas acho que então esse conquistador está saindo do mercado.- Beijei o pescoço dela.
Me arrepiei.- É? E porque?
— Talvez tenha encontrado um motivo para isso.- Baixei a alça do vestido dela.
— E que motivo seria esse?- Perguntei.
— Não sei, talvez uma ruiva que conheci.- Disse.
Sorri.- Ela tem sorte então.
— Ou eu que tenho.- Beijei o ombro dela.- Ela é só minha.- Achei o zíper e abri o vestido.
— E quero ser só sua por um longo tempo ainda.- Ajudei ele a tirar o vestido.
— Por um tempo não, sempre.- Disse.
— Ah, então você pretende casar comigo, ter filhos e chegar as bodas de 50 anos?- Questionei.
— É um bom plano.- A observei só de lingerie. Como podia ser tão gostosa?
Sorri.- Vou cobrar isso.
— Pode fazê-lo.- A beijei, nos chegando junto da cama e nos deixei cair.
Retribui o beijo.
Minhas mãos voaram para aquelas pernas. Apertei as coxas dela com gosto, já estava excitado. Cara, com ela não tenho controle.
Envolvi meus braços no pescoço dele, acariciando seus cabelos. A mão livre desceu para abrir sua camisa.
Deixei ela tirar e fui parando o beijo, mas não me afastei e sim desci, beijando seu pescoço, chegando no colo e abrindo seu sutiã.
Terminei de abrir a camisa dele, a tirando.
— Cara, que peitos.- Ri pegando em um e apertei com vontade.
Sorri.- Sua risada é tão pervertida.
— Fazer o que? Sou tarado, não?- Perguntei.
Sorri.- Sim.- Toquei seu rosto. Eu adorava toca-lo e conhece-lo; o sorriso, a risada, o olhar, as expressões...
— E com tudo isso não tem como não ser.- Continuei a beijar o corpo dela.
Me arrepiei aos lábios dele e acariciava sua nuca.
Fui pela barriga e cheguei a barra da calcinha, tirando ela.
O ruim de ser inexperiente é não saber exatamente a hora certa de fazer as coisas, então deixava para ele.
A olhei de baixo para cima, sorrindo. Ela era minha e eu amava isso. Amava ela. Tirei a calça e peguei a camisinha.
— Que sorriso é esse?- Perguntei.
— Depois vai saber.- Me virei e tirei a cueca, colocando o preservativo.
— Depois?- Perguntei.
— Sim.- Terminei de colocar e tirei o sutiã dela, a deixando livre. A posicionei melhor, abri um pouco as pernas dela, me colocando entre elas. Sempre gostava de a olhar nos olhos e aquele verde... Comecei a entrar nela e a beijei.
Retribui o beijo para não prestar muito atenção no pequeno desconforto que sentia.
Continuei e senti a romper, também pela hesitação dela naquele momento. Deixei o beijo suave.- Relaxa, já vai passar.
— Eu sei.- Disse.
Cheguei no ouvido dela.- Eu amo você.
Sorri.- Eu amo você também.
Sorri e comecei a me movimentar.
O beijei novamente e acariciava seus cabelos.
Cacete, como era gostoso estar dentro dela, a sentir assim. Deslizava a mão pela lateral dela.
Descia meus lábios pelo pescoço dele e acariciava suas costas.
Segurei a cintura dela e a ajudei a me acompanhar.
Seguia o ritmo dele e voltei a beija-lo.
Trouxe a perna dela para minha cintura e não deixei de aproveitar a coxa dela.
Entrelacei meus dedos no cabelo dele e acariciava ali.
Gemi e queria mais com ela. Sentia que chegava a estar completamente dentro dela e não poderia ser mais prazeroso.
Gemi e suspirei pesadamente.
— Não faz ideia como é gostoso estar dentro de você.- Falei no ouvido dela.
Sorri e beijei perto da orelha dele.- E você não sabe como é bom ter você dentro de mim.
A beijei e aumentei o ritmo. A sensação de estar com o seu corpo junto com o meu era diferente do que já tinha sentido antes com outras mulheres. Lydia estava sendo única.
Gemi e suspirei pesadamente contra seus lábios, mas sem deixar de beija-lo.
Foi fácil se entregar a ela assim e a cada investida o prazer aumentava, e já estava perto do orgasmo.
Desci meus lábios pelo maxilar dele, dando leves mordidas.
Gemia.- Lydia, você é gostosa demais.
Sorri.- Obrigada.
Segurei ela mais forte, algo me disse que ficaria marcado mais tarde e o orgasmo me atingiu em cheio.
Beijava delicadamente a bochecha dele.
Suspirei e descansei sobre ela.- Eu quero isso sempre.
— Terá sempre.- Disse.
Me virei e sai dela. Levantei e fui no banheiro, tirei a camisinha e coloquei fora. Voltei a me deitar com ela.
Me aninhei no peito dele.
— Você está bem?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Acariciei os cabelos dela.- Tem noção de como isso foi bom?
— Bem, eu acredito em você.- Disse.
— Foi excelente.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— Disse sério quando falou em casar?- Perguntei.
— Bem, sim.- Disse.
— Para agora?- Perguntei.
— Não.- Disse.
Suspirei.- Ah tá.
Apenas sorri.
Abracei ela e ficamos ali. Aquela noite foi maravilhosa. Eu e Lydia não nos desgrudamos mais e cada vez conhecia mais dela e a amava mais. Ela me apoiava nas coisas que eu fazia e eu a ela, e fazia ela se soltar mais. Ah, quando tirávamos para ficar só nós dois, como ela se soltava! Eu realmente não sabia o que ia acontecer no nosso futuro, mas uma coisa era certa; aquela mulher, minha Lydia, ia estar comigo, para sempre.
Fale com o autor