Liberty- One Shots

84 Capítulo 84- Klaus & Rebekah.


Notas iniciais
Olá meu amores, mais um capítulo o/ Bem, vamos ao capítulo e nos vemos lá embaixo...

POV Misto. (Klaus e Rebekah.)

O calor estava forte, então parei para tomar um pouco de água e olhei ao redor. A visão do prédio que eu trabalhava era linda, mas antes que me entenda mal, não sou um engomadinho no ar condicionado. Trabalho com uma equipe de construção e agora estávamos construindo mais um arranha-céu. Não é o melhor dos trabalhos, mas eu preciso. Tem gente dependendo de mim. Meus pais morreram a um ano e meio, e tenho dois irmãos pequenos; um de 6 e outro de 4 anos. Tenho tirado forças para aguentar tudo deles e claro do meu braço direito, minha irmã do meio. Ela tem 18 anos e é linda, mas essa situação está a fazendo perder seus bons tempos, já que ela trabalha pela manhã e depois cuida dos pequenos e da nossa casa. Essa foi a unica coisa de concreta que nossos pais deixaram, o dinheiro que tínhamos guardado foi usado no velório deles e nas primeiras semanas depois de tudo. Suspirei e voltei ao trabalho. Quando a noite caiu, troquei de roupa e fui para casa, foi um caminho longo já que dessa vez estava longe. Cheguei e entrei.- Cheguei.

— Hey Nik.- Disse.

— Boa noite minha gata.- A chamava assim desde que éramos pequenos.

— Vou aquecer seu jantar.- Disse.

— Obrigado.- Deixei minha mochila no sofá.- Cadê os pequenos?

— Deitados vendo TV.- Liguei o fogão.

— Tá, vou tomar banho e já volto.- Disse.

— Ok.- Disse.

Fui no meu quarto e peguei um short e uma camiseta, estava quente e fui para o chuveiro. Deixei a água levar meu cansaço, mas não só ele e sim o peso que eu carregava todos os dias. Sai e me olhei no espelho; tinha envelhecido nesse anos e parecia cansado. Aparei a barba, a deixando baixinha e voltei a cozinha.- O cheiro está ótimo.

— Espero que sim.- Sorri e o servi.

Sentei e comecei a comer.- Está ótima Bekah.

— Que bom.- Servi o suco dele.- Como foi o dia?

— Pesado, minhas costas estão mal. E você tudo bem lá?- Questionei.

— Sim e se quiser faço massagem antes de ir dormir.- Disse.

— Eu agradeceria. E os meninos estão bem?- Perguntei.

— Estão.- Disse.

— Vou te dar o dinheiro para amanhã pagar a luz e o plano de saúde.- Disse.

— Tudo bem e amanha recebo, então no final de semana vamos precisar ir no mercado comprar.- Disse.

— Eles vão adorar. Eu consegui um bico para sábado.- Disse.

— Que bom.- Disse.

— Sim.- Ia comprar com parte do dinheiro um perfume que ela amou, mas não podemos comprar a meses.

— Enquanto você come, eu vou ajudar Kol e Henrik a escovar os dentes.- Disse.

— Tá, daqui a pouco vou vê-los.- Disse.

— Ok.- Sai dali.

Jantei lentamente e olhei ao redor; pelo menos temos nossa casa. Ia ficar louco se não tivesse a certeza de um teto. Depois que acabei, lavei o prato e segui para o quarto dos meninos.- Oi.

— Nik, você chegou.- Kol disse.

— Sim, meu pequeno.- Peguei ele no colo quando ele correu para mim. Sorri. Aquele abraço valia tudo.

Sorri.— Bem, então a menina da casa vai se retirar e deixar os homens sozinhos.

— Vai descansar, eu coloco eles para dormir.- Disse.

— Eu ainda tenho que tomar banho e dobrar roupas. Boa noite para os três.- Sai do quarto.

POV Klaus.

— Então, se comportaram na escola?- Sentei na cama de Henrik e Kol ficou no meu colo.

— Sim.- Henrik disse.

— Muito bom. Todo mundo lá é legal com vocês?- Perguntei.

— Sim, a tia tá ensinando as letras.- Kol disse.

— É legal.- Henrik disse.

— Que bom. No domingo querem ir ao parquinho, posso levar vocês.- Disse.

— Não pode ser na praia?- Kol perguntou.

— Gosto dos dois.- Henrik disse.

— Vamos ver com a Rebekah, está bem?- Questionei.

— Tá.- Kol disse animado.

— Agora, querem história?- Perguntei.

— Quero.- Henrik disse.

— Está bem.- Botei Kol na cama e fui pegar um dos livros. Desliguei a TV e voltei, ficando no meio. Comecei a história e de animados eles foram ficando sonolentos, até que dormiram. Ajeitei eles em suas camas e apaguei a luz, saindo. Fui para sala e me joguei no sofá. Assisti um pouco de TV, mas o cansaço era maior e fui para cama. Levantei cedo e me vesti, quando sai Bekah já tinha feito o café.- Bom dia.

POV Misto. (Klaus e Rebekah.)

— Bom dia.- Disse.

Beijei ela no rosto.- Kol quer ir na praia, o que acha?

— Acho que pode ser bom para eles brincarem.- Disse.

— É, também achei. E você poderia pegar um pouco de sol, está branquinha.- Disse.

— Valeu pela indireta.- Ri.

— Olha, se eu colocar um papel do lado de suas pernas são iguais.- Disse.

— Assim como se colocar um cachorro.- Disse.

— Que isso.- Ri.— Finalmente é sexta.

— Sim.- Disse.

— Mas tome cuidado, hoje parece que vai ser muito quente.- Disse.

— E o que tem?- Perguntei.

— Você pode passar mal.- Disse.

Franzi o cenho.- Passar mal?

— Sim amor, mas lá onde você fica é mais fresco. Eu que estou me preocupando muito.- Disse.

— Eu não tenho essas frescuras de sol não. Isso é coisa de gente rica que pode passar mal por qualquer coisa.- Arrumava o lanche dele.

— Essa é a minha garota.- Tomava o café.

— Aqui está seu lanche.- Coloquei em cima da mesa.

— Obrigado.- Disse.

— De nada.- Disse.

— Agora tenho que ir, não posso me atrasar.- Disse.

— Tenha um bom dia.- Disse.

— Você também.- Beijei ela e sai. Foi um dia longo e insuportável de trabalhar no calor. Alguns da equipe, os mais velhos, tiveram problemas de pressão ou coisas assim, então eles nos liberaram mais cedo. Sabia que os meninos deviam estar saindo do colégio, então fui lá e vi a Rebekah chegando.- Que moça bonita.

— Até parece.- Disse.

— Claro que é.- Disse.

— Tudo bem então.- Disse.

— Podia ir ver suas amigas, eu fico com eles.- Esperávamos o sinal bater.

— Não, obrigada.- Disse.

— Por que?- Peguei na mão dela.- Você tem que se distrair um pouco.

— Eu não quero.- Disse.

— Tudo bem. Posso perguntar porque?- Perguntei.

— Porque não.- Disse.

— Ok, parei.- Disse.

— Ok.- Disse.

Passou um grupinho de meninos e começaram a mexer com ela.- Está fazendo sucesso.- Disse rindo.

— Aham, bem capaz disso acontecer.- Disse.

— São pirralhos. Porque se fossem marmanjos eu não deixava.- Disse.

— Sei.- Disse.

— Sabe mesmo. Qual era o nome daquele... Tyler. Vê se ele apareceu mais.- Disse.

— Isso faz anos.- Disse.

— E você está mais linda agora.- Disse.

— Se você acha, tudo bem.- Disse.

— Eu sei que é.- Peguei na mão dela.

— Ok.- Disse.

O sinal tocou e Henrik saiu primeiro.- Hey rapazinho.

— E Kol?- Perguntei.

— Foi no banheiro.- Henrik disse.

— Ok.- Disse.

— Nik, você nunca vem.- Henrik disse.

— Hoje eu pude. Gostou?- Perguntei.

— Sim, podia ser vocês dois sempre.- Ele disse.

Peguei a mochila de Henrik para carregar para ele.

Kol veio correndo.- Cheguei.

— Vamos então.- Disse.

— Vamos.- Os levamos para casa, mas me preocupava com ela. Sabia que o fardo dela era tão pesado quanto o meu, então depois que botamos os meninos na cama, fui no quarto dela.- Gatinha?

— O que?- Perguntei.

Sentei na cama e a trouxe para meu colo.- Estou preocupado com você.

— Porque?- Perguntei.

— Era para você estar se formando esse ano.- Disse.

— Hã... E dai?- Perguntei.

— Você merece um emprego melhor e sem se formar vai ser mais difícil.- Disse.

— E dai?- Perguntei.

— Você podia retomar os estudos, eu posso ir segurando, fazer uns extras. Você merece isso.- Disse.

Me levantei.- Acho que não percebeu que nossos pais morreram e nossas vidas não são as mesmas. Então para com essa bobagem de estudos e vai dormir.

— Eu sei Rebekah e sinto tanta falta deles quanto você!- Exclamei.

— Ótimo. Agora sai daqui.- Disse.

Suspirei.- Rebekah...

— Sai. Eu quero dormir.- Disse.

— Tudo bem, boa noite.- Disse.

Ele saiu e fechei a porta, indo tomar banho para dormir.

Fui para meu quarto e me deitei. Deus, eu estava cansado, mas não só fisicamente. De um dia para o outro tinha duas crianças para criar e uma saindo da adolescência para me ajudar, mas que também sofria com aquilo tudo. Tinha hora que eu queria me entregar e me levar por tudo que eu sentia, mas eu não permitia, eu era o que eles tinham, então tinha que suportar. Custei a dormir, mas consegui. O sábado foi meio quieto quando saia e fiz o trabalho extra que tinha conseguido. Dei uma escapada e comprei, mesmo mais simples, um brinquedo para cada um deles e o perfume dela. Cheguei já tinha anoitecido, todos estavam na sala.- Só na bagunça né?

— Oi.- Disse.

— Nik, tá passando Batmam, vem ver.- Kol disse.

— Batman? Acho que vai querer ver o que tenho aqui então.- Apontei a mochila.

— O que?- Henrik perguntou.

— Vou começar o jantar.- Me levantei e fui para a cozinha.

Tirei e era cada um boneco do Batmam.

— Olha! Legal!- Kol exclamou.

— Me dá o meu.- Ele pegou.- Vou brincar só com ele agora.

— Valeu Nik.- Kol disse.

— De nada. Agora sem briga, cada um tem o seu.- Sorri e os deixei brincando.- Esse é para você.- Botei o embrulho dela em cima da mesa, disfarçando a mão machucada.

— Tudo bem.- Cortava o tomate para o molho.

— Vamos mesmo sair amanhã?- Perguntei.

— Vocês podem ir, vou limpar a casa e comprar as coisas no mercado.- Disse.

— Fazemos isso pela manhã e vamos a tarde.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Vou tomar banho que estou fedendo. Acho que por isso me olharam torto na loja.- Disse.

— Pode ser.- Disse.

— Tá, eu já volto.- Sai e fui para o banheiro.

Ele parecia ser sequelado já que parece que esqueceu que brigamos ontem e como se eu fosse ser comprada com um presente. Guardei o presente no meu quarto enquanto a comida terminava de aprontar. Quando voltei, ela ficou pronto e a servi.

Voltei e me sentei para jantar.- Gostou?

— Do que?- Perguntei.

— Do presente. Sei que não é bem o que você viu, mas a dias vinha pensando em poder te dar ele ou um parecido.- Disse.

— Não faz mal. Obrigada.- Disse.

— Nada. Ainda está chateada por ontem? Desculpe, estava cansado e quando penso em tudo...- Suspirei.

— Quando você se casar terá com o que se preocupar, então poupe suas desculpas.- Disse.

— Casar?- Ri.

— Sim.- Disse.

— Isso está muito distante, muito mesmo.- Disse.

— Então acho que casarei primeiro.- Disse.

— Casar? Vou ter muito trabalho para isso.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Acha que vou deixar qualquer babaca chegar perto de você?- Perguntei.

— Isso você não poderá controlar, afinal não pretendo encontrar o amor da minha vida em casa e como não vou no seu trabalho... nem lá.- Disse.

— Eu quero o melhor para você Bekah.- Disse.

— Eu sei.- Disse.

— Sei também que tinha seus sonhos, sua faculdade.- Disse.

Me virei.- Niklaus, eu tenho dezoito anos, não oito. Então pare de agir como se eu não fizesse ideia da situação que estamos. Esse não é mais meu sonho e pare de achar que parei no tempo.

— Eu não acho isso.- Disse.

— Ótimo.- Voltei ao que fazia.

— Quer ajuda?- Perguntei.

— Não precisa.- Disse.

— Tá.- Suspirei.- Hey, vamos ficar bem.- Disse indo até ela.

— Eu sei que sim.- Disse.

Tirei o que ela tinha na mão e a abracei. Tinha algo entre a gente que nunca conseguíamos ficar brigados. Eu pelo menos não conseguia.

Apoiei meu queixo no ombro dele.- Eu duvido que tenham te olhado torto na loja, elas estavam é te admirando. Mulheres frescas tem quedas por homens suados e sujos.- Ri.- E você ficou forte trabalhando em construção.

Ri.- Fiquei mesmo. E tem é?

— É o que dizem.- Disse.

— Quer dizer que elas estavam admirando meu corpinho suado e trabalhado.- Disse.

— Provavelmente.- Disse.

— Nossa, estou muito cotado então.- Disse.

Sorri.- Devia voltar lá para ver se acha alguém legal.

— Não baby, não tenho tempo para isso.- Disse.

— Tudo bem então.- Beijei-o na bochecha.- Vá para a sala descansar, vou terminar o jantar.

— Tudo bem.- Sai e fui para a sala.

****

O domingo chegou rápido e pela mão fiz as compras e depois do almoço, fomos para a praia. Chegamos lá e depois de passar o protetor solar em Kol e Henrik, eles foram brincar.

— Eles estão crescendo rápido.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Lembra quando Kol nasceu? Achamos que íamos ficar doidos de tanto que ele chorava.- Disse.

Sorri.- Ele era tão pequeno e fofo.

— Sim, ainda é. Mas está bem esperto.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Meu Deus ,só sabemos falar dos meninos, contas e trabalho.- Disse.

— E quer falar do que?- Perguntei.

— Sei lá.- Ela tirou a blusa.- Branquelinha.

— Combina com meu cabelo.- Disse.

— Vou entrar na água. Olha eles?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Ok.- Tirei a camisa e fui. Estava de bermuda, não gostava de sunga. Era bom aquele descanso, para recarregar as forças. Minha mão machucada doeu pelo sal do mar, mas deixei. Observei os três de onde estava e sorri. Os meninos se distraiam na areia e Rebekah... Nossa, ela estava cada dia mais linda, porque não gostosa. O que? O que estou pensando? Mergulhei para tirar aquele pensamento e depois voltei.- A água está ótima.

— Que bom.- Disse.

— Não vai não?- Perguntei.

— Não.- Peguei a toalha e cobri minhas pernas com ela.

— Você está com um corpo lindo.- Disse.

— Você é um péssimo mentiroso.- Disse.

— Eu? Não mesmo.- Disse.

— É sim.- Disse.

— Bekah, você é gostosa também.- Disse.

Ri.- Klaus, para com isso.

— É a verdade. Eu estava olhando você de longe, eu te cantaria fácil.- Disse.

— Eu conheço seu gosto e você está mentindo. Sua namoradas sempre foram magricelas e eu engordei uns quilos, então para com essa.- Disse.

— Coisas mudam e você não engordou. Tem curvas e que curvas.- Disse.

— Tudo bem, não vou discutir.- Disse.

— Você ficou vermelha?- Perguntei.

— Onde?- Perguntei.

— Quando falei.- Disse.

— É que nunca ninguém me disse isso e não pensei que seria meu irmão.- Disse.

— Sempre fomos francos, se não fosse nossa idade, diria que somos gêmeos.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Sempre nos demos bem, não foi aquela pirralha que me perturbava.- Disse.

— Temos só dois anos de diferença.- Disse.

— Pois é.- Passaram uns garotos e ficaram babando nela.- É, é melhor você se cobrir.

Ri.— Bobo.

— É serio.- Cobri ela com a minha blusa.

— Mais fácil eu vesti-la né?- Me levantei para coloca-la.

Ela ficou de costas para mim e fiquei de cara com a bunda dela. Droga, eu estou precisando de uma mulher para parar de ficar reparando nela.

Coloquei a camisa.- Pronto. Sem problemas, pelo menos com a parte dos seios.

Olhei a alça dela.- E ficou marquinha.

Sorri.— Sim. E falando em marca, amanha vou precisar passar na farmácia para repor os remédios básicos, sabonetes, shampoos e protetores solares. Além de absorventes.- Me sentei e cruzei as pernas.- Ia ficar feliz se não existisse essa época do mês.

— Tudo bem, te dou o dinheiro.- Ainda bem que o dia de receber estava chegando. Eu não ganhava mal e a ajuda dela era muito bem vinda, mas duas crianças puxam bastante nos gastos.

— Tudo bem.- Disse.

Os meninos pediram para ir para água e fui com eles, depois de brincar voltei a ela.- Droga, essa mão está doendo.

— O que houve?- Perguntei.

— Machuquei com uma serra ontem.- Disse.

— Klaus!- Olhei a mão dele.- Porque não me avisou?

— Não queria te preocupar.- Disse.

— Você podia ter perdido a mão e pode perder ainda se não cuidar direito. Você quer ficar sem mão?- Perguntei.

— Menos Bekah.- Disse.

Eu sempre tinha um kit de primeiros socorros na minha bolsa, então o peguei.- Coloque sua mão na minha perna.

— Ok.- Fiz como ela pediu.

Limpei o ferimento e depois passei de leve uma pomada cicatrizante.

— Você tem mãos tão boas e suaves.- Disse.

Fiz o curativo.- Amanha você tome cuidado. Mas antes de dormir eu faço outro e amanha de manha de novo.

— Tudo bem senhora Enfermeira.- Disse.

— Sua mulher terá tanto trabalho, você é impossível.- Disse.

— Você está muito casamenteira. Quer se livrar de mim é?- Questionei.

Ri.- Eu falei disso duas vezes e você acha que estou casamenteira... E eu sei que você a traria para a nossa casa. Você é muito orgulhoso para se mudar para a casa dela ou deixar ela pagar algo para você. Eu te conheço. Ela teria que escolher entre ter o que você pode dar ou continuar na vida dela.

— E está esquecendo uma coisa.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Eu nunca vou deixar vocês. E considerando que alguém da minha idade não aceitaria essa responsabilidade...- Disse.

— Tudo bem. Eu entendi, você virou um padre do dia para a noite.- Disse.

— Estamos falando de casamento, não de sexo. Por mais que eu não saiba o que é isso há um bom tempo.- Disse.

— Ok, eu não preciso saber disso. E padre não se casa, então meu exemplo estava certo.- Disse.

— O que? Você também anda na seca pelo que saiba.- Disse.

— Não tem como eu estar na seca sendo virgem. Estou muito bem obrigada.- Disse.

Sorri.- Gostei disso. É musica pra mim.

— Porque?- Perguntei.

— Saber que nenhum aproveitador tocou você.- Toquei o rosto ela.

— E já vi que além de orgulhoso gosta das coisas a moda a antiga também.- Disse.

— Claro que gosto. Você é minha garota, se depender de mim ninguém vai tocar você.- Disse.

— Ciumento.- Disse.

— Demais.- Ficamos até o sol ficar baixo e depois pegamos a condução para casa. Os meninos estavam cansados, então dormiram logo. A semana foi normal, mas sempre que me distraia lembrava dela de biquíni e dizendo que era virgem. Isso é loucura não é? O trabalho estava mais pesado devido a fase que estávamos e eu estava chegando em casa morto. Assim que cheguei fui direto para o meu quarto e tomei banho, me deitando. Escutei baterem na porta.- Oi.

— Não vai comer?- Perguntei.

— Não estou com fome.- Estava deitado de lado, não via ela, mas sabia sua expressão de preocupada.

— Você trabalha que nem bicho e não está com fome? Me ensina essa técnica que eu quero saber.- Disse.

— Tudo bem.- Me levantei e a acompanhei.

— Eu fiz bife, arroz, feijão, ovo frito e salada. Você vai comer tudo direitinho.- Servi ele.

— Ok.- Me sentei e comecei a comer.

Eu já estava até de pijama, mas estava tirando pó sala, então voltei ao que fazia.

— Vai descansar Rebekah.- Disse.

— A casa não se limpa sozinha.- Disse.

— Você mantem tudo muito perfeito pelo menos chegar aqui dá paz.- Disse.

— Que bom.- Disse.

Dei um meio sorriso e continuei a comer. Quando acabei, lavei o prato e fiquei na porta a observando.

— O que foi?- Perguntei.

— Cansado e irritado com muita coisa.- Disse.

— Com o que?- Olhei e era 19:00, então fui na cozinha e coloquei um café para passar.

— Coisa do trabalho. Um imbecil acha que pode humilhar os outros só por ser de um cargo alto.- Disse.

— Eu devia ir nesse seu trabalho dar limite para esses seus colegas. Só mulher consegue fazer isso. E ia ser aquelas “mães” que pensam que estão defendendo, mas estão é envergonhando a criança.- Disse.

— Só você para me fazer rir. Eu nunca me esforcei tanto para não arrebentar alguém.- Disse.

O café passou e fui pegar. Dei a ele uma caneca.- Porque não toma um café, senta e assiste TV? Relaxa um pouco.

— Tá.- Peguei e me sentei. Olhava na estante uma foto nossa, de quando estava tudo bem e meu coração se apertou, mas engoli aquela dor e troquei os canais, parando num jornal.

Me agachei para limpar a parte de baixo da estante.

Apertei mais a xícara. E ainda tinha isso; cada dia eu, mesmo relutante, percebia a mulher que ela era e algumas meu corpo me traia.

— Kol e Henrik estão vendo TV no quarto ainda. Se não estiver muito cansado, podíamos ver um filme juntos depois. Fiz um bolo para o lanche da noite.- Disse enquanto me ajoelhava para ficar mais confortável.

— Tudo bem.- Disse.

— Ok.- Disse.

Olhei ela.- Desculpa, foi um péssimo dia.

— Pelo que?- Perguntei.

— Você ai animada, tentando melhorar as coisas e eu emburrado.- Disse.

— Ah, tudo bem. Você está cansado. Deixamos o filme para outra hora.- Me levantei.

— Não, vamos ver, vou chamar os meninos.- Disse.

— Pela sua cara você vai dormir no meio do filme. Vamos deixar para um domingo a tarde que você está descansado.- Disse.

— Desculpe.- Disse levantando e indo para o quarto.

Ele estava estranho, mas melhor não me meter. Me servi de café e bebia enquanto limpava os móveis.

Droga! Me joguei na cama. Era a Rebekah, eu não devia pensar em nada daquilo. E ainda tudo isso, esse dia... Aquele filha da puta me humilhando e eu sem poder reagir para não perder o trabalho ou ir preso. Inferno! Taquei o abajur na parede.

Levei um susto e percebi que Kol e Henrik também, tanto que eles vieram se abraçar em mim e ficando atrás também. O que Klaus tinha? Enlouqueceu de vez? Fui até o quarto dele e entrei sem bater.- Se você tem dinheiro sobrando para poder trocar de abajur, pode falar. Precisamos de dinheiro mesmo.

— Agora não Rebekah.- Disse.

— Ah, agora sim. Caso você não saiba, temos duas crianças em casa e elas estão aqui atrás de mim tremendo de medo. Então caso você não queira ver o peso da minha mão na sua cara, é bom você pedir desculpas a elas agora.- Disse.

Henrik, Kol... Droga. Respirei fundo e passei por ela.- Hey, desculpa ok?- Henrik estava com cara de choro e toquei o rosto dele.- O irmão só está cansado e derrubou o abajur.

Peguei Henrik no colo e acariciava os cabelos de Kol que estava abraçado na minha perna.- É bom você se resolver. Porque você não é o único que tem problemas no trabalho, mas é só você que faz questão de traze-los para dentro de casa.- Sai dali com os dois.

Eu precisava sair dali. Troquei uma roupa e sai de lá. Nem sei direito por onde. Eu estava confuso, isso desses sentimentos estavam me enlouquecendo, ela é minha irmã. Entrei num bar e no que tomava uma cerveja, uma mulher veio se engraçando pra mim, não recuei e quando ela me levou para os fundo do bar, percebi o que ela queria mesmo. Foi uma transa rápida, mas minha cabeça estava em outro lugar, minha mente só pensava em Rebekah, no como ela devia estar chateada, nos meninos assustados. Não cheguei num orgasmo e larguei a mulher lá indo para casa. Era de madrugada, então tomei banho e me deitei, dormindo logo. Fui para o trabalho mais cedo, ainda bem que os filhas da puta não estavam lá, mas todos sempre reclamavam dele. Eu fiquei fazendo hora extra. Ok, confesso que estava com vergonha de ontem, mas tinha que ir para casa. Na volta o ônibus deu uma freiada e bati com as costas, era o que me faltava. Cheguei e eles estavam na sala, então fui tomar banho primeiro e depois voltei a eles. Sentei no sofá.- Meninos, vem cá.

Eles foram.

Botei Henrik numa perna e Kol na outra.- Sei que se assustaram ontem, mas eu só estava com uns problemas. Me desculpe ter assustado vocês.

— Você tá triste?- Henrik perguntou.

— O que foi?- Kol perguntou.

— Nada que não vá passar.- Beijei cada um nos seus cabelos.

— Fica atim não.- Henrik o abraçou.

Me esforcei pra não esboçar cara de dor que senti quando ele me apertou.

Me levantei e fui para meu quarto para tomar banho.

Sabia que ela estava chateada ainda. Terminei de falar com eles e depois ficamos assistindo desenho. Era sexta então podia ficar mais tranquilo. Jantamos e os botei na cama. Voltei a sala com um gel, mas ia falar com ela primeiro. Sentei ao seu lado.

Estava fazendo minhas unhas. Kol e Henrik eram bem calmos, então não podia reclamar que não tinha tempo para me cuidar e nesse um ano eu aprendi a fazer minhas próprias unhas, assim como me depilar. E fazia muito bem até.

Beijei o ombro dela e encostei minha cabeça ali.

— O que você quer?- Perguntei.

— Me desculpa. Ontem eu perdi a cabeça.- Disse.

— Não tem que me pedir desculpas. Afinal não somos casados e nem nada. Você faz o que bem entende.- Lixava minhas unhas.

— Mas estamos juntos em tudo.- Mudei de estar no ombro por estar no colo dela.

— Você só tem que dar satisfações a Kol e Henrik, porque eles se espelham e você e te adoram, então só tem que pensar neles quando for fazer algo.- Disse.

— A você também Rebekah. Você é meu braço direito, é quem me segura e me ajuda a ter forças. É minha amiga, minha irmã e quem eu tenho para dividir tudo o isso. O que passamos não é fácil de suportar e eu não saberia como fazer sem você.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Tocava a perna dela. Era tão lindas e firmes. Eu gostava de fazer aquilo.

— Você devia ir dormir não? Se acorda cedo todos os dias.- Disse.

— Na verdade pode passar isso nas minhas costas? Eu bati feio e está doendo pra caramba.- Disse.

— Tudo bem. Depois você toma um remédio para dor também.- Peguei o gel.

— Tá.- Tirei a camisa.

Coloquei o gel na mão e comecei a passar nas costas dele.

Suspirei pelo toque dela, mas não soube se era de dor ou de prazer de o sentir.

— Desculpe, vou mais de leve.- Deixei minha mão mais leve. Eu não estava 100% bem com ele, mas não gostava de o ver com dor. Eu o amo e o quero sempre bem.

— Ainda está chateada comigo, não está?- Perguntei.

— Não vem ao caso.- Disse.

— Vem sim e está, se não teria respondido diferente.- Ela ia demorar a me perdoar, podia sentir isso.

— Bem, pelo menos voltou melhor depois de ter saído. Devia fazer mais isso. Você trabalha demais e é estressante para você. Na sexta e sábado pode sair e encontrar seus amigos.- Terminei de passar o gel.

— Não, meu lugar é aqui. Na rua, com o que deveria me distrair, eu lembrava dos meninos assustados e em você puta comigo, que não queria isso.- Disse.

— Não estou te expulsando de casa, só acho que deveria sair mais. Ver jogos em bares, comer amendoim e tomar cerveja com amigos. Homens sentem mais falta disso do que mulheres. Por exemplo; mulheres demostram quando são amigas, muito mais que homens. Então eu sei que todas as amigas que achava ter são falsas, porque nenhuma me procurou até hoje. Elas sabem que não posso procura-las, mas elas poderiam vir aqui. Já homens não, não se veem a anos e quando se veem é a mesma coisa de antes.- Disse.

— Sinto muito por isso. Mais um motivo para eu ficar.- Disse.

— Deixa disso.- Disse.

Me virei para ela.- Não meu amor, você é muito mais importante que qualquer um.

— Klaus, deixa eu ser mais clara já que não entende; eu não tenho nenhuma experiência sexualmente, mas eu sei pelo que falam e pelos homens que já passaram pela minha vida, que vocês ficam INSUPORTÁVEIS quando ficam sem sexo, então, por favor, se você me ama mesmo, você vai fazer alguma coisa para não chegar em casa rabugento todos os dias. Deixei claro?- Questionei.

— Está me mandando para rua para transar?- Perguntei.

— Sim. Que bom que me entendeu.- Disse.

A olhei e sabia que era coisa da minha cabeça. EU SOU IRMÃO DELA! Ela só me ama assim, então para com isso.- Tudo bem.

Sorri.- Está pronto, pode ir dormir se quiser.

— Podemos ver algo. Algo que não seja infantil.- Disse.

— Pode ser.- Disse.

Sorri e botei uma almofada para me encostar.

— Quer ver o que?- Perguntei.

— Hm...Vamos ver o que está passando.- Mudei os canais. Recentemente tinha conseguido dar uma melhorada na nossa TV.- Divergente? Parece bom.

— Verdade.- Disse.

— Hey, eu conheço essa garota. Não é daquele filme que você chorou litros?- Perguntei.

— Sim. Só que ai ela está linda.- Disse.

— Bonitinha.- Disse.

— Nossa, você é exigente.- Ri.

— Como disse?- Pensei.- Gosto de magrelas.

— E quer mais magra que ela? Ela deve usar P.- Disse.

Ri.- Não se trata disso love. É questão de desejo e muito além só do corpo. Ok, uma gostosa chama atenção, mas nem sempre só isso conta.

— Você é o único homem que eu conheço que disse isso, mas ok. Eu uso G em sutiãs graças aos meus belos amigos, mas isso não se conta. Queria eu usar P.- Disse.

— Seus amigos fariam a festa de qualquer um.- Disse.

— Pode ser, dizem que é bom para amamentar, mas ok. O negócio é que com seios grandes as blusas tem que ser grandes, não para entrar no corpo em si, mas para não ficar puxado nos seios.- Disse.

Amamentar... Abocanhar aqueles peitos, a levar a loucura com isso... Ah, isso seria uma delícia.

— Bem, esse papo é esquisito, vamos ver o filme.- Disse.

— Vamos.- Ela se chegou mais, deitando junto a mim e me esforçava para tirar aquilo da minha cabeça mas parecia estar impregnado em mim. Começava a ter nojo de mim por isso.

Me acomodei no peito dele e acariciava por ali. Eu me sentia completamente bem nos braços dele. Duvidava me sentir bem assim nos braços de qualquer outro.

Sentir o carinho dela me fazia sentir pior, se ela soubesse o que está passando na minha cabeça me odiaria.

— Nik, você está bem?- Perguntei.

— Porque?- Perguntei.

— Porque está sem falar nada.- Disse.

— Minha cabeça está pensando em coisas que não deveria e isso está me afetando.- Disse.

— Tipo?- Perguntei.

— As vezes eu me pego desejando alguém que é muito, muito errado.- Disse.

O olhei.- Quem?

— Não posso te dizer.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Melhor não. Mas desde que isso começou está me consumindo.- Disse.

— Você é gay?- Perguntei.

— O que!?- Exclamei.

— Você está ai todo com medo de falar.- Disse.

— Meu Deus não, é uma mulher e eu só devo estar confuso. Não posso pensar nisso.- Disse.

— Fala.- Disse.

— Não posso Rebekah, por favor.- Além de choca-la, falar em voz alta seria a confirmação de tudo que estou sentindo. E isso não pode ser.

— Ok.- Disse.

Tocava os cabelos dela e enquanto víamos o filme as vezes eu fraquejava e imaginava como seria o beijo e a tocar mais para baixo.

— O Quatro é tão lindo, não é?- Perguntei divertida.

— Demais.- Ri, mudando minha voz. Tinha que sair daquela tensão.

Sorri e voltei a prestar atenção no filme.

O filme foi legal e disfarçamos quando os pais dos protagonistas morreram, mas o final nos prendeu.- É, agora é esperar o dois.

— Já tem.- Disse.

— Já? Quase não entro mais na internet, me desliguei dessas coisas.- Disse.

— Você nunca foi muito internauta.- Disse.

— É. Acho que podemos botar internet de volta, a mais baratinha dá.- Disse.

— Não é algo necessário ainda, os garotos não fazem pesquisas ainda. Mas podemos pesquisar.- Disse.

— Na verdade venho fazendo uma coisa.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Juntando um dinheirinho. Acho que poderemos comprar um carro. Velhinho, mas vai dar para o que usamos.- Disse.

— Acho uma boa ideia.- Disse.

— Podemos ir ver amanhã.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Que bom que gostou.- Disse.

— Claro que sim.- Disse.

— Claro é?- Fiz cosquinha nela.

Ri.— Nik!

— Vai me desculpar?- Perguntei.

— Do que?- Perguntei.

— De ontem.- Disse.

— Já perdoei.- Disse.

— Tem certeza? Se não vou continuar.- Fiz mais.

Continuei a rir.

No que fiz mais, ela pulou e ambos caímos no chão, ela por cima de mim. A olhei e afastei seu cabelo.

Sorri para ele.

Eu cedi a tudo que meu corpo pedia e a beijei.

Me surpreendi, mas o que mais me surpreendeu não foi ele me beijar e sim eu retribuir e querer beija-lo.

A segurei e intensifiquei o beijo. A desejava muito mais do que achava.

Acariciava a lateral do pescoço dele.

Nos virei de lado, afinal minhas costas ainda doíam e tinha a batido de novo. Desci a mão pelas costas dela, queria a tocar por inteiro.

Acariciava os cabelos dele e tocava seu peito.

Minha mão estava em seu pescoço e acariciava ali e brincando com a base do seu cabelo.

Parei o beijo.- Nik...

— Entende meu tormento agora?- Perguntei.

— Agora é o meu também.- Disse.

— Não podia ter te arrastado para isso. Me desculpa, eu...- A soltei, me levantando.

Me sentei.- Tudo bem.

E agora? O que tinha feito? Me senti tão bem com ela nos meus braços, que já a quero de novo.

— Vou ir dormir.- Me levantei.

— Bekah...- Suspirei e beijei ela na testa.- Descansa amor.

Sai dali.

Desliguei tudo e fechei as portas, indo para o meu quarto. Apesar da dor demorei a dormir, sentia ela nos meus braços. Nunca tinha sentido aquilo com mulher alguma. O que vou fazer? Estou apaixonado pela mulher mais linda e incrível, minha irmã.

Dormi pensando em Klaus. Deus, não posso pensar nele assim, mas me sentia tão segura nos braços dele e os lábios dele são tão doces e lindos. Suspirei. No outro dia, acordei e ajudei Kol e Henrik em tudo. Estava meio estranho comigo e Klaus. Hoje é sábado, mas peguei o período da manha para trabalhar. Então sai para a lanchonete.

Depois que ela saiu, peguei os meninos e sai a procura do carro. Eles adoraram, afinal viviam da escola para casa e só saíamos quando podíamos, nos fins de semana. Depois de muito negociar achei um carro bonzinho e que o dinheiro que juntei fosse suficiente. O vendedor já deixou eu sair e o primeiro lugar que fui foi onde ela trabalhava. Quando chegamos, ela pegava uma entrega e o cara estava a encostando na parede, aquilo fez meu sangue ferver. Pedi os meninos que escolhessem a mesa e dei volta onde ela estava.- Saia de cima dela.- O puxei.

— Klaus?- Questionei.

— O que? Essa gostosinha tem um namorado é?- Ele questionou.

— Um que vai quebrar a sua cara se não sumir daqui!- Fiquei a frente dela e o empurrei.

— Klaus, para com isso.- Toquei o braço dele.

Ele riu.- Ok, tchau lindinha.- Ele saiu.

— Você está bem?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Ainda bem.- A abracei.

— E namorado?- Perguntei.

— O que?- Perguntei.

— Você disse para ele que é meu namorado.- Disse.

— Disse? Não percebi.- Desconversei.- Vem, os meninos estão lá dentro e quero te mostrar uma coisa.

— Ok.- Disse.

A levei até a frente e mostrei o carro.

Sorri.- Conseguiu comprar? Isso é ótimo am...- Parei.- Klaus.

— Não é um lançamento, mas serve para gente.- Disse.

— Não precisamos de lançamento. Não como o filho do dono acha. Agora vai ficar com Kol e Henrik, escolham o que quiserem que irei atende-los.- Disse.

— Não diga isso a eles.- Entramos e segui para a mesa que eles estavam sentados.

— Bekah!- Henrik exclamou.

Acenei para ele e fui até eles com o cardápio. Ainda bem que Klaus não tinha me entendido. Porque o filho do dono quis dizer isso me cantando. Entreguei o cardápio.

Olhava o cardápio.- Ok, sem exagero vocês. Acho que uma pizza pequena está bom.

— Oba.- Kol disse.

— Uma pizza média amor.- Dei a ela e vi um cara chegar e entrar no balcão olhando ela.

— Uma pizza pequena, uma média. O que querem para beber?- Perguntei.

— Refigelante.- Kol disse.

— É, isso mesmo.- Henrik disse.

— Hoje pode né?- Perguntei.

Ri.- Pode.

— Um para cada então.- Disse.

— Rebekah, oi.- Ele chegou até ela.

— Oi.- Disse.

— Hoje você sai cedo, não é?- Ele perguntou.

— Sim.- Disse.

— Então podia ir comigo no show que vai ter na marina.- Ele disse.

— Ela vai para casa, obrigado.- Disse.

— Quem é esse?- Ele questionou.

— Hã... Meu irmão. Os três são.- Disse.

— Oi.- Kol disse.

— Oi pequeno. Se são sua família, não precisa pagar.- Ele disse.

— Não tem problema com isso.- Disse.

— Obrigada senhor, mas não precisa. E terei que recusar o convite.- Disse.

— Ah, não faz isso. Quanto tempo você não sai assim, vamos.- Ele disse.

Voltei para o balcão.- Eu não posso.

Observava e não estava gostando de como ele ia em cima dela. Será que tinha tentado algo? A pizza veio e dei aos meninos, comendo algumas vezes. Eles se divertiam enquanto a minha vontade era tirar minha Rebekah dali. Terminamos e como a hora dela estava perto, esperamos até ela sair.- É sempre assim?

— O que?- Perguntei.

— Aquele mauricinho.- Disse.

— Ele é filho do dono.- Entramos no carro.

— Ah, agora entendi o que falou do carro. Precisamos da cadeirinha deles. Será que a que tem em casa ainda serve?- Perguntei.

— Kol não precisa mais e para o Henrik acho que não serve.- Disse.

— Vou tentar achar.- Disse.

— A gente vai para casa?- Kol perguntou.

— Sim.- Disse.

Olhei para os dois atrás.- Colocaram os cintos?

— Sim. Achei que íamos passear.- Kol disse.

— Já passeamos desde de que saímos de casa.- Dei partida e saímos de lá.

— Klaus.- O olhei e balancei a cabeça, olhando para os dois.- Amanha nós passeamos mais, ok?

— Eu gosto de passear.- Henrik sorriu.

— Eu sei amor.- Disse.

Dirigi para casa, mas estava quente, então quando chegamos dei a ideia de tomar banho no quintal.- Vou botar o chuveiro lá.

— Podia ser uma piscina.- Kol disse.

— Vamos devagar amigão. Assim que der teremos uma piscina.- Disse.

— Fora que tomar banho assim é mais gostoso.- Disse.

— Isso mesmo.- Coloquei tudo no lugar e tirei as coisas do caminho. Tínhamos um pequeno quintal na parte de trás da casa que servia bem. Liguei a água e eles correram logo.

— Tira a roupa Kol, fica só de cueca.- Ajudava Henrik a tirar.

— Ah tá.- Ele tirou a camisa ou tentou.

— Eu ajudo.- Ri e tirei a dele que foi se molhar.

Ri e tirei a roupa de Henrik.- Vai brincar amor.

Ele foi e tirei a camisa.- Espero que mais tarde refresque, não podemos ligar o ar sempre.

— Sim.- Tirei a blusa que usava, ficando só de sutiã.

Olhei eles.- Se divertem tão fácil.- Sentei na escada.

Tirei a calça jeans.- Eu também.- Sorri e fui com os dois.

Sorri e lembrei de ontem a noite. Seria tudo mais simples entre a gente assim. Não queria pensar nos problemas agora. Rebekah sorria e isso me deixa feliz. Tirei a minha calça também e entrei com eles.

— Me pega Nik.- Kol disse.

Peguei e o deixei no alto. Fiz o mesmo com Henrik e olhei ela.- Quer também?

— Não, obrigada.- Disse.

— Não é?- Peguei ela no colo.

— Klaus, não vai conseguir com nós três.- Disse.

Botei os dois no chão.

— Pega ela Nik.- Kol disse.

Ri.- Estão contra mim, é?

— Não adianta correr.- Disse.

— Ah Deus...- Me afastei para correr.

Corri atrás dela.- Vou pegar você.

— Não vai não.- Corria.

Dei a volta e a encurralei.- Perdeu.

— Ah meu Deus.- Tentei correr.

Peguei ela por trás e a segurei.- Não vai fugir de mim amor.

Sorri.- Nem quero.

— Ótimo.- A levei de volta ao chuveiro e me sentia bem mais tranquilo, de a ter assim.

Eu estava só de calcinha e sutiã e é sim diferente de biquíni. E ele só de cueca. Era meio estranho depois de ontem, mas gostava de ficar nos braços dele.

Virei ela para mim e se os meninos não estivessem ali, a beijaria.

O olhei. Eu queria ficar com ele, ser dele, me casar com ele até... Mas sabia que seria estranho para Kol e Henrik. Queria ter um jeito de saber que eles achassem bom e normal.

Dei um beijo no ombro dela.- Mais tarde.- Falei baixo e a soltei de leve, voltando aos meus pequenos.

— Vou limpar a casa enquanto vocês brincam ai e nem ousem entrar enquanto limpo e depois se sequem antes de entrar.- Sorri e entrei.

A tarde foi tranquila e gostosa e a noite vimos um filme todos juntos. Quando os meninos dormiram, os levei para suas camas e depois voltei, mas Rebekah tinha ido para o quarto dela, fui até lá. Entrei e ela colocava um babydoll que... delícia que ficava assim.

— Nik? Tudo bem?- Questionei.

— Muito.- A olhava de cima a baixo.

— Quer alguma coisa?- Perguntei.

— Sim.- Fechei a porta e fui até ela, a beijando.

Retribui o beijo.

— Eu quero você Rebekah, pode ser errado, ir contra tudo que conhecemos, mas eu quero você.- Disse.

— Eu também quero ficar com você e quero ser sua.- Disse.

Beijei do pescoço dela até o ombro.- Não pode ser tão ruim se nos amamos.

— Não, não é.- Disse.

A beijei de novo e deixaria meus sentimentos falarem mais alto.

Retribui o beijo novamente.

A colei em mim e minha mão subiu das suas costas até sua nuca, percebi que ela gostava de carinho ali.

Era fofo como ele me respeitava e não tocava em nenhum lugar “proibido”. Antes eu o imaginava diferente, mas qualquer mulher teria sorte de casar com ele.

Ela beijava bem demais. Preferi não pensar em onde tinha aprendido. A levei até a cama e nos deitamos. Sim, eu estava um pouco mais devagar que o normal, porque não deixava de ser a minha Rebekah.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.

Ambos precisávamos de ar, então fui beijando pelo queixo dela.- Love, você quer hoje?

— Se estou pronta, não tenho absoluta certeza, mas eu quero ser sua. Você quer?- Perguntei.

— Não precisa nem perguntar.- Baixei a alça da blusa dela.

— Você tem camisinha?- Perguntei.

— No meu quarto.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Vou pegar, já volto.- Levantei e fui buscar.

Me ajeitei na cama e o esperei.

Peguei e antes de voltar conferi a casa e olhei os meninos que dormiam tranquilamente. Voltei e fechei a porta. Tirei camisa e voltei a ela.- Prontinho e conferi tudo, todo mundo dormindo.

— Que bom.- Disse.

— Agora somos só nós.- Toquei o rosto dela e estranho que quando a olhava não sentia como irmã e sim como minha garota.

— Sim.- Disse.

Sorri e a beijei. Agora minhas mãos ousando mais, na verdade estava livre para tudo. Isso era muito bom.

Descia minha mão pelas costas dele e a outra pelo seu abdômen, começando a tirar o cinto dele. Ele não tinha colocado roupa de dormir ainda e o cinto incomodava um pouco, ainda mais que ele estava entre minhas pernas.

Subi e tirei a blusa dela.- Ah, eu não disse? Eles fazem a alegria de qualquer um.

— E agora vão fazer só a sua.- Disse.

— Melhor ainda.- Beijei o colo e peguei um com a boca. Os meus dentes faziam certa pressão e a língua completava o trabalho.

Gemi e suspirei pesadamente.

— Gosta?- Perguntei.

— Hã...- A pergunta acabou me pegando desprevenida já que achava que gemidos queria dizer que se gosta de algo. Será que não era assim que funcionava?- Sim.

— É só o começo.- Fiz o mesmo no outro e comecei a tirar o short dela.

O ajudei a tirar.

A olhei e suspirei. Ela é linda por inteiro.

— O que foi?- Perguntei.

— Você é perfeita.- Abri meu cinto e comecei a tirar minha calça.

Sorri.— Obrigada.

Tirei a calça e a cueca, e alcancei a camisinha, a colocando. Tirando aquele dia, não tinha sexo a muito tempo e como aquele não foi bom, o tesão veio com tudo.

Eu nunca tinha visto um homem nu e muito menos excitado e colocando uma camisinha enquanto me olha. Pensei que seria constrangedor e ficaria envergonhada, mas não fiquei.

Percebi o olhar dela.- O que foi?

— Você tem prática em colocar camisinha.- Disse.

— Ah, você não vai querer ouvir essas histórias agora.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

Afastei um pouco as pernas dela e me debrucei sobre ela.- Porque não vai querer saber das minhas experiências.

— É, acho que não.- Era estranho saber que ele é tão experiente.

— Viu?- A beijei.

Retribui o beijo.

Deslizava minhas mãos pelo corpo dela e ela reagia tão bem a tudo que era até fofo.

Parei o beijo e o olhei.- Se eu soubesse que o amor da minha vida estava tão perto, eu não teria perdido meu tempo com outros garotos.- Acariciava o abdômen dele.

— Gostei de ouvir isso.- Me coloquei na entrada dela.

Sorri.- Que bom.- Aos poucos percebia como ele era. Dava para ver que não era romântico, mas eu não me importava. Sou romântica pelos dois. Até por quatro, sou até demais, meu Deus.

Fui entrando nela aos poucos e merda; como ela era apertada, tão gostosa.

Senti uma leve dor, mas não me importei muito com ela. Era bom saber que estava sendo dele. Eu não disse que era romântica? Pois é. Acariciava seus cabelos delicadamente.

— Tudo bem?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

A beijei e fui indo mais, não sabia explicar, só que era a melhor sensação que eu já tinha tido.

Retribui o beijo e entrelacei meus dedos em seus cabelos, acariciando ali.

Comecei a me movimentar e a cada estocada, era uma onda de prazer. Não podia fazer muito barulho, mas era impossível não gemer com ela.

Suspirei contra seus lábios, mas voltando a beija-lo. Nesse momento eu queria ter mais experiência para saber o que é sexy fazer nesses momentos e o que eles gostam... Mas melhor não fazer muita coisa ousada, quando vê acabo o machucando.

— Você é uma delícia amor.- Disse.

Acariciava seu braço.- Você também é.

Passei o braço pela cintura dela.- É só me acompanhar.

— Tudo bem.- Disse.

Ia mais devagar para ela me acompanhar e ela ia bem.- Bom, não é?

Sorri.- Estou me sentindo uma aluna aprendendo a fazer expressão numérica. E isso é um exemplo bom, porque eu amei quando aprendi a fazer expressão.

— Vai amar muito mais isso.- Beijei o pescoço dela.

Me arrepiei e sorri.- Tenho certeza que sim.

A olhei.- Você é tão linda.

— Obrigada.- Disse.

Aumentava o ritmo e o prazer aumentava. Sabia que ia chegar rápido ao orgasmo.

Beijava o pescoço dele e acariciava seus cabelos.

— Bekah...- Gemi.

— Sim?- Perguntei.

— Eu amo você.- Disse.

— Eu também te amo.- Disse.

Voltei a beijar a boca dela com o prazer explodindo em todo meu corpo.

Envolvi melhor a minha perna na cintura dele e retribui o beijo.

A beijei como não tinha beijado ainda. Como era bom poder partilhar isso com ela.

Acariciava os cabelos dele.

— Eu amo você. Cada pedacinho.- Tocava de leve o braço dela.

— Também amo você.- Disse.

Aproveitei a sensação de estar dentro dela mais um tempo, mas acabei saindo. Me levantei, indo me limpar rápido no banheiro e voltei a ela.

Me acomodei no peito dele e acariciava ali. Nesse meio tempo escutamos um trovão bem alto e uns cinco minutos depois uma batida na porta.

— Vou abrir. Se vestiu?- Perguntei.

— Eu fico bem enrolada aqui.- Disse.

— Ok.- Levantei e abri, dando de cara com dois pingos de gente assustados.- O que houve?

— Também ficou com medo do trovão e veio ficar com a Bekah?- Kol perguntou.

— Na verdade ela me pediu para ficar com ela.- Disse.

— Tô com medo do trovão.- Henrik disse.

— Não precisa ficar amorzinho.- Peguei ele no colo e Kol pela mão.

— Venham para a cama amores.- Disse.

Kol correu, se metendo lá e eu deitei Henrik, esse estava abraçado em mim.

Acomodei Kol no meu peito e beijei os cabelos dele.

Olhei para ela e sorri. Nossa família, nossos bebês e agora também tínhamos um ao outro muito mais intensamente.

Sorri de volta para ele.

— Vocês estão juntos?- Kol perguntou.

— Como você imagina o juntos?- Perguntei.

— Como papai e a mamãe.- Disse.

— Sim, amor estamos. A Rebekah é tão linda que me deixou ser o príncipe dela.- Disse.

— Você é príncipe?- Henrik perguntou.

— Sim, ele é.- Sorri.

— E nós vamos ter outro irmãozinho?- Kol perguntou.

— Oh não, pelo menos não tão cedo, já temos dois bebês para cuidar.- Disse.

— Eu não sou bebê.- Henrik disse.

— Eu sou. Bekah disse que só posso dormir aqui enquanto for bebê.- Ele indicou onde estava deitado que era nos seios dela.

— Quer dizer que não posso?- Henrik perguntou.

— Você não quer ser bebê.- Disse.

— Tá, eu sou.- Henrik disse.

Ri.- Será que considero essa declaração de ser bebê depois de ter negado ser?

— Acho que pode sim.- Disse.

— Ok.- Disse.

Henrik relaxou nos meus braços. Eu ajeitei o edredom por cima deles.- Agora durmam que qualquer coisa estamos aqui.

— Tá.- Kol disse.

— Agora durma.- Disse.

Ele se ajeitou e dormiu.

Todos dormiram e eu os observava. Eu sabia a minha responsabilidade para com eles, mas também sabia o peso que seria minha relação com Rebekah, todos os problemas que possivelmente enfrentaríamos. Só que ao senti-los assim, eu não me importava com nada. Se os pequenos estivessem bem e minha linda continuasse me amando, eu aguentaria qualquer dificuldade, qualquer coisa.

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim :3 São fofos né? :3 O próximo será Klaus e Hope :3 Ah, nos digam o que mais gostaram no capítulo, vamos adorar saber :) Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)