Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Então, essa OS foi baseada na série de livros A Seleção. Quem leu vai notar semelhanças, quem não, espero que gostem mesmo assim :3 Bem, vamos ao capítulo e nos vemos lá embaixo...

POV Lexi.

Infelizmente eu teria que ir para essa maldita seleção. Só estava fazendo isso para ajudar meus pais. Vivemos na casta três, porém dinheiro nunca é demais quando se tem criança pequena em casa. Uma coisa que não me preocupava era ir, até porque o príncipe nunca iria me escolher. Sou uma garota normal, para um cara normal. Não sou bonita o suficiente, nem tenho um corpo bonito o suficiente para ser uma futura rainha e ser escolhida. As regras eram repugnantes. Se ele quisesse, as candidatas tinham que transar com ele. E olha que virgindade é uma coisa obrigatória para o casamento. Mas isso também não ia acontecer comigo, a explicação é a mesma de cima. E fora que eu não ia querer um marido assim, que se aproveita dos outros. E sei que ele é assim porque todo mundo fala dele. Os outros irmãos dele ainda são mais simpáticos. Graças a Deus, eu estava a salvo e com certeza seria uma das primeiras a sair.

— Bom dia meninas.- Uma mulher disse.

— Bom dia.- Disse.

— Você é a organizadora?- Uma garota perguntou.

— Sim.- A organizadora disse.

— E quando eu vou poder sair daqui?- Perguntei.

— Sair?- Outra garota perguntou.

— Sim. Quando vou poder sair dessa sala cheia de coisas de mulherzinha e ir para um lugar que não esteja com cheiro nojento de laque.- Respondi.

— Bem, pode ir para seu quarto.- A mulher disse.

— Ótimo.- Me levantei e sai dali.

POV Misto. (Klaus e Lexi.)

Estava caminhando pelo palácio decidindo como ia fazer aquilo, escolher uma esposa assim, era loucura. E ainda tinha toda a pressão por causa das castas, diplomacia e tudo mais. Suspirei e quando virei no corredor, levei uma trombada.

— Olhe por onde anda, seu desastrado.- Me levantei, limpando a roupa que usava.

Levantei.- Como?

— É surdo também? Coitado.- Disse.

Quem era aquela garota?- Desculpe senhorita.

— Tudo bem. E suas "mulheres" estão no salão com cheiro nojento, então aproveite.- Continuei caminhando.

Alcancei ela.- Minhas mulheres?

— As selecionadas.- Disse.

— Como sabe delas?- Perguntei.

— Porque eu sou uma.- Disse.

A olhei.- É?

— Sim.- Disse.

— E o que está fazendo aqui?- Perguntei.

— Fugindo de ter inimigas que nem quero. Minha mãe sempre disse que essas coisas são bem competitivas e que geralmente se tem vários inimigos. Prefiro ficar na minha. Mas você está com sorte, elas são bem bonitas.- Disse.

— Incluindo você.- Disse.

— Não.- Disse.

— Porque não?- Perguntei.

— Porque não. Você vai ver quando ver elas. Agora é melhor eu ir. Se souberem que eu falei com você, irão me comer viva. E eu gosto de viver.- Disse.

Ri.- Não se preocupe.

— Ok, tchau.- Sai dali.

POV Klaus.

Não entendi nada daquela garota e segui meu caminho. Fui até a sala e encontrei minha mãe lá.- Boa tarde.

— Boa tarde.- Ela disse.

— Fazendo o que?- Perguntei.

— Lendo.- Ela disse.

— Queria poder partilhar essa paz.- Disse.

— Você devia estar se arrumando para o jantar, vai conhecer as garotas lá.- Ela disse.

— Eu já vou.- Disse.

— Ok.- Ela disse.

— Como a senhora sabia que ia dar certo com o pai?- Perguntei.

— Você quer dizer, como ele sabia que ia dar certo comigo?- Ela sorriu.- Bem, eu não sei o que ele viu em mim, mas eu tive muita sorte.

— Ele que deu.- Disse.

— Quando mais nova, talvez.- Ela se levantou e veio até mim.- Você tem sorte, amor. Tem várias garotas bonitas. Você só não pode falar dos seus casos com elas.

— Casos?- Sorri.

— Bem, eu duvido que alguma delas ache que você é virgem.- Ela disse.

— Ah sim.- Disse.

— Ok.- Ela disse.

— Eu posso mesmo pedir o que quiser a elas?- Perguntei.

— Sim.- Ela disse.

— Isso é interessante.- Disse.

Ela riu e me beijou no rosto.- Vá se ajeitar.- Ela saiu.

Ela foi e fui para meu quarto. Tomei banho e me arrumei com a roupa separada para a noite. Me olhei no espelho e sai, indo para o salão.

POV Lexi.

Infelizmente eu era obrigada a descer para o jantar. E o pior de tudo, tínhamos criadas. Isso é absurdo! Deixei elas me ajudarem, mas não fiz nada demais. Não queria impressionar ninguém mesmo. Me vesti com um vestido simples, uma sapatilha e um coque no cabelo. Só. Desci.

— Ai está você.- A tal organizadora falou.

— O que?- Perguntei.

— Já ia pedir que lhe buscassem.- Ela disse.

— Ah sim.- Disse.

— Venha e tome um lugar.- Ela disse.

— Ok.- Fiz o que ela disse.

— Oi.- Uma garota disse.

— Oi.- Disse.

— Você é a Lexi né?- Ela perguntou.

— Sim.- Disse.

— Eu sou Bonnie.- Ela disse.

— Prazer.- Disse.

— Você saiu de repente, porque?- Ela perguntou.

— Porque sim.- Disse.

— Gostei do seu vestido.- Ela disse.

— Hã..- Franzi o cenho. Não era isso que eu queria. Era para ser feio.- Obrigada. Também gostei do seu.

— Você acha? Todos ficaram olhando o da Caroline.- Ela disse.

— Acho que era para chamar atenção mesmo.- Disse.

— Eu acho ela oferecida demais.- Ela disse.

— Os homens gostam disso. A maioria pelo menos.- Disse.

— Acho isso horrível.- Ela disse.

— Pois é.- Disse.

— Gostei de você.- Ela disse.

— Você é legal também.- Disse.

— Mas além da Caroline, cuidado com a Vick.- Ela disse.

— Porque?- Perguntei.

— Elas são do tipo que fazem qualquer coisa para ganhar.- Ela disse.

— Ah, você e nem ninguém precisam se preocupar comigo.- Disse.

— Como assim?- Ela perguntou.

— Eu não quero ganhar.- Disse.

— Então porque se inscreveu?- Ela perguntou.

— Pela minha família.- Disse.

— Entendo.- Ela disse.

— Pois é.- Disse.

— Só espero que o príncipe seja alguém bom como dizem.- Ela disse.

— Boa sorte.- Disse.

— E você também.- Ela disse.

— Porque?- Perguntei.

— Que as coisas saiam bem para você.- Ela disse.

— Ah sim.- Disse.

POV Misto. (Klaus e Lexi.)

Parei em frente a porta e respirei fundo, era a hora. Abri as portas e entrei. Elas me encararam e tive que lidar com a ideia de que entre uma delas, estava a minha futura mulher, com quem eu teria uma família.- Boa noite.

Suspirei e apenas peguei uma das uvas.

— Boa noite majestade.- Caroline disse.

Me sentei e com certeza aquilo era estranho, a forma que olhavam para mim.— Para começarmos queria as apresentações das senhoritas. Fiz isso por papel, mas creio que pessoalmente seja melhor. Comece por você.- Apontei a morena de cabelos lisos.

— Sou Elena.- Ela disse.

— Olá Elena. Bem, todas já sabem quem sou. Logo teremos tempo para uma conversa melhor, eu prometo.- Disse.

Todas assentiram.

— Você ao lado.- Disse.

— Liv.- Ela disse.

Segui conhecendo cada uma delas e algumas sabia que não iriam ficar muito tempo. Sentia o peso do olhar do meu pai me observando e tentava não ficar aflito. Mas minha atenção se voltou para a próxima, a garota do corredor.

— Lexi.- Disse.

Belo nome, pensei. Continuei até acabarem todas.- Obrigado pela gentileza. Creio que todas estão com fome, então podem iniciar o jantar.- As observava e comia. Não muito, não tinha muita fome. Mesmo que não quisesse pensar asism, via claramente que algumas ali não chegariam a ser aprovadas e queria as poupar disso. Então quando o jantar acabou, chamei alguns nomes para fora do salão e como foi incomodo fazer aquilo, mas eu precisava. Depois de falar com cada uma voltei.

— O que será que houve?- Bonnie perguntou.

— Não sei. Mas eu vou subir e dormir.- Disse.

— Tem que esperar sermos dispensadas.- Ela disse.

— Não eu. Boa noite Bonnie.- Sorri e sai dali, subindo.

POV Klaus.

Observei Lexi sair e fiquei intrigado. Mantive a postura e fiquei mais um pouco com elas até poder as dispensar para descansar e eu também precisava. Cheguei ao meu quarto e suspirei tirando aquela roupa, mas bateram na porta.- Pode entrar.- Olhei pelo espelho e era meu pai.

— O que achou?- Ele perguntou.

— Isso é loucura.- Disse.

— Talvez.- Ele disse.

— Talvez? Isso não é só um jogo, essas garotas realmente querem algo na vida, até esperança de uma vida melhor elas tem.- Disse.

— Isso é problema delas.- Ele disse.

— E se eu mandar a ideal embora? Não posso escolher alguém assim.- Disse.

— Ai isso é com você.- Ele disse.

— Não preciso ter pressa. Você terá muitos anos ainda, posso encontrar alguém do jeito normal.- Disse.

— Então cancele e arque com as consequências.- Ele disse.

— Consequências?- Questionei.

— Do povo.- Ele disse.

— É com o que está preocupado não? Com o povo, alianças e tudo mais, não em como eu estou no meio de tudo isso.- Disse.

— Você é um frouxo Niklaus, não consegue nem ficar "feliz" com 35 mulheres querendo fazer tudo por você. Com certeza ela não será sortuda, só pelo dinheiro, porque em um ano ela estará na cama de outro. Finn e Elijah aproveitaram muito bem, você é o único fresco aqui.- Ele disse.

— É a sua raiva não é? Que eu seja o mais velho e não um deles.- O encarei.

— Não interessa quem seja o mais velho, você é fresco do mesmo jeito.- Ele disse.

— Não é ser fresco pensar nas pessoas.- Disse.

— Oh, ok então. Continue pensando.- Ele falou.

— Sim, eu faço. Agora me dê licensa que quero descansar.- Disse.

— Boa noite, princesa.- Ele ironizou e saiu.

Se aquelas garotas não me deixassem louco, ele deixaria. Tomei um banho e coloquei uma roupa mais a vontade, logo saindo. Era impressionante como eu vi tudo diferente e via essa pressa em seleção desnecessária. A noite estava boa e me fez relaxar. Quando acordei o dia já raiava. Hoje ia falar com cada uma delas sozinho e foi um começo interessante. Quem eu mais aguardava chegou.- Olá Lexi.

POV Misto. (Klaus e Lexi.)

— Oi.- Disse.

— Finalmente posso perguntar; porque estava tão irritada no nosso esbarrão?- Perguntei.

— Porque eu não estou aqui por você. Você nem faz meu tipo de homem.- Disse.

— Nossa, isso me surpreende. E qual o seu tipo?- Perguntei.

— Você é educado e todo bem comportado. E eu prefiro homem que seja mais... homem. As vezes pode até ser fofo homem como você, mas cansa rápido.- Disse.

— E acha que sou assim o tempo todo?- Perguntei.

— Onde você mostra para o mundo e consequentemente sua futura esposa, é sim. É onde é mais importante, primeira impressão. Mas não se preocupe, as outras amam seu jeito.- Disse.

— Sabe o que eu acho?- Perguntei.

— O que?- Questionei.

— Que de todas aqui, você foi a primeira a dizer o que realmente acha.- Disse.

— E?- Questionei.

— Eu gosto disso.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Porque sinceridade é uma coisa difícil aqui.- Disse.

— Olha, você devia me mandar embora. Eu sei que estou mais do que na idade para casar, mas eu sou uma garota comum para um cara comum. Então sério, pode me mandar embora.- Disse.

— Sou tão desagradável assim?- Perguntei.

— Claro que não. Como disse, você é legal e fofo. Merece uma esposa assim.- Disse.

Sorri sem jeito.- Do jeito que fala me faz acreditar nos que me atormentam falam.

— Como assim?- Perguntei.

— Realmente não passo a impressão de um homem que vai vir comandar a nação.- Disse.

— Hã... eu nunca quis dizer isso, desculpe.- Disse.

— Está tudo bem.- Desviei o olhar por onde estávamos, pelo jardim. Eu podia estar louco, mas até agora a companhia que mais gostava era dela.

— Então, gostou de alguma garota?- Perguntei.

Voltei a atenção a ela.- Sim, tenho maior facilidade de estar e conversar com algumas.

— Que bom.- Disse.

— Você é uma delas.- Disse.

— Hã... obrigada.- Disse.

— Não tem que agradecer, eu que o faço pela sua sinceridade.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Porque está aqui Lexi?- Perguntei.

— Hã... prefiro não ficar falando disso.- Disse.

— Você não gosta de mim, pelo visto não gosta de nada aqui, o que é então?- Perguntei.

— Nada.- Disse.

A olhei.- É pelo dinheiro? Sua família precisa?

— Podemos por favor mudar de assunto?- Perguntei.

Provavelmente era aquilo e ela não queria admitir. Eu gostava da sua atitude.- Claro.

— Ok.- Disse.

— De que região você é?- Perguntei.

— Leste.- Disse.

— Gostaria de conhecer.- Disse.

— Eu poderia me retirar? Como disse, eu não estou aqui para ser escolhida e se o senhor ficar demorando comigo vou arranjar problema com as outras, e eu não quero. É melhor o senhor chamar outra.- Disse.

— Mas eu gosto do meu tempo com você.- Disse.

— Ah, ok.- Disse.

— Mas quem sou eu para prendê-la onde não quer estar. Pode ir.- Disse.

— Tchau.- Sai dali.

Isso era mesmo ótimo. A unica que eu gostava de estar não me suportava. Fiz o mesmo com as outras, mas não me demorei tanto, afinal era sempre mais do mesmo. O que tinha nela que me atraia tanto? Só sei que não ia a mandar embora.

Cheguei no quarto e me atirei na cama. Eu me sentia presa aqui. Não podia usar nem a roupa que eu queria. Só vestidos longos e comportados. Deve ser para o príncipe só ver o conteúdo na lua de mel. Esse castelo era uma droga, não sei porque vim. Me levantei e fui tomar banho.

Segui com as tarefas e quando me foi permitido, eliminei mais algumas garotas. Vi a insatisfação de Lexi e tinha que falar com ela. Mais tarde eu descobri o quarto dela e bati a porta.

— Pode entrar.- Disse.

Entrei.- Boa noite.

— Boa noite.- Disse.

— Sei que ficou brava comigo.- Disse.

— Não estou brava.- Disse.

— Então está o que?- Perguntei.

— Normal. Só não entendo porque não me manda embora. Eu não nasci para ser uma rainha. Bonnie, Elena, Caroline, Liv e Vick são bonitas e querem ser rainhas.- Disse.

— Elas não são como você é.- Disse.

— E como eu sou?- Perguntei.

— Diferente, verdadeira, não pensa apenas em alcançar um posto.- Disse.

Por um momento queria que o elogio dele fosse bem diferente disso. Mas o que estou pensando? Eu sei que perto das que estão aqui, não tenho nada demais.- Obrigada.

Peguei a mão dela e a beijei.- Sabe quando em todo o meu dia tenho paz? Quando posso estar com você. Eu sei, mal temos tempo, mas é como me sinto. Fora isso tudo é obrigação, seguir como as coisas tem que ser feitas...

— Hã... você fala bem.- Disse.

— Obrigado.- Cheguei a porta da varanda dela e olhei a cidade. Era um fardo e tanto saber que cuidaria de tudo aquilo.

Estava deitada na cama e fiquei olhando para o nada. Era estranho ele estar aqui.

— Está querendo dormir? Estou atrapalhando?- Perguntei.

— Essa noite nem vou dormir.- Disse.

— Por que? Está passando mal?- Questionei.

— Não. Está chovendo e não consigo dormir. Minha casa foi alagada uma vez.- Disse.

— Oh, sinto muito. Quer que feche a porta?- Perguntei.

— Não.- Disse.

Sentei na beirada da cama.- Está preocupada com eles?

Assenti.

— Seus pais são o que?- Perguntei.

— Minha mãe é professora e meu pai advogado.- Disse.

— Ah sim. Devem ser legais.- Disse.

— Sim, são.- Agora eu podia o olhar melhor e ele não estava com roupas sérias, e ele é realmente bonito. E por um momento eu desejei que ele me olhasse com desejo, mas ele me olha com um olhar de amizade. Mas eu o entendo, não sou desejável. Se fosse, isso ficaria mais evidente agora que estou usando uma camisola. Tudo bem que estou com as pernas cobertas, mas meu colo não. Melhor esquecer. Foque no que veio fazer aqui e não é para se casar com ele. Afinal ele é bem diferente de como pensei que meu marido seria.

— O que foi?- Perguntei.

— Eu só te respondi ué.- Disse.

— Estava me olhando de um jeito.- Disse.

— Eu estava te analisando, não é só você que nos analisa.- Disse.

— Espero que tenha melhorado meu conceito.- Ela era linda, mas tentava não focar nos peitos dela.

— Nunca disse que você não era legal ou algo do tipo.- Disse.

— Mas não sou seu tipo.- Disse.

— Eu tenho uma concepção de homens e não é como você se comporta, só isso.- Disse.

— Nada que eu não esteja acostumado a ouvir.- Sorri pensativo.- Acho que devo mudar então, ser alguém mais maleável não está dando certo.

— Não estou pedindo para você mudar. Não é só eu que estou aqui. Tem ainda, o que, 20 garotas? É que eu sempre quis ter um marido que fosse gentil, bom, carinhoso, amigo, mas que ao mesmo tempo seja forte, protetor e o cabeça da casa. Eu não quero ser a que tem que tomar as decisões ou me preocupar se o aluguel foi pago ou não, ele é o "dono" da casa, ele cuida disso. Ele é bom, carinhoso e amoroso com os nossos filhos, porém também é ele que coloca os limites, porque eu como mãe provavelmente serei muito babona. Porém no final do dia, serei eu que irei cuidar dele, não ele de mim como fez o dia todo. Eu farei o jantar, ajudarei a arrumar as contas, iremos conversar e essas coisas. Por outro motivo eu casava com uma mulher então.- Disse.

— Parece um bom plano de vida, sonho, eu diria. Queria poder seguir uma vida assim, principalmente onde pelo menos minha opinião fosse ouvida, pudesse mudar o que vejo que está errado.- Disse.

— Quando for rei poderá fazer tudo que quiser. Só não fará se não quiser.- Disse.

— E eu deveria estar me preparando, não? Ir acostumando a tomar decisões importantes, tudo que virá. Mas quem deveria ajudar nisso é quem mais quer ver o meu fracasso.- Disse.

— Se isso ajudar, eu não quero ver seu fracasso.- Disse.

Sorri.- Obrigado.- Toquei o rosto dela.

Sorri.- De nada.

— Ficar aqui com você é tão fácil. Ou melhor, não tão fácil assim, exige muito controle meu.- Disse.

— Controle?- Questionei.

— Você é uma mulher bonita Lexi.- Disse.

— Hã... Ok.- Disse.

— Não acha?- Perguntei.

— Não.- Disse.

— Eu tenho certeza.- Disse.

— Tudo bem, obrigada.- Disse.

— Então é difícil não ser mal educado com olhares, ainda mais vestida assim.- Disse.

— O que tem a roupa?- Perguntei.

— Sexy demais.- Disse.

Sorri.- Assim você vai me deixar vermelha.

— Tenho certeza que combina com você.- Disse.

— Talvez sim.- Disse.

— Gostaria de ver.- Disse.

— Me ver vermelha é algo muito intimo. Poucos tem essa sorte.- Disse divertida.

— Espero ter um dia.- Disse.

Desviei meu olhar do dele e sorri um tanto envergonhada.

Me aproximei mais um pouco dela e toquei seu rosto, queria tanto provar da sua boca.

Olhei sua mão e depois o olhei.

De todas as garotas, se tivesse de escolher uma agora essa seria Lexi, não tinha dúvidas. E também não tive ao beija-la.

Por mais que não devesse ou tivesse pensando que isso aconteceria, retribui o beijo.

Sorri e sabia que algo diferente me atingia, não sabia explicar o que aquela garota tinha.

Isso era estranho, é o meu primeiro beijo e não sei o que fazer.

Ela respondia mas de um jeito tímido, o que achei fofo. Enrolei minha mão em seus cabelos e o deixei mais intenso.

Levei minha mão até seu pescoço e acariciava a lateral do pescoço dele.

Segurei na cintura dela, a deixando mais próxima e tudo o que queria era ficar ali e esquecer todo resto.

Envolvi meus braços em seu pescoço e acariciava sua nuca.

O melhor é que ela retribuía, mostrava que me queria.

Fui parando o beijo aos poucos.

— Eu quero você.- Disse.

— Como assim?- Perguntei.

— Lexi, não senti isso com mais ninguém aqui. Não importa quantas garotas tenham, só você que desejo.- Disse.

Toquei os lábios dele e sorri.- Você foi o meu primeiro, sabia? No beijo, no caso.

— Sério?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Gostei disso.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— De saber que isso sempre será meu. Que sempre serei importante para você.- Disse.

Sorri.- Sempre.

— Tem uma coisa que não gosto. Mesmo querendo você, não posso ainda acabar com a Seleção.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— E mais para frente tem uma coisa que tenho que lidar.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Ter a aprovação do meu pai para minha escolha.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Vou trabalhar nisso até lá.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Bem, faltou a coisa mais importante.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Você me quer?- Questionei.

— Nesse momento? Com toda a certeza. Mas preciso saber como você vai ser a partir de agora. Eu sei que você tem todas as outras, mas mesmo sabendo que você tem que sair com elas e tudo mais, eu não vou admitir traição. Então digamos que tanto eu quanto você estamos em fase de teste.- Disse.

— Traição? Não faria isso.- Disse.

— Ok então, vamos ver isso.- Disse.

— Prometo não ter nada com nenhuma delas, mesmo se me agarrarem, afastarei.- Disse.

— Não precisa me prometer. Nessa situação eu que te devo fidelidade, não ao contrário.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Ok.- Disse.

A beijei de novo.- Agora tenho que ir.

— Tudo bem.- Disse.

— Assim que der venho novamente a noite. Quando não, nos vemos nos horários normais.- Disse.

Assenti.- Ok.

— Se precisar falar comigo mande um criada sua me avisar.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Você só diz tudo bem?- Ri.

— Você só fala coisas que a resposta que cabe é essa.- Disse.

— Tudo bem.- Ri.

— Ok.- Disse.

— Tchau love.- Disse.

— Tchau.- Disse.

Dei um selinho nela e sai. Estava tudo bem até meu pai começar a se meter nas minhas escolhas, e queria que eu mandasse Lexi embora. Foi aí que fiz algo novo, o encarei. Não ia deixar ele fazer isso e acabei falando que era ela que eu queria. Ele, bem, ele fez o de sempre, me castigou severamente, mas como ameacei de publicar sobre as influências na escolha do príncipe, ele saiu furioso e eu ganhei tempo. Consegui chegar ao meu quarto e pedi que chamasse ela.

Uma criada veio me avisar que Klaus me chamou e fui até o quarto dele. Bati na porta.

— Entra.- Disse baixo, tinha entrado e me deitado.

Entrei.- O que foi?

— Preciso que me ajude.- Disse.

— Com o que?- Perguntei.

— Vem aqui.- Disse.

Fui até ele.

Me levantei um pouco e me amparei nela. Aos poucos tirei o casaco que tinha colocado.

— Meu Deus. O que houve?- Perguntei.

— Enfrentei meu pai.- Disse.

— E ele fez isso?- Toquei no rosto dele delicadamente.- Ele é louco?

— Me ajuda a tirar a camisa, ela está roçando.- Disse.

— Ok.- Tirei a camisa dele com cuidado.

Suspirei e me deitei.

— Você não consegue ir tomar um banho? É tanto machucado que é melhor isso do que desinfectar um por um. Eu te ajudo.- Disse.

— Água? Tudo bem.- Disse.

— Ok.- Disse.

Ela me ajudou e fiquei de cueca, indo até o banheiro. Quando entrei no chuveiro, reprimi um, ou melhor, para que me enganar, engoli o choro de dor que me atingia.

— Ei, calma.- Toquei o rosto dele.- Já vai passar.

Acenei e me amparei na parede para ela fazer o que precisava.

Ali tinha um sabão neutro, então peguei e passei bem em um pano molhado.- Pode arder, não sei. Mas é necessário para limpar.- Fui espremendo o pano com o sabão sobre os machucados.

Respirei fundo e tinha que aguentar.

Segurei na mão dele e continuei.

Ela seguiu e eu via o sangue descendo junto com a água. Pensava como um pai podia fazer isso a um filho, como ele podia agir assim? Jurei a mim mesmo que se tivesse um filho nunca o trataria assim, por mais que precisasse ser firme, isso não significava fazer como ele faz comigo.

Terminei e ele se enrolou para baixo em uma toalha. Ele se sentou na cama e pequei um secador, ligando e começando a secar os ferimentos.

Era como se tivesse amortecido, anestesiado, então deixei ela cuidar de mim. Lexi, por ela eu aguentava isso, para a ter ao meu lado o enfrentarei quantas vezes se fazerem necessárias.

Terminei de secar e procurei pelo quarto, achando uns curativos. Vi nos armários e tinha um spray cicatrizando e para tirar a dor. Espirrei por todos os machucados.

Reencontei minha voz.- Feche a porta, não quero ninguém aqui.

— Ok.- Fui até a porta e fechei.

— Na gaveta tem analgésico, me dá dois.- Disse.

— Ok.- Peguei os remédios e dei a ele.

Tomei e recostei no travesseiro.

Logo fiz os curativos.- Agora é melhor eu ir.

— Não.- Segurei a mão dela.

— Eu não posso ficar aqui.- Disse.

— Não vai.- Pedi.

— Tudo bem.- Disse.

Segurei a mão dela comigo e beijei de leve.

Me sentei.

— Foi por você.- Disse.

— Hã...- Baixei meu olhar. Isso não era reconfortante.

— Ele queria te mandar embora. Coisa que não permiti.- Disse.

— Preferia ter ido embora então.- Disse.

— Não. Isso seria pior que qualquer coisa.- Falei.

— Não seria não.- Disse.

— Seria. Eu ficaria sem você.- Disse.

— Eu serei sua até quando você me quiser.- Disse.

— Eu quero para sempre.- Disse.

— Então serei sua onde quer que eu esteja.- Disse.

— É bom ouvir isso.- Disse.

— Que bom.- Disse.

— E sua família, como está?- Puxei outro assunto.

— Bem.- Disse.

— Eles parecem legais.- Disse.

— Sim.- Disse.

Sorri e bateram na porta.- Não abra.

— Ok.- Disse.

Depois de me chamarem, o barulho sessou. Suspirei.- Fala alguma coisa.

— Falar o que?- Perguntei.

— Você está quieta.- Disse.

— Você quer que eu esteja como depois de me dizer que está assim por minha culpa?- Perguntei.

— Não é sua culpa.- Disse.

— Pelo que disse é sim.- Disse.

— Lexi.- Tentei me levantar um pouco.- Eu enfrento o que for por você.

Suspirei. Não adiantava discutir.- Ok.

Toquei o rosto dela.- Você é uma das coisas que mais amo na minha vida, sempre vou te defender.

— Tudo bem.- Disse.

Parecia não entender, queria que eu tivesse aceitado que ela fosse embora? Se isso acontecesse, não conseguiríamos ficar juntos.

— Você devia descansar. Vou cuidar de você.- Disse.

— É tão bom você estar aqui.- Disse.

Sorri. Para mim era estranho, afinal ele devia ter levado milhares de mulheres ali.- Que bom.

— Sabe, não costumo ter ninguém aqui, é o meu refúgio para pensar e descansar.- Disse.

— Entendo.- Disse.

— Mas quando estivermos juntos, o quarto será outro.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Depois vou leva-la para ver.- Disse.

— Não pensa nisso. Você precisa dormir.- Disse.

— Estou mesmo cansado.- Disse.

— Então durma.- Disse.

Ainda tinha a mão dela comigo. O sono me pegava e eu precisava mesmo descansar.- Eu te amo.- Disse apagando.

Sorri. Ele dormiu e me escorei na cama. Eu estava ali a uns dois meses e impressionante como mudei meu conceito dele. Porém não conheço ninguém no castelo além dele, das garotas, dos guardas e das criadas. Os pais deles e os irmãos só por fotos ou na TV. Era estranho. Eu acabei não dormindo a noite toda cuidando ele para ele não se virar de costas. Porém nosso corpo tem um certo mecanismo e sabe que não pode se virar, então ele não fez isso em nenhum momento da noite. Quando era de manha cedo, me levantei, deixei um bilhete para ele e fui para meu quarto me arrumar para descer.

Pela manhã acordei e li o bilhete dela. Mesmo dolorido, levantei, botei uma roupa e chamei um dos meus ajudantes. Pedi para avisar que estava indisposto para descer e tomei mais um analgésico, ficando deitado para descansar. Minha mãe veio querendo saber o que eu tinha e eu inventei um problema de estômago. Pedi que ela ficasse e pedi que chamassem Lexi. Sorri quando ela chegou.

— Olá.- Disse.

— Love, sei que já conhece formalmente, mas agora mais diretamente, essa é minha mãe.- Disse.

— Prazer.- Disse.

— Olá querida. Klaus, não sabia que as estava convidando ao seu quarto.- Ela disse.

— Não estou "as" convidando. É somente a Lexi.- Disse.

— Porque?- Ela perguntou.

— Ela é a minha escolhida.- Disse.

— Mas já? Não me disse nada, está certo disso?- Ela questionou.

— Sim, com certeza.- Disse.

— E você senhorita? Está pronta para cuidar e ser a mulher que meu filho precisa ao seu lado?- Ela questionou.

— Hã... creio que sim.- Disse.

— Mãe, não precisa disso.- Disse.

— Claro que precisa. Todos só querem saber do espetáculo, do rostinho novo que será a próxima rainha. Alguém tem que se preocupar se vai ser bom para você.- Ela disse.

— Creio que seja seu filho quem tenha que saber isso.- Disse.

— Querida, quando tiver filho vai entender, não importa a idade deles, sempre vai querer o melhor para eles.- Ela disse.

— Mãe, assim vai me deixar sem jeito.- Disse.

— Se a senhora acha.- Disse.

— Eles mudam completamente nossa vida.- Ela sorri.

— Que bom.- Disse.

— E eu conheço meu filho e estou vendo ele diferente, os olhos brilham ao falar, olhar você. Confio na escolha dele.- Ela disse.

— Obrigado.- Disse.

— Ok.- Isso estava parecendo que precisava ser aprovada para alguma coisa. Odeio isso.- Posso me retirar? Estou cansada.

— Não pode ficar?- Perguntei.

— Fique, eu já estou de saída.- Ela disse.

— Ok.- Disse.

— Boa noite querido.- Ela deu um beijo nos cabelos de Klaus.- Lexi, teremos mais tempo de nos conhecer melhor, ansiarei por isso.

— Tudo bem.- Disse.

— Boa noite.- Ela sorriu e saiu.

— Boa noite.- Disse.

Assim que ela saiu pude me virar na cama.- Finalmente.

— O que?- Perguntei.

— Posso deitar e não ficar me mexendo.- Disse.

— Ah sim. Está melhor?- Perguntei.

— Um pouco. Pelo menos não doi só por eu respirar.- Disse.

— Que bom. Já tomou banho? Se sim, vou refazer o curativo.- Disse.

— Não, preciso de ajuda com a blusa.- Disse.

— Ok. Vamos quando quiser.- Disse.

Levantei com cuidado e segui para o banheiro.

Ajudei ele com a blusa.- Bem, você vai tomar banho completo ou vai ser como ontem? Se for completo, melhor eu sair.

— Faz o que precisar. Depois eu só termino.- Disse.

— Ok.- Ele tirou as calças e eu fiz a mesma coisa com o sabão que fiz ontem. Depois de tudo, sai para ele terminar o banho.

Ainda estava ofegante pelo contato com a água quando me deitei.- Como foi seu dia?

— Normal.- Espirrei o mesmo spray de ontem nas costas dele.- A aparência está bem melhor.

— Deixa assim um pouco.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Posso pedir algo?- Perguntei.

— Claro.- Disse.

— Peça algo para comer, estou só com um sanduíche o dia todo.- Disse.

— Tudo bem.- Sai para pedir.

Me ajeitei melhor na cama e esperei ela voltar.

Voltei e entreguei a comida a ele.

— Você não quer?- Perguntei.

— Não.- Disse.

— Exagerou no pedido, não estou comendo muito.- Comecei a comer.

— Desculpe.- Disse.

— Não tem problema. Me dá os analgésicos ai.- Disse.

Dei a ele.

Tomei mais dois.

— Vai querer que eu fique?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Ok. Vou ter que pegar um pijama.- Disse.

— Tudo bem.- Empurrei a bandeja.

— Ok.- Sai do quarto e fui para o meu. O mais estranho de todo esse tempo que sei que ele vai me escolher é que por nenhum momento ele tentou algo comigo, e isso me chateava um pouco. Não que eu fosse transar com ele agora, antes do casamento, minha virgindade me garantia um futuro com ele ou não. Porém uma mulher desanima depois de ver que o cara que ela ama não a deseja. Nem me tocar ele tocou. É bem estranho, o que as vezes me fazia duvidar da sexualidade dele. Sério. Ou ele é gay ou eu sou mais feia do que pensei. Porém não explica ele me querer como esposa. Eis a questão. Peguei um pijama quentinho de inverno e voltei.

Tinha me deitado e abri os olhos quando ela voltou.- Está vestida demais.

— Bem, está frio.- Disse.

— Gosto das suas camisolas, elas testam meu controle.- Disse.

— Então não devia gostar.- Disse.

— É complicado, se pudesse já seria minha.- Disse.

— Tecnicamente você pode.- Disse.

— Mas depois poderíamos ter problemas com desconfiança da sua fidelidade a mim. Não quero que passe por isso. Por mais que vontade não me falte de tocar, beijar e reivindicar cada parte sua como minha.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Ela ficou ao meu lado.- Não pense que não te desejo, Lexi. Até sonhar acordado com isso faço.- Falei assim para disfarçar que me masturbo com a idéia dela minha.

O beijei.- Tudo bem. Agora é melhor você dormir. É o melhor remédio para a dor e para curar.

Ri.- Curar o corpo, quer dizer. Porque a lembrança constante de quem fez isso é um ferimento que não vai fechar.

Toquei o rosto dele e beijei sua testa.- Eu sei.

Balancei a cabeça.- Mas não vou mais deixar ele ver o que quer, a minha tolerância ou submissão.

— Tudo bem.- Disse.

Me levantei um pouco e a beijei.

— Não se esforce.- Disse.

— Eu aguento.- Disse.

— Não aguenta não, vá dormir.- Disse.

— Eu tô enjoado.- Disse.

— É da dor.- Disse.

— Odeio ficar assim.- Disse.

— Imagino.- Disse.

— Acho que vou acabar com tudo, não aguento essa mentira, enganando todas, vê-las achando que tem chances.- Disse.

— Com certeza serei odiada.- Disse.

— Não se preocupe amor. Na última vez que vi, com as tarefas de vocês, tinha grande parte da preferência.- Disse.

— Estou dizendo pelas outras garotas.- Disse.

— As sensatas vão entender.- Disse.

— Duvido.- Falei.

— O mais importante é que eu amo você e nem que o reino inteiro fique contra, vai mudar o que sinto.- Disse.

Sorri.- Digo o mesmo.

— Não sabe como me faz feliz com isso.- Disse.

Sorri.- Que bom.

— Acabei de ter uma idéia melhor, vou anunciar após o baile no fim de semana. Assim posso me recuperar e ir preenchendo todo "protocolo " que preciso. Avisarei a Jo que anuncie que após o baile direi quem é a minha escolhida. Se importa em ser assim?- Perguntei.

— Como quiser.- Disse.

— Quatro dias, consegue esperar?- Questionei.

— Claro.- Disse.

— Ótimo querida.- Deitei a cabeça no seu colo.

Acariciava seus cabelos.

— Acha que vou ser um bom rei?- Perguntei.

Sorri.- Será perfeito.

— Você confia tanto em mim.- Disse.

— Plenamente.- Disse.

— O que mudou? Você não gostava de mim.- Disse.

— Eu nunca disse que não gostava de você.- Disse.

— Você disse que eu não era seu tipo de homem. Em alto e bom som.- Falei.

— Isso é diferente.- Disse.

— Como?- Perguntei.

— Por exemplo, logo que eu cheguei aqui, eu vi um guarda que seria o tipo de todas, porém ele é um nojento, chato e insuportável. Então ele é atraente, mas eu detesto ele.- Disse.

— Quem é? Chegou a lhe fazer algo?- Questionei.

— Claro que não.- Disse.

— Estava pronto para ir tirar satisfações.- Disse.

Sorri.- Você é o único homem que me acha atraente, então não se preocupe.

— Acho isso muito difícil.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Você é linda meu amor.- Disse.

— Diz isso aos outros. Eles cantam todas as outras, menos eu. Então, dessa vez eu estou certa.- Disse.

— Menos dor de cabeça para mim então. Porque vou ficar louco com quem mexer com você.- Disse.

— Com ciúmes não terá problema.- Disse.

— Eu acho...- Parei.- Lexi, me ajuda a levantar.

— Ok.- Ajudei ele.

O tempo de eu chegar no banheiro foi exato para eu vomitar e aquilo me fez começar a passar mal.

— Você está bem?- Questionei.

— Não.- Eu tinha calafrios e queria vomitar de novo.

— Vou chamar alguém.- Disse.

A segurei.- Chame Marcellus. Ele é de confiança e médico.

— Tudo bem, já volto.- Sai dali.

Ela foi e me escorei ali, logo vomitando de novo. Eu não podia ficar doente, logo agora que estava tão perto de resolver tudo. Algum tempo passou e ela chegou com ele que me deu um bronca por não chama-lo antes. Me colocaram na cama e ele me examinou.

— Quantos desse você tomou?- Ele pegou a cartela.

— Estava cheia ontem.- Disse.

Estava sentada na poltrona e só os olhava.

— Klaus, você quer se matar? Não é para menos que está passando mal. Está intoxicado.- Ele disse.

— Eu estava com dor.- Disse.

— Não importa. Vou entrar com um para cortar o efeito disso. E um anti inflamatório. Deixa eu ver isso.- Ele disse.

Me virei e ele olhou.

— Foi você?- Ele perguntou.

— Sim.- Disse.

— Você fez um trabalho ótimo.- Ele disse.

— Obrigada.- Disse.

— Vou buscar os remédios e avisar que você está de repouso absoluto. Tem que tomar cuidado amigo.- Ele disse.

— Se precisar de alguma coisa, é só falar.- Disse.

— Fica de olho nele. Conheço esse teimoso.- Ele disse.

— Tudo bem.- Disse.

Ele foi e voltou com alguns remédios. Ele me aplicou algo para parar de vomitar. Assim que saiu Lexi voltou a cama.

— Agora vá dormir.- Disse.

— Estou sonolento mesmo.- Disse.

— Ok, boa noite.- Disse.

— Boa noite.- Acabei dormindo logo em seguida.

Eu não dormi novamente, como na noite passada. Eu não conseguia, era estranho. E tinha medo de todos ficarem falando e descobrirem. Quando amanheceu, fui para meu quarto. Tomei um banho, me arrumei e desci.

POV Klaus.

Dormi bem e só voltei a pensar em problemas quando acordei. Agora eu estava oficialmene de licença médica. Jo veio e disse a ela como tinha combinado com a Lexi. Os dias passaram e seguimos aquele ritmo. De dia eu fingia e a noite Lexi vinha para cá. Claro que os guardas estavam bem subornados para isso e a sexta chegou, véspera da festa. Eu estava sentado na cama esperando ela, mas quem entrou foi meu pai.- O que quer?

— Para dizer que você não vai anunciar nada amanha.- Ele disse.

— Vou sim. Minha escolha está feita, não tem porque demorar mais.- Disse.

— Não, não vai. Porque eu sou o rei e se eu quiser proibir, eu proíbo. E você não vai o fazer, se o fizer, sua escolha será anulada e não terá casamento nenhum.- Ele disse.

— Você pode ser rei, mas não comanda a vontade das pessoas. A cidade está em pura alegria e palpites, quando conseguiu ficar assim?- Questionei.

— Não me importo. Tente o fazer e verá as consequências.- Ele disse.

— O que vai fazer? Me punir? Ah, você já fez isso. Você é o errado aqui, não jogue nada em cima de mim. Você que é o egoísta filho da mãe que só quer o meu fracasso. Só que não vai ver isso, vai ver assim como qualquer um dos seus filhos que sou capaz de tomar minhas decisões.- Disse.

— Faça e verá.- Ele saiu.

— Ele é louco, só pode.- Andava pelo quarto. Quando a Lexi chegou eu não disse nada, não ia mudar de ideia. No outro dia eu não estava 100%, mas dava para fazer tudo o que tinha de fazer. Na hora da festa dei a atenção a todas, mas Lexi estava perfeita. Perto do final chamei atenção de todos e o momento que todos queriam tinha chegado. Comecei agradecendo a todos e fiz um belo discurso. No final anunciei que quem ficaria comigo era Lexi. Como era bom dizer isso assim. Alguns comemoraram, outros não, mas pelo menos agora não tinha que nos esconder.

POV Misto. (Klaus e Lexi.)

Alguns meses se passaram desde da decisão de Klaus. Hoje era o dia do casamento e já estava pronta. Meu pai veio me pegar e descemos para a cerimônia.

Eu estava pronto no altar e estava nervoso. Olhava ao redor e tinha gente demais. Meu pai ainda se recuperava dos problemas de saude que teve no dia que eu anunciei Lexi, mas isso não o impedia de me dar seu olhar de reprovação. Quando anunciaram ela e eu olhei para o corredor, eu esqueci isso. E esqueci de tudo.

Eu e meu pai andamos calmamente até Klaus. Ele me entregou a ele, me deu um beijo no topo da cabeça e nos viramos para o padre.

— Você está linda.- Disse.

— Obrigada.- Disse.

A cerimônia ocorreu tranquila e como esperada, assim como a festa. Lexi escolheu cores simples, o que deu um toque luxuoso a tudo. Já era tarde quando terminamos tudo e fomos para nosso quarto.- Espera.- Segurei a mão dela que ia abrir a maçaneta.

— O que?- Perguntei.

A peguei no colo.- Tem que ser assim.

Sorri.- Ok.

Abri a porta e entramos.- Ficou ótimo.- Tínhamos feito uma reforma nele.

— Sim.- Disse.

A botei no chão.- Você está pesada.

— Devo ter engordado.- Disse.

— Só pode.- Ri e tirei os sapatos.

— Vou no banheiro tirar esse vestido.- Disse.

— Não quer ajuda?- Perguntei.

— Melhor não. Tenho que desmanchar o cabelo e tirar a maquiagem também.- Disse.

— Então tenho que esperar?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Fazer o que.- Disse.

— Já volto.- Entrei no banheiro.

Ela foi e tirei o casaco daquela roupa, ficando só com a camisa e calça. Tinham deixando um champanhe ali e o servi. Sentei e a esperei.

Tirei o vestido, o que foi um alivio. Estava louca para tirar o sutiã também, mas não o fiz. Coloquei um roupão, tirei toda a maquiagem, escovei os dentes e desmanchei o penteado, deixando meu cabelo solto. Me olhei no espelho. Eu amo o Klaus, mas isso ainda é estranho. De certa forma não conseguimos nos encaixar. Essa relação está monótoma demais. Eu tinha quase certeza que não éramos o tipo certo um para o outro e deixei isso acontecer. Suspirei. Espero que isso um dia mude, irei torcer. Voltei ao quarto.

Ela veio e finalmente minha espera acabou, não precisaria me conter mais. Fui até ela e a beijei.

Retribui o beijo.

— Finalmente depois de meses é minha.- Disse.

Sorri e envolvi meus braços em seu pescoço.- Eu sempre fui sua.

— Mas agora é oficial, diante de todos e posso dizer sem medo de alguém ouvir.- Disse.

— Pode até gritar se quiser.- Acariciava a nuca dele.

— Sim.- Sorri e afastei o cabelo dela, beijando seu pescoço.

Me arrepiei ao beijo dele.- Eu ainda vou emoldurar uma foto sua de barba. Eu amo ela.

— Essa é nova.- Disse.

Sorri.- Eu sou diferente. Quando você conhecer minhas histórias saberá que casou com uma louca.

— Dependendo como, gosto de louco.- Abri o roupão dela.

— Do tipo que quando tinha 16 anos, sim, na minha festa de 16 anos eu pulei só de calcinha em um rio com meus primos.- Disse.

— Você ficou nua com seus primos?- A olhei.

— Sim.- Disse.

— Eles te viram nua?!- Exclamei.

— Sim.- Disse.

— Ainda bem que só fiquei sabendo disso agora, se não os chamaria para uma conversa.- Disse.

Sorri.- Nem vou contar o pior então.

— Pior?- Questionei.

— Com certeza.- Disse.

Me sentei na beirada da cama, a trazendo para meu colo, ficando com uma perna de cada lado.- Diga.- Minhas mãos subiam por suas coxas.

— Essa eu era pequena, cinco anos, porém foi muito vergonhoso. Eu tenho primo que eu sou muito próxima e fazíamos de tudo juntos. Até tomar banho. E um certo dia estávamos tomando banho na banheira e minha mãe nos deixou no banheiro para ir ver a comida, ai a gente estava brincando de achar o sabonete no meio da água e eu sem querer peguei o...você sabe.- Disse.

— Oh Lexi!- Exclamei.

Mordi meu lábio e ri.- Pois é.

— Mesmo que isso seja quando era criança, não gostei.- Disse.

Ri.- Foi sem querer e acho que machuquei ele, tadinho.

— Tarada.- Disse.

— Eu era uma criança.- Ri.- Não sabia o que fazia.

— Me lembre de ter cuidado com suas mãos.- Disse.

Sorri.- Pode deixar.

Terminei de tirar o roupão dela e a admirei.- Eu sabia que era gostosa.

Ri.- Você não sabia não.

— Eu tinha muitos indícios.- Disse.

— E quais?- Perguntei.

— Todas as vezes que estava de camisola e bem, as que eu tirei uma casquinha ou outra.- Disse.

— Casquinha?- Perguntei.

— Nas vezes que dormiu comigo. Suas coxas são atraentes demais.- As apertei e beijei entre os seios.

Me arrepiei ao beijo dele.- Você é um safado.- Sorri.

— Eu?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Você não faz idéia de nada amor.- Ri e soltei o sutiã dela.

— Então me fale.- Disse.

Ri.- Sabe, eu já fantasiei muito.

— É? E o que?- Perguntei.

— Seus ouvidos são muito puros para isso.- Fui beijando do pescoço dela até chegar ao seio.

— Eu não me importo e estou curiosa.- Disse.

A olhei.- Tem noção de quantas vezes me masturbei pensando em você?

— Hã... na verdade não.- Acariciei o peito dele.- Mas falando assim me sinto até má com você.

— Meses love, meses sem sexo. Estava ficando complicado.- Nos levantei e a deitei na cama.

Toquei o rosto dele e o beijei delicadamente.- Você está me fazendo ficar com pena de você, mocinho.

— Pena? Não precisa. Vamos recuperar cada dia.- Beijei pela barriga dela.

Sorri.- Tudo bem.

Desci mais pela barriga dela.

Me arrepiei.

Cheguei onde a calcinha dele começava e a tirei.

Como eu não entendo nada sobre sexo, deixei que ele fizesse como gostava.

A olhei.- Você é perfeita.- Tirava a camisa.

Sorri.- Obrigada.

Eu estava excitado só de a olhar assim. Tirei logo a minha calça, ficando só de cueca.

O olhei e mordi meu lábio. Com certeza a visão era tentadora. Eu nunca tinha visto um homem nu, só de cueca. Quer dizer, sunga. Os meus primos e meu irmão. Mas é claro que eu não ficava reparando neles, ia ser nojento.

— Gosto de você fazendo isso.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Morder o lábio.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Ou melhor, eu gosto de tudo em você.- Afastei as pernas dela e já fiquei entre elas quando cobri o corpo dela com o meu.

Sorri.- E eu em você.

Puxei ela para um beijo enquanto a mão livre percorria o seu corpo.

Retribui o beijo e me arrepiava a cada toque dele.

Com a proximidade, nossas intimidades se tocaram. Mesmo eu ainda de cueca aquilo resultou em ondas de prazer.

Suspirei ao contato, mas voltei a beija-lo.

Minha mão chegou ao seu sexo e tocou ali.

Não esperava isso e acabei parando o beijo pelo susto.

— O que?- Perguntei.

— Nada.- Disse.

— Certeza?- Questionei.

— Sim.- Disse.

Acho que tinha assustado ela, então tirei a mão e continuei o beijo.

Retribui o beijo.

Me separei só para tirar a cueca e voltei ao beijo. Ela não fazia ideia de quanto a desejava.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava sua nuca.

Rocei meu membro na entrada dela e meu corpo vibrou de ansiedade.

Suspirei ao contato, mas voltava a beija-lo.

Comecei a entrar nela e senti sua hesitação, então fui mais lentamente.- Confie em mim, love.

— Eu confio.- Disse.

— Então relaxe.- Disse em seu ouvido e passei a beijar ali, descendo para o pescoço.

Assenti.- Ok.

Voltei a me movimentar e fui entrando nela, tentando, sem sucesso, me segurar nas reações.

Descia minhas mãos pelas costas dele e beijava seu maxilar.

Sorri com o gesto dela e continuei com fazia.

Voltei a beija-lo.

Senti que a rompi e deixei ela se acostumar comigo dentro dela.

No inicio doeu bastante, mas tentei relaxar para melhorar.

— Está melhor?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

Sorri e a beijei, começando a me movimentar.

Retribui o beijo e envolvi minha perna na cintura dele.

Deslizei a mão pela coxa dela e apertei. A posição nos deixava mais próximos e isso era muito mais gostoso do que imaginei.

Me arrepiava aos toques dele e suspirava pesadamente.

— Lexi...- Gemi.- Você é tão gostosa.

Sorri.- Obrigada amor.- Minha mão descia pelo abdômen dele.

Me sentia sensível, então os toques dela aumentava a minha excitação.- Você vai me matar assim.

— Porque?- Questionei.

— Excitado. Até chegarmos ao orgasmo.- Disse.

Beijei-o.- Tadinho.

Ia mais rápido, sentia meu corpo pedindo por aquilo e ela é tão quente, tão deliciosa. Estava já ficando incontrolável esperando por ela.

Descia meus beijos para seu pescoço e sabia que seria meio impossível eu ter um orgasmo hoje. Por mais que estivesse mais relaxada, ainda é minha primeira vez e isso ainda é um tanto quanto assustador.

Ela ia bem e eu estava amando cada segundo com ela. Cada toque, cada beijo, me deixava sabendo que era muito amado.

A coisa que mais gostava era de sentir o perfume dele e sua pele.

Sentia tudo ficar mais intenso e logo eu estava gozando maravilhosamente.

Beijava seu rosto e fui até seus lábios.- Eu te amo.

— Eu amo você.- Disse.

Sorri e o beijei.

Descansei sobre ela e sentia seu perfume enquanto a tocava.

Acariciava seus cabelos e beijava delicadamente seu rosto. Se tinha algo que eu gostava era de lhe dar carinho. Sabia que tinha sido privado disso de certo modo.

— É tão bom estar com você.- Disse.

— Digo o mesmo.- Disse.

Deitei ao lado dela e toquei seu rosto.- Está bem?

— Claro.- Disse.

— Estava preocupado com você.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— A coisa da primeira vez e tal.- Disse.

— Foi perfeito.- Disse.

Suspirei aliviado.- Ainda bem.

Sorri e me aconcheguei nos braços dele.- E como foi para você?

— Não consigo imaginar nada melhor.- Disse.

— Fico feliz.- Disse.

— Eu também.- Disse.

— Que bom.- Disse.

Abracei ela e ficamos ali conversando. A cada dia, cada noite que passava Lexi se tornava mais perfeita, mais linda. Deus, como eu a amo. O reino estava bem e eu seguia como regente até meu pai se recuperar. O bom é que ele não vai poder fazer nada com a Lexi. Essa pegou o jeito do castelo e da corte, e é um perfeita princesa. Hoje ela me deu um susto, estávamos no jardim e ela desmaiou. A levei para dentro e Marcel a examinou, quando terminou ele me deixou ir falar com ela.- Lexi, você está bem?

— Tenho uma notícia.- Disse.

Aquilo me preocupou mais ainda. Ela não podia ter nada, não podia estar doente ou algo assim.

— Estou grávida.- Disse.

Abri minha boca, mas não consegui falar nada.

— Klaus?- O chamei.

Aos poucos sorri e a abracei.

— Você é estranho as vezes.- Disse.

— Eu não esperava, tão rápido.- Disse.

— Com tanta tentativa, não tem espermatozóide que não acerte.- Disse.

— Como se você não gostasse de cada orgasmo que te dou.- Disse.

— O orgasmo é uma parte, eu gosto mesmo é de estar com você.- Disse.

Toquei seu rosto, depois sua barriga.- Vocês vão ser felizes, prometo.

— Eu já sou feliz.- Disse.

Sorri.- Vamos ter um bebê.

Sorri.- Sim, vamos.

— Como eu te amo minha princesa.- Disse.

— Eu também te amo, meu rei.- Disse.

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim :3 Os dois foram fofos né? :3 Então, o próximo será Elijah e Lexi. Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)