Liberty- One Shots
34 Capítulo 34- Stefan & Bonnie.
Notas iniciais
POV Misto. (Stefan e Bonnie.)
Mais um dia de trabalho. Eu amava o que fazia, mas era puxado. Estava na lanchonete do hospital que tínhamos vindo trazer os acidentados, quando meu bip tocou, era mais um. Encontrei a minha equipe e fomos ao local. Era um acidente de carro e um deles estava capotado. Pessoas até parecem que não aprenderam nada ao dirigir. Fui na motorista e ela estava bem nervosa e assustada. Eu normalmente era bem profissional, mas aquela mulher me fez ficar a mais com ela enquanto os outros a soltavam. Eu a tirei e ela foi na minha ambulância e não deixava de segurar a minha mão. Chegamos e os médicos foram cuidar dela, mas sabia que não tinha sido grave. Voltei ao meu turno, mas a sensação dela segurando a minha mão foi diferente do normal. Talvez estivesse sensível hoje. Quando acabei o turno, o último tinha sido no mesmo hospital e perguntei a uns médicos, e me disseram o quarto que ela estava. Decidi ir lá.
Escutei a porta do quarto se abrir e era o paramédico que me ajudou.
— Ei, bom dia.- Disse.
— Bom dia.- Falei.
— Eu não queria incomodar, só passei para ver se ficou bem.- Disse.
— Eu estou bem, obrigada.- Falei.
— Você deu sorte, mais um pouco e outro carro batia em você.- Falei.
— De vez em quando o azar tem um pouco de sorte.- Sorri.
Olhei o prontuário dela. Estranhei e sorri.- Isso é mesmo coincidência.
— O que?- Perguntei.
— Você é da mesma cidade que eu.- Disse.
— Sério? Coincidência mesmo.- Falei.
— E como anda Mistyc Falls? Eu sai de lá a anos.- Disse.
— Está ótima. Sempre foi, na verdade.- Falei.
— Eu lembro como era. Mas meu pai teve que se mudar por causa do trabalho, ai ficamos indo lá só as vezes nas férias.- Falei.
— Entendo. É uma pena. Eu não pretendo nunca sair de lá. É realmente o meu lugar. Onde eu pertenço.- Disse.
— Está a trabalho aqui?- Perguntei.
— Não. Só vim ver a feira de artesanato e estava voltando para casa. Agora um amigo está vindo me pegar.- Disse.
— Então foi um pouco de azar mesmo.- Falei.
— Com certeza.- Disse.
— Você trabalha com artesanato?- Questionei.
— Não. Eu só gosto mesmo. Eu trabalho na administração de um Grill da cidade.- Falei.
— Ah sim, deve ser um bom hobby.- Disse.
— É sim.- Falei.
— Está com alguma dor?- Perguntei.
— Não, eu estou bem.- Disse.
— Fico tranquilo com isso. Se todos vissem os resultados dos acidentes, teriam mais cuidados.- Falei.
— Pois é, foi descuido da minha parte mesmo.- Disse.
— O que houve?- Questionei.
— Não sei. É como dizem; é rápido demais para poder saber.- Respondi.
— Verdade. Pobre do seu carro.- Disse.
— Ele é o de menos. Com o tempo consigo outro ou arrumo esse.- Falei.
— Ah, se fosse com o meu eu ficaria mal. É uma relíquia.- Disse.
— Eu não sou apegada a coisas materiais, então não me importo.- Falei.
— Nossa, essa foi profunda.- Falei.
— Porque?- Perguntei.
Sorri.- "Não sou apegada a coisas materiais". Isso parece daqueles livros zen.
Ri.- Não é para tanto.
— Vai dizer que não? Mas eu acho isso legal. Melhor assim do que apegados demais.- Falei.
— Bem, eu acho que cada um tem suas prioridades. Cada um sabe de si.- Disse.
— E arca com as consequências.- Falei.
— Verdade.- Disse.
— Você é uma pessoa legal, Bonnie né?- Perguntei.
— Sim e obrigada.- Falei.
— De nada.- Disse.
— Você sabe me dizer se eu já posso ir? Porque eu estou bem. Não tem porque eu ficar ocupando um quarto.- Falei.
— Não sei, se quiser posso chamar o médico.- Falei.
— Eu agradeceria.- Disse.
Sai e chamei uma enfermeira, e logo o médico apareceu.
— Doutor, eu queria saber se já posso ir embora.- Falei.
O médico pegou o prontuário.- Está sentindo algo?
— Não.- Respondi.
— Os seus exames estão bons e já passou a noite em observação, então vou liberar sim.- Ele disse.
— Graças a Deus. Obrigada, doutor.- Falei.
— A enfermeira vai trazer suas coisas e aqui está uma receita caso sinta alguma coisa.- Ele falou.
Peguei a receita.- Obrigada.
— Tenha um bom dia.- Ele disse e saiu.
— Isso é bom. Ninguém aguenta ficar muito tempo em um hospital.- Disse.
— Nem me fale. Não pretendo voltar a um nunca.- Falei.
— Isso seria uma coisa boa.- Disse.
— Pois é. Hã... você poderia me dar licença? Eu preciso me vestir.- Pedi.
— Ah sim. Vou estar lá fora.- Falei.
— Tudo bem.- Disse.
Sai e fiquei no corredor. O que eu estava fazendo ali? Parecia que se eu não soubesse dela não ficaria tranquilo.
Sai da cama e peguei a roupa que estava antes. Parece que eles lavaram, menos mal. Me vesti e penteei meu cabelo. Sai do quarto.
Ela apareceu.- Nossa, bem melhor que o avental.
Sorri.- Eu também acho.
Ela era muito bonita e tinha um jeito elegante de ser.- Bem, eu já acabei meu turno, se quiser espero o seu amigo com você.
— Você não precisa se incomodar.- Disse.
— Eu estou livre mesmo. Eles te deram café?- Perguntei.
— Deram. Mas era horrível e eu joguei pela janela. Infantil, eu sei. Mas fazer o que?- Disse.
Ri.- Eu sei bem. Tem uma cafeteria aqui na frente. Eu não tomei o meu ainda, podemos ir lá.
— Sim, podemos. Eu estou literalmente morrendo de fome.- Disse.
— Então vamos lá.- Ela assinou os papéis que precisava e entramos na cafeteria.- Vai querer o que?
— Dois pão doces e café.- Falei.
Pedi o dela e um café com panquecas para mim. Nos sentamos.
Era estranho estar tomando café com um paramédico que tinha me ajudado. Não demorou ao café chegar e começarmos a comer.
— Ah, até agora eu não me apresentei, sou Stefan.- Disse.
Sorri.- Belo nome.
— Obrigado.- Falei.
— De nada.- Disse.
Era meio esquisito.- Deve estar achando que sou um doido que chama todas as pacientes para ir tomar café.
— Eu não acho isso.- Disse.
— Não?- Questionei.
— Não. Você não tem cara de doido ou tarado.- Falei.
— Isso é bom de saber.- Disse.
Ri.- Não se preocupe.
— Mas ai é pior. Maníacos não tem essa cara.- Falei.
Sorri.- Então vou ficar com medo de você.
Ri.- Não precisa. Eu ajudo a salvar, não matar pessoas.
— Viu? Eu estava certa então.- Disse.
— Sim, é. E você? Gosta de trabalhar no Grill?- Questionei.
— Sim, eu adoro. É ótimo lá.- Disse.
— Não gosto de matemática. Já basta a que tenho que usar para dosar os medicamentos.- Falei.
Ri.- Não é a melhor parte, mas no geral é divertido.
— O seu namorado não se importa de você viajar sozinha?- Perguntei.
— Provavelmente. Se eu tivesse um.- Disse.
— Mesmo? Mas você é linda, não acredito que em Mystic Falls ninguém tente.- Falei.
Sorri.- Obrigada. E até tentam, mas eu quero algo sério e que dure nesse ponto da minha vida. Talvez não seja para sempre, mas quero algo firme e não namoro adolescente. Não que namoro adolescente não seja bom. Acho que é o melhor, na verdade.
— Realmente não estamos mais na fase de ficar assim.- Disse.
— Sim, é verdade.- Falei.
— Mas não é fácil encontrar alguém assim.- Disse.
— Mas não é impossível.- Falei.
— Acabei de achar.- Falei.
Sorri.- E eu também. Então minha afirmação está correta. Não é impossível.
— Não é mesmo. E ainda é uma mulher linda.- Disse.
Sorri.- Não é para tanto Stefan.
— É a minha opinião.- Tomei do café.
— Ok. Ah.- Mexi na minha bolsa e peguei um convite.- Aqui. No final de semana temos uma festa no Grill. Aniversário de 10 anos. Se quiser aparecer, está convidado.
— Vou ver com a minha escala, mas acho que posso.- Falei.
— Espero que consiga então.- Disse.
— Vou fazer um esforço.- Disse.
— Não, não precisa. Se você não pode, nem se preocupe com isso.- Falei.
— Vale a pena.- Disse.
— Não Stefan, sério. Eu me sentiria mal se você se prejudicasse no trabalho por minha culpa.- Falei.
— Não é trabalho algum, eu tenho folgas acumuladas.- Disse.
— Você pode tira-las com coisas mais proveitosas.- Falei.
— E qual melhor que essa?- Perguntei.
— Não sei, você deve ter coisas mais importantes.- Disse.
— Assim parece que não quer que eu vá.- Falei.
Sorri.- Claro que eu quero. Tanto que convidei. Mas você disse que estará ocupado e não quero atrapalhar.
— Não se preocupe, vai ser bom rever a cidade.- Disse.
— Tudo bem então.- Falei.
Na verdade eu não tinha muito o que fazer lá, mas a vontade de vê-la de novo era tão grande que iria mesmo assim.- Você mora com quem lá?
— Sozinha. Mas tenho família por lá.- Respondi.
— Sim, eu sei como é. É uma boa coisa.- Disse.
— Sim, é. No final das contas é um saco morar sozinha. Casa vazia, sem ninguém para conversar... é chato.- Disse.
— Como tudo, tem seu lado bom e o seu ruim.- Falei.
— O único lado bom é poder dormir e ir dormir a hora que quiser sem incomodar ninguém. De resto, é horrível.- Disse.
— Com certeza dormir é um ponto alto.- Disse.
Ri.- Verdade.
Eu terminava o café, mas estava enrolando. Não sabia bem se devia continuar, mas estava tão bem na presença dela que não queria que acabasse.- E fora esse Grill, o que tem de bom pela nossa velha cidade?
— Mystic Falls é pequena, então não muito. Tem a cachoeira e o rio. São ótimos para o verão.- Disse.
— Eu gosto de cachoeira, melhor que praia.- Disse.
— Verdade.- Falei.
— Bem diferente do meu irmão que é rato de praia.- Falei.
— A maioria prefere praia.- Disse.
— Gosto de ser minoria.- Falei.
— Eu também.- Disse.
— Quem sabe não consigo o fim de semana todo e podemos ir?- Questionei.
Sorri.- Seria ótimo.
— Marcado então.- Falei.
— Ok.- Meu celular vibrou e era um sms do Matt.- Meu amigo chegou, tenho que ir.
— Nos vemos na festa então?- Perguntei.
— Sim, nos vemos lá.- Me levantei.- Até mais Stefan.- Sorri e sai dali.
Fiquei por ali processando aquilo que tinha sentido e depois fui para casa. Os dias passaram e mesmo no trabalho, eu pensava nela. Consegui uma folga de três dias e na sexta a noite fui para a cidade. Me instalei num hotel (meus pais tinham vendido a casa que tínhamos aqui) e pelo sábado fiquei andando por ali, e a noite fui para a festa.
POV Bonnie.
O sábado chegou rapidamente e nesses dias fiquem pensando no que não deveria pensar; Stefan. Sorri. Ele é tão lindo e fofo. Balancei a cabeça. Eu já estava totalmente pronta e agora acertava as ultimas coisas com Matt e Jer.
— Bonnie, você já está bem mesmo para uma festa?- Jeremy perguntou.
— Claro que sim. Não foi nada demais.- Disse.
— Eu já perguntei e ela disse que está bem.- Matt falou.
— E eu estou.- Falei.
— Qualquer coisa fala para gente.- Jeremy disse.
Sorri.- Tudo bem, seus dois preocupados.
— Isso sempre Bon.- Jeremy disse.
Sorri.- E eu agradeço por isso. Também me preocupo com vocês.
— Gostei disso.- Jeremy me abraçou por trás.
Sorri.- Que bom que gostou. Uma coisa, vocês dois arrumaram a comida? Os salgadinhos podem ficar expostos, já que o bufê será mais tarde.
— Eu coloquei. Agora é só os detalhes e o pessoal está chegando.- Matt disse.
— Ok, ótimo. Eu vou retocar a maquiagem e já volto, ok?- Disse.
— Tudo bem.- Jeremy disse.
— Já volto.- Sai dali e fui para o banheiro.
POV Misto. (Bonnie e Stefan.)
Eu não conhecia mais ninguém por ali. Apesar de ter várias pessoas da minha idade, devia ter estudado com algumas delas. Entrei e o lugar já estava animado. Peguei uma cerveja e fiquei procurando Bonnie.
Sai do banheiro e quando voltava a festa, vi Stefan. Sorri e fui até ele.- Vejo que conseguiu vir.
— Sim, consegui o final de semana todo.- Disse.
— Isso é ótimo.- Falei.
— Espero que o passeio esteja de pé.- Disse.
— Está sim.- Falei.
Sorri.- É legal aqui.
— Sim, é ótimo mesmo.- Disse.
— E a cidade não está tão pequena como pensei.- Falei.
Ri.- Não é tanto assim.
— Mas eu me lembrava menor.- Disse.
— Impressão sua então.- Falei.
— Pode ser pelo tempo.- Disse.
— Sim, é.- Falei.
— E você está bem?- Perguntei.
— Estou sim.- Disse.
— Sem nenhuma dor de cabeça ou nada assim?- Questionei.
— Não. Estou perfeita.- Disse.
— Que bom.- Falei.
— Sim.- Disse.
— E foi tudo bem esses dias?- Perguntei.
— Foi sim.- Disse.
— E seu carro?- Questionei.
— Assim que der comprarei outro.- Falei.
— Que chato.- Disse.
— Pois é.- Falei.
— Você gosta de dançar?- Perguntei.
— Te achei.- Jeremy chegou.
— Hey Jer, aconteceu alguma coisa?- Questionei.
— Não, só estava te procurando.- Ele passou o braço pela cintura dela.- E quem é esse?
— Esse é Stefan. Stefan esse é o Jeremy.- Os apresentei.
— Prazer.- Disse.
— Oi. Stefan o paramédico?- Jeremy perguntou.
— Exatamente.- Falei.
— Obrigado por ter ajudado nossa Bonnie.- Jeremy disse.
— Apesar de ser o meu trabalho, foi um prazer.- Disse.
— Da próxima vez tenho que tomar mais cuidado.- Falei.
— Sim, tem. Mas ainda bem que deu tudo certo.- Jeremy falou.
Apesar do que ela disse, seria ele um pretendente?
— Isso é verdade. Tive sorte.- Disse.
— É, já vi casos parecidos com o seu e acabar mal.- Disse.
— Nem me fale isso.- Falei.
— Você deve ver muita coisa ruim.- Jeremy disse.
— Sim, mas é recompensador quando salvamos uma vida.- Disse.
— Eu imagino que seja mesmo.- Falei.
Observava a mão dele nela e não gostava daquilo. Ele não era nada dela pra ficar assim.- Claro que tem alguns que dá raiva, vontade de deixar lá, mas não podemos.
— É uma profissão interessante.- Jeremy disse.
— E difícil.- Disse.
— Nem tanto.- Falei.
— Para mim parece ser.- Disse.
— Assim como seus números para mim.- Disse.
Ri.- Números não é nada. Você trabalha com vidas.
— Olhando assim, é verdade.- Disse.
— Claro que sim.- Falei.
— Você veio sozinho?- Ele reparava no jeito que o outro olhava para a garota.
— Você podia convidar alguém se quisesse.- Disse.
— Não pensei nisso, vim com outra coisa na cabeça.- Falei.
— Vai ficar muito tempo?- Jeremy perguntou.
— Jer, não faça interrogatórios.- Ri.
— Pois é, olhando assim até parece que quer protege-la de mim.- Disse.
— Me proteger de você? Claro que não.- Falei.
— É algo que faço sempre.- Jeremy disse.
— Desculpe, mas ela parece alguém que sabe se defender.- Disse.
— Ok, vamos parar com essa conversa antes que vire uma discussão.- Falei.
— Como eu ia perguntar, quer dançar?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
— Então vamos.- Dei o braço a ela e ri por dentro da cara que o tal Jeremy ficou.
Chegamos na pista e logo começamos a dançar.
— Desculpe, mas seu amigo pareceu um tanto incomodado comigo.- Disse.
— Impressão sua. Jer é um amor.- Falei.
— Então ele está com ciúmes.- Disse.
— Ciúmes?- Perguntei.
— Sim, ele fechou a cara quando disse que não vim com ninguém.- Disse.
— Não reparei nisso.- Falei.
— Eu sim. Você já teve algo com ele?- Perguntei.
— Hã... já.- Disse.
— Então é isso.- Falei.
— Pode ser.- Disse.
— Mas você ainda quer algo?- Perguntei.
— Não.- Falei.
Não segurei o sorriso.- Isso é bom.
Sorri e voltamos nossa concentração na dança.
Agora podia sentir o corpo dela melhor e ele era ótimo. Ela tem curvas incríveis.
Podia sentir seu perfume e era ótimo. Assim como era ótimo sentir o braço dele na minha cintura.
Colei ela mais em mim e nossos rostos também. Isso nunca tinha acontecido com alguém que tinha socorrido, mas Bonnie desde o inicio tinha sido diferente.
Sentia minha respiração tocar seu pescoço, mas não ousava tocar na sua pele, mesmo que quisesse.
Não hesitei em deixar a minha mão ir nas costas dela, afinal aquele vestido permitia e me deixava doido.
Me arrepiei ao toque dele. Sentir a mão dele na minha pele, foi melhor do que deveria.
Ela dava sinais que queria, então a beijei.
Mesmo que eu soubesse que isso podia ser algo que não desse em nada, retribui o beijo.
Deixei o beijo suave e de leve, aproveitando para conhecer melhor o corpo dela.
Levei minha mão até seus cabelos e entrelacei meus dedos ali, acariciando.
Intensifiquei o beijo com a minha língua pedindo passagem para a boca dela e eu não conhecia aquele sentimento que estava me invadindo.
Eu não conseguia me entender. Eu estava beijando o paramédico que me salvou. Isso era realmente uma loucura.
O beijo dela era gostoso, calmo, como ela aparentava ser. Já não seguíamos o ritmo da musica e apenas curtíamos aquele momento.
Parei o beijo delicadamente, precisava de ar.
Sorri e levei ela para fora de onde dançávamos.
— Stefan, o que vamos fazer a respeito disso?- Perguntei.
— Por que?- Perguntei.
— Porque como eu te disse, eu não quero divertimento e sim algo sério. E não quero deixar de ser sua amiga por causa de um beijo.- Disse.
— Bonnie, eu vou ser franco com você. Desde que eu segurei a sua mão naquele dia, me sinto diferente com você.- Disse.
— Sente?- Perguntei.
— Eu não vou visitar e chamar para tomar café com todos que eu ajudo.- Disse.
Sorri.- Eu imaginei que não. Mas garanto que todas elas, ficam encantadas com você.
— Bem, eu não sei, sempre fui muito profissional.- Disse.
Sorri.- Não foi comigo.
— Eu disse que você foi diferente.- Falei.
Ri.- Ok.
— Agora eu posso dizer. Está linda.- Disse.
— Obrigada, você também está.- Falei.
Cheguei ao ouvido dela.- Mas você está linda, gostosa e sexy. E acho que não é só por causa do vestido.
Me arrepiei ao som da voz dele.- Não?
— Não, ele só realçou.- Disse.
Sorri.- E como você sabe disso?
— Eu pude sentir.- Disse.
Sorri.- Então tudo bem.
— Agora essa cachoeira de amanhã ficou mais interessante.- Falei.
Ri.- Seu interesseiro.
— Um pouquinho só.- Disse.
— Um pouquinho?- Questionei.
— Sim. Interesseiro em ficar com você.- Disse.
Sorri.- Você é um fofo.
— É porque a cara de safado meu irmão roubou toda. Para mim ficou só a fofura, mas não se deixe enganar.- Disse.
— Não é? Você parece muito fofo.- Falei.
— Eu ainda descubro o significado desse fofo direito.- Disse.
Sorri.- Ou não.
— Não?- Perguntei.
— Não.- Falei.
— Pobre de mim.- Disse.
— Pois é.- Falei.
— Quer beber alguma coisa?- Perguntei.
— Não, obrigada. Tenho que me aguentar até o final da festa sem ficar "alterada".- Disse.
— Então vamos pegar algo para você. Refrigerante?- Questionei.
— Só servimos álcool em festas assim. Só tem adulto.- Disse.
— Mas deve ter algo para você.- Disse.
Sorri.- Não precisa. Pode ficar a vontade.
— Nem tanto. Eu não bebo muito. Seria hipocrisia da minha parte com tanta coisa que eu vejo por causa do álcool.- Falei.
— Pois é, eu imagino.- Disse.
— Então bebo só umas duas cervejas e pronto.- Falei.
— Eu nem bebo. Nem tenho álcool em casa. Só em festas assim. Mas uma taça de vinho ou de champanhe, mas não passo disso.- Disse.
— Somos mais uma vez a minoria.- Disse.
— Nesse caso temos amor próprio e bom senso.- Falei.
Ri.- Exatamente.
Sorri.- Pois é.
Pedi um cerveja.- Divida essa comigo. Pelo menos para não ficar com sede.
— Ok, tudo bem.- Disse.
Peguei e tomei um pouco. Fomos dividindo enquanto conversávamos e como ela era boa para isso. Estava achando que ela era aquelas mulheres pacotes completos. Linda, gostosa, inteligente e tudo mais.
O resto da festa passou tranquilo. Agora já não tinha ninguém e o último a sair era Stefan. Iria ficar com Jer e Matt ajeitando algumas coisas. Fui com Stefan até a porta.- Então até amanha.
— Como combinamos? Na praça as 9:00.- Disse.
— Sim, estarei lá.- Falei.
— Mal posso esperar então.- Disse.
Sorri.- Eu também.
A beijei.
Retribui o beijo.
A encostei na parede que tinha ali e deslizei minha mão pela sua lateral.
Entrelacei meus dedos no cabelo dele e acariciava ali. A outra mão descia pelo seu peito.
Ela naquele vestido estava me deixando excitado. Ainda mais quando minha mão desceu pela cintura dela e chegou a coxa.
Minha mão descia delicadamente pelo seu abdômen e a outra pela sua nuca.
Deixava o beijo mais urgente. Queria cada vez qualquer coisa que fosse com ela.
Minha mão descia pelas suas costas e a outra mão subia novamente para seus cabelos.
Quebrei o beijo. Ambos precisávamos de ar, mas não parei e beijava o pescoço dela.
Me arrepiei com o beijo dele, mas o afastei delicadamente.- Melhor não continuarmos. E também estamos em um lugar público.
Olhei ao redor. Era tarde, mas ainda tinha gente na rua. Sorri.- Nos empolgamos.
Sorri.- Até demais.
— Não pode me culpar.- Coloquei o cabelo dela para trás.
Sorri e lhe dei um selinho.- Agora você tem que ir. Preciso voltar e ajudar o Jer e o Matt.
— Pensando bem, vou esperar você.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque sim e está tarde para você ir sozinha.- Falei.
— Tudo bem então. Vamos entrar.- Entramos.
Entrei e ajudei no que foi preciso, e depois a levei em casa. Foi mais um amasso gostoso, com ela me parando novamente. Ai eu voltei para o hotel e sorria ao pensar nela. Pela manhã, na hora marcada eu estava no lugar e ela apareceu como prometido. Segui o caminho que ela me dizia e não demoramos muito a chegar na cachoeira.
— Aqui é lindo mesmo. Nunca me canso desse lugar.- Disse.
— E o bom de sermos minoria, é que não fica cheio.- Falei.
— Verdade.- Disse.
O dia estava quente, então tirei a camisa logo.- Descansou bem?
— Sim. Estava morta.- Falei.
— Eu também. Estava precisando de uma folga.- Disse.
— Imagino que sim.- Disse.
Me sentei em uma das pedras.- Vai entrar?
— Sim, vou.- Tirei a saída de banho — que era tipo um vestido- e fiz um coque no meu cabelo.
A olhei de cima a baixo. Cacete. Como ela era mesmo gostosa.
Entrei na água.- Você não vai entrar?
— Estava apreciando a paisagem.- Comentei.
Ri.- Aprecie ela mais tarde então.
Pulei na água.- Acho que vou aprecia-la por muito tempo.
Sorri.- Vai é?
— Vou sim.- Passei os braços pela cintura dela.
— Então aproveite.- Disse.
— Eu vou, cada segundo.- A beijei.
Retribui o beijo e envolvi meus braços em seu pescoço.
Como das outras vezes, as coisas esquentaram rápido e quando vi estava voltando com ela para a terra, e forrando uma toalha sobre a grama e nos deitando ali.
Continuávamos nos beijando e entrelacei minha perna em sua cintura enquanto minha mão descia pelas suas costas.
Minha mão correu logo para chegar nos seios dela e não ficou decepcionada ao que encontrou. Achei o laço do sutiã dela e o soltei.
Minha mão descia pelo seu abdômen e a outra subia para sua nuca.
Tirei o sutiã e passei a beijar aqueles seios, que eram maravilhosos.
Me arrepiei ao sentir os lábios dele e suspirei pesadamente.
— Você é uma maravilha Bonnie.- Disse.
Sorri.- Obrigada. Mas não é para tanto.
— É sim.- Desci beijando a barriga dela.
Me arrepiei.- Então tudo bem.
Soltei os laços da parte de baixo do biquíni. Como eu disse, ela é perfeita.
Tirei a bermuda dele e desci meus lábios pelo seu maxilar.
— A sua boca é uma delicia, sabia?- Questionei.
— É?- Perguntei.
— Com certeza.- Falei.
— Que bom então.- Disse.
— Espera ai que meus preservativos estão na mochila.- Falei.
— Ok.- Disse.
Corri na mochila os pegando. Nada como estar bem preparado. Deixei um pronto para usar e voltei a ela.
— Vocês como sempre, preparados.- Falei.
— Principalmente depois dos esquentas de ontem.- Disse.
Ri.- Verdade.
Voltei a ficar junto dela e a beijei. Sentia como a desejava, meu corpo todo pedia por aquilo.
Retribui o beijo e envolvi minha perna em sua cintura. Acariciava sua nuca.
Meu membro tocava na intimidade dela e mesmo ainda estando de sunga, era ótimo e gemi com o sensação.
Minha mão desceu até a barra da sunga dele e a desci lentamente.
— Bem melhor agora.- Disse.
— Digo o mesmo.- Falei.
Peguei a camisinha e coloquei. Me deitei sobre ela, a penetrando devagar.
Gemi e suspirei pesadamente. O beijei novamente.
Comecei a me movimentar dentro dela e cada vez que a olhava pensava em como queria ela na minha vida.
Minha boca beijava seu pescoço, enquanto uma das minhas mãos descia pelo seu abdômen e a outra pelas suas costas.
Gemi, me arrepiando.- Opa, você acertou um ponto fraco.
— O pescoço é ponto fraco de todos.- Sorri.
— Mas você conseguiu acertar, nem sempre acontece.- Falei.
— Isso é.- Disse.
Sorri e aumentava o ritmo das estocadas nela.
Gemi e voltei a boca dele, o beijando.
Ela não me decepcionava e seguia o ritmo que eu colocava. Alternava onde minhas mãos tocavam e trazia ela cada vez mais para o clímax comigo.
Sentia que o orgasmo estava perto e a sensação era ótima.
Ia mais rápido e mais fundo até gozar, e ter um orgasmo maravilhoso junto com ela.
O beijei novamente e acariciava seu rosto suavemente.
Me deitei ao lado dela.- Você é incrível.
— Você também é.- Disse.
Ri e recuperava o fôlego. Me virei para olha-la.- É, eu sei disso.
Sorri.- Que bom que sabe então.
— Só que uma parceira como você, faz a diferença.- Minha mão correu e apertou a bunda dela.
Sorri.- Que bom então. Mesmo que não me ache tão boa assim.
— Mas você é.- Disse.
— Obrigada então.- Lhe dei um selinho.
Segurei ela e a beijei.- De nada.
Sorri e me deitei em seu peito. Esperava não me arrepender disso.
Abracei ela e aquele dia na cachoeira foi perfeito. A noite tive que voltar, ia trabalhar na segunda, mas chegava a ser já um pouco doloroso deixa-la ali. Ficamos nos falando todo dia e em todas as minhas folgas eu ia ve-la em Mystic Falls, e foi ficando cada vez mais difícil o fazer. Quando eu estava fora, meu coração apertava sentindo falta dela. Depois de muito pensar e ouvir a voz da emoção, eu pedi transferência do meu trabalho e me mudei para a cidade. Ai as coisas melhoraram. Hoje completamos dois anos de namoro e combinamos folgas para termos um fim de semana especial. Como ela dizia, eu era romântico e tinha feito várias surpresinhas durante o dia, mas a maior seria agora. Eu estava nervoso, a caixinha no meu bolso. Confesso que suei frio na hora que me ajoelhei para pedir a mão dela. Na hora que ela disse sim, eu me senti o cara mais feliz da terra e eu agradecia por estar trabalhando aquele dia e ter salvo a mulher da minha vida.
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