Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capitulo o/ Essa semana viemos no domingo, porque resolvemos trocar o dia. Postaremos todos domingos agora. P.S: LEIAM AS NOTAS FINAIS!

POV Misto. ( Damon e Hanna.)

Uma droga. Era exatamente o que minha vida está agora. Voltei pra Mistyc Falls apenas para me ferrar, só pode. Primeiro quebrei a cara com a Katherine, mas ai fui ficando e teve Elena. Quando estávamos em Denver pensei que poderia ser diferente, mas voltei a minha realidade pouco depois. Agora estou aqui, no Grill, me sentindo mais vazio que nunca. Até Ric eu perdi. A única coisa que salva é que Stefan está bem e não vou tentar mais nada, ela foi bem clara. Estava mesmo pensando em sair um pouco, pelo menos por uns meses e voltar a ser quem eu sempre fui.

Estava saindo de Rosewood. Queria dar um tempo, pensar. Tudo acontecia tão rápido. Ali estava viva, Caleb em Ravenswood, "A". Tudo parecia que ia explodir. Precisa sair um pouco. Esquecer que esses três anos foram um inferno. Como tinha umas amigas em Mystic Falls, acho que é esse o nome, resolvi ir pra lá. Conhecia Caroline e Elena de um longo tempo. Éramos pequenas quando nos conhecemos. Como não conhecia essa cidade direito parei em uma Grill, era noite e precisava achar um hotel pra hoje. Me sentei em um banco no bar e pedi um café expresso.

Percebi uma loira do meu lado.- Não deveria ter pedido, o expresso daqui é horrível.

Olhei o homem ao meu lado.- Não se preocupe. Não deve ser pior que os meus.

— Eu não conheço você.- Ele disse.

— Não sou daqui. Sou Hanna Marin. Na verdade, eu estou bem perdida.- Ela disse.

— Olá Hanna Marin.- Tomei do meu whisky.- E o que ou quem está procurando?

— Caroline e Elena. São umas amigas.- Ela disse.

— Ah sim. Se quiser dou o endereço delas.- Ele disse.

Ela sorri.- Sério? Obrigada.

Ele sorri.- De nada.

Sorri. O meu café chegou e bebi um pouco. Ele tinha razão não era dos melhores, porém era melhor que o meu. E como estava meio elétrica ainda por quase ter "morrido" ontem, ia ser esse café mesmo.

Olhei pra garota, era bonita, muito bonita. Isso imbecil, está ai todo ferrado por causa de mulher e já está de olho em outra. Qual o seu problema? Não tem um pingo de amor próprio não?- Está a passeio em Mistyc Falls? Ou veio ficar?

— Não tenho como ficar. Problemas com.. amigas, ex namorado, família e...- Parei. Não ia falar de "A".- Pessoas falsas.

— Oh, só dando um tempo então.- Ele disse.

— Mais ou menos isso.- Meu celular vibrou. E era o que mais temia: " Já de olho no cara gostoso? Cuidado Hanna, nem tudo que você vê é de comer. As vezes eles te comem. Beijos -A." Guardei o celular.

— Tudo bem?- Ele perguntou.

Acenei.- Sim. Nada que não esteja acostumada.- Sorri suavemente.

— As vezes dá vontade de mandar tudo pro inferno e sumir não é?- Ele disse.

— Sim. Infelizmente eu já estou no inferno.- Bebi do café.

— Não diga isso.- Ele pediu.

— É a verdade. Não desejaria o que vivo pra ninguém. É o inferno e o diabo estava do meu lado.- Suspirei.

— Pior quando ele está em seu coração.- Disse distraído. Mas que doideira é essa de falar essas coisas com essa garota?

O olhei.- Sinto muito. Você ai pior do que eu, e eu aqui falando de mais, como sempre.- Sorri fraco. Me levantei.- É melhor eu ir indo. Você pode me passar o endereço de Caroline então?

— Oh, me desculpe viajei aqui. Fica ai, posso te pagar algo melhor que esse café.- Ele disse.

— Não precisa gastar seu dinheiro comigo.- Ela disse.

— Não estou gastando.- Fiz cara de segredo.- Conheço o gerente daqui.- Pisquei.

— Isso soa familiar.- Ri suavemente.- Se não estou te atrapalhando, eu fico.- Sorri.

— E vai querer o que?- Ele perguntou.

— O que você me recomenda? Já que fiz uma péssima escolha com o expresso.- Ri.

— Você não tem cara de quem gosta de coisas muito forte então... já sei.- Pedi uma batida leve pra ela.

— Obrigada.- Me sentei novamente do lado dele.

— Então, conhece as meninas a muito tempo?- Ele perguntou.

— Conheço elas desde de criança. Porém faz anos que não nos vemos. Só nos falamos pela webcam ou telefone mesmo.- Ela disse.

— Ah, isso explica por que não te conheço.- Ele disse.

— E você conhece elas pelo jeito.- Ela comentou.

— É.- Ele disse.

— E prefere não falar do assunto, ok.- Sorri e bebi da vitamina que ele tinha pedido.

— É que você chegou num dia... num longo dia. Mas eu as conheço bem.- Ele disse.

— Tudo bem. Na verdade, eu nem devia estar aqui. Então não tem que se desculpar.- Ela disse.

— Não devia, por que?- Ele perguntou.

— Porque eu devia estar com minhas amigas e com Caleb. Meu ex namorado. Antes de tudo ele é meu amigo e as coisas não estão muito boas em casa.- Suspirei.- Deixa isso pra lá. Não gosto de falar sobre isso.

— Parece que ambos estamos precisando de férias da vida.- Ele disse.

— Só morrendo pra isso acontecer.- Ela disse.

— Isso não adiantaria muito, acredite.- Ele disse.

— E porque diz isso?- Ela perguntou.

— Digamos que experiência própria.- Lembrei de como Elena estava instável, não seria bom ela ir lá agora.

— Você me parece vivo.- Ela comentou.

— Parecer não é estar.- Ele disse.

— Ok. Você está sendo complexo demais pra minha cabeça entender.- Ri.- Não sou muito boa com códigos.

— Ok.- Ri.- Você me lembra a Caroline quando cheguei aqui. Mas uma versão mais legal.

— Obrigada pelo mais "legal".- Ela sorri.

— Como suas amigas estão ocupadas, vou distrair você.- Não era má ideia ficar com um rosto diferente, era o começo da mudança, deixar todos eles de lado.- E pra começar, desligue o celular.

Olhei pra ele.- Me distrair?

— Não disse que estava precisando de férias? Então já que não pode, se dê uma noite pelo menos.

— Você é uma cara legal. Mas eu nem sei o seu nome.- Ou se você não está com -A, pensei.

— Damon.- Ele disse.

— Prazer Damon. Mas não sei se posso fazer isso. Mal conheço a cidade, você... como disse, nem devia estar aqui.- Ela disse.

O Grill já estava meio vazio, me levantei.- Sabe jogar?- Indiquei a mesa de sinuca.

— Muito pouco.- Ela disse.

Peguei no braço dela.- Sorte sua, eu sei muito bem, vamos.

Fui com ele.- E o que iremos fazer?- Perguntei olhando a mesa. Não sabia nada sobre esse jogo, tinha jogado uma vez. Mas foi um fiasco.

— Jogar. Não é difícil.- Expliquei a base a ela.

— Ok, mas sou péssima.- Ela disse.

— Deixe de reclamar e vamos.- Peguei os tacos.- Aqui segura assim.

Peguei como ele disse.- Assim?- Perguntei em duvida.

— Quase.- Fui até ela e a ajudei a segurar direito. Perfume bom e tinha uma ótima visão de onde estava.

Ele assim tão perto me fazia pensar coisas que não queria. Sai desses pensamentos e tentei acertar as bolas.- Uau, isso é mais difícil do que pensava.

— A questão está em como se posiciona. Mire a bola que quer e esqueça as outras.- Eu mereço tomar uma garrafa de verbena por só pensar com a cabeça de baixo, mas pra quem já está ferrado o que é mais um pouco mesmo.

— Ok.- Me inclinei e tentei acertar a bola azul que mirava. A respiração dele estava muito perto e suas mãos em minha cintura não ajudava muito. Me concentrei e bati na bola. Não entrou mas foi perto.

— Viu? Basta estar certa da onde vai.- Peguei o taco com ela e fiz a trajetória e deixei ela apenas acertar a bola. O corpo dela estava colado ao meu e era bom, muito bom.

Sorri. Olhei para ele por cima de meu ombro.- É, não é muito difícil.- A boca dele estava muito perto, me virei, voltando minha atenção para as bolas e o taco.

Ela não tinha namorado, estava querendo e precisando se divertir. É caiu no colo certo, não pude deixar de rir.- Consegue ir sozinha ou precisa de ajuda ainda?

— Acho que consigo ir sozinha.- Sorri. Era melhor ele não estar muito perto mesmo.

— Então tentaria ir contra mim?- Ele perguntou.

Mordi meu lábio inferior em duvida.- Não custa tentar, mesmo sabendo que irei perder.

Aquele movimento nela ficava tão sexy. Tinha cara de ser bem atrevida e quente, muito quente na cama.

— Damon?- O chamei. Parecia em outro lugar.

— Vamos.- Comecei a jogar, não exagerava, seria maldade com ela.

— Você é muito bom nisso.- Disse sorrindo. Ele tinha ganhado todas.

— Muitos anos de pratica.- Ele disse.

— Estou vendo.- Sorri e me sentei em cima da mesa. Peguei a garrafa de água que tinha ali e bebi um pouco.

Fiquei a frente dela.- Basta você praticar.

— Eu gostei desse jogo. Quem sabe eu não pratico um pouco?- Disse sorrindo.

— Quem sabe não posso te ajudar nisso.- Ele disse.

— Adoraria.- Sorri. Olhei em volta e o Grill estava fechando e vazio, a não ser por nós.- Acho que estão fechando.

— Quer ficar mais?- Ele perguntou.

— E podemos?- Ela perguntou.

Como Matt ainda não estava de volta quem estava era uma das garotas. Compeli ela a nos deixar lá.- Prontinho o Grill é nosso.

— E como você a convenceu? Ok! Não fala.- Ri.

— Por que não?- Fui até o som e escolhi algumas musicas e pegando umas garrafas no bar.

Me levantei da mesa.- Porque pode ser algo... intimo demais.- Sorri. Tirei a jaqueta que usava.

— E qual seria o problema?- Entreguei uma garrafa de tequila a ela.

— Não gostaria de detalhes. Sabe esse tipo de "convencimento" são sempre embaraçosos.- Ri. Bebi um pouco da tequila e passei minha língua suavemente sobre meus lábios.

— Não tenho "embaraço" de nada. Não tenho vergonha do que sou.- Ele disse.

— Do que é?- Ela perguntou.

— Sim, do que sou.- Ele disse.

— Não entendi.- Disse meio em duvida ainda. Não estava entendendo esse negocio de " o que sou".

— Eu sou o que suas amigas são, meu irmão é e mais alguns por aqui também.- Dane-se qualquer coisa apago a memoria dela depois.

— E o que você é?- Ela perguntou.

— Quais as opções que pensou?- Ele perguntou.

— Um extraterrestre?- Ela tentou.

— Ahn... não. Sou bonito demais pra isso. Verde não me cai bem.- Ele disse.

— Então o que?- Ela perguntou.

— Se eu dissesse vampiro?- Ele disse.

— Vampiro?- Ri.- Vampiro? Você está louco?

— Não, não estou.- Ele disse.

— Não pode ser verdade. Ai já é demais.- Fui até o bar. Me escorei no balcão. Eu não sei se estava com medo ou surpresa.

Sai de trás e fui ficar atrás dela em velocidade.- E o que foi isso então?

Minha respiração falhou.- Meu Deus..- Meus batimentos estavam acelerados e me afastei dele como de reflexo.

— Calma não vou te machucar, talvez beber de você um pouquinho, mas isso você vai gostar.- Ele disse.

— Você vai me morder?- Perguntei meio assustada.

Pensei.- Provavelmente.

Respirei fundo.- Por favor, me explique isso melhor.- Estava meio assustada. Mas algo em mim não conseguia sentir medo dele.

— Simples.- Subi em cima do balcão.- Vampiros existem.- Me aproximei dela.- E não são poucos.- Peguei minha garrafa.

— Ok, isso é meio doido.- Balancei a cabeça.

— Por que loirinha?- Ele perguntou.

— Porque até ontem, ou melhor, a três anos, eu tinha que ter sorte pra não morrer. E hoje eu descubro que vampiros existem! Se minha vida estava doida, agora ela está um caos.- Ela disse.

— Ah isso é verdade. E não vai correr? Com aquele: "Ah meu Deus, você é um demônio... SOCORRO..."- Disse imantando gritos.

O olhei.- Você não é um demônio.

— Isso é novo. E também por que não me conhece.- Ele disse.

— Você também não me conhece e está conversando comigo como se eu fosse um anjo.- Ela disse.

Desci do balcão.- E não é?

— Já fiz coisas nada legais Damon. Até pode ser coisas "comuns" ao seus olhos. Mas de anjo eu não tenho nada.- Ela disse.

Encostei ela a deixando colada a mim.- Ultima chance de sair.

— Não vou sair.- Ela disse.

— Por que não?- Ele perguntou.

— Porque não sinto medo de você. E algo não me deixa querer sair, só quero ficar aqui. Com você.- Ela disse.

— Então loirinha linda vamos nos divertir.- Disse indo aumentar o som.

— E como iremos fazer isso?- Bebi um pouco da tequila e fui até ele.

— Vamos dançar e depois vemos.- Disse puxando ela pela mão.

— Dançar, eu sei.- Sorri.- Pelo menos isso.- Ri.

— Então vamos.- Começamos a dançar como havia dito, ela sabia e muito bem. Podia perceber melhor como além de linda, era gostosa.

Continuamos dançando. Ele dançava muito bem e tinha pegada. Dançávamos colado e sentir o corpo dele colado ao meu, era muito bom. Até demais.

— Você dança bem, ótima na verdade.- Ele disse.

— Obrigada. Você também dança bem.- Ela disse.

— Experiência. De todos os tipo.- Ele disse.

— Principalmente na sinuca.- Ela comentou rindo.

— Acha que é somente nisso?- Ele perguntou em um tom de diversão.

Me virei pra ele. Antes estava de costas.- E o que mais?

— No que você desejaria?- Já tinha bebido mais de uma garrafa, estava começando a ficar bêbado.

— Não sei. Você que está se vendendo.- Ela disse.

— Me vendendo? Isso é um insulto.- Me fiz de ofendido.

— Eu não estou vendendo minhas qualidades aqui. Já você está.- Ela disse.

— Eu?- Ele se fez de desentendido.

— Não. Eu.- Disse rindo.

— Tá bom, então vamos falar de você Hanna Marin...- Ele disse.

Suspirei.- Não. Não gosto de falar de mim.

— Por que não? O que falar aqui, vai ficar aqui. Até por que a uma probabilidade da amnésia alcoólica acertar a gente.- Ele disse.

— Sério Damon. Prefiro não falar nada.- Voltei a me sentar em cima do balcão.

— Sei como é. Sua vida está um grande desastre também?- Ele perguntou.

— Sim. Como disse, um inferno.- Ela disse.

— Não pode ser tão ruim.- Ele disse.

— Deixa minha vida pra lá.- Me deitei no balcão.

— E se eu não quiser?- Olhei pra ela. Estava ao seu lado e perto o suficiente pra beija-la.

— Você não vai querer saber.- Ela disse.

— Por que não?- Ele perguntou.

— Porque não é uma coisa muito legal. E ninguém acredita.- Dei de ombros.- E não gosto de pensar nisso.

— O que ninguém acredita?- Ele perguntou.

— Você quer mesmo saber?- Voltei a me sentar no balcão.

— Diz.- Ele falou.

Peguei meu celular e coloquei no registro de mensagens de "A". Desde da 1ª a três anos atrás.- Isso resume.- Alcancei meu celular á ele.

Li boa parte das mensagens, e nossa.- Por quanto tempo...

— Três anos. Desde que minha melhor amiga "morreu". E essa é a ultima. "A" está em todo lugar. Até no meu banho.- Suspirei.

— Ela ou ele a espiona? Já olhou nas suas coisas?- Ele perguntou.

— Não tem câmeras. Ontem descobri o "esconderijo" de -A. E com certeza ele é um homem. Só não sabemos quem.- Ela disse.

— Homem... bem quem sabe não ajudo você?- Ele disse.

— E como? " A" é a única coisa que realmente me bota medo.- Ela disse.

— Nossa, você não tem medo de um vampiro mas tem de um babaca anônimo?- Ele perguntou.

— Você diz isso porque nunca foi atropelada por esse "babaca" ou descobrir que sua melhor amiga faz parte do A Team.- Ela disse.

— A Team?- Ele perguntou.

— Não é só um. São vários.- Ela comentou.

— E eu achando Mistyc Falls estranha.- Ele disse.

— Não é legal ser ameaçado, acredite. Muito menos descobri que "amigos" fazem parte disso.- Ela disse.

— Ok, mas ele tentar te matar não é das melhores.- Ele disse.

— Tentar me matar? Corro esse risco todos os dias. Não sei o que é ter paz a três anos.- Ela disse.

— Paz?- Ele riu.- Nem sei o que esse nome significa a 146 anos.

— Então estamos quites.- Sorri.

— Mas você tem uma vida inteira pela frente. Deixa te dizer uma coisa. Não se prenda a nada nem ninguém. Não vale a pena acredite.- Ele disse.

— Disse isso pra pessoas errada.- Toquei no rosto dele de leve.- Você por exemplo, já tem um lugar especial em minha vida.- Sorri.

— Tenho?- Ele perguntou.

— Com certeza.- Ela disse.

— Por que?- Ele pergunta.

— Não consigo explicar. Só sentir. E é isso que sinto.- Ela disse.

— Então como seria se fizesse isso?- A beijei.

Retribui o beijo envolvendo meus braços no pescoço dele. Parecia que meu coração estava em batalha com meu cérebro. Meu cérebro dizia para correr, para bem longe. Enquanto que meu coração e todo meu corpo, dizia para ficar.

Ok, o que esse beijo está provocando é inesperado. Era bom, mas não apenas fisicamente. Seu corpo junto ao meu antecipando o que vinha acontecer, esse podia ser uma má ideia, mas estou pouco me lixando.

Acariciava o rosto dele e parei o beijo lentamente. Queria olhar em seus olhos azuis. Sorri.- Se não gostasse mesmo de você, não teria contado o que contei. E como disse, você já é especial pra mim e já confio em você.- Toquei o rosto dele suavemente e fiz a linha dos seus lábios.

— É uma escolha muito errada querida. Não sou confiável.- Ele disse.

— Um mentiroso a mais, um a menos. Não faz diferença.- Ela sorri.

— Gostei. Essa é das minha. Se arrisca.- Ele disse.

— A vida precisa de riscos. Se não seria entediante.- Ela disse.

— Garota, aonde você estava?- Disse rindo e a beijando de novo.

Sorri e retribui o beijo novamente. Como estava sentada em cima do balcão, entrelacei minhas pernas na cintura dele.

Segurei ela e a levei pra mesa da sinuca, o balcão era muito alto. Tirei a blusa dela e estava acertando, ela era muito gostosa.

Tirei a camisa dele e passei minha mão pelo seu peito. Voltei a beija-lo e entrelaçando minhas pernas na cintura dele.

Desci ela pra poder tirar a calça.- Calças são tão atrasa vida..

— Não podia usar um short ou saia nesse frio fora de hora.- Sorri.

— Sim, tadinha. Ficar doente é horrível.- Ele disse.

— É horrível mesmo.- Ela disse.

Terminei de tirar a calça dela.- Nossa, você é muito gostosa.

— Obrigada.- Ela disse sorrindo.

Inclinei ela um pouco para poder beijar seu pescoço e aqueles seios lindos que tirei logo do sutiã.

Me arrepiei de imediato com o toque da sua boca em meu pescoço. Minha mão acariciava suas costas suavemente.

— Gosta é?- Ele perguntou.

— Digamos que um dos meus pontos fracos é o pescoço.- Sorri.

— Então temos mais coisas em comum.- Ele disse.

— Tem fraco no pescoço também?- Beijei o pescoço dele.

— No é por ele.- Ele comentou.

— Acho que isso de pescoço deve ser coisa de vampiro.- Ela disse sorrindo.

— Provavelmente. E o seu é tentador.- Disse beijando mais intensamente.

Inclinei levemente meu pescoço. Os beijos dele eram muito bons e me arrepiavam. Tocava o braço dele suavemente.

Sentia todo corpo dela reagir a mim e pela primeira vez em semanas me sentia bem. Sem culpas e preocupações. Não existia nada além das portas daqui. Só eu e Hanna.

Estar com Damon era tão... bom. E diferente. Não pensei que ficaria com alguém aqui. Na verdade, sai de Rosewood meio que "correndo'. Estava cansada de toda aquela pressão. E agora estava aqui. Com Damon e por incrível que pareça, queria ficar aqui com ele, pra sempre.

Deixaria para beber dela numa hora mais quente, como gostava. Enquanto minha mão continuava acariciando sua nuca e pescoço, desci beijando seu seio.

Me arrepiei com o toque dos lábios dele em meu seio. Minha respiração estava levemente acelerada. Acariciava os cabelos dele suavemente.

Beijei e suguei com vontade. Ela era linda e parecia tão verdadeira.

Suspirei e gemi suavemente. Inclinei meu corpo levemente e entrelacei minha perna na cintura dele e acariciava suas costas.

— Acho que aqui também é.- Ele comentou.

— Na verdade é mesmo. Acho que meu corpo todo é meio um ponto fraco.- Disse sorrindo.

— Isso é muito bom.- Disse enrolando meu dedo no elástico da calcinha dela.

Sorri e olhei para o dedo dele.- E porque é bom?- Perguntei envolvendo meus braços no pescoço dele.

— Sinal que você sente tudo mais intenso, não importa o que faça.- Ele disse.

— Isso é verdade. Meu corpo é meio sensível ao toque.- Sorri.

— Uma garota super sensível? Gostaria que fizesse isso?- Rasguei a calcinha dela e toquei intimamente.

Gemi suavemente.- Isso é maldade comigo. Sabe, ser sensível não é legal as vezes.- Mordi meu lábio inferior.

— Maldade? -Ri e pressionei seu ponto mais fraco.

— Damon...- Gemi o seu nome, mas era meio que um repreensão divertida. Sorri.- Você é mau.- Disse sorrindo e o beijando.

— Você não viu nada.- Ele disse.

— E está nos meus planos ver.- Sorri.

— Ver ? E por que não sentir?- Ele disse.

— Isso parece tentador.- Mordi o lábio inferior dele e o puxei de leve.

Tirei o resto da minha roupa e a puxei pela perna deixando numa posição melhor.- É muito tentador, assim como você.

— Então estamos em perfeita sincronia.- Disse passando minha mão pelo peito dele.

— Muita.- Disse entrando nela e suspirei, ela era uma delicia.

Suspirei também. Envolvi meus braços no pescoço dele e acariciava a nuca dele.

Apertei contra mim, era tão diferente estar com ela, não sabia o por que.- Agora você está me atiçando

— Eu? Porque?- Perguntei com a respiração entre cortada.

Ela passava as unhas no meu pescoço, aquilo me deixava doido.- Suas mãos.

— O que tem elas?- Perguntei ainda arranhando suavemente o pescoço dele.

Me inclinei.- Isso me enlouquece.- Retribui aumentando o nosso ritmo.

Suspirei e minha respiração estava levemente acelerada.- Então você gosta disso?- Desci minhas unhas e arranhava levemente seu peito.

Gemi.- Hanna... não sou quem se deve provocar.

— E por que não? É muito tentador te provocar.- Disse sorrindo e o beijei. Puxei seu lábio levemente e descia meus "arranhões" para seu abdômen que era perfeito.

— Isso vai ter volta.- Ele disse.

— Vou adorar recebe-lo de volta.- Ela sorriu.

Deixei as presas saírem e arranhei seu pescoço, adorava fazer isso.

Mordi meu lábio inferior e me arrepiei instantaneamente.- Já disseram que suas presas são lindas?- Ele continuava lindo, mesmo com pequenas veias em torno dos seus olhos, o vermelho e as presas. Toquei ao redor dos olhos dele.

— Não, nunca pararam para olha-las.- Ele disse.

— Gosto de reparar nas pequenas coisas.- As toquei de leve.- São bem afiadas. E parecem tentadoras.

— E são.- Beijei ela e fui ao pescoço, passando a língua na sua extensão.

Inclinei meu pescoço levemente e descia minhas mãos para as costas dele.

Beijei ali antes de morder. Fiz suavemente e comecei a beber. E o sangue dela era delicioso.

No inicio teve uma pequena dor, mas logo foi substituída por uma sensação de prazer.

Aquilo aumentou o meu prazer, já que beber era um prazer e fazer isso transando com a garota então, era o ápice que poderia chegar.

As sensações eram ótimas e tudo parecia ser diferente com ele. Meu coração estava diferente, minha cabeça. Pensava o que poderia ser, o que esse sentimento pode ser. Só tinha medo da resposta. E da resposta dele.

O que essa garota tinha de diferente? Me fazia sentir diferente, me fazia se sentir tranquilo. Não sabia como era isso e se era mesmo real, mas era muito bom.

Entrelacei meus braços no pescoço dele e o beijei. Acariciava o rosto dele e com a outra mão acariciava seu braço.

Mesmo com todo aquele prazer, sim era ótimo, mas o que estava sentindo era estranho pra mim. Deixei isso de lado e me foquei no agora e sentia um orgasmo muito perto.

Sentia que meu orgasmo estava chegando e o dele também. Tudo era muito intenso e ótimo com ele.

A muitos, muitos anos não sentia um orgasmo daquele, e era incrível. Hanna era incrível também. Droga, o que estava acontecendo comigo?

O orgasmo foi perfeito e o beijei. Sentir os lábios dele era tão bom. E queria decifrar esse sentimento, que agora parecia tão confuso, mas tão certo.

Deitei ela em cima da mesa e deitei junto.- Isso foi muito, muito bom.

Me virei para ele e toquei em seu rosto.- Concordo. Foi ótimo.- Dei um selinho nele.

— Vai ficar quanto tempo aqui?- Ele perguntou.

— Depende.- Sorri.- Acho que gostei da cidade.

— Acha?- Ele questionou.

— Ok, ela é ótima. Porém, eu não sei se o habitante dela que mais me interessa, está querendo algo.- O olhei.- Ele não parece muito aberto no momento.

— Quem sabe se ficar não descobre?- Ele disse.

— Isso é um convite?- Ela perguntou.

— Bem vinda á Mistyc Falls.- Ele disse.

— Obrigada.- Ela sorri.

Hanna e eu saímos todo o tempo que ela estava aqui e é claro que não em casa, sério mesmo que não quisesse mais nada. Ver Elena toda hora é uma lembrança constante desse péssimo ano que tive. Mas Hanna... era diferente. A cada saída, cada noite, cada conversa, me sentia mais próximo a ela e o que ela me fazia sentir... quando vi estava dizendo que a amava. Não sei como deixei acontecer, mas pensar em não ter minha loirinha junto de mim era doloroso e tudo que queria era ela, apenas ela. Mas tinha um problema, ela pensava no que fazer. Ficar ou ir pra casa dela.

Esses últimos dias com Damon tinham sido maravilhosos e com certeza uns dos melhores da minha vida. Logo já estávamos juntos e já nos amávamos. Não pensei que amaria outro que não fosse Caleb, porém Damon me conquistou e o amo de verdade e muito. Mas minha duvida era se ficava ou ia pra minha casa. Tinha falado com as meninas e as mensagens de -A não paravam, assim como para mim. Todo dia tinha mensagens o que me deixava louca. Depois de termos conversado, decidimos que iriamos comprar uma casa entre as duas cidades, não eram muito distantes e assim ficaríamos perto de todos. Só sei que a partir daquele dia no Grill, minha vida nunca mais foi a mesma.

Notas finais
Então gente, gostaram do capitulo? Espero que sim :3Próximo capitulo:- Jeremy e Katherine. - Hanna e Caleb.- Dean e Sam. ( Bromance.)Deem o seu voto e comentem o que acharam do capitulo, gostamos de saber a opinião de vocês.Beijos ;)