Liberty- One Shots
20 Capítulo 20- Bill & Sookie.
Notas iniciais
POV Misto. (Bill e Sookie)
Um ano. Nesse tempo muita coisa aconteceu, mas o principal é a falta que Sookie faz. Desde o seu desaparecimento tinha me tornado rei de Lousiana, coisa que exigiu muita coisa de mim, principalmente na postura. Afinal agora eu era o responsável por toda essa região. Essa noite decidi ir a casa dela, como fazia as vezes para matar a saudade. Sookie... droga como queria ter explicado as coisas a ela. Ela saiu me odiando e com tudo isso tenho certeza que a amo. Estava sentado na varanda distraído olhando o tempo quando ouvi um barulho.
Depois de ter visto meu avô morrer, agora de verdade, doeu em mim. Voltava correndo para casa. Precisava ver se Jason estava bem.- Jason!- Vi um vulto na varanda. Só podia ser ele.
Não acreditei.- Sookie?
Parei.- Bill. O que você faz aqui?
Fui até ela.- Onde infernos você estava? Nós te procuramos por todos os buracos desse mundo.
— E isso te interessa? Que eu saiba não te devo mais explicações.- Disse.
— Você ainda está com raiva disso? Nem me deixou explicar nada e depois sumiu por tanto tempo. Não faz ideia do que foi todo esse tempo.- Falei.
— Todo esse tempo? Foi por uma hora, mais ou menos.- Disse.
— Hora? Sookie, está bem? Bateu com a cabeça ou coisa assim?- Questionei.
— Claro que não. Eu fiquei uma hora em um mundo estranho de fadas.- Balancei a cabeça.
— Sook, você está sumida a um ano.- Disse.
Fiquei sem fala por um momento.- O que?
— Já fez um ano que você sumiu sem rastro.- Falei.
— Isso é impossível! Que dia é?- Perguntei.
— 21 de Outubro.- Disse.
— Mas isso seria duas semanas. Não um ano.- Falei.
— 21 de Outubro de 2011.- Repeti.
Minha respiração parou por um momento e andei até a varando para me sentar. Isso era... impossível.
— Você estava aonde? Te procuramos em todos lugares, colocamos anucios no jornal, rádio e TV.- Falei.
— Acho que em outra dimensão. Um mundo de fadas.- Disse meio confusa.
— Elas, vocês, tem o próprio mundo?- Queria abraça-la, ter certeza que estava bem, mas sabia que ela me repudiaria.
— Sim. E eu não vivo lá.- Afirmei.- E nem quero. Elas são horríveis. E não só de aparência.
— Nem todas são como você então?- Questionei.
— Não. Eu encontrei meu avô lá.- Falei sem perceber. Não sei porque, mas quando estava com Bill, as coisas simplesmente... saiam.
— Então lá é para onde todas as fadas vão? Vivas ou mortas?- Perguntei.
— Não. Meu avô jurava que estava lá somente por 30 minutos.- Suspirei.
— E não era somente isso imagino.- Disse.
— Nem de perto.- Me levantei. Ele não parecia mais o mesmo. Estava mais frio. E por um momento pensei que ele era o meu Bill.- É melhor você ir. Vou dormir porque amanha vou aparecer e todos ficarão perguntando.
— Sookie, nós temos que conversar, sobre tudo.- Peguei na mão dela. Sentia falta disso.
Suspirei.- Eu já entendi tudo, Bill. Não precisamos remexer nisso.
— Não, você não deixou eu explicar, só ouviu o Eric.- Disse.
— Vamos entrar. Deve ter True Blood.- Entrei na casa e deixei a porta aberta para ele.
Fiquei na entrada.- Sookie.
Me virei.- O que?
Sinalizei para a porta. Ela tinha me expulsado de lá.
— Ah... Você pode entrar.- Disse.
Ela estava diferente. Claro, imaginava que só tinha me aproximado dela pelo seu poder.
Sentir o cheiro da minha casa novamente, era como entrar no paraíso. Estava tudo bagunçado. Fui até a geladeira e os True Blood estavam bons ainda. Peguei um e aqueci. Fiz um chá para mim. Fui para a sala, onde ele estava. Lhe entreguei o True Blood. Me sentei na poltrona oposta, encolhendo minhas pernas e bebericando o chá.
— E como você está? Digo, não se machucou nem nada nesse lugar?- Questionei.
— Não, estou inteira.- Disse.
— Que bom.- Falei.
Suspirei. Bebi do chá e mexia a colher. Era estranho estar perto dele novamente. Principalmente "desse" Bill.- Como a Jessica está?
— Bem. Ela e Hoyt estão morando juntos.- Disse.
— Nossa, que bom. Ela merece.- Falei.
— Sim, é meio estranho de acostumar com ela fora, mas sei que ela está bem.- Disse.
— Sim. Hoyt é um cara maravilhoso.- Falei.
— É o que espero. Mas a casa fica meio vazia sem ela, ainda mais agora.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Ah, hum... Eu me mudei.- Disse.
— Mudou?- Perguntei surpresa.
— Sim. Agora eu sou o Rei da Lousiana.- Informei.
Fiquei boquiaberta.- Rei? Como assim rei?
— Quando eu sai daqui naquele dia, tive uma luta com Sophie. E o resultado foi que consegui a vencer e o reinado veio para mim.- Disse.
Franzi o cenho.- Nossa. Parabéns, eu acho.
— Nem tanto. É muita responsabilidade.- Disse.
— Entendo.- Bebi do chá.
Tinha que acabar com aquele clima. Fui para o lado dela.- Posso explicar?
O olhei.- Pode.
— Eu... No começo era como você imaginou. Eu me aproximei de você sabendo quem era de verdade.- Disse.
Suspirei.- Eu sabia.
— Não, mas depois tudo que tivemos mudaram isso. Eu me apaixonei, eu amo você. Por isso a luta com ela, disse que não faria mais o que ela queria, que não serviria mais á ela.- Falei.
O olhei. Queria tanto acreditar e me render á ele novamente.- Bill...
— Eu devia ter falado antes e contado tudo. Não sabe como era quando estava de maneira que poderia descobrir algo, que ficássemos assim.- Disse.
Mordi meu lábio de leve e uma lágrima caiu.- Eu acredito em você. Eu quero acreditar em você. Eu amo você.
— Eu também amo. Esse ano nada mudou, quer dizer só a falta que me fez estar sem você.- Disse.
Sorri suavemente e toquei em seu rosto.- Eu senti tanto sua falta. Da sua boca, da sua mão em meu corpo.- Fiz a linha dos lábios dele.- Eu estava despedaçada por dentro. Só quero reconstruir isso de novo e com você.
— Não mais que eu.- Disse a beijando.
Sorri e retribui o beijo. Me ajoelhei na poltrona para ficar melhor. Acariciava a nuca dele.
A peguei no colo e trouxe para o sofá. Agora as coisas se encaixam, antes sem ela, era impossível.
Entrelacei minha perna na cintura dele e o mantinha preso á mim. Descia minhas mãos pelas costas dele.
O beijo era intenso, afinal era muito mais que saudade envolvida ali e agora eu só queria ter certeza que continuaríamos juntos.
Bill sempre o único homem que pertenci. Ninguém nunca tocou meu corpo ou me beijou como ele. Eu era dele, sem sombras de duvidas. Não tinha mais como negar.
Rapidamente estava sobre ela. A desejava, nenhuma mulher com quem transei era como estava com Sookie, tinha algo a mais.
Comecei a abrir a camisa dele, descia carinhos pelo peito dele.
Sorri. Agora ela parecia a minha mulher de sempre. Desci as alças do vestido dela e comecei a tira-lo.
Terminei de tirar a camisa dele e acariciava seu peito. Minha perna estava na sua cintura e acariciava ali.
Tirei o vestido dela. Estava como na ultima vez que tinhamos estado juntos. Conhecia aquele corpo muito bem, e adorava ter ele a minha mercê.
Sorri suavemente ao ver suas presas saírem. Adorava vê-las. O puxei para um beijo.
Tocava-a. Tirei a sua roupa de baixo. Ela nua era mais linda ainda.- Nem parece que tem um ano que não te vejo. Está a mesma de sempre.
Sorri.- Mulheres não mudam muito tão depressa. Principalmente o corpo.
— Isso é bom.- Passei a beijar seu corpo deixando minhas presas arranhando sua pele, como ela gostava.
Suspirei. Adorava quando ele fazia isso. Era impressionante que com outros vampiros elas me passam medo. Mas com Bill é diferente. Elas me passam prazer e até segurança.
— Não deixou de gostar.- Comentei.
Sorri.- Nunca.
— Que bom que não perdi isso.- Continuei fazendo até chegar na sua intimidade.
Gemi e suspirei suavemente. Minha mão descia tocando pelo seu braço.
— Sook, posso?- Me referi ao que já tinha feito várias vezes. Morder para beber na sua coxa, mas como as coisas estavam, não custava perguntar.
— Você não precisa perguntar.- Sorri.
Sorri e mordi onde queria. Seu sabor continuava perfeito. Arriscaria a dizer que mais do que sempre foi.
No inicio houve uma leve dor, mas logo foi substituído por prazer. Como sempre acontecia. Acariciava os cabelos dele e descia pela nuca.
Parei.- Sabia que seu sabor é diferente do normal?
— Você me falou que meu cheiro é diferente. Só não entendo o porque fadas são diferentes nesse quesito.- Disse.
— Também não, mas é viciante. E maravilhoso.- Falei.
Sorri.- Acho que devo ficar feliz com isso.
— Com certeza deve.- Voltei a beija-la. Até seu beijo era mais gostoso com o sabor dela.
Retribui o beijo. Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e minha mão descia acariciando seu peito.
Me livrei do que restava da minha roupa e penetrei nela. Nem percebi a força que usei, mas estava tão necessitado dela que não esperaria mais.
Gemi e suspirei. Minha perna continuava em sua cintura e o fazia ficar mais colado em mim. Minha mão descia acariciando suas costas.
Me movimentava intensamente. Ela estava acostumada, então seguia o meu ritmo. Quantas vezes imaginei que não teria isso novamente?
Minha cabeça estava arqueada levemente. Minha mão descia pelo seu peito enquanto a outra descia pela sua nuca.- Bill....- Gemia seu nome.
— Sookie.- Os gemidos dela eram musica para mim e a certeza que estava tudo bem entre nós.
O beijei. Minha língua tocava em suas presas e as acariciava. Sabia que era o segundo ponto fraco dele. Tanto como homem ou vampiro.
Foi minha vez de gemer com a pontada de prazer, maior do que já tinha.
Sorri com reação dele. Continuamos o beijo e puxava de leve os cabelos dele.
— Assim você me deixa doido.- Disse.
— Eu gosto de te deixar doido.- Chupei de leve o lábio dele.
— Eu sei. E sempre consegue.- Respondi investindo mais.
Gemi contra os lábios dele. Minha mão que estava em seus cabelos descia delicadamente pelas costas dele.
Sentia nosso orgasmo chegando e aumentei nosso ritmo. Tinha a certeza que a amava cada segundo mais.
Sentia o orgasmo chegando e todo meu corpo respondia á ele, como sempre. Não tinha como tentar me enganar. Amo Bill e nunca amarei ninguém como o amo.
A mordi no pescoço e isso fez nosso orgasmo atingir o sua maior intensidade, era apenas perfeito.
Recuperava o meu folego.- Eu te amo.- Murmurei.
— Eu também.- Me apoiei na lateral do sofá.- Espero que me perdoe.
Acariciei o rosto dele.- Você está mais do que perdoado. Vamos recomeçar. Seremos felizes.
— Obrigado amor. Sim e agora está tudo bem calmo, conseguiremos isso.- Disse.
Sorri.- Eu te amo Bill Comptom. Mais do que um dia pensei em amar um homem.
Ri.- Você fica tão linda falando sério assim.
— Eu gosto de falar seu nome inteiro. Sendo que um dia usarei ele.- Sorri.
— Vai aceitar?- Questionei.
— Está mais do que aceito.- Sorri.
Aquilo me felicitou muito mais do que imaginei que sentiria.- Vai ser a rainha mais linda que já vi.
— E o principal. Somente sua.- Sorri e o beijei.
— Está certa disso?- Perguntei.
— Claro. Quero ouvir para o resto da minha vida o jeito fofo mais autoritário que você diz " Sookie."- Disse imitando a voz dele.
— Autoritário?- Questionei.
— É. Como a maioria dos homens antigos.- Sorri.- Você não controla isso. É simplesmente seu ser o homem da casa.
— Ah, bem, isso é.- Disse.
— Eu sei que sim.- Toquei o rosto dele e o beijei suavemente.- Mas você terá que aguentar o Jason.- Ri.
— Ele está bem, é policial agora.- Falei.
Franzi o cenho.- Sério?
— Sim, está mais metido que antes.- Disse.
Ri.- Esse é o meu irmão.
— Sim. Mas vou pedir uma coisa.- Disse.
— Diga.- Falei.
— Que vá para minha casa, lá é melhor para nós. E tem coisas sobre essas que prefiro você lá.- Disse.
— Sou sua mulher agora, Bill. Vou com você para qualquer lugar.- Sorri.
— Ótimo e adorei você falando "sua mulher".- Disse.
Ri.- Posso falar quantas vezes você quiser.
— Minha mulher. É melhor do que me lembrava saber disso.- Falei.
Sorri.- Poderá dizer isso para quem você quiser agora. Sou sua e somente sua.
— Vou dizer muito.- Falei.
Sorri e voltei a beija-lo. Agora minha vida estava completa. Mesmo sabendo do que Bill fez, não podia mudar meu amor por ele. Eu o amo demais. Agora seriamos felizes. Poderíamos viver nosso amor. Depois de explicar a todos o que aconteceu, me mudei para a casa de Bill. Mas não iria vender a minha. Pedi para ele reformar e poderíamos vir para ela nos finais de semana e nos dias de folga dele. Não poderíamos estar mais felizes.
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