Liberty- One Shots
112 Capítulo 113- Dean & Castiel (Cassie)
Notas iniciais

POV Misto. (Dean e Cassie.)
Ainda me reacostumava com tudo. Havia dois dias que havia voltado a vida e parecia tudo bom demais, mesmo sendo um mistério. Lembro de estar no inferno e um segundo depois estava tentando sair do túmulo. Sam parecia incrivelmente animado, mas saber que ele se aliou aquela puta da Ruby me irritou bastante. Mas aqui estou bebendo uma cerveja e tomando ar, enquanto ele e Bobby estão lá dentro. Senti uma brisa perto de mim e no instinto peguei minha arma.
— Isso não vai funcionar em mim.- Disse.
Me virei no susto e tinha uma mulher linda pra cacete parada ali.- Dá onde você saiu?- Perguntei, mas não abaixei a arma.
— Do céu.- Disse.
— Céu?- Ri.- Essa é nova.- Caralho, que curvas dessa morena.
— Eu sou um anjo.- Disse.
— Dos meus sonhos pode ser. Quem é você?- Questionei.
Sorri.- Você acredita em demônios mas não acredita em anjos?
— Nunca vi eles aparecendo e fazendo nada de bom.- Disse.
— Não devemos satisfações a humanos. E você devia ser mais grato; eu te tirei da perdição.- Disse.
— Acho meio difícil, me lembraria disso.- Disse.
— Eu apaguei a sua memória.- Disse.
Eu tinha marcas nas minhas costas, mãos que não sabia explicar e não me lembrava como tinham ido parar ali. Seria... dela?
— Seu trabalho é reconhecido no céu, Dean. Do seu irmão nem tanto.- Disse.
— Céu? E cadê suas asinhas então?- Questionei.
Sorri.- Olhe para o chão.
Mesmo relutante, olhei.- Cacete!
Ri.- Você é engraçado. Humanos não poderiam ver meu verdadeiro eu. Por isso uso...- Belisquei minha própria pele.- Isso.
— Essa gostosa então é o seu receptáculo? E o que você fez com ela?- Questionei.
— Ela era uma devota muito fiel e estava com um câncer terminal. Estava nos seus últimos instantes de vida. Ela orou e eu a ouvi. O diferencial dela é que ela me deixou possuir o corpo dela, mas não pediu por vida. Ela estava muito cansada e queria paz. Ela está no paraíso agora.- Disse.
— Quer dizer que você foi boazinha e conseguiu um corpo sem acabar com a vida da pessoa?- Perguntei.
— Se quer colocar assim.- Disse.
— Eu vi como os demônios fazem.- Disse.
— Nós não somos como os demônios. Precisamos de permissão.- Disse.
Suspirei. Agora anjos estavam aqui na terra, era o que faltava.- E o que você quer aqui?
— Ajudar vocês.- Disse.
— Ajudar? Sei.- Encostei na lateral da casa, mas não guardei minha arma, não confiava nela ainda.
— Se não acredita em mim, tudo bem.- Disse.
— Vamos rever. Você aparece aqui, diz que é uma anjo e veio ajudar agora. Depois de todos os problemas e demônios que tivemos que enfrentar, você só apareceu agora. E no que ajudaria?- Perguntei.
— Vocês vão precisar de mim. Com o tempo eu conto mais.- Comecei a andar em direção a casa.
— Aonde você vai?- Perguntei.
— Conhecer os outros.- Disse.
— Qual o seu nome, anjo?- Questionei.
— Castiel. Mas as pessoas começaram a dizer “que estranho, nome de homem”. Não sei porque.- Balancei a cabeça.- Estou usando Cassie.
— Cassie fica muito melhor.- Disse.
— É o que me disseram.- Disse.
Ela foi na minha frente e puta que pariu. Aquele jeans a deixava com uma bunda espetacular. Minha vontade foi agarra-la e a foder... Porra, o que eu to pensando? É quase certo dela ser um anjo.
Entrei na casa e vi dois homens. O grande devia ser o Sam e o mais velho Bobby.- Olá.
Bobby olhou.- Hmm... boa noie.- Disse desconfiado.
— Não precisa me olhar assim, Bobby. Eu não mordo. Eu tirei o Dean do inferno.- Levantei a manga da camisa do Dean para mostrar minha mão.
— Dean, você não tinha mostrado isso.- Ele disse.
— Não achei importante.- Disse.
Mordi meu lábio.- Bem, eu queria saber se posso ficar aqui com vocês.
— Ficar com nós?- Sam perguntou.
— Sim. Não estou ficando num lugar muito... santo.- Disse.
— Primeiro; quem seria você?- Bobby perguntou.
— Cassie, um anjo.- Sam me olhou.- Palavras dela, não minhas Sammy.
— Um anjo de verdade?- Sam perguntou.
— Sim.- Disse.
— Meu Deus.- Sam disse.
— Provavelmente ele vai aparecer também.- Bobby disse.
— Quem dera.- Disse.
— E porque um anjo viria até nós?- Bobby perguntou.
— Não se acham merecedores?- Perguntei.
— Para mandarem você, a coisa vai ficar feia.- Disse.
Mordi meu lábio e suspirei.- A verdade é que ninguém me mandou. Eu... Eu estou fugindo de outros anjos.
— O que você fez?- Bobby perguntou.
Pensei rápido.- Eu.
Suspirei.- Sim.
— Se você se meteu em problemas para trazer o Dean de volta, pode ficar a vontade na minha casa.- Bobby disse.
Sorri e abracei Bobby, dando-lhe um beijo na bochecha.- Obrigada.
— Eh... hm... de nada.- Bobby disse.
— Ficou vermelho.- Disse.
— Não seja besta.- Bobby disse.
— Porque todos os homens que eu faço isso ficam assim?- Questionei.
— Você faz muito?- Perguntei.
— Tinha um que estava sofrendo na rua, passando frio e fome e eu o abracei. A reação dele foi bem estranha.- Disse.
Ah, eu imagino muito bem qual.- Se quiser também te abraço.
— Se você quiser, tudo bem. Mas homens são engraçados, no lugar onde vinha me escondendo, os homens me agarravam gratuitamente.- Disse.
— O que?!- Questionei.
— Onde você estava menina?- Bobby perguntou.
— Num lugar chamado Pleasure Center. Eu servia mesas. Aprendi muito lá.- Disse.
— Tem certeza que é um anjo?- Perguntei.
— Como assim?- Perguntei.
— Fazendo todas essas coisas.- Disse.
— Tenho que me disfarçar.- Disse.
— Está fazendo muito bem então.- Bobby disse.
Sorri.- Obrigada.
— Então, você come alguma coisa?- Bobby perguntou.
— Não.- Disse.
— Dormem ou fazem algo?- Perguntei.
— Não muita coisa.- Disse.
— Deve ser chato então.- Disse.
— Nunca pensei nisso.- Disse.
— E o que vocês fazem no paraíso? Dançam pelos jardins nus?- Questionei.
Ri.- Não somos corpóreos, Dean. Não tenho um corpo. Bom, tenho esse agora.
— Os fumaças brancas então.- Disse.
— Bem, só sei que eu gostei desse corpo. Ele é bem confortável e eu consegui ele sem machucar ou aprisionar ninguém. Agora ele é meu mesmo.- Disse.
— Eu também gostei.- Sorri.- Mito-Disse a olhando.
— Dean.- Bobby disse.
— Você está precisando “sair” mesmo.- Sam disse.
— O que foi gente?- Ri.
— Você sabe.- Sam disse.
— Um de vocês pode ir comigo lá onde eu estava para pegar as minhas coisas? Sei que sou um anjo, mas não posso sair queimando olhos. Nem quero fazer isso. E não sei dar socos e chutes como vocês humanos.- Disse.
— Eu vou.- Disse.
— Claro que vai.- Bobby riu.
Sorri.- Obrigada Dean. Vamos então?
— Vamos. Cadê minhas chaves?- Perguntei.
— No seu bolso.- Sam riu.
— Ah é, vamos anjinha.- Acompanhei ela e entramos no carro, e sai de lá. Podia ser loucura, mas estava curioso com ela.- Então foi você mesmo, essas marcas.
— Sim.- Franzi o cenho.- Desculpe pela marca.
— Marcado por um anjo. Quem pode dizer que tem isso?- Sorri.
Sorri.- Isso é verdade. É muito raro tirarmos alguém do inferno. Normalmente só vão para lá quem realmente merece.
— Sempre soube que estava na lista, só adiantei um pouco.- Disse.
— Bom, fora seus hábitos carnais, você é um bom homem e jovem para morrer e ir para o inferno. Seu lugar não era lá.- Disse.
— Acho que devo ficar feliz com isso, não? E hábitos carnais?- Perguntei.
— Sim, essas coisas que humanos fazem.- Disse.
— Quer dizer sexo?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Hábitos carnais. O que fazer se são maravilhosos?- Questionei.
— Bem, isso eu não sei.- Disse.
— Não?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Não sabe o que está perdendo, tadinha.- Disse.
Sorri e logo chegamos no local.- É aqui.
— Sério?- Olhei o lugar.
— Sim.- Disse.
— É uma boate de stripper.- Disse.
— Eu tinha que me esconder.- Disse.
— É, ninguém ia pensar num anjo aqui.- Disse entrando com ela e cacete, tinha cada gostosa que meu tesão acumulado surtou na hora.
Cheguei até uma das garotas que tinha me ajudado. Eu havia mudado muito nesses meses que estava na terra. Eu gostava de me sentir humana. Eu tinha aprendido a comer na frente dos outros e beber, por mais que o gosto das moléculas seja horrível.- Oi Judy. Vim pegar minhas coisas.
— Cassie, estava me preocupando. Conseguiu algo melhor?- Perguntei.
— Sim. Um amigo vai me ajudar.- Disse.
— Oi sou o amigo.- Que gostosa aquela loira... Ela podia me apresentar essa amiga.
— Esse é o Dean.- Disse.
— Olá Dean.- Ela disse.
— Oi Judy.- Sorri, imaginando mamar naqueles peitões.
— Bem, parece que ele está interessado em você. Então eu vou ir pegar minhas coisas e deixar vocês sozinhos.- Me dirigi para o quarto que eu estava utilizando.
Ela era mesmo estranha. A tal Judy me puxou para um dos reservados e dançou para mim finalizando e perguntando se eu queria algo mais. Não dei tempo de ela mudar de ideia e fomos para um quarto. Depois de alguns orgasmo e muito menos tenso, voltei ao carro e Cassie estava lá.
Fechei a revista que estava lendo quando ele entrou no carro. Esse foi um dos jeitos que encontrei de conhecer melhor esse mundo.
— América e seus costumes?- Ri lendo o título.
— Sim... Eu precisava conhecer melhor aqui. Depois de passar tanta vergonha, resolvi começar a aprender.- Disse.
— Não é tão difícil assim.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Está gostando?- Perguntei.
— Sim... É difícil sentir como um humano. Vocês tem compaixão e sentem amor... Eu acho que nesse tempo que estou aqui na terra já aprendi muito sobre isso. É mais fácil estando num corpo humano. Consigo sentir melhor esses sentimentos.- Disse.
— Vocês não sentem?- Perguntei.
— Bem, sentimos. Mas nós pensamos nas proporções de pessoas e não em uma só. Se precisarmos dizimar um país inteiro para salvar o resto do mundo, faríamos isso.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Eu sei, é horrível.- Suspirei.- Eu admiro muito o trabalho de vocês caçadores, queria ser assim também.
— Falando assim parece fácil.- Perguntei.
— Pelo menos vocês salvam pessoas.- Disse.
— É o trabalho da família.- Disse.
Apenas sorri.
Parti, seguindo para a casa do Bob e quando chegamos eles estavam dormindo. Uma coisa me passou pela cabeça.- Cassie.
— O que?- Perguntei.
— Por que se arriscou para me salvar?- Perguntei.
— Nesse momento o que posso te dizer é que além do seu lugar não ser no inferno, você vale muito mais vivo do que morto. Você precisa continuar salvando o mundo.- Disse.
— Mais trabalho?- Perguntei.
— Preferia estar morto? Porque se quiser, eu posso te matar...- Disse.
— Meu lugar não é no inferno? Talvez devesse me conhecer melhor...- Aqueles flashes, as coisas que eu fiz, voltavam a minha mente toda hora.
— Pode ser que precise mesmo, mas por enquanto continuo com a mesma opinião. E enquanto isso aproveite sua vida com as coisas que gosta de fazer. Como hoje. Vou te deixar dormir.- Sai para a rua.
Fechei tudo e subi, indo para o quarto, tomando banho e indo deitar. Peguei no sono, mas logo aquela tranquilidade passou, porque o inferno voltou a minha mente. A minha mente podia sentir o cheiro, ouvir os gritos das almas e aquela sensação que tinha quando torturava alguma delas, a euforia de usar tudo aquilo dia após dia, e os gritos... Acordei ofegante e agarrando a cama. Merda, eu tinha feito tudo aquilo. Não dormi mais e foi assim nos dois dias seguintes, eu to fudido. Cassie estava com a gente e era uma das coisas que mais me distraia, rir do jeito dela.- Hey, essa musica é muito boa.
— Não faz sentido.- Disse.
— Claro que faz, é um clássico.- Disse.
— Se você diz.- Disse.
— Sim. Preciso te mostrar mais coisas para ver que tenho razão.- Disse.
— Não precisa se ocupar comigo. Sei que é ocupado. Está sempre caçando.- Disse.
— Esses dois estão me enrolando, dizendo que ainda estou de férias.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Mas estou louco para ir, já tem quase uma semana que voltei. E você vai querer ir?- Questionei.
— Hã... acho que não. Não sei fazer isso.- Disse.
— Não quer saber como fazer?- Perguntei.
— Melhor não.- Disse.
— Bem, mas tem que aprender alguma coisa.- Disse.
— Está tudo bem.- Disse.
— Deixa a garota Dean.- Bobby disse.
— Eu estou bem, Bobby.- Sorri.- E o Sam gosta mesmo daquele demônio, né? Ruby é o nome dela?
— Não me lembre disso.- Disse.
— Mas ele gosta do corpo dela, porque ela é horrível.- Disse.
— Ele se aproximou dela para conseguir ajuda para trazer o Dean de volta. Mas acho que ela ofereceu muito mais que isso.- Bobby disse.
— Que nojo Bobby!- Exclamei.
Ri.- Você pode e o Sam não?
— Com um demônio, literalmente?- Questionei.
— É, isso é nojento.- Me sentei no sofá.- E você Bobby, não tem namorada?
— Não, relacionamentos dão trabalho demais.- Bobby disse.
— Então você vai nos mesmos lugares que o Dean?- Perguntei.
— O que? Boates?- Ele perguntou.
— Seria engraçado.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Não, não tenho mais idade para isso.- Ele disse.
— Como não? Você é muito novo! Eu sou muito mais velha.- Disse.
— É?- Perguntei.
— Eu tenho mais de dois mil anos.- Disse.
Cuspi da minha cerveja.- Cacete.
— Pois é. Seja lá o que signifique isso que disse.- Disse.
— Você é velha.- Disse.
— Eu sei.- Disse.
— Não sentiu nenhuma aproximação dos outros anjos?- Ele perguntou.
— Ainda não.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— Sim.- Disse.
— E o que funciona neles?- Perguntei.
— Nada que eu tenha acesso.- Disse.
— E para se proteger?- Perguntei.
— Eu não estou pensando nisso, Dean.- Me levantei.- Acho que vou ir dar uma volta.
— Suas voltas misteriosas.- Disse.
— Não são misteriosas.- Disse.
— Então vou junto.- Levantei e a porta nos chamou atenção.- Sammy.
— E ai. Estão de saída?- Ele perguntou.
— Seu irmão está inquieto.- Bobby disse.
— Porque?- Sam perguntou.
— Vocês estão me mantendo aqui.- Disse.
— Para você descansar.- Sam disse.
— Eu passei anos descansando!- Disse.
— Ok, ok. No próximo caso você vem.- Sam disse.
— E pode ir sabendo que eu quero aquela puta bem longe de nós.- Disse.
— Ruby está do nosso lado.- Sam disse.
O olhei e ri.- Um demônio? Sério que vai cogitar acreditar nisso?
— E você está com um anjo a tiracolo. Sem ofensas, Cassie.- Ele disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Até uma semana atrás você não acreditava neles e os mataria.- Ele disse.
— Sério, quer comparar?- Andei na direção dele.
— Hey Dean, para.- Segurei no braço dele e fiquei no meio deles.- Não precisa exagerar.
— Enquanto estiver "com ela" você não sai parar caçar comigo.- Disse.
— Vocês dois querem parar de brigar igual crianças duelando pra ver quem tem razão?- Bobby questionou.
— Como se eu quisesse sair para caçar com você mesmo. Faça o que quiser, Dean.- Ele saiu.
— Foda-se então. Para onde você estava indo Cassie?- Questionei.
— Nem um lugar especifico. Só ia caminhar.- Disse.
— Então vamos.- A puxei pelo braço e indo para o carro.
— Hã... Ok.- Segui ele.
Entramos no carro e dirigi bem que por meia hora até parar num bar, que entramos e peguei um lugar e uma cerveja.- Quer alguma coisa?
— Pode ser o mesmo que você.- Disse.
Pedi mais uma cerveja e a olhei.- Quem escolheu essas roupas fez muito bem.- Ela estava com uma calça que a deixava mais gostosa ainda e uma blusa que marcava bem na cintura e os peitos. Porra, ela estava uma delicia.
Sorri.- Obrigada. Bem, foi a Judy. Você conhece ela. Mas acho que vou ter que comprar mais algumas. Talvez eu comece a trabalhar. Pelo menos consigo o tal dinheiro que precisa para ter as coisas.- Olhei em volta.- Aqui parece um lugar legal para isso.
— Não é não. E ainda é longe de onde estamos ficando.- Disse.
— Nem tanto assim.- Disse.
— É sim, se você for ficar por aqui, vou ficar de olho em você.- Disse.
— Porque? Não tem anjos aqui.- Disse.
— Mas tem humanos e a maioria deles são imbecis quando estão perto de uma gostosa.- Disse.
— Uma gostosa?- Perguntei.
— Sim. Você.- Disse.
— Eu?- Perguntei.
— Claro. É meio difícil andar com você e não olhar para sua bunda.- Disse.
— Dean!- Senti meu rosto ficar quente, o que aprendi ser “corar”.
— É sério Cassie.- Disse.
— Ok.- Bebi da cerveja. Faz uns dias que vinha sentindo algo diferente pelo Dean cada vez que ele aparecia. Não sabia direito o que era.
— E também, sei lá, você é meio diferente.- Disse.
— Diferente?- Questionei.
— Sim. Tenho conversado mais com você que meu irmão e o Bob, você me deixa, sei lá, a vontade.- Disse.
— Ah sim...- Por algum motivo eu me senti mal por ele me ver só como amiga. Eu não devia me sentir assim.- Somos amigos, Dean. Amigos são para isso, certo? Foi o que você disse.
— Eu nunca fiz amigos em dois dias.- Disse.
— Ah sim, desculpe... Então não somos amigos.- Disse.
— Somos!- Disse batendo a garrafa na mesa.- Desculpa Cassie, eu não tô legal.
— Tudo bem.- Baixei meu olhar.- Talvez você devesse dar aquelas suas saídas. Você sempre volta feliz delas.
Reparei algo nela. Tinha falado algo que tinha a deixado triste?— Estou saindo, com você.
— Tudo bem.- Disse.
— Ou estou uma companhia ruim?- Perguntei.
— Não, claro que não.- Disse.
— Então vamos fazer disso uma ótima saída.- Pedi mais uma rodada de cerveja e dois hambúrgueres completos.
Sorri.- Ok.
Não demorou os pedidos chegaram e comecei a comer.- Duvido que no céu tenha algo assim.
— Depende. Cada pessoa tem seu próprio céu.- Disse.
— Sério?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Tenho que começar a planejar o meu então?- Comi mais um pouco.
— Ele já está pronto, não se preocupe.- Disse.
— Será que a cerveja vai ser boa?- Ri.
— Provavelmente sim.- Disse.
Alguém colocou o som para tocar, era das bandas que eu gostava.- Ah, agora sim.
Sorri e comecei a comer. Aos poucos me acostumava com o gosto das coisas.
— Não é bom?- Perguntei.
— Algo do tipo.- Disse.
— Vou te levar no melhor de todos, ai vai ter certeza.- Disse.
Sorri.- Meu paladar é diferente do seu.
— O que você já gostou?- Perguntei.
— Nada. Eu como mais por comer.- Disse.
— Algo você tem que ter gostado.- Disse.
— Não.- Disse.
— Oh, meu orgulho de humano ferido.- Ri.
Apenas sorri.
Comemos e depois de mais algumas cervejas levantei e a arrastei para dançar.- É fácil.
— Espero mesmo que sim.- Disse.
Peguei ela pela cintura e peguei um ritmo.- Só balançar assim.
Comecei a fazer como ele disse.
O tesão que senti em a pegar assim quase me fez a jogar numa daquelas mesas e a comer ali mesmo. Cassie, porra, se não me controlar vai me enlouquecer gata.
Olhei as outras mulheres dançando para ver se estava fazendo certo. Pelo jeito estava sim.- É, até que não é difícil. Se bem que eu acho que é por causa do meu corpo. Ele é bem flexível.
— Ah, ele é sim.- Se controla, não pega na bunda dela, não pega.
Sorri e coloquei meus braços em torno do pescoço dele, acariciando a nuca dele.- Posso te fazer uma pergunta bem estranha?
— Claro.- Sorri. Ela era linda demais.
— Como é ser homem? Eu sei que tem uma diferença.- Disse.
— É bem estranha mesmo. Mas você não tá falando do físico né? Ou está?- Perguntei.
— Acho que no geral. A muitos anos atrás quando estive na terra, eu também estava no corpo de uma mulher, então não sei como é o de um homem. A parte mais estranha do corpo feminino é isso aqui.- Apontei os meus seios.- Muda muito. Da ultima que estive não tinha tanto assim.
— Eles são maravilhosos.- Disse olhando para aqueles peitos. Ela tinha acertado em tudo.
Sorri.- Obrigada.
— Eu acho uma delicia, principalmente por poder provar de vocês mulheres. Poder estar dentro de uma...- Sorri.- Só um homem sabe como é a sensação.
Me senti corar.- É, acho que você conseguiu tirar minha duvida.
— Se quiser falo mais.- Toquei o rosto dela.- Tô adorando te deixar corada.
Sorri e o olhei, mordendo meu lábio. O que senti agora, eu não podia sentir. Eu gostei do toque dele e do jeito que ele estava me segurando. Não devia pensar nessas coisas.
O jeito que ela me olhou, não existia como resistir, então a beijei.
Tinha sido pega de surpresa, afinal nunca tinha beijado ninguém, mas mesmo assim retribui. Esperava fazer certo.
A segurei mais firme e pedi passagem com a língua, só ai lembre que deveria ser o primeiro dela. Quanto tempo não sei o que é isso.
Levei minha mão até o rosto dele e acariciei ali.
Gostei do carinho dela. Merda, que porra é essa de sentir a mais? Desci a mão pelas costas dela, chegando a base da bunda. Ia chegar ali, com certeza.
Acariciava o peito dele e com minha outra mão, acariciava seus cabelos.
Meu pau já ficou animadinho, então puxei ela para fora da pista, onde poderia a pegar melhor, sem estar no meio do bar.
— O que foi?- Perguntei.
— Só para poder ficar mais livre.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
Voltei a beija-la e a toca-la, não sendo forte o suficiente para não pegar naquela bunda.
Sorri contra os lábios dele enquanto acariciava o peito dele.- Tenho a impressão que queria muito fazer isso.
— Desde o primeiro dia.- Disse.
— Espero que só você faça isso. Porque seria estranho outros fazerem também.- Disse.
— Você não pode deixar outros, ok?- Não gostei de pensar em outros a pegando. Cassie tinha uma inocência e muitos poderiam se aproveitar.
Assenti.- Tudo bem.
— Disso gostou com certeza.- Disse.
Mordi meu lábio.- Sem duvidas.
— Boa garota.- Disse.
Apenas sorri.
Ficamos em mais uns amassos, bebemos mais umas e o bar já ia fechar quando saímos.- Acho que bebeu algumas demais.
— Eu estou bem.- Disse.
— Álcool não afeta também?- Perguntei.
— Não sei. Nunca tomei antes.- Disse.
— Uma gata que sabe beber e não fica bêbada, que demais.- Disse.
— Não fique feliz. Eu estou meio tonta.- Disse.
— Tadinha da minha anjinha.- Disse.
— Não seria nada agradável voar agora.- Disse.
— Pode deixar que vou te segurar bem aqui.- Disse a beijando e a colocando contra o carro.
Retribui o beijo e acariciava seus cabelos.
Desci a mão que estava na lateral dela até sua perna, a puxando mais para mim e porra estava ficando cada vez mais de pau duro. Será que devia insistir e transar com ela?
Suspirei contra seus lábios, mas sem deixar de beija-lo.
A mão desocupada voou para a blusa dela, a subindo um pouco. Merda, eu queria ela.
Parei o beijo delicadamente.- Dean, estamos no meio da rua.
— É um estacionamento e tá vazio.- Disse.
Sorri e beijei ele na bochecha.- Eu não estou pronta agora. Espero que entenda.
— Ok, tudo bem.- Agora eu vou ter que dirigir com o pau desse jeito, me fodi.-Vamos, ou melhor, vamos achar um hotel por aqui?
— Vamos.- Disse.
Entramos no carro e dirigi até o primeiro hotel bonzinho que achei. Entramos e peguei uma bolsa que sempre tinha no carro.- Fica bem ai para eu ir tomar banho?
— Claro.- Disse.
Peguei uma muda de roupa e fui para o banheiro. Claro que a urgência era pela punheta que tinha que bater antes que ficasse pior a minha situação e alguma duvida de quem pensei para fazer isso?
Enquanto ele estava tomando banho fiquei assistindo um programa sobre bolos, que era bem interessante até. Ele saiu do banheiro e me levantei.- Agora eu vou. Você me empresa uma camisa sua? Já que não tenho pijama.
— Claro.- Peguei uma na bolsa.- Aqui.
— Obrigada.- Entrei no banheiro e tirei toda a roupa, e prendendo o cabelo para não molhar. Tomei o banho, me sequei e coloquei a camisa dele sem a calcinha e sem o sutiã. Eu sou baixinha, então a camisa ficou boa, mas a minha bunda fazia ela encolher um pouco. Soltei o cabelo e coloquei a calcinha lavada numa sacola, peguei a roupa que estava e voltei ao quarto.
Estava deitado e a olhei. Puta que pariu! Linda, gostosa e sexy. Como ia ficar com ela na cama assim?
Me sentei na cama.- Esse programa de bolos até que é legal, né?- Apontei para a TV.
— Nunca tinha visto direito, mas deu até vontade agora.- Disse.
Ri.- Prefere tortas, né?
— Ah, as tortas... quentinhas e deliciosas.- Disse.
— Pois é.- Disse.
Ela se ajeitou e o que eu vi foi...- Cassie!
— O que?- Perguntei.
— Você está sem calcinha!- Ela se virou ai que pude ver aquele bucetinha linda e alguém tinha avisado a ela sobre depilação, agora não conseguia olhar para outro lugar, só ali e como queria a foder.
— Isso é um problema?- Perguntei.
— Não, quer dizer, é. Você está mostrando a sua bo... Sua intimidade. E por mais que estejamos mais intimos, não ande assim por ai.- Disse.
— Ah sim.- Puxei o cobertor e me cobri.- Desculpe.
— Em alguns lugares você pode até ser presa por isso.- Disse.
— Mas eu não saio assim... Eu só durmo assim. Não sabia que era errado.- Disse.
— Sempre.- Disse.
— Sim... Mas vou começar a colocar a calcinha agora já que é errado.- Disse.
— Não!- Sorri.- Não precisa, disse isso no caso da rua, claro. Ou com estranhos, para dormir pode.
— Acho que é bom eu colocar alguma coisa para agora.- Perguntei.
Puxei ela para mim.- Relaxa anjinha.- Cacete, como eu vou me segurar com ela sem calcinha tão perto de mim? Porra, eu ia explodir de tesão.
— Não quero fazer as coisas erradas.- Disse.
— Não está fazendo, confie em mim.- Disse.
— Ok.- Disse.
Os bolos, pense neles.- Olha que foda. Ele está fazendo um sanduiche gigante feito de bolo.
— Sim, ficou lindo.- Disse.
— Se ele fizesse tortas assim, seria perfeito.- Disse.
Ri e o olhei.- Dean... Eu sei que não tenho me meter, mas eu acho que você não devia ter brigado com o Sam. Vocês estão sempre juntos.... Ele estaria aqui agora se vocês não tivessem brigado.
— Ele está achando que devo ficar fora da caça, se aliando a uma demônio que já quis ferrar a gente e querendo me deixar em casa como uma donzela inocente.- Disse.
— Eu entendo. Eu só queria poder ajudar.- Disse.
— Estar com você está me ajudando já.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Você está sentido falta lá de cima?- Perguntei.
Suspirei.- Um pouco. Afinal, é a minha casa. Mas cada vez mais que vivo como humana, fico pensando se não seria bom ter uma família, mas ai eu lembro que seria crime ter filhos.
— Você não pode?- Perguntei.
— Seria um Nephilim.- Disse.
— Meio anjo, meio humano?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Nunca encontrei um, nem anjos. Na verdade nem acreditava que existiam.- Disse.
— Pois é.- Disse.
Bocejei. Estava acabado. Isso de não conseguir dormir estava acabando comigo.- Você ainda tem muito a descobrir e conhecer, vai gostar mais ainda.
— Você devia dormir.- Disse.
— Eu to bem. Quero ver o que mais o tio do bolo vai fazer.- Disse.
— Dean, vai dormir. Você tá cansado.- Disse.
— Só um pouquinho.- Disse.
— Sei.- Disse.
Agarrei mais ela. Eu sabia que não era uma boa ideia, assim como dormir.- Você é gostosa demais para dormir sozinha Cassie.
Sorri.- E eu devo dormir como então?
— Assim está ótimo.- Me ajeitei e sabia que estava no colo, ou melhor, nos peitos dela.
Sorri.- Ok.- Acariciava os cabelos dele.
— Ai é covardia.- Disse.
— Dorme com os anjos, Dean.- Sorri com a ironia.
Sorri e me deixei levar. Eu não recebia muito daquilo, muito menos depois de adulto e a Cassei me dava tanta paz que peguei no sono fácil. E ah porra, como estava bom. Ela estava embaixo de mim e eu a fodia sem dó. Cassie não só adorava como gemia meu nome e sorri quando gozamos juntos, me deitando ao seu lado. Conversávamos só que os olhos dela mudaram, assim como todo o quarto. Tentei alcança-la, mas fui afastado e acorrentado de novo. Já não era ela que estava ali e sim Alastair, eu sabia o que ele ia fazer, a tortura começou novamente. Gritei, tentando me soltar, podia ouvir a risada dele e a pergunta de sempre. "Vai desistir?" Não, não posso, então ele ia mais fundo. "Não se preocupe, isso vai durar para sempre". E estava no inferno novamente.
Dean começou a se mexer muito e a falar coisas que não entendia.- Dean.- O chamei.
Podia ouvir meu nome repetidas vezes e tentava me soltar, estava ferido e ofegante. Consegui me agarrar em algo e quando a voz ficou mais forte foi como despertar. Olhei ao redor e era o quarto de antes e eu estava suado e ofegante.- Cassie?
— Hey.- Toquei o rosto dele.- Tudo bem?
Recuei ao toque dela e olhei de novo para ter certeza que era real. Tinha acontecido de novo .Eu não conseguiria dormir nunca mais, esse deveria ser meu castigo.
Recolhi minha mão e desviei meu olhar dele.- Quer ficar sozinho?
Acenei que não e me sentei na cama. Não queria que ela visse isso, que ninguém visse e acabasse descobrindo a vergonha das coisas que eu fiz, ainda mais ela sendo um anjo, teria mais nojo ainda de mim.
— Você precisa de ajuda para dormir?- Perguntei.
— Eu não durmo desde que voltei.- Disse.
— Eu posso te ajudar.- Disse.
— Eu mereço isso.- Disse.
— Não, não merece. Eu já te disse isso. Vem aqui.- Estiquei minha mão para ele.
Peguei a mão dela.- As coisas que eu fiz lá... você não imagina.
— Eu sei o que você fez.- Disse.
— Sabe?- Disse conseguindo olha-la.
— Sim.- Disse.
— E mesmo assim está falando comigo?- Perguntei.
Sorri.- Claro.
— Obrigado.- Disse.
— Eu posso te ajudar. Eu posso controlar seus sonhos.- Disse.
— Pode?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Não posso pedir isso a você.- Disse.
— Deixa disso. Vem, deita.- Disse.
Deitei e esperei por ela.
— Quer sonhar com o que?- Perguntei.
— Você? Era o que estava antes de começar.- Disse.
Sorri e o beijei.- Ok. Boa noite.- Acariciava os cabelos dele.
Ela o fez e eu fui me acalmando até que voltei a dormir. O resto da noite foi calma e quando acordei a Cassie não estava na cama.- Cassie?
— Sim?- Sai do banheiro vestida.
Me mexi na cama e não me sentia descansado assim a, sei lá, desde antes de morrer.- Acho que devo ter dormido demais.- Pela fome que estava devia sim.
Sorri.- Enquanto você dormia, eu fui na casa do Bobby e te fiz uma torta. Eu vi a receita na internet.- Apontei a torta para ele.
— Fez? Ah Deus, esse cheiro...- Disse.
— E modéstia parte, acho que tenho um dom de cozinha.- Sorri.
— Ah meu Deus.- Levantei, indo até a mesinha que tinha e que estava com a torta, a pegando e cheirando.- Tá maravilhoso.
Ri.- Fique a vontade então.
Peguei um prato e cortei um bom pedaço, ainda estava morno e comecei a comer.- Hmm... de maçã.- Disse de boca cheia.
— Sim. É a única fruta mais fácil de achar.- Disse.
— Tá ótimo.- Voltei a comer e comi mais da metade até me sentir satisfeito.- Você é maravilhosa.
Sorri.- Obrigada. Na verdade eu gostei bastante de mexer com coisas da cozinha. É relaxante.
— Fico feliz em ser cobaia para os pratos e o que mais quiser.- A olhei de cima a baixo.
Sorri.- Estou vendo que sim.
Fui até ela e a beijei. Não devia, mas estava gostando daquilo.
Retribui o beijo.
Puxei ela para mim. Porra, claro que eu acordei excitado e a pegando assim só iria piorar.
Acariciava os cabelos dele e parei o beijo.- Acho que devíamos voltar. Você quer voltar a caçar, não é? E eu posso fazer uma torta para o Bobby e o Sam.
— Temos mesmo?- Beijei o pescoço dela.
Sorri.- Não era você que queria voltar a caçar?
— Estou com a cabeça em outro lugar agora.- Disse.
— Ah é? Em que?- Perguntei.
— Em como você tá gostosa.- Disse.
Sorri.- É a mesma roupa de ontem, só que ainda estou sem calcinha.
— Você quer mesmo me deixar doido.- Disse.
— Isso não parece bom, então não.- Disse.
Ri.- É uma expressão. Quer dizer desejando demais.
— Ah sim.- Disse.
— Mas vamos, porque se você continuar assim vou te jogar nessa cama e não vamos sair.- Disse.
— Hoje eu queria ir ver a Judy. Quando eu lembro dela sinto uma coisa estranha.- Na verdade era dois sentimentos estranhos. Um é bem ruim e o outro nem sei definir.
— Estranha?- Disse pegando a roupa e começando a me vestir.
— Sim.- Disse.
— Você se apegou a ela no tempo que estava lá. Deve estar é com saudade.- Disse.
— Não sei exatamente o que é isso.- Disse.
— É quando sente falta de alguém ou algo que você gostava e não tem mais.- Disse.
— Parece com isso mesmo.- Disse.
— Então está com saudade dela. Isso é bom, é uma amiga sua.- Disse.
— Acho que sim.- Disse.
— Mais alguém que sente assim?- Perguntei.
— Acho que não.- Disse.
Terminei e peguei tudo.- Tudo bem, é sinal que está se acostumando mais aqui.
— Sim.- Disse.
POV Dean.
— Que bom, vamos.- Saímos de lá e fomos para casa do Bobby. Pedi a Cassie que não comentasse sobre nada do que ocorreu a noite e eu queria confiar nela, só não podia o fazer demais. Acabou que tinha um caso para ir resolver não tão longe dali, mas deixar a Cassie foi diferente. Caímos na estrada e depois de dois dias, chegamos a cidade e fizemos o de sempre. Era só um filha da puta de um fantasma feio, nojento e chato. Mas fazer o que? É o trabalho. Terminei de ligar para o rapaz que conhecemos no caso e desliguei, botando gelo no ombro que tinha batido.- Paul está bem.
— Que bom.- Ele disse.
— Sim. Ele e a filha vão poder vender a casa e irem para mais perto da universidade dela.- Estava morto e nesses dias consegui disfarçar o lance do dormir, mas não sabia como hoje seria.
— Sim, é sempre bom quando acaba bem.- Ele disse.
— Já viu mais alguma coisa ai?- Perguntei.
— Sobre?- Ele perguntou.
— Trabalho.- Disse.
— Por enquanto não.- Ele disse.
— Então vamos para casa hoje ainda.- Disse.
— Melhor dormirmos aqui.- Ele disse.
— Pode ir dormindo então.- Ajeitei o gelo.
— Você não?- Ele perguntou.
— Daqui a pouco vou.- Disse.
— Tudo bem então.- Ele se deitou em uma das camas.
Mexi no celular e pensei em ligar pra Cassie, mas desisti, era exagero meu, não tinha que me apegar a ela, não sabia o que ela iria querer ou se era algum plano. Poderia a chamar também, mas ai ia dar na cara o que ela tinha feito para mim dormir e o porque, era melhor não. Tirei o gelo e fui para cama, não percebi quando apaguei só quando despertei e vi Sam me olhando.
— Você tá bem?- Ele perguntou.
Me endireitei na cama.- Claro.- Que eu não tenha falado nada, por favor.
— Você estava se debatendo e murmurando.- Ele disse.
— Deve ser cansaço.- Levantei, pegando uma garrafa de água e bebendo.
— Dean, eu durmo no mesmo quarto que você a anos e você nunca fez isso dormindo.- Ele disse.
— Nunca tive pesadelo antes Sammy?- Me virei mais controlado. Quando acordava assim meu coração ficava a mil.
— Não que eu lembre.- Ele disse.
— E não posso ter?- Perguntei.
— Só é estranho.- Ele disse.
— Ou é um efeito de morrer e voltar, vai saber Sam.- Disse.
— Se você falasse comigo, seria bom.- Ele disse.
— E o que quer saber?- Perguntei.
— Me diz como foi lá. O que aconteceu.- Ele disse.
— O que aconteceu? É ruim Sam, muito mais do que a gente supõe.- Disse.
— Tipo?- Ele perguntou.
— Não lembro de tudo.- Disse.
— Fala o que lembra.- Ele disse.
— Era ruim, uma tortura diária. Está bom assim?- Perguntei.
— Não Dean, não tá. Acha que iria querer algo assim para você? Seria mais fácil se dividisse as coisas comigo.- Ele disse.
— Era uma tortura Sam, todo os dias até mais do que eu conseguia aguentar.- Disse.
— Mas você conseguiu. Você é forte.- Ele disse.
Ri daquilo.- Sua visão de mim é bem ilusória.
Ele franziu o cenho, preocupado.- É, você está bem mal se está se martirizando.
— Eu estou bem ou vou ficar, relaxa.- Disse.
— Mas não está.- Ele disse.
Dei os ombros. Depois do que ele disse, agora que não queria que ele soubesse das coisas que eu fiz e me fazia sentir pior.
Ele suspirou.- Ok, vamos esquecer isso. Você e Cassie estão juntos?
— Juntos?- Perguntei.
— É o que parece. Você nunca fica tão grudado assim numa mulher. Nem naquela garota que você tinha um caso... Esqueci o nome dela.- Ele disse.
— A... Cassie?- Não acreditei na ironia dos nomes.
Ele riu.- É, essa mesmo. Parece que você gosta de “Cassie’s”.
— Deve ser fetiche.- Disse.
— Se bem que eu acho que você vai acabar com aquela mulher...- Ele se levantou, pegando uma maçã.- A Lisa, certo?
— Virou meu analista?- Perguntei.
— Bem, eu não sou um exemplo, mas vamos combinar que você nunca teve muito bom gosto. E a Cassie anjo é muita areia para o seu caminhãozinho velho.- Ele debochou.
— Velho? Falou o cara que não pega ninguém a sei lá quanto tempo. Ops, esqueci do seu casinho. Então nem pode falar de mim.- Disse.
— E não é mesmo que você já vai fazer 30 daqui a pouco? Fora o fato da Cassie ser anjo, ela deve ter uns 20 anos.- Ele disse.
— O que deve fazer dela uma delicia mais ainda.- Disse.
Ele riu.- Tarado você.
— Devia te apresentar a amiga dela.- Disse.
— Que você já deve ter transado.- Ele disse.
— A muito tempo. Gostosa pra cacete.- Disse.
— Estou sentindo pena da Cassie agora, ela parece gostar de você.- Ele disse.
— Pena? Eu não fiz nada.- Disse.
— Você não está gostando dela como eu achei. Não fique iludindo ela, Dean. Não queremos um anjo raivoso e com TPM atrás de nós.- Ele disse.
— Iludindo? Sam, você sabe que não podemos ter algo duradouro.- Disse.
— Então deixe isso claro para ela.- Ele disse.
— Nossa, obrigado Sam. Acabou de jogar água em algo que eu estava curtindo e me sentir um filho da puta maior ainda.- Disse.
— É a verdade e você sabe Dean. E não é nada pessoal, você sabe que o que mais quero é que você seja feliz, mas você não é esse tipo de homem, então não finja ser. Deixe ela livre.- Ele disse.
Ele tinha razão, por mais que eu estivesse mesmo gostando de estar com ela em todos os momentos, era errado continuar. Caçadores não tinham essa expectativa de relação e pensar em algo assim era saber que estava fadado ao sofrimento. Suspirei, voltando para a cama.- E lá se vai a única coisa boa que estava acontecendo.
— Vocês podem ser amigos. Não é como se ela fosse fugir, estamos ajudando ela.- Ele disse.
— Sam, cala a boca e vai dormir.- Disse.
Ele suspirou.- Ok então. Boa noite.
Só se for para você. Fiquei lutando com o sono pelo resto da noite e pela manhã pegamos o caminho de volta para casa do Bobby. Chegar, ver a Cassie e não agarra-la foi difícil, ainda mais com ela me olhando daquele jeito como quem esperava por isso. Depois de subir e tomar um banho, fui para o pátio fazer uns acertos no carro.
POV Misto. (Dean e Cassie.)
Dean estava estranho hoje e eu não ia incomoda-lo. Ele não parecia me querer por perto, já que mal falou comigo. Fiquei olhando-o pela janela por um tempo e depois fui ver TV com o Bobby. Quando ficou noite, eu subi, para deixa-los a vontade para dormir e tudo mais. Acho que estava chegando a hora de eu ir embora. Não fazia muito sentido eu ficar aqui. Coloquei o pijama, porque peguei essa mania e era confortável para passar a noite lendo ou vendo TV. Liguei a TV em um programa que ajudava as pessoas a ter “um novo visual” que era bem legal até.
Depois de ir deitar me revirei na cama várias vezes para não dormir e olhei a hora; 1:40. Cada vez mais tô fudido. Levantei e desci, indo até a mesinha e pegando um whisky, me perguntando até quando eu ia ficar assim, iria ficar doido se não conseguisse dormir. Peguei a garrafa, indo para meu quarto e vi a claridade que estava no quarto dela. Hesitei na porta, mas acabei a abrindo. -Acordada mocinha?- Sam estava certo, mas também não sabia como eram as coisas quando era só a Cassie e eu.
— Eu não durmo, lembra?- Disse.
— Vai virar a noite vendo TV?- Questionei.
— Ou lendo. Geralmente faço os dois.- Disse.
— Que divertido.- Disse sentando na beirada da cama dela.
— Acho que sim.- Disse.
Olhei a TV.- Hmm... moda. Pensando em mudar de estilo?
Me cobri.- Acho que não.
— Que bom, eu gosto assim.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
Me virei, a olhando.- Foi tudo bem aqui?
— Sim.- Disse.
Ela ficar me olhando com esses olhos está esperando que eu agarre, não vai dar certo.- Servida?
— Não, obrigada.- Disse.
— Já provou desse?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— É ótimo.- Voltei a olhar para a TV.- Eu sei que está estranhando.
— O que?- Perguntei.
— O meu comportamento desde que eu voltei.- Disse.
— Não precisa se explicar, está tudo bem.- Disse.
— Não está. Porque deveria ser o certo, mas estou odiando isso.- Disse.
— Tudo bem. Não quero dificultar as coisas para você.- Disse.
— Você não dificulta. É que essa vida que eu levo, a gente continuando como está eu sei como vai acabar. Mal, muito mal.- Disse.
— Tudo bem Dean, sério. Não quero que se explique. Sei que é difícil para você.- Disse.
— Ai que é diferente Cassie.- Fui para perto dela.- Sendo você, não me importo.
— Com o que?- Perguntei.
— Com nada, mesmo sabendo que devia.- Disse.
— Mas isso não parece bom ou certo.- Disse.
— Muita vezes temos que nos arriscar, mesmo parecendo ser errado, depois se acerta.- Disse.
— Mas você não quer isso.- Disse.
— Ah, como eu quero.- Avancei e a beijei. Eram essas coisas que me faziam adorar a Cassie.
Retribui o beijo.
Passei o braço mais pela cintura dela, a trazendo mais para mim. Cassie era gostosa demais e eu não era de ferro para não ceder a isso.
Parei o beijo e o olhei, acariciando seu rosto.- Eu gosto de você Dean e sei que não está pronto para isso ainda, então acho melhor não fazermos isso. Eu não quero me machucar e nem te machucar.
— Eu sei. Odeio a ideia de te machucar de algum jeito.- Disse.
— Melhor ficarmos só como amigos a partir de agora.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Sermos amigos.- Disse.
— Tenho certeza que não vai dar certo.- Disse.
— Vamos tentar. Eu não quero atrapalhar a sua vida e o seu trabalho. Se eu incomodar, vou embora.- Disse.
— O que? Não.- Disse.
— Se precisar...- Disse.
— O que precisa para você ficar?- Perguntei.
— Eu vou ficar. Só vou embora se ver que estou atrapalhando.- Disse.
— É melhor eu me comportar então.- Disse.
Ri.- Não exagere.
Me ajeitei na cama, a soltando.- Não é.
Apenas sorri.
Dando espaço entre a gente, prestei atenção na TV.- Que roupa horrível.
Ri.- Sim.
— Você arrasaria lá.- Disse.
Ri.- Ah sim, claro. Um anjo ditando moda.
— Um sucesso mundial, com certeza.- Disse.
Sorri.- Pois é.
— Continua tudo tranquilo para você?- Perguntei.
— Como assim?- Perguntei.
— Os anjos. Eles São ruimzinhos de localização hein?- Perguntei.
— Não se preocupe. Estou deslocalizando-os.- Disse.
— Tem certeza que é seguro?- Perguntei.
— Nunca é.- Disse.
— Posso perguntar uma coisa?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
— Por que se arriscar tanto por mim?- Perguntei.
Suspirei.- Se eu te contar a verdade você vai me odiar. Você sempre odeia as pessoas que mentem para você e eu nem uma pessoa sou, então vai ser ainda mais fácil para você me odiar.
— Eu não vou odiar você. O que tá rolando? Tem alguma coisa grande acontecendo, não é?- Perguntei.
— Eu menti para você logo quando cheguei, bem, de certa forma os anjos agora estão atrás de mim por sua causa. Mas começou com uma ordem. Eu te tirei do inferno e era para ficar de olho em você junto com meu parceiro Uriel. Ele deve estar irado comigo.- Suspirei.- E devia te cuidar até o dia que você, seu corpo, seria usado por Miguel. Você é o receptáculo do arcanjo Miguel para ser “usado” no ultimo dia contra Lúcifer. No Apocalipse.- Disse.
— Espera.- A olhei.- Receptáculo? Miguel? Apocalipse? Minha anjinha, acho que você bateu a cabeça quando veio para a terra.
— Desde que ficamos amigos eu estou tentando te esconder dos outros anjos. Porque no momento que Miguel entrar em você, você vai morrer.- Disse.
— Você estava me vigiando para me usar depois?- Comecei a entender porque ela aceitou ficar tão perto de mim de repente, claro que era por algo assim. Me levantei ficando mais puto ainda repassando tudo. Que babaca que eu fui.
— Sim.- Disse.
— Para isso que ficou junto de mim? Para eu aceitar de feliz tudo o que queriam?- Perguntei.
— Logo no inicio sim, mas logo depois não.- Disse.
Larguei a garrafa na mesa, tentando não explodir.- Resumindo fui salvo para ser uma peça. Claro que foi. E teve alguma coisa que foi verdade?
Sabia que ele reagiria assim. Me levantei.- Como eu já disse Dean, quando começamos a ser amigos, eu já não participava mais disso. Mas acho que é melhor eu ir embora. A não ser que queira me amarrar e me manter como prisioneira.
— Você tá muito enganada achando que vai embora.- A segurei.- Vai desembuchar tudo sobre isso de Apocalipse.
— Ok.- Disse.
A levei até a cama, a fazendo sentar.- Desembucha.
— O que quer saber?- Perguntei.
— Isso de Apocalipse.- Disse.
— Leia o livro de Apocalipse na Bíblia. É basicamente isso.- Disse.
— Você quer dizer "O" Apocalipse? Isso é loucura.- Disse.
— O levantamento das testemunhas... os quatro cavaleiros; fome, peste, guerra e morte.- Disse.
— O que eu tenho a ver com isso? Tem muita gente ai muito mais interessado em participar disso.- Disse.
— Você é um Winchester.- Disse.
— E o que? Tenho sangue especial?- Perguntei.
Suspirei.- Você é a casca de Miguel e Sam é a casca do Lúcifer. É como era antigamente, Dean. Você é o filho obediente que amou o seu pai incondicionalmente e Sam o desobediente.
— E eu estraguei o plano maravilhoso do céu indo para o inferno. Não pensaram que me deixando lá evitariam tudo isso?- Perguntei.
— É algo que precisa acontecer. Lúcifer precisa ser derrotado.- Disse.
— Ele não foi mandado para o inferno para isso?- Perguntei.
— Dean, é o que sei. Não me peça para te explicar as razões para Deus querer isso.- Disse.
A olhei. Ela parecia sincera, assim como parecia antes quando mentia para mim.- Devia ter me contado logo.
— Talvez sim.- Disse.
— Talvez? Eu aqui preocupado em não ser um babaca com a vida que eu levo e tudo mais e não magoar você e você me escondendo essas coisas.- Disse.
— Desculpe.- Disse.
— Porque como é que vou te detestar por isso? Impossível.- Disse.
— Como assim?- Perguntei.
— Estou puto da vida, mas não vou deixar você ir embora. Se tudo que disse é verdade, é arriscado para você.- Disse.
— Não precisa me proteger.- Disse.
— Mesmo mentindo, você está se arriscando por mim.- Disse.
— Ok.- Disse.
— E esse Uriel onde está?- Perguntei.
— Não sei.- Disse.
— Vocês acharam mesmo que iria aceitar isso?- Perguntei.
— Se fosse preciso, acho que aceitaria. Porque é bem provável Sam não ser tão forte quanto você.- Disse.
— Ah é, estava esquecendo a parte de ter que lutar com meu próprio irmão.- Disse.
Fechei os olhos e suspirei.- Tenho outra coisa para te falar. Você vai querer me matar ou me prender, mesmo que não saiba como.
— Algo pior que tudo isso?- Perguntei.
— Depende.- Disse.
— Fala.- Disse.
— Você tem outro irmão.- Disse.
A olhei e ri.- Agora foi longe essa.
— É sério. O nome dele é Adam Milligan.- Disse.
— E vão atrás dele e o que; “Oi você vai servir o céu”?- Questionei.
Me doía quando ele me incluía assim nos que eu sabia que ele odiava. É, agora com certeza ele me odeia. Talvez seja melhor assim.- Se você não aceitar Miguel, ele que vai ser a casca dele.
— Envolver um inocente e deixar ele morrer por algo que nem sabemos que vai acontecer? Que tipo de anjos são esses? Bom é que não são.- Disse.
— Bom, ele é seu irmão e achei que ia querer saber da existência dele.- Disse.
— Isso só piora. Acha que eu vou deixar isso acontecer a um irmão e a outro aceitar o diabo?- Questionei.
— Espero que não.- Disse.
— Nem que para isso eu tenha que ir para o inferno de novo, mas isso não vai acontecer.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Veja se lembra de mais alguma coisa, vou ver o que já temos que fazer.- Disse.
— Ok.- Disse.
Puta merda, agora como se para um Apocalipse?— Algo mais que eu deva saber?
— Acho que não.- Disse.
— Ótimo, pelo menos agora tenho algo que vai me manter mesmo acordado.- Disse.
— Sinto muito.- Disse.
A olhei e não sabia se estava mais puto ou chateado com aquilo. Sai do quarto dela e fui pesquisar sobre o Apocalipse. Passei a noite fazendo isso e pela manhã juntei Sam e Bob, contando tudo. Se estava tudo tranquilo até sabermos daquelas coisas, agora a agitação que conhecíamos voltou com tudo. Pesquisas, mapas e livros estavam espalhados pela casa, afinal, anjos iriam querer me fazer aceitar e demônios iriam perturbar o Sam, isso que me preocupava. Viajamos para saber desse irmão e quando chegamos foi um choque ver o nosso pai nas fotos com o garoto. Depois de fazer contato com o garoto, voltamos para casa e eu tentava não sentir falta da Cassie, mas não estava conseguindo muito. Nos dias em casa ela ajudou e quando me olhava a minha vontade era de perdoa-la, dizer que podíamos ficar bem, mas porra ela mentiu pra mim! Como eu ia saber que agora seria de verdade e que não era uma forma de aliciar para o Miguel? Alguns casos surgiram e ficamos quase um mês na estrada até voltar.
POV Cassie.
Nesse mês que Dean e Sam ficaram fora, eu acabei tendo que despistar uns anjos voando para a França, Portugal, Japão, Brasil e vários outros países para eles acharem que não estou nos EUA. E também acabei por ir ficar com a Judy, afinal o clima na casa do Bobby estava estranha. Porém agora eu fui ficar com ela no apartamento dela. Ela está sendo bem legal comigo me ajudando assim. Claro que tive que testa-la para saber se não era anjo, demônio ou algum outro ser. Mas ela não era, então tudo certo.
— Terra para Cassie...- Ela chamou.
Balancei a cabeça.- Desculpe.
— Está pensando no seu gato?- Ela perguntou.
— Eu não tenho um.- Disse.
Ela riu.- No cara que você gosta. É uma expressão.
Sorri.- Eu entendi. Já me acostumei com o seu jeito de falar. Mas eu não tenho um mesmo.
— Então não gosta daquele Dean?- Ela perguntou.
Será que eu gostava dele? Era uma boa pergunta... Sentimentos era algo que não sabia descrever ainda.- Somos só amigos.
— Ninguém fica com essa carinha pensando em amigos.- Ela sentou do meu lado.
— Ele gosta de mulheres como você, como você bem já sabe.- Disse.
— E onde você fica atrás nisso?- Ela perguntou.
— Como assim?- Perguntei.
— Cassie, você é linda e gostosa. E eu vi ele te comendo com os olhos no bar, não tem nada em você que ele não goste.- Ela disse.
— Bom, mas ele não quer nada comigo. Talvez uma noite só, mas ele não quer ter nada a mais que isso. E agora ele nem quer me ver, então não temos nada não. Provavelmente não verei mais ele.- Disse.
— Vocês brigaram?- Ela perguntou.
— Sim.- Disse.
— Foi feio?- Ela questionou.
— Acho que sim.- Disse.
— Quer merda ele fez?- Ela perguntou.
— Ele não fez nada.- Disse.
— Eles sempre fazem.- Ela disse.
— Ele não fez.- Disse.
— Fez. Não desculpar logo você e te deixar assim.- Ela disse.
Suspirei.- A gente nunca esteve junto, então esquece isso.
— Então se anima, vamos para o bar hoje.- Ela disse.
— Para que?- Perguntei.
— Para você se animar e se distrair.- Ela disse.
— Não sei se bar é algo que me anima.- Disse.
— Seu jeito é hilário.- Ela disse.
— Porque?- Perguntei.
— Ali todo mundo se anima, vamos, tô de folga hoje.- Ela disse.
Ri.- Ok, vamos.
— Ótimo, vamos nos arrumar para ir.- Ela disse.
— Ok.- Fui para o quarto que estava e como já tinha tomado banho, me vesti e terminei de me arrumar. Depois que nós duas estávamos pronta, saímos e fomos para o bar.
— Cerveja?- Ela perguntou.
— Não, obrigada.- Disse.
— Algo para beber?- Ela perguntou.
— Pode ser um suco.- Disse.
— Ok.- Ela pediu um suco e uma cerveja.- Nossa, você é rápida.
— Como assim?- Perguntei.
— Já tem uns dois caras te secando.- Ela disse.
Olhei em volta.- Como você sabe?
— Prática em observar. Eles estão imaginando como seria te comer.- Ela disse.
Mal sabia ela que podiam ser anjos raivosos tentando literalmente me comer viva, mas como não vi e nem senti graça de nenhum anjo, estava tranquila. Tomei do suco. Eu não tinha gostado do jeito que eu fiquei tomando álcool, então eu parei. Minha cabeça ficou pesada.- É impressão sua. E podem estar olhando é para você.
— Acho que podemos ficar cada uma com um.- Ela disse.
Sorri.- Eu não quero nada do tipo hoje, então pode ficar a vontade com os dois.
— Se anima amiga.- Ela disse.
Sorri.- Eu estou, sério. Pode ir se divertir.
— Tudo bem, mas vou ficar de olho em você.- Ela foi.
Ri e voltei a beber do suco. Nesse mês eu também tinha aproveitado e ido na casa da Flora, que é o nome da mulher que antes habitava esse corpo. Peguei os documentos dela que acabei descobrindo algumas coisas que podem me ajudar. Ela tem 22 anos e nasceu em San Diego. Acabei doando as coisas que ela tinha na casa dela e vendendo o apartamento. Porque descobri que dinheiro é algo fundamental nesse mundo e com esse dinheiro, eu poderia me “manter” por um tempo.
POV Misto. (Dean e Cassie.)
Eu estava com a bexiga estourando, então parei no primeiro bar que achamos, mesmo estando perto já de chegar. Sam foi para o balcão e eu direto para o banheiro. Depois de me aliviar, voltei e vi... Olhei direito para ver se estava vendo certo. Cassie. Tinha um cara colado nela e ela estava com cara de quem iria socar ele para ele ir embora.
— Eu não estou afim de dançar, obrigada.- Disse.
— Vamos lá gata.- Ele passou a mão pela cintura dela.
— Ah, não mesmo.- Avancei até onde eles estavam.- Ô engraçadinho, pode vazando.
Me virei.- Dean?
— Parece que não está com ela.- Ele disse.
— Você quer testar?- Só de pensar nele a agarrando... Ah, estava louco para arrebentar alguém.
Me virei para o cara.- É melhor você ir.
— Estávamos indo muito bem.- Ele disse.
— Não foi o que pareceu. Some.- Disse.
— Dean, ele não fez nada. Não precisa reagir assim.- Disse.
— É Dean, porque não vai dar uma volta?- Ele questionou.
— Que tal você ir?- O empurrei.
— Dean!- Segurei o braço dele.- Para. Vem, vamos.- Tentei puxa-lo.
Ela me tirou de perto dele.- O que?
— Eu que pergunto. O que você está fazendo?- Perguntei.
— Tinha um babaca te agarrando.- Disse.
— Eu estava resolvendo e mesmo que não estivesse você não tinha direito. Eu poderia estar gostando.- Disse.
— Ah, então quer voltar?- Perguntei.
— Eu não disse isso.- Disse.
— O que está fazendo aqui?- Perguntei.
— Estou com a Judy.- Disse.
— E cadê ela que não está cuidando de você?- Perguntei.
— Eu não preciso ser cuidada.- Disse.
— Não foi o que pareceu.- Vê-la assim toda gostosa, acendeu tudo o que sentia por ela.
Franzi o cenho.- E porque isso te interessa? Eu sou livre. Você mesmo disse que não podíamos ter nada e já faz tempo. Eu posso sair com quem eu quiser.
— Ah, vai sair então?- Disse ficando puto. Uma briga rolava na minha cabeça; manter aquilo que vinha fazendo, distante dela, ou a beijar e matar essa falta que eu estava.
— Se eu quiser sim. Eu posso transar com quem eu quiser e deixar qualquer homem que eu quiser me tocar.- Disse porque queria enfrenta-lo, mas não era bem o que eu pensava. Eu queria que só ele me tocasse, mesmo não querendo aceitar isso.
A peguei pelo braço, tirando do meio já que estávamos chamando atenção.- Foi o que fez então nesse tempo?
— E porque quer saber?- Perguntei.
— Sim ou não?- A empurrei contra a parede, ficando colado nela.
Senti minha respiração, não muito necessária, falhar.- Vai me dizer porque?
— Porque eu vou matar o filho da puta que tocou você.- Disse.
O olhei.- E porque faria isso?
— Você veio para cá por mim, ninguém mais vai te ter.- Disse.
— Você disse que não podíamos ficar juntos e que era melhor me deixar livre para outro.- Disse.
— Eu disse que era o certo, não o que queria.- Disse.
— E mudou de opinião agora?- Perguntei.
— Ainda quero a mesma coisa.- Disse.
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Foda-se, não ia aguentar mesmo, então a beijei.
Retribui o beijo.
A peguei pela cintura e aprofundei o beijo. Que saudade daquela boca gostosa.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava sua nuca.
Podia sentir o quanto ela me queria também. Algo me dizia que Cassie era para ser minha e eu não ia ficar mais de frescura ou medinhos.
Parei o beijo e o olhei.- Eu não fiquei com ninguém, para você saber.
— Nem eu. Você não saia da minha cabeça.- Disse.
— Não?- Perguntei.
— Não, não tive quase tempo e quando surgiu era estranho, não era quem eu queria.- Disse.
— Isso é novo.- Disse.
— Era você.- Disse.
Sorri.- Eu entendi.- Acariciei o rosto dele.- Agora, você não pode sair agredindo as pessoas.
— Depende, se estiver merecendo.- Disse.
Ri.- Ok.
— Como senti falta disso.- A apertei contra mim.
Sorri.- Eu também senti.
— Você tá bem?- Disse a olhando por inteiro.
— Estou.- Disse.
— Tem certeza?- Perguntei.
— Sim. Porque?- Perguntei.
— Nesse tempo, nas pesquisas, achei umas coisas sobre anjos. Eles podem ser ruins, não quero que machuquem você.- Disse.
Sorri.- Está tudo bem.
— Ótimo.- A beijei de novo, me prensando contra ela.
Retribui o beijo novamente e envolvi meus braços em seu pescoço.
Meu corpo reagiu de imediato pelo toque dela. Porra, tinha que controlar o tesão agora, se não iria come-la aqui mesmo.
Desci minha mão pelo peito dele, acariciando ali. Sabia que Dean tinha tido uma vida bem difícil, Bobby me contou algumas coisas por cima e não tinha recebido muito carinho ou sido cuidado, ele que sempre cuida dos outros. Por algum motivo essa parte dele cuidar de todos é bem sexy, mas eu queria poder dar carinho para ele e cuidar dele, não só como “anjo”, mas como mulher. Quanto mais tempo eu passava por aqui, mas eu queria me tornar humana de fato. E nesse momento eu queria poder ser dele; inteiramente.
Deslizei minhas mão por aquelas curvas e a toquei por dentro da blusa, mas senti uma mão no meu ombro e olhei.- O que Sam?
— Você não tinha ido no banheiro?- Ele perguntou.
— Encontrei algo melhor que o banheiro.- Disse.
Ele riu.- Estou vendo. Oi Cassie.
Sorri.- Oi Sam.
— Você devia leva-la pelo menos para um quarto, não acha?- Ele questionou.
— Estávamos esquentando.- Disse.
Ele riu.- Sei.
— Claro Sammy. Vamos que tenho que deixar você no Bobby.- Disse.
— Eu vou sozinho Dean, não se preocupe.- Ele disse.
— Tem certeza?- Perguntei.
— Dean, eu sou adulto. Não esquenta.- Ele disse.
— Melhor ainda.- Peguei a Cassie pela cintura.- Vamos?
— Vamos. Só tenho que avisar a Judy que não vou voltar com ela para casa.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Você vem junto ou te encontro no carro?- Perguntei.
— Claro que vou. Até mais Samny. Não me espera acordado.- Disse.
— Como se eu esperasse.- Ele disse.
Ri e fui com ela.
Caminhamos um pouco e não demoramos a achar Judy.- Hey, eu não vou voltar com você hoje.
— Por que?- Ela olhou- Ah, o filha da puta.
— Judy!- Exclamei.
— Como é?- Perguntei.
— Olha, não pense que com essa cara bonitinha vai me ganhar. Sei que é safado, então melhor pensar bem se for fazer alguma coisa com a Cassie.- Ela disse.
— Judy, não exagere.- Disse.
— Você é muito amorzinho para lidar com esses babacas.- Ela disse.
— Epa, calma ai. Você não me conhece e nem sabe o que tá rolando, então menos.- Disse.
Suspirei.- Meu Deus. Ok, melhor irmos.
— Vamos.- Sai com ela, pegando o carro e indo para o primeiro hotel que achei.
Entramos no quarto e coloquei a bolsa na poltrona.
A puxei para mim e a beijei, meu tesão estava explodindo já.
Retribui o beijo.
A toquei por dentro da blusa.- É o que quer?
Assenti.- Sim. Eu quero ser sua.
Sorri e tirei a blusa dela, beijando por seu pescoço.
Me arrepiei e acariciava a nuca dele.
A levei em direção a cama e já fui tirando os meus sapatos e a jaqueta.
Me deitei na cama depois de tirar o calçado e o esperei.
Voltei a beija-la, pegando naqueles peitos. Ah, esses peitos.
Suspirei pesadamente contra os lábios dele, mas sem deixar de beija-lo.
Soltei o sutiã dela e os peguei diretamente.- Que delicia.
Gemi e mordi meu lábio.
— Gostoso?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Vai ficar melhor ainda.- Suguei o mamilo dela.
Suspirei pesadamente e sorri.- Bem convencido você, né?
— Sei no que sou bom.- Suguei novamente e peguei, tocando no outro.
Gemi e suspirei pesadamente, acariciando seus cabelos.
Me afastei, tirando a minha camisa e a calça dela.
Me ajeitei melhor na cama e tirei as pulseiras e anéis que estava usando.
— Bom tirar, porque isso pode machucar.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Você é tão gostosa.- Disse enquanto ficava entre as pernas dela.
Sorri.- Obrigada.
Tirei a calcinha e abri a minha calça. Meu pau estava latejando.
O olhei. Eu nunca tinha visto um homem nu, então era algo muito novo para mim e que estava bem curiosa. É, com certeza homens e mulheres são diferentes.
— O que? Gostou?- Perguntei.
— É algo para gostar ou não?- Questionei.
— Bem, é.- Disse.
O analisei e mordi meu lábio, logo sorrindo.- Eu não entendo direito disso, mas meu corpo e meus olhos gostaram muito.
— Assim como o meu está.- Observei ela.
Sorri.- Obrigada.
Me deitei sobre ela, a beijando e a tocando por inteiro.
Retribui o beijo e envolvi minha perna na cintura dele.
Afastei mais a calça e a cueca, e me coloquei na entrada dela. Porra, parecia tão apertada.
Pude senti-lo me tocando e a sensação que senti foi uma sensação ainda desconhecida, porém muito boa.
— Porra Cassie.- Me movimentei, entrando nela. Ah sim, que delicia.
Suspirei pesadamente contra os lábios dele, mas sem deixar de beija-lo.
Beijei pelo pescoço dela, tendo que me controlar porque mesmo não sendo virgem, era a primeira vez dela. Puxei mais a perna dela, deixando melhor para ir mais fundo.
Gemi e suspirei pesadamente, me arrepiando ao sentir os lábios dele na minha pele.
— Você é deliciosa.- Disse.
Sorri.- Obrigada.
Ri e bombei mais forte. Podia sentir ela se contraindo ao redor do meu pau e aquilo fazia meu tesão ir nas alturas. Era engraçado porque sabia que Cassie não entendia nada disso, mas se deixava levar e confiava em mim nisso.
— Eu queria poder fazer mais, mas não sei muito.- Beijei a bochecha dele delicadamente.
— Você está ótima para quem nunca viu nada.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— Mas é fácil.- Fui mais devagar.- Me acompanha.
Assenti e o fiz.
Gemi.- Isso.
— Está certo?- Perguntei.
— Sim.- Segurava ela pela cintura, ajudando.
Sorri e o beijei, continuando a me mexer embaixo dele.
Rolei com ela na cama, mas acabamos na posição que estávamos antes e passei a meter mais rápido.- Cassie.- Gemi.
Gemi também e desci meus lábios pelo pescoço dele. Nesse momento eu me sentia completamente dele e por um momento eu desejei que fosse possível ser humana e que pudéssemos ficar juntos.
— Ah, você é boa nisso.- Minha mão correu a lateral dela, chegando a coxa e a apertando.
Sorri.- Duvido muito. Já deve ter tido mulheres melhores.
— Prática leva a perfeição.- Disse.
— Isso é só para você não me falar a verdade, né?- Sorri e acariciei o rosto dele.
— Não precisa se preocupar com isso.- Disse.
— Tudo bem.- Dean era um fofo por não querer falar, mas sabia que era bem ruim nisso e pelo fato dele não falar nada ao contrário me faz ter certeza. Tenho consciência que ele já transou com melhores, inclusive com a Judy. Esse sentimento de quando pensava nos dois juntos ainda era estranho para mim, mas não era algo que falaria também. Será que já gostava dele desde daquele dia? Deve ser coisa da minha cabeça.
Sentia o orgasmo mais perto.- Porra, vou gozar com vontade gostosa.
Sorri e o beijei, entrelaçando meus dedos em seu cabelo.
Peguei a mão dela, entrelaçando na minha e apertando contra o colhão. Aumentei o ritmo da gente, a fodendo para valer.
Gemi contra os lábios dele, apertando minha perna na cintura dele e sentindo o meu centro se apertando envolta dele.
Bombei mais alguma vezes até que gozamos. Caralho, que delicia.
Parei o beijo aos poucos e o olhei.- Eu te amo.- No momento que terminei a frase, percebi que tinha feito merda. Não era para ter falado isso. E isso é verdade? Meu Deus. Como eu sou burra. Com certeza acabei de criar uma confusão.
Aquilo pegou-me de supressa, mas não me importei.- Eu te amo.
O olhei, surpresa.- Sério?
— Eu nunca quis alguém assim, sei a diferença.- Disse.
Sorri.- Ok.
Dei um beijo nela antes de sair dela, e deitar ao seu lado.- Uau.
— O que?- Perguntei.
— Essa trepada foi demais.- Disse.
Sorri e me acomodei no peito dele.- E como vai ser agora? Você falou que caçadores não tinham mulheres.
— Alguns tem, são até casados.- Disse.
— E você quer ser um desses?- Perguntei.
— Antes não. A ideia de perder mais alguém estava me dominando.- Disse.
Me apoiei no meu cotovelo para olha-lo e acariciei seu rosto, beijando-o delicadamente.- Eu quero ficar com você sempre, Dean. Eu já sou sua de jeitos que eu nem sabia que poderiam existir.
— É?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Que jeitos?- Perguntei.
— Pensamento, corpo e coração. Eu só consigo pensar em você, você é o primeiro que amo e meu corpo, mesmo que não tenha sido sempre meu, comigo dentro ele é só eu, e eu só quero que você me toque, mais ninguém.- Disse.
— Eu concordo plenamente nisso.- Peguei na bunda dela.- Tudo isso é só meu.
Senti-lo fazendo isso e sentir meus seios roçando no peito dele, me causavam arrepios que agora conseguia identificar como arrepios de prazer.- Sim, sempre vai ser só seu.
— Cassie, só minha.- Disse.
Sorri e o beijei.- Sim.
— Eu sei que nem sempre sou de falar, mas também sinto tudo isso.- Disse.
— Eu sei que sim.- Disse.
— Então podemos continuar essa noite.- Disse agarrando ela.
Sorri.- Sim.
— Bom, porque ainda não matei toda a minha vontade de você.- Disse.
— Ah é? E quais as vontades que você tem?- Questionei.
— Comer você de todos os jeitos.- Disse.
— E quais jeitos?- Questionei.
— De quatro, de lado, em pé... Amanhã vai estar acabada.- Disse.
Sorri e rocei meu nariz no pescoço dele.- Na verdade isso parece bom. Eu gosto de ter você dentro de mim.
— Gosta?- Me arrepiei.- De mais o que?
— O jeito que você me faz sua só com um olhar ou com o jeito que me pega.- Disse.
— Sempre fui bom de pegada.- Puxei a perna dela para mim.
— Ah é?- Questionei.
— Sim.- Disse.
Ri.- Ok.
Voltei a beija-la e logo estávamos transando de novo. Todas as noites que passamos juntos eram assim e quando tinha que sair com Sam era estranho estar longe dela. Estava tentando acostumar com ter esses sentimentos assim por alguém, estar com alguém a longo prazo já que sempre não ligava porque sabia que não podia me apegar. As coisas no geral estavam complicando; esbarramos com o tal Uriel, que cara chato e forte, anjos eram tão complicados quanto demônios para se livrar. Para me deixar mais preocupado ainda Cassie começou a passar mal e era estranho, afinal ela não tinha essas coisas, mas depois de uma piada do Sam, quase cai duro. Camisinha; eu não tinha usado na primeira vez e todos aqueles sintomas... Pior era que não tinha como fazer testes já que o corpo da Cassie funcionava de forma diferente. Cerca de um mês depois a Cassie me ligou, pedindo para ir pra casa. Quando cheguei ela tinha uma saliência na barriga e ela me disse que conseguia sentir a vida que gerava. Puta merda, eu ia ser pai de um nephilim. Levei um tempo pra sair do choque. Tipo, eu amava a Cassie, claro, mas ter um filho naquele mundo que eu vivia e pior um filho que provavelmente seria caçado pelo céu e pelo inferno era demais de uma vez só. Cassie também precisou se recuperar da notícia, mas uns dois dias depois eu a vi saindo do banho e levantando a blusa, estudando a barriga e a tocando, e fui invadido por uma coisa, uma sensação forte, aquele seria o meu bebê, nosso, talvez fosse a nossa chance de ter uma vida um pouco mais normal. Eu odiava ter que sair, a deixando assim, mas tinham anjos e demônios lutando para evitar que os demônios quebrassem os selos que libertariam o capeta, então meio que cuidávamos dos efeitos colaterais que pudessem prejudicar nós humanos. Depois do começo a jato a gravidez da Cassie foi ficando normal e ela ficava linda com aquela barriga. Mas um dia quando foi visitar a Judy, um anjo a viu e soou o alarme de que ela estava grávida. Lá se foi nossa paz; tivemos que nos mudar, mas Bobby e Sam fizeram questão de vir com a gente, no fundo estava preocupado de perder minha mulher e meu filho. Passamos semanas de lugar em lugar e quando ela completou 8 meses ou parecia isso, tivemos que ficar num lugar fixo. A luta pelos selo estava mais controlada pelos anjos e podia relaxar mais e me focar mais na proteção de casa. Cada vez que eu saia sentia um aperto que algo iria acontecer, já que preocupávamos se o corpo da receptáculo dela aguentaria tanta carga, tanto que algumas vezes ela passava mal. Conseguimos manter algumas coisas de bebê, montamos até um cantinho (já que a casa era pequena) para o nosso bebê, com berço e tudo mais. Eu tinha saído para comprar comida quando esbarrei num cara e senti ele me seguindo, parei no caminho, mas já era tarde; era um demônio atrás da Cassie. Porra. Lutei com ele e o matei antes que avisasse onde estávamos. Voeei para casa e estranhei a janela quebrada. Merda, filhos da puta! Voeei para dentro de casa, Bobby estava lutando com dois e avancei acertando um. Porra, demônios. Ele me passou a faca e matei quando as vozes lá em cima ficaram altas a ponto de ouvir aqui de baixo.- CASSIE!
— Ela não está bem, achamos que o bebê vai nascer. Vai lá que cuido desse.- Ele disse.
Subi correndo e Sam estava caído perto da nossa porta. Cacete! Avancei e entrei no quarto, e enquanto aquele merda avançava nela, a derrubando. O puxei e comecei a lutar com ele, recitando um exorcismo.
Eu estava com dor, escorada na parede, mas ainda podia ser útil.- Dean, aproxime ele de mim. Eu posso fazer isso mais rápido.
Chutei aquele desgraçado até ele e fui até ela, a segurando.- Desculpa, ter saído linda.
Sorri.- Tudo bem.- Coloquei meu dedo na testa do demônio, matando-o.
Joguei o cara e a peguei no colo, a botando na cama.- Só um minuto.- Arrastei aquele corpo dali e Bobby já cuidava do Sam, então voltei para ela.- Pronto, tô aqui.- Tirei a jaqueta.
— Acho que o bebê vai nascer, mas precisamos de alguém para o parto. Creio que nenhum de vocês sabe fazer um.- Disse.
— Eu já liguei para uma amiga que mora aqui perto.- Bobby disse.
— Quem? E como aqueles demônios entraram aqui?- Perguntei.
— Como se estivessem pedindo informação.- Disse.
— Sério Bobby?!- Questionei.
— Dean, para de achar que só você sabe tudo. Sua mulher vai ter um bebê, pense nisso.- Ele disse.
— Dean, para. Ele não tem culpa.- Disse.
— Eles falaram que iam cuidar de você e olha só.- Disse.
— Vou olhar o Sam e esperar a Ellen chegar. Cassie, acalme ele.- Ele disse.
— Pode deixar.- Disse.
Ele saiu.
— Precisa de alguma coisa?- Perguntei.
— Por enquanto não.- Disse.
— Ok. Como tá se sentindo?- Toquei a barriga dela. Ela estava enorme, mas aprendi que isso não importava. Ela tava linda em carregar nosso filho.
— Grávida.- Disse.
— E bota grávida nisso.- Disse.
Ri.- Sim.
— Acha mesmo que é a hora?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Que hora para aparecer demônios aqui.- Disse.
— Verdade. Estou me sentindo inútil, não podendo ajudar.- Disse.
— Você vai ficar quietinha, passou mal vezes demais para meu gosto.- Disse.
Suspirei.- Isso não faz sentido. Anjos não passam mal.
— O que é pior ainda. Seu poder está maior e este corpo pode não aguentar.- Disse.
— Vai sentir falta dele se isso acontecer?- Perguntei.
— Eu quero você bem.- Disse.
Sorri de leve.- Espero que isso não aconteça, porque sei que não vai me aceitar se eu tomar o corpo de outra.
— Cassie, você não sabe o que vai acontecer com você.- Disse.
— Isso que é o pior.- Disse.
— Não pensa nisso.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Fiquei conversando com ela até que ela voltou a sentir dores e a ver assim era ruim demais. A amiga do Bobby chegou e deixei ela duas juntas, logo voltando.- E ai Ellen?
— Tudo indica que ela vai ter o bebê.- Ellen disse.
— Será que falta muito?- Perguntei.
— Nem começou.- Ela disse.
— O que?- Perguntei.
— O parto.- Ela disse.
— E você pode ajuda-la nisso?- Perguntei.
Ela riu.- Você é mesmo um homem das cavernas. Sim, eu posso, mesmo que ela não seja humana e não seja do meu feitio ajudar esses... seres.
— Obrigado.- Disse.
— De nada.- Ela disse.
Voltei a ficar com a Cassie, mas precisava sair e depois de uma rodada de contrações, desci para pegar algo. Abri uma cerveja, a bebendo.
— Porque não está lá em cima?- Sam perguntou.
— Precisava beber alguma coisa e a Ellen disse que ainda vai demorar.- Olhava pelas janelas, conferindo se não tinha ninguém lá fora.
— Sei. Se você não se importa, eu gostaria de ver o parto do meu sobrinho.- Ele disse.
— Quer?- Perguntei.
— Claro.- Ele disse.
— Se a Cassie não se importar, tudo bem. Mas vai ficar perto da cabeceira.- Disse.
— Porque?- Ele perguntou.
— Não quero você com a cara enfiada na boceta da minha mulher.- Disse.
Ele riu.- Sério que pensa nisso nessa hora?
Dei de ombros, olhando lá fora. Fiquei mais uns cinco minutos ali antes de voltar a subir. O parto seguiu difícil, as contrações dela passaram a vir fortes demais e eu tentava ajudar no que podia. Ela ficou bem que três horas assim, até que mesmo cansada ela forçou e que escutei o som que sabia que ia mudar a minha vida.
Sorri para o rostinho do bebê e acariciei ele.- Hey amor.
— Ele é perfeito.- Beijei a testa dela e depois o toquei de leve.
Sentia que minha casca começava a se curar. Ainda bem.
— Você tá bem?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Graças a Deus.- Pude respirar aliviado pela primeira vez hoje.
Sorri para ele.
— Agora você deve dar de mamar para ele e depois dar um banho nele.- Ela disse.
Sam se sentou na cama e sorriu para o bebê, segurando a mãozinha dele.- Ele é lindo.
— Claro, eu sou lindo.- Disse.
— Até parece.- Ele riu.
— É sim. Obrigado Ellen, por tudo.- Disse.
— Tudo bem. Vou ficar lá embaixo por mais um tempo, caso precisem de mim.- Ela saiu.
Depois de Ellen sair, Sam saiu também e comecei a dar de mamar para o bebê, o que me fez me dar conta que não escolhemos um nome para ele. Bom, o nome não era o principal agora. Dean ficou no meu lado, olhando ele mamar e acho que ele estava feliz. Esperava que sim. Eu sei que eu estava. Depois disso, nós dois fomos dar um banho nele, que logo ficou bem limpinho e colocamos sua primeira roupinha. Sorri. Nesse momento eu sabia que queria ser humana, completamente. Eu ainda vou ver se consigo isso. Eu quero ser mortal. Viver e morrer ao lado de Dean, criar nosso filho e ter netos... Eu realmente quero isso. Deixei Dean com o bebê na cama para eu ir tomar um banho, e não demorei muito, porém me limpei bem e lavei meu cabelo. Sai do banheiro vestindo um roupão só.- Como é bom tomar um banho depois de um parto.
— Eu imagino que sim. Acho que até eu tô precisando.- Disse.
Ri.- Vai lá.- Me sentei na cama.
— É rápido.- Disse.
— Ok.- Disse.
Fui para o banheiro e tomei um banho, me sentindo... Acho que nunca tinha me sentido feliz assim. Me troquei, botando uma roupa confortável e voltei ao quarto, olhando eles na cama.- Ele não é tão miúdo como achei que recém nascido eram.
Sorri.- Verdade. Ele é bem grandão.- Acariciava o rostinho dele com meu dedo.
— Ou seja, sou bom em fazer filhos lindos e fortes.- Ele era loirinho como eu, mas era cedo para saber dos olhos.
Ri.- Pelo jeito sim.
— Pensou no nome?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Estava querendo seguir como eu e Sam que foi em homenagem aos nossos avós.- Disse.
Sorri.- Claro, tudo bem.
— Então, o que acha bebê? Johnny?- Ele ficou quieto.- Acho que gostou.
Sorri.- Sim.
Pensei um pouco.- John Castiel Winchester.
Ri.- Castiel? Mas eu li que não dão nome da mãe, principalmente num menino.
— Todos vão pensar que é só um nome do meio.- Disse.
Sorri.- Ok.- Olhava John e em como ele era pequeno, frágil e fofo. Em momentos assim eu me sentia completamente humana. Eu quero continuar me sentindo assim.- Dean, eu preciso te falar uma coisa.
— O que?- A olhei.
— Eu quero ser humana. Eu andei pesquisando para ter certeza, e é possível. Eu retiro a minha graça e me torno mortal. Claro, irei guarda-la para caso um dia eu precise dela, mas eu quero viver uma vida humana e normal com você.- Disse.
— Quer?- Eu me preocupava com isso, pelo fato dela ser imortal e se enjoar de mim.- Tem certeza?
Sorri.- Sim.
Sorri.- São seus poderes Cassie, o que você sempre foi. Ser humano não é tão simples. E você pode querer ter outras experiências.
— Outras experiências?- Questionei.
— Não sei. Outros caras que não tenham uma vida tão agitada.- Disse.
— Você não quer?- Nunca tinha passado pela minha cabeça que ele poderia não querer. Eu estava confiante demais com o que sentia e com o que achava que ele sentia, que fiquei muito confiante.
— Mais do que qualquer coisa. Quer dizer, agora acho que o Johnny tá na frente, mas você entendeu.- Disse.
Senti o peso daquilo. Humanos são mesmo diferentes, talvez não fosse o certo ser uma. Afinal, enquanto eu amo ele e John do jeito mais intenso, puro e grande que um anjo pode amar, ele me ama menos. E com certeza estou abaixo de Sam também, e não é algo que posso cobrar. Simplesmente somos diferentes e humanos tem “ranks” de amor.- Tudo bem. Eu vou ver isso melhor e te falo depois.
— Não, não. Não pode dizer que quer ser humana e passar a vida toda comigo e depois mudar de ideia. Eu quero você COMIGO.- Disse.
— Eu sei Dean, eu entendi quando você disse, mas preciso ver se é viável mesmo. Eu só quis te contar.- Disse.
Toquei o rosto dela.- Eu quero te dar uma coisa.
— Tudo bem.- Disse.
Fui até o guarda roupa, mexendo até achar a caixinha. Peguei o anel que tinha ali e voltei.- Meu pai deu esse anel para minha mãe quando eles se casaram. Não é uma joia grandiosa já que ele não tinha muita grana.- Cheguei até ela.- Ele deixou isso para mim, achei que nunca iria querer dar para alguma mulher, mas ai você me apareceu.
Sorri.- Ele é lindo.
— Eu não sei se a gente vai casar normalmente, mas quero que aceite ele por tudo que nós temos.- Disse.
Sorri.- Obrigada.
— Sim?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Eu te amo.- A beijei e depois coloquei o anel.
Sorri.- Também te amo.- John dormia ao meu lado na cama e parecia bem tranquilo.- Acho que devíamos chamar o Bobby. Ele ainda não viu o bebê.
— Sim, vou chamar ele.- Sai e o chamei, voltando com ele.
— Hey Bobby.- Disse.
— Oi garota.- Ele se aproximou.- Um meninão.
Sorri.- Sim. Ele é perfeito, não é?- Acariciava a bochecha rosada de John.
— Sim. Qual o nome?- Bobby perguntou.
— John.- Disse.
Sorri.- Espero que esteja pronto para ser vô, Bobby.
— Eu vô?- Ele perguntou.
— Claro Bobby.- Disse.
Sam entrou e sorriu.- Posso entrar?
— Claro.- Disse.
— Hey Sam, quero perguntar uma coisa.- Disse.
— Pergunte.- Ele disse.
— Se você aceitaria ser padrinho do Johnny?- Perguntei.
Ele sorriu.- Claro.
— Dean, está faltando fazer una coisa, você sabe.- Bobby disse.
— Sei?- Questionei.
— Sim. E o respeito com a Cassie? Vai ficar nessa enrolação?- Ele perguntou.
Sam riu.- Quero só ver.
— Do que...- Entendi o que ele queria dizer.- Já dei o anel para ela.
— Isso não é compromisso ou pedido.- Bobby disse.
Sorri e peguei na mão de Bobby. Eu realmente tinha me apegado a Bobby e acho que o amava como um pai. Como ainda não sei diferenciar os amores direito, ficava confusa. Só sei que amava esses três homens, agora quatro, demais.- Tudo bem Bobby.
— As coisas tem que ser certas Cassie e no meu tempo era assim e não vou mudar.- Ele disse.
Sorri.- Tudo bem.
— Dean.- Bobby disse.
— Se acalma Bobby, já temos o compromisso e um filho, legalizar é o de menos. Cassie é minha mulher e ponto.- Disse.
— Sim, não precisa se preocupar.- Disse.
— Vou ficar de olho em você quanto a isso.- Ele diss.e
— Relaxa, vovô Bobby.- Disse.
Ri.- Bom, só sei que agora vou ter que começar a trabalhar. Temos uma criança para sustentar.
— Eu vou resolver isso.- Disse.
— Eu posso ajudar.- Disse.
— Johnny é um recém nascido, vai precisar integralmente de você por vários meses.- Disse.
— Todos vamos ver isso, assim como você vai ter mais cuidado nas caçadas.- Ele disse.
— Sim. Eu fico com as mais pesadas.- Sam disse.
— Gente, podemos ter um momento de trégua? Meu filho acabou de nascer e já estamos discutindo caçadas e empregos. Eu vou dar um charuto para cada um de vocês e só vão ser familiares babões por hoje, entendido?- Questionei.
— Desde quando você virou o “líder”?- Sam questionou divertido.
— Desde quando não quero estragar esse dia com isso.- Disse.
Ele riu.- Ok.
— E você está bem?- Bobby perguntou.
— Sim. Afinal, já me curei completamente e meu corpo voltou ao normal.- Disse.
— Sonho de toda mulher.- Bobby disse.
Ri.- Sim.
— Sua casca passou no teste.- Bobby disse.
— Sim.- Disse.
— Deve estar aliviado Dean.- Bobby disse.
Preferi não partilhar ainda a ideia dela.- Sim.
*****
Os próximos quatro anos se passaram bem intensos e rápidos. John crescia muito rápido e estava cada vez mais lindo e totalmente a cara do Dean, podiam até dizer que não é meu filho. A uns dois anos, Dean e Sam acabaram tendo um encontro com o avô paterno deles e acabaram descobrindo um bunker, que hoje é nossa casa, pois tem tudo que precisamos mesmo. Bobby e Sam, claro, que moram com a gente. Essa casa é mais deles do que minha. E não digo isso de um modo de vitima. Ah, eu acabei por desistir da minha graça e com certa dificuldade, a removi e agora sou puramente humana. Meu corpo funciona normalmente como um humano. O que é bem estranho, mas nesses três anos acabei me acostumando. John já demonstrava ser especial e ao contrário do que o mundo e mitologias diziam ele é muito doce e bom. Claro, houve e ainda tem perseguições contra ele, mas depois que encontramos o bunker é um lugar completamente protegido de monstros, demônios ou anjos. Quanto as caçadas, Sam continua ativo e Bobby também, mas não tão frequentemente. Dean, como é teimoso, começou a trabalhar num lugar que ele é pegava as oito da manha e saia as 17:00 da tarde, e sempre que precisavam dele, ele saia para caçar depois do trabalho, porque sei que ele ama fazer isso e sei que parou com o ritmo que tinha por causa do John. O que me deixa extremamente aliviada, porque John precisa dele, mas triste por ele não poder fazer o que realmente ama. Eu também comecei a trabalhar, porque precisamos de dinheiro, mas menos horas e menos dias na semana, mas já ajuda. E sempre que trabalho, o vovô Bobby, como diz o John, cuida dele. Ah, eu acabei por contar tudo a Judy, então hoje ela sabe de tudo e é minha melhor amiga, se não a única. E ela sempre nos ajuda também. Bom, hoje é o aniversário do Dean e acabamos por convencer ele a ter uma festa simples que tinha uma torta (porque se fosse um bolo ele iria me matar) e outras coisas para se comer. Ele convidou uns amigos do trabalho dele, eu só chamei a Judy que é amiga incomum de todos nós, e a família. As pessoas já estavam ai, e eu terminava de arrumar o John que estava muito agitado. Nem preciso dizer que foi uma tortura coloca-lo na escolinha, né? Sei que Sam e Dean fizeram todos os testes possíveis na escola e nas pessoas, mas acabou por ser um lugar seguro. Terminei de ajeitar ele e fomos para a sala.
— Papai!- Ele correu.
O peguei.- Ei, meu garoto, se arrumou todo hein?
Sorri.- Para você ver.
— Você sempre diz que fui o seu melhor presente, então tenho que estar lindo.- Disse.
Sorri.- Sim.
— Está certo. E você também está linda Cassie.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
Puxei ela para mim.- Aposto que tem surpresa ai.
Sorri.- Vai ter que esperar para saber.
— Maldosa.- Ri. Tocaram a campainha e fui atender, eram dois dos meus colegas. Eu trabalhava numa oficina e até que gostava de trabalhar lá, não como caçar, mas carros são carros.- Trent, Rush.
— E ai cara.- Trent disse.
Ele me empurrou um engradado de cerveja e uma caixinha.- Não precisava.
— Fala seu puto.- Rush riu.
— Já vai começar babaca?- Questionei.
— Eu nunca me acostumo com a entrada da sua casa.- Trent riu.
— Ela é única.- Disse.
— Verdade.- Trent disse.
Eles entravam.
— E com licença, mas sua mulher está gostosa demais.- Rush disse.
— Isso é verdade.- Trent disse.
— Eu sei e pelo que ela deu a entender que hoje tem, vou ter mais de um presente.- Ri.
— Lembre-se que vocês tem uma criança perto, não vai traumatizar o coitado.- Rush disse.
— E lembre-se que você é velhinho, não vai dar um mau jeito.- Trent disse debochando.
— Velhinho o cacete, estou na minha melhor forma. Cassie nunca teve do que reclamar.- Disse.
Ele riu.- Sei. Duvido que consiga aguentar tudo aquilo.
— Imbecil.- Empurrei ele.
— Papai, olha que a tia Judy me deu.- Ele esticou um boneco.
— Caramba, ele é a sua miniatura.- Rush disse.
Segui John e cheguei junto de Dean e os amigos.- Oi gente.- Fui cumprimentar os dois.
— Bela festa Cassie.- Rush disse.
— Bem, não é bem uma festa, mas obrigada.- Sorri.- Desde que o Dean goste, eu estou feliz.
— Não fala isso que ele fica mais chato.- Rush disse.
— Porque?- Perguntei.
— Não dá ideia para eles Cassie.- Disse.
Ri.- Ok.
— E você cada dia mais linda.- Rush disse.
Sorri.- Obrigada.
— Hey, pode parando por ai.- Disse.
— É só um elogio, seu ciumento.- Rush disse.
Ri.- Eu vou ir conversar com a Judy. Vai ficar com o papai?- Perguntei a John.
— Posso comer um salgadinho?- John perguntou.
— Pode.- Disse.
— Então vou com você.- John disse.
Ri.- Nossa, quanto amor. Estou vendo essa preferência pelo seu pai, mocinho.- Dei um beijo na bochecha de Dean e sorri para Rush e Trent, e sai com John.
— Caralho Dean, ela tá muito gostosa.- Rush disse.
— E aquela bunda...- Ele olhou ela se afastando.
— É fantástica. Se visse em ação.- Disse.
— Vai dizer que já comeu ela?- Trent questionou.
— Claro que já.- Disse.
Trent franziu o cenho.- Vou precisar de provas.
— Que provas o que, tá maluco?- Questionei.
Ele riu.- E você não tem do que reclamar, heim? Bunda, peitos, coxas...
— Parece até que caiu do céu.- Rush disse.
— Verdade.- Ele disse.
— Com certeza foi. Podem ficar a vontade ai.- Disse.
— Valeu.- Rush disse.
— Sim, valeu.- Trent disse.
Deixei eles e peguei uma cerveja para mim, mas logo tocaram a campainha de novo e eram mais uns colegas com as esposas até que veio bastante gente. Achei Sam conversando com uma mulher e pisquei para ele.
Estava sentada com Judy e tomava um chá, enquanto via John brincar.- Então, como vai o trabalho?
— Ótimo, acho que estou até para ser promovida.- Ela disse.
— Sério? Que bom.- Disse.
— Sim. E o seu?- Ela perguntou.
— Está indo muito bem.- Disse.
— Se acostumou mesmo a nossa vida.- Ela disse.
— É, acho que sim.- Disse.
— E o seu cunhado, tá bem?- Ela perguntou.
— Qual dos dois?- Dean e Sam acabaram acolhendo Adam, já que ele tinha ficado sozinho já que a mãe morreu e creio que eles estavam se apegando um ao outro. Adam sempre vinha para o bunker, mas estava fazendo faculdade.
— O moreno, o outro é muito novinho para mim.- Ela disse.
Ri.- O Sam? Ele está bem.
— E sozinho?- Ela perguntou.
— Bem, isso eu já não sei. Ele vive caçando, mas ele não falou nada.- Disse.
— Um homem daquele não vive sozinho.- Ela riu.
Ri.- Pode ser.
— Você se importa?- Perguntei.
— Não, mas não sei se o Sam quer algo do tipo. O Dean já me contou que a única mulher que ele amou foi uma tal Jessica e que até hoje o Dean acha que ele ainda a ama. Ela morreu. Então acho que isso seria um fantasma. Você precisa aceitar bem. Claro que posso estar errada e ele ter superado completamente. Que é o que espero.- Disse.
— Ah sim, melhor não me meter, se for para ter um cara a sério quero que ele seja só meu, nada de fantasma de ex.- Ela disse.
— Não é bem uma ex.... Mas quando vê dá certo.- Sorri.- Deixa rolar.
Ela deu os ombros.- Sei lá, já deu minha cota de decepção.
— Ok.- Disse.
— Quem sabe ainda tenho uma sorte como a sua.- Ela disse.
— Vai ter.- Disse.
— Bem, vamos animar que isso é uma festa.- Ela disse.
Sorri.- Sim.
— Pensando em ter outro filho?- Ela perguntou.
— Hã... Não sei. Não conversamos sobre isso.- Disse.
— Você quer?- Ela perguntou.
— Acho que sim. Acho que preciso de outro bebê para que seja apegado a mim.- Ri e tomei do chá.
— Eu imagino que sim, eles são tão fofos.- Ela disse.
— É, Dean tem mais jeito do que eu. Ele praticamente criou o Sam, então... Ele é bem mais mãe do que eu. Creio que não sou muito boa nessas coisas. Então ter outro bebê, é algo que Dean tem mais que querer. Já que não sou boa nisso...- Disse.
— Para com isso né Cassie, o Johnny te adora e você é ótima com ele.- Ele disse.
— Tudo bem.- Me levantei.- Vou ver se alguém precisa de algo.
— Se quiser ajuda.- Ele disse.
— Não precisa.- Sorri.- Descanse e divirta-se.- Sai dali.
Me distraí e senti um abraço. Me virei.- Jo, vocês vieram.- Ellen vinha logo atrás.
— Claro.- Jo disse.
— Nem pense em me zoar por causa da festa.- Disse.
— Pelo que? Por você ser pau mandado da sua mulher? Claro que não.- Jo disse.
— Jo!- Ellen disse.
— O que?- Ela pegou a cerveja da mão de Dean e se sentou numa cadeira, colocando as pernas no colo dele.- É a verdade.
— Eu não sou pau mandado dona Jo. Eu faço coisas visando benefícios.- Disse.
— Sei. No fundo você quer ser aquele homem que faz churrasco no domingo e chama os amigos para comer no quintal e as crianças ficam brincando enquanto as mulheres ficam fofocando na beira da piscina.- Ela bebeu da cerveja e sorriu.
— E você parece com inveja.- Disse.
Ela riu.- Inveja? Ok então, senhor ofendido. Vou falar com o Sam que ainda tem senso de humor.- Ela balançou a cabeça e saiu dali.
— Ela continua caçando escondido?- Perguntei.
— Ela não precisa mais caçar escondida. Estamos juntas nessa.- Ellen disse.
— Passou a ir é?- Perguntei.
— Sim.- Ela disse.
— Parece que ficou invertido e eu que estou ficando de fora.- Disse.
— É só voltar.- Ela disse.
— Bem que eu queria, mas não quero chamar a atenção para o Johnny agora que as coisas acalmaram e ele pode ter uma vida normal.- Disse.
— Tudo bem.- Ela disse.
— E sei lá, entendo porque você e a minha mãe queriam manter a nós longe de tudo.- Disse.
— Nem sempre dá certo.- Ela disse.
— Com certeza não.- Ri.
Ela apenas sorriu.
— Hey Ellen, que bom que veio.- Bobby disse.
— Ninguém consegue ficar longe de mim.- Disse.
Ela riu.- Você é metido demais, garoto.
— Sei que sou lindo e vocês não resistem.- Disse.
— Vai pensando nisso para se sentir melhor.- Ela sorriu.
— Tia Ellen!- Ele correu.
Ela o pegou no colo.- E ai garoto, como você está?
— Cheio.- Ele riu.
Ela riu.- Só imagino.
— Você veio dar parabéns ao papai?- Ele perguntou.
— Sim.- Ela disse.
— E trouxe presente?- Ele perguntou.
— Johnny.- Disse.
Ela riu.- Trouxe sim.
— São seus direitos papai.- Ele disse.
— Tá certo.- Ela disse.
— Eu já dei um e depois tem outro.- Ele disse.
— Tem?- Perguntei.
— Vai ficar cheio de presentes, Dean.- Ela disse.
Rimos e depois de ficar conversando, levantei parar conversar um pouco mais com os outros até a hora do parabéns.- É uma torta?
— Bem, sim. Achei que ia preferir uma torta.- Disse.
— Mil vezes mais.- Disse.
— Que bom.- Disse.
Eles cantaram parabéns e me senti tão bem ali que não me importei de minha vida não ser como era antes. Dizem que quando apagamos as velas temos que fazer um pedido, então o meu foi que tudo continuasse exatamente como estava. Depois de todos comerem, aumentei o som e todos dançaram até cansar e enquanto Cassie se despedia de algumas, me sentei com o Sam.- Dispensou a Sally?
— Sim.- Ele disse.
— Ela era a maior gostosa.- Disse.
Ele riu.- Eu não funciono exatamente como você, Dean.
— Disso eu sei a muito tempo, mas ainda assim é homem.- Disse.
— E o que tem a ver?- Ele perguntou.
— Não tem como não querer alguém assim. Ou a Judy. Que eu soube estar caidinha por você.- Disse.
— Dean, eu estou bem, ok? Não precisa se preocupar com a minha vida sexual.- Ele disse.
— Eu tentei tirar esse mal humor de seca.- Disse.
Ele franziu o cenho.- Eu não estou de mau humor e nem de seca. Você que está pressupondo isso.
— Então está com alguém? Sam! Namorando escondido?- Questionei.
— Não.- Ele disse.
Suspirei.- Eu tentei.
— Tentou o que? Está maluco?- Ele perguntou.
— O que?- Perguntei.
— Desde quando a gente se mete nesse aspecto na vida um do outro? Nunca precisei que me conseguisse mulher, não sei o que está pensando agora.- Ele disse.
— Ok desculpa, não vou falar mais nada.- Disse.
Ele franziu o cenho.- Você está estranho.
— Porque?- Perguntei.
— Falando essas coisas.- Ele disse.
— Tentar desenrolar alguém para você é estranho?- Questionei.
— Sim.- Ele disse.
— As vezes acho que você é que não é normal.- Ri.
— Só porque eu não gosto de transar por transar?- Ele perguntou.
— Ok Sam, não vamos começar nessas conversas de novo.- Disse.
— Credo Dean, você se ofende fácil.- Ele disse.
— Eu? Você que fica todo ofendido ai.- Disse.
Ele riu.- Ok, vamos parar. Eu vou ir dormir que eu ganho mais.- Ele se levantou e saiu.
Ajudei a Cassie a se despedir de todo mundo e quando vimos Johnny tava esparramado no sofá.- Hey baixinho, vamos para cama?
— Sim, vamos lá amor.- Tirava já o tênis dele.
— Ainda tem festa mamãe?- Ele perguntou.
— Não meu amor, já terminou. Está na hora de ir dormir agora. Vem, senhor dorminhoco.- Disse.
— E o presente do papai?- Ele perguntou.
— Não precisa, vamos.- Peguei ele no colo e o levei para o quarto.
Peguei os tênis e os segui para o quarto.
O botei na cama enquanto Cassie pegava o pijama dele.
— Gostou da festa papai?- Ele perguntou.
— Adorei.- Disse.
Sorri.- Que bom.
— Vamos fazer outra mamãe.- Disse.
Ri.- Vamos sim.- Tirava a calça dele e comecei a colocar a do pijama.
— Vocês dois adoram uma festa.- Disse.
Ri e terminei de colocar o pijama nele.- Pronto. Agora é hora de dormir.- O cobri.
O beijei na testa.- Boa noite campeão.
— Boa noite papai. Mas uma coisa.- Ele disse.
— O que?- Perguntei.
— Eu vou ter um irmão igual o papai tem o tio Sammy?- Perguntei.
Olhei para Dean.- Hã... meu amor, isso não é algo que podemos te falar agora.
— Por que?- Ele perguntou.
— Porque é algo para se pensar e não resolver assim, ok?- Questionei.
— Tá bom.- Ele disse.
— Não precisa se preocupar com isso.- O beijei no rosto.- Boa noite meu amor e durma bem.
— Tá bom. Boa noite mamãe.- Ele disse.
O ajeitei melhor e saímos do quarto.
Fomos para o nosso quarto e fui até a cômoda, tirando os acessórios.
Abracei ela por trás.- Obrigado.
Sorri.- Não precisa me agradecer.
— A ideia foi sua.- Disse.
— Mesmo assim não precisa. Só quero ver você feliz e com as pessoas que te amam.- Disse.
— Mas agora eu sou de uma só.- Beijei o pescoço dela.
Sorri e me arrepiei.
Abri o vestido dela.- Você tá linda demais.
Sorri.- Obrigada.
— E gostosa pra cacete.- Subi a mão pelas pernas dela.
— Espero que goste do que está por baixo.- Disse.
— Por baixo? Tem mesmo surpresa?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Então vamos nos livrar logo disso.- Disse terminando de tirar o vestido.
A lingerie era vermelha, e a calcinha era fio dental rendada meio transparente na frente e o sutiã era de um vermelho transparente também, deixando até o mamilo “de fora”. Ajudei ele a tirar o vestido e tirei o sapato também.
A olhei.- Puta que pariu.
— O que?- Perguntei.
— Você, assim.- Disse.
— Gostou?- Perguntei.
— Eu adorei, foi o meu melhor presente, com certeza.- Disse.
Ri.- Não decida isso ainda.
— Com você não tem como.- Disse.
— Está dispensando as outras coisas então?- Perguntei.
— Outras?- Sorri.
— Sim.- Disse.
— O que?- Beijei pelo colo dela.
— Só me responde uma coisa...- Comecei a tirar o cinto dele.- Prefere de joelhos ou na cama?
— Na cama.- Disse.
Ergui a sobrancelha.- Sério?
— Para você perguntar isso, melhor não então.- Disse.
— Não é isso, só achei estranho porque quando pesquisei a maioria das coisas diziam que de joelhos era a fantasia dos homens, mas claro que cada um tem uma opinião.- Fomos para a cama e aproveitei para soltar meu cabelo.
— Quer dizer que todos os meus pedidos estão valendo?- Perguntei.
— Bem, sim.- Disse.
— Ok, então pode continuar amor.- Disse.
Franzi o nariz.- Isso não ficou sexy. Eu realmente não sou boa para essas coisas.
— Claro que é.- Disse.
— Até parece. Ficou horrível.- Disse.
— Vamos Cassie, estou louco aqui para sentir essa sua boca gostosa.- Disse.
— Tudo bem. Deita ai então.- Me ajeitei na cama.
Tirei os sapatos e me deitei na cama. Adorava quando ela vinha com essas surpresas.
Sentei nas pernas dele, uma perna minha de cada lado dele e comecei a abrir a calça dele.
— Seus peitos estão lindos demais assim.- Disse.
Sorri.- Eu sei que gosta deles, então tinha que fazer algo especial. Não é todo dia que você faz 35 anos.
— Eita.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— 35 já.- Disse.
Sorri.- Não se preocupe, você tem cara de 25.- Depois de abrir a calça dele e deixa-lo mais livre por causa da sua ereção, comecei a tirar sua camisa.
Sorri.- Adorei o elogio.
Sorri e depois de tirar a camisa dele, comecei a beijar o abdômen dele e comecei a já descer a cueca dele.
Me arrepiei com a boca dela e toquei seus cabelos, a segurando por ali.
— Eu já disse que eu amo as suas mãos?- Desci a minha boca até o membro dele. Eu sei que o mais comum que as pessoas falam é “pau”, e eu juro que eu tento me acostumar com isso, mas ainda é meio estranho, assim como as outras palavras que o Dean usa, que fica extremamente sexy na boca dele.
Gemi.- Sim, ainda mais quando estão em você.
Sorri. Quando ele tocava minha pele, era sempre um contraste. Dean não era o tipo de homem “vaidoso”, então a mão dele era sempre áspera contra a minha pele pelo tipo de trabalho dele, mas eu adorava esse contraste. Aos poucos fui o colocando na boca.
— Cassie...- Gemi. Porra, eu adorava tudo que a Cassie fazia. Quando ela quis saber como se fazia um boquete (ela descobriu o que era por causa de um pornô que mostrei a ela) pirei e fiquei feliz em ser cobaia dela. Agora ela pegou prática e faz um perfeito que me deixa louco.
O levei o mais fundo que conseguia (eu já estava bem “profissional” nessa área, então já acabei me acostumando) e sempre que chegava na ponta, o chupava.
Agarrei o cabelo dela com mais força enquanto sentia o tesão aumentando. O olhar dela enquanto me chupava me dava vontade de foder mais ainda aquela boca gostosa.
Passei minha língua pela “cabeça” do membro dele, sentindo o liquido pré-ejaculatório molhando a minha língua e levei minhas mãos até as chamadas “bolas” dele, que era outro nome estranho que os humanos deram, mas que o nome cientifico é muito pior para se referir.
— Você está boa de mais nisso linda. Perfeita.- Falei, sentindo minha respiração falhando já.
Sorri para ele e voltei a coloca-lo na boca.
Como ainda a segurava, controlei o ritmo que ela ia, fodendo ela e seguindo até estar quase gozando.
Sabia que ele já estava perto, então para finalizar, deslizei minha língua pela extensão dele, chegando na ponta e chupando-o.
— Porra Cassie!- Não tinha como controlar e me entreguei aquele prazer todo. Gozei na boca dela e enquanto tomava folego, ela voltou ao meu lado.
— Foi bom?- Questionei.
— Você é a melhor.- Disse.
Sorri.- Sei.
— Vai duvidar de mim agora é?- Perguntei.
— Claro que não.- Disse.
— Quem olha não imagina o seu talento.- Disse.
— Não tenho cara é?- Questionei divertida.
— Só quando estamos assim, ai você fica bem safada.- Disse.
— Eu não.- Disse.
— Fica sim. Agora mesmo está.- Disse.
— Ah é?- Perguntei.
— Com certeza.- Disse.
Ri.- Ok.
— E essa lingerie ficou perfeita.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
— Adorei o presente.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— E estou doido para aproveitar mais dela.- Beijei o pescoço dela.
Sorri e me arrepiei aos beijos dele.
— E enquanto te via na festa só pensava nisso.- Disse.
— No que?- Perguntei enquanto acariciava o cabelo dele.
— Em vir logo para cá para poder foder você.- Disse.
— E você viu que fiz a depilação que você gosta?- Perguntei perto do ouvido dele, enquanto ele ainda beijava meu pescoço.
— Sim e vou chegar lá para saborear.- Disse.
— Hoje você faz tudo o que quiser.- O beijei.
— Tudo?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Maravilha.- Continuei a beijando, pegando aqueles peitões de jeito e quase a fazendo gozar por eles. Segui até chegar a calcinha dela, a tirando e cai de boca naquela buceta maravilhosa.
Gemi e suspirei pesadamente, mordendo meu lábio inferior.
Beijei e me deliciei nela ali, mas não aguentei até estar dentro dela.- Ah, que delicia.
Gemi e entrelacei meus dedos no cabelo dele. Quando ele ficava assim, sobre mim, era o momento que mais via o quanto ele é maior do que eu. E era uma das coisas que mais gostava, essa sensação dele ser maior do que eu.
— Minha Cassie.- Disse.
Apenas sorri.
Me movi, entrando nela o mais fundo que dava.- Que delicia amor.
Gemi, me mexendo embaixo dele e beijando seu maxilar.
Peguei o ritmo e eu não iria a poupar, e ela bem que gostava assim.
Gemi e voltei a beija-lo, entrelaçando meus dedos em seu cabelo.
— Será que me aguenta assim?- Ri, a provocando mais.
— Sempre.- Disse.
— Eu deixei você uma tarada.- Disse.
Ri.- Está reclamando é?
— Nunca.- Beijei pelo pescoço dela, saindo dela e sorrindo.- Vira.
Fiz o que ele disse.
Levantei, pegando numa gaveta o lubrificante e voltando a ela.- Quanto tempo não como essa bundinha.
Sorri.- Verdade.
— Vou matar essa vontade agora.- Espalhei o lubrificante pela bunda dela.
Sorri.- Você sabe que nunca precisa ficar só na vontade, amor.
— Não se preocupe, não estou passando vontade.- Disse.
— Ok.- Disse.
Beijei pelas costas dela e a ajeitei melhor na cama. Ela já estava bem excitada, então não foi difícil para entrar. Não parei de a beijar e a tocar enquanto isso.
Com o tempo e a prática, isso foi se tornando cada vez mais fácil. Hoje em dia o desconforto é praticamente nulo.
— Você é gostosa de todos os jeitos.- Gemi.
Sorri e mordi meu lábio.- Obrigada.
Fui a penetrando e não tinha como não se excitar com ela me apertando daquele jeito. Comecei a bombar e o tesão veio com tudo.
Gemi e suspirei pesadamente.
— Que bunda gostosa a sua Cassie, sempre pronta para mim. Sempre.- A segurava na cintura.
— Sim, sempre.- Mexia meu quadril no ritmo dele.
Toquei o sexo dela, o que fez ela gemer. Ela gozaria logo também. Beijava pelo pescoço dela e por vezes não resisti em dar uns tapas naquela bunda gostosa. Não demoramos a gozar e desabamos na cama.- Cacete, você é...
Me acomodei no peito dele e acariciava ali.- Você que é perfeito.
Ri.- Somos perfeitos um com o outro.
Sorri e lhe dei um beijo na bochecha.- Sim.
— Minha anjinha sexy.- Ri.- Acho que vou pedir para você usar aquela roupa de novo.
— Que roupa?- Perguntei.
— De anjinha.- Disse.
Ri.- Quando quiser.
— Ótimo. Não lembro quando eu tive uma festa como hoje.- Disse.
— Fico feliz que tenha gostado.- Disse.
— Demais. Não sei como teria sido minha vida se você não tivesse aparecido.- Disse.
— Ou se tivesse aparecido no corpo de um homem.- Ri.
— Credo! Não, deixa você linda assim.- Disse.
Ri.- Sim, também prefiro assim. Eu amo ser sua, sentir você dentro de mim...
— Assim vou é ficar duro de novo.- Ri.- O que vamos fazer com pedido do Johhny?
— Você quer?- Perguntei.
— Eu ia gostar. Por mais que seja trabalhoso, sei como é bom ter irmão.- Disse.
Sorri.- Então podemos ter mais um.
— Tem certeza? É diferente, como foi com o nosso garoto.- Disse.
— Eu sei, mas mesmo assim eu quero.- Disse.
— Vamos ter outro bebê.- Sorri.
Sorri.- Sim.
Beijei ela e depois fomos tomar banho, onde rolou mais uma rodada de sexo fodastico, depois voltamos para a cama. Cassie pegou no sono, mas eu não. Repassei boa parte daqueles anos; minha vida tinha mudado por completo. De caçador 24 horas por dia com um carro como casa e tendo só o meu irmão de família, agora tenho uma casa, mulher, filho, um amigo que considero como pai, trabalho e as vezes alguma caçada para não perder o costume. Levantei, indo olhar o Johnny e ele lembrava tanto a mim naquela idade, mas a história ia ser diferente. Ele ia ter a infância que eu não tive, assim como a família inteira vivendo com ele. Esperava que ser um Nephilim não afetasse a vida dele, mas para qualquer coisa que aconteça vou lutar por ele, assim como pela Cassie, o nosso próximo filho, Sam e Bobby. Afinal, família ainda vem em primeiro lugar, como sempre.
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