Liberty- One Shots
98 Capítulo 99- Killian & Elena.
Notas iniciais

POV Misto. (Elena e Killian.)
Ser a mais nova da família nunca foi fácil, mas eu já estava me acostumando. Eu sempre era um tanto quanto esquecida. Tanto esquecida pelos meus irmãos quanto pelos meus pais. Mas já me acostumei com isso. Semana passada resolvi que ia começar a fazer academia. Estava fazendo para preencher um tempo no meu dia e não ficar tão entediada. Todos os meus irmãos namoram ou são casados, então... E eu espero não ser como eles quando namorar. Sinceramente. Coloquei uma legging, um tênis e um top. Me olhei no espelho enquanto penteava meu cabelo e fazia um rabo de cavalo. De nós quatro eu era a mais “pequena”, deve ser porque fui a ultima a sair, literalmente. Passei protetor solar no rosto, nos braços e na tatuagem na minha nuca. Peguei minha bolsa de academia que consistia em; celular, carteira, nécessaire de maquiagem, nécessaire de higiene no geral, uma muda de roupa, toalha e água. Desci para a sala. Ia chamar um táxi mesmo.
Estava me trocando e peguei minhas fichas, olhando. Uma iniciante caiu para mim. Ah, iniciantes são sempre chatos. Fui até a recepção e olhei.- Elena Mikaelson?
— Sou eu.- Me levantei e fui até ele.
Wow é uma gostosa, novinha mas gostosa.- Prazer sou Killian.
Sorri.- Prazer.
— Vamos?- Perguntei.
— Vamos.- Disse.
Segui com ela . Nem me apresentei; Sou Killian Jones, personal trainer. Adoro o que faço e ainda mais que dá um lucro muito bom.- Você está acostumada com exercícios?
Ri. Parecia até piada escutar isso.- Não.
— Qual o motivo do riso?- Perguntei.
— Piada interna.- Disse.
— Qual o seu objetivo?- Perguntei.
— O meu? Nenhum. Só matar o tempo. Você me diz o que devo fazer.- Disse.
— Para você...- Analisei ela.- Só musculação leve e exercícios para manter. Vai te deixar linda e mais gostosa.
Sorri.- Tudo bem. Obrigada.
— Um treinamento também seria bom. Gosta de alguma luta?- Perguntei.
— Não conheço nenhuma.- Disse.
— Vemos isso depois. Vamos alongar?- Perguntei.
— Vamos.- Coloquei a garrafa de água no banco. A bolsa tinha ficado no meu armário.
Comecei a ajudar ela e como estava de cabelo preso pude ver uma tatuagem.- Tatuagem legal.
— Obrigada.- Disse.
— Alguma dificuldade?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Então vamos para a esteira.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Você só tem dezessete?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Não parece.- Disse.
— Porque? Pareço velha?- Questionei.
— Não, tem cara de dezoito.- Disse.
Ri.- Nossa, que diferença.
— É diferente.- Sorri.
— Porque?- Tomei um pouco de água e fui para a esteira.
— Não posso dizer.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Esquece.- Disse.
— Ok.- Disse.
Prestava atenção no ritmo dela e fazia uma lista mental do que seria bom para série dela.- Ok, chega de esteira. Descansa um pouco para pegar em outro equipamento.
— Tudo bem.- Disse.
— O que prefere definir primeiro? Perna, braço, abdômen ou bunda?- Questionei.
— Qual dói menos depois?- Perguntei.
Ri.- Todos vão doer nos primeiros dias. Mas vou passar uma lista de suplementos que vão te ajudar.
Fiz uma careta.- Hã... pode ser perna então.
— Ok, vamos para ele então.- A encaminhei e ajudei a sentar.
Sentei como ele disse.
Expliquei a ela como fazer e a deixei tentar. Ela não teve muita dificuldade, mas não fiz ela pegar pesado. E o melhor é que ela era divertida, o tempo voou.- Nossa, passamos do seu horário.
— Espero que não tenha confusão.- Disse.
— Não se preocupe. Está inteira?- Perguntei.
— Sim. Vou tomar banho agora.- Disse.
— Tudo bem. Aqui está a lista de suplementos.- Disse.
— Ok, obrigada.- Disse.
— Quando você volta?- Perguntei.
— Bem, estou fazendo duas vezes por semana. Terças e Quintas. Na quinta então.- Disse.
— Tudo bem, vou preparar melhor sua série para te passar. Ai está meu e-mail e Facebook caso queira tirar alguma dúvida. Ou simplesmente ligar.- Disse.
— Ok, obrigada.- Disse.
— Vai ser um prazer trabalhar com você Elena.- Sorri.
Sorri.- Bem, deixa eu ir tomar banho. Tchau Killian.- Peguei minha água e sai.
Ela foi e fiquei a olhando com um só pensamento; delícia. Mas era de menor e no trabalho melhor sossegar, afinal, já tinha sido chamado atenção por sair com garotas daqui, mas fazer o que? Elas ficam maravilhosas naquela roupa e quando posso tocar, então, melhor ainda. Não que eu falte com respeito, mas o pensamento voa. Eu moro com meu amigo David e temos um apartamento depois que saímos da universidade. Eu estava juntando uma grana para começar minha própria academia, esse é meu sonho. Bem naquela noite mandei o e-mail da Elena e no fim das contas, quis falar com ela, então perguntei se ela estava bem no fim da mensagem.
*****
De: Elena Mikaelson.
Para: Killian Jones/Hook.
Resposta: Hey, obrigada pela lista e estou bem sim. Um pouco dolorida, mas agora já estou deitada vendo TV.
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De: Killian Jones/Hook.
Para Elena Mikaelson.
Resposta: Principiantes HAHA’ logo passa. Peça ao seu namorado para fazer uma massagem, ajuda.
*****
De: Elena Mikaelson.
Para: Killian Jones/Hook.
Resposta: Pedir a uma das minhas irmãs ou irmão então.
*****
De: Killian Jones/Hook.
Para: Elena Mikaelson.
Resposta: Cadê o safado?
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De: Elena Mikaelson.
Para: Killian Jones/Hook.
Resposta: Em algum livro ai.
*****
De: Killian Jones/Hook.
Para: Elena Mikaelson.
Resposta: Livro? Ah, conta outra. Linda, gostosa, legal, boa de papo e não tem namorado? Até parece. Não me faça de bobo.
*****
De: Elena Mikaelson.
Para: Killian Jones/Hook.
Resposta: Estou falando sério.
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De: Killian Jones/Hook.
Para: Elena Mikaelson.
Resposta: Então quer ficar gostosa para alguém? Algum imbecil que só quer entrar nas suas calças.
De:Killian Jones/Hook.
Para:Elena Mikaelson.
Resposta: Não vou ter problemas por conversarmos né?
*****
De: Elena Mikaelson.
Para: Killian Jones/Hook.
Resposta: Claro que não! E não quero ficar “gostosa” exatamente. E seria para eu mesmo.
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De: Killian Jones/Hook.
Para: Elena Mikaelson.
Resposta: Não quer, mais vai. Já é na verdade e depois de treinar comigo vai deixar qualquer idiota babando.
*****
De: Elena Mikaelson.
Para: Killian Jones/Hook.
Resposta: HAHA’ irei precisar andar com spray de pimenta então.
*****
De: Killian Jones/Hook.
Para: Elena Mikaelson.
Resposta: Vai ter aulas esqueceu? E sou bom no que faço, então vai saber se defender.
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De: Elena Mikaelson.
Para: Killian Jones/Hook.
Resposta: Espero que sim. Posso fazer uma pergunta bem curiosa?
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De: Killian Jones/Hook.
Para: Elena Mikaelson.
Resposta: Diga.
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De: Elena Mikaelson.
Para: Killian Jones/Hook.
Resposta: O que quer dizer “Hook” ai?
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De: Killian Jones/Hook.
Para: Elena Mikaelson.
Resposta: Veio de uma brincadeira.
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De: Elena Mikaelson.
Para: Killian Jones/Hook.
Resposta: Brincadeira?
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De: Killian Jones/Hook.
Para: Elena Mikaelson.
Resposta: Nada que seus olhos de menor possam ler.
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De: Elena Mikaelson.
Para: Killian Jones/Hook.
Resposta: Oh, ok. Não vou insistir.
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De: Killian Jones/Hook.
Para: Elena Mikaelson.
Resposta: Não vou te perturbar mais, vá dormir, é importante descansar.
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De: Elena Mikaelson.
Para: Killian Jones/Hook.
Resposta: Ok, tudo bem. Estou com sono mesmo. Boa noite Killian.
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De: Killian Jones/Hook.
Para: Elena Mikaelson.
Resposta: Boa noite Elena ;)
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POV Elena.
Quando me acordei no outro dia estava com a TV ligada e os cadernos do colégio pela cama. Ai, ótimo. Estava com mais dor agora, dormi toda mal. Sentei na cama e comecei a arrumar minha mochila e desligando o alarme do celular. Levantei e coloquei o celular para carregar enquanto tomava um banho. O banho foi rápido e logo sai, indo para o quarto. Vesti a lingerie, uma saia jeans, uma blusa mais ligada ao corpo e uma bota de cano nem longo nem curto demais. Arrumei meu cabelo em um coque despojado, estava quente, passei uma maquiagem leve que incluía: BB cream, corretivo, rímel e batom. Peguei minha mochila e desci.
— Eita, vai onde assim?- Klaus perguntou.
— Hã... para a aula ué.- Disse.
— Sua tia parece que vai para aula amor?- Ele mexeu com a Hope que estava no seu colo.- Não né?
Sorri.- Eu estou com a roupa que mais uso e o cabelo nada arrumado.
— Você é a unica que resta, estamos de olho em você.- Klaus disse.
— Unica que...?- Elijah questionou.
— Que resta intocada.- Klaus disse.
— Ah sim e vai continuar assim. Por um bom tempo.- Elijah disse.
— Tem a Hope.- Disse.
— Ela é um bebê. Muito gostoso, não é? E que não vai namorar antes dos vinte e cinco.- Klaus disse.
— Está ótimo.- Elijah disse.
Ri.- Vocês são loucos.
— Eu sou louco amor?- Ele perguntou a Aurora que entrava na cozinha.
— Demais.- Ela disse.
— Eu? E achava que ela ia me defender.- Ele disse tomando café.
— Eu estou toda dolorida.- Disse.
— Algum problema? Cheguei do plantão agora, mas posso voltar.- Elijah disse.
— Voltar para onde?- Perguntei.
— Hospital ué. Que tipo de dor é?- Ele perguntou.
— Nada demais. Nas pernas. Comecei a academia ontem.- Disse.
— Ah, que susto.- Ele disse.
Ri e o beijei no rosto.- Paranoico. E isso que nem me consideram a “bebê”.
— Claro que é, afinal, você é a caçulinha. Não é Freya?- Klaus perguntou.
— Ela é a caçula, mas vocês dizem que a Amara que é a bebê de vocês.- Freya disse.
— Verdade.- Aurora disse.
— Amara é inocente demais. Elena, no fundo, sabemos que sabe se defender.- Klaus disse.
— Nem me fale. Ela me acertou outro dia e olha que era brincadeira.- Elijah disse.
— Então deviam parar de trata-la como uma criança. Perguntando para onde vai com essa roupa e tal. Ela é gostosa e solteira, tem que mostrar os atributos que tem. Se eu fosse ela abusaria mais no decote.- Aurora disse.
— Como é?- Elijah perguntou.
— O que ouviu.- Aurora disse.
— Ih Elijah.- Klaus riu.
— Ela é linda, eu sei, mas nada de decotes.- Elijah disse.
— A irmã de vocês tem peitos, sabiam? E bem grandes por sinal.- Aurora disse.
— Aurora!- Klaus exclamou.
— O que?- Aurora questionou.
— Isso é coisa que se fale?- Klaus questionou.
— O que? Vai dizer que não sabia que ela tinha seios?- Aurora perguntou.
Ri deles e comi do pão doce.
— Não a vemos assim.- Elijah disse.
— Os outros homens a veem assim.- Aurora disse.
Ele a pegou pela cintura.- Melhor deixar isso, você não vai nos vencer.
Levantei.- Vou indo para a escola.
— Quer que te leve?- Klaus perguntou.
— Claro. Assim eu finjo que você é meu namorado e paro de sofre bullying.- Ri.
— Bullying?- Elijah perguntou.
— Sim. Por todos meus irmãos namorarem e eu não.- Disse.
— É sério isso?- Elijah perguntou.
— Sim.- Disse.
— Sabe que não precisa disso né?- Klaus perguntou.
— Claro que sei.- Disse.
— Acho bom.- Elijah disse.
— Bem, vou levar a Hope e vamos.- Klaus disse.
— Ok.- Disse.
*****
POV Misto. (Elena e Killian.)
Acordei com o despertador e minha rotina era simples; Café, treino, aulas e treino. Eu estava treinando judô e já era uma faixa boa até. E durante a explicação lembrei da Elena. Ri e tentei me focar, mas lembrei do sorriso dela. Lá estou eu pensando em levar mais uma para o meu quarto. Sorri com a ideia, me focando. No outro dia fiquei ansioso para a vez dela chegar e quando a vi, sorri.
— Hey.- Disse.
— Oi lindinha.- Disse.
Apenas sorri.
— Está melhor das dores?- Perguntei.
— Um pouco.- Disse.
— Vem, vamos alongar para começar.- Disse.
— Ok.- Disse.
Começamos e conforme eu ia ajudando, ela as vezes sem querer encostava em mim, isso me dava ideias. Killian, esquece isso. Elena seguia a risca o que eu falava e ensinava, e assim ela foi pegando o jeito nos aparelhos e em alguns dias, ela estava prática já. E não era só isso, ela se tornou minha aluna favorita, já que a gente ria, brincava e conversava. Eu estava terminando de ensinar a ela mais um golpe de defesa quando nosso tempo acabou. Sorri.- Você está ótima.
Sorri.- Obrigada.
Dei a garrafinha dela.- E nem está mais tão ofegante como antes. Eu não disse que ia se acostumar?
— Ainda bem.- Disse.
A olhei e ajeitei uma das mechinhas rosas que estava no rosto dela. As vezes eu podia jurar que ela me olhava diferente.
O olhei.- Bem, eu vou tomar banho para sair.
— Espera, porque não vamos comer alguma coisa? Não tenho mais aulas hoje e estou morto de fome.- Disse.
— Claro. Mas eu vou ter que tomar banho antes. Mas é rápido.- Disse.
— Eu também vou. Nos encontramos lá fora?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Até.- Disse.
— Até.- Sai e fui tomar um banho. O banho foi bem rápido, mas tive que lavar o cabelo. Sim, levo de tudo na bolsa de academia. Coloquei a roupa que tinha levado que era um short jeans e uma blusa. Calcei uma sapatilha e só penteei meu cabelo, ele ficaria molhado mesmo fazer o que? Não levava secador e nem maquiagem, então tava pronta. Sai e fui espera-lo.
Tomei banho e me vesti. Coisa simples; camisa de manga curta branca, jeans preto e sapatos. Terminei de me arrumar, peguei minha bolsa e sai, a encontrando onde combinamos.- Vamos?
— Vamos.- Disse.
Saímos e a levei a uma lanchonete a algumas quadras dali. O dia estava quente e foi uma delícia entrar no ar. Nos sentamos e peguei o cardápio.- É complicado manter a forma assim.
— Verdade.- Disse.
— Vou querer um x-salada e suco de uva.- Disse.
— E eu vou querer um sanduíche universitário e suco de laranja.- Disse.
A garçonete saiu.- E ai? Como foi na prova que falou?
— Foi fácil.- Disse.
— Tenho certeza que você é a mais inteligente.- Disse.
Sorri.- Nem de longe.
— Duvido.- Disse.
— Não duvide.- Disse.
— Vai fazer o que na faculdade?- Perguntei.
— Administração.- Disse.
— Viu? Curso de inteligente.- Disse.
Ri.- Não disse que sou burra, só que não sou a melhor.
— Eu ainda não acredito que tenha nove irmãos.- Disse.
— E sou quadrigêmea também.- Disse.
— Quadri? Meu Deus, seus pais são o que? Coelhos?- Questionei.
Ri.- Por ai. Se fosse pelo meu pai, teriam filhos até hoje, mas minha mãe não teria mais condições de dar a luz. Entrar é uma coisa, sair é outra.
— Imagino. Mas vocês também tem condições.- Disse.
Suspirei.- Sim, temos e tenho muito orgulho do meu pai e de tudo que ele conseguiu. Mas as vezes eu prefiro não pensar na nossa conta bancaria que é bem... irreal para não pirar muito e ficar com medo de andar na rua até.
— Verdade. É até estranho vocês não terem segurança nem nada.- Disse.
— Não seria agradável ter dois caras grandalhões andando por onde ando.- Disse.
— Imagino que seu pai pegue muito no seu pé.- Disse.
— Sobre o que?- Perguntei.
— Tudo. Se eu tivesse filhas lindas como você, eu prenderia em casa.- Disse.
Sorri.- Meu pai é MUITO ciumento. Ciumento demais, tipo, demais mesmo. Eu nem sei onde cabe tanto ciúme. Ele tem ciúme até dos meninos quando eles começam a admirar um outro homem. Tipo, um empresário amigo do meu pai, digamos assim, ele fica de cara fechada a conversa toda. Louco de ciúmes, é fofo.
— Nossa, mas foi bom saber.- Sorri. Eu podia estar meio louco, mas eu gostava de ficar com ela, além do tesão que eu tinha.
Logo os pedidos chegaram. O meu lanche era dois sanduíches naturais e no meio batatas fritas. Eu amo esse lanche. Comecei a comer.
— Não é só eu que estou com fome.- Disse.
— Só que o meu é mais saudável.- Disse.
— Sei.- Disse.
— É sim. O meu sanduíche tem; pão integral, peito de peru, queijo branco, ovo cozido, tomate e alface.- Disse.
— Estou testando você. E eu ainda vou treinar hoje.- Disse.
Sorri.- Sei.- Comi da batata.
— Eu vou!- Ri.- Treino toda noite.
— Então quer dizer que um cara, jovem, fica em casa treinando ao invés de sair para ir numa boate? Desculpe, não acredito.- Disse.
— Não tenho companhia.- Disse.
— Você é um lobo solitário então? Não tem amigos?- Questionei.
— Tenho. Moro com um.- Disse.
— Então?- Questionei.
— Eu saio sim. Quer a prova?- Perguntei.
— Quero.- Disse.
— Vamos comigo amanhã.- Disse.
— Oh.- Fiquei um momento sem fala.- Você está me chamando para sair?
— Sim.- Disse.
— Se eu imaginasse que isso fosse acontecer, teria pedido um lanche mais... normal. Com certeza isso deixa um homem intimidado.- Sorri e tomei um gole do suco.
Ri.- Sim?
Sorri.- Sim.
— Gosta de dançar?- Perguntei.
— Gosto.- Disse.
— Então vamos ir dançar.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Mal posso esperar.- Sorri, comendo e a olhando.
Sorri de volta e continuei a comer.
Continuamos a comer e depois caminhamos.- Veio de carro?
— Táxi.- Disse.
— Então eu te levo.- Disse.
— Não precisa se incomodar.- Disse.
— Não é incomodo.- Disse.
— Então eu agradeço.- Disse.
— Então vamos.- A levei para o carro.- Só não liga para o meu carro.
— Bem capaz que vou ligar para isso.- Disse.
— Vai saber.- Disse.
Apenas ri.
Entramos e sai.- Quer ouvir o que?
— Pode escolher.- Disse.
— Coldplay?- Perguntei.
— Pode ser.- Disse.
Escolhi e deixei tocando enquanto ela me guiava para a casa dela.- Esse lado é bem diferente do meu.
— Porque?- Perguntei.
— Acho que é óbvio. Olhando as casas assim, devia ter feito arquitetura.- Disse.
— Gosta de arquitetura?- Perguntei.
— De projetar coisas. Devia ter seguido meu irmão. Ele é engenheiro naval.- Disse.
— Nossa, que legal. E diferente.- Disse.
— Sim, mas em compensação quase não o vejo. Ele serve a Marinha.- Disse.
— Deve sentir falta dele.- Disse.
— Sim, mas morar com David compensa por não estar sozinho.- Disse.
— Imagino. Eu tenho nove irmãos e não me imagino longe de nenhum deles.- Disse.
— Mas não tem uns já casados?- Questionei.
— Dois e um tem uma filha.- Disse.
— Eles moram com vocês?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
— Nossa.- Disse.
Apenas sorri.
Ela se identificou e entramos na parte que ela morava. Parei na entrada.- Essa é a sua casa?
— Sim.- Disse.
— Uau.- Ri.- Ok, vou parar de ficar babando.
Sorri.- Quer conhecer a casa?
— Não vai ter problema?- Perguntei.
— Claro que não. Vem.- Ele desligou o carro e abri o portão, entrando com ele. O pátio era bem amplo, com bancos espalhados e flores que minha mãe ama. No centro tinha um chafariz que a noite quando acendemos a água parece colorida.- Aqui é o jardim.
— Quase uma floresta.- Ri.
— Minha mãe ama plantas e flores.- Sorri e continuamos andando. Nas laterais tem mais plantas e flores. Nos fundos tinha a piscina, a casa da piscina que era tipo um depósito e um banheiro. Tinha a área da churrasqueira com mesas e tal, que é coberta.- Ah, aquela peça lá atrás que é grande que dá para ser uma casa e que está sendo construído um segundo andar, é a garagem.
— Wow. Tudo muito simples claro.- Disse.
Ri.- Ano que vem serão acrescentados quatro carros, então... Ah, ali do lado é o canil onde fica o Snow e o Luba. Quer conhecê-los?
— Quero.- A acompanhei e encontramos dois labradores; um amarelo e um marrom.- Que lindos.
Para imaginarem daria tranquilo uma casa com o básico: quarto, cozinha, banheiro e sala.- Eles são maravilhosos. Estou tentando convencer aos meus pais de adotarmos um pequeno para dentro de casa.
Cheguei perto.- Hey garota, vocês dois são fofos demais.- Brinquei com eles.- Ok, me entreguei, adoro cães.
Sorri.- Quem não é que é louco. O espaço aqui é bem grande porque não o soltamos para o resto do pátio. Então aqui eles podem correr, comer e dormir. E namorar se quiserem.- Ri.
— Entendi.- Me endireitei e olhei ao redor.- É lindo mesmo aqui.
— Sim. Mudou muito. Quando éramos crianças tinha casa na arvore, brinquedos grandes espalhados por ai e tal.- Disse.
— Vocês tiveram sorte.- Disse.
— Desculpe, mas de sorte não tem nada. Meu pai se matou trabalhando para isso. E caso ache que temos empregados, está se enganando. Minha mãe faz tudo sozinha. Hoje em dia, por causa da idade, ela anda precisando de ajuda para limpar a casa e cuidar do jardim. Mas ela tá sempre junto ajudando e quem cozinha é só ela.- Disse.
— Vocês não tem empregados?- Sorri.- Boa essa.
— É sério.- Disse.
— Uma casa dessas, dez filhos e sem empregados? Isso não é real.- Disse.
— Vem ver então.- O levei para dentro de casa.
— Isso é grande. Cabem uns 20 apartamentos do que Will e eu crescemos.- Disse.
— Bem, aqui é embaixo fica a sala de estar, cozinha, sala de jantar, banheiro social, biblioteca, quarto de hóspedes, quarto dos meus avós porque eles vem seguido aqui, escritório do meu pai e da Freya também, quarto da bagunça, a despensa, um mini quarto de coisas de jardinagem, o quarto da minha mão de fazer tricô e qualquer outra coisa e a área de luz.- Disse.
Eu olhava ao redor e podia ver mais ou menos tudo. Quer dizer, qualquer um de uma classe média, nem tão media assim, mas que ganha para viver bem e do nada entra na casa de um milionário com certeza vai ficar impressionado. Tinha uma parede, sério, uma parede de fotos.- Nossa, vocês são idênticas.
Sorri.- Somos mesmo. No andar de cima tem só os quartos.
— Olha, para quem tudo que vocês tem é impressionante pelo espaço, mas até que não parece ser do tipo que tem as coisas de ouro.- Disse.
Kai chegou.- De quem é aquele carro na porta?
— Oi Kai, é do Killian.- Disse.
— Quem é Killian?- Kai perguntou.
Levantei a mão.- Aqui.
— Quem é ele Lena?- Kai perguntou.
— Meu personal da academia.- Disse.
— E o que seu personal está fazendo aqui?- Ele perguntou olhando para o homem.
— Um tour. Sabe, essa casa é grande que dá para cobrar para fazer isso e ainda pode se perder.- Disse.
— Ele me deu carona e resolvi fazer esse tour.- Disse.
— Do nada um cara aparece, você aceita a carona e trás para casa? E se ele quisesse te sequestrar?- Questionei.
— Deixa de ser paranoico, Kai.- Disse.
— E não se preocupe; se eu fosse sequestrar sua irmã, te garanto que ela ia gostar.- Disse.
Sorri.- Bem convencido.
— Tá na hora é de você ir embora. Vamos, vaza.- Kai disse.
— Não sou seu convidado.- Disse.
— Kai, para.- Disse.
— Escutei umas vozes.- Esther chegava no corredor.- Temos visitas, oi.
— Mãe, a Elena tá trazendo qualquer um para dentro de casa.- Kai disse.
— Não é qualquer um Kai, ele trabalha na academia que eu costumava ir a uns anos atrás. Hoje em dia aceitei que é para ficar caído mesmo.- Ela riu.- Eu o conheci a uns dias quando fui levar a Elena.
— Prazer novamente senhora e volto a dizer que está muito bem. Mas deveria manter os exercícios.- Disse.
— Vai permitir isso? Ele estava falando em sequestrar ela.- Kai disse.
Ela sorriu.- Vou pensar nisso e Kai, para com isso. Gostaria de tomar um chá e comer um bolo? Acabei de fazer um de cenoura com cobertura de brigadeiro. Aprendi a receita na internet, do brigadeiro no caso.
— Vai me tirar da dieta, mas aceito. E aproveitando...- Eu não era burro e tinha percebido que ela era ligada demais na família.- Tudo bem levar a Elena para dançar amanhã?
— Claro que não!- Kai exclamou.
Ela fitou Kai.- Por mim sim. O complicado vai ser com o pai dela, mas eu ajudo a convence-lo.
— Meu Deus, você entrega essas meninas para todo mundo.- Kai disse.
— Meu pai vai ser um terror, mas acho que conseguimos juntas mãe.- Disse.
Ela sorriu.- Com certeza minha princesa. Agora vamos comer o bolo.- Ela os encaminhou para a cozinha.- Vem meu príncipe.
******
POV Killian.
Todos seguimos e foi um lanche bom, e gostei de estar ali. Depois disso fui embora e estranhei a sensação boa que era estar ali e pior; estar com ela. Treinei a noite e antes de dormir me peguei pensando no amanhã. Cara, a vontade de ter ela estava grande demais. No ouro dia perto da hora combinada, me arrumei e David estava em casa; ele é policial.- E ai, estou com cara de “não precisa se preocupar papai”?
Ele o olhou.- Você nunca tem essa cara.
— Mas a Elena vou conseguir.- Disse.
— Com sorte sim.- Ele disse.
— Só vou ter que me segurar com a família dela, são uns grudes.- Disse.
Ele riu.- Queria estar lá para ver.
— Gracinha.- Peguei minha carteira.- Ainda bem que esses meses foram bons.
— Como assim?- Ele perguntou.
— De grana. Afinal, não poderia levar ela em qualquer buraco.- Disse.
— Isso é.- Ele disse.
— Bem, tô indo.- Disse.
— Ok.- Ele disse.
— Me deseja sorte.- Ri.
— Boa sorte e não traga mulher para cá, obrigado.- Ele disse.
— Quem sabe.- Ri e sai.
POV Misto. (Elena e Killian.)
Uma hora antes da hora marcada, fui tomar um banho rápido. Eu não demorava para me arrumar. Coloquei um vestido, sapatilha, uns acessórios, deixei meu cabelo solto e fiz uma maquiagem leve. Resolvi descer só quando a campainha tocasse e quando ela tocou, desci.
— Elena você não vai!- Mikael exclamou.
— Pai, por favor, não faça escândalos.- Disse.
— Isso ai pai.- Kai disse.
— Não estou fazendo nada e sim dando uma resposta. O que tem na cabeça de vocês quatro? Pelo menos uma eu vou salvar.- Mikael disse.
Esther chegou na sala com Killian.- Mikael, sem ataques de ciúmes.
— Boa noite.- Disse.
Mikael bufou.- Mais um velho.
— É simples pai, pegamos elas e sumimos daqui, vamos para o interior. Aproveita e coloca a Freya e a Bekah.- Kai disse.
— Esse é o meu garoto.- Mikael disse.
— Eu já namoro a seis anos, superem. E você ama o Dean, pai.- Freya disse.
— Você começou com 20 anos, elas são de menores. Eu podia mandar prender todos os quatros!- Mikael exclamou.
— Você não estava exagerando, ele é mesmo ciumento.- Disse.
Sorri.- Chega a ser fofo.
— Menos o Stefan pai, ele é de menor.- Freya disse.
— Manda ele para o reformatório, sei lá.- Mikael disse.
— A Elena sabe se defender, eu a ensinei na academia, não se preocupem.- Disse.
— Caladinho ai.- Kol disse.
— O que é isso?- Klaus perguntou.
— Um motim.- Disse.
Esther suspirou.- Ele é um ótimo rapaz. Me deu aulas enquanto fazia academia.
— Você também Elena? Cadê o Elijah? Falamos que íamos evitar isso.- Klaus disse.
— Você é casado, certo? E todos tem namorada, então qual o problema com ela? É tão linda como as outras e devia merecer um voto de confiança.- Disse.
— Ele tá certo.- Esther disse.
— Eu e Kol vamos junto.- Kai disse.
— O que?- Perguntei.
— Bem, você não foi muito bom vigiador, não foi Amara?- Klaus perguntou.
— Foram péssimos.- Amara disse.
— E ainda ganhou umas semanas sem o Damon falar direito com você.- Klaus disse.
— Eu disse, vamos bota-las num colégio de freira.- Mikael suspirou sentando no sofá.
Fui até meu pai e sentei no seu colo.- Pai, é só uma saída, ok? Não vou me casar e é nosso primeiro encontro.- Olhei para Killian e sorri.- Se chegarmos a namorar, vai ser ótimo e você vai gostar dele como gosta dos outros.
— Meu ultimo anjinho.- Mikael suspirou.
— Ele vai deixar. Não disse?- Kai questionou.
— Mesmo assim nós vamos.- Kol disse.
— Só quero ver a explicação para a Lydia e Hanna.- Klaus disse.
— Não vão nada. E as duas não parecem do tipo que pedem explicação ou são chatas. Até porque Hanna é uma modelo famosa, tem compromissos.- Disse.
— Não vai sair sem a gente.- Kol disse.
— Hey, olha o tom de voz com a sua irmã. E querida, não seria justo com as irmãs. Amara principalmente.- Mikael disse.
— Eu não me importo.- Amara disse.- Eu até gosto da presença desses bobos de corte.
— Esther...?- Mikael perguntou.
— Eu não me importo.- Esther disse.
— Tudo bem. E são que horas? A Katherine já não devia estar em casa?- Mikael questionou.
— Filha errada pai, quem saiu foi a Tatia. Katherine está no sétimo sono já que ficou estudando ontem até as duas da manha. Eu e ela na verdade.- Amara disse.
— Eu vou ficar maluco, agora fico de vez. Esther marque com meu cardiologista. Onde foi que seu cunhado se meteu com a minha pequena?- Mikael questionou.
— Acho que não quer essa resposta.- Klaus disse.
— Cheguei!- Tatia disse.
— Ok, eu vou indo.- Levantei e fui até Killian.- Vamos?
— É a Rapunzel?- Perguntei.
— Sim.- Klaus disse.
— Eu sei que sou perfeita gente, parem de babar.- Tatia se sentou no colo de Klaus.
— Elena, é melhor irmos.- Disse.
— Só um aviso; o mínimo que aconteça, você está morto.- Klaus disse.
— Sem ameaças gente. Tchau. Até daqui a pouco.- Sorri e sai com Killian.
— Nossa, isso foi intenso.- Disse.
— Nem me fale.- Disse.
— Todas passaram por isso?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Pobre de vocês por um lado, mas legal ter um pai e um que cuida de você assim.- Disse.
Sorri.- Ele é incrível.
— Fico feliz por você. O meu foi um puto que fugiu quando eu tinha três e o Will cinco. Nossa mãe nos criou sozinho.- Disse.
— Sinto muito.- Disse.
— Tudo bem, ela deu conta.- Entramos na carro e saímos de lá. Fomos pela cidade até uma boate que eu conhecia, e paguei nossa entrada.- Nem falei; você está linda.
— Pareço uma criança perto das mulheres daqui. Espera ai, eu sou mesmo.- Ri.
— Não é nada. Está linda e gostosa.- Disse.
— Obrigada então.- Disse.
— Quer beber alguma coisa?- Perguntei.
— Por enquanto não.- Disse.
— Quer ir para a pista?- Questionei.
Ri.- Killian, viemos a uma boate, se não dançarmos seremos esquisitos.- Sorri e o puxei para a pista. Era fofo o jeito lento dele.
Fui com ela e conseguimos um espaço. Passei o braço pela cintura dela, nos deixando colados e começamos a dançar. Ela dançava bem e as vezes deixava minha mão correr nas costas, mas seria abuso já pegar na bunda, não que não tivesse vontade. O estranho era gostar do corpo dela assim e nem parecia que existia outras ao meu redor, o que eu costumava observar. Tinha uma mulher olhando para a gente.- Estranho.
— O que?- Perguntei.
— Tem uma loira observando a gente.- Disse.
Olhei.- Bem, ela deve estar observando você e pensando porque um cara experiente está com uma adolescente.- Sorri.
— Você é muito mais gostosa que ela.- Disse.
— Ah, então quer dizer que você teve tempo de ver que ela é gostosa? Bom saber.- Disse.
— Eu sei que você é mais, não preciso olhar.- Disse.
— Sei.- Disse.
— Mas é.- Ri, beijando o ombro dela.
— Tudo bem.- Disse.
— E cara, ela tá vindo para cá.- Disse.
— Olá.- Pam disse.
— Algum problema?- Perguntei.
— Não. Achei que fosse outra pessoa. Me enganei.- Disse.
— Quem?- Questionei.
— Katherine.- Pam disse.
— Katherine vem aqui? Desde quando? Ela odeia boates. Prefere festas mais sociais.- Disse.
— O que quer com ela?- Perguntei.
— Nada. Só me confundi mesmo. Desculpe incomodar e com licença.- Ela saiu.
— Que estranho.- Disse.
— Katherine e suas amizades nada aconselháveis.- Disse.
— Ela é a gêmea o que?- Perguntei.
— Como assim?- Questionei.
— Deu para perceber que cada uma de vocês é de um jeito.- Disse.
— Não vejo tanta diferença na nossa personalidade que dê para te dizer assim que você vai perceber de cara se a vir. Só o cabelo mesmo.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Ok.- Disse.
A música trocou e rodei ela, a deixando de costas para mim e a fazendo dançar no meu ritmo. Deslizei minhas mãos pela lateral do corpo dela e afastei seu cabelo, para beijar entre o pescoço e o ombro.
Me arrepiei. Era estranho termos ido para esse ponto sendo que nem nos beijamos ainda.
— Você é tão linda.- Disse no ouvido dela.
Sorri.- Você que é lindo.
A virei para mim.- Então vamos fazer o óbvio.- A beijei.
Retribui o beijo.
A segurei pela cintura e minha mão foi ao rosto dela.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seu peito.
Gostei do toque dela. Apesar de ser suave, era gostoso. Eu a beijava devagar e aproveitando aquilo.
Parei o beijo e sorri.- Eu aceito uma bebida agora.
— Então vamos.- Fomos ao bar. Bebemos e comemos alguma coisa leve. Não vou negar que tentei transar com ela aquela noite, mas ela foi clara de como as coisas seriam e eram lentas. As aulas na academia ficaram mais interessantes e cada vez que conversávamos percebia a garota incrível que ela era, o único problema era como a família dela marcava em cima de tudo que fazíamos, principalmente sair o que era raro. Normalmente ficávamos no jardim ou na varanda dela, mas eram lugares disputados pelas outras meninas. Nós meio que estávamos namorando até o pai dela me prensar achando que só queria aproveitar dela, ai passamos a namorar de vez. Hoje conseguimos dar uma saída e a trouxe para minha casa.
— Sempre imaginei casa de homem bagunçada, vocês se superaram.- Sorri.- Adoro ver quando minha imaginação é real.
— É a falta de tempo. E eu não levo muito jeito para isso.- Disse.
Ri.- Tudo bem.
— Ainda não acredito em ontem.- Ri, lembrando do pai dela principalmente, mas de Klaus e Elijah juntos na reunião comigo.
Sorri.- Eles são estranhos.
— Agora eu entendo o que o Damon e o Eric passam, nós três sofremos preconceito.- Disse.
— Não exagere.- Disse.
— Você sabe que é verdade.- Disse.
— Pegam no pé de Stefan e Matt também. Dean é da família já. Eles podem não ter se casado, mas estão juntos a tanto tempo...- Disse.
— Não mesmo minha linda.- A segurei.- Stefan e Matt são os santinhos. Nós três somos os mais velhos, lobos maus, que mal podem esperar para falar; "Eu não avisei?".
— Ok então.- Disse.
— Mas vamos deixar para lá, você ia ser minha mesmo.- Disse.
— Como tem tanta certeza?- Perguntei.
— Porque para mim independe do nome, começamos a sair, é minha.- Disse.
— Nossa.- Ri.- Ok.
— Acho bom.- Beijei ela.
Retribui o beijo.
— Elena... É, melhor mostrar o resto do apartamento, meu controle está se esvaindo, não vamos forçar.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
A levei e não era muita coisa. Pensando numa coisa futura, me perguntava se ela moraria comigo num lugar assim.
— O apartamento é lindo.- Disse.
— Não é para tanto.- Disse.
— Eu achei.- Disse.
— Que bom.- Peguei as contas na mesa e olhei a do meu cartão. Ai, namorar alguém está detonando meu bolso.- Quer beber o que?
— Nada, obrigada.- Disse.
A levei no meu quarto, era mais fresco lá e liguei o ar condicionado também.- Eu queria perguntar uma coisa.
— Pergunte.- Disse.
— A gente continuando bem como está, como vai ser? Teremos que ser como seus irmãos e morar lá?- Questionei.
— Eu sei que eu não vou sair da minha casa. A sua escolha é com você.- Disse.
— Morar de favor com seus pais é a opção?- Questionei.
— Se pensa assim não posso fazer nada.- Disse.
— Vamos esquecer isso.- A puxei, a beijando.
Retribui o beijo.
Era melhor não pensar nisso e só pensar em estar com ela. Isso ai me agradava e colados assim, me agradava por inteiro.
Acariciava a lateral do pescoço dele.
Estávamos perto da cama e nos deixei cair. Cara, para quem tinha sexo quando quisesse, esse tempo sem estava me deixando doido.
Envolvi meus braços no pescoço dele e minha mão descia pelas suas costas.
Desci a mão, tocando a perna dela e a puxando mais para mim. Eu precisava ter ela.
Minha mão desceu pelo abdômen dele e a outra estava em seus cabelos.
Fui parando.- Desculpa.
— Pelo que?- Perguntei enquanto admirava os lindos olhos azuis dele.
— Eu me empolguei.- Disse.
— Ah, bem, pensei que ia querer ver a minha mini surpresa para você, mas me enganei eu acho.- Disse.
— Surpresa?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— E qual é?- Perguntei sorrindo.
— Não vou contar.- Disse.
— Não faz isso, me diz vai.- Disse.
— Não vou. Você teve sua chance e perdeu.- Levantei da cama.- Seu amigo namora?
— Não muda de assunto.- A segurei e a puxei.
— O que foi?- Perguntei.
— Pode falando que surpresa é essa.- Ela caiu no meu colo.
— Não vou. Não era para acontecer assim, então não vou contar. Vai ficar para outra hora.- Disse.
Minhas mãos correram a perna dela. Ela estava de short e com a malhação ela estava com pernas incríveis. A falta de sexo estava me afetando, isso era obvio.
— Você só está se torturando mais Killian.- Disse.
A beijei e depois a olhei.- Seja minha.
Sorri.- Eu seria com muito prazer. Porém você arruinou sua surpresa e como imaginei a “primeira vez perfeita”. Ou mais ou menos isso.
— Eu?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Como?- Perguntei.
— Quando eu imaginei minha primeira vez, não teria tempo para conversa ou perguntas, você estaria muito louco de desejo para isso. Então você arrancaria minha roupa, teria um minuto, talvez um minuto e meio parado admirando a lingerie que escolhi especialmente para você, depois não ligaria e a rasgaria porque essas coisas são frágeis demais e com certeza é um dinheiro jogado fora, mas ok. E ai aconteceria o sexo e nada muito meloso e romântico. É clichê demais e não quero clichês.- Disse.
— Você pensou bastante nisso.- Disse.
— Homens não planejam, alguém tem que o fazer. Nem com a cueca se preocupam.- Disse.
Sorri.- Meu amor isso é muito fácil de resolver.- Abri o botão da bermuda dela.
— Você está falando.- Disse.
— Oh desculpe, vou ficar quieto.- Ri e beijei.
Retribui o beijo.
Já que agora tinha passe livre, não precisava me segurar. A beijei com mais intensidade e a mudei de posição, colocando uma perna de cada lado.
Parei o beijo.- Quebrando a regra porque esqueci de contar outra parte da surpresa.
— Qual?- Beijei pelo queixo dela e comecei a suspender a blusa.
Me arrepiei.- Não precisamos usar camisinha. Já estou tomando a umas três semanas o anticoncepcional.
— O que!?- Exclamei.
— Isso é ruim?- Perguntei.
— Pelo contrário é... vai ser uma delícia.- Continuei subindo e tirei a blusa. A segurei e deitei na cama, logo tirando o short. Ai cacete.
Sorri com o olhar dele.
Tirei a minha camisa e as botas, para tirar a calça também. Definitivamente malhação fez bem a ela. Era uma mulher perfeita a minha frente.
O puxei para mais perto e voltei a beija-lo.
Peguei com vontade naqueles peitos e soltei o sutiã; agora sim sem nada e nada de só masturbação imaginando pegar neles.
Suspirei pesadamente ao toque dele.
— Agora sim minha gostosa.- Disse.
Sorri e o beijei.
Mesmo com o tecido entre nós, o contato com o sexo dela me fez reagir e gemi pelo prazer.
Sorri e desci os lábios pelo pescoço dele.
Desci até a calcinha dela e como ela desejava, arrebentei sua calcinha. Eu gostava das ideias dela.
Ri.- Fica estranho quando não é espontâneo.
— Quem disse que não?- Questionei.
— Porque eu te disse isso. Você não fez da sua cabeça, de momento.- Disse.
— Você vai perceber que esse sou eu.- Disse.
— Ok.- Disse.
A deitei melhor. Ainda estávamos mais para a ponta da cama. Tirei a cueca e me deitei junto dela. A beijei e me coloquei entre suas pernas.
Retribui o beijo e entrelacei meus dedos em seu cabelo.
Deixei meu membro roçar na entrada dela antes de começar a entrar nela.
De começo não foi nada confortável, mas não era insuportável.
Comecei a me movimentar e a olhei ali, sendo minha. Se não soubesse antes, saberia agora. Ela é a mulher para mim, a minha mulher, não existiria mais outra.
Aos poucos a dor foi passando e era bom senti-lo dentro de mim. Tinha mais a ver com a conexão do corpo, pelo menos para mim. Conexão do nosso amor e essa conexão estará completa quando tivermos nosso filho. Sim, sou romântica a ponto de pensar em bebês enquanto estou tendo minha primeira vez.
Passei o braço pela cintura dela e a mantive junto a mim enquanto pegava um ritmo, e o melhor era a sentir plenamente, sem camisinha, nem nada atrapalhando.
Gemi e suspirei pesadamente. Descia meus lábios pelo pescoço dele e roçava meu nariz por ali.
— Elena...- Gemi e a tocava. Quando ela me falou que era virgem, me preocupei, afinal era uma responsabilidade, mas agora era excitante, principalmente saber que ela é só minha.
Envolvi minhas pernas melhor na cintura dele, mantendo-o mais perto de mim.
Gemi.- Assim amor, continue.
Sorri e mexia meu quadril no ritmo dele.
Eu ia dentro dela profundamente e a sensação era a melhor de todas que já tive. E com o tesão acumulado eu já estava perto de gozar, por mais que quisesse aproveitar mais.
Voltei a beija-lo e deixava meu quadril no ritmo.
Passei a ir mais rápido e forte, ela é gostosa demais e não me segurei quando o orgasmo chegou.
Sorri.- Eu te amo.
Sorri e cai para o lado dela.- Eu não.
— Não é?- Perguntei.
— Não. Sou completamente louco, apaixonado e pirado por você.- Disse.
Apenas sorri.
— Você tá bem?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Sabe, gostei disso de ser o único homem a ter você. Ok, soa aquelas coisas antigas.- Me virei para ela.- Mas não é que é bom?
Sorri.- Que bom.
Toquei o cabelo dela.- Adoro essas mechinhas.
Sorri e fazia a linha do peito dele.- Não vai mesmo me contar o porque do “Hook”?
— Foi uma piada horrorosa de Halloween.- Disse.
— Só isso?- Questionei.
— Bem, eu sai de capitão Gancho, ai perguntei a uma garota se ela não queria pegar no meu Gancho. Só que a festa foi meio louca e no outro dia tinha um video de eu, uns amigos e umas meninas e a gente disputou...- Comecei a rir.- Qual o melhor gancho. Eu ganhei.
— Nossa... Intenso. Mas não vejo porque não podia me contar antes.- Disse.
— Estávamos começando. Queria saber que meu apelido vem de uma orgia que eu ganhei?- Questionei.
— Seria engraçado. Mas se David estava junto duvido que ele tenha ficado atrás.- Disse.
— Ai, não lembro desses detalhes.- Beijei ela.- E também você ia achar que eu era um pervertido.
— Você é.- Disse.
— Eu?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Eu sou uma alma pura.- Disse.
— Só que não.- Disse.
— Não mesmo.- Toquei a lateral do corpo dela.- Então, tenho que ser honesto com você.
— Ainda bem.- Disse.
— Isso de ir para sua casa me incomoda um pouco. Não por estar lá e sim a coisa financeira.- Disse.
— Você não é obrigado a ir.- Disse.
— Love, já disse que quer viver lá e eu entendo, mas eu não sou um médico brilhante, biólogo ou dono de bares. Ainda sou só um personal. Claro que tenho os meus planos, mas não tão grandioso assim.- Disse.
— Você não é eu.- Disse.
— E vou deixar minha mulher por ai é? Não sou de relacionamento a distância. Nada disso.- Disse.
— E eu não vou querer um marido emburrado todos os dias.- Disse.
— E você não vai querer me desemburrar?- Ri.- Olha que sabe direitinho me fazer esquecer de tudo.- Minha mão desceu até a bunda dela.
— Preferia que você fosse feliz sem ter que usar sexo para isso.- Disse.
— Só de estar com você já me faz feliz.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Vamos deixar esse assunto para lá e aproveitar hoje.- Disse.
— Ok.- Disse.
A beijei.- Tava pensando como tive sorte.
— Como assim?- Perguntei.
— De ter vindo direto para mim.- Disse.
— Não entendi.- Disse.
— Na academia.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Eu te amo minha linda garota.- Disse.
Sorri.- Eu também te amo.
Ah, como eu gostava de ficar com ela assim. As vezes que ia lá podia sentir que todos sabiam que fazíamos, mas não me importava, eu amo Elena. Claro que tinha nossos desafios; as vezes ela se incomodava com alguma cliente, mas até gostava dela com ciúmes assim. Tinha deixado claro os meus planos de ter o meu próprio negócio e o pai dela me chamou perguntando se eu aceitava que ele financiasse minha academia. Pensei e no final aceitei, mas como empréstimo. Eu não esperava isso para mim, não esperava estar namorando, mas como recusar tudo que Elena trouxe para mim? Impossível, principalmente quando estou com ela e parece que sou o cara mais sortudo da terra. Parece não, eu sou, e porque não fazer parte dessa família louca? Afinal, agora é minha família também.
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