Liberty- One Shots
97 Capítulo 98- Eric & Katherine.
Notas iniciais

POV Katherine.
Eu estava em casa, tentando escolher uma roupa para sair. Olhei meu armário e suspirei. Isso é horrível. Odeio escolher roupa! Ah, meu nome é Katherine Mikaelson e tenho 17 anos. Sou gêmea de três garotas e isso as vezes é bem legal. Já fiz a Amara fazer minha prova de matemática e ninguém notou. Eu podia só ter usado chapinha. E não, eu não sou o tipo “badgirl” e odeio esse tipo de garota. Eu só sou um pouco preguiçosa e sincera demais. E gosto de festas, mas não transo com qualquer um. Na verdade só transei com o meu primeiro namorado e nunca aceitaria sexo casual, acho muito sujo e nojento. Que vaca consegue transar sem amar ou pelo menos gostar? Uma vaca mesmo. Acabei por vestir uma saia jeans, uma bota de cano longo até o joelho e uma blusa levemente decotada. Arrumei meus cabelos, deixando meus cachos arrumados. Terminei de me arrumar e desci.
— Vai onde assim?- Elijah perguntou.
— Vou sair com minhas amigas.- Disse.
— Podia sair com uma saia maior.- Klaus disse.
— Hã... não.- Disse.
— Poderia sim.- Elijah disse.
— Deixem de ser chatos.- Disse.
— Isso não é ser chato, é preocupação.- Elijah disse.
— Com o que?- Perguntei.
— Com você.- Klaus disse.
— Porque?- Perguntei.
— Você saindo assim. Pode tirar essa saia.- Klaus disse.
— Só que não amor.- Disse.
— Só que sim.- Klaus disse.
Kai descia.- E ai Kath, vai a onde gostosa assim?
— Vou sair com minhas amigas.- Disse.
— Vai dar trabalho.- Kai disse.
— Kai, não incentive.- Klaus disse.
Escutei a buzina do carro.- Vou indo. Tchau.- Sai.
— E ai? Teve problemas?- Jenna perguntou.
— Até que não.- Disse.
— Milagre.- Vick disse.
— Nem me fale.- Disse.
— Quem eram os guardas?- Jenna perguntou.
— Klaus e Elijah.- Disse.
— Duas delícias.- Vick disse.
— Hey, vão apagando o fogo de vocês. Eles são casados.- Disse.
— Mas eles são. Imagina a experiência?- Jenna questionou.
— Experiência?- Perguntei.
— Sim, eles são bem mais velhos.- Jenna disse.
— Eles nunca iriam querer sexo com vocês, amores. São bebês e não fazem o tipo deles.- Disse.
— E quem faz? Aquelas sem sal das mulheres deles?- Jenna questionou.
— Elas são minhas cunhadas, respeito. E as duas são lindas e particularmente a Aurora é gostosa pra caramba.- Disse.
— Imagina o seu irmão naquela roupa de médico.- Vick disse.
— Parem de falar dos meus irmãos. É estranho.- Disse.
— Ok, ok.- Vick disse.
— Obrigada.- Disse.
— Onde vamos?- Jenna perguntou.
— Pensei que tivessem dito um bar.- Disse.
— Qual?- Jenna perguntou.
— No Beauty Girls.- Vick disse.
— Ok.- Disse.
Jenna dirigiu até lá e quando chegaram não foi difícil entrar.
— Parece ter uns caras bem gostosos aqui.- Vick disse.
— Sim.- Disse.
— Poxa, suas irmãs foram tão rápidas que nem deu para testar um Salvatore.- Jenna disse.
— Não são nada de outro mundo.- Disse.
— São gostosos. E quanto a isso, eu fiquei na mão com Kol e Kai.- Vick disse.
— Como assim?- Perguntei.
— Você sabia que eu queria eles.- Vick disse.
Ri.- Vick, você tem 17 anos e eles 22. Cinco anos mais velhos.
— Vai dizer que isso deixa eles menos gostosos?- Vick perguntou.
Balancei a cabeça.- Esquece.- Pedi um suco de morango com leite condensado para o barman.
— Só isso?- Jenna perguntou.
— O que?- Perguntei.
— Suco.- Jenna disse.
— Hã... somos menor, não vendem bebidas para nós.- Disse.
— A gente bem que podia tentar.- Vick disse.
— Se quiserem tentar, tudo bem. Eu estou bem com o meu suco.- Disse.
— Eu quero.- Vick foi.
— Eu vou no banheiro, já volto.- Jenna disse.
— Ok.- Disse.
POV Eric.
Ai mais uma noite que eu tinha que sair. Levantei da cama que estava e olhei para o lado, uma garota dormia. Lembrei daquele fim de tarde e ri. Idiota. Mulheres são tão fáceis. Tomei um banho e chamei a garota.- Hey, levanta.
Ela acordava.- Oi.
— Eu vou trabalhar. Pega as suas coisas.- Disse.
Ela se levantou.- Você não é nada gentil.
— E você gostou muito de não ter sido.- Disse.
— No sexo é uma coisa, na vida é outra.- Ela vestiu a roupa.
— Só um deles me interessa. E com você foi muito fácil de conseguir.- Disse.
— Você não tem tato nenhum.- Ela terminou de se arrumar.- Você tem sorte de conseguir mulher. Vou lembrar de não cair na sua novamente. Tchau.- Ela sorriu e saiu.
— Tão sensíveis depois.- Ri e terminei de me arrumar. Peguei minhas coisas e fui para o bar. Eu e minha prima, Pâmela, temos uma rede de bares e boates por toda Los Angeles e isso dava uma renda bem confortável para gente. Cheguei e entrei. Resolvi algumas coisas da administração e depois voltei ao salão. Esbarrei de leve em algumas meninas que iam dançar.- Sam, quem são aquelas?
— São novas por aqui.- Sam disse.
— A morena de cachos é gostosa.- Disse.
— Elas são menor de idade, desencana.- Sam disse.
— É só um número, de menor não tem nada.- Disse.
— Você e sua filosofia.- Sam disse.
— Se é gostosa e der mole, eu pego.- Disse.
Ele riu.- Você não presta.
— Eu presto e muito.- A garota olhou na minha direção e cumprimentei ela.
POV Misto. (Eric e Katherine.)
Vi um cara me olhando e sorri de volta.
— Viu? É fácil.- Deixei o copo e fui até ela.
Vi ele vindo na minha direção. Nossa, ele é direto.
Puxei ela para mim e comecei a dançar com ela.
— Hey, o que é isso?- Questionei.
— Eu dançando com você.- Disse.
O olhei e percebi que ele é enorme. Eu ficava perto da altura dele por causa do salto da bota.- Nem nos falamos. Está louco? Chegando e me pegando desse jeito?
— Eu gosto assim.- Disse.
Ri.- Você não tem que fazer as coisas só porque gosta.- Cadê minhas amigas nesse momento? Me deixando sozinha com um gigante.
— Ah, eu faço sim. E sei que é do tipo que gosta assim.- Disse.
— Você não me conhece. Como sabe do que gosto ou não?- Perguntei.
— O seu jeito.- Sorri. Ok, ela é linda.
— Pois você errou, garanhão.- Dei de leve no peito dele e andei até o bar.
Como é que é? Não mesmo. Segui ela.- Ah, não é não?
— Prefiro os mais educados e gentis.- Me sentei e cruzei as pernas.
— Você preferindo mauricinhos embasbacados?- Ri.- Duvido.
— Eu não disse isso. E não precisa ser um “mauricinho” para tratar bem uma mulher.- Disse.
— Agora eu distrato mulheres?- Perguntei.
— Não sei. Não te conheço.- Disse.
— Para isso estávamos dançando.- Disse.
— Só para deixar claro. Eu tenho 17 anos. Então eu não vou sair daqui com você hoje. Eu só vim para dançar.- Disse.
— Fazendo disso um desafio?- Perguntei.
— Encare como quiser.- Disse.
— Vou encarar.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Sam, dê mais uma bebida a ela.- Disse.
— Não quero que pague nada para mim.- Disse.
— Eu não vou pagar.- Disse.
— Vai roubar então?- Perguntei.
Ri.- Quem sabe?
Sam serviu o mesmo que ela tinha pedido antes.
— Qual o seu nome?- Perguntei.
— Katherine.- Disse.
— Até o nome é forte.- Disse.
— E o seu?- Perguntei.
— Eric.- Disse.
— Nome bonito.- Disse.
— Eu sei. Eu gosto.- Ri e peguei uma cerveja.
— Que bom.- Peguei meu celular e comecei a olhar o instagram.
— Agora sei onde te achar.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Seu Instagram.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Belas fotos.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
— Você é gostosa.- Disse.
— Obrigada novamente.- Disse.
— Você não é do tipo vadia.- Disse.
— Não.- Disse.
— É difícil encontrar isso aqui.- Disse.
— Imagino.- Disse.
— O que faz de você um caso raro.- Disse.
O olhei.- Porque você ainda está aqui Eric? Eu já disse que não vai conseguir nada.
— Eu gostei de falar com você.- Disse.
— Hã... Ok então.- Disse.
— Então Katherine, faz o que?- Perguntei.
— Estudo.- Disse.
— Só?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Que tédio.- Disse.
— Se você acha.- Disse.
Talvez estivesse enganado, talvez ela era uma patricinha chata. Mas eu não costumava errar. Tomei a mão dela.- Vamos dançar.
— Tudo bem.- Disse.
Segui com ela para a pista e dançamos. Onde minha mão estava podia perceber que era muito melhor que pensei.
Me virei de costas para ele e dançava.
Eu não era de ficar dançando assim, mas não me importava com isso agora. Segurei ela contra mim e afastei o seu cabelo, beijando o pescoço dela.
Eu não devia deixar ele beijar assim, mas por enquanto não era nada demais.
Beijei por trás da orelha dela e estava atiçado em ter ela na minha cama.
— Eric... acho que isso não é muito apropriado.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque é uma coisa mais intima isso.- Disse.
— Não tem nada demais.- Disse.
— Tudo bem então.- Disse.
— Você é linda Katherine.- Disse.
— Eu sei.- Disse.
A virei para mim e a beijei.
Fui pega de surpresa e acabei por retribuir. Um beijo não faz mal, espero.
Não economizei no beijo e não me surpreendi ao ela beijar bem. Ela era uma mulher de atitude, eu gostava de gente assim.
O afastei.- Ok chega, eu não quero isso. Sinto que você não é uma coisa muito boa. Com licença.- Sai dali, indo para o carro de Jenna. Sentia uma coisa estranha perto dele. Não me passava segurança.
Garota estranha. Voltei ao bar e depois bebi. A noite parecia ser boa. Um conhecido chegou e me deu a animação da noite; êxtase. Não me importava em tomar algo assim, afinal gostava de me divertir. Acabei arrumando uma garota para ficar e foi uma boa noite, bem prazerosa. Na tarde seguinte tinha umas coisas para resolver com advogados, aquilo era um saco. Sai dos escritórios deles já era tarde e fui dirigir por ai. Estava numa rua movimentada e fui tentar aproveitar o sinal, quando um mar de cachos se jogou para atravessar correndo.
Parei junto quando vi um carro parar também. Olhei e o sinal estava vermelho.
Desci.- Tá maluca garota?
— Olha quem fala! O sinal estava amarelo! Você que devia ter parado, não acelerado.- Disse.
— E você ter olhado antes de atravessar!- Exclamei.
— Você que é o culpado, não eu.- Disse.
— Ah claro, a garotinha assustada de ontem.- Disse.
— Vai se foder.- Voltei para a calçada, começando a sair dali.
Fui atrás dela.- Como é que é?
— Eu mandei você ir se foder. É surdo?- Perguntei.
— Nenhuma mulher manda eu me foder.- Disse.
— Pois eu mandei.- Disse.
— Você está me provocando mais ainda.- Disse.
— Você é louco.- Disse.
— E você gostosa.- A segurei, a beijando.
Tentei me soltar, mas ele era mais forte e maior também, o que fazia com que me perdesse nos braços. Ficava pequena demais ali. E não é como se não quisesse retribuir, então retribui.
De novo gostei do beijo dela e a segurei mais contra mim.
Parei o beijo delicadamente.- Estamos no meio da rua.
— Não tenho problema com isso.- Sorri e tirei um cacho do rosto dela.
Senti um cheiro diferente e cheirei a gola da camisa dele.- Que cheiro é esse?
— Eu estava numa reunião e eles fumam de tudo.- Disse.
— Ah sim, ok.- Disse.
— Vamos tomar um café?- Perguntei.
— Tudo bem.- Era perto da faculdade de Kai e Kol, mas esperava que eles ficasse lá dentro. Eu estava indo encontra-los.
— Vou tirar o carro da rua então.- Disse.
— Ok.- Disse.
Voltei e sob muitos xingamentos tirei ele do meio da rua, estacionando perto de onde ela estava.- Pronto.- Fechei o carro. Se tinha uma coisa que eu gostava era do meu carro.
— Tudo bem.- Disse.
Andamos até um café e entramos. Sentamos numa mesa.- Café mesmo?
— Sim.- Disse.
Pedi um expresso para mim e um cappuccino para ela.- Então mora por aqui.
— Não exatamente. Estava indo encontrar alguém.- Disse.
— Ah sim. Alguém? O motivo de ter fugido ontem?- Questionei.
— Não. Meus irmãos.- Disse.
— A princesinha tem irmãos.- Disse.
— Nove.- Disse.
— O que!?- Exclamei.
Ri.- Sim.- Vi Tatia chegando no café.
— Katherine! Ai está você sua gata fujona!- Tatia foi até eles.
Olhei e sorri.- Gêmeas?
— Quadrigêmeas na verdade.- Disse.
— Quem é esse ai?- Tatia perguntou.
— Cacete. Eric Northman, amigo da sua irmã.- Disse.
— Amigo?- Tatia o olhou.- Sei.
— Tatia, deixe de julgar pela aparência.- Disse.
— Eu sempre estou certa, você sabe.- Tatia suspirou.- Vem comigo. Stefan vai nos levar para casa.
— Nós estamos esperando o nosso pedido.- Disse.
— Bem, tudo bem então.- Tatia deu um beijo na bochecha da irmã e sussurrou uma coisa, logo saindo dando algumas saltitadas.
— Ela foi saltando?- Perguntei.
Ri.- Tatia é única.
— Estou achando que cada uma de vocês é.- Disse.
— Talvez sim.- Disse.
— Depois da maneira que me desafiou, tenho certeza que é isso o que te faz.- Disse.
— Hmm... talvez. Mas Amara pode ser mais ácida do que eu.- Disse.
— Prefiro o seu estilo.- Disse.
Sorri.- Que bom.
— Tatia, Amara... Só você tem nome normal?- Perguntei.
— Tem a Elena. E sem ser nós quatro tem a Freya, Elijah, Niklaus, Kai, Kol e Rebekah.- Disse.
— Nossa, é muita gente.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Eu ficaria louco.- Disse.
— Meus pais ficam as vezes.- Disse.
— Imagino. O que sua irmã disse?- Perguntei.
— Que você tem cara de estuprador.- Disse.
Cai na gargalhada.- Nossa, que impressão.
— Pois é.- Disse.
— Se ela estivesse aqui, eu diria a ela que nenhuma mulher esteve na minha cama contra vontade.- Disse.
— Ainda bem.- Disse.
Os cafés chegaram e tomei do meu.- Foi a primeira vez que vi você no bar.
— Foi a primeira vez que fui.- Disse.
— Sorte a minha então.- Disse.
Apenas sorri.
Tomei o café e a olhava. Não me lembrava a ultima vez que tinha tomado um café assim, muito menos parado para conversar.
Conversamos por mais um tempo e olhei a hora.- Tenho que ir. Minhas notas estão ruins e preciso chegar em casa sempre antes das 16:00 em dia de semana.
— Nos vemos no bar de novo?- Porque quis saber? Ela é só mais uma.
— Talvez sim.- Levantei.- Tchau Eric.- Sorri e sai.
POV Eric.
Olhei ela ir. É, ela é um bom passatempo. Terminei o café, paguei e fui embora. O trabalho foi mesmo durante a semana; fornecedores, empregados, uns brigões e por ai vai. Estava inquieto durantes as noite e só sossegava depois do meu "doce". Isso seguiu até sábado e Pam estava aqui hoje.- Oi minha linda.
— Oi.- Pam disse.
— Sentiu minha falta foi? Para vir para cá.- Disse.
— Só nos seus sonhos.- Ela disse.
— Eu sei que me adora.- Disse.
Ela riu.- Você sonha tanto.
— Vou deixar sua máscara.- Peguei minha bebida e olhei ao redor.
— Cresceu bastante aqui.- Ela disse.
— Sim e estou pensando em ampliar um pouco.- Disse.
— Seria bom.- Ela disse.
Eu cuidava dos bares, ela das boates.- Que tal expandir com sua boate?
— Como assim?- Ela perguntou.
— Fazer um segundo andar com boate.- Disse.
— Pode ser.- Ela disse.
Comecei a discutir isso com ela até que no que olhei para o lado vi Katherine chegando.
— O que foi?- Ela perguntou.
— Aquela garota.- Disse.
Ela olhou.- O que tem?
— É um caso interessante.- Disse.
Ela franziu o cenho.- Você nunca se refere assim a uma garota. Tá doente?
Ri.- Não! Ela está me desafiando. Praticamente disse que não iria para minha cama.
— E dai? Tem outras por ai.- Ela disse.
— Não. Quero fazer ela pagar a língua.- Disse.
Ela suspirou.- Ok.
— Ela é gostosa, não é?- Perguntei.
Ela a olhou.- Sim, é.
Ela olhou na minha direção e sorri.
— Para com essa porra Eric. Parece um idiota apaixonado e babão. Se quer ela, comporte-se feito homem e não um franginho de pau mole.- Ela disse.
— Franguinho de pau mole? Que porra é essa Pam?- Questionei.
— É o que você parece.- Ela disse.
— Ficou louca, só pode.- Disse.
— Ok então.- Ela disse.
POV Misto. (Eric e Katherine.)
Terminei de beber e fui até ela, que estava com as amigas.- Boa noite Katherine.
— Boa noite.- Disse.
— É o cara que falou?- Jenna perguntou.
— Sim.- Disse.
— Ele é mesmo grande.- Jenna disse.
— Falando de mim?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— É, mas é melhor não sair chegando nela como uma vadia qualquer.- Ela deu um passo a frente.
— Avise a suas amigas que uma palavra minha e elas não entram aqui nunca mais.- Disse.
— E o que te faz pensar que isso nos faria falta?- Perguntei.
— Porque esse é o melhor bar da região. E todos os outros que vocês vão não entrariam sem eu deixar.- Disse.
— E você é o que, o dono daqui?- Jenna perguntou.
— E o que você tem a ver com os outros bares?- Perguntei.
— Sim, eu sou. E dono de todos os outros também. Agora comportem-se. Podem ir no balcão que é por conta da casa.- Disse.
— Você não nos manda.- Disse.
— E não vai nos comprar.- Jenna disse.
— Deixem de perturbar que tenho assuntos com a amiga de vocês.- Peguei Katherine pela mão e a puxei.
— O que foi?- Perguntei.
— Nada. Só para te livrar delas. Quer o que para beber?- Perguntei.
— Nada.- Disse.
— Então veio só me ver?- Perguntei.
Ri.- Não se ache.
— Não negou.- Disse.
— Eu vim dançar e não com você.- Sorri e fui dançar com um cara que me olhava. Gostava de provocar.
Olhei ela ir. Ela achava o que? Que eu ia cair nesse joguinho? Está com a pessoa errada. A deixei e fui falar com um conhecido. Eu acabei olhando as vezes e aquilo me irritava. Me distrai com um grupo que tinha chegado e quando olhei de volta ela não estava lá. Não tinha sido rápido o suficiente para ela ir embora. Olhei pelos corredores, podia reconhecer os cachos virando um dos corredores, depois diz que não é fácil. Fiquei incomodado com aquilo e decidi acabar com a festa. Os segui e conforme seguia ouvia as reclamações dela ao fundo, alguma coisa estava errada.
— Me solta!- Exclamei.
— Que isso gostosa, para de show.- Ele a jogou contra parede.
— Me solta seu nojento.- Disse.
— Dançando daquele jeito, quem diria que é difícil.- Ele disse separando as pernas dela com o joelho e segurando as mãos dela.
— Você que é asqueroso, dançar não quer dizer nada.- Disse.
— Cala boca.- Ele foi a beijar, só que ela mordeu sua boca.- Sua piranha!
Senti meu sangue ferver com aquela cena. No que ele levantou a mão para bater nela, eu o segurei e o soquei.- Seu filho de uma puta.
— Eric.- Disse.
Dei outro para fazer ele cair no chão e me virei para ela.- Você está bem?- Peguei em seu rosto, a analisando.
— Estou.- Me abracei nele. Não me importava muito se era estranho.
Estranhei aquilo e estranhei mais ainda retribuir aliviado.- Está tudo bem, vem comigo.
— Tudo bem.- Disse.
Não a soltei e a levei dali, passando por um segurança e mandando cuidar o babaca. Pegamos a escada e fomos para meu escritório.
— Acho que eu devia chamar meu pai.- Disse.
— Não precisa, já vão cuidar dele.- A sentei no sofá e peguei no frigobar uma garrafinha de água, dando a ela.
Tomei da água.
— Mais calma?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Viu no que deu? Ir me provocar?- Perguntei sentando junto dela.
— Foi azar só.- Disse.
— Sei.- Tirei os cabelos do rosto dela.
O olhei.- Você parece durão é bem coração mole né?
— Não confunda as coisas Katherine, não tem um coração.- Disse.
— Hmmm... Ok. Vou pedir para meu pai me buscar, vou me sentir melhor com ele.- Disse.
— Mais tarde então.- A beijei. Aquela boca dela parecia me provocar.
Não retribui.- Desculpe Eric, você é lindo e beija bem, mas eu quero alguém com coração. Não quero beijar por beijar pelo resto da minha vida.
— Olha quem está procurando maricas com flores e bombons.- Disse.
— E se tiver? Problema é meu.- Disse.
— Não, você não quer.- Cheguei mais junto dela.- Você quer alguém de pulso firme, que te faça sentir segura, que acompanhe seu desafio e até o vença, que te faça sentir mulher de verdade.- Enquanto falava me debrucei sobre ela, estando a ponto de a beijar de novo.
O olhei.- Mas quero alguém por inteiro. Quero poder amar e ser amada.
— Não quero pensar nisso agora.- A beijei de novo.
Levantei.- Mas eu quero!
A olhei.- Talvez eu estivesse errado.
— Sobre?- Perguntei.
— Você não é diferente das outras. Só quer um namoradinho para desfilar e fazer o que você quiser.- Disse.
Bufei.- Adeus Eric.- Sai da sala dele.
Suspirei e fui até a mesa olhando as câmeras. Para meu azar, eu não queria estar errado.
POV Katherine.
Desci e sai para a rua, chamando um táxi. Mandei mensagens para as minhas amigas, avisando que estava indo embora. Sabia que elas tentariam me convencer a ficar, porque elas querem ficar. O táxi não demorou a chegar e entrei, indo para casa. Quando cheguei em casa, meu pai estava na sala e tentei subir sem ser vista; não deu certo.
— Hey mocinha, o que é isso?- Ele perguntou.
— Oi pai.- Disse.
— Tudo bem?- Ele perguntou.
— Sim.- Disse.
— Onde foi?- Ele perguntou.
— Em um bar com as meninas.- Disse.
— Bar Kath?- Ele perguntou.
— Sim.- Disse.
— Você é muito nova para isso filha.- Ele disse.
— Eu sei. Não pretendo voltar lá.- Disse.
— Vem cá.- Ele disse.
Fui até ele.
— Aconteceu alguma coisa?- Ele perguntou.
Suspirei.- Eu conheci um cara semana passada nesse bar, ele é o dono, eu meio que gostei dele, ele é bonito e tal. Ai eu vi ele na segunda indo encontrar os meninos na faculdade, tomamos café, conversamos e foi muito bom. Eu achei que estávamos em sintonia e que estávamos avançando ao estágio “ficante” e ela gosta dele, ele gosta dela. Hoje eu voltei lá para vê-lo somente, mas ele deixou claro que não quer nada além de “ficadas” comigo.
— Ah sim. E você quer mais que isso?- Ele passou o braço ao meu redor.
— Sim.- Disse.
Ele sorriu.- Que bom filha. Mas olha a parte boa, foi antes de se envolver demais ou estou errado?
— Não, não está.- Disse.
— Bom. Porque se fosse um babaca qualquer que usasse você, eu iria acabar com ele, não só fisicamente.- Ele disse.
Me aconcheguei no peito dele.- No final do dia, você que é o homem da minha vida pai.
Ele sorriu.- Não sabe como é bom ouvir isso. Ainda mais da minha tão independente anjinho.
— Não sou independente. Só sei responder as pessoas e sou mais atrevida.- Disse.
— E põe atrevida nisso. Lembro que fomos chamados no colégio porque vocês estavam no recreio, com uns seis anos, e fez uma garoto chorar porque ele derrubou a Amara.- Ele disse.
— A Amara sempre foi a mais songa monga.- Disse.
Ele riu.- Não fala assim. Ela é mais reservada.
— A Tatia só pulava e só pula até hoje, já a Elena é quieta mas mete bronca se mexem com ela.- Disse.
— E você defende todas elas de quem for que eu sei. Quase como os mais velhos.- Ele disse.
— Bem, sim. Como elas me defendem.- Disse.
— Isso é tão fofo.- Ele olhou a escada.- Não é amor?
— O que?- Minha mãe perguntou.
— Essas quatro se defendendo.- Ele disse.
— Ah sim, é lindo mesmo.- Ela disse.
— Quem vê assim tão calminha, não imagina o furacão que é.- Ele disse.
— Eu não sou um furacão.- Disse.
— Não? Esther, quem deixava a gente doido na hora de tomar banho?- Ele questionou.
Ela riu.- Katherine e Kai também.
— Era quase um coopper para botar vocês no chuveiro.- Ele disse.
— Verdade.- Ela disse.
— Ainda bem que hoje eu amo banho.- Disse.
— Todos nós agradecemos.- Ele disse.
*****
POV Misto. (Eric e Katherine.)
Alguns dias passaram e não vi Eric desde então, o que era bom, porque não estava afim de vê-lo. No sábado a noite resolvi ir ver um filme sozinha, fazia bem fazer isso de vez em quando. Quando saia do cinema passei por um bar com uma musica super alta e do nada alguém esbarrou em mim.- Olha para onde anda imbecil.
— Foda-se.- Tentava me amparar na parede.
— Eric?- Olhei o cara.- É você?
Tentei focalizar.- Kath...- Tentei dizer o nome dela.- Kat...- Sorri. No fundo da consciência estava feliz em ver ela.
Ele ameaçou cair e o peguei, colocando seu braço no meu ombro.- Você está bem?
— Só assim eu fico...- Comecei a tossir.- Posso esquecer.
Cheirei ele.- Que cheiro é esse? Eric, você estava se drogando?
— Divertindo. Era para ser você.- Disse.
— Divertido é assistir um filme, é...- Parei. Não ia adiantar argumentar. Suspirei.- Onde você mora?- Acenei para um táxi parar.
— Praia.- Disse.
— Você mora na praia?- Perguntei.
— Em frente.- Disse.
Entramos no táxi.- Espera ai um minuto que vou o endereço.- Comecei a apalpar os bolsos dele para encontrar a carteira.
Sentia os toques dela e tentava pensar como queria ela. Mas estava entre a consciência e fora dela para poder reagir.
Achei no bolso de trás. Abri a carteira e suspirei.- Camisinha, como sempre.- Achei uma conta de telefone e dei para o motorista.- Nesse endereço, por favor.
— Tudo bem.- Ele começou a dirigir.
Sentia algo, o perfume dela.- Kath...
— O que?- Perguntei.
— Meu coração.- Disse.
— Tá sentindo alguma coisa?- Perguntei.
Ia dizer, mas um barulho me fez pular. Aquele som...- Ah para, não!
— O que foi?- Perguntei.
— Para!- Tapei os ouvidos.
— Eric, o que foi?- Perguntei.
— Os tiros.- Disse.
— Quer que eu vá para um hospital moça?- O motorista perguntou.
— Hã... eu não sei. Não poderia dar entrada, sou de menor e ele não parece muito bem para assinar.- Disse.
— Liga para alguém então.- Ele disse.
POV Katherine.
Ai Deus... Quem? Suspirei e peguei o telefone, ligando para Kol.
— Oi linda.- Kol disse.
— Kol, por favor, me encontre no hospital. Eu estou bem, eu explico quando você chegar lá, ok? Só preciso de você. Vou te mandar o endereço por mensagem.- Disse.
— Meu Deus Kath. Tudo bem, manda, estou indo.- Ele disse.
— E não conte a ninguém.- Desliguei. Perguntei ao motorista o endereço do hospital mais próximo e mandei a Kol. O motorista nos levou para o hospital e esperei do lado de fora do táxi até Kol chegar. Não podia entrar com Eric sendo menor. Kol demorou um pouco, mas chegou.
— Pronto.- Ele disse.
— Graças a Deus.- Pedi ajuda ao motorista para tirar Eric do carro.- Preciso que assine a entrada dele no hospital.
— Quem é esse cara?- Ele perguntou.
— Não interessa. O que interessa é que o encontrei drogado e ele vai precisar ser desintoxicado.- Disse.
— Que merda.- Kol o sustentou e entrou.
Logo levaram Eric.
— Hey calma.- Kol disse.
— Estou calma.- Disse.
— Não parece.- Ele disse.
— Mas estou. Disseram quantos dias ele vai ter que ficar aqui?- Perguntei.
— Uns dez, para começo.- Ele disse.
Suspirei.- Tudo bem. Não adianta ficarmos aqui então. Vamos. Eu volto amanha ou depois.
— Você vai me explicar isso, certinho.- Ele disse.
— Eu vou. Depois.- Disse.
POV Misto. (Eric e Katherine.)
Quando acordei demorei a perceber onde estava. Ok, hospital. Minha cabeça doía e eu tinha tido uma semana de merda. Culpa dela! Aquela garota mexeu comigo e ela ter ido embora me fez sentir coisas estranhas. Kath... Não, eu não podia me dar o luxo de me apaixonar. O médico veio e disse que eu tinha passado muito mal, quase uma overdose... Ah sim, estava no bar, tinha tomado dois compridos, comecei a me divertir, mas ai achei que tinha visto Katherine e para esquecer tomei mais três, e passei a beber. A partir dai minhas lembranças são uma bagunça, podia jurar que tinha ouvido ela, sentido seu perfume. Pam apareceu e quase me bateu, o que acho que ainda vai fazer, mas a tarde ela teve que ir. Estava distraído quando bateram na porta.
Abri a porta.- Oi.
— Katherine?- Perguntei.
— Vim saber se melhorou.- Disse.
— Como você... Foi você que me trouxe?- Perguntei.
— Sim. Você não lembra. Claro.- Claro que não ia lembrar Katherine. Você não é inesquecível. Ele nem te olha direito, você só seria uma distração para ele. Beijos e tal. O mais incrível é que seria só isso já que nem atração de corpo ele tem/tinha por você. Supere isso.- Eu te trouxe de táxi e pedi para meu irmão assinar sua internação.
— Era você. Eu só estou lembrando de flashes de ontem, me desculpe.- Disse.
— Tudo bem. Bem, era isso. Consegui um tempo na hora do intervalo. Espero que melhore.- Disse.
— Hey, espere.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Você não voltou mais.- Eu estava sendo um tanto cabeça dura em aceitar que sentia falta dela.
— E nem vou. Não quero nada da sua vida. Bebidas, drogas, sexo e vicio.- Dei de ombros.- Aprendi com meus erros. Não faço parte dessas coisas. Mas não podia deixa-lo caindo na rua.
— Você se importa.- Disse.
— Eu sou humana.- Disse.
— Vem cá.- Tentei me sentar. Estava com dor de cabeça e enjoado, mas segurei firme.
— Não.- Não ia ir até ele. Ele já me machucou o suficiente. Já não se importou o suficiente.- Estou bem aqui e te escuto muito bem.
— Venha Kath.- Disse.
— Não.- Disse.
— Eu sinto muito por aquele dia, eu me descontrolei.- Disse.
— Eu preciso ir. Tenho aula.- Disse.
— Você pode ficar, eu queria ver você.- Disse.
— Para que?- Perguntei.
— Senti sua falta.- Disse.
— Ah sim, sei.- Disse.
— É a verdade.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Agora vem cá.- Disse.
— Não Eric, eu não quero.- Disse.
— Perdi a chance que tinha com você, não é?- Perguntei.
— Você deixou claro que não queria nada comigo. Que não me queria. Fora que nem demostrava sentir algo a mais então não é um problema para você. Ainda terá muitas mulheres na sua cama.- Disse.
— Eu queria, quero você.- Disse.
Ri.- Sei.
— Kath, é complicado está bem? Vamos sair de novo.- Disse.
— Porque faz tanta questão?- Perguntei.
— Porque estar com você é diferente.- Disse.
Nossa, o que toda garota gostaria de ouvir. Só que não. Talvez alguma queira, mas não eu.- Eric, eu vou ver ok? Eu tenho aula e tenho uma vida para seguir. Uma festa para ir. Então eu estimo suas melhoras.
Não me importei como estava, mesmo que fosse esse avental horrível. Dei um jeito de levantar, não foi a melhor ideia, mas ela ia sair comigo.- Só sai daqui com o combinado.
— Hey, volte a sua cama. Não vou me responsabilizar se você cair ou tiver um treco.- Disse.
— Vai ser sua culpa sim.- Me segurei no soro.- Eu te chamei.- Respirei, tomando fôlego.- E se quebrar algo, vou culpar você.
— Culpe a vontade.- Disse.
— Katherine, cacete, deixa de ser teimosa!- Estava ficando enjoado de novo.
— Eu não vou poder sair com você, porque para sair com você, preciso pedir permissão ao meu pai e para ele aceitar vai querer te conhecer e tirar satisfações.- Disse.
— Nós já...- Respirei fundo.- Saímos antes.- Dei uns dois passos para perto dela.
— Não, eu sai com minhas amigas e encontrei você, é diferente.- Disse.
Essa mulher quer me deixar doido. Onde se viu eu pedindo alguém para sair assim.- Seu pai nunca vai deixar, você sabe.
— Eu sou menor de idade e na minha casa as regras são assim. Não vai ser diferente comigo. Se me quer tanto assim, vai ter que passar por ele e meus irmãos.- Disse.
— Isso é loucura.- Disse.
— Quer ou não?- Perguntei.
— Quero.- Disse.
Peguei um papel e uma caneta que tinha ali. Escrevi meu endereço e celular, colocando o papel na mesinha ao lado da cama.- Quando ficar bom vai nesse endereço. Só me liga antes para eu saber. Tchau e melhoras.- Sai do quarto.
POV Eric.
Ia atrás dela, mas não consegui ir além sem vomitar. Que merda eu tinha me metido? Voltei para a cama e olhei o papel dela. Eu sempre soube que ia me foder por causa de mulher, mas não assim. Fiquei alguns dias ainda no hospital e quando sai me deram um encaminhamento para viciados, como se eu fosse né? Todos os dias eu perturbava ela, afinal, eu não tinha o que fazer. Quando cheguei, mandei uma mensagem.- Minha morena.
— Oi.- Ela disse.
— Viu? Já responde quando chamo assim.- Disse.
— As vezes é bom você se iludir.- Ela disse.
— Como se você não gostasse.- Disse.
— O que você quer?- Ela perguntou.
— Já estou em casa.- Disse.
— Nossa, que bom. Está bem?- Ela perguntou.
— Está preocupada?- Perguntei.
— Claro.- Ela disse.
— Estou normal sim. Feliz de me livrar daquele avental.- Disse.
— Deve ter feito sucesso com as enfermeiras.- Ela disse.
— Acho que elas adoraram. Quando quer que eu vá ai? Preciso ter você.- Disse.
— Me ter? Acho que não vai ser hoje apressadinho.- Ela disse.
— Katherine, não joga comigo.- Disse.
— Jogar?- Ela perguntou.
Parei de mensagens e liguei para ela.- Nossas conversas, você sabe que me atiçou muito mais.
— Não vai ter sexo ainda querido. Hoje você vem ver meus pais e irmãos então.- Ela disse.
— E se eu mandar todo mundo se foder?- Perguntei.
— Ai você nunca vai poder me “foder” ou qualquer outra mulher. Porque meu pai te castraria sem você perceber, porque ele é mais rápido que um adolescente de 12 anos.- Ela disse.
— Eu não gosto disso Kath. Casa, famílias, isso vai além de muita coisa que você sabe de mim.- Disse.
— Isso ou nada.- Ela disse.
— Está me jogando contra a parede garota?- Perguntei.
— Acho que você não entendeu que eu sou menor de idade.- Ela disse.
Suspirei. Que merda arrumei.- As oito estou ai.
— Ok.- Ela disse.
— Tchau.- Desliguei. Eu estava muito louco para ter entrado numa dessa. Quando deu a hora me arrumei e fui no endereço me dado. Toquei a campainha.
Ela abriu a porta.- Oi. Em que posso ajudar?
Uma das quatro, ok.- Vim buscar sua irmã Katherine.
— Ah, o cara que ia vir jantar aqui. O do hospital né?- Ela perguntou.
— Jantar?- Perguntei.
— É. Entra.- Ela me deixou passar e fechou a porta.
— Elena, não é? Acho que está havendo algum engano aqui. Não fui convidado para jantar.- Disse.
— Meu pai quer te conhecer. Então hoje é toda a família e você. A Kath contou que você e dono de uma rede de bares e tal. E ele ficou curioso. Mas não se assuste, é só meus pais e os filhos. Nada de namoradas, mulheres ou namorados.- Ela disse.
— Katherine...- Respirei fundo. Odiava surpresas, mesmo. Ainda mais nas quais eu não tinha controle do campo como aquele. Eu fugia de famílias, talvez por isso nunca fui de namorar. A garota me levou até uma sala onde tinha algumas pessoas.
POV Misto. (Eric e Katherine.)
— E o cara ai.- Kol disse.
— Nossa, mas você é velho para a Katherine.- Freya disse.
— Nossa Freya, você é sensível.- Amara disse.
— Eu disse que ele tem cara de estuprador.- Tatia disse.
— Que exagero Taty, ele só tem cara de que não presta mesmo.- Kai disse.
— Ele deve ser mais velho que eu. Isso não vai rolar, não mesmo.- Klaus disse.
— O que tá acontecendo aqui?- Desci as escadas.
— Estão fazendo bullying com o seu loiro. Legal me imitar maninha.- Rebekah disse divertida.
— Simples; você não vai namorar alguém que tem o que? Dez anos a mais que você?- Elijah questionou.
— Nove.- Disse.
— Parem de pegar no pé dele.- Fui até Eric.- Ele é meio cabeça dura, mas no fundo tem bom coração.
— Ele tem a minha idade? É velho não, estava brincando.- Freya disse.
— Se entregou maninha.- Kol disse.
— Vai tomar banho Kol.- Freya disse.
— Ai estão vocês. Boa noite. Você deve se o convidado.- Mikael disse.
— Boa noite, Eric Northman.- Disse.
— Boa noite.- Esther disse.
— Boa noite senhora Mikaelson.- Disse.
— O jantar está quase pronto, sente-se.- Mikael disse.
Estar no meio de tantas pessoas da mesma família me incomodava, mas eu ia aguentar e matar Katherine depois.
— Você é mudo?- Kol perguntou.
— Deixa ele Kol.- Esther disse.
— Então Eric, rede de bares? Numa cidade como essa deve lucrar muito.- Mikael disse.
— E ter muitos problemas.- Klaus disse.
— Lucro bastante. Eu e Pam levamos o negócio a sério e nos expandimos pela cidade toda.- Disse.
— Você parece no caminho certo dos negócios. Mikael conseguiu chegar onde está trabalhando duro desde cedo.- Esther disse.
Sorri de leve. Ok, alguém me deixava confortável ali.- Eu gosto do que faço.
— Quem é Pam?- Kai perguntou.
— Minha prima.- Disse.
— Prima, sei.- Klaus disse.
— Niklaus!- Esther exclamou.
Sorri.- Eric é ótimo no que faz.
— Bem, ele é melhor que o Caleb.- Tatia disse.
— Nem nos lembre disso.- Elijah disse.
— Prima sim, quase irmã. Os pais dela me criaram desde pequeno.- Disse.
— Por que?- Kai perguntou.
— Kai! Não precisa responder perguntas pessoais se não quiser, Eric. Desculpe os meus filhos.- Esther disse.
— Faz parte do currículo dele mãe.- Kai disse.
— Tudo bem. Meus pais, junto com minha irmã, estão mortos desde os meus oito anos. Meus tios cuidaram de mim. Mais alguma curiosidade?- Perguntei.
— Sinto muito Eric. Vamos comer.- Esther disse.
Eu sabia que aquele mundo não era para mim, era tudo certinho demais. Só que eu olhava Katherine ao meu lado e pensava se não valia a pena tentar. Eu estava desconfortável em falar de mim, só queria pegar ela e sair logo dali. Quando o jantar acabou tive que ficar mais um pouco até poder sair. Nunca me segurei tanto na vida. Ela veio junto comigo.- Jantar Katherine? Você não me avisou disso.
— Isso ou ficar horas sentado na sala. Prefiro comer.- Disse.
— Eu te disse, não sou namoradinho enfeite para ficar carregando por ai, jantares em família.- Avancei nela. Durante esse tempo, toda vez que a olhava queria beija-la ali mesmo.
Recuei de medo.- Então me desculpe. Não custava tentar. Mas já que não gosta, tudo bem. Não vamos dar certo.
— Nem vem com essa, você vai sair comigo. Não me fez passar por isso a toa.- Disse.
Ele parecia não me entender e estava ficando com medo.- Tudo bem Eric.
A beijei. Cara, eu estava desejando tanto essa mulher que estava ficando maluco.
Retribui o beijo.
A trouxe contra mim. Ela é baixinha junto assim, mas isso não impedia que fosse bom, bom até demais.
Eu me perguntava se ele não percebia que me dava medo as vezes. Ele se comporta como se não soubesse ou não se importa.
Ela não estava sendo a mesma Kath que eu tinha beijado antes. Fui parando e a olhei.- O que foi?
— Como assim? Nada.- Disse.
— O que está fazendo comigo Kath?- Toquei seu rosto.
— Nada. Eu prometo que não te trago mais aqui já que não quer e não gostou.- Disse.
— Eu nem estava preparado, te disse que isso é complicado para mim. Fora que tive que me segurar para não dizer umas boas aos seus irmãos.- Disse.
Onde eu fui me meter? Tinha que ser eu a cair com um homem com cara de quem poderia bater em mulher?- Desculpe. É melhor eu entrar. Está tarde.
— Você sempre está fugindo.- Disse.
— Não.- Disse.
— Está sim Katherine.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Ok? Cadê a garota que mandou eu me foder? O que houve com você?- Questionei.
— Nada.- Disse.
Como adolescentes são complicadas!— Vamos jogar limpos aqui. Eu quero você, você sabe disso.
— Tudo bem.- Disse.
— Vai responder alguma coisa diferente disso?- Perguntei.
— Depende da pergunta.- Disse.
— O que você quer Katherine?- Perguntei.
— Eu quero um namorado. Um que eu possa assistir filmes atirada no sofá toda escabelada e de pijama fofo, e não só estar bonita e só nos encontrarmos para sexo. Quero um namorado que seja gentil e legal com a minha família e compreenda que enquanto formos somente namorados, sempre irei escolher minha família, mesmo ela sendo meio doida de vez em quando. Quero um namorado que possa me proteger e ao mesmo tempo saber ser gentil com os outros. Um que me leve a lugares românticos e fofos, mas que também me leve em lugares mais ousados. E que me olhem com desejo como os namorados das minhas irmãs ou os meus irmãos para as mulheres dele. Mas não consegui isso até hoje.- Disse.
— Você viu o meu pior semana passada e mesmo assim quis que eu viesse aqui. Eu não sou normal Kath, nunca namorei assim, como você quer, para saber ser assim com você. Me deixa louco, me assusta te desejar como eu estou fazendo e mesmo sendo tudo tão diferente do que eu estou acostumado, não quero ir embora. Estar com você me deixa bem. Merda, eu quero que fique bem comigo também.- Disse.
— Não parece. Você está bem incomodado.- Disse.
Suspirei.- Minha família não só morreu.- Desviei o olhar dela.- Foram mortos, executados. Morávamos numa casa assim, éramos como vocês.- Abri um pouco a minha blusa, até poder ver as duas cicatrizes.- Eu vi tudo e não sei como sobrevivi. Casas, ambientes assim me dão arrepios, me fazem lembrar coisas que não quero.
— Parece horrível. Mas eu não sei o que você quer que eu diga. Não vou pedir desculpas por te trazer aqui sem falar com você. Você é um homem adulto devia saber superar as coisas. Eu tenho 17 anos e sei melhor do que você as coisas?- Questionei.
— Esquece que te contei essas coisas está bem?- Voltei a olhar para ela.- Já que você contornou hoje, vamos sair amanhã. Quem sabe consigo as flores e os chocolates que você quer.
Suspirei. Ele só sabia era debochar. Isso estava começando a me irritar profundamente.- Ok.
— Cinema?- Perguntei.
— Pode ser.- Disse.
A beijei. Se eu queria isso? Queria. Ela teria que me desarmar como venho fazendo, só tinha que saber como mostrar isso a ela. Ela disse gentil, então quem sabe um beijo mais leve?
Retribui o beijo.
A trouxe mais para mim. Segurando seus cabelos e sentindo o corpo dela. Ah, como eu queria tocar aquele corpo inteiro.
Parei o beijo e o olhei.- Você está com raiva de mim?
— Raiva? Não. Porque?- Questionei.
— Porque você fica agressivo quando está com raiva. Percebi pelos outros dias.- Disse.
— Agressivo?- Perguntei.
— Você poderia por favor responder uma pergunta minha sem fazer outra pergunta?- Questionei.
Ri.- Tudo bem. Eu fiquei bravo, mas porque estou a semanas querendo ficar com você e quando acho que ia, encontro um pelotão de fuzilamento.
— Tudo bem. Eu compreendo que você não entenda.- Disse.
— Hey, eu estou tentando ok? E prometo que vou me esforçar mais na próxima vez que vier aqui.- Disse.
— Você não precisa vir aqui mais se não quiser. Não será obrigado a isso. Afinal meus pais viram que ficou desconfortável e não vão querer que você fique sem jeito de novo.- Disse.
— Duvido que vai ser só esse motivo deles não me quererem aqui.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Você sabe todos os motivos que eles podem ter.- Disse.
— Eles não são preconceituosos e eu não contei nada do hospital e nem Kol. Então eles não sabem disso.- Disse.
— Vamos ver. Agora é melhor você entrar que seu pai já olhou três vezes pela janela.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Amanha então?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Ótimo.- A beijei de novo.- Boa noite.
Sorri.- Boa noite. E me desculpe qualquer coisa.
— Não liga para isso.- Disse.
— Eu devia saber que um cara da sua idade ia achar isso ridículo. Eu devia só ter tentado conversar com o meu pai e termos saído. Eu poderia ter conseguido afrouxar as rédeas dele se tentasse bastante.- Disse.
— Está tudo bem Katherine.- A beijei de novo.- Se ficar falando não te deixo ir.
— Tudo bem. Boa noite.- Disse.
— Tchau.- Disse.
— Tchau.- Disse.
Ela entrou e fui embora. Nossa saída no outro dia foi engraçada e divertida. Sim, eu gosto dela, não tinha como escapar mais disso. Eu passei a ir vê-la quase todos os dias antes de ir para o trabalho o que não deixava os pais dela muito feliz. Tiveram uns dois jantares mais e conheci o resto da família, eram mais legais assim. Queria levar a Kath para sair mais vezes, mas eles nos travavam. Acho que não confiavam em mim ainda, só que não ia desistir dela. Ela conseguiu uma permissão e fomos para minha casa.- Falta muito para você ser de maior?
— Na minha casa só aos vinte um.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Até os vinte um assim?- Perguntei.
— Sim. Depois tenho liberdade, mas tenho que dar satisfação igual. Tipo, Kol estava indo super mal na faculdade e meus pais fazem ele chegar em casa as 19:00 para estudar todos os dias.- Disse.
— Então seremos só nós, o que, quando casarmos?- Perguntei.
— Sim. Ai ao invés da meu pai mandar em mim, vai ser você.- Ri.
— Isso vai ser no mínimo depois dos seus vinte um.- Peguei uma bebida.
— Bem, depende. Com dezoito eu já posso casar escondida se quiser.- Disse.
— Gosto da ideia, mas tenho certeza que não o faria.- Peguei um suco para ela e dei.
— Talvez.- Disse.
Tomei da cerveja e me sentei junto dela no sofá.- Mas fazer o que? É o preço para ficar com você.- A beijei de leve.
— Sim.- Disse.
— Eu o pago, pagaria qual fosse.- Falei enquanto descia, beijando seu pescoço.
Me arrepiei e sorri.- Que bom.
A beijei e me debrucei sobre ela. Estava com tanto tesão esperando por ela que tinha que resolver mais de uma vez por dia para conseguir disfarçar.
Retribui o beijo e acabei por me deitar no sofá. O sofá dele era bem grande e confortável, o que fazia sentido já que ele é grande.
Minha mão foi direto para as pernas dela. Não tínhamos muita privacidade para amassos, mas os que tinha tido, aproveitei bastante.
Minha mão descia pelas costas dele, acariciando ali.
Subi um pouco e minha mão entrou pela blusa dela. O beijo ficava mais intenso e eu excitado.
Sorri.- Você se excita fácil.
— É a falta.- Disse.
— Sei.- Disse.
— Não acredita?- Perguntei.
— Acredito.- Disse.
Ri e subi a blusa dela. Não era mentira; eu não a trai e estava sem sexo desde que começamos.
Ajudei ele a tirar.
Beijei pelo pescoço, descendo pelo colo e soltando o sutiã dela para ter acesso total aos peitos dela.
Me arrepiei e comecei a abrir a camisa dele.
A olhei.- Você é muito gostosa.
Sorri.- Obrigada.
Avancei, tirando o short dela e terminei de tirar a minha blusa e tirei as calças.
— Preciso saber uma coisa.- Disse.
— Agora?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Diz.- Disse.
— Você parou com as drogas?- Perguntei.
— Daquele jeito, claro.- Disse.
— Não parou de vez?- Perguntei.
— Não total. Tomo alguma coisa as vezes.- Fui beijando pela coxa dela.
— E porque?- Perguntei.
— O que?- Perguntei.
— Porque ainda toma.- Disse.
A olhei.- Quer falar disso agora?
— Tá, deixa.- Disse.
Eu já a conhecia bem para saber que se eu deixasse teria problemas depois. Parei o que estava fazendo e a olhei.- Porque... Nem sei mais. Antes de você era para diversão.
— Tudo bem.- Disse.
— O que mais quer saber?- Toquei o rosto dela.
— Nada.- Disse.
— Tem certeza?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Não precisa ficar preocupada.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Lá vem você respondendo só assim.- Disse.
Suspirei.- O que você quer que eu fale? Me dá uma lista de palavras então.
— Porque assim parece que ficou chateada.- Disse.
— Mas não.- Disse.
— Me garante?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
A beijei. Droga, eu sou apaixonado demais por essa garota para não me importar com o mínimo que fosse. Por isso que aguentava toda a vigia e desconfiança da família dela, e todo resto que tinha mudado na minha vida.
Retribui o beijo.
Por mais que o meu sofá fosse bom, poderíamos ficar ali um outro dia. A peguei no colo e levei para meu quarto. Afastei a colcha e a deitei. Estar só de calcinha a deixou mais sexy desse jeito.
Sorri.- Vai ficar só me olhando? Não parece mais tão ansioso.
Ia para a mesinha, mas parei.- Você toma alguma coisa?
— Não. Parei quando terminei meu ultimo relacionamento.- Disse.
— Vamos ter que ir com camisinha então.- Peguei na gaveta.- Você está tão gostosa assim que poderia gozar só te olhando.
— Fiquei curiosa para ver isso agora.- Disse.
— Mais tarde.- Tirei a cueca e coloquei a camisinha.- Preciso estar dentro de você.
Sorri.- Tudo bem.
Fiquei de joelho na cama e tirei a calcinha dela. Nada como a ver nua. Sorri. Por mais que eu estivesse com tesão, eu queria aproveitar aqui. Sorri e me deitei sobre ela, a penetrando.
Suspirei pesadamente e o beijei.
— Que gostosa.- Disse ao me movimentar e a sentir ao meu redor se expandindo, afinal, meu tamanho se refletia em tudo.
Sorri e beijava seu pescoço.- E você é bem... dotado. Seria engraçado se não fosse.
— Não seria não.- Disse com a voz já meio rouca.
— Porque?- Perguntei.
— Porque não.- Beijava e roçava os dentes de leve no pescoço dela.
Me arrepiei e suspirei.- Homens são muitos sensíveis quanto a isso.
Ri e a beijei, aumentando o ritmo e sentia o desejo me dominando, me fazendo me perder nela.
Envolvi minhas pernas na cintura dele, mantendo-o perto de mim. Levei minha mão até os cabelos dele, acariciando ali.
Passei o braço pela cintura dela e conforme eu entrava nela, os seus gemidos me excitavam mais e mais. Minhas mãos corriam o seu corpo onde alcançavam, provando cada parte.
Entrelacei meus dedos no cabelo dele e desci meus lábios pelo maxilar dele.
Ela puxava de leve meus cabelos e eu gostava daquilo, gostava dela assim, ou melhor, de qualquer jeito. Gemi e me controlava para não ser selvagem demais com ela, não sabia se ela gostava assim.
Beijei-o novamente e acariciava seu rosto.
Minha mão se enrolava nos cabelos dela e depois pegava nos seios. As vezes me afastava para olha-la e o sexo a deixava mais linda.
— O que foi?- Perguntei.
— Você está mais linda.- Disse.
Sorri.- Duvido muito. Já sou perfeita.
— Perfeita é?- Nos virei na cama.- Então me mostra.
Sorri e continuei no ritmo que estávamos.
Ah cara, o jeito que ela se mexia... não podia não deixar gostoso. A visão dos peitos dela balançando era um extra e deixei o prazer tomar conta de mim.
Me inclinei sobre ele e o beijei.
— Kath!- Exclamei.
— O que?- Perguntei.
— Você é uma delícia, continua.- Disse.
Sorri e continuei.
Minha mão corria as costas dela e sentia o orgasmo chegando, não podia o ter de forma melhor.
Minha mão descia pelo abdômen dele. Eric é um homem lindo e mesmo não devendo pelo currículo dele, eu estava apaixonada.
— Kath, eu vou...- Gemi.- Gozar.
Sorri.- Não precisa avisar amor.
Nos rodei e aumentei o ritmo, e nisso gozei. Mesmo alguns instantes depois estava com a respiração ofegante.- Não foi intencional e eu amo você.
— E eu amo você.- Disse.
— Eu sei.- Disse.
Apenas sorri.
Sai dela e me deitei ao seu lado. Me sentia bem mais leve, mais tranquilo.- É você é mesmo boa.
— Obrigada.- Disse.
Tirei a camisinha e me virei para olhar para ela.- Você é minha. Mesmo que seus pais fiquem no meu pé e não nos deixe ver tanto quanto eu gostaria.
— Sim, eu sou.- Disse.
— Eu tenho uma coisa para você.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Fecha os olhos.- Disse.
Fechei.
Levantei e fui até a o armário da cozinha, pegando e voltando, colocando no colo dela.
— O que é isso?- Perguntei.
— Abre.- Sorri.
Abri a caixa e sorri.- Nossa, são lindos e parecem gostosos.
— Por mais que não fosse o homem dos chocolates, você meio que deixou claro que adora eles.- Disse.
— Eu gosto.- Comi um.
— Seria tão bom se pudesse ficar aqui.- Disse.
— Sim, seria.- Chupei meu dedo.
— Será que não conseguimos essa noite?- Questionei.
— Melhor não abusar.- Disse.
— Vamos aproveitar o que temos então. Me dá um?- Perguntei.
Sorri e coloquei na boca dele.
— É, é bom, mas melhor ainda com o seu gosto.- Beijei ela.
Retribui o beijo.
Ficamos ali; brincando e depois claro, transamos de novo. Não era o suficiente para eu me saciar dela, mas já era um começo. Eu odiava esses horários e os estendias sempre que podia, mas os pais dela eram rígidos demais nisso. Mesmo assim, eu estava me acostumando mais a ir lá, sem pensar na casa que eu tinha e tudo mais. Pam me pertuba sempre, de que de galinha virei cordeirinho, mas não me importo, Kath virou a minha cabeça e eu estou indo com tudo. Muitos ao meu redor falam da nossa diferença de idade, mas para mim isso é só um detalhe. Eu não ligo e a trato como igual. Conversamos mais sobre as coisas que eu usava e acabei por prometer a ela que não usaria mais nada. Só que nisso alguém ouviu sobre como eu vivia limpo agora e deu um problema daqueles. Só não desisti enquanto não pude ter minha garota de volta e não importa o que façam; Katherine já é minha. Não só assim por posse, é minha namorada, minha mulher e pior, ou a melhor coisa que já me aconteceu, dona do meu coração.
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