Liberty- One Shots
95 Capítulo 96- Damon & Amara.
Notas iniciais

POV Amara.
Tenho a sensação que devia começar me apresentando, já que tenho três irmãs igual a mim; Meu nome é Amara Mikaelson, tenho 17 anos. Quando me perguntam quem eu sou, não sei responder ou definir meu estilo, é complicado se definir não é? Das minhas irmãs, sou a mais quieta. Eu prefiro não ficar na multidão e sei que meus irmãos não gostam de mim por isso. Kol e Kai nem me suportam e isso me machuca, mas não posso fazer muito. Nik e Elijah são os únicos que gostam eu acho, mas agora eles tem outras coisas mais importantes para cuidar. Nik tem uma filha, então claro que ele vai se preocupar mais com ela do que com a irmã estranha. Eu me dou bem com as minhas irmãs e com meus pais, mas queria que meus irmãos gostassem de mim. Sempre tive aquela fantasia de irmãos protetores e tal, mas eles não são assim comigo, talvez só com a Kath. Bem, saindo dessa onda melancólica... Quanto as quartos, cada um tem o seu. Nossa casa é IMENSA, tipo demais. Tem onze quartos ocupados, cada um com seu banheiro e ainda tem um quarto de hóspedes e um banheiro de todos. E ainda tem terreno para fazer quartos para mais pessoas, caso nós não quisermos sair de casar e ter nossos filhos aqui, como Klaus. Bem, e a única diferença entre mim e minhas irmãs são nossos cabelos e uma mancha de nascença; a minha fica embaixo do meu seio direito. Quando você me vê, eu sou exatamente assim; cabelos lisos e longos abaixo do seio, olhos castanhos e extremamente tímida. Queria mudar isso, mas não consigo. Agora estava em casa e saia do banho. Já era umas 17:00 e como não ia sair mesmo, coloquei um pijama. Desci e tinha umas pessoas na sala.
— Amara, vem cá.- Elijah disse.
— Elijah, fica quieto.- Kol disse.
— O que foi?- Perguntei.
— Olha para a cara dele.- Ele ria do Kol com alergia e os lábios inchados.
— Meu Deus! O que foi?- Perguntei.
— A Lydia ganhou um batom novo.- Kol disse.
— E ele que teve reação.- Elijah disse.
Klaus voltava da cozinha.- Que isso?
— Tadinho.- Disse.
— Está vendo? Pega no pé dela e é a única que se compadece de você.
— Para você ver.- Klaus disse.
— Droga, tenho um jogo importante. Vocês vão né?- Kol perguntou.
— E ainda foge do assunto.- Elijah disse.
— Eu vou.- Rebekah disse.
— Eu e as meninas não vamos poder ir, temos coisa do colégio.- Elena disse enquanto passava com três barras de chocolate em direção a escada.
— Chocolate, me dá.- Kol disse.
— Você não tá na dieta quase zero por causa do seu treinador?- Klaus perguntou.
— Por isso eu termino tudo no dia que me pedem.- Disse.
— Eu também faço isso, mas não consegui essa semana.- Elena suspirou.- Nos empresta seu caderno para estudarmos?
— Claro.- Disse.
— Hey, meu chocolate.- Kol disse.
— Kol, você não pode. Não por dieta, vai que tem reação com chocolate também?- Elijah questionou.
— Sonha Kol.- Elena riu e subiu.
— Que saco. Mara rouba um para mim.- Kol fez bico.
— Toma vergonha garoto.- Klaus sentou no sofá.
— Você não pode.- Me sentei no sofá.- Coisa boa, vocês vão para jogo e a sala será toda minha.- Me estiquei no sofá, me abraçando a almofada.
— Qual é, vamos.- Kol disse.
— Notou o súbito bom humor que ele anda?- Elijah questionou.
— Sim, acho que a ruiva tá fazendo efeito.- Klaus disse.
— Eu estou ouvindo, sabia?- Kol questionou.
— Você e Elijah que gostam de ruivas e são super parecidos. Isso não me parece coincidência.- Me deitei de bruço.
— Ainda bem que sou do seu time, love. Morenas.- Klaus disse.
Ri.- Sim.
— Vai preferir ficar em casa sozinha? Vamos Mara, umazinha, vem com a gente.- Kol disse.
— Eu não ficaria sozinha. Ficaria com a mãe, pai, Elena, Katherine, Tatia e Freya. Mas tudo bem, eu vou se parar de me chamar de Mara.- Disse.
— Isso! Finalmente ganhei uma com você, quem sabe ainda chegaremos lá.- Kol disse.
— Vai sonhando.- Disse.
— O que maninha? Você podia sair com a gente.- Kol disse.
— Seus amigos são tudo mais velhos, de cinco anos mais velho para cima! Incluindo você.- Disse.
— Vocês estão vendo que eu estou tentando, ela que não quer.- Kol disse.
Suspirei.- O pai e a mãe nunca deixariam também Kol.- Levantei.- Vou colocar uma roupa então.
— Vou tirar a limpo isso deles não irem.- Kol disse.
— Já volto.- Subi para meu quarto. Tirei o pijama que estava e coloquei uma calça jeans e como estava friozinho, coloquei uma blusa de gola alta e um moletom por cima. Calcei um all star, penteei meus cabelos, deixando-os soltos e passei um pouco de maquiagem para ficar com a cara melhor. Passei um pouco de perfume e desci.
— Ah, agora sim tenho um publico.- Kol riu.
— Sem exagero Kol, sempre que dá vamos. Aurora até gosta não é querida?- Elijah questionou.
— Claro.- Aurora disse.
— Nós também. Freya até vai ficar com a Hope para gente ir tranquilo.- Klaus disse.
— Ele que é chorão, sempre foi.- Kai entrou na sala e empurrou o gêmeo.- Que porra é essa na sua boca? Beijou uma abelha em vez da Lydia?
Me sentia envergonhada com as palavras que eles usavam.
Hanna desceu as escadas.- Amor, para de debochar do seu irmão.- Ela riu.
— Eles são assim mesmo Hanna.- Hayley disse.
— Sabe acho que vou largar você e te trocar pela a Mara né? Vou para a turma dos calmos.- Kol disse.
— Ela odeia ser chamada assim né?- Kai questionou.
— Sim.- Disse.
— Nem adianta tentar outros, eu já tentei.- Kai disse.
— Tem que ter algum. E ai, a troca tá de pé?- Kol perguntou.
— Que troca?- Perguntei.
— Você por ele.- Kol disse.
— É assim é? Vai me deixar?- Kai questionou.
— Ih, bateu ciúmes nos bebês.- Klaus disse.
— Não é melhor irmos?- Hayley perguntou.
— É, vamos.- Todos saímos.
POV Misto. (Damon e Amara.)
Cheguei para o jogo, estava em cima da hora. Eu estava cansado, estava no parque aquático até quase agora. Ok, eu Damon trabalhando? Sim, é o que gosto, amo na verdade; biologia marinha. Meu pai esperava que eu assumisse o lugar dele na empresa, mas eu odiava escritório, deixa isso para o Stefan. Entrei e quando ia para o vestiário, vi uma garota, não uma qualquer. Uma das irmãs do Kol.- Oi Amara.
— Ah, oi.- Disse.
As irmãs do Kol, vou te dizer, são gostosas pra cacete. Essas gêmeas então, só não chego por... Nem sei porque, deveria tentar qualquer dia.- Está perdida?
— Estou procurando o banheiro.- Disse.
— É por aqui, eu te mostro.- Disse.
— Ok.- Disse.
A levei pelo corredor.- Ansiosa por estar aqui?
— Não muito.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Não sei.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
Ele me mostrou onde era o banheiro e saiu. Fui no banheiro e depois voltei, indo me sentar.
O jogo foi puxado e se tivéssemos aquela vitória seríamos líder do campeonato. Eu olhava ao redor e vi a garota de novo; Amara. Ela parecia tão deslocada que chegava dar dó. Quando o jogo acabou foi aquela bagunça só, todos animados. Decidimos ir comemorar no Grill da universidade.
Kol foi até os parentes.- Gostaram?
— Você foi ótimo.- Rebekah disse.
— Sim.- Disse.
— Você foi perfeito como sempre amor.- Lydia disse.
— Apesar desse troço me incomodando, deu para ir.- Ele sorri.- Vai ter uma comemoração, quem quer ficar?
— Para nós não dá, já vamos.- Klaus disse.
— Nós também.- Elijah disse.
— Eu vou com eles.- Disse.
— Ah não, você vem com a gente.- Kol disse.
— Isso ai mocinha, vem com a gente.- Kai disse.
— Vocês dois já tem namoradas e eu não estou afim de ir em festas de universitários. Nem posso na verdade.- Disse.
— Vamos.- Kol disse.
— Não Kol, eu não quero. O pai e mãe não deixariam também e ficariam bravos. Vão vocês.- Disse.
Ele suspirou.- Desisto.
— Ótimo.- Disse.
— Então já vamos. Vocês juízo.- Elijah disse.
— Estamos em boas mãos, relaxa.- Kai disse.
Nos despedimos e fomos para casa.
Acabou que eu não estava com pique de ficar muito mais. Tomei umas duas cervejas e depois fui para casa. Naquele fim de semana teria um almoço na casa do Kol e nós fomos convidados, o que acontecia sempre, nossos pais eram amigos desde sempre, então fomos criados juntos. O que me impressionou foi o fato de eu ter me pegado naquela garota; Amara. Ela era tão bonita, mas sempre parecia estar tão fechada. Eu a observava as vezes conforme nos víamos em festas ou dias como esse almoço, ela era mesmo bonita. O dia do almoço chegou e fomos, chegamos lá e já conhecia ali como em casa. Andei pelo jardim e a vi sentada num banco. Sentei do lado.- Sempre afastada Amara.
— E você nunca se importou.- Disse.
— Não posso mudar de opinião?- Perguntei.
— Pode.- Puxei minhas pernas e as sobrei, ficando em cima do banco.
— Ah bom.- Olhei o jardim.- Adoro essa casa, vocês devem adorar também.
— Eu gosto.- Disse.
— Posso dar um de curioso?- Perguntei.
— Pode.- Disse.
— Porque é tão quieta?- Perguntei.
— Porque é meu jeito.- Disse.
— Você então deve passar uma barra; porque Kol e Kai são ligados no 220. Katherine segue esse caminho, Elena, Tatia e Rebekah não me parecem tão quietinhas não.- Disse.
— Eu me viro.- Disse.
— Imagino. Eu e Stefan somos diferentes também e não é algo tão legal.- Disse.
— Que pena.- Disse.
— Mas sobrevivemos.- Sorri. O que estava fazendo com aquela garota ali. Nunca tinha falado com ela.- A sua turma vai no passeio lá no parque?
— Vai.- Disse.
— Então vai me visitar no trabalho.- Disse.
— Espero que não tenhamos que entrar na água.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Prefiro não ficar de biquíni ou maiô.- Disse.
— Que isso, tenho certeza que tem um corpo lindo.- Disse.
— Como pode ter certeza?- Perguntei.
— Sou um cara observador, mesmo você tentando se esconder.- Disse.
— Me esconder?- Perguntei.
— Sem muito decote, roupa justa ou curta.- Disse.
— Eu só não gosto.- Disse.
— Isso te deixa contente? Sendo assim?- Perguntei.
— Esse é meu jeito. Desde quando eu preciso usar decote para ser feliz?- Questionei.
— Verdade, quem fica feliz somos nós.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Mas iria gostar de nadar com os animais.- Disse.
— Talvez.- Disse.
— Eu tenho certeza.- Disse.
— Damon, o que tá fazendo ai?- Kai perguntou.
— Conversando ué.- Disse.
— Deixa a Amara em paz, ela não é para seu bico, vaza.- Kai disse.
— Eu sei me cuidar.- Disse.
— E não vem com essas merdas para o meu lado não, converso com quem quiser.- Disse.
— Vamos então Amara.- Ele a pegou pela mão.
— Kai, deixa de ser mal educado. É seu amigo.- Disse.
— Ele longe de você, vocês 4.- Kai disse.
— Ah, para de palhaçada. Olha lá a Hanna fazendo dancinha.- Disse.
— O que?- Ele olhou e não viu nada
Ri.- Sai daqui e vai cuidar da sua namorada.
— Kai, se ele fosse querer algo a mais, ele teria ido a uma das outras três.- Levantei.- O pai tá fazendo o churrasco?
— Tá. Boa ideia, vá para junto dele.- Kai disse.
— Você é um babaca cara.- Disse.
— Eu só quero pegar carne.- Fui para onde acontecia o churrasco.
— Oi meu anjo, quer o que?- Mikael perguntou.
— Carne.- Disse.
Ele botou no prato dela.- Só?
— E dar um beijo no senhor.- Sorri e o beijei no rosto. Eu era bastante apegada nos meus pais. O que muitos achavam estranho.
— Pai, fica de olho nessa menina.- Kai disse.
— O que houve?- Ele perguntou.
— Ele tá paranoico.- Disse.
— Tô nada. O Damon tá todo arrastando asa para ela.- Kai disse.
— Como? Ela é só um bebê. Amor, você é muito nova para isso.- Ele disse.
— Ele não tá nada.- Disse.
— Tá sim. Eu conheço bem.- Kai disse.
— Desencana Kai. Vou ficar com a minha sobrinha, licença.- Fui até onde estava Hope brincando na piscina minúscula dela.
POV Damon.
Fui para a mesa que Kath, Stefan, Matt e Lydia e Kol estavam sentados.
— O que foi que Kai passou aqui puto?- Kol perguntou.
— Vai saber.- Katherine disse.
— Ele ficou irritadiço só porque estava conversando com a Amara.- Disse.
— No mínimo você estava agarrando a garota.- Stefan disse.
— Compreensível então.- Lydia disse.
— Que saiba querido irmão não é crime conversar com alguém.- Disse.
— Se for como quando ia conversar com a Kath...- Matt disse.
— Não sabia que você era pedófilo Damon.- Lydia disse.
— Eu não fiz nada que ninguém não quisesse.- Disse.
— Sabe que se os pais descobrir vocês tão ferrados.- Kol disse.
— Foram só beijos.- Katherine disse.
— Pois é, desencana Kol, você já fez pior.- Disse.
— E você desencana da Amara. Ela nunca vai te dar moral, muito menos se souber que teve algo comigo. Stefan tem mais chance com ela. E fora que ela meio que tá “gostando” de um garoto do colégio.- Katherine disse.
— Não entendi isso do Stefan ter mais chances.- Disse.
— Simples; eu presto, você não.- Stefan disse.
— Exato.- Katherine disse.
— Que isso Kath.- Disse.
— Se ela que testou diz isso, nem falo mais nada.- Kol disse.
— Pois é Damon, tá sem moral.- Matt disse.
— Pois é.- Lydia disse.
— Ainda bem que não ligo para opinião de ninguém.- Continuamos conversando e as vezes eu olhava para Amara. Ela estava com a sobrinha no colo, se tinha uma coisa clara era que ela era bem diferente da irmã. Mas eu gostava da simplicidade dela. O churrasco acabou, voltamos a nossa rotina e o dia que as turmas viriam aqui no parque chegou e algo em mim estava ansioso por isso. Fui no meu horário depois da aula na universidade e vi por alto que chegou um pessoal.
POV Misto. (Damon e Amara.)
Chegamos no local e era bem bonito ali.
— Gostei daqui.- April disse.
— Eu também.- Disse.
— Aquele não é o irmão do Stefan?- Ela perguntou.
— Sim, é.- Disse.
— Ele está acenando para você.- Ela disse.
— Tem três de mim aqui, pode ser para outra.- Disse.
— Docinho meu, eu não quero saber dele e nunca nos falamos então sou eu.- Tatia envolveu o pescoço da irmã com o braço enquanto andavam.
— É para você sim.- Ela riu.
— Não é não.- Disse.
Decidi ir até ela.- Boa tarde meninas.
— Oi.- Tatia disse.
— Decidiram vir a minha segunda casa?- Questionei.
— Gosta tanto assim?- April perguntou.
— Demais.- Disse.
— Katherine falou que você comentou com ela que ama aqui.- Tatia disse.
— Sim. Não vai falar comigo não Amara?- Questionei.
— O que quer que eu fale?- Perguntei.
— Oi, adorei aqui.- Disse.
— Oi, adorei aqui.- Disse.
Sorri.- Você está gostoso.- Testei ela. E mesmo de forma simples, quem estava gostosa era ela.
— Você está... Sonha.- Sorri irônica.
— Eu tentei.- Dei com os ombros. Ué, cadê aquela ansiedade toda? Sumiu. Sumiu assim que a vi. Deve ser coisa da minha cabeça.- Me deem licença meninas, mas preciso levar a Amara.
— Para onde?- April perguntou.
— É, para onde?- Tatia perguntou.
— Para acabar com o medo dela de entrar na água. Vem, tenho muito a te mostrar.- Disse.
— Você não vai me deixar em paz se disser não né?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Vai amiga.- April disse.
Suspirei.- Ok, vamos.
— Ótimo. Senhoritas, vejo vocês mais tarde. Tatia, minha querida Rapunzel, pode deixar que não deixo o tubarão comer ela.- Disse.
— Acho bom.- Tatia disse.
Pisquei para ela e passei o braço pelo braço da Amara, indo com ela.
— O que você quer?- Perguntei.
— Te levar para um tour.- Disse.
— E porque eu? Está de plano com meu irmão para não me deixar perto do Stiles?- Eu meio que estava gostando do Stiles. Ele é fofo e lindo.
— Quem é esse?- Perguntei.
— Meu colega.- Disse.
Deve ser quem a Kath falou.- Bem, não sei nada dele mas tenho certeza que vai fica melhor comigo.
— Se bem que ele nem olha para mim mesmo. Ele tem três garotas iguais a mim para olhar e que são muito mais sexys.- Disse.
— Você é sexy também.- Disse.
Comecei a rir.- Você podia ser piadista.
— Eu sei, mas não agora.- Chegamos a estande dos pinguins.- Até porque você é igual a elas.
Essa era a pior coisa para se ouvir quando você tem mais gente igual a você.- É, eu sei. Então sempre que quiser saber como é minha bunda ou meus peitos, olhe para elas que saberá.
— Quero dizer; não tem porque se diminuir, se acha que elas são, você também é Amara. E você realmente é.- Disse.
— Não, eu não sou. E não quero falar disso mais.- Disse.
— Porque não?- Perguntei.
— Porque não.- Disse.
— Você é linda Amara.- Disse.
— Tá tá.- Disse para ver se ele parava com esse assunto.
Demos a volta e entramos na baia.- Gosta de pinguins?
— São fofos.- Disse.
— Demais.- Chegamos junto a um.- Esse é o Fred, ele chegou aqui com a asas machucada.- Fiz uma carinho no bichinho.
Me agachei e o toquei na barriga, sorrindo como ele reagiu.- Tadinho.
— Sim, mas ele está melhorando né amigo?- Perguntei.
— Aqui é bem gelado.- Disse.
— Sim, eles precisam disso. Quer ver o Barney?- Perguntei.
— Quem é?- Perguntei.
— Vem.- Saímos e demos a volta, entrando em um fechado.- Aqui sim fica frio.
— Estou vendo.- Disse.
— Barney.- Chamei e depois ouvi um muxoxo atrás da pilha que tinha ali.- Hey garotão, essa é a Amara.- Ele era um urso polar.
— Meu Deus, ele é enorme.- Disse.
— Sim é um cara grande.- Acariciei ele.
Me ajoelhei perto dele onde estava deitado e o acariciava. Sorri.- Grande e lindo.
— Demais. Quer ver mais?- Perguntei.
— Eu tenho que ficar com meu professor de biologia, não com você.- Disse.
— Ele nem vai perceber.- Disse.
— Vai sim.- Disse.
— Vai não.- Porque eu queria que ela ficasse?
— Damon, eu não sou maior de idade como você, tenho que obedecer meus pais e eles que pagaram o passeio por aqui. Não vou sabota-los e correr o risco de perder algum teste oral enquanto caminhamos por aqui ou algo do tipo.- Disse.
Suspirei.- Tudo bem. Vilma e Betty ficaram desapontadas.
— Você as consola. Tchau.- Sai dali.
Parei ela antes de ficar longe.- Me dá seu telefone.
— O que?- Perguntei.
— Numero do seu telefone.- Disse.
— E para que você quer?- Perguntei.
— Para mandar para a CIA e eles investigarem você.- Disse.
— Estou falando sério.- Disse.
— Eu também.- Sorri.- Para eu falar com você, marcarmos algo.
— Marcarmos algo? Você sabe a minha idade?- Questionei.
— Sei. 17. Não é proibida de entrar num shopping, pizza, cinema ou aqui.- Disse.
— Sou cinco anos mais nova do que você.- Disse.
— E...?- Questionei.
— Sou uma criança perto de você.- Disse.
— Não é não.- Disse.
Suspirei. Deus, ele é insistente e bonito. Mas ele é mais velho! E pelo que a Katherine deu a entender ficou com ela o que quer dizer que eu seria só um step. Afinal o “material” ele conhece. Curiosidade não é.- Me dá seu celular que eu anoto para você.
Peguei ele dentro da bolsinha impermeável que andava.
Coloquei meu celular.- Pronto.
Sorri.- Ótimo. Agora posso te perturbar.
Ri.- Você é bem louco. Agora eu vou. Tchau.- Sai.
POV Damon.
Assoviei e sorri. Amara era diferente e gostava de como era quando estava perto dela. Trabalhei o resto do dia com ela na cabeça e a noite estava distraído pensando nisso, até durante o jantar.- O que?
— Onde está?- Meu pai perguntou.
— Está pensando em que?- Minha mãe perguntou.
— Nada.- Disse.
— O que? Tomou um fora por ai foi?- Stefan perguntou.
— Fora?- Ela perguntou.
— Não fala besteira Stefan.- Disse.
— Isso é mulher.- O pai disse.
— Pelo jeito é mesmo.- Ela disse.
— Aff, que mulher o que.- Disse.
— Eu fiquei sabendo que andou mexendo com a Amara.- Stefan disse.
— O que? Damon! Ela é menor!- Ela exclamou.
— E não queremos problemas com o Mikael, deixa a menina.- O pai disse.
— É, mais fácil você nunca mais poder encostar em uma mulher do que encostar na filha dele. Tirando o fato que você ficou se esfregando na Katherine. Se ele sabe disso você tá morto e a garota não vai sentar por um bom tempo. Agora se quem vai bater nela vai ser o Mikael ou a Esther, eis a questão.- Ela disse.
— Wow, wow ,calma ai, não estou fazendo nada com ninguém. E quanto a Kath... Ah, deixa para lá.- Disse.
— Damon, se afaste da garota, não quero saber de você se metendo com ela, entendeu?- Ele questionou.
— Essa vai ser boa.- Stefan disse.
— Como é que é?- Perguntei.
— É bom mesmo.- Ela disse.
— Para ficar claro, o de menor aqui é ele ali. Eu fico com quem quiser e se quiser a Amara, e ela quiser, vou ficar.
— DAMON!- O pai gritou.
Me levantei e fui para meu quarto, trancando a porta. Bufei, me jogando na cama. Peguei o telefone e mandei uma mensagem para ela.
— Oi.- Ela respondeu.
— Pensou no que disse de sair comigo?- Perguntei.
— Hmm... Eu não sei se deveria. Você é lindo, mas tem a cara de homem problemático. Mulherengo e tal.- Ela disse.
— Isso é preconceito.- Disse.
— Não é não.- Ela disse.
Decidi ligar para ela.- Agora é melhor.
— Ok.- Ela disse.
— E é sim, só porque não tive relacionamentos longos, você diz que sou mulherengo.- Disse.
— Porque você é.- Ela disse.
— E eu achando que tinha encontrado alguém para me fazer mudar de ideia.- Disse.
— Como assim?- Ela perguntou.
— Eu não sou burro, sei que você não é só de pegação.- Disse.
— Que bom.- Ela disse.
Nem eu entendia isso direito, mas eu sei que queria estar junto dela, pelo menos tentar estar.- E mesmo assim te chamei pra sair.
Ela suspirou e ficou um tempo sem falar.- Damon, eu não sou a Katherine, ok? Nem chego perto dela. Eu não tenho nenhuma experiência com relacionamentos ou garotos.
— Meu Deus, isso é publico é? Onde vou falam disso. E eu sei que não é.- Disse.
— Então porque você não me deixa quieta no meu canto?- Ela perguntou.
— Sou tão ruim assim para não sair comigo?- Perguntei.
— Não sei. Não te conheço. Nunca falei com você na minha vida. A primeira vez foi aquele dia no jogo.- Ela disse.
— Por isso deve conhecer.- Disse.
— E porque eu?- Ela perguntou.
— E tem resposta para isso?- Perguntei.
— Deveria ter.- Ela disse.
— Por... Ah, não sei Amara, só sei que foi bom estar com você, todas as vezes. E quero mais vezes.- Disse.
— Vai ficar querendo então. Não gosto de pessoas que não sabem o que querem. Tchau.- Ela desligou.
Como é? Liguei de volta e ela não atendeu. Essa garota... Ok, eu estava experimentando uma coisa estranha. Nenhuma garota que eu queria tinha me rejeitado assim. Fiquei pensando naquilo, nela. Cacete, para tantas para eu cismar, tinha que ser ela? Tentei ignorar aquilo nos dias seguintes, mas a imagem dela me incomodava. Ah merda. Depois daquela discussão, que não era a primeira, evitei de ficar um pouco em casa, então ficava pelo parque. Estava sem ter muito o que fazer e acabei cedendo a tentação de ligar para ela.
— O que foi?- Ela atendeu.
— Nossa, que recepção.- Disse.
— O que você quer?- Ela perguntou.
— Conversar ué.- Disse.
— Eu estou com companhia.- Ela disse.
— Quem?- Perguntei.
— Um colega. Fazendo trabalho.- Ela disse.
— Podia vir para cá.- Disse.
— Estou fazendo trabalho, não ouviu?- Ela questionou.
— Quando acabar.- Disse.
— Vou ver, mas acho que ficarei aqui na casa dele. Fui intimada a ficar para uma festa intima com alguns colegas.- Ela disse.
— Dele. Festa intima? Amara que porra é essa? Onde você está?- Perguntei.
— Na casa do Stiles. E não é festa intima assim e sim Filme e jogos.- Ela disse.
— Onde é essa merda? Vou te buscar.- Pensar de um moleque, sim, eu sabia quem era, querendo levar ela para a cama, me deixou furioso.
— O que?- Ela perguntou.
— Onde é que você está?- Perguntei.
— Já disse; na casa do Stiles.- Ela disse.
— E onde fica isso?- Já estava indo pegar minhas coisas para pegar o carro.
— Hã... No condomínio estelar.- Ela disse.
— Eu tô indo para ai, esteja na portaria quando eu chegar.- Disse.
— Eu não vou sair.- Ela disse.
— Ah, vai sim.- Disse.
— Não vou não.- Ela disse.
— Sai dai Amara!- Exclamei.
— Você tá louco?- Ela questionou.
— Com você ai sim!- Exclamei novamente.
— Vem me tirar se quer tanto assim!- Ela desligou.
Ah, ela quer me provocar? Pois bem, vai ter. Peguei o carro e descobri onde ficava esse tal condomínio. Dirigi como um doido para lá. Ela estava pensando o que? Em ficar lá? Merda Damon, ela nem quis sair com você e você está assim... É estou e foda-se a lógica. Cheguei no lugar e fiz o cara da portaria ligar para lá.
POV Amara.
Ele atendeu e disse que não era para deixar entrar.- Estranho.- Se voltou para ela.
— O que foi?- Perguntei.
— O segurança da portaria disse que tem um cara querendo vir para cá. O unico Damon que conheço é o irmão do Stefan e ele não tem nada para fazer aqui.- Ele disse.
Suspirei. Não acredito que ele veio aqui.- Esquece isso, vamos voltar ao trabalho.
— Sim, mas acho que estamos terminando finalmente.- Ele disse.
— Sim.- Disse.
— Ai podemos ir para diversão.- Ele sorriu.
Sorri.- Tem que esperar os outros chegarem né?
— Ah, é verdade.- Ele disse.
— Pois é.- Disse.
O interfone tocou de novo. Ele atendeu e dispensou de novo.- Ok, isso tá ficando estranho já. Vou ligar para o meu pai mandar uma patrulha para cá.
Suspirei e me levantei.- Deixa comigo.- Sai da casa dele e fui caminhando até a portaria.
POV Misto. (Damon e Amara.)
Estava discutindo com o segurança, quando o portão abriu e a vi saindo.
— O que você quer aqui Damon?- Perguntei.
— Levar você.- Me soltei do cara.- Já que veio, vamos.
— Minhas coisas estão lá dentro.- Disse.
— Vá buscar, estou te esperando.- Disse.
Suspirei e fui pegar minhas coisas. Me despedi de Stiles e voltei. Entramos no carro, coloquei a mochila nos meus pés e me ajeitei.- Você vai me levar direto para minha casa.
Sai de lá sem responder.- Você tem que parar com essa mania de desligar na minha cara.
— E você de se meter na minha vida.- Disse.
— Eu não me meti na sua vida, você que se meteu na minha!- Exclamei.
— O que?- Perguntei.
— É sim! Você mexeu com a minha cabeça, tá me deixando maluco! Como fez isso?- Questionei.
— Não sei do que está falando.- Disse.
— Você na minha mente, sempre. Quer dizer, eu sempre te observei, mas depois do dia do jogo, sei lá. O churrasco acabou com isso e me fez querer falar e ficar mais perto de você. Eu estou até brigado em casa por causa disso.- Disse.
— Agora a culpa é minha?- Perguntei.
— É sim! Porque agora você fica fugindo.- Disse.
— Eu não estou fugindo!- Exclamei.
— Ah não, imagina.- Disse.
Não respondi e fiquei olhando pela janela.
— Precisamos acabar com isso.- Encostei o carro.
— O que?- Perguntei.
Soltei o cinto e a segurei, a beijando.
Fui pega de surpresa e queria me soltar, mas no fundo não e acabei retribuindo o beijo.
Gostei dela ter me retribuído e aquele beijo me deu uma coisa estranha, um calor como não tinha tido antes e olha que já beijei muito.
Eu não devia ter retribuído, então parei o beijo e me afastei.- Me leva para casa.
Toquei o rosto dela.- Amara.
Tirei a mão dele.- Me leva para casa.
A olhei e respirei fundo. Voltei a estrada e a levei até o portão de casa.- Quer que eu entre?
— Não precisa.- Sai do carro.
— Agora nós vamos sair.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Sábado venho te pegar. As 18:00.- Disse.
— Meus pais nunca deixariam.- Disse.
— Porque não? Isso é um horário bem atípico para mim. Mas podemos fazer algo essa hora.- Disse.
— Porque você é de maior.- Disse.
— Sábado as seis esteja pronta, venho te pegar.- Sorri pelo fato dela não dizer que não e até parecer querer ir.
— Ok. Tchau.- Entrei em casa.
Aquela garota tinha algo que mexeu mesmo comigo. Só não sei como eu vou passar pelo pai e os irmãos dela. Aqueles dois dias se arrastaram e eu maquinava algo, mas não tinha muito o que fazer, então quando o sábado chegou me arrumei e sai. Cheguei na casa dela e entrei.
— Damon, o que quer aqui?- Freya perguntou.
— Oi Freya.- Merda, eu tô fodido.- Vim pegar a Amara.
— Pegar a Amara?- Ela perguntou.
— O QUE? Que história é essa?- Kol gritou.
— Kol, porque está gritando menino?- Mikael perguntou.
— Não estou entendendo.- Freya disse.
— O que foi esse grito?- Rebekah questionou.
— A casa tá pegando fogo ou o que?- Esther chegou.
— O meu amigo aqui disse que está esperando a Amara, é isso mesmo?- Kol questionou.
— É sim. Kol, você já fez isso com o Tyler, vamos evitar os socos e escândalos.- Disse.
— Isso é com ele, mas comigo não. Você é muito mais velho que ela, então pode esquecendo isso.- Mikael disse.
Desci as escadas.- O que tá acontecendo aqui?
— Desde quando você vai sair com ele?- Kol perguntou.
— Ela não vai Kol. Querida, pode voltar para o seu quarto.- Mikael disse.
— Hmm... eu vou sim pai. Quer dizer; não quero confusões, mas...- Disse.
— Filha, ele é cinco anos mais velho! Caras mais velhos querem...- Ela parou.- Querem coisas que você não tem que dar agora e nem nunca, se quiser. Eu preferia nunca porque eu cuidei por anos e creio que posso dar palpites.
— Mãe.- Kol disse.
— É a resposta que eu precisava. Qual o seu horário?- Perguntei.
— Nenhum. Amara, volte para o seu quarto e você; só vai sair inteiro em consideração ao seu pai.- Mikael disse.
— Epa, que confusão é essa gente?- Klaus questionou.
— Damon veio achando que ia levar a Mara para sair.- Kol disse.
— Ah sim. Tá sonhando acordado Damon?- Klaus perguntou.
— Você também Nik?- Perguntei.
— Você é muito nova amor.- Klaus disse.
— Você tem a Hope para cuidar agora.- Disse.
— Ah, mas ela está a décadas de pensar nisso.- Klaus disse.
— E qual foi a da reunião? Damon, o que está fazendo aqui?- Kai perguntou.
— Esperando liberarem a Amara.- Eu queria era dar umas boas respostas, mas não queria complicar mais.
— Eu não disse? Vocês falaram que era coisa da minha cabeça.- Kai disse.
Fui até meu pai.- Pai, você conhece o Damon e os pais dele. Fora que não vai acontecer NADA demais.
— Esther, ela está com problema de audição? Todo mundo aqui está? Você não vai sair daqui com marmanjo nenhum. Meninos, coloquem ele para fora. São provas que pedi com educação.- Mikael disse.
— Ok Mikael, sem violência. E eu acho que devíamos deixar.- Esther disse.
— Não!- Mikael exclamou.
Esther foi até Mikael.- Você, calma, por favor. Você viu esse menino crescer, pegou ele no colo e brincou com ele.
— Isso não muda nada e ela nem parece querer tanto. O que você fez para ela aceitar?- Mikael perguntou.
— Pai!- Exclamei.
Esther suspirou.- Esse homem não tira a capa de macho alfa não é? Depois não quer que o Klaus seja parecido com ele.
— O pai ia ficar furioso se ouvisse o que falam da mãe na faculdade né?- Rebekah comentou com Kai e logo colocou a mão na boca.- Opa.
— O que você disse Rebekah?- Mikael perguntou.
— Deixa quieto Bekah.- Kai disse.
Olhava para ela e no fundo ele talvez estivesse certo. E se eu estava errado e estava fazendo papel de idiota a toa? Isso porque ela não estava insistindo muito para ir e eu estava ficando cheio daquela ceninha.- Amara, você vai ou não?
— Não posso sair sem meus pais deixarem.- Disse.
Não se exploda, não aqui.- Tudo bem, nos falamos depois. Tchau.- Sai dali e foi o maior papel de babaca que eu já tinha passado! Pior era que eu queria, queria mesmo sair com ela. Inferno!
Subi para meu quarto. Eu sabia que isso nunca ia dar certo. Meu pai nunca deixaria e eu nunca o desobedeceria. Fiz tudo que tinha para fazer, coloquei um pijama e depois fui dormir.
POV Damon.
Tentei deixar isso para lá. Fazer alguma outra coisa, mas não consegui. Olhei o celular, nenhuma ligação, nenhuma mensagem dela. É, acho que estava errado mesmo. Preferi passar o domingo no parque, é onde eu tinha paz. Sim, porque com certeza essa história ia chegar lá em casa e ia ser perturbado de novo. Cada vez que o telefone vibrava eu olhava e não era ela. Aff, vou terminar com isso.
— Está viva ai ou te mandaram para um convento?- Perguntei.
— O pai dela preferiu confiscar o telefone dela depois de ver que você ligou e mandou mensagens. Ah, é a Esther. Para sua sorte.- Ela disse.
— Ah sim. Não sabia que ela vivia em regime fechado, desculpe.- Disse.
— Não seja irônico comigo garoto. Você tem 22 anos e ela tem 17. Você quer o que? Que o Mikael agradeça a Deus por você, do nada, ter escolhido nossa filha?- Ela questionou.
Não que ela podesse viver a vida dela, fazendo as próprias escolhas, fora dessa redoma de vidro louca.- Tudo bem senhora Mikaelson, nunca iria discutir com a sra. Se puder diga a Amara que entrei em contato, boa tarde.- Aquilo era uma merda de uma LOUCURA! Quem faz isso hoje em dia? Eles pensam o que? Que vou estuprar a filha deles? Ah, eu estou puto com isso, muito puto.
POV Amara.
Escutei a porta abrir e era meu pai.- Amor?
Tirei os fones.- Oi pai.
Ele suspirou e sentou na cama.- Sua mãe conversou comigo novamente.
— Sobre?- Perguntei.
— Essa situação. Você quer mesmo sair com esse rapaz?- Ele perguntou.
— Não tenho como responder isso assim. Nem tive como conhece-lo.- Disse.
Ele sorriu.- Isso é bom de ouvir.
— Como assim?- Perguntei.
— Não o conheceu, que não está louca de amores querendo casar o mais rápido possível.- Ele disse.
Sorri.- Não vou casar assim tão cedo.
— Graças a Deus. Se fossem quatro Katherines eu ia ficar louco de vez.- Ele disse.
— A Katherine não é assim como pensam. E a Taty que pode querer casar cedo. Sabe como ela é toda fofa, meiga e romântica.- Disse.
— Não me dê essas ideias. Vocês sabem que ainda são meus bebês que precisam de cuidado extra.- Ele disse.
Sorri.- Eu sei pai e eu te amo por isso.- O abracei.- E eu não me importo se o Damon acha isso um absurdo, que ele fique com raiva de mim por isso. Ele não sabe como nossa família funciona.
— Se ele não respeita isso, não te merece.- Ele disse.
— Eu sei.- Disse.
Ele me deu o meu celular.- Aqui está. Diga a ele que se quiser as opções são; ou no nosso jardim ou com Kai e Kol juntos.
— Tudo bem, eu digo.- Disse.
Ele beijou a minha testa.- Boa noite.
— Boa noite.- Meu pai saiu e eu pude aposentar meu mp3 novamente. Mandei uma mensagem para Damon avisando o que meu pai disse e pedindo desculpas pela confusão.
POV Misto. (Damon e Amara.)
Estava no meu quarto fazendo algumas pesquisas quando meu celular tocou. Olhei era o número da Amara. Olhei a mensagem.
— É brincadeira né?- Perguntei.
— Não.- Disse.
Suspirei.- Você quer isso? Quer sair?
— Se não quisesse não teria aceitado na primeira vez, esperto.- Disse.
— Não demostrou muito ontem.- Disse.
— Queria que fizesse o que?- Perguntei.
— Deixa. Amanha depois do trabalho vou ai.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Você está bem?- Perguntei.
— Hã... sim. Porque?- Perguntei.
— Para saber de você ué.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Você não é acostumada mesmo com isso, não é?- Mesmo querendo ficar irritado, sorri com aquilo.
— Não.- Disse.
— Tudo bem, não me importo de te mostrar como é bom.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Não vou prolongar, vá ter seu sono para te deixar mais linda.- Disse.
— Se sono adiantasse algo eu seria uma das Angel da Victoria's Secret.- Disse.
— Quando te ver com menos roupa digo com certeza, mas eu diria que pode com certeza.- Disse.
— Damon!- Exclamei.
— O que?- Perguntei.
— Falando essas coisas.- Disse.
— Biquini, sua mente poluída.- Disse.
— Sou mesmo. Porque estava só pensando em um short mesmo.- Disse.
— Biquíni é normal amor.- Disse.
— Só para você. Eu só uso em um momento muito intimo e chato.- Disse.
— Conversaremos mais sobre isso depois.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Boa noite linda.- Disse.
— Boa noite.- Disse.
Não voltei mais para as minhas pesquisas e fui me deitar. Sorri, agora estava feliz. Eu tive poucas aulas e não teríamos jogo esses dias, só treino de academia. Preferi fazer sozinho a ter que olhar para Kai e Kol. Fui para o trabalho e quando sai era a noitinha. Estava cansado, mas não me importei. Tomei um banho e fui para lá.
Estava na piscina, usando um biquíni, o que comentei ontem com Damon e me depilando – o que era o momento intimo- . Eu ODEIO depilação a cera, é muito dolorido, então encontrei uma opção melhor. Me depilo com gilete e uma espuma ultra cremosa e hidratante, assim nem parece que foi gilete que passou ali. E claro, o hidratante depois de tudo. E usava um biquíni bem “cavado” para fazer a virilha. E gostava de fazer no jardim, assim pegava um sol já. Fora que agora que é verão escurece tarde, mas já terminava de me depilar.
A empregada me indicou onde ela estava e a vi no jardim.- Amara.
— Hey.- Disse.
Eu achei que ela estaria me esperando, mas quando a vi de frente... Cacete! Que biquíni era aquele?
— Espera ai.- Levantei e coloquei um roupão.- Desculpe, achei que viria mais tarde.
— Já vai dar sete.- Encontrei minha voz, mas não conseguia tirar os olhos dela.
— Sério? Nem vi a hora passar.- Disse.
— Então; onde estão as câmeras e toda a inquisição?- Perguntei.
— Bem... não sei. Depende se alguém vai querer vir para cá. A casa não é só minha.- Disse.
— Estamos restritos a um ponto só ou ao jardim inteiro?- Perguntei.
— Hã... Damon, podemos fazer o que quisermos, ok?- Questionei.
— Bem. não sei. Já que fui tratado por pessoas que me conhecem desde que nasci, incluindo o até então, meu melhor amigo, como se fosse um psicopata que ia te sequestrar, usar e abusar de você, e depois sumir com seu corpo. Não sei muito o que podemos ou não.- Suspirei.- Desculpe, estava com isso entalado.- Me sentia bem melhor agora.
Me afastei e fechei o roupão.- É, só que você se esquece que é minha família e eu sempre estarei do lado deles. Não importa a situação.
— Não vamos discutir isso. Vamos sentar.- Disse.
— Vou ir me vestir.- Disse.
— Tudo bem, espero aqui.- Disse.
— Ok.- Subi.
Fiquei esperando ela e olhava ao redor, sempre achei bonito. Quando ela voltou veio com Kol.
— Então você voltou.- Kol disse.
— Não sou um fantasma.- Respondi sem olhar para ele e me voltei para ela.- Está linda.
Sorri um pouco sem jeito.- Obrigada.
— O Fred e o Barney mandaram lembranças.- Disse.
— Quem são os Flinstone?- Kol perguntou.
— Um pinguim e um urso polar.- Disse.
— Você está usando isso? Fala sério.- Kol disse.
— Você não tem o que fazer não? Tipo arrumar um amigo novo? Deixa a gente em paz.- Disse.
Suspirei.- Eu não fazia ideia de que garotos são como crianças birrentas.
— Ele que está irritadinho.- Kol disse.
— Vai se foder Kol.- Disse.
— Daqui eu que mando vocês dois... vocês sabem o que, juntos.- Cruzei os braços.- Parecem um casal de velhos.
— Credo Mara.- Kol disse.
— Quando puder sair, poderia ir conhecer as meninas, elas se sentiram despeitadas.- Iria ignorar ele. Não ia conseguir acabar com aquele tempo com ela.
— Ok, tudo bem.- Disse.
— Isso não vai acontecer tão cedo.- Kol disse.
— Já sabe que curso vai fazer?- Perguntei.
— Nutrição ou Filosofia.- Disse.
— Filosofia?- Fiz uma cara estranha.- Nutrição é melhor.
— Porque?- Perguntei.
— É estranho.- Disse.
— A Lydia faz História, é legal.- Kol disse.
— Também acho.- Disse.
— Só para lembrar, ele não está na conversa. Eu acho nutrição mais legal.- Disse.
— Vocês querem me deixar doida? Parem com essa criancice nojenta!- Exclamei.
— Você é minha irmã mais nova, é minha obrigação.- Kol disse.
— Eu sei Kol, mas parece que Damon não entende isso e não entende que nossa família é diferente e isso está me deixando louca. Porque parece que eu preciso escolher entre você – indiquei Damon- e minha família. Mas a resposta é bem clara para mim.- Disse.
— Eu?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Eu nã...- Pensei.- Espera, se está considerando assim, você está gostando de mim.
— E se tiver? Isso é normal para você.- Disse.
— Não assim.- Sorri e a beijei.
— Hey, meu irmão tá aqui.- Disse.
— Damon, você tira as mãos de cima dela.- Kol disse.
— Ou o que? Vai fazer igual o Tyler e me socar? Chega dessa palhaçada! Já esteve no meu lugar. Você acha que eu bagunçaria com a sua irmã seu imbecil? Se eu tentei e voltei é porque eu quero ela retardado.- Disse.
— Poderia ter menos ofensas né?- Questionei.
— É diferente. Lydia é de maior, experiente.- Kol disse.
— Mentira, não foi isso que me disse.- Levantei.- Vem Amara.
— Para onde?- Perguntei.
— O jardim é grande.- Puxei ela e quando estamos no outro lado, a beijei.
Retribui o beijo.
A segurei pela cintura e tocava o rosto dela. Eu tinha ficado puto com tudo aquilo, mas se ela me quisesse do jeito que eu estava querendo, eu conseguia aguentar.
Acariciava a nuca dele.
Mudei a mão de lugar, chegando aos cabelos dela, perto do pescoço. E como da outra vez, sentia algo diferente ao estar com ela.
Envolvi meus braços no pescoço dele e acariciava seus cabelos.
Minha mão correu no corpo dela e a toquei de leve pela sua lateral e na sua perna.
Parei o beijo.- Ok, está um pouquinho demais.- Tirei a mão dele.
Ri.- Não está não. É normal.
— Para você e para as vadias que você anda. Não para mim.- Disse.
— Wow, calma ai minha linda.- Disse.
— Melhor eu subir.- Disse.
— Já?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— É cedo ainda.- Disse.
— Ok.- Disse.
Sentamos perto dali e voltamos a conversar, e eu prestava atenção em coisas que não era comum. Como ela sorria, fazia uma nota mental do que ela gosta ou não, de como gostava quando eu tocava o seu rosto. Cara, eu estou gostando dessa garota e não é só gostar. Ria.- Ai eles olharam para mim com aquele balde e no que recuei, cai dentro da piscina.- Contava a minha relação com os pinguins.
Ri.- Tadinho.
— Sorte que não estava frio, mas é sério, eles ficam doidos quando veem peixes.- Sorri. Adorava meu trabalho. Animais em geral, mas os marinhos... fico louco por eles.
— Imagino.- Disse.
— E você também gostou.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Poderia estudar isso então. Os animais, eles são incríveis.- Disse.
— Estou vendo isso ainda.- Disse.
— É uma escolha e tanto, mesmo que não agrade a todos, como a minha.- Disse.
— Aqui somos livres.- Disse.
— Isso porque sua irmã escolheu de cara trabalhar com seu pai. Não como o meu que esperava isso de mim e teve essa decepção. E joga isso na sua cara sempre que pode.- Disse.
— Não acho isso. Meu pai sempre deixou claro que éramos livres para fazermos o que quiséssemos e podíamos tudo. Freya ama a nossa empresa, todos nós amamos e tenho certeza que se algo acontecesse ajudaríamos na hora. Nem que fosse limpando ela. Crescemos por lá e alguns foram feitos lá.- Balancei a cabeça e ri.— Fora que a Tatia quer trabalhar lá e a Elena também.
— Bem, vocês são muitos, deve compensar de alguma forma. Mas acho que Stefan vai querer ir para lá, por mais que não seja "o primogênito que vai cuidar dos negócios da família".- Disse.
— Espero que melhore então.- Disse.
— Eu também.- Disse.
Sorri e lhe dei um selinho.- Sinto muito que seu pai seja “ruim” com você e que meu pai seja extremamente ciumento.
— Não é atoa que são amigos, não é?- Sorri de leve.
Ri.- Sim. Mas você tem que entender que aqui em casa quem manda é meu pai e até Klaus que já é casado e com filha tem que curvar a cabeça se ele diz que é para curvar. Meu pai é amoroso, doce e gentil, mas sabe colocar medo.
— Não acredito que vou dizer isso; é para o melhor ou tentar pelo menos, não impor só porque quer e dane-se o resto.- Disse.
— Seu pai te ama Damon, ele só quer o melhor para você.- Disse.
— Assim você parece minha mãe falando.- Disse.
Ri.- É a verdade.
— Quem sabe um dia ele se conforma e passa a gostar do que eu faço. Pelo menos gosta do basquete.- Disse.
— E você joga muito bem.- Disse.
— Eu sei.- Disse.
Elijah chegou junto deles.- Pombinhos, já está hora de entrar.
— Tudo bem, estou indo.- Disse.
— Boa noite Damon.- Elijah disse.
— Ah, alguém normal.- Disse.
Ri.- Você é impossível.
— Tudo bem, fiquei sabendo do motim que houve. Entenda, ela é a mais nova e praticamente a mais bebê de todas.- Elijah disse.
— Tudo bem. Já extravasei o estresse disso.- Disse.
— Eu não sou a mais nova e nem bebê.- Disse.
— É bebê sim.- Elijah disse.
— Você puxava meu cabelo quando era pequeno! Agora me chama de bebê.- Disse.
— Eu tinha 10 anos.- Elijah disse
— E eu tinha dois!- Ri.- Elijah era um bebê tão fofo Damon. A mãe nos mostra os álbuns e tem uma foto dele pelado tomando banho, tão fofinho.
— Amara!- Elijah exclamou.
— O que? E ele ficou morrendo de ciúmes quando eu e as meninas fizemos essa tatuagem.- Mostrei uma tatuagem na minha nuca. Era o símbolo do infinito e em cada ponta puxava uma letra. No meu caso era um A e na outra ponta um M. Eu, Tatia, Katherine e Elena fizemos quando tínhamos 16 anos. Pedimos permissão de aniversário, além de ir para a Disney só nos quatro sozinhas. Mas no meio do símbolo estava escrito “Mikaelson Family”, para representar os outros membros.
— Tive mesmo, ainda acho que eram novas para isso.- Elijah disse.
— Nossa, ai deve ter sido ruim. A minha foi tranquila.- Mostrei a minha no braço.
— Com a empolgação foi tranquila e você ficou com ciúmes de não ter sido incluso. Klaus mesmo marmanjo do jeito que é ficou com bico por um mês eu acho.- Disse.
— Vocês são mesmo meio estranhos. Mas já estou acostumado.- Disse.
Sorri.- Somos só um pouco loucos.
— Sim. Amara, despesasse e entre. Boa noite Damon.- Elijah disse.
— Boa noite Elijah.- Ele saiu.— Então, quando nos vemos de novo?
— Quando quiser.- Disse.
— Tá. Acho que amanhã fico até mais tarde no trabalho, mas ainda essa semana volto.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Beijei ela. Ah, acho que era isso. Rápido demais, mas acho que estava apaixonado.
Retribui o beijo.
Quebrei o beijo e sorri.- Pensando bem, acho que vou voltar o mais rápido possível.
Sorri e toquei seu peito.- Eu espero que sim.
— Pode deixar linda.- Disse.
Sorri.- Ok.
A levei até a porta e depois fui embora. Amara. Sorri. Eu estava caidinho por ela. Eu comecei a ir vê-la sempre que podia, claro que era puxado. Eu tinha estudo, basquete e trabalho. Mas era a minha garota e não podia deixar de vê-la. As semanas foram passando e os Mikaelson se acostumando, até deixarem ela sair, finalmente. Íamos principalmente no shopping ou na praia, mas hoje trouxe ela comigo para o parque.- Adoro aqui quando está fechado, é tão calmo.
— Sim.- Disse.
— Melhor ainda para ficar com você.- Beijei ela. Eu estava me controlando. Ela era super gostosa e estava sem sexo todo esse tempo juntos. Claro que estava dando um jeito, mas não era como quando tivesse ela.
Retribui o beijo e acariciava seus cabelos.
Encostei ela no vidro que tinha atrás da gente e me colei nela.
Envolvi meus braços no pescoço dele e minha mão descia pelo seu peito.
A desejava tanto que chegava a ser complicado me controlar quando estávamos assim.
Parei o beijo.- Não é proibido ficar aqui quando não tem ninguém?
— Eu trabalho aqui esqueceu? Na verdade acho que vão me promover.- Disse.
Sorri.- Que bom, parabéns.
— Sim. Ainda mais com o projeto que estou pensando, acho que vai ser incrível.- Disse.
— Fico feliz.- Disse.
Toquei o rosto dela. Eu a amava, sabia disso.
Sorri.- O que foi?
— Eu te amo.- Disse.
Sorri.- Eu também te amo.
— Ama?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Isso é tão bom de ouvir.- Acho que não tinha ficado com uma garota que eu sentisse tanto assim e ainda sentir de volta.
Sorri.- Digo o mesmo.
Beijei ela e... Ok, eu não queria pressionar ela, mas agora seria uma hora perfeita para a gente seguir em frente. Mas eu não posso pedir isso assim, por mais que eu queira. Minha mão estava na cintura dela e desceu um pouco.
Retribui o beijo e acariciava a lateral do pescoço dele.
Já que ela deixou, peguei ali. Sim, eu sabia que ela tinha uma bunda gostosa, mas pegar era outra coisa.
Eu devia me importar dele fazer isso, mas não me importei. Eu o amava, não tinha porque adiar mais. Seria a mesma coisa se fosse agora ou daqui a dois anos.
Eu estava ficando excitado com aquela pegação toda, mas não parei. Pegando mais na coxa dela e puxei para mim. Estávamos tão juntos que sabia que ela podia sentir minha excitação. Me perguntava se ela queria também.
Era estranho senti-lo tão excitado, mas não foi tão desconfortável quanto achei.
Quebrei o beijo e encostei a testa na dela, ofegante.- Você está tirando o meu fôlego. Literalmente.
Sorri.- Desculpe.
— Por ser gostosa e me deixar excitado? Isso não é uma coisa ruim. É bom, muito bom.- Disse.
— Que bom.- Disse.
Beijei o pescoço dela.- Eu desejo você demais Amara.- Falei no ouvido dela.
— Estou sentindo que sim.- Disse.
— Mal posso esperar para ser minha.- Disse.
— E o que está esperando então?- Perguntei.
A olhei.- Amara, eu não quero te pressionar...
— Não está.- Disse.
— Certeza?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
A beijei e a puxei para dentro. No parque tinha alguns quartos de quando ficávamos de plantão por algum animal doente, a levei para lá.
— Aqui é bem equipado.- Disse.
— Sim.- Por reflexo tranquei a porta e a beijei, a suspendendo e ela entendeu, passando a perna pela minha cintura.
— Imagino o que já não aconteceu aqui.- Disse.
— Comigo nada.- Sorri. Ok, era mentira.
— Aham, sei.- Disse.
— Não é hora é para isso amor.- Nos deitei e botei os braços ao lado da cabeça dela, a olhando. Aqueles olhos, aquele castanho chocolate... Podia me deixar levar por eles.
— Essa vai ser a primeira vez mais diferente.- Disse.
— Depois eu conto a minha e você vai ver que não.- Ri beijando o pescoço dela e subindo a blusa dela.
Ajudei ele a tirar a blusa.
Sorri e tirei a minha também. Depois indo beijar o colo dela e descendo para tirar a calça.
Me arrepiei com os lábios dele.
Tirei as minhas logo e deixei a camisinha perto de mim. Passei a beijar a perna dela e fui subindo pela coxa dela.
Me arrepiei. Eu devia estar vermelha de vergonha, ainda era estranho para mim essas coisas.
Ia a começar a tirar a calcinha dela e o telefone dela tocou.- Sério?
— Espera ai.- Peguei meu celular.- Tenho que atender. Oi pai.
— Oi amor. Onde está?- Ele perguntou.
— No parque com Damon.- Disse.
— Ah sim e que horas ele vai te levar para casa? Sabe que não gosto que chegue tarde.- Ele disse.
— Daqui uma hora estamos saindo daqui.- Disse.
— Não Amara.- Disse.
— O que foi?- Ele perguntou.
Peguei o telefone.- Senhor Mikaelson, desculpe o grito.- Odiava dar um de comportado, mas era para evitar brigas.- Acabou com a minha surpresa. Vou leva-la para praia, ver o pôr do sol.- Pisquei pra ela.
Ele sabia mentir muito bem. Já eu nunca ia conseguir e nem queria mentir para meu pai. Mas não sabia como fazer isso e não dar uma de chata com Damon.
— Ah sim. Quero ela em casa logo após isso.- Ele disse.
— Tudo bem. Tchau senhor Mikaelson.- Desliguei.- Amor, em uma hora iriam descobrir o que estávamos fazendo. E eu poderia dar adeus ao meu amigo aqui.
— Tudo bem.- Disse.
Beijei ela de leve.- Queremos aproveitar cada segundo, sem pressa.
— Ok, tudo bem.- Disse.
Arrastei meus lábios pelo queixo dela e desci, soltando o sutiã.- Meu amor, você é tão linda.
— Obrigada.- Disse.
— E gostosa como poucas.- Tomei um dos seios com a boca e suguei, percebi a reação dela. Sorri.
Sorri.- Você é péssimo para elogiar alguém que tem três irmãs iguais.
— Esqueço disso.- Ri enquanto continuava trabalhando naqueles seios.
Suspirei pesadamente.
Continuei e desci, tirando a calcinha dela.- Essa pernas... Amara não devia esconde-las.
— Devia fazer o que?- Perguntei.
— Mostra-las, não muito, mas você de saia arrasaria.- Disse.
— Tudo bem então.- Disse.
Tirei minha cueca.- Mas comigo junto, para espantar os tarados.- A olhei. Não tinha como eu não ficar tarado com uma mulher assim.
— Você nunca terá esse problema comigo. Não precisará ter ciúmes.- Disse.
— Você que acha.- Coloquei a camisinha. Me deitei junto dela e a beijei. Senti que podia ficar mais a vontade, sem tantos cuidados, então peguei nos peitos dela. Depois fazendo o mesmo nas coxas e se desse na bunda.
— Estamos juntos a semanas e não sentiu nenhum ciúme porque não precisa. E isso é muito bom, não é?- Perguntei.
— Um pouquinho. Tudo isso reservado só para mim.- Corri a mão, tocando o corpo dela.
Sorri.- Sim.
Dava beijos entre os seios dela.- Completamente minha.
Suspirei pesadamente.- Sim.
Eu sabia que Amara era tímida, então não chegaria a fazer carinhos muito íntimos, chegaria nisso aos poucos. Me ajeitei melhor entre as pernas dela e encostei meu membro na entrada dela. Ela está molhada. Cacete, vai com calma Damon.
O olhei.- Tudo bem?
— Não podia estar melhor.- Disse entrando nela.
De começo foi bem dolorido. Se fosse para passar por isso todas as vezes, eu preferia não fazer nunca mais. Que nem depilação a cera.
Gemi. Merda, ela era tão gostosa.- Está bem?
— Acho que sim.- Disse.
— Acha? Eu te machuquei?- Questionei.
— Acho que não.- Disse.
Ela devia estar se acostumando ainda, então a beijei devagar e fazia carinhos suaves.
Retribui o beijo.
Aos poucos fui fazendo ela relaxar e quando estava bem, comecei a me movimentar.
Minha mão descia pelas suas costas e a outra pelo seu peito.
Ah, eu não estava esperando aquele prazer assim. Nunca tinha me sentido assim. Tudo bem, que não tenho a tempos, mas mesmo assim, era muito além de bom.
Desci meus lábios pelo pescoço dele e subi minha mão para acariciar os cabelos dele.
Voltei a beijar ela e ir mais rápido.- Cacete Amara, como é gostosa.
Sorri.- Obrigada amor.
Continuei me movimentando e segurei ela pela cintura, a ajudando a seguir nosso ritmo.
Suspirei pesadamente e o beijei novamente.
Ela parecia curtir agora. Parecia ter o mesmo prazer que eu. Respondi o beijo e aquela estava sendo a melhor transa que já tinha tido.
Envolvi minha perna na cintura dele, mantendo-o perto de mim. Eu ficava me perguntando se ele queria mesmo que usasse roupas diferentes. Acho que teria que renovar meu guarda roupa.
— Você é uma delícia.- Disse no ouvido dela.
— Obrigada.- Disse.
— É completamente minha agora. Minha mulher...- Aumentava o ritmo.- Minha Amara.
Sorri.- Sim, sua.- Beijei-o delicadamente. Eu podia não estar sentindo muito prazer no momento, mas não era nada que ele estivesse fazendo errado, pelo contrário. Eu que estava muito nervosa por ser minha primeira vez e era normal.
O orgasmo chegava a mim e a olhei. Não podia ter escolhido mulher melhor para me apaixonar. Me entreguei a todo aquele prazer e relaxei, descansando sobre ela.
Acariciava os cabelos dele e beijei sua testa.
Mesmo sem querer, me mexi e encontrei a mão dela, a juntei com a minha. Eu achava que era exagero de quem dizia que podia acontecer tão rápido assim.
Sorri e beijei a ponta do nariz dele. Ele é tão lindo.
Sai dela e tirei a camisinha.- Se fosse outras épocas, aqui está a prova da sua pureza.- Sorri.
Sorri.- Melhor guardar então.
— Seria um brinde e tanto.- Levantei e fingi juntar as minhas coisas.- É Amara, foi bom, agora tchau.
— Não sem antes pagar querido. Ou você acha que foi barato fazer a cirurgia de reconstrução de hímen? Pior, fingir ser sonsa.- Disse.
— Meu Deus! Uma profissional?- Botei minhas coisas na cadeira e voltando a cama.
— Das melhores.- Disse.
— A melhor.- A beijei e ri, me jogando na cama.- Não podemos ficar aqui?
— Já que vamos ver o pôr do sol, acho que sim.- Disse.
— Viu? Foi uma boa ideia.- Disse.
— Pois é.- Disse.
Acariciava os cabelos dela e dei um beijo ali.- Se não iam antes, agora é que não deixo ninguém nós separar.
— Não vão.- Disse.
Fiz ela olhar para mim.- Eu amo você, nunca amei alguém assim.
Sorri.- E eu amo você Damon Salvatore.
Sorri e ficamos o resto da tarde ali. Depois saímos e a levei para casa. Odiava ter que a deixar tantas vezes, mas pensava que era algo temporário. Sempre que dava inventava algo para podermos ficar juntos, ela estava curtindo mais, até a fiz gozar. Quando eu achei que iria falar com aquela garota tão quieta ia resultar na minha namorada linda e que amo? Nunca. Mas fico feliz de ter o feito e mais feliz seria quando for a minha mulher.
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