Liberty- One Shots
94 Capítulo 95- Matt & Rebekah.
Notas iniciais

POV Misto. (Rebekah e Matt.)
Quando acordei pela manha a primeira coisa que fiz foi sorrir. Eu adorava segundas feiras porque simplesmente amo meu curso. Levantei e fui tomar um banho. Sai e coloquei uma roupa simples; vestido, jaqueta jeans, sapatilha e acessórios. Terminei de me arrumar e como tinha que revisar algumas coisas, não parei para o café da manha e fui direto para a faculdade.
Estava sentado na escada principal quando a vi chegar; Rebekah Mikaelson. Nem me apresentei; sou Matt Donavan e estou estudando Veterinária aqui em Los Angeles, mas eu não sou daqui. Eu nasci no Brasil e vivi com minha família até poucos meses atrás. Meu pai é um empresário e mudaram a sede dá empresa para cá e ele trouxe todos nós. Eu enfrentei alguma dificuldade, afinal o que aprendemos nos cursos não é suficiente para viver aqui. Foi onde a Rebekah entrou na minha vida. Ela começou a me ajudar com os diálogos e agora já consigo me virar, mas as vezes ainda escorrego.- Oi loirinha.- Disse quando ela chegou junto de mim.
Sorri.- Hey Matt.
— É tão engraçado como você fala, quase “Matty”.- Disse.
Ri.- É o meu charme.
— Charme até demais.- Sorri.- Fez o trabalho de anatomia?
— Sim e você?- Perguntei.
— Prontinho. Me dá uma pena ver aqueles bichinhos na mesa.- Disse.
— Em mim também.- Disse.
— Mas temos que estuda-los. E ai, quando teremos os famosos bailes?- Questionei.
— Famosos?- Questionei.
— Sim. Que as garotas ficam loucas para ir.- Disse.
Ri.- Já tem uma na mira?
— Tenho. Uma loira linda.- Disse.
— Ah é? Interessante.- Disse.
Eu me perguntava se ela percebia que gostava dela. As vezes acho que ela vê só como amizade.- Vamos para aula?
— Vamos.- Disse.
Fomos conversando pelos corredores e entramos na sala.
— Olha ai se não é o casal vinte.- Scott disse.
— O que?- Perguntei.
— Ah, vocês sempre parecem um casal.- Isaac disse.
— Verdade.- Sookie disse.
— Que isso, vocês exageram.- Disse.
— Até seus irmãos sabem disso.- Scott disse.
— Ok, não vamos viajar.- Disse.
— Vai achando. E quem pode me emprestar a matéria, perdi por causa do treino.- Scott disse.
— Eu te empresto.- Disse.
— Valeu loirinha.- Scott disse.
— De nada.- Disse.
Scott sorriu para ela.
— Vamos prestar atenção? A aula vai começar.- Disse.
— Ui, ciumento.- Derek disse.
— Ciumento?- Perguntei.
— Cala boca Derek.- Disse.
— Deixa eles Bekah. Eu fiquei sabendo que o gato do Bash do curso de Economia está de olho em você.- Mona disse.
— O que?- Perguntei.
— É, dizem que ele tem uma foto sua no armário e se masturba com ela.- Sookie disse.
— Como é que é?!- Exclamei.
— O que ouviu.- Sookie disse.
— Bash, economia. Quando acabar aqui vou encontrar esse mané e pegar ele.- Disse.
— O que? Traduz.- Isaac pediu.
— Não entendemos nada.- Disse.
— Ah, desculpa, eu me distraio as vezes.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
O professor chegou e voltamos a atenção para ele. Era claro que ela não sentia nada por mim. Suspirei tentando me focar, mas me distraia pensando nela e em outro cara a desejando, a tocando... Isso não mesmo. A aula acabou e saímos. Comecei a procurar o cara.
— Matt!- O chamei e corri até ele.- O que está fazendo?
— Procurando esse puto.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Acha que vou deixar um babaca fazendo isso por ai? Ele pode achar que pode pegar você.- Disse.
Sorri.- Você é tão fofo.
— Se eu não conseguir, falo com seus irmãos.- Disse.
— Deixa disso. Você não pode impedir um cara de se masturbar pensando em mim ou com a minha foto.- Disse.
— Ah, eu vou.- Disse.
— Até parece que você não faz o mesmo.- Disse.
E agora, como saio dessa? Claro que já fiz isso.- Eu não sou um risco para você.
— E como sabe que ele é?- Questionei.
— Sabendo.- Disse.
— Sei.- Disse.
Scott chegou neles.- Valeu Bekah.- Entregou as folhas.
— De nada.- Disse.
— Sabe, a gente podia ir lanchar.- Scott disse.
— Como é?- Questionei.
— Claro.- Disse.
— Scott!- Exclamei.
— O que? Ela é solteira, qualquer um pode chegar.- Scott disse.
Sorri.- Vamos almoçar nós três.
— A três? Que ideia sugestiva.- Scott disse.
— Scott, para com essas merdas agora.- Disse.
— Você só pensa em sexo?- Perguntei.
— Quase isso.- Scott disse.
— Ah, vai se foder.- Sai dali. Esses meus "amigos" que nem eram meus amigos de verdade, ficavam me empurrando e forçando as coisas entre nós e não era assim. Saudades dos meu amigos que ficaram no meu pais, do meu pais. Da musica, da animação... Suspirei e me sentei no banco que tinha ali.
Franzi o cenho. Matt estava estranho e me peguei pensando que ele não negou que ficava se masturbando pensando em mim. O que me fez sorrir. Porque eu sorri? Eu o considero um amigo, não é? Suspirei e fui almoçar com Scott. E acabou sendo com todos, o que foi bem divertido. Quando minhas aulas acabaram, fui me sentar em um banco perto da saída para esperar meus irmãos.
Preferi me afastar dos outros e dei um jeito de descobrir o cara que a Mona falou. Não foi difícil e acabamos brigando, mas tirei a foto dela dele e fui embora. Claro que ele me acetou também. Quando saia, a vi.- Aqui está.
— O que? Matt...- Levantei, tocando seu rosto.- O que aconteceu?
— Nada demais.- Disse.
— Como não?- Perguntei.
— Bem, eu disse que o cara da foto era perigoso.- Disse.
O olhei.- Você puxou briga.
— Não tecnicamente.- Disse.
— Matt, para de mentir. Você procurou ele, acabou de dizer. Eu nunca na vida falei com ele e ele nem te conhece, então para de agir como se ele, do nada, tivesse vindo puxar briga com você.- Disse.
— Foi mais forte que eu ok? Não ia deixar um possível tarado com uma foto sua por ai.- Disse.
Suspirei.- Você é louco.
— Desculpe, sei que não gosta dessas coisas.- Disse.
— Que bom que sabe.- Disse.
— Foi mal.- Ótimo, agora eu que ficava mal.
Suspirei e beijei a testa dele.- Tudo bem. Você vai para casa e cuida desses machucados.
— Depois eu vou... Sabe como anda meus pais, então é melhor fazer hora.- Disse.
— Quer ir lá para casa?- Questionei.
— Não quero incomodar.- Disse.
— Não vai.- Disse.
— Tudo bem então.- Disse.
— Vamos esperar meus irmãos então.- Disse.
Ficamos ali até que Kai chegou.
— E aí Matt? Maninha, tá pronta?- Kai perguntou.
— Sim. Matt vai com nós.- Disse.
— Que cara é essa Matt? Saiu no tapa foi?- Kai questionou.
— Por aí.- Disse.
— E Kol?- Perguntei.
— Vai esperar a Lydia.- Kai disse.
— Ok.- Disse.
Saímos da universidade e fomos para casa deles. Eu gostava de lá, todos sempre me recebiam bem e por mais que meu pai fosse rico, não chegava perto do deles.- Eu ainda me choco com essa casa.
Ri.- Normal.
— Tipo, minha mãe gosta de espaço, mas meu pai a freia um pouco. Mas aqui além de tudo é necessidade.- Disse.
— Sim.- Disse.
— É louco.- Disse.
— Sim, mas acho que já fizeram de propósito. Tipo Klaus e Elijah não vão sair daqui. Acho que querem que todos fiquemos.- Kai disse.
— Uma família grande e feliz.- Disse.
— Você também vai ficar? Digo, quando casar.- Disse.
— Sim, mas se eu quiser ter mais de um filho, acho que terei que me mudar. Mas no mesmo condomínio. Tem muitas terras aqui.- Disse.
— Nem fala, daqui a pouco a lista de sobrinhos começa a crescer. Aí já viu.- Kai disse.
— Você não tem cara de ter um só.- Disse.
— Quero ter três ou cinco.- Disse.
— Nossa!- Kai disse.
— Pois é.- Disse.
— Já eu acho três um bom número.- Disse.
— Sim, é.- Disse.
— Tá se candidatando Matt?- Kai perguntou.
— Os filhos seriam lindos. Todos loiros de olhos azuis.- Disse.
— Pode ir parando com esse papo.- Kai disse.
Ri.- Como ele é sensível.
— Sério, vocês cinco podem sossegar.- Kai disse.
— Você não sabe de nada, Kai.- Disse.
— Você que acha.- Kai disse.
— Então me diga com quantos caras eu já transei só essa semana.- Disse.
— Como se eu fosse cair nessa.- Kai disse.
Claro que era mentira. Não sou uma vadia, mas eu adoro provocar e sei mentir muito bem.- Foram quatro, só para constar. Até agora, no caso.
— Por que acha que vim junto com ela?- Entrei na brincadeira, abraçando ela.
Sorri.- Sim. Matt é uma delícia. Tem que ver o tamanho da camisinha dele.- Mordi o lábio, evitando rir e transformando a risada em um sorriso malicioso.
— Para com essas porras Rebekah. Aí eu arrebento o Matt e a culpa vai ser sua.- Kai disse.
— Aceite Kai.- Disse.
— Matt...- Kai disse.
— Foi mal cara, a sua irmã é muito gostosa para resistir.- Ri e beijei ela rápido, mas só senti um puxão e a queimação do soco.
— Kai!- Exclamei.
Levar um soco onde já tinha levado um, não era a melhor das ideias.- Que isso cara, tua irmã é adulta, sabe o que faz.
— Seu babaca. E você pode esperando que o pai vai te esfolar.- Kai disse.
— Vai se foder Kai.- Peguei Matt pela mão.- Vamos para o jardim.
Ri e segui ela. Quando paramos toquei minha boca.- Você hoje está acabando comigo.
— Não coloca a culpa em mim. Com o Bash a culpa foi inteiramente sua.- Disse.
— Eu o fiz com prazer.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Agora tenho que ter cuidado com seus irmãos, eles ficam irritados.- Disse.
— Vai mesmo. Porque não vou desmentir.- Disse.
— Então foi bom te conhecer, uma das melhores coisas.- Disse.
— Igualmente.- Disse.
— Mas teve uma coisa que gostei.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Ter beijado você. Vou morrer feliz.- Disse.
Sorri.- Aquilo nem foi um beijo. Encostamos os lábios e se você fosse morrer, não ia deixar você morrer com um beijo mixuruca daqueles. Seria um beijo de verdade, pode apostar.
— Posso é?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Seria bom demais essa realidade.- Disse.
Apenas sorri.
— Mas eu sei que é só sonho.- Disse.
— Talvez sim, talvez não.- Disse.
— Até parece.- Disse.
— Vamos parar de falar disso.- Disse.
— Ok. Sem querer abusar, mas tem gelo ai? Isso tá incomodando.- Disse.
— Claro, vamos lá.- Disse.
Ela me levou na cozinha e pegou um pouco de gelo, e eu enrolei no pano, colocando no rosto.- E cadê Snow e Luba?
— No canil deles.- Disse.
— Adoro eles, pena que só posso ter o Jace.- Esse era meu gato.
— Mas ele é lindo e fofo.- Disse.
— E roliço e folgado. Só quer dormir em cima da minha cama.- Disse.
— Tadinho.- Disse.
— Já que estou aqui, podíamos ir fazer os trabalhos que passaram.- Disse.
— Vamos.- Disse.
Íamos para o quarto dela e vimos um Kai ainda puto falando no telefone.- Ele está falando com seu pai?
— Vai saber.- Disse.
— Isso não vai dar problema para você?- Perguntei.
— Não me interesso.- Disse.
— Nossa, quanto amor.- Terminamos de subir. Ficamos no quarto dela e fizemos os trabalhos, rimos e assistimos um filme. Já estava tarde quando me levantei.- Melhor eu ir.
— Tudo bem, eu te levo até a porta.- Disse.
— Obrigado pela tarde. Foi bem melhor do que ficar lá com meus pais e as discussões com a Vicki.- Disse.
— Você merece.- Disse.
— Nem tanto. Não sei muito o que deu em mim hoje.- Disse.
— Acontece Matt.- Disse.
— Tudo bem, vamos.- Descemos e demos de cara com o pai dela com uma cara de furioso.
— Oi pai.- Disse.
— Rebekah, me diz que essa história sua com esse rapaz é só uma brincadeira que foi longe demais.- Mikael disse.
— Senhor Mik...- Comecei.
— Cala boca que estou falando com ela.- Ele disse.
— E se não for? O que vai fazer?- O desafiei. Eu amo meu pai, não me entendam mal, mas não sou de segurar minha língua ou o que penso, e o desafio mesmo.
— Você está me desafiando menina?- Questionei.
— Pode crer que sim.- Disse.
— Seu merda, suma da minha casa.- Ele disse.
— Senhor Mikaelson, está me ofendendo e como disse para o Kai, a Rebekah é adulta.- Disse.
— SAI AGORA DA MINHA CASA!- Ele exclamou.
— Para com isso pai! O Matt não tem nada a ver com isso!- Exclamei.
— Que escândalo é esse?- Esther perguntou.
— Ah, ele tem sim.- Ele o pegou pelo colarinho, o levando pela porta.
— Nos vemos amanhã Rebekah.- Disse.
— Você não vai chegar perto dela entendeu?!- Ele exclamou.
— Mikael, para com isso agora!- Ela exclamou.
Ele tinha me levado até a porta e me empurrou para fora.
— Vai embora daqui!- Ele exclamou.
— Bekah, vai ficar bem?- O pai dela estava possesso e ela não estava com cara que tinha sido uma brincadeira.
— Vou. Pode ir, não se preocupe.- Disse.
— Eu te ligo mais tarde. Tchau.- Mesmo preocupado, sai de lá.
POV Rebekah.
— Que belo merda você arrumou Rebekah. Eu estava tão despreocupado que você teria juízo.- Meu pai disse.
— E porque ele é um “merda”, pai?- Questionei.
— Porque? Se ele fosse alguém direito, que quisesse você de verdade, teria reagido, mas foi embora com o rabo entre as pernas. Não posso acreditar nisso, não posso com você se deitando com um assim.- Ele disse.
— Nunca transei com ele. Quem te disse isso?- Perguntei.
— Eu te perguntei e você confirmou.- Ele disse.
— Não confirmei não.- Disse.
— Para de brincar comigo Rebekah!- Ele exclamou.
— Kai que te disse isso né? Pois bem, ele te mentiu. Se entenda com ele.- Estava com ódio de Kai nesse momento. Se ele me ferrou, eu ferro ele também. Subi para meu quarto e me tranquei.
POV Matt.
Andei até a saída do condômino e peguei um táxi para casa. Quando cheguei estava silenciosamente calmo lá. Tomei banho, jantei e peguei o telefone ligando para ela.
— Alô?- Ela atendeu.
— Hey, está viva.- Disse.
— Claro. Kai que pode estar morto agora, aquele filho...- Ela parou.- Aquele pé no saco dedo duro.
— O que você falou?- Perguntei.
— Que ele mentiu.- Ela disse.
— Oh é, foi bom conhecer ele.- Disse.
— Pois é.- Ela falou.
— Seu pai é muito estressado.- Disse.
— Nem me fala.- Ela disse.
— Tirando as partes das ofensas e empurrões, foi divertido.- Disse.
— Sim.- Ela falou.
Ri.- Droga, agora que isso está doendo.
— Tadinho.- Ela disse.
— Foi um dia e tanto.- Ri e escutei a porta bater, e uma discussão. Suspirei.
— Tudo bem?- Ela perguntou.
Levantei e tranquei a porta.- Só o de sempre.
— Sinto muito. E sinto muito pelo meu pai também. Quando eu estiver de cabeça fria, vou resolver isso com ele e Kai.- Ela disse.
— Não se preocupe, está tudo bem.- Disse.
— Ok.- Ela disse.
— Então amanhã tenho que ter cuidado duplo; pelo fantasma do Kai querendo me pegar e pela turma de economia. O que não faço pela minha loirinha?- Questionei.
— Eu te amo Matty.- Ela disse.
— Eu também te amo Beks.- Pensei naquele beijo rápido e em todo o dia com ela, acho que parte disso era verdade.
— Bem, vou ter que desligar. Tenho que terminar de fazer umas coisas aqui e vou dormir.- Ela disse.
— Tudo bem. Até amanha.- Disse.
— Até.- Ela disse.
Desliguei e sorri. Como o falatório continuava, decidi sair e ir ver o que era.- O que foi agora? Lá de cima dá para escutar.
— Seu pai que fica olhando para outras mulheres.- Minha mãe disse.
— Eu? Você que faz um escândalo no coquetel e eu que sou culpado?- Meu pai questionou.
— Sim, você.- Ela disse.
— Para com isso Kelly! Matt...- Ele me olhou.- O que houve com você?
— Nada demais.- Disse.
— Amor, o que foi?- Ela veio até mim.
— Nada mãe, só um mal entendido.- Disse.
— Mal entendido que te deixou assim? Quem fez isso?- Ele perguntou.
— Ninguém que importe.- Disse.
Vick voltava da cozinha.- A briga acabou?
— Acho que sim.- Disse.
— Que bom.- Ela disse.
— Você sabe alguma coisa sobre isso?- Ele perguntou.
— Ela não sabe pai.- Disse.
— Não sei mesmo.- Vick disse.
— Você anda brigando por ai Matt?- Ele perguntou.
— Foi um mal entendido, ponto.- Disse.
— Ele devia estar defendendo a Rebekah.- Vick disse.
— Essa garota de novo?- Ele perguntou.
— Você fala isso porque não a conhece. Eu acho ela linda e aprovo, Matt.- A mãe sorriu.
— Aprova a família dela que eu sei mãe.- Disse.
Ela suspirou.- Você só pensa mal de mim, Matt? Eu esperava que Vick conseguisse fisgar um dos irmãos dela para ser sustentada por ele, mas eu não quero que meu filho seja sustentado por mulher. Ela eu aprovo porque a achei linda e parece legal, sim.
— A Vicki não precisa disso.- O pai disse.
— Talvez não.- Vick disse.
— Não precisa Vick!- Ele exclamou.
— Ok pai.- Ela disse.
— Obrigado querida.- Ele disse.
— De nada.- Ela disse.
— Vou ir dormir.- Disse.
— Tudo bem. Boa noite querido.- A mãe disse.
— Boa noite.- Ele disse.
Subi e tomei um remédio para dor, depois me deitando. Estava sem muito sono, então fiquei rodando os canais da TV e não resisti a um porno. No que apareceu uma loira pensei logo em Rebekah, dai para eu estar me tocando foi um pulo. Gozei e tive que ir me limpar; agora parecia mais leve e dormi. Nos dias seguintes só pensava nela cada vez mais e toda noite ter um sonho erótico diferente não ajudava. Estava vendo o treino dos meninos quando ela chegou e sentou do meu lado.
POV Misto. (Rebekah e Matt.)
— Kai parou de me dedurar para o pai.- Falei quando me sentei ao lado dele.- Disse que se éramos para ter uma relação legal e eu não contar os podres dele, ele tinha que parar de correr e ligar para o pai.
— E tudo começou com uma brincadeira para irritar ele.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Vai fazer o resumo comigo ou com Scott?- Perguntei.
— Pode ser com os dois?- Questionei.
— Para que?- Perguntei.
— Para não fazer desfeita ao Scott.- Disse.
— Porque? Eu te chamei primeiro, ele só está perturbando.- Disse.
— Matt... você sabe que não gosto de competições por atenção.- Disse.
— Não é isso. Esse babaca acha que está "me ajudando", mas só está me deixando puto.- Disse.
— Como assim?- Perguntei.
— Não é nada, deixa para lá.- Disse.
— Ok.- Disse.
Eu estava pensando muito em chegar nela, tentar termos algo, mas eu estava preocupado de isso acabar com a nossa amizade. Teve um intervalo no treino e os meninos vieram na nossa direção.
— E ai Matt, porque não tenta jogar com a gente?- Kol perguntou.
— Vai lá.- Disse.
— Eu não sou bom, só em futebol.- Disse.
— Podemos jogar qualquer hora, pegar o material com o pessoal do futebol.- Kol disse.
— Não esse, o do meu pais.- Disse.
— Ah sim.- Scott disse.
— Queria só ver vocês jogando futebol.- Ri.
— Iam ficar sem canelas.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque não sabem jogar.- Disse.
— Está desafiando é?- Kol questionou.
— Pode ser.- Disse.
— É, o Kol só vê na Copa.- Disse.
— Pois é, todos vemos.- Damon disse.
— Então melhor eu só ver e deixar minhas peladas para lá.- Disse.
— Peladas?- Damon perguntou.
— O que é?- Questionei.
— Um jogo entre amigos, na rua mesmo, sem maiores estruturas.- Disse.
— Ah, só bater uma bola.- Kol disse.
— Isso.- Disse.
— Espero que no sentido puro da frase.- Disse.
— Sim é.- Ri.
— Então vamos fazer o resumo Beks?- Scott disse.
O que? Agora ele usava o apelido que eu a chamava?
— Só se for nós três.- Disse.
— A três? Eu topo.- Scott disse.
— Ok.- Disse.
— É um babaca mesmo.- Disse.
— O que Matt?- Ele perguntou.
— Não me enche Scott.- Disse.
— Vamos fazer aonde?- Perguntei.
— Na sua casa?- Scott perguntou.
— Pode ser.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Ok.- Disse.
Ele foi chamado e esperamos ele terminar, e fomos todos para a casa dela.
— Aqui dava para bater uma bola Matt.- Scott disse.
— Se tivéssemos bola...- Disse.
— Um dia eu trago.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Beks, onde tem um banheiro para eu ir?- Perguntei.
— Eu te mostro.- Disse.
Ela me levou e percebi ela voltar. Respirei fundo, melhor manter a calma. Sai de lá, desci a escada e os vi. Ele estava beijando ela?! Foi longe demais. Quando dei por mim já estava em cima dele.
— Matt!- Exclamei.
— Seu filho da puta como pode fazer isso?- Perguntei.
— Se você não chega nela, não culpe quem chega.- Scott disse.
— O que?- Olhei para Matt.- Matt?
— Cala boca Scott!- Exclamei.
— O que? Vai negar que quer ficar com ela, mas está com medinho?- Ele questionou
— Matt?- O olhei.
— Rebekah...- Disse.
— É verdade?- Perguntei.
Eu não podia mais mentir. Deixei a raiva de lado e me virei para ela.- Sim.
— E porque nunca falou?- Perguntei.
— Porque ele é um molenga, falamos isso para ele.- Scott disse.
— Cala boca Scott.- Disse.
— Então?- Perguntei para o Matt.
— Podemos conversar só nós dois?- Perguntei.
— Ok, entendi, tô indo.- Ele disse.
— Obrigada Scott.- Disse.
— Valeu. Tchau cara e vê se não estraga.- Ele disse.
— Some de uma vez.- Disse.
— Então?- Perguntei.
— Rebekah eu... O que ele disse é verdade.- Disse.
— E porque nunca falou?- Questionei.
— Eu tinha, tenho medo de te perder. É a melhor coisa que eu tenho Beks.- Me aproximei dela.
— Porque? Se podia me ter ainda mais?- Questionei.
Toquei seu rosto.- Nunca me deu a ideia que poderíamos ter algo para valer.
— E poderíamos. Se quiser.- Disse.
Ela estava dizendo sim? Sim para mim? Sorri e a beijei.
Retribui o beijo.
A puxei, nos deixando colados e minha mão subia pelas suas costas enquanto saboreava aquele beijo. Eu sabia que ela era tudo o que eu queria, mas eu seria o que ela queria?
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava sua nuca.
A encostei na parede. A tanto tempo a desejava e agora podia tê-la. Não só a levar para cama, mas a ter para mim.
Parei o beijo e sorri.- Ainda não entendi porque não me falava isso.
— Não queria perder nossa amizade e você sempre poderia dizer não, ai ficaria estranho.- Disse.
— Isso nunca aconteceria.- Disse.
— Gosta tanto de mim assim é?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
— Eu fui um imbecil né?- Perguntei.
— Em que sentido?- Questionei.
— Ficar calado.- Disse.
— Nisso foi.- Ri.
— Pobre de mim.- Disse.
Sorri e lhe dei um selinho.
— Agora vou ter que encarar seus pais e irmãos para valer.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Que animador.- Disse.
Sorri.- Desculpe.
— Tudo bem. Vamos sair? Ainda não fico muito a vontade aqui.- Disse.
— Porque? E temos que fazer o trabalho.- Disse.
— Ah, é verdade.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Mas eu não estou muito a fim de fazer trabalho agora.- Voltei a me colar nela.
Sorri e toquei seu peito.- Matt, temos que ir.
— E se eu me negar e quiser ficar aqui?- Beijei o pescoço dela.
Me arrepiei.- Vamos reprovar.
— Rebekah, o que é isso?- Klaus perguntou.
— Hey Nik.- Disse.
Sempre chegava alguém aqui? Aff.- Boa tarde.
— Tudo bem?- Perguntei.
— Quem é esse? Solte ela.- Klaus disse.
— Ele é meu namorado.- Disse.
— Como assim namorado?- Klaus perguntou.
— Namorado ué.- Disse.
Ele andou até eles.- Quem é você e dá onde você saiu?
— Sou Matt e estudamos juntos.- Disse.
— Sim.- Disse.
— E quem deixou você namorar?- Perguntei.
— Eu.- Disse.
— Até parece que é assim. Pode descendo.- Klaus disse.
— Klaus, vai ficar com a tua mulher e a tua filha.- Disse.
— Descendo Rebekah.- Klaus disse.
— Todos aqui são assim é?- Perguntei.
— O que vai fazer se eu tirar o vestido então?- Questionei.
— Tudo bem Beks, vamos evitar problemas.- Disse.
— Não. Eu não sei o que esses homens da família pensam; acham que todos são como eles e transam até na fila do banco.- Disse.
— Sem namorado então. Saindo rapaz.- Klaus disse.
— Sai você Klaus. O quarto não é seu e a minha vida não é sua. Se manda.- Disse.
Ele me puxou e dessa vez eu reagi.- Não estamos fazendo nada demais, então com todo respeito, eu fico. Afinal, também temos coisas da universidade para fazer.
— Sim.- Disse.
— É a sua palavra final?- Questionei.
— É.- Disse.
— Pois bem, não reclame depois.- Ele saiu.
— Aposto que ele vai ligar para o seu pai.- Disse.
— Um dia eu vou é acabar fugindo de casa para eles verem se é bom.- Disse.
— É sempre assim?- Perguntei.
— Sim. Mas é melhor você ir para a sua casa. Não quero que você se machuque novamente. Nos falamos por mensagem.- Disse.
— Eu vou ficar. Da outra vez você já resolver sozinha.- Disse.
— Matt, vai embora, por favor. Eu não quero que você se meta de novo com meu pai. Com a minha família eu resolvo.- Disse.
— Já sei, sua mãe está ai?- Perguntei.
— Não sei.- Disse.
— Tudo bem. Veja com ela se posso vir para o jantar. Ai eu vou em casa, tomo banho e volto para você "me apresentar”. Ai acabamos com isso.- Disse.
— Não vai funcionar e eu não quero que seja assim. Porque meu pai e meus irmãos acham que tem direito de aprovar ou não alguma coisa, e não tem.- Disse.
— Eles podem te proibir, não queremos isso.- Disse.
— Desde quando?- Perguntei.
— Não sei, pelo tanto que já vi deles.- Disse.
— Mas não podem.- Disse.
— Tudo bem, mas não quero que tenha problemas com eles por minha causa.- Disse.
— Ok.- Disse.
— De qualquer forma vou vir me apresentar.- Ri.- Minha mãe sempre disse que sou um bom partido, que todos iriam me adorar.
— Se quer assim, tudo bem.- Disse.
— Estou indo muito rápido, não é?- Perguntei.
— Em que?- Perguntei.
— Nos beijamos agora e já quero me apresentar pra sua família.- Disse.
— Estranho é você querer tanto fazer já que naturalmente os caras fogem o máximo de tempo possível disso.- Disse.
— Bem, eu não quero ter sua família inteira no meu pé toda vez que quisermos sair ou eu vir ficar aqui com você. Quero ter você sem problemas e sei que por maior que seja sua pose, se importa com isso também. Então minha loirinha linda, vamos mostrar a eles que você sabe fazer suas escolhas e que escolheu seu namorado, e que eles não tem porque ficar enjoando de preocupações.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Quer mesmo que eu ainda vá?- Dei um selinho nela.
— Querer eu nunca quis.- Disse.
— Imaginei. Vamos ficar logo livres desse trabalho, depois eu vou. Ai você pensa se quer do meu jeito ou do seu.- Disse.
— Mas eu não disse nada de fazer de algum jeito.- Disse.
— Tudo bem Beks, vamos fazer o trabalho.- Disse.
— Ok.- Disse.
Peguei o pen drive e botamos o filme que tínhamos de falar sobre, é fácil de fazer o resumo. Acabamos e íamos sair quando a mãe dela passava pelo corredor. Eu estou numa sorte que vou te dizer.
— Oi Matt. Como vai?- Esther perguntou.
— Boa noite senhora. Estávamos fazendo trabalho.- Disse.
— Eu imaginei. Quer comer alguma coisa?- Ela perguntou.
— Não quero incomodar mais.- Disse.
— Não incomoda.- Ela disse.
— Ah mãe, estamos namorando.- Disse.
Ela sorriu.- Sério? Isso é ótimo.
— Até que fim alguém reagiu bem.- Disse.
— Você parece estressado Matt. Alguém te fez alguma coisa?- Ela perguntou.
— Hã... Não senhora, tudo bem.- Eu não ia dar com a língua nos dentes e ter mais fúria a frente.
— Ok.- Ela disse.
— Mas senhora, todos os homens aqui deviam confiar mais nas meninas, na Rebekah no caso.- Disse.
— Bem, se você tem alguma objeção, fale com eles.- Ela disse.
— Quem sabe eu faço mais a frente, mas pela senhora tudo bem?- Perguntei.
— Sim.- Ela disse.
— Obrigado. Eu gosto muito da sua filha, ela já me ajudou muito.- Disse.
— Sei que sim.- Ela disse.
— Bem, já que a senhora ofereceu, eu aceito um lanche.- Disse.
Ela sorriu.- Vamos então.
Fomos atrás dela.- Sua mãe é um amor.
— Até a página dois.- Sorri.- Ela não gostava muito da Hayley.
— Quem é essa?- Perguntei.
— Mulher do Klaus.- Disse.
— Então sua mãe não gosta das noras e seu pai dos genros.- Disse.
— Não. Ela sempre gostou da Lydia, Hanna e Aurora, é que a Hayley tinha má fama. E porque o Klaus sempre foi um grude com ela, hoje em dia ele nem dá mais bola para ela. Mas ela já se acostumou.- Disse.
— Ciúmes, entendi.- Disse.
— Não mais. Era mais pela má fama.- Disse.
— Klaus... Ah, o pai da sua sobrinha e o estressadinho de hoje.- Disse.
Chegávamos no corredor principal que dava de cara com a porta principal e vi meu pai entrar.- Hey, vão indo para a cozinha. Depois eu vou.
— Tudo bem.- Decidi deixar ela resolver isso e segui a mãe dela.
POV Rebekah.
— Pai, posso falar contigo?- Perguntei.
— Claro amor, o que foi?- Ele perguntou.
— Pode ser no seu escritório?- Questionei.
— Pode. É algo sério? Aconteceu alguma coisa?- Ele questionou.
— É sério, mas não aconteceu nada.- Seguimos para o escritório dele.
Entramos e ele encostou a porta.- Fale.
Me sentei na cadeira.- Bem, primeiro eu queria pedir desculpas pela aquela brincadeira. Kai é um idiota e leva tudo a sério, sendo que todo mundo conhece o Matt e ele foi um imbecil de ter batido nele.
— Seu irmão o conhecia, mas eu não. Se soubesse que era o amigo e não um estranho que você andava, eu teria sido mais controlado.- Ele disse.
— Ele já veio aqui várias vezes e a mãe o conhece super bem. Pai, eu sei que vocês nos amam. Você e os meninos, mas pelo amor de Deus, sem tantas crises assim. Ainda mais com Matt.- Disse.
— Por que "ainda mais com Matt"?- Ele perguntou.
— Porque ele é doce, gentil e nunca passaria da linha. E ele é sofrido pai, ele não é feliz na casa dele. Tanto que ele adora ficar aqui mesmo vocês o tratando mal do jeito que fazem.- Disse.
— Tem certeza de tudo isso?- Ele perguntou.
— Do que exatamente?- Perguntei.
— Que posso ficar um tanto tranquilo quanto a ele?- Ele perguntou.
— Claro! Pai, precisou do Scott ajudar para ele conseguir dizer que gosta de mim. Ele é todo fofo.- Disse.
— O do time do seu irmão?- Ele perguntou.
— Sim.- Disse.
Ele suspirou.- Tudo bem, chame o garoto para jantar.
Sorri e beijei ele no rosto.- Obrigada pai.
— Minha segunda garotinha. Ainda bem que ainda tem mais quatro e ai delas virem me pedir algo tão cedo.- Ele a abraçou.
— Pai, seja menos ciumento e abrace essas pessoas novas como filhos.- Toquei o rosto dele.- Sei que será menos estressado assim.
— Um dia talvez, mas por enquanto tenho que cuidar dos meus bebês. Você, Amara e Tatia principalmente.- Ele disse.
— Porque?- Perguntei.
— Vocês são as mais bebês. Kath e Elena são também, mas sabem se proteger melhor.- Ele disse.
Sorri.- Você é tão fofo pai. Porque você apoiava as saídas e transas casuais dos meninos?
— Por questões que não entenderia e diria que é machismo.- Ele disse.
— Que questões?- Perguntei.
— Coisas de meninos estrelinha.- Ele disse.
— Pai, só para você tirar essa coisa da sua cabecinha linda; eu já não sou mais virgem, ok?- Questionei.
— O que!?- Ele exclamou.
— O que ouviu.- Disse.
— Você estava me preparando para isso, não é?- Ele perguntou.
— Não exatamente, mas deu certo?- Perguntei.
— Não mesmo.- Ele foi sentar.
Sentei na perna dele.- Pai, é normal, ok? Mas não é como se eu transasse com qualquer um como os meninos. Na verdade eu só transei com os meus dois “namoricos”. Caso queira saber, minha primeira vez foi com 17 anos.
— Você era de menor? Eu podia mandar prender o desgraçado.- Ele disse.
Sorri e beijei a ponta do nariz dele.- Não seja bobo meu velho.
— Estou velho mesmo, meu bebê. Nem é bebê mais.- Ele suspirou.- Já tenho até netos.
— Sou seu bebê sim.- Disse.
— É uma mulher agora e só quer saber de outros meninos.- Ele disse.
— Isso é mentira.- Disse.
— Ah é?- Ele perguntou.
— Sim.- Disse.
— Vou guardar essa declaração para quando você negar.- Ele disse.
— Negar o que?- Perguntei.
— Que é um bebê.- Ele disse.
— Mas estou falando que é mentira que eu corro atrás de homens.- Disse.
— Então além de velho estou sem entender as coisas. Ótimo.- Ele disse.
Ri.- Vamos então?
— Vamos.- Ele disse.
Saímos dali e fomos para a cozinha.
POV Misto. (Rebekah e Matt.)
— Beks, eu esqueço como sua mãe cozinha bem.- Comia do sanduíche.
Sorri.- Ela é perfeita.
— Por mais que esteja lanchando, gostaria de ficar para jantar?- Ele perguntou.
— O senhor tem certeza?- Perguntei.
— Sim.- Ele disse.
— Pai, o senhor não tem que pedir desculpa por algo?- Indiquei o rosto inchado de Matt.
— É necessário?- Ele perguntou.
— Sim.- Disse.
— Me desculpe garoto. A brincadeira desses dois foi algo que levo muito a sério.- Ele disse.
Ela sorriu.- Estou orgulhosa amor. Quem sabe não ganha uma recompensa hoje a noite?
— Mãe!- Exclamei.
— Estava falando de uma sobremesa que ele goste. Torta de pêssego.- Ela disse.
— Que mente suja garota. Eu amo sua torta de pêssego.- Ele disse.
Sorri e os olhava. Era meio estranho não ver quebra paus, mas era legal também.
— Como se eu não soubesse que o pai pede “abrigo” todas as noites.- Tomei do café que havia me servido.
— Não sei do que está falando.- Ele disse.
— Sabe sim.- Disse.
— Sei não. Garoto, porque está nos olhando assim?- Ele perguntou.
— Nada não senhor.- Disse.
— Mikael, seja mais educado.- Esther disse.
— Ele está nos olhando como se fôssemos ETs.- Ele disse.
Ri.- Pai, você é maluco. Matt, vamos para o meu quarto esperar o jantar.
— Rebekah, não vamos exagerar, fique na sala.- Ele disse.
— Não estou falando com Kai desde aquele dia e ele está na sala.- Disse.
— Vai para a sala e se resolva com seu irmão.- Ele disse.
Suspirei.- Ok.- Fomos para a sala.
— Boa noite Kai.- Disse.
— Oi Matt. Maninha.- Kai disse.
— Oi.- Disse.
— Que cara é essa?- Ele perguntou.
— Nada.- Disse.
— Você é um grande babaca Kai.- Disse.
— Matt.- Disse.
— O que? Estava com isso engasgado desde aquele dia.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Bem, eu mereço, mas vocês também pela brincadeira idiota.- Kai disse.
Suspirei e me sentei.
— E só para você ficar sabendo, agora nós estamos namorando.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Parece que eu estava adivinhando então.- Kai disse.
— Pois é.- Disse.
*******
Ficamos ali conversando e foi um jantar até que bom. Os irmãos dela me olharam torto, mas não se intrometeram. Fui embora me sentindo mais contente e feliz. O meu namoro com a Rebekah era muito melhor do que eu imaginei, claro que de alguma forma sempre nos vigiavam, mas eu não me importava. Chegou uma festa da universidade e nós fomos; rimos, dançamos até que um cara quis beijar ela no que eu voltava do banheiro. Ah, não deu outra e acertei ele com um soco, a levando de lá.- Você está bem?
— Estou e você?- Perguntei.
— Estranho esses meus surtos. Acho que a culpa é sua.- Disse.
Sorri.- Ótimo, agora sou culpada pela sua violência.- Toquei o peito dele e lhe dei um selinho.- Eu amo você me defendendo.
— Eu odeio que qualquer um mexa com você. Adoro a ideia de ser só minha.- Devolvi o beijo.
Sorri e toquei seu rosto, retribuindo o beijo.
Tínhamos ido até perto dos carros e encostamos em um que começou a apitar.- Opa.
Ri.- Opa mesmo.
Peguei ela pela mão e corremos até chegar no meu. Ela se encostou nele.- Você tá linda.
— Obrigada.- Disse.
— E tudo foi para mim?- Perguntei.
— Cada detalhe.- Disse.
— Eu adorei.- Afastei o cabelo dela e beijei o pescoço.
Me arrepiei.- Que bom.
Me colei nela e distribuía beijos por ali.
Me arrepiei e acariciava sua nuca.
A beijei e estava difícil me controlar com ela.
Retribui o beijo.
Minha mão subiu um pouco e quando percebi estava nos peitos dela.
Suspirei ao toque dele, mas sem deixar de beija-lo.
Já que ela não me repudiou peguei melhor. Que peitos.
Minha mão desceu pelas costas dele e a outra continuava acariciando seus cabelos.
— Melhor entrar no carro.- Disse.
— Não gosta de correr perigo, Matt?- Sorri.- Não precisamos tirar toda a roupa para isso, fora que estamos numa parte bem deserta do estacionamento.
— Olha quem está atrevida?- Perguntei.
— Sempre fui.- Disse.
— Gostei.- Disse.
— Que bom.- Disse.
Minhas mãos subiram pela perna dela.- Seu desejo é uma ordem.
Sorri.- Você não gosta de perigos, Matty?
— Perigos assim eu adoro.- Disse.
Sorri e o beijei.
A beijei de volta e subi mais a mão, chegando a calcinha dela.
Comecei a abrir a calça dele.
Eu não acreditava que ia fazer isso. Ok, já tinha feito algumas loucuras, mas nada assim. Só que o tesão por ela estava tão grande que nem quis saber.
— Você tem camisinha com você?- Perguntei.
— Tenho.- Procurei até achar no bolso.
— Então acho que deveria colocar.- Disse.
— Tira a calcinha.- Abaixei a cueca um pouco e coloquei a camisinha.
Levantei o vestido que usava e tirei a calcinha, colocando-a dentro do carro dele para colocar depois.- Teremos uma história para contar para nossos filhos. Como foi nossa primeira vez.
— Com certeza.- Passei o braço pela cintura dela e afastei um pouco as pernas dela para ter espaço.
O beijei e acariciava seus cabelos.
Entrei nela e a pressionei contra mim. Foi inevitável gemer. Ah sim, ela é gostosa. Comecei a me movimentar devagar para ela me acompanhar.
Gemi e suspirei pesadamente. O que eu mais queria era faze-lo feliz porque sei o quanto ele já sofreu com a família dele. Quero que ele saiba que sou dele, que sempre estarei pronta para ajuda-lo, ama-lo e cuida-lo.
— Rebekah...- Gemi no ouvido dela. Não podíamos fazer muito barulho, afinal, estava em público.
Sorri e desci meus lábios pelo pescoço dele. O bom do meu vestido, o que era também uma tática, é que ele cobria nossas partes intimas e no resto estávamos vestidos mesmo.
Levantei a perna dela para minha cintura e ficamos em maior contato.- Você é deliciosa.
— E você se encaixa perfeitamente em mim.- Sussurrei no ouvido dele.
— Deve significar que pertencemos um ao outro.- Disse.
Sorri.- Sim.
A beijei e aumentei o ritmo. Não poderia demais já que também teria o risco de cairmos, o que seria engraçado.
Gemi e suspirei pesadamente, sem deixar de beija-lo. Minha mão descia pelas suas costas.
Senti uma iluminação e olhei ao redor, era um carro longe e depois olhei para ela, rindo. O prazer me dominava e não estava longe do orgasmo.
Ri também e voltei a beija-lo.
Quanto mais tesão eu sentia, mais fundo eu ia e a sentia completamente minha. E claro que o orgasmo veio intenso e me deixando tonto até. Me escorei nela, com uma das mãos no carro, tentando ter meu fôlego de volta e só pensava em como minha vida era boa agora que a tinha.
Sorri e beijei o pescoço dele.- Você é muito bom no que faz amor e é tão fofo que dá vontade de apertar.
— Fofo?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Acho que é o apelido que mais gosta para mim.- Disse.
Sorri.- Sim e gosto também da sua expressão agora.
— Qual?- Perguntei.
— Feliz. Não gosto de te ver triste.- Disse.
— Você me deixa assim.- Disse.
Sorri.- Que bom.
A botei no chão e sai dela, tirando a camisinha.- Sabe que agora me deu uma disposição pra ficar nessa festa?
— Ah é?- Questionei.
— Sim e me divertir muito com a minha linda namorada.- Disse.
— Então vamos.- Disse.
Me arrumei e ela também.- Estou vermelho?
— Onde?- Perguntei.
Ri.- No rosto gracinha.
Sorri.- Não. Está perfeito e branco como leite.
— Tudo bem, fantasminha.- Disse.
— Engraçadinho.- Disse.
— Pronta?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Entramos e agora aproveitamos a festa pra valer. Quando nos cansamos, a levei para casa e pareceu ninguém ter visto nossa relação, ainda bem. Quando a deixei em casa, me deu um aperto. Agora que tinha coisas boas, ter que enfrentar essa ruim era um tormento. Quando me deitei repassei cada instante daquela noite; poderia ser melhor? Não mesmo. Rebekah era tudo o que eu queria e no momento agradeço por ter me mudado e a conhecido, já que ela ainda não sabe, mas é o amor da minha vida.
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