Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Desculpem não postar esse capítulo ontem, é que sai desde de manha e cheguei em casa a noite. E estamos em 90 capítulos o/ E ah, uma duvida que vocês possam ter e lembrei agora de falar sobre isso: Se vocês verem não aparece o primeiro capítulo da fic né? Ai fica 89 oficialmente, é que quando o Nyah fez as novas regras eles tiraram o capítulo que era tipo uma explicação do que era essa fic, sabe? Os leitores mais antigos vão lembrar e ai para mudar os números ficaria muita mão, ai deixamos assim mesmo HAHA' fazer o que né? Bem, vamos ao capítulo e nos vemos lá embaixo...

POV Misto. (Kai e Hope.)

Desembarquei e olhei ao redor. Vinte anos que fui embora da América, depois de ter me livrado da Jo e qualquer ameaça ao meu poder. Sim, passei todos esses anos na Europa. Agora decidi voltar e escolhi Nova Orleans. Boa musica, gente divertida, mulher bonita... Ah, como eu adoro essa vida. Depois de uns dias, sai mais um vez, mas agora senti um poder e não era algo pouco, era alguém mais forte que eu, porém não tinha controle. Me aproximei e perto de uma clareira num bosque que tinha na cidade, tinha uma garota e tudo ao redor dela flutuava.

Tentava me concentrar, mas logo perdi a paciência, deixando tudo cair no chão.- Maldita genética, papai!- Gritei, com a esperança que ele me ouvisse

Ri da impaciência dela.

Escutei uma risada e logo meus olhos encontraram os dono dela. O fuzilei.- Quem você pensa que é para rir? Quer perder sua língua?

— Você não saberia fazer para evitar que eu risse.- Disse.

Usei minha velocidade para ficar na frente dele e o empurrei com o meu mindinho.- Sim, eu sei seu fracote.

— Fracote?- Num movimento fiz tudo ao nosso redor flutuar e em outro se desintegrar.

Ri.- E eu posso fazer híbridos e nem preciso ser uma loba completa para isso e nem do sangue de uma cópia qualquer.

— Hibrido, loba e bruxa. Que experimento fizeram em você?- Perguntei.

— Meu pai transou. Simples assim.- Disse.

— E quem é seu pai?- Perguntei.

— Não vem ao caso, ele se acha demais. Ele vai ficar me enchendo depois, com aquele sotaque achando que me põe medo; "Hope, se você ficar saindo por ai contando sua vida para todos, vai acabar em dos caixões da família e não será eu que irei te colocar lá."- Imitei ele.- Mas depois ele dá meia volta e diz; "Amor, o que você quer para o jantar? O+ ou -?"

— Pelo menos ele não quer te matar.- Disse.

— Claro que não. A gente é louco, mas nem tanto. Quer dizer, somos sim.- Disse.

— Vi que está com problemas de controle.- Disse.

— Viu errado.- Disse.

— Não foi o que pareceu, garotinha do papai.- Disse.

O olhei.- Você sabia que é só uma formiga perto de mim, não é? Posso não ter total controle de todo o meu poder, mas posso te esmagar só com o olhar. Isso só com o poder de bruxa, tem o de vampira ainda e se eu te matar, terei o de loba.

— O que? Tenho essa vantagem também.- Deixei meus olhos mudarem.

Ri.- É tão fofo como vampiros normais se acham incríveis. Um vampiro forte mesmo é o meu tio Elijah. Ok, meu pai também, mas o tio Elijah tem muito estilo e quero muito aprender com ele. Tira uma cabeça com uma mãe, limpa a roupa com a outra.

Elijah... Esse nome não me era estranho.- Familia grande.

— Bem, eu tenho que ir.- Disse.

— Já?- Perguntei.

— Meu pai não gosta que eu fique até tarde na rua. Por mais que eu goste de desobedecê-lo de vez em quando, prefiro que ele não mande os capangas dele atrás de mim.- Disse.

— Você pode despista-los fácil.- Disse.

— Posso mata-los bem fácil, mas não quero. Alguns eu gosto, tipo o Marcel. Bem, meu pai diz que ele é quase meu irmão. O quase eu nunca entendi.- Disse.

— Espera, você falou que seu pai é vampiro. Então como ele é seu pai?- Perguntei.

O analisei. Ele não me passava muita confiança, mas qualquer coisa é só mata-lo.- Melhor você me acompanhar e ai você ve por si mesmo. E também aproveito e deixo ele com ciúmes.- Sorri.- Adoro fazer isso. Vamos.- Comecei a andar para ir embora.

A alcancei e passei meu braço pelo dela.- Deixar vampiros irritados? É minha especialidade.

— Ótimo.- Caminhamos e não demoramos a chegar no Quarter.

Fiquei curioso com aquela menina, uma loirinha linda e poderosa. Conversamos durante o caminho e ela era divertida.- Ok, você tocou fogo em parte do seu quarto com 5 anos? Você é das minhas.

— Foi sem querer.- Disse.

— Pelo menos não fez isso no meio da sua festa. Ok, não deram os fogos que pedi, então inventei.- Disse.

Ri.- Mimado.

— Desapontado. Mas a mimada aqui pelo jeito foi você.- Disse.

— Eu não sou mimada.- Disse.

— Duvido.- Disse.

— Pai, tio Elijah, temos visita.- Falei normalmente, sabia que eles escutariam.

Elijah apareceu no corredor.- Que visita Hope?

— Ele.- Indiquei Kai.

Ela queria provocar, então passei o braço pelos ombros dela.- Esse é seu pai querida?- Sorri.

— Não, é o tio Elijah.- Disse.

— Oi, eu sou namorado da sua sobrinha.- Disse.

— O que!?- Klaus apareceu.

Olhei para Kai e mordi meu lábio, segurando o riso.- Sim.

— Hope, que história é essa?- Perguntei.

— A uns dois meses eu conheci ele quando fui ver a mamãe. O Jack me apresentou ele.- Disse.

— Esse chato está se metendo em relação a você de novo? Depois cuido dele. Tire as mãos dela. Agora.- Klaus disse.

— Pai, não seja tão chato você. Você vai ficar fascinado com o que ele é. Ele é vampiro e bruxo. Um híbrido.- Disse.

— O único híbrido além da minha linhagem, é você. Quem é você?- Klaus perguntou.

— Kai Parker e sou híbrido sim.- Disse.

— Pai, da sua linhagem só tem o Tyler e sem ele você não saberia que sua filha linda e incrível pode fazer híbridos sem precisar do sangue de uma cópia. Que no caso, você precisa. Quem tem vantagens aqui? Ah é, sou eu.- Disse.

Elijah riu.- Quero ver você responder essa.

— Tyler?- Perguntei.

— Sim, ele era um híbrido do papai, mas ai algo aconteceu ele deixou de ser e veio me pedir para transforma-lo. Claro, que como sou muito boa, eu o fiz.- Disse.

— Contra minha vontade.- Klaus disse.

— Pois é.- Disse.

— Mesmo assim.- Klaus chegou junto.- Não explica sua aparição aqui.- Ele tirou o braço de Kai da garota.

— Está com ciúmes, pai?- Questionei.

— Hope, chega dessa história.- Klaus disse.

— Que história?- Perguntei.

— O que ele quer aqui? O que quer com a minha filha?- Klaus questionou.

— Casar.- Disse.

— Casar?- Elijah questionou.

Sorri.- Sim.- Dei um selinho em Kai.

— Até porque quero cuidar do fruto do nosso amor.- Coloquei a mão na barriga dela.

— Ele será lindo como você.- Sorri para Kai.

Eu só senti uma mão no meu pescoço e antes que o quebrasse, eu me defendi.

— Sua morte é certa.- Klaus disse.

— Pai, para com isso.- Tirei ele de cima de Kai.- Estamos só brincando. Acabamos de nos conhecer. Eu só amo te ver com ciúmes.- Sorri.

— Hope!- Klaus exclamou.

— Eu disse que tinha a mimado, Klaus.- Elijah disse.

— Também te amo, tio.- Sorri para ele e me virei para meu pai.- O que?

— Eu disse que você era mimada.- Disse.

— Não sou mimada.- Disse.

— Imagina. Devia te deixar com a sua mãe.- Klaus disse irritado.

— Tudo bem então. Eu não me importo. Pelo menos o tio Jack me deixa dormir com eles quando está chovendo, e ele sabe que tenho medo de trovões e não é que nem você que toda noite está com uma mulher diferente.- Olhei para Kai.- Poderia me esperar? Vou pegar uma troca de roupa. Você vai adorar o Bayou. É tudo lindo lá.- Sorri.

— Você não vai para o Bayou.- Klaus disse.

— Vou sim. Já volto Kai.- Subi para o meu quarto.

Lembrei de onde tinha ouvido aqueles nomes, eles eram os originais. Bem, New Orleans estava ficando mais interessante, até divertida.

Separei uma roupa para mim e peguei algumas outras coisas que precisaria. Ficava magoada com meu pai. Era algo bem comum, na verdade. O melhor seria eu morar com a minha mãe mesmo. Na verdade, nem sei porque não morei com ela desde sempre. Nunca perguntei isso. Desci novamente.- Podemos ir.

— Hope, você não vai.- Klaus disse.

— Vou sim.- Disse.

— Sua brincadeira resultou em algo, está de castigo.- Ele disse.

Ri.- Sou mais forte que você. Não venha tentar essa.

— Não estou falando em força. E sim que você fez uma brincadeira idiota com algo sério.- Ele disse.

— Ah sim e você acha que me importo?- Questionei.

— Você não vai jogar assim comigo, foi de mim que herdou.- Ele passou o braço ao redor dela.- Então a minha bela princesinha vai fazer o que estou falando e muito menos não vai sair de casa com uma mochila.

Me soltei dele.- Estou indo para a casa da minha mãe. Kai, foi divertido te conhecer, mas vou ir sozinha agora. Boa noite.- Sai dali.

Ih, era assim? Segui ela.- Oh princesinha.

— Já disse que quero ficar sozinha!- O fiz voar para longe de mim.

— Tá maluca garota?- Ataquei, mas não chegou a atingi-la.

Segui andando.

A segurei.- Eu falei com você.

— Me solta.- Disse.

— Eu não era seu futuro noivo até agora?- Questionei.

— O que? Era tudo brincadeira.- Disse.

— Para mim não.- Disse.

— Para de fingir.- Disse.

— Eu achei que era seu amor verdadeiro.- Terminei cantarolando.

— Cala a boca e me deixa.- Me soltei dele e sai dali em velocidade.

Garota louca. Continuei meu caminho, a deixando para lá. A cidade tinha muito a oferecer e fui aproveitar. Estava passando uns dias bem agradáveis lá e não vi mais a garota. Pena, ela era bem linda e teria sido uma noite e tanto. Só que isso mudou quando sai de uma cafeteira e conheci o rastro loiro passando por mim.- E lá vai a princesa da cidade.

— Ah, oi.- Disse.

— Parece mais calma.- Tomei do café.

— Minha mãe me transmite paz.- Disse.

— Se mudou?- Perguntei.

— Não.- Disse.

— Ah sim. Bem, deixe seu temporário sudito sair do seu caminho.- Disse.

— Tudo bem.- Me sentei em uma mesa e chamei o garçom.

Fui para o balcão e pedi uma torta de morango.

Pedi um crepe de chocolate branco e um cappuccino. O garçom saiu e peguei meu celular para ficar mexendo nas minhas redes sociais. Eu fazia faculdade, por mais que não precisasse, eu faço.

A cafeteria estava vazia, então fiz um brigadeiro ir até a mesa dela.

Olhei o brigadeiro e olhei para Kai, logo sorrindo. Ele não prestava mesmo. Peguei o brigadeiro e comi.

Travei a porta e baixei as persianas.

— O que está fazendo?- Perguntei.

— Me divertindo. Nunca fez isso?- Perguntei.

— Isso é perigoso. Podem nos ver.- Disse.

— Por isso fechei a persiana. Vai dizer que é tão destemida e tem medo de ser vista?- Questionei.

— Você não me conhece e tem pessoas aqui.- Disse.

— Isso é simples.- Num movimento, todos congelaram.

— Você é louco.- Disse.

— Quantos anos você tem?- Questionei.

— Vinte.- Disse.

— Ok, mas de verdade.- Disse.

— Tenho vinte.- Disse.

— Só isso? Não admiro que é descontrolada assim.- Disse.

— Você não sabe nada sobre mim, Kai. Então não fala bobagens.- Disse.

— Então descongela a balconista.- Disse.

Suspirei.- Você não faz ideia do poder que eu carrego! Eu não posso fazer feitiços, porque meu pai, matou a unica pessoa capaz de me ensinar. Ele mesmo me disse isso, então para de me jogar na cara. Posso não ter controle, mas mesmo assim posso te matar. Então cala essa tua boca.

— Posso te ajudar.- Disse.

— Você é um Mikaelson? E sabe controlar os poderes de uma primogênita? Acho que não. Minha tia está me ajudando. Desencana de mim, moleque.- Me levantei e sai da cafeteria.

Fui atrás dela e a segurei, me concentrando.- Sabe, odeio ser deixado falando sozinho.

— Que pena.- Disse.

— Mesmo pirralha.- Comecei a sugar o poder dela.- Você pode fazer muita coisa com tudo.

— O que você está fazendo?- Perguntei.

— Você parece sobrecarregada.- Parei.- Só peguei emprestado um pouco de poder.

Franzi o cenho.- Ah sim.

— Agora como eu estava dizendo antes do seu surto, posso te ajudar.- Disse.

— Você não pode e eu não quero.- Disse.

— Deixa de ser tão chata.- Disse.

— Chata? Obrigada então.- Disse.

— Está sendo sim, para com isso.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Parou.- Disse.

Não respondi.

Num impulso, beijei ela.

Fui pega completamente de surpresa, mas retribui o beijo.

Parece que só assim ela se acalmava e eu gostava de beijar ela.

O afastei, mas não falei nada. Ia continuar no jogo.

— O que?- Perguntei.

Não falei nada.

— Hope.- Toquei o rosto dela.

O olhei.

— Ah, não foi seu primeiro beijo, foi?- Questionei.

Não respondi, mas na verdade, tinha sido o segundo. Beijei pela primeira vez com 16 anos, mas foi tão horrível que traumatizei.

— Consegui te deixar sem palavras, isso deve ser algo raro.- Disse.

Somente suspirei.

— Não vai falar nada?- A levei mais para o canto.

Acenei que não.

— Vou aproveitar para deixar claro. Não sou um moleque, sou muito mais velho que você acha. Uso magia desde de sempre, então mesmo sem ser "um Mikaelson" posso te ajudar.- Nem sei porque estou ainda nisso, mas queria continuar com ela.

Peguei meu celular e escrevi; "Vai ter que falar com os meus pais". Mostrei a ele.

— Voto de silêncio?- Perguntei.

Acenei que sim.

— Porque?- Perguntei.

Digitei no celular; você disse para eu parar de ser chata, estou parando. Mostrei a ele.

— Ah, para com isso.- Disse.

— Com saudades da minha voz, querido?- Questionei divertida.

— Ela voltou a falar, é um milagre!- Disse.

— Agora você pode sair de cima de mim.- Disse porque ele estava muito perto.

Botei os braços ao redor dela.- E se eu não fizer.

— Tem várias mulheres em New Orleans, Kai e bem mais bonitas do que eu. Vá procurar uma delas.- Disse.

— Eu sei que tem, mais bonitas não sei. E só fico onde quero.- Disse.

Suspirei.- Você é teimoso. Bem, eu vou para casa e me arrumo para o nosso treino. Só posso te dizer que você não vai saber os truques da minha tia Freya. Ela é incrível e só não estou treinando com ela porque ela foi viajar.

— Vai ser divertido.- Disse.

— Tudo bem.- Fomos até minha casa — a do Quarter- e pedi para ele me esperar. Subi para meu quarto e tirei minha roupa, incluindo o sutiã. Coloquei somente um top e uma legging. Fui para a frente do espelho e arrumei meu cabelo em um rabo de cavalo. Eu disse que tive meu primeiro beijo com 16 anos, mas foi super ruim e nunca nenhum garoto chegou em mim ou me olhou. Não sei se é por causa do meu pai ou porque não me acham bonita. Tipo, eu não me acho feia e meu corpo é bonito também. Tenho seios bem fartos, cintura fina, pernas e bunda de um tamanho bom para uma mulher magra, e tenho curvas. Então sim, eu me acho linda e gostosa. Não quero mudar nada em mim, mas nenhum cara chegou em mim ainda e acho que devo ter algum problema. Então tudo com Kai é super estranho. Tirei a maquiagem que estava, limpei bem o rosto e passei protetor solar. Sou humana, então tenho que me cuidar. Depois de terminar tudo, desci.

— Ficou sexy.- Disse.

— Se isso é sexy, vou colocar isso na minha lua de mel.- Disse.

— Ai vai ser um sexy diferente. Com tudo isso, cinta liga ficaria bom em você.- Disse.

— Nossa, você sabe muito sobre lingeries, é até estranho.- Ri.

— Tive que me atualizar sobre muita coisa, acabei aprendendo.- Disse.

POV Hope.

— Sei bem como. Vou avisar meu pai.- Andei até o escritório dele e bati na porta.

— Entra.- Ele disse.

Abri a porta.- Estou indo treinar com Kai. Até mais.

— Hope.- Ele disse.

— O que?- Perguntei.

— Da onde você conhece esse Kai? Ele é confiável?- Ele perguntou.

— Eu sei me cuidar.- Eu ainda estava bem magoada com ele. Não sabia que ele pensava tão mal de mim. Ele fala tão mal do pai dele e as vezes parece tão grosso quanto.

— Venha cá.- Ele disse.

Fui até ele.

Ele me puxou até seu colo.- Você ainda vai me matar com as suas brincadeiras.

— Você me preferia como bebê, eu sei. Eu vejo pelas fotos. Seu sorriso vai sumindo um pouco em cada ano. Imagina no meu aniversário de 21? Vai ser uma careta.- Disse.

— De certo ponto sim, estava sempre onde podia ficar de olho, podia proteger de tudo o que acontecesse e o maior susto que me dava era o que catava pela frente para botar na boca. Ou uma vez que no que me virei, você engatinhou e caiu da minha cama.- Ele disse.

— Sinto muito.- Disse.

Ele sorriu.- Elijah diz até hoje que eu fiquei mais assustado do que você. Mas eu sei que você se tornou uma mulher linda e inteligente, que não precisa mais de mim. Que não é mais minha garotinha. A não ser para ficar me deixando louco com namorados e gravidez postiço.

Me levantei.- Melhor eu ir. Depois vou ir ficar com a mãe.

— De novo?- Ele questionou.

— Sim.- Disse.

— Porque?- Ele perguntou.

— Porque ela é minha mãe.- Disse.

— Sua casa é aqui.- Ele disse.

— Tenho duas casas.- Disse.

Ele suspirou.- Tudo bem. Falando nos seus 21, vai querer festa?

— Não. Só vou querer me transformar de vez. Tanto em vampira quanto em loba. Não queria me transformar antes para não ter que falsificar carteira de identidade.- Disse.

— Tem certeza?- Ele perguntou.

— Você quer que um dia eu morra?- Questionei.

— Nunca.- Ele disse.

— Então sim.- Respondi.

Ele sorriu.- Os olhos de hibrido ficarão lindos em você. Qualquer coisa fica.

Sorri.- Espero. Só vou ter que achar um humano muito sujo e que mereça mais que tudo a morte. Não quero matar inocentes.

— Se quiser ajudo com tudo isso.- Ele disse.

— Pode ser.- Disse.

— Posso pedir uma coisa?- Ele perguntou.

— Pode.- Disse.

— Não brinque mais assim. Sabe que perco a cabeça e posso acabar a magoando. Coisa que sei que houve, porque você não fica tantos dias assim no Bayou.- Ele disse.

— Tudo bem.- Disse.

Ele veio até mim, beijando minha testa.- Cuidado nesse treino.

— Com o que?- Perguntei.

— Não destruir mais uma parte da casa. E com você, claro.- Ele disse.

— Não vai ser em casa. Vamos em um campo livre.- Disse.

— Tudo bem, mesmo assim, cuidado.- Ele disse.

— Pode deixar. Vou indo, até mais.- Sorri e voltei a Kai.

POV Misto. (Kai e Hope.)

— Nossa, achei que ele tinha te prendido.- Disse.

— Desculpe, demorei.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Vamos?- Questionei.

— Para onde?- Perguntei.

— Qualquer lugar.- Disse.

— Você conhece aqui, você guia.- Disse.

— Tudo bem.- Saímos de casa e fomos para uma clareira completamente vazia.

— Por onde quer começar?- Perguntei.

— Você que é o inteligente nisso, então...- Disse.

— Ok. Sabe fazer isso?- Tomei uma distância dela e desapareci.

— Não. E eu pensei que íamos treinar o controle. Feitiços diretos eu aprendo nos grimórios e sozinha.- Disse.

— Tudo bem.- Peguei as mãos dela.- Relaxa.

— Estou relaxada.- Disse.

— Deixa seu poder fluir.- Disse.

O olhei.- Se meu poder "fluir" vai destruir a cidade e nem com o autocontrole mais bem controlado seria capaz de impedir isso.

Ri.- Não fluir a esse ponto. Você vive com ele, então comece pelo que está acostumada a usar.

— Ok.- Fiz o que ele disse.

Podia a sentir fácil, era muita coisa.- Isso. Sente ele correndo em você?

— Sinto cosquinha.- Disse.

— Normal. Eu fico excitado.- Disse.

Fiz cara de nojo.- Você devia ter guardado isso para você.

— Do jeito que fala podia jurar que é virgem.- Disse.

— Devíamos estar treinando, não?- Perguntei.

— Estamos só descontraindo, você leva eles muito a sério.- Disse.

— Sim, levo.- Disse.

— Por isso fica tensa. Bem, você sabe onde é o centro do seu poder?- Perguntei.

Me soltei dele.- Esse seu treinamento não está ajudando em nada. Não é assim que se treina.

— Você sempre se irrita assim? Eu sou de um clã inteiro de bruxos, sei do que tô falando.- Disse.

— Eu não sou uma bruxa comum!- Exclamei irritada.- Eu não sou como você! Você não sabe nada sobre mim, eu já disse isso.

— E o que você tem de tão diferente? Vamos lá, fala.- Disse.

— Eu não vou falar nada. Não confio em você. Se não sabe ajudar, não atrapalha.- Sai dali.

Quer saber? Foda-se essa garota. Cansei de querer ajudar. Sai da clareira e fui me divertir.

Cheguei em casa — no Quarter- e subi para meu quarto. Tomei um banho e coloquei um pijama. Que era uma calcinha e uma camisola. Não ia para o Bayou porque lá a casa era pequena e não podia ficar sozinha. Mandei uma mensagem para minha mãe, peguei meu notebook e o livro que estava lendo, e fiquei por ali mesmo.

O resto daquele dia foi bom e a noite sai com duas garotas bem legais, mas quando voltei ao hotel lembrei da Hope. Mesmo contra o meu conceito de não me relacionar com ninguém, gostava de estar com ela, mas ela não quer nem saber de nada, então melhor dormir que ganho mais. Acabei acordando tarde, tomei um banho e sai. Achei um restaurante gostoso ao ar livre e parei para almoçar.

Eu estava de férias, mas estava caminhando tomando sorvete com uma amiga de faculdade quando vi Kai. Pedi para ela me esperar e fui até ele.- Hey.

Baixei o cardápio.- Oi.

— Só queria pedir desculpas por ontem, não queria te atrapalhar.- Disse.

— Tudo bem, você tem direito de escolher como quer trabalhar seus poderes.- Disse.

— Bem, até mais então e espero que aproveite a cidade.- Sorri e voltei para minha amiga.

Suspirei.- Você pode me mostrar.

Me virei e o olhei.- Melhor não Kai. Não damos certo junto.

— Por mais que eu seja quem absorveu o poder de todo o clã, você que é a irritadinha aqui.- Disse.

— Bem, tchau então.- Disse.

Me levantei e fui até ela.- Oi amiga da Hope, pode nos dar licença? Depois ela liga para você.

— Hope, quem é esse cara?- Amanda questionou.

— Um cara louco.- Disse.

— Como pode dizer isso? Ela estava me jurando amor eterno ontem.- Disse.

— Deixa de ser idiota.- Disse.

— Vamos Hope.- Disse.

— O que você quer?- Questionei.

— Vai lá Hope, depois nos falamos. Está claro que ele tá caidinho por você.- Amanda disse.

Ri.- Está louca?

— Não mesmo. Vai lá e me liga depois.- Ela riu e saiu.

Passei o braço pelo dela.- Seja uma boa anfitriã.

— Não gosto de apresentar cidade. Isso é brega e chato.- Disse.

Ri.- Pelo menos seu bom humor continua.

— Você é insistente.- Disse.

— Já ouvi muito isso.- Disse.

— Pois é.- Disse.

— Mas não finja que não gosta.- Disse.

— Não estou fingindo nada.- Disse.

— Então vamos andar.- Pegamos a rua.- Me desculpe, não vou mais me meter nos seus poderes.

— Tudo bem.- Disse.

— Então vamos deixar ele de lado. Só falamos disso.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Deve estar cheia disso, não? Só definem você pelo seu poder.- Disse.

— Na verdade não, eu gosto.- Disse.

— Eu gostei foi da ideia de ter uma cidade.- Disse.

— Meu pai é meio louco as vezes.- Disse.

— Como é ser "princesa" de uma cidade.- Disse.

— Não é nada legal.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque é meio chato. Só isso.- Disse.

— Nossa, você não é uma pessoa de gostar de algo, tudo é chato.- Disse.

— Bem, eu sou assim.- Disse.

— Já eu gosto de me divertir. Passei tanto tempo isolado que agora aproveito de tudo.- Disse.

— Que bom.- Disse.

— No meio de tudo isso, do que você gosta?- Perguntei.

— Hã... de várias coisas.- Disse.

— Sério? E eu achando que isso não existia.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— E o que seriam?- Perguntei.

— Coisas normais ué. Ler, ver filmes e séries, internet...- Disse.

— A internet é legal. Achei ela ótima quando comecei a usar.- Disse.

— Sim, é.- Disse.

— Ler nunca foi meu forte. Isso era mais coisa da minha irmã.- Disse.

— Ah sim, entendo. Mas porque você quer ficar comigo? Não estou te entendendo.- Disse.

— Bem, você me parecia bem legal, parecida comigo.- Disse.

— Parecida com você? E como seria isso?- Questionei.

— Que ri, gosta de brincar, mesmo com um monte de gente em cima, faz o que quer e adora o poder que tem.- Disse.

— Julgou errado então.- Disse.

— E isso é algo que não costumo fazer.- Disse.

— Pois é.- Disse.

— Mesmo assim acho que você sabe ser legal.- Disse.

— É, talvez.- Disse.

— Talvez? Isso pode ser bom.- Disse.

— Pois é.- Disse.

— Você é de respostas curtas.- Disse.

— Quando estou desconfiada sim.- Disse.

— Desconfiada?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— De mim?- Perguntei.

— Você insistir.- Disse.

— Quer que eu pare?- Perguntei.

— Eu quero saber o que você quer comigo.- Disse.

— Como disse, achei que você era legal pelo que já fizemos.- Disse.

E eu, idiota, achando que ele ia dizer que me acha bonita ou algo do tipo, mas bem capaz. Isso ele consegue com outra qualquer por ai e com certeza mais bonita e experiente.- Ah sim.

— Você é uma figura Hope.- Disse.

— Hã... Ok.- Disse.

Parei e a encostei na parede.- Se eu te beijar, vai congelar de novo?

— Eu nunca congelei.- Disse.

— Sei.- Disse.

Franzi o cenho.- Deve estar se confundindo com outra garota que beijou então.

— Não beijei nenhuma outra loira linda e gostosa.- Disse.

— Quer dizer que se deteu a beijar morenas e ruivas?- Questionei.

— Bem, você me deu dois grandes foras.- Disse.

— E o que isso tem a ver com as outras loiras?- Perguntei.

— Eu só queria uma especifica.- Disse.

— E quem?- Questionei.

— Você é mesmo nova nisso.- Ri, a beijando.

— Como assim?- Perguntei.

— Porque estou dizendo que a unica que eu queria em particular é você.- Disse.

— Eu não sou advinha.- Disse.

— Deixa para lá.- Disse.

— Estou curiosa por uma coisa.- Disse.

— O que?- Tirei o cabelo do rosto dela.

— Todos os vampiros que conheço, até meu pai e meu tio dizem que tenho um cheiro muito chamativo e que requer muito controle deles. Mas não vi nenhuma reação sua quanto a isso. Suas presas não saíram e nem salivar você salivou, então estou curiosa sobre isso.- Disse.

— Seu sangue é inebriante sim.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

Inspirei junto ao pescoço dela.- É perfeito até demais.

— É uma mistura de quatro coisa, então acho que uma coisa boa saiu.- Disse.

Rocei minha boca ali.- Unica.

Me arrepiei.- Pois é.

— Já que está tão solicita em me dar seu sangue, eu aceito.- Rocei minhas presas ali.

— Hey, eu não estava oferecendo.- Sorri.- Mas tudo bem. Porém agora estamos no meio da rua e estão começando a nos olhar.

— Então vamos para um lugar mais vazio.- Disse.

— Vamos para minha casa então.- Disse.

— Não, meu quarto.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Fomos para o quarto do hotel que eu estava.

— Lugar legal.- Disse.

— Adorei a vista.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Agora melhorou.- Disse.

— Porque?- Questionei.

Cheguei junto dela, a segurando pela cintura.

— O que foi?- Perguntei.

— Você é linda Hope.- Disse.

Sorri e toquei o rosto dele.- Você que é lindo.

Rocei a boca nos lábios dela e desci para o pescoço.

Me arrepiei ao que ele fez.

Deixei minhas presas saírem e a mordi.

No começo foi meio desconfortável, mas acariciava os cabelos dele.

O sabor dela era incrível. Estava me perguntado como estava tão tranquilo com ela e ainda mais gostando da sua presença sem me interessar no poder dela. Eu sei que não era como a vinte anos quando fiz a fusão e me transfomei, mas mesmo assim era estranho.

Era estranho ele beber de mim antes de se quer termos um beijo de verdade, mas eu gostava dele.

Me satisfiz e parei, a beijando em seguida.

Retribui o beijo.

A segurei mais contra mim. Me alimentar sempre me deixava excitado, por isso sempre transava depois com quem escolhia. Ai me alimentava de novo e sem querer passava do ponto deixando sem sangue. Mas a Hope, com ela sabia que não a secaria.

Entrelacei meus dedos no cabelo dele e acariciava ali. Podia senti-lo excitado e era algo estranho de sentir.

A derrubei na cama, mas não deixei de a beijar.

Acariciava a lateral do pescoço dele.

Subi a mão pela perna dela, ela era mesmo gostosa.

Parei o beijo.- Não sei se devemos continuar.

— Porque?- Beijei o pescoço dela.

— Porque nem todos os caras gostam do que vou dizer agora.- Disse.

— Você gosta de mulher?- Perguntei.

Ri.- Não.- Mordi meu lábio.- É que sou virgem.

— Eu disse daquela vez.- Disse.

— Você supôs.- Disse.

— Estava certo.- Sorri.

— Pois é.- Disse.

— Não me importo.- Disse.

— Mas eu sim. Não quero perder minha virgindade assim.- Disse.

— Assim como?- Perguntei.

— Desse jeito.- Disse.

— Está tudo bem Hope.- Disse.

— Tudo bem então.- Sai da cama e me levantei, ajeitando minha roupa.- Vou ir para casa.

— Não precisa ir.- Puxei ela de volta.

— Ok.- Disse.

Era uma pena, porque queria muito transar com ela. A beijei, deixando deitada comigo.

Retribui o beijo.

— Foi seu primeiro beijo também?- Perguntei.

— Segundo.- Disse.

— Sério?- Perguntei.

— Sério.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Meu primeiro beijo foi com 16 anos e foi tão nojento que nunca mais quis beijar ninguém.- Disse.

— Que bom que mudei isso.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Viu? Já fiz uma coisa boa para você.- Disse.

Sorri.- Pois é.

Ficamos nos beijando um tempo e ficava mais confuso por me sentir tão bem com ela. E dias como aquele se tornaram mais frequentes e ela beijava cada vez melhor. Conheci a mãe dela e ela era maneira, mas o pai vivia desconfiado de mim. Sempre ria das discussões deles, mas eles ficavam bem. Era estranho me preocupar com ela e ainda mais ela comigo.

Fomos no cinema esse final de semana e agora estávamos sentados esperando o filme começar. Não sabia se ele gostava disso, mas ele sempre dizia que eu podia escolher, então eu escolhia. Não gostava muito de festas, então não fazia questão de ir.

— Olha faz tempo que fui acompanhado no cinema.- Comentei.

— Nossa.- Disse.

— É, quando fui, fui sozinho.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Seu pai não reclamou hoje?- Perguntei.

— Não muito.- Disse.

— Seria possível eu sendo aceito por mais alguém?- Questionei.

— Não seja melodramático.- Disse.

— Eu dramático?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Que isso linda.- Disse.

— Bem, vamos ao filme.- Disse.

O filme começou e passei o braço ao redor dela. Era gostoso ficar assim e estava fazendo coisas que não era acostumado, e estava gostando! Assistimos o filme e uma hora ou outra roubei uns beijos, mas eu queria muito mais. O filme acabou e saímos da sala.

— O filme foi bom.- Disse.

— Você se acabou de rir.- Disse.

— Pois é.- Disse.

— Foi bom te ver rindo assim.- Disse.

— Mas eu rio sempre do mesmo jeito.- Disse.

— Você parecia mais leve.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Pois é.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Vamos onde agora?- Perguntei.

— Não sei.- Disse.

— Sabe o que eu quero?- Perguntei.

— O que?- Perguntei.

— Ir naquela sala de jogos.- Disse.

— Então vamos.- Disse.

Nos encaminhamos para a sala de jogos.- Você quer ir em algum?

— Estou por você.- Disse.

— Nunca veio?- Perguntei.

— Vim sim.- Disse.

— Ah sim.- Fui para aqueles simuladores de corrida.

Fui com ele.

— Vamos no de dois?- Perguntei.

— Vamos.- Disse.

Peguei um vazio.- Vou ganhar fácil.

— Quero ver.- Disse.

— Sei das minhas capacidades.- Disse.

Ri.- Ok.

Coloquei a ficha.- Pronta?

— Sim.- Disse.

— Vamos.- Dei partida e começamos a jogar.- Sabe, podia ir lá para casa hoje.

— Pode ser.- Disse.

— Ótimo. Agora cuidado com essa curva.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Vai me deixar ganhar?- Questionei.

— Quem sabe?- Rebati.

— Sério? Vamos lá então.- Passei a prestar mais atenção no jogo. Ela fez jogo duro e ganhou a primiera, pedi revancche e ganhei a segunda e no desempate ela ganhou. Me dei por vencido e fomos em outros jogos. Rimos, brincamos e quando cansamos de lá, fomos comer e eu pedi sorvete de sobremesa.- Quer do meu?

— Não, obrigada.- Disse.

— Entra década, sai década, sorvete é sempre o mesmo.- Disse.

Sorri.- Verdade.

— Gostando da saída?- Perguntei.

— Claro.- Disse.

— É tudo tão diferente em estar com você.- Disse.

— Como assim?- Perguntei.

— Eu nunca fui de ser muito próximo das pessoas Hope.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— E também tive uma primeira vez com você.- Disse.

— Teve?- Perguntei.

— Nunca tive um encontro.- Disse.

Franzi o cenho.- Que estranho.

— Assim, pelo menos nos últimos 35 anos.- Disse.

— Quanto tempo.- Disse.

— Quantos anos acha que eu tenho?- Perguntei.

— Você nunca me disse sua idade de vampiro.- Disse.

— Sou um jovem cinquentão, tô conservado né?- Questionei.

Ri.- Muito.

— Especialmente para você.- Disse.

— Como assim?- Perguntei.

— Você me faz me sentir diferente.- Disse.

Sorri.- Fico feliz por isso então.

— E é tão confuso. Eu nunca me senti atraído por alguém que nem por você.- Disse.

— E você é o unico.- Disse.

— Acho que não, você é linda.- Disse.

— Além de você, só um cara me olhou. Que foi o do beijo ruim, então... Você está errado, mas não me importo.- Disse.

— Eu até prefiro assim, só minha.- Disse.

Ri.- Que bom então.

Beijei ela.- Mesmo assim é estranho estar ligado a alguém.

— Não precisa pensar nisso.- Disse.

— Você não sabe tudo que já fiz.- Disse.

— Não deve ser tão ruim.- Disse.

Ri.- Ah, é sim. Mas considerando a sua família, não é tão novidade.

— Ah sim.- Disse.

— Mas não vamos falar disso.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Até porque não quero que você se afaste.- Disse.

— Bem, deixamos isso.- Disse.

— Sim. Quer fazer o que agora?- Perguntei.

— Não sei.- Disse.

— Não tenho perguntado; como está seus poderes.- Comentei.

— Bem.- Disse.

— Ah sim.- Não reconhecia esse desinteresse nos poderes dela, teria mudado tanto assim? Ficamos mais um pouco e depois fomos para a minha casa.

Ele foi tomar banho e eu me sentei na poltrona para esperar.

Terminei e voltei.- Está calor, né?

— Não acho muito.- Disse.

— Eu que sou calorento.- Disse.

— Pois é.- Disse.

— Você gosta daqui, não é?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

Trouxe ela perto de mim..- Pelo menos é mais tranquilo.

Sorri e toquei o rosto dele.- Sim.

A beijei.- Acho que tenho sentimentos por você.

— Acho que isso é bom.- Disse.

— Eu acho que sim, só não sei como é.- Disse.

— Você tem mais experiências do que eu.- Disse.

— Não nisso.- Disse.

— Não vamos pensar então.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque não precisamos falar dessas coisas.- Disse.

— Nossos pontos são diferentes princesa.- Disse.

— Pontos?- Perguntei.

— Sim, sua experiência e a minha.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Mas eu gosto de sentir tudo isso com você.- Disse.

Sorri.- Que bom.

— Só isso?- Perguntei.

— Como assim?- Questionei.

— Hã... Nada não.- Eu que fui bobo achando que ela sentia algo por mim. Deve estar gostando de passar o tempo.- Comprei aquele box da série que falou; Once não sei das contas.- Me desvencilhei dela e liguei a TV.

— Tudo bem, mas não vou poder ficar. Tenho coisas da faculdade.- Disse.

— Hoje é sexta.- Disse.

— E dai?- Questionei.

— Você não tem aula amanhã.- Disse.

— Mas tenho que estudar e fazer trabalhos.- Disse.

— É inegociável então.- Disse.

— Pois é.- Disse.

— Tudo bem então.- Disse.

— Bem, boa noite e até mais.- Disse.

Ela me deu um selinho e foi embora. Me joguei no sofá. Não gostava disso, de ser só isso. Se eu gostava da Hope, queria ela minha, aqui, não na hora que ela queria, quando podia. Não ia ser um passatempo.

Kai era esquisito. Eu perguntava uma coisa e ele já ficava todo estranho. Eu que não quero me relacionar com um cara tão complicado assim. Qualquer coisinha se ofende. Duas semanas juntos e já tá assim. Cheguei em casa, tomei um banho e fui dormir.

Hope só teve tempo no domingo naquele fim de semana. O que me deixou irritado. Nas semanas seguintes eram tal de umas provas que ocupou seu tempo quase todo e mal a vi. Na sexta feira, ultimo dia, fui a buscar a noite. Entrei direto, mas dei de cara com o tio dela.- A Hope está?

— Está no quarto dela dormindo.- Elijah disse.

— Dormindo? Ela disse que poderia passar aqui hoje.- Disse.

— Ela é metade humana, então se cansa.- Ele disse.

— Ok então, amanhã diga a ela que estive aqui.- Disse.

— Ok.- Ele disse.

Fui embora. Custava ter avisado? Fiquei andando e percebi que a minha raiva era da falta que eu sentia de estar com ela. Depois de ficar até tarde passeando e até praticando um pouco por ai, e me alimentar, fui para casa. Só na tarde seguinte ela me ligou.- Oi.

— Oi.- Disse.

— Lembrou do seu namorado?- Perguntei.

— Como está?- Questionei.

— Enjoado de estar em casa.- Brincava com o lustre e o ventilador.

— Então saia.- Disse.

— Minha parceira de saída me abandonou.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Você tem tempo hoje?- Perguntei.

— Não estou afim de sair.- Disse.

Explodi o ventilador.

— O que foi isso?- Perguntei.

— Nada.- Me protegi dos estilhaços.- O que quer fazer então?

— Nada.- Disse.

— Nem me ver?- Perguntei.

— Claro que quero. Mas não sei se você quer vir aqui. Afinal ontem você não quis subir.- Disse.

— Seu tio falou que estava cansada e dormindo.- Disse.

— Mas estava te esperando. Você não subiu porque não quis.- Disse.

Me sentei.- Aquele engomadinho mentiu para mim?

— Não.- Disse.

— Sem proteção Hope.- Disse.

— Meu tio não precisa de proteção. Ele acabaria com você em um estalar de dedo.- Disse.

— Eu tô indo para ai.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Até daqui a pouco.- Tomei um banho e fui para lá.

Desliguei o telefone e me deitei na cama, cobrindo minhas pernas. Estava só de calcinha e blusa do pijama. Já tinha tomado banho. Devia ser 16:30. Mexia no notebook e esperava Kai.

Dessa vez não fiz pergunta alguma e fui ao quarto dela.- Cheguei.

— Oi.- Disse.

— Agora só venho direto, sem fazer perguntas.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Não ter informações erradas de novo.- Tirei os sapatos e subi na cama.

Sorri e o beijei.- Não foi informação errada. Eu adormeci te esperando, mas quis dizer que podia ter subido de qualquer jeito.

— Pelo menos parece que sentiu minha falta.- Disse.

— Claro que sim.- Disse.

— Acho bom.- A beijei, estava louco de saudade dela.

Retribui o beijo.

A puxei para mim. Eu estou louco, mas tenho certeza que apaixonado.

Acariciava a lateral do pescoço dele.

Me encostei na cabeceira e no que ela ficou no meu colo, percebi sua pouca roupa.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.

A apertei contra mim e deslizei a mão pelas costas dela, depois chegando a sua perna. Ah, como ela é gostosa.

Parei o beijo delicadamente.- Quer algo para comer?

— Não agora.- Beijei pelo pescoço dela.

Me arrepiei.- Tudo bem.

Voltei a boca dela.- Senti sua falta.

Sorri.- Também senti.

— Mesmo?- Perguntei.

— Claro.- Disse.

— Gostei disso então.- Disse.

Ri.- Ok.

— Você assim me dá ideias.- Disse.

— Assim como?- Perguntei.

— Em cima de mim.- A puxei pelas coxas, mais contra mim.

Sorri.- E que ideias?

A segurei e a virei na cama.- Muitas.

Klaus entrou no quarto.- Hope, você quer...

Olhei.- Hey, pai.

— O que é isso? Hope se vista.- Disse.

— Estou vestida.- Disse.

— Sai dai e se veste menina!- Klaus exclamou.

— Ok, ok.- Sai da cama e coloquei um roupão.

— E você engraçadinho, para sala.- Ele disse.

— Porque?- Questionei.

— Pai, não exagere.- Disse.

— Extamente. Não vou fazer nada que a sua filha não queira e o que está preocupado, não está nos nossos planos ainda.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Hope, sabe que não gosto disso assim.- Disse.

— Pai, eu sou virgem, não se preocupe.- Disse.

— E pretendo que continue assim.- Disse.

Sorri e fui até ele.- Você é o homem da minha vida pai, ninguém nunca vai mudar isso.

Ele sorriu.- Você é muito nova para isso.

— Deixe a menina Klaus.- Camille disse.

— Eu não me importo.- Disse.

Ele se virou.- Camille, decidiu voltar a nós.

— Depois conversamos. Oi minha princesa.- Ela disse.

— Hey.- A abracei.

— Senti sua falta.- Ela disse.

— Também. Ah, esse é o Kai.- Disse.

— Nossa, ele é bonito, escolheu bem.- Ela disse.

— Oi. Se não conhecesse sua mãe, diria que é essa.- Disse.

— Eu tenho muita coisa da minha mãe.- Disse.

— É verdade. Só quando era bebê que era menos, mas ai parecia com seu pai.- Disse.

— Eu não me importo de parecer com a Cami, só não gosto quando dizem que não sou parecida com a minha mãe.- Disse.

— Você é perfeita do jeito que é.- Ele disse.

— Obrigada.- Disse.

— Vamos deixar você namorar em paz, vamos Klaus.- Camille disse.

— Deixa essa porta assim, Hope.- Klaus disse.

— Pode fechar querida. Vamos Klaus.- Ela o puxou.

Ri.- Meu pai é hilário. Até quando ele não quer. Quer dizer, ele é mais hilário quando não quer mesmo.

— Quem é aquela?- Perguntei.

— A Cami.- Disse.

— Seu pai parece obedecer ela.- Disse.

Ri.- Só se for de agora.

— Tanto faz. Pelo menos ele nos deixou aqui, tranquilos.- A puxei para cama.

— Pois é.- Disse.

— E eu prefiro sem esse roupão.- O soltei.

Ri.- Ok.

— Sabe o que foi melhor? Eu ter que ter me segurado sobre não desejar você.- Disse.

— Você tem experiência em mentir.- Disse.

— Necessário.- Disse.

— Entendo.- Disse.

— Digo isso, porque desejar você é o que faço todo dia, toda hora.- Disse.

— Não é uma boa hora para você dizer isso.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque meu pai pode ouvir.- Disse.

Cheguei no ouvido dela.- E se eu disser que estou com um tesão louco então?

Mordi meu lábio e sorri.- Ele pode te matar se ouvir isso.

— Então o que fazemos?- Perguntei.

— Trancar a porta e ficar em silêncio.- Disse.

— Ficar em silêncio? Isso vai ser dificil.- Minhas mãos subiram pelas coxas dela.

— Não deve ser tão difícil me beijar.- Disse.

— Não custa tentar.- Ri, fazendo a porta trancar. Ia beijar, mas parei.- Quer saber, tem um jeito.

— Qual?- Perguntei.

Comecei a recitar um feitiço e em instantes uma barreira cobriu o quarto.

— O que aconteceu?- Perguntei.

— É uma barreira isolante.- Disse.

— E o que vai acontecer se ele ligar as orelhas dele e não ouvir nada?- Questionei.

— Vai achar que a gente saiu.- Disse.

— Eu nunca saio sem avisar.- Disse.

— Esquece os detalhes Hope.- Beijei o pescoço dela.

Me arrepiei.- Tudo bem.

Minhas mãos subiram mais e peguei na bunda dela, a pressionei contra mim. Sabia que ela sentiria minha ereção. A beijei.

Retribui o beijo e entrelacei meus dedos no cabelo dele.

Tirei o roupão de vez e a deitei na cama. Eu estava excitado e com uma animação diferente. Seria por causa desses sentimentos por ela? Acho que sim.

Envolvi minha perna na cintura dele, mantendo-o perto de mim.

Uma mão foi até seus peitos e cara que peitos gostosos. Esse século tinha esses tais silicones, ô coisas horríveis.- Ah, que delícias.

Suspirei pesadamente.- Que bom que gosta.

— Eu gosto de você inteira linda.- Beijei pelos peitos, pegando um dos mamilos e passando a língua, a provocando.

Gemi e suspirei pesadamente.

Rocei os dentes e a reação dela, ver a tendo prazer, estava me excitando.

Comecei a abrir a camisa dele.

Ajudei ela a tirar e tirei a calça também.- Sou gostoso, não sou?

Ri.- Demais.

Revirei minha calça e achei a tal da camisinha. Não gostava daquilo, mas sendo bruxo também não podia arriscar engravidar alguém por mais… Por mais que agora fosse a Hope. Olhei da camisinha para ela; com ela não seria ruim.

— O que foi?- Perguntei.

— Precisamos mesmo disso?- Perguntei.

— Hã… bem, não sei. Porque?- Perguntei.

— Ô coisinha ruim de usar.- Disse.

— E se eu engravidar?- Perguntei.

— E você pode? Essa parte é normal?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Acho que não queremos um bebê agora né?- Questionei.

— Não.- Disse.

— Então usamos.- Disse colocando perto da gente na cama e tirando a cueca.

— Ok.- Disse.

A olhei na cama, pronta para mim. Eu sabia que não era muito romântico como as garotas gostam para esse lance de virgindade, mas eu poderia ser um pouco mais cuidadoso e fazer ser bom para ela. Me deitei ao lado dela e a beijei, me virando e ficando por cima.

Retribui o beijo e abri mais minhas pernas para ele ficar melhor. Minha mão descia pelas suas costas.

Toquei ela pela lateral do corpo suavemente. Senti ela se arrepiar e sorri. Gostava dos toques dela, na verdade, ela acertou uma coisa que adoro.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e entrelacei minhas pernas na sua cintura.

Tatiei a camisinha e enquanto beijava pelo rosto dela, me afastei um pouco para colocar. Fiz rapidamente e voltei a me colar nela, começando a penetrar ela.

No começo foi bem dolorido, mas não era uma dor agonizante. Na verdade está mais para desconforto do que dor.

No fundo eu duvidava as vezes se ela era virgem mesmo. Agora senti que não e gostei disso. Hope era só minha mulher. Ninguém tinha botado suas mãos sujas em cima dela.

Aos poucos ia me acostumando com ele dentro de mim. Ele é grande e eu pequena, mas parecia que tínhamos sido feitos um para o outro. Dentro de mim ele parecia feito sob a medida.

— Você é tão linda e com certeza gostosa.- Disse.

Sorri.- Obrigada.

Toquei o rosto dela e a beijei, começando a me movimentar. Fui invadido por uma onda de prazer que não esperava e que me arrancou gemidos.

Retribui o beijo e acariciava seus cabelos.

Comecei indo devagar, mas fui ficando mais rápido conforme ela se acostumava e pegava o ritmo. Eu sentia uma onda em volta da gente e percebi que era ela, o seu poder. Durante o beijo absorvi um pouco dele e isso deixou nossa ligação mais intensa ainda.

Desci meus lábios pelo pescoço dele e roçava meu nariz ali.

— Hope…- Gemi, deixando ela continuar.

Sorri e continuei.

Puxei a perna dela para minha cintura e apertava a coxa dela. Sua pele era bem clarinha, então quando a pegava assim, ficava marcado, mas eu nem ligava para isso.

Gemi e suspirei pesadamente. Os toques dele eram precisos e podia sentir que ele sabia exatamente o que fazia. Ele não pensava como eu.

— Gostosa assim, vou querer transar com você de todos os jeitos.- Mordi o lóbulo da orelha dela.

— E quais seriam os jeitos?- Perguntei.

Ri.- Todos gata.- Nos rolei na cama e ficamos de lado. A segurava pela cintura e não perdi o ritmo das estocadas. Isso tomava conta de mim; ela é minha, só minha.

Gemi e suspirei pesadamente.

Aumentava a velocidade. Sabia que o orgasmo não estava longe. Agora podia pegar na bunda dela e o fiz com gosto.

O beijei novamente e acariciava seu rosto.

Voltei a estar por cima dela e meu corpo pedia aquela liberação. Nosso beijo ficava intenso da maneira que nos movimentávos e não foi difícil deixar o orgasmo tomar conta de mim.

Parei o beijo e o olhei.- Eu te amo.

Sorri e recuperava meu fôlego.- É isso que eu estou sentindo, não é? Eu amo você.- Suspirei e sai com cuidado dela, me deitando ao seu lado.

Me aconcheguei no seu peito.

Abracei ela.- Eu nunca imaginava ser assim.

— O que?- Perguntei.

— Transar com quem a gente gosta.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— É bom, muito mais gostoso.- Ri.- Só quero assim agora, ou melhor, só você.

Sorri.- Você parece um bebê feliz.

— Tirando a parte do bebê, estou. Sentiu os nossos poderes juntos também? Como se fossem um? É incrível, você é uma mulher incrível.- Disse.

— Você que é incrível.- Disse.

— Eu? É, talvez eu seja mesmo.- Disse.

Ri.- Convencido.

— Viu? A barreira funcionou direitinho.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Qual a probabilidade de eu conseguir passar a noite aqui sem risco de vida?- Questionei.

— Acho que altas.- Disse.

— Porque nesse novo mundo de sentimento, estou com uma vontade louca de ficar assim; com você nos meus braços.- Disse.

Sorri.- Vamos ficar assim então.

Ficamos nos curtindo assim e depois fomos tomar banho. Nos vestimos, tiramos o lençol sujo dela e nos deitamos. Tirei a barreira e aquela noite foi incrível, unica. Eu sei que ela pode descobrir as coisas que já fiz; ameacei, matei, mas não me importo. De alguma forma sinto que somos ligados ou será isso só amor? Ainda é estranho falar que sinto isso, mas estou gostando. Amo todos os momentos que passo com ela, minha agora mulher, Hope.

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim! :3 E na próxima já temos a primeira One Shot do especial o/ Lembrando que nas notas iniciais vou deixar uma pequena explicação de como é o especial. Acho que vão gostar :3 Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)