Liberty- One Shots
81 Capítulo 81- Derek & Davina.
Notas iniciais

POV Misto. (Derek e Davina)
Hoje era a meu dia e nada ia estragar isso. Terminei de me arrumar e sai de casa em direção a festa. Por quem eu passava, abria caminho. Porque? Porque sou quem manda em tudo isso na minha área do Brooklyn. Drogas, armas e pessoas, tudo isso eu que permitia a estadia ou não. Bebia uma cerveja quando vi uma garota inda e sozinha. Fui até ela.- Quem te deixou sozinha aqui?
— Não preciso de companhia.- Disse
— Numa festa dessa duvido.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque você é linda demais e alguém pode acabar fazendo uma besteira.- Disse.
— Tipo?- Questionei.
Cheguei junto dela.- Do tipo um bebado te arrastar para um canto e ninguém ver.
Sorri.- Eu sei me cuidar e estou com meu irmão. Fora que não pretendo ficar até alguém ficar bêbado.
Olhei.- Refrigerante? Ninguém na minha festa fica só nisso.
— Eu sim.- Disse.
— Pelo menos um drink.- Disse.
— Não, obrigada. Eu nem devia estar aqui, estou pagando uma aposta ao meu irmão. E você Derek, não o melhor exemplo.- Disse.
— Mas já que está aqui, aproveita.- Toquei o rosto dela, botando o cabelo dela para trás.
Tirei a mão dele.- Não me toque.
— Porque não?- Perguntei.
— Porque você não é intimo para ficar me tocando.- Disse.
— Só deixar eu ser.- Disse.
— Sua noite não vai ser comigo, Derek, então não perca tempo. Procure outra mulher por ai.- Disse.
— Vai me deixar assim?- Perguntei.
— Assim como?- Perguntei.
— Doidinho para beijar você.- Disse.
— Você acha outra mais bonita e que você fique mais "doidinho".- Sai dali.
Os olhos azuis e lindos dela não me saiam da cabeça, Ah, para com isso Derek tem mulher a vontade nessa festa, porque se encanar com uma? Aproveitei minha festa, era um descanso do trabalho. Afinal, comandar tudo aqui no Brooklyn é complicado. Estava dançando com uma loira que sabia que ia terminar na minha cama aquela noite, quando vi a garota de novo. Não via o porque falar com ela, mas vi um babaca mexendo com ela. Mesmo sendo da minha equipe, sabia que era um babaca, fui até lá.- Aiden, tentando convencer a garota a ir para seu quarto?
— Ela é muito gostosa para ficar sozinha.- Aiden disse.
Suspirei.- Eu não estou sozinha, estou com meu irmão e já vou ir também.
— Não estou vendo seu irmão em lugar nenhum.- Ele disse.
— Bem, mas eu já vou. Então não se preocupe em me deixar sozinha.- Disse.
— Não vai não.- Ele a segurou.
— Aiden, solta a garota.- Disse.
— Eu não preciso de você me defendendo.- Me soltei.
— Ui, ela sabe se defender.- Ele disse.
— Tudo bem então.- Disse.
— Agora me deixem e procurem outras ai.- Disse.
— Vai princesinha, só cuidado com a rua.- Ele disse.
— Você só fala merda Aiden.- Disse.
— Tchau para vocês.- Sai dali antes que me estressasse mais ainda. Esse lugar era perigoso, não me pergunte porque vim aqui.
POV Davina.
— E ai maninha.- Tyler disse.
— Oi.- Disse.
Ele olhava para os lados.- Se divertindo?
— Não.- Disse.
— Porque?- Ele perguntou.
— Porque não.- Disse.
— Ah mana, você tem que se divertir mais.- Ele disse.
— Ty, esquece isso. Eu vou para casa e você pode ficar.- Disse.
— Não, eu te trouxe, eu te levo.- Ele disse.
— Ok.- Disse.
****
Saímos da festa e do nada um carro apareceu, interrompendo a passagem.
— Merda.- Ele disse.
— O que?- Perguntei.
Dois homens desceram do carro.- Dav, não faz nada.
— O que está acontecendo?- Perguntei.
— Eu fiz besteira. Droga.- Ele disse.
— Lockwood.- Um cara bateu com a arma na janela.- Desce.
— Dav, avisa ao Derek, ele pode me ajudar.- Ele disse.
— Ao Derek!? Tyler, você fez uma besteira tão grande que precisa dele para salvar sua pele?- Questionei.
— Me desculpa. Diz Forbes a ele.- Ele saiu do carro.
— Ok.- Sai do carro e fui em direção a festa novamente.
POV Misto. (Derek e Davina.)
Estava bebendo com uns amigos e vi a garota voltar.
— Posso falar com você?- Perguntei.
Deixei o pessoal e fui até ela.- O que?
— Alguém parou meu irmão e ele disse para dizer a você "Forbes".- Disse.
Olhei ao redor e tirei ela dali.- Forbes? Seu irmão é o Tyler?
— Isso é algum tipo de código secreto?- Perguntei.
— Não, é para quem ele está devendo dinheiro.- Disse.
— Devendo dinheiro?- Perguntei.
— Você não sabe das coisas que seu irmão faz?- Questionei.
— Algo me diz que nem quero saber. Só vai lá e diz para ele que já fui para casa e que ele não venha falar comigo.- Me virei e peguei outro caminho para casa.
— Ei, Ei.- Fui atrás dela.
— O que você quer?- Perguntei.
— Se os Forbes estão envolvidos, você não vai sozinha.- Disse.
— Me deixa em paz. Não quero você perto de mim.- Sai dali.
— Ah, não vai não.- Fui atrás dela e a peguei, a carregando até meu carro e a colocando dentro.
Sai do carro.- EU. NÃO. QUERO. FICAR. PERTO. DE. VOCÊ!
— Fode-se então. Você e seu irmão. Quando receber o corpo dele me diz onde vai ser o velório.- Sai, andando. Não ia deixar matarem o Tyler, mas também não ia dar o braço a torcer para aquela garotinha que achava que sabia de alguma coisa. Depois de algumas horas fui pessoalmente negociar a dívida dele e o soltaram. Terminei minha festa na cama de uma loira gostosa e lembrei da irmã do Tyler, ela era gostosa também e carinha de nova. Uns dias depois fui na casa dele ver como ele estava, tinham dado umas porradas nele. Toquei a campainha.
Atendi e suspirei.- É para você Tyler.- Deixei a porta aberta e sai.
POV Derek.
Entrei e vi Tyler.- E aí?
— Melhorando.- Ele disse.
— Tem água aí?- Perguntei.
— Na geladeira.- Ela disse.
— Posso ir pegar?- Perguntei.
— Tanto faz- Ela disse.
Peguei a água na geladeira.- Ela fala, não só grita.
— Cala a boca.- Ela disse.
— Devia agradecer por ter salvado seu irmão e você também.- Disse.
— Derek, cala boca.- Ele disse.
— Eu não pedi nada. Vocês dois se resolvam.- Ela disse.
— Wow, ela se preocupa muito com você.- Disse.
— Ela só tá brava.- Ele disse.
— Brava é apelido.- Ela disse.
— Viu? Mas ela não ficaria sem mim.- Ele disse.
— Você tem muita fé nisso, "maninho".- Ela disse.
— É Dav?- Ele questionou.
— Bem, ela não se importou quando eu disse que podia voltar morto.- Disse.
— Isso não é da sua conta.- Ela disse.
— É, já que eu que negociei a dívida e tirei de questão a alternativa que eles queriam.- Disse.
— Derek, cala boca e esquece isso.- Ele disse.
— Você é insuportável.- Ela disse.
— Cala a boca você seu imbecil. Quantas vezes falei para se afastar deles? Que eu encerrava a dívida para você? Mas você preferiu ser um grande babaca e continuar, e quase se foder e levar sua irmã junto!- Exclamei.
— Sai daqui, Derek.- Ela disse.
POV Misto. (Derek e Davina.)
— Estou acabando e tô avisando se eu souber que está se metendo de novo com eles, eu deixo te esfolar vivo, entendeu?- Questionei.
— Já acabou o sermão, papai?- Ele questionou.
Suspirei. Esse cara era insuportável mesmo.
— Acho que entendeu. E afinal qual o seu nome?- Me virei para a garota.
— Davina.- Disse.
Sorri.- Lindo nome.
Cortava as coisas para o almoço.
— Fica aí para almoçar. Já tá aqui mesmo.- Ele disse.
Suspirei e coloquei as coisas na panela para o molho.
— Tudo bem, quem sabe assim sua irmã passa a me suportar.- Disse.
Mexi o molho e depois de fritar um pouco a cebola, coloquei na carne.
— Mais fácil ela botar veneno no seu prato, né Dav?- Questionei.
— Não sou assassina que nem alguns.- Disse.
— Ui, me ofendeu.- Ri.- Só que não. E é por isso que está assim? E eu achando que era por outra coisa.
— Porque?- Perguntei.
— Porque hoje ninguém tem essa indole, ainda mais onde moramos. Preferem pensar a proteção que tem.- Disse.
— Mal posso esperar para sair daqui então.- Disse.
— Duvido. Só pensa assim porque vê de fora.- Disse.
— Porque sou decente.- Disse.
— Ai você tem razão, sou indecente.- Disse.
— Eu sei.- Disse.
— E muita gente gosta.- Disse.
— Hey, para de cantar a minha irmã.- Ele disse.
— Ele nunca conseguiria nada comigo. Nem chegar perto da minha meia.- Disse.
— Está mesmo dizendo nunca para mim?- Questionei.
— Estou.- Disse.
— Ótimo.- Disse.
— Ok.- Disse.
— E agora você fez disso um desafio.- Ele disse.
— Um desafio perdido.- Desliguei o fogão.- Hoje eu vou sair com o Josh. Ir no cinema e comer, então esse é seu jantar.
— Quem é Josh?- Perguntei.
— Meu amigo.- Disse.
— Amigo?- Questionei.
— Relaxa, ele é gay.- Ele disse.
— Relaxa porque?- Perguntei.
— Porque eu quero saber mais de você.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Mas zoação a parte, sério Derek, deixa minha irmã fora do seu radar.- Ele disse.
— Você não pode me impedir.- Disse.
— Você gosta de ser rejeitado, né?- Questionei.
— Não, mas uma hora você vai cansar de dizer não.- A recusa dela me incentivou e me fez a desejar, e cada vez que a olhava, desejava mais.
— O que você quer em mim, qualquer mulher tem. Então me esquece e procura outra.- Disse.
— Hã... Não.- Disse.
— Então você que se dane.- Me servi e fui para a sala me sentar.
Ri e fiquei mais por ali. Se tinha uma coisa que eu gostava é quando falavam que não teria uma coisa e eu virava o jogo, conseguindo, mulher então, é melhor ainda. Depois do almoço, fui embora e sentia uma certa fixação em Davina. Cada vez que a via mexia com ela e o desejo por a ter na minha cama, gemendo meu nome era maior. O tempo estava fechado naquela semana e eu voltava de uma negociação no centro quando vi aquele corpo conhecido. Parei o carro ao lado dela.- Entra, eu te levo para casa.
Olhei.- Não precisa.
— Está muito frio, entra. Você vai congelar assim.- Disse.
— E você se importa?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Suspirei e entrei no carro.
— Está até parecendo que vai nevar.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Você gosta do tempo asssim?- Perguntei.
— É bom para ficar na cama vendo filme.- Disse.
— Verdade. Ainda mais se o filme for bom.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Ou para namorar também, ai esquenta de uma vez.- Disse.
— Estava demorando para um comentário desse.- Disse.
— O que? Vai dizer que nunca fez?- Perguntei.
— O que?- Questionei.
— Ficar de agarramento embaixo do edredon.- Disse.
— Hã... isso não é da sua conta Derek.- Sim, eu nunca fiz isso. Na verdade, nunca beijei ainda. Tenho 16 anos e nunca fiz isso. Claro que ninguém sabe disso. Logo ia fazer 17 anos e isso seria ainda pior. Não que eu tenha vergonha, tenho medo é dos julgamentos de todos.
— Hmm... Ficou vermelha.- O que a deixou com um ar mais tavesso.
— Se vai me dar carona, me leva de uma vez para casa.- Disse.
— Estou levando.- Ri e segui o caminho.- Tyler me disse que a mãe de vocês está fora do pais a trabalho. Deve ser um saco.
— Pois é.- Disse.
— Tenho uma irmã morando assim, mas não é o mesmo de mãe.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Vocês tem mais alguém?- Perguntei.
— Nosso pai.- Disse.
— E onde ele está?- Perguntei.
— Ele teve que viajar a trabalho, mas volta semana que vem.- Disse.
— Ah sim, sua família é legal.- Disse.
— Pois é.- Cara estranho. Um dia se acha o todo poderoso e no outro age como se fosse normal. É bem louco mesmo.
— Está estudando?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Em que ano?- Questionei.
— Segundo.- Disse.
— Quantos anos você tem?- Perguntei.
— Dezessseis.- Disse.
— Só?- Questionei.
— Sim. Porque?- Perguntei.
— Eu achei que era uns 18. Por tudo isso.- Indiquei o corpo dela.
— O que tem meu corpo?- Questionei.
— Garota, você é uma delícia só de olhar.- Disse.
Franzi o cenho e o olhei.- Bem, isso não quer dizer que tenho dezoito.
— Quando eu tinha 16 as garotas da minha idade não eram assim.- Disse.
— E eram como?- Perguntei.
— Bem menos gostosa.- Disse.
— Mas como com 16 anos, você não devia estar pensando nisso, isso é um ponto positivo. Se bem que agora você está recompensando.- Disse.
— Eu não pensava?- Perguntei.
— Eu disse que não devia ficar pensando em como são ou devia ser os corpos das garotas.- Disse.
— Isso é verdade, mas admirar uma garota linda sempre é bom.- Disse.
Ri.- Se eu contar para alguém que você ficou quase 15 minutos com uma garota, em um carro, sem tentar nada, vão dizer que sou louca. Mas é bom saber que você não é como mostra.
— Tudo tem seu momento certo. No meu trabalho aprendi bem a hora de recuar, atacar e esperar.- Disse.
— Sei. Mas é bom saber que dá para conversar com você e ter uma relação mais amigável.- Ele parou na frente da minha casa.- Obrigada pela carona.
— Você não me conhece direito, quando o fizer vai me adorar.- Disse.
— Você nem se acha, né?- Questionei.
— Eu sei.- Disse.
— Bem, tchau.- Desci do carro e entrei em casa.
Sorri e fui para casa. Achava estranho a forma que eu gostava de ficar com ela, era um momento gostoso. Devia ser a vontade de fazer ela minha. Eu tinha coisas mais importantes. Tipo um carregamento chegando e uns babaquinhas que achavam que podiam tocar o terror na minha área. Tyler voltou ao grupo porque ele é meu amigo de bastante tempo e era confiável. No dia do carregamento tinha algo de estranho no lugar e depois de verificado e pago, quando saíamos um grupo rival apareceu. Meus homens trocaram tiros com eles, foi uma confusão, senti uma queimação no meu braço e sabia que tinha sido ferido. O pessoal estava saindo e eu tinha que dar um jeito naquele sangue. Peguei o carro e sai de lá. Sabia que o carregamento estava a salvo, então dirigi. Percebi a rua que estava e seria mais rápido que chegar no hospital que eu podia ir. Toquei a campainha.
Hoje era o dia de limpar a casa, então o som estava ligado, mas não alto o suficiente para me fazer não ouvir a campainha. Fui atender a porta e vi um Derek com o braço sangrando.- O que aconteceu?
— Deixa eu entrar?- Perguntei.
— Depende do problema que isso vai me trazer. O que aconteceu?- Perguntei.
— Uns merdas acharam que podiam roubar coisas minhas, o que não deixei.- Disse.
Suspirei.- Homens e a necessidade de mostrar que mandam em alguma coisa.- Abri espaço para ele entrar.
Entrei e me sentei numa cadeira. A olhei e esqueci até da dor que estava sentindo.
Peguei o kit de primeiros socorros na cozinha e fui até ele.- Dói muito?
Ela estava de shortinho curto e blusa colada, poderia estar mais gostosa?- O que?
— Seu braço.- Disse.
— Ah, está sim.- Estava tentando não focar nas coxas dela.
— Tudo bem.- Coloquei o kit no lado dele e olhei o machucado.- Ai, parece que a bala ficou. Terei que tirar ela.
— Você sabe fazer isso?- Perguntei.
— Nem em sonho.- Disse.
— Eu tinha mais o que fazer agora do que ir num hospital.- Disse.
— Tipo?- Perguntei.
— Tipo, ter certeza de quem me atacou e descobrir quem deu na língua nos dentes sobre onde estaríamos.- Disse.
— Bem, vou tentar ser rápida.- Desliguei o som e comecei a limpar o machucado.
— Hã Davina, melhor sem a blusa não?- Perguntei.
— Oh sim, tudo bem. Consegue tirar?- Perguntei.
— Acho que dá.- Tirei um lado e rasguei a manga do outro.
— Isso está bem feio.- Mordi meu lábio e suspirei. Eu não era muito forte ao ver machucados, mas sempre aguentava firme. Limpava ali e já pegava uma pinça para tirar a bala.
Aquilo doeu.- Você sabe o que tá fazendo?
— Não.- Disse.
— Só puxa.- Eu estava perdendo muito sangue, mas dava para aguentar.
— Ok.- Respirei fundo e puxei a bala.
— Ah, cacete!- Aquilo sem anestesia doía demais.
— Desculpe.- Disse.
Eu estava ficando zonzo.- Você foi bem.- Disse ofegante.
Amarrei um curativo no braço dele.- Sei deita um pouco. Vou ver algum remédio e algo doce para repor o açúcar no sangue.
— Tá.- Andei até o sofá e me deitei lá.
Peguei um anti-inflamatório e um remédio para dor. Levei para ele, ele tomou e dei um pedaço de torta para ele.
Tentava me concentrar para comer aquilo.- Você sabe dirigir?
— Não.- Disse.
— Tá. Só deixa eu descansar um pouco que eu paro de te incomodar.- Disse.
— Ok.- Disse.
— E eu achei que falaria que eu não incomodo.- Disse.
— Suas esperanças são grandes.- Disse.
— Esperanças? Certezas.- Disse sonolento.
— Derek, você não pode dormir.- Disse.
— Por que? Estou com sono.- Disse.
— Porque você pode entrar em coma.- Disse.
— Não vou, ainda tenho uma meta.- Suspirei.
— Que meta?- Perguntei.
— Ter você.- Disse.
— Você está delirando já. E só meu namorado vai me ter, então esquece.- Disse.
— Quem disse que não vou ser?- Perguntei.
— Você não é o tipo que namora.- Disse.
Abri um pouco os olhos.- Vai ser minha e ninguém vai tocar.
— Derek...- Disse.
— Hmm...- Disse.
— Para de falar isso.- Disse.
Não respondi, me deiando tomar pelo sono.
Suspirei. Ele adormeceu e decidi deixar. Acabei terminando de limpar a casa e fui tomar um banho. Sai do banho, me arrumei e nada dele acordar. Comecei a ficar preocupada, pois ele nem respondia. Vá que teve aquelas coisas que se tem quando se machuca e dorme? Liguei para Tyler e para descargo de conciência, pedi para ele leva-lo para o hospital. Quando ele deixou ele lá, ele me ligou e voltou para casa.
POV Davina.
— Dav.- Tyler botou a cabeça dentro do quarto.
— Sim?- Perguntei.
— Posso entrar?- Ele perguntou.
— Pode.- Disse.
Ele entrou.- O que tá rolando entre você e o Derek?
— Como assim?- Perguntei.
— Foi no mínimo estranho ele ter vindo aqui para casa. E ter a sua ajuda.- Ele disse.
— Não ia deixa-lo sangrar até a morte.- Disse.
— Mas você detesta ele.- Ele disse.
— Eu detesto sim e acho que você devia parar com isso. Já disse que vou dizer ao papai se você se meter em mais uma confusão. Mas não achei que pensasse que eu seria capaz de deixar alguém morrer.- Disse.
— Você então não quer nada com ele?- Ele perguntou.
— Não.- Respondi.
— Isso me deixa tranquilo.- Ele disse.
— Ok.- Disse.
— E quanto a mim, sabe que não levo jeito para estudo, papai nunca vai passar a loja para mim.- Ele disse.
Suspirei.- Ty, vem cá.- O chamei para a cama.
— O que?- Ele sentou.
— Você não precisa gostar de estudar para ser inteligente e o pai te passar a loja. Você é muito inteligente Ty, para várias coisas. E você é meu irmão mais velho e sempre te verei como meu exemplo, quando você não faz burrada, é claro.- Sorri.- E eu sempre irei te ajudar, em tudo.
— Pensei que ainda estava me odiando.- Ele disse.
— Eu não te odeio.- Disse.
— Você é a minha bonequinha.- Ele disse.
Sorri e o abracei.
— Você pode me perdoar?- Ele perguntou.
— Já perdoei.- Disse.
— É que lá fui tão acolhido, sabe? O Derek eu já conhecia e ele confiou em mim e me deu maior força.- Ele disse.
Suspirei.- Se você gosta dessas coisas, ok. Não vou me meter mais.
— Não linda, tô te explicando.- Ele disse.
— Ok.- Disse.
— Prometo que vou descobrir algo para não trabalhar mais nisso.- Ele disse.
— Não precisa me prometer nada.- Disse.
— Então, tentando trazer o Josh para o time dos meninos ou algum namoradinho por ai?- Ele questionou.
Ri.- Não tem ninguém e a propósito, o Josh te acha lindo.
— Ai caramba, ele não vai me atacar né?- Ele questionou.
— Acho que não.- Sorri.
— Acha? Melhor eu não dormir mais de cueca.- Ele disse.
— Melhor não dormir mais de bruços.- Disse.
— Dav!- Exclamei.
Ri.- O que?
— Agora fiquei com medo.- Ele disse.
— Tadinho.- Disse.
— Vamos ver um filme?- Ele sugeriu.
— Vamos.- Aceitei.
— Vou fazer pipoca, vai escolhendo.- Ele saiu e desceu.
Meu telefone tocou e atendi.- Alô?
— Oi.- Derek falou.
— Derek? Como você tem meu número?- Questionei.
— Eu peguei do celular do Tyler quando ele deu mole.- Ele disse.
— Você é terrível.- Disse.
— Demais.- Ele falava baixo.
— Tudo bem?- Perguntei.
— Vou ficar. Perdi muito sangue, então me deixaram em observação.- Ele disse.
Suspirei.- Isso é péssimo. Mas você está bem?
— Tô meio grogue dos remédios, mas é preciso mais que uma bala para me derrubar.- Ele disse.
— Pelo menos está tomando algo que te faça bem.- Disse.
— Você ajudou muito.- Ele disse.
Ri.- Até parece.
— Claro que sim e quero te agradecer.- Ele disse.
— Já agradeceu.- Disse.
— Agradecer ao meu jeito.- Ele falou.
— Que seria como?- Perguntei.
— Uma pizza no meu terraço?- Ele perguntou.
— Hã... Eu não sei.- Disse.
— Eu sei que não é algo normal, mas foi o que pensei rápido.- Ele riu.
— Você devia dormir.- Disse.
— Pelo que sei, dormi demais hoje. Vai aceitar?- Ele perguntou.
— Não sei.- Disse.
— Porque?- Ele perguntou.
— Porque não sei.- Disse.
— Vou esperar sua resposta.- Ele disse.
— Ok.- Disse.
— Bem, tem uma enfemeira me olhando de cara feia, vou desligar.- Ele disse.
— Olha, ele tem medo de mulher.- Ri.
— Ela disse que não vai me dar mais anestésicos, é uma ameaça séria.- Ele disse.
— Tudo bem, boa noite então.- Disse.
— Boa noite. vou sonhar com a sua visão de mais cedo.- Ele disse.
— Que visão?- Perguntei.
— Mini short e blusa sem sutiã.- Ele disse.
— Derek! Você está todo mal e prestava atenção nisso?- Questionei.
— Desviou a atenção da dor.- Ele disse.
— E como você sabe que estava sem sutiã? Não é visível.- Disse.
— Olhos bem treinados.- Ele riu.
— Você é um tarado. Coitadas das mulheres que ficam perto de você.- Disse.
— Minha atenção é só numa.- Ele disse.
Mordi meu lábio.- Ok Derek, melhor você dormir mesmo. Boa noite.
— Boa noite linda.- Ele disse.
Desliguei.
POV Derek.
Desliguei e me ajeitei na cama. Estava mesmo precisando descansar e acabei dormindo. Pela manhã já me sentia melhor e fui liberado, voltando para casa. Fiz uma reunião geral e quando comecei a interrogar logo descobri quem tinha aberto a boca sobre a entrega e não tive duvidas do que fazer. Depois daquilo falei com vários dos meus contatos e a gangue que queria se meter comigo ficaram quietos. Esperava a ligação da Davina e mexia no celular, sentado no bar, senti alguém sentar junto de mim.- O que foi Marcel?
— Como está?- Ele perguntou.
— Melhor, mas essa tipoia incomoda.- Disse.
— Então por isso deu tempo em mulheres?- Ele perguntou.
— Tempo?- Perguntei.
— Sim.- Ele disse.
— Dá onde tirou isso?- Perguntei.
— Não te vejo com nenhuma.- Disse.
— Não é nada.- Tomei do meu refrigerante.
— Hã... Ok então.- Ele disse.
Olhei o celular e depois olhei ao redor, não sei por que estava esperando isso.
— O que foi?- Ele perguntou.
— Tava esperando uma ligação, mas é melhor eu deixar para lá.- Disse.
— Tudo bem.- Ele disse.
— Como estão as coisas na boate?- Perguntei.
— Estão bem.- Ele disse.
— Estou pensando em botar o Tyler lá, ele não é garoto de ficar pelas ruas.- Disse.
— Tudo bem, pode ser.- Ele disse.
— E os contatos com a polícia, alguma noticia sobre ontem?- Perguntei.
— Não.- Ele disse.
— Ótimo.- Disse.
— Ok.- Ele disse.
— Quanto tempo está comigo Marcel?- Perguntei.
— Dois anos.- Ele disse.
— E já é meu braço direito.- Disse.
— Pois é.- Ele disse.
Eu gostava de Marcel, ele era a parte da cabeça fria quando eu ficava esquentado, mas que podia ser tão letal quanto eu. Davina não me ligou, nem me deu notícia, então ela ficou só me enrolando para eu a deixar em paz? No começo eu deixei, mas depois decidi que mulher nehuma ia me deixar assim. Peguei o carro e fui até a casa dela, batendo na porta.
POV Misto. (Derek e Davina.)
Estava em casa vendo filme com Josh e Kaleb quando bateram na porta.- Um minuto.- Abri a porta e vi Derek.- Você.
— Sim. Depois de você me deixar plantado.- Disse.
— Eu não prometi nada.- Disse.
— Prometeu uma resposta.- Disse.
— Se insiste tanto, é não. Agora me dê licença que estou com visitas.- Disse.
— Não. Você vai sair comigo.- Disse.
— Derek, eu não quero seu mal e nem te odeio, mas existe milhões de mulheres no mundo, vai atrás de alguma delas.- Disse.
— Eu quero você.- A segurei.
— Solta ela cara.- Kaleb se levantou, indo até lá.
O olhei.- Eu estou namorando com o Kaleb.- Menti na hora do desespero.
— Como é que é?- Questionei.
— Isso mesmo e quem é você?- Kaleb perguntou.
— Alguém que você não quer mexer.- Disse.
— Você não vai ameaça-lo.- Disse.
— Você está falando isso só para me provocar.- Disse.
— Você não tem o que fazer aqui, vai embora.- Kaleb disse.
Josh se levantou.- Se precisar tiramos ele daqui, Dav.
Eu estava ficando irritado com aqueles moleques e com ela por estar se fazendo de difícil assim.- Então aquela preocupação era falsa?- A olhei.
— Claro que não.- Disse.
— Então está se divertindo comigo ficando atrás de você.- Disse.
— Derek, eu tenho medo de você. Você não tem consciência do que faz, do que é? Eu tenho medo disso e você não se toca.- Disse.
— Você sabe que não precisa ter medo de mim.- Disse.
— Mas eu tenho.- O jeito que ele segurava meu braço estava doendo e com certeza ia ficar roxo.
— Solta ela de uma vez.- Kaleb o empurrou, o soltando dela.
— Quem você pensa que é pirralho para se meter comigo?- Questionei.
— Kaleb, Josh, vão embora. Eu resolvo isso.- Disse.
— Nem pensar.- Kaleb aproveitou que o outro estava fora da porta e a fechou, trancando.
Deus, eu espero que isso não dê confusão.
Soquei a porta.- Davina, abre essa porta.
— Não abre, deixa ele lá.- Kaleb a abraçou.
— Ele vai derrubar a porta, Kaleb.- Disse.
— Não vai, se o fizer chamamos a polícia.- Kaleb disse.
— Você vai pagar por brincar comigo.- Chutei e sai de lá furioso.
Suspirei e logo depois Kaleb e Josh foram. Derek não entendia. Não é que eu o odiasse ou não me importasse, mas eu tinha realmente medo dele. Tirei a blusa para tomar banho e olhei meu braço. E com razão, tinha um roxo onde ele pegou. E agora estava com medo da ameaça dele também, mas não deixaria Tyler ou qualquer outro perceber que estava com medo. Tomei o banho e fui dormir. No outro dia, acordei e fui me arrumar. Passei base e coretivo no roxo do braço e sai de casa para ir para o colégio.
Eu tinha ficado irritado com aquela palhaçada dela e aquele babaca. Mas tinha uma ideia. Pela manhã cedo fui até a rua dela e vi ela sair. A segui até o colégio e vi ela com aqueles dois babacas. Ela parecia mesmo estar com aquele que me empurrou. Passei ao lado deles e baixei o vidro um pouco, queria que ela soubesse que eu estava ali.
Olhei o carro e o vi, mas virei o olhar.
Sai de lá e fui para meus afazeres, mas mandei sempre ter alguém de olho neles. Eu tinha negócios a tratar, uma boate nova para abrir e propina aos policiais certos a pagar. Todos os dias eu fazia o trajeto e a olhava e minha raiva se misturava ao desejo que ainda tinha por ela. Em um desses dias ela saiu a noite e vi um cara seguindo ela, não gostei daquilo.
Ele chegou junto dela.- Oi linda.
Levei um susto.- Oi.
Ele passou o braço ao redor dela.- Vem comigo, quieta.
Ah, não mesmo. Parei o carro junto dela.- Davina, entra no carro.
Minhas opções não são nada boas, mas me soltei do cara e entrei no carro de Derek.
Ele tentou correr, mas o peguei e liguei para alguém vir busca-lo e quando o fizeram, voltei ao carro.
Hoje em dia nem andar sozinha se pode. Suspirei.
— É desses tipos que tem que ter medo, não de mim.- Dei partida e sai dali.
Preferi não responder.
— Ficou muda?- Perguntei.
— Sim. Porque aprendi que quando respondo algo para você, você me machuca. E não estou afim hoje.- Disse.
— Eu machuco você?- Questionei.
— Só me deixa em casa.- Disse.
— Não, estou a fim de desfrutar da sua companhia.- Peguei a auto estrada.
Suspirei.- Ok.
— É a segunda vez que livro você de te tocarem, isso deve significar algo.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— O que o que?- Questionei.
— O que significa?- Perguntei.
— Não sei, talvez que eu sempre deva estar no seu caminho.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
Fiquei andando com ela. Ela estava de saia e eu tentava não olhar as pernas dela.
Percebia o olhar dele e no fundo eu gostava.
Vi que ela olhava e que não virava a cara. Quer saber? Chega dessa porcaria. Encostei o carro. Desci do carro e ela saiu também, a puxei para mim.
— O que é isso?- Questionei.
— Chega de falação.- A segurei e a beijei.
Fiquei sem reação. Primeiro; nunca beijei ninguém. Segundo; estava surpresa. Terceiro; assustada. Quarta; nunca pensei que meu primeiro beijo seria com um cara como ele, tão experiente e tal. Quinto; não imaginei meu primeiro beijo assim.
Ela não reagiu, na verdade achei que ia me bater e se afastar, mas não, ela parecia congelada.- Davina, um beijo é bem melhor com dois.
— Hã...- Não conseguia falar, na verdade minhas bochechas deviam estar mais vermelhas que pimentão ou quando como pimenta.
— Eu sei que quer me beijar e sei que beijo melhor que aquele moleque que estava.- Disse.
Desviei meu olhar do dele.- Eu nunca estive com Kaleb. Na verdade, eu nunca beijei ninguém.
— O que?- Levantei o rosto dela para mim.- Você é linda demais. Como nenhum garoto chegou em você?
— Não é eles, eu que sempre desisto na hora por medo.- Disse.
— Não precisa ter medo minha garota.- Toquei o rosto dela e encostei meus lábios suavemente nos dela.
Por mais que estivesse nervosa, fechei os olhos e deixei ele seguir.
Cheguei ao ouvido dela.- Apenas sinta, não pense, seus instintos vão falar mais alto. E está segura comigo.- Deixei ela sentir meu rosto com o seu antes de voltar a boca.
Fácil para ele falar, deixei ele seguir.
Ela ainda estava tensa, então segui beijando devagar e saborando aqueles lábios dela, que mesmo sem muita ação, eram gostosos de beijar. Aos poucos ela diminuiu a tensão e pedi passagem com a língua, melhorando o beijo. Chegava a ser fofo o jeito dela, mas gostava disso e gostava mais ainda do fato de ser primeiro dela e sentia que queria ser o primeiro em tudo. A segurava mais contra mim e fui parando, já que ambos precisávamos de ar.
Sentia-me corada e com certeza não sabia o que Derek via em mim. Não ajo como uma mulher que ele sai.
— Tirando um pouco de baba, com certeza seu beijo é gostoso.- Sorri.
— Hã... desculpe. É melhor eu ir para casa.- Disse.
— Primeiro; não tem que se desculpar. E segundo; vermelho fica bem em você.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— O que eu disse é verdade, ao meu lado é o lugar mais seguro que poderia estar.- Disse.
O olhei.- Eu não duvido.
— Tenha sempre certeza disso.- Tocava o rosto dela, não costumava ficar calmo assim, mas não podia assusta-la sendo tão nova em tudo.
— Ok.- Disse.
Ela estava encostada no carro e passei os braços melhor ao lado dela.- Está com frio?
— Um pouco.- Disse.
Eu não queria quebrar o momento, mas não queria ela gripada.- Vem, entra, é mais quente dentro do carro.- Abri a porta para ela.
Entrei no carro.
Entrei e liguei o aquecedor.- Melhor?
— Sim.- Disse.
Me virei para ela, colocando seu cabelo atrás da orelha.- Mais tranquila?
— Um pouco.- Disse.
— Agora que parece mesmo minha princesa, que tenho algo seu e que é só meu.- Disse.
Sorri.- Você é bem estranho por gostar de uma garota como eu.
— Uma garota como você?- Perguntei.
— Virgem de tudo e que não sabe fazer nada do que você gosta de fazer com mulheres.- Disse.
— E eu tenho uma confissão a fazer. Você vai achar pervertido.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Eu gosto de virgens. Já perdi a conta de quantas já fiquei. E apesar de não ter sido isso que me atraiu de primeira em você, fiquei mais feliz agora.- Disse.
— Ah sim, entendo.- Disse.
— Você mexeu com a minha cabeça garota. Coisa que nenhuma faz.- Disse.
— Não sei como.- Disse.
— Essas coisas a gente não sabe, só sente.- Disse.
— Tudo bem. Eu preciso mesmo ir para casa.- Disse.
— Tá, vamos.- Dei partida e a levei para casa.- Entregue.
— Obrigada.- Desci do carro.
Baixei os vidros.- Davina.
— Sim?- Perguntei.
— Não fuja de mim de novo.- Disse.
— Hã... Ok.- Disse.
— Estou falando sério.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Sorri.- Boa noite. Qualquer coisa me liga.
— Boa noite.- Disse.
Sai de lá sorridente e com uma alegria estranha. Devia ser por finalmente ter tido algo dela. Quando cheguei em casa o meu pessoal avisou que o cara era um estuprador foragido .Só de pensar dele tocando minha Davina, a machucando, quis arrancar as bolas dele. Mas fizeram isso antes de mim, menos um maluco no mundo. Tomei banho e fui para meu quarto. Me peguei pensando no corpo dela junto ao meu, seu cheiro... É, eu estou mesmo viciado na princesa.
Uns dias se passaram e eu me sentia bem estranha. Não com Derek e sim por ter beijado. Eu acho que não faço isso direito, mas ok. Ele me convidou para ir na boate dele, por mais que não gostasse, fui com ele.
— Você está linda.- Disse.
Sorri.- Obrigada.
Entramos.- Já veio em algum lugar assim?
— Não.- Disse.
— Gosta de dançar?- Perguntei.
— Gosto.- Disse.
— Ótimo.- A direcionei para a parte reservada, onde só os vips iam.
— Lugar legal.- Disse.
— Eu sei, adoro minhas boates.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— Na verdade daqui a um tempo, não sei exato quanto, vou passar o meu lugar e cuidar apenas delas. Já tenho cinco, vou abrir a sexta na cidade.- Disse.
— Nossa.- Disse.
— Sim, é uma coisa promissora e que eu gosto. E bem menos estressante do que o meu lugar aqui na região.- Nos sentamos num sofá.
— Posso fazer uma pergunta?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
— Você usa drogas?- Perguntei.
— Quando era mais novo sim, hoje não. Preciso ter a cabeça limpa para tudo o que faço.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Porque? Querendo experimentar?- Questionei.
Fiz cara de nojo.- Nunca.
— Tudo bem.- Olhei e Rebekah vinha até mim.
— Passeando por aqui Derek?- Ela questionou.
— Sim.- Passei o braço ao redor de Davina.
— Uma garota nova para nós? Ela não é muito nova?- Ela perguntou.
— O que?- Perguntei.
— Rebekah ela não é prostituta, ela está comigo.- Disse.
— Com você? Essa é nova. Você não tem uma namorada a uns 10 anos.- Ela disse.
Deixei eles falarem, afinal não sabia muito e com certeza falaria alguma bobagem.
— Na verdade cinco, mas estou muito bem com ela. Não deixe ninguém nos incomodar.- Disse.
— Tudo bem, até mais.- Ela saiu.
Tomei um gole do refrigerante.
Deixei ela terminar e depois a beijei.
Retribui o beijo.
Ela o fazia mais calma agora e o calor de a beijar subiu em mim, como se tudo em mim precisasse mais dela.
Acariciava a extensão do pescoço dele.
A trouxe mais perto e matei minha vontade de pegar naquelas pernas.
Eu gostava de tocar na barba dele e mesmo que fosse minha mão tocando, me arrepiava ao senti-la na minha pele.
— Davina!?- Tyler exclamou.
Parei o beijo e limpei a boca de Derek do meu batom.- Hey Ty.
— O que... Você disse que não ia tocar na minha irmã seu safado!- Ele exclamou.
— Se acalma ai estressado. Você sabia que eu a procurava, então é obvio que eu queria ficar com a Dav.- Disse.
— Está tudo bem Tyler.- Disse.
— Derek, eu te respeito como meu amigo e meu chefe, mas sei que não quer nada sério, só quer a levar para cama.- Disse.
— Tyler, estamos juntos a uma semana e nada aconteceu ainda.- Disse.
— Derek, se você...- Ele começou.
Me levantei, interrompendo ele.- Tyler, para. Como seu amigo, não quero usar a sua irmã. Como seu chefe, você devia estar fazendo o seu traballho, então deixa a gente.
— Derek, tudo bem.- Disse.
— Acho bom Derek, se não, não vai ter mais amizade.- Ele saiu dali.
— Eu devia ir falar com ele.- Disse.
— Você quer?- Perguntei.
— Não sei. Ele parece bravo agora.- Disse.
— Melhor depois.- Me sentei ao lado dela de volta.
— Sim.- Disse.
Beijei o ombro dela.- Quer comer alguma coisa?
— Não, obrigada.- Disse.
— Descer e dançar?- Perguntei.
— Pode ser.- Disse.
— Vamos então.- Peguei ela pela mão e descemos, a levando para a pista.
Começamos a dançar.
Ela ficou um tanto longe, então a trouxe, a deixando colada em mim.- Não precisa ter medo, lembra?
Assenti.- Tudo bem.
Desci a mão pelas costas dela e beijei o pescoço.
Me arrepiei ao que ele fez.
— Confiando mais em mim?- Perguntei.
— Creio que sim.- Disse.
— Está mais calma quando te beijo.- Disse.
— É que você não tem 16 anos, então é estranho ainda.- Disse.
— Só 12 a mais que isso. Um detalhe.- Disse.
Ri.- Sim.
— Mas pense que é melhor alguém que sabe o que está fazendo do que uma bomba de hormonio ansiosa.- Disse.
Sorri.- Ah, mas é fofo.
— Acho mais fofo como você é.- Disse.
— Como assim?- Perguntei.
— Ok, não costumo ser assim, mas você é fofa quando te beijo e fica vermelha depois, ou fica em duvida quando vai perguntar algo ou quando tá me olhando. Nunca fui romântico e essas coisas, mas junto de você é complicado não ser.- Disse.
— Isso é bom?- Perguntei.
— Acho que sim, não é ruim querer ser bom com você.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— Sim.- Sorri e a beijei.
Retribui o beijo.
Sentimentos estranhos o que eu estava tendo, mas sabia que não era tão estranho assim, estava me apaixonando.
Acariciava o cabelo dele, por mais que não fosse nem um pouco da altura dele.
A luz estava baixa e a pista era iluminada só pelos leds coloridos, então aproveitei para descer a mão até a bunda dela.
Sorri entre o beijo.- Sua mão é esperta.
— Ansiosa. Desde depois da festa que nos conhecemos que estou sem sexo.- Disse.
— Isso não faz nem um mês.- Disse.
— Já tem quase.- Disse.
— Se você acha isso muito, qual seu recorde?- Perguntei.
— Três meses. Quando um bala me acertou no abdômen e tive que ficar de repouso.- Disse.
— Nossa, você já é intimo das balas. E sem esse detalhe?- Perguntei.
— Isso faz tempo, nem estava no comando. E foram dois dias.- Disse.
— Nossa.- Disse.
Ficamos ali, dançamos, ela comeu um pouco e conversei com uns conhecidos até ela pedir para ir embora. A levei e parei em frente a casa dela.- Gostou?
— Sim.- Disse.
— Que bom. Quando vai me chamar para entrar?- Perguntei.
— Agora que o Ty sabe, pode entrar.- Disse
— Ótimo. E seu pai?- Desci e abri a porta dela.
— Acho que ele pensa como você sobre os dois dias sem sexo ser muito tempo.- Disse.
— Mas e sua mãe?- Questionei.
— Ela viaja muito e fico me perguntando se meu marido vai ser assim. Não poderei realizar meus sonhos para não ser traida ou não irei me casar e não poderei realizar esse sonho.- Disse.
— Quais são seus sonhos?- Perguntei.
— Tirar no minimo três meses, quando puder bancar, para viajar sozinha.- Disse.
— E me deixar sozinho?- Perguntei.
Ri.- Já quer ser marido? E bem, é um sonho, mas eu posso abrir mão dele.
— Ou pode melhorar e levar seu marido junto.- Disse.
— Isso já é outro sonho.- Disse.
— Ok, vamos deixar esse sonhos e aproveitar o agora.- Ri e subi com ela.
— Ok.- Disse.
— Gostei do quarto.- Disse.
Sorri.- Não precisa mentir. Sei que você nunca viu um quarto assim nos quartos das garotas que já foi.- Meu quarto era bem... adolescente e minha cara. Era com decoração floral nas cores lilás, cinza e branco. Claro que tinha outras cores e tal, mas as que predominavam eram essas.
— Verdade, não vejo um quarto assim a muito tempo.- Disse.
— Imagino.- Disse.
— Mas combina com você.- Disse.
— Claro, eu que escolhi tudo.- Disse.
Sentei na cama e a trouxe no meu colo.
— Você tem 28 anos já, nunca pensou em casar e ter filhos?- Perguntei.
— Acho que nunca tive uma mulher que tenha me feito pensar em família.- Disse.
— Entendo.- Disse.
— E você pensa?- Perguntei.
— Sempre.- Disse.
— Tenho uma futura mãe de familia na minha frente.- Disse.
Sorri.- Sim.
— Interessante.- Disse.
— Se eu te disser uma coisa acho que você vai querer me largar agora mesmo.- Disse.
— Acho muito difícil.- Disse.
— Um dos meus "sonhos" era transar só depois de casada.- Disse.
— Hein!?- Exclamei.
— Eu disse que você ia surtar.- Disse.
— Casar? Isso está um pouco longe, não acha?- Questionei.
— Não estou falando que vamos casar. Eu nem sei se vamos estar juntos daqui a um mês. E você não precisa ficar comigo e me esperar. Sei que somos diferentes.- Disse.
— É que assim tira muita coisa que estava pensando em fazer com você.- Disse.
— Ah sim, tudo bem.- Disse.
— Como eu disse antes, estou a um tempo sem... foi por isso que perguntou?- Questionei.
— Não exatamente, era curiosidade pelo que você disse mesmo. Mas como lhe disse, você não é obrigado a ficar comigo. Quem sabe um dia estejamos na mesma sincronia e ai tudo dê certo.- Disse.
— Não é assim, assim parece que só estou com você por sexo.- Disse.
— Não penso isso.- Disse.
— Tem certeza?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Eu acho que consigo ir aguentando.- Disse.
— Então tá.- Disse.
A beijei. Não fazia ideia de como aguentar isso.
Retribui o beijo.
A puxei melhor no meu colo, mesmo sabendo que não íamos transar queria o máximo dela.
Acariciava os cabelos dele.
Minha mão subia pela perna dela, como a desejava... Se deixasse a faria minha agora mesmo.
Acariciava a lateral do pescoço dele.
Escutei um barulho de carro.- Tem alguém chegando.
— Deve ser o Tyler.- Disse.
— Ok.- Passei a beijar o pescoço dela.
— Devemos parar. Ele não gostou muito da ideia, ainda está bravo por isso possivelmente.- Disse.
— Ah não.- Disse.
— Derek, eu sou diferente das garotas que você costuma sair. Eu respeito meu irmão e meu pai, e tenho vergonha na cara.- Disse.
— Não estamos fazendo nada demais.- Disse.
— Ok.- Disse.
Continuei e a porta abriu.
— Dav, o que aquele carro...- Tyler parou, os olhando.
— Eu avisei.- Disse.
— Sai da minha casa agora.- Ele disse.
— Sem exageros Tyler e estou com a sua irmã.- Disse.
— Ty, está tudo bem.- Me levantei.- Não aconteceu e nem vai acontecer nada.
— Davina, ele está te enrolando.- Ele disse.
— Estou começando a ficar ofendido.- Disse.
Suspirei.- Ele já vai ir. Daqui a pouco o pai chega e não quero confusões.
— Só quero ver quando ele ficar sabendo.- Ele disse.
Me levantei.- Tyler, chega dessa porra!- Fui até ele.- Eu não estou brincando com a Davina, de uma vez por todas aceita isso e deixa de frescuras.
— Parem com isso. Tyler, por favor saia, eu resolvo aqui.- Disse.
— Ela não é uma garotinha, sabe decidir a vida dela. Então sai de boa.- Disse.
— Eu estou aqui do lado se precisar.- Ele saiu.
Suspirei.- Melhor você ir.
— Quer mesmo que eu vá?- Perguntei.
— Não, mas não sou maior de idade. Devo respeitar meus pais e não quero confusões. Desculpe.- Disse.
Passei o braço pela cintura dela.- Poderia te levar comigo, ninguém ia tentar te tirar da minha casa.
Sorri e o beijei.- Eu tenho minha vida Derek. Minha família, meus amigos e a escola. Não vou mudar tudo. Eu quero viver normalmente aqui, na minha casa.
— Se você prefere.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Tá, eu vou.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
Peguei a minha jaqueta e descemos.- Boa noite.
— Boa noite.- Disse.
Dei um beijo rápido e sai.
Aquilo era estranho, eu me colocar naquela situação. Eu tinha sempre o que queria e comandava tudo, mas quando estava com a Dav, esse controle saia de mim e não gosto disso. Mas o estar com ela também me trazia coisas boas, gostava do que sentia. Gostava de ver o sorriso dela, de tocar ela... Ela tinha que ter essa merda de sonho? Para que isso? Suspirei. Continuamos a sair assim e eu estava levando bem, mas tinha dias que era complicado, como hoje, aniversário dela e seis meses depois de comerçarmos a sair. Ela estava tão linda e cada vez mais gostosa que não me controlava.
— Estou com bolhas nos pés.- Tirei o sapato.
— Tadinha.- Estava sentado na cama, a observando.
— O que foi?- Perguntei.
— O que?- Questionei.
— Você está me encarando.- Fiz um rabo de cavalo.
— Admirando a sua beleza.- Disse.
Ri.- Ok.- Me sentei na poltrona e peguei minha bolsa, pegando os lenços demaquilantes e começando a tirar a maquiagem.
— E aproveitando o fato de você estar aqui.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Fui até ela e a beijei.- Não dei seu presente.
— Não precisa de presente.- Disse.
— É seu aniversário ainda e sei que não te presenteio muito.- Disse.
— Não dou bola para presentes.- Lhe dei um selinho.
— Mesmo assim, aqui.- Tirei a caixinha do bolso e dei a ela.
Peguei e abri, logo sorrindo.- É lindo, obrigada.
— Deixa eu colocar.- Disse.
— Tudo bem.- Me virei para ele colocar.
Coloquei e beijei o pescoço dela.- Lindo.
— Seu nome é perfeito sempre.- Sorri.
A virei para mim.- Sei que estive muito ocupado esses dias.
— É seu trabalho, é normal.- Disse.
Sorri e cheguei no ouvido dela.- Não repensou sua ideia? Hoje é um dia perfeito.-Beijei o ombro dela.
Sorri.- Der, eu amo você e sabe disso, mas eu não sei.
— Não sabe o que?- Perguntei.
— Se devo fazer isso agora.- Disse.
— Sei que confia em mim, não vou deixar ser de mais ninguém. Vai sempre ser minha.-Minha mão subiu o vestido dela.
— Eu não quero ser de mais ninguém Derek, a questão não é essa.- Disse.
Suspirei, usando o meu controle.- Tudo bem, sem pressão.- Tirei a jaqueta que estava.- Vamos ver um filme ou alguma coisa assim?
— Pode ser. Vai escolhendo que eu vou limpar meu rosto.- Fui para o banheiro.
Me joguei de cara na cama, como estava aguentando isso? De uma vida ativa a totalmente parada? Bateram na porta e abri— O que foi?!
— Conseguimos aqueles contatos de Miami.- Aiden disse.
— E precisava vir falar agora? Eu disse para ninguém me incomodar!- Exclamei.
Sai do banheiro.- O que houve?
— Ah, a princesinha está aqui e que gostosa. O que foi? Ela não tá dando conta? Por isso o seu mau humor direto?- Ele riu.
— Filho da puta.- Avancei nele, o pegando pelo pescoço.- Fala nela de novo que eu te arrebento e nunca mais vai sentir tuas bolas está me ouvindo?- O empurrei.- Agora sai daqui e ai de quem voltar aqui.
— Até mais gostosa, qualquer coisa só chegar ai que te dou um trato bem feito.- Ele saiu rindo.
Desviei meu olhar de Derek. Essa situação conseguia me fazer sentir culpada e errada na história toda. É, acho que vou ter que fazer isso mesmo.
— Babaca.- Bati a porta e respirei fundo.- Acabei deixando para você escolher, é seu dia.
— Tudo bem.- Me sentei na cama e olhava os filmes.
Estava com calor e ainda excitado de quando agarrei ela.- Se importa se eu tomar um banho rápido?
— A casa é sua.- Disse.
— É rápido.- Tirei a camisa e peguei uma roupa.
— Tudo bem.- Disse.
Fui para o banho e relaxei, ou melhor, bati uma para relaxar. Pensar nela, com nela sendo minha, poder tocar seu corpo por inteiro... era a minha imaginação favorita. Me acalmei, tomei o banho e voltei.- Escolheu o que?
— Deixei nesse filme que está passando, parece bom.- Afinal, meu gosto com certeza de filmes e séries, não era como o gosto dele.
Olhei.- Você não gosta de duro de matar.
— Eu nunca vi, então não sei.- Disse.
— Ação para todo lado.- Disse.
— Ah sim, mas não faz mal, eu gosto.- Disse.
— Gosta mesmo, namora comigo.- Disse.
— Pois é.- Disse.
Ri e me deitei junto a ela.- Acho que seu pai está aceitando melhor.
— Sim.- Disse.
— E Tyler se aquietou. Minhas irmãs querem te conhecer.- Disse.
— Ah sim, tudo bem.- Disse.
— Certeza?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Você é um amor.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
Acariciava os cabelos dela.- Sei que não sou desses carinhoso que fica falando dos sentimentos toda hora.
— É seu jeito ué.- Disse.
— Mas você sonha com casamento e filhos, o que me diz que é romântica.- Disse.
— Coisa de adolescente.- Disse.
— É do que você gosta.- Disse.
— Isso não vem ao caso.- Disse.
— Claro que vem.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Você quer mesmo um futuro comigo?- Perguntei.
— Por mais que você não acredite, sim.- Disse.
— Eu acredito.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Por isso que daqui a um ano, não vamos ter só sua festa de aniversário.- Disse.
— Como assim?- Perguntei.
— Que você, Davina Claire Lockwood vai se casar comigo nesse dia.- Disse.
O olhei.- O que?
— Você quer casar comigo?- Peguei a mão dela.
— Hã...- Engoli em seco. Ok, isso me pegou de surpresa, mas sorri.- Claro que quero.
— Certeza?- Perguntei.
— Sim, mas não no dia do meu aniversário. Quero uma data que seja nossa, não uma data que seja minha.- Disse.
— Tudo bem.- Ri e a beijei.- É minha noiva agora.
Sorri.- Sim, sou.
Toquei o rosto dela.- Posso perguntar uma coisa?
— Pode.- Disse.
— Ainda tem medo de mim?- Perguntei.
— Bem, medo não. Eu te respeito muito, mas isso é normal em relações de verdade, mas claro que não posso dizer que não tenho medo quando você surta e fica agressivo com todos, mas é coisas normais.- Disse.
— Eu surto?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Ri.- Nunca te machucaria.
— Eu sei que não.- Disse.
— Então não tenha medo. Posso fazer, ser o que for, mas daquela porta para dentro com você, sempre vou ser o mesmo.- Disse.
Sorri.- Eu sei.
— Acho bom.- Disse.
— Eu queria falar uma coisa.- Disse.
— Fala.- Disse.
— Eu sei que você está irritado e estressado por causa da coisa de não transarmos e eu sinto muito, eu realmente me sinto culpada e muita velha por pensar assim. Então, se você me quiser hoje ainda, eu estou pronta. Acho que seria um ótimo dia sim e não tem nada a ver com culpa ou obrigação, só pensei melhor.- Disse.
— Você mudou de idéia em minutos?- Perguntei.
— Levou o tempo da minha recusa até você sair do banho.- Disse.
A observei.- Não.
— Hã... Ok então.- Disse.
— Você pensou por causa do que ouviu o Aiden falou.- Disse.
— Não.- Disse.
— Dav, olha para mim.- Disse.
O olhei.
— Até então você já pensou nisso? Na gente fazendo.- Disse.
— Não exatamente.- Disse.
— Então você ainda não está pronta.- Disse.
— Hã... então tá.- Disse.
A beijei.- Quero que seja bom para você, não decidido assim.
— Ok.- Disse.
— Deus, você me deixa meloso.- Disse.
Sorri.- Desculpe.
— Tudo bem, é bom você aproveitar. Porque em um futuro breve, não vou ser nada meloso.- Disse.
— Como assim?- Perguntei.
Ri.- Você é mesmo inocente.- Beijei os cabelos dela. Acabou que vimos um filme e ela, cansada, acabou dormindo. Não que tivesse perdido a vontade de transar, mas não me parecia certo logo após ela ter deixado claro que não queria. Nem todos gostaram do nosso noivado, meu tio por exemplo e o pai dela. Mas minhas irmãs adoraram dizer que eu ia desencalhar. Minha missão foi ficando difícil, cada vez mais e tentava não mostrar a ela. Agora tinha oficialmente um ano sem sexo e já me sentia prático em superar a excitação. Fizemos uma grande festa de halloween e fui buscá-la.- Nossa, como está gostosa.
— Obrigada.- Disse.
— Vai deixar todo mundo babando fadinha.- Disse.
Ri.- Até parece.
— Vou ter trabalho.- Disse.
— Não exagere.- Disse.
— Vamos.- Ela entrou no carro e fomos para minha casa, que estava toda decorada.
— Está tudo lindo.- Disse.
— As meninas mandam bem.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Nem acredito que já tem um ano que estamos namorando.- Disse.
— Nem eu.- Disse.
— Você me odiava.- Disse.
— Eu não te odiava.- Disse.
— Imagina.- Disse.
— É verdade.- Disse.
— Sei.- Peguei uma cerveja.
— Mas é.- Disse.
— Quer alguma coisa?- Perguntei.
— Não, obrigada.- Disse.
— Você come tão pouco.- Disse.
— Claro que não.- Disse.
— Tá bom.- Disse.
— Ok.- Disse.
Vi de longe um grupinho.- Espero que aquilo não dê merda.- Aiden estava no meio e já parecia meio bebâdo.
— Não vai.- Disse.
— Para a minha tranquilidade, fica sempre perto de mim.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Vamos dar uma olhada por ai?- Perguntei.
— Derek.- Peter disse.
— Pelo jeito não.- Disse.
— Peter.- Disse.
— Olha se não é a sua linda noiva, encantadora.- Ele disse.
— Olá.- Disse.
— É um tanto inacreditavél ainda que esse cara vai casar. Que alguém consegiu a proeza.- Ele disse.
— Pois é.- Disse.
— Você vai continuar por aqui?- Questionei.
— Estou pensando nisso, com a sua saída do posto alguém tem que assumir.- Ele disse.
— Já vai sair?- Questionei.
— Eu ia contar ainda a você.- Disse.
— Desculpe estragar então.- Ele disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Depois falamos de trabalho, agora nos dê licensa.- Sai com ela.- Se deixar ele vai ficar me pertubando para ter poder.
— Ele é seu tio.- Disse.
— Eu sei, mas poder para ele está acima de qualquer coisa.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Bem, gostou de saber que vou sair?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
— Um pouco antes do nosso casamento, eu vou sair de vez.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Ai vou ficar mais tempo com você.- Disse.
— Sim.- Disse.
Sorri e a beijei. Olhamos todas as brincadeiras e eu ri dos sustos dela. Dançamos, comemos, mas eu fui chamado para resolver uma confusão. Deixei ela no bar.
POV Davina.
Aiden chegou junto de mim.- Que fada mais perfeita.
— Aiden.- Disse.
— Aconteceu uma coisa, vem comigo.- Ele disse.
Fui com ele.
— Derek está por aqui.- Ele saia da festa.
— Ok.- Disse.
— Você está uma delícia, Derek não deve se aguentar.- Ele disse.
— Isso não é da sua conta.- Disse.
— Claro que é. Quando ele está de mal humor sobra para todo mundo.- Ele disse.
— O que você quer?- Perguntei.
Ele me virou contra parede.- Provar da gostosa do chefinho. Lembra quando fez jogo duro comigo e me deixou com cara de babaca?
— Aiden, me solta.- Disse.
— Só vamos nos divertir fadinha.- Ele disse.
— Você está louco?- Tentei me soltar.
— Sabe, nunca achei que o Derek que eu respeitava viraria capacho de garotinha.- Ele me puxou pelo corredor.
Tentava me soltar.
— Fica quieta!- Ele exclamou.
Continuei tentando me soltar.
Ele se virou, dando um tapa em mim.- Sabe, já deviam ter domado você.- Ele a colocou contra parede.
— Me solta!- Exclamei.
Ele tentou me beijar e fechei a boca.
— Me beija vadiazinha.- As mãos dele subiram o meu vestido.
Dei na mão dele.
— Ela bate, mas o que eu quero saber é; será que ela ainda é virgenzinha? Ou Derek parou de frescura?- A mão dele foi no meu sexo.
— Você é um nojento.- Tirei a mão dele.
— E você precisa que te deem um trato para valer.- Ele beijou o meu pescoço.
— Me solta! Você está cheirando a bebida.- Disse.
— Você finalmente vai provar e vai gostar.- Ele me pressionava com o corpo e abria o zíper da calça.
Tentava me soltar dele.
POV Misto. (Derek e Davina.)
A confusão acabou sendo dois bebâdos e resolvi logo. Voltei e Davina não estava onde deixei, achei que ela tinha ido ao banheiro e quando perguntei, falaram que ela saiu acompanhando o Aiden, ai merda. Segui por onde mostraram a direção e sabia que aquilo era uma armadilha para ela. Apesar do som escutei umas vozes pelo corredor e não tinha ninguém naquela parte. Corri, a procurando.- Davina!
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Escutei a voz de Derek.- Derek.- Tentava me soltar de Aiden.
Ele puxou a arma.- Cala a boca, não quero machucar você. Ainda.
Segui a voz dela.- Davina!
Olhei a arma e decidi que era mais inteligente ficar quieta.
Só tinha um corredor e pelo espelho na parede os vi no outro a frente. Corri.- Aiden, solta ela.
— Olha quem nos achou, não era bem agora que gostaria.- Ele a segurou a sua frente.
— Der, cuidado.- Disse.
— Aiden, você está bêbado, solta ela.- Fiquei a uma certa distância deles.
— Não, era para ela ser minha, não sua.- Ele disse.
— O que?- Perguntei.
— Para com isso, solta ela.- Disse.
— Não! Eu que disse aos Forbes onde Tyler estava e eu ficaria com a recompensa, ela. Você nem nunca a tinha visto.- Ele disse.
— Você fez o que?- Perguntei.
Eu tinha que controlar a minha raiva para ele não a machucar, mas eu ia matar aquele filha da puta. Cheguei mais perto.- Tudo bem, já entendi, mas machucar ela não adianta. Solta ela e vamos conversar.
— Não quero conversar, vou fazer o que você não fez, foder ela até cansar.- Ele disse.
Andei mais.- Você não vai encostar um dedo nela seu filho da puta.- Estava numa distância que podia alcançar a mão que segurava a arma e o ataquei, o fazendo soltar ela.- Vai Davina.
— Eu não vou e por favor, não o mate. Não vale a pena.- Disse
— Se afeiçou a mim gostosa?- Ele riu.
— Dav, sai, é perigoso.- Dei um soco nele e ao esbarrar na parede a arma caiu. Ambos olhamos e fomos tentar pega-la. No que eu e ele tentamos ter o controle, senti ela disparar.
— Meu Deus.- Coloquei a mão sobre minha boca, esperando a reação de alguém.
Senti a queimação e me olhei, levando a mão a barriga. Droga. Ele parecia ter se assustado com o tiro e peguei a arma.
Ele despertou e se levantou, tentando correr.
Atirei na perna dele e depois me encostei na parede.- Dav, ele te machucou?
— Não.- Me agachei ao lado dele.- Vou chamar uma ambulância.
— Chame alguém, tem que ser o hospital certo.- Toquei o rosto dela.- Está vermelho.
— Isso não é nada. Espera ai, já volto.- Sai para achar alguém.
Sabia que o ferimento era sério, pelo fato de eu já me sentir fraco. Mas não, não ia morrer, tinha que ficar com ela. Foi o que pensei antes de ir apagando.
****
Depois do episódio com Aiden e o tiro, Derek estava bem. Ele ficou umas duas semanas no hospital e depois ficou quase dois meses em casa se recuperando. Acho que vai ser uma recuperação lenta já que ele não está 100% bem no nosso casamento. Se eu estava pronta para me casar? Eu não sei, mas preferi não pensar muito, se não ia ficar louca. Meus pais não estavam super animados, mas já aceitavam o Derek, só não o casamento. Preferimos não casar em igreja, até porque Derek não fazia esse tipo, então me arrumei e agora já estávamos no cartório.
Cheguei e a vi.- Que noiva mais linda.
Sorri.- Obrigada.
Peguei a mão dela e beijei.
— Você está linda Dav.- Cora disse.
— Você também.- Disse.
— Sou Madrinha, tenho que estar.- Cora disse.
— Eu também, afinal nosso irmãozinho não se casa todo dia.- Laura disse.
Ri.- Pois é.
— Minha princesa.- Tyler disse.
— Ty.- O abracei.
— Não acredito que fez dezoito semana passada e agora vai casar.- Ele disse.
— Nem me fale.- Disse.
— Vamos, está na nossa hora.- Disse.
— Vamos.- Disse.
Todos entramos e foi uma cerimônia simples e rápida. Agora ela era legalmente minha. Coloquei a aliança e sorri ao ver como ficou.
Sorri.- Eu te amo.
— Você agora é minha e vai ser para sempre.- Disse.
— Com certeza.- Disse.
A beijei. Fizemos uma pequena recepção, que foi bem legal. O pessoal gostava dela, por isso ela ficava a vontade ali, enquanto dançávamos, ri.- Mal posso esperar para subir.
Ri.- Seu tarado.
— É tesão extremo acumulado.- Disse.
— Tadinho.- Disse.
— Tadinho mesmo.- Disse.
Sorri.- Você foi um ótimo homem, sabia? Foi fiel e tudo mais. Juro que no começo achei que iria me deixar por causa disso.
— Se eu não tivesse sentido nada por você, não teria ficado. Mas senti e nunca gostei de traição.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— Tanto que não perdoou aqui.- Disse.
— Entendo.- Disse.
— Então jamais faria isso com você.- Disse.
— Eu sei.- Disse.
— Eu sou horrível dançando música lenta.- Disse.
Ri.- Percebi.
— Mas você merece.- Disse.
— Sabe que não faço questão.- Disse.
— Então vamos parar.- Ri e saímos da pista.
Quando a comemoração do casamento acabou e depois de ajeitarmos algumas coisas, subimos.
— É, foi uma festinha boa.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Gostou?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— Sim.- Disse.
Cheguei junto dela.- Você estava linda.- Beijei o ombro dela.
Sorri.- E você está perfeito.
— Eu?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Baixei a alça do vestido e a beijei, a encaminhando para a cama.
Retribui o beijo e acariciava seus cabelos.
Sentia ela diferente, como se agora sim estivesse pronta.
Acariciava sua nuca.
Parei e a virei, afastando o cabelo para abrir o vestido.
Segurava meu cabelo para ele abrir o vestido.
Soltei os botões, deixando-o cair.
Soltei os cabelos e aproveitei para tirar os anéis e o colar que usava.
A virei para mim, a olhando por inteiro. Ela é maravilhosa.
Sorri ao olhar dele, mas lembrei do seu machucado.- Não está com dor?
— Não. Só se eu fazer força demais.- Disse.
— Cuidado então.- Disse.
— Não se preocupe, nada hoje vai me fazer sentir dor.- Disse.
— É, mas você está infringindo uma ordem médica.- Sorri.- Mas amanha você volta ao seu repouso.
— Faz meses amor e não estou pensando em repouso tão cedo.- Disse.
— Derek, você precisa seguir as ordens médicas. Eles sabem o que é melhor para a sua saúde, não você.- Disse.
— Eu estou bem.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
A beijei, mas não calmamente, tudo em mim ansiava por ela.
Retribui o beijo e acariciava sua nuca.
Deixei minhas mãos deslizarem pelo corpo dela e a vontade de ter ela já me excitava.
Nos deitamos na cama e minhas mãos desceram pelo abdômen dele, começando a abrir a camisa dele.
Toquei as pernas dela e apertei. Ela era gostosa, mas parecia estar mais.
Me arrepiei ao toque dele.
— Você é tão gostosa.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
— Não tem que agradecer.- Disse.
Sorri e o beijei.
Ajudei ela a tirar minha blusa e me afastei para tirar a calça. Enquanto isso a observei na cama, e via a minha garota ser uma mulher agora.
Sorri e esperei ele tirar.
— Você parece ainda mais gostosa assim.- Disse.
Sorri.- Você vê demais amor.
— Não acho.- Voltei a ela, deslizando a minha mão suavemente.
— Tudo bem.- Disse.
Beijei pela perna dela e fui subindo.
Me arrepiei.
Continuei pela barriga dela e quando cheguei aos seios, tirei o sutiã.
Me sentia corar, pois nunca fiquei nua na frente de ninguém.
— Os seus peitos são maravilhosos.- Disse.
Mordi meu lábio.- Obrigada, eu acho.
Peguei neles. Ah, eram tão macios que dava vontade de ficar pegando.
Suspirei pesadamente ao que ele fez.
— Bom?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— É só o começo.- Disse.
— Você é mais paciente do que achei.- Disse.
— Paciente? Eu estou é tirando proveito de cada parte do seu corpo maravilhoso antes de ir ao principal.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Afinal tem muito o que se aproveitar aqui mocinha.- Disse.
— Tenho a mesma quantidade de coisas que toda mulher tem.- Disse.
— Mas você é a minha mulher.- Fiquei sobre ela.
— Sim, eu sou.- Disse.
— E a que eu quero aqui na minha cama.- Beijei o pescoço dela.- Para termos prazeres incriveis juntos.- Comecei a tirar a calcinha dela.
Deixei ele tirar.- Bem, vamos nos concentrar no hoje. Porque já é complicado pensar no hoje, agora pensar no futuro é ainda mais.
— Porque complicado?- Perguntei.
— Porque é minha primeira vez.- Disse.
— Não tem que se preocupar princesa.- Tirei minha cueca.
— Você diz isso porque você tem a arma e eu o depósito.- Disse.
Ri.- Ótima comparação.- Me deitei sobre ela.
Sorri e o beijei.
Ajeitei ela na cama e me coloquei melhor entre as pernas dela.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.
Me coloquei na entrada dela e fui entrando devagar para ela se acostumar.
A sensação foi bem desconfortável, mas esperava que passasse logo.
Queria que ela se sentisse bem logo, então depois de uns momentos, comecei a me movimentar.
Aos poucos a sensação desagradável passava.
— Melhor?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
A olhei.- Eu amo você.
— Também te amo.- Disse.
Sorri e continuei, colocando um ritmo nos movimentos, mas tinha noção de não exagerar para não a machucar.
Desci meus lábios pelo pescoço dele e acariciava a nuca dele.
Gemi. Ela sabia que eu gostava disso.
Eu jurava que ele era bem mais exigente nessas horas do que realmente é. Ele sempre pareceu o macho alfa e tudo mais. Mas acho que aparências enganam mesmo, ele é super fofo e amoroso. Descia minha mão pelo peito dele e continuava os beijos.
— Assim vou gozar mais rápido Davina.- Disse.
Sorri.- Tudo bem amor. Você merece depois que te fiz esperar tanto.
— Você é uma delícia de se estar.- Foi minha vez de a beijar por onde dava
Sorri.- E é perfeito ser sua.
— Minha garota.- Ia mais rápido enquanto me rendia ao prazer que estava sentindo. Eu não costumava ser tão calmo, mas Dav ou o receio de a machucar me inspirava a ir assim.
Sorri e o beijei. Quando pensava na minha primeira vez nunca achei que fosse ser prazeroso e confortável, sempre pensei que seria doloroso toda hora e bem ruim. Claro, eu sei que vai melhorar mais com o tempo, mas eu estava bem confortável e acho que se minhas pernas não doessem nessa posição, poderia ser dele o tempo que ele quisesse. Por mais que eu não esteja sentindo o prazer que ele está sentindo, pelo que vejo pelo menos, estava sendo muito bom sim. Não sei porque algumas pessoas dizem que só porque não teve orgasmo não teve prazer. Uma coisa não tem nada a ver com a outra e agora sei disso.
A beijava ou beijava seu pescoço, pegava em seu peito, parecia que ainda não tinha tido o suficiente dela. E quando a onda do orgasmo vieio, sabia que ainda precisava de mais e mais vezes com com ela para saciar a minha vontade. A segurei contra mim, não queria me separar dela nunca mais.
Entrelacei meus dedos em seu cabelo e acariciava ali.
— Eu te amo. Muito mais que imaginava e mais do que achei que podia.- Disse.
Sorri.- Também te amo meu amor.
— Eu disse que você me deixa meloso.- Disse.
Ri.- Você fica sexy sendo meloso.
— Fico é? Espera até ver meu lado mau.- Me deitei ao lado dela.
Sorri.- Vou adorar.
— Você está bem?- Perguntei.
— Estou.- Disse.
— Eu disse que era bom com primeira vez. Quer dizer, com você eu fui melhor ainda.- Disse.
— Você é perfeito.- Disse.
— Eu sei.- Disse.
Ri.- Metido.
Me levantei.- Vem, vamos tomar banho. Além de estar suado, estou com a prova da sua pureza em mim.- Ri.
Ri.- Ok, vamos.
Seguimos para o banheiro e tomamos um banho gostoso, principalmente por eu agarrar ela e ficar a provocando. Saímos, trocamos o lençol da cama (estava sujo de sangue) e nos deitamos, mas eu estava ainda com tesão demais, logo excitado de novo e a tive novamente. Agora fui mais eu; forte, intenso e até dominador. Fui levado a um orgasmo perfeito de novo.- Você é gostosa demais.- Tomava fôlego.
— Obrigada.- Disse.
Sorri, mas logo fechei a cara.
— O que foi?- Perguntei.
— Ah.- Levei a mão onde tinha uma cicatriz fiina na barriga.
— Está doendo?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Quer remédio?- Perguntei.
A olhei e ri.- Está doendo meu orgulho em não ter te dado um orgasmo ainda.
Dei no braço dele.- Não brinque com isso.
A beijei.- Nunca estive melhor princesa.
— Que bom.- Disse.
— Eu estava pensando uma coisa.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Que podíamos nos mudar. Eu não sou mais o chefe aqui e acho que ter nossa casa seria melhor, principalmente quando vier as crianças.- Disse.
— Como quiser.- Disse.
— E como disse antes, por mim temos filhos logo, os quatro em seguida.- Disse.
Ri.- Bem, não usamos camisinha, então é possível que seus espermatozoides estejam já em ação aqui.
— Bem, do jeito que sou bom, não duvido.- Disse.
— Deus, até nisso é metido.- Ri.
— Sempre.- A beijei e ficamos conversando até pegar no sono. Aproveitei os dias que tirei de licença da boate para vermos a questão da casa e comprei uma não muito longe de onde vivia e também mais próxima da dos pais dela. Nos mudamos e tudo corria bem, e eu estava adorando o trabalho na boate. Eu sabia que rolava drogas e ainda era ligado ao comando da região e tudo mais, só que depois do casamento arrumei um jeito e limpei minha ficha, queria dar uma segurança maior a Davina. Ela engravidou logo, acho que foi de primeira mesmo e ficou linda com um barrigão. Para minha supresa, de gêmeos! Só que isso mexeu com ela e na reta final foi complicado, eles me deram vários sustos, mas graças a Deus, os bebês nasceram bem e ela também se recuperou. Não tinha imaginado que ter familia era assim, mas toda vez que olho Damon e Danielle no berço, sou invadido por uma paz assustadora. Sei que nunca fui um cara bom; já matei e trabalhei com armas, fui um verdadeiro bandido, mas por estar com a Davina, isso deixou de ser bom. A vontade de estar sempre com ela e de não deixar ela ou nossos filhos correrem riscos era um estimulo a eu me manter a margem disso. Nunca achei que fosse me apaixonar assim, muito menos por uma baixinha com ar de abusada, mas a ter visto naquela festa foi o começo da melhor coisa na minha vida.
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