Liberty- One Shots
76 Capítulo 76- Klaus, Davina & Derek.
Notas iniciais

POV Misto. (Klaus e Davina.)
New Orleans. Olhei ao redor da minha cidade e estava feliz de ter voltado. Mas era alguém diferente do que eu era quando estava aqui. Sou um híbrido agora e estava criando alguns semelhantes a mim quando encontrei um amigo, Derek Hale. Ele é de uma espécie diferente da minha de lobo, mas não deixava de ser útil. Como não tinha nada na cidade que ele estava, ele aceitou vir para cá também. Saíamos com frequência e hoje não foi diferente, mas estava acontecendo alguma coisa estranha. Seguimos umas pessoas até o cemitério e lá acontecia algo.
Eu não acreditava no que estava acontecendo. Eles iam nos matar. Gritava por ajuda quando eles matavam duas garotas e agora era a vez de Monique, minha amiga. Gritava ainda mais, mas parecia que ninguém se importava. Agora um homem me carregava do altar e eu tentava me soltar.
Cheguei mais perto e podia ouvir os gritos.- Tem alguma coisa acontecendo Derek.
— Com certeza.- Ele disse.
Dei a volta e olhei. Estavam matando garotas, podia perceber que eram bruxas. Tinha uma, que estava no meio, ela pedia ajuda e aquilo mexia comigo.
— Me solta!- Gritava e me debatia para o homem me soltar.
Ela seria a próxima e estava com o olhar fixo nela.- Se nos metermos vai ser um problema.
— E não podemos deixar que matem uma garota.- Ele disse.
— Mais uma. Bem nunca fui de fugir de problema.- Disse.
— Então vamos.- Ele disse.
Usei minha velocidade e fui matando pelo caminho, até chegar a ela.- Vem comigo.
Escutei o que ele disse, mas uma coisa me atraiu e olhei para os corpos sem vida das minha amigas, meu braço automaticamente se esticou em direção a eles e senti uma onda de poder tomar o meu corpo.
Ela cambaleou e a segurei.
— Quem é você?- Perguntei.
— Vou te tirar daqui. Derek.- O chamei.
Derek foi até Klaus.
— Leve-a daqui, você sabe para onde.- Disse.
— Para onde?- Perguntei.
— Minha casa.- Disse.
Assenti.- Tudo bem.
Derek a pegou no colo.- Vamos.
— Ok.- Disse.
Ele a levou e acabei com quem tentou impedir, e depois sai de lá. Quando cheguei em casa, ela estava com Derek no sofá.
— Eu não sei porque fizeram isso com nós.- Disse.
— Calma, aqui ninguém vai te machucar.- Derek disse.
Sentei ao lado dela.- Qual o seu nome?
— Davina.- Disse.
— Davina, eu sou Klaus. Ele é Derek.- Disse.
— Prazer.- Disse.
— Você tem para onde ir?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Quer ficar aqui?- Derek perguntou.
— Não quero incomodar vocês.- Disse.
— Não é incomodo. E nem deixaria você ir assim.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
— Você quer subir e tomar um banho?- Perguntei.
Assenti que sim.
— Vem, vou te mostrar.- Disse.
Fui com ele.
A levei até um quarto vazio.- Pode ficar a vontade. Vou ver se tem alguma roupa para você.
— Tudo bem.- Disse.
— Até daqui a pouco.- Disse.
— Até.- Disse.
POV Klaus.
Sai do quarto e fui até o de Rebekah que por milagre estava lá.- Irmã.
— Sim?- Ela questionou.
— Preciso de um favor. Algumas roupas suas.- Disse.
— Roupas? Porque? Vai virar drag queen?- Ela perguntou.
— Não. É para uma convidada.- Disse.
— Convidada?- Ela perguntou.
— Sim. Dá para ajudar?- Perguntei.
Ela suspirou.- Ok.- Ela pegou um vestido e lingerie, dando a mim.
— Obrigado.- Sai e fui no meu próprio quarto, tomar banho e me limpar. Depois voltei ao quarto dela. Como ela ainda não tinha saído, deixei em cima da cama e desci.
POV Misto. (Klaus e Davina.)
Quando sai do banho, a roupa estava em cima da cama. Coloquei a calcinha e ficou um pouco grande, mas ok. O sutiã nem tentei porque sabia que ia ficar grande, então coloquei o vestido — que também ficou grande- e terminei de me arrumar. Desci.
A olhei e não sabia porque, mas queria protegê-la de qualquer coisa.- Melhor?
— Sim.- Disse.
— Agora pode explicar o que estava acontecendo? Além do óbvio.- Disse.
— Era uma colheita, para o poder das bruxas ser restaurado.- Disse.
— Colheita?- Derek entrava na sala.
— Sim.- Disse.
— E o que matar garotas tem a ver com isso?- Derek questionou.
— Nosso poder vai para a terra e "alimenta" os ancestrais.- Disse.
— Mas você não estava de acordo com isso.- Disse.
— Eu não sabia que tínhamos que morrer.- Disse.
— Enganaram vocês?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Bruxas.- Disse.
— Sim.- Disse.
— E seus pais não fizeram nada?- Derek perguntou.
— Minha mãe estava lá olhando.- Disse.
— Mães nem sempre sendo o que esperamos.- Disse.
— Klaus!- Derek exclamou.
— Tudo bem.- Disse.
— Bem, qual a probabilidade de que as que sobreviveram virem atrás de você?- Questionei.
— Altas.- Disse.
— Então temos que proteger você.- Disse.
— Não quero incomodar.- Disse.
— Bem, nos envolvemos quando te salvamos, então elas nos procurarão.- Derek disse.
— Ok.- Disse.
— Então Davina, quer ficar conosco?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Então será minha convidada.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
— Não tem que agradecer. Pode ficar no quarto que te levei e se precisar de alguma coisa me avisa.- Disse.
— Tudo bem, obrigada. Vou ir dormir, boa noite.- Subi para o quarto.
— Vou cuidar de algumas coisas, até depois.- Subi para o escritório e fui procurar saber mais dessas bruxas.
POV Misto. (Derek e Davina.)
Klaus subiu e fiquei pensando naquela garota. Tão nova e passando por aquilo. O estranho é o jeito que Klaus e até eu se envolvemos. Fui comer alguma coisa e decidi fazer uma coisa. Coloquei um copo de suco, fiz um sanduíche e subi ao quarto dela.
Estava deitada, só de calcinha e quando a porta abriu, me cobri rapidamente.- Oi.
— Ei. E você não comeu nada, pensei de trazer algo para você.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
Levei até ela.- Um pouco mais tranquila?
— Sim.- Disse.
— Que bom.- Lembrei que ela tremia quando a trouxe.
Tomei do suco e comecei a comer.
— Não imaginava que bruxas podiam ser assim.- Disse.
— Assim como?- Perguntei.
— Sacrificando sua própria espécie.- Disse.
— Elas diziam que íamos voltar.- Disse.
— Voltar?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Isso é estranho?- Perguntei.
— Porque?- Questionei.
— Porque nunca ouvi falar de pessoas que vão e voltam, sem ser os vampiros.- Disse.
— Mas é bem normal.- Disse.
— Não para mim.- A olhava bem agora, ela é linda.
— Tudo bem.- Disse.
— Melhor agora com o lanche?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Sorri.- Você tem quantos anos?
— 14 anos.- Disse.
— Parece mais um pouco.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque para mim 14 ainda é uma menina e você não parece uma menina.- Disse.
— E eu pareço o que?- Perguntei.
— Uma linda, quase mulher.- Disse.
Sorri e senti meu rosto corar.- Nunca me disseram isso.
— Não?- Questionei.
— Não.- Disse.
— Esses garotos de hoje em dia...- Balancei a cabeça.
— Não é como se eu estivesse experiência com garotos, mas ok.- Disse.
— Sinto que você é alguém muito especial Davina.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
— Mesmo sem a influência do Klaus, quando precisar, se precisar, pode me chamar.- Disse.
Sorri.- Obrigada.
— De nada.- Disse.
Esperei ela terminar e a "botei" para dormir. Tentava não pensar em como era bonita e sim pelo fato de que se fosse a minha irmã, queria que alguém fizesse isso por ela. É, tem que ser isso. Afirmei quando deitei.
POV Misto. (Klaus e Davina.)
Não demorei a achar sobre as bruxas do Quarter e nos livros certos, sobre o ritual e era uma loucura. Davina agora seria um alvo e é mais um motivo para eu protege-la. De certa forma isso pode me ser util e também é mais um motivo para eu protege-la. Os dias se passaram e eu me acostumava com a presença... como posso dizer, fofa dela e sempre antes de dormir dava uma olhada nela e hoje não foi diferente. Mas ela estava agitada, esperei para ver se passava, mas não passou. Cheguei junto dela.- Dav.- Chamei e ela não respondeu, mas tinha algo diferente no quarto, uma vibração e quando a fui chamar de novo uma onda de poder me atingiu, me arremessando contra a parede. A expressão dela me preocupava, fazer o que?- Davina, acorda.- Fui até ela novamente, meio cambaleando pelo que me atingia e a balancei.-Davina, acorda.- Chamei mais sério.
Acordei repentinamente e só escutei o barulho de Klaus sendo jogado contra a parede.- Klaus? O que foi?
— Eu que pergunto. E nossa, você é poderosa.- Me levantei.
— Porque? O que aconteceu?- Questionei.
— Você estava inquieta e depois virou tudo isso.- Disse.
— Virou o que?- Perguntei.
— Você estava exalando poder pelo quarto todo.- Sentei na cama.- Com o que estava sonhando?
— Hã... Não lembro.- Disse.
Toquei seu rosto.- Parecia angustiada e sofrendo.
— Eu estou bem agora.- Disse.
— Tem certeza?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Você me deixou preocupado.- Disse.
— Desculpe.- Disse.
— Não precisa.- Ela era linda e sua expressão inocente deixava mais.
— Ok.- Disse.
— Tem certeza que não lembra de nada?- Perguntei.
— Tenho.- Disse.
— Pelo menos pode dormir tranquila novamente.- Disse.
— Como assim?- Perguntei.
— Quando lembramos dos pesadelos, não queremos dormir de novo.- Disse.
— Eu não tenho esse problema.- Disse.
— Isso é bom. Mas eu ia te perguntar uma coisa.- Disse.
— Pergunte.- Disse.
— Você teria como usar da sua magia para me ajudar?- Perguntei.
— Claro. Para o que precisar.- Disse.
Sorri.- Obrigado, vai me adiantar muito.
— Que bom. Fico feliz.- Me estiquei, peguei o controle do ar e liguei. Estava um pouco suada, devia ser do sonho.
Toquei o rosto dela.- Você está quente.
— Um pouco de calor.- Disse.
— Deve ser por tudo que fez.- Disse.
— Por tudo que eu fiz?- Perguntei.
— Querida, o seu poder estava pelo quarto todo.- Disse.
— Isso soa estranho.- Disse.
— Mas é a verdade.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Gostando daqui?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Todos estão sendo bons com você?- Perguntei.
— Extremamente. Todos sãos ótimos.- Disse.
— Isso me deixa tranquilo.- Disse.
— Que bom.- Sorri. Klaus era bem legal e não entendia porque diziam que ele tem uma fama ruim. E podia ser estranho, mas meu estômago revira e borboletas batem asas quando estou perto dele ou do Derek. O que é realmente estranho. Eu sei que estou me apaixonando, mas eles nem sabem que eu existo desse jeito. Na verdade nem sou uma mulher ainda e é claro que eles vão preferir uma mulher, afinal só em beijos que eles não iam querer ficar. Então eu não me iludo muito. Eu meio que gosto do Tim, um amigo do colégio. Quando voltar as aulas, irei me concentrar no que sinto por ele.
— Em que tanto pensa?- A olhei. Olhos... Ficava encantado nos seus.
— Nada demais.- Disse.
Beijei sua testa.- Vá dormir, mas quer que eu fique? Para caso se agite novamente?
— Pode ser.- Disse.
Tirei os sapatos e me ajeitei em um travesseiro.- Não sei a quanto tempo não faço isso. Ou melhor, se um dia fiz.
— O que?- Perguntei.
— Estar com um garota linda na cama e a fazer dormir, só de companhia.- Disse.
— Bem, garanto que nunca esteve com uma criança "linda" em uma cama também.- Sorri e me deitei, desligando o abajur.
— Não vejo nenhuma criança.- A trouxe para mim.
— Você é um vampiro, não devia ter problemas de visão.- Disse.
Passei o braço ao redor dela.- Você não é criança Davina.
— Claro que sou. Nem tenho idade para votar ou tirar a carteira de motorista.- Disse.
— Não parece em nada com uma garota da sua idade. A uns três séculos estavam na idade de casar. Em algumas épocas já teria filhos.- Disse.
Fiz cara de nojo.- Isso é nojento.
— É verdade e linda assim, seria muito disputada.- Disse.
— Você acha?- Perguntei.
— Sim, ainda mais sendo tão você. Não tem como não gostar de você.- Disse.
Sorri e escondi meu rosto no braço dele.- Assim você me deixa com vergonha.
— Você é tão fofa que dá vontade de apertar.- Ri, apertando ela.
Ri.- Já está apertando.
A sensação de a ter assim era boa. Droga, o que está havendo comigo? Uns dias e estava acostumado a presença dela de tal forma que não a deixaria ir embora ou tira-la de mim.- É que sou de fazer minhas vontades.
Sorri.- Eu percebi isso.
— Percebeu?- Perguntei.
— Sim. Porém uma coisa engraçada sobre você é que quando você está calmo, você faz aquelas moças colocarem o sangue delas em copos. O que é bem educado também. Parece aqueles vampiros chiques de filme antigo.- Ri.- Mas quando você está irritado você realmente faz o que você quer.
— Sweetie, você ainda não me viu irritado.- Disse.
— Eu sei e acho que prefiro não ver também.- Disse.
— Mas perto de você eu fico tranquilo, me dá paz, então não tem que se preocupar.- Disse.
Sorri e toquei o rosto dele.- Fico feliz por isso.
Toquei o rosto dela. Eu não podia negar a atração que sentia por ela e foi nesse pesamento que colei nossas bocas.
Fui pega de surpresa, mas retribui. Por mais que nunca tenha beijado ninguém.
Senti ela tímida e deixei um beijo suave e doce. A reação que senti por dentro foi bem ao contrário. Como uma coisa me consumindo, não era normal sentir aquilo com beijos.
Levei minha mão a lateral do pescoço dele e acariciava ali.
Desci a mão pelas costas dela e já que ela relaxava, mudei o beijo, agora tomando a boca dela completamente.
Subi minha mão até os cabelos dele e acariciava ali.
Desci mais a mão, agora estando na sua coxa e apertando ali, ela tem pernas linda.
Me arrepiei ao toque dele e percebia que ele bem decidido com o que queria fazer. Por mais que estivesse um pouco tímida por não saber beijar e nem fazer nada relacionado a isso, eu gostava de sentir a mão dele.
Lembrei que ela precisava respirar e parei o beijo.
Quando ele parou o beijo, dei graças a Deus que a luz está apagada para ele não ver minhas bochechas vermelhas.
Sorri.- Boca gostosa.
— Obrigada.- Disse.
— Não tem que agradecer.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Estou gostando muito de ter você aqui.- Disse.
— Que bom.- Disse.
A puxei, a colocando em meu colo.- Agora pode dormir assim.
Sorri.- Tudo bem.
Beijei os cabelos dela.- Agora durma querida.
— Boa noite.- Me aconcheguei no peito dele e logo adormeci.
Fiquei a admirando e pensando em como era diferente estar com ela. Prestava atenção no seu corpo e mesmo nova, era de despertar desejo. O que estou pensando? Era loucura, melhor aproveitar e descansar aqui com ela. Fechei os olhos e tentei dormir.
****
Quando me acordei no outro dia Klaus não estava mais na cama. Me levantei e tirei a camisola, colocando uma blusa. Quando ia colocar a calça, me lembrei que estava com um machucado na coxa e tinha que colocar um curativo. Não tinha aqui no banheiro, então fui até a porta e escutei. Parecia que não tinha ninguém. Sai só de blusa e com a calcinha, descendo as escadas e indo para o armário da cozinha que ficava a caixa de primeiros socorros.
POV Misto. (Derek e Davina.)
Estava com Klaus na varanda discutindo o melhor jeito de lidar com as bruxas, agora quando entrei para pegar um café, dei de cara com uma visão do paraíso.
Me estiquei para pegar a caixa. Esse era o mal de ser baixa.
Cheguei por trás dela.- Quer ajuda baixinha?
Levei um susto e me virei.- Derek! Que susto.
A segurei e o contato com seu corpo assim me arrepiou.- Não foi nada.
Ri.- Eu sou assustada mesmo.
— Está querendo o que?- Perguntei.
— Curativo.- Disse.
— Para que?- Perguntei.
— Colocar na minha coxa.- Disse.
— O que houve?- Perguntei.
— Perdi o equilibrío e bati na comoda com ela.- Disse.
— Mas machucou sério?- Questionei.
Ri.- Claro que não. Olha.- Mostrei na minha coxa.
— Me deixa cuidar disso.- Disse.
— Como?- Perguntei.
— Senta aqui.- Disse.
— Ok.- Me sentei.
Peguei um anti séptico, tentando não pensar em como era pegar naquela coxa. Que coisa, pareço um adolescente.- Pode arder um pouco.
— Ok.- Disse.
Passei e ela se retraiu, acariciei ali.- Calma.
— Tudo bem.- Disse.
— Isso me lembra a minha irmã.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Ela sempre se machucava e dava uma de corajosa na hora de passar remédio.- Disse.
— Mas isso é de menos, quase fui morta esses dias.- Disse.
— Isso era quando ela era pequena. Ela morreu a uns anos, junto com toda minha família.- Disse.
— Ah sim, sinto muito.- Disse.
— Tudo bem. Foi pouco antes de eu conhecer o Klaus. Ele saiu com a minha irmã mais velha.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Mas ela morreu ano passado.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Mas vamos deixar as tragédias da família Hale de lado.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Tem pernas lindas.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
— Gostosas de apertar.- Disse.
Ri.- Se você diz.
— Tenho certeza.- A olhei. Estava próximo a ela e podia me perder naquele azul.
O olhei e o observava. Ele é mesmo lindo. Eu não devia pensar assim dele ou de Klaus. Eles são mais velhos. Bem mais velhos.
Toquei o rosto dela. A vontade de a beijar estava me vencendo.
Mordi meu lábio e toquei a mão dele que estava no meu rosto.
Não me segurei mais e a beijei. Sua boca era doce e gostosa como imaginei.
Eu sabia que era errado, devido ao que rolou ontem com Klaus, mas retribui. Foi mais forte do que eu. Não entendia o que eu sentia.
Me coloquei melhor e me senti diferente com aquele beijo, era uma coisa boa.
POV Misto. (Klaus e Derek.)
Derek estava demorando, então entrei para saber. Foi então que eu vi ele beijando uma Davina que não estava vestida na parte debaixo.
Ela acariciava os cabelos de Derek.
Intensifiquei o beijo. Meu corpo reagia a ela, eu queria ela.
Eu não ia ficar vendo aquilo.- Davina.
Ela parou o beijo.- Klaus.
— Derek, tire suas mãos dela.- Disse.
— Algum problema?- Perguntei.
Ela se olhou, percebendo que estava só de calcinha e mordeu o lábio envergonhada.
— Sim. Tire as mãos dela.- Andei até eles, sentindo uma irritação já conhecida.
Ela ficou no meio dos dois.- Ok, não precisam brigar e nem nada.
— Klaus, ela não é sua para exigir nada.- Disse.
— E nem sua para ficar tocando.- Disse.
— Ok, por favor, não vamos discutir isso.- Ela disse.
— Davina, sobe.- Disse.
— Não. Você não manda nela.- Disse.
Ela suspirou.- É o melhor.- Ela subiu.
POV Klaus.
— O que estava pensando?- Perguntei.
— Não é da sua conta.- Ele disse.
— Não se meta com ela.- Disse.
— Porque?- Ele perguntou.
— Porque não!- Disse.
— Diga.- Ele disse.
— O que?- Perguntei.
— Porque não.- Ele disse.
— Porque não quero você tocando nela.- Disse.
— Mas não respondeu porque não quer isso.- Ele disse.
— Dane-se Derek.- Disse.
— Bem, então eu posso te dizer isso; você que não toque nela. Ela vai ser minha.- Ele passou por Klaus, saindo dali.
POV Misto. (Klaus e Davina.)
Até parece. Ele não ia ter nada com ela. Subi, indo para o quarto dela.- O que foi isso?
— Como assim?- Perguntei.
— Lá embaixo.- Disse.
— Um beijo.- Disse.
— Você estava com Derek.- A encurralei contra parede.
— Bem, ele me beijou e eu retribui.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Não sei.- Disse.
— Como assim não sabe?- Questionei.
— Bem, eu não sei. Ontem você me beijou e senti meu coração sorrir por isso e hoje Derek me beijou e senti o mesmo. Eu sou uma adolescente! Não cobre tanto de mim.- Tentei me soltar dele.
A segurei.- Não vai brincar comigo.
— Eu não estou.- Disse.
— Porque não vou deixar.- Disse.
— Eu não estou brincando com você.- Disse.
— Klaus, solta ela.- Derek falou assim que entrou no quarto.
— Está tudo bem Derek.- Disse.
— O que você quer?- Perguntei.
— Não vai gritar com ela, solte-a.- Derek disse.
— Eu estou só de calcinha, posso pelo menos me trocar para essa discussão?- Perguntei.
— Não!- Os dois exclamaram junto.
— Porque não?- Questionei.
— Como disse, suas pernas são lindas.- Derek disse.
— Frase repetida; já tinha dito isso.- Disse.
— E Tim já tinha dito antes de vocês.- Disse.
— Quem é Tim?- Perguntei.
— Da onde saiu esse?- Ambos se viraram para ela.
— Um amigo da escola.- Disse.
— Amigo?- Derek perguntou.
— Sim.- Disse.
— Não vai ter nenhum amigo que fala das suas pernas.- Disse.
— Porque não?- Perguntei.
— Porque não.- Disse.
— Você adora dizer isso.- Derek disse.
— Bem, não tem como eu esconder minhas pernas.- Disse.
— Mas tem como sumir com ele.- Disse.
— Klaus!- Exclamei.
— O que?- Perguntei.
— Você não vai mata-lo.- Disse.
— Só tira-lo do seu pé.- Disse.
— Ele não está no meu pé.- Disse.
— Então que não fique.- Disse.
— Hã... Ok.- Disse.
— Já acabou com o discurso? Agora pode ir.- Disse.
Suspirei e me sentei na cama, cruzando as pernas.- Vocês dois, por favor, parem de discutir.
— Ele não tem nada para fazer aqui, então pode ir.- Derek disse.
— Quem não tem nada é você. Pode ir. Vá ver se está tudo bem na cidade.- Disse.
Suspirei e me atirei na cama. Esses dois são impossíveis.
— Davina, pode explicar ao lobinho aqui que não quer nada com ele?- Pedi.
— Lobinho?- Derek questionou.
Me sentei novamente e os olhei.- Olha, se vocês vão brigar assim que nem cão e gato, eu não quero nada com nenhum.- Me levantei, peguei um roupão e sai do quarto.
— Viu a merda que você fez?- Derek questionou.
— Eu? Ah, cala boca e vai para o inferno.- Sai de lá.
POV Misto. (Derek e Davina.)
Se tem uma coisa que aprendi é que esses Originais podem ser uns grandes chatos. E foi isso o que aconteceu. Klaus começou a ficar atrás da Davina e eu sabia que estava rolando algo, mas eu a queria e estava lutando por ela como podia. Agora aproveitei que Klaus saiu para a chamar para ir a piscina.
Fomos para a piscina e entramos.
— Água boa.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Pode vir mais para cá, eu te seguro.- Disse.
— Ok.- Fui até ele.
A segurei.- Melhor assim, não?
— Sim.- Disse.
Beijei o pescoço dela. Ajudar nos planos do Klaus tinha ficado de lado, meu foco agora era Davina.
— Derek, eu disse que era melhor não.- Disse.
— Não o que?- Perguntei.
— Isso.- Disse.
— Isso?- Questionei.
— Sim, Derek. Beijos.- Me afastei.- Eu disse que gosto dos dois e não vou fazer isso.
— Klaus não está aqui.- A puxei mais perto.
— Der, eu gosto de você, mas não sou esse tipo de mulher que vocês homens estão acostumados. Na verdade, nem sou uma mulher ainda. Eu gosto de você e do Klaus, e não vou brincar com vocês e nem comigo.- Disse.
— E o que você quer?- Perguntei.
— Eu quero que sejamos amigos. Todos nós.- Disse.
— Complicado quando ele quer tirar você de mim.- Disse.
— Isso não é uma competição.- Disse.
— Não estou dizendo que é. Mas ele nem sabe o que quer. Eu sei.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Você.- Disse.
Suspirei.- É melhor eu ir para meu quarto.- Parecia que eles não entendiam que eu gosto dos dois. Saí da piscina.
— Davina, espera, não vai.- Merda, como ela está linda e gostosa.
— O que foi?- Perguntei.
— Fica, temos tão pouco tempo assim.- Disse.
Suspirei.- Ok.
— Volta para cá.- Disse.
— Melhor não.- Disse.
Suspirei e sai da piscina.- Está linda nesse biquíni.
— Obrigada.- Disse.
Cheguei mais perto dela.- Na verdade é linda sempre.
O olhei. Ele é mesmo insistente, o que me deixava feliz porque eu gosto dele, mas ao mesmo tempo nervosa por ele não respeitar o que quero.- O que você vê em mim? Porque tem que ter alguma coisa. Eu vou fazer 15 anos daqui um mês e você tem, sei lá, vinte e poucos anos.
— Eu? Você é linda, gostosa e adoro a sua companhia, me faz esquecer meus próprios problemas.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Ou estava achando que só quero te levar para cama?- Perguntei.
— Eu nem sabia que você queria me levar para a cama.- Disse.
— Bem, faz parte do que eu quero com você. Afinal, você é muito gostosa e é difícil se segurar.- Disse.
Me senti corar.- Obrigada, eu acho.
— Acha?- Perguntei.
— Bem, é que não penso em sexo ainda. Na verdade é bem estranho falar essa palavra. Beijo já é muito intimo. Meu primeiro foi esses dias com Klaus.- Disse.
— Ah, não me diz isso.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Beijou?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Não sabia disso.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Explica muita coisa.- Disse.
— Como assim?- Perguntei.
— A posse dele.- Disse.
— Bem, foi só um beijo. Mas Klaus é assim mesmo e fica fofo assim. Assim como você.- Disse.
— Fofo?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Eu sou fofo?- Questionei.
— Sim.- Respondi.
Peguei ela pela cintura.- Então deixa eu te beijar.
Sorri.- Ok.
Sorri e a beijei.
Retribui o beijo.
Deslizei a mão pela suas costas e deixei o beijo mais intenso.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava sua nuca.
Não queria avançar muito depois do que ela disse, mas cada vez que estava com ela o desejo por ela ficava maior.
Parei o beijo e sorri suavemente. Não me arrependia pelo beijo, mas assim estou magoando ele e Klaus, e odeio isso. Porque nenhum dos dois me ouve e me deixam em paz? Eu não quero magoa-los e eles insistem.- Eu vou ir comer alguma coisa.
— Boa pedida. Se pudesse sair te levava para lanchar.- Disse.
— Não precisa, tem comida aqui.- Disse.
— Mas não é o mesmo que sair.- Disse.
— Prefiro comer em casa.- Disse.
— Mesmo?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Então vamos comer.- Disse.
— Ok.- Disse.
Entramos e íamos para a cozinha quando Klaus apareceu.
— Davina, você está bem?- Ele perguntou indo para ela.
— Sim e você?- Perguntei.
— Ainda bem.- Ele passou os braços ao redor dela.
— Estávamos indo comer, quer também?- Perguntei.
— Não. Temos que conversar.- Ele disse.
— O que foi?- Perguntei.
— As bruxas do seu clã estão atrás de você.- Ele disse.
— Não estão todas mortas?- Questionei.
— Não.- Ele disse.
— Bem, que venham então. Não posso impedi-las.- Disse.
POV Misto. (Klaus e Davina.)
Sorri e beijei os cabelos dela.- Não vão chegar perto de você.
— Eu sei.- Disse.
— Mesmo assim, será que consegue fazer um feitiço de proteção na casa?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
— Então o faça. Eu vou providenciar o resto.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Olhei para Derek.- E um de nós sempre dormirá com ela.
— Não tem problema com isso.- Derek disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Agora mudando de assunto; está linda nesse biquíni.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
— Minha pequena.- A abracei. Sei que nem eu entendo essa sensação de proteção, mas não ia deixar nada acontecer a ela. Depois daquela tarde Derek e eu demos um tempo nas brigas, Rebekah decidiu sair da cidade para viajar com Kol e o unico que restou era Elijah. Davina as vezes dava sinais de poder mais intenso, mas isso era preocupante já que ela não tinha controle. Eu temia pelo seu bem estar e fui tentar encontrar alguma saída quando uma bruxa que se dizia querer ajudar me disse algo que me angustiou. Voltei para casa e entrei no quarto dela, não queria aceitar aquela ideia.
— Hey.- Disse.
— Hey, my love.- Fui até ela.
— Tudo bem?- Perguntei.
— Como você está indo?- Questionei.
— Ótima.- Disse.
— Isso que importa. Derek não devia estar com você?- Perguntei.
— Bem, ele é humano e tem necessidades humanas. Ele está no banheiro.- Disse.
— Ah sim.- Me sentei na cama com ela no meu colo.
O olhei.- O que foi? Está estranho.
— O quão confiável Sophie Deveraux é?- Questionei.
— Zero.- Disse.
— E no que ela sabe?- Questionei.
— Não sei.- Disse.
— Tudo bem, vou procurar outras fontes.- Disse.
— Hã... Ok.- Disse.
— Mesmo assim você tem que saber uma coisa.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Boa noite Klaus.- Derek disse.
— Boa noite Derek, tudo bem por aqui?- Perguntei.
— Sim.- Ele disse.
— Pois é.- Disse.
— Seu aniversário está chegando.- Decidi mudar de assunto.
— Sim.- Disse.
— Vai querer fazer o que?- Perguntei.
— Nada.- Disse.
— Nada? Duvido.- Derek disse.
— Eu não quero nada.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque eu não tenho motivos para comemorar.- Disse.
— Está conosco.- Ele disse.
— Não estou no clima de festas, Derek.- Disse.
— Algo entre nós então?- Perguntei.
— Eu não quero nada. Só esquecer. É um dia normal.- Disse.
— Nem presente?- Perguntei.
— Nem presente.- Disse.
— Isso é uma pena.- Disse.
— Ué, se querem comemorar o aniversário de vocês, comemorem.- Disse.
— Tudo bem, entendemos.- Isso não ia rolar e também se ela estivesse viva até lá.
— Ok.- Disse.
— Por agora, vamos jantar?- Derek perguntou.
— Sim.- Disse.
— Você vai também?- Derek questionou.
— Não, estou sem fome.- Disse.
— Ok.- Me levantei do colo de Klaus e fui até minha comoda, pegando um pijama que é um short e blusa.- Vou no banheiro me trocar.- Entrei no banheiro.
Olhei para Derek.- Precisamos conversar.
— Diga.- Ele disse.
— Depois.- Disse
Me troquei e voltei ao quarto.
Olhei para ela.- Deus Davina, está cada dia mais gostosa.
Me senti corar.- Obrigada.
A trouxe mais perto.- E cada vez mais difícil resistir.
O olhei.- Bem, eu aprecio seu autocontrole. Tanto como homem quanto como vampiro.- Deus, porque eu tenho que gostar dos dois?
— Nem me fale em controle, esse está sendo muito mais que pensei.- Derek falou.
— Me desculpem então.- Disse.
— Não tem que desculpar.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Pelo contrário, nós que temos.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Por complicar para você.- Rocei o nariz no pescoço dela.
Me arrepiei.- Como assim?
Derek chegou mais perto.- Você precisa da gente sem brigas.
— Eu amo vocês de qualquer jeito.- Mordi meu lábio. Eu sou uma boca grande mesmo.
— Ama?- Questionei.
Suspirei.- Sim.
— Isso é novo.- Disse.
Não tinha sido como pensei, mas ok.- Pois é. Bem, é melhor comermos, não é? Podíamos ver um filme depois. Faz tempo que não vejo filmes.
— Depende.- Derek disse.
— Do que?- Perguntei.
— Do que vai deixar eu fazer.- Ele disse.
Ri.- Depois eu sou o chantagista.
— E o que você quer fazer?- Perguntei.
Ele chegou junto dela e afastou o cabelo.- Começando assim.- Beijou o pescoço.
Me arrepiei ao que ele fez.- Bem, então pode ficar a vontade.
— Ele pode? E eu?- Questionei.
Sorri.- E você também.
— Posso?- Subi a mão pela perna dela.
— Pode.- Disse.
— É a melhor coisa que ouvi hoje.- Falei junto a boca dela.
Sorri.- Que bom.
Beijei ela e podia estar louco e traindo meus próprios instintos, mas baixaria a guarda em relação a ela e Derek. Isso está a fazendo sofrer, é o que menos quero.
Retribui o beijo.
Sentir aquela boca me acalmava e me fazia sentir coisas que a séculos esse coração não sentia.
Parei o beijo e os olhei.- Vocês não acham isso estranho?
— Completamente.- Derek disse.
— Mas é a única solução que temos.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque a outra é brigar e não ter você.- Derek disse.
— Ok. Mas só para deixar uma coisa clara; nós não vamos transar hoje.- Disse.
— Não?- Derek perguntou.
— Não. Eu não estou pronta para isso. Sabe, meu corpo é "novo" ainda.- Disse.
— Claro, tudo bem e ao seu tempo.- Mesmo que esteja ficando complicado essa falta de sexo.
— Vocês não são obrigados a me esperar e nem a ficar comigo. Então, eu não vou complicar para vocês. Não preciso "estar juntos" agora. Podemos esperar. Vocês podem ficar com quem quiserem.- Me levantei da cama.
— Como assim?- Derek perguntou.
— Está mesmo falando para ficarmos com outras?- Questionei.
— Estou dizendo que se não quiserem me esperar por qualquer motivo, não precisamos assumir um relacionamento agora. Vocês dois são homens e eu sou uma garota ainda. Não sei quando irei poder oferecer o que vocês querem. Não sei se vai ser mês que vem ou daqui a três anos.- Disse.
Fui o primeiro a levantar.- Então é uma dispensa?
— Dispensa?- Questionei.
— Está dispensado o que temos até que esteja a vontade com tudo.- Disse.
Suspirei.- Por mim não. Eu ficaria com vocês e muito feliz só com beijos. Mas não quero que vocês fiquem sofrendo ai de abstinência.
— Klaus, para de pressionar ela.- Derek disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Tudo bem não, ele tem mania disso.- Disse.
Suspirei.- Não quero complicar.
— Não estou a pressionando.- Disse.
— Só me digam como querem.- Disse.
— Você que está mudando as coisas.- Disse.
— Só estou conversando.- Disse.
— Deus, o que tem de velho, tem de imaturo.- Ele se levantou e foi até ela.- Está tudo bem por mim querida.- Ele beijou a testa dela.
— Me desculpem por isso. Não queria ser assim. Vocês mereciam alguém melhor.- Disse.
— Você já é alguém melhor.- Ele a abraçou.
Suspirei.- Ok.
— Derek, me deixe conversar sozinho com ela.- Disse.
— Não.- Ele disse.
— Está tudo bem Derek.- Disse.
— Tem certeza?- Ele perguntou.
— Claro.- Disse.
— Tá.- Ele olhou para Klaus.- A magoe e te arrebento. Foda-se quem seja.- E saiu.
— O que quer?- Perguntei.
Cheguei junto dela.- Com tudo que venho demostrando e fazendo por você, como pode achar que iria me separar de você por causa de sexo?
— Hã... eu nunca falei isso.- Disse.
— Não? E o que foi que acabou de dizer?- Questionei.
Suspirei. Quantas vezes terei que explicar?- Nós não temos nada assumido, Klaus, então eu disse que se vocês dois não quiserem firmar um compromisso, podemos esperar.
— Davina, acha que se não quisesse nada com você passaria no seu quarto todas as noites? E passaria horas conversando e falando sobre todo tipo de coisa? Que faria só para a ter na minha cama? Sim, porque é isso que sua proposta diz. Já que não vamos transar, podemos ir ficar com outras.- Disse.
— Ok, pense o que quiser então.- Disse.
— Não, não penso como quiser Davina! Você pode morrer qualquer dia e acha que quero estar com outras?- Questionei.
Suspirei.- Melhor nós conversarmos amanha.
— Não vamos conversar amanhã coisa nenhuma.- A segurei.- Você vai tirar essas merdas da cabeça e nunca mais vai me mandar ir procurar mulher na rua!
Já estava ficando assustada com ele.- Me solta Klaus.
— Não Davina, você não entende.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— A idéia de perder você é enlouquecedora.- Disse.
— Então se controle.- Disse.
— Como? Se o que eu sei for verdade...- Me afastei dela, andando pelo quarto.
— Porque você fica falando em códigos?- Perguntei.
— Se o que Sophie diz for verdade, você absorveu poder demais e logo ele vai exigir muito de você. Chegando a data limite do ritual eles vão sair do controle e você não tem como aguentar.- Disse.
— Bem, não posso fazer nada então.- Disse.
Me virei para ela.- Eu não posso perder você, não agora que você me fez lembrar como é me sentir assim?
— Klaus, não tem o que ser feito.- Disse.
— Não. Você não vai morrer e nem vou arriscar o fazer e você não voltar.- Disse.
— Klaus.- Fui até ele.- Eu estou bem. Vamos pensar no agora.
— Agora? Onde você está me mandando procurar outra?- Questionei.
Suspirei e me sentei na cama.- Esquece.
Fui junto a ela, me abaixando na sua frente, pegando sua mão.- Quando digo que você me faz sentir, é verdade meu anjo.
— Não estou dizendo ao contrário.- Disse.
— Como acha que é ouvir o que você disse? Como se não soubesse de nada o que sinto.- Disse.
— Ok Klaus, chega. Eu não sou adulta e não sei do que está falando. Se você não tem paciência com adolescentes, então saia daqui. Já estou cansada dessa conversa.- Disse.
— Hoje é meu dia de ficar com você.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Ou não posso?- Perguntei.
— Pode.- Disse.
— Eu vou tomar banho e daqui a pouco volto.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Até já.- Dei um beijo nos cabelos dela e sai.
POV Misto. (Derek e Davina.)
Vi Klaus sair e pensei em como voltar, tinha ouvido tudo que ele disse. Eu não queria perder Davina também. Bati na porta.
— Entra.- Disse.
— Voltei.- Disse.
— Hey.- Disse.
Entrei e peguei a mão dela.- Ouvi o que Klaus disse.
— Ah sim.- Disse.
— Não vou ser dramático como ele, não tneho esse talento.- Sorri.- Mas me preocupa.
— Não quero falar disso.- Disse.
Suspirei.- Dav, eu não sou de falar muito, mas você sabe o que sinto por você, não é?
— Sei.- Disse.
— E que vou fazer qualquer coisa por você, não importa o que seja.- Disse.
Suspirei. Porque eles só ficam falando dessas coisas? Já estou cansada de ficar falando só de coisas sérias. Será que eles não veem que minha vida é chata o suficiente?— Eu sei.
Beijei os cabelos dela.- Minha princesa.
— Sim?- Questionei.
— Que tal mudarmos essa rotina?- Perguntei.
— Que rotina?- Questionei.
— De ficar trancada.- Disse.
— Eu só posso ficar trancada.- Disse.
— Não mesmo, vou te levar.- Disse.
— Já disse que não posso.- Disse.
— Tudo bem então.- Disse.
Suspirei.- Eu preciso dormir. Estou cansada.
— Tudo bem meu amor.- Disse.
— Ok.- Disse.
Estava do lado dela e a beijei.
— Não retribui e o afastei delicadamente.- Não estou no clima para isso Derek, só quero ficar sozinha e dormir. Diga para Klaus que ele não precisa vir para cá.- Disse.
— Tudo bem. Qualquer coisa durante a noite é só chamar.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Boa noite querida, descanse bem.- Beijei os cabelos dela e sai.
Suspirei. Parecia que eles não entediam que eu não tenho a idade deles que eu não penso como as garotas mais velha. Poxa, quando eu ia pensar que dois homens iam gostar de mim? Eu sei que é normal eu já começar a gostar de garotos, mas eu nem penso em sexo ainda e na verdade tenho até nojo de um dia pensar. Eles querem o que? Que me comporte como? E ai eu dou uma solução e ficam irritadinhos? Ah, vão tomar banho também. E o pior; só querem falar de coisa séria e fazer coisas de adultos. E acham que sou como toda garota; gosta de festas e de sair. Pois eu não sou. Eles nem se dão ao luxo de me conhecer e ai quando me convidam para algo e eu recuso porque não gosto, ficam magoados. Suspirei pesadamente. Eu realmente os amo, mas isso me estressa e eu nem devia me estressar tanto. Eu só quero viver cada época da minha vida como tem que ser. Não quero pular etapas, mas pelo jeito terei que pular. Porque por mais que eu não queira e fique irritada com isso, nunca conseguirei faze-los sofrer esperando por mim por três anos ou mais. Era melhor não pensar nisso hoje. Fechei meus olhos e tentei dormir.
Passei no quarto do Klaus, o avisando e ele não gostou, mas deixei claro para ele dar tempo a ela e depois eu fui para meu quarto. Acho que aquela noite todos precisávamos de um tempo. Estava preocupado com o que podia acontecer com ela, então eu mesmo pesquisei, mas não descobri nada. Na semana que passou ficamos mais afastados, por mais que me doesse não estar com ela. Nem sei como isso aconteceu, eu não era de me apegar. Depois de tudo que passei queria distância de todos, mas ela conseguiu passar por isso e estava enraizada em mim. Mas acho que ela ainda não tem noção de como o que sinto por ela é profundo ou as mudanças que fez em mim, e não posso exigir muito. Não que eu gostasse de dividir ela com Klaus, mas sabia que ela o amava também e se não aceitasse assim, ela se machucaria e eu teria que me afastar, e isso seria ruim. Suspirei. É, isso se tornou complicado demais. Mesmo sem ela querer, venho a olhar durante a noite, ter certeza que estava bem. Beijei a testa dela de leve. Como sentia falta de a beijar... Quando abri os olhos, ela me olhava.
— O que foi?- Perguntei.
— Desculpa, te acordei.- Me afastei.
— Tudo bem.- Disse.
— Pode voltar a dormir, só vim ver se estava bem.- Mesmo estando escuro, podia ver sua expressão e de reflexo, toquei seu rosto.
— Eu estou.- Disse.
Uma rajada de vento bateu a janela do quarto.- Acho que vai chover.- Levantei indo fechar, mas não antes de dar uma olhada boa lá fora.
— Ia ser bom. Está precisando.- Disse.
— Gosta de chuva?- Perguntei.
— Gosto da natureza viva.- Disse.
— Imagino.- Tranquei a janela e conferi se as outras que tinha ali estavam fechadas.
— Não seja paranoico Der.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Você verificando tudo.- Disse.
— Você não quer um quarto imundado.- Disfarcei.
— Não é isso e você sabe.- Disse.
— Tudo bem, mas segurança não é paranoia. Ainda mais sendo a sua.- Disse.
Ri.- Tudo bem.
— Senti falta disso.- Disse.
— Do que?- Perguntei.
— Sua risada.- Disse.
Sorri.- Der, eu só precisava de uma noite sozinha. Não pedi para se afastarem de mim todo esse tempo. Vocês fizeram porque quiseram.
— Você disse que precisava de tempo.- Disse.
— Hã... não lembro disso. Quando?- Perguntei.
— Naquela noite, mas deixa. Devo ter entendido errado.- Disse.
— E entendeu.- Disse.
— Mas acho que no fundo, todos precisávamos de um tempo.- Disse.
— Pode ser.- Disse.
Voltei a cama, me sentando junto dela.- Mas mesmo assim, minha resposta é a mesma para tudo.
— Como assim?- Perguntei.
— Nada mudou no que eu disse. Sobre esperar, sobre Klaus e sobre proteger você.- Disse.
Sorri.- Fico feliz.
Toquei o rosto dela.- Você está mais enraizada em mim do que consegue imaginar.
Lhe dei um selinho.- Eu amo você e amo Klaus. Se Klaus não fosse tão orgulhoso, ele podia estar aqui com nós e eu serei feliz por apenas dormir nos braços de vocês dois. A não ser que fosse muito estranho para vocês.
— Talvez precisasse de um pouco de costume.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Me ajeitei na cama e ela se aninhou em mim.- Estava querendo era isso, né?
— O que?- Perguntei.
— Meu colo.- Disse.
Sorri.- É confortável.
— Imagino.- Disse.
Sorri e apenas fiquei ali, acariciando o peito dele.
Como senti, a chuva começou e forte. Fui despertado do barulho dela com um na porta. Tiveram passos lentos e depois Klaus apareceu.
— Ah, você está aqui.- Ele disse.
— Tudo bem?- Perguntei.
— Só passei para ver se estava tudo bem. Boa noite.- Disse.
— Se quiser, pode ficar.- Disse.
— Já está acompanhada e claramente não é uma garota que tem medo de tempestades, logo sou desnecessário.- Ele disse.
— Para de ser irritante fingindo que não se importa. Você vem aqui toda noite, assim como eu.- Disse.
— Nossa, você é teimoso amor.- Sorri.
— Pare de achar que me conhece Derek.- Ele disse.
— Pelo menos não sou cabeça dura. E eu estou aqui, no bem bom com a minha princesa. Diferente de você, isolado, fazendo sei lá o que.- Disse.
Estiquei minha mão para ele.- Vem, por favor.
Mesmo contrariado, ele deu a mão a ela.- O que foi?
— Se deite aqui com nós.- Disse.
— Não posso demorar, estou ocupado.- Ele disse.
— Com o que?- Perguntei.
— Ah sim, não queria atrapalhar.- Disse.
— Você não atrapalha. Talvez precise de um descanso.- Ele sentou na cama.
— Tudo bem.- Disse.
— E o que tanto está fazendo?- Perguntei.
— Fora daqui a cidade está quase em guerra.- Ele disse.
— Porque?- Perguntei.
— Marcel está perdendo o controle sobre as bruxas e meus híbridos estão tomando o lado dos lobos e ambos contra ele. E ainda buscando com todas as bruxas uma maneira de deixar você a salvo.- Ele disse.
— Porque tenho a impressão que você não "pede"?- Questionei.
— Amor, você não pode ameaçar. Assim ninguém vai cooperar.- Disse.
— Estou tendo bastante cooperação.- Ele disse.
— Está?- Perguntei.
— Algumas.- Ele disse.
— Que bom.- Disse.
— Sob que ameaça?- Questionei.
— Que ameaça? Derek, quando tiver experiência em guerras conversamos.- Ele disse.
— Bem, eu quero dormir. Estou com preguiça.- Disse.
— Verdade, te acordei.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Então durma meu anjo.- Ele beijou a mão dela.
— Boa noite.- Disse.
— Boa noite.- Disse.
Me ajeitei na cama e logo adormeci.
POV Misto. (Klaus e Davina.)
Depois que ela dormiu fiquei por ali, mas sentia que as coisas voltavam ao normal. Os meses começaram a se passar e os poderes dela cada vez se manifestavam mais. As bruxas me pressionavam, mas não cedia em relação a "concluir" o ritual. Com Marcel, depois de uma emboscada finalmente se rendeu e agora moramos no Quarter. Com o contato com as bruxas, desfiz o feitiço nos lobos e por incrível que pareça estava instalando a paz na minha cidade. Só que as coisas com Davina começaram a piorar. Quando tinha um pesadelo ela tremia o quarto, logo depois até a casa. Ela foi piorando e não conseguia se controlar, e eu estava angustiado em a ver assim, todos os elementos da natureza destruindo ela. Derek também estava mal a vendo assim e quando tudo atingiu um ápice de ela colocar quase um furacão na cidade e desmaiar depois, decidi o que fazer. Era uma das piores coisas que já teria feito. Eu ainda não tinha dito isso para ela, mas a amava. Amava aquela pequena e a forma como ela me amava. Disse isso a ela, Derek se despediu e ambos a levamos ao local do sacrifício. Eu queria morder ela, mas não deixaram, tinha que ser tudo como no ritual. Foi doloroso de uma forma que não sei explicar quando o fizeram, mas não a deixei perceber e a ultima coisa que ela viu, foi nós dois. A levamos para casa e troquei sua roupa, a colocando na cama. Fiquei ao seu lado e Derek do outro. A angustia sobre nós... Se ela não acordasse nada ia me fazer superar a dor que sentiria, por agora resta esperar e torcer. Estava distraído olhando pela janela, quando ouvi um suspiro atrás de mim.
— Davina!- Derek exclamou.
— Hey.- Disse.
— Ah meu Deus, você voltou.- Ele pulou na cama, a abraçando.
Sorri.- Ok, calma amor.
— Você está bem? Está normal?- Ele perguntou.
— Estou.- Disse.
— Nossa.- Ele respirou fundo, mas não a soltou.
Sorri e acariciava os cabelos dele.
— Nunca mais vai acontecer algo com você.- Ele disse.
— Espero.- Disse.
— É horrivel ficar sem você.- Ele falou.
— Não vai mais.- Disse.
— Acho bom mocinha.- Ele a beijou rápido.
Esperei Derek desgrudar dela para chegar junto.
— E você amor? Como está?- Perguntei.
A puxei para mim e a mantive nos meus braços, me assegurando que ela estava bem.
Acariciei os cabelos e depositei um beijo suave na bochecha dele.- Eu estou bem. Não se preocupe.
— Não vou deixar você morrer novamente, nunca.- Disse.
— Eu sei que não.- Disse.
— Não sente mais nada?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Está bem mesmo?- Me afastei para olha-la.
— Estou ótima.- Disse.
Suspirei.- Bem, então podemos tomar uma vida normal agora.
— Sim, podemos.- Disse.
— Só não vai fazer nada que envolva riscos.- Derek disse.
— Como assim?- Perguntei.
— Qualquer coisa que possa te arriscar.- Ele disse.
— Derek, ela vive numa casa com vampiros, lobos e híbridos. Isso por si já é arriscado.- Disse.
— Verdade.- Disse.
— Bem, eu poderia mudar isso. Agora não tem mais riscos, você não precisa ficar aqui.- Ele disse.
— Eu quero ficar aqui.- Disse.
— Exatamente e você não ia leva-la.- Disse.
— Vamos ser realistas; estar ao seu lado faz dela um alvo Klaus.- Ele disse.
— Não me importo.- Disse.
— Derek, o que está querendo?- Questionei.
— Proteger a mulher que eu amo.- Ele disse.
— Eu estou protegida aqui.- Disse.
— Exatamente.- Disse.
— É o que quer? Posso te dar uma vida muito mais tranquila sem ser um alvo para atingir Klaus.- Ele disse.
— Der, eu nunca vou deixar o Klaus, assim como nunca te deixarei. A não ser que não me queiram mais.- Disse.
— Não estou falando para deixar.- Ele disse.
— Derek se quiser continuar inteiro, melhor ir parando.- Disse.
— Ok, parem.- Disse.
— Eu só quero o melhor para você.- Ele chegou junto dela.
— Eu sei.- Disse.
— Mantém sua decisão?- Ele perguntou.
— Sim.- Disse.
— Tudo bem.- Ele disse.
— Se está tão incomodado, pode ir.- Disse.
Suspirei.- Parem com isso.
— O que? Ele propõe te levar embora e não posso revidar?- Questionei.
— Vocês já parecem casados.- Me levantei.- Vou ir tomar banho e já volto.
— Eu vou dar uma olhada se está tudo bem por ai, volto logo.- Beijei ela.
— Ok.- Disse.
— Até já.- Sorri para ela e sai mais aliviado que nunca.
****
POV Misto. (Derek e Davina.)
Eu já estava com 16 anos a um mês e até agora eu não transei nem com Klaus, nem com Derek. Eu os amo mais que tudo, já os amava, mas parece que a cada dia fica maior. Eu não sei se já me sentia pronta para dar esse passo com eles, porque ainda não "testei". Eu tenho medo de deixar eles avançarem e não conseguir. Suspirei. Bem, hoje é o Mardi Gras aqui em New Orleans e a cidade está mais do que animada. Estou no quarto me arrumando para descer. Coloquei essa roupa: http://www.polyvore.com/look/set?id=163932075 , fiz uma maquiagem leve, arrumei meu cabelo e desci.
— Nossa, como está linda.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
— Dá até vontade de morder.- Ri, a girando.
— Morder?- Perguntei.
— Sim, todinha.- Fingi a morder.- Não vai se cansar com o salto?
— Não sei.- Disse.
— Tudo bem. Vamos?- Perguntei.
— Vamos.- Disse.
A peguei e saímos de casa. Se me perguntasse a quase dois anos se seria feliz dividindo a minha mulher e ainda mais sem transar, eu diria que não. Mas hoje só de estar com ela, já sou feliz.
— Parece bom aqui.- Disse.
— Sim e esse ano vamos nos divertir.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Vou ter que ficar muito atento em você.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Linda e gostosa desse jeito que está.- Disse.
Sorri.- Não exagere.
— É verdade.- Disse.
— Ok.- Disse.
Estacionei logo.- É melhor irmos andando daqui.
— Tudo bem.- Disse.
Começamos a andar e logo entramos numa casa e subimos para uma sacada.
— Está bonito.- Disse.
— Demais.- Os carros passavam e peguei uns colcares que eram jogados e coloquei nela.
Sorri.- Obrigada.
— Ficou lindo.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
Fiquei atrás dela e ritmava junto com a musica.
— Onde Klaus está?- Perguntei.
— Ele disse que ia encontrar a gente aqui.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Já está sentindo falta?- Perguntei.
— Do que?- Questionei.
— Klaus.- Disse.
— Estou. Sinto falta de vocês dois sempre.- Disse.
— Mas eu tô aqui.- Abracei ela pela cintura.
Sorri.- Eu sei.
— Então aproveita.- Beijei o pescoço dela.
— Eu estou.- Disse.
— Então dança comigo.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Continuei com ela no ritmo que estava. Só de começar a dançar assim, já despertava o tesão em mim, só que tinha que me controlar.
— Tudo bem?- Perguntei.
— Porque?- Perguntei.
— Nada.- Disse.
— Você está muito linda.- Beijei pescoço dela.
— Obrigada.- Disse.
Subi a mão pela perna dela.- Está mais gostosa.
Sorri e me arrepiei ao toque dele.- Obrigada novamente.
— Os exercícios estão fazendo bem.- Disse.
— Verdade.- Disse.
Mordi a orelha dela e continuei beijando o pescoço dela.
Me arrepiei ao que ele fez.
— Meu amor, você está ficando cada dia mais perfeita.- A segurei mais junto a mim.
— Se ficar me elogiando tanto, obrigada não será mais mais a mesma coisa.- Sorri.
A virei para mim.
— O que foi?- Perguntei.
Toquei o rosto dela e a beijei.
Retribui o beijo.
A encostei na parede. Não resistia muito a intensificar com ela.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava ali.
Minha mão enrolou no cabelo dela e a outra descia pela lateral do corpo dela.
Fui parando o beijo.- Estamos em publico amor.
— Ninguém está olhando.- Disse.
— Bem, quero saber porque não fui convidado para essa festa particular.- Klaus disse.
— Estamos em uma varanda, então acho que de particular não tem nada.- Disse.
— Só se estivéssemos em um quarto.- Disse.
— Sim.- Disse.
— O que não é má ideia.- Klaus sorriu.
— Isso só mais tarde. Agora estamos em uma festa.- Disse.
— Mais tarde?- Os dois perguntaram.
— Sim.- Respondi.
— Isso me parece promissor.- Ele disse.
Sorri.- Que bom.
— Agora, cadê meu beijo?- Ele questionou.
Sorri e fui até ele, o beijando.
Ele retribuiu o beijo.
Voltei a atenção para festa. Eu aceitava ela com ele, mas ficar olhando não era confortável.
Acariciava a nuca dele e fui parando o beijo.- Vocês dois estão tão lindos hoje.
— Acha?- Ele questionou.
— Demais.- Disse.
— É para você.- Ele disse.
Ri.- Então estão ótimos.
— Vem para cá.- Disse.
Fomos até Derek.
Passei o braço pela cintura dela.- Quer descer?
— Tanto faz.- Disse.
— Você vai dançar?- Ele perguntou.
— Sim, porque?- Questionei.
— Dançar?- Perguntei.
— Era o que estávamos fazendo.- Disse.
— Ah sim, tudo bem.- Disse.
— Ou prefere ficar aqui?- Questionei.
— Não sei.- Disse.
— Eu já sei o que fazer, venham.- Ele disse.
Seguimos ele.
Ele nos levou pelo meio da multidão e seguimos por uma rua lateral, logo saindo onde dava para ver o desfile, porém sem tanto tumulto. Aproveitamos aquele lugar e Davina até convenceu Klaus de dar alguns passos. Foi uma noite divertida, como as de carnaval, pelo que aprendi devem ser. Subimos e era difícil se manter longe dela. Eu a beijava e quando parava para tomar fôlego, Klaus a beijava.
— Ok, esperem. Não somos fantasmas, então não atravessamos portas ainda.- Parei o beijo e abri a porta.
— Ia derruba-la na verdade.- Klaus disse.
— Klaus!- Ri e entramos no quarto.
— Eu colocava uma nova depois.- Ele disse.
— Melhor prevenir.- Disse.
— Se você acha.- Ele a puxou para si.- Está uma noite quente.
— Você bem que podia fazer um agrado.- Disse.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Sorri.- E que tipo de agrado?
— A medida do possível, um daqueles seus pijamas.- Disse.
— Bem, vocês estão poucos gananciosos hoje.- Disse.
— Se quiser podemos pedir mais, ideia é o que não falta.- Ele disse.
— Digam então.- Disse.
— Pequena, sabe onde esses pedidos vão levar.- Disse.
— E posso dizer pelos dois que nada satisfaria mais que isso.- Ele disse.
— Podem pedir.- Disse.
— Ok, stripper.- Ele disse.
— Aceito.- Disse.
— Sério?- Ele perguntou.
— Sim.- Disse.
— Não só um stripper, mas com dança e lingerie sexy.- Disse.
— Lingerie já está garantido, agora a dança eu não sei se vai ser sexy, porque eu não sei se eu sei ser sexy.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Ok.- Tirei o sapato e comecei a tirar os acessórios.
Ambos nos sentamos na beira da cama, a observando.
Tirei tudo que atrapalharia, ficando só com a roupa mesmo. Liguei o som e comecei a dançar.
— Você sabe dançar sim.- Klaus disse.
POV Misto. (Klaus e Derek.)
Ela sorriu.- Obrigada.
— De nada amor, agora tira alguma coisa vai.- Disse.
Ela continuou dançando e tirou a blusa que usava.
— Nossa sutiã lindo, peitos também.- Disse.
Ela riu.- Elogio estranho, mas obrigada.
— Todos para você linda.- Disse.
Ela se virou de costas para eles, continuando a dançar e subindo vagarosamente a saia com a mão.
— Ah Davina... É maldade.- Ela estava maravilhosa e o meu desejo por ela, mais evidente.
Ela sorriu e continuou o que fazia, tirando lentamente a calcinha, mas sem tirar a saia.
— Oh garota, joga para mim.- Disse.
— Que nada, é minha.- Disse.
Ela tirou e jogou ainda de costas para um deles pegar.
Eu fui mais rápido e peguei, logo cheirando.- Tentadora.
Ela se virou para eles, agora só vestindo a saia e o sutiã, voltando a dançar.
— Dav, você está maravilhosa, mas vem mais para cá.- Disse.
Ela se aproximou dos dois.
Toquei a perna dela.- Como está ousada.
— Vocês dois merecem por terem sido tão pacientes comigo.- Ela tocou os lábios dos dois.
— Sempre o que você precisar.- Disse.
Ela sorriu.- Eu sei e eu amo vocês por isso.- Ela ainda mexia o quadril lentamente no ritmo da música e abriu o sutiã, deixando-o cair.
Era impossivel resistir e não pegar neles, e o fiz. Minha ereção apertava na minha cueca, mas só queria aproveitar o que tinha.
Ela suspirou ao toque dele e começou a tirar a saia, também a deixando cair.
Suspirei e a visão dela completamente nua era muito além de excitante. Abri minha calça para melhorar minha situação.
Ela sorriu, beijando suavemente cada um dos dois.
— Dav, vou te jogar na cama agora mesmo.- Disse.
— E pode jogar.- Ela disse.
A peguei, jogando na cama.
— Que visão.- Disse.
— Gosta?- Ela perguntou.
— Demais.- Disse passando a mão por ela.
— Que bom.- Ela disse.
— Você me deixou tão excitado que está difícil conter aqui.- Disse.
— Bem, teremos que decidir de modo justo quem será o primeiro.- Ela disse.
— Eu, claro.- Disse.
— Até parece.- Disse.
— Bem, por mais que isso seja estranho, tirem no par ou impar.- Ela falou.
— Sério?- Questionei.
— Sim.- Ela disse.
— Vamos logo Klaus.- Jogamos e dei uma risada com o resultado.- Sente e espere, porque a mulher é minha.
POV Misto. (Derek e Davina.)
— Amor, terá que esperar um pouquinho.- Disse.
— Tem outras primeiras para mim.- Ele disse.
— Nem pensar.- Disse.
Sorri.- Com certeza tem. Cada um de vocês terá duas.
— Você não quer... Dav, esse é muito puxado para você fazer.- Disse.
— Deixa ela decidir Derek.- Ele disse.
— Eu tive dois anos para pensar e sim, eu quero.- Disse.
— Klaus, você não está pensando em fazer agora.- Disse.
— Quando chegar a minha vez, saberá.- Ele disse.
— Eu não sei como concordo com isso.- Disse.
— Derek, ela quer e não venha com isso, se não quiser não faça. Eu quero, ela quer e eu gosto. Acha que sou maluco de a machucar?- Ele questionou.
Suspirei.- Meu Deus, parem vocês dois.
Suspirei e me concentrei nela. Não que eu não gostasse do modo que ela propos, só que acho que ela deveria estar mais acostumada antes de fazer. Chega, não vou deixar isso me atrapalhar. Tirei minha camisa e a beijei.
Retribui o beijo.
Percebi Klaus sair da cama e me coloquei melhor com ela, tocando agora seu corpo nu. Ela é perfeita.
Me arrepiei ao toque dele e acariciava seus cabelos.
— Você assim é mais linda ainda.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
— Não tem que agradecer.- Eu teria que ir com calma, apesar da necessidade que estava.
— Vocês lobos são tão sensíveis que eu me pergunto quando que não estão excitados.- Ri e comecei a tirar a calça dele.
— Difícil com uma gostosa assim.- Disse.
Sorri.- E você Klaus, como é sendo híbrido?
— Tudo dobrado.- Ele disse.
— Não seria triplicado? Porque antes de ser vampiro e lobo, você é homem.- Disse.
Ele sorriu.- Sim, está certa.
— Deve ser difícil e desconfortável.- Disse.
— Estou acostumado.- Ele disse.
Beijava o pescoço dela, chegando ao seio. Ela não precisava ficar conversando com ele, não agora.
Me arrepiei ao que Derek fazia e acariciava os cabelos dele.
A beijei. Agora queria ela toda minha, era um momento nosso.
Retribui o beijo.
Repeti os toques no corpo dela, acho que queria memorizar cada pedaço dela assim.
Envolvi minha perna na cintura dele e terminei de tirar a calça dele.
Me afastei para tirar a calça e a cueca. A olhar nua e a minha espera, me deixava mais excitado ainda.
Sorri.- Você me olhando assim me deixa corada.
— Só vai me deixar mais excitado.- Disse.
Sorri.- Homens são tão fáceis de agradar que chega a ser fofo.
— Sendo você é mais fácil ainda.- Me deitei sobre ela, ficando entre as suas pernas.
Sorri e o beijei.
Puxei ela pela perna para ficar mais próxima e me coloquei na entrada dela.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava a nuca dele.
Comecei a me colocar dentro dela e uma onda prazerosa me atingiu, tanto pelo tempo sem, tanto por ser com ela.
No começo doeu, mas começava a me acostumar.
— Tudo bem?- Perguntei no ouvido dela.
— Sim.- Disse.
Sorri e comecei a me movimentar.
Descia minhas mãos pelas costas dele e voltei a beija-lo.
Passei a confirmar que Davina seria tudo para mim. Porque agora além de minha garota, era minha mulher e minha amante.
Suspirei pesadamente, mas sem deixar de beija-lo.
Passei a ir mais rápido e sentia o prazer tomando conta de mim, como se fosse sempre aquilo que eu precisasse.
Entrelacei meus dedos no cabelo dele e acariciava ali.
— Eu amo você.- Disse.
Sorri.- Eu também te amo.
Sorri, a tocando por inteiro e nos girei pela cama. Davina estava sendo maravilhosa nisso.
Senti-lo dentro de mim, era perfeito. Acho que eu estava mais apaixonada do que um gato com um novelo de lã. No meu caso, dois novelos de lã.
Os toques dela me incentivavam a ir mais intenso e os gemidos respondiam que ela estava aproveitando como eu.- Você é uma delícia.
Mordi meu lábio.- Obrigada.
Sentia que o orgasmo estava chegando e acelerei junto com ela, até gozar.
Beijei-o delicadamente.
— Você é perfeita.- Disse.
Sorri.- Obrigada novamente.
— De nada amor.- Deitei ao lado dela.
— Você está bem?- Klaus perguntou.
— Sim.- Disse.
POV Misto. (Klaus e Davina.)
Se antes eu achava ruim a ver beijar ele, ela sendo dele era incomodo. Fui até ela e beijei seus cabelos.- Tem certeza?
— Tenho.- Disse.
Ele voltava do banheiro.- Sou bom no que faço companheiro.- Ele disse sorrindo.
Sorri.- Convencido.
— O que posso fazer linda? E ainda tendo uma parceira assim.- Ele a beijou.- É perfeito.
O filha da puta queria me provocar?
— Obrigada.- Disse.
Deixa para lá. Acho que ele tem esperaça de eu desistir dela. Nunca. A virei para mim.- Está bem para continuar?- Beijei seu pescoço.
— Sim amor.- Sorri e beijei o rosto dele.- Não precisa se preocupar.
— Com você sempre.- Disse.
Sorri. Eles pareciam dois lobinhos manhosos e carinhosos, o que é fofo.- Tudo bem.
A beijei, parando para tirar minha camisa e acabei a derrubando na cama de volta.
Retribui o beijo e envolvi meus braços em torno do pescoço dele.
Ele se aproximou, beijando o ombro dela.
Parei.- Hey, fora. Temos um acordo, eu cumpri.
— Acordo?- Perguntei.
— Sim. Na primeira vez, um não vai se meter na vez do outro. Ou acha que queria ficar longe de você?- Questionei.
— Não sei. Só não achei que vocês faziam acordos.- Disse.
— Acontece e tudo bem.- Ele saiu da cama.
— Ok.- Disse.
— Já imaginando com nós dois, é?- Ri.
— Tecnicamente está sendo com os dois.- Disse.
— Deixa, não entendeu.- Sorri e a beijei de volta.
Retribui o beijo.
Toquei ela.- Você foi maravilhosa dançando.
— Obrigada.- Disse.
— Seu corpo é incrível.- Disse.
Sorri.- Vocês me elogiam tanto que eu fico sem jeito.
— É um prazer fazer isso.- Disse.
Sorri.- E eu também amo elogiar vocês. Mas acho que eu pareceria mais uma mãe babona do que uma mulher. Ai ficaria estranho.
— Duvido.- A beijei. A excitação que tinha diminuído ao vê-la com ele, voltava.
Retribui o beijo e comecei a abrir a calça dele.
Peguei os seios dela, mesmo ainda nova, eles eram perfeitos de pegar.
Suspirei pesadamente, mas sem deixar de beija-lo. Terminei de abrir a calça dele.
Tirei a calça e a cueca, abocanhando um dos seios dela e roçando as presas no mamilo.
Suspirei pesadamente e minha mão descia pelas costas dele.
Fiz o mesmo no outro e desci pela barriga dela.
Me arrepiava ao que ele fazia. A barba dele roçava na minha pele e isso de me arrepiar sempre acontecia.
— Você se arrepia fácil.- Disse.
— Nem me fale.- Disse.
Toquei a perna dela, apertando as coxas e chegando a lhe tocar na intimidade.
Ok, eu perdi a virgindade a uns minutos, mas ser tocada diretamente assim nunca tinha sido. Era estranho porque parecia que estão violando alguma coisa. Assédio mesmo. Mas é claro que isso é só um sentimento, o que parece de primeira vez para quem não é acostumado. Afinal, não existe nada mais intimo em nosso corpo que isso.
Senti o corpo todo dela ficar tenso.- Dav, o que houve?
— Hã... nada.- Disse.
— O que foi?- Derek perguntou.
— Você está tensa.- Disse.
— Não estou.- Disse.
— Eu sinto você.- Toquei o rosto dela.
— Sentiu errado.- Disse.
— Tá.- A beijei, me posiciando e entrando nela.
Suspirei pesadamente e gemi. Retribui o beijo e entrelacei meus dedos no cabelo dele.
Estar dentro dela era perfeito, completava o que faltava entre nós. Amava Davina e nunca tinha tido uma relação como a nossa, que me fizesse feliz, sem problemas.
Desci meus lábios pelo pescoço dele e minha mão descia pelo seu abdômen.
Gemi pelo que ela fez.- Está me excitando mais assim.
Sorri.- Que bom.
— Acha?- Cheguei ao ouvido dela.- Será que aguenta?
— Com certeza.- Disse.
— Minha garota.- A beijei, aumentando o ritmo dos movimentos com ela.
Suspirei pesadamente e envolvi minha perna na cintura dele.
Apertei a coxa dela e mordi de leve seu pescoço.
Gemi ao que ele fez e beijava perto da orelha dele.
— Dav, posso provar de você?- Perguntei.
Sorri.- Fique a vontade.
Sorri e a mordi. Bebi dela e se já estava bom, o prazer agora disparou. Não bebi muito para não a deixar fraca e quando parei, me senti a beira do orgasmo.
Limpei o canto da boca dele e voltei a beija-lo.
Intensifiquei e não conseguia me segurar mais, logo gozando.
Parei o beijo delicadamente.- Eu te amo.
— Eu também te amo, meu anjo.- Disse.
****
Havia se passado dois meses e eu, Klaus e Derek estamos ótimos. Eles já se entendem melhor com relação a isso e até já ficaram bem mais amigos. Do tipo que "trabalham" juntos, tomam whisky e essas coisas de homens. O que me deixa feliz, é claro. Porque eu odiaria viver com os dois sempre se alfinetando. O mais estranho que nesses dois meses minha menstruação não desceu e eu estou preocupada. Ok, eu sei que pode ser que meus hormônios estejam descontrolados e irei passar por aquela época da menstruação atrasar e tudo mais, mas mesmo assim vim ao médico. Porém eu estava duvidando muito que fosse hormônios. Duas coisas bem estranhas aconteceram esses dias -motivo pela qual marquei o médico-; tirei uma foto e o flash estou nos meus olhos! E sim, isso é estranho porque isso acontece com os olhos do Derek. E a outra coisa estranha é que eu JURO que me machuquei com um alfinete e quando fui virar para pegar um curativo, tinha sumido. E não, eu não sou louca. E cura tão rápida assim, é com o Klaus ou qualquer outro vampiro. E eu, como uma boa mulher, peguei escondido um fio de cabelos de cada e já vou pedir para o médico fazer um exame de DNA, caso dê positivo o teste que fiz. O que realmente deu. Meu Deus, eu estou grávida. E bem provável que um de cada ou o bebê misturou? Não faço ideia. Fui para casa e entrei na biblioteca, onde os dois estavam sentados conversando com Elijah e Kol.
— Dav, o que foi? Está pálida.- Disse.
— Está passando mal de novo?- Derek perguntou.
Suspirei.- Não.
— Isso tá com cara de DR.- Kol disse.
— O que você tem?- Me levantei, indo até ela.
— Bem, isso é meio complicado. Porque você, principalmente você, não vai acreditar.- Disse.
— Eu? O que foi?- Questionei.
— Hey, do que está falando?- Derek foi até ela também.
Respirei fundo.- Eu estou grávida. E acho que estou grávida dos dois.
— O que?- Perguntei.
— Grávida?- Derek perguntou.
— Ih, agora deu.- Kol disse.
— Kol, cala boca. Não se mete.- Elijah disse.
— Bem, esses dias eu fui tirar uma foto e o flash estourou nos meus olhos e quando me machuquei no dedo, não deu o tempo de me virar e ele curou.- Disse.
— Isso é impossível. Eu não posso engravidar ninguém.- Disse.
— Ah meu... Davina.- Derek sorriu e a abraçou.
Sorri.- Sim, eu sei. É ótimo.
— Eu já disse que você é incrível?- Derek questionou.
— É, meu parabéns.- Elijah disse.
— Isso ai baixinha.- Kol disse.
— Obrigada.- Disse.
— Então, parabéns.- Sai dali. Claro que ela não tinha como esperar um filho meu. E agora ela teria algo com Derek, algo que eu não faria parte e que que a tiraria mais de mim.
POV Misto. (Derek e Davina.)
Suspirei.- É melhor ele ficar um tempo sozinho.
— Pois é, vamos subir?- Ok, porque eu não consigo parar de sorrir?
— Vamos.- Disse.
Peguei na mão dela e subimos. Quando entramos no quarto, a beijei.- Porque não me disse nada antes?
— Porque eu só tive certeza hoje.- Disse.
— Eu nunca pensei muito nisso, mas agora estou amando a ideia.- Disse.
Sorri.- Que bom.
— Ainda mais com você.- A beijei.- E como assim, você estava com meus olhos.
— Tirei uma foto e o flash estourou nos meus olhos.- Disse.
— Deve ter ficado linda.- Disse.
Ri.- Maravilhosa.
— E de quanto tempo você está?- Perguntei.
— Dois meses.- Disse.
— Nossa, de primeira?- Questionei.
— Pois é.- Disse.
— É, eu sou bom até nisso.- Disse.
Ri.- Metido.
— É verdade. Mas ele ou ela vai ser como eu ou como você?- Perguntei.
— Acho que os dois.- Disse.
— Nossa, lobo/bruxo... Vai ser poderoso.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Teremos que protege-lo Davina.- Disse.
— Eu sei.- Disse.
— Ainda mais aqui.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Não se preocupe, eu farei tudo que precisar.- A abracei.- Posso perguntar uma coisa?
— Pode.- Disse.
— Acha que Klaus pode ser um risco? Digo, foi visível que ele não aceitou bem. E não quero ele distratando você ou meu filho.- Disse.
Suspirei.- Eu acho que não. Porque eu tenho certeza que é filho dele também, mas ele não acredita e pelo jeito não quer, então eu não posso fazer nada.
— Você tem certeza?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Mas ele é um vampiro.- Disse.
— Também não sei como.- Disse.
— Deixa ele voltar e vocês conversam.- Disse.
— Ele não quer, mas tudo bem.- Disse.
— Não pense nisso agora.- Beijei a testa dela.
— Bem, eu vou dormir. Ando com muito sono ultimamente.- Disse.
— Tudo bem. Vou tomar banho e já venho.- Disse.
— Ok.- Disse.
Fui tomar banho e depois me deitei junto dela, mesmo ainda processando isso, não podia estar mais feliz.
POV Misto. (Klaus e Davina.)
Andei por muito tempo pela cidade, Elijah me encontrou e conversamos. Voltei para casa e ela dormia. Prestei atenção e não tinha três batimentos no quarto, e sim quatro. Será que tinha sido possível, mas como? Sentei na poltrona perto da cama e fiquei pensando. Derek levantou primeiro que ela e desceu, eu fiquei esperando ela acordar.
Senti-me acordar e vi Klaus.- Oi.
— Oi.- Disse.
Me levantei e fui até o banheiro lavar o rosto.
Ela voltou e a puxei para mim.- Sabia que são dois?
— Eu duvidei.- Disse.
— Duvidou?- Perguntei.
— Sim. Ou seria uma criança estranha que teria o traço de nós três, assim como ser duplamente lobo, vampiro e bruxo, ou seria dois.- Disse.
— E se tiver errada e não tiver nada meu?- Perguntei.
— Amor, por favor, se quer tirar a duvida, vá no banheiro e se masturbe. Ai você terá certeza.- Disse.
— Bem, mas certo será quando eles nascerem.- Disse.
— Tudo bem. E você não precisa se preocupar se não quiser se comprometer, eu cuido bem deles.- Fui até a comoda e escolhia uma roupa.
— Não Dav, não é se comprometer. E se ambos forem do Derek? Vocês terão uma coisa só de vocês, que não vai ter porque eu estar no meio. E nem Derek vai querer.- Disse.
— Se você acha que é assim, tudo bem.- Disse.
— E também tem eu não saber fazer isso. Você sabe o resultado que deu com Marcel. E eu não sei o que é ser um pai, não um bom.- Disse.
— E uma garota de 16 anos sabe ser uma mãe, ok.- Disse.
— Você é essencialmente boa e amorosa.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Você encontrou coisas boas em mim.- Toquei o rosto dela.
— Pois é.- Disse.
— Será que essa será mais uma etapa?- Botei a mão na barriga dela, sentindo facilmente os dois corações ali.
— Pode ser.- Pelo jeito não foi uma coisa boa como pensei. Se cada um for de um deles, então eles só darão atenção e amor ao filho deles. Não era assim que eu queria, teria que me virar em quatro para dar certo. Mas o que uma mãe não faz por seus filhos?
— É incrível.- Me peguei sorrindo.
— Pois é.- Disse.
Estava distraído com ela quando Derek entrou.
— Tudo bem?- Derek perguntou.
— Sim. Pelo visto teremos que aumentar esse quarto. O que acha amor?- Questionei.
— Pode ser.- Disse.
— Dois berços ocupam espaço.- Disse.
— Dois?- Derek perguntou.
— Sim.- Disse.
— Você não deixa de me surpreender linda.- Ele disse.
— Que bom.- Disse.
— O que foi? Não está tão contente como antes.- Ele disse.
— Impressão sua.- Disse.
— Está tudo bem?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
POV Misto. (Derek e Davina.)
Aquilo estava sendo novo e estávamos nos acostumando com aquilo. Klaus finalmente aceitou sobre ser pai também e ambos aceitamos que ambos seriam nossos filhos. Acho que era isso que Davina esperava, já que depois que ela nos ouviu falando assim não parava de sorrir. A barriga dela crescia e por serem dois era mais rápido ainda. Rapidamente Davina chegava aos sexto mês e estava linda. Eu estava na sala a esperando, Klaus não estava em casa. A olhei quando apontou na escada, mas não sei como ela tropeçou e caiu escada abaixo.- Davina!- A peguei e corri com ela para o hospital. A internaram e liguei para Klaus, que não demorou a chegar. Esperamos mais de uma hora até que nos permitiram entrar no quarto dela, que para meu alívio estava acordada.
— Oi.- Disse.
— Oi.- Beijei a testa dela. Estava com um curativo ali, então o fiz com cuidado.
— Porque eu estou aqui? Eu cheguei aqui e estava bem. O bebê me curou.- Tirei o curativo.
— Não ia arriscar você.- Disse.
— E como sabe que ele te curou?- Ele perguntou.
— Porque eu estou bem.- Disse.
— Tem certeza que todos vocês estão?- Ele sentou na beirada da cama.
— Sim, eu tenho. E agora, me tirem daqui.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Boa tarde, está melhor pelo visto.- A médica disse.
— Perfeita.- Disse.
— Você e suas meninas deram um susto em todo mundo.- A médica disse.
— Meninas?- Os dois questionaram.
— Estamos bem.- Disse.
— Então vou te dar alta. Ainda mais que essa semana você tem consulta, ai nos vemos novamente.- Ela disse.
— Ok.- Saímos do hospital e fomos para casa.
A levei para o quarto e a fiz deitar.- Você quase me mata do coração.
— Eu estou bem. Vocês tem que entender que são dois bebês sobrenaturais. Não dá para ficar indo em médico. Estranho foi ele não achar estranho eu não estar mais machucada.- Disse.
— Duas meninas incríveis.- Klaus entrava no quarto.- Acha mesmo que não verifiquei a sua médica do avesso antes de te confiar a ela?
— Não disse isso.- Disse.
— E um pouco de influência para não ficar abrindo a boca por ai. A segurança de vocês em primeiro lugar.- Ele disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Agora pode decorar o quarto como queria.- O quarto seria junto ao nosso, mas não dentro dele.
— Sim, eu vou.- Disse.
— Agora vem a discussão. Os nomes.- Klaus disse.
— Podem escolher.- Disse.
— Se não se importar, queria o nome do meio de uma das minhas irmãs; Laura ou Cora.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Pode ser um em cada, não me importo.- Klaus disse..
Sorri.- Obrigado.
— Então está decidido.- Disse.
— E os principais?- Ele perguntou.
— Podem ser esses mesmo.- Disse.
— Mesmo?- Mesmo tendo passado anos, ainda sentia falta delas.
— Sim.- Disse.
— Obrigado.- A beijei.
— De nada.- Disse.
— E eu decidi uma coisa.- Ele disse.
— O que?- Perguntei.
— Os sobrenomes serão Hale Mikaelson.- Ele disse.
— Porque não Mikaelson Hale?- Questionei.
— Porque não.- Ele respondeu.
— Tudo bem.- Disse.
— Assim como o seu.- Disse.
— Tudo bem então.- Disse.
— Oficialmente minha mulher.- Disse.
— E minha.- Ele disse.
— Eu já era.- Disse.
— Vou providenciar tudo.- Ele sorri e beijou ela rápido.
— O que?- Perguntei.
— Amor os papéis. Primeiro; você é de menor. Segundo; não pode ser casada com dois.- Ele disse.
— Ah sim.- Disse.
— Logo elas estarão aqui.- Toquei a barriga dela. Era bem mais fácil se deixar levar amando ambos os bebês e não na guerrinha de minha ou dele.
— Sim.- Disse.
— E serão lindas como a mãe.- Ela disse.
— Espero que como os pais.- Disse.
— E também que acabe logo esse seu resguardo.- Disse.
— Ainda tem três meses.- Disse.
— Três longos meses.- Ele disse.
— Bem, isso de gravidez, depois mais um mês ou dois.- Disse.
— Cinco meses? Meu Deus.- Desabei ao lado dela.
— É a realidade.- Disse.
— Que vida. Um e meio de abstinência. Sexo por quatro meses. Abstinência por sete meses. Estou me sentindo um virgem de novo.- Ele disse.
— Não exagere.- Disse.
— Vai dizer que não sente falta?- Perguntei.
— Bem, se eu não estivesse grávida, acredito que sim. Porém eu não estou sentindo muita falta não com esse barrigão. Eu sinto falta de comer, isso sim.- Disse.
— Comer mais?- Klaus questionou.
— Sim.- Disse.
— Amor, se comer mais você vai explodir.- Disse.
— Mas eu gosto.- Disse.
— Quem somos nós para impedir.- Ele riu.
— Pois é.- Disse.
****
Os três meses passaram e as bebês nasceram, eram lindas e iguais aos pais. Era difícil me acostumar em ser mãe, mas tentava fazer meu melhor. Mas sabia que nem de longe era a melhor. Mas todos estavam felizes, então eu também fico. Nossa família é grande e incomum, mas de um jeito ou de outro, amor é que não falta.
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