Liberty- One Shots

75 Capítulo 75- Bellamy & Clarke.


Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Então, esse é o ultimo capítulo do especial e um dos mais pedidos nos comentários, então espero que gostem :3 Bem, vamos ao capitulo e nos vemos lá embaixo...

POV Misto. (Bellamy e Clarke.)

O castigo de cem adolescentes seria uma prova fatal. Isso o mesmo. Cem adolescentes teriam que descer para terra, o lugar que ninguém fazia ideia se era habitável ou não. E porque eu estou nesse castigo? Simples. Eu tentei impedir que matassem meu pai, mas não consegui. Todos pegaram algumas coisas como roupas, itens de higiene e qualquer outra coisa e colocamos em uma mala de mão. Nos dirigimos para a nave. Respirei fundo e entrei. Não levou muito tempo até conseguirmos sentir a pressão do oxigênio da terra e logo cairmos. E para variar agora estava uma briga para ver quem saia primeiro para morrer ou não. Suspirei.— Eu saio.

— Vou abrir a porta.- Finn foi mexer no mecanismo.

Andei até a porta, ficando frente a ela. Por dentro torcia que não morresse quando ela se abrisse.

— Consegui.- Finn disse e a porta abria.

Andei para fora e fechei os olhos. Depois de alguns segundos assim, senti o ar entrar em meus pulmões e não sentir nada queimar. Sorri. Não tinha nada melhor do que sentir esse ar. Me virei.- Está tudo limpo.

Sai.- Nossa, eu imaginava isso aqui diferente.

— Bem, é melhor do que eu pensava.- Disse.

— Com certeza.- Disse.

— Pois é.- Disse.

— Cara, isso aqui é demais.- Jasper desceu da rampa.

— Cara, se isso é castigo, tô gostando.- Monty disse.

— Só que não sabemos o que tem aqui.- Finn disse.

— Só que a intenção era nos matar, espertinhos.- Octavia disse.

— Ok, é melhor arrumarmos nossas coisas, não? O importante é que estamos vivos, espertinha.- Ironizei para ela.

— Não se ache tanto princesinha.- Octavia falou.

— Gente, relaxa, olha essa natureza.- Monty disse.

— Octavia, não vamos começar uma discussão. E nada de sair por ai sozinha.- Disse.

— Não começa Bellamy. Eu sei me cuidar.- Ela disse.

Suspirei.- Meu Deus, que eu tenha paciência.- Fui arrumar minhas coisas.

— Tenho a sensação que isso vai ser irritante.- Wells disse.

Me virei e sorri.- Pelo menos tem você aqui.- O abracei.

— Você está bem?- Ele perguntou.

— Bem, tirando o fato que minha mãe me mandou para morrer, estou perfeita.- Suspirei.- Não sei como consegue ficar tão de boa com seu pai.

— Estou tentando não pensar nisso.- Ele disse.

— Bem, podemos dormir juntos se quiser. Não vai ter barraca para todos e eu com certeza não estou afim de dormir com aquela garota chata.- Disse.

— Tudo bem.- Ele disse.

— Ok.- Disse.

— Acho que devíamos olhar ao redor, saber se aqui é seguro.- Disse.

— Sim, vamos.- Disse.

— Você vai?- Perguntei.

— Claro que sim.- Disse.

— Essa é boa.- Murphy disse.

— Alguma objeção Murphy?- Perguntei.

— Ué, os principezinhos da nave indo se meter na floresta é engraçado.- Ele disse.

Suspirei.- Claro. Vamos?

— Vamos.- Finn a acompanhou.- Não ligue para eles.

— Eu não ligo.- Disse.

— Acho uma idiotice tratar vocês diferente. Se estão aqui, são como nós.- Finn disse.

— Tudo bem, o melhor é esquecer isso.- Disse.

— Aqui é lindo.- Disse.

Sorri.- É perfeito.

Cheguei junto deles.- Acho que achamos água.

— Sério? Que bom.- Disse.

— Vem, princesa.- Disse.

O olhei e franzi o cenho.- Você também?

— O que? Que eu saiba ser chamada não é só de provocação, é elogio também.- Disse.

— Tudo bem. Bem, então nos guie Bellamy.- Disse.

Ri e mostrei o caminho que o outro grupo fez.

Andamos por um tempo e vimos um rio.- É lindo.

— Sim. Octavia, nem pense nisso.- Vi ela querendo entrar na água.

— E porque não?- Ela perguntou.

— Não sabemos o que tem nesse rio.- Disse.

— Não deve ter nada.- Ela disse.

— O, deixa a gente se acostumar primeiro.- Disse.

— Quer dizer que vamos ficar sem banho até lá?- Questionei.

— Tô falando de você pular ai dentro criatura.- Suspirei.- Sorte sua não ter irmãos.- Falei a Clarke que ainda estava ao meu lado.

— Nem me fale.- Disse.

— Ninguém aqui tem, é proibido ter mais de um filho.- Disse.

— Pois é.- Disse.

— Não diga, seu pai matou minha mãe por ela ter uma família, difícil esquecer.- Disse.

— E você tentou mata-lo.- Disse.

— Eles mataram o seu pai também. Ainda os defende?- Questionei.

— Eu só não gosto de violência Bellamy. Nem eles estavam certos, nem você estava.- Disse.

— Pelo menos Octavia está bem, isso é o que me importa e resta agora.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Vamos testar essa água ou não?- Finn perguntou.

Sorri.- Vamos.- Tirei minha blusa.

— Agora a coisa tá melhorando.- Jasper disse.

Joguei minha blusa nele.- Cala a boca Jasper.- Sorri e tirei a calça jeans.

Eu não queria dar o braço a torcer, mas ela era linda, mesmo sendo quem era. E agora com pouca roupa, bem, é mais linda ainda.

Tomei impulso e me joguei na água.

— E ai?- Wells perguntou.

— Está ótimo.- Disse.

— Então vamos.- Todos começaram a entrar na água.

Comecei a nadar e me deixava interagir com a água. Era ainda melhor senti-la onde ela realmente pertencia.

Acabei entrando também.- É estranho não a sentir vindo de um cano.

— E controlada.- Passei a mão pelo meu rosto, tirando a água.

— Sim.- Mergulhei e quando olhei a maioria estava ao redor do rio.- Deveríamos acampar aqui.

— Por mim tudo bem.- Disse.

— Bem, parece que não vai demorar a escurecer, melhor ir cuidando.- Comecei a sair da água.

— Quer ajuda?- Perguntei.

— Não me importo se quiser vir.- Disse.

— Hã... Ok.- Sai da água e me vesti. Voltamos para o acampamento.

Começamos a arrumar as barracas.- Essas pulseiras incomodam.

— São necessárias.- Disse.

— Mesmo? Para que?- Questionei.

— Para saberem que estamos vivos.- Disse.

— Como se isso importasse a eles.- Disse.

Suspirei.- Você é complicado.

— Não tive a vida que você teve.- Disse.

Parei e o olhei.- Cala a boca Bellamy. Você não sabe nada sobre minha vida.

— Sejamos realistas Clarke, você só viu como é para a maioria de nós quando seu pai teve problemas.- Disse.

— Você se acha tão autossuficiente e esperto? Então cuide de tudo sozinho.- Larguei o que estava fazendo e sai dali.

— Metida.- Continuei o meu trabalho enquanto uns buscavam madeira e outros arrumavam alguma comida. O primeiro dia estava sendo tranquilo, acho que muitos estavam cansados e dormiram logo. Eu fiquei de guarda com mais alguns e fazia algumas estacas, quando quis um lanche eles estavam junto da princesinha, tinha que ir lá.— Ainda tem algo ai?

— Pode procurar.- Disse.

— Ok.- Procurei, achando umas frutas. Sentei e continuei fazendo as estacas.

— Bem, eu vou ir dormir um pouco. Boa noite gente.- Me levantei e fui para minha barraca com Wells. Ele já dormia, então só tirei a roupa que estava e me deitei, me cobrindo com o cobertor.

A noite passou e no outro dia íamos caçar.- Bem, quem vai?

— Eu vou.- Jasper disse.

— Você sabe caçar?- Perguntei.

Me ajoelhei no chão e comecei a ajeitar algumas coisas.

— Sei.- Jasper disse.

Ri.- Então tá.

— Hey, vamos continuar com essas porcarias? Elas atrapalham.- Murphy mexia na pulseira.

— Eu nem sinto mais.- Octavia disse.

— Eu vou é tirar isso.- Ele disse.

— Tire.- Octavia disse.

Ele forçou com um pedaço de madeira até arrebentar.- Agora sim. Fodam-se ai em cima, não tem controle nenhum sobre mim.

— Ok.- Ela disse.

— Bem, quem vai, vamos logo.- Nos reunimos e um grupo ficou para ficar de olho em tudo. O lugar era lindo e com certeza eu gostaria de viver aqui.

POV Clarke.

Eu fui e colhi algumas frutas, assim como folhas de chás — aprendi nas aulas de biologia- e outras coisas. Arrumei tudo dentro da nave e depois dei uma ajeitada na barraca e nas minhas coisas.

— Parece que vamos nos adaptar fácil.- Finn comentou.

— Verdade.- Disse.

— Será que vão encontrar alguma variedade de comida?- Ele perguntou.

— Esperamos que sim.- Disse.

— Será que tem gente aqui?- Ele questionou.

— Além de nós? Eu não sei. Afinal, estava tudo inabitado.- Disse.

— Será mesmo?- Ele perguntou.

— Não faço ideia.- Disse.

— Está tudo limpo demais.- Ele disse.

— Isso é.- Disse.

— Pararam de pegar no seu pé?- Ele perguntou.

— Não, mas tudo bem.- Disse.

— Não os podem culpar, a maioria sempre viu você junto a pessoas que eles odeiam.- Ele disse.

— Ah sim, ok.- Me levantei.- Vou dar uma volta. Até mais.

— Clarke, não sai sozinha.- Ele disse.

— Não precisa se preocupar Finn. Quer dizer, não precisa fingir que se preocupa. Tchau.- Sai dali.

POV Misto. (Bellamy e Clarke.)

Depois de andarmos boa parte da manha, começamos a achar rastros, logo depois achamos um animal. Bem, era difirente do que estávamos acostumados em livros. Conseguimos derrota-lo, mas era um alerta, pois se alguém encontrasse um desse sozinho não sairia vivo. Voltávamos até que vi outro rastro, mandei eles seguirem para o acampamento e segui o outro. Ele me levou até um bando morto, observava os ferimentos, aquilo tinha sido feito por alguma arma. Senti uma mão no meu ombro e tomei um susto.- Clarke.

— O que foi?- Perguntei.

— Porra, que susto.- Disse.

— Desculpe.- Disse.

— Isso aqui foi feito por alguém.- Disse.

— É o que parece.- Disse.

— Quer dizer que tem gente por aqui.- Disse.

— Eu não sou idiota, Bellamy. Não precisa especificar o óbvio.- Disse.

— Se tem gente aqui que pode fazer isso, deveríamos tomar mais cuidado.- Olhei ao redor.

— Sim. Como eu estou indo tomar banho, você devia voltar para o acampamento. Sua barraca já está recheada te esperando lá.- Disse em tom de ironia.

— Recheada?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Recheada como?- Me fiz de desentendido.

— Não se faça de burro.- Disse.

— Eu não pedi nada disso. Vamos, vou te acompanhar.- Disse.

— Não precisa e não quero platéia.- Disse.

— Bem, não estamos em situação de andar sozinhos então vou te acompanhar.- Disse.

Suspirei.- Tudo bem.- Comecei a andar.

Acompanhei ela até uma parte do rio que não dava para ver do acampamento.

— Agora se vira.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque eu vou ficar nua.- Disse.

— E porque eu me viraria na hora mais interessante?- Questionei.

— Porque você não vai me ver nua.- Disse.

— Continuo com a pergunta.- Cheguei mais junto dela.- Porque não?

— Porque isso é algo particular e não publico.- Disse.

Ri.- Tudo bem princesa.

— Agora se vira.- O virei.- E fica assim.

— Ok.- Disse.

— Ok.- Tirei minha blusa.

Virei um pouco, a espiando, mas ela ainda não tinha tirado tudo. Mesmo assim dava para perceber o quanto ela era linda.

Tirei o sutiã e coloquei numa pilha junto com a blusa.

Olhei de novo e tive uma visão bem melhor, logo sorrindo.

Logo tirei minha calça e minha calcinha.

Agora sim. Ela é gostosa e estava me deixando excitado assim. Clarke era linda e a cada momento gostava mais dela.

Entrei dentro da água.- Pode virar.

— Tá.- Fiz a melhor cara de inocente e me virei ficando a margem.

Tínhamos trazido um estoque de tudo, principalmente higiene que seria difícil ter aqui. Peguei o sabonete que tinha trago e comecei a me ensaboar.

— Está boa?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Imagino.- Sentei num tronco que tinha ali.

— Se quiser, aproveite e tome seu banho. Assim não precisa voltar depois.- Disse.

— Ok.- Deixei a faca que andava e tirei minha roupa.

— Bellamy!- Me virei de costas para ele.- Avisa antes de tirar a roupa.

— O que? Ah, vai dizer que nunca viu nenhum homem nu?- Questionei.

— Isso não é da sua conta e se vi ou não, não quer dizer que tenho que ver todos nu.- Disse.

Ri e entrei na água.- E até que a visão não era ruim.

— Que visão?- Questionei.

— Minha.- Disse.

— Você é bem convencido, não é?- Perguntei.

— Sei das minhas propriedades.- Disse.

Ri.- Meu Deus, seja menos egocêntrico.

Olhei para a mata, estava com a sensação de ser observado.

— O que foi?- Perguntei.

— Sei lá, deixa.- Mergulhei.

— Tudo bem.- Peguei o shampoo e passei nos meus cabelos.

— Me dá o sabonete.- Disse.

— Ok.- Entreguei a ele.

Me ensaboeei e me limpei.- Me dá um pouco de condicionador?

— Claro.- Coloquei um pouco na mão dele e já passei no meu também.

— Minha mãe sempre insistia que eu passasse, dizia que garotas gostam de cabelos macios.- Disse.

Ri.- É verdade.

— Então eu continuo passando.- Meu sorriso sempre morria quando pensava nela.

Mergulhei para tirar a espuma.

Tirei tudo e observei ela. Ela não percebeu que a água era limpa, então eu tinha uma visão e tanto.

Voltei a superfície.- Agora se vira novamente que vou sair, me secar e me vestir.

— Sério?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Você ainda vai me deixar te ver assim.- Disse.

Ri.- Vai sonhando.

— Se você acha.- Disse.

— Se vira.- Disse.

— Ok.- Me virei.

Sai, me sequei e me vesti.- Pronto.

— Tá, estou saindo.- Disse.

— Ok.- Me virei.

Sai e me vesti.- Vamos?

— Vamos. Já estou com sono.- Disse.

— Eu nem dormi.- Disse.

— Devia cuidar melhor de você.- Disse.

— Eu estava de guarda e preocupado para dormir.- Disse.

— Eu entendo. Eu posso ficar de guarda qualquer dia.- Disse.

— Pode ser.- Ouvi uma coisa e puxei ela para junto de mim.

— O que foi?- Questionei.

— Acho que me enga...- No que terminava de falar, uma flecha passou junto de nós.

— Meu Deus. Da onde veio isso?- Questionei.

— Acho que são os mesmos que atacaram aqueles animais.- Disse.

— Bem, não somos animais.- Disse.

— Eles não nos querem aqui, vamos.- Disse.

— Tudo bem, mas uma hora teremos que enfrenta-los.- Disse.

— Não agora e não só nós dois.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Continuei de olho e a levei dali.

Chegamos no acampamento.- Agora vá dormir. Hoje é a vez do Wells de vigiar.

— E ele sabe?- Questionei.

— Claro que sim.- Disse.

— Posso confiar?- Perguntei.

Sorri.- Pode.

— Vou confiar em você.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Só vou ver a Octavia primeiro.- Disse.

— E eu já vou ir dormir. Boa noite.- Sorri e sai.

POV Bellamy.

Sorri nem sei porque e procurei a O, a achando perto da fogueira.

— Hey.- Ela disse.

— Tudo bem?- Beijei os cabelos dela.

— Sim e você?- Ela perguntou.

— Cansado e ficando preocupado.- Disse.

— Bell, nem começa. Você precisa dormir, esquece isso por algumas horas.- Ela disse.

— Tem alguma coisa aqui O e que pode nos atacar.- Disse.

— Bellamy Blake, vá dormir agora e pense nisso só amanha.- Ela disse.

— Mandona?- Questionei.

— Sim.- Ela disse.

— Não fique aqui até tarde, se possível durma comigo.- Disse.

— Bellamy, sua barraca é infestada e eu que não vou dormir em cima daquelas cobertas.- Ela disse.

— Infestada de que?- Perguntei.

— Não me faça dizer isso em voz alta que eu nem gosto de imaginar.- Ela disse.

Ri.- Eu não quero saber de nada hoje O.- Me recostei nela. De onde estava dava para ver a barraca da Clarke e quando ela saiu dela.

— Tudo bem.- Ela disse.

— Vou deitar, não fica até tarde.- Beijei os cabelos dela.

— Ok.- Ela disse

— Boa noite.- Disse.

— Boa noite.- Ela disse.

Fui para minha barraca e enquanto relaxava para dormir, pensei num sorriso, num rosto. Princesa... Droga, não podia sentir nada por ninguém, muito menos alguém como ela. Tentei dormir, mas foi sua risada que pensei antes de apagar.

POV Clarke.

Quando me acordei no outro dia, coloquei uma calça legging e uma blusa. Era mais confortável que jeans. Terminei de me ajeitar e sai da barraca, indo pegar algo para comer.

— Bom dia Clarke.- Wells disse.

— Bom dia.- Disse.

— Tudo bem?- Ele perguntou.

— Sim e você?- Questionei.

— Sim. Onde foi ontem?- Ele perguntou.

— Tomar banho.- Disse.

— Sozinha, é perigoso Clarke.- Ele disse.

— Bellamy foi comigo.- Disse.

— Bellamy?- Ele perguntou.

— Sim.- Disse.

— Achei que não estivessem se falando.- Ele disse.

— Bem, ele se prontificou a ir, não tinha como impedi-lo. E claro que ainda estou magoada, mas não adianta virar inimigo aqui.- Disse.

— Não tem que se importar com eles, com o que eles dizem.- Ele disse.

— Eu sei.- Disse.

— Então não deixe se abalar por eles, eles não nos conhecem.- Ele disse.

— Eu sei Wells, eu estou bem.- Disse.

— Que bom.- Ele disse.

— Sim.- Disse.

— Viu alguma coisa por ai?- Ele perguntou.

— Coisa?- Questionei.

— Sim, alguma coisa viva.- Ele disse.

— Bem, quase fomos atingidos por uma flecha.- Disse.

— Flecha? De quem?- Ele questionou.

— Não sei.- Respondi.

— Estranho.- Ele disse.

— Demais.- Disse.

— Não sabemos nada sobre isso, muito menos se defender.- Ele disse.

— Não se preocupe Wells, vamos ficar bem.- Disse.

— Clarke, bom dia. Tem uma coisa acontecendo.- Finn disse.

— O que?- Perguntei.

— A maioria está tirando as pulseiras.- Finn disse.

— Como é?- Fui para onde estava todos.- O que estão fazendo?

— Tirando essas coisas. Não importa o que eles querem saber.- Um cara disse.

— Vocês estão loucos? Assim a terra nunca será habitada! Se eles acharem que estamos morrendo, nunca virão para cá.- Disse.

— E dai? Já pouco se importam para quem está na arca.- Murphy disse.

— Isso é mentira e você sabe Murphy.- Disse.

— Sei que eles são capazes de matar os deles mesmo, que dirá os nossos.- Murphy disse.

— Vocês são impossíveis. Se querem tirar, ok. Mas eu vou ficar com a minha.- Disse.

— Eu também. Não quero que achem que eu morri.- Finn disse.

Sorri para Finn.- Obrigada.

— De nada.- Finn disse.

— Como sempre babacão.- Murphy disse.

— Ele não é babaca Murphy. Ele é homem para assumir um compromisso.- Disse.

— Nossa, ela ficou bravinha.- Murphy disse.

— Sim, fiquei. Incomodado?- Questionei.

— Foda-se, não manda em mim.- Murphy disse.

— Nem faria questão em mandar.- Sai dali.

POV Misto. (Bellamy e Clarke.)

Nossa, parece que dormi uma semana, pensei quando levantei. Fiquei pensando umas coisas ainda de preguiça na barraca, mas sabia que tinha que levantar. Quando sai, trombei em alguém.- Clarke, devagar ai.- Sorri.- Bom dia.

— Desculpe.- Disse.

— Tudo bem?- Perguntei.

— Não muito, mas deixa para lá.- Disse.

— O que foi?- Questionei.

— Nada, deixa.- Disse.

— Tem certeza?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Tem café ainda?- Perguntei.

— Tem.- Disse.

— Vou tomar um pouco.- Disse.

— Bellamy, queremos saber uma coisa de você.- Murphy disse.

— Ok.- Peguei uma banana para comer.

— O que é uma hora dessa Murphy?- Questionei.

— Primeiro; estamos tirando as pulseiras. Segundo; vamos sair daqui.- Ele disse.

— Como é? Ficou maluco?- Questionei.

— Pelo jeito sim.- Disse.

— Não vou ficar aqui a mando da Arca e muito menos seguindo ordem da dondoca ai.- Ele disse.

— Isso não tem a ver com ninguém além de burrice. Estamos num lugar que não conhecemos, sem ter muito com o que se defender e você ainda quer dividir o grupo? Me poupe. E a Clarke não está mandando em ninguém.- Disse.

— Pelo jeito eles estão precisando de um líder.- Disse.

— Eu não vou ficar aqui.- Ele disse.

— Problema seu, mas não carregue ninguém para suas idiotices.- Disse.

— Bellamy, deixa eles. Eles irão decidir o que querem.- Disse.

— Se quiser ir com a gente, vamos sair daqui a pouco.- Ele saiu.

— Burro, vão ser logo mortos.- Disse.

— Espero que não.- Disse.

— Foi por causa deles que estava de cara fechada?- Questionei.

— É, um pouco talvez.- Disse.

— Não dê bola.- Disse.

— Eu sei.- Disse.

Esbarrei no ombro dela e ri.- O dia tá bonito.

— Sim, está.- Disse.

— Acha que devemos procurar mais sobre aqueles que nos atacaram?- Questionei.

— Você é considerado o líder, então acho que você deve decidir isso.- Sorri.- E será um ótimo líder.

— Você também sabe das coisas, é de boa ajuda.- Disse.

— Prefiro não dar palpite. Eu carrego uma fama e se minha opinião influenciar, pode dar errado. E você é popular, então... Eu sei que você sabe o que fazer.- Disse.

— Sabe, famas podem mudar.- Disse.

— Não essa. Bem, tenha um bom café. Nos vemos mais tarde.- Sai, caminhando.

Suspirei e tomei um café simples. Aquilo tinha tirado a minha fome. Falei com alguns e eles mudaram de ideia, aos que permaneceram firmes, foram embora antes do fim da manhã.

Fiquei andando pelos arredores e pensando. Só voltei quando era noite e todos dormiam. Entrei na minha barraca, me ajeitei para dormir e entrei embaixo das cobertas. No outro me acordei e sai, ficando sentada em um tronco.

— Olha a sumida.- Disse.

— Oi.- Disse.

Sentei ao lado dela.- Onde estava? Senti sua falta.

— Caminhando.- Disse.

— Perdeu uns três quilos então.- Disse.

— Provavelmente.- Disse.

— Não que estivesse precisando... Talvez um pouquinho.- Me fiz de sério.

— Eu não duvido que estivesse mesmo.- Disse.

— Tenho certeza que não.- Disse.

— Talvez sim.- Disse.

— Tudo bem senhorita Griffin.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Mas o que falei é sério, e também não sei se quero essa responsabilidade.- Disse.

— Você tem esse talento, Bellamy. Vai se dar bem nisso.- Disse.

— Você também.- Disse.

— Eu o que?- Questionei.

— Tem voz de liderança.- Disse.

Ri.- Eu não tenho nada, mas tudo bem. Eu fico satisfeita em ter você como líder. Melhor do que o Murphy.- Disse em tom de brincadeira.

Estendi a mão para ela.- Me ajuda no que precisar?

Peguei na mão dele.- Claro.

Apertei e beijei a mão dela. Aquilo me deu uma sensação estranha.- Bem, mãos a obra né?

— Sim.- Disse.

Aos poucos fui ajudando na organização e logo tínhamos um lugar arrumado. Clarke e eu estávamos mais próximos, e eu gostava demais da companhia dela, mais do que deveria. Ela tinha ido tomar banho e decidi ir assustar ela. A vi tirar a roupa e cheguei por trás.- Cuidado moça.

Me virei no susto.- Bellamy!- Dei de leve no braço dele.

— Cuidado princesa.- Disse.

— Com o que?- Perguntei.

— Com tudo, podia ser um selvagem.- Disse.

— E com certeza uma mulher nua não seria uma novidade. Agora me dê seu casaco.- Disse.

Ri, dando o casaco a ela.

Coloquei.- O que você quer aqui?

— Achei que ainda estava tomando banho.- Disse.

— O que isso tem a ver?- Questionei.

— Gosto de tomar banho com você.- Tirei a camisa.

Ri.- Ok então.

Tirei a calça e entrei na água.- Vem.

— Ok, se vira.- Disse.

— Ainda isso?- Perguntei.

— Bem, você não pode me ver nua. Vai que meu futuro namorado ou marido esteja no meio desses 100? Pode ficar estranho.- Disse.

— Marido?- Perguntei.

— Sim. Pretendo me casar um dia.- Disse.

— Hmm... isso.- Disse.

— Ok, se vira.- Disse.

Me virei. Não tinha gostado do que tinha ouvido, isso dela pensar em marido.

Tirei o casaco dele e entrei.

Nadei até ela.- É bom relaxar um pouco.

— Sim, é.- Disse.

— Ainda mais para mim que virei duas noites.- Disse.

— Porque você é teimoso.- Disse.

— Sabe que eu gosto de cuidar de tudo.- Disse.

— Eu sei.- Disse.

— E com esses ataques perto de nós, não relaxo.- Disse.

— É, você é bem tenso senhor Blake.- Sorri e passei água no meu rosto.

— Sou senhorita Griffin?- Cheguei junto dela.

— Sim, é.- Disse.

— E a senhorita sabe como tentar melhorar isso?- Questionei.

— Não e você?- Perguntei.

— Talvez.- Cheguei mais perto. Mesmo que minha razão dissesse para não o fazer, desejava ela.

— É? E o que?- Questionei.

— Talvez assim.- Me aproximei e encostei nossos lábios.

Tinha sido pega de surpresa, mas sabia que eu sentia algo a mais por ele. Bem a mais, então retribui o beijo.

Ela me surpreendeu respondendo, então a trouxe mais perto e melhorando o beijo.

Envolvi meus braços no seu pescoço e acariciava sua nuca.

Segurei a cintura dela e foi inevitável o nosso toque, o que fez aumentar o meu desejo por ela.

Minha mão descia pelo abdômen dele e a outra acariciava seus cabelos.

Deslizava a mão pelas costas dela e a prendia em mim.

Parei o beijo e sorri.- Estamos em um rio, nus e nos beijando. Isso é estranho.

— Para mim é bom.- Afastei o cabelo dela.

— É? E porque?- Perguntei.

— Porque beijar você é bom como pensei.- Disse.

Sorri.- Não estou falando que a parte de beijar é estranho e sim a parte de estarmos nu.

Ri.- Isso é um tanto avanço de fases.

— Sim, é.- Mordi meu lábio. Pelo menos ele não parecia um cara tarado, já que estou aqui nua, junto dele e ele não perdeu o controle e nem tentou me tocar além da cintura.

— Você é linda.- Disse.

— Obrigada.- Disse.

— Só é meio mandona as vezes.- Disse.

— Não sou mandona.- Disse.

— Imagina. Mas eu gosto, é sexy.- Disse.

Sorri.- Tudo bem.

A beijei de novo. Não pensando no tempo que não transava.

Retribui o beijo e acariciava seus cabelos.

Deixei o beijo mais intenso e enrolava minha mão em seu cabelo.

Acariciava a extensão do pescoço dele.

Ficamos nos beijando até sentir o ar faltar.

O beijo parou e fomos tomar banho mesmo. Terminamos, nos vestimos e voltamos ao acampamento. Depois de comermos alguma coisa, cada um foi para sua barraca dormir.

Aquele beijo foi o primeiro, mas não seria o ultimo entre nós. Eu gostava de estar com a Clarke e eu percebia que o que eu sentia aumentava. Estava indo tudo bem até sermos atacados, ou melhor, um grupo que fazia ronda ser atacado, assim descobrimos de vez os terra-firmes (deram esse apelido). Dois morreram e resto do grupo voltou com alguns feridos. Clarke foi cuidar deles e eu fui falar com os meninos decidos por tentar descobrir mais.- Clarke.

— Sim?- Perguntei.

— Posso falar com você?- Perguntei.

— Claro.- Disse.

Saímos do meio de todos.- Vamos atrás de quem fez isso.

Assenti.- Tudo bem. Eu tenho que cuidar de todos aqui.

— Tudo bem. Cuidado princesa e nada de banho sozinha.- Disse.

— Porque?- Questionei.

— Pode ser perigoso Clarke.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Toquei o rosto dela.- Cuide de tudo por aqui.

— Pode deixar.- Disse.

Beijei ela.- Até mais.

— Até.- Disse.

Deixei ela e depois de reunir um grupo saímos em busca desses moradores daqui. Depois de buscar e seguir rastros, achamos um caminho e logo fomos cercados pelos nativos que estavam mais para guerreiros, eles nos prenderam e a comunicação foi difícil, até um que nós entendemos um pouco, só que não podíamos sair da aldeia até estarmos certos. E isso estava seguindo uma semana já, todos deviam estar preocupados e eu estava com Octavia e Clarke. Depois de uma noite em que discutimos muito, eles concordaram em trazer mais de nós para observar, esperava que minhas garotas viessem.

Uma semana se passou e nenhuma sinal deles. Certo dia um dos nossos veio escoltado com dois caras estranhos e disse que era para acompanha-los e que podíamos confiar. Até parece. Coloquei uma faca por dentro da minha calça, mas fui junto com eles.

Estava esperando eles chegarem, esperava que não houve problema. No fundo essa seria uma aliança boa. Era fim da tarde quando voltaram e vi eles entrando.

— O que vocês querem?- Perguntei.

— Trazer o resto de vocês.- Um deles disse.

— Para conhecer, ele quer dizer.- Cheguei junto deles e sorri ao vê-la.

— Eu não vou conhecer ninguém.- Disse.

Deixei Nyko de lado e fui até ela.- É bom te ver.

— O que você está fazendo? Devia ter matado eles.- Disse.

— Bem, eles eram maioria e armados nos trouxeram para cá como rendidos. Mas a curiosidade está rendendo uma aliança.- Disse.

— Só se for para você. Eu não vou fazer nada. Não estamos aqui para isso e se muitos não tivesse tirado essa maldita pulseira, a Arca já teria descido. Se quer fazer, tudo bem. Mas eu estou fora.- Disse.

— Clarke, não temos armas para se defender, se eles nos atacarem não vai sobrar muito para virem atrás.- Disse.

— Tudo bem. Então fique. Mas não sou obrigada a isso, então adeus. Irei por minha conta agora.- Dei as costas e sai dali.

Suspirei e como tinha bastante gente ali, fui atrás dela.- Clarke.

— O que?- Perguntei.

— Calma ai, não pode sair assim.- Disse.

— Me deixa.- Disse.

— Hey.- A segurei.- Que foi?

— Que foi o que?- Perguntei.

— Você toda estressadinha.- Disse.

— Eu não estou estressadinha. Eu só não acredito que você está sendo tão burro. E eu não vou te ajudar nisso.- Disse.

— Burro? Pode me dizer porque acha isso?- Perguntei.

— Porque sim.- Disse.

Encostei ela numa arvore.- Se você não ficar quieta vai estragar tudo.- Disse no ouvido dela. Fiz sinal de silêncio, piscando para ela.

— Ok.- Disse.

— Só confia em mim.- Sorri e a beijei.

O afastei.- Sem beijos.

— Porque não?- Questionei.

— Porque não.- Disse.

— Mas eu quero.- Continuei perto do ouvido dela, me colando mais nela.

— O que você está fazendo Bellamy?- Perguntei.

— Matando a saudade de você.- Beijei perto da boca.

— Não isso. Aqui, com eles. Eu não estou dizendo que tenha que mata-los, mas não deve confiar assim. Eles podem ser mais perigosos do que acha.- Disse.

— Eu sei, mas uma coisa que disse é verdade. Não temos muito como nos defender deles ainda, estou ganhando tempo até ter nossas defesas. Os meninos estão trabalhando nisso.- Disse.

Suspirei.- Ok.

— Não podemos ir a uma guerra de peito aberto, não é assim?- Questionei.

— Como preferir.- Disse.

— É isso que a minha linda conselheira diz?- Perguntei.

O olhei.- Bellamy, eu confio em você e se você diz que confia neles, tudo bem.

— Tá.- A beijei de novo.

Retribui o beijo.

A trouxe para mim e intensifiquei o beijo, tinha mesmo sentido falta dela.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.

Minha mão subia pelas costas dela, mas sabia que só podia ficar ssim. Ela ainda não deixava ir além.

Parei o beijo.- Tem gente olhando, melhor parar.

— Curiosos.- Disse.

Ri.- Sim.

— E a Octavia?- Perguntei.

— Está por ai.- Disse.

— Que não se meta em confusão.- Disse.

— Creio que não.- Disse.

— Essa coisa de líder é cansativa.- Disse.

— Eu imagino.- Disse.

— Vai ficar ou vai voltar?- Perguntei.

— Eu fico com você.- Disse.

— Gostei.- Sorri.

— Que bom.- Disse.

— Agora tenho que ir ver se está tudo tranquilo, se enturma ai.- Disse.

— Hã... Ok.- Disse.

Sai e a prova de boa vontade funcionou. Firmamos um acordo de não nos atacar e depois disso fomos de volta para o acampamento. Lá a noite fizeram uma fogueira e decidiram ser como uma festa. Sentei num tronco, olhando eles.

Me sentei ao lado dele.- Hey.

— Não é que inventaram uma festa?- Perguntei.

— Pois é.- Disse.

— Não vai dançar?- Questionei.

— Não.- Disse.

— Nem eu.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Está bom esse assado?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Deixa eu ver.- Disse.

Dei a ele.

— Bom.- Comi.- Sabe como fica melhor?

— Como?- Perguntei.

A beijei.

Retribui o beijo.

— Vamos dar uma volta.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Levantamos e saímos do meio, chegando perto do rio.

— O que foi?- Perguntei.

— O que nós estamos tendo?- Questionei.

— Hã... não estou entendendo.- Disse.

— Eu gosto de você Clarke.- Disse.

— E eu de você.- Disse.

— Então estamos namorando?- Questionei.

— Creio que sim.- Disse.

— Tenho que dizer, os meus ultimos namoros não foram bem.- Disse.

— Eu nunca namorei, então...- Disse.

— Sou o primeiro?- A segurei pela cintura.

— Sim, é.- Disse.

— Gosto disso.- Beijei o pescoço dela.

Sorri.- Eu imaginei.

— Não achei que fosse namorar aqui.- Disse.

— Muito menos eu.- Disse.

— Mas gosto do resultado.- Disse.

Sorri.- Que bom.- Acariciei o peito dele.- Não quer voltar para ficar com Octavia? Sei que gosta de ficar com ela.

— Ela está se divertindo e não quer o irmão perturbando.- Disse.

— Eu duvido.- Disse.

— Eu não.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Enquanto isso podemos aproveitar aqui.- Continuei beijando o pescoço dela.

Me arrepiei.- Tudo bem.

Voltei a beijar ela. Tinha que me controlar para não me excitar.

Retribui o beijo.

Encostei ela numa árvore e a mantive mais colada em mim.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.

Eu sabia que estávamos juntos a pouco tempo, mas mesmo assim ela me deixava louco de tesão. Mesmo sem fazer muito, ela é gostosa.

Acariciava a extensão do pescoço dele e a outra descia pelas costas dele.

Desci um pouco a mão que estava na sua cintura e pensava em outras coisas para conter a excitação que dava sinal.

Parei o beijo delicadamente e toquei seu rosto, logo sorrindo.- Acho que nunca irei cansar de te beijar.

— Nem eu, é tão gostoso.- Disse.

Sorri.- Sim, é.

— Posso perguntar uma coisa?- Perguntei.

— Claro.- Disse.

— Você não teve sua primeira vez ainda, não é?- Questionei.

— Hã... não.- Disse.

Toquei os lábios dela.- Eu imaginava isso.

— Isso é mentira. Sei que nunca pensou bem de mim.- Disse.

— Quem disse que não?- Perguntei.

— Você deixou claro logo que chegamos.- Disse.

— As coisas mudaram querida ou acha que não?- Questionei.

— Claro que acho.- Disse.

— Ah bom. Você é importante para mim Clarke, mais do que pensa.- Disse.

Sorri.- E você também é importante para mim.

É, acho que ela ainda não tem desejo por mim ou ser minha. Teria que esperar e deixar as coisas irem, então aproveitei aquele tempo para namorarmos a vontade.

Depois de um tempo, voltamos para o acampamento e a tal festa acabava. Vi que Wells já dormia, então fui dormir também.

Voltamos a nos beijar e eu me empolgava apesar de tudo que eu sabia. Deixava o beijo mais intenso e minha mão desceu de vez até a bunda dela.

Retribui o beijo e minha mão acariciava seu peito delicadamente.

Apertei a bunda dela e a puxei mais para mim.

Sorri.- Se me puxar mais vamos nos fundir.

— Seria uma boa idéia. Sentir seu corpo é bom demais.- Disse.

— Digo o mesmo.- Disse.

Desci, beijando pelo ombro dela. Desejei que ela estivesse com menos roupa para eu a sentir melhor.

Eu sempre achei que nesse tempo que estamos junto e tomarmos banho juntos, já era uma grande intimidade. Afinal ficamos colados e já o senti de todas as formas, mas pelo jeito ele não acha que somos íntimos e como ele nunca tentou nada mais — o que é muito fofo-, eu que não ia ficar me oferecendo como uma vadia.

— É tão difícil me segurar perto de você.- Disse.

Ri.- Não é para tanto.

— Você não faz idéia de como é sexy e no meu estado...- Disse.

— Que estado?- Perguntei.

— Sem sexo.- Disse.

Toquei os lábios dele.- Bem, não faz tanto tempo assim. Você é bem famoso aqui.- Ri.

— Você acha que desde de que chegamos rolou algo com alguém?- Perguntei.

— Imagino que sim.- Disse.

— Não.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Ou seja, faz meses.- Disse.

— Tadinho.- Disse.

— Ver você tomando banho então, é uma tortura.- Baixei a alça da blusa.

— Bem, você que gosta da tortura.- Fiz a linha do queixo dele com meu dedo.

— Essa é linda e gostosa.- Disse.

Sorri.- E toda sua.

— Toda minha?- Sorri.

— Sim.- Disse.

— Amei ouvir isso.- Minha mão desceu pela perna dela.

Sorri.- Que bom.

— Princesa, eu desejo tanto você.- Disse.

— E você pode me ter sempre.- Disse.

— Ainda não do jeito que estou pensando.- Disse.

— Desse jeito também.- Disse.

— Também?- A olhei.- Amor, não quero pressionar você a nada.

— Não está.- Disse.

— Tem certeza?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Não podia ter ficado melhor.- Disse.

— Que bom.- Disse.

— Vamos para minha barraca, acho que ela é maior que a sua.- Disse.

— E na minha tem o Wells.- Disse.

— Você pode ficar na minha.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Melhor que ficar dormindo com um "amigo".- Disse.

— Melhor amigo.- O corrigi.

— Como seja.- Disse.

— Ok.- Disse.

Sorri e voltamos. Estavam todos tão distraídos que não viram quando entramos na minha barraca.

— Nossa, sua barraca é uma bagunça.- Disse.

— Não tenho muito tempo de arrumar.- Puxei umas coisas, guardando.

Sorri.- Depois eu arrumo, se quiser.

— A vontade.- A puxei mais perto.

Sorri.- Tudo bem.

— Seu perfume é tão gostoso.- Rocei o nariz no pescoço dela.

Me arrepiei.- Obrigada.

Continuei beijando e baixei a alça da blusa. Passei a beijar por ali, descendo a alça da blusa e me rolando para cima dela.

Me arrepiava aos beijos dele e descia minha mão pelas costas dele.

— Espera ai.- Fechei melhor a barraca.

— Tudo bem.- Disse.

— Melhor assim.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Agora ninguém nos interrompe.- Disse.

— Sim.- Disse.

Me juntei a ela, a beijando.

Retribui o beijo.

Corri a mão pela lateral do corpo dela e comecei a tirar a blusa dela.

Me arrepiava aos toques dele e o ajudei a tirar minha blusa.

— Você é tão linda.- Disse.

— Obrigada.- Disse.

Beijei entre os seios dela, descendo para a barriga, pegando nele. Ah, ela tem peitos perfeitos.

Me arrepiei e suspirei pesadamente.

Soltei o sutiã e peguei neles diretamente. Sorri.

— O que?- Perguntei.

— Seus peitos são ótimos.- Beijei um deles.

Sorri.- Obrigada.

Depois de saborear ela, continuei a explorar aquele corpo e agora tirando a calça dela.

— Ah, não dê bola para o machucado na minha coxa. Hoje mais cedo coloquei uma faca na minha calça e acabei me cortando um pouco.- Disse.

— Não machuquei passando a mão por ai?- Perguntei.

— Já aguentei dores piores que essa.- Disse me lembrando do meu pai sendo assassinado.

— Hey, não pense em coisas ruins.- Tirei a mão de perto do curativo.

— Está tudo bem Bell, já aprendi a conviver isso. Ela nunca sai da minha cabeça, mas eu já aprendi a conviver.- Disse.

— Eu compreendo bem.- Disse.

— Pois é.- Disse.

— Vamos deixar de lado.- Beijei ela e voltei a passear pelo corpo dela.

Retribui o beijo e tirei a camisa dele.

Sentia ela ficar menos receosa a medida que avançávamos, era o que eu queria, que ela se sentisse bem com a gente junto assim.

A parte de estar nu e sentir nossos corpos assim, não era novidade a um tempo. Desci minha mão pelo abdômen dele e abri sua calça.

— Você é ágil.- Disse.

Sorri.- Acredite em mim Bellamy, meu pai me ensinou a pegar em coisas piores do que você tem ai escondido. Tirar uma calça é bem normal.

— Fiquei curioso.- Disse.

Ri.- E vai ficar.

Ri e tirei a calça. Fui beijando a perna dela e chegando a calcinha, a tirei.

A visão dela nua não poderia ser melhor, quer dizer, nua e eu podendo a tocar livremente. Tirei minha cueca, o que foi um alívio já que estava complicado; excitado e apertado. Me deitei entre as pernas delas.

O olhei nos olhos e sorri.- Você é lindo.

— Obrigado.- Sorri. Não era muito acostumado com elogios.

Toquei o rosto dele e o beijei novamente.

Retribui e toquei no sexo dela.

Ok, isso era estranho, mas deixei ele o fazer. Ele era mais experiente nisso do que eu, então ele tinha mais liberdade no que fazia.

Meu membro roçou na entrada dela e isso me excitou mais ainda. Não me contive em começar a entrar nela, claro que com jeito, não queria que fosse ruim.

A dor no começo foi bem incomoda, mas era suportável. Acariciava seus cabelos e beijava seu maxilar.

Me movimentava devagar para ela se acostumar e era uma delícia a ter assim. Tocava e apertava sua coxa, adorava a sensação que me dava.

Rocei meu nariz na pele dele e descia minhas mãos pelas suas costas.

Me arrepiei.- Assim fica mais gostoso.

— Que bom.- Disse.

— Sim, meu amor.- Eu não tinha estado com alguém que eu me sentisse assim como eu me sentia com ela.

Sorri e voltei a beija-lo. Entrelacei meus dedos no cabelo dele e acariciava ali.

Como ela parecia bem, aumentei um pouco o ritmo e cada movimento fazia o prazer ser maior.

Entrelacei minha perna em sua cintura e minha mão descia pelas costas dele.

Beijei, mordendo de leve o pescoço dela.

Me arrepiei e suspirei pesadamente.

— Não podemos fazer muito barulho.- Disse.

— Eu sei.- Disse.

— Mas está difícil me conter.- Disse no ouvido dela, logo gemendo.

— Eu sei também. Então é melhor nos beijarmos, o que não é nada ruim.- Sorri e o beijei.

Ri e retribui facilmente, me perdendo com ela.

Gemi suavemente no beijo, mas continuando ele. Acariciava seu abdômen e a outra mão acariciava sua nuca.

— Clarke...- Gemi no ouvido dela quando tomávamos fôlego.

Sorri e beijava seu rosto suavemente.

Sentia tudo ficando mais intenso, sabia que era o orgasmo chegando.

O beijei novamente e acariciava seus cabelos. Eu definitivamente amo Bellamy.

Sabia que ela não chegaria junto comigo, então não me segurei para gozar.

Acariciei o rosto dele e sorri. Ele é tão lindo que poderia olha-lo sempre.- Eu te amo.

Sorri.- Eu te amo.- Disse sem fôlego.

Sorri e acariciava seus cabelos enquanto ele descansava sobre meu peito.

— Você está bem?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Que bom.- Sai dela e me limpei, logo me ajeitando ao seu lado.- Não sabia que me amava.- Disse brincando.

Sorri.- Sei esconder bem.

— Percebi.- Ri, passando o braço ao redor dela e puxando uma manta.

Sorri e me aconcheguei no braço dele. Eu sabia que agora tinha uma possibilidade bem grande de eu engravidar, mas eu não ia preocupar ele agora. Deixaria tudo correr naturalmente. Afinal ele também conhece o risco.

— Será que vão vir para cá, os da arca.- Disse.

— Eu duvido com tanta gente "morrendo".- Disse.

— Bem, não posso controlar todo mundo. Mas não importa, para eles somos só infratores mesmo.- Disse.

Suspirei.- Ok.

— Mas não quero pensar nisso, só em quanto essa noite está perfeita.- Beijei os cabelos dela.

— Tudo bem.- Disse.

— Você pensou que pode ficar grávida?- Questionei.

— Claro que sim.- Disse.

— Não é minha primeira opção ter um filho no meio do mato, mas se vier não vou poder ser mais feliz.- Disse.

— Eu também. E eu tenho uma coisa para te dizer, uma coisa que descobri nessa semana que ficou fora.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Eu descobri um lugar subterrâneo que tem várias coisas como armas, roupas, sapatos, areia, tijolos e etc. O lugar já é construído, mas acredito que aquelas coisas de construção era para construir peças e tem até uma geladeira, só falta a energia elétrica. Bem, muitos já se separaram para viver como querem e eu pensei que podíamos ir para lá, se quiser. É bem mais seguro e é claro que as coisas da arca que vieram teria que ser dividida, mas ok.- Disse.

— Sério? Clarke, isso é ótimo. Estava ficando mesmo preocupado com a gente sempre ao relento.- Disse.

Sorri.- Que bom.

— Você é incrível.- Disse.

— Nem tanto, mas estaremos seguros embaixo da terra. Sem inundações, ventanias, incêndios...- Disse.

— Amanhã falaremos com todos.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Até lá vamos aproveitar o nosso tempo.- Me virei um pouco mais para ela e passei a perna por cima dela.

Sorri.- Sim, vamos.

Sorri e ficamos aproveitando aquela noite. No outro dia falamos com todos e fomos para o abrigo. Era bom, seguro e muito mais confortável que o acampamento. Aos poucos fomos consertando o que precisava e agora tínhamos algo mais fixo para chamar de lar. Não sabemos se os outros da arca vão vir, se vamos ou não ter problemas com os terra-firme, mas por hoje, por agora, posso deitar numa cama com a minha princesa e descansar, já que com ela ao meu lado tudo fica melhor.

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim :3 Bem, agora vamos voltar ao normal. Vou listar aqui embaixo dois trios e um quarteto e vocês irão votar. O mais votado será primeiro e depois os seguintes, como antes, normal. — Derek, Damon, Stefan e Elena. — Derek, Stiles e Lydia. — Derek, Klaus e Davina. Façam seus votos! E ah, outra votação, escolham entre os 76 capítulos da fic, um casal que vocês querem ver novamente em um história diferente, claro. Será o capítulo especial do capítulo 80 :) Votem nas duas votações, ok? :3 Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)