Liberty- One Shots

73 Capítulo 73- Francis & Mary.


Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Um aviso; Colocamos os nomes dos irmãos do Francis de Carlos e Henrique porque está assim na Wikipédia e não nos lembramos pela série. Bem, vamos ao capítulo e nos vemos lá embaixo...

POV Mary.

O meu destino não era nada motivador. Teria que me casar por interesse. Não que eu não goste do Francis, fomos criados praticamente juntos, mas sei que ele não gosta de mim assim. Tanto que hoje pela manha quando cheguei, ele não foi nada receptivo. Ser a rainha da escócia tem sido meio pesado nesse tempo que fiquei no convento, mas eu amo meu país e nunca desistirei de lutar por ele. Por isso casaria mesmo que fosse sem amor. Meu país vem em primeiro lugar e sempre virá. Sai do meu quarto e desci.

— Boa noite Mary, descansou?- Henry perguntou.

— Sim.- Disse.

— Vai nos acompanhar no jantar?- Ele perguntou.

— Claro.- Disse.

— Então vamos. Como está indo retomando a vida fora de um convento?- Ele questionou.

— Hã... bem, eu estou prometida a seu filho, então me sinto um pouco "impura" por ter saído de lá a algumas horas.- Disse.

Ele riu.- Logo vai se acostumar.

— Eu sei.- Disse.

Entrarmos na sala de jantar.

— No que depender de mim, esse casamento acontecerá logo.- Ele disse.

— Fico feliz que pense assim então.- Disse.

— Não é o que querem?- Ele perguntou.

— Acho que Francis prefere loiras.- Indiquei ele e uma garota.- E eu só quero o melhor para a Escócia.

— Vocês vão se dar bem que eu sei.- Ele disse.

Franzi o cenho.- Hã... Ok.

— Francis, venha acompanhar Mary.- Henry disse.

— Não precisa majestade, eu estou bem. Vou comer alguma coisa e me retirar.- Disse.

POV Misto. (Francis e Mary.)

— Oi. Boa noite Mary.- Disse.

— Boa noite.- Disse.

— Vou deixar vocês.- Ele saiu.

— Podemos dar um passeio depois do jantar?- Perguntei.

— Não quero lhe incomodar Francis. Não precisa fingir que quer se casar comigo.- Disse.

— Não me culpe por tentar conhecer você.- Disse.

— Nos conhecemos desde crianças.- Disse.

— Então você ainda gosta de correr por escadas?- Perguntei.

— Sempre que tenho um tempo livre.- Disse.

Sorri.- Gostaria de ver isso.

— Não, não gostaria.- Disse.

— Como pode ter certeza?- Perguntei.

— Porque você deixou claro hoje quando cheguei e na festa a tarde.- Disse.

— Entenda Mary, estou numa situação pior que a sua, não foi certo descontar em você.- Disse.

— O mais importante é salvar a Escócia. Se você não me quer, vou fazer novas alianças com outros países. Não me importo.- Disse.

— Não estou dizendo isso. Mas você entende o peso que temos em decidir nossas vidas com um país dependendo de nós.- Disse.

— Meu país e meu povo é mais importante que minha vida.- Disse.

— Eu mais que ninguém sei como é isso.- Ele olhou o pai.- Principalmente sem poder errar ou decepcionar.

— Tudo bem. Você tem o direito de pensar como quiser. Agora me dê licença, vou comer.- Andei em direção a mesa.

Ela estava linda, isso era fato. Mas minha cabeça estava uma confusão. Eu ainda estava aprendendo tanta coisa para lidar com um casamento agora. Acompanhei ela no jantar e ela não quis o passeio depois. Fui falar com meu pai e ele queria o casamento o mais rápido possível. Ótimo, agora sou pressionado a isso também. Me deitei tentando descansar, mas acabei sonhando com Mary. Não queria que isso fosse ruim assim, então pela manhã mandei avisar que quando ela levantasse fosse me encontrar no jardim.

Quando me levantei, já recebi a mensagem que Francis me esperava no jardim. O que será que ele quer? Tomei um banho e me vesti. Terminei de me ajeitar e desci, indo para o jardim.

— Oi. Bom dia.- Disse.

— Bom dia.- Disse.

Puxei a cadeira para ela.- Espero ter lembrado de tudo que você gosta.

— Hã... tudo bem, obrigada.- Disse.

— Fazia tempo que não comia bolo de morango.- Disse.

— Eu imagino que sim.- Disse.

— Ainda é o seu favorito?- Perguntei.

— Sim, é.- Disse.

— Que bom.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Então, como foi lá no convento?- Perguntei.

— Foi ótimo.- Disse.

— Mesmo?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Tenho certeza que foi melhor que aqui.- Disse.

— Ah sim, talvez.- Ele está tentando me enrolar? Eu desde criança sou apaixonada por ele, venho para cá sabendo e vendo que ele fica com outras, me diz na minha cara que não gosta de mim "assim" e agora fica de galanteio e simpatia? Eu não mereço isso.

— O que foi? Não gostou?- Questionei.

— Do que?- Perguntei.

— Você está tão séria.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Eu queria me desculpar por ontem.- Disse.

— Ah, ok.- Eu já estava me sentindo desconfortável ali, não conseguia me sentir a vontade com ele depois de tudo.- Eu tenho que ir.

— Já? Mas você nem comeu.- Disse.

— Estou sem fome.- Disse.

— Não precisa fugir de mim.- Disse.

— Fugir? Não estou fugindo.- Disse.

— Mal me olha.- Disse.

O olhei.- Melhor?

— Mary, eu sei que fui um pouco rude ontem, mas não precisamos ser assim.- Disse.

— Quando eu pensava em me casar, eu pensava em me CASAR não ser por uma aliança somente. Você só quer isso e herdeiros. Então, eu gostaria que respeitasse o fato de que estou digerindo que nunca serei amada pelo meu futuro marido e que só serei uma peça para ele.- Me levantei e andei, saindo dali.

Suspirei. Ela pensava que eu queria que fosse assim? Eu queria coisas diferentes, mas estava ciente que um rei não pode se levar pelo coração. Eu não posso deixar que meus sentimentos influenciem as decisões que eu teria que tomar. Mary não sabia que eu também gostava dela, mas não podia deixar isso ser mais forte. Passei a deixar ela a vontade depois da tentativa desastrosa de nos aproximar. O que eu não gostava era de como ela estava toda a vontade com Bash. Aquilo me irritava e não queria saber dele junto dela. Ela é minha, seria minha esposa. Algumas situações apareceram e eu tinha que resolver. Na verdade, tentar ajudar e algumas incluíam a Escócia, coisa que não abri mão. Tínhamos acabado de decidir mandar ajuda para um motim lá quando encontrei Mary no corredor.

— Boa noite Francis.- Disse.

— Boa noite Mary. Vai ficar feliz em saber que consegui convencer meu pai a mandar as tropas com o que estão precisando lá.- Disse.

Suspirei e sorri.- Obrigada.

— Não precisa agradecer.- Sorri.- Foi tão bom poder decidir e saber que pessoas que precisam vão ser ajudadas.

— Fico feliz por isso.- Disse.

— Você também vai ter essa sensação. Alguma coisa de boa esse cargo tinha que ter.- Disse.

— Infelizmente não governarei na Escócia.- Disse.

— Mas saberá dos efeitos.- Disse.

— Não é a mesma coisa.- Disse.

— Poderemos ir lá algumas vezes.- Disse.

— Espero que sim.- Disse.

— Não vou prometer que será sempre possível, mas com certeza te entendo.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Você tem andado muito com o Bash.- Comentei.

— O que?- Perguntei.

— Parece mais a vontade com ele do que comigo.- Disse.

— Hã... não é bem assim Francis. Bash é um amor de pessoa, só isso. Ele é seu irmão, então sabe disso.- Disse.

— E assim se tornou a sua companhia mais frequente.- Disse.

— E isso te incomoda porque?- Perguntei.

— Porque você é minha, Mary. Não gosto de ver você com outro como deveria estar comigo.- Disse.

O olhei.- Eu entendo. Me desculpe então. Vou me afastar dele.

— Não precisa agir como se estivesse te impondo algo, não gosto e nem acho que um casamento deva ser assim.- Disse.

— Não sei o que você quer então.- Disse.

— Não quero que ache que vou mandar em você.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Você me entende?- Perguntei.

— Não.- Disse.

— Mary, depois que você foi embora e eu tomei mais idade, passei a ser criado mais intensamente para ser rei. Um rei que deve ser racional acima de tudo. Não pense que gosto assim, que me esqueci de você.- Disse.

— Mas pelo jeito esqueceu como é sentir.- Disse.

— Não esqueci.- Disse.

— Tudo bem Francis, não precisa me dar explicações.- Disse.

— Porque toda vez que faço o possível para me aproximar você faz isso?- Questionei.

— Faço o que?- Perguntei.

— Se afasta.- Disse.

— Desculpe então, não é de propósito.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Ok.- Disse.

A deixei pelo salão e fui me trocar para o jantar. Quando voltei ela falava com Bash, que quando me viu, saiu.- Atrapalho?

— Não.- Disse.

— Não foi o que pareceu.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Porque fica tão bem com ele?- Perguntei.

— Já disse que ele é legal.- Disse.

— Falando assim me sinto o mais chato das companhias.- Disse.

Sorri.- Você não é chato, Francis.

— Mentira. A quanto tempo conversamos? E não falei de nada que não fosse do reino.- Disse.

— Iremos reinar juntos, Francis. Isso será um assunto constante.- Disse.

— Mas não o unico.- Disse.

— Claro que não.- Disse.

Íamos para a sala de jantar quando meus irmãos passaram.- Onde vão correndo assim?

— Hoje tem doce.- Carlos disse.

Sorri.- Se gostarem da torta de chocolate, me deixem saber. Fui eu que fiz.

— Foi?- Henrique perguntou.

— Sim.- Disse.

— Então vai ser uma delícia.- Carlos disse.

— Espero que sim. Vocês dois estão muito lindos, sabiam?- Questionei.

— Obrigado.- Carlos disse.

Sorri e beijei cada um nas bochechas.- De nada.

— Tchau.- Eles foram correndo.

— Eles são tão pequenos, nem fazem ideia.- Disse.

— Do que?- Perguntei.

— De quem são, dos riscos que correm. É uma idade boa, podem ser felizes tranquilamente.- Disse.

Sorri.- Você está subestimando-os Francis. Tenho certeza que eles sabem mais do que todos acham.

— Será? Imagino que correm tanto pelo castelo que conhecem lugares que não faço ideia.- Disse.

Ri.- Provavelmente.

— Assim como nós sabíamos um dia.- A olhei.

Sorri.- Será uma história interessante de se contar aos nossos filhos.

Olhei eles dois e sorri imaginando crianças minhas e de Mary. A quem quero enganar? Eu estou gostando da ideia, não é mais tão complicado como imaginei.

— Bem, vamos comer?- Perguntei.

— Sim, vamos.- Acompanhei ela.

Nos sentamos a mesa e começamos a comer.

O jantar corria bem, apesar de eu sentir claramente a preferência dos assuntos do meu pai com o Bash e em como ele olhava a Mary. Aquilo me irritava. Sempre o tive como irmão, mas não bastava a preferência que ele tomou, agora queria a minha mulher? Não mesmo. O jantar acabou e fui levar Mary ao quarto.

Me virei antes de entrar no quarto.- Bem, boa noite.

— Boa noite Mary.- Tomei as mãos dela e me aproximei mais, lhe beijando no rosto.

Sorri.- Até amanha.

— Até. Descanse bem.- Disse.

— Obrigada, você também.- Antes de entrar, me virei.- Ah, diga aos seus irmãos que quando quiserem ouvir uma história antes de dormir, podem me chamar. Eu amo contar história e amo crianças.

Sorri.- Tudo bem, eles vão adorar.

— Espero que sim. Agora sim, boa noite.- Sorri e entrei no quarto.

Fui para meu quarto e pude descansar. Mary seria uma boa rainha ao meu lado, isso quando chegasse ao trono, coisa que estava longe. Pude me banhar e me deitar. Sorri e acabei dormindo pensando na beleza dela.

POV Mary.

Me acordei com o sol batendo no meu rosto e sorri. Eu amo dias de sol. Me levantei, tomei um banho e coloquei um vestido mais leve por causa do dia. Terminei de me arrumar e desci.

— Bom dia Mary.- Bash disse.

— Bom dia.- Disse.

— Já tomou café?- Ele perguntou.

— Ainda não.- Disse.

— Posso te acompanhar?- Ele questionou.

— Claro.- Disse.

Ele sorriu, me acompanhando até a mesa.- Uma coisa que gosto é da cozinha daqui.

Sorri.- Eu também.

— Você parece mais animada.- Ele disse.

— Eu e Francis estamos melhorando, eu acho.- Disse.

— Ah sim.- Ele falou.

— Pois é.- Disse.

— Espero que se acertem.- Ele disse.

— Obrigada.- Falei.

— E como você está?- Ele perguntou.

— Bem.- Disse.

— Eu gosto de passar tempo com você. Não me olha diferente.- Ele disse.

— Porque olharia?- Questionei.

— Minha condição não é bem vista por todos.- Ele disse.

— Ah, isso não importa para mim.- Disse.

— É bom ouvir isso.- Ele disse.

— Que bom.- Disse.

POV Misto. (Francis e Mary.)

Desci para tomar café e encontrei Bash e Mary todos sorridente conversando.- Com licença, bom dia.

Sorri.- Bom dia.

— Vejo que gosta de fazer companhia a minha noiva Bash.- Disse.

— Bom dia Francis e sim, Mary é uma companhia muito agradável para se desperdiçar.- Bash disse.

Sorri.- Obrigada Bash.

— De nada.- Ele sorriu de volta e beijou a mão dela.

— Bem, melhor tomarmos o café.- Disse.

Ele estava de brincadeira né? Coloquei meu café e peguei um pedaço de pão.

— Mary, se quiser podemos ir ver os cavalos hoje, como pediu.- Ele disse.

— Você pediu?- Perguntei.

— Bem, sim. Amo cavalos.- Disse.

— Ao Bash?- A olhei.

— Ele cuida dos cavalos e como você fica muito ocupado com os assuntos da França, e enquanto a Escócia está sob controle, eu posso vê-los e cavalgar um pouco.- Disse.

— Tenho maior prazer em a levar. Algum problema?- Bash perguntou.

Sentia minha raiva crescente. Parecia que ele estava tirando proveito de qualquer situação para ficar com ela.- Nenhum, pois eu vou também.

— Você não gosta de cavalos desde que caiu de um.- Bash disse.

Me virei para ele.- Você caiu?

— A um tempo. Mas não tem problema, vou assim mesmo.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Tomamos café e a acompanhei até os estábulos. A ajudei a montar e depois montei.

— Francis, tem certeza? Faz tempo que não monta.- Ele disse.

— É Francis, não precisa se arriscar.- Disse.

— Deixa disso. Vamos?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Pode ficar se quiser.- Disse.

— Melhor eu ir.- Ele montou também.

— Bem, vamos.- Começamos a cavalgar.

Tomei o lado dela.- Dormiu bem?

— Sim e você?- Perguntei.

— Sim. Ia propor um passeio, mas você já tinha um.- Disse.

— Ah, sinto muito.- Disse.

— Não tem problema, mudei para esse.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Lembra quando saíamos escondido do castelo? Minha mãe ficava louca.- Disse.

Ri.- Sim. Era divertido.

— E você me sujou de lama uma vez.- Disse.

— Assim como entramos em um rio uma vez. Hoje não seria apropriado.- Disse.

— Acho uma excelente ideia.- Disse.

Sorri.- Não é não. Ai sim sua mãe nos mataria.

Ri.- Provavelmente seria um escândalo.

— Quase certo.- Disse.

— Mas podemos ir passear lá. Bash, pode voltar e avisar ao nosso pai que vou demorar para a discussão que ele queria?- Questionei.

— Vão ficar bem?- Ele perguntou.

— Espero que sim.- Disse.

— Não se preocupe, pode ir.- Disse.

— Tudo bem, até mais.- Ele voltou.

— Agora sim podemos curtir.- Sorri.

— Não estava gostando do Bash aqui?- Perguntei.

— Não. Já disse o porque.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Já basta ele ter toda a atenção do meu pai, não vou perder a sua.- Disse.

— Francis, isso não é uma competição.- Disse.

— Você não entende Mary.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Nos dirigi na direção do rio.- Espero que esteja bonito como a última vez que vim.

— Vai estar sim.- Disse.

Cavalgamos por cerca de meia hora até chegar e fomos premiados com uma visão maravilhosa.- Lindo.

— Demais.- Disse.

A olhei.- Queria que fosse tudo mais simples.

— Eu gosto do complicado.- Sorri.

Sorri.- Mesmo a nossa vida sendo pública?

— Bem, considerando que muitos não conhecem nossos rostos, sim.- Disse.

— Isso é verdade, tem lugares que não seríamos reconhecidos.- Disse.

— Pois é.- Disse.

Desci do cavalo e a ajudei a descer, o que nos deixou bem próximos.

O olhei. Ele é realmente lindo.

Eu não podia mais disfarçar que me sentia atraído por ela, afinal eu morria de ciúmes do Bash. Aproveitei nossa proximidade e a beijei.

Esse era meu primeiro beijo e fiquei um tanto paralisada no começo, mas retribuí.

Sorri e deixei rolar o beijo mais suave e doce que tinha tido.

Levei minha mão até a lateral do seu pescoço e acariciava ali.

A segurei mais junto a mim e gostei da sensação do seu corpo junto ao meu.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.

Envolvi uma das mãos em seus cabelos e a outra mantive em sua cintura.

Parei o beijo delicadamente e sorri.- Eu sempre imaginei como seria nosso primeiro beijo, mas nunca imaginei que você seria tão..- Mordi meu lábio.- Sexy.

— Posso dizer o mesmo de você.- Disse.

Sorri e lhe dei um selinho.

A segurei, a beijando.- Será que pode dar certo assim? Tudo a nossa volta e nós dois juntos como um só.

Toquei o rosto dele.- Tenho certeza.

— Eu quero acreditar nisso Mary, não quero uma vida como a dos meus pais.- Disse.

— E não vai ter. Eu serei sua mulher, sua amiga, sua irmã, sua confidente e tudo o que você precisar.- Disse.

— Irmã ficou estranho.- Disse.

— Bem, irmãos são melhores amigos e tudo que uma relação precisa.- Disse.

— Tudo bem, eu que pensei de outra maneira.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Posso pedir algo?- Questionei.

— Pode.- Disse.

— Deixe claro ao Bash que não há nenhum tipo de sentimento diferente entre vocês.- Disse.

Sorri.- Não há Francis. Eu sei que ele não gosta de mim assim. Não precisa ter ciúmes.

— Como pode ter certeza?- Questionei.

— Eu sinto.- Disse.

Suspirei. Será que tinha entendido mal a situação e vi o que não existia?

— É melhor voltarmos. O caminho é longo.- Disse.

— Está tão bom.- Abracei ela, descansando a cabeça em seu ombro.

— Sim, está.- Acariciava seus cabelos.

As vezes queria ficar assim, sem lembrar que era futuro rei, em países, guerras, aliados e inimigos. Agora acho que posso incluir a Mary nisso. Mesmo que eu tivesse sido treinado para não o fazer, eu sentia e ela era o que eu queria.

Eu gostava de me sentir nos braços dele, me sentia segura assim. O perfume dele também era bom.

Ficamos mais um tempo ali antes de voltarmos e quando cheguei me sentia diferente. A tarde passou tranquila e quando encontrei Mary, minha mãe me chamou e não acreditei na companhia que ela trazia.- Olívia?

Ela sorriu.- Olá Francis.

— Olívia, o que está fazendo aqui?- Perguntei.

— Vim te ver.- Ela disse.

— Me ver?- Perguntei.

— Sim, ela me escreveu dizendo que sentia falta e não vi porque ela não vir.- Catherine disse.

— Exatamente.- Ela disse.

— Tudo bem. Acho que não conhece minha noiva Mary.- Disse.

— Ouvi falar.- Ela disse.

— Mary, essa é uma antiga amiga minha, Olívia.- Disse.

— Olá.- Disse.

— Agora não vou poder te acompanhar, estou com a Mary.- Disse.

— Tudo bem Francis, pode ir. Ela é sua amiga, eu vou subir e descansar um pouco.- Disse.

— Tem certeza?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Te vejo mais tarde então.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Dei um beijo nela.- Até mais.

— Até.- Disse.

Ela subiu e acompanhei Olívia. Minha cabeça etava em outro lugar, mas seria falta de educação. No outro dia meu pai veio e logo vi que ele ouviu sobre mim e Mary. Ele decidiu dar uma festa para nós e quando era noite fui para meu quarto. Me arrumei e me sentei, esperando ela.

Desci e fui para a festa. Comia algumas uvas.

— Mary.- Sorri.

— Oi.- Disse.

— Está linda.- Disse.

— Obrigada.- Disse.

— O que achou da festa?- Perguntei.

— Está bonita.- Disse.

— Também achei, mas nem entendi muito o porque dela se todos já sabem do nosso noivado.- Disse.

— Pois é.- Disse.

— Mas se ele fez questão, vamos aproveita-la.- Disse.

— Vamos sim.- Disse.

Fazia companhia a ela e percebi que Olívia não tirava os olhos de mim.- Ah, será que ela não percebe?

— O que?- Perguntei.

— Olívia. Não queria ser mais sério, mas pelo visto terei que ser.- Disse.

— Você é o futuro rei da França, todas querem ser sua rainha. Isso não vai acabar com Olívia e tenho certeza que não começou com ela.- Disse.

— Bem, lamento dizer que já tenho uma rainha.- Sorri para ela.

— Bem, nada lhe impede de ter uma amante ou casar novamente quando eu morrer.- Disse.

— Mary!- Exclamei.

— Só estou dizendo a realidade.- Disse.

— Eu não vou ter amantes.- Disse.

— Estou dizendo que você poderia ter, não que teria.- Disse.

— Pois não terei. Disse que queria uma vida diferente da dos meus pais.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Espero que pense do mesmo jeito.- Disse.

— Sobre?- Perguntei.

— O que estamos falando, amantes.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Então...- Comecei.

— Bem, se você diz que não vai ter, tudo bem.- Disse.

— Você não entendeu Mary, quis dizer se você vai ter?- Perguntei.

Ri.- Francis, se eu tenho um amante fico sem a cabeça.

— Eu não duvido que minha mãe tenha um ou dois por ai.- Disse.

— Não tenho o talento da sua mãe de ser hipócrita.- Disse.

Ri.- Ainda bem.- A beijei.

Sorri.- Melhor falarmos com as pessoas.

— Prefiro beijar você.- Disse.

Sorri.- Isso vai ter que ficar para depois. Temos convidados.

POV Francis.

— Vamos.- Saímos do nosso canto, indo falar com os convidados. Alguns eram importantes, outros nem tanto. Via a maneira que Mary se portava, era mesmo uma rainha. Olívia veio perto de mim e tive que lhe dar atenção.- Está bem?

— Sim e você?- Ela perguntou.

— Agora muito.- Disse.

— E porque?- Ela questionou.

— Porque vou me casar com alguém que gosto.- Disse.

— Ah sim.- Ela disse.

— Está com uma cara não muito boa.- Disse.

— Como já disse, eu estou bem.- Ela disse.

— Vai continuar na corte?- Perguntei.

— Não sei.- Ela disse.

— Eu espero que sim. Você merece um bom casamento.- Sabia que era essa a intenção dela comigo, para "limpar" o nome.

— Você sabe que isso não é possível, então não deboche.- Ela disse.

— Aqui você tem muito mais chances que em outro lugar. E falo sério.- Disse.

— Ok então.- Ela disse.

— Vou ajudar nisso, prometo.- Disse.

— Tudo bem.- Ela disse.

Dancei um pouco com ela e depois cheguei em minha mãe.- Você que arrumou tudo?

— O que?- Ela perguntou.

— A festa, adoramos, está linda.- Disse.

— Ah sim, fico feliz.- Ela disse.

Sorri.- Acho que vai dar certo.

— O que?- Ela perguntou.

— Eu e Mary.- Disse

— Tem certeza? Ela é bem fraca para vinhos. Tomou uma taça e já ficou tonta e já foi se deitar. Já você suporta tudo.- Ela disse.

— Já?- Olhei ao redor.- Achei que ela estava conversando com alguém. Será que ela está bem?

— Está sim.- Ela disse.

— Acho que vou vê-la. Não faz sentido ser uma festa nossa sem ela aqui.- Disse.

— Querido, deixa-a dormir. Aproveite a festa.- Ela disse.

— É estranho.- Disse.

— Só aproveite querido. Eu tenho que ir falar com uns convidados.- Ela me deu um beijo na bochecha e saiu.

Era estranho, Mary não sairia assim sem me avisar. Será que ela estava bem?Tentei ficar, mas estava inquieto e pedi licença. Subi. No corredor do quarto podia jurar que vi alguém entrando no quarto. Cheguei a porta e abri, senti um calafrio. Mary estava na cama dormindo e um homem a tocou. Gritei. Ele se assustou e tentou correr, mas o acertei com a primeira coisa que vi que o deixou tonto e depois o acertei com um espeto de ferro da lareira na cabeça, o que o fez apagar. Chamei os guardas enquanto corri até Mary, ela parecia intocada, só que não acordava. Percebi alguns entrarem no quarto dentre eles meu pai.- Ela não acorda.- Senti sua respiração. Graças a Deus ela estava viva.

— Quem é o filho da puta que está tentando me tirar a Escócia e Inglaterra!?- Meu pai atirou uma cadeira longe.- Digam-me ou matarei todos vocês!

— Isso não importa agora, primeiro temos que saber o que ela tem.- Disse.

— Já pedi que chamassem o curandeiro.- Bash disse.

— Claro que importa! Elizabeth não vai ganhar a coroa.- Meu pai disse.

— Pai, não vai ter coroa se Mary não ficar bem!- Exclamei.

— Ela só está dormindo.- Meu pai disse.

— Ela pode ter sido envenenada.- Disse.

— Duvido. O que queriam atingir era outra coisa, não a vida dela.- Meu pai disse.

— É bem estranho, vou ver com os guardas que o levaram.- Bash disse.

— Já que Francis não faz nada, eu ordeno que eles cortem o que o faz ser um homem e o que queria usar para me tirar a Escócia e a Inglaterra e depois a cabeça.- Meu pai falou.

— Não vai o interrogar primeiro? Tentar tirar quem o mandou?- Perguntei.

— Não estou com paciência.- Ele saiu.

Não me importei, só pensaria nisso quendo ela estivesse bem e logo depois o curandeiro chegou e a examinou. Ele disse que ela ficaria bem, só era passar o efeito do que deram a ela passar. Todos foram saindo do quarto e apesar dos guardas na porta, eu fiquei a esperando acordar.

Me acordei com o calor do sol. Esfreguei meus olhos e olhei ao redor.- Francis?

— Mary?- Suspirei e a abracei.- Ainda bem. Não aguentava mais.

— O que foi?- Perguntei.

— Está tudo bem? Sente alguma coisa?- Questionei.

— Só um pouco tonta e com fome. Então deve ser isso.- Disse.

— Tem certeza?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Que bom.- Disse.

— Pois é. Hã... Francis, eu estou de camisola, melhor você sair para me vestir.- Disse.

— Ok. Mas precisamos conversar.- Disse.

— Sobre?- Questionei.

— Coisas que aconteceram enquanto você estava dormindo.- Disse.

— Ok.- Disse.

Comecei a contar de quando estranhei ela sair, até todos saírem e eu ficar vigiando seu sono.

— Meu Deus. Isso é um ultraje!- Me levantei.- Eu posso não estar como governante, mas o título ainda é meu. Eu sou a rainha da Escócia e eu não admito isso do meu país aliado. Onde está seu pai?- Coloquei o robe.

— Não sei. Desde que ele foi verificar a execução do invasor, eu fiquei aqui com você.- Disse.

— Vou ir lá.- Sai do quarto.

Acompanhei ela para encontra-lo. Agora que tinha certeza que ela estava bem, podia focar em descobrir quem armou isso.- Quem você está supondo que foi?

— Não sei. Mas seja quem for sairá sem a cabeça.- Disse.

— Meu pai apostou logo em algo com a Inglaterra, mas isso me pareceu pessoal demais. Era para atingir você como mulher, minha futura esposa.- Disse.

— Pode ser, mas mesmo assim. Eu exijo que respeitem a Escócia. Eu, meu corpo, é a Escócia e para essa aliança continuar, eu exijo que isso seja respeitado. Sem mais.- Disse.

— Você não precisa duvidar disso.- Disse.

— É o que vamos ver.- Entrei na sala e não me importava que estava cheios de homens ao redor de Henry e eu só com uma camisola e um robe.

— Bom dia pai. Alguma novidade?- Questionei.

— Bom dia Francis. Mary, posso ver que está perfeitamente bem.- Henry disse.

Andei até a mesa e apoiei minhas duas mãos na mesa, me inclinando para mais perto do rosto de Henry.- Eu exijo que essa aliança seja cumprida. E isso conta com a reputação da Escócia.

— E a sua, obviamente. Pode me assegurar que não foi tocada?- Ele perguntou.

Ri.- Eu sou uma rainha! Você só quer essa aliança para seu filho ser Rei de dois países e talvez de um terceiro. Você precisa de mim, não eu de você. Diga mais uma palavra duvidando de mim, que isso tudo acaba em um estalar dos meus dedos.

— Olha quem está se mostrando.- Henry disse.

— Podemos nos focar em quem armou isso? Porque está conseguindo um dos objetivos claramente; balançar esse aliança.- Disse.

— Olha; se eu fosse somente uma mulher eu me casaria com Francis sem pensar duas vezes. Porque eu estou apaixonada por ele. Mas eu não sou. Homens, mulheres, crianças e um país inteiro depende de mim. E eu vou pensar neles primeiro, sempre. Então, ou você mostra um pouco mais de respeito para com eles ou eu termino com isso tudo. Eu quero respostar em menos de uma semana, entendeu?- Questionei.

— Está fazendo muitas exigências Rainha. Se esquece que também me interesso no assunto. Não tem porque ficar criando prazos, afinal, isso quer dizer que tem gente infiltrada na minha casa, coisa que não admito.- Ele disse.

— O prazo já está estipulado. Ou você resolve ou perde.- Sai dali.

— Bela noiva você tem. Vá contornar isso e nos ganhar tempo. Não vamos perder isso.- Henry disse.

— Se não tivesse matado o invasor de início, teríamos por onde começar.- Falei e sai. Fui para meu quarto e suspirei. Tomei um banho e me troquei. Uma coisa me incomodava, era a forma que Mary jogou o que planejávamos na balança. Claro que entendo a posição dela, mas se colocar a acabar com tudo não me agradava. Desci para tomar café, já que não tinha dormido, precisava de algo forte para me manter acordado e seguir com a investigação. A semana se passava e não encontrei muitas resposta. Durante ela recebemos a visita de um príncipe de Portugal, eu não gostava dele, principalmente o jeito que ele cortejava Mary. Até eu ouvir o que me tirou do sério.- Mary.

— Sim?- Questionei.

— Como assim Portugal lhe ofereceu aliança mediante casamento e você disse que era uma opção?- Questionei.

— É uma opção.- Disse.

— E nós? Sou uma opção também?- Questionei.

— Francis, eu amo você e pelo jeito você não acredita. Mas eu não vou e nem posso colocar o meu país em risco. Sinto muito se você não entende. Deveria se casar com alguém que não tem esse compromisso então. Ou uma rainha que não se importa com as alianças que faz. Porque eu me importo. Meu pai deixou o país deles nas minhas mãos quando morreu e eu vou honrar isso. Queira você ou não.- Disse.

— Não disse que não acredito em você.- Disse.

— Tudo bem então.- Disse.

— Mas não fica perto desse cara, ele não é uma boa pessoa.- Disse.

— Eu só quero que isso seja resolvido e que nós dois ficamos juntos. Mas para isso você precisa tomar as rédeas Francis. Você será um Rei, comece a agir como tal. Senão você vai me perder e não será por minha culpa.- Disse.

Depois daquilo cada um tinha os seus afazeres e o que ela disse me afetou, era o mesmo que meu pai dizia, só faltou o mimado. Eu ia provar a eles que era capaz. Chamei os guardas e comecei a interroga-los até saber se alguém viu algo de estranho. Um deles se lembrou que o homem que foi morto estava servindo bebidas. Próximo passo foi descobrir o que era o que foi dado a Mary. O curandeiro disse que só um homem que vivia na vila ao lado que tinha substâncias assim. Interrogando tal homem, que não me era estranho, esse confessou algo que não imaginava. Minha mãe que tinha pedido o veneno a ele. Não podia ser, ela não faria isso. Falei ao meu pai e ele quase surtou. Ambos a confrontamos e ela confessou por um medo louco. Mary foi avisada. Meu pai conseguiu contornar para ela não ser morta, mas a condenou a uma prisão em seu quarto com vigias e sem regalias. Mary se satisfez com o resultado e despachou Portugal, o que não os deixou muito felizes. Meu pai ficou satisfeito, Mary também, mas ainda digeria o fato que ela achava de mim o mesmo que todos. Tinha ido passear com ela pela parte externa do castelo.- Já vão começar os preparativos?

— Sim.- Disse.

— Que bom.- Disse.

— Pois é.- Disse.

— Está melhor com tudo?- Perguntei.

— Tudo o que?- Questionei.

— O que houve.- Disse.

— Não, mas tudo bem.- Disse.

— Algo que possa ajudar?- Perguntei.

— Não.- Disse.

— Eu ainda não consigo entender tudo isso, o porque.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Sinto muito, Mary. Mesmo.- Disse.

— Esquece.- Disse.

— Bem que eu queria. Junto com a idéia de que você acha o mesmo que todos.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Que eu não tenho pulso para governar.- Disse.

— Eu nunca disse isso.- Disse.

— Mas foi o que quis dizer quando me mandou "agir como rei". Assim como meu pai, até minha mãe.- Disse.

— Não, não foi. Eu só quis dizer que você deve olhar as situações como futuro rei e não como príncipe. Mas se te ofendi, me desculpe então. Só achei que você queria mais a mim do que a Escócia. Talvez tenha me enganado.- Disse.

— Mary, não questiona por favor. Nunca passei uma angústia tão grande quanto ver você apagada naquela cama.- Disse.

— Você pode me questionar mas eu não posso te questionar? Muito justo isso. Estamos começando bem para alguém que dizia não querer uma relação como as dos seus pais.- Disse.

— Pensando bem, deixa. Você não entende o ponto que estava falando.- Disse.

— Ok então. Tenho que ir. Até mais.- Sai dali.

Ela foi e fiquei por ali pensando. Era melhor deixar o assunto morrer e esquecer. Ninguém entendia o que eu dizia e não queria brigar com a Mary por isso. Aos poucos fomos voltando ao normal e eu quando não estava com meu pai ou com Mary, estava com meus irmãos que não entendiam muito porque só viam a mãe as vezes. A normalidade ia tomando conta do castelo e quando precisava Mary pedia minha ajuda para o casamento. Como agora para saber o que iríamos servir.- Tenho mesmo que ir?

— Se quiser, sim.- Disse.

— Acho que nunca escolhi algo assim.- Disse.

— Tem primeira vez para tudo.- Disse.

— Sim. E o que escolheremos?- Questionei.

— É o que vamos experimentar.- Disse.

Entramos na cozinha e tomava noção de como ali era grande. Primeiro que escolheremos é o bolo.- Acho que sei qual vai ser.

— Qual?- Questionei.

— O seu de morango.- Disse.

— Acho que nem todos os convidados gostam dele. Melhor ser um mais clássico.- Disse.

— Ou pedimos um só para nós.- Disse.

— Pode ser.- Disse.

— Mas o que. Muito vinho é certo.- Disse.

— Sim.- Disse.

— O que servimos de comida?- Perguntei.

— Por mim as cozinheiras podem decidir.- Disse.

— Uma coisa tem que ter; aqueles doces de caramelos, meus favoritos.- Disse.

— Tudo bem. Dizemos a elas.- Disse.

Falamos com as cozinheiras e elas nos disseram o que poderia ser, e fomos selecionando. Quando saímos de lá, a puxei de canto e a beijei. Quando paramos, toquei seu rosto.- Queria perguntar algo.

— Pergunte.- Disse.

— Está preparada para nossas núpcias, digo a consumação, você sabe a situação como é?- Questionei.

— Claro que sei.- Disse.

— Queria que não fosse assim, fosse apenas nós dois.- Disse.

— Eu também.- Disse.

— Mesmo asism prometo que vai ser especial.- Disse.

— Tenho certeza que sim.- Disse.

— Tem mais uma coisa.- Disse.

— Diga.- Disse.

— Eu sei de tudo que pode falar, mas o que acha, mesmo que seja de longe e com guardas, deixar minha mãe assistir nosso casamento? Basta ser a cerimônia, nada de festa.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Tem certeza? Se for te deixar incomodada, tudo bem.- Disse.

— É sua mãe, você decide.- Disse.

— Obrigado.- A beijei.

— De nada.- Disse.

— A sua vem?- Perguntei.

— Ainda não sei. Ela não pode deixar a Escócia já que está me representando.- Disse.

— Entendo. Mas deve a querer aqui ou não?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Então espero que venha.- Disse.

— Eu também.- Disse.

— Que bom. Quero que dê tudo certo no nosso casamento.- Disse.

— Acho que todos querem.- Disse.

— Então teremos meu amor.- Disse.

— Sim, teremos.- Disse.

A beijei. Aqueles dias passaram voando, tanto que quando acordei no dia nem percebi. Pela tradição não podia ver a Mary, então arrumei o que fazer até a hora de ir me arrumar. O fiz e Bash, depois meu pai, vieram falar comigo. Logo segui para o salão que ia acontecer a cerimônia.

O dia foi bem corrido e eu estava realmente feliz, mas no fundo não estava. Não gostava de ser pressionada como aquele dia Francis o fez dizendo que disse algo que não disse e muito menos de ser atentada pela mãe do meu futuro marido e de quem terei que olhar para cara no meu próprio casamento, o qual ela nem quer que aconteça. Me arrumei e depois de horas fiquei pronta. Desci e me dirigi para onde aconteceria a cerimônia.

Foi inevitável sorrir quando a vi. Ela estava perfeita e linda demais. A cerimônia era longa e fiquei feliz quando ela terminou. Finalmente podemos estar casados. Mary agora é minha mulher. Recebemos os parabéns de todos e preferi manter Mary longe de minha mãe, então só trocamos olhares e ela foi levada. A festa começou e foi ótima. Dançamos, comemos... Não tinha tido dia tão feliz como esse. Quando estávamos cansados da festa, meu pai avisou que era a hora. Suspirei e ajudei Mary a subir com o vestido. Fui para meu quarto trocar de roupa e segui para o dela, onde tudo aconteceria.

Tirei o vestido que usava e todas as jóias. Coloquei uma camisola branca, levemente transparente e soltei meus cabelos, penteando-os. Esperei todos chegarem.

Entrei primeiro e nossa. Senti logo o efeito de semanas sem relações.- Você está linda.

Sorri.- Obrigada.

Cheguei nela e a beijei.- Te desejo tanto.

Acariciei o rosto dele, tocando seus lábios.- Você já vai me ter amor.

— Ainda bem.- Nos encaminhei para a cama.- Me incomoda ter outros para lhe ver.

— Você não precisa me despir.- Disse.

— Até certa parte. E vou perder boa parte de tudo, sem poder te tocar.- Disse.

Sorri e o beijei.- Você fica fofo quando está contrariado. Mas você pode me tocar e temos o resto das nossas vidas.

— Pois é.- A beijei e escutei a porta. Levantei e a abri. Era mesmo incomodo fazer isso diante de uma plateia de cinco a seis pessoas.

Me ajeitei na cama e esperei.

— Você tem uma bela mulher Francis.- Henry disse.

— Não vamos deixar mais constrangedor.- Disse.

— Obrigada Henry. Por mais que devesse poupar comentários.- Disse.

Ele riu.

Tinha que deixar eles para lá, então me concentrei nela, a beijando.

Retribui o beijo.

Minha mão correu sua perna, era bom poder toca-la.

Me arrepiei ao toque dele e também ao fato de nunca ter sido tocada por um homem. Eu realmente preservei meu corpo e cuidei para o homem certo. E sempre tive certeza que seria Francis.

Eu amo Mary, acho que sempre amei. Mas todas essas situações sobre governar me mudaram, mas acho que finalmente cheguei a um meio termo sobre tudo. Sei que posso ama-la e ainda assim ser um bom rei. Desci meus lábios pelo pescoço dela, ela tinha a pele tão macia.

Ele também estava usando um tipo de "vestido" para facilitar a consumação e ele não ter que ficar nu se não quisesse. O engraçado é que tudo é homem e eu não podia ficar mais envergonhada. Desci minha mão pelas costas dele.

Sorri e por baixo da camisola dela, subi mais minha mão, apertando a coxa dela.

Sorri.- Quem disse que não ia aproveitar?- Sussurrei no ouvido dele.

— Nada como um jeitinho.- Disse.

— Eu estou vendo.- Sorri e o beijei.

Já me sentia pronto, então me coloquei melhor entre as pernas dela, subindo a camisola dela o menos possível e rocei meu membro na intimidade dela.

Parei o beijo delicadamente e o olhei. Ele era tão lindo, tão perfeito... Toquei o rosto dele e logo após seus lábios. Eu sabia sem dúvidas que era dele.

Retribui o olhar e a segurei pela cintura, começando a entrar nela.- Eu te amo.- Sussurrei em seu ouvido.

— Eu também te amo.- Disse.

Essa era a parte mais complicada para ela, por isso fui devagar até rompe-la.

Mordi meu lábio.- Sinto muito que eles terão que te "examinar".- Sussurrei no ouvido dele. Sabia que devia ser estranho para um homem, até ferir o ego devia.

— Vamos Francis, mostre se Mary era intocada. Apesar de estar sendo uma bela visão.- Henry disse.

Aquela hora que meu pai sabe ser irritante. Parei, cumprindo tudo o que devia e pouco depois eles foram embora.

— Até que enfim eles foram.- Disse.

— Nem me fale. Você está bem?- Perguntei.

— Com vergonha, mas sim.- Disse.

— Eu entendo. Acho que vou criar um jeito menos tenso para isso, para nossos filhos.- Disse.

Ri.- Vamos nos concentrar no momento em cuidar dos nossos países. Quando eles tiverem fixos e bem, pensamos em novas leis. Senão, nosso reinado será visto como frívolo.

— Na verdade ia falar para se concentrar em outra coisa.- Disse.

— Em que?- Perguntei.

— Em termos uma noite nossa, esquecendo tudo lá fora.- Beijei o pescoço dela.

Sorri.- Tudo bem.

— Então começamos tirando isso.- Soltei o laço que tinha na camisola dela e desci as alças.- Você é linda.

Sorri.- Obrigada.

Puxei toda ela e a tirei. Sorri. Ela é perfeita por completo.

Me senti corar pelo olhar dele. Eu sabia que Francis é experiente e sabe tudo sobre essas coisas. Era meio constrangedor não saber nada e estar com alguém que sabe tudo.

— Você ficou vermelha.- Sorri.

— Eu sei.- Toquei minhas bochechas.- Eu sou péssima nisso.- Mordi meu lábio levemente.

— Não precisa se preocupar meu amor, com o tempo você pega prática.- Beijei o pescoço dela.

Me arrepiei ao sentir a barba dele na minha pele.- Eu espero que sim.

Tirei aquela camisa horrível.- Bem melhor.

Sorri.- Com certeza.

Trouxe ela para mim e a beijei.

Retribui o beijo e envolvi meus braços em seu pescoço.

Me deitei sobre ela. Agora sim podia aproveitar ela.

Envolvi minha perna na cintura dele e descia minha mão pelas costas dele.

Deslizei a mão pela lateral do corpo dela e apertei sua coxa. Deixei minha boca descer pelo pescoço, correndo sua pele até chegar em seu seio.

Suspirei pesadamente. Gostava de sentir sua barba na minha pele e descia minha mão pelas costas dela.

Beijei ali e sorri.- Quanta coisa esses vestidos escondem.

Sorri.- Nem todos. Alguns são decotados.

— Mas você tem um corpo maravilhoso.- Disse.

— Obrigada. Um dos meus deveres é cuidar bem dele.- Disse.

Sorri e continuei beijando, descendo pela barriga.

Quando ele chegou na minha barriga, sorri imaginando o dia que ele faria isso enquanto nosso filho estivesse ali. Eu sei que sou bem melosa e falo demais em crianças para uma jovem rainha recém casada, porém meu maior objetivo em me casar é ter filhos. Porque sempre pensei que a unica relação eterna é entre mãe e filho. Por mais que eu e minha mãe não sejamos um bom exemplo.

Eu estava sem aguentar para a ter de novo, agora mais completamente. Me coloquei melhor entre as pernas dela e voltei a entar nela.

Suspirei pesadamente e o beijei novamente.

Comecei a me movimentar e era delicioso estar dentro dela.

Envolvi minha perna na cintura dele, mantendo-o ainda mais perto.

Comecei a acelerar, indo mais rápido e ela me respondia. Parecia que começava a deixar essa timídez de lado.

Entrelacei meus dedos no cabelo dele e acariciava ali.

Gemi.- Mary.

Sorri e beijava seu rosto carinhosamente, descendo pelo maxilar dele.

— Você é uma delícia.- Disse.

— Obrigada.- Disse.

— Você é e logo vou chegar ao extâse assim.- Disse.

Sorri.- É o que quero que tenha.- Toquei os lábios dele.

— E você tenha comigo.- Disse.

— Teremos muitos dias, meses e anos para termos isso juntos. Hoje é um dia em que a tensão inicial e o fato de ser a primeira não irão deixar. Vamos encontrar nosso ritmo. Mas até ela eu não me importo de ir tentando.- Sorri e o beijei.

Sorri, me deixando levar e a cada movimento dentro dela sentia o prazer maior e o extâse mais perto.

Descia minhas mãos pelas costas dele, acariciando ali.

Os toques dela me arrepiavam e não me arrependia de me entregar totalmente a ela e isso me rendeu a um extâse maravilhoso.

Aos poucos fui parando o beijo delicadamente.

Recuperava o fôlego e sorri.- Foi a melhor relação da minha vida.

Sorri.- Fico feliz por isso.

— É porque amo você.- Disse.

— Tenho certeza que já teve outros amores na sua vida.- Acariciava os cabelos dele.

Sai dela e me deitei ao seu lado, ficando de lado.- Mas ninguém era minha mulher, minha futura rainha, minha amiga, minha parceira e minha amante.

— Mas uma delas poderia ser se quisesse. Mas fico feliz que tenha me escolhido.- Disse.

— E você me escolheu também.- Disse.

— Você é minha escolha desde que eu tinha seis anos.- Disse.

— Minha beleza te conquistou então.- Disse.

Ri.- Sim.

— Você sempre foi linda.- Disse.

— Isso é mentira. Você preferia outras garotas. E com doze anos eu fui para o convento.- Disse.

— Eu sei. E eu senti isso horrivelmente.- Disse.

Suspirei.- Bem, acho que vou tomar um banho.

— Já? Achei que íamos ficar aqui a noite toda.- Disse.

Sorri.- Eu já volto amor. É que como foi minha primeira vez posso estar um pouco suja de sangue e só de pensar nisso, me dá um pouco de nojo. Vai ser um banho rápido e já volto.

— Tudo bem.- Disse.

Lhe dei um beijo e me levantei, indo a sala de banho.

Observei ela ir e sorri. Olhei a aliança nova no meu dedo e não imaginei que uma coisa que eu não queria, não me sentia pronto, me fizesse tão feliz agora. Mary tinha me trago algo que eu não esperava sentir. Eu esperava ser um rei tão bom como ela é rainha e sei que nosso futuro vai ser complicado com nossos títulos e tudo mais. Só que vamos ter um ao outro e isso vai fazer do nosso reinado o melhor de todos.

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim :3 Esses dois é uma coisa complicada, mas perfeitos :3 Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)