Liberty- One Shots
72 Capítulo 72- Kai & Bonnie.
Notas iniciais

POV Kai.
Acordei e olhei o despertador, mais um dia de escola. Não, eu gosto de estudar, só o que incomoda é aqueles chatos do time de basquete, principalmente o tal do Jeremy Gilbert. Tomei banho, me arrumei, tomei café e fui para o ponto do ônibus. Entrei e a vi; minha musa Bonnie. Ela estava mais linda depois que cortou o cabelo, mas o lugar estava ocupado por uma das amigas dela, então sentei na frente. Botei os fones e foi uma viagem tranquila. Pensava nela e em como ela não olhava para alguém como eu, um nerd. Sim, sou inteligente, gosto de tecnologia, ficção e jogos online. Isso para a maioria virou um defeito, por isso fico de lado na turma. Tento não deixar isso me abalar. Chegamos e desci parando no corredor do meu armário.- Bom dia Matt.
— Bom dia.- Matt disse.
— Terminou a fase do jogo ontem?- Perguntei.
— Sim. Passei umas quatro horas tentando, mas consegui.- Ele disse.
— Eu disse. O trabalho de história é para hoje?- Questionei.
— Sim.- Ele falou.
— Ainda bem que trouxe.- Olhei e Bonnie pegava os livros no armário da frente.
— Cara, desencana dela.- Ele disse.
— É mais forte que eu.- Disse.
— Ela nem sabe que você existe e sabe que o Jeremy está de olho nela já.- Ele disse.
— Você ouviu alguma coisa?- Perguntei.
— Ouvi ele falando nela com os outros.- Ele disse.
— Droga.- Só de a ver assim me deixava mais feliz, só que nunca teria essa felicidade.
— Não se martirize tanto. Melhor irmos para a aula agora.- Ele disse.
— Vamos.- Fomos e no segundo tempo a aula era com ela.
POV Misto. (Kai e Bonnie.)
Era aula de geografia e como era minha matéria favorita, sempre gostava de assisti-la. Me sentei na minha classe e comecei arrumar minhas coisas antes do professor chegar.
O lugar que ela sentou era na direção do meu e olhei de relance. Aquela saia de torcida não ajuda a raciocinar. Voltei a atenção quando o professor entrou.
O professor entrou e logo começou a passar a matéria. Comecei a copiar o que ele passava.
Uma coisa que gostava nela é que ela não era das bonitas e burras, ela era inteligente e estudiosa, com notas sempre boas. Eu já conhecia a matéria então nem me preocupei.
Cruzei minhas pernas e continuei escrevendo. A matéria nem era tão difícil.
Estava olhando disfarçadamente quando o professor falou em trabalho em dupla. Só que ele escolheria as duplas.
Suspirei. Espero que ele não me coloque com um que eu tenha que fazer tudo sozinha.
Quando ele falou meu nome e o dela, gelei. Eu. Faria. Com. Ela.
Me virei, procurando Kai e sorri para ele quando o vi, indicando que era eu, caso ele não se lembrasse de mim.
Sorri. Ah meu Deus. Calma Kai, não vai pirar, haja normalmente. O professor nos liberou para se juntar e começar a discutir o trabalho. Sentei ao lado dela.
— Hey. Lembra de mim? Estudamos juntos desde da oitava série.- Disse.
— Claro, você é difícil de esquecer.- Disse.
Sorri.- Obrigada então.
— Então, esse trabalho; Iluminismo, revolução francesa, coisa fácil.- Disse.
— Hã... que bom que acha fácil. Eu gosto, mas não acho tão fácil assim.- Disse.
— Bem desculpe, é que estou adiantado na matéria, então acho fácil.- Disse.
— Não tem que se desculpar por saber.- Peguei um pedaço da folha do meu caderno e anotei meu celular para ele, assim como e-mail.- Aqui, antes que me esqueça de te passar. Vamos precisar ficar em contato.
— Sim, vai valer a nota do bimestre.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Aqui o meu.- Passei para ela. Não acredito que consegui o telefone dela fácil assim.
— Ok.- Peguei minha bolsa e guardei na minha carteira.
— Esse chaveiro... Potterhead?- Perguntei.
Sorri.- Sim. Desde que eu tinha uns quatro, cinco anos. Quer dizer, eu não lia ainda, mas minha mãe me lia. Ela gostava, ainda gosta, e lia para mim. Já ficou sendo coisa de família.
— Legal.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Não sabia que gostava de coisas assim.- Disse.
— Coisas de garotos? Meu poupe dessa história, já escuto isso das minhas amigas.- Disse.
— Não acho coisa de garotos.- Disse.
— Ainda bem.- Disse.
— Só achei que você não tinha tempo para isso.- Disse.
— Como assim?- Perguntei.
— Sabe, você é popular, tem a torcida e tudo mais.- Disse.
Ri.- Eu não sou a Gisele. Minha rotina é simples; escola, treino e casa. Sextas e sábados quando tem algo que eu goste, eu saio, quando não tem faço o que faço todas as noites; ficar abraçada com o Sr. Cuddles e ver filmes, séries, comendo pipoca e doces. Claro que na segunda tenho que começar a dieta de novo.
— Séries? E Sr. Cuddles?- Questionei.
— Meu ursinho.- Disse.
— Você tem um ursinho.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Essa eu queria ver.- Disse.
— Hã...- Eu sempre conseguia envergonhar a mim mesma.- Melhor continuarmos no trabalho.
— Tudo bem.- Ficamos discutindo algumas ideias até que saímos da aula. Estava bem até o Jeremy aparecer.- Essa não.
— O que?- Perguntei.
— Jeremy.- Disse.
— O que tem ele?- Perguntei.
— Olha esse ai.- Jeremy disse.
— Olá.- Disse.
— Oi gata.- Jeremy disse.
— Como está?- Perguntei.
— Melhor agora.- Ele disse.
— Que bom.- Disse.
— Então, vamos almoçar?- Jeremy perguntou.
— Almoçar?- Questionei.
— Sim.- Ele disse.
— Hã... tudo bem.- Disse.
— E o que estava fazendo com ela Kai?- Ele perguntou.
— Tra..trabalho.- Disse.
Olhei para Kai.- Quer almoçar com a gente?
— Com vocês?- Perguntei.
— Sim.- Toquei no braço dele.- Vai ser legal. Podemos discutir mais um pouco o trabalho.
— Tá.- Aceitei. Tomara que seja uma boa mesmo, porque o olhar do Jer não é.
— Vamos?- Perguntei.
— Vamos.- Segui com eles e percebi que me olhavam as vezes, afinal eu estava com o capitão do time e uma das líderes.
Nos sentamos em uma mesa.- Eu vou ir pegar o almoço. Querem alguma coisa?
— Vou pegar também.- Disse.
— Tudo bem, vamos.- Fomos para a fila.
Peguei minha bandeja.- Tem certeza que quer que eu fique com vocês?
— Claro que sim. Porque não iria querer?- Perguntei.
— Estão todos comentando.- Disse.
— Eu não me importo. Você se importa?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Ok então.- Disse.
Botamos e voltamos a mesa. Jeremy ria com mais alguns do time. Me sentei e comecei a comer.
— Então Kai, estamos aqui discutindo qual vai ser o melhor jogo da temporada.- Jeremy disse.
— Hã... Eu não gosto muito de esporte.- Disse.
— Um garoto bonito que não gosta de esporte, isso é novidade.- Tomei do suco.- Tirando o Matt.
Eu não acreditei, ela me acha bonito?
— Até parece, todos gostam de esporte, mas já sei, você prefere ficar naquelas disputas DC vs Marvel não?- Jeremy perguntou.
— Eu não vejo necessidade de disputa, tem público para todos.- Disse.
— Enquanto isso as garotas vem todas para nós.- Jeremy disse.
Ri.- Jer, acho que você está monopolizando.
— Eu não. Kai, quando foi a ultima vez que saiu com uma garota. Uma de verdade, online não vale.- Ele disse.
— Hã... Não sei.- Disse.
— Jeremy! Isso não é coisa que se pergunte.- Disse.
— Estamos conversando.- Ele disse.
— Tudo bem Bonnie.- Olhei ao redor e sabia que eles estavam me provocando.
— E ai povo. E o nerdzinho tá dando um passeio por aqui é?- Tyler peguntou.
Suspirei e me levantei.- Me desculpe por isso Kai, vamos sair, é melhor.
— Ah Bonnie, para, fica ai vai.- Jer disse.
— Não, nós nos vemos amanha. Vamos para outra mesa.- Estiquei a minha mão para Kai.
Peguei minha bandeja e dei a mão a ela, não sem antes ver Jeremy me olhar puto. Ia sair com ela, mas Tyler esticou o pé e tropecei. Não cheguei a cair, mas derrubei a bandeja e quase cai por cima de uma das meninas que estava na mesa.
Suspirei.- Tyler, para com isso.Você parece uma criança.
Peguei a mochila que caiu e sai dali, ouvindo as risadas deles.
Não o segui, mas sai dali também. As pessoas são mesmo idiotas.
Fui para um canto do pátio para tentar esquecer aquilo. Aqueles babacas se acham superiores só por fama ou pelo time que jogam. São uns babacas por humilharem os outros assim. Peguei o numero que ela me de e mandei uma mensagem; "Onde está?"
Senti meu celular vibrar e o peguei. Era uma mensagem de Kai. "Indo para o treino."
"Melhor eu evitar a quadra. Te vejo na saída."
"Tudo bem."
Fui para uma aula e depois o clube de ciências, pelo menos ali o caso do almoço não tinha afetado. Fiquei por lá até dar a hora de ir embora. Fui no armário e depois de guardar as coisas, vi ela no dela, mas Jeremy estava falando com ela.
POV Bonnie.
— Jeremy, eu tenho que ir.- Disse.
— Bonnie, nós temos que conversar, vamos sair antes de sair no sábado.- Ele disse.
— Você foi um idiota hoje, Jeremy.- Disse.
— Você está brava por isso? Ah, aquilo não foi nada.- Ele disse.
— Nada? Jeremy, ele é uma pessoa. Como eu, como você, como qualquer um. E você o humilhou.- Disse.
— Foi uma brincadeira, aposto que ele nem ligou.- Ele disse.
Suspirei e me virei, pegando livros no meu armário.- Claro que ele ligou.
— Desde quando se importa tanto?- Ele perguntou.
— Eu me importo com todos. Até com você que é um cabeça dura.- Disse.
— Esquece isso vai.- Ele disse.
Me virei para ele e suspirei.- Tudo bem. Dessa vez eu vou.
Ele sorriu.- Sábado de pé?
— Sim.- Disse.
— Ótimo. Agora eu já vou que tenho aula extra. Odeio matemática.- Ele disse.
— Boa sorte.- Disse.
— Tchau.- Ele deu um selinho nela e saiu.
POV Misto. (Kai e Bonnie.)
Estava na ponta do corredor e vi a conversa e em como ele a beijou. É, hoje não é meu dia.
Peguei os livros, fechei o armário e sai dali.
Estava no pátio quando ela apareceu. Droga, eu tinha que gostar tanto dela assim? Mas ela gostava de outro, senão não perdoaria o que Jeremy fez.- Bonnie.
— Hey.- Disse.
— Quando podemos começar o trabalho?- Perguntei.
— Amanha.- Disse.
— Tá.- A olhei.- Bonnie, posso perguntar uma coisa?
— Claro.- Disse.
— Qual o prolema em ser como eu?- Questionei.
— O que? Nenhum.- Disse.
— Não é o que parece aqui no colégio.- Disse.
— Isso é coisa deles.- Disse.
— A maioria quer dizer.- Disse.
— Não devia se importar com essas coisas.- Disse.
— Acredite, não é algo que eu goste que me afete.- Disse.
— Eu imagino que não.- Disse.
— E pensar que falta mais de um ano ainda.- Disse.
— Verdade.- Disse.
— Mas para você passa tranquilo.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Você não tem problema nenhum em vir pra o colégio.- Disse.
— Ah sim.- Eu não gostava que achavam que eu tinha algum privilégio ou era mais fácil, mas não falava nada.
— Mas uma hora isso vai acabar.- Disse.
— Pois é.- Disse.
Entramos no ônibus e sentia alguns comentários e risinhos. Sentei na frente para não ter que ficar olhando aquilo. Combinamos de começar o trabalho na minha casa e depois desci. Estava feliz por estar próximo a ela. No outro dia arrumei tudo para sua vinda e quando voltamos ela veio comigo.
— Eu separei alguns sites que achei ontem a noite. Eu não sei se são bons, mas como você sabe a matéria, poderá dizer se sim ou se não.- Disse.
— Olho já já.- Entramos em casa.
— Ok.- Disse.
— Pode ficar a vontade.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Botei a mochila no sofá.- Quer alguma coisa?
— Não, obrigada.- Disse.
— Vou pegar meu notebook e podemos começar.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Subi e sorri. Liguei o note e mudei algumas pastas, na verdade tudo que tinha dela. Pronto, agora ela não vai desconfiar. Desci.
— Sua casa é bonita.- Disse.
— Obrigado. Mantivemos tudo como a mãe deixava.- Disse.
— Entendo.- Disse.
Olhei a foto da minha família. Minha mãe e minha irmã gêmea tinham morrido a três anos, ainda era uma coisa delicada.- Bem, deixa eu ver o que você trouxe.
Peguei meu celular e coloquei no site.- Aqui.
Olhei.- É um bom material.
— Que bom.- Disse.
— Acho que podíamos ver um filme sobre isso. Tem muitos.- Disse.
— Podemos sim.- Disse.
— Eu já peguei essas coisas.- Mostrei os arquivos.
Olhei.- Parecem ótimos.
— É um assunto que gosto, muitos pensadores aparecendo, mundo em transformação...- Disse.
Sorri.- Estou vendo mesmo que gosta.
— Sim, a vida não é só saber sobre jogos, ficção e quadrinhos.- Disse.
— Claro.- Disse.
— Você gosta de que?- Perguntei.
— Hã... várias coisas. Gosto de ler, de dançar, de cantar, escrevo algumas coisas só para mim mesmo e gosto de exercícios.- Disse.
— Você canta?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Legal.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
— Difícil acreditar que alguém legal assim anda com uns babacas..- Disse.
Suspirei e mordi meu lábio.- Eles são idiotas as vezes, mas sabem ser legais.
— Quando?- Perguntei.
— Não sei exatamente, mas são.- Disse.
— Bem, não vou ficar falando dos seus amigos.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Vamos juntar mais material antes de começar?- Perguntei.
— Vamos.- Disse.
Comecei a procurar e com a ajuda dela logo juntei bastante coisa.- Você pega a matéria rápido.
— Pois é.- Disse.
Sorri.- Não se importa mesmo de ficar aqui e fazer comigo?
— Claro que não.- Disse.
— É que muitos não querem andar com um nerd.- Disse.
— Não gosto de separar as pessoas por grupos.- Disse.
— Você tem um pensamento bem diferente dos que nos rodeiam.- Disse.
— Obrigada, eu acho.- Disse.
— Pelo menos isso eu acertei em você.- Disse.
Sorri.- Melhor começarmos o trabalho.
— Sim.- Disse.
— Ok.- Começamos a fazer.
Íamos fazendo o trabalho e eu observava tudo nela, claro que discretamente. O sorriso, o perfume, as curvas- que ela tinha muitas-, o jeito de falar... Nunca contei isso, mas as coisas que tenho naquela pasta são fotos dela e algumas pornografias, a maioria eu ia online. Mas Bonnie era o alvo, ou melhor, era nela que eu pensava.
Depois de algumas horas, terminamos de juntar as pesquisas.- Bem, eu pego metade e você a outra metade, e ai vamos resumindo. Depois só juntamos.
— Ok. Deve estar com fome, vou pegar algo para gente lanchar antes que os gêmeos cheguem e acabem com o que vêem pela frente.- Disse.
Ri.- Ok.
Fomos para a cozinha.- Tem bolo.
— Pode ser.- Disse.
— Suco ou refrigerante?- Perguntei.
— Suco.- Disse.
Peguei para ela e a servi.
— Obrigada.- Disse.
— Espero que esteja bom.- Disse.
— Tenho certeza que sim.- Disse.
Sentei ao lado dela e mesmo desenvolvendo durante o trabalho, eu ainda ficava sem jeito junto dela.- Está bom.- Cara eu sou um idiota. Estou com ela, sozinho em casa e não faço nada.
Sorri.- Está ótimo sim.
— Então, você está com o Jeremy?- Perguntei.
— Com o Jer? Bem, não tecnicamente. Eu acho que ele quer alguma coisa, mas não sei ainda se eu quero.- Disse.
— Não?- Questionei.
— Olha, como eu disse o Jer e os outros tem seus pontos negativos e tem os positivos. Um dos negativos é que eles só querem sexo, Jer não é diferente. Começa com sexo e termina com um beijo. Se é que me entende. Eu prefiro ao contrário. Bem ao contrário e eu sei que ele não é o tipo de cara que espera.- Disse.
— Entendo e mais uma vez você mostra que fazia a ideia certa sobre você.- Disse.
Sorri.- Que bom então.
— Você é examente como sempre imaginei, muito mais que uma garota bonita com pompom.- Disse.
— Hey, os pompons são legais e podem ser sexys também.- Ri.
— Isso com certeza.- Disse.
Sorri e tomei do suco.
Vai Kai, faz alguma coisa. Melhor não, ela pode ficar mal. Ela terminou de comer e eu a observava.
O olhei.- O que foi?
— Nada Bonnie, desculpe.- Fiquei nervoso, merda.
— Desculpa? Pelo que?- Perguntei.
— Estar te admirando.- Disse.
— Me admirando?- Perguntei.
— Deixa, esquece o que eu falei.- Disse.
— Hã... Ok.- Me levantei.- Agora eu tenho que ir.
— Já?- Perguntei.
— Sim. Minha vó vai lá em casa.- Disse.
— Ah sim. Deve ser bom ter vó.- Disse.
— Sim, é.- Disse.
— Bom para você.- Disse.
— Sim. Bem, eu vou indo.- Peguei minhas coisas e dei um beijo na bochecha dele.- Até mais. Tchau.- Sorri e sai.
Desabei no sofá. Nossa. Sorri. Pelo menos agora ela sabe que eu existo. A noite estava no meu quarto e olhei as fotos dela. Ah, e dai, ninguém vai saber mesmo. Botei num site e tinha um vídeo de uma garota com roupa de torcida... Ah Bonnie, se você soubesse o quanto eu desejo você, o quanto eu queria que esses rótulos acabassem e eu não fosse só um nerd bobo. Não tinha nada para fazer e vi que ela estava on. A chamei.
****
Bonnie: Hey.
Kai: Fazendo o que?
Bonnie: Literalmente? Estou me vestindo nesse instante.
Kai: Nossa, assim você me maltrata.
Bonnie: Porque?
Kai: Deus, eu mandei isso? — carinha envergonhada-
Bonnie: Tudo bem.
Kai: Já acabou ai?
Bonnie: Não. Mas pode falar.
Kai: E o filme?
Bonnie: Vou ver agora e você?
Kai: Já vi amor.
Bonnie: Pensei que ia ver de novo.
Kai: Só se fosse com você.
Bonnie: Porque?
Kai: Porque ai a companhia ia valer a pena.
Bonnie: Você é um amor Kai.
Kai: É bom receber elogio.
Bonnie: Que bom.
Kai: Só você para fazer isso.
Bonnie: Não acredito nisso. Tenho certeza que várias garotas gostam de você. Você é lindo e sabe disso. Assim como é fofo.
Kai: Rótulos Bonnie. Parece que eles veem antes de tudo. E eu lindo?
Bonnie: Claro.
Kai: Assim vou acreditar.
Bonnie: É para acreditar.
Kai: Agora eu que digo; você é um amor. Ninguém me trata assim faz tempo.
Bonnie: Assim você me faz ficar com pena e como disse eu não gosto de rotular as pessoas.
Kai: Ai não. Não quero sua pena.
Bonnie: Não é o tipo de pena ruim.
Kai: E tem boa?
Bonnie: Bem, acho que sim. Mas deixa para lá.
Kai: Tudo bem.
Bonnie: Ok.
Kai: Posso perguntar uma coisa?
Bonnie: Claro.
Kai: Existe uma possibilidade de que alguém como eu pudesse chegar em você?
Bonnie: Alguém como você? Kai, eu já disse que nem todos pensam como Jeremy e seu grupinho. E é claro que sim.
Kai: Desculpe.
Bonnie: Porém uma dica; não é nada atraente um homem que pede muitas desculpas.
Kai: E você vai dizer que eu sou atraente?
Bonnie: Sem pedir desculpas, com certeza é.
Kai: Bonnie, em dois dias você está indo contra o que eu ouvi por anos.
Bonnie: Kai, o conceito é simples. As pessoas te veem como você deixa que elas veem. Isso vem tanto da sua atitude, comportamento e até roupas. Por exemplo; quase todos da escola, incluindo vocês "nerds", acham que as líderes são vadias e fáceis. E antes de eu ser uma, juro que eu também achava isso. Porém eu me tornei uma e nem por isso sou uma vadia. Sem ser o uniforme não me visto como as outras e não me comporto como elas que andam de colo em colo. Quanto a você é só você não achar que é um "nerd". Não tem nada demais você gostar do que gosta e ser inteligente. Eu gosto de várias coisas que você gosta e me considero razoavelmente inteligente. Se quer dicar de moda, conte comigo. Calça de moletom não é tudo e usar um jeans não irá te fazer burro.
Kai: Vou pensar nisso. Por você, com carinho.
Bonnie: Isso não é para mim, é para você. Só estou dizendo.
Kai: Está fazendo o mais importante, se importando. Desde que minha mãe e minha irmã morreram, ninguém chega a se importar assim comigo. Eu sempre estou para segurar os gêmeos, aliviar o peso do meu pai e só tenho tempo para mim quando estou "nesse mundo". Isso porque nem no colegio tenho sossego.
Bonnie: Não posso dizer que imagino como seja, mas sinto muito por ser assim.
Kai: Como disse, você é diferente. Obrigado por isso.
Bonnie: Não tem que agradecer.
Kai: :)
Bonnie: Bem, melhor eu sair aqui. Vou ver o filme e dormir.
Kai: Tudo bem.
Bonnie: Boa noite e beijos :*
Kai: Boa noite amor.
Bonnie fez logoff.
****
Desliguei tudo e me deitei. A tempos que não me abria com ninguém e era bom fazer isso. As vezes o peso de ajudar todos aqui em casa e suportar a escola, era pesado demais. Limpei essas coisas da minha cabeça e pensei apenas em como ela se imporava comigo. Isso era novo e me deixava feliz.
POV Bonnie.
Alguns dias se passaram e eu e Kai acabamos por fazer um trabalho muito bom. Ele era legal e gostava de passar o tempo com ele. Estou um tanto dividida com Jer, eu gosto dele, sempre gostei, mas ele é um imbecil as vezes. Hoje eu tinha treino das líderes depois da aula, então quando a aula terminou, fui para o ginásio.
— Oi Bon Bon.- Jeremy disse.
— Hey.- Disse.
Ele me segurou pela cintura.- Saudade de você.
— Nos vimos ontem.- Disse.
— De ficar com você.- Ele disse.
Sorri.- Agora está.
Ele me encostou na parede.- E posso ficar ainda mais.
— E como?- Perguntei.
Ele me beijou e retribui o beijo.
Ele sorriu e intensificou o beijo.
POV Misto. (Kai e Bonnie.)
Bonnie tinha me chamado para ver o treino e confesso que acabei cedendo. A vontade de a ver naquele uniforme era grande e excitante. Alguns já estavam na quadra e quando me sentei, a procurei. Melhor não ter procurado, ela estava num amasso com Jeremy. Não vou dizer que não doeu, porque doeu.
Parei o beijo e mordi meu lábio.- Agora eu preciso ir.
— Nos vemos mais tarde? Depois do treino, minha casa?- Jeremy perguntou.
— Vou ver se consigo ir. Eu mando uma mensagem.- Disse.
— Tudo bem.- Ele ia saindo.- O que ele está fazendo aqui?- Apontou para Kai.
— Eu o chamei.- Disse.
— Para que?- Ele perguntou.
— Para ver o treino.- Disse.
— Bonnie, o que você quer com ele?- Ele perguntou.
— Como assim?- Perguntei.
— Você anda com ele para cima e para baixo, vive toda risinho e ele fica babando em você, e você não liga.- Ele disse.
— Babando em mim?- Perguntei.
— Sim. E eu não gosto disso.- Ele disse.
— Ele não baba em mim, Jer.- Disse.
— Não quero você andando com ele.- Ele disse.
— Você não pode me proibir, Jeremy.- Disse.
— Estou pedindo. Ele não tem nada para ficar andando com a gente.- Ele falou.
— Ok, pare por ai. Eu tenho que ir mesmo. Até mais.- Sai dali.
Continuei ali pensando em como eu sou burro. Bem capaz que ela ia preferir a minha companhia do que a dele. O treino começou e ela estava linda e gostosa. Acabei sorrindo.
Olhei em volta e vi Kai. Sorri para ele e fiquei pensando no que Jeremy disse. Eu gosto dele e tudo mais, ele é lindo, fofo, gentil, inteligente e um amor de pessoa, porém fora isso falta muito para ser o tipo de cara que eu gostaria. Assim como Jer é forte, autossuficiente... mas falta a outra parte que Kai tem. Suspirei. Espero um dia achar um cara completo.
O treino acabou e adorei a ver assim. Quando ela voltou do vestiário, a acompanhei.- Você é ótima.
— Obrigada.- Disse.
— Quer ir a algum lugar? Hoje estou com a tarde livre.- Disse.
— Não sei se vou sair hoje, mas Jeremy tinha me convidado antes.- Disse.
— Ah sim. Vi que estão juntos.- Disse.
— Não estamos "juntos".- Disse.
— Ficando então.- Disse.
— Só nos beijamos.- Disse.
— Tudo bem. Não tenho que pedir explicação.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Então nada de sair?- Questionei.
— Não.- Disse.
— Tá.- Chegávamos ao pátio.
— Bem, vou indo para casa.- Disse.
— Tá, mas antes posso pedir uma coisa?- Perguntei.
— Pode.- Disse.
Era agora ou nunca.- Vocêquersaircomigo?- Perguntei emendando todas as palavras.
— Oh.- Franzi o cenho.- Bem, eu adoraria.
— Sério?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Obrigado.- Sorri.
— Não precisa agradecer. Ah, você vai ir na festa de aniversário do Stefan?- Perguntei porque ele é um dos poucos garotos que se dá bem com todos os "grupos".
— Não sei, não tenho boas lembranças delas, mas ele é um cara legal, acho que sim.- Disse.
— Tudo bem. Então nos vemos lá no sábado. Agora eu vou. Tchau.- Lhe dei um beijo na bochecha e sai.
POV Kai.
Ela foi e respirei fundo tentando não comemorar. Da onde tirei coragem para fazer isso? Não sei! Só sei que deu certo. Será que a minha Bonnie vai deixar de ser um sonho e vou poder ter ela na realidade? O sábado levou uma eternidade para chegar e eu nem me importava com as provocações, só pensava nela. Quando o dia chegou, fiquei inquieto e virava o meu guarda roupa, mas sentei na cama desistindo. Já sei.- Liv?- Chamei no corredor.
— Sim?- Ela questionou.
— Preciso de ajuda.- Disse.
— Com o que?- Ela perguntou.
— Vem aqui.- Disse.
Ela veio até mim.
— Me salve de um desastre.- Disse.
Ela olhou o quarto.- O que é isso?
— Eu tenho uma festa e eu vou com a Bonnie. "Com" ela, me entende? E nada dessas roupa fica menos nerd.- Disse.
Ela sorriu.- Até que enfim! É a festa do Stefan então não precisa ser formal. O seu all star novo dá conta e vou pegar um jeans do Luke. Ah e uma camisa dele.
— Mas ele é mais novo que eu.- Disse.
— Mas ele é enorme para cima. E para baixo tem calças que ele compra e nem serve. Já volto.- Ela saiu e logo voltou com as roupas.
— Será que resolvem?- Perguntei.
— Você vai ficar um gato, mano.- Ela sorriu.- Ah, você tem cueca bonita né?
— Cueca? Em que você está... Oh Deus.- Me sentei na cama de novo ao pensar na possibilidade de sexo.
— O que foi?- Ela perguntou.
— Você acha que tem chances de rolar algo assim?- Perguntei.
— Quando você se olhar no espelho vai ver que sim e é claro que você precisa a pegar de jeito. Mulher detesta homem lento. Bonnie parece mais mole e releva as coisas, mas com certeza colocará isso na balança. Sabe, o Jeremy chegar a tirar o fôlego só de ver. Precisa ser melhor nisso.- Ela disse.
— Pegada, ok. Só espero que hoje me deixem livre.- Fui até minha gaveta.
— Deixa eu ver suas cuecas.- Ela disse.
— Acho que essa do Darth Vader não fica bem né?- Questionei.
— Hã... não mesmo. Faz assim; vai tomar banho, fazer essa barba e eu vou escolhendo aqui.- Ela falou.
— Tirar tudo?- Perguntei.
— Hoje sim. Luke saiu e ele sabe deixar aquele barba legal. A não ser que saiba fazer, é melhor tirar.- Ela disse.
— Tudo bem, já volto.- Fui para o banheiro, tomei banho, tirei a barba, me enrolei em uma toalha e voltei.
— Ok, agora se vista.- Ela disse.
Peguei a roupa separada na cama e fui me vestir. Era diferente, mesmo sendo mais novo, Luke era mais forte que eu. Voltei.- E ai?
Ela sorriu.- Uau, meu irmão mais velho é gostoso.
— Você acha?- Perguntei.
Ela sorriu.- Com certeza.- Ela chegou junto de mim e puxou a camisa para fora da calça.- Assim é melhor. E...- Ela dobrou a manga da camisa estilo social.- Perfeito.
— Será que ela vai gostar?- Perguntei.
— Ela vai amar. Agora senta que vou arrumar esse cabelo. Ai é só colocar um perfume e ir.- Ela disse.
Sorri e me sentei. Ela ajeitou e depois terminei. Me olhei e estava bem diferente.
— Pronto. Agora é ir.- Ela disse.
— Obrigado Liv.- Sorri para ela.
Ela sorriu.- De nada.
— Agora deixa eu ir, vou busca-la.- Peguei as chaves do carro.
— Ok. Boa sorte.- Ela disse.
— Valeu. Tchau.- Peguei o carro e sai. Esperava mesmo que desse certo. Eu amava Bonnie e com nossa proximidade esse amor tinha mudado, virado algo mais sólido. Parei em frente a casa dela e fui até lá, tocando a campainha.
POV Misto. (Kai e Bonnie.)
Estava no quarto arrumando a bolsa que ia levar e a campainha tocou. Peguei a bolsa e desci. Abri a porta e sorri.- Hey.
— Uau. Você está linda.- Disse.
— Obrigada e você está lindo também.- Disse.
Sorri.- Obrigado.
— De nada.- Disse.
— Vamos?- Perguntei.
— Vamos.- Disse.
Segui para casa do Stefan, o que não ficava longe. Estacionei em frente e pelos carros tinha bastante gente.- Parece que vai ser cheio.
— Sim.- Sinceramente eu queria que Kai fosse o "cara" certo. Ele é um amor de pessoa e tem várias qualidades, mas anda faltavam várias. Hoje terei que dizer a ele que isso não vai dar certo.
Peguei o presente e entramos. Procurei Stefan e o achei no meio de uma roda.- Hey Stefan.
— Hey Kai, que bom que veio.- Ele disse.
— Não podia perder seu aniversário. Aqui.- Entreguei o presente.
— Obrigado. Fique a vontade.- Ele disse.
— Valeu.- Ele nos fez companhia, mas logo foi receber mais gente.- Quer alguma coisa?
— Por enquanto não.- Disse.
— Tá.- Peguei um refrigerante para mim, não era de beber.- Então, mesmo assim está de pé aquele cinema?
— Está sim.- Disse.
— Estava pensando no Jurassic Park que vai estreiar, o que acha? Ou prefere Poltergeist?- Questionei.
— Hã... o filme vou deixar por sua conta. Você conhece os melhores.- Disse.
— Acho que você não é muito de terror.- Disse.
— Não muito, mas olho.- Disse.
— Melhor o outro. Semana que vem estreia.- Disse.
— Tudo bem, combinado.- Disse.
Sorri e como estávamos numa parte mais tranquila, a puxei para um beijo.
Parei o beijo e me afastei um pouco.- Oh, isso foi rápido demais Kai.
— Foi? Oh, droga. Desculpa.- Ai, eu vou e ferro tudo, ótimo.
— Tudo bem.- Disse.
— Gostou da roupa? Lembrei do que me disse.- Disse.
— Você está ótimo.- Disse.
— Liv me ajudou, socorreu na verdade. Acho que vou ter que comprar roupas novas.- Disse.
— Você só tem que comprar se gosta desse tipo de roupa.- Disse.
— Ficou melhor do que eu pensava.- Disse.
— Mas você não se sente tão a vontade, você não disse que gostou. Kai, você tem que se vestir como gosta, não como os outros gostam.- Disse.
— É que faz muito tempo desde que não mudo algo assim. Estava naquela concha a anos.- Disse.
— Entendo.- Disse.
— E você que começou a me dar forçar para isso.- Disse.
— Eu? Eu só disse que roupa não define ninguém.- Disse.
— Você fez muito mais que isso Bonnie.- Disse.
— Tipo?- Perguntei.
— Você me enxergou, não se deixou levar pelos rótulos. Me defendeu quando todos só fazem me atacar, me deixou mostrar quem eu sou sem se importar com nada.- Disse.
— Qualquer pessoa boa faria isso.- Disse.
— Até agora ninguém tinha se importado.- Disse.
— Você tem amigos, Kai.- Disse.
— Não estou falando de amigos.- Disse.
— Então do que?- Perguntei.
— Você sempre foi mais que isso.- Disse.
— Fui?- Perguntei.
— Desde... Ah não sei, três ou quatro anos atrás que te observo.- Disse.
— Oh...- Ah Deus, porque essas coisas acontecem comigo? Eu devia parar de sair com garotos.- Ok.
A olhei.- Você está chocada, deveria ficar com a boca fechada. Só estou dando bola fora.
— Tudo bem.- Disse.
Deixei o copo de lado, olhando a festa. Não estava acostumado com aquilo e nem estar com uma garota assim, logo ela vai é se irritar e ir embora.
Dava para perceber que ele não gostava de ficar ali, então era melhor sairmos. Stefan merece uma festa perfeita.- Porque não vamos a um cinema agora? Não estou em clima de festa.
— O que? Tem certeza disso?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Bonnie, se for por mim, não precisa, estou bem.- Disse.
— Não é.- Disse.
Nos levantamos para ir e quando vi, Jeremy já estava junto de nós.
— Olha quem eu achei.- Ele a pegou pela cintura.
— Oi.- Disse.
— Como você está gostosa.- Ele disse.
— Ok, melhor parar com esses comentários Jeremy.- Me soltei dele.
— É a verdade.- Disse.
— Ok.- Disse.
Ele o olhou.- Mentira! Kai finalmente se vestiu como gente? É o que? Um novo disfarce que aprendeu nos quadrinhos?
Estava cansado daquilo. Dele e dos outros me zoando por nada.- Não Jeremy, foi no filme mesmo.
Estava cansada dessas brigas idiotas, então sai dali e fui para um puff perto da mesa de salgados.
— Hey Bonnie.- Matt disse.
— Oi.- Disse.
— O que houve? Você não vinha com Kai?- Ele questionou.
— Eu vim.- Disse.
— Ah sim. Que bom que vocês estão bem, porque ele veio falando disso a semana toda.- Ele disse.
— Ah sim.- Disse.
— Ele vai me matar se souber que eu falei isso; mas deixa ele tentar, ele gosta de você. A anos que ele deseja isso.- Ele disse.
— Ok.- Ótimo. Agora eu teria que ficar com pena e deixar assim.
— Você é mais legal do que pensei Bonnie.- Ele disse.
— Obrigada.- Disse.
Observei ela falando com Matt e fui até lá, deixando Jeremy falando sozinho.- Olha, vou te dizer, ô cara que fala.
— Verdade.- Disse.
— Chato.- Disse.
— Você que ainda dá ouvidos. Ignora.- Matt disse.
— Sim.- Disse.
— Acho que estou aprendendo isso.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— Bem, eu vou pegar uns doces. Até já.- Ele saiu.
— Ainda quer ir?- Questionei.
— Estou por você.- Disse.
— Ficamos até o parabéns? Stefan merece.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Quer dar uma volta?- Perguntei.
— Pode ser.- Disse.
Ela veio e dei o braço.- Senhorita.
Coloquei meu braço no dele e saímos dali.
Andamos pelo lugar.- Se eu fosse um pouco melhor, te chamava para dançar.
— Tudo bem, não precisamos dançar.- Disse.
— A não ser que você me ensine.- Disse.
— Isso leva dias.- Disse.
— E aqui não seria o melhor lugar para pagar micos.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— E ai, já sabe o que vai fazer quando o colégio acabar?- Perguntei.
— Ainda não.- Disse.
— Você vai bem em tanta coisa de deve ser difícil escolher.- Disse.
— É, deve ser isso.- Disse.
— Eu já sei. Vou tentar para engenheiro aeroespacial.- Disse.
— Nossa. Diferente essa.- Disse.
— Eu gosto de aviões, desde pequeno.- Disse.
— Eu entendo.- Disse.
— O engraçado é que a Jo gostava era de barcos, ai dizíamos que viveríamos no ar e na água.- Disse.
— Gostos bem distintos para gêmeos.- Disse.
— Sim. Não combinávamos em tudo como Luke e Liv.- Disse.
— Pois é.- Disse.
Suspirei.- Mas sinto falta dela. Sabe, aquilo de que estávamos juntos desde sempre.
— Eu imagino que sim.- Disse.
— Você é filha única né?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Não imagino como seja.- Ri.- Sempre teve muita gente lá em casa.
— Bom para você.- Disse.
— Você não gosta?- Perguntei.
— Do que?- Perguntei.
— Ser filha unica.- Disse.
— Mais ou menos.- Disse.
— Vou te emprestar os gêmeos uns dias então.- Ri.
Ri.- Não, obrigada.
— Eles são tão fofinhos. Até começarem a discutir.- Disse.
— São porque são pequenos ainda. Quer dizer, só de idade. Porque seu irmão é mais malhado que homens de 30 anos.- Disse.
— Eu que o diga. Ter irmão mais novo maior que você não é legal.- Disse.
— Ele só é maior nos músculos. De altura não.- Disse.
— Ele vive me perturbando para ir para academia com ele.- Disse.
Ri.- Eu o vejo seguido na academia.
— É, eu falo para ele ter cuidado, é novo ainda para estar tão fissurado nessas coisas.- Disse.
— Bem, creio que ele não será viciado nisso.- Disse.
— Eu espero.- Suspirei e percebi nossa conversa.- Eu sou um desastre mesmo.
— Porque?- Perguntei.
— Quando eu consigo um encontro com a garota que eu gosto, fico falando sobre meus irmãos, minha irmã morta e coisas nada a ver.- Disse.
Sorri.- Tudo bem Kai, não tem problema isso.
— E depois fico me lamentando na sua frente, eu devo ter problemas sérios.- Disse.
— Está tudo bem.- Disse.
— Não sei como não me acha um chato.- Disse.
— Mas não acho.- Disse.
Meu Deus Kai, para com isso, para de sentir pena de você. Como ela vai querer algo se ficar só se lamentando. Olhei os garotos que eu conhecia na festa, todos riam, agiam normalmente. Não tem que se sentir excluído ou diferente pelas coisas que gosta. E Bonnie, ela veio com você, já disse várias vezes que gosta de como você é, mas quem vai querer um chorão? Seja homem, não um garotinho. A peguei pela mão.- Vamos dançar?- Foda-se se eu for mal.
— Tem certeza?- Perguntei.
— Se eu não tentar, não vou aprender. E se pagar mico, bem, já tô bem acostumado com isso.- Disse.
— Hã.. tudo bem.- Disse.
Seguimos até onde muitos dançavam, a luz estava baixa ,ainda bem e eu conhecia a musica, e comecei a dançar com ela. Ok, eu acho que não fui tão ruim, ninguém me apontou e Bonnie sorria.- Então?
— Você foi ótimo.- Disse.
— Nem tanto, mas não pisei no seu pé ou pisei?- Perguntei.
— Não.- Disse.
Sorri.- Agora eu fiquei com sede.
— Então vamos no bar.- Disse.
Chegamos e pedi um coquetel.- E você? Bem, não é novidade ser perfeita.
— De longe sou perfeita.- Disse.
— Você sempre vai ser para mim.- Sorri, ajeitando o cabelo dela.
— Infelizmente eu não sou.- Disse.
— Você é especial Bonnie, não duvide disso.- Disse.
— Mas não sou perfeita.- Disse.
Passei o braço em volta da cintura dela.- Mas eu não conheço nenhuma outra que seja tão linda, boa, legal e divertida assim.
Sorri.- Obrigada.
— Acho que estou te deixando vermelha.- Toquei o rosto dela.- E seu sorriso é tão lindo. Sempre adorei ele.
Mordi meu lábio.- Você vai me deixar vermelha se continuar me elogiando assim.
— Não posso?- Perguntei.
— Claro que pode. Mas os agradecimentos irão esgotar.- Disse.
Fiquei mais perto. Ok, não sei o que deu em mim, mas está dando certo.- Bom, você tem várias formas de agradecer.
— Tipo?- Perguntei.
— Me deixar te beijar de novo.- Disse.
O olhei e sorri suavemente.- Tudo bem.
Sorri, me aproximando e a beijei de novo. Ok, ela não tinha sido meu primeiro beijo, mas o que senti parecia como se fosse.
Retribui o beijo.
A deixei mais perto de mim e assim como quando dançamos, adorei sentir o corpo dela junto do meu.
Levei minha mão até a lateral do pescoço dele e acariciava ali.
Minha mão desceu por suas costas e sabia que ela beijava bem, esperava não ser ruim nisso.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava sua nuca.
O beijo ficava mais intenso e sabia que junto de mim tinha um banco e me escorei, a deixando entre minhas pernas.
Parava o beijo delicadamente.- Acho que isso não é apropriado. Estamos em público.
— Verdade, me empolguei.- Disse.
Sorri.- Tudo bem.
Tomei do coquetel.- Quer?
— Não, obrigada.- Disse.
— É sem alcool. Eu não bebo.- Disse.
— Não é isso, eu só não gosto de coquetel mesmo.- Disse.
— Ah tá.- Tomei tudo.- Vamos mais? Gostei disso.
Ri.- Vamos.
Voltamos e dançamos várias musicas seguidas. Logo avisaram que ia ter o parabéns e foi tudo normal. Comemos o bolo e parabenizei Stefan pela festa. Estamos saboreando os docinhos, ela gosta tanto quanto eu, quando senti uma mão no meu ombro que se transformou num puxão.
— O que está fazendo com a minha garota?- Jeremy questionou.
— Jeremy!- Exclamei.
— Que eu saiba ela não é nada sua.- Me soltei dele. Não ia me rebaixar mais para ele.- Ela veio para a festa comigo.
— Veio porra nenhuma, ela é minha garota e você é só um amiguinho de diversão. Bonnie, eu te disse que não queria você andando com ele.- Ele disse.
Suspirei.- Jer, uma coisa; eu não sou sua e estou aqui com o Kai. Então, por favor, saia daqui.
— Você com esse merdinha? Até parece.- Ele se virou para o rapaz.- E você, vou te botar de volta no seu lugar.- Ele disse acertando um soco.
Merda, ele é rápido e pior que no que cheguei para trás, Tyler me segurou. Tentei me soltar, mas depois de Jer me acertar umas duas vezes fiquei tonto, então o pessoal chegou separando. E eu estava vendo tudo dobrado.
— Kai.- Fui até ele e me agachei ao seu lado. Coloquei a cabeça dele no meu colo. Garotos são como animais mesmo.- Você está bem?
Cuspi um pouco de sangue e meu estomago estava doendo.- Acho que você agora tem uma gêmea que eu não sabia.- Tentei rir, mas doía.
— Ok, melhor irmos embora.- Chamei alguns garotos para ajudar a levar Kai para o carro.
Sentei no carona.- Não precisamos ir.
— Precisamos sim.- Disse.
— Por favor, vamos parar antes de chegar na minha casa.- Ela sentou na direção.
— Porque?- Perguntei.
— Todos ficaram tão contentes de me ver sair, não quero que me vejam chegando assim.- Merda, estava tudo tão bem. Maldito Gilbert.
— Tudo bem. Vamos para minha casa então.- Disse.
— Seus pais não vão reclamar?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Tá, obrigado.- Recostei no banco.
— De nada.- Disse.
Ela nos dirigiu para a casa dela e estacionou.- Bonita casa.
— Obrigada.- Disse.
Já conseguia respirar melhor e desci do carro.
Entramos em casa e meus pais já dormiam. Peguei os primeiros socorros e fomos para o meu quarto.
— Não foi por um motivo assim que pensei quando viesse no seu quarto.- Disse.
Ri.- Deixa de ser bobo Kai. Seu bem estar é mais importante. Senta na cama.
Sentei.- Droga, sujei a camisa.
— Isso é o de menos.- Coloquei água oxigenada em um algodão.- Vai arder um pouco.- Comecei a passar.
Ela o fazia no meu supercílio e também estava machucado no canto da boca. Ardia um pouco, mas deixei ela fazer o que era preciso.
Limpei bem e esborrifei algo para cicatrizar. Coloquei o curativo.- Pronto.
— Obrigado. Aquele babaca estragou nossa noite.- Levantei.- Incrível como ele sempre consegue me ferrar.
— Ele não estragou nada.- Disse.
— A tempos que não saio, não vou numa festa, não me divirto assim. E um bêbado metido vai e me arrebenta, me faz ter que ir embora. Isso não é estragar?- Questionei.
— Sinto muito então.- Disse.
— Você não tem culpa.- Disse.
— Foi por minha causa, então sim.- Disse.
Fui até ela.- Por uma causa dessa, eu entraria na briga que fosse.
— Tecnicamente você não entrou na briga.- Disse.
— Eu fui só o saco de pancada dela, mas mesmo assim eu estive nela.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Tem alguma coisa para estomago ai?- Perguntei.
— Tem.- Entreguei o remédio a ele.
Tomei e abri a camisa, estava um pouco vermelho, com certeza ia ficar roxo.
— Está bem feio.- Disse.
— E amanha vai estar pior.- Disse.
— Infelizmente sim.- Disse.
— Espero que isso não mude como as coisas estavam indo.- Disse.
— Não, não muda.- Disse.
Sorri.- Que bom.- Estava junto dela e a beijei.
Retribui o beijo.
— Ai, isso doi.- Parei.
— O que foi?- Perguntei.
— Minha boca.- Disse.
— Ah sim. Bem, é melhor você ir para casa agora.- Disse.
— Tudo bem, nos vemos amanhã?- Perguntei.
— Amanha é domingo e fico em casa nos domingos. Então só na segunda.- Disse.
— Tudo bem, nos falamos por mensagem então.- Disse.
— Ok.- Disse.
Descemos e ela me levou no carro.- Você está mesmo linda.
— Obrigada.- Disse.
Beijei ela rápido.- Tirando o problema, foi a melhor noite que tive.
Sorri.- Fico feliz.
— Espero que tenha gostado também.- Disse.
— Eu gostei.- Disse.
— Melhor ainda então.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— Bem, até amanha então.- Disse.
— Até e boa noite.- Disse.
— Boa noite.- Entrei no carro e fui para casa.
POV Bonnie.
Voltei para dentro de casa e fui tomar banho. Tomei o banho, coloquei um pijama e me deitei na cama. Não estava com sono, então fiquei vendo série. O domingo passou normal e quando a segunda chegou, me arrumei e fui para a aula. Esperava que não tivesse mais nenhuma confusão com Kai e Jeremy.
— Finalmente te achei.- Jeremy chegou.
— O que você quer?- Perguntei.
— Falar com você. Foi embrora da festa que nem pude falar com você.- Ele disse.
— Diga.- Disse.
— Acho que temos que ver como estamos. Sabe, isso de você saindo com outros, eu não gosto.- Ele disse.
— Não estamos juntos Jeremy, estou com Kai.- Disse.
— O que? Não, você está comigo, estamos saindo a semanas.- Ele disse.
— Não, não estamos.- Disse.
— Bonnie, como pode dizer isso? Todas as vezes que ficamos... Você sabe que gosto de você.- Ele disse.
— Jeremy, você é um idiota. Você bate em pessoas sem motivos, faz bullying como se fosse normal e age como superior. Eu não vou ficar com alguém assim.- Disse.
— Você vai me trocar por ele?- Ele perguntou.
— Eu não estou te trocando. Eu espero muito que você mude e que um dia possamos ser amigos.- Disse.
— Quer saber? Fique com seu idiotinha e que ele não entre no meu caminho, se não sábado vai ser fichinha perto do que vou fazer.- Ele saiu furioso.
Suspirei. Santo Deus, espero que ele não faça nada a Kai. Peguei as coisas, fechei o armário e sai dali.
POV Misto. (Kai e Bonnie.)
Meu pai ficou simplesmente furioso quando me viu. Luke queria ir atrás de Jeremy e Tyler. Liv começou a me tratar como se eu estivesse morrendo. Deus, eles estão exagerando um pouco. Quando tomei uns remédios e me arrumei para ir para o colégio (com a melhor combinação que consegui sem ficar esquisito) eles queriam ir comigo. Meu pai queria falar com diretor, foi uma luta para conseguir sair sem eles. Quando cheguei, claro que vi comentários, mas de tanto me esforçar para não ligar, que não me importei. Tinha uma coisa melhor em mente; ver a Bonnie e sentir sua boca de novo. Tínhamos aulas separadas e esperei no armário dela.
O vi no meu armário e fui até ele.- Hey. Como está?
— Meio dopado de analgésico, mas bem.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— E você?- Perguntei.
— Estou bem.- Disse.
— Mesmo? Estava com uma cara.- Disse.
— Nada demais.- Disse.
— Tem certeza?- Toquei o rosto dela.
— Sim.- Disse.
Me aproximei.- Posso?- Toquei a boca dela.
Sorri.- Com toda a certeza.
A vontade dela me fez sorrir e a beijei. Não me importei com a dorzinha que ainda sentia, o bem estar de estar com ela era maior.
Retribui o beijo.
A trouxe mais para mim, sabia que não podia exagerar, mas era difícil manter controle com ela.
Levei minha mão até a lateral do pescoço dele e acariciava ali.
Fui parando.- Sua boca é uma delícia, mas não queremos ser suspensos.
— Nesse caso eu não me importaria.- Sorri.
— Ousada, gostei disso.- Disse.
Sorri.- Que bom.
— Vamos almoçar?- Perguntei.
— Vamos.- Disse.
O tempo estava bom, então pegamos nossas bandejas e sentamos na área aberta.- É impressão minha ou Jeremy não apareceu hoje?
— Ele apareceu sim.- Disse.
— Quando?- Perguntei.
— Hoje mais cedo.- Disse.
— Ele foi falar com você?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— E?- Questionei.
— E ele só falou.- Disse.
— Imagino o que.- Disse.
— Nada demais.- Disse.
— Tudo bem, mas me preocupo com você. Isso dele falar que você é dele.- Disse.
— Está tudo bem, ele só é possessivo.- Disse.
— E tem muito maluco possessivo por ai.- Disse.
— Está tudo bem.- Disse.
— Acho que vou atender os pedidos do Luke e entrar na academia. Sabe, sábado percebi como eu sou fraco.- Disse.
— Você não é fraco.- Disse.
— Bonnie, olha para mim, eu sou um magricelo, se eu cair é capaz de me quebrar. E vai que o Jeremy aparece meio louco querendo te agarrar, como vou fazer com esse porte?- Questionei.
— Eu sei me defender.- Disse.
— E vai querer se meter para me defender também?- Perguntei.
— Se for preciso.- Disse.
— Esse não é o normal.- Disse.
Ri.- Tudo bem. Então faça academia, vai ser bom para a sua saúde também.
— Isso é verdade, mas você ficaria bem de mulher maravilha para me defender.- Disse.
Ri.- Que bom então.
— Na verdade..- Ri.- Esquece.
— Diga.- Disse.
— Não! Você vai rir.- Disse.
— Não vou não.- Disse.
Mexi na minha mochila e peguei o meu caderno de desenho, abrindo numa página específica.- Você sempre foi minha mulher maravilha.
— Uau, você desenha muito bem.- Sorri.- Ficou lindo.
— Gostou mesmo?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Eu gosto, sempre faço vários.- Disse.
Sorri.- Vou querer ver todos.
— Os que estão ai pode ver.- Disse.
— Ok.- Comecei a olhar.
Eu não mostrava muito meus desenhos, mas não tinha problema em mostrar para ela.
— São todos lindos.- Disse.
— Obrigado.- Disse.
— De nada.- Disse.
— E você gosta de desenhar?- Perguntei.
Ri.- Não. Sou péssima.
— Eu posso te ensinar.- Disse.
— Vou adorar.- Disse.
— Então eu te ensino a desenhar e você me ensina a dançar direito.- Disse.
— Combinado.- Disse.
Sorri e a beijei. Tudo tinha melhorado depois que tínhamos começado a ficar juntos.
Retribui o beijo.
A trouxe mais perto. Já tínhamos acabado de almoçar e as bandejas já estavam de lado.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.
Enquanto a beijava pensava num detalhe sobre mim que não tínhamos comentado. Como eu falaria aquilo para ela?
Parei o beijo.- O que foi?
— Nada. Porque?- Perguntei.
— Nada.- Disse.
Sorri e a voltei a beijar ela. Não imaginei que diria isso, mas meses depois eu podia dizer com orgulho que Bonnie era minha garota, minha namorada. Cada vez que conversávamos descobria como ela era linda por dentro também. Entrei para academia e até que não era ruim, e até peguei um pouco de corpo. Comprei umas roupas novas, mas nada disso me fez deixar de gostar das coisas de sempre. As maratonas de séries, jogos e quadrinhos continuavam. Eu e Bonnie tínhamos combinado uma tarde/noite vendo filme e comendo pipoca. Logo os beijos começaram e as coisas esquentavam.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava sua nuca.
Já sentia minha excitação começando. Droga, eu tinha que ter coragem de falar com ela sobre isso.
Entrelacei meus dedos em seus cabelos e acariciava ali.
Minha mão corria a perna dela, ela era gostosa demais. Quando a vi de biquini quase pirei.
Descia minhas mãos pelas costas dele.
Fui parando o beijo e a olhei.- Eu tenho que te falar uma coisa.
— Diga.- Disse.
— Eu...- Me sentei na cama. Eu poderia me esconder de vergonha.
— Você...?- Questionei.
— Eu não...- Desviei o olhar dela.- Não transei ainda.
— Oh.- Isso era com certeza estranho.- Entendo. E o que quer fazer então?
— Eu não sei.- Com certeza me arrependi de não ter aproveitado alguma oportunidade de contar antes, ou de alguma para fazer isso no passado.
— Bem, vamos olhar outro filme então.- Disse.
— Tá.- Burro. Para que você foi falar? Ela é uma garota experiente, não ia querer perder tempo comigo.
Ele colocou o filme e começamos a olhar.
Ela estava deitada no meu peito e acariciava ela. Tinha superado muita coisa, como me inferiorizar, não posso cair nisso de novo. Ficamos vendo e cada vez ousava mais nos toques.- Vai dormir aqui hoje?
— Não sei. Porque?- Perguntei.
— Podia ficar.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Bon..- A fiz olhar para mim.- Eu quero tentar.
— Tentar o que?- Perguntei.
— Continuar onde estávamos.- Disse.
— Ah sim, tudo bem.- Disse.
— Ou não quer mais?- Perguntei.
— Eu sou apaixonada por você, então é claro que quero. Porém virgindade é importante tanto para homens quanto para mulheres. Pelo menos para nós a gente sempre fica com pé atrás. Até hoje eu me arrependo da minha primeira vez. Foi horrível. Na verdade foi a primeira e ultima vez. Eu espero não estar comentendo o mesmo erro, não que eu ache que você seja um erro... Ok, melhor parar antes que eu me atrapalhe mais.- Disse.
Toquei o rosto dela.- Qualquer coisa com você, está longe de ser um erro.
Suspirei.- Ok e tecnicamente vai ser minha primeira vez também. Eu meio que não considerei aquela.
— Sinto muito por ela ter existido.- Disse.
Ri e mordi meu lábio.- Tudo bem, foi minha culpa mesmo.
— Sua culpa?- Perguntei.
— Ano passado eu namorei o Jamie, lembra? Bem, tínhamos um mês de namoro e eu tinha 16 anos, eu não estava pronta e ele meio que me forçou a transar com ele. Não foi a força porque eu deixei. No dia seguinte, misteriosamente, ele viajou.- Disse.
— Sinto muito por esse idiota.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Toquei o rosto dela.- Mas eu te amo, nunca vou te deixar.
— Eu sei e eu também te amo.- Disse.
A beijei. Sentia por ela ter passado por isso e agora as coisas mudaram, quero isso para dar a ela o que ela não teve.
Retribui o beijo.
Ok, eu já tinha visto muita pornografia, então sabia como. Não tinha que me preocupar. Rolei na cama, ficando por cima dela e sentindo melhor seu corpo.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava sua nuca.
Gemi.- Adoro quando faz isso.
Sorri.- Que bom.
Faltava eu descobrir coisas que ela gostava. Fui mudando e segui beijando o pescoço dela.
Me arrepiei aos beijos dele e acariciava seus cabelos.
Comecei a subir a blusa dela e a tirei. Toquei em seus seios, ela é perfeita.
Sorri. Dava para ver que de enrolar ele não é. Desci meus lábios pelo pescoço dele.
— Eles são muito melhores de verdade.- Disse.
— Como assim?- Perguntei.
— Antes só imaginava como seria pegar neles.- Disse.
— Agora você pode sempre que quiser. Menos em público, seria estranho.- Disse.
— Também acho.- Ri e continuei a tocando, logo beijando seu colo.
Me arrepiei aos toques e beijos dele.
Abri o sutiã dela e pude a beijar completamente. Não imaginei que era tão bom.
Comecei a tirar a camisa dele.
Fiz o mesmo no outro seio e droga eu estou tão excitado que chegava a incomodar.
Tirei sua camisa e logo comecei a abrir sua calça. Imaginava que incomodava estar excitado e "preso".
Abri o botão da saia dela e a fui tirando.
Deixei ele o fazer. Afinal era a primeira vez dele e homem é tudo igual e sempre terão os gostos "base" iguais.
— Você é gostosa pra caramba Bonnie.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
Levantei e tranquei a porta, não queria ninguém interrompendo e antes de voltar a ela, tirei minhas calças e quando voltei a cama, deslizei a mão pelo seu corpo até chegar a sua calcinha.
O puxei para um beijo novamente e entrelacei meus dedos no seu cabelo.
Segurei ela mais comigo e tentava controlar a ansiedade.
Envolvi minha perna na cintura dele e descia minha mão pelo abdômen dele.
Puxei um pouco a calcinha dela e a toquei ali. Agora era mais instinto do que qualquer outra coisa.
Eu não fazia ideia de como ele estava raciocinando. Sempre pensei que homens eram nervosos nas primeiras vezes deles. Sempre querem impressionar.
Tirei a calcinha dela e a cueca. Peguei o preservativo. Ok, agora não posso errar.
Vi a mão dele tremer um pouco e sorri.- Deixa que eu coloco. Não posso correr o risco de engravidar agora.- Peguei o preservativo da mão dele.
— Tá.- Percebi minha mão e tentei disfarçar.
Sorri.- Não precisa ficar nervoso.- Lhe dei um selinho e comecei a colocar o preservativo nele.
Uma onda nova correu em mim quando ela me tocou, nada parecido com o que já tinha sentido.
Continuei colocando com cuidado até o final.- Pronto.
Soltei um suspiro.- Isso é bom.
— Quando você quiser, estarei as ordens.- Sorri e o beijei.
— Como assim?- Perguntei.
— Quer dizer que sempre que quiser posso colocar a camisinha ué. Não foi o que quis dizer?- Perguntei.
— Ah sim.- Sorri e a beijei, nos deitando e eu já ficando entre as pernas dela.
Retribui o beijo e acariciava seus cabelos.
Suspirei entre o beijo e tentei não ficar em dúvida em como fazer. Me direcionei ao sexo dela e comecei a entrar nela.
Sabia que ele estava nervoso. Por mais que eu tinha tido minha primeira e ela tenha sido horrível, não estava nervoso. Afinal o básico eu já sabia. Então um de nós tinha que estar calmo, hoje era eu.
Tentei lembrar do que já tinha lido e visto disso, então não fui até o final e comecei a me movimentar. Se não estivesse meio escuro tenho certeza que daria para me ver suando.
Ele estava tão nervoso que chegava a ficar com pena. Bem, primeira vez é assim mesmo. Um dia terá que acontecer e todo mundo sabe que nunca será a melhor.
Ela respondia bem ao que eu fazia, sinal que estava indo bem.
Descia meus lábios pelo maxilar dele e acariciava sua nuca.
Gemi. Era muito mais gostoso que eu imaginava.- Tá bom assim.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!— Sim, está.- Disse.
Sorri ficando mais aliviado. A beijei e depois beijei seu pescoço, pois sabia que ela gostava.
Mexi meu quadril embaixo dele para ajuda-lo já que ele perdia o ritmo.
Entrei em sincronia com ela e sentia o prazer aumentando, e em ser com ela deixava melhor.
Minhas mãos desciam pelas suas costas e meu lábios pelo seu pescoço.
— Bonnie...- Gemi.
Sorri e mordi de leve o lóbulo da orelha dele, logo chupando delicadamente ali.
— Você é uma delícia.- Disse.
— Obrigada.- Percebi que ele não gostou do que fiz, então parei o que fazia e o beijei.
— Não para.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Os beijos.- Nos rolei na cama.
— Mas eu estou te beijando.- Disse.
— O que estava fazendo.- Disse.
— Ah sim, tudo bem.- Voltei ao que fazia.
Sorri e aumentei o ritmo que estávamos.
Gemi e suspirei pesadamente contra sua pele, mas continuando os beijos.
Sentia tudo ficando mais intenso, sabia que o orgasmo estava chegando.
Voltei a beija-lo e o mantive mais perto de mim com a minha perna em sua cintura.
Tocava o corpo dela e a segurava mais comigo pela cintura.
Entrelacei meus dedos em seu cabelo e acariciava ali.
Senti o orgasmo chegar e não podia imaginar sensação mais perfeita.
Parei o beijo e sorri.- Eu te amo.
— Eu também te amo.- Disse.
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