Liberty- One Shots
68 Capítulo 68- Elijah & Mary.
Notas iniciais

POV Misto. (Elijah e Mary)
Eu não acreditava que nossa solução foi essa; fugir. Foi a primeira coisa que pensei enquanto arrumava minhas coisa. Como duas famílias podiam ser tão estúpidas ao ponto de proibir que seus filhos fiquem juntos por nada? Apenas pelo fato das empresas do minha família e da dela serem rivais do mesmo ramo. Mas ninguém ia me separar da Mary. Fiz um mala com o que cabia nela, peguei meus documentos, o dinheiro que tinha em casa e tinha uma pouco na poupança. Não éramos ricos, mas vivíamos uma situação confortável e eu trabalhava na empresa do meu pai depois da faculdade, por isso deu para juntar um pouco. Olhei meu quarto. Era a última vez que estava ali. Só não ia cortar relação com meus irmãos porque eles não foram contra, até tentaram me ajudar. Sai e avisei Klaus. E ele me apoiou dizendo que podia contar com ele se precisasse. Foi uma despedida dolorida, mas tinha que ir. A unica coisa mais material que levava era meu carro. Parei onde tinha marcado com a Mary e ela ainda não tinha chegado. Teria desistido? Não, ela não o faria.
Tinha saído de caso e passei em um banco 24 horas. Iria tirar meu dinheiro da poupança antes que meu pai fechasse a conta. Tirei todo ele e para chegar mais rápido onde Elijah estava, peguei um táxi.
Começava a ficar ansioso quando um táxi parou atrás do meu carro e vi ela descer. Suspirei. Desci e fui ajudar. Logo despachamos o táxi e a abracei.
Retribui o abraço.
— Conseguiu sair sem problemas?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Ótimo, vem, vamos sair da rua, está frio.- Peguei a mala dela e passei o braço ao redor dela. Olhava para os lado, era como se sentisse que ainda a podiam tirar de mim.
— O que foi?- Perguntei.
— Nada.- Guardei a mala e entramos no carro. A puxei para um beijo.
Retribui o beijo.
Toquei o rosto dela.- Ainda dá tempo de desistir.
— Eu não quero desistir, só acho que não conseguiremos bancar os impostos de carro. Sabe, estamos desempregados e quando conseguirmos não serão o suficiente para comida, roupa e tudo mais.- Disse.
— Eu sei, mas não deu tempo de vender. E ele é bom para sairmos da cidade, não vai nos deixar na mão.- Disse.
— Sair da cidade?- Perguntei.
— Mary, nossos pais são conhecidos aqui e na posição que se colocaram eles podem querer dificultar para gente.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Eu sei que não é fácil, crescemos aqui.- Disse.
— Esquece, vamos.- Falei.
— Vem cá.- Mesmo apertado, a puxei para meus braços.- Eu te amo.
— Eu também te amo.- Disse.
— Vamos?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Dei partida e saímos de Mystic Falls. Dirigi durante a noite toda e Mary dormia quando chegamos a Atlanta. Rodei atrás de um hotel que não fosse caro e fui olhar os preços no terceiro que paramos e eram bons. Voltei ao carro.
— Eu acho que não devíamos ficar em hotel nenhum.- Disse.
— É só provavelmente por hoje amor. Até encontrarmos um lugar para alugar.- Disse.
— Não temos dinheiro, Elijah. Se ficarmos gastando com hotéis não teremos como alugar uma casa e comprar as coisas básicas para viver nela. O melhor seria dormir no carro.- Disse.
— Tudo bem.- Entrei no carro e nos dirigi para o centro. Tentava não bocejar, enquanto procurava lugares que alugavam.
— Deixa que eu dirijo.- Disse.
— Acho que deveríamos comprar um jornal, é mais fácil para procurar.- Disse.
— Elijah, sai da direção.- Disse.
Encostei o carro.- Calma Mary.
— Eu estou calma.- Disse.
Sai do carro e troquei de lugar com ela.- Continuo com a ideia do jornal.
— Tudo bem.- Disse.
— Quando ver um, pare.- Disse.
— Ok.- Disse.
Recostei no banco e percebi como estava cansado, logo acabei dormindo.
Logo encontrei uma banca e comprei um jornal. Deixei o carro estacionado enquanto procurava uma casa. Achei uma, liguei para o dono e combinamos de nos encontrar lá. Fui até o endereço e o vi sentado na varanda da casa. Deixei Elijah descansando e desci, indo falar com o cara.
— Bom dia.- John disse.
— Bom dia.- Disse.
— Bem, vamos entrar.- Ele abriu a porta.- É sala, cozinha, banheiro e quarto. Está tudo em bom estado, só precisando de uma limpeza e uma pintura se quiserem.
— Na verdade é mais o preço que importa. E ele está ótimo.- Disse.
— Tudo bem. Não sei dizer o que dos móveis está bom, mas creio que alguns dê para usar.- Ele disse.
— Tudo bem. Vou ir falar com Elijah então.- Disse.
— Ok.- Ele disse.
Sai dali e voltei ao carro, acordando Elijah. No final das contas ficamos com a casa mesmo.
— A notícia boa é que a cama está boa.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Temos que ver quanto dinheiro temos para saber como ir dividindo.- Disse.
— Eu já circulei uns anúncios de emprego e amanha vou ir neles.- Disse.
— Você fez tudo isso enquanto eu dormi?- Perguntei.
— Sim. E já contei o dinheiro também. Temos cinco mil. Agora eu vou limpar essa casa e você vai no mercado, ok? Compre comida, coisas para higiene e roupas de cama. Não muito caras, é claro. Quando você chegar a casa já está limpa.- Disse.
— Tudo bem.- Cheguei junto dela e a beijei.- Você é incrível.
— Sou tão incrível que consegui que a companhia de luz viesse amanha cedo instalar a luz. A água já tem, ainda bem.- Disse.
— Não disse?- Ri, a beijando.
Sorri.- Agora vá de uma vez. O dinheiro está na minha bolsa. Acho que 200 dólares dá e sobra para tudo.
— Nem parece que eu que fazia administração.- Disse.
Sorri.- De consolo, eu fiz Economia.
— Claro minha geniazinha.- Disse.
Ri.- Eu não sou gênio. Só fui inteligente em fazer algo que reduzisse a carga horária.
— Sei. Ah e panela, temos?- Perguntei.
— Não. É bom comprar. E uma cafeteira também.- Disse.
— Tudo bem. Estou indo, até daqui a pouco.- Disse.
— Até.- Disse.
Andei pelo lugar e achei o supermercado. Comprei tudo e o que era mais necessário, o suficiente para ficar uns dias tranquilos. Voltei e ela tinha arrumado tudo. Guardei tudo e ajudei nas coisas que faltavam. Também olhei o jornal e tinha algumas vagas que poderia ser boas. Hoje ficaríamos a luz de velas, então ela fez o jantar enquanto eu arrumava o chuveiro. Ele vazava horrívelmente. Sai de lá todo molhado.- Acho que consegui.
Ri.- Você parece um gato molhado.
— O que? Pelo menos eu consegui.- Sorri vitorioso.
Sorri.- Sim. Agora vá tomar um banho quente para não ficar doente.
— Ok senhora.- Tomei banho e depois ela também. Jantamos e nos deitamos, estávamos cansados. A beijava e senti o conhecido tesão por ela se fazer presente.
Acariciava a lateral do pescoço dele e parei o beijo delicadamente. O olhei.- Eu estava pensando numa coisa.
— O que?- Perguntei.
— Agora que estamos morando juntos e tudo mais, devíamos guardar um pouco desse dinheiro e usar para nos casarmos no cartório. Não é caro. Deve ser uns 50 dólares, por ai.- Disse.
— Por mim fazemos amanhã mesmo.- Disse.
Sorri.- Por mim também.
— Então amanhã você será minha mulher.- Toquei o rosto dela.
— Eu já sou.- Disse.
— Mas agora vai ser plenamente.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Se conseguirmos os trabalhos, vamos ficar bem.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Klaus vai ficar louco por não ter feito uma despedida de solteiro para mim.- Disse.
— Então esquece o casamento. Deixamos para outra hora.- Disse.
— Não! Um dia quando refizermos os votos, eu deixo ele fazer uma festa. Mas nos casaremos amanhã. Mesmo se cair um temporal e tivermos que ir de barco.- Disse.
— Não exagere.- Disse.
— É impressão minha ou finalmente passamos um dia inteiro juntos?- Perguntei.
— Não é impressão.- Disse.
— Então...- Tocava o rosto dela.- Por mais que esteja muito tentado a não esperar, vamos esperar até amanhã?- Eu estava mais que ansioso para isso. Durante praticamente um ano que estamos juntos, nunca tivemos tempo suficiente para nós e sempre que achávamos que ficaríamos juntos, algo atrapalhava. Sim, um ano e não transamos.
— Claro, tudo bem.- Disse.
— Então Mary, meu amor, você quer mesmo se casar comigo?- Perguntei.
— Quero.- Disse.
Sorri, a beijando.
****
Acordei com o despertador e o desliguei. Elijah ainda estava sonolento. Me levantei e fui tomar banho.
Quando percebi que ela saiu, tomei banho e me arrumei. Tomamos café.- Onde são as suas?
— Vários lugares.- Disse.
— Eu vou passar em uma agência para saber quanto vale o carro.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— O que acha melhor? Pegar um velhinho que as coisas sejam baratas ou deixar sem mesmo?- Questionei.
— Como preferir.- Disse.
— Vou ver quanto vai render e ai vejo melhor.- Disse.
— Tudo bem.- Terminei de comer e levei minha louça até a pia, começando a lava-la.
— Vou passar no cartório e ver o horário para a tarde.- Disse.
— Ok. Vou saindo. Ônibus não espera.- Dei um beijo no rosto dele, peguei minhas coisas e sai.
Fechei tudo, peguei o carro e sai. Tinha tempo antes da primeira entrevista. Passei em algumas agências e troquei o carro na que oferecia mais, e troquei por um bem mais simples e um pouco usado, mas daria para o gasto. Fiz duas entrevistas, lanchei e passei no cartório. Acertei tudo e fui para as três que restavam.
O dia foi bem corrido e agora só faltava duas entrevistas. A que eu estava indo agora era para ser da parte burocrática de uma lanchonete. E não é que consegui? Iria começar amanha mesmo. O bom é que daria para pagar as contas principais como água, luz e a comida. E ainda sobraria para irmos comprando as coisas para montar a casa direito, então claro que aceitei o emprego. Ontem eu e Elijah combinamos que colocaríamos o dinheiro que tínhamos em uma poupança e isso ficou comigo. Então passei no banco e depositei na conta que eu tinha. Peguei um ônibus e logo cheguei em casa.
Cheguei quase junto dela. Desci do carro "novo" e fui até ela.- E ai, como foi?
— Consegui um emprego e você?- Perguntei.
— As entrevistas foram boas e pediram para esperar o retorno. Meus parabéns!-A abracei.
— Nem tanto. Não é o emprego dos meus sonhos.- Disse.
— Mas já é algo.- Disse.
— Eu sei.- Disse.
— Vamos nos arrumar? Nosso horário é o ultimo; 17:30.- Disse.
— Vamos.- Disse.
Tomei banho e me arrumei. A fiquei esperando, confesso que estava um pouco ansioso.
Coloquei um vestido soltinho branco e um salto branco também que tinha levado. Na verdade mandei uma mensagem ontem para minha mãe fazer minhas malas com tudo que era meu e me mandar pelo correio. Ela era legal. Penteei meus cabelos e fiz uma maquiagem suave. Voltei ao quarto.
A olhei.- Nossa.
— O que?- Perguntei.
— Você está linda.- Disse.
— Amor, é só um vestido. Estaria com a mesma cara se fosse um jeans.- Sorri.
— Mesmo assim. Vamos senhorita?- Dei o braço a ela e partimos. Chegamos e um juíz veio até nós, fazendo-nos assinar os papéis. Peguei a aliança e coloquei nela. Aquilo me deu uma sensação boa.
Trocamos as alianças e saímos do cartório. Já ia fechar. Pegamos o carro e fomos para casa.
Antes de entrar, a peguei no colo.- Como manda a tradição.
Sorri.- Sim.
Entramos e fui com ela até o quarto.- Eu quero fazer duas coisas.
— O que?- Perguntei.
— A primeira; continue aqui.- Fui e posicionei meu celular, depois voltando.- Temos que ter uma lembrança.
Sorri.- Ok.
A câmera disparou e tiramos umas três fotos.- Agora a outra coisa é algo que não pudemos fazer.- Peguei a mão dela da aliança e a olhei.- Eu, Elijah Mikaelson te aceito Mary Stuart, como minha esposa, para ama-la e respeita-la todos os dias da minha vida. Porque você, meu amor, me mostrou que existem coisas incríveis nessa vida e a melhor delas é estar ao seu lado. Não importa o que venha, nada vai nos separar e eu te amo para sempre.
O olhei surpresa.- Elijah... eu... eu nem sei o que falar. Eu não preparei votos.
— Não tem problema.- Sorri e a beijei.
— Claro que tem. Você me conhece e sabe que odeio ser pega despreparada. Esse é um dos motivos de eu ter sido a melhor da minha turma. Não gosto de perder em nada.- Disse.
— Então faz assim; respira fundo e diz o que sente.- Disse.
— Isso não dá certo Elijah. É técnica para enganar crianças. Deixa para lá.- Disse.
Ri.- Tudo bem.- Passei os meus braços ao redor dela.- Você é minha. Ninguém vai te tirar de mim.
— Nunca.- Disse.
— Eu tive uma ideia.- Peguei o celular e botei numa musica que ela gostava que estava na memória.- Dança comigo?
Sorri.- Claro.
A envolvi e começamos a dançar. O perfume dela era uma delícia. Era algo que eu sempre lembrava.
Apoiei minha cabeça no peito dele e acariciava as costas dele.
— Apesar desses dois dias, amanhã vai ser literalmente vida nova.- Disse.
Sorri.- Sim, vai.
— Só falta eu conseguir também.- Disse.
— E você vai.- Disse.
— Eu espero.- Descia a mão pelas costas dela.- Ah meu Deus, eu esqueci uma coisa.
— O que?- Perguntei.
— Espera ai.- Peguei as chaves do carro e corri até ele. Sorri. Voltei com um pequeno bolo de chocolate com dois bonequinhos em cima.- Ele sobreviveu.
— Você pensou em tudo.- Disse.
— Sempre. Quer experimentar?- Perguntei.
— Hã... claro.- Acho que eu deveria ter nascido homem e Elijah mulher, porque estamos trocados.
Comemos e depois dançamos mais. Eu queria ter dado a ela um casamento como ela merecia, esperava ter feito o suficiente. Beijava ela e minhas mãos desciam pelo seu corpo.
Acariciava os cabelos dele.
Desci a alça do vestido dela e a levei para mais perto da cama.
Parei o beijo.- Você tem camisinha? Porque não podemos arriscar ter filho agora.
— Tenho e acho o mesmo. Só vamos pensar nisso quando as coisas estiverem boas. Concorda?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Não que eu não queira ir praticando muito como faze-los até lá.- Disse no seu ouvido, subindo o vestido dela.
Sorri.- Acho que isso não faz mal.
— Com certeza não.- Soltei o que prendia ele e o deixei cair.
Sorri e comecei a abrir a camisa dele.
A derrubei na cama e a beijei. Agora sim pude tocar todo o seu corpo que era maravilhoso.
Retribui o beijo e envolvi meus braços em torno do pescoço dele.
O beijo ficava mais intenso e senti meu corpo reagindo a vontade de ter ela.
Envolvi minha perna na cintura dele, mantendo-o mais perto de mim.
Peguei em seu seio e tateei o fecho. Agora com esses na frente ficou muito melhor.
Suspirei ao toque dele e desci minha mão pelo abdômen dele.
Distribui beijos pelo seu pescoço e fui descendo até seu seio.
Tirei o cinto dele e comecei a abrir a calça dele.
Tomei um seio com a boca, mordendo de leve.- Você é gostosa.
Sorri.- Obrigada.
Continuei pela barriga dela até chegar a borda da calcinha.
Deixei a calça dele aberta para ele tirar quando se levantasse. Descia minhas mãos pelas costas dele.
Tirei a calcinha dela e a olhei enquanto terminava de tirar a minha roupa. Estiquei até a mesinha e peguei os preservativos, já o colocando. Só de ver Mary assim já ficava mais excitado.
— Melhor você prestar atenção no que faz.- Sorri.
— Porque?- Perguntei.
— Porque se colocar errado, não vai adiantar ter colocado.- Disse.
— Eu sei o que estou fazendo, é que é uma visão e tanto.- Disse.
Sorri.- Que bom.
Me deitei sobre ela.- Melhor ainda é te sentir assim.
— Assim como?- Perguntei.
— Junto de mim.- Toquei a perna dela e as abri mais para me colocar.- Sendo minha.
Mordi meu lábio.- Serei sempre.
Me coloquei em sua entrada, mas logo estava me afundando dentro dela. Gemi. Não podia ser mais gostoso.
No começo doeu um pouco, bem pouco mesmo, eu imaginava bem pior. Mas ficava feliz que minha primeira vez esteja sendo com Elijah.
— Tudo bem?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Me surpreendia ela não ter ficado nervosa nem nada assim, mas essa era a Mary. Comecei a me movimentar e a ajudava a vir comigo.
Descia minhas mãos pelas costas dele e o beijei novamente.
A segurava comigo e mudava os movimentos lentos para mais rapidos e o beijo mudava para a forma mais intensa que íamos.
Suspirei pesadamente e minha mão descia pelo abdômen dele.
— Mary.- Gemi.
Sorri e desci meus lábios pelo pescoço dele.
Suspirei e me arrepiei ao que ela fez.
Voltei a beija-lo e entrelacei meus dedos no cabelo dele.
Mary estava sendo um deleite para mim, seria para qualquer homem na verdade. Oscilava entre lento e mais intenso, e sentia o orgasmo perto.
Acariciava os cabelos dele e a outra mão descia pelo abdômen dele.
Nossos sons ecoavam pela casa e sentia o orgasmo chegando, e foi maravilhoso.
— Eu te amo.- Disse.
— Eu também te amo.- Disse.
Sorri e o beijei.
Descansei sobre ela.- Você é uma delícia.
Acariciava os cabelos dele.- Obrigada.
— Minha vontade é não sair mais de você.- Disse.
Sorri.- Pode ficar a vontade. Seria bastante confortável.
— Mas estou te amassando.- Ri e tombei para o lado.
Me aconcheguei no peito dele.- Me alcança minha bolsa? Preciso colocar meu celular para despertar.
Abracei ela e peguei o celular.
Coloquei para despertar as 7:00.- Pronto. Ah, amanha você vai estar em casa até as 9:00?
— Sim.- Disse.
— Ok. Então fica de olho no correio. Minha mãe vai mandar minhas coisas. Não vamos ter dinheiro para refazermos um guarda roupa e tudo mais. Devia pedir para seu irmão mandar pelo menos mais algumas coisas suas.- Disse.
— Tudo bem, amanhã ligo para ele.- Disse.
— Ok.- Disse.
Por mais que quisesse repetir a dose, vamos ter um dia cheio amanhã.- Descanse, amanhã é seu grande dia.
— Quando eu ser uma grande economista ou estiver para ter nosso filho, você diz isso. Não nesse caso, é deplorável pensar que é o mais longe que posso chegar.- Disse.
— Pense que é temporário, só um degrau para chegar lá.- Disse.
Suspirei.- Um degrau longo.
— Mas que vamos passar e o deixar para trás.- Disse.
— Quanto a casa, eu amo ela. Tem um jardim e tudo. Podemos ter um cachorro até e plantar flores... Eu gosto daqui. Vai ser um lugar bom para criar nossos filhos.- Disse.
— O dinheiro que formos juntando, vamos juntar para compra-la.- Disse.
Sorri.- Sim, vai ser ótimo.
— Ai podemos aumenta-la para ter mais quartos.- Disse.
— Sim. Eu queria ter duas meninas e dois meninos. Mas não sei se você quer tantos.- Ri.
— Nossa, então vão ter que ser muitos quartos.- Disse.
— No começo pode ser dois. Um para os meninos e outro para as meninas.- Disse.
— Você já escolheu os nomes?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Milagre.- Me fiz de espantado.
Ri.- Bobo.
— Você planejou mesmo nossa vida.- Disse.
Ri.- Não planejei. Mas faz de conta que sim. Faz de conta que penso como as outras mulheres.
— Tudo bem.- Disse.
— Ok.- Disse.
Ficamos conversando até ela dormir, mas eu não dormi e fiquei pensando; estava preocupado por nenhuma das entrevistas ter dado sinal de contratação. Pensando nisso, o cansaço foi mais forte e dormi.
POV Mary.
Me acordei com o despertador e fui tomar um banho. Me arrumei e fui para a cozinha fazer o café. Eu e Elijah tomamos e sair para pegar o ônibus, indo para o trabalho.
— Bom dia, você é a Mary?- Um cara perguntou.
— Sim.- Disse.
— Eu sou Todd, vou ser seu chefe.- Ele disse.
— Oh, prazer em conhecê-lo.- Disse.
— Ontem lhe explicaram tudo?- Ele perguntou.
— Sim.- Disse.
Ele me olhou de cima a baixo.- Vai ser bom ter uma garota competente aqui.
— Hã... creio que todas aqui sejam.- Disse.
— Nem um pouco. Bem, vou te mostrar sua sala.- Ele disse.
— Tudo bem.- Disse.
Ele levantou e me conduziu até a sala ao lado da dele.- É aqui. Qualquer coisa pode me chamar.
— Pode deixar.- Disse.
— Ajudarei com prazer.- Ele sorriu.
Esse cara é estranho.- Ok.
— Tchau.- Ele saiu.
O meu dia no trabalho foi bem normal. Como era primeiro dia tinha bastante coisa a ser feita, mas dei conta sem problemas. Quando deu minha hora, sai e peguei um ônibus, voltando para casa.
POV Misto. (Elijah e Mary.)
Depois de receber a encomenda dela, sai para mais entrevistas e até algumas nada a ver com o meu curso. Suspirei quando o dia terminava e não tinha conseguido nada. Meus pés doíam quando fui para casa e Mary já tinha chegado.- Hey, boa noite.
— Boa noite. Como foi?- Perguntei.
— Não foi.- Disse.
— Porque?- Questionei.
— Não fui chamado para nada.- Disse.
— Sério?- Fui até ele.- Então eles não sabem o que estão perdendo.
— E como você foi?- Perguntei.
— Normal.- Disse.
— Que bom. Estou orgulhoso de você.- Tirei os sapatos.
— Vá tomar banho. O jantar está quase pronto.- Disse.
— Tá.- Beijei ela e fui para o chuveiro. Me manteria positivo. Troquei de roupa e melhorei a cara.- Viu suas malas?
— Sim e já coloquei tudo no seu devido lugar.- Disse.
— Rápida.- Disse.
— Sim. E uma coisa que estava pensando; se você quiser pode tentar lá onde estou trabalhando. Qualquer lugar precisa da parte administrativa, já que fiquei com a econômica. Talvez consiga lá.- Disse.
— Será?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Vou tentar então.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Falei com Klaus hoje.- Disse.
— E ele está bem?- Questionei.
— Sim. Disse que lá virou uma loucura depois que sai. O pai me xingou de todos os nomes imaginavéis.- Disse.
— Sinto muito.- Disse.
— Bem, já estava na hora de alguém mostrar a ele que não é só a vontade dele que pode prevalecer.- Disse.
— Pensei que fugimos para ficarmos juntos, não para provar alguma coisa a seu pai.- Disse.
— Sim meu amor, eu digo a minha atitude. Ele nunca imaginou que faria a minha vontade que é ficar com você. Não a dele, que era me afastar.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— E na sua casa?- Perguntei.
— Não sei.- Disse.
— Tá. Podemos jantar? Estou com fome.- Disse.
— Vou te servir e ir tomar um banho.- Peguei o prato dele e o servi.
— Venha, eu te espero.- Disse.
— Então eu como agora.- Me servi também e me sentei para comer.
Comecei a comer.- Está uma maravilha.
— Obrigada.- Disse.
— Não sabia que seus dotes iam tão longe.- Disse.
— Para você ver.- Disse.
— Sempre me surpreendendo.- Disse.
— Quando eu tiver que costurar suas roupas e lavar suas cuecas você vai ver meu dotes de verdade.- Ri.
Ri.- Você não se importa com tudo isso? Afinal não fazia em casa.
— Se fosse as cuecas de um estranho, sim. Mas eu sei o que tem dentro das suas agora, então não.- Tomei do suco.
— Interessada no que tem dentro das minhas cuecas?- Perguntei.
Ri.- Eu disse que a gente não sabe as doenças que se carregam nas roupas intimas dos outros. Mas eu sei que você não tem doenças e é limpo, então não é nojento.
— Ah sim. Mas quando folgarmos um pouco, poderemos ir na lavanderia.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Acho que vou tentar concertar a TV.- Disse.
— Seria ótimo. Meus DVD's vieram junto.- Disse.
— Depois de encanador, vou tentar mexer com eletrônicos.- Disse.
— E é ótimo em tudo.- Disse.
— Tento ser.- Disse.
— E é.- Disse.
Sorri e terminamos de jantar. Lavei a louça para ela tomar banho. Comecei a mexer na TV e fiz foi tomar um choque.
Saia do banho.- O que foi?
— Tomei um choque.- Disse.
— Meu Deus.- Fui até ele.- Está tudo bem?
— Sim, foi de leve.- Disse.
— Que bom.- Me desenrolei da toalha e fui até o armário, pegando uma camisola e calcinha.
Voltei a mexer, mas me distraí a olhando.- Ai!
— O que?- Perguntei.
— Choque de novo. Culpa sua.- Disse.
— Minha?- Questionei.
— Você ficou sem roupa, não tinha como não olhar.- Disse.
Ri.- Desculpe.- Coloquei a calcinha e a camisola.- Pronto.
— Estava melhor sem.- Disse.
Sorri.- Não para se concentrar.
— Tá.- Voltei a mexer e logo ela deu sinal.- Fala sério.
— O que?- Perguntei.
— Acho que consegui.- Disse.
— Parabéns.- Disse.
— É, qualquer coisa viro quebra galho.- Disse.
— Amor, vem cá.- Indiquei ao meu lado na cama.
— O que?- Fui até ela.
— Você vai conseguir um bom emprego.- Toquei o rosto dele.- Você é inteligente e bom.
— Eu sei, é que... com meu currículo não achei que seria assim. Claro, tem gente que leva meses para conseguir.- Disse.
— Você não vai.- Acariciei os cabelos dele.- Logo você vai encontrar um.
— São apenas dois dias, não tenho que estar reclamando ainda.- Disse.
— E nem vai precisar reclamar, tenho certeza.- Disse.
A beijei e quando a deitei na cama, bateram na porta.
— Quem será?- Questionei.
— Não sei, fica aqui.- Levantei e fui até a porta. Não acreditei, era o pai da Mary.- O que você quer aqui?
— Elijah, quem...- Fui até a porta.- Pai?
— Vim buscar minha filha.- Henry disse.
— O que?- Perguntei.
— Ela não vai a lugar algum.- Disse.
— Mary, estou disposto a perdoar essa sua atitude, vamos para casa.- Henry disse.
— Minha casa é onde meu marido está.- Disse.
— Marido!? O que você fez com ela?- Ele questionou.
— Nada que nós dois não quisessémos, nos amamos e nos casamos.- Disse.
— Exatamente.- Disse.
— Você se casou com o filho daquele imundo? Eu não te criei para isso!- Ele olhou ao redor.- Te criei para ter tudo, te dei tudo.
— E eu agradeço isso e te amo muito, pai. Porém não voltarei a falar com vocês até aceitarem Elijah.- Disse.
— Mary, você tinha, tem, ainda um futuro brilhante, não o estrague assim. Volta comigo para casa. Isso não é para você.- Disse.
— Não.- Disse.
— Você vai pagar por ter tirado a minha filha.- Ele disse.
— Eu não tirei nada, vocês que nos forçaram a fazer assim.- Disse.
— Pai, por favor, sem confusão.- Disse.
— Não Mary, eu odeio os Mikaelson, eles tiraram muito de nós e agora um me tira você.- Ele disse.
— Nós não temos nada a ver com isso.- Disse.
— Pai, ninguém me tirou de você. Você pode me ter novamente se aceitar Elijah. Ele não é como o pai dele.- Disse.
— Sr. Stuart, eu amo a Mary, só quero o melhor para ela.- Disse.
— Você é um deles, que só destroem o que tocam. Olha a sua carreira? Como está?- Ele questionou.
— Está ótima.- Disse.
— Em que empresa está trabalhando?- Ele perguntou.
— Em uma rede de lanchonetes, como economista, como eu queria.- Disse.
— Você é brilhante, merece muito mais que uma casa minúscula numa periferia. Mas você é de maior, não posso te levar obrigada.- Disse.
— Ainda bem que sabe.- Disse.
— E você sempre vai ser um Mikaelson, um destruidor e nunca vou perdoar ter destruído a minha família mais uma vez.- Ele disse e saiu.
Suspirei.- Quando vão entender que não temos nada a ver com isso?- Fechei a porta.
— Não sei.- Disse.
Fomos para o quarto e a abracei.- Sinto muito por isso.
Suspirei.- Tudo bem.
— Vamos deitar, deve estar cansada.- Disse.
— Estou sim.- Disse.
— Então vem.- Nos deitei e a aconcheguei.
— Boa noite.- Disse.
— Boa noite.- A acariciei até que dormisse. Fiquei pensando no que o pai dela disse e sabia que não era só aquilo que ela merecia. Estava cansado também e dormi rapidamente. Pela manhã nos arrumamos e fomos de carro. Mesmo sem querer as palavras do pai dela não saiam da minha cabeça.
Chegamos no trabalho.- Vamos?
— Sim. Será que tem alguma coisa?- Perguntei.
— Vamos ver.- Disse.
Entrei com ela e segui para o escritório.- Sua sala é aqui?
— Sim.- Disse.
— Não é tão ruim.- Disse.
— Não, não é.- Disse.
Todd chegou.- Bom dia Mary.
— Bom dia.- Disse.
Ele se aproximou.- Como foi ontem?
— Foi ótimo.- Disse.
— Que bom, fico feliz.- Ele disse.
— Esse é meu marido, Elijah.- Disse.
— Marido? Tão nova?- Perguntei.
— Pois é.- Disse.
— Prazer senhor...- Comecei.
— Todd Summers. Sua mulher é muito bonita Elijah.- Ele disse.
— Eu sei.- Disse.
— Como qualquer outra.- Disse.
— Imagina. Ela já está entregue, pode ir.- Ele disse.
— Na verdade, eu gostaria de saber se tem alguma vaga em aberto aqui.- Disse.
— Ele é um ótimo administrador.- Disse.
— Administração? Posso ver algo.- Ele disse.
— Obrigada.- Disse.
— Venha comigo. Pode ir Mary.- Ele disse.
Dei um beijo em Elijah.- Eu te amo.- Entrei na minha sala.
Sorri e acompanhei ele até a sala, a oferta não era das melhores; eu seria contador, mas pelo menos era algo e assim como ela, Summers seria meu chefe. Confesso que não gostava como ele olhava para ela, mas devia ser coisa da minha cabeça. Ele me mostrou onde ficaria e me deixou conhecendo o lugar. No almoço fui até ela.- Oi.
— Hey. Como foi?- Perguntei.
Sorri.- Vou ficar.
Sorri.- Isso é ótimo!
— Sim!- Fui até ela e a beijei.- Como disse, não é o emprego dos sonhos, mas ser contador não é ruim.
— Com certeza não.- Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e toquei seus lábios.- Tenho tanto orgulho de você.
— É bom ouvir isso.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— Notou alguma coisa diferente no Summers?- Questionei.
— Diferente?- Perguntei.
— O jeito que ele olha para você.- Disse.
— Bem, coisa de homem.- Disse.
— Não gosto disso.- Disse.
— Não dê bola.- Disse.
— Vou tentar. Já comeu?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Vou fazer um lanche então.- Disse.
— Fique a vontade.- Disse.
— Agora as coisas vão ficar melhor.- Disse.
— Sim.- Disse.
Ri e sai para comprar um lache, depois voltei. Me sentia melhor agora que estava empregado. Eu comecei a fazer meu trabalho nos dias seguintes e só ficava de olho no nosso chefe. Ele ficava todo bonzinho com a Mary, levava lanches, café... Aquilo me irritava. E a mim, bem, acho que ele me odiava, pois sempre encontrava erros (que eu desconfiava serem falsos), dizia que tinha tido algum problema com papéis meus e quando eu encontrava algum problema, ele dizia que eu estava louco. Hoje ele foi especialmente carrasco, querendo fazer o possível para me humilhar. Ele não o fez para valer, mas sabia que meu trabalho não estava errado. Ia para casa pensando nisso.
— Tudo bem?- Perguntei.
— O Todd, me tira do sério. Ele tem alguns problemas comigo.- Disse.
— Tipo?- Questionei.
— Não sei. Quase todo dia ele vem dizendo que tem algo errado, quando mostro a ele que está certo, ele pergunta porque não avisei antes. Aquilo é um caos, não sei como vivem com tanta bagunça na contabilidade.- Disse.
— Você dará um jeito nela.- Disse.
Suspirei afrouxando a gravata e encostando em casa.- Com aquela praga no meu pé vai ser difícil.
— Não fique tão tenso amor.- Disse.
— Sabe que gosto de fazer o meu melhor, então sei que não tem erro nenhum.- Disse.
— E eu confio em você.- Beijei-o no rosto.
A segurei comigo.- E ele ainda fica mexendo com você.
— Não esquente com isso.- Disse.
— Você é minha, odeio que outro fique fazendo gracinhas.- Disse.
Toquei o rosto dele.- Sim, eu sou sua. Mas isso é meio difícil de impedir.
— Não deixe ele achando que gosta.- Disse.
— Eu nunca deixei.- Disse.
Beijei ela.- Vai tomar banho, vou cuidando do jantar.
— Tudo bem.- Desci do carro e entramos em casa.
Tirei o terno, a gravata e os sapatos. Estava cansado e aquela pressão era puxada. Pelo menos Mary estava indo bem. Comecei a cortar os temperos e coloquei o frango na panela. Ela chegou e terminamos de fazer, logo jantamos e mesmo cansado, não deixava de a desejar. Quando me deitei, a beijei e rolei por cima dela.
Retribui o beijo e acariciava os cabelos dele.
Subi a camisola dela, puxando a calcinha.
Descia minha mão pelo abdômen dele e a outra pelas suas costas.
— Mary, quero você.- Disse.
— Não precisa dizer amor, eu sou sua.- Disse.
— Não deixa ele tirar você de mim.- Disse.
Toquei o rosto dele e o fiz olhar para mim.- Ele nunca vai me tirar de você. Nunca.
A beijei e tirei minha calça e cueca, me coloquei entre as pernas dela.
Retribui o beijo e envolvi meus braços em torno do pescoço dele.
Tirei a camisola e ia entrar nela quando me lembrei da camisinha.- Quase esqueço.
Ri.- Tudo bem.
Peguei na mesinha e coloquei, lá fora um trovão chamou nossa atenção. Acho que a chuva vai começar.
— Fechou os vidros do carro?- Perguntei.
— Sim. Espero que aqui não encha.- Disse.
— Acho que não.- Disse.
— Ótimo.- Voltei a atenção a ela e entrei nela. Fazer amor com ela me fazia esquecer tudo. Os problemas, o cansaço e estresse, era apenas o marido dela.
Suspirei pesadamente e minha mão descia pelas costas dele.
Ia num ritmo rápido e a cada estocada, ia mais fundo nela.
Descia meus lábios pelo pescoço dele e minha mão pelo seu abdômen.
Percebi faltar luz e sorri.- Seus toques são tão bons.
— Obrigada.- Disse.
— E no escurinho.- Ri.
Sorri.- Você tá todo alegre. Porque?
— Você me deixa assim.- Disse.
Ri.- Ok.
A beijei e continuei o ritmo que estávamos.
Retribui o beijo e entrelacei meus dedos em seu cabelo.
Segurei ela pela cintura e ia mais rápido, estar nela me fazia realmente me deixar levar.
Gemi e suspirei pesadamente. Acariciava seus cabelos e a outra mão seu peito.
O gemido dela me excitava mais e sabia que logo teríamos um orgasmo.
Desci meus lábios pelo maxilar dele e a mão que estava em seus cabelos,descia pelas suas costas.
— Você é minha.- Sussurrei no ouvido dela.
— Completamente.- Disse.
— Repete.- Disse.
— Completamente.- Disse.
Sorri e nos mantive assim até ambos gozarmos.
— Eu te amo.- Lhe dei um selinho.
— Eu também te amo.- Tirei o cabelo suado do rosto dela.
— Você precisa me lembrar de tomar banho uns minutos antes de dormir só.- Ri.
— Nossa conta de água agradeceria.- Ri, me deitando ao lado dela.
— Com certeza.- Disse.
— Já venho.- Fui no banheiro e tirei a camisinha, me limpando. Voltei e deitei.-Pronto. Desculpe o mau humor mais cedo.
— Tudo bem.- Disse.
— Estava cansado e estressado.- Disse.
— Não precisa se explicar.- Disse.
— Tudo bem.- Acariciava o braço dela.
— Melhor dormirmos agora.- Disse.
— Sim. Ah, no fim de semana estava pensando de darmos uma saída, aqui perto no parque, depois do almoço.- Disse.
— Claro, pode ser.- Disse.
— Que bom.- A abracei.
— Sim.- Disse.
— Boa noite amor.- Disse.
— Boa noite.- Disse.
POV Mary.
No outro dia nos acordamos, nos arrumamos e saímos para o trabalho. Podia não ser o trabalho do meu sonho, mas pelo menos eu estava fazendo o que amava, sendo economista. Então não era de todo mal acordar e ir trabalhar. Ainda mais que estávamos conseguindo construir uma vida com esse dinheiro. Chegamos lá e eu fui para minha sala e Elijah para a dele.
— Bom dia Mary.- Ele entrou na minha sala com café.
— Bom dia.- Disse.
— Trouxe café para você.- Ele disse.
— Obrigada, mas não precisa se incomodar com isso.- Disse.
— Não é trabalho. Hoje vou trabalhar aqui na sua sala, posso? Com a chuva uma parte da minha molhou.- Ele disse.
— Claro. Você é o dono.- Disse.
Ele sorriu e sentou.- Sabe, estou gostando muito do seu trabalho.
— Obrigada.- Disse.
— Acho que logo posso te dar uma promoção.- Ele disse.
— Sério?- Questionei.
— Sim.- Ele disse.
Sorri.- Obrigada então.
Ele pegou uma pasta e começou a ler.- Pode me explicar umas coisas aqui?
— Claro. O que foi?- Perguntei.
Ele veio até mim.- Esse tópico aqui.- Disse e botou a mão no meu ombro.
— Ok, um minuto.- Comecei a ler.
Ele apertou ali.- Nossa, como está tensa.- Começou a massagear.
— Hã...- Me mexi, tirando a mão dele.- Isso não é apropriado senhor.
— É só uma cortesia Mary, relaxa.- Ele disse.
— Não quero cortesias.- Disse.
— Tudo bem. Conseguiu?- Ele perguntou.
— Sim. Só quer dizer que a empresa que revende os alimentos terá direito a 2% do lucro. Se o senhor assinar com eles, claro.- Disse.
— Ah sim, obrigada.- Ele voltou e o celular tocou, mas ele desligou.- Tem quanto tempo de casada?
— Quase um mês.- Disse.
— Ah, ainda nessa fase. Sorte sua. Eu não aguentei mais e estou me separando.- Ele disse.
— Oh, sinto muito.- Disse.
— Não precisa, é o melhor. Ela ficou amargurada por não ter filhos.- Ele disse.
— Meio estranho se separar por isso.- Disse.
— Um fator levou ao outro. Mas lembro de como é assim no começo. Sexo toda hora.- Ele disse.
— Sexo não é tudo.- Disse.
— É a melhor parte. Ainda mais com uma mulher linda assim.- Ele disse.
— Gosto de pensar que companheirismo é o melhor. Porque quando formos velhinhos o sexo não existirá mais e eu quero que meu casamento ainda continue no seu melhor.- Disse.
— Como se fosse durar com um fracassado.- Ele disse.
— O que?- Questionei.
— Nada. Mas você é linda, gostosa... Merecia mais que esse emprego.- Ele falou.
— Quanto a minha aparência, eu não sei, mas eu não pretendo morrer trabalhando aqui.- Disse.
— Sabe que é linda, gostosa e deixa qualquer um duro facilmente.- Ele disse.
— Ok, você está passando dos limites já. — Disse.
— O que? Somos adultos. Não precisamos falar bonito.- Ele disse.
— É questão de respeito, não de idade.- Disse.
— Tudo bem.- Ele disse.
Franzi o cenho. Ele parece um cachorro; se agita, mas se mandarmos ficar quieto com uma voz grossa, sossega. Voltei ao que fazia.
Ele lia os contratos.- Você se formou onde?
— Yale.- Respondi.
— Bom lugar.- Ele disse.
— A melhor faculdade para mim. Toda minha família se formou lá.- Disse.
— Ah sim. Garota de família.- Ele disse.
— Pois é.- Disse.
— Eles moram por aqui?- Ele perguntou.
— Não.- Disse.
— Entendo. Esse seu marido coloca as coisas de forma difícil.- Ele disse.
— Bem, é a forma que contratos devem ser feitos, tudo formalmente.- Disse.
— Você faz melhor.- Ele falou.
— Hã... obrigada.- Falei.
— De nada querida.- Ele disse.
— Ok.- Voltei minha atenção ao que fazia.
POV Misto. (Elijah e Mary.)
Estava cheio de coisas e Summers veio com mais. Suspirei quando terminei o relatório que ele pediu, o procurei e não achei na sala dele. Procurei e o achei na sala da Mary, falando com ela e em cima dela.
— Elijah.- Disse.
— Summers.- Olhei diretamente a mão dele no braço dela.
— Algum problema?- Ele perguntou.
— Tudo bem?- Questionei.
— Vim entregar o relatório.- Disse.
— Pode deixar aqui.- Ele disse.
— Eu já fiz minha parte também.- Disse.
— Como sempre; não duvido da sua capacidade querida.- Ele disse.
— Tudo bem.- Disse.
Querida? Quem ele pensa que é?- Porque não está na sua sala?
— Ela molhou com a chuva.- Ele disse.
— Vi tudo perfeitamente seco.- Disse.
Suspirei. Deus, eu tenho imã para confusão.
— Deve ter secado já, pode voltar a sua sala. Eu vou ficar aqui mais com a Mary.- Ele disse.
— Daqui é o almoço amor, conversamos melhor lá.- Disse olhando para Elijah. Esperava que não tivesse uma briga aqui.
Olhei o "chefe".- Tudo bem. Qualquer coisa me chama.
— Ok.- Disse.
Sai, mas fiquei inquieto. Olhava os minutos pensando naquele cara no mesmo lugar com ela. Antes de ir a sala dela, li meu e-mail e sorri. Fui para a sala dela e quando entrei, ele a segurava pelo braço. Foi demais.- Tira as mãos dela.
Me soltei dele quando ele prestou atenção no Elijah.
— Não se faça de difícil Mary, afinal você não quer sair daqui.- Ele disse.
— Está mesmo chantageando ela?- Passei a frente dela.
Segurei no braço de Elijah, ficando ainda atrás dele. Eu me sentia protegida com ele e antes só era assim com meus pais. Mas não gosto de ficar lembrando deles.
— Você vai fazer o que? Um fracassado que nem sustenta a mulher acha que é alguma coisa? Se você for minha Mary não vai ter preocupações, só de me satisfazer na minha cama.- Ele disse.
Meu sangue ferveu e só percebi o que fazia quando minha mão doeu depois de o socar.
— Elijah!- Segurei a mão dele.- Você está louco?
— Você não vai encostar mais na minha mulher. Pega as suas coisas Mary.- Disse.
— Tudo bem, mas você se acalma.- Comecei a junta-las.
— Você não vai ganhar nada se sair.- Ele disse.
— Não quero nada do seu dinheiro sujo ou acha que não percebi os desvios?- Questionei.
— Não vale a pena brigar, Elijah.- Disse.
— Não muda o fato de você ser um fracasso mesmo tendo uma mulher muito gostosa.- Ele riu e saiu.
— Vamos embora.- Disse.
— Vamos.- Passei na minha sala, peguei minhas coisas e fomos para casa.
— Vou tomar banho.- Disse.
— Hey.- A segurei.- Você tá bem? Ele fez algo a você?
— Estou ótima.- Disse.
— Se ele tivesse feito algo... Tenho certeza que o mataria.- Disse.
— Não pense nisso.- Disse.
— Está mesmo bem? O que ele queria?- Questionei.
— Você pode deduzir.- Disse.
— Porque não me disse que ele estava assim?- Perguntei.
— Ele não estava.- Disse.
— Tudo bem, já passou.- A abracei.
— Eu sei.- Disse.
— Mas estamos sem emprego de novo.- Disse.
— Pois é.- Disse.
Ri e a beijei.
— Bem, vou para o banho. Já volto.- Fui para o banheiro.
Ajeitei o almoço e fui no mercado que tinha na esquina, comprando um vinho e voltando. Arrumei a mesa e a esperei.
Sai do banheiro e fui para a cozinha.
— Almoço tá pronto. Ou melhor, esquentado.- Disse.
— Estou sem fome.- Disse.
— Acho que vai ficar quando ouvir o que tenho para contar.- Servi o vinho.
— Eu não bebo durante o dia. Mas fala.- Disse.
Abracei a cintura dela.- Não estou sem trabalho.
— Sério? Isso é bom.- Disse.
— Sim, antes de eu ir até a sala e ver ele querendo te agarrar, recebi um e-mail falando que fui um dos selecionados numa das entrevistas.- Disse.
— Que bom. Parabéns.- Disse.
— Eu sei e foi muito bom se livrar daquele safado despreocupado.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Agora vou ficar preocupado com seus chefes.- Disse.
— Não precisa.- Disse.
A beijei.- Estou tão feliz. Espero que esse seja bom.
— E vai ser.- Disse.
— Espero que te chamem também.- Disse.
— Não vão. Eu já recusei todos.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque eu já tinha emprego.- Disse.
— Entendo. Mas não tinha como ficar ali com Summers lá.- Disse.
— Tudo bem. Qualquer pessoa precisa de um faxineira uma vez por semana ou empregada, eu arranjo alguma coisa por ai.- Disse.
— Você vai conseguir algo da sua profissão, é melhor que eu no que faz.- Disse.
— Não se iluda. Eu vou procurar alguma coisa depois do horário de almoço. Passar em algumas casas.- Disse.
— Tudo bem, eu vou me preparar para amanhã e ficar de olho em vagas para você.- Disse.
— Não precisa. Vou ficar longe de escritórios por um tempo.- Disse.
— Ok.- A abracei. Senti que ela precisava.
— Bem, melhor eu ir agora.- Disse.
— Quer ir mesmo agora?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Come alguma coisa.- Disse.
— Já disse que estou sem fome.- Disse.
— Tá. Quer que eu vá com você?- Perguntei.
— Não precisa.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Até mais.- Peguei minha bolsa e sai.
Acho que tinha sido tudo muito rápido, por isso ela ficou meio esquisita. Almocei, estudei a empresa e o que me mandaram por e-mail. Separei tudo que precisaria. Mary não estava muito contente, me fazia pensar se não devia ter a deixado resolver por ela mesmo. Comecei no outro dia e era uma empresa muito boa, e principalmente o salário que naquele momento era mais importante, era muito bom. Em uma semana me sentia bem diferente, mas minha mulher continuava para baixo. Depois que cheguei e tomei banho, fui ficar com ela.- Mary.
— Sim?- Perguntei.
— Não vou perguntar o que foi que é meio claro. Acha que eu não devia ter me metido com o Summers? Você queria continuar lá?- Questionei.
— O que?- Perguntei.
— Não sei. Desde semana passada você está assim.- Disse.
— Impressão sua.- Terminava de passar as roupas.
— Você está muito quieta.- Disse.
— Desculpe então.- Comecei a dobrar as roupas.
— Hey, deixa essa roupa.- Peguei as mãos dela.- Sei que está cansada e não está trabalhando como gostaria. Queria que tivesse sido diferente, que não precisasse sair de lá.
— Eu preciso arrumar as roupas, Elijah. Não temos empregadas para isso e elas não se dobram sozinhas.- Voltei ao que fazia.
Suspirei e passei a ajudar ela.
— Eu não preciso de ajuda. Vá descansar, você trabalha até tarde.- Disse.
— E vou ir até mais na próxima semana. Vou fazer hora extra para ficarmos mais folgados quando tirar o aluguel e as compras.- Disse.
— Então é melhor dormir. Ainda vou fazer comida para ficar para seu jantar amanha.- Disse.
— Vem para a cama comigo.- Passei o braço ao redor dela.
— Eu não posso. Vá dormir.- Disse.
Suspirei.- Tá, boa noite.- Beijei os cabelos dela e fui para a cama. Peguei uns contratos para revisar e não vi a hora passar, só percebi quando ela veio para cama.
Me deitei na cama e desliguei o abajur.
Guardei tudo meu e me deitei, abraçando ela. Sentia seu corpo junto ao meu e percebi que nessa mudança toda, não tínhamos ficado juntos. Eu a desejava, mas também sentia falta dela.- Mary.
— Sim?- Perguntei.
A virei para mim.- Eu te amo e cada dia que estamos passando, amo mais.
— Eu te amo também.- Disse.
Toquei seu rosto e a beijei. Ambos estávamos com rotinas puxadas, mas não podíamos deixar um ao outro.
Retribui o beijo.
A trouxe mais para mim e deslizava a mão pelo corpo dela.
Eu sabia o que ele queria e mesmo que não estivesse com vontade, cansada e que amanha tenho 2 casas para faxina de toda casa, eu não ia para-lo. Ser casado é ter dois empregos. Assim como ter filhos. Ai serão três.
Sentia o beijo diferente, até eu também estava e fui parando rindo.
— O que?- Perguntei.
— Estou tão cansado que depois de estar aqui só quero dormir. E com certeza você também.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Até sua voz é de sono.- Disse.
— Não tenho voz de sono, mas ok.- Disse.
— Quem disse que não?- Ri.- Tem sim. Assim como de excitada.
— Se você diz.- Disse.
— Digo sim. Assim como quero ver esse rosto sorrindo e feliz.- Disse.
— Hã... Ok.- Disse.
— Está feliz como estamos?- Perguntei.
— Você sabe que sempre sou feliz com você. Porque isso agora?- Questionei.
— Desde que saiu da lanchonete tá quieta.- Disse.
— Isso não é argumento.- Disse.
— É sim.- Disse.
— Não, não é.- Disse.
— Tá Mary, não vamos fazer disso uma briga, só me preocupo com você.- Disse.
— Ok então.- Disse.
— Está mesmo bem?- Perguntei.
— Claro que sim Elijah. Eu não consigo entender o que você quer que eu faça. Pule e grite todos os dias? A vida não é assim.- Disse.
— Desculpe então.- Disse.
Suspirei. Estava difícil conviver assim. Tinha que estar sempre feliz e sorrindo? Pelo amor de Deus. Antes de eu brigar, me levantei e fui para a sala.
Levantei e fui atrás dela.- Mary.- Cheguei junto dela.- Desculpe.
— Para de pedir desculpas.- Disse.
— Não vamos brigar, ok? Vou parar de paranóia.- Disse.
— Tudo bem, deixa.- Disse.
— Tá. Vamos deitar.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Voltamos e deitamos. Tinha que parar de tratar como se Mary fosse de vidro ou desistir de tudo. Confio nela e no que temos. Mary e eu não temos uma história encantada, onde coisas incríveis acontecem do nada. Mas sim um história comum como a de muitos, de muito trabalho e esforço para conseguir o que temos. O cansaço de ambos as vezes atrapalhava nossos momentos íntimos, mas também quando os tínhamos, eram incríveis. Mary cada dia me fascinava mais, em como era dedicada em tudo que fazia e quando voltou a trabalhar com economia, seus olhos brilhavam de felicidade. O meu trabalho vai muito bem, até promovido já fui e sei que posso ir mais longe. Passamos a receber visitas da mãe dela e dos meus irmãos, e fomos juntando o dinheiro. Quando era suficiente para comprar a casa, ficamos numa alegria só. Tanto que da comemoração, veio o nosso bebê Willian. Agora estou olhando ele no berço, junto a cama da Mary no quarto e nunca achei que fosse ser tão feliz. Construir uma vida, uma família, com a mulher que eu amo, não é facil. Não é um conto de fadas onde somos reis e rainhas, ou seres mágicos. Somos apenas pessoas normais, com problemas normais, mas tudo que temos deixa nossa vida mágica.
Fale com o autor