Liberty- One Shots
67 Capítulo 67- Kol & Caroline.
Notas iniciais

POV Misto. (Kol e Caroline)
Acordei quando o avião pousou e olhei pela janela. Sorri. Estava finalmente longe de tudo aquilo. Aquilo o que? Bem, meu nome é Kol Mikaelson, sou príncipe de Dinamarca. Fiz um acordo com meus pais e eles me liberaram para eu ter o que eu queria; um tempo para mim ter uma vida normal. Escolhi os EUA e Los Angeles de cidade. Levei uma semana para organizar tudo e agora é hora de encarar o colégio.- Com licença. Bom dia, desculpe incomodar.
— Oi.- Disse.
— Como faço para saber a minha sala?- Perguntei.
— Pergunte na direção. Só elas sabem qual sala você está.- Disse.
— Está cheio aqui né?- Perguntei.
— Hã... sim.- Disse.
— Legal.- Sorri.
— Ok, boa sorte então. Tchau.- Sai dali.
— Hey.- Corri atrás dela.
— O que?- Perguntei.
— Você pode me ajudar onde é?- Perguntei.
— Claro, tudo bem.- Disse.
— Estou te incomodando né?- Questionei.
— Não.- Disse.
— Vocês são mais hospitaleiros que pensei.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Nada, só que sou novo por aqui.- Disse.
— É de onde?- Questionei.
— Fora do país.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— O pouco que estou aqui já gostei muito.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— Você é daqui?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— É uma cidade legal.- Disse.
— É ótima.- Disse.
— Sempre morou aqui?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Com sua família?- Perguntei.
— Com minha mãe.- Disse.
— Ah sim. Desculpe minha intromissão.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Além da praia o que tem aqui para fazer?- Perguntei.
— Hã... muitas coisas.- Disse.
— Ah sim.- Era melhor eu calar minha boca, estava deixando a garota incomodada.
Chegamos na diretoria.- É aqui.
Me virei, pegando a mão dela e beijando.- Obrigado senhorita...
Franzi o cenho.- Caroline.
— Lhe ofendi?- Perguntei.
— O que?- Perguntei.
— Sua expressão.- Disse.
— Não.- Disse.
— Que susto.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
Sorri.- Devo estar te deixando confusa.
— Não faz mal. Eu preciso ir agora. Tenho aula.- Disse.
— Tá. Obrigado.- Disse.
— De nada. Tchau.- Sorri e sai.
Entrei na sala e o diretor quis fazer cena, mas o lembrei de que vim com algumas exigências que era sem tratamento especial e ninguém saberia quem eu sou. Me deram os horários e ainda bem meu inglês era fluente. Fui para as aulas e alguns me observavam, outros riam do meu sotaque e eu tentava relevar. No almoço peguei a comida e procurei uma mesa, mas sempre fechavam espaço. Acabei achando um espaço vazio e sentando sozinho.
POV Caroline.
Peguei meu almoço e fui me sentar com meus amigos.
— Viram o engomadinho novo no nosso ano?- Tyler perguntou.
— Não pega no pé dele Tyler.- Stefan disse.
— Ele é fofo. E isso não tem nada nada demais Ty.- Disse.
— Mas que parece que foi a mãe dele que vestiu ele, parece.- Kai disse.
— Bem, o gosto dele é estranho, mas isso não justifica bullying, então parem.- Disse.
— Concordo com você. Ele parece fofo e deslocado.- Liv disse.
— Verdade. E como você sabe que ele é fofo?- Bonnie perguntou.
— Eu? Ele pediu ajuda para ir a diretoria.- Disse.
— Você muito feliz ajudou.- Liv disse.
— Eu não sou você Liv. E eu ajudei porque sou uma boa pessoa.- Disse.
Elas riram.- Você ajudou um rapaz lindo por ser boa pessoa?
— Sim.- Disse.
— Mas da onde ele é?- Bonnie perguntou.
— Não sei, mas o sotaque parece europeu.- Stefan disse.
— Pois é.- Disse.
— Qual o nome dele?- Bonnie perguntou.
— Nã sei.- Disse.
— Um nome estranho com K.- Tyler disse.
— Ah sim.- Disse.
— Tá interessada Bonnie?- Stefan perguntou.
— Vou fazer relações internacionais, é importante.- Bonnie disse.
— Boa sorte.- Disse.
— Não vou dar em cima dele. Vocês só pensam nisso.- Ela disse.
— Igualmente boa sorte.- Disse.
POV Misto. (Kol e Caroline.)
Percebi que a moça que me ajudou estava numa mesa com amigos e toda hora olhavam para mim. Suspirei. alguém diz que é falta de educação? Olhei na direção deles e ela era bonita demais. Ser loira combinava com ela. Olhos azuis e um sorriso lindo. Acabei por reflexo sorrindo.
— Vocês parem de ficar olhando para ele. Vão deixa-lo constrangido.- Disse.
— Chama ele para cá Car, tá me dando dó dele ali sozinho.- Liv disse.
— Tá com pena? Quer para você?- Tyler questionou.
— Ok, mas não provoquem ele.- Me levantei e fui até ele.- Hey, quer sentar com a gente?
— Não vou incomodar?- Perguntei.
— Claro que não.- Disse.
Sorri.- Tudo bem.
— E uma coisa; qual seu nome mesmo?- Perguntei.
— Kol.- Disse.
— Ok.- Fomos para a nossa mesa.
Era estranho, mas queria me enturmar.- Boa tarde.
— Esse é Kol e Kol esses são Kai, Stefan, Tyler, Bonnie e Liv.- Me sentei.
— Diferente o seu nome. Tipo o seu Kai.- Liv disse.
— Parecem dupla; Kai e Kol.- Tyler disse.
Stefan riu.- Verdade. Combinam.
— Não começa Stefan.- Kai disse.
Me sentei e prestei atenção nos modos deles, eram bem diferentes.
— Então Kol, da onde você é?- Stefan perguntou.
— Danmark.- Disse.
— Oi?- Tyler perguntou.
— Dinamarca.- Disse.
— Por isso o sotaque.- Disse.
— Ja. Desculpe, sim.- Disse.
— Ai, é muito fofo.- Liv disse.
Ri.- Parece que você já tem uma fã Kol.- Disse indicando Liv.
— Eu adoro línguas, países diferentes.- Liv disse.
— Sei bem como gosta de línguas.- Tyler disse.
— É, sabemos que você sabe Tyler.- Disse.
— Quando quiser te explico meu idoma.- Disse.
— Vou adorar.- Ela disse.
— Perdeu Tyler.- Kai disse.
— E bem rápido.- Disse.
— Eu também vou querer saber mais de lá. Quem sabe não me ajuda e faço intercâmbio?- Bonnie questionou.
— Ja. Você iria adorar. Mas é bem legal aqui.- Disse.
— Pois é.- Stefan disse.
— E assim, ele conquistou nossas meninas. Só falta você Caroline.- Kai disse.
— Não se preocupe, não sou fácil e nem sou sua Kai.- Disse.
— Mas, du er smuk. Todas.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Vocês são lindas.- Disse, mesmo sendo para todas, em especial falei olhando para ela.
— Ok, obrigada.- Disse.
— Já vi tudo. Obrigada Kol.- Liv disse.
Me levantei.- Eu vou indo.
— Onde fica a sala de química?- Perguntei.
— Car te mostra.- Bonnie disse.
— Eu?- Questionei.
— É, ela te mostra.- Liv disse.
Peguei a mochila e juntei minhas coisas.- Tak por almoço.
— Vem outras vezes.- Bonnie disse.
— Sim!- Exclamei.
— Ok, vamos.- Disse.
— Até.- Coloquei a bandeja no lugar e a segui.
Fomos até a sala de química.- É aqui.
— É diferente.- Disse.
— Diferente?- Perguntei.
— Das salas de lá.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— E você tem aula onde?- Perguntei.
— Fisíca.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Boa aula. Tchau.- Sai.
Ela foi e nossa, parecia que estava fugindo de mim. Entrei e tive minha aula, estava gostando dessa vida normal, sem gente me observando e querendo se exibir. O resto do dia foi tranquilo e fui para o apartamento que eu estava. Fiz meus deveres e mexi nas minhas roupas. Achei algo que me deixaria mais a vontade. É, amanhã eu me enturmaria melhor.
O outro dia chegou e me acordei. Me arrumei e fui para o colégio.
Tinha parado para tomar café e a vi passando.- Caroline.
— Oi.- Disse.
— Quer?- Ofereci do meu café.
— Não, obrigada.- Disse.
— E esse?- Ofereci as rosquinhas.
— Já tomei café, mas obrigada.- Disse.
— Desculpe.- Disse.
— Pelo que?- Questionei.
— Estar insistindo.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Acho que hoje estou mais bem vestido, como vocês.- Disse.
— Você está ótimo.- Disse.
— Melhor que ontem?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Reparei como chamei atenção.- Disse.
— Você tem que se vestir como gosta.- Disse.
Olhei para ela.- Como gosto?- Ri.- Isso é mesmo novo.
— É?- Questionei.
— Para mim sim.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Você não deve estar entendendo muito.- Disse.
— Não.- Disse.
— É que eu cresci mediante a muitas regras, em que o que do jeito que eu gosto, não era prioridade.- Disse.
— Vida chata a sua então.- Disse.
Ri.- Sim. Por isso fugi para cá.
— Ah sim.- Disse.
— Fugi não, mas consegui um tempo para mim.- Disse.
— Entendo.- Disse.
— E estou tagarelando aqui com você. Pelo menos estou controlando melhor meu inglês.- Disse.
— Está ótimo.- Disse.
— Gostei dos seus amigos.- Disse.
— E eles de você.- Disse.
— Será?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Legal. Já fiz amigos.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Graças a você.- Disse.
Ri.- Eu? Que nada.
— Digamos que de ontem, só você me deu atenção ,que não fosse por curiosidade.- Disse.
— Isso é mentira. Kai, Bonnie, Liv, Stefan e Tyler deram atenção a você.- Disse.
— Foi como disse, por seu intermédio.- Disse.
— Tudo bem então.- Disse.
Comi da rosquinha.- Me apaixonei por isso.
Ri.- Você é engraçado.
— Porque?- Perguntei.
— Nada, deixa.- Disse.
— Diz.- Disse.
— Nada.- Disse.
— Estou me perguntando se devo me arriscar na praia.- Disse.
— Se arriscar?- Perguntei.
— Sim. Sabe, não tenho pego muito sol.- Disse.
— Bem, eu sou tão branca quanto um papel, então...- Disse.
— Você é do tipo que não é fã de sol?- Perguntei.
— Eu até gosto, só não pego cor.- Disse.
— Sei como é, tenho uma irmã igual.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Você tem irmãos.- Disse.
— Não.- Disse.
— Sorte sua.- Disse.
— Eu sei.- Disse.
— Quer um pouco dos meus?- Perguntei.
— Não, obrigada.- Disse.
— Eu estou doando qualquer um dos seis.- Disse.
Ri.- Estou bem, obrigada.
— Que pena.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Tem que aula agora?- Perguntei.
— História.- Disse.
— Olha, finalmente uma aula juntos.- Disse.
— Então melhor irmos.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Ok.- Disse.
Seguimos para a sala e sentei ao lado dela.- Essa aula para mim é fácil.
— Estudou a história dos Estados Unidos?- Questionei.
— Fiz um intensivo antes de vir.- Disse.
— Que bom. Nossa história é bem legal. Um dos poucos países a superar seu colonizador. A Inglaterra ficou no chinelo com a nossa evolução.- Disse.
Ri.- Gosto de como são patriotas. É bonito.
— Mas é verdade. É bem melhor morar num país livre e com direitos, sendo ele uma democracia do que uma monarquia como a Inglaterra. Tudo muito contido. Aqui pelo menos temos o direito de escolher quem irá cuidar do nosso país.- Disse.
— Não gosta de monarquia?- Perguntei.
— Não sei. Por um lado pode ser bom porque sendo o país "deles" cuidam melhor, porém quem foi que decidiu que do nada aquela família é mais importante que o resto e pode mandar no país inteiro? Por acaso Deus mandou uma carta? Porque não tem ninguém, segundo um país de monarquia, que tenha poder maior. E um papa não tem tanta bola assim. Eu não acho justo.- Disse.
— Interessante. Nós temos monarquia e também parlamento.- Disse.
— É, eu sei. Deve ser chato ter que dar satisfação a uma pessoa com uma coroa na cabeça. Acho que eu ia começar a rir e ai seria decapitada. Por isso eu digo; Deus salve a América.- Ri.- Não existe lugar melhor que aqui.
— Não fazem decapitação em ninguém a séculos, não se preocupe. Já eu penso um pouco a mais. Como é todos sempre de olho na sua vida?- Questionei.
Ri.- Ninguém é mais famoso que os atores de Hollywood. Reis e Rainhas ficam no chinelo, Kol.
— Se você acha.- Disse.
— Eu sei.- Disse.
— Tudo bem. Mas deixando reis de lado, estou de férias disso. As aulas é só daqui ou é geral?- Perguntei.
— Só daqui. Como é em todo mundo. História se estuda a história do seu país e algumas outras coisas. Mas basicamente é só daqui.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
Prestei atenção na aula.
Assistia a aula, mas sempre a olhava; ela é tão linda.
Percebia o olhar dele e não fazia ideia do que ele tinha comigo. Sabia que não era tão atraente assim e ele continua no meu pé. O que ele vê? Eu não faço ideia, mas é problema dele.
Saímos da sala.- Nossa, adorei.
— Que bom.- Disse.
— Ter aula em turma é muito melhor.- Disse.
— E você tinha como?- Perguntei.
— Professor individual.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— É chato.- Disse.
— Se você diz.- Disse.
— Imagina você ter que estudar sozinho com um professor chato.- Disse.
— Pelo jeito você é rico, então pode manda-lo embora se for chato.- Disse.
— Eu não, meus pais são, mas não é escolha minha.- Disse.
— Então tá.- Disse.
— Pronto. Agora vai achar que sou um mimado a fim de curtir.- Disse.
— Não tenho que achar nada.- Disse.
— Espero mesmo. É chato as pessoas acharem que porque sabem o que sua família tem, conhecem você.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
Suspirei.- E isso cansa.- Pensei em todos que se aproximaram de mim por quem eu sou.
— Tudo bem.- Disse.
— Chega de incomodar você.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Infelizmente temos que nos separar, mas posso pedir uma coisa?- Perguntei.
— Diga.- Disse.
— Você pode me mostrar a cidade? Quer dizer, se eu for sozinho vou acabar num grupo de turistas.- Disse.
— Porque eu?- Perguntei.
— Desculpe, é que você é a que mais me aproximei, uma amiga.- Disse.
— Tudo bem, eu mostro.- Disse.
— Mas se for incomodo ou tiver algo mais importante, eu vou entender.- Disse.
— Não, tudo bem.- Disse.
Sorri.- Então ótimo.
— Tudo bem.- Disse.
— Agora eu vou, obrigado.- Beijei ela no rosto. Sabia pelo que li que aqui era comum.
— De nada.- Disse.
— Esse costume é legal.- Disse.
— Qual?- Perguntei.
— Poder beijar assim.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Chata criação rígida, fazer o que?- Questionei.
— Hã...- Esse cara é estranho. Do nado me adotou como melhor amiga e não desgruda de mim. Não faz nem um dia, credo. Suspirei. Quero ir para casa de uma vez.- Pois é.
— Agora eu vou. Tchau.- Disse.
— Tchau.- Disse.
Sorri e sai. Me sentia feliz, tinha feito uma amiga por meu mérito.
Sai dali e fui para minha casa. Tomei banho e me deitei na cama. Fiz as coisas do colégio e depois comecei a assistir TV.
Não vi Caroline no resto do dia, estranhei, mas deixei quieto, devia estar ocupada. Os amigos dela me chamaram para almoçar e todos eram bem legais, menos Kai e Tyler. Várias matérias eu já tinha estudado, então era só fingir aprender. Tinha ido a sala de musica, uma coisa que eu adorava fazer era tocar. Eu dominava piano e para meu prazer, guitarra. Aqui só achei o piano, então me distraí tocando. Passei a fazer isso todas as tarde. Sentia as vezes que Caroline me evitava, não sabia o porque. Já Bonnie e Liv sempre falavam comigo. Ao fim daquela primeira semana, eu já entendia muito dos hábitos e costumes deles. Caroline chegou e pedi para falar com ela.
— Oi.- Disse.
— Está tudo bem?- Perguntei.
— Sim e com você?- Questionei.
— Bem, quer dizer, queria saber porque está me evitando.- Disse.
— Sinceramente? Eu não confio em pessoas que viram "amigas" em apenas um dia. São todos falsos.- Disse.
— Você acha que eu sou falso?- Perguntei.
— Olha, eu não sei. Só sei que está escondendo alguma coisa. Podem me achar burra, mas eu não sou tão burra assim. Você está escondendo sim alguma coisa. Você pode ser da máfia alemã, européia, sei lá.- Disse.
— O que?- Questionei.
— É isso mesmo e se quiser me matar, lembre-se que minha mãe é da polícia.- Disse.
Sorri meio triste.- Me desculpe se a deixei achando isso. Mas também, da onde eu tirei a ideia que tinha capacidade de fazer amigos assim, por mim mesmo.
— Agora fica se fazendo de vitima. Sabe, não tem nada mais chato do que homem se fazendo de vitima. Com licença.- Sai.
Ela foi e aquilo não era como eu queria. Vim para cá para sair do controle da minha familia, ser quem eu era, mas parecia que isso ainda vinha pesando sobre mim. Fui para casa e como claramente o passeio que esperei a semana toda foi cancelado, comprei umas coisas para ficar em casa. Mesmo sem querer acabei pensando nela. Droga, eu gostava de ficar com ela, mas ela queria distância de mim, infelizmente.
O meu dia foi bem normal e eu ficava pensando porque diabos aquele garoto ficava me perseguindo. Suspirei. Bem, não custa dar uma chance caso ele apareça na minha volta novamente. No outro dia, acordei, me arrumei e fui para a aula.
Entrei na sala e reparei que era aula com Caroline, o que faria só disso um dia melhor, mas depois do que ela disse ontem, preferi sentar no meu canto. Como era uma matéria que eu já tinha tido, fiquei distraído desenhando no caderno.
Como ele não veio, fiquei onde estou e fazia o que o professor passava.
— Sr.Kol, pode partilhar conosco o que tanto lhe chama atenção? Se possível depois de responder a questão 2.- O professor disse.
Sai do meu devaneio e olhei o quadro. Pensei.- A massa é 2. E da questão 3, é butano e um métil. Da 4 é 6, ou melhor, 6,5.- Disse facimente.
Nossa, se isso estiver certa, errei tudo. Também, quem quero enganar, sou burra mesmo. Comecei a apagar a resolução das questões.
Ele sorriu.- Já tinha estudado a matéria antes?
— Sim, já estou na química orgânica dois.- Disse.
É, eu não gosto de nerds e nem me dou bem com eles. Por isso nem ficamos amigos. Sexto sentido.
— Compreendo, então depois passarei trabalhos para você.- Ele disse.
— Tudo bem.- Vários olhavam para mim estranho. Estava descobrindo que não era muito bem visto quem era estudioso. Nem estudioso, nem de outro país, nem por se arrumar, nem por ser você mesmo. A aula acabava e ele passou trabalhos para todos, o meu era avançado. Ouvi Caroline reclamando e quando saíamos da sala, ela passou por mim.- Se quiser ajudo você.
— Eu não preciso.- Já basta eu não saber, eu não pedia ajuda para ninguém. Odiava isso. Não precisa eu mesma me humilhar. Tirava D ou C, mas passava. É o que conta.
— Ah, para com isso. Orgulho é uma coisa feia sabia? E não te leva a lugar nenhum.- Disse.
— E isso não é da sua conta.- Disse.
— Nossa Caroline, você já foi amável.- Disse.
— O que você quer comigo?- Perguntei.
— Como assim?- Perguntei.
— Você fica na minha volta e eu não faço ideia do porque. Agora você já tem amigos, então isso não é desculpas. As garotas já gostam de você e é o novo queridinho por ter essa pose de inocente. Eu não consigo entender o que você quer comigo.- Disse.
— As coisas aqui então são diferentes, porque até onde eu saiba ficamos perto de alguém porque se gosta, bem, isso os verdadeiros. E não vejo nenhuma garota atrás de mim e muito menos sei dessa pose de inocente.- Disse.
— Ah, ok, sou cega então.- Disse.
— Caroline, eu gosto da sua companhia, isso não é suficiente?- Questionei.
— Tudo bem.- Disse.
— O que é esse tudo bem? Estou descobrindo que é difícil compreender você.- Disse.
— Quer dizer tudo bem.- Disse.
— Tá.- Disse.
— Ok.- Disse.
Passei meu braço pelo dela.- Garotas são confusas.
— Pois é.- Disse.
— Você especialmente.- Disse.
— Se você diz.- Disse.
— Tenho certeza.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Agora vamos, senhorita sou cabeça dura demais para aceitar ajuda.- Disse.
— Eu não quero ajuda.- Disse.
— Se você diz.- Tentei imitar a voz dela.
Dei de leve no braço dele.- Isso não tem graça.
— Tem sim.- Disse.
— Não tem não. Você não ia gostar se começasse a imitar seu sotaque.- Disse.
— Como se você conseguisse.- Disse.
— Eu não disse que consigo.- Disse.
— Só imagino.- Disse.
— Melhor nem imaginar.- Disse.
Ri.- Vamos para onde agora?
— Comer.- Disse.
— Tudo bem milady.- Disse.
— Ok, vamos.- Fomos para o refeitório.
— Olha ai o casal 20.- Kai disse.
— Não somos um casal.- Disse.
— Mesmo? Porque esse ai te olha com cara de quem quer te comer.- Kai disse.
— Sério que você não consegue raciocinar nem um jeito de falar melhor Kai?- Questionei.
— Ui, chamou de burro.- Liv disse.
— Não dê bola. Eles são assim mesmo.- Disse.
— Me chamando de burro, engomadinho?- Kai questionou.
— Longe de mim isso, sou contra ofensa a animais.- Disse.
Suspirei.- Santo Deus Kol, não arrume confusão.
— Vamos ver se vai continuar arrumadinho sempre, uma hora vai deslizar.- Kai disse.
— Ah para Kai, você zoa todo mundo e não aguenta ser zoado.- Liv disse.
— Com uma irmã dessa não se precisa de inimigo.- Stefan comentou.
— Só acertando umas contas.- Ela disse.
— Te entendo Liv.- Disse.
— Stefan, você é o mais normal. Obrigada por existir.- Me sentei ao lado dele.
— Digo o mesmo.- Stefan disse.
— Como se não quisesse acertar nenhuma conta com seu irmão.- Liv disse.
— Não, não quero. Eu não sou vingativo e também ele não se mete na minha vida, e nem eu na dele.- Stefan disse.
— Diz isso porque não tem um irmão como o Kai.- Liv disse.
— Me senti ofendido.- Kai disse.
— Então tá. Vocês que se resolvam.- Stefan disse.
Estar ali com eles me fez lembrar meus irmãos e como sentia falta deles, da parte de estar em casa.
— Bem, eu agradeço por ser filha única.- Me ajeitei no banco, cruzando as pernas e começando a arrumar a bandeja do lanche.
— Sorte sua.- Kai disse.
— Pois é.- Disse.
— Tão sabendo que vai ter festa semana que vem?- Liv perguntou.
— Sempre tem.- Stefan disse.
— Tenho impressão que as festas daqui são diferentes.- Disse.
— Como são as de lá?- Perguntei.
— De escola não faço idéia, mas as que fui são sempre contidas e chatas.- Disse.
— Bem, aqui não é como se fosse pudesse transar na frente de todo mundo, mas são mais liberais. Não pode bebida com álcool, mas tem musica e comida. E pode dançar. É estranho falar isso, porque aqui é normal.- Disse.
— Sério que lá não tem isso?- Liv perguntou
— As que eu era permitido ir, não.- Disse.
— Estranho.- Disse.
— Seus pais são rígidos assim?- Liv perguntou.
— Um pouco.- Disse.
Ele estava se enturmando e isso é bom. Assim ele faz amizades mais fácil e com outras pessoas. Comia do sanduíche.
— Credo.- Kai disse.
— Pois é.- Stefan falou.
— Ai, hoje tem educação física.- Liv disse.
— Perfeito.- Kai disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque jogar é bom.- Kai disse.
— Ah sim.- Disse.
— E vocês de shortinho.- Kai disse.
— Você diz isso porque não tem que se preocupar com duas coisas balançando e incomodando.- Disse.
— Tenho três.- Kai disse.
— Kai!- Liv exclamou.
Ri.- É verdade. Mas vocês estão acostumados. Mas eu preciso colocar uma faixa para controla-los. Se não ia ficar feio.
— Deus, você é terrível.- Liv disse.
— Quem?- Perguntei.
— Kai.- Ela disse.
— Vocês são engraçados.- Disse.
— Nem tanto.- Disse.
— Para mim é.- Disse.
Ri.- Ok.
O sinal tocou e todos fomos para a quadra. Eu não sabia qual seria o jogo, mas esqueci disso quando vi Caroline com a roupa de educação física.
— Hey.- Fui até ele.- Sabe jogar vôlei? Será meninos contra as meninas.
— Já joguei uma vez.- Tentava não ficar olhando o corpo dela.
— Então vá se preparar. E cuidado para não se machucar.- Sorri e fazia um rabo de cavalo.
Fui com os meninos correr e olhava ela fazendo alongamento.
— Eu espero que eles não sejam brutos jogando vôlei como são jogando basquete e futebol. Não quero levar bolada.- Disse.
— Verdade.- Bonnie disse.
Logo começamos a jogar.
Não era ruim jogar e eu conhecia alguns meninos, mas logo as meninas reclamaram e mesclamos os times.- Agora você tá me seguindo.- Disse para Caroline que veio para o meu.
Ri.- Engraçadinho. E eu sou péssima em vôlei. Já avisando vocês.- Disse a todos do time.
— Somos dois.- Disse.
Ri e começamos a jogar.
O jogo é divertido, só que o melhor era os ângulos que tinha visto ela. Putz, como é gostosa.
O jogo terminou e peguei uma toalha, secando o meu pescoço e nuca enquanto tomava água.
— Me dá um pouco?- Perguntei.
— Claro.- Dei a água a ele.
Tomei e devolvi a ela.- Gostei.
— Que bom.- Disse.
— Nossa, preciso de um banho.- Disse.
Ri.- Nem me fale. Acho que tomarei um banho aqui mesmo.
— Eu também.- Disse.
— Vou indo lá então. Até.- Disse isso e sai.
Fui e tomei banho. Depois tive duas aulas antes de ir embora. Não a vi, então fiquei em dúvida sobre amanhã. A noite depois de fazer os trabalhos, mandei uma mensagem para ela.
****
Kol: Ainda vamos amanhã?
Caroline: Se quiser.
Kol: Eu? Passei a semana toda esperando. Mas se você ainda me achar estranho e uso de falsidade, podemos deixar para lá.
Caroline: Ainda acho que você está escondendo alguma coisa. E não adianta se fingir de inocente, porque ninguém vai me tirar isso da cabeça. E não gosto quando me escondem coisas.
Kol: Porque acha?
Caroline: Porque sim.
Kol: Minha vida é complicada Caroline.
Caroline: De todo mundo é. Você não é exclusividade.
Kol: É provável você não entender os meus motivos.
Caroline: Pois é. Não vou mesmo. Nenhum motivo é motivo para fingir. Nenhuma amizade se cultiva em meio a mentiras. Então sinto muito se não aceito isso. O máximo que chegaremos é colegas de turma.
Kol: Por favor, não faz isso. Você é a primeira amiga que tenho só por conhecer a mim, não se deixando afetar pelo que me rodeia.
Caroline: Eu não vou mudar meus conceitos por sua causa.
Kol: Vamos sair amanhã e te explico tudo. Mas não se afaste.
Caroline: Tudo bem.
Kol: Obrigado, não faz idéia de como é importante para mim. Vim para cá em busca disso.
Caroline: Do que?
Kol: Poder viver uma vida normal.
Caroline: Você fala estranho.
Kol: Porque?
Caroline: Como se fosse um cantor famoso que quer ser normal.
Kol: kkkk
Caroline: Hã... Ok.
Kol: Estão me ligando, até amanhã.
Caroline; Até.
****
Atendi e era minha mãe. Acabamos fazendo uma vídeo chamada, revi alguns dos meus irmãos. Sentiam saudades, mas ficaram felizes por eu estar me enturmando. Depois fiquei vendo TV e me preparando para falar para Caroline. Não era minha intenção contar a alguém tão cedo, mas eu gostava de verdade dela. Sei que parece mentira e que essas coisas não acontecem. Mas quando penso nela e em seu sorriso, sinto vontade de sorrir também. Acabei dormindo pensando nisso.
O outro dia passou rápido e não sei se confiava em Kol para sair sozinha com ele, por isso peguei meu spray de pimenta, colocando na bolsa. Minha mãe me deu ele a uns anos atrás. A aula acabou e saímos caminhando do colégio.
— Por onde vamos?- Perguntei.
— Vamos andando.- Disse.
— Ok guia.- Disse.
— Ok.- Disse.
Saímos da área da escola e depois de algum tempo chegávamos a praia.- É lindo.
— Sim, é.- Disse.
— Está com fome ou sede?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Tem certeza? Faz tempo que almoçamos.- Disse.
— Tenho sim.- Disse.
— Ok.- Disse.
Continuamos caminhando.
— O que você quer saber?- Perguntei.
— Eu já disse.- Disse.
— Antes vou pedir que não conte o que vai saber, além de acabar com o que desejo, pode ir contra minha segurança.- Disse.
— Olha, eu não vou prometer nada, porque dependendo do que seja, eu vou sim contar a minha mãe.- Disse.
Ri.- Deus, está achando que sou um criminoso?
— Desembucha de uma vez.- Disse.
— Um jeito de começar é que sou famoso no meu país.- Disse.
— Hã... Ok. Mas isso não ajuda você aqui.- Disse.
— Ainda bem que não. Como disse ontem, queria espaço para viver, estava além de sufocado.- Disse.
— Mal agradecido você então.- Disse.
— Mal agradecido?- Questionei.
— Você tem o que tem por causa da "sua fama". Pode pagar uma viagem para cá por causa da "sua fama" e fica ai menosprezando. Isso é ser mal agradecido.- Disse.
— A questão é que eu não quis essa fama, ela é de nascença.- Disse.
Bufei.- Todos os famosos dizem isso. Já tá ficando chato. Se tem um pai famoso fica dizendo "ai eu não quis isso, as consequências me levaram a isso" e semana que vem estão dirigindo um camaro.
— Caroline, eu não tenho um pai famoso. Meu pai e minha mãe são o rei e rainha da Dinamarca.- Disse.
Comecei a rir.- Você é um maluco.
— Não sou. Sou Kol Mikaelson, o quinto na linhagem de sucessão ao trono.- Disse.
— Ok Kol Mikaelson, prove-me então.- Disse.
— Coloque no seu celular, família real dinamarquesa.- Disse.
Suspirei e peguei o celular, colocando o que ele falou. E não é que o vi? Ok, isso é estranho.- Então é um príncipe? Interessante.
— Dependendo do momento.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Tipo; quando podemos ajudar alguém como a minha mãe que tem várias instituições que dependem exclusivamente do controle dela, ou se gosta de política como um dos meus irmãos mais velhos, ou se adora ser princesa como minha irmã, é muito bom. Mas ai vem a falta de privacidade; não poder fazer muitas escolhas, pois todos esperam que se faça isso ou aquilo de tal jeito. Você disse mal agredecido, mas não sou. Eu adoro meu povo e amo meu país. Mas por ter nascido assim, sou obrigado a ser privado a coisas simples, tipo ir a escola ou ir numa festa a vontade, sair na rua sem se preocupar....- Disse.
— Então tá.- Disse.
— Parece clichê demais, mas vivo isso. Riqueza pode trazer conforto, mas não trás felicidade.- Disse.
— Se você diz.- Disse.
— Bem, agora você sabe, mas como imaginei não entende a minha decisão de vir para cá.- Disse.
— Não mesmo. Você é muito sem personalidade por achar que só porque tem vida pública é necessário fazer o que os outros querem.- Disse.
— É como as coisas são. Fora que em todos os lugares as pessoas chegam perto de você para se aproveitar e aproveitar a chance de se aparecer.- Disse.
— Ok então. Melhor eu ir.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque eu não tenho paciência com pessoas como você.- Disse.
— Pessoas como eu?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Explique.- Disse.
— Você já explicou tudo. Não preciso explicar nada.- Disse.
Suspirei.- Como esperado você está como todos. Me olhando com o julgamento; coitadinho do principezinho cansou da vida ruim e quer brincar de garoto normal.
— Pense o que quiser.- Disse.
— Sim, eu penso. Penso que estou tão cansando de todos ao meu redor só querer saber do meu título, que precisei ir para o outro lado do oceano para sentir como isso seria. Só que isso está se transformando numa bagunça, onde sou julgado falso, hipócrita, mal agradecido e sei lá mais o que está passando pela cabeça de quem está, estava, fazendo tudo isso valer a pena.- Disse.
Balancei a cabeça e suspirei.- Adeus Kol. Tenha uma nova boa vida.- Sai dali.
Como disse, ninguém me entendia. Fiquei sentado na praia e depois voltei para o hotel. A reação da Caroline me afetou mais que eu gostaria, só que agora estava tudo bem claro; era uma coisa que só eu sentia, ela pouco se importava. Alías, porque se importaria? Sou só um maluco que apareceu a uma semana e que ela descobriu ser mais maluco ainda por fugir da vida que tem. Sábado tinha a tal da festa. Os meninos me ligaram, mas eu tinha perdido a vontade de ir. Só que insistiram tanto que me arrumei e fui.
POV Caroline.
O dia da festa chegou e quando era uma hora e meia antes, fui me arrumar. Tomei banho e fiz toda e qualquer higiene que precisava. E fiz tratamento na pele como; esfoliantes, sais e hidratante de banho. E sim, tenho essa rotina todos os dias. Sai do banho e fui para o quarto. Comecei a escolher a roupa e depois de um tempo, decidi por essa; http://www.polyvore.com/look/set?id=163927993 . Me vesti e terminei de me arrumar. Sai de casa e fui para o salão.
— Oi Car.- Kai disse.
— Oi.- Disse.
— Tá linda.- Kai falou.
— Obrigada. Você também.- Disse.
— Isso sempre.- Ele disse.
Ri.- E se achando como sempre.
— Claro.- Ele disse.
— Pois é.- Disse.
— E cadê sua sombra?- Ele perguntou.
— Sombra?- Questionei.
— Cabelo sempre arrumado, sotaque chato...- Ele disse.
— Deve estar com outra pessoa por ai. Porque?- Questionei.
— Vocês estão sempre juntos.- Ele disse.
— Não mais e nunca estivemos "sempre juntos".- Disse.
— Problemas no paraíso?- Ele questionou.
— Do que está falando?- Perguntei.
— Vocês dois pareciam que estavam se pegando.- Ele disse.
Ri.- Você é louco.
— Eu não.- Ele disse.
— É sim.- Disse.
— Quem é o que?- Tyler perguntou.
— O Kai.- Disse.
— Isso é.- Tyler disse.
— Tá linda Carol.- Liv disse.
— Obrigada. Você também.- Disse.
— Eu que o diga.- Tyler disse.
Sorri.- Infelizmente essa festa é uma porcaria. Não fui eu que fiz.
— Ah, suas festa... Cadê o Kol?- Ela perguntou.
— Não sei.- Disse.
— Acho bom ele vir, o time de futebol preparou uma iniciação para ele.- Tyler disse.
— Ah sim.- Disse.
— O que vocês vão fazer?- Ela perguntou.
— Não sei.- Tyler disse.
— Até parece.- Kai falou.
Sentei em um dos puffs e bebi do suco que tinha pego.
— Vai ficar só nisso? Deixa eu arrumar um de verdade para você loira.- Tyler disse.
— Não precisa Tyler, mas obrigada.- Disse.
— Tudo bem.- Tyler disse.
POV Misto. (Kol e Caroline.)
Cheguei na festa e encontrei uns garotos que eu fazia aula. Conversamos até que os garotos do time (sei porque vi um treino) me chamaram e eles faziam uma brincadeira. Estava tão cansado de sempre ser certinho que eu entrei, mas eu não era acostumado a beber. Depois de uma terceira dose pequena, fiquei tonto e me deram uma que tinha o gosto diferente, ele me deixou mais tonto ainda. Percebia eles ao meu redor e não sei como consegui sair do meio deles. Estava confuso, tentava arrumar um lugar para parar, mas não estava falando inglês e sim a lingua de casa. Senti o ar puro, devia estar no quintal, agora era tatear um lugar para ficar.
— Kol? Você está bem?- Perguntei.
— Ikke.- Disse.
Franzi o cenho.- Ok.- Levei ele até um banco, fazendo-o sentar.
Tentei focar minha visão.- Caroline?
— Sim.- Disse.
Me apoiei na parede.- Não. Vou incomodar mais você.- Tentei me levatar.
— Fica quieto.- O fiz sentar.- O que você tomou?
— Os meninos. Os meninos me deram um copo.- Disse.
— Pelo jeito teria sido melhor terem mandado alguém fazer um stripper.- Suspirei.- É melhor eu levar você para a sua casa.
— Não precisa.- Me levantei mesmo vendo tudo girar. O fundo da minha mente recitava as palavras dela.
— Tudo bem, se não quer que eu te leve, eu chamo um táxi e peço para ele te acompanhar até seu apartamento. Espera ai.- Peguei o celular.
Fui me distanciar dela, mas estava enjoado e minha cabeça doia, até tudo girar mais uma vez e ficar tudo escuro.
Ótimo. Chamei o táxi igualmente e pedi ajuda para o motorista para colocar Kol no banco de trás. Olhei na carteira dele e por sorte encontrei o endereço dele. Fomos para lá e ele me ajudou a leva-lo para o apartamento. Ele o colocou na cama e eu fui preparar um café para quando ele acordasse.
A primeira coisa que senti foi o meu estomâgo doendo. Depois abri os olhos e estava tudo claro, então aquilo começou. O enjoo mais forte que tinha sentido. Levantei e fui ao banheiro, parecia que minha barriga inteira queria sair.
Fiz cara de nojo pelo que ouvi. Peguei alguns remédios e depois de uns minutos, fui para o quarto dele. Ele estava deitado novamente.- Tome.
— Caroline?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— O que está fazendo aqui?- Questionei.
— Eu te trouxe para casa. Esperei você acordar. Agora vou te dar uns remédios e vou para casa.- Disse.
— É assim que tratam as pessoas nas festas de vocês?- Perguntei.
— Não normalmente.- Dei os remédios a ele.
— O que é isso?- Questionei.
— Remédios.- Disse.
Olhei desconfiado para eles e tomei.- Porque está me ajudando?
— Porque eu sou uma boa pessoa.- Disse.
— Ah, claro.- Como pensei, ela não sentia nada.
— Bem, o café está ai do lado. Eu vou indo.- Disse.
— Me desculpe.- Disse.
— Pelo que?- Perguntei.
— Ter me aproximado de você. No primeiro dia você me ajudou e achei que era um sinal de que podíamos ser amigos. Mas você você já tem amigos, que moram aqui e que você conhece. Por ter pensado algo a mais então, pior. Ficou claro que nunca teria nada comigo.- Disse.
— Nenhuma amizade começa ou se forma com mentiras Kol e foi assim que VOCÊ preferiu que fosse. Eu não tenho culpa pelas suas escolhas, só você tem.- Disse.
— Caroline, não posso espalhar que estou aqui. Se isso acontecer vai ser como das outras vezes. Centenas de fotógrafos por onde eu for, fofocas e tratamento diferente. Eu não quero isso. Quero ser um garoto de 18 anos normal. Que vai a escola, que tem amigos de verdade, que pode pensar e ter uma namorada sem que isso vire discussão nacional!- Disse.
— Ok. Bem, eu espero que você melhore. Nos vemos na segunda.- Sai do quarto.
Me levantei, indo atrás dela.- Meu Deus, como alguém pode manter uma conversa com você? Porque toda vez você se auto declara dona da verdade. Fica difícil.
— Se não gosta, não insiste.- Disse.
— Quem não gosta de nada aqui é você. Se fico quieto, você se irrita, se conto a verdade, você se afasta. Sabe, é difícil te entender.- Disse.
— Eu não estou pedindo que me entenda.- Disse.
— Já reparou que você não quer tentar deixar?- Perguntei.
Suspirei e revirei os olhos.- Ok então.
— Não revire os olhos para mim.- Parei.- Credo, pareci meu pai falando comigo.
— Ok.- Disse.
— Agora espera ai que preciso vomitar.- Corri para o banheiro.
Suspirei e me sentei. Parecia que ele era burro ou não escutou nenhuma das nossas conversas. Eu fico imaginando como ele será liberal com as filhas dele e como será a educação delas. Ficam amigas de uma pessoa com menos de dois dias e pode confiar cegamente nela. Coisa bem idiota. Como se eu fosse obrigada a isso. E as atitudes dele não são nada legais, eu não sei se eu conseguiria casar com um cara que foge da raia. Ou um cara que não tem personalidade própria e se modelar pela mídia. Ele é sim lindo e fofo, mas com tanta coisa, que na minha lista do que um cara deve ter é errado, eu não sei como ele acha que vou agir.
Voltei, indo para o quarto.
Como ele não voltou, peguei minhas coisas e fui embora. Cheguei em casa, tomei banho e me deitei. Fiquei pensando nele e percebi que gostava dele. Sorri. Eu teria que mudar com ele. No outro dia fiz minha rotina diária e fui para o colégio. Vi ele sentado no refeitório e fui até ele.- Hey, como está? Melhorou?
— Um pouco.- Disse.
Sorri.- Que bom então. Ah, me desculpe por ontem e pelos outros dias. Eu fui grossa com você. Sei que não estava certa.
— Você tem direito a sua opinião.- Disse.
— A vida é sua, então não tenho não.- Disse.
— Tudo bem Caroline.- Disse.
— Ok, bem eu mereço esse tratamento, então não vou insistir. Eu vou para a aula. Nos vemos no terceiro período.- Sorri e sai.
Ela é louca? Balancei a cabeça e fui para a aula. Depois do que houve sábado, eu me afastei da maioria. Ainda estava com a barriga doendo de tanto vomitar e com dor de cabeça as vezes. A aula com ela chegou e como demorei, acabei sentando junto dela, que era onde tinha lugar.
Eu sabia que ele estava de mal comigo, porque ele não falava, por mais que quisesse conversar e concertar as coisas, deixaria no tempo dele.
A aula começou e eu prestava atenção, por mais que a companhia do meu lado me distraísse. No meio do tempo, meu estômago começou a doer mais forte e isso me deixava mais inquieto.
— Tudo bem?- Perguntei.
— Meu estômago tá doendo.- Disse.
— Estranho. Devia ir no médico então. Ninguém tem ressaca e fica tão mal no outro dia.- Disse.
— Mal?- O professor saiu da sala.- Eu passei o dia todo vomitando, só parei a noitinha.
— Então pede para ir ao hospital.- Disse.
— Não precisa se preocupar comigo.- Disse.
— Só estou tentando ajudar, mas tudo bem então. Me desculpe por me meter na sua vida.- Voltei minha atenção ao meu caderno, terminando de copiar o que tinha no quadro.
— Se meter?- Me virei para ela.- Você quer se decidir então? Porque eu me abri com você, contei coisas minhas e você riu da minha cara, e fez uma lista de insultos. Ontem me deu adeus, hoje, vem falar comigo.
— Tudo bem Kol, já que quer assim, não nos falamos mais, ok? O Adeus de ontem continua contando.- Arrumei minhas coisas e mudei de classe.
Como entender essa mulher? Fiquei ali, mas não aguentei muito, indo a enfermaria, onde me deram um remédio e descansei um pouco lá. Na hora do almoço fui para o refeitório, mas não queria comer nada. Só peguei um suco e me sentei num canto. Caroline entrou do outro lado e a olhava, tentava entender a mudança dela. Quando passou perto de mim, a chamei.
— O que?- Perguntei.
— Senta aqui.- Disse.
— Para que?- Perguntei.
— Senta logo.- Disse.
— Você pode estar acostumado a mandar e as pessoas obedecerem, mas você não manda em mim. Até eu fazer 18, só quem manda em mim é minha mãe. Depois sou eu mesma, então com licença.- Voltei a andar.
Segurei ela e a trouxe de volta.- Sente, por favor, antes que você me deixe maluco.
Suspirei e me sentei.- O que você quer?
— O que fez você mudar?- Perguntei.
— Eu não mudei.- Disse.
— Não? A dois dias você me disse que não aguentava ficar perto de "pessoas como eu". Hoje se preocupa comigo e vem conversar numa boa. Sabe, estou confuso.- Disse.
— Não te devo explicações.- Me levantei.- Só isso?
— Caroline, você falou como se quisesse acertar as coisas, então vamos fazer isso.- Disse.
— Eu tentei, mas você complica tudo. E agora chega. Não sou mulher e nem amiga de correr atrás. Você teve sua chance e não aproveitou, agora que se dane.- Disse.
— Eu não aproveitei? Deus, eu estava com a cabeça estourando, quase não dormi, não comi nada e você acha que tem como começar um dia bom assim?- Questionei.
— Quando tem eu na jogada, você é obrigado a começar um dia bom assim. Eu odeio mal humor e não sou obrigada a aguentar. Sinto muito se pensamos diferente.- Disse.
Acabei rindo.- Você não existe sabia?
— O que?- Questionei.
— Você no fim das contas é uma comédia.- Disse.
— A tá, ótimo.- Disse.
— Senta ai vai.- Disse.
Me sentei.
— Você é brava.- Disse.
— Sou mesmo.- Disse.
— Mas não deixa de ser linda.- Disse.
— Não adianta vir com elogios que você ainda está precisando subir no meu conceito.- Disse tentando não sorrir.
— Muito?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Nossa.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— E o que tenho que fazer para mudar isso?- Perguntei.
— Não sei.- Disse.
— Assim é meio difícil.- Disse.
— Tudo bem, não precisa.- Disse.
— Claro que precisa.- Disse.
— Não precisa não.- Disse.
— Claro que sim. Como vou conquistar você?- Perguntei.
— Me conquistar?- Questionei.
— Oh.- Droga não era para ter falado nada. Desviei o olhar do dela.
— Oh o que?- Questionei.
— Nada, desculpe.- Disse.
— Hã... Ok.- Disse.
— Não vai comer?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Somos dois.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— O que acha de refazer o passeio.- Disse.
— Esse tipo de passeio não é meu estilo, mas se você quer, tudo bem.- Disse.
— E qual é o seu?- Perguntei.
— Ir ao cinema, passear no shopping, fazer comprar, ir a festar porque adoro dançar e ir a karaokê.- Disse.
— Nunca fui num karaokê.- Disse.
— É bem legal.- Disse.
— Podemos ir.- Disse.
— Sim, podemos.- Disse.
— Só marcar.- Disse.
— Qualquer dia.- Disse.
— Hoje não que ainda estou com um pouco de dor.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Eu gosto de estar com você Caroline, mais do que pensa.- Disse.
— Não vamos falar disso agora.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Ok.- Disse.
Naquele dia o clima ainda estava estranho, mas no outro ficou melhor e durante a semana as coisas melhoraram. Marcamos de ir na sexta e quando chegou a noite, fui na casa dela a buscar.
Abri a porta.- Hey.
— Está linda.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
— Vamos?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
A levei até o carro.- Onde é?
— Eu te guio.- Disse.
— Tá.- Dei partida e ela foi me guiando.- Olha, como eu adoro dirigir.
Sorri.- Que bom.
— Sério. Assim como vocês, tiramos a carteira com 16, mas foram poucas vezes que pude aproveitar isso.- Disse.
— Ah sim, entendo.- Disse.
— Apesar de tudo isso, gostaria de te levar lá.- Disse.
— Hã... acho que isso é conversa para outra hora.- Nós nunca nos beijamos e nem teve nada do tipo que sugerisse algo a mais e ele ai falando de me levar na casa dele. Ai Deus, eu gosto dele, mas meu sentimento não é desse tipo ainda não.
— Onde vamos podemos dançar também?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Que bom. Talvez eu desenferruge.- Disse.
Ri.- Ok.
— O que? É sério. Sabe quando foi a ultima vez que eu dancei?- Questionei.
— Quando?- Perguntei.
— No quarto da minha irmã mais nova, para descontrair.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Nunca fazemos isso nas festas. Meu pai nos mataria.- Disse.
— Entendo.- Na verdade não entendia, mas se ele quer falar disso, fazer o que? Mas isso é o de menos, tive encontros mais estranhos.
Não demoramos a chegar e entramos. O lugar era gostoso e acho que ficaria mais a vontade ali.- Vai beber algo?
— Um suco.- Disse.
— Ok, são dois então.- Pedi e esperávamos.- Quero te ver cantando.
Sorri.- Tudo bem. Eu adoro cantar.
— Já eu sou uma negação.- Disse.
Ri.- Não fale assim. Mas você conhece músicas daqui?
— Acho que algumas.- Disse.
— Vou pensar em qual cantar então.- Disse.
— Tenho certeza que vai ser a melhor.- Disse.
— Isso eu não sei. Mas acho que não conto mal já que quando era pequena me chamavam de Hannah Montana e hoje em dia de Taylor Swift.- Ri.
— Mais bonita que as duas com certeza.- Disse.
Sorri.- Obrigada.
Sorri e nossos sucos chegaram. Hoje era tudo ou nada. Tinha que mostrar que ela era importante para mim. Cheguei mais perto dela.- Bom?
— Sim, está ótimo.- Disse.
— Posso provar?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
Sorri e a puxei, a beijando.
Por mais que tenha sido pega de surpresa, retribui o beijo.
Provar da boca dela era melhor que imaginei, ainda mais que ela não me afastou. Saboreei aqueles lábios, mas sem forçar a barra, deixando um beijo suave.
Levei minha mão até a lateral do pescoço dele e acariciava ali.
Como ela permitia, fui aumentando o beijo até ele ser envolvente como eu queria e a puxei mais para mim.
Envolvi meus braços em trono do pescoço dele e parei o beijo, logo sorrindo.- O beijo está ótimo, mas estamos em publico.
— É que sua boca é uma delícia, difícil de se controlar.- Disse.
— Mas vai ter que se controlar.- Sorri e limpei a boca dele que estava suja de batom.
— Eu sei.- Disse.
Me levantei.- Vou ir cantar então. Já volto.- Sorri e subi no palco no lugar da menina que saiu. Iria cantar Teenager Dream da Katy Perry. Acho que combinava com o que ele sentia no momento.
Sorri pela musica e ela cantava muito bem. Ainda mais que era para mim. Não tinha mais duvidas que estava apaixonado por ela.
Terminei a música e voltei a nossa mesa.- Gostou?
— Foi ótima. Foi para mim, não foi?- Questionei.
Sorri.- Sim.
— Adorei.- A beijei de novo.
Retribui o beijo.
— Vamos dançar?- Perguntei.
— Vamos.- Disse.
A levei para onde tinha espaço e começamos a dançar. Me colei nela. Esse passeio estava bem melhor que o outro.
Envolvi meus braços no seu pescoço e dançávamos. Ele dança bem.
— Como é bom fazer isso livremente assim.- Disse.
— Bem, você pode fazer no seu quarto. Nenhuma mulher diria não a isso, tenho certeza.- Disse.
— Bem, só tem uma que me interessa a opinião.- Disse.
Sorri.- Se é quem eu penso, ela concorda comigo.
— Ótimo.- Falei no ouvido dela e inspirei junto ao seu pescoço.
Me arrepiei.- Que bom.
Beijei ali e seguíamos o ritmo da musica. Sentia ela se arrepiar e continuei fazendo. Nos colamos mais até que a beijei de novo. Ficamos assim entre dança e beijo até pararmos para comer alguma coisa.
— Eu tenho que chegar em casa antes das 23:00, então daqui a pouco temos que ir.- Disse.
— Mas é sexta.- Disse.
— É o horário da minha mãe.- Disse.
— Nem se um pobre príncipe pedir a ela?- Questionei.
Ri.- Muito menos assim.
— Pobre de mim.- Disse.
Sorri.- Fazer o que? É a vida de adolescente.
— Então vamos comer logo.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Pedimos e depois de comer, a levei para casa. Parei e fui com ela até a porta, logo a beijei.
Retribui o beijo.
A encostei na parede e deixei o beijo mais intenso.
Levei minha mão até seus cabelos, mas parei o beijo.- Sem empolgações demais mocinho.
— Eu? Empolgado?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Imagina, só três meses sem.- Disse.
Sorri.- Não me faça ficar com pena. Mas acho que todos os caras que namorei, que no caso são dois, eram pidão. Todos são, na verdade.
— Não vamos falar sobre os seus ex.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Mas eu tenho cara de pidão?- Perguntei.
— Tem sim.- Disse.
— Não sabia.- Disse.
— Tem carinha de bebê.- Sorri e toquei o rosto dele.- Um dos motivos de conquistar todas as garotas, com certeza.
— Um bando de interesseiras.- Disse.
— Se você diz.- Lhe dei um selinho.- Agora é melhor eu entrar.
— Já?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Adorei o karaokê.- Disse.
— Eu também.- Disse.
— Vamos dançar mais vezes.- Disse.
— Vamos sim.- Disse.
Vi a luz acender.- Estão te esperando.
O beijei.- Boa noite e até mais.- Sorri e entrei em casa.
Fui para casa e agora sentia que as coisas iam melhorar. Sempre que podíamos saíamos e logo ela me apresentou a mãe dela. Meus pais não estavam satisfeitos com a minha permanência aqui, mas eu não ia voltar, não agora. Com Caroline as coisas ficavam cada vez melhor e sentia que a amava. A mãe dela tinha que dar plantão hoje, então fui ficar com ela, mas minha animação foi barrada por uma ligação bem irritada do meu pai exigindo que eu voltasse. Pior que acho que ela ouviu.
— Tudo bem?- Perguntei.
— Não, meu pai é um... Sabe ser irritante quando quer.- Disse.
— Entendo.- Disse.
— Está exigindo que eu vá para casa. Deixa ele achando que vou.- Disse.
— Você devia pensar em ir. Afinal é sua casa.- Disse.
— Só que combinamos que a decisão era minha, sem interferência.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Fora que não vou deixar você.- Disse.
— Eu morreria de saudades suas, mas existe internet hoje em dia, então sempre iríamos nos falar.- Disse.
— Não Caroline. E o dia que eu for em casa, você vai comigo.- Disse.
— Vou?- Perguntei.
— Sim, afinal uma hora terei que apresentar a minha namorada a minha família.- Disse.
Sorri.- Tudo bem.
— Já tinha imaginado que seria princesa um dia?- Me colei nela, deixando de lado a irritação.
— Tecnicamente eu não sou, só se me casar com você.- Disse.
— Não vou querer esperar muito.- Disse.
O olhei.- Isso é sério?
— O que?- Perguntei.
— Que você está falando em casamento.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Meu Deus.- Me sentei no sofá.- Casamento?
— Amor calma, não disse que vamos casar amanhã. Só que quero isso com você.- Disse.
Respirei fundo.- Ok.
— E que não quero ser igual ao meu irmão que está junto a seis anos, mas não casa.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Mais calma?- Questionei.
— Acho que sim.- Disse.
Ri.- Sempre achei que garotas pensavam logo nisso.
— Bem, sim. Eu já tenho todo meu casamento na minha cabeça, porém eu sempre me imaginei já formada e fixa em um trabalho bom. Ai meu marido iria trabalhar em um boma trabalho também e nos conheríamos em uma cafeteria, porque não me imagino em festas daqui uns anos, e ele seria o tipo de marido que não se importa em morar com a sogra. Porque minha mãe sempre virá em primeiro lugar. Ou ele gosta dela ou que se dane.- Disse.
— Não tenho problema nenhum com a sua mãe.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— E vou colocando você aos poucos naquele mundo.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Também para você se acostumar com tudo.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Agora vamos deixar esses assuntos de lado.- Disse.
— Ok.- Disse.
A beijei.- O que vamos fazer?
— Não sei.- Disse.
— Filme?- Perguntei.
— Pode ser.- Disse.
— Vamos fazer pipoca então.- Disse.
— Vamos.- Disse.
Eu escolhi o filme e ela fez a pipoca, logo fomos no quarto dela. O filme era bom, mas estava mais distraído beijando o seu pescoço.
Sorri.- Você está perdendo o filme.
— Estou fazendo coisa melhor.- Disse.
Ri.- Ok.
— Quer que eu pare?- Perguntei.
— Não. Pode ficar a vontade.- Disse.
Ri e beijei mais perto da orelha dela, deslizando a mão pela coxa dela.
Me arrepiei e sorri.- Sabe, você não é nada sútil.
— Você já brigou comigo por ser sútil demais.- Disse.
— Aquilo não era sutileza amor e sim lerdeza.- Disse.
— Lerdeza?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Pobre de mim, não querendo te atacar.- Disse.
Sorri.- Tudo bem.
— Devia ter sido tarado.- Disse.
— Você não tem cara de tarado.- Disse.
— Não?- Nos virei na cama, ficando em cima dela.
— Não.- Disse.
— Acho que tenho que mudar isso então.- Disse.
— Gosta de ser tarado?- Questionei.
— Tenho uma reputação a zelar e lerdo não é boa.- Disse.
Sorri.- Ok.
Beijei ela. Não sabia como estava me aguentando sem sexo, estava a mais de seis meses sem.
Retribui o beijo.
Empurrei o pote de pipoca que estava perto de nós e a toquei melhor.
Envolvi minha perna na cintura dele e descia minhas mãos pelas costas dele.
Já tínhamos chegado nesse ponto, só que sempre acontecia algo ou então ela achava cedo ainda.
Acariciava os cabelos dele.
Estava ficando excitado fácil e cada vez estava mais complicado disfarçar.
Descia minha mão pelo abdômen dele.
— Assim você dificulta minha parada depois.- Disse.
— Não precisamos parar. Vou ser sua mulher em pouco tempo, então é só você concretizar isso.- Sorri.
— Vai?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Sorri e a beijei de novo, sentindo uma coisa nova, uma onda nova de alegria.
Retribui o beijo e entrelacei meus dedos em seu cabelo.
Já estava por cima dela, então era fácil poder toca-la. Minha mão subiu, entrando por baixo da blusa dela.
Comecei a abrir a camisa dele.
— Sua mãe só chega pela manhã?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Temos muito tempo para nós então.- Disse.
— Sim.- Disse.
Beijei até o colo dela e fui tirando a sua blusa.
Terminei de tirar a camisa dele e o ajudei com a minha blusa.
Deslizei minha boca até chegar ao seio dela e soltei o sutiã.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Me arrepiei ao sentir os lábios dele na minha pele e acariciava sua nuca.
— Você é linda.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
Tirei o sutiã.- E gostosa.
Sorri.- Obrigada novamente.
Peguei nos seios dela e abocanhei um. Os peitos dela são perfeitos.
Gemi e suspirei pesadamente. Minha mão descia pelas costas dele.
Fiz em um e depois fiz no outro. Minhas mãos desceram e comecei a tirar a calça que ela usava.
Ajudei ele a tirar e o puxei, beijando-o novamente.
O desejo por ela era cada vez maior e isso ia me deixando mais excitado. Ela parecia querer bastante, por isso deslizava as mãos por ela, a excitando também.
Desci minha mão pelo abdômen dele, começando a soltar o cinto dele.
Cheguei a calcinha e a toquei por cima.
Suspirei ao toque dele e tirei o cinto, logo começando a abrir sua calça.
— Tem camisinha aqui?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Ah Deus, que eu tenha trago.- Comecei a procurar nos bolsos.
Ri.- Tudo bem.
Achei uma guardada.- Ufa.
— Que desespero amor.- Sorri e o beijei.- Mas não precisava se preocupar tanto. Não estou em período fértil e tenho certeza que você é limpo.
— Adorei a confiança em mim.- Disse.
Sorri.- Eu confio em você.
— Eu também confio.- Disse colocando a camisinha de lado.- Deixa ela ai então.
Sorri.- Sim.- O beijei novamente.
Continuei a tocando. Sorri. Ela já está pronta para mim.
Terminei de abrir a calça dele e ele a tirou.
Tirei a calcinha dela.- Você é muito mais perfeita assim.
— Obrigada.- Disse.
— De nada amor.- Disse.
Sorri e o beijei.
Tirei a cueca e ajeitei ela melhor, logo entrando nela. Gemi pelo prazer.
Suspirei pesadamente e acariciava seus cabelos.
Estar dentro dela trouxe miuito mais prazer que imaginei e só pensava em como a amava.
Desci meus lábios pelo pescoço dele, beijando por ali.
— Ah Car, sabe que ai me arrepia.- Disse.
— Eu sei e estou sentindo outras coisas se "arrepiarem".- Sorri e continuei.
Sorri, indo mais fundo nela e aumentei o ritmo que estávamos.
Gemi e entrelacei mais minha perna na cintura dele, mantendo-o mais junto de mim.
A beijava ou então distribuia beijos por onde dava no corpo dela. Ela respondia a tudo que eu fazia, era perfeita.
Mexia meu quadril embaixo dele, podendo senti-lo ainda melhor dentro de mim.
— Você é ótima nisso.- Disse.
— Em que?- Questionei.
Gemi.- Em tudo.
Sorri e voltei a descer beijos pelo maxilar dele.
Seguimos assim, trocando carinhos e provocando o outro, até que senti o orgasmo próximo.
O beijei novamente.
Apertei a mão dela que estava na minha e chegamos ao orgasmo. Não existia nada melhor que aquilo.
— Eu te amo.- Disse no ouvido dele.
— Eu também te amo.- Sorri e aproveitamos aquele momento. Fiquei deitado junto dela e conversávamos sobre o que faríamos mais para o futuro. Eu estava me preparando já para quando a levasse para casa e anunciasse tudo. Seriam fotógrafos e repórteres para todos os lados. Tentaria fazer com que isso afetasse ela o menos possível, mas faria aos poucos. Pensava se aquilo tudo tinha valido a pena e a resposta era sim; vale cada momento que aproveito aqui. Por hora abraçaria ela como agora e aproveitava cada segundo da tranquilidade de a ter assim; minha princesa, minha rainha e a mulher que me faz feliz como não imaginei. Que tive que vir do outro lado do oceano buscar e que tornou meus sonhos realidade.
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