Liberty- One Shots
66 Capítulo 66- Elijah & Lexi.
Notas iniciais

POV Misto. (Elijah e Lexi.)
Já podia ver a torre do castelo e sorri. Depois de semanas eu voltava para casa. Ah sim, sou Elijah Mikaelson, primeiro príncipe do Rei, meu pai Mikael. Vivemos num reino afastado e somos descendentes do povo Viking que vieram de um lugar chamado Europa. Nossa vida aqui é boa e tento a medida do possível ponderar as atitudes de meu pai, já que é conhecido como um rei implacável. Eu não desejo o trono, assim como meu irmão mais novo Niklaus deseja. Quando chegar a hora cedo a ele com prazer. O que mais quero, além de tomar um banho, é ver minha noiva. Balancei a cabeça e segurei o colar que ela me deu. A amava demais e não via a hora do nosso casamento. Chegávamos ao centro do reino e fomos recebidos com comemoração por todos. Dei descanso aos meus homens e entrei em casa, ou melhor castelo.
Escutei um barulho e fui até a porta de entrada, vendo Elijah chegar. Sorri e fui até ele.- Hey.
— Lexi!- A peguei e a segurei nos meus braços. Isso sim eu chamava de estar em casa.
Sorri.- Como está?
— Saudades suas. Demais.- Não contava a ela quando eu me feria, só a deixava mais preocupada toda a vez que eu saia.
— Eu também estava com saudades.- Disse.
A beijei.- E você? Está bem?
— Estou bem.- Disse.
— Fiquei muito mais tranquilo com você estando aqui.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— Ficou bem aqui?- Perguntei.
— Fiquei sim.- Disse.
— Ótimo. Agora vamos andando, porque eu passei o dia cavalgando, preciso de um banho.- Disse.
— Vamos.- Disse.
Começamos a subir e senti alguém atrás de nós.
— Mal chegou e já vai se retirar?- Mikael perguntou.
— Pai.- Disse.
— Olá.- Disse.
Voltei até ele e o cumprimentei, apesar de tudo gostava do meu pai.
— Então, terminou com aqueles nativos?- Ele perguntou.
— A medida do possível sim. Nosso reino continua seguro.- Disse.
Fiquei esperando Elijah, não entendia do que eles falavam mesmo.
— Parece que interrompi algo. Pode ir, vamos dar uma festa mais tarde pela volta de vocês e você pode me contar o resto.- Ele disse.
— Tudo bem, até mais.- Voltei a Lexi e subimos.
Entramos no quarto dele.- Pode ir, eu te espero aqui.
Peguei uma roupa e fui até onde me banhava, relaxando. Era bom fazer isso, só que não demorei tanto. Aparei a barba e os cabelos, quando terminei tudo, voltei ao quarto.
— Melhor?- Perguntei.
— Bastante. E estava barbudo demais.- Disse.
Ri.- Estava ótimo.
Cheguei junto dela.- Como estão as coisas para o nosso casamento?
— Sendo feitas.- Disse.
— Falta muito?- Toquei o rosto dela.
— Não.- Disse.
— Que bom.- Cheguei junto dela e toquei seu rosto. Desde que eu e ela estamos juntos não sai com mais nenhuma mulher e isso está perto de um ano. Minhas necessidades estão me enlouquecendo.
Sorri e lhe dei um selinho.
Não parei no selinho e a beijei para valer. Eu a desejava tanto que sentia que qualquer hora ia perder o controle.
Retribui o beijo e acariciava seus cabelos.
A colei em mim e deixei o beijo mais intenso. O meu desejo era a jogar naquela cama agora mesmo.
Descia minha mão pelo peito dele e a outra mão acariciava seu rosto.
— Lexi, eu te amo tanto. Está difícil esperar para ser minha mulher.- Disse.
— Eu sei amor.- Toquei os lábios dele.- Em breve serei completamente sua.
— Nunca achei que fosse tão difícil, por tanto tempo.- Disse.
— Sinto muito. Não queria que sofresse por isso.- Disse.
— Não se preocupe, como você disse, logo está nos meus braços por completo.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Eu aguento mais um pouco. Mas me conta, como foi estar aqui no castelo?- Perguntei.
— Foi normal.- Disse.
— Todos te trataram bem?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Ótimo. Ah, eu trouxe uma coisa para você.- Disse.
— O que?- Perguntei.
Fui até onde tinha largado minhas coisas e puxei uma bolsinha.- Aqui.- Abri e tirei uma pulseira de pedras brilhosas.
Sorri.- É linda.
Coloquei nela.- Ficou mais agora.
— Obrigada.- Disse.
— Pode usar hoje na festa mais tarde.- Disse.
— Eu irei.- Disse.
— Eu vi tantas mulheres que foram levadas de suas casas, feitas prisioneiras ou escravas, meu coração se apertou de imaginar você assim.- Disse.
— Como assim?- Perguntei.
— Se atacassem aqui e não estivesse aqui, pensar em você presa ou sendo machucada de alguma forma...- Disse.
— Ah sim, mas não aconteceu.- Disse.
— E nem vai, vou garantir isso.- Falei.
— Sei que sim.- Disse.
— Sabe o que eu estava pensando? De alguns dias depois do nosso casamento, passarmos fora daqui.- Disse.
— Pode ser.- Disse.
— Você está bem mesmo? Estou te achando tão séria.- Disse.
— Estou sim.- Disse.
— Certeza? Pode me contar qualquer coisa.- Disse.
— Eu sei.- Falei.
— Que bom.- Disse.
— Sim.- Disse.
POV Elijah.
Ficamos ali conversando até hora da festa. Por isso me troquei e desci. Klaus foi o primeiro a chegar em mim.
— E ai? Como está?- Ele perguntou.
— Um pouco cansado da viagem, mas bem.- Disse.
— Que bom.- Ele disse.
— E você?- Perguntei.
— Estou bem.- Ele falou.
— E como vão nossas políticas?- Perguntei.
— Como sempre.- Ele disse.
— Para mim chatas.- Disse.
— Sim.- Ele falou.
— E o que pedi? Olhou a Lexi?- Questionei.
— Tudo certo.- Ele falou.
— Certeza? A achei tão quieta.- Disse.
— Sim, tenho.- Ele disse.
— Tudo bem. E você? Nenhuma garota te conquistou?- Questionei.
— Não.- Ele disse.
— Você vai precisar de uma rainha.- Disse.
— Eu sei.- Ele falou.
— Mas ainda vai ter tempo para isso, se divirta.- Disse.
— Pois é.- Ele disse.
Senti um toque no meu ombro e olhei.- Olá mãe.
— Oi.- Ela disse.
A abracei.- Como está minha rainha?- Brinquei.
Ela sorriu.- Estou bem e você?
— Só um pouco cansado.- Disse.
— Imagino.- Ela disse.
— E já está recuperado?- Aiden perguntou.
— Aiden?- Questionei.
— Bem, melhor eu ir.- Ela disse.
— Não precisa.- Disse.
— Minha rainha.- Aiden cumprimentou.- Seu filho foi o melhor na batalha, como sempre. Mesmo ferido.
— Fico feliz com isso.- Ela disse.
— Está exagerando, todos lutaram bem.- Disse.
— Pode ser e quem é aquela maravilha ali?- Aiden perguntou.
Olhei e sorri, era a Lexi.
— É a noiva dele.- Ela disse.
— Oh sim, a sua famosa noiva.- Aiden disse.
— Sim.- Fui até ela e tomei seu braço no meu.- Está linda.
POV Misto. (Elijah e Lexi.)
Sorri.- Obrigada.
A levei até onde estava.- Aiden, essa é a minha noiva Lexi.
— Prazer.- Disse.
— Olá. Agora entendo porque ele disse que tinha que se recuperar logo para voltar para casa.- Aiden disse.
Ah, cala boca Aiden. Ela não sabia que eu tinha sido ferido.
— Oh sim, entendo.- Disse.
— Aiden, vá festejar, vou dar uma volta com ela.- Rumei para sair dali.
— Você não quer é que eu conte seus podres.- Ele disse rindo.
Fui com ele.
— Não ligue, ele está me provocando.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Está mesmo bem? Você nem ficou irritada por eu não ter falado nada sobre ter me ferido.- Disse.
— Se você não quer me contar, não conte. Não tenho nada a ver com isso.- Disse.
— Quanta preocupação, me senti muito amado.- Disse.
— Isso já é com você, parece que você não sabe como as coisas funcionam.- Disse.
— Como assim?- Perguntei.
— Sou uma mulher, então não questiono.- Disse.
— Você já me questionou várias vezes.- Disse.
— Não lembro disso.- Disse.
— Quando fui te tirar para dançar e você me perguntou porque dançaria com você.- Disse.
— Como você acabou de dizer, foi uma pergunta, não um questionamento.- Disse.
— Um é muito próximo do outro.- Disse.
— Não, não é. Perguntar é como eu perguntar como você está e questionamento é questionar suas ações. Porque você faz isso, porque você faz aquilo... e isso eu nunca fiz. Fui bem educada, caso queira saber.- Disse.
— Tudo bem então, caso queira saber, estou bem, só não quis te preocupar.- Disse.
— Ok.- Pelo jeito eu sabia mais sobre ser príncipe do que ele próprio Bem capaz que eu ia questionar do porque meu marido não me contou uma coisa. Não era louca nem nada.- Vou ir falar com meus pais.
— Lexi.- A segurei.
— O que?- Questionei.
— Você está irritada.- Disse.
— Irritada?- Questionei.
— É o que parece. Me desculpe, está bem? Não vou supor mais nada.- Disse.
— Supor o que?- Perguntei.
— De supor que você questionaria. Desculpe.- Disse.
— Hã... Ok.- Disse.
— Vamos dançar?- Perguntei.
— Vamos.- Disse.
A levei para o meio onde vários dançavam. Eu não era muito de dançar, mas com ela eu gostava.
Começamos a dançar.
Vários homens olhavam Lexi. Claro, ela era uma das mais bonitas da festa. O que me incomodou era a forma que meu pai olhava.
— O que foi?- Perguntei.
— Nada. Acho que é impressão minha.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Continuamos e outros vieram. Dancei com minha irmã, Lexi dançou com Klaus e Kol, meu irmão mais novo, estávamos nos divertindo bem. Bebi um pouco e estava num canto conversando com ela, que parecia ter deixado a discussão de mais cedo de lado.
— Parece que sua noiva chama atenção de todos.- Mikael disse.
— Não acho isso.- Disse.
— Isso não importa, ela é só minha.- Disse.
— Verdade. Ela se comportou muito bem durante sua ausência.- Mikael disse.
Sorri para Elijah.- Sim, só sua.
— Mas vai ser um incomodo sempre a deixar por uma batalha.- Mikael falou.
— Esse é o dever dele.- Disse.
— Mas também não vai ser confortável para uma tão linda e jovem moça passar tanto tempo sozinha.- Ele disse.
A maneira que ele a olhava enquanto falava me incomodava.
— Bem, serei uma mulher feliz por ter um marido como Elijah. Forte e bom.- Disse.
Ele riu.- Jovens, como se só isso fosse suficiente. Elijah, não tive oportunidade de perguntar em seu noivado. Garantiu que ela é intocada?
Agora ele passou do limite.- Meu pai e meu rei, você pode ser tudo isso, mas não vou deixar que a humilhe com essas perguntas.
— Está tudo bem, Elijah.- Disse.
— Viu? Ela não se importa. E baixe seu tom comigo garoto. Sabe, algumas era o rei que se certificava disso pessoalmente.- Ele disse.
— O que está insinuando?- Por instinto tomei a frente dela.
— Elijah.- Toquei o braço dele.- Não precisa disso.
— Os bons costumes podiam ser reavivados. Talvez eu retome isso. Garantir a lealdade da minha primeira nora.- Ele disse.
— Ninguém aprovaria isso. Fora que deve total respeito a minha mãe, sua mulher e sua rainha. Espero que isso que esteja falando seja pelo efeito do vinho.- Disse.
— Majestade, eu lhe garanto que nenhum homem me tocou, nem em beijo. Elijah foi o primeiro e será o unico.- Disse.
— Eu quero uma prova.- Ele disse.
— Não terá nada e pare de beber. A festa está no fim, pode se retirar.- Disse.
— Infelizmente não tenho como lhe provar.- Disse.
— Então dance comigo.- Ele disse.
Suspirei.- Pai, por favor. Não estrague um dia tão bom com essas suas atitudes.
— Não tem mal de eu dançar com a minha futura nora.- Ele disse.
— Tudo bem Elijah.- Disse.
— Vamos.- Ele estendeu a mão para ela.
Fui com ele.
Eles foram e ele a devorava com olhar. Olhei ao redor e ainda bem que minha mãe já tinha se recolhido, pois não suportaria ver ela passar por essa situação. Ele sempre teve a fama de mulherengo e perderia a conta das mulheres com quem ele já dormiu só aqui no castelo. Mas esperava mesmo que aquela ideia fosse só efeito da bebida. Aquilo demorou mais que eu podia aguentar e quando ele deu por finalizada, eu a tirei dali.
— Vou ir para o meu quarto, estou cansada.- Disse.
— Você está bem? Me desculpe por tudo isso.- Disse.
— Foi só uma dança, claro que estou bem.- Falei.
— Mas e tudo que ele disse?- Questionei.
— Acho que foi bem normal. Por mais que tenha sido meio envergonhoso. Mas ele é o Rei, não posso fazer nada.- Disse.
A levava ao quarto dela.- Você aceita tudo tão bem.
— Não sei porque se surpreende. Fui criada do jeito que todo mundo foi.- Disse.
— Poderia não gostar.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Chegamos a porta do quarto dela.- Será que essa sehorita vai me convidar para entrar?
Sorri.- Claro que sim.
Entrei com ela.- Gostei de como o arrumou.
— Obrigada.- Disse.
— Você é sempre boa em tudo que faz.- Disse.
Sorri.- Nem tanto.
— Foi ótima em me conquistar.- Disse.
— Obrigada então.- Falei.
— Já que estamos aqui, posso pedir um coisa?- Perguntei.
— Qualquer coisa.- Disse.
— Pode olhar meu curativo?- Perguntei.
— Claro, onde é?- Questionei.
— Nas costas.- Disse.
— Ok. Senta na cama e tira a camisa.- Disse.
— Ok.- Fiz e tirei a camisa.
Peguei uma bacia com água morna e outros curativos. Subi na cama e fiquei atrás dele. Comecei a tirar o curativo que ele estava.
— Ainda dói um pouco.- Disse.
— Claro que dói. Está feio e mal cuidado. Quem fez isso?- Questionei.
— Alguém numa aldeia próxima de onde estávamos.- Disse.
— Quem quer tenha sido essa mulher, fez isso mal.- Molhei um pano limpo e comecei a passar delicadamente no machucado.
— Sua mão é bem melhor.- Disse.
— Que bom.- Beije-o no rosto.
— Quer que eu deite?- Perguntei.
— Pode ser.- Disse.
Me deitei na cama e deixei ela indo.- Gosto disso. De ser cuidado por você.
Sorri.- Sempre será.
— Isso soa melhor ainda.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— Está muito ruim?- Perguntei.
— Não muito.- Terminei de limpar e coloquei o curativo.
— O que botou? Arde.- Disse.
— Uma coisa para ajudar a cicatrizar.- Disse.
— Tá. Malditas flechas.- Disse.
— Tadinho.- Lhe dei um beijo nos cabelos.
— É bom estar em casa e baixar a guarda um pouco. Lá mesmo que doa, não podemos demostrar muito.- Disse.
— Aqui eu sempre cuidarei de você.- Disse.
— É um dos motivos de eu te amar.- Disse.
Sorri.- Que bom.
— Melhor eu ir para o meu quarto. Você está querendo deitar e eu tomando sua cama.- Falei.
— Tudo bem. Vamos ter que dividir uma cama depois.- Disse.
— O que vai ser um prazer.- Peguei na mão dela.
— Com certeza.- Disse.
— Confia em mim nisso? Que vou te fazer feliz assim?- Questionei.
— Assim como?- Perguntei.
— Completamente. Sabe, ouço muito os rapazes e eles não se importam de dar prazer a mulher deles, eu discordo disso.- Disse.
Sorri e o beijei.- Não preciso disso para ser feliz. E o meu maior prazer vai ser quando eu for sua mulher. Quando o Papa disser isso. É isso que me interessa.
— E é o que vou fazer. Então assim que tudo tiver pronto, me avise.- Disse.
— Ok.- Disse.
Me levantei.- Agora eu vou, também estou cansado.
— Tudo bem.- Disse.
Coloquei a camisa.- Boa noite meu amor.- A beijei.
— Boa noite.- Disse.
— Até amanha.- Sorri e sai.
POV Lexi.
Estava indo tomar banho quando alguém bateu na porta. Fui atender e era ele.- Olá.
— Posso entrar?- Mikael perguntou.
— Hã... não é apropriado.- Disse.
— Só que eu sou o rei, então tais regras não se aplicam a mim.- Ele disse.
— O que o senhor quer?- Perguntei.
Ele me passou e entrou no quarto.- Feche a porta.
Suspirei e fechei.
— Você é muito bonita Lexi.- Ele disse.
— Obrigada.- Disse.
— Pode ter muita coisa com essa beleza.- Ele chegou mais perto de mim.
— Não quero nada.- Disse.
— Você pode ser muito mais que só a mulher de um soldado.- Ele chegou mais junto de mim.
— Ele é muito mais que um soldado.- Disse.
— Sempre vai viver em batalhas, pode ficar viúva muito cedo.- Ele tocou o meu rosto.
Me afastei um pouco.- Eu seria viúva com orgulho.
— Você não sabe o que diz. Eu posso te oferecer mais.- Ele disse.
— Eu não quero mais.- Disse.
— Mas eu quero muito mais em relação a você.- Ele me segurou pelo braço.
— O que você quer? Você tem uma esposa já.- Disse.
— Eu não quero outra, quero você na minha cama.- Ele falou.
— Você tem sua mulher.- Disse.
— É tão ingênua assim?- Ele perguntou.
— Não, eu não sou. Mas você vai encontrar mulheres que queiram ser suas amantes, eu não. Eu só não entendo o motivo para tê-las. Só porque sua mulher envelheceu um pouco, não a deseja mais?- Questionei.
— Não interessa e quem eu desejo agora é você.- Ele me colocou contra parede.
— Me solta.- Disse.
— Se eu não o fizer?- Ele questionou.
— Terei que gritar.- Disse.
— Tem certeza que vai adiantar?- Ele questionou.
— Sim.- Disse.
Ele riu.- Você é bem do tipo que eu gosto.
— Você é louco.- Disse.
— Sim, mas gostei de saber como você é.- Ele disse.
— Ok.- Disse.
— Bem, vou dar um tempo para você pensar na escolha.- Ele disse.
— Não preciso de tempo. Eu não quero.- Disse.
— Vou te dar um tempo, vai ver que é a melhor opção. Até mais.- Ele sorriu tocando o meu rosto e saiu.
Suspirei. Ele é louco por acaso? Ainda bem que não tentou nada. Me arrumei para dormir e me deitei, logo adormecendo.
POV Elijah.
Levantei pela manhã e fui andar pelos arredores do castelo e o que ouvi não foi bom. Meu pai estava perdendo a sanidade? Procurei saber de mais coisas e voltei. O achei a mesa.- Pai, o senhor está querendo uma guerra?
— Porque?- Ele questionou.
— Matar visitantes por nada, não querer nenhum acordo de paz e deixar o povo contra você.- Disse.
— O problema é meu.- Ele disse.
— Não, é nosso. Não preza pelo reino que tem?- Questionei.
— Eu já disse que o problema é meu, você só obedece.- Ele disse.
— Não tem como um rei seguir sem seu povo e em guerras seguidas.- Disse.
— Opinião sua.- Ele falou.
— É o que vejo.- Disse.
— Ok.- Ele disse.
— E porque de tanta cisma com minha noiva ontem?- Perguntei.
— Não é da sua conta.- Ele falou.
— Claro que é.- Disse.
— Não é não.- Ele disse.
— É minha noiva.- Disse.
— E?- Ele questionou.
— Você não tem que se meter com ela. Já basta o que faz com a minha mãe.- Disse.
— Some daqui Elijah. Você é mais chato do que pensei que seria.- Ele disse.
Acabei deixando mesmo e sai irritado. Ele estava cavando a própria cova. Acabei vendo Lexi no corredor, era de quem precisava.
POV Misto. (Elijah e Lexi.)
— Hey.- Disse.
— Esse meu pai vai me deixar louco.- Disse.
— Eu imagino.- Falei.
— Ele que não continue a falar coisas para você.- Disse.
— Relaxa amor.- Disse.
— Klaus e eu temos que ficar de olho, se não ele vai destruir o reino inteiro.- Disse.
Beijei-o.- Não se preocupe antes da hora.
— Desculpe, trazer esses problemas para você.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Vamos sair daqui?- Perguntei.
— Vamos.- Disse.
Saímos dali e fomos para o jardim. Eu pensava em tudo isso e em como ele podia estar tão louco.
POV Misto. (Mikael e Lexi.)
Os olhava da janela; pobre imbecil, ele não daria conta de uma mulher assim. Queria aquela jovem na minha cama, querendo ela ou não. Deixei eles terem os seus momentos, mas nos dias seguintes sempre que a via sozinha insinuava a minha proposta e aquela resistência era cada vez mais tentadora. Agora tinha a oportunidade perfeita de tirar Elijah do castelo, o unico empecilho era que o casamento deles era na semana que vem e ele não iria querer ir. Então preferi mudar de tática. A noite fui até o quarto dela.
Abri a porta e suspirei quando o vi.- Olá.
— Olá.- Sorri, entrando.
— O que você quer?- Perguntei.
— Lhe dar uma notícia.- Disse.
— Qual?- Questionei.
— Elijah está de partida.- Disse.
— E porque veio me avisar?- Perguntei.
— Porque quando ele for não sabemos quanto tempo vai levar para voltar.- Me aproximei dela.
Me afastei.- E o que isso tem a ver?
— Você vai ficar sozinha muito tempo.- Toquei seu rosto, descendo pelo pescoço.
Encolhi ao toque dele.- Não me importo. Irei espera-lo.
— Não precisa ficar só até lá.- A encostei na parede.
— Me solta.- Disse.
A toquei novamente, subindo pela perna e puxando pelo vestido.
Tentei afasta-lo.- Me solta!
— Gosto de ariscas assim. Agora cala essa boca, se não vou dizer que me seduziu e que é uma traidora que estava com meu filho.- Disse.
— Você é nojento.- Disse.
Peguei o rosto dela.- E você vai me obedecer.
— Nunca.- Disse.
— Vai sim.- A joguei na cama.
— Procure uma que te queira.- Disse.
— Eu quero você.- Disse.
POV Misto. (Elijah e Lexi.)
Estava indo falar com Lexi sobre o que estava havendo ao norte, talvez tivesse que ir lá, mas também estava preocupado com uma ameaça próxima, por isso talvez ficasse. Só que ao chegar perto do quarto dela, ouvi sua voz alterada. Teria algo errado? Cheguei mais perto e ouvi outra. Ah merda. Entrei.- Sai de perto dela.
— Elijah.- Disse.
— Elijah, veio testemunhar eu me certificar que sua mulher é intocada?- Mikael questionou.
Andei, chegando até ele.- Sai de perto dela.
Me sentei na cama, ajeitando meu vestido.
— Você está louco?- Perguntei.
Ele riu.
Apenas os observava, não podia fazer nada mesmo.
Ele continuou sorrindo até sair.- Deus, você está bem?
— Sim.- Disse.
A puxei para mim.- Desculpe por isso.
— Tudo bem.- Disse.
— Tudo bem não! Ele ia forçar você. Deus, eu quero matar ele por isso.- Disse.
— Por favor, esquece isso.- Disse.
— Esquecer? Impossível. Ele já fez algo?- Perguntei.
— Não.- Respondi.
— Mas já tentou?- Perguntei.
— Não. Só palavras.- Me levantei.- Eu não quero falar disso.
— Porque não me disse?- Questionei.
— Elijah, me deixa.- Disse.
— Lexi, ele podia ter-lhe feito algo e eu não saberia.- Disse.
— Eu já disse que não quero falar disso.- Parecia que nenhum homem entende quando a gente diz que não quer falar. Insistem até perdermos a paciência.
— Eu vou cuidar disso.- Disse.
— Ok.- Falei.
— Eu não vou sair daqui enquanto não resolver isso.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
A abracei. Na verdade não sabia bem o que ia fazer, mas não a deixaria exposta a uma coisa assim.
Eu estava com um pouco de medo, mas nunca diria isso e nem deixaria transparecer. Só espero que essa obsessão passe de uma vez.
Fiquei ali com ela até ela dormir e depois sai. Pedi para um guarda ficar a porta dela e fui falar com Klaus. Combinamos de ficar de olho em tudo e arrumar uma brecha para tirar ele do poder. Era triste dizer isso do meu pai, mas ele não tinha condições de ficar assim. Outra coisa que decidi era que não iria para campo e que o meu casamento acontecesse logo. O que veio uma semana depois. Apesar de todo cansaço daqueles dias quando a vi, sorri. Ela estava linda. Fizemos a cerimônia e a festa foi simples como gostamos. Quando deu a hora subi com ela para nosso novo quarto.
Entramos no quarto.- É lindo.
— Eu também acho e capricharam na decoração.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Digno de você, vossa majestade.- Disse.
— Majestade?- Ri.- Essa é sua mãe.
— E você. Mesmo que eu não costume usar, mas sou príncipe.- Disse.
— Eu não sou e nem princesa. Sou só sua mulher. Majestade é sua mãe e a futura mulher do seu irmão.- Disse.
— Tudo bem então.- A beijei, mas fui surpreendido por batidas na porta.
— Melhor atender.- Disse.
— Tudo bem.- Fui até a porta e abri.- O que quer aqui?
— O meu direito.- Mikael disse.
Me sentei na cama e esperei Elijah.
— Você não tem direito algum. São minhas nupcias, nos deixe em paz.- Disse.
— Tenho sim.- Ele pegou o papel.- O rei irá ter a primeira relação com a nora integrante da família real para garantir sua legitmidade.
Até isso inventaram agora, pensei.
— Isso não existe!- Exclamei.
— Existe agora e eu já assinei. Então me dê licensa. Sua mulher é minha ou o casamento será anulado.- Mikael disse.
— Você nunca vai encostar nela.- Disse.
— Então o casamento será anulado.- Falei.
— Saia da minha frente Elijah. Assim que eu terminar, pode ter ela.- Ele disse.
— Deixe de nojento! Está bebado e falando coisas sem sentido, cometendo loucuras. Seja um rei de verdade, não alguém que só quer suas vontades feitas, respeite a sua mulher! Volte por onde veio e nos deixe em paz.- Disse.
— Deixa isso Elijah. Anulamos o casamento e vamos embora daqui. Vivemos nossa vida em um lugar longe daqui.- Disse.
— Você não vai a lugar algum sem ser minha antes.- Mikael disse.
— Pense o que quiser.- Disse.
O empurrei para fora, só que um barulho grande lá embaixo me chamou atenção.
— Melhor ir ver.- Disse.
Peguei minha espada que já estava ali.- Vem comigo.
— Tem certeza?- Perguntei.
— Não vou te deixar sozinha.- Estendi a mão a ela.
— Tudo bem.- Fui com ele.
Ele a segurou.- Pode ir que ela fica comigo.
— Sendo o Rei, creio que o mais digno seria ir verificar o que está acontecendo.- Me soltei dele.
— Ele pouco se importa.- Estava audível os gritos, algo acontecia.- Vamos.
— Ok.- Disse.
Levei ela comigo e ao chegar perto das escadas perguntei o que acontecia e era o que eu temia. As atitudes do meu pai criaram rebeldes e eles aproveitaram a nossa festa para entrar aqui. Alguns senhores importantes tinham morrido já e quem estava lá embaixo estava lutando.- Era isso que eu temia.
— É horrível.- Disse.
— Vamos pelo outro lado.- A levei pelo lado oposto e no caminho encontrei Rebekah.- Irmã.
— Elijah.- Ela disse.
A abracei.- Quem está no salão?
— Bastante gente, não sei.- Ela disse.
— Vem comigo. Amor, vou precisar deixar você, só preciso achar um local seguro.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Segui com elas até quase as masmorras. Abri uma porta.- Ninguém vai chegar aqui. Tomem. Aqui tem punhais para se defenderem, se precisarem. Não abram essa porta para ninguém que não seja nosso.
— Hã... Ok.- Bem capaz que eu usaria esse negócio em um ser vivo.
Beijei Rebekah na testa e me virei para Lexi.- Cuidado e eu prometo; depois disso vamos ter nossa vida como planejamos.
— Tudo bem.- Disse.
Beijei ela.- Eu te amo.
— Também te amo.- Disse.
POV Elijah.
Mesmo preocupado, as deixei e desci. O salão era um caos e vi que alguns já tentavam subir, mas como tinham muitos dos meus soldados eles encontravam resistência. Quando eles me viram seguiram logo minhas ordens. Achei Klaus no meio daquilo tudo.- Klaus, você está bem?
— Estou.- Ele disse.
— Eu encontrei Rebekah.- Acertei um que veio na nossa direção.- Ela está lá em cima com Lexi.
— Ótimo.- Ele disse.
— Viu a mãe?- Perguntei.
— Já está segura.- Ele disse.
Senti um alívio.- Kol?
— Está por ai ajudando.- Ele disse.
— Vamos botar esses imundos para fora da nossa casa.- Disse.
— Sim, vamos.- Ele disse.
Não foi uma luta fácil. Achei Aiden e mandei ele ir buscar reforços que pareceu levar uma eternidade para chegar. Lutávamos e aos poucos via alguns conhecidos mortos. Rezava para não ver o rosto do meu irmão entre eles. Tudo culpa do nosso rei e pai. Mais soldados chegaram e conseguimos ir caçando todos, até darmos uma geral no castelo e ao redor. A situação foi controlada e agora nos reuníamos em outro salão enquanto ajudávamos a quem procurava um conhecido ou parente a encontrar. Eu me feri, mas nada que impedisse de continuar e suspirei de alivio quando Kol chegou com Rebekah e Lexi.
POV Misto. (Elijah e Lexi.)
Eu odiava ver isso. Guerra e pessoas machucadas ou mortas. Não importa se são conhecidos ou não, eu odeio isso. Não sei porque achei que essa vida era para mim. Está claro que não é.- Como está?
— Vou ficar bem.- Me sentei em uma cadeira.
— Que bom.- Disse.
— Estão todos aqui?- Perguntei olhando ao redor.
Eu me sentia uma pessoa de outro mundo do meio de todos. Porque todos aqui são normais e se preocupam somente com seus aliados, amigos e família. Já eu não. Eu me preocupo com todos e sinto dor por todos. Eu me preocupo com aliados, amigos, família e até dos inimigos. Não consigo ficar feliz por termos "vencido" e sei que todos me acham anormal por não me sentir aliviada.- Hã... eu posso fazer alguma coisa para ajudar?
— Veja se tem algum ferido precisando de ajuda.- Ele ajudou um rapaz a se sentar.
— Tudo bem.- Fiz o que ele disse.
Eu enfaixei onde tinha me ferido e também fui ajeitar as coisas. Tudo estava se acalmando até que que ouvi um murmúrio e logo depois um grito que eu conhecia como da minha irmã. Olhei na direção que todos olhavam e gelei. Meu pai, todo ensanguentado e não parecia vivo. Eu e Klaus corremos até lá, mas não tinha nada o que fazer, ele tinha morrido. Logo a notícia que o rei estava morto correu. Mesmo com tudo o que ele vinha fazendo, eu não desejava aquilo. Fizemos todos os rituais e nos dias seguintes quando a coroa seria para mim, a passei para Klaus, sendo ele declarado rei. Depois da celebração feita fomos para nosso quarto. Lexi havia me dado muito apoio nesses dias.
— Vou ir me trocar.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Fui me trocar.
Tirei os sapatos e aquela roupa toda. Toquei onde tinha sido ferido, estava melhor.
Voltei e me sentei na cama.
— Suas mãos são ótimas, já estou bem melhor.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— Como eu digo, você é perfeita.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
— Não precisa agradecer meu amor.- Fui para junto dela.
Sorri.- Tudo bem.
A beijei. Em meio a tantos acontecimentos, não chegamos a consumar nosso casamento.
Retribui o beijo.
A trouxe para mais junto de mim. Agora com a cabeça mais leve de tudo, podia voltar a me concentrar nela.
Parei o beijo.- Hã... eu não sei se esse é o momento. Não ando no clima para isso.
— Já está tudo mais tranquilo agora amor, podemos voltar a ter tempo para nós.- Disse.
— Eu não vou conseguir, desculpe.- Disse.
— Tudo bem. Vou tomar um banho para poder dormir.- Disse.
— Ok.- Disse.
Fui para o local de banho, tinham deixado a água morna e me banhei. Já fazia um pouco mais de um mês de tudo e não achava errado querer seguir minha vida. Fiquei um tempo ali, depois sai sem camisa e parei em frente a um espelho do quarto para fazer o curativo.
— Se quiser eu faço.- Disse.
— Você parece cansada.- Disse.
— Não me importo de fazer um curativo.- Disse.
— Então tudo bem.- Ela veio e me perguntei se ela não me desejava mais depois de tudo que ocorreu.
Fiz o curativo.- Pronto.
— Obrigada.- Disse.
— De nada.- Disse.
Tomei o chá que ela havia dito que era bom para cicatrização e coloquei uma camisa, me deitando.
— Boa noite.- Disse.
— Boa noite.- Me virei para dormir.
Me virei também. Eu nunca ia me sentir bem nesse lugar, sabia disso. Mas nunca ia pedir a ele que fôssemos embora daqui, porque sei que é aqui que ele quer ficar, com o povo dele e a família dele. E eu tenho que ficar onde ele está. Espero um dia conseguir superar tudo. Fechei os olhos e adormeci.
Não dormi direito pensando no que podia estar errado e mesmo nos dias seguintes ela continuou na mesma postura, eu já não sabia o que podia fazer. Depois de ficar até tarde com Klaus o ajudando a planejar as alianças, subi para o quarto, mas não é a mesma coisa quando a sua mulher não te deseja.
Estava sentada na cama e lia um livro.
Troquei de roupa olhei alguns documentos e me deitei, só que não suportava mais aquele clima.- Lexi, pelo amor de todos os deuses, o que há de errado?
— O que?- Perguntei.
— Conosco. Você se arrependeu de se casar comigo?- Questionei.
— Não.- Disse.
— Então o que há?- Perguntei.
— Nada.- Disse.
— Não tem como ser nada. Está sempre distante, está sempre que pode aqui no quarto, não me deseja.- Disse.
— Desculpe se é isso que pensa. Vou mudar então.- Disse.
— Lexi.- A fiz olhar para mim.- Sei que está guardando alguma coisa. Me diga. Alguém te fez algo?- De repente algo me passou pela cabeça.- Meu pai. Não diga que ele encostou em você?
— Ele está morto, Elijah. Não fala assim. E não, ele não fez nada.- Disse.
— Então o que há?!- Além de tudo, meu desejo por ela, desejo de mais de um ano, me enlouquecia.
Me encolhi ao grito dele. Pelo jeito eu teria que me acostumar a força a ficar aqui e ser diferente.- Nada, está tudo bem. Me desculpe por isso.
— Pare de se desculpar. Eu que me desculpo, acabei me exaltando. Mas Lexi, você não está feliz e em vez de me dizer o que acontece, se fecha. Eu sou seu marido e te amo. Seja o que for, vamos resolver.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Então...- Disse.
— Já disse que não é nada.- Disse.
— Então sou eu. O problema deve ser comigo.- Disse.
— Para com isso Elijah.- Disse.
— Lexi é visível que não está a vontade, que eu não te faço feliz.- Disse.
Suspirei.- Tudo bem, Elijah. Pense o que quiser. Desculpe se causei tudo isso. Boa noite.- Me virei na cama e me ajeitei para dormir.
— Não sei onde foi essa minha falha, mas me perdoe.- Me levantei.
Me sentei perto da janela e fiquei olhando por ali. No dia do nosso casamento estávamos tão felizes, tudo parecia tão bem. Ai veio aquele ataque e tudo mudou, não só aqui em casa, mas conosco. Ela se fechou. Eu vejo que já não tenho mais como perguntar o que se passa, ela não se abre comigo. Será que havia outro?Não Lexi, não era disso. A olhei na cama. A desejava tanto, a amava tanto que não sabia como estava conseguindo ficar sem ter ela.
Me levantei, coloquei um robe e sai do quarto.
Me sentia numa batalha perdida. Não sai de onde estava, apenas ouvindo o som do fogo na lareira e olhando pela janela.
Não entendia porque ele começou essa discussão. Acho que ele não entendia que era muito recente todas aquelas mortes, mas isso não importa para ele. Quando dizem que só conhecemos as pessoas quando nos casamos com elas, não é brincadeira. Fiquei andando pelo castelo e fui para um quarto vazio.
Lexi não voltou, pelo menos não tão cedo, pois acabei cochilando e quando fui para cama, ela não estava lá. Era estranho sentir aquela cama vazia, fria e isso me deixou sem sono. Quando ela entrou o dia tinha amanhecido e eu já me vestia.
Fui tomar banho.
Esperei ela voltar.- Vou sair com Klaus. Encontraram a base dos rebeldes que nos atacaram.
— Tudo bem.- Disse.
— Voltamos no máximo amanhã. Quanto mais rápido fizermos um acordo, melhor. Todos estão cansados de guerra, inclusive eu.- Disse.
Assenti.- Ok. Boa sorte.
— Eu já vou. Tenha um bom dia.- Disse.
— Você também.- Disse.
Minha vontade foi beija-la, mas melhor evitar mais uma recusa. Saímos e ao chegar na aldeia vi que não seria fácil e não foi. O líder era muito radical, mas no final o convencemos de que ambos estavam perdendo com a guerra e que podíamos ceder um pouco ao que eles queriam. A volta foi mais demorada que imaginamos, o tempo não ajudou e só chegamos dias depois. Muitos estavam preocupados e reunidos a nossa espera. Meu coração doeu a não ver Lexi ali. Acalmamos todos e subi. Ela estava no quarto, mas me recebeu normalmente. Claro, o que seja, a faz se importar tão pouco que estava vivo ou não. Estava sem fome e me deitei. Estava cansado da viagem.
Como ele deitou, fechei o livro, apaguei a vela e me virei para o lado.
Sentia o seu calor e ouvia sua respiração. Queria voltar a dormir como antes. Olhei por cima do ombro, ela estava deitada de costas, seus cabelos caiam pelos ombros, tenho certeza que seu rosto está lindamente sereno.
Sentia o olhar dele sobre mim e sempre gostei de senti-lo. Mas estávamos brigados por um motivo que nem sei. Será que é só porque não quis ter a relação naquela noite ou algo que falei? Eu não faço ideia. Simplesmente brigamos. Quer dizer, ele brigou. Não ia puxar assunto para começar outra briga.
Puxei as cobertas. Estava uma noite fria e acabei me encostando nela. Seu perfume me invandiu, aumentando a minha saudade.
Senti ele, mas não me afastei. Não tinha porque fazer isso.
A calma no jeito que respirava me dizia que ela dormia já.- Como quero você minha. Esperei tanto por isso, mas agora você me rejeita.- Disse baixo tocando-lhe os cabelos.
— Eu sou sua e não te rejeito.- Disse.
Tirei a mão por reflexo.- Estava acordada.
— Sim.- Disse.
— E quanto a sua resposta, é só que faz a semanas.- Disse.
Agora os outros sabem mais sobre você do que você mesma, pensei.- Ah sim, tudo bem.
— Não é verdade?- Perguntei.
— Para você é, pelo jeito.- Disse.
— Diga-me a verdade então. Porque desde a noite da coração do Klaus, parece que está se afastando de mim.- Disse.
Suspirei.- Eu só disse que não queria aquele dia e você fica todo ofendido, então o problema já é seu.
— Como senão tivesse ocorrido o mesmo depois.- Disse.
— Tudo bem Elijah, eu sou a culpada então e sexo é tudo em uma relação. Agora você deve estar cansado e é melhor descansar.- Disse.
Me sentei.- Disse mesmo isso? Para mim, que esperando você, sem me preocupar com nada, nem comigo mesmo?
— Você quis se casar e sabe que tem que esperar até o casamento. Agora se você queria sexo fácil e sem questionamentos, devia ficar solteiro então.- Disse.
— Deus Lexi, eu só estava preocupado com você e você me deixa maluco assim. Nem sei o que é isso que estamos discutindo.- Disse.
— Esquece.- Disse.
Suspirei e me levantei.- Eu não quero mais essa briga.- Andei pelo quarto, mesmo escuro.- Ai!
— O que foi?- Perguntei.
— Meu pé. Pisei em algo.- Disse.
— Espera ai.- Ascendi uma vela e fui até ele.- O que é?
Me sentei e olhei.- Um vidro. Quebrou algo aqui?
— Um perfume caiu ontem. Eu devia chamar alguém para tirar com cuidado.- Disse.
— Sobe na cama, pode ter mais.- Disse.
— Tudo bem.- Subi na cama.
Tirei a camisa e rasguei um pedaço, enrolando ali.- Pronto.
— Devia desinfetar.- Disse.
— Olha quem está preocupada.- Disse.
— Eu me preocupo com você.- Disse.
— Percebi quando cheguei.- Levantei dando a volta e mal pisando com o pé. Peguei o que precisava, voltando a me sentar.
Ele já ia começar de novo, mas não ia dar corda.- Se você quiser, eu posso fazer isso.
— Eu faço.- Comecei, mas acho que botei demais, porque estava ardendo horrores. Gemi para disfarçar.
— Tudo bem.- Disse.
— Como eu dizia...- Retomei depois de tomar fôlego.- Não quero mais brigar.
— Ok.- Disse.
Enfaixei o pé e subi mais na cama.- Você está me deixando louco.
— Porque?- Perguntei.
— De todas as formas. Do jeito que está falando agora, eu pareço sem sentido nas minhas atitudes.- Disse.
— Eu não quero mais falar disso, estou cansada. Se você está bem, é melhor se deitar.- Disse.
O que ia fazer ia contra todos os principios masculinos que eu conhecia.- Tudo bem, me perdoe pelas coisas que disse. Vamos começar de novo?
— Não sabia que tínhamos que recomeçar alguma coisa.- Disse.
— De onde paramos brigados.- Disse.
— Ah sim.- Falei.
— Tudo bem então?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Agora pode ver isso? Não está igual como você faz.- Ergui o pé.
— Ok, cuidado ai.- Segurei na canela dele.- Vai me dar um chute assim.
— Não cometeria essa loucura.- Disse.
— Eu sei.- Tirei o curativo que ele fez e fiz outro.
— Bem melhor querida.- Disse.
— Que bom.- Disse.
Me aproximei e a beijei de leve, sentia falta daquela boca na minha.
Retribui o beijo.
A trouxe mais para mim. Queria sentir seu corpo de novo com o meu.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.
Corri a mão por seus cabelos, eu adorava quando ela os deixava soltos.
Acariciava delicadamente seu peito.
Eu não sabia se continuava ou não, ela podia parar de novo e a frustação seria a mesma.
Ele parecia que não queria, então parei o beijo. Ele devia estar cansado da viagem.- Você não quer tomar um chá? Ou comer alguma coisa?
— Na verdade eu não comi nada desde a tarde.- Disse.
— Vou fazer algo para você. Já volto.- Sai do quarto.
Suspirei e relaxei na cama. As coisas estavam se acertando novamente. Talvez quando tudo estiver estável, eu possa pôr em prática uma ideia que tive a tempos. Problema é se Lexi iria querer. Ela voltou e ficamos conversando. Quando meu pé estava melhor, a chamei para um passeio (as coisas voltaram ao normal e estavam esquentando) e a levei onde queria.
— O que foi?- Perguntei.
— É uma coisa que queria te mostrar.- Chegamos até a casa.
— Porque?- Perguntei.
— Depois eu digo.- A ajudei a descer e entramos. Os empregados nos receberam e comecei a mostrar a ela o lugar.
— É bonito.- Disse.
— Gosta?- Entrávamos num quarto de casal.
— Hã... sim.- Disse.
— E gostaria dela para ser sua?- Perguntei.
— O que?- Questionei.
— Eu sempre achei que tinha muita gente naquele castelo para se ter uma vida a dois, tanta gente atrapalha.- Disse.
Eu sempre quis não morar no castelo, porém eu sei que isso não seria bom. Não quero separa-lo da família dele. Ele pode ficar com a família, não é como eu. Mas não ia dizer isso porque ia começar outra briga.- Claro.
— Então, foi quando construi essa casa aqui. Pensando no dia que estivesse com minha mulher, poderíamos ter uma casa só nossa, sem toda movimentação que tem lá, sermos apenas nós.- Toquei o rosto dela.
— Tudo bem, é linda.- Disse.
— Então, assim que tudo se estabilizar com Klaus, o que não deve demorar, você quer vir morar aqui?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
— Ou acha que aqui não é longe o suficiente?- Questionei.
— Está bom.- Disse.
Sorri.- Sim?
— Sim.- Disse.
— Não poderia me deixar mais feliz com a sua resposta.- Disse.
— Que bom.- Disse.
A beijei. Amava tanto aquela mulher, se ela tivesse noção que faria qualquer coisa por ela.
Retribui o beijo.
A colei em mim. Eu a desejava e não sei se poderia aguentar mais.
Acariciava seus cabelos.
Desci a mão pelas costas dela e não parei por chegar a cintura, continuei descendo.
Envolvi meus braços no pescoço dele e acariciava seu peito.
Comecei a soltar o vestido dela e reparei que até hoje não a vi nua.
Ajudei ele a soltar.
Tirei, o deixando cair em nossos pés. Depois a levei para cama, não me continha de excitação. Parecia um moleque que nunca tinha visto uma mulher.
Nos deitamos na cama e comecei a abrir a camisa dele.
Afastei os cabelos dela e beijei seu pescoço, sua pele era sempre tão macia e cheirosa. Minha mão ousou mais e subiu a roupa de baixo que ela usava, chegando fácil a sua região intima.
Terminei de tirar a camisa dele e acariciava seu peito.
Subi a peça que ela ainda usava e a tirei. Ela era linda.
Beijei-o novamente.
Enquanto retribuía, minhas mãos deslizam pelo seu corpo e decorava cada parte dele.
Acariciava delicadamente seus cabelos.
— Você é linda.- Disse.
— Isso é mentira, mas tudo bem.- Disse.
Ri.- Não é não.- Desci até o seio dela.
— É sim.- Disse.
— Se eu disser que é perfeita então?- Disse.
— É mentira também.- Disse.
— Que deixa qualquer homem louco de desejo?- Perguntei.
— Mentira também.- Disse.
— Sou um mentiroso então?- Questionei.
— Nisso é.- Disse.
— Que bom conceito tem meu.- Beijei suavemente no seu pescoço.
— Eu tenho sim.- Disse.
Rocei meus dentes ali, queria mostrar a ela o prazer que nos aguardava.
Eu estava em um nível de nervosismo bem alto. Eu era completamente um zero a esquerda sobre isso e sabia que seria péssima no começo. Esperava que eu melhorasse e que não doesse tanto.
— Tudo bem?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Não se preocupe amor, é muito melhor do que dizem.- Disse.
— Do que está falando?- Perguntei.
— Eu sinto você preocupada.- Disse.
— Como?- Questionei.
— Seu corpo está tenso, sua respiração pesada...- Disse.
— Hã... Ok então.- Disse.
A beijei. Sabia que nas primeiras vezes seria assim.
Retribui o beijo e acariciava a sua nuca.
Comecei a tirar meus sapatos e depois a calça, não me aguentava mais.
O que eu mais queria na minha vida era ser dele, mas isso não anulava o nervosismo.
Me afastei dela um para tirar a peça e quando estava livre, voltei a me juntar a ela, já ficando entre suas pernas.
Já podia senti-lo e não era uma sensação ruim, mas meu estômago tinha borboletas.
— Se tiver algum problema, me fale, certo?- Questionei.
Assenti.
Me ajeitei melhor junto ao seu corpo e me coloquei em sua entrada. Me controlava para não ceder a vontade de a ter logo, isso a machucaria. Fui entrando devagar e aos poucos.
Senti meu centro se apertar ao redor dele. Tanto por ser pequena quanto pela dor do começo.
Continuei mais um pouco até sentir que a tinha rompido.
O beijei novamente.
Deixei ela se acostumar comigo nela e eu já saboreava a sensação de prazer que isso me dava.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e minha mão descia pelas suas costas.
Coloquei a perna dela na minha cintura e a apertei, ela tinha pernas lindas.
Suspirei ao toque dele. Gostava de sentir suas mãos.
Ela relaxava e eu comecei a me movimentar, e não deixei de ir a tocando.
Acariciava seu peito e a outra mão suas costas.
Cheguei ao ouvido dela.- Tudo bem?
— Sim.- Disse.
— Eu te amo.- Continuei beijando por ali.
— Eu também te amo.- Disse.
Sorri e me movia com ritmo enquanto segurava a cintura dela, a mostrava como me seguir. Antes da Lexi tive muitas mulheres, mas ter a que roubou seu coração é diferente.
Me sentia feliz por poder dar prazer a ele, mesmo que não soubesse fazer isso.
O tempo que esperei estava sendo totalmente compensado, incluindo o que estávamos brigados. Cada vez que me movimentava ia mais fundo, o prazer só aumentava em mim.
Acariciava sua nuca e a outra mão descia pelo seu peito.
Os meus sons e os dela, mesmo que tímidos ecoavam pelo quarto e eu já estava perto do auge.
Acariciava seus cabelos enquanto beijava seu maxilar.
— No pescoço querida.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Seus beijos.- Disse.
— Ah sim.- Fiz o que ele mandou.
Suspirei e me rendi ao auge que tomava conta do meu corpo.
Continuei beijando-o ali.
Não imaginava que podia ser assim, ela tão perfeita, tão gostosa.
— Eu te amo.- Disse.
Não respondi porque estava entregue ao momento, mas também porque agora eu não queria mais nada, apenas ela.
Como ele não respondeu, mudei de assunto.- Eu acho que devíamos nos vestir. Pode entrar alguém aqui.
— Não se preocupe amor.- Reencontrei minha fala e me deitei ao seu lado.
— Ok.- Disse.
Toquei seu rosto.- É tão linda. Mas está bem?
— Sim.- Disse.
Sorri.- Que bom.- Olhei ao redor.- Já passo a simpatizar mais com esse quarto.
— Que bom então.- Disse.
— E você?- Perguntei.
— Já disse que gostei.- Disse.
— Acho que não vamos demorar a poder vir. Ou quer vir aos poucos?- Perguntei.
— Como quiser.- Disse.
Peguei a mão dela.- Como nós quisermos.
— Ok.- Disse.
Afastei alguns cabelos ainda suados do seu rosto.- Eu amo você Lexi. Muito mais que consigo dizer e você imaginar.
— Eu sei.- Disse.
— Nunca duvide disso.- A trouxe para mim, passando o braço pela sua cintura.
— Não duvido.- Disse.
Sorri e a beijei. Sei que não era comum homens se declararem assim, mas não tenho problema em fazer isso. Estar ali com ela me deu uma visão nova do que queria na vida e eram muitos mais momentos como aquele. E foi o que ocorreu, assim que nos mudamos para lá. Eu ia ver Klaus sempre que precisava de mim, mas agora era bem menos vezes já que instalamos a paz no reino. Cada dia eu e Lexi estamos melhor e esses dias se tornaram meses, agora poucos anos desde que estamos aqui. Leio algumas cartas informando o estado de umas regiões mais distantes enquanto ouço risos a minha janela. Fui olhar e sorri. Lexi brincava com nosso filho, Jeremy, de dois anos e sua barriga do segundo já apareceu bastante. Muitos podem achar loucura trocar um reinado, exército e tudo mais por isso, mas eu o fiz, e isso me deixa feliz e completamente em paz.
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