Liberty- One Shots
62 Capítulo 62- Damon & Emma.
Notas iniciais

New York, 1995.
POV Misto. (Damon e Emma.)
Tinha terminado o que escolhi fazer para ela; uma pulseira que eu sabia trançar bem e no centro tinha uma pedra, que achamos naquele verão no lago. Agora era hora de eu vê-la. Sai prestando atenção se eu não era seguido e me encostei na árvore de sempre, a esperando.
Cheguei até ele.- Hey.
Sorri para ela e dei um selinho, coisa que estávamos começando a fazer sempre.- Parabéns.
— Hã... obrigada.- Disse.
— Eu fiz uma coisa para você.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Fecha o olho.- Disse.
Fiz o que ele disse.
Peguei o braço dela e amarrei a pulseira.- Olha.
Abri os olhos e olhei, logo sorrindo.- É linda, obrigada.
— Eu sei que você merece mais que isso de presente de aniversário, mas sabe como é a nossa vida, não temos muito.- Disse.
Envolvi meus braços no pescoço dele, tocando seus cabelos.- Damon, eu não preciso de nenhum presente se você está comigo. O pior é eu que não posso te dar nada. Não sei fazer nada.
— Só de estar aqui e me fazendo esquecer esse inferno de vida, já é tudo.- Disse.
Sorri.- Você é tão lindo.- Toquei seu rosto.- Merecia uma garota mais bonita.
— Mas você é.- Disse.
Ri.- Não, não sou. Mas eu não me importo com isso, tenha certeza disso.
— Nem eu. Mas eu tô preocupado Emma.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Eu passei pela porta dos Hamilton's ontem e ouvi eles conversando, parece que alguém denunciou que eles ficam com o dinheiro e não nos dão quase nada. Estão com medo que a policia venha aqui.- Disse.
— Mas isso é bom.- Disse.
— Emma, eles vão nos mandar para algum outro lar. Podem separar a gente.- Disse.
— É só fugirmos.- Disse.
— Será que conseguimos? Eu não quero me separar de você.- A apertei contra mim.
— Nem eu de você.- Disse.
— Então deixe algo pronto que assim que tivermos oportunidade fugimos.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Eu prometo Emma, não vão nos separar e se der errado, um dia eu vou te encontrar de volta. Você acredita em mim?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Agora vamos deixar disso que é seu dia e temos que comemorar.- Disse.
— Não me importo com isso de aniversário.- Disse.
— Não, é?- Comecei a fazer cosquinhas nela.
Ri.- Não.
Caímos na grama e eu adorava faze-la sorrir assim.
Ainda ria.- Dam, para.
— Só se dizer o que sou seu.- Disse.
— Como assim?- Perguntei.
— Eu gosto de ouvir você dizendo.- Disse.
— Namorado?- Questionei.
Sorri.- Sim.
Sorri.- Ok. Você é meu namorado.
— E vou ser para sempre.- Disse.
Ri.- Você é meloso.
— Eu? Que nada.- Dei um beijo nela. Estava aprendendo isso e ficava melhor.-Ouviu isso?
— O que?- Perguntei.
— Pareceu uma sirene.- Disse.
— Estamos em NY, sirene é o que mais tem.- Disse.
Nos levantei e olhei ao redor.- Emma...
— O que?- Questionei.
— Acho que estão vindo para cá, vem, vamos.- Disse.
— Ok.- Disse.
A levei pela lateral e ela foi buscar uma mochila dela enquanto fui buscar a minha. Quando voltávamos pelo corredor, vimos os Hamilton's sendo presos e vários policiais nos olharam. Senti que era a hora de correr. Voltei e disparei com ela pela porta lateral.
Começamos a correr muito.
Via que eles estavam vindo atrás da gente.- Emma, não para de correr por nada.- Um estava muito perto de mim.
Assenti e continuei correndo.
Senti uma pancada nas costas, o que me fez diminuir e logo braços me envolveram.- Me solta! Me solta!- Lutava com o cara.
Parei.- Damon.- Corri até ele.
— Emma, não. Vão pegar você.- Disse.
— Não me importo.- Disse.
Um policial pegou ela. Depois dela foi tudo muito rápido e logo estávamos numa delegacia. Estávamos sentados esperando a assistente social e eu não soltava a mão dela.
— Isso é demorado.- Disse.
— Que demore.- Sabia que assim que saíssemos dali seria quase impossível nos ver.
— Não gosto de esperar.- Disse.
— Vão nos separar Em.- Disse.
Suspirei.- Eu sei.
Puxei ela para mim.- Se não ficarmos no mesmo lugar, não importa o tempo que leve, vou te achar.
Sorri e lhe dei um selinho.- Eu sei.
— Só espero não demorar muito, se não você arruma outro namorado.- Disse.
— Mais fácil é você encontrar outra.- Disse.
— Não vou. Nenhuma vai ser você, então não.- Disse.
— Damon, sejamos realistas. Já convivemos com homens adultos e eles são piores do que cachorros com cadela no cio. Você não vai viver sem mulher.- Disse.
— Eu não vou viver sem mulher, vou viver com você.- Disse.
Suspirei e sorri.- Espero que esteja certo.
Logo a assistente chegou e nos levou. E tenho que confessar que nada que eu tinha passado doeu como quando a levaram para o abrigo de meninas. Emma não era de chorar, mas jurava que os olhos dela estavam cheios de água. Eu vou cumprir minha promessa; vamos nos encontrar de novo meu amor.
****
Sai do trabalho, finalmente sexta feira. O trânsito estava horrível, então decidi pegar uma avenida mais vazia, só que era mais longe de casa. Minha mente sempre voava quando dirigia assim. Vi um casal e lembrei do meu passado. Sorri. Só o que não vi era uma mulher que colocava o casaco distraída e atravessou a rua sem olhar, só deu tempo de eu freiar.
Levei um susto.- Você está maluco?
Sai do carro e fui olhar se ela não tinha se machucado.- O sinal tá aberto você que não olhou. Se machucou?
— Não é da sua conta.- Disse.
Olhei aquela mulher. Ela era familiar, o jeito de falar. E as feições também.- Você deve ter batido a perna, deixar eu ajudar.
— Você não vai olhar nada. Agora sai daqui antes que eu arranque os seus olhos e coloque um que você possa enxergar.- Disse.
— Não faça isso, eu adoro meus olhos, são meu charme.- Graças a minha antiga namorada eu sabia lidar com garotas assim.
O olhei.- Não são nada.
— Pobre de mim então. Sempre achei isso.- Disse.
Ele tinha uma semelhança com alguém. Mas isso é óbvio, todos os homens são iguais.- Você está atrapalhando o trânsito, então sai daqui.
— Deixa eu te dar uma carona, não tem muitos táxis por aqui. E sua perna deve estar doendo.- Disse.
— Não quero nada de você.- Disse.
— Está tudo parado lá trás, nada vai passar aqui.- Disse.
— Eu me viro sozinha.- Disse.
— Deixa de ser teimosa e fora isso tá um frio de congelar o cérebro aqui.- Disse.
A expressão dele me lembrou alguém.- Eu já disse para me deixar em paz. Se você não sair daqui agora eu vou chamar a polícia.
Ri.- Você está parecendo alguém que eu conheci, que achou que eu ia ataca-la e tacou uma pedra em mim.- Apontei na testa.- Três pontos.- Sempre que eu me lembrava da Emma, meu coração doía.
Com certeza era uma coincidência.- Se você não vai sair, eu vou.- Comecei a caminhar, saindo dali.
Tinha alguma coisa naquela garota, alcancei ela.- Para. Qual é seu nome?
— Quer saber porque?- Perguntei.
— Você parece muito com alguém importante para mim.- Disse.
Suspirei. Talvez assim ele pare de me encher o saco.- Meu nome é Emma Swan.
— Emma, é você.- Eu não sabia se ficava feliz ou em choque por finalmente a encontrar.
— O que?- Perguntei.
— Emma, sou eu, Damon.- Disse.
— Eu sabia que conhecia esse jeito alegrinho de algum lugar. Bem, agora você já sabe quem sou, posso ir? Tenho que trabalhar e arrumar um jeito de esconder esse machucado. Ele não será atrativo.- Disse.
— Atrativo? E eu sabia que tinha se machucado, deixa eu te levar.- Disse.
— Damon, seja lá o que você acha, eu não sou mais uma garota apaixonada e com certeza não sou a mesma. Então, me deixa em paz. O que mais quero é ter distância de homens.- Disse.
— Por isso dificultou meu trabalho em achar você?- Perguntei.
— Isso não é da sua conta. A vida é minha, não sua.- Disse.
— Me dá seu telefone então.- Disse.
— Você não me escutou? Eu NÃO QUERO nenhum contato com homens. Me deixa em paz.- Disse.
— Então é isso, você me esqueceu?- Perguntei.
— Eu esqueci todos da sua raça.- Disse.
— Eu que fui babaca então.- Disse.
— Provavelmente. Adeus e ai de você se me seguir.- Sai dali.
Ela foi e eu voltei para meu carro, indo direto para casa. Eu me sentia o maior dos idiotas e mesmo que não quisesse aquilo doía. Não esperava que nosso encontro fosse assim, eu imaginei bem diferente. Mas eu conhecia a Emma e se ela reagiu assim é porque aconteceu algo, e eu ia descobrir o que.
Eu fiz o meu trabalho e deu tudo certo, como sempre. Depois fui para casa e tomei um banho, colocando um pijama. Para estragar ainda mais a minha vida, a merda do meu passado tinha que voltar para me assombrar. O destino gosta de brincar com a minha cara. Comi alguma coisa e fui dormir.
Eu tinha um amigo na polícia e pedi para ele descobrir onde ela morava. Passou um dia, mas ele conseguiu e o telefone também. Preferi não ir de cara, mas liguei.
— Alô?- Atendi.
— Bom dia.- Disse.
— Quem é?- Perguntei.
Ri.- Você já foi melhor nisso.
Suspirei.- Damon. O que você quer?
— Falar com você. Te procurei por anos, não vai me dar um pé na bunda assim por nada.- Disse.
— Damon, por favor. Não complica as coisas.- Disse.
— Quem está complicando é você.- Disse.
— Eu disse que não quero nada com você e nem com nenhum outro homem.- Disse.
— Você virou lésbica?- Perguntei.
Ri.- Não.
— Vamos tomar um café.- Disse.
— Você não vai parar de tentar, não é?- Perguntei.
— Não.- Disse.
Suspirei.- Tudo bem.
— Pode hoje?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Tudo bem.- Marquei com ela onde e na hora marcada fui para lá.
Tomava um café.
— Passou a não se atrasar?- Me sentei a sua frente.
— Como disse, não sou a mesma e nem quero ser.- Disse.
— Eu gosto desse detalhe. Pontualidade.- Disse.
— Hã... Ok.- Bebi o café.
Pedi um café.- Então quem foi o babaca?
— Como já deixei claro; não é da sua conta.- Disse.
— Só que não sou qualquer um, sou eu Emma. Você não queria me encontrar de novo?- Perguntei.
— A anos atrás.- Disse.
— Eu disse que poderia demorar. Nem no país estava.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Para onde te levaram?- Perguntei.
— Não quero falar sobre isso.- Disse.
— Você chegou a sair daqui?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Esteve o tempo todo aqui? Deus, eu procurei pela cidade quase toda e em mais da metade do país.- Disse.
— Perdeu seu tempo então e pelo jeito virou um "riquinho" para gastar tanto com isso.- Disse.
— Riquinho? Não mesmo, eu mesmo fiz o trabalho.- Disse.
— Pois então. A não ser que você tenha roubado as passagens, roubado a comida e por algum milagre não foi preso em nenhuma parte do país, você é rico.- Disse.
— Não Emma, eu ralei muito para estar aqui. Estudei para ganhar uma bolsa e voltar para cá. Trabalhei a universidade toda para pagar as despesas e só fui ter algo para mim quando comecei a estagiar. Isso não é ser rico, é correr atrás do que quer. Até porque eu tinha um objetivo e precisava de dinheiro para isso.- Disse.
— Tudo bem, ache o que quiser.- Disse.
— Você ficou mais linda.- Disse.
— Você está cego.- Falei.
— Sempre disse isso. Mas é a verdade.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Não vai me falar nada?- Perguntei.
— Falar o que?- Questionei.
— Sobre você, sobre alguma coisa.- Disse.
— Não tenho nada a falar.- Disse.
— Teria, se quisesse.- Falei.
— Pois é.- Disse.
— O que houve com você Emma? Para não confiar nem em mim?- Tentei aproximar minha mão da dela que estava na mesa.
Tirei minha mão.- Você que está insistindo. Eu disse que mudei. Não sou mais a mesma e não sou mais a garota que você queria encontrar. Então esquece.
— Claro que não é, você é uma mullher assim como eu sou um homem, não um garoto. Mas você ter mudado não me importa.- Disse.
— Parece que você tem problemas para entender. Eu. Não. Quero. Nada. Com. Você. E. Nem. Com. Nenhum. Outro. Homem.- Falei pausadamente. — Some da minha vida e me deixa em paz.
Suspirei e a olhei. Ela não era mais a minha Emma, que eu fiz de tudo ao meu alcance para ter de volta. A minha frente estava uma mulher provavelmente machucada e agora fria. Mas mesmo assim, ouvir aquilo machucava. Meu café chegou e tomei.- Me desculpe ter te incomodado, eu achei que tinha encontrado alguém que eu amava, mas essa pessoa está morta. Agora tenho que aceitar isso. Pode deixar que eu pago o café.- Chamei a garçonete para pagar a conta.
— O meu café eu pago, não dependo de ninguém para isso e não será d você que irei depender.- Dei o dinheiro para a garçonete e sai dali.
Depois de pagar, eu fui embora e aquilo me deixou mal. Durante a semana eu tentei não me concentrar nela. Eu podia dizer que não, mas quando meu telefone tocava eu olhava achando que era ela dizendo que mudou de ideia. E merda, como ela ficou linda. Pude reparar melhor no dia que nos encontramos, gostosa pra caramba. Sempre imaginei como ela tinha ficado e a realidade era melhor que a minha imaginação. Eu tinha ido com uma equipe no Central Park, estávamos gravando um comercial ao ar livre, eu trabalhava com Marketing, na produção para ser mais exato. Não vou negar, estava ganhando bem e adorava meu trabalho. Estava esperando os atores voltarem da pausa e fui comprar um lanche. Na saída, alguém apressado praticamente me derrubou.- Cacete, olha por onde anda.- Limpei a blusa cheia de suco e senti meu pé doer quando me endireitei. Olhei meu agressor.- Tinha que ser você né Emma?
— Digo o mesmo.- Disse.
— Agora como eu vou passar o dia cheirando a laranja?- Tentava limpar e não colocava o pé no chão.
Suspirei.- Passa lá em casa. Acho que tenho uma camisa masculina lá.
— Tô trabalhando.- Meu celular começou a tocar.- Eu já tô indo. A dondoca tá reclamando? Ela que espere.- Desliguei.- Atores insuportáveis.
— Bem, então não posso fazer nada.- Disse.
Encostei na parede e respirei fundo.- Estamos longe?
— Não, é nesse prédio mesmo.- Disse.
— Tá.- Retornei para minha assistente dizendo para irem continuando que eu tinha um imprevisto e acompanhei Emma, mancando.
— Hã... melhor esperar aqui. Não tem elevador.- Disse.
— Não se preocupe com isso.- Disse.
— Você não pode subir mancando.- Disse.
— Eu não quebrei o pé nem nada.- Tomei a frente dela, começando a subir a escada.
— Meu Deus, como você é teimoso.- Comecei a subir.
Claro que ela tinha que morar no terceiro andar, o que me detonou quando cheguei na porta dela, só que eu não ia dizer.
— Sente-se, vou pegar a camisa.- Sai dali.
Me sentei e aproveitei para tirar o sapato e a meia, estava bem dolorido meu tornozelo. Olhei ao redor e ela não tinha muitas fotos, só alguns livros e CD's de decoração.
Peguei uma camisa e voltei.- Aqui.
— Obrigado.- Tirei a camisa para colocar a outra.
Olhei o pé dele.- Está inchado, devia colocar um gelo ai.
— Não quero abusar.- Disse.
— Abusar do que?- Perguntei.
— Da sua boa vontade.- Disse.
— Deixa de ser idiota.- Fui até a geladeira e peguei gelo, enrolando em um pano. Voltei a sala.- Aqui.
Essa mulher é instável. Peguei e coloquei no pé.- Obrigado.
— Tudo bem. Eu vou ir tomar banho agora. Pode ficar a vontade.- Disse.
— Tudo bem.- Botei a camisa e fiquei me interando do que estava acontecendo na gravação.
Tomei um banho e coloquei uma roupa de casa. Que era uma camisa velha e larga e uma calça legging. Eu gosto de roupa confortável. Penteei meu cabelo e voltei.
Comandava o que eu queria pelo video mesmo, obrigado tecnologia. Vi ela voltar.
Me sentei na poltrona e estiquei minhas pernas, apoiando-as no braço do sofá. Peguei uma revista e comecei a olhar.
Continuei até onde precisava e desliguei.- Esse povo acha que só porque é famoso tem o mundo aos seus pés.
— A maioria tem.- Disse.
— Não suporto quando tenho que trabalhar com gente assim.- Disse.
— Imagino.- Falei.
— Eu não vou demorar, só estou esperando a dor passar um pouco para poder ir até meu carro.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Me encostei no sofá e tentei descansar, passei muitas noites daquela semana sem dormir direito, estava morto.
Ele acabou dormindo e eu fui para o meu quarto. Liguei o computador e fiquei vendo uns casos.
Acho que apaguei, porque quando abri os olhos, meu pé estava molhado e estava tudo escuro. Tinha faltado luz?— Emma?
— O que?- Perguntei.
— Ah, achei que estava sozinho. Eu apaguei?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Desculpe, eu vou embora.- Disse.
— Melhor esperar a tempestade passar.- Disse.
— Tempestade?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Merda.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Será que não dá para chegar no meu carro?- Questionei.
— Se quiser tentar, tente.- Disse.
Me levantei e tentei andar.- Não dá, tá nevando muito e eu tô sem casaco, meu carro está na outra quadra.
— Tudo bem então.- Disse.
— Posso?- Perguntei.
— Pode.- Disse.
— Obrigado. Sei que é incomodo para você.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Tirei o pano, estava me dando frio e botei a meia de volta.
— Quer algo?- Perguntei.
— Na verdade estou com fome. Acabou que não lanchei e só comi pela manhã.- Disse.
— Tudo bem, vou fazer.- Fui para a cozinha.
— Ah, não precisa então.- Disse.
— Está tudo bem.- Disse.
— Acabei por atrapalhar o seu dia todo.- Falei.
— Tudo bem.- Disse.
Me sentei numa cadeira perto da porta da cozinha. Mesmo sabendo que ela não não me queria ali, eu estava gostando de estar ali. Só que ela praticamente me ignorava e de bom aquilo estava virando mal, então voltei para sala. Fiquei junto a janela e olhava a neve caindo. Pareceu os anos no Canadá, onde eu ficava horas assim desejando voltar para cá. Ela avisou que estava pronto e jantamos em silêncio, depois no dia da cafeteria não perguntaria nada. Voltei a ficar no meu canto esperando a nevasca passar.
— Vou ir trabalhar. Qualquer coisa chama.- Fui para o meu quarto.
Conhecia bem as nevascas dali e sabia que ela não ia parar assim. Fiquei no celular e a previsão era de ficar assim até de manhã. Ótimo, ia ser uma noite congelante. Parece os velhos tempo, dormir num sofá com frio. Me ajeitei ali e fechei os olhos para descansar.
Fiquei trabalhando por um tempo e quando terminei, me levantei. Damon estava dormindo e fechei as janelas, ligando o aquecedor para ele. Coloquei um cobertor sobre ele e deixei um travesseiro para ele pegar quando acordasse. Voltei ao meu quarto, coloquei um pijama e me deitei.
Me acordei a noite e vi o travesseiro. O peguei, pelo menos nisso ela se importava. Pensava no que podia ter acontecido com ela. Algumas me apertavam o coração em imaginar alguém a maltratando. Levantei e fui até onde achava ser o quarto dela e a olhei. Mesmo de leve, toquei seu rosto. Até agora não tinha a tocado ainda.
Senti um toque e me acordei. Olhei.- Damon? Tudo bem?
Por reflexo tirei a mão e me afastei. Pensei numa desculpa.- Estava olhando se não tinha nenhum remédio para dor.
— Está com dor?- Me sentei na cama.
— Sim.- Disse.
Me levantei e fui até um armário. Peguei um remédio e um spray para dor.- Aqui.
— Obrigado. Desculpa todo o incomodo. Vi que pela manhã a nevasca deve parar, ai eu vou embora.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Me sentei e tirei a meia, para minha sorte estava inchado ainda e para disfarçar usei o spray.
— Está feio isso ai.- Disse.
— Acho que quando cambaleei pisei em falso e ferrei alguma coisa.- Disse.
— Não entendo disso.- Disse.
— Eu tenho um conhecido médico, vou pedir a ele para olhar.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Você anda bem? Parece meio pálida.- Disse.
— Estou ótima.- Disse.
— Que bom.- Olhei ao redor no quarto.- Ainda gosta de borboletas.
— Sim.- Disse.
— Lembro de quando quase caiu da árvore que tinha subido para olhar duas.- Disse.
— Pois é. É que elas são livres.- Disse.
— Sim. Mas nós somos agora.- Disse.
— Pode ser.- Disse.
— Você odiava quando eu te chamava de Miss Borboleta.- Disse.
Sorri.- Porque é horrível.
— Não é nada. Os outros queriam te chamar de Emmacho. Eu não deixei.- Disse.
— Não deixa de ser verdade.- Disse.
— É feio.- Disse.
— Não acho.- Disse.
— Borboleta é melhor para você. Linda e livre.- Disse.
— Pois é.- Disse.
Sorri de volta para ela e me levantei.- Vou deixar você dormir.
— Tudo bem.- Disse.
— Boa noite Emma.- Disse.
— Boa noite.- Falei.
Sai e voltei ao sofá. Tomei o remédio e não demorei a dormir. Acordei cedo, mas pelo silêncio ela ainda dormia, então fui para cozinha e comecei a fazer o café, espero que ela ainda goste.
Quando me acordei, fui tomar banho e me vesti. Sai do quarto e vi Damon na cozinha.- Hey.
— Bom dia. Quis compensar a sua hospitalidade. Ainda gosta de ovos e linguiçinhas?- Questionei.
— Ovos, sim. Linguiça, não. Quando eu...- Parei.- Eu parei de comer.
— Ainda bem que não cheguei nelas. Panquecas então?- Perguntei.
— Pode ser.- Disse.
— Vou fazer então.- Disse.
— Ok.- Disse.
Terminei os ovos e comecei as panquecas.
Me sentei e tomava o café.
Fazia e assoviava distraído e não demorei a terminar tudo.- Prontinho.- Servi o dela.
— Obrigada.- Disse.
— Espero que goste.- Disse.
Comecei a comer.
Me sentei e comecei a comer também.- Bom?
— Está sim.- Disse.
— Vai trabalhar?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Eu vou num médico e depois para empresa.- Disse.
— Ok.- O meu trabalho era encontrar algum tipo de criminoso e o encurrala-lo. Então eu fingir que seria um encontro ou algo do tipo. Hoje eu tinha que encontrar um e agora ele mandou uma mensagem. Peguei e respondi.
— Trabalho?- Perguntei.
— Sim.- Bebi do café.
— Tudo bem, estou indo.- Terminei e lavei a louça.
— Ok.- Disse.
Peguei o celular e os sapatos.- Bem, obrigado pelo abrigo.
— De nada.- Disse.
— Qualquer hora, se quiser um café ou ir beber com alguém, tem meu número.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Tchau.- Disse.
— Tchau.- Ele saiu e voltei para meus afazeres. O dia passou igual a todos e no outro dia sai para ir no supermercado.
Sai. Estava um pouco melhor e fui no mercado. Fui pegar meu vicio, salgadinho e ouvi uma voz conhecida. Sorri. Emma.
— Por ali.- Disse.
— Instruindo velhinhas?- Perguntei.
— Estou ajudando.- Disse.
— Acredita que uma já me cantou?- Questionei.
Ri.- Acredito.
— Aquilo foi constrangedor.- Disse.
— Imagino.- Disse.
— Como que nunca te encontrei aqui?- Perguntei.
— Não sei.- Disse.
— Isso tá estranho.- Falei.
— O que?- Perguntei.
— Do nada nos esbarramos toda hora.- Disse.
— Coincidência.- Disse.
— Destino.- Disse.
— Se você acha.- Disse.
— Ocupada hoje mais tarde? Tenho uma locação no parque de novo, você podia passar por lá.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Para gente conversar, tomar alguma coisa.- Disse.
— Ah sim, tudo bem.- Disse.
— Mesmo?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Fico feliz com isso.- Disse.
— Ok.- Disse.
— A partir das duas pode chegar lá.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Até mais tarde então.- Disse.
— Até.- Disse.
Terminei as compras e fiquei sorridente. Deixei tudo em casa e fui para o trabalho, ou melhor, praça.
Cheguei até ele.- Oi.
— Hey, você veio.- Disse.
— Sim.- Disse.
Coloquei minhas anotações de lado.- Quer um tour?
— Claro.- Disse.
— Bem, aqui é onde vamos gravar.- Comecei a mostrar tudo a ela e ela parecia gostar.
— Parece legal.- Disse.
— E é.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— Sim e quer alguma coisa?- Questionei.
— Não, obrigada.- Disse.
— O que quiser, é só pegar.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Agora tenho que ficar de olho na gravação, já volto.- Disse.
— Ok.- Disse.
Sorri e dei um beijo no rosto dela, indo dar as instruções. Mesmo prestando atenção no trabalho eu sempre olhava ela. Deus, como eu queria a beijar. Coisa que seria bem melhor agora do que quando eu tinha 13 anos. Passei mais de uma hora gravando, mas finalmente acabei.
— Bom trabalho.- Disse.
— Obrigado. Só vou dispensar o pessoal e pegar as minhas coisas, e podemos ir.- Disse.
— Tudo bem.- Falei.
Liberei todo mundo, ajudei a guardar as coisas e peguei minha mochila.- Pronto, vamos.
— Vamos.- Disse.
Peguei na mão dela e saímos do parque.- Como anda o trabalho?
— Está normal, como sempre.- Disse.
— É o que mesmo?- Questionei.
— Eu meio que caço criminosos.- Disse.
— Legal.- Ri.- Pobre dos caras, você bate forte.
— Na verdade eu os seduzo.- Disse.
— Nossa. E rende bem?- Perguntei.
E eu com a tola esperança que ele ficasse com ciúmes. Emma, você é uma idiota mesmo.- O bastante.
— Como você entrou nisso?- Perguntei.
— Longa história.- Disse.
— Ah sim.- Suspirei.- Desculpa, mas não dá para levar isso numa boa. Imaginar você se jogando para outro cara... Eu já odeio a ideia de você ter tido alguém.
— Minha história com Neal foi... complicada.- Disse.
— Eu imagino. E é esse o nome? Onde tá esse filho da puta para eu o arrebentar?- Questionei.
Suspirei.- Ele fugiu.
Por instinto puxei ela para mais perto.- Babaca imbecil.
— Ele era um imbecil, mas eu gostava dele assim. Ele roubava, Damon. E eu roubava junto com ele.- Disse.
— Não diga que ele te deixou na mão para culpa cair em você?- Claro que era por isso que ela queria distância de qualquer um.- Enquanto eu daria tudo que tenho ou tive para nunca ter saído do seu lado. Essa vida é sacana mesmo.
— Bem, eu fui presa, mas teve uma coisa pior.- Disse.
— Pior?- Parei e sentamos num banco.
— Eu engravidei dele.- Disse.
— Mas eu não vi nada na sua casa de criança.- Disse.
— Eu o dei para a adoção. Eu não podia cria-lo. Ele tinha 50% de chance de ter uma vida ótima e 50% de chance de ter a mesma minha vida. Mas pelo menos até os 18 anos ele não passaria fome.- Disse.
— Eu entendo.- Minha reação foi de a puxar para mim e abraça-la.- Eu sinto muito por tudo isso.
— Isso já passou.- Disse.
— Eu sei. Eu tinha razão, você é a pessoa mais forte que eu conheço.- Toquei o rosto dela.
Sorri.- Nem tanto.
— É sim. E eu idiota jogando a boa vida que tive.- Disse.
— Fico feliz que tenha tido.- Disse.
— E você não teve mais notícias de nenhum dos dois?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Se eu um dia ver esse cara, eu mato ele.- Eu estava com tanta raiva de alguém a ter machucado assim que não descartaria fazer isso mesmo se encontra-se esse tal de Neal.
— Não precisa exagerar.- Disse.
— Ninguém machuca minha garota e ganha minha simpatia.- Disse.
O olhei.- Sua garota é?
— Você sempre foi. E minha única namorada.- Disse.
— Quer dizer que você é virgem?- Perguntei.
— Não! Eu disse que não tive namorada, não que não transava.- Disse.
Ri.- Ok.
— Mas algo sério, não mesmo. Quem saia comigo já era sabendo disso.- Disse.
— Entendo.- Disse.
— Afinal eu tinha uma promessa.- Disse.
— E eu quebrei.- Disse.
Eu podia me chatear com aquilo ou aproveitar a guarda baixa dela.- Você pode compensar.
— Como?- Perguntei.
— Me deixando fazer isso.- Me inclinei e a beijei.
Retribui o beijo.
Ela não recuou, isso me deixou feliz. Puxei ela para mais perto e intensifiquei o beijo.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele.
Como eu desejava aquele beijo. Mesmo com ela me afastando, não consegui pensar em deixa-la.
Acariciava sua nuca.
Tocava sua cintura onde eu a segurava e a outra mão se enroscava em seu cabelo.
Parei o beijo.- Estamos na rua.
— Verdade, é muito desejo acumulado.- Disse.
Sorri.- Como sempre, exagerado.- Toquei seus lábios.
— Fiquei pior. Agora vamos jantar que estou cheio de fome.- Disse.
— Ok, vamos.- Disse.
Nos levantamos e fomos a um restaurante que eu conhecia. Ela começou a se soltar mais e a conversa fluiu bem, já ríamos mais fácil. Saímos e chamei ela para conhecer meu apartamento.
Chegamos no apartamento dele e entramos.- Bem bonito.
— Obrigado, ainda tô pagando.- Disse.
— Imagino.- Disse.
— Pode ficar a vontade.- Falei.
— Tudo bem.- Disse.
Coloquei a mochila de lado.- Se importa se eu for tomar banho?
— Não.- Disse.
— Então eu já volto, pode olhar por ai, sei que é curiosa mesmo.- Ri e fui para meu quarto.
Não mais, pensei. Me sentei em uma cadeira e fiquei esperando-o.
Tomei o banho e sorri. Que aquilo desse certo, ia dar. Coloquei uma calça, uma camisa, ajeitei o cabelo e voltei. Liguei o aquecimento.- Será que hoje vai esfriar muito?
— Espero que não.- Disse.
— É e agora sim, estava suado da rua. Mas sai dessa cadeira, vem para cá.- A puxei para o sofá.
— Tudo bem.- Fui para o sofá.
Toquei seu rosto.- Você ficou tão linda.
Sorri.- Você que ficou lindo.
— Eu sempre fui meu amor. Só aprimorei umas coisas. Algumas mais que outras.-Sorri.
—Tipo?- Perguntei.
— Quer mesmo saber?- Comecei a rir.
— Sim.- Disse.
Cheguei no ouvido dela e disse.
Dei no braço dele de leve.- Você se acha demais.- Ri.
— Eu me acho? E você toda gostosa ai? Tenho que dizer, essas calças com essa bota, te deixaram sexy demais. Imagino com menos.- Disse.
— Não tem nada demais.- Disse.
— Duvido.- Cheguei mais junto dela e a beijei de novo.
Retribui o beijo novamente.
Acabei com a distância entre nós e me colei nela. O beijo dela era muito bom, uma delícia na verdade.
Entrelacei meus dedos nos cabelos dele e acariciava ali.
Corri minha mão pela perna dela. Ela tinha coxas grossas, gostosas de apertar.
Me arrepiei ao toque dele e minha mão descia pelas suas costas.
Parecia que finalmente estar assim com ela, estava acendendo tudo o que eu vinha segurando. Meu corpo pedia por ela, para compensar todos esses anos.
Minha outra mão descia pelo peito dele. Por mais que eu tente não transparecer, eu senti saudade de Damon e era bom poder vê-lo novamente. Só tinha medo de me magoar novamente.
Acabei encostando ela no braço do sofá e me debrucei sobre ela, e a mão continuava na perna, subindo e descendo.
Acariciava a lateral do pescoço dele e a outra continuava no seu peito.
Quebrei o beijo, mas a gola da blusa dela me atrapalhou.
— O que foi?- Perguntei.
— Essa gola atrapalhou meus planos.- Disse.
Ri.- Outono e inverno não é sexy.
— É com isso.- Peguei a perna dela e alisei até chegar nas botas e abrir o zíper dela.
— Não entendi.- Disse.
— É sexy nessa parte.- Tirei a bota.
— Ah sim.- Disse.
— Será que você...- Passei a mão pelo pé.- Ainda sente cosquinha aqui?- Comecei a fazer.
Comecei a rir.- Damon! Para!
— Ah, ela sente.- Continuei.- E ainda tem esse sorriso lindo.
Continuava rindo.
Subi entre as pernas dela e beijei ela.- Adoro te ver rindo assim.
Sorri.- Claro, você está me fazendo cosquinha.
— E sou eu que está o fazendo, melhor ainda.- Disse.
Sorri.- Seu bobo.
— Um pouquinho.- Disse.
— Pois é.- Disse.
Estava por cima dela e o tesão que sentia por ela queimou em mim. A beijei e tudo que eu queria era que ela fosse minha.
Retribui o beijo novamente e acariciava seus cabelos.
Passei a não só tocar na perna, mas subi tocando pela barriga e perto dos seios.
Minha mão descia pelo abdômen dele.
Já que ela não me parou, peguei em seu peito assim mesmo por cima da roupa. Mas depois ri.
— O que foi?- Questionei.
— Estamos parecendo ainda adolescentes com essa roupa toda.- Disse.
Ri.- Verdade.
— Vem, vamos para o quarto. Lá é mais confortável que esse sofá.- Disse.
— Tudo bem, vamos.- Disse.
A levei e sabia que ela veria a foto que tinha guardada dela perto da cama.
Sorri.- Essa foto é velha.
— Sim, mas é a lembrança que tinha de mais importante.- Disse.
Sorri.- Você é todo fofo.
— Sou?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Mais uma coisa para minha lista então.- Disse.
— Pois é.- Falei.
Tirei a jaqueta dela.- Você está quentinha.
— Essa jaqueta é.- Disse.
— Mas tenho impressão que não é só assim.- Disse no ouvido dela.
Sorri.- E como então?
— Com certeza sem isso.- Subi a blusa dela.
Ajudei ele a tirar.
— Muito melhor.- Disse.
— Que bom.- Disse.
Subi a mão por ali e soltei seu sutiã. Os peitos dela eram perfeitos.
Comecei a abrir a camisa dele.
Abri a calça dela enquanto beijava seu pescoço.
Nos deitamos na cama e terminei de tirar a camisa dele.
Tirei a calça dela e vim beijando sua perna até chegar em seu seio.
Eu sabia que não devia deixar isso continuar, até porque eu tinha uma moral. E com certeza não era transar de cara. Mas considerando que nos conhecemos desde dos meus 13, já faz um tempo. Sei lá se isso era certo. Só espero que não volte e dê na minha cara depois.
As vezes ela parecia um tanto hesitante.- Tudo bem?
— Sim.- Disse.
Cheguei a boca dela.- Mesmo?
— Sim.- Disse.
— Tudo bem.- Voltei a beija-la, mas sabia o que era. Ela ainda não confiava totalmente em mim, mas não a culpava e mostraria a ela que podia confiar em mim.
Retribui o beijo novamente e acariciava seus cabelos.
Minhas mãos eram inquietas e corriam por todo o corpo dela, principalmente nas coxas e nos peitos.
Suspirei pesadamente, mas voltava a beija-lo. Comecei a abrir a calça dele.
Eu variava entre a boca dela, descendo até seu pescoço e até mordendo de leve ali.
Terminei de abrir a calça dele e a tirei.
— Espera ai.- Me levantei, indo até o banheiro e pegando uma camisinha.
— Tudo bem.- Disse.
— Agora sim e viu? Eu disse.- Ri.- G.
Ri.- Você não presta mesmo.
— Não mesmo.- Aproveitei que tinha me levantado e tirei a cueca, logo colocando.
Esperei ele terminar.
— Pronto.- Voltei a ficar junto dela, a beijando e comecei a tirar sua calcinha.
Retribui o beijo novamente e envolvi meus braços no pescoço dele, acariciando sua nuca.
Os toques dela me excitavam e só me faziam a desejar mais.
Ajudei ele a tirar a calcinha e voltei a beija-lo.
Toquei no sexo dela e a senti pronta para mim. Me posicionei melhor e entrei nela.
Envolvi minha perna na cintura dele, deixando-o mais perto de mim.
Estar com ela era como eu imaginei, me fazendo finalmente me sentir completo.
Minha mão descia pelas costas dele e a outra pelo seu abdômen.
— Você é uma delícia.- Disse mordendo a orelha dela.
Sorri e beijei o pescoço dele.- Obrigada.
Ela acompanhava meu ritmo facilmente e me perguntei se tinha saído com mais alguém além do tal Neal. Imagino que sim, mas melhor não pensar nisso. Agora ela era só minha e não a deixaria escapar mais.
Suspirei pesadamente e continuava o beijando. Minha mão descia pelas suas costas.
O prazer se espalhava pelo meu corpo a cada vez que investia nela e a sentia relaxar nos meus braços, isso era o melhor de tudo.
Desci meus lábios pelo pescoço dele e ia beijando até seu maxilar.
— Emma...- Gemi.- É gostoso quando faz isso.
Sorri.- Eu sei.- Continuei beijando ali.
Sorri e mesmo com aquela distração, não deixei de manter o ritmo.
Minha mão descia pelo abdômen dele, acariciando cada músculo que aparecia por ali.
Minha vontade ficava mais urgente e sentia que a dela também. Aumentei os movimentos e estávamos a beira do orgasmo.
Envolvi mais minha perna na cintura dele e entrelacei meus dedos em seu cabelo.
Não demorou mais até chegarmos. E quando a olhei, vi a mulher que eu sempre amei comigo.
O beijei delicadamente.
— Eu te amo Emma, nunca deixei de amar.- Disse.
— Eu também te amo.- Disse.
Sorri.- Eu sabia que sim.
Ri.- Convencido.
— Que posso fazer se sou uma pessoa inesquecível.- Ri e sai dela, me deitando ao seu lado.
Ri.- Pois é.
— Você é maravilhosa.- Disse.
— Não sou não.- Disse.
— Claro que é.- Falei.
— Ok.- Disse.
Sorri e a beijei. Era tão bom ficar assim com ela e o melhor é que estávamos indo bem, agora com meses se passando. Emma está confiando em mim e voltamos a ficar intimos como éramos. Só não gosto desse trabalho dela, mas quem sabe posso fazer ela mudar de ideia. Hoje é um dia especial e vou surpreende-la. Cheguei antes que ela na casa dela — eu tenho a chave- e arrumei a mesa para nós. Olhei o presente e estava ok. Quando ouvi o barulho na porta, me direcionei para ela.- Surpresa.
Olhei o lugar.- O que é isso?
— Hã... Eu fiz algo para gente, para você.- Fui até ela e a beijei.- Feliz aniversário.
— Hã... obrigada.- Disse.
— Não gostou?- Perguntei.
— Não é isso. É que vivi minha vida inteira sozinha e com o Neal, então meus hábitos não incluem velas e tudo mais.- Disse.
— Ah sim, se preferir vamos sair.- Disse.
— Não.- Tirei o salto.- Vou ir tomar banho.
— Tá, vou servindo tudo.- Disse.
— Tudo bem.- Fui para o banheiro.
Eu sabia que ela ia estranhar, mas esperava que acabasse gostando. Botei uma musica e botei tudo na mesa.
Tomei o banho, me vesti e voltei para a cozinha.
— Consegui seus favoritos para jantar.- Disse.
Sorri.- Que bom.
— Se anima vai.- Disse.
— Quem disse que não estou?- Perguntei.
— Sua cara. Que tá parecendo que viu a coisa mais estranha da sua vida.- Disse.
— Vivemos em mundos diferentes.- Disse.
— Eu sei.- Tomei ela nos meus braços.- Mas quero te dar um pouco disso. Um pouco de chegar em casa e ter alguém esperando você. Saber que para o que precisar tem alguém ao seu lado para te ajudar, alguém que te ama e que não vai te abandonar.
— Tudo bem.- Disse.
A beijei.- Vamos comer?
— Vamos.- Disse.
Nos sentamos, comemos e fiz ela se soltar um pouco.- Agora vem o melhor.
— O que?- Questionei.
— O bolo.- Sorri e fui até a geladeira, trazendo o bolo pequeno e em formato de cupcake que ela adora.
Ri.- Só eu vou comer então?
— Acho que dá para nós dois.- Disse.
Ri.- Vai sonhando. Pequeno desse jeito, eu vou come-lo sozinha.
— É?- Sujei ela de cobertura.
— Com certeza. Com bolo não se brinca.- Peguei o bolo e fui para a sala.
— Emma!- Ri e fui atrás dela.- Eu quero.
— Vou pensar no seu caso.- Disse.
Cheguei junto dela e beijei seu pescoço.- Vai é?
— Sim.- Disse.
— Pobre de mim.- Acabei a beijando.
Retribui o beijo.
Tirei o bolo dela e a levei para o quarto. Queria dar a ela todo o tipo de lembrança boa de hoje.
Parei o beijo.- Se você não se importar, não queria transar hoje.
Estranhei.- Posso perguntar porque?
— Nada demais. Só não quero.- Disse.
— Hã... tudo bem.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Você está bem?- Me deitei ao lado dela.
— Sim.- Disse.
Puxei ela para se aconchegar em mim e ficamos assim. Conhecia Emma, sabia que as vezes ela ficava assim. Podia ser as preocupações, mesmo que negue, pensando no filho, talvez lembrando do safado, não sei. Só espero que tenha conseguido mostrar o suficiente que ela tem a mim.
Me levantei.- Não vai vir comer não?
— Vai sobrar para mim?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Acho bom.- Fui com ela de volta para sala.
Nos servimos e nos sentamos no sofá. Liguei a TV e começamos a comer.
— Está gostoso.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Ah, estava esquecendo o presente.- Levantei, pegando na mesinha e dando a ela. Era um colar com várias borboletas.
Abri e sorri.- É lindo, obrigada.
— Para você lembrar que é livre como elas.- Disse.
Ri. Damon era tão romântico que não sei como damos certo.- Tudo bem, obrigada novamente.
— O que?- Perguntei.
— O que o que?- Questionei.
— Você riu.- Disse.
— Ah, nada demais.- Disse.
— Tudo bem.- Falei.
Sorri e lhe dei um beijo. Por mais que eu não conseguisse demostrar, eu o amava de verdade, mas sou péssima com demonstração de afeto. Enquanto comíamos a campainha tocou e fui atender. Era um garoto, que devia ter no máximo 10 anos.- Quem é você?
Ele sorriu.- Meu nome é Henry.
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