Liberty- One Shots

58 Capítulo 58- Dean & Davina.


Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Então, quem ganhou a votação foi Dean e Davina, então vamos a eles. Vamos ao capítulo e nos vemos lá embaixo....

POV Dean.

Aquela falta de notícias do pai estava me preocupando demais, mas pelo menos agora tinha o Sam comigo. Sentia por ele ter perdido a namorada, mas ele vai ficar bem. Tínhamos parado para descansar e quando fui comprar o café comprei o jornal também.- Sammy, olha isso.

— O que?- Ele perguntou.

— Integrante de torcida ainda é caso mistérioso. A adolescente perdeu os dentes misteriosamente e os médicos alegam não ter encontrado causa para o fato. A equipe está tomando fama de amaldiçoada já que é a terceira integrante a sofrer algo inexplicável.- Disse.

— Credo. Isso é horrível.- Ele disse.

— E me cheira a alguém fazendo algo.- Disse.

— Então vamos dar uma olhada. Não custa nada.- Ele falou.

Olhei a foto da equipe e sorri.

— O que foi?- Ele perguntou.

— Líderes de torcida. Essas sainhas...- Disse.

— Dean!- Ele me deu um tapa entre a minha nuca e a minha cabeça.- Deixa de ser tarado e vamos de uma vez.- Ele entrou no carro.

Entrei no carro e seguimos para a cidade, não era longe dali. Chegamos e procuramos saber tudo. Encontramos duas meninas que era da torcida na entrada da escola.- Bom dia. Podemos falar com vocês?

POV Misto. (Davina e Dean.)

— Claro.- Disse.

— Quem são vocês?- Monique perguntou.

— Investigadores sobre o ocorrido com a colega de vocês.- Disse.

Suspirei.- Foi horrível.

— Parece até castigo. Ela vivia se vangloriando do sorriso dela.- Monique disse.

— Mesmo? Interessante.- Disse.

— Que horror Monique. Ela era um amor.- Disse.

— Você era amiga dela?- Sam perguntou.

— Amiga não, mas nos dávamos bem.- Disse.

— E ela tinha problemas com alguém?- Perguntei.

— Acho que não.- Ela disse.

— Acho que não também.- Disse.

— E algumas das outras? A que perdeu os cabelos e a outra com os problemas no rosto.- Disse.

— Que eu saiba não.- Disse.

— Não acharam tudo estranho?- Perguntei.

— Claro que sim.- Disse.

— E alguém poderia querer fazer algo contra vocês como grupo?- Olhei a menina que tinha respondido e ela era linda, e com aquela roupa sexy demais.

— Eu realmente espero que não.- Disse.

— Não vamos assusta-las. Obrigada pelo depoimento, vamos falar com os professores.- Sam disse.

— Seu nome é?- Perguntei.

— O meu? Davina.- Respondi.

— E o meu Monique.- Ela disse.

Que garota estranha.- Qualquer coisa vamos vir falar com vocês.

— Estaremos a disposição.- Disse.

— Sim.- Ela disse.

— Até mais.- Sorri e saímos dali.

POV Dean.

— Puta merda, que gostosinha.- Disse.

Ele suspirou.- Você não presta.

— Vai dizer que estou errado?- Questionei.

— Ela é uma criança.- Ele disse.

— Tá me chamando de velho?- Perguntei.

— Sim.- Ele falou.

— Eu sou super jovem ainda.- Disse.

— Sei.- Ele disse.

— Vamos falar com esse povo logo.- Puxei ele. Conversamos com os professores, amigos e nada. Fomos a casa das meninas e no quarto de uma achamos um saquinho de bruxas. Saímos e voltamos ao hotel.- Bruxas.

— Não é de se espantar. Elas estão sempre por ai.- Ele disse.

— Mas porque essas meninas? Parece inveja.- Disse.

— Inveja?- Ele questionou.

— Sim, olha.- Peguei as fotos.- A primeira era elogiada e tinha orgulho do seu cabelo e os perdeu. O mesmo com a pele e os dentes das outras.

— E se uma garota tiver cabelos, pele e dentes perfeitos? Vai perder tudo?- Ele questionou.

— Isso é uma garota invejosa, tenho certeza.- Disse.

— Sim.- Ele falou.

— Agora pode ser qualquer uma. Líderes de torcida sempre chamam atenção.- Disse.

— Bem, teremos que ficar de olho.- Ele disse.

— Eu sei por onde começar. Vou dar uma saída, comece a pesquisar.- Disse.

— Tudo bem.- Ele disse.

— Qualquer coisa me liga.- Peguei as chaves e sai. Descobri o endereço de Davina, o que? Eu gostei dela. Fui até a casa dela e toquei a campainha.

POV Misto. (Davina e Dean.)

Abri a porta.- Oh hey. Tudo bem?

— Boa noite. Podemos conversar?- Perguntei.

— Claro. Entre.- Ele entrou e fechei a porta.- Aceita alguma coisa?

— Um suco ou refrigerante.- Disse.

— Ok, já volto.- Sai dali.

Olhei o lugar; os livros não tinha nenhum indício de bruxas.

Voltei com o suco e ele olhava a estante.- Tudo bem?

— Sim e obrigado.- Peguei o copo.

— De nada.- Disse.

Tomei e a olhei. Ela era linda.

— Então, o que o senhor quer?- Perguntei.

— Primeiro; nada de senhor.- Disse.

— Ok.- Falei.

— Bem, eu e meu parceiro estivemos investigando e descobrimos que realmente alguém fez mal aquelas meninas.- Disse.

— Sério?- Questionei.

— Sim e mesmo que pareça estranho; a motivação indicada é inveja.- Disse.

— Graças a Deus ninguém me inveja. E já sabem o que fazer?- Perguntei.

— Estamos tentando descobrir quem é primeiro. Você teria alguma suspeita?- Questionei.

— Não.- Respondi.

— Tudo bem, mas fique de olho ao seu redor. Não sabemos até onde essa pessoa pode ir.- Disse.

— Não se preocupe. Ninguém me invejou até hoje, não será agora que irão começar.- Sorri.

— Olha, tenho que dizer que acho que todas as garotas te invejam.- Disse.

— Não me assuste.- Falei.

— Oh sim, esqueci que nesse caso te elogiar pode ser perigoso.- Disse.

— Obrigada.- Disse.

— Não precisa agradecer.- Falei.

— Não por isso e sim por não me elogiar.- Disse.

Ri.- Ah sim, mesmo que seja um absurdo. Você é linda.

— Ok. Melhor parar.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque eu posso morrer.- Disse.

— Não diga isso, não irei deixar.- Disse.

— Você não pode prometer nada.- Falei.

— Bem, eu posso.- Disse.

— E como?- Perguntei.

— Tenho os meus meios. Está sozinha é?- Perguntei.

— Sim. Meu irmão saiu.- Disse.

— Você se importa se eu olhar seu quarto? O que achamos de evidências estavam nos quartos.- Disse.

— Fique a vontade.- Disse.

— Me mostre onde é.- Disse.

— Ok.- Levei ele.

Entrei no quarto.- Bonito.

— Vou deixar você a vontade.- Sorri e desci.

Comecei a procurar e enquanto mexia nas gavetas, achei um sutiã lindo. Botei no lugar e achei uma foto de todas as garotas, mas a que tinha achado estranha estava fora dela. E a Davina sorrindo linda como sempre. Desci com foto.

— E ai?- Perguntei.

— Essa foto faz tempo?- Questionei.

— Ano passado.- Disse.

— E aquela menina que estava com você mais cedo, porque não está aqui?- Perguntei.

— Porque ela não estava no time.- Disse.

— E essa daqui, porque não está mais?- Apontei uma loira.

— Ela teve um acidente.- Disse.

— E ela ficou bem?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Mas foi embora.- Falei.

— Acho que é óbvio.- Disse.

— Interessante. E foi ai que a sua amiga entrou?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Você pode me dar o endereço dela?- Questionei.

— Tudo bem.- Anotei e dei a ele.

— Obrigado. E aqui está meu telefone. Qualquer coisa anormal ou que ache estranho, me ligue.- Disse.

— Ok.- Falei.

Anotei para ela. Eu já tinha quase certeza que a outra era uma suspeita.

— Tudo bem.- Disse.

Olhei as fotos.- Você e a Monique são amigas a muito tempo?

— Sim, somos.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Pois é.- Disse.

— Bom, eu vou indo, qualquer coisa me ligue.- Disse.

— Ok.- Falei.

Cheguei junto dela.- Tchau.

— Tchau.- Disse.

POV Dean.

Olhei ela mais uma vez e sai. Passei na casa da tal da Monique, mas ela mal me deixou entrar. Aquela garota escondia alguma coisa. Fiquei vigiando até a casa ficar vazia, o que me permitiu entrar. Procurei e encontrei uma foto, a mesma de Davina, mas com vários rostos marcados. Peguei a foto e o diário que estava junto, e voltei ao hotel.

— E ai?- Sam questionou.

— Olha o que achei.- Mostrei a foto.

— Onde você achou?- Ele perguntou.

— Na casa da tal Monique.- Disse.

— Elas não são amigas?- Ele questionou.

— Pelo visto da parte dela não. Na verdade ela só entrou para a equipe desde que essa daqui — apontei- sofreu um acidente que não podê mais voltar.

— Isso é macabro.- Ele disse.

— Pelo visto temos uma bruxinha que está usando magia para tirar as garotas da equipe. Mas se ela já entrou, porque atacar as outras?- Questionei.

— Vai entender as bruxas.- Ele disse.

— Lê esse diário ai, deve dizer.- Disse.

— Ok.- Ele disse.

— Enquanto isso vou tomar banho e comer alguma coisa.- Disse.

— Tudo bem.- Ele falou.

Fiz como falei, mas não tirava a Davina da mente, a lembrança do seu sorriso... Ah, para com isso Dean. Você já conheceu meninas lindas e nem por isso ficou assim. Sai para lanchar e depois voltei.- Achou algo?

— Nada de bruxas ou algo do tipo.- Ele disse.

— E sobre as garotas? A atacaram tipo Carrie?- Questionei.

— Bem, nada diretamente com as outras garotas, ela tem inveja da Davina. Ela diz aqui que todos os garotos olham para a Davina e não para ela... essas coisas. Se for mesmo ela, talvez tenha começado esses ataques para assustar Davina? É uma possibilidade.- Ele disse.

— E ela está um pouco, mas não faz por onde olhem para ela, até não se acha bonita, pode isso?- Questionei.

— Então é paranoia dessa Monique.- Ele disse.

— E será que ela vai tentar contra ela?- Perguntei.

— Provável.- Ele falou.

— No quarto dela não tem saquinho nenhum, eu olhei.- Disse.

— Então está limpo.- Ele disse.

— Agora é ficar de olho na esquisitinha até poder pegar ela com a mão na massa.- Disse.

— Pois é.- Ele falou.

Guardamos as coisas e fui descansar, mas fiquei preocupado e aquilo não saia de mim. Credo, acho que tô precisando de um whisky. Uns dois dias passaram e sempre estávamos pelos arredores do colégio, e eu podia jurar que Monique estava se jogando para mim. Deus me livre. Enquanto Davina me deixava bobo com aquele sorriso e aquele olhar. Estava vendo se não tinha nenhuma novidade sobre o pai quando meu telefone tocou.- Davina?

— Eu achei uma coisa estranha.- Ela disse.

— Coisa estranha? O que?- Questionei.

— Não sei. É estranho.- Ela disse.

— Onde foi?- Perguntei.

— Pendurado no meu espelho.- Ela disse.

— Ok, estou indo ai.- Disse.

— Ok.- Ela falou.

POV Misto. (Dean e Davina.)

Chamei o Sam e fomos até a casa dela. Ela abriu a porta logo.- Hey.

— Hey.- Disse.

— Tudo bem? Não sentiu nada de estranho?- Questionei.

— Não. Devia?- Perguntei.

— Que bom que não. Cadê o que achou?- Questionei.

— No mesmo lugar. No espelho.- Disse.

— Nos dê licença.- Subi e peguei o saquinho no quarto dela.- Bruxa, agora com certeza.

— Sim.- Sam disse.

— Davina, quem veio aqui antes de isso aparecer?- Já sabia a resposta.

— Não sei, não estava em casa. Era para eu só chegar a noite, mas tive que desmarcar meu dentista porque estou com cólica e ai cheguei em casa mais cedo.- Disse.

— E quem sabia que você ia do colégio?- Perguntei.

— Meu irmão e Monique.- Respondi.

— Bem, estávamos certos.- Disse.

— Sobre?- Perguntei.

— Ela é uma bruxa. Isso aqui é saquinho de bruxaria.- Disse.

— Você está louco?- Perguntei.

— Não linda, queria estar. Sam, queima isso antes que aquela louca tente fazer funcionar.- Disse.

— Ok.- Ele foi.

— Pronto, agora ela não vai atingir você.- Disse.

— Vocês são loucos.- Falei.

— Não somos. Louca é a sua amiga. Fazer essas coisas com meninas, pelo quê, inveja? Isso sim é loucura.- Disse.

— Para de falar dela assim.- Disse.

— Eu sei que ela é sua amiga, mas não gosto de bruxas, são nojentas, fazendo pactos e mexendo com ossos.- Peguei a foto.- Olha aqui.

Dei um tapa na foto, tirando da mão dele.- Para com isso, eu já disse! Saem daqui.

— Calma Davina, estou ajudando você.- Disse.

— Não, não está. Sai.- Falei.

— Tudo bem, tudo bem, mas vou voltar para saber se ficou bem.- Disse.

— Não precisa.- Falei.

— Como quiser.- Sai. Baixinha irritadinha. Eu ajudando e salvando a vida dela, e ela me tratando assim.

O outro saiu também e subi para meu quarto. Bem capaz que esse lunático vai me convencer dessas bobagens absurdas da cabeça dele. Nem provas ele tem. Ele que vai catar coquinho.

POV Dean.

Saímos e fomos a casa da tal Monique. Ela não estava em casa.- E agora?

— Agora nada. Não vamos matar uma criança.- Sam disse.

— Ela vai tentar algo contra a Davina.- Disse.

— Não vamos mata-la.- Ele disse.

— Sam, é uma maldita bruxa.- Disse.

— É uma criança.- Ele falou.

— Isso é errado.- Rumei para o hotel.

— Ainda bem que entendeu.- Ele disse.

— Qualquer coisa que acontecer com ela, é sua culpa.- Falei.

Ele suspirou.- Ok.

Quando chegamos Sam foi para o computador e eu fui me deitar. Eu estava preocupado com Davina, não conseguia parar de pensar nela. Me revirava e me controlava para não ligar para ela.

— Dean, para com isso.- Ele disse.

— O que?- Perguntei.

— Se mexer.- Ele disse.

— Tá incomodado?- Questionei.

— Sim.- Ele disse.

— Desculpe incomodar seu sono então.- Me levantei saindo. Eu fiquei inquieto a noite toda e de manhã decidi ir a escola. Encurralei a nojentinha.- Oi Monique. Seus planos não deram certo né?

— Do que está falando?- Ela perguntou.

— Eu sei de tudo que fez com aquelas garotas.- Disse.

— Não sei do que está falando.- Ela disse.

— Ouve bem, se você mexer com a Davina é a sua sentença, tá me ouvindo?- Questionei.

— Do que está falando? Ela é minha melhor amiga.- Ela disse.

— Vocês bruxas são tão mentirosas. O que? Algum garoto não olhou para você e a preferiu? Me desculpe, mas isso é bem compreensível. Ela é linda e você uma invejosa.- Disse.

— Você está louco.- Ela saiu.

Maluca. Ia saindo e vi ela, no reflexo sorri.- Hey, você está bem.

POV Misto. (Dean e Davina.)

— Estou ótima.- Disse.

— Isso é bom, mas não deixe de ter cuidado.- Falei.

— Ok.- Disse.

Ia sair, mas não ia perder a oportunidade.- Vai fazer alguma coisa hoje?

— Não.- Disse.

— Tem alguma lanchonete boa para irmos?- Questionei.

— Você está me convidando para sair depois de acusar a minha melhor amiga?- Perguntei.

— Você não tem nada a ver com o que ela é.- Disse.

Ri.- Eu não vou sair com um cara que acusa minha melhor amiga e ainda por cima sem provas. Então esquece. Vá encontrar uma mulher da sua idade. Elas serão mais interessantes e irão dar o que você quer. Tenha um bom dia.- Sai.

POV Dean.

Ai caramba, essa é difícil. Quem manda ser babaca e se encantar por um sorriso, dá nisso. Não devia me aproximar, nem sentir nada. Agora estava puto comigo mesmo. Comprei um whisky e fui para o hotel.

— Hey.- Sam disse.

— O que?- Questionei.

— Nada.- Ele disse.

— Achou mais alguma coisa nessas tralhas?- Coloquei no copo e tomei.

— Não.- Ele disse.

— Merda.- Disse.

— O que?- Ele perguntou.

— Tem que ter alguma coisa dessa puta.- Disse.

— Vamos ir falar com ela e explicar tudo. Se ela não for uma bruxa por nascimento e sim por pacto, sabemos que em breve o demônio que o fez pode vir cobrar.- Ele disse.

— E até lá o que? Ela sai matando por ai?- Questionei.

— Se você não vier junto falar com ela, eu vou sozinho.- Ele disse.

Peguei meu casaco.- Duvido que ela vai ser boazinha.

POV Misto. (Dean e Davina.)

Saímos e quando chegamos lá, pelo visto ela já tinha chegado. Ouvimoss vozes e depois um grito. Corremos para entrar. Arrombamos a porta e o barulho vinha lá de cima, onde era o quarto. Conhecia aquela voz.- Davina!- Gritei entrando no quarto.

Ela estava me assustando com o que falava.- Para com isso.

— Chega de você ter tudo!- Ela exclamou.

— Eu não tenho tudo.- Disse.

Apontei a arma.- Sai de perto dela.

— Você não pode comigo.- Ela disse.

— Baixa essa arma, Dean.- Disse.

— Sai de perto dela Monique, agora.- Disse.

Ela apertou a mecha de cabelo que tinha na mão e começou a recitar o feitiço.

— O que...- Antes de terminar meus cabelos começaram a cair.

— Davina.- Nem precisei pensar para atirar naquela coisa e Sam concluiu. Fui até ela.- Ei, calma.

— Você matou ela.- Me afastei e sai dali.

Fui atrás dela.- Davina.- A alcancei.- Ela ia matar você.

— Isso não justifica nada.- Disse.

— Não tinha outra opção.- Disse.

— Sempre tem outra opção. Você que não quis.- Disse.

— Ela odiava você, não ia parar.- Falei.

— Eu já disse que isso não é desculpa.- Disse.

— Dá para você se acalmar?- Questionei.

— Eu estou calma.- Disse.

— Não. Está me xingando por ter salvo a sua vida.- Disse.

— E tirado de outra pessoa!- Disse.

— Ela era uma bruxa, estava querendo matar pessoas por orgulho e inveja.- Disse.

Suspirei.- Impressionante como você leva tudo numa boa.- Sai dali.

Deus, essa garota... Argh! Sam e eu ajeitamos tudo da defunta e depois saímos de lá indo para o hotel. Eu estava puto com Davina. A salvo e recebo isso.

Cheguei em casa e fui direto tomar um banho. Teria que usar alguma coisa na cabeça por um bom tempo até meu cabelo voltar. Terminei de me ajeitar para dormir e me deitei na cama. Fiquei pensando no dia e não é que não gostasse de Dean, só não concordo com o jeito que ele age ou pensa. Depois de pensar, logo adormeci. No outro dia, me levantei, me arrumei e sai para tomar um café da manha.

Fomos para o hotel e depois decidiríamos para onde ir. Decidimos descançar, tínhamos dias seguidos em estrada. No outro dia fui comprar café.

Pedi café e um pão doce, logo começando a comer.

Chegei junto dela.- Bom dia.

— Oi.- Disse.

— Como está?- Perguntei.

— Bem e você?- Questionei.

— Querendo te ligar.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Para saber de você.- Disse.

— Ah sim.- Falei.

Me sentei em frente a ela.- E como tá indo?

— Não faz nem 24 horas, então meus cabelos não cresceram.- Tomei do café.

— Sinto por isso.- Disse.

— Tudo bem. Não quero ficar bonita mesmo. Quero é distância de homens.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque sim.- Disse.

— Não entendi.- Disse.

— Não precisa entender.- Falei.

— Então nenhum tem chance de nada?- Questionei.

— Nenhum nunca me quis, não sei porque Monique achava que queriam. E agora com metade do meu cabelo faltando é que não vão querer. Então eu não estou preocupada com isso e porque diabos você se preocupa?- Perguntei.

— É ruim me preocupar com você?- Questionei.

— Se quiser se preocupar, preocupe-se, não mando em você.- Disse.

— Você é bem direta.- Disse.

— Ok.- Falei.

— Eu gosto disso.- Disse.

— Que bom.- Disse.

— E você gosta de que?- Perguntei.

— Dean, com todo o respeito, eu não estou afim de falar, ok? Minha melhor amiga morreu ontem e ainda nem consegui chorar por isso. E você a matou e nem se arrepende. Então, acho que não temos muito em comum.- Coloquei o dinheiro na mesa e sai dali.

Peguei meu café e fui embora. Fiquei a toa no computador e nisso fiquei mais uns dois dias. Sam me perguntava se eu não queria ir embora e eu enrolava dizendo que podíamos ficar mais. Não sei o que esperava e nem porque insistia em ficar.

Alguns dias passaram e eu tentava agir normalmente, mas nem sempre conseguia. Era difícil, mas sabia que teria que seguir em frente. Hoje resolvi sair para caminhar um pouco.

Eu estava mesmo precisando de um ar, na verdade eu tinha que ir embora, mas essa situação mal resolvida me fazia querer ficar. Me sentei em um banco. As vezes pensava que eu precisava de férias.

Comprei um sorvete e caminhava, então comia-o.

É Dean, acho que acabou para você aqui. Nunca vai ter nada de mais concreto mesmo. E nem podia, não sei porque isso me veem a cabeça. Me levantei e esbarrei em alguém.- Desculpe.

— Tudo bem.- Disse.

— Ah, é você. Oi Davina.- Disse.

— Oi.- Disse.

— Derrubei seu sorvete, hoje estou desastrado mesmo. Vou comprar outro.- Falei.

— Não se preocupe.- E pensar que nesses dias me peguei pensando nele, mas depois eu notei que ele só tinha carinho. Ele nunca me olhou com desejo, na verdade nunca passou seu olhar além dos meus olhos. Sempre ficaram nele. Claro que ele não me deseja. Afinal porque desejaria?— Ainda pela cidade então?

— Pois é, tem algo me prendendo aqui, mas acho que não adianta ficar.- Disse e fui na direção do sorveteiro.

— Entendo.- Disse.

Ela estava diferente, não estava me dando patadas ainda.- Qual era o sabor?

— Eu não quero.- Disse.

— Tem certeza?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Tá.- Saímos e passei a andar do lado dela. Eu não sabia porque queria tanto ela, eu já tive a mulher que quisesse, mas ela era diferente.

E lá estava eu novamente, desejando que ele me olhasse, mas ele não o fazia. Dessa vez foi a gota d'água e não queria mais saber disso.- Então, tem outros irmãos além de Sam? Deve ter uma irmã, é bastante protetor.

— Não, somos só nós dois. E se tivesse, pivete nenhum ia chegar perto.- Sorri olhando para ela. Ela tinha que ser tão linda? Mas o que tinha de linda tinha de brava. Mesmo assim, a vontade que eu tinha era de beija-la.

— Coitada.- Disse.

— Mas é a verdade. Ando muito por ai e vejo que esses garotos são todos iguais.- Disse.

— Tecnicamente você é um.- Disse.

— Eu não me encaixo mais em garoto.- Disse.

— Dá no mesmo.- Falei.

— Mas bem, somos só nós e o nosso pai, não temos garotas.- Disse.

— Ah sim, entendo.- Disse.

— Seu irmão deve ser ciumento com você.- Falei.

— Ele não tem problemas.- Disse.

— Eu viveria louco de ciúme de uma irmã linda assim.- Disse.

Ri.- Acho que está falando de outra pessoa.

— Não mesmo. Você é de tirar o fôlego. Tirou o meu pelo menos.- Disse.

— Não sei porque.- Disse.

— Você se faz de inocente ou é de propósito?- Perguntei.

— Não sei do que está falando.- Disse.

— Inocente assim, deixa mais sexy ainda.- Lembrei dela naquela roupa de torcida... Ah, que visão.

— Eu não sou inocente.- Disse.

— Davina você pode não gostar do jeito que vou falar, mas você é gostosa, linda e tenho certeza que um amor. Não me importaria em namorar você.- Disse.

— Depois eu que sou direta.- Falei.

— É a verdade.- Disse.

— Se você diz.- Falei.

— Então já que estamos aqui, vamos naquela lanchonete?- Perguntei.

— Vamos.- Disse.

— Ótimo.- Peguei ela e fomos para uma lanchonete perto. Sentamos.- Vai querer o que?

— Um sanduíche.- Disse.

Pedi o dela e um x-bacon com refrigerante e fritas.

Logo o lanche chegou e começamos a comer.

— Então, sempre morou aqui?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Deve ser estranho isso, ou eu que não sou acostumado.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Viver em um lugar fixo.- Disse.

— É bom.- Disse.

— Não é entediante?- Perguntei.

— Eu não acho.- Falei.

— Bem, não tenho como argumentar.- Disse.

Ri.- Tudo bem.

— E o que se tem de bom aqui?- Perguntei.

— Várias coisas.- Disse.

— Do que você gosta?- Perguntei.

— Hã... não sei. É a pergunta mais difícil de se responder.- Disse.

— Ou gosta de tudo ou de quase nada.- Disse.

— Da maioria.- Falei.

— Tem cara disso.- Disse.

Ri.- Ok.

— Esse x-bacon está na lista dos mehores que já comi.- Disse.

— Sério? Que bom.- Disse.

— Experimenta.- Dei a ela.

Comi.- É bom mesmo.

Limpei o que tinha sujado no rosto dela. Era bom toca-la.

Sorri e tomei do meu suco.

Essa menina tá me deixando cheio de tesão só de estar perto dela. E eu a queria, se pudesse levava ela para fora daqui para ser só minha.

— Você está gostando da cidade?- Perguntei.

— Sim. Estou tendo vários motivos para ir ficando por aqui.- Olhei para ela.

O olhei.- Tipo?

— Resumindo? Você.- Disse.

— Eu?- Questionei.

— Sim, queria ter certeza que estava bem.- Disse.

Mordi meu lábio e sorri.- Você é um amor. Me desculpe o jeito que te tratei. Não que eu concorde com o jeito que você age, mas... E também você ficou muito em cima quando eu tinha acabado de perder minha melhor amiga. De dois jeitos ainda e você queria que eu agradecesse, mas não posso agradecer pelo que fez.

— Entendo que é complicado entender tudo.- Disse.

— Não é complicado, eu entendo. Só não posso te agradecer.- Disse.

— Tudo bem. É que estou nesse trabalho a tanto tempo e já vi tanta coisa, que acreditar que existiria outra forma, é meio inacreditável.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Mas sinto muito. Ela era sua amiga, ou pelo menos sentia assim.- Falei.

— Você não sente, mas tudo bem.- Disse.

— Eu sinto. Por você.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Você é diferente. Normalmente quando descobrem o que faço me enchem de perguntas.- Falei.

— Prefiro não saber.- Disse.

— Tudo bem, mas se tiver algum fantasminha chato pertubando, pode me chamar.- Disse.

Sorri de leve.- Tudo bem.

— Vou ter que confessar; sou louco pelo seu sorriso.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Ele é lindo.- Toquei o rosto dela.

— Obrigada.- Disse.

Mudei de lugar indo sentar ao lado dela.- Não tem que agradecer.

— O normal é agradecer.- Disse.

— Mas não precisa.- Toquei seu rosto de novo. Ela era tão linda. Parecia um anjo ou uma princesa. E que melação é essa? Porque eu estou todo bobo assim? Para com isso.

O olhei e sorri.- Você é um fofo.- Acariciei o joelho dele.

— Fofo?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Não costumo ouvir isso.- Disse.

— Mas você é.- Falei.

— Bem, você também é.- Cheguei mais perto do seu rosto.

— Sou?- Questionei.

— Sim, é.- A beijei.

Retribui o beijo.

Bom, ela não me afastou. Comecei o beijo suave, provando daquela boca e ela era deliciosa.

Acariciava a lateral do pescoço dele e parei o beijo.- Estamos em publico. Melhor não exagerar.

— Com uma boca dessa é difícil resistir.- Disse.

Sorri e toquei os lábios dele.- Vai ter que resistir.

— Será que resisto?- Rocei minha boca na dela.

— Resiste sim.- Disse.

— Então vamos para onde?- Perguntei.

— Não sei.- Disse.

— Você que conhece a cidade.- Disse.

— Todo lugar seria público ué.- Disse.

— Pensando em ir a um reservado? Depois eu sou tarado.- Disse.

Ri.- Não seu bobo. Eu disse que não era bom nos beijarmos porque era público e você perguntou para onde podíamos ir então.

— Vem, vamos procurar um lugar melhor.- Disse.

— Ok.- Disse.

Paguei a conta e saímos. Acabamos indo em um cinema e quando a luz baixou não aguentei e a beijei.

Retribui o beijo novamente.

Agora sim podia a beijar para valer e a puxei mais para mim.

Envolvi meus braços no pescoço dele e acariciava sua nuca.

Passei a mão pela perna dela e pelo que tinha visto da outra vez, ela era toda gostosa.

Me arrepiei ao toque dele e entrelacei meus dedos em seu cabelo.

Ela não parecia do tipo que ia transar logo de cara, devia até ser virgem. E como eu ia me aguentar se já estava doido por ela?

Fui parando o beijo.- Melhor pararmos antes que viremos aquelas pessoas chatas que só veem no cinema para se agarrar.

— Mas eu quero me agarrar.- Beijei o pescoço dela.

Sorri.- Eu percebi isso.

— Ok, vamos ver o filme.- Disse.

Ri.- Ok.- Cruzei minhas pernas e me virei para a tela do cinema, vendo o filme.

Coloquei meu braço ao redor dela e relaxei. Ali com ela, naquele momento, nem parecia que tinha tantas preocupações e que as coisas podiam ser boas e simples.

Descansei minha cabeça no ombro dele e continuei vendo o filme.

Foram tempos gostosos e lamentei quando o filme acabou. Saímos e caminhamos, conversamos mais, nos beijamos mais até que a levei para casa.

— Boa noite.- Disse.

— Quando eu te vejo de novo?- Perguntei.

— Quando quiser.- Disse.

— Então amanhã eu venho.- Disse.

Sorri.- Tudo bem.

A beijei de leve.- Boa noite.

— Boa noite.- Disse.

POV Dean.

Sai e sorri. Repetimos aquele dia pelos dias seguintes, até que eu tive que sair em uma caçada com a promessa que voltaria. E o fiz. Foi péssimo ficar longe dela, Sam me pertubava que eu estava apaixonado ou que já a amava, mas eu resistia em ter isso como verdade. Agora essa rotina tem seis meses e estávamos chegando de volta. Eu me trocava para ir vê-la.

— Para quem disse que isso não combinava com vida de caçador, está bem animado.- Sam disse.

— O que foi Sam?- Questionei.

— Você todo bobo ai por causa de uma garota.- Ele disse.

— Eu não estou todo bobo.- Disse.

— Está tão bobo que compara as outras mulheres a ela. Como ontem no bar: "Ah, que mulher sem graça aquela Sam, ela nem mexe no cabelo enquanto fala como a Davina. Sabe, isso faz toda a diferença."- Ele disse rindo.

— E faz mesmo. Ela tem um jeito diferente que vou te falar.- Disse.

Ele ainda ria.- Você é cego, só pode.

— Porque?- Questionei.

— Nada.- Ele disse.

— Desembucha.- Disse.

— Já disse que nada.- Ele falou.

— Eu estou indo, qualquer coisa me liga.- Disse.

— Tudo bem.- Ele disse.

Sai e fui para a casa dela. Ela não sabia que eu já tinha voltado, então era suspresa.

POV Misto. (Dean e Davina.)

Abri a porta e sorri quando o vi.- Dean? Quando você voltou?

— A pouco, quis fazer surpresa.- Disse.

— Entra.- Falei.

— Tá sozinha?- Entrei.

— Sim.- Disse.

— Não gosto quando te deixam sozinha.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Não é seguro.- Puxei ela para mim.

— Eu estou bem.- Disse.

— Na verdade estar comigo não é seguro para você.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Por toda a minha vida.- Disse.

Me separei dele.- Não começa com isso.

— Não me perdoaria se acontecesse alguma coisa com você por estar comigo.- Disse.

— A vida é minha, o problema é meu. Você nem ninguém pode ou vai decidir ela. Então é melhor você desencanar.- Dei de ombros.

— Nossa, isso tudo é vontade de ficar comigo?- Envolvi a cintura dela.

— Eu gosto de você, sabe disso. Mas isso que disse é também para você entender que você não decide por mim como acha que decide. Você não sabe o que é melhor para mim, só eu sei. Mais ninguém.- Disse.

Botei uma mecha dela para trás.- Já disse como amo você ser decidida?

— Acho que já.- Disse.

— Bem, eu realmente amo.- Disse.

Sorri.- Que bom.

— Agora vamos acabar com esse papo que eu estava doido de saudades suas.- Disse.

Sorri.- Eu também estava.

A beijei. Estava sentindo falta de tudo nela.

Retribui o beijo.

Logo a encostei na parede. Eu estava com um probleminha; estava a seis meses sem sexo. E isso estava me deixando meio pirado, até porque não a queria pressionar a nada, mas ao mesmo tempo ela me deixava com um tesão que não sei medir.

Envolvi meus braços em seu pescoço e acariciava seus cabelos.

Puxei a perna dela contra mim e subi a mão por dentro da blusa dela.

Me arrepiei ao toque dele e minha mão descia pelo peito dele.

— Eu não sei mais quanto tempo eu consigo esperar.- Disse enquanto tomávamos ar.

— Você não precisa mais esperar.- Disse.

— Dav, tem certeza?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

Voltei a beija-la.- Vamos para o seu quarto.

— Ok.- Subimos.

— Eu sempre gostei desse quarto.- Disse.

— Que bom.- Disse.

— Vou passar a gostar mais ainda.- Fui caminhando com ela para cama.

Sorri.- Você é um tarado assumido mesmo.

— Agora é que você vai fazer ideia de como.- A derrubei na cama.

— Estou curiosa.- Disse.

Tirei a jaqueta e os sapatos.- Está é?

— Sim.- Disse.

— Vou matar cada uma dela.- Me juntei a ela, a beijando e subindo as mãos dentro da sua blusa.

Retribui o beijo e acariciava a nuca dele.

Fui subindo a blusa, eu adorava aqueles pijamas. Parei o beijo para poder tirar a blusa.

Ajudei ele a tirar.

Olhei aqueles peitos e os peguei; são ótimos.

Suspirei pesadamente ao toque dele.

— Seus peitos são uma maravilha.- Disse.

— Que bom que gosta então.- Disse.

— E como gosto.- Desci as mãos e comecei a tirar o short.

Ajudei ele a tirar e o beijei novamente.

Enquanto a beijava pensava em tudo o que tínhamos. Eu podia falar o que fosse, mas nunca tinha me sentido assim com alguém.

Acariciava os cabelos dele e minha mão descia pelo seu peito.

Tirei a minha camisa e apertava as coxas dela. Como uma garota de 17 anos pode ter um corpo tão perfeito assim?

Suspirei pesadamente ao toque dele e minha mão descia pelas suas costas.

Inspirei.- Cuidado ai gata.

— Porque?- Perguntei.

— Bati feio as costas.- Disse.

— Sério? Porque não me disse? Eu podia cuidar para você.- Disse.

— Vemos isso depois.- Comecei a tirar a calcinha dela.

Ajudei ele a tirar.

Toquei todo o corpo dela.- Você é perfeita.

— Nem de longe.- Disse.

— É sim.- Tirava a minha calça.

Sorri.- Homens ficam sexy tirando a própria calça. Não sei porque.

— Você acha?- Peguei a camisinha no bolso da calça e tirei logo a cueca.

— Com certeza.- Disse.

Botei o preservativo e voltei a ela. A beijei e toquei no seu sexo.

O toque dele foi bastante "assustador" porque ninguém me tocou tão intimamente assim e quem diz que não é estranho, está mentindo de cara lavada.

— Tudo bem?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Qualquer coisa fale.- Disse.

— Ok.- Falei.

Deslizei minha boca pelo seu pescoço e comecei a entrar nela.

Como imaginei, o começo doeu bastante.

— Quer que eu pare?- Questionei.

— Porque?- Perguntei.

— Você está tensa.- Disse.

— Não estou não.- Disse.

— Tudo bem.- Continuei a entrar nela.

O beijei e acariciava sua nuca.

Ela parecia melhor, então aumentei o ritmo que me movia e minha nossa, que garota gostosa, estava valendo cada minuto.

Suspirei pesadamente contra os lábios dele, mas sem deixar de beija-lo.

Puxei a perna dela contra mim, sem deixar de a apertar. Eu tinha um misto de emoções. Por mais que fosse negar, só ela me fazia me sentir assim.

Não o tocava nas costas, então só me restava seu peito, nuca e cabelos. Não sou experiente, então estou totalmente por ele.

— Você está literalmente quente amor.- Disse no ouvido dela.

Sorri.- Para você.

— Eu gosto disso.- Disse.

— Que bom.- Falei.

Passei o braço pela cintura dela e nos deixava mais juntos enquanto ia mais fundo. Era impossível não gemer, saboreando aquele momento.

Sorri. Ficava feliz vendo-o tendo prazer por minha causa. Isso era o que importava para mim.

Sabia que esse lance de primeira era complicada para as garotas, então não esperava muita prática dela. Mas queria que estivesse sendo bom, que ela estivesse gostando.

Desci meus lábios pelo pescoço dele e acariciava seus cabelos.

Cada vez que entrava nela era uma onda de prazer que passava por mim. Ele estava se acumulando e eu não demoraria muito a gozar. Só de imaginar que podia fazer ela gozar junto comigo, me estimulava mais ainda.

Descia minha mão pelo peito dele e abdômen. Gostava de sentir sua pele e seus músculos.

Ajudei ela a se sicronizar comigo e tudo o que eu sentia só aumentava, e com as estocadas mais forte, cheguei ao orgasmo.

Parávamos o beijo e acariciava seu rosto.

Descansei sobre ela enquanto meu corpo se recuperava. Eu queria isso. Queria sempre. Essa tranquilidade, essa paz. Era errado desejar ter isso?

— Eu decidi uma coisa.- Disse no ouvido dele, já que estava perto da minha boca.

— O que?- Questionei.

— Eu quero ter algo com você, Dean. Quero algo mais sólido do que um dia a cada um mês, então eu decidi que vou viajar com você. Se você quiser, claro. Eu não quero que pare de ajudar as pessoas e prometo que não irei atrapalhar. Nesse caso, farei exatamente e precisamente o que você quiser. Mas não vou conseguir ter uma relação de um dia por mês.- Disse.

— Dav, eu não posso pedir para você deixar sua família, sua casa, para vir comigo.- Disse.

— Você por acaso está pedindo? Eu que estou dizendo.- Disse.

— Quer mesmo ir?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

Eu teria milhões de preocupações dela comigo, principalmente se estava segura. Mas eu merecia isso, não merecia? Sempre fiz tudo por todo mundo, era minha vez de ter uma chance. Me deitei ao seu lado.- Vou ter muito o que te ensinar.

Sorri.- Tenho certeza que será o melhor professor.

— E o Sammy vai ficar puto de ter que andar agora no banco de trás.- Disse.

— Mas eu posso ir no de trás.- Falei.

— Não. Minha garota vai na frente comigo.- Disse.

Sorri.- Tudo bem.

Toquei o rosto dela. Eu não me sentia feliz assim acho que... Nunca.- Só tem um problema.

— O que?- Perguntei.

— Você é teimosa e vai me deixar louco de preocupação.- Disse.

Ri.- Mas vou poder ajudar a persuadir os homens.

— O que? Nem pensar. Nada disso.- Disse.

— Porque não?- Questionei.

— Se um encosta em você, vai ser a ultima coisa que vai fazer.- Disse.

Ri.- Tudo bem então.

— Porque você é só minha.- Disse.

Sorri e toquei o rosto dele.- Sim, eu sou.

Beijei ela.- Eu te amo.

— Eu também te amo.- Disse.

Sorri e passamos o resto da noite juntos. Dei tempo dela arrumar tudo para ir com a gente enquanto falava com Sam. Eu sentia por ele. Tinha perdido a namorada a pouco tempo e eu chegava com uma agora. Por isso quando ela veio, eu tentava poupa-lo de cenas nossas. Preocupado eu ficaria, porque não com medo, mas eu não ia recuar a essa chance que estava tendo. Tomaria cuidado para ela não engravidar, porque um filho agora me deixaria maluco. Continuaria buscando nosso pai, mas agora quando parávamos para descansar ou entre uma caçada e outra, coisa que ela está aprendendo bem, eu tinha alguém, uma baixinha linda que me deixava louco, mas que eu amava e faria qualquer coisa por ela. Ai do filho da puta que mexer com meu amor.

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim :3 Eles são uns fofos né? E a Monique é uma invejosa u.u Bem, o próximo será Jeremy e Elena, e depois Elijah e Octavia. Nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)