Liberty- One Shots
52 Capítulo 52- Kai, Bonnie & Damon.
Notas iniciais

POV Misto. (Damon e Bonnie.)
— Ótimo, agora tinha um bruxo doido com a gente. As coisas já não estavam boas o bastante. Droga de inferno! E queria ir embora, ir para casa. O que ameniza isso, por mais que seja estranho, é a Bonnie estar aqui. Por mais que brigamos as vezes ela é legal e gente, não tinha reparado bem em como é bonita e gostosa. Little Gilbert deve ser um lesado por ter esperado tanto para estar com ela.- Ri.- Eu estou doido mesmo, falando com uma câmera.- Desliguei e quando virei Bonnie me olhava.
Tentava não rir.- O que você está fazendo?
— Nada.- Disse.
Mordi meu lábio.- Aham, sei.- Fui até a cafeteira.
— O que?- Botei a câmera em cima da mesa.
— Nada.- Sorri e bebi do café.
— Claro, rindo de mim.- Disse.
— Sempre.- Falei.
— Gracinha.- Peguei o café para mim.
— Ei! Devolve meu café!- Exclamei.
— Não.- Disse.
— Damon!- Disse.
— O que Bon Bon?- Ri dando a volta na mesa.
— Você vai me pagar, pode apostar.- Peguei outro café para mim.
— É? E como?- Questionei.
— Não sei, mas vai.- Disse.
— Ui, que medo.- Disse.
— É melhor ficar mesmo.- Falei.
Ri e tomei do café.
— Ah, o chuveiro está precisando de conserto.- Disse.
— Tudo bem, pode usar o meu.- Disse.
— Não, o senhor "estou no meu inferno particular" vai arrumar meu chuveiro porque está me devendo um café.- Disse.
— Ah, você sabe ser insitente. Tô indo.- Disse.
— Ótimo.- Disse.
Terminei o café e fui até o banheiro, mexendo no chuveiro.
Eu tinha ido fechar o registro e quando ele estava lá a uns cinco minutos, subi e fiquei na porta do quarto. Usei magia e fiz o registro abrir, consequentemente o molhando todo. Cheguei até ele rindo e filmando.- Eis aqui pessoal, um banho de Damon Salvatore ao vivo e a cores.
— O que... Sua...- Aquilo tinha me molhado todo.- Me dá a minha câmera.
— Oh, nem em sonho. Quer ser criança, também serei.- Sorri e sai dali correndo com a câmera.
— Bonnie...- Corri atrás dela, mesmo molhado.- Me dá, se acontecer algo com essa câmera, você vai ver.
— Ah é? E o que?- Perguntei.
— Melhor que não aconteça.- Corríamos na escada.
— Não vai me dizer que tem vídeos íntimos aqui?- Perguntei rindo.
— É importa... Bonnie!- Ela tropeçou e usei a velocidade para pega-la, que o fiz a segurando bem.- Você está bem?
— Estou sim, obrigada.- Disse ofegante.
Era tão bom ter ela assim... Que isso? Acho que esse tempo aqui só com ela tá me afetando. Sorri.
Sorri.- O que foi?
— Nada.- A coloquei no lugar.- Cadê a...- Olhei ao redor.- Ah não...- Fui até a câmera que estava no chão, quebrada.- Você quebrou!
— Como se isso fosse importante.- Disse.
— Claro que era.- Mexia vendo se ligava, mas nada funcionava.
— Ok, desculpe então. Eu pego uma nova para você amanha.- Fui até ele e tirei a fita.- E vai estar tudo salvo aqui, então não precisa ter um infarto.- Dei a ele e subi para meu quarto.
Peguei e subi. Estava encharcado, ela ia ver. Troquei de roupa e desci. Ela não entendia que era um passatempo, o único e que estava tentando não ficar doido ali.
Limpei todo o quarto, já que estava tudo molhado e depois arrumei algumas coisas. Até que tinha coisas legais em 1994. Quando já estava exausta, fui tomar um banho e coloquei uma calcinha e uma camisola. Como não tinha nada para fazer e estava cansada, me deitei e logo adormeci.
O silêncio durante o dia inteiro foi estranho. Olhei e ela dormiu, não incomodei. Fiz umas coisas e quando fui ao hospital comecei a me preocupar o sangue que tinha ali era pouco. Voltei e fiz um jantar — cozinhar faz o tempo passar-. Botei para mim e me sentei na sala. A noite foi chata e fiquei pelo sofá mesmo. Já tinha feito tantas coisas ali. Pensei em Elena e meu peito se apertava quando fazia isso. Acho que dormi e ela vinha até mim, mas depois do beijo não era ela, era Bonnie e aquilo me deixava feliz.
POV Misto. (Bonnie e Kai.)
No outro dia me acordei bem cedo, me arrumei e sai. Fui em uma loja de eletrônicos e comprei a câmera. Voltei e a coloquei na mesinha de centro ao lado dele. Deixei um papel com "Desculpe. Não devia pegar o que não é meu. Acho que 1994 me faz me sentir criança HAHA´". Comi alguma coisa e fui para o pátio. Meu passatempo preferido era cuidar das flores e da horta que tinha ali. Claro que ela só existe em 1994.
— Bom dia Bonnie.- Disse.
Me levantei subitamente.- Kai? O que você está fazendo aqui?
— Um cooper para mantter a forma.- Disse.
— Faça isso em outro lugar do planeta. Você tem ele todo.- Falei.
— Gosto da sua companhia.- Disse.
— Assim como gosta de sugar a minha magia.- Disse.
— Necessidade.- Falei.
— Sai daqui.- Voltei ao que fazia.
— Elas estão bonitas.- Disse.
— Eu sei.- Me ajoelhei e cuidava das flores.
— Você me parece boa em muitas coisas.- Disse.
— Tipo?- Perguntei.
— Cuidar das coisas, ser bruxa...- Falei.
Me levantei e fui até ele.- Eu venci um bando de originais umas quinhentas vezes e derrotar você não será um problema. Então eu sugiro que você dê meio volta e sai daqui. Porque sua voz está me incomodando.
— Ui, irritadinha. Brigou com o metido ai foi?- Perguntei.
— Ah, isso me faz lembrar que eu venci ele também e em uma das vezes eu coloquei fogo nele. O que quer dizer que isso não é da sua conta.- Disse.
— Sério? Legal?- Questionei.
Suspirei.- Kai, por favor, vai embora.
— Bonnie, estamos só nós aqui, devia nos fazer companhia.- Disse.
— Agora você quer ser amigável e quer ter companhia?- Perguntei.
— Precisamos um dos outros. E se eu fose você não confiava tanto no seu amigo.- Disse.
— E porque não?- Perguntei.
— Não confio nele.- Disse.
— E eu devo confiar em você?- Perguntei.
— Sim.- Falei.
Ri.- Sonha com isso.- Fui em direção a casa.
— Não pode me impedir.- Disse.
— Do que?- Questionei.
— Ir com você.- Disse.
— Não, eu não posso. Mas nenhum de nós é dono na casa, então devíamos repensar se devíamos ficar em um lugar que não é nosso. Mas agora, eu vou tomar um banho, então me deixe em paz.- Disse.
— Não vai me oferecer nem um suco?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Que educação.- Disse.
— Adeus Kai.- Entrei na casa, fechei a porta e subi para o quarto.
POV Misto. (Bonnie e Damon.)
Acordei com a porta batendo, devia ser Bonnie. Estava meio zonzo com aqueles sonhos. Subi e fui no quarto dela.- Bonnie?
— Desculpe se te acordei.- Disse.
— Tudo bem?- Perguntei.
— Claro.- Fui até a cômoda.- E eu deixei sua câmera nova na sala.
— E tinha?- Perguntei.
— Tinha o quê?- Questionei.
— Outra lá?- Perguntei.
— Claro, tem lojas cheias delas.- Disse.
— Que bom.- A olhei.- Me desculpe por ontem.
— Pelo quê?- Perguntei.
— Por ter gritado daquele jeito.- Disse.
— Tudo bem. Ela é sua e não devia mexer. Eu ia ficar chateada também se você pegasse Mrs. Cuddles para alguma coisa sórdida.- Disse.
— Ele é um cara simpático.- Disse.
Sorri.- Sim, ele é. E ah, ontem eu passei pela casa da Elena e peguei essas fotos dela.- Peguei as fotos e dei a ele.- É dela pequena, mas acho que dá no mesmo no final das contas.
Dei um meio sorriso.- Obrigado. E suas, não tem?
— Não muitas, mas peguei as que tinha.- Disse.
— Quero ver.- Disse.
— Ver? Hã... eu não era tão fofa quanto a Elena. Então é melhor você manter-se somente com essa visão.- Sorri.
— E que visão.- Falei.
Ri.- Ah, amanha vou ir limpar a casa da minha vó. Vou ver se acho alguma coisa por lá também. Ver se nos tiro daqui.
— Quer ajuda?- Perguntei.
— Não precisa. É melhor você ficar de olho no Kai.- Disse.
— Aquele chato deve ter mais o que fazer.- Falei.
— Acho que não. Ele estava comigo agora.- Disse.
— E o que ele queria?- Perguntei.
— Nada de interessante.- Disse.
— Tem certeza?- Perguntei.
— Sim, não se preocupe. Agora, eu preciso que me dê licença para eu tomar banho.- Disse.
— Bem, eu não concertei ele no final das contas.- Disse.
— Ah, tudo bem.- Falei.
— Toma no meu.- Disse.
— Tudo bem, obrigada.- Separei uma roupa e peguei.
Ela seguiu para o meu quarto e eu me joguei na cama.
— Já volto.- Entrei no banheiro.
Fiquei na cama, mas levantei e quando fui pegar a câmera nova, a porta estava entre aberta e a vi. Ah cacete, ela era gostosa.
Terminei de tirar a roupa que usava e entrei no box. Me molhei e peguei o shampoo, começando a passar.
Aquelas curvas, aqueles peitos, aquela bunda... Não tinha como não se fascinar.
Lavei bem meu rosto e peguei o sabonete, começando a me ensaboar.
Me peguei querendo que aquela mão fosse minha, queria tocar, descobrir cada detalhe, cada fragilidade que ela tinha.
Comecei a me enxaguar e comecei a passar o condicionador no cabelo.
Eu não devia estar fazendo aquilo. Fechei a porta e desci.
Escutei um barulho e estranhei. Terminei de tomar o banho, me sequei e coloquei a roupa. Desci.
Não podia estar pensando assim, eu amava Elena. Não a esqueceria assim. Mas Bonnie... Ela chegou logo e a olhei.
— Tudo bem?- Perguntei.
— Eu... Deixa.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Eu vou dar uma volta.- Tinha que tirar isso da cabeça.
— Tudo bem.- Disse.
— Vai ficar bem?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Tá.- Disse.
Ele saiu e fui para meu quarto.
Fiquei pela rua tentando esquecer tudo aquilo. Mas Bonnie era muito mais presente do que gostaria e essa visão era o que vinha em foco principal. Parecia que minha mente e meu corpo só desejavam Bonnie. E como eu restiria a essa vontade? Não sei. Passei no mercado e comprei umas coisas. Me sentei na varanda da casa da Elena. Parecia que tinha sido em outra vida que tinha vivido aquilo. Agora aquele lugar era preenchido de momentos de conversa, principalmente assim que chegamos e brigávamos mais que agora. Andava de volta e procurei em uma loja. Chocolate; isso ela gostava. Peguei uma caixinha de bombom e voltei.- Bonnie.
— Estou aqui.- Disse.
— Olha o que eu achei.- A achei e balancei a caixa. Agora meu olhar se dirigia aos pontos que tinha prestado atenção antes.
Sorri.- Sério? Chocolate. Olha quem está bonzinho hoje.- Fui até ele, pegando a caixa.
— Até parece que não me conhece a anos.- Disse.
— É, mas não nos demos muito bem de início. Nada bem, na verdade.- Disse.
— Você me odiava, não o contrário.- Falei.
— Sei. Você começou nossa relação me ameaçando com um colar idiota para soltar uma vampira idiota por causa de uma obsessão idiota.- Comi do chocolate.
— Ui, quanto elogio numa frase só.- Disse.
Dei de ombros.- É a verdade. Sem contar que a Elena me falou que você disse que aquela fez que eu forjei minha própria morte, que você me deixaria morrer feliz se ela continuasse viva. Então, acho que isso é meio que odiar sim, senhor Salvatore. Mas nisso eu não me importo, eu também morreria feliz se fosse para salva-la.
— Pois é. As coisas que fazemos e como elas podem mudar. Tipo agora, eu não deixaria você aqui.- Disse.
Sorri.- Eu sei que não. E nem eu você.
— Isso já é uma evolução.- Disse.
— Pois é.- Fui até o balcão da cozinha e me sentei.
Cheguei junto dela.- Não vai me dar um?
Ri.- Aqui.- Dei um a ele.
Peguei e chupei o dedo dela.- Gostoso.- Sorri olhando para ela.
O olhei e tentei não ligar muito para isso, podia ser coisa da minha cabeça.- Hã... como está o estoque de sangue no hospital? Semana passada você disse que estava baixo.
— Estou em racionamento.- Disse.
— Sério? Isso é péssimo.- Suspirei.- Podia existir nutricionista de vampiros. Mas você está passando fome? Ou sede, sei lá.
— Mais ou menos. É quase uma dieta.- Disse.
— Por isso disse que precisava de uma nutricionista de vampiros. Ainda bem que eu ainda não estou com problema de comida.- Disse.
— Que bom.- Falei.
— Pois é. Bem, qualquer coisa você se alimenta de mim.- Disse.
— Como se você fosse deixar isso acontecer.- Disse.
— Eu não vou deixar você com fome, Damon.- Falei.
— Estaria se preocupando comigo?- Perguntei.
— Eu me preocupo com você.- Disse.
— Mesmo?- Perguntei.
— Claro.- Respondi.
Sorri, tocando-lhe o rosto.
O olhei e sorri.- O que foi?
Toquei aqueles lábios e juntei os meus a eles.
Fui pega de surpresa, pois nunca pensei que Damon faria isso. Mas mesmo assim, retribui.
Parei e a olhei. Confesso que agora adorava aquele olhar, aqueles castanhos. Sorri, tocando a boca dela.
Peguei delicadamente a mão dele.- Damon...- Comecei. Eu não sabia exatamente o que dizer.
— Shii...- Enrosquei minha mão nos seus cabelos e a puxei, a beijando de novo.
Retribui o beijo novamente.
Como ela estava sentada no balcão, fiquei entre as pernas dela e a apertei contra mim.
Envolvi meus braços em seu pescoço e entrelacei meus dedos em seu cabelo.
— Opa, acho que interrompi algo.- Kai disse.
— Kai?!- Parei, me virando para ele.
Desci do balcão.- Você insiste em vir aqui, não é?
— Não posso?- Ele questionou.
— Não.- Disse.
Suspirei e fui até ele.- O que você quer?
— Olha, no momento...- Ele a puxou e a beijou.
Dessa vez sim fui pega de surpresa e o afastei um pouco.- O que você está fazendo?
Foi minha vez de a puxar para junto de mim.- Acho que ele está maluco de vez.
— Ok, espera ai. Vamos conversar. Quer dizer, se você prometer não sugar minha magia.- Disse.
— Você poderia ser boazinha e me dar um pouquinho.- Ele riu do duplo sentido.- Você é bruxa também, sabe como é ruim não ter nada.
— Sim, eu sei. Mas você pode usa-la para nos machucar.- Disse.
— Não vou. Eu também quero sair daqui.- Ele disse.
— Ok, então vamos tentar ser amigos e conversar sobre alguma maneira de sairmos daqui. Ok Damon?- Olhei para ele. A ultima coisa que precisava era os dois saírem no tapa.
— Você é a bruxa aqui, é quem pode dar poder a ele ou não.- Sim, estava completamente deslocado com aquilo. Afinal, eu não podia fazer nada para nos tirar daqui e agora ia ter que ficar ouvindo as conversas deles.
— Eu não vou dar meu poder a ele, só vamos conversar e planejar algo.- Disse.
— Podemos fazer mais que só conversar.- Ele disse.
— Tipo?- Perguntei.
— Tipo isso.- Ele passou por Damon e a beijou de novo.
Parei o beijo.- Kai, acho que você não está raciocinando muito bem.
O empurrei.- É a ultima vez que fez isso.- Ele estava me deixando puto já.
Fiquei entre eles.- Damon, para. Violência não vai ajudar nesse momento.
— Quer que ele continue te agarrando?- Questionei.
— Acho que ela não reclamou. Está com ciumes?- Ele perguntou.
— Ok, sem discussões. Eu sou a unica mulher aqui, então eu acho que vocês podiam controlar um pouco mais os hormônios de vocês.- Disse.
— Por mim sei jeitos ótimos de controlar.- Ele disse.
— Meu Deus.- Suspirei.- Ok, melhor pararmos com essa conversa.
— Porque? É uma ótima conversa.- Ele disse.
Franzi o cenho.- Ok. Eu vou fazer alguma coisa para comermos.- Passei pelo balcão e fui até a geladeira.
— Você cozinha? Gosto mais ainda de você.- Ele disse.
— Não sou tão boa, mas dá para o gasto. Damon é melhor nisso do que eu.- Disse.
— Prefiro a sua comida.- Ele falou.
— Obrigada então.- Disse.
— Bem, estou sobrando aqui mesmo, me deem licença.- Sai e subi.
Suspirei. Devia presumir que ele é dramático. Voltei ao que fazia.
POV Misto. (Bonnie e Kai.)
Cheguei junto dela.- É sempre chato assim?
— Ele não é chato.- Disse.
— Não sabia que estavam saindo.- Falei.
— Tecnicamente não estamos.- Disse.
— Não foi o que pareceu.- Disse.
— Olha, eu não sei o que aconteceu exatamente. Mas ele tem namorada e ele é louco por ela. Fora que ela é exatamente o tipo dele e eu também tenho namorado.- Disse.
— Eu já acho que não tem isso de tipo. Atração é atração.- Disse.
— Bem, isso é com você.- Falei.
— E qual o seu tipo?- Perguntei.
— Um cara bom, legal, honesto e amigo.- Disse.
— E esse seu namorado é isso?- Perguntei.
Suspirei.- A parte do honesto ele tenta.
— Tenta? Porque?- Questionei.
— Porque ele já me traiu.- Disse.
— Uh. Meio difícil de acreditar.- Falei.
— Porque?- Perguntei.
— Ele deve ser um babaca muito grande para trair alguém tão linda e legal como você.- Disse.
— Ele não é um babaca. É que ele nunca vai amar a mim como amou a Vick e a Anna. Eles não terminaram, elas morreram. Isso não quer dizer que ele parou de ama-las.- Falei.
— Ah sim, mas mesmo assim não é motivo.- Disse.
— Pode ser.- Disse.
— Deixa eu ajudar você.- Falei.
— Não precisa, obrigada.- Disse.
— Mas eu quero.- Fiquei atrás dela e passei o braço na sua cintura.
Olhei o braço dele.- Kai...
— O que?- Beijei o pescoço dela.
Me arrepiei, mesmo que não devesse.- Não podemos fazer isso.
— Não estou sentindo isso do seu corpo. Ele está querendo o mesmo que eu.- Disse.
— Tudo bem, mas eu não posso. Além do Jer, tem o Damon e eu não sei se posso realmente confiar em você.- Disse.
— Claro que pode.- A virei para mim.
— Kai, você é lindo. De verdade. Mas isso não pode e nem vai acontecer, ok?- Perguntei.
— Não me desafie assim.- Disse.
— Eu não estou.- Falei.
— Está dizendo que nunca vai rolar. Eu sei que posso mudar isso.- Disse.
Suspirei.- Quando sairmos daqui, você terá um mundo cheio de garotas para você fazer o que quiser.
— Não estou pensando em quando sair e sim no agora.- Deixei ela entre meus braços.
Toquei o rosto dele e ri com o pensamento.- E pensar que se você estivesse "vivo" teria uns 40 e poucos anos.
— Estou bem conservado.- Disse.
— Eu tenho idade para ser sua filha. Isso é pedofilia.- Disse brincando.
— Acho que não.- Me aproximei dela, roçando minha boca de leve na dela.
Sorri e toquei os lábios dele.- Eu não posso fazer isso Kai. Porque acredite, eu gostei do Damon ter me beijado e você também, as duas vezes e quero que me beije agora também. Mas eu não posso. Eu não consigo entender o que estou sentindo e não gosto de não saber.
— Ok, mas me permita um beijo de verdade.- A peguei e beijei.
Retribui o beijo.
Minhas mãos desceram pelas costas dela e deixava o beijo mais intenso.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava sua nuca.
— Bonnie, eu...- Damon chegava, mas parou quando os viu.
Parei o beijo, assim que escutei a voz de Damon.
Ri.- Você escolheu a hora errada.
— Kai, fica quieto. Não está ajudando.- Disse.
— Eu vou ver se acho algum outro hospital por ai.- Damon passou por eles.
Suspirei.- Isso está mais confuso do que quando eu era a âncora. É melhor eu subir. Vou ver se acho alguma coisa de útil para sairmos daqui.
— Posso ficar aqui?- Perguntei.
— A casa não é minha.- Disse.
— Mas o dono não está.- Disse.
POV Misto. (Damon e Bonnie.)
Suspirei.- Tudo bem. Mas não destrua nada, sério. Qualquer coisa chama.- Subi. Eu passei o resto do dia no quarto. Estava tudo muito confuso e eu não aguentaria ficar sob pressão por esses dois. Então quando amanheceu para o outro dia, resolvi ficar pelo quarto mesmo.
Entrei no quarto dela.- O que o Kai tá fazendo no meu quarto?
— Como vou saber?- Questionei.
— Ele não ficou por acaso aqui.- Disse.
— Ele pediu para ficar aqui e como você não estava para decidir, eu deixei.- Disse.
— No meu quarto?!- Exclamei.
— Ele foi para lá porque quis.- Disse.
— Está com ele agora?- Perguntei.
— Como assim?- Questionei.
— Você aceitando e beijando ele.- Disse.
Suspirei.- Damon, eu não estou com ele. E sim, eu quero sair daqui e ele pode ser o unico meio. Temos que ser amigos e unidos. E ele não é tão mal assim.
— Ele só quer pegar a sua magia.- Disse.
— Pode ser, mas terei que me arriscar. E morrer de verdade pode ser bom no final das contas.- Disse.
— Para de falar isso.- Falei.
Suspirei.- Ok.
— Você não comece com isso de morrer, ok?- Segurei ela.
— Damon, o que é isso?- Questionei.
— O que?- Perguntei.
— Você me segurando.- Disse.
— Não pode?- Perguntei.
— Pode.- Disse.
Toquei os braços dela de leve e subi até o seu rosto.
O olhei e mordi meu lábio de leve. Eu não podia deixar isso acontecer novamente. Com nenhum deles.- Eu vou lá tirar o Kai do seu quarto.
— Bonnie, o que está havendo com a gente?- Perguntei.
— Não faço ideia.- Disse.
— O melhor, ou pior,- cheguei no ouvido dela— é que eu gosto.
Me arrepiei.- E eu também. Mas eu sei que isso não é algo duradouro. E só até sairmos daqui. Você ama a Elena. Então é melhor esquecermos isso.
— Eu não sei mais o que eu sinto Bonnie. Eu queria matar o Kai por ter encostado em você.- Disse.
— Isso não adiantaria.- Disse.
— Adiantaria. Ele não te beijaria mais.- Falei.
— Dê um desconto a ele. Ele está preso aqui a 21 anos, os hormônios dele estão literalmente pulando.- Disse.
— Eu já fiquei 5 anos. E para vampiro é complicado também.- Disse.
— Damon, você está na Augustine, é bem diferente. Você nem tinha tempo para pensar nisso.- Disse.
— Quem disse que não? Ok, só algumas vezes.- Disse.
— Pois é. Não é a mesma coisa. Mas isso não vem ao caso.- Falei.
Encostei minha testa na dela.- Eu não sei mais o que estou sentindo Bonnie. Quando paro para pensar, só penso em você.
Toquei o rosto dele, acariciando ali.- Isso era a ultima coisa que pensei que ouviria de você.
— E eu de falar. Mas sei lá, aconteceu.- Disse.
— Eu entendo.- Disse.
— Entende?- Perguntei.
— Acho que sim.- Disse.
— Sente assim também?- Perguntei.
— Sim.- Claro que eu não ia dizer que me sentia assim com Kai também. Era estranho.
— Acho que sabemos então o que fazer.- A beijei.
Parei o beijo, afastando-o.- Não Damon, não podemos fazer isso. Vamos continuar como estávamos. Sem beijos.
— Por que?- Perguntei.
— Porque não é certo.- Disse.
— E você quer fazer o que? Fingir que não existe nada?- Questionei.
— Tentar voltar ao normal.- Falei.
— Isso não vai dar certo.- Disse.
— Vamos tentar, ok?- Perguntei.
— Se você diz.- Me afastei dela.
— Obrigada.- Sai dali.
Quando voltei ao quarto Kai não estava mais lá e pude me deitar. Estava com a cabeça cheia. Achava que ela estava certa ,mas depois eu não queria, queria ter ela, ter ela minha. Tomei um banho e me deitei. Não conseguia descansar. Fui no estoque e não tinha mais sangue. Achei Bonnie.- Bonnie, cadê meu sangue?
— No mesmo lugar ué.- Disse.
— Não tem nada lá. Eu tinha trago o resto que tinha no hospital mais cedo.- Disse.
— Bem, então não sei.- Disse.
— Cadê aquele bruxo de araque?- Questionei.
— Também não sei.- Disse.
— Foi ele. Ele sumiu com meu estoque.- Falei.
— E porque ele faria isso?- Questionei.
— Eu vou saber? Vou procurar ele.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Sai e revirei a cidade. Não achei ele, nem nenhum sangue. Puta merda. Voltei somente a noite e o que encontro? O filha da puta todo sorrisos com a Bonnie.- Cadê minhas bolsas, seu filho da puta?
— Não sei. Procurou no seu armário?- Ele perguntou.
— Kai, você pegou?- Perguntei.
— Eu não.- Ele disse.
— Mentira.- Falei.
— Não tem mais nenhum sangue, Damon?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Acho que isso é ruim para você, não é?- Ele sorriu.
— Você está com sede?- Perguntei.
— Acho melhor usar blusa de gola.- Ele disse.
— Sei me controlar, não se preocupe.- Peguei um whisky.
— Eu já disse que pode se alimentar de mim se quiser.- Disse.
— Nem pensa nisso.- Ele disse.
— Não é da sua conta.- Falei.
— O sangue é meu, então eu acho que posso decidir o que faço com ele.- Disse.
— Ei, ele você alimenta e eu?- Ele perguntou.
— Você não é um vampiro.- Disse.
— Sabe, preciso ser alimentado também.- Ele disse.
— Você já comeu hoje, Kai.- Disse.
— Sua comida é ótima, mas não estou falando dessa.- Ele disse.
— Acha que a gente é doido de dar magia a você?- Perguntei.
— Kai, sinto muito. Mas magia eu não posso te dar.- Disse.
— Bonnie... você sabe como é? É horrível.- Ele disse.
Suspirei.- Vamos ver isso depois, ok?
— Fazer o que?- Ele colocou um pouco de whisky.
Me levantei, indo até Damon.- Você quer sangue então?
— Não. Pode deixar para quando ser uma necessidade.- Disse.
— Tudo bem então. Vou comer alguma coisa.- Fui para a cozinha.
Passei a ficar mais afastado, principalmente para não cair na tentação de beijar ela de novo, coisa que a cada vez eu queria de novo. Bonnie e Kai estavam próximos pelo fato dele ajudar ela com os feitiços, ou seja, eu agora ficava a maior parte do tempo sozinho e aquilo tava me endoidando. Hoje estava sozinho, aqueles dois tinham ido procurar não sei o que e já era noite. Liguei o som e já que minha sede queimava, tomava whisky para diminui-la. Agora pelo menos podia esquecer tudo.
Chegávamos de volta a casa.- Eu vou ir tomar banho. Me espera na biblioteca e vai procurando mais alguma coisa.
— Tá. Que musica é essa?- Ele perguntou.
— Deve ser o Damon.- Disse.
— Tô indo então.- Ele saiu.
Subi e tomei um banho. Coloquei uma calcinha e uma camisola por cima. Sequei meu cabelo e o penteei. Desci e fui para a biblioteca.
— Vocês vão interromper meu descanso é?- Perguntei.
— Cara, você sabe ser chato.- Ele disse.
— Estamos na biblioteca, Damon e você na sala. Ninguém atrapalha ninguém.- Disse.
— Bon bon, podia vir dançar comigo.- Disse.
— Você está bêbado?- Perguntei.
— Não.- Peguei a mão dela.- Vamos.
— Damon, eu estou fazendo pesquisas.- Disse.
— Você merece descanso.- Disse.
— Quando sairmos daqui, sim.- Falei.
— Vai demorar?- Perguntei.
— O que?- Questionei.
— A acabar.- Disse.
— Não sei.- Falei.
— Vai demorar muito.- Disse.
— Provavelmente.- Falei.
Coloquei as coisas dela de lado.- Você precisa de uma folga.- Arrumei um copo e botei um pouco.- Toma.
— Eu quero. Vamos Bonnie, tem sido dias puxados.- Ele disse.
Suspirei.- Tudo bem.
— Vamos.- Puxei ela e fomos para a sala.
— O que você está fazendo?- Perguntei.
— Dando uma festa.- Afastei o sofá.- Nós já dançamos, lembra?
— Sim.- Disse.
— Aquilo foi bom.- Falei.
— Ah, eu quero também.- Ele disse.
— Eu estou de camisola, vou me trocar então.- Disse.
— Está perfeita.- Disse.
— Estou nada.- Falei.
— Tá sim.- Ele disse.
— Eu estou de pijama.- Disse.
— Vai ser uma festa de pijama então.- Tirei a camisa e a calça.
— Damon!- Disse.
— O que? Esse é meu pijama.- Disse.
Balancei a cabeça e ri.- Ok.
— Então eu fico também.- Ele fez o mesmo.
— Ok, vocês são loucos.- Disse.
— Eu não sou.- Disse.
— É sim.- Falei.
A peguei.- Vamos dançar e ai de você dizer para me afastar.
— Ok, tudo bem.- Disse.
Kai se colou por trás dela.- Eu digo o mesmo.
Santo Deus. Isso não ia dar boa coisa, já estou vendo tudo.- Tudo bem.
— Vou mudar a música, merece uma mais animada.- Disse.
— Ok.- Falei.
— Já que ele larga, vira minha vez.- Ele a pegou pela cintura e dançou no ritmo da que ainda tocava.
Dançava junto com ele e tentava não pensar no quão estranho isso era.
— Você é um maravilha, sabia?- Ele questionou.
— Porque diz isso?- Perguntei.
— Por que você é linda, gostosa e agora posso dizer, gente boa.- Ele disse.
— Obrigada então.- Disse.
— Não tem que agradecer.- Ele falou.
— Ok então.- Disse.
Ele deslizou a mão pela lateral do corpo dela.- Bonnie, você me disse que queria tempo.
— Sim.- Disse.
— Eu não aguento mais ficar longe de você.- Ele disse.
— Não estamos longe.- Disse.
— Estamos. Não posso fazer o que quero.- Ele disse.
— Que é?- Perguntei.
Ele a beijou.
Mesmo que não devesse, retribui o beijo.
Kai a colou mais em si.
Mesmo que tivesse que reunir todas as minhas forças, o afastei.- Kai, pare. Já disse que não posso fazer isso.- Fui para a cozinha.
— Bonnie.- Ele foi atrás dela.
— Eu quero ficar sozinha.- Disse.
— Porque?- Ele perguntou.
— Porque sim. Sai, por favor.- Disse.
— Bonnie, o que foi?- Perguntei.
— Me deixem em paz!- Usei um feitiço que fez os dois literalmente voarem fora da cozinha e fazendo a porta se trancar.
— Que merda foi essa?- Perguntei.
— Eu não sei. Ela surtou, eu acho.- Ele disse.
— O que você fez?- Perguntei.
— A beijei. Ela correspondeu e depois correu.- Ele disse.
— Não adianta, ela não quer nada, melhor se afastar.- Me levantei voltando para a sala e desligando o som.
Me sentei no chão, escorada no balcão; Eu odeio isso. Porque simplesmente agora os dois resolveram que querem algo comigo? Será que Damon não pensava na Elena ou no Jeremy? Será que sou só eu que realmente me importo com eles e com o que vão pensar de mim? Parece que sim. Seria mais fácil se simplesmente não tivesse jeito de sair daqui.
Fiquei por ali e me sentei no sofá. Kai subiu e eu me vesti, ficando apenas com a bebida. Era melhor beber e esquecer aquilo. Não devia ter continuado pensando naquilo, nela. Bonnie nunca iria querer nada comigo e não sei porque ainda insistia.
Me deitei no chão e depois de ficar horas e horas pensando, adormeci ali mesmo.
Ela não saiu, então dei a volta e entrei pela outra porta de fora. A olhei e não evitei o sorriso; aquela camisola era sexy demais. A peguei e botei no quarto dela, depois indo para o meu.
Quando me acordei, era quase de manha. Estava no meu quarto. Deus, como são teimosos. Me levantei e tranquei tudo. Queria ficar sozinha.
Não fui atrás dela, deixa ela ter o espaço que queria. Mesmo com sede, só tinha achado umas bolsas perdidas na redondeza. Evitava pedir a ela e deixava ela trabalhando no que queria. Kai também parou de "chegar" nela, se mantendo apenas no trabalho para nos tirar daqui. Fazia quase uma semana que tinha tomado a ultima bolsa e a sede apertava.
Lia um grimório da minha vó e riscava alguns feitiços que não serviriam. Estava pensando se fazer meu próprio feitiço adiantaria.
— Bonnie deixa eu te ajudar, nós dois é mais fácil de conseguir.- Kai disse.
— Kai, só pega um livro e fica procurando algo que nos ajude.- Disse.
— Como queira, senhora.- Ele se levantou, procurando.
Suspirei e voltei ao que fazia.
Decidi sair do quarto, andava ficando mais lá e tava meio cansado.- Tem café ai?
— Sim.- Disse.
— Achou alguma coisa?- Perguntei.
— Não.- Disse.
Os batimentos dela eram música para mim e pareciam me chamar.
O olhei.- O que foi?
Desfoquei do fluxo sanguinio dela.- Nada.
— Ok.- Disse.
— Vai fazer o almoço?- Perguntei.
— Tem pizza e lasanha congelada.- Disse.
— Não tem nada mais com carne não?- Questionei.
— Hã... sobrou o estrogonofe de ontem. Quer que eu aqueça?- Perguntei.
— Pode deixar, me viro.- Disse.
— Ok então.- Disse.
Fui para a cozinha e esquentei. Xinguei por ter me queimado e não me curava com tanta facilidade. Estava comendo para me distrair, mas a comida já não descia como algo suportável.
Fui até a cozinha e abri a geladeira, pegando umas frutas para fazer uma salada.
Aquilo estava me irritando. Não ia comer aquilo e empurrei o prato longe.
— Damon! O que é isso? Está louco?- Questionei.
— Nada Bonnie!- Exclamei.
— Santo Deus, quanto mau humor.- Sai dali.
Estava de mau humor mesmo. Larguei aquilo lá e fui subir, mas na escada vacilei.
— Está tudo bem?- Perguntei.
— Me deixa.- Disse.
— Se você quer assim, tudo bem. Você que se exploda.- Sai para a rua.
Dane-se. Fui para o meu quarto e me joguei na cama. Estava farto de tudo aquilo.
POV Misto. (Bonnie e Kai.)
Percebia que o outro estava ficando fraco, ótimo. Era o que queria, ir embora só com ela. Até lá eu não entregaria o ascendente. Queria Bonnie minha. Sim, eu sumi com o sangue e com os das cidades ao redor. Deixei ela voltar e desci.- Bonnie, estou ficando preocupado.
— Porque?- Perguntei.
— Porque estamos com um vampiro a beira do descontrole.- Disse.
— Como assim?- Questionei.
— Seu amigo lá em cima. Acho que logo ele vai pular nos nossos pescoços.- Disse.
Suspirei.- Ele não fala comigo e me trata como uma inimiga, não tem como ajuda-lo.
— Bem, considerando que ajuda-lo seria doar minhas veias, realmente não tem e nem você.- Disse.
— Eu não me importo de ajuda-lo, mas ele não pede ajuda. É orgulhoso e isso cansa.- Falei.
— Acho que por segurança arrumar onde segura-lo e ter estacas de aviso.- Disse.
— Claro que não, Kai. Apesar de tudo somos amigos.- Disse.
— Amigo que está querendo nosso sangue.- Falei.
— Eu já disse que não me importo de dar o meu, é só ele ser menos orgulhoso e pedir.- Disse.
— Estamos na sua mão então.- Disse.
— Tudo bem.- Falei.
— Acho que achei algo.- Disse.
— Sério?- Perguntei.
— Sim. Estava mexendo no livro da minha familia e achei o que precisamos; um ascendente.- Disse.
— Ascendente?- Questionei.
— Sim, isso aqui.- Mostrei no livro.
Olhei o livro e sorri. Me levantei e o abracei.- Você é gênio, Kai. Bem que você disse que seu clã usou algo para te prender aqui.
— Eu sei, eu sei.- Disse.
Lhe dei um beijo na bochecha.- Eu podia tatuar seu nome no meu corpo nesse momento.
— Isso seria interessante. Mas posso pensar em outras retribuições.- Disse.
— Tipo?- Perguntei.
— Não posso, você fica brava.- Disse.
— Fala de uma vez.- Disse.
— Beijar você.- Falei.
— Ah, isso. Pensei que seria o lance da magia.- Disse.
— Não deixa de ser.- Disse.
— Como assim?- Perguntei.
— Deixa.- Falei.
— Algo me diz para não perguntar mesmo. Bem, vou ir dizer a Damon a novidade. Você vem?- Perguntei.
— Claro, por segurança.- Disse.
— Ok.- Subimos e bati na porta do quarto de Damon.
— Entra.- Damon disse.
POV Misto. (Damon e Bonnie.)
Entramos.- Hey, tem novidade.
Estava deitado e me levantei um pouco.- O que?
— Kai achou a solução para sairmos daqui.- Disse.
— Que bom.- Me deitei de novo.
— Hã... ok. Até mais então.- Disse.
— Bonnie...- Disse.
— Sim?- Perguntei.
— Vem cá.- Disse.
Fui até ele.
Kai foi junto, ficando ao lado dela.
— Eu chamei ela, não você.- Disse.
— Está tudo bem, Kai.- Falei.
— Tem certeza?- Ele perguntou.
— Sim.- Disse.
— Tá.- Ele saiu.
— O que foi?- Perguntei.
— Cuidado com o Kai.- Eu falava e estava horrivelmente cansado.
— Ele não vai me fazer nada.- Disse.
— Ele quer alguma coisa.- Respirei fundo.- Para ter surgido com a solução assim.
— Damon, só fica feliz por nós.- Disse.
— Eu me preocupo com você.- Disse.
— Eu sei e eu com você.- Falei.
Sorri.- Por que?
— Porque eu gosto de você.- Disse.
— Eu também gosto de você, sabe disso.- Falei.
— Não é o que parece ultimamente.- Disse.
— Você que pediu para eu me afastar.- Disse.
Suspirei.- Parece que homens tem o ouvido entupido.- Me levantei.- Eu vou indo então.
— Não, fica.- Segurei ela.- Sinto sua falta.
— Você parece que precisa descansar.- Disse.
— Estou com fome.- Disse.
— Fome?- Perguntei.
— Sede, como preferir.- Disse.
— Oh sim. E o que quer fazer a respeito?- Perguntei.
— Eu preciso de você.- Disse.
— Até que enfim você pediu. Pulso ou pescoço?- Perguntei.
— Tanto faz.- Disse.
— Ok.- Dei meu pulso a ele.
Mordi e quando o sabor invadiu minha boca, foi como disparasse toda minha sede. Tinha uma ciência de não a machucar e nem passar do limite, por isso não ia beber demais, apenas o suficiente para me recompor. Foi o que fiz e o sangue dela era delicooso.
— Está melhor?- Perguntei.
— Bastante.- Disse.
— Que bom. Vou ir fazer um curativo. Nos vemos depois.- Sai dali.
Eu não ia deixar ela sozinha com Kai. Tomei um banho e troquei de roupa, logo descendo.
Eu tinha colocado um pijama e eu e Kai estávamos lendo quando Damon chegou.- Ei, estava pensando de vermos um filme. O que acham?
— Pode ser.- Kai disse.
— Ok. Podem escolhendo. Vou fazer pipoca.- Fui para a cozinha.
Eu fui escolher e ri quando vi.- Tem que ser esse.
Voltava com a pipoca e chocolate.- Qual?
— Entrevista com Vampiro.- Disse.
— Ótimo, pode ser.- Me sentei.
— Você não parece com os vampiro desse filme.- Disse.
— E nem eu com as bruxas de Harry Potter. Oh, me esqueci que não é do seu tempo ainda.- Disse.
— Quem é esse?- Ele perguntou.
— Um garoto de óculos.- Disse.
— Espero que não tenha dito isso a Elena.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
Ri.- Nada não, deixa para lá.- Peguei uma manta e me cobri.
— Tá com frio?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Vou pegar mais uma para você.- Kai disse.
Sorri.- Obrigada.
— Posso me aproximar um pouco?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
— Seu pulso está bem?- Perguntei.
— Está sim e você? Sem fome?- Questionei.
— Não 100%, mas indo bem.- Disse.
— Antes de dormir você bebe mais um pouco e amanha mantemos a dieta de sangue. Porque assim você não fica faminto.- Disse.
— Você vai ficar fraca assim Bonnie e precisamos de você bem.- Ele disse.
Peguei a outra manta que ele trouxe e me enrolei.- Para isso que as pessoas comem e bebem. Repor sangue. Eu estou bem. A não ser que você queira alimentar o Damon também. Ai dividimos isso.
— Hã... Não obrigado. Vou bem numa dieta de dois dias.- Disse.
Franzi meu cenho.- Ou meu sangue é muito ruim ou você mudou mesmo. Pobre da Andie antigamente.
— Pelo contrário querida, seu sangue é uma delícia.- Sorri.
— Então quer dizer que você mudou, isso é bom.- Disse.
— Eu não. Mas esse topetudo ai tem razão, você não pode ficar fraca por minha causa.- Disse.
— Tudo bem então. Mas igualmente não era assim que você era antigamente e não me entenda mal, isso é muito bom. Eu só acho que quando suas opções são limitas não seria legal você estar morrendo de sede quando for se alimentar.- Disse.
— Eu sou controlado, bruxinha. E credo que cara branco e estranho.- Disse.
— Caso você não esteja informado, vampiros estão mortos.- Ironizei.
— Eu sou muito melhor que esse ai.- Disse.
Ri.- Metido.
— Mas ele tem mais a ver com o que conhecíamos de vampiro. Tipo, vampiro andar no sol é uma piada.- Ele disse.
— Eu não falo nada porque sou da geração de Crepúsculo.- Falei.
— O que é isso?- Ele perguntou.
— Nada que queira saber.- Disse.
— Não é tão ruim assim.- Disse.
— Ok, os livros da Anne eram melhores que isso. Isso parece dois gays.- Disse.
Ri.- Tadinhos.
— Cara, você não sabe ficar calado não?- Questionei.
Ri.- Ok, ok. Vamos ver o filme.- Comia da pipoca.
— Ta ai. Bonnie, se fosse dar uma entrevista sobre o que falaria?- Ele perguntou.
— Hã... sobre o que perguntassem?- Perguntei como se fosse óbvio.
— Eu teria que cobrir muita coisa.- Disse.
— Você tem cara de mentiroso.- Ele falou.
— A cara eu não sei, mas que ele já mentiu, isso já.- Disse.
— Eu? Isso é uma calunia.- Alcancei uma garrafa que estava perto de mim e entornei um pouco, bebendo.
— Não é nada. Ok, agora os dois fiquem quietos. Assim não consigo prestar atenção no filme.- Disse.
— Com os dois branquelas ai só bebendo- Ele tomou a garrafa da mão do outro.
Como estava no meio, o braço deles me atrapalhava. Quando Damon foi pegar a garrafa, peguei antes dele.- Agora ela fica aqui.
— Vai beber Bonnie?- Perguntei.
— Talvez.- Disse.
— Agora está ficando mais emocianante.- Ele disse.
— Porque?- Perguntei.
— Você bebendo.- Ele disse.
— Isso é raro.- Disse.
— Mas eu nem bebi ainda.- Disse.
— Então prove ai.- Disse.
— Ok.- Bebi um pouco.- Satisfeito?
Sorri.- Sim. Olha o branquelo surtando e que cabelo é esse?
— Eu imagino os seus antigamente.- Disse.
— Sempre foram desse tamanho.- Falei.
— Menos mal.- Disse.
— Sempre tive estilo meu bem.- Disse.
— Quanto anos você tem afinal?- Ele perguntou.
— Vou fazer 170.- Disse.
— Você é velho.- Ele comentou.
— Isso é verdade.- Disse.
— Sou nada. Nem tenho dois séculos ainda.- Disse.
— Imagina quando tiver.- Disse.
— Vou dar uma festa daquelas.- Disse.
— Que saudade de uma festa.- Ele falou.
Ri.- Ainda bem que até lá não estarei mais viva para ver o estrago dessa festa.
— Que isso. Daqui a 30 anos você vai ser uma cinquentona gostosa ainda.- Disse.
Ri.- Acho que não.
— Eu acho que sim. Tanta gostosura não some assim.- Disse.
— Quando eu tiver cinquenta vai tá tudo caído.- Falei.
— Ei, eu sou um quarentão bem gostoso.- Ele disse.
Ri.- Você tem 21, Kai.
— Tecnicamente.- Ele disse.
— E olha lá o Armand. Ok, esse eu sei que não gosta da coisa.- Disse.
— Como? O conhece?- Ele questionou.
— Não, li o livro.- Disse.
— Sinal que ele gosta de outra coisa.- Sorri e comi um chocolate.
— Bonnie Bennett, o que está insinuando?- Questionei.
— Que você gosta do outro time.- Ele disse.
— Eu estava falando do Armand!- Ri.- Não do Damon.
— Acho bom. Já estava pronto para revidar essa.- Disse.
— Bem, nunca se sabe. Esses vampiros bebem e esquecem do que fazem.- Ele falou.
Ri.- Mas que mal teria?
— Eu teria mais cuidado.- Ele disse.
— Essa conversa é um absurdo.- Disse.
— Ok, parei então. Mas eu não vejo nada de mal.- Falei.
— Bonnie!- Exclamei.
— O que?- Perguntei.
— Chega disso.- Disse.
— Ele está ficando incomodado.- Ele disse.
— Ok, tudo bem.- Bebi mais um pouco e comia da pipoca.
Assistíamos e o filme ia para o final.
— Essa entrevista é longa demais.- Kai comentou.
— Pois é.- Disse.
— Devia ter escolhido um mais animado.- Disse.
— Ah, mas não foi ruim. Mas fiquei curioso, podíamos fazer um jogo.- Ele disse.
— Jogo?- Questionei.
— Sim. Cada um vai falar uma coisa e temos que descobrir se é verdade ou mentira. Se a gente acertar...- Ele começou.
— A pessoa tira uma peça de roupa.- Completei.
— Sério?- Ri.- Isso é fácil. Eu topo.
— Fechou então.- Kai disse.
— Quem começa?- Perguntei.
— Eu começo.- Disse.
— Vai então.- Ele disse.
— Ok.- Pensava.- Hã... Eu tenho alergia a pimenta.
— Mentira.- Disse.
— E você Kai? O que acha?- Questionei.
— Mentira.- Ele disse.
Suspirei.- Os dois acertaram.
— Esse jogo vai ser bom.- Disse.
— Tira.- Kai disse.
— Ok, vamos começar pelas meias.- Ri e tirei elas.
— Meia?!- Questionei.
— Claro.- Sorri.
— Próximo.- Kai disse.
— Eu.- Disse.
— Pode ir.- Falei.
— Eu já fui casado.- Disse.
Ri.- Mentira. Das cabeludas.
— Claro que é mentira. Tire as meias, não quero ter a visão de você sem roupa.- Kai disse.
— Errado e errado. Eu já fui sim.- Falei.
— E com quem?- Perguntei.
— Uma garota, pouco tempo depois que me transformei. Durou um dia. Mataram ela.- Disse.
Franzi o cenho.- Ok. Sua vez Kai.
— Ok. Uhm... Eu sou de uma família de gêmeos.- Ele disse.
— Mentira. Já pensou dois de você?- Perguntei.
— Verdade.- Disse.
— Ah Bonnie...Verdade. Eu tinha uma irmã. Mas eu era mais bonito.- Ele disse.
Ri.- O nome do seu clã é muito descritivo, Kai. Bem, como o Damon errou, você não tem que tirar nada.
— Ainda bem. Vai Bonnie.- Disse.
— Hã... quando eu tinha três anos sofri um acidente e tenho a marca dos pontos até hoje.- Disse.
— Mentira.- Sorri.- Você não tem nenhuma marca de ponto.
— Mentira. Mas como você sabe?- Ele perguntou.
— Faço a mesma pergunta.- Disse.
— Sabendo. Pode tirar.- Disse.
— Ok.- Tirei a blusa do pijama.
— Agora sim isso tá melhorando.- Kai disse.
— Ok, vai Damon.- Disse.
— Ok. Perdi minha virgindade com a Katherine.- Disse.
— Quem é essa?- Ele perguntou.
— A mulher que ficou com ele e Stefan ao mesmo tempo. E é mentira. Você tem cara de tarado e não teria perdido sua virgindade com 20 anos.- Disse.
— Vinte? É uma baita mentira.- Ele disse.
Ri.- Ok, mentira. Esse foi o Stefan.
— Sério? Por isso a Katherine tinha uma tara nele.- Disse.
— Pode ser.- Disse.
— Não precisa tirar nada.- Kai disse.
— E ai só eu que fico sem nada? Nem pensar. Vocês dois também vão tirar.- Disse.
— Quer o que Bon?- Perguntei.
— Comece pela meia.- Disse.
— Você tem tara por meias.- Disse tirando.
Ri.- Kai, vai.
— Ok. Hm... Eu não sou bom em dançar.- Ele disse.
— Mentira.- Disse.
— Mentira.- Disse.
— Ahh. Como você sabe?- Ele perguntou.
— Nós já dançamos.- Disse.
— Ah, foi verdade. Droga, esqueci.- Ele disse.
— Agora, tire alguma coisa. É injusto eu estar sem blusa e vocês dois ai vestidos.- Disse.
— Como quiser.- Ele tirou a blusa.
— Ok, agora sou eu.- Pensei.- Eu ainda sou virgem.
— Mesmo que fosse interessante, mentira. Ouvi o papo da Elena e da Caroline.- Disse.
— Ah, é uma pena.- Ele disse.
— Papo delas?- Perguntei.
— Algo sobre você estar sempre indo fazer matriculas, algo assim.- Disse.
Ri.- Oh, isso. É verdade.- Mordi meu lábio.- Em minha defesa, uma vez foi verdade.
— Tira a calça baby.- Disse.
— Ok.- Me levantei e tirei a calça do pijama.
— Puta merda, você é gostosa demais.- Kai disse.
— Essa merece até um gole.- Tomei a garrafa, olhando ela.
Ri.- Ok, sem exageros.- Me sentei novamente.- Sua vez Damon.
— Eu nunca dancei pelado.- Disse.
— Credo.- Kai disse.
— Mentira.- Falei.
— Quem disse? Sabe, sou timido.- Disse.
— Até eu sei que é mentira.- Ele disse.
— Eu também sei das conversar da Elena com a Caroline. Sabe, eu fui fantasma por um tempo.- Disse.
Fiz cara de chocado.- Sua safadinha.- Ri e tirei a calça.
— Eu não sou safada. Só que quando o Jer estava ocupado, tinha que passar meu tempo de algum jeito.- Disse.
— Então foi me ver pelado também?- Perguntei.
— Claro que não!- Disse.
— Duvido.- Disse.
— Engraçadinho. Vai Kai.- Falei.
— Eu sou virgem.- Ele disse.
— Mentira.- Disse.
— Só se for pelo tempo que está sem.- Disse.
— Está duvidando da minha castidade?- Ele questionou.
— O único homem que eu não duvidaria se dissesse que é virgem, é o Matt.- Disse.
— Esse ai é que não. Um verão com a Barbie Klaus e ainda a Nadia.- Disse.
— E porque a primeira vez dele foi com a Elena e a dela com ele.- Falei.
— Eu sei disso.- Disse.
— Já que acertaram.- Ele tirou a calça.
— Ok, eu de novo. Kol Mikaelson me beijou.- Disse.
— Mentira.- Disse.
— Como tem tanta certeza?- Perguntei.
— Tendo.- Disse.
— E você Kai?- Perguntei.
— Chuto. Mentira.- Ele falou.
Suspirei.- Acertaram.
Ele sorriu.- Vai tirar o que?
— Hã... o sutiã?- Perguntei.
— Apoiado.- Disse.
— Ok, mas nada de gracinhas vocês dois.- Tirei o sutiã.
— Tão boa como me lembrava. Você merece um gole.- Dei a garrafa a ela.
— Como se lembrava?- Perguntei.
— Nada não.- Disse.
— Você é confuso.- Ri e peguei a garrafa, tomando um gole.
— Eu?- Perguntei.
— Sim. Agora é você Damon.- Disse.
— Eu... Nunca transei com mais de duas mulheres de uma vez.- Disse.
— Mentira.- Disse.
— Mentira.- Ele disse.
— Vocês acham que eu sou tarado é?- Ri.- Ok, verdade. Teve uma festa em Paris...
— Ok, sem detalhes.- Disse.
— O que eu tiro agora?- Perguntei.
— A camisa.- Disse.
— Ok.- Tirei.
— Ufa, eu achando que ia pedir a cueca.- Ele disse.
— Não sou tarada como vocês.- Ri.
— Isso tá pedindo um som.- Fui até lá e botei uma musica animada, e voltei dançando.
Ri.- Ok, vai Kai.
— Meu sonho é ir no show do Michael.- Ele deu uma voltinha.
— Ihhh.- Disse.
— Sinto muito, ele morreu.- Disse.
— O que? Não!- Ele exclamou.
— Pois é.- Disse.
— E é verdade.- Falei.
— Ele não tem que tirar tem?- Perguntei.
Ele pegou a garrafa e terminou.- Ao Michael.
— E eu vou ter que tirar a calcinha?- Questionei.
— Vai.- Disse.
— Então tem.- Falei.
— Eu não quero ver isso.- Disse.
— É festa.- Ele tirou a cueca.- Bonnie, podíamos dançar agora.
Ri.- Espertinho. Minha vez agora.- Pensei.- Minha primeira vez foi com Jaime.
— Mentira. Little Gilbert.- Disse.
— Chuto; mentira também.- Ele disse.
Suspirei.- Acertaram.
— Eu quero ter as honras.- Disse.
— Do que?- Perguntei.
— De tirar.- Disse.
— Oh, isso. E isso não seria estranho?- Perguntei.
— Não mesmo.- Disse me levantando e me abaixando a frente dela.
— Ah não, quero também.- Ele disse.
— Ok, se é para ser estranho, que seja de uma vez.- Disse.
Toquei por sua barriga. A vontade de colocar minha boca ali era grande demais, mas me contive. Kai estava do outro lado e aos poucos, e claro aproveitando para toca-la, fomos tirando.
— Ok, agora voltamos ao jogo.- Disse.
— Podíamos dançar.- Passei o braço na cintura dela.
— Dançar?- Perguntei.
— Verdade.- Ele ficou atrás dela.- Bonnie, eu, nós, fizemos o que pediu, mas não adiantou.
Fiquei de lado, no meio dos dois.- E o que querem fazer a respeito?
— Nem tem como mudar isso Bonnie.- Eu a olhava já que estava de frente.
— O que?- Perguntei.
— O que até você está sentindo.- Disse.
Suspirei.- Mas...- Olhei os dois.- Eu não posso fazer isso com vocês dois. Eu não quero magoa-los.
— Bem, não posso dizer que é novo para mim. Já sou meio que expert nisso.- Disse.
— Exatamente por isso.- Falei.
— E eu não conta?- Ele perguntou.
Sorri e me virei, tocando o rosto dele.- Claro que conta.
— Então depende de você.- Beijei o ombro dela.
Suspirei.- Quem dera você tivesse razão.
— E não é?- Perguntei.
— Não. Vocês também contam e sei que não é a primeira opção de nenhum de vocês.- Disse.
Olhei para Kai. Era o tipo de situação que era isso ou nada. Estava cansado do nada. Ele acenou.- Pronto, resolvido.
Olhei para os dois.- Como vocês fazem isso?
— O que?- Ele perguntou.
— Vocês só se olharam.- Disse.
— Óbvio, era sim ou não.- Disse.
— Tudo bem então.- Falei.
— Tudo?- Ele perguntou.
— Sim.- Disse.
— Isso é muito bom de ouvir.- Beijei seu pescoço.
Me arrepiei.- Que bom.
— Demais.- Kai a beijou.
Retribui o beijo.
POV Misto. (Bonnie e Kai.)
Finalmente ela retribuia sem problemas, sem receios. Tinha ele de problemas, mas por enquanto iria levar até poder tira-lo do meu caminho.
Acariciava delicadamente a nuca dele.
A colei mais em mim e foi inevitável nossas intimidades se tocarem, o que me fez gemer de prazer.
Parei o beijo delicadamente e sorri, tocando o peito dele.- Calma ai, você é humano. Nesse caso precisamos de camisinha.
— Ops, acho que alguém vai ter que ir ao mercado.- Damon disse.
Ri.- Não seja maldoso, Damon.
— Tenta a sorte procurando então.- Ele disse.
— Não estou dizendo para ele procurar e sim que você tem velocidade de vampiro, vai lá em um minuto.- Disse.
— Eu?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Damon a soltou e foi procurar.
— Enquanto isso continuamos.- A beijei.
Retribui o beijo.
A segurei mais contra mim e deslizava a minha mão pelo seu corpo. Como ela era gostosa.
Descia minhas mãos pelas costas dele e minha outra mão acariciava a lateral do pescoço dele.
Nos abaixei e a deitei no tapete. Passei a beijar seu pescoço e minha mão chegou ao seu seio, o apertando.
Gemi e suspirei pesadamente.- Por incrível que pareça esse foi o "pré" sexo mais estranho da minha vida.
— Por que?- Perguntei.
— Por causa do jogo.- Disse.
— Foi bem interessante.- Tomei o seio dela com a boca. Sim, eu estava louco de saudade de sentir o corpo de uma mulher assim.
Gemi e suspirei.- Com certeza.
— Finalmente achei. Ah, isso é estranho, arrumar camisinha para outro.- Disse.
Ri.- Você não precisa de camisinha, Damon.
— Me dá isso logo.- Peguei. Claro que já estava excitado. São vinte anos, vinte anos.
Peguei da mão dele.- Deixa que eu coloco. Você está muito ansioso e pode colocar errado. E eu não posso ter um filho agora.
— Verdade.- Deixei ela colocar e me segurava.
— E eu vou ganhar o que?- Ele perguntou.
— Bem, primeiro você precisa tirar sua cueca e depois se deitar aqui do meu lado.- Disse enquanto abria o pacote.- Tem certeza que é o tamanho certo?
— Eu sei lá, peguei a que achei.- Ele se despiu e ficou junto dela.
— Deixa eu ver.- Sorri.- Sim, é G.
Sorri.- Homens e o seu enorme ego quanto a isso.- Comecei a colocar nele.
Arfei.- Bonnie, suas mãos são magicas.
Ri.- Literalmente.
— Com certeza.- Me sentei e a coloquei no meu colo, a beijando.
Retribui o beijo e como Damon tinha se aproximado, minha mão subiu pela perna dele e comecei a toca-lo.
Ajeitei ela no meu colo e ajudei ela a se encaixar. Sério, foi preciso muito controle para eu não já ter um orgasmo.
Ele gemeu.- Concordo, mãos perfeitas.
Sorri para Damon.- Obrigada.
Peguei na bunda dela e apertei enquanto com a outra segurava na cintura, colocando nosso ritmo.
Seguia no ritmo que ele tinha colocado e continuava tocando Damon.
Ele se aproximou, beijando o pescoço dela e tocando-lhe as costas.
Levei minha boca ao seu seio e mordisquei o mamilo.
Gemi e suspirei pesadamente.- Pelo jeito você não perdeu a prática Kai.
— Com uma morena gostosa assim, difícil não saber o que fazer.- Disse.
Sorri.- Obrigada, mas nem tanto assim.
Aquela visão dela... Putz, como era sexy. Um dos seios agora na minha mão, ela seguindo o meu ritmo, a sensação de estar dentro dela cada vez mais prazerosa... Não tinha como não adorar aqui.
Gemi e suspirei pesadamente. O beijei novamente e continuava tocando Damon.
Deixei o beijo rolar, aumentando o ritmo. Eu me segurava para gozar junto dela.
Continuávamos no ritmo e a mão que estava "desocupada" descia pelo peito de Kai.
O nome dela escapava da minha boca e eu a tocava por onde podia, mas não consegui mais, ia gozar.
Sorri contra os lábios dele e o beijei delicadamente quando ele chegava ao orgasmo.
A segurei mais comigo até meu corpo se acalmar. Pareceu que não tinha coisa melhor na vida que aquilo e Bonnie era boa nisso.
Sorri quando o beijo parou e toquei seus lábios.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!— Você é uma maravilha.- Disse.
— E você pode pegar um pouco da minha magia agora.- Sorri.- Tecnicamente estamos tendo contato.
— Posso?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Sorri e a beijei, transferindo um pouco da magia dela.
Me senti fraca, mas não ia transparecer isso. Ele merecia um pouco dela também.- Se sente melhor?
— Eu poderia ter outro orgasmo.- Disse.
Sorri.- Isso é um bom sinal então.
— Demais. Obrigado.- Disse.
— Não precisa agradecer.- Falei.
— Você é demais.- Disse.
Ri.- Não sou não.- Sai do colo dele e me sentei no chão novamente.
POV Misto. (Damon e Bonnie.)
— Você está bem?- Passei os braços ao redor dela.
— Porque não estaria?- Questionei.
— Essa coisa de transferir magia.- Disse.
— Ah, isso não é nada.- Falei.
Ele aumentou as chamas da lareira e sorriu.- Você me fez ter tudo de volta hoje Bonnie.
Sorri.- Que bom então.
Ele sorriu, beijando a coxa dela.
Acariciei os cabelos dele e me levantei.- Vou tomar água.
— Temos muito o que beber aqui.- Peguei mais uma garrafa.
— Isso não mata a sede. Eu já volto.- Fui até a cozinha.
— Cara, ela é gostosa.- Ele disse.
— Já já poderei concordar 100% com você. Mas não pense que não estou de olho em você.- Disse.
— Mantenha seus olhos nela, não em mim. Ou ela vai sempre estar só comigo.- Ele se serviu da bebida e dançava com a musica que tocava.
— Que visão do inferno.- Disse.
Voltava bebendo de uma garrafinha de água.- Kai, acho que você esqueceu de uma coisa.- Apontei para a camisinha e ri.
— Que nojo.- Disse.
— Opa, vou no banheiro, já volto. Se o vampiro ai broxar, podemos ir na segunda rodada.- Ele riu, subindo.
Ri e coloquei a garrafa na mesinha, logo me sentando no chão novamente.
— Sentar? Nada disso mocinha.- A peguei pelas mãos trazendo para mim.
Sorri e toquei seu peito delicadamente. Ainda ficava em duvida se ele já tinha mesmo esquecido Elena e me sentia um pouco culpada também. Mas não ia perguntar, era estranho.
A beijei, depois parei.- Sabe, você não faz ideia de como era difícil ficar longe de você.
Acariciei o rosto dele.- Nunca pedi para você se afastar. Você que o fez.
— Cada vez que te olhava, eu só queria te beijar e depois te jogar na minha cama.- Disse.
Mordi meu lábio.- Agora você pode.
Sorri, a beijando. Me perguntava como sentimentos mudavam. Agora tudo que eu sentia era com ela, não conseguia me imaginar beijando outra.
Retribui o beijo e acariciava seu peito, descendo pelo seu abdômen.
Minha mão corria suas costas e apertava sua cintura contra a minha.
Entrelacei meus dedos em seu cabelo e acariciava ali.
Deixava o beijo mais intenso e a segurava quando a deitei.
Minha perna envolvia a cintura dele e minha mão descia pelas suas costas.
Corri a mão pela perna dela.- Quer saber como eu sabia dos pontos?
— Sim.- Disse.
— Eu vi você tomar banho aquele dia no meu quarto.- Disse.
— Damon!- Ri.- Seu tarado.
— A porta ficou aberta, eu não resisti.- Disse.
Sorri e o beijei.- Tudo bem.
Peguei nos seios dela e fui beijando pela barriga.
Me arrepiei com o beijo dele e suspirei pelo seu toque.
Fui descendo, mas não cheguei ao sexo dela. Seria estranho, outro estava ali, não bebi tanto assim. Mas não deixei de provocar a sensibilidade dela com os dedos.
Suspirei pesadamente e quando olhei para as escadas Kai descia. Ao mesmo tempo que era uma boa visão, era engraçado ver um homem descendo as escadas pelado.
— O que?- Perguntei.
Ri.- Nada não.
Aumentei o ritmo e beijava pela coxa dela.
Ele chegou junto dela, beijando pelo pescoço até os seios.
Gemi e suspirei pesadamente. Mesmo que não tivesse tanta força no momento para ficar ofegante. Perder magia cansava.
Não queria que ela gozasse ainda, então afastei Kai um pouco e a penetrei. Foi impossível não gemer com a delícia que era entrar nela.
Gemi e o puxei para um beijo.
Retribui e não imaginava que a Bonnie fosse gostosa assim, mas vou falar, ela é incrível.
Parei o beijo delicadamente e olhei para Kai.- Não vai vir aqui? Você tem uma cara de carente de nascença.- Ri.
Ele chegou mais perto dela, porém não tinha como pois Damon cobria todo o corpo dela, então passou a se masturbar observando ela.
Coloquei minha mão sobre a dele e sorri.- Eu faço isso por você.- Até porque seria estranho não fazer nele já que fiz em Damon, pensei.
— A vontade.- Ele disse.
Continuei o que ele fazia.
Não me importei pelo que ela começou a fazer e me concentrei mais em beijar seu pescoço, e provoca-la alternando o ritmo.
A mão que estava livre descia pelas costas de Damon. Me arrepiava facilmente com os beijos dele.
Rocei as presas de leve, mas sempre voltava ao beijo ali.
Suspirei pesadamente e minha mão subia para sua nuca.
Gemi. As unhas dela me arrepiavam.
O beijei novamente e acariciava sua nuca.
— Assim me excita mais.- Disse.
— Essa é a intenção.- Falei.
— Espertinha.- A beijei e minhas mãos corriam a lateral do seu corpo.
Retribui o beijo novamente e acariciava seus cabelos.
Eu podia sentir que ela estava perto do orgasmo e eu também estava. Acho que até o Kai estava pelos barulhos. Mas Bonnie merecia isso e eu que ia dar a ela. Sorri e acelerei até gozarmos.
Parava o beijo delicadamente.
— Você é perfeita.- Disse no ouvido dela.
— Não sou nada.- Disse.
— É sim.- Kai recuperava o fôlego.
— Ninguém é perfeito.- Disse.
Deitei ao lado dela.- Você é.
— Não, eu não sou. Se eu fosse não estaria traindo o Jeremy.- Disse.
— Shii.- Botei o dedo nos lábios dela.- Não vamos falar disso, não agora.
Suspirei.- Ok.
— Ainda bem que desse problema eu não tenho.- Ele disse.
— Kai!- Exclamei.
— Sorte sua.- Me levantei e beijei a cabeça dele.- Vou ir tomar um banho.
— Ah, fica.- Disse.
— Eu preciso de um banho. E é melhor dormimos para amanha continuarmos as pesquisas e sair daqui.- Disse.
— Dormir? Não era o que tinha em mente.- Ele disse.
— E tinha o que?- Perguntei.
— Ok, algo mais confortável que um tapete.- Ele disse.
Me levantei e a peguei no colo.- Minha cama.- A levei.
— E como vamos ficar aqui os três?- Perguntei.
— Não vale usar velocidade.- Ele chegou correndo.
Ri.- Tadinho.
— Bom que faz exercício.- Disse rindo.
— E continue correndo pelado, é uma ótima visão.- Sorri.
— Então faço sempre para você.- Ele se sentou na cama
Sorri.- Olha que eu cobro.- Me ajeitei na cama.
— Bonnie, preciso confessar uma coisa.- Ele disse.
— Ai vem coisa.- Disse.
Ele suspirou.- Só não fica brava.
— Fala de uma vez.- Disse.
— Eu sempre soube como sair daqui, sobre o ascendente.- Ele disse.
— Como é?- Perguntei.
— O que?- Questionei.
— É. Primeiro naquele dia no mercado eu queria roubar sua magia e fazer o que era preciso para ir embora. Mas depois passamos aqueles dias juntos, não podia fazer isso com você. Não sei como, mas você me fez sentir. Sentir demais.- Ele disse.
Mordi meu lábio e o beijei no rosto.- Tudo bem. Todos cometemos erros.
— O que? Só isso?- Questionei.
— E sim, eu sumi com o sangue. Queria voltar só com você.- Ele disse.
— Kai, eu nunca deixaria o Damon e nem você. Preferia que os dois fossem e eu ficasse.- Disse.
— Percebi isso.- Ele disse.
— Pois é.- Falei.
— Então tudo bem?- Ele perguntou.
— Sim.- Disse.
— Obrigado.- Ele a beijou.
— De nada.- Disse.
— Bem, podemos continuar onde paramos.- Ele disse.
Sorri.- Eu estou realmente cansada e preciso mesmo de um banho.
— Posso ir junto?- Ele perguntou.
— Claro, tudo bem.- Disse.
Ele sorriu e a acompanhou.
Eles foram e eu fiquei. Aquele filha da puta tinha tentado me matar. Claro que a Bonnie percebeu e tentou amenizar, mas ela estava cansada e logo dormiu. No outro dia foi estranho, mas eu não pude me afastar mais dela. Fizemos todos os procedimentos e foi esquisita aquela luz. Sei que quando abri os olhos estava de mãos dadas a ela bem onde sumimos. Tínhamos voltado. A beijei e Kai também. Estava me acostumando com aquilo. As reações de todos foram engraçadas e eu senti falta mesmo do meu irmão. Falar com Elena foi complicado. Não é que ela praticamente me apagou da memória dela? Isso amenizou um pouco e meio que não tive quer terminar nada já que para ela não tínhamos nada. Mas precisei de um tempo para digerir aquilo. Afinal, tinha a amado e tinha um carinho por ela, e ela me apagou. Bem, depois de tudo isso resolvido, fui até a casa da Bonnie.- Bon?
Saia do banheiro enrolada na toalha.- Hey.
— Que delícia de visão.- Disse.
Sorri e fui até ele.- E a Elena?
— Nem se importou muito. Afinal ela não se lembra de nada mesmo.- Tirei a jaqueta.
— Mas eu lembro. Como você está?- Perguntei.
— Meio desapontando e puto. Sei que as coisas ficam ruins, mas apagar uma história inteira? É sacanagem já. Ai de você apagar um segundo se quer nosso.- Disse.
Sorri e o beijei.- Eu não vou. Agora vem comigo que tem um bebê doente e querendo aprender as coisas novas. A primeira coisa que ele faz quando volta, é pegar uma gripe.- Ri e andava até o quarto.
— Kai tá doente?- Perguntei rindo.
— Sim, está. E não ri, tadinho.- Disse.
Ele tossia.- Bon...
— Estou chegando.- Chegamos no quarto.- Ei, como está?
— Dolorido. Meu peito doi, minha garganta e minha cabeça.- Ele disse.
— Ai, tadinho.- Me sentei do lado dele.- Tomou o chá?
— Uhum.- Ele disse.
— Porque eu não acredito?- Perguntei.
— É ruim.- Ele disse.
— Fresco.- Disse.
— Damon!- Ri e entreguei o chá a Kai.- Toma tudo que eu te mostro o que é uma calcinha fio dental.- Disse divertida.
— É boa?- Ele perguntou.
— Eu quero ver também. É perfeita.- Disse.
— Os homens gostam, mas não é de todo confortável.- Falei.
— É minima atrás.- Disse.
— Então eu tomo.- Ele disse.
— Ok, eu visto ela quando chegar. Agora tenho que ir falar com o Jer, de novo.- Me levantei e tirei a toalha.
— Por que?- Perguntei.
— Eu não quero que ele ache que me perdeu.- Disse.
— Vai depois.- Ele disse.
— É, pode vê-lo amanhã.- Disse.
Suspirei e mordi meu lábio.- Ok, mas vou mesmo amanha. As mensagens que ele deixou todos os dias no meu celular...- Balancei a cabeça.- Ele não merecia sofrer.
— Manda ele para o Ric, ele é ótimo em resolver essas coisas.- Disse.
— Damon. Entenda a Elena, por favor. Só espero que ela não se lembre e sofra com isso depois.- Falei.
— Ela que viva com a escolha dela. Eu estou muito bem com a minha.- Sorri para ela.
Sorri.- E eu também estou. Eu só acho que todos vão pirar quando descobrir.
— Dane-se. E se não gostarem, vamos para outro lugar.- Disse.
— Damon, recuperamos nossa casa. Graças ao Kai por sugar a magia da cidade. Agora está com gripe, mas ele é nosso herói quanto a isso. Não vamos embora daqui.- Falei.
— Não vou deixar ninguém nos julgar por nada. E aqui eles tem a mania de fazer isso e não vou deixar menos ainda falarem de você.- Disse.
— Eu também não.- Ele disse.
Voltei a cama e segurei na mão dos dois.- Eu sei que não. Mas não me importaria que falassem. Amar não é errado.
— Gostei dessa parte.- Ele disse.
— Qual?- Perguntei.
— Amar.- Ele disse.
Sorri.- Sim, eu amo os dois.
— Frase batida. Mas eu confio em você.- Disse.
Suspirei. Damon com certeza seria o mais difícil. Ele não ia confiar muito fácil nisso. Dei um selinho nele e me levantei.- Que bom. Agora vou me vestir e fazer uma sopa para você Kai.
— Tá.- Ele disse.
Me vesti e fui para a cozinha.
POV Damon.
— Temos que falar sobre isso.- Estava em pé perto da janela.
— Sobre o quê?- Ele perguntou.
— Como vai ser. Principalmente quando for público. Conheço bem aqui, vão cair matando em cima dela.- Disse.
— Eu não me importo de matar todos eles.- Ele disse.
— Eu também não. Mas ela nos mataria por isso.- Disse.
— Você mataria seu irmão? Acho que estou me identificando com você.- Ele disse.
— Não. Ele sabe ser chato, mas não vai dar problema. No máximo querer proteger ela.- Falei.
— Que ele não queira outras coisas.- Ele disse.
— Ele prefere loiras. Mas vamos ter que proteger ela deles. Ela diz que não liga, mas no fundo liga sim.- Disse.
— E nós vamos.- Ele tossiu.- Mas depois que eu estiver curado.
— Eu poderia te dar meu sangue, mas você tentou me matar, então espere os remédios fazerem efeito.- Ri.
— Engraçadinho. Agora eu só quero descansar nos peitos de Bonnie. São um bom travesseiro. Essa é a beleza de ficar doente.- Ele tomou do chá.
Taquei a almofada nele.- Não mesmo, assim vai passar para ela.
— Não vai nada. Eu só vou ter mais sorte que você. Eles são cheirosos também.- Ele disse.
Ri.- Babaca.
— É a realidade.- Ele disse.
— Eu sei bem disso. Hidratante de morango.- Disse.
— Por isso me dá vontade de morde-los sempre.- Ele falou.
— Pois é. Então, vamos ficar de boa por ela?- Perguntei.
Ele suspirou.- Vamos.
POV Misto. (Bonnie e Damon.)
Eu estou maluco ou amando mesmo essa mulher para aceitar isso. Mas olhando ela quando entrou no quarto... É, valia a pena.
Olhei os dois e sorri.- O que foi?- Entreguei a sopa a Kai.- Quer sopa também, Damon?
— Não, valeu. Não é meu forte.- Disse.
— Ok.- Me sentei na cama.
— Vai me dar?- Kai perguntou.
— Você quer?- Perguntei.
— Quero.- Ele disse.
— Isso é falso.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Ele quer tirar proveito dos seus peitos.- Disse.
— Que nada.- Ele disse.
— Cara de pau.- Disse.
— Tirar proveito?- Ri.- Porque?
— Eles são fofinhos.- Ele disse.
— Fique a vontade então.- Disse.
— Depois da sopa.- Ele disse.
Sorri.- Ok.- E depois disso ficamos ali. Eu nunca pensei que eu algum dia estaria com dois homens. Muito menos Damon e Kai, mas não me arrependo em nada disso. Eles até estavam se dando bem e acho que podia esperar uma grande amizade deles. E eu também não me importava com o que os outros iriam falar. Claro que eu ia ficar feliz se todos apoiassem, mas sabia que seria complicado. Mas também sei que meu amor pelos dois pode superar qualquer coisa.
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