Liberty- One Shots
43 Capítulo 43- Klaus & Katherine.
Notas iniciais

POV Misto. (Katherine e Klaus.)
O meu pior pesadelo tinha acontecido; Klaus me pegou. Eu sabia que ia sofrer eternamente nas mãos dele e isso me deixava com raiva e medo. Afinal, ele me odeia mais do que odeia a própria sombra. Pelo menos ele tinha saído agora. Me levantei do sofá e fui até o armário da casa, procurando alguma coisa que prestasse. Sorri e peguei a garrafa de whisky. Pelo menos o caçador tem bom gosto. Bebi direto da garrafa e liguei o som. Como estava sozinha mesmo, comecei a dançar.
Voltei de um encontro com Greta, estava quase tudo pronto, isso me deixava feliz. Assim como estar em posse de Katerina. Cheguei no apartamento, ela não percebeu e dançava. Se tinha uma coisa que lembrava, era da sua beleza.
Escutei um barulho atrás de mim e me virei repentinamente. Era Klaus.- Você me assustou.
Tinha todo tempo com ela, não custava aproveitar todo ele.- Estava observando você.
— De um jeito bem assustador.- Fui até o som e o desliguei.
— Não desligue, continue.- Disse.
Me virei para ele.- O que? Você quer que eu dance?
Me sentei na poltrona.- Sim. Dance para mim.
O olhei incrédula.- Você está louco? Se quer que alguém dance, você devia contratar uma stripper então. Ou pedir para aquela sua bruxa.
— Dance Katherine.- Disse.
Suspirei derrotada e liguei o som novamente.- Pelo menos me chamou pelo nome certo.- Ironizei e voltei a dançar.
Olhava seu corpo se mover e sim, ela continuava, como dizem hoje em dia, gostosa. Suas curvas ficavam mais interessantes ainda enquanto dançava.
Não era problema nenhum eu dançar para um homem ou dançar por dançar, mas para Klaus era um tanto mórbido. Principalmente porque eu sabia que em algum momento eu sairia morta.
— Você dança bem.- Disse.
Parei de dançar.- Ok, vamos parar com essa palhaçada. Você já tirou a verbena do meu corpo com uma longa tortura. Você pode mandar eu fazer o que você quiser. E eu sei bem o que é. Você quer que eu sofra, porque não faz isso de uma vez?
— Continue.- Falei.
Cruzei meus braços.- Eu prefiro que você me mate de uma vez.
— Dance Katherine.- Disse.
— Porque você está fazendo isso? Você conseguiu o que queria. Você me tem nas suas mãos.- Falei.
— Porque não quero.- Disse.
— Então porque você está me prendendo aqui?- Perguntei.
— Porque está divertido.- Disse.
Suspirei.- Você é um idiota.
— Você não quer me provocar.- Falei.
— E também não quero provocar outras coisas em você.- Disse.
— Coisas?- Questionei.
— Sim. Você tem mil anos, não se finja de burro.- Falei.
— Não seria uma má ideia.- Olhei ela de cima abaixo.
Fiz cara de nojo.- Não seja nojento! Eu nunca transaria com o cara que me persegue feito louco por 500 anos. Mesmo que isso soe um pouco sexy, mas definitivamente não é.
Me levantei e a coloquei contra parede.- Seria mesmo?
Minha respiração acelerou, mesmo que não precisasse dela. O meu alarme de "perigo" com certeza estava a mil.- Klaus.... o que você quer?
— Você sempre soube.- Disse.
— Você sempre quis meu sangue. Agora não tem mais necessidade disso. Você tem a Elena. Ela é altruísta e idiota. Morreria pela família e os amigos. Não tem que se preocupar com isso.- Falei.
— Não estou falando disso.- Disse.
— Então o que?- Perguntei.
Toquei o rosto dela e rocei meus lábios nos dela.- Sei que se lembra.
Me arrepiei ao que ele fez. O pior é que não foi de medo, eu acho.- De você brincando com o meu coração? Falando coisas bonitas para me matar logo depois? Ah sim, eu lembro.
— Eu brinquei com seu coração? Quando?- Questionei.
— Eu já disse que se fingir de burro não cai bem em você.- Disse.
— Não estou brincando.- Falei.
— Deixa eu sair Klaus. Não gosto de ficar prensada na parede.- Disse.
— Eu lembro de você gostar.- Disse.
— Quando o homem que está me "prensando" não quer me matar, eu gosto. Se bem que naquela época você queria me matar, mas eu não sabia.- Falei.
— Quem disse que ficaria morta?- Perguntei.
Comecei a rir.- Conta outra. E afinal de contas, onde está Elijah? Ele me trancou na tumba. Eu devia me vingar daquele filho da puta. Ah é, eu me esqueci que já o fiz.
— Por ai. Mas isso não vem ao caso.- Disse.
— Claro que vem. Vocês não vão mais brincar comigo. Encontrem outra para fazer isso.- Falei.
— Mas eu quero você.- Falei ao seu ouvido.
Me arrepiei novamente. A voz dele ainda tinha o mesmo efeito sobre mim e era tão perfeita como me lembrava.- E porque?
— Você sabe porque.- Rocei meus lábios no seu pescoço.
— Não, não sei.- Disse.
— Vou te lembrar.- A beijei.
Ao sentir os lábios deles nos meus, me lembrei perfeitamente porque ele me encantou tanto e era impossível não retribuir.
Sabia que ela retribuiria. Na verdade meu plano era transforma-la e a ter comigo, mas ela fugiu e mudou tudo.
Parei o beijo e sai dali.- Ok, vamos parar com isso. Se você não vai me matar, me deixa ir de uma vez!
— Não, quero você aqui.- A puxei pela cintura.
— Klaus, você está me matando com isso. É isso que você quer, não é? Você esta conseguindo. Eu estou em completa agonia por você não fazer logo o que prometeu. Você vai me deixar louca de angustia.- Disse.
— Você está preocupada demais. Esqueça isso e me beija.- Falei.
— Isso não é tão fácil, mas com certeza tentador.- Disse.
Tomei a iniciativa e a beijei de novo.
Minha razão mandava empurra-lo, mas não ia conseguir. Retribui o beijo novamente.
Controlava o beijo. Sentia o receio dela, estar assim me lembrava o quanto a desejava, quanto a queria.
Entrelacei meus dedos no cabelo dele e acariciava ali.
A apertei ela mais contra mim e a minha mão deslizava por sua lateral.
Me arrepiava com o toque dele e minha mão desceu para sua nuca.
— Seu beijo ainda é igual, gostoso.- Disse.
— Aprendi melhor com os séculos.- Falei.
Passei a mão por dentro da blusa dela.- Em muitas coisas.
Sorri.- E você ficou mais tarado.
— Sempre fui.- Mordisquei o pescoço dela.
Ri.- Eu bem sei.
— Sim, você sabe.- Fui descendo até esbarrar na blusa dela e a rasguei.
— Você fica tão sexy assim que é incrivelmente irresistível.- Sorri e o beijei novamente.
Segurei ela que entendeu e envolveu as pernas na minha cintura. Derrubei as coisas que tinha numa mesa ali e a joguei em cima.
Entrelacei meus dedos em seu cabelo e puxava-os suavemente. Minha outra mão desceu pelo seu peito e tirei sua camisa.
Quebrei o beijo para saborear aquele corpo. Arrebentei o seu sutiã e suguei um de seus seios, apertando o outro.
Me arrepiei ao que ele fez e suspirei pesadamente. Minha mão descia pelas suas costas.
Mordi de leve o seu mamilo e sorri com o gemido que ela soltou.
Minha mão descia pelo seu abdômen, chegando na barra da calça dele e tirando o cinto.
— Sempre ouvi que suas técnicas ficaram boas.- Disse.
— Não gosto de enrolar.- Falei.
— Isso é ótimo.- Disse.
— Pois é.- Falei.
Ajudei ela a tirar minha calça e tirei a dela.- Está mais gostosa ainda.
Sorri.- Eu sei disso.
Me livrei da minha cueca e me inclinei sobre ela.- Será que está mais gostosa em tudo?
— Com toda a certeza eu estou.- Disse.
Num movimento rápido abri melhor suas pernas e claro que já estava excitado. Arranquei aquele pedaço pequeno de pano que a cobria e entrei nela.
Gemi e suspirei pesadamente. Ele realmente tinha ficado melhor nisso com os séculos.
— Você não se comporta mais como uma dama.- Me afundei mais nela.
— Eu não sou uma dama.- Disse no ouvido dele.
Sorri e aumentei o ritmo que estava.
Gemi e o beijei novamente. Eu não fazia ideia o que estava acontecendo agora, afinal até umas horas atrás nos odiávamos profundamente e agora não sabia o que sentia.
Os gemidos dela me excitavam mais ainda e me faziam ficar mais intenso, afinal ela não era mais humana, nem uma mocinha que não sabia o que fazia.
Minha mão desceu até onde estamos unidos e o toquei ali.
Foi minha vez de gemer mais e me perguntava se aquela mesa ia nos aguentar.
Sorri.- Então você tem um ponto fraco.
— Você o achou bem.- Disse.
— Sou boa nisso.- Sorri e desci meus lábios pelo seu pescoço.
— É sim.- Alternava entre sair lento e voltar rápido, o que fez a mesa gemer.
Ri.- Calma ai, a mesa não vai aguentar sua força e daqui a pouco caímos no chão.
— Não queremos isso.- Disse.
— Com certeza não. A madeira pode entrar em mim e a unica coisa que eu quero dentro de mim já está.- Falei.
Rocei os lábios até o ouvido dela.- Quer mais então?
— Eu sempre quero mais.- Disse.
— Então delicie-se.- A peguei e deitei sobre o tapete, recomeçando o ritmo que estávamos, agora sem riscos.
Gemi e minha perna estava em sua cintura, mantendo-o mais colado em mim.
A cada estocada o prazer aumentava e por mais que não admitisse, eu gostava de estar com ela. Gostava do jeito que pensava, que agia, era bem parecido com o meu.
Gemia e suspirava. Subi minha boca até seu ouvido.- Seus bruxos não podem chegar a qualquer momento?
— Deixem que entrem, mas acho que não.- Disse.
Ri.- Tudo bem, afinal o mundo tem que me ver nua. Seria um desperdício poupar a população disso.
— Pode ser.- Voltei a beija-la e a ideia de outro a tendo ou a vendo assim me incomodou, sempre incomodou quando tínhamos algo.
Retribui o beijo e acariciava seus cabelos.
O orgasmo chegava e os nossos gemidos ecoavam pela sala, mas sorri por ver novamente aquela expressão unica dela.
Recuperava meu fôlego.- Você continua bom nisso.
— Você também, na verdade melhor.- Disse.
Sorri.- Obrigada. Ninguém reclamou até agora.
— Meio difícil de acontecer.- Ri e deitei ao lado dela.
— Posso perguntar uma coisa?- Questionei.
— Diga.- Falei.
— Eu vou morrer amanha, não vou? No ritual.- Disse.
— Não.- Disse.
— Não?- Perguntei.
— Já tenho vampiro para isso.- Disse.
— E quem?- Questionei.
— A loira que você planejou. Na verdade estou usando o seu plano, como plano principal.- Disse.
— Ei! Esse plano era para mim escapar de você.- Disse divertida.
— O que não foi bem feito. Agora está aqui nas minhas mãos, senhorita fugi antes de saber todos os planos.- Falei.
— Elijah foi um bom menino e me contou tudo.- Disse.
— Com exceção do que ele não sabia.- Falei.
— Que você, assim como ele, via em mim a cópia sem sal que me antecedeu?- Questionei.
— Não, eu ia transformar você. Sempre soube que daria uma ótima vampira.- Disse.
— E você estava certo. Mas minha morte foi melhor do que seria no ritual. Foi realmente épica.- Sorri.- Confesso que fiquei com pena da senhora e do Trevor, ele realmente me amava.
— Pois é, mas ouvi da morte dele. Rápida.- Disse.
— Pois é. Enquanto eu ia sendo pega pelos Salvatore, Elijah pegava a Elena. Isso soaria sexy, mas não foi. Fora o "sonho" que eu dei a Stefan, claro.- Disse.
— Não sabia dos detalhes.- Respirei fundo.- É bom relaxar, amanhã vai ser um dia e tanto.
— E porque?- Perguntei.
— Detalhes, o ritual e esse povinho querendo se meter.- Disse.
— Não ache que será novidade. Fora que o Elijah está com eles.- Falei.
— Eu sei disso.- Disse.
— Pois é. O mais engraçado foi o Damon colocando fogo nele. Ele ficou horrível.- Falei.
— Ele conseguiu isso? Interessante.- Meu celular tocou e atendi. Respirei fundo para não me irritar.
— O que?- Perguntei.
— Seus brinquedinhos irritantes atrapalhando meus planos.- Disse.
— O que eles fizeram?- Questionei.
— Damon tirou a loira e o lobo de onde coloquei.- Disse.
Suspirei.- Damon sempre foi meio idiota mesmo.
— Agora eu tenho que colocar em ação o plano B.- Falei.
— E você tem um?- Perguntei.
— Não, imagina. Eu tomei todos os cuidados necessários. Não vou perder tudo de novo.- Disse.
— Que bom então.- Me levantei e fui até a garrafa de whisky, pegando-a e tomando um gole.
— Se bem que está muito bom aqui para sair agora.- Disse.
Sorri.- Que bom que pensa assim.- Fui até a geladeira, abrindo-a.- Não tem sangue? Estou quase seca.
— Eu trago depois.- Disse.
— Se esqueceu que você me fez me esfaquear por horas e faz dias que eu estou sem me alimentar?- Perguntei.
— Vou mandar que tragam alguém, se acalme.- Disse.
— Obrigada.- Me deitei no sofá.
— Agora eu tenho coisa a fazer.- Me levantei e peguei a roupa, mas parei na janela olhando a lua que surgia.
— Boa sorte no ritual.- Disse.
— Como se você se importasse com isso.- Me vestia.
Suspirei. Claro, como eu devia me impressionar? Todos pensam assim de mim mesmo.- Bem, não custa nada dizer.
— Vamos lá Katherine, vai dizer que se ofendeu? Não lembra quando dizia que ia pedir para fazer uma coisa, mas para não se preocupar que ia cuidar de você ? E o que foi mesmo que você fez?- Questionei.
— Eu não me ofendi, Klaus. Minha vida vem antes de tudo. Sempre vai ser assim. Não me arrependo de nada.- Disse.
— Reparou que poderíamos estar juntos se não tivesse ido embora?- Perguntei.
— Sim, eu sei.- Disse.
Balancei. Era inútil fazer ela perceber que eu tinha sentimentos por ela e que ela desistiu de tudo indo embora. Espera; tinha ou tenho? Ah não, isso de novo não.- Bem, se eu não voltar dentro de dois dias, você já sabe o que houve.
— Você vai sair vivo.- Disse.
— Gosto da sua positividade.- Falei.
— Que bom.- Disse.
Sim, eu estava vendo pelo lado bom, mas sabia que tendo Elijah com eles as coisas ia se complicar. Podia dar tudo errado de novo. Terminei de me ajeitar e ia sair, mas parei ao chegar nela e a beijei.
Retribui o beijo.
Deixei o beijo seguir clamo e gostoso até ir acabando.- Eu tinha um plano, tinha tudo pronto para você ficar ao meu lado, mas você se foi.
— Klaus.- Me levantei, tocando seu rosto.- Eu amei você, mas é pedir muito de uma garota que foi enganada pelo primeiro homem que amou. Quando Elijah me contou tudo, eu não ia ficar lá parada e esperando que você me machucasse.
— Você devia ter confiado em mim, não nele.- Disse.
— Está com ciúmes do Elijah?- Perguntei.
— Você precisa fazer uma coisa coisa antes de eu ir.- Mudei o assunto e peguei o telefone.- Ligue para a tia da Elena, a faça sair da casa.
Estranhei, mas peguei o telefone e liguei para ela.
Ela fez a tarefa rapidamente, o que me deu tempo de recompor o lado enfraquecido por estar com ela. Por baixo de toda aquela vingança tinha uma mágoa que voltou a doer ao ouvir que ela tinha me amado, mas que não confia em mim.
— Está feito.- Disse.
— Obrigado.- Peguei o telefone de volta.
— De nada.- Disse.
— Seu alimento deve chegar logo.- Falei.
— Ok.- Disse.
— No fundo deve estar torcendo que dê errado e ficar livre de mim.- Disse.
Envolvi meus braços em seu pescoço e o beijei.- Não, eu não estou.
— Bem, não precisará fugir mais.- Disse.
Acariciava o peito dele.- Me deixe ir com você.
— Para onde?- Perguntei.
— Para o ritual.- Disse.
— Porque quer ir?- Questionei.
— Para ficar com você e posso ajudar se algo não der como planejado.- Disse.
— E você quer ajudar dessa vez? A mim?- Questionei.
— Sim.- Falei.
Eu não sabia se devia aceitar. Ela podia estar apenas arrumando um jeito de sair daqui ou me matar. Ou podia ainda existir algo nela, algo que era da Katerina.- Se quer, venha.
Sorri e o abracei, beijando delicadamente o pescoço dele.- Obrigada.
— Só gostaria de entender o súbito interesse.- Disse.
— Você não ia acreditar em mim.- Falei.
Peguei seu rosto com mais delicadeza que deveria.- Por que Katherine?
— Porque o que você falou, me fez sentir culpada por ter fugido antes de você me explicar tudo e sei que isso é a coisa mais importante na sua vida e eu quero estar lá com você. Já que não pude morrer por isso.- Disse.
— Por culpa?- Questionei.
— Não. Porque mesmo depois de 500 anos e mesmo depois de você ter me jurado morte, o amor que eu tinha por você, ainda continua aqui e dessa vez eu quero fazer o certo. Não vou desistir dele. Mesmo que você não me queira.- Disse.
Se existe alguém que eu amei nessa vida foi a Katherine. Eu podia negar da boca para fora, mas por dentro eu sabia que tinha amado. Imagine a decepção ao saber que além de perde-la, tinha perdido a chance do ritual? Fiquei louco. Deixei toda a raiva que estava subjugar o que sentia, jogando fundo esse amor.- Vamos, não podemos demorar mais. Se der tudo certo, quando voltarmos terminamos essa conversa.
— Tudo bem.- Fui até a comoda do caçador e coloquei uma camisa dele, a calcinha e minha calça jeans.- Vamos.
Saímos e deixei ela perto para o que aconteceria até chegar no lugar. Peguei a tia da cópia, a própria e seguimos para o altar. Estávamos esperando a lua atingir seu ápice para começar, e eu estava sentado numa pedra.
Fui até ele.- Você está bem?
— Porque?- Perguntei.
— Por nada.- Me sentei no chão. Eu podia sentar no colo dele, mas não sabia como estávamos e ainda tinha um pouco de medo dele. Não sabia o que iria irrita-lo ou não.
— Você já desejou tanta uma coisa que é como se ela fosse a unica importante? Mas ai ela te foi negada tantas vezes que você se pergunta se vai ser mesmo tudo isso?- Questionei.
— Sim. No meu caso não valeria a pena. E ela nunca foi a coisa mais importante para mim.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Minha liberdade de você.- Falei.
— É isso que deseja?- Perguntei.
Suspirei.- Você não escuta mesmo o que eu falo, mas tudo bem.- Me levantei e limpei minhas calças.- Vou deixar você sozinho para se concentrar.- Sai dali.
Já estava acostumado a ser tratado assim. Fiquei mais um pouco ali e voltei. Greta começou bem, até a intervenção de Stefan foi controlada. Eu comecei a me transformar e o poder era incrível. Mas ai como estava distraído, só senti algo me atravessar depois de uma dor horrível.
— Olá Niklaus. Quanto tempo.- Elijah disse.
— Elijah.- Minha voz estava fraca.
— Você irá pagar por tudo o que fez agora.- Elijah disse.
— Do que exatamente está falando, irmão? Eu fiz muita coisa.- Ele não estava como sempre, ele me mataria. A unica coisa que pensei é que não queria que Katherine visse isso.
— Não ouse me chamar de irmão. Você mata pessoas inocentes para ter o que quer.- Elijah disse.
— Elijah.- Corri até eles.- Para com isso, por favor.
— Katerina? Como você...- Elijah suspirou.- Esperta você.
— Katherine...- Tomei fôlego.- Vai.- Voltei a minha atenção a ele.- Porque agora?
— Porque agora você está fraco.- Elijah ameaçou tirar o coração de Klaus.
— Nem em sonho.- Enfiei uma estaca no coração dele pelas costas.
Senti o aperto diminuir e pude olhar os outros que estavam ali. Sorri, principalmente ao chegar meu olhar nela.
Fui até ele e o ajudei a levantar.- Vamos. Você vai começar a se transformar a qualquer momento.
— Você salvou a si mesma. De novo.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Depois eu digo, vamos.- Falei.
— Ok.- Usei a velocidade e fomos para a floresta.
Sentia meu corpo diferente e não demorou e a dor começou. Eu já tinha sentido uma vez, então sabia que era isso.- Kath, vai.
— Não. Eu não vou sair daqui. Tenho 500 anos amor, eu posso com um lobo.- Disse.
— Você que...- Fui cortado por um espamo e sentia tudo mudando. Aquela transformação seria longa.
O beijei suavemente.- A dor já vai passar, ok?
— Eu s...- Novamente outra onda veio, agora mais forte e pelo que sentia, era para completar a anterior. Podia pular essa parte né?
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Foram dois dias que pareciam intermináveis. Eu nem sabia porque estava fazendo aqui, sendo que ele nem confia em mim. E ele não tem culpa, não mudaria tão rápido. Eu que fui idiota. Apenas algumas palavras bonitas e beijos dóceis, já disse tudo que sentia. Voltamos para a casa do Ric e ele foi tomar o banho. Me deitei no sofá e fiquei esperando.
Sai enrolado na toalha.- Bem melhor.
Sorri.- Que bom.
— Você está bem?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
— Então, acho que devo agradecer você.- Disse.
— Não precisa.- Disse.
— Foi arriscado.- Falei.
— Está tudo bem.- Disse.
— E para onde quer ir agora?- Perguntei.
— Como assim?- Questionei.
— Vai ficar em Mystic Falls?- Perguntei.
— Só se eu quiser morrer.- Falei.
— Então, vai para onde?- Questionei.
— Hã...- É, eu me iludi bonito dessa vez. Claro que ele não me queria. Fui uma completa idiota. Terei que fazer o possível para aqueles gestos estúpidos sejam esquecidos.- Vou pensar ainda. Provavelmente Paris.
— Katherine, porque está com essa cara?- Perguntei.
— Que cara?- Questionei.
— Como se estivesse esperando algo.- Falei.
— Engano seu. Posso tomar um banho antes de ir?- Perguntei.
— Vem comigo.- Não sabia se devia confiar nela, mas a atitude dela dizia sim, eu ainda tinha um pé atrás.
— Ir com você?- Perguntei.
— Sim, estou indo para a cidade que é minha.- Disse.
— Klaus, eu não posso ir com você. Você me olha como se eu fosse uma criminosa ou traidora. Você não confia em mim e eu não sei até onde posso confiar em você. Porque vocês originais não são de confiança. E eu não quero estar com um homem que me olha do jeito que você está me olhando. Com duvida, receio e tudo mais.- Disse.
— Katherine, você me decepcionou. Eu estava pronto para dar tudo a você, inclusive meu coração. Eu me convenci que odiava você para não pensar que você não confiava em mim, que não me amava. Mas agora você está aqui, teve todos esses dias e apesar de tudo me dizer que você pode fazer de novo, quero que você vá comigo.- Disse.
Suspirei.- Assim eu não quero, obrigada. E mudei de ideia, vou tomar banho em um hotel. Você poderia tirar a compulsão de mim para eu ir embora?
— Porque não quer?- Questionei.
— Porque eu tenho o direito de escolher como eu quero viver e não é assim.- Disse.
— Você quer ir?- Questionei.
— Eu já disse quais são as circunstâncias.- Disse.
A fiz olhar para mim. Sentia que se ela fosse, seria a ultima vez que a veria.- Você está livre para fazer o que quiser.
— Adeus Klaus.- Disse.
Segurei ela e a beijei.
Retribui o beijo.
A prendia contra mim. Era como antes, sentia como antes, sendo a melhor sensação ela junto a mim.
Entrelacei meus dedos em seu cabelo e acariciava ali.
Não queria que fosse um beijo de despedida. Queria ter aquela boca e aquele corpo. Katherine voltava a ser um desejo constante para mim.
Parei o beijo, mesmo não querendo.- É melhor eu ir. Elena morreu e agora Damon e Stefan vão fazer o possível para me matar.
— Que não tentem.- Disse.
— Ah, eles vão tentar sim. Assim como foi com você, eu os machuquei e eles não me perdoaram. Perdão não é algo muito comum entre vampiros pelo jeito. Não posso culpa-los.- Disse.
— Mais um motivo para vir comigo.- Disse.
— Eu já disse que não quero uma relação assim. Você nunca será capaz de me perdoar e sempre terá o mesmo olhar quando olha para mim. Você vai ficar melhor sem mim.- Falei.
— Você não sabe disso.- Era estranho eu estar assim com ela. Mas já tinha tudo o que queria, mas não tinha com quem compartilhar e como dizem, é uma merda.
— Sim, eu sei. Talvez um dia nos vemos novamente e talvez você tenha mudado de opinião sobre mim. Hoje não é esse dia.- Disse.
Fiz uma coisa que nunca pensei.- Não vá.
O olhei.- O que?
— É a ultima vez que vou lhe chamar. Vem comigo para a cidade que é minha, ficar ao meu lado, como deveria ter sido.- Disse.
Suspirei. Ele achava que era fácil. Ele me olhava do mesmo jeito que todos olhavam e eu estava cansada disso. Eu sabia que seria infeliz desse jeito. Sabia não, eu tenho certeza. Mas qualquer coisa eu ia embora de onde quer que seja.- Ok.
— Você vai?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Pude sorrir, mas sabia que ela não estava completamente a vontade, isso mudaria.- Você vai gostar, New Orleans está ótima essa época.
— E eu pensando que seu estilo fosse Chicago.- Disse.
— Chicago é bom, mas New Orleans tem suas particularidades.- Falei.
— Eu prefiro NY, LA e Paris.- Disse.
— Podemos ir a todas depois que retomar o poder em New Orleans.- Disse.
— Você não tem cara de gostar de fazer compras e nem de tomar sol.- Disse.
— Só se for para ver você trocando de roupa.- Falei.
Sorri.- É melhor irmos.
— Tenho que me vestir, não? Acho que não está na moda andar de toalha.- Disse.
Ri.- Verdade. Eu espero.- Me sentei.
— Ok.- Sai e fui me vesti.
Ele se vestiu e logo em seguida saímos dali.
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Alguns meses se passaram desde que saímos de Mystic Falls. Algumas coisas boas aconteceram, outras não. Uma era que tinha encontrado Marcel vivo, quem eu tinha como filho e agora ele é o meu braço direito aqui em New Orleans. Outra é que Elijah veio querendo se acertar comigo, mas viu que tinha cometido um erro e agora, ele e meus irmãos, que estão fora de seus caixões, estão pela cidade. A melhor de todas é que as coisas entre mim e Katherine tinha melhorado, ou melhor, estão ótimas. A ruim é que não estava conseguindo fazer meus híbridos. Eu já tinha pesquisado, tentado várias vezes e isso me frustava. Estava pensando nisso, tentando achar alguma saída, quando senti uma mão no meu peito.
— Hey.- Disse.
— Estava dormindo, por isso não fui para o quarto.- Peguei a mão dela, beijando.
— Tudo bem. Eu não fico muito atraente quando acordo mesmo.- Disse.
— Isso é mentira.- Falei.
— Não é nada.- Disse.
— Só não é quando baba.- Disse.
— Engraçadinho.- Falei.
Dei um sorriso de leve e voltei o meu olhar pela cidade.
— Está preocupado com o que?- Perguntei.
— Os híbridos deram errado de novo.- Disse.
— Você não precisa de híbridos, Klaus.- Falei.
— Eu não sei que detalhe mais pode estar errado, já revisei tudo. Eu odeio desistir de algo que quero.- Disse.
— Você desistiu de me matar, pode desistir disso. Ou eu não sou o suficiente?- Perguntei.
— Isso é uma comparação injusta, você sabe que ter você e ter New Orleans é o que me dá alegria.- Disse.
— E eu já disse isso uma vez e vou dizer novamente. eu não gosto de homens chorões.. Você quer os malditos híbridos? Ok, tenha-os. Mas não fique choramigando pelos cantos quando não consegue. Eu vive 500 anos da minha vida sem ninguém e não fiquei chorando pelos cantos. Você tem a mim, seus irmãos, Marcel e sua cidade e fica reclamando porque não consegue transformar lobos imbecis em vampiros? Faça-me o favor. É melhor você crescer mais um pouco, Klaus. Quando você voltar a ser você mesmo, me procure. Vou tomar café e depois andar um pouco.- Sai dali.
Ela saiu e fiquei pensando no que tinha dito. Ela tinha razão, essa era a unica coisa que eu não tinha conseguido, dentre todas as outras que sim. Tinha que superar isso. Eu tinha Katherine, Elijah, Rebekah e Kol — Finn sumiu no mundo assim que se restabeleceu-, Marcel e New Orleans inteira aos meus pés. É, podia e devia me dar por satisfeito. Sai atrás de Katherine e já entrava a tarde quando a achei no bar onde tinha uma festa, com um cara dando em cima dela. Senti meu sangue ferver e andei até lá. O peguei pelo pescoço, o arrastando.
— Klaus!- Me levantei e o segui.- Você está fazendo um escândalo.
— Quieta.- Ali tinha um palco e subi ali.- Acho que todos ou quase todos aqui me conhecem, então vamos ter em mente uma coisa; vocês sabem que estou no posto de comando da cidade, o rei daqui. O que faz aquela mulher ali- apontei ela— Minha rainha e a de vocês. Ela é MINHA. Se eu ver qualquer um de vocês aqui dando em cima dela, vai ter um final bem pior que esse.- Arranquei o coração dele e o deixei lá. A peguei pelo braço.- Vamos.
Olhei o cara no chão e depois para Klaus.- Você ficou louco? Como diabos você vai explicar isso? Vai compelir o povo todo?
Olhei ao redor.- A maioria é vampiro, eles sabem o que fazer.
— Tudo bem então.- Disse.
— Agora vamos, afinal estou com tempo livre.- Falei.
— Ok, tudo bem.- Disse.
A levei para casa e chegando no quarto, a beijei.
Retribui o beijo.
Parei o beijo.- Vamos dar uma festa.
— Porque?- Perguntei.
— Porque quero. E está na hora de você tomar o seu lugar.- Disse.
— Tomar meu lugar?- Questionei.
— Deixando um pouco mais claro que é minha mulher, minha rainha.- Disse.
— Mais claro que você deixou hoje, acho que é meio impossível.- Falei.
— Não custa mais um lembrete. E você não é de recusar festa.- Disse.
— Mas não estou recusando.- Disse.
— E nem deixaria recusar. E depois vamos passar uns dias fora.- Falei.
— Para quê?- Questionei.
— Para nós, óbvio.- Mexia no celular.- Pronto, o avião tá reservado.
— Você decidiu isso tudo em algumas horas?- Perguntei.
— Minutos, na verdade.- Disse.
— Uau, sua cabeça funciona a mil por hora.- Falei.
— Você sabia disso a muito tempo. Vai levar algo ou comprar lá?- Perguntei.
— Vou levar.- Respondi.
— Faça e depois me avise. Pegue algumas minhas também.- Disse.
— Tudo bem.- Falei.
— Vou ver se estão arrumando a festa direito, não demoro.- Falei.
— Ok.- Disse.
Sai de lá e fui ver como estava indo, aproveitei e fui em uma loja. Escolhi uma roupa para ela. Ela pareceria a rainha que era para mim.
Tomei um banho e o bom de ser vampira, era que não precisava me depilar nunca. Isso com certeza é um alivio. Sai do banho e me sequei. Sai do banheiro nua e me deitei na cama, esperando Klaus chegar. Mexia no celular enquanto isso.
Peguei as caixas e entrei no quarto.- Katherine.
— Sim?- Perguntei.
— Tome. Está tudo aqui para você.- Disse.
— Ok.- Peguei as caixas e coloquei na cama.
— A festa começa ás 21:00, venho te buscar.- Disse.
— Tudo bem.- Falei.
— Vamos fazer uma festa inesquecível.- Disse.
— Tenho certeza que sim.- Falei.
Sorri. Dei um beijo rápido nela e sai, a deixando livre para se arrumar.
Me levantei e coloquei uma lingerie. Arrumei meu cabelo, coloquei o vestido e as outras coisas. Fiz uma maquiagem e me sentei na poltrona, esperando ele voltar.
Eu vi os últimos detalhes e fui em um quarto me vestir. Coloquei uma camisa branca, paletó e gravata pretos. Quando fiquei pronto, fui para o nosso quarto e bati na porta.
Me levantei e abri a porta.- Hey.
A olhei de cima a baixo. Estava linda, perfeita, como imaginei que ficaria com aquela roupa.
Sorri.- Você está lindo demais.- Lhe dei um selinho.- Você fica perfeito de terno.
— Diamantes caíram bem em você.- Disse.
— Obrigada.- Falei.
— Agora vamos?- Perguntei.
— Sim.- Respondi.
Ela passou o braço pelo meu e descemos, indo para o salão. Este estava todo decorado, principalmente em vermelho e em dourado. Em outros tempos, as cores da realeza.
— Ficou lindo.- Disse.
— Eu mesmo escolhi o básico, o resto é mérito da Rebekah.- Falei.
— Ela tem dom para alguma coisa, novidade.- Disse.
— Para isso sempre teve.- Disse.
— Tinha que ter nascido com algum dom.- Falei.
Ri.- Sim.
Um garçom passou e peguei um champanhe, bebendo um pouco.
Nos encaminhei para uma filheira de cadeiras que ficavam a cima de um palco, dava para ver tudo dali.
Me sentei e cruzei as pernas.
Olhava as pernas dela e era inevitável não subir o olhar por ali. Ela estava gostosíssima.
Olhei para ele.- Perdeu alguma coisa aqui, senhor Mikaelson?- Perguntei divertida.
— Vou passar a noite toda perdendo.- Disse.
Ri.- E eu vou adorar que você perca.
— Essa festa lembra um pouco a que nos conhecemos.- Falei.
Sorri.- Verdade. Mas estou mais gostosa agora. Aquele vestido era terrivelmente grande.
— Concordo, mais linda do mesmo jeito.- Disse.
Sorri e lhe dei um selinho.- E você também. Sempre gostoso.
— Se quiser, dançamos.- Disse.
— Não, tudo bem. Estou bem aqui. Depois vamos.- Falei.
Ficamos ali. Bebemos e comemos. Logo a festa foi se agitando e fomos dançar, fazia muito tempo que tinha tentado algo assim, acho que me sai bem. Em certo ponto, fiz uma pausa para avisar que Katherine estava comigo e mexer com ela seria a pior das ideias. Depois de tudo entendido, voltamos a festa e nos divertimos muito. Quando enjoamos, fomos pegar o avião. O voo foi tranquilo e em poucas horas estávamos descendo em Paris. Alguns olharam para nós quando chegamos ao hotel ainda com as roupas da festa. Peguei as chaves e subimos.
— Belo quarto.- Disse.
— Sempre escolho o melhor.- Falei.
— Estou vendo.- Disse.
— Incluindo quem está na minha frente.- Disse.
— Tecnicamente existe mais uma de mim, então não é bem uma exclusividade.- Falei.
— Mas nenhuma é Katherine Pierce.- Disse.
— Isso é verdade.- Falei.
— E mais ainda. Nenhuma outra é minha.- Disse.
Sorri.- Verdade.
— Mas agora estou com muita vontade de tirar esse vestido.- Falei.
— E você pode tirar.- Disse.
A virei de costas para mim e abri o zíper.- Estava maravilhosa.
— Sempre estou, amor. E sempre fico maravilhosa pensando em você.- Sorri.
— Sou uma inspiração?- Perguntei.
— Com certeza. Ainda mais agora que todos os homens estão proibidos de me olhar. Cada dia estarei mais gostosa do que o outro. Quero testar a força deles.- Disse.
Ri.- Você é terrível.- Deixei o vestido cair.
— Você nem imagina.- Disse.
Beijei pelo seu pescoço.- Você é uma delícia.
Me virei para ele, envolvendo meus braços em seu pescoço.- E somente sua. E sabe como eu sei que sou somente sua? Porque pela primeira vez na minha vida eu desejei voltar a ser virgem só para você ter o prazer de tirar minha virgindade. Assim como eu ia adorar sentir você pela primeira vez dentro de mim.
— Isso seria tecnicamente possível?- Perguntei.
— Bem, hoje em dia tudo é possível. Tem uma cirurgia que você volta a ser virgem.- Disse.
— Uma bruxa seria capaz?- Questionei.
— Bem provável.- Disse.
— Me espere, eu já volto.- Sorri.- E não se vista.
O olhei.- É sério que você vai fazer isso mesmo?
— Vamos ver se damos sorte de eu encontrar uma conhecida.- Disse.
— Klaus, você tem certeza? Não precisa disso.- Falei.
Peguei o paletó que tinha tirado.- Não demoro.
Suspirei.- Ok. Boa sorte.
Beijei ela rápido e sai. Era uma ideia doida, mas o pensamento dela voltar a ser virgem e eu ser o único homem que a tocaria a partir dali, me encantou. Espero que seja possível.
Me sentei na cama para espera-lo. Homens gostam mesmo de virgens. Acho que é uma tara internacional. Mas se isso o fizesse feliz, eu realmente não me importava. Poderia me tornar virgem mil vezes.
Fui rapidamente até onde Vivien morava quando estive aqui e me deram outro endereço. A casa não ficava longe e a encontrei na varanda da casa. Ela não ficou feliz em me ver, mas usei da minha boa fala — ameaças- e ela disse que podia tentar. A levei até o hotel comigo e entrei no quarto.- Kath.
— Isso é mesmo possível?- Perguntei.
— Não sei. Klaus me fez querer tentar.- Vivien disse.
— Não vou esquecer sua colaboração.- Falei.
— E como será feito isso?- Perguntei.
— Eu vou tentar um feitiço de restauração, não faço ideia se funcionará.- Vivien disse.
— O que?! Nem pensar. Eu sei muito bem como esses feitiços funcionam e você tem que tocar no local. Nem em sua outra vida você vai me tocar. Sem querer ofender, mas se fosse para sair com uma mulher, não seria com você.- Disse.
— Isso é escolha sua.- Vivien disse.
— Eu sei disso, espertinha. Pode manda-la embora Klaus.- Falei.
— Tem certeza?- Perguntei.
— Claro que sim.- Disse.
— Obrigado Vivien.- Abri a porta e ela saiu.
Peguei o champanhe e me sentei na cama, bebendo-o.
— Uma visão bem tentadora essa.- Disse.
— Sempre é.- Falei.
Tirei o paletó e afrouxei a gravata, tirando os sapatos e indo até o pé da cama.
Sorri.- Você fica sexy fazendo isso.
— O que?- Perguntei.
— Isso que você fez ué.- Disse.
— Sabe, estava pensando uma coisa. E não foi nessa ideia doida que tivemos.- Disse.
— No que?- Perguntei.
— Você já me disse que nenhum homem domou você.- Me aproximava dela.
— Bem, eles só queriam me agradar e isso é cansativo.- Disse.
— Então chegou a vez de você saber como é isso.- Peguei a champanhe da mão dela.
Ri.- O que? Sério? Você não tem cara de ser assim.
— Querida, você ficou anos sem me ver.- Disse no ouvido dela e peguei as mão delas juntas, e a minha gravata a amarrando.
Me soltei das gravatas e me levantei da cama.- O que você está fazendo? Eu não disse nesse sentido e não faça isso novamente.- Disse com a voz meio tremida. Era horrível me lembrar das vezes que fui amarrada. Afinal, dois anos sozinha e vagando por ai, não é novidade dizer que fui estuprada várias vezes.
— Katherine, o que foi?- Fui atrás dela.
— Nada. Só não gosto disso.- Disse.
— Eu te conheço. Não é só não gostar, você ficou assustada, com medo.- A toquei pela cintura, trazendo para mim.
— Não é nada demais, Klaus. Esquece isso.- Disse.
— Hey, tudo bem.- A abracei. Não foi novidade me angustiar por a ver assim e querer conforta-la.
Acariciei o cabelo dele.- Não se preocupe, você não tem culpa de nada.- Lhe dei um selinho.- Acho que um banho cairia bem agora.
— Tá.- Era estranho vê-la assim.
Fui até o banheiro, parei e olhei para trás.- Você não vem também?
— Estou convidado?- Perguntei.
— Você sempre está.- Sorri.- Fora que eu faço uma ótima massagem local e você parece tenso.
— Massagem local?- Fui até ela.
Sorri.- Oh sim. Ela é ótima.
Ela tinha voltado ao normal.- Então vamos a ela.
— Ok, vamos.- Entramos no banheiro.
Tirei minha camisa e a calça. Ela a lingerie, mas evitei que tirasse o colar.- Quero você assim.
Sorri.- Seu pedido é uma ordem.- O beijei.
Por dentro ria de como as coisas as vezes ficavam loucas entre nós. Ideias loucas que não davam certo, era até engraçado, mas o bom é que sempre voltava ao normal.
Parei o beijo e o olhei. Era inevitável não sorrir com o sorriso dele.- O que foi?
— As ideias malucas que temos.- Disse.
— Você é mais maluco do que eu.- Sorri.
— Eu?- Questionei.
— Sim, você.- Disse.
— Por que?- Perguntei.
— Porque sim.- Disse.
— Isso não é resposta.- A levei para o box e o fechei, abrindo o chuveiro.
— Claro que é.- Disse.
— Vamos ver isso depois.- A empurrei na água e depois me juntei a ela, a beijando.
Retribui o beijo e envolvi meus braços em seu pescoço.
Puxei a perna dela contra mim e esquecia tudo lá fora, só existia nós dois.
Minha mão descia pelas suas costas e a outra acariciava seus cabelos.
Eu enroscava minha mão em seus cabelos e me deixava levar naquele beijo, que era sempre delicioso.
A mão que estava em seu cabelos, descia agora pelo seu peito e abdômen.
— Acho que é melhor me livrar disso.- Tirei a cueca.
O olhei e mordi meu lábio.- Você é tão perfeito que devia ser proibido.- Desci meu dedo suavemente pelo seu lábio.- É muito arriscado alguém ter um infarto.
— Fazer o que? Sou perfeito e agora único.- Disse.
Sorri.- Completamente.
— Posso me acostumar com isso, de uma outra perspectiva.- Disse.
— Como assim?- Perguntei.
— Ser único.- Beijava o pescoço dela.
Me arrepiei com o beijo dele.- Você sempre foi.
— Sim, mas via isso como um castigo, não uma exclusividade.- Disse.
— É só transformar castigos em coisas boas.- Falei.
— E você me ajudou a ver isso.- Disse.
Sorri.- Pense assim; você já tem os seus. Eu e Marcel somos da sua linhagem. Não somos lobos, mas...
Mordisquei seu pescoço.- Isso que quis dizer lá em Mystic Falls, você salvou sua própria vida.
O olhei.- Eu sei que sim. Porque eu salvei você.
— Não querida. A sua linhagem sou eu. Se eu morrer, todos vocês morrem.- Disse.
— Eu imaginei isso.- Meu Deus, eu sou péssima em ser romântica, era melhor não tentar mais algo do tipo.
Voltei a beijar ela. A necessidade de ter ela aumentava cada vez que a tocava.
Retribui o beijo e acariciava sua nuca.
Coloquei as pernas dela em volta da minha cintura e rocei meu membro na sua entrada.
Gemi contra os lábios dele, mas voltando a beija-lo.
Não resisti em brincar mais e entrei nela. Essa era a sensação perfeita. Nenhuma outra mulher me fazia me sentir assim.
Gemi e desci meus lábios pelo seu peito, roçando minhas presas ali.
— Suas presas te deixam mais sexy.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
Me movimentei mais rápido dentro dela. Outra coisa que gostava nela era que não precisava me conter.
Gemi e suspirei pesadamente. Voltei a beija-lo e acariciava seus cabelos.
Puxei de leve os cabelos dela e aprofundei o beijo, assim como ia mais fundo dentro dela.
Com certeza ele era extremamente gostoso e sexy. Quando eu estava com ele eu me sentia uma adolescente apaixonada, infelizmente eu não podia demostrar isso.
— Kath...- Disse.
— Sim?- Questionei.
— Não posso mais evitar de te dizer uma coisa.- Disse.
— O que?- Perguntei.
Suspirei pela onde de prazer que aumentava.- Eu te amo.
O olhei e sorri.- Eu também te amo.
Eu sabia que ela ansiava para ouvir isso e me segurava muitas vezes para não me expor assim, mas eu não conseguia mais, era evidente demais que era isso que eu sentia por ela.
O beijei novamente e acariciava sua nuca.
O orgasmo se aproximava e isso seria a coroação daquela noite, que era estranhamente perfeita.
O orgasmo chegou e como sempre, foi ótimo.
Beijei ela, mas não intensamente como antes e sim ternamente, e a mantinha segura comigo.
Retribui o beijo novamente.
— Agora vamos mesmo tomar banho.- Disse.
Ri.- Sim, vamos.
Tomamos banho e fomos para a cama. O dia já estava claro.- Você ficou tão bem em diamantes que tenho uma coisa para você.
— O que?- Perguntei.
Mexi na minha mala e peguei a caixinha.
— O que é?- Questionei.
Abri.- O que é uma rainha sem uma coroa?
Sorri.- É lindo Klaus. Obrigada.
Ela se virou e coloquei nela.- Ficou ótimo.
— Tudo fica ótimo em mim.- Disse.
— Isso é uma verdade. Está mesmo ok? Me preocupei.- Disse.
— Estou sim.- Falei.
— Então, eu sei de mais uma coisa que fica muito bem em você.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Eu.- Disse.
Ri.- Isso é totalmente verdade.
Voltei a estar com ela e finalmente me sentia bem. Completamente. Era o que desejava, por mais que brigássemos. Tinha minha família, tinha minha cidade e tinha minha mulher. Quando a conheci, realmente achei que só me atraia por causa de Tatia, mas aos poucos fui vendo que não. Quando ela partiu, a dor que senti, além de tudo, era a dor da traição de alguém que eu amava. Isso me fez fazer tudo aquilo e a odiar, mas no fundo sempre a amei. Olhei ela agora; seus cachos sobre o travesseiro, parte do seu corpo junto ao meu, sua respiração leve e seu colar pendente. A amava, sabia disso e ia aproveitar isso com a minha rainha.
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