Liberty- One Shots

37 Capítulo 37- Klaus & Hanna.


Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Bem, como já havia avisado, esse capítulo é Klaus e Hanna. Eu adorei escreve-lo, sério :3 E como vocês viram ai, ficou bem grande. Estávamos com a inspiração a toda HAHA´ E sendo assim, superamos o nosso maior capítulo até agora que era o Dean e Bonnie com 9.909 palavras. Quero ver superarmos esse HAHA´ Bem, vamos ao capítulo e nos vemos lá embaixo...

POV Misto. (Hanna e Klaus.)

Fazia exatamente uma hora e quinze minutos que eu havia saído do spa. Sim, eu estava em um spa. E para quem me olha hoje, nunca iria imaginar que fui gordinha. E era assim que eu queria. Eu estava com fome e precisava urgentemente de um café, vi a placa de uma cidade que parecia pequena, mas devia ter uma lancheria. Fui na direção dela e não demorei a chegar. Estacionei o carro e fui procurar a lancheria. Achei uma e entrei. Pedi salada, frango grelhado e um suco natural de laranja. Depois pediria o café. O garçom que me trouxe o pedido, era super parecido com o Sean, o que me fez lembrar dele. E estava em uma dúvida cruel; me atirar nos braços dele quando ele me quisesse ou simplesmente ignora-lo e faze-lo se arrepender por não ter me querido. Estava tentada as duas opções. Suspirei e comecei a comer.

Estava no Grill tentando esfriar a cabeça. Muita coisa tinha acontecido esses dias. Tinha finalmente matado Mikael, meus irmãos tinham sido tirados dos caixões e minha mãe estava de volta a vida. Isso sem falar dos híbridos. Eu precisava colocar a cabeça no lugar. Bebia uma cerveja quando vi uma loira linda entrar. Acho que essa era a distração que precisava. Vi que ela sentou para lanchar e fiquei a observando.

Comia tranquilamente, mas senti um olhar sobre mim e olhei. Era um cara realmente lindo. Ok, eu ainda não estava acostumada com esses olhares. Nenhum homem nunca me olhou. É, acho que o meu primeiro 'olhar", foi dos bons. Ele é realmente sexy. Sorri e voltei a comer.

Ela parecia inocente e gostosa. Queria ver logo mais do seu corpo. Quando ela olhou para mim de volta e sorriu, decidi me aproximar.- Boa tarde.

O olhei.- Boa tarde.

— Posso me sentar?- Perguntei.

— Hã... claro.- Disse.

Me sentei com a cerveja na mão.- Não estou te reconhecendo, não é daqui?

— Não, não sou. Eu estava passando por aqui e resolvi parar.- Falei.

— Logo vi e está indo para onde?- Perguntei.

— Rosewood.- Disse.

— Acho que não conheço.- Falei.

— É uma cidade pequena. Um pouco maior que essa, eu acho.- Disse.

— Ah sim. Apesar de conhecer muitas, ainda não cheguei lá.- Falei.

— É ótimo lá.- Bebi do suco.

— Cidades pequenas sempre tem seu charme.- Disse.

Sorri.- Verdade.

— E está viajando sozinha?- Questionei.

Assenti.- Sim. Eu estava de...- Pensei.- Férias.

— Parece mesmo.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Como dizem? Sua pele está brilhando e também está bronzeada.- Disse.

Sorri.- É, deu para pegar um sol e ficar com a marca do biquíni.

— Ficou ótimo em você.- Disse.

— Obrigada. Na verdade como sou loira, não posso ser muito bronzeada, fica esquisito.- Balancei a cabeça.- Ok, é melhor você não me deixar falar. Eu falo demais.- Sorri.

— Estou acostumado, mas está numa cor linda.- Disse.

Sorri.- Obrigada, novamente.

— Nem me apresentei, sou Klaus.- Disse.

— Hanna.- Disse.

— Prazer Hanna.- Falei.

— Digo o mesmo.- Disse.

— Gostou daqui?- Questionei.

— A comida é ótima. Mas acho que prefiro LA ou NY.- Disse.

— Nisso você tem razão.- Falei.

Ri.- Pois é.

— Vai ficar muito tempo aqui?- Perguntei.

— Daqui a pouco estou indo.- Respondi.

— Mas já?- Questionei.

— Sim. Só passei para descansar um pouco.- Disse.

— Lá se foi minha ideia.- Falei.

— Que ideia?- Perguntei.

— Eu tenho uma festa hoje, um baile, e estou sem companhia.- Disse.

— Sério? Meio difícil de imaginar isso.- Falei.

— O que? Ter um baile?- Questionei.

— Você sem companhia.- Disse.

— É a verdade.- Disse.

Sorri.- Mas mesmo que eu quisesse ir com você, não tenho roupa para isso.

— Isso não seria um problema.- Disse.

— Não?- Perguntei.

— Não, eu cuidaria de tudo para você.- Disse.

— Bem, então acho que eu posso aceitar seu convite. Você não tem cara de maniaco, serial killer e nem de estuprador. Pelo menos eu espero que você não seja nenhum desses.- Falei.

— Não precisa ter medo.- Peguei na mão dela.- Não faria nada que não quisesse.

Olhei a mão dele na minha e sorri.- Tudo bem. Eu só preciso avisar minha mãe.

— Não tem problema.- Disse.

— Tudo bem.- Falei.

— O baile é na minha casa, minha mãe que vai dar, então fica meio complicado te oferecer para ficar lá.- Disse.

— Está tudo bem. Eu vou para um hotel.- Falei.

— Vou te acompanhar para saber onde te buscar.- Disse.

— Tudo bem. Eu só vou pagar a conta. Já volto.- Fui até o balcão, paguei e voltei.

Percebi que não tinha acabado a cerveja e observei ela ir. Ela tinha algo de diferente, o que era ainda não sabia.- Vamos?

— Vamos.- Disse.

Sai com ela, procurando hotel e não fomos muito longe.

— Bem, obrigada por me acompanhar.- Disse.

— Foi um prazer, Hanna.- Falei.

Sorri.- Até mais.- Entrei no hotel.

— Vou ganhar um convite para subir?- Perguntei.

Parei e sorri. Me virei para ele.- Sim, claro.

Ela não tinha um pingo de se proteger mesmo. Eu estava com sorte. Subi com ela e pude ver que tinha um corpo que ficava mais belo ainda.- Quantos anos tem?

— 17 anos.- Disse.

— Nossa, diria que tem mais.- Disse.

— Pareço tão velha assim?- Questionei.

— Não, mas não é uma adolescente comum.- Disse.

— Se você diz.- Falei.

— É sinal que é verdade.- Disse.

— O que?- Questionei.

— Nada.- Ri. Ela podia ser meio confusa. Descemos no andar e fui até a porta indicada no cartão.- Bem é aqui.

— Ok. Então acho que nos vemos depois.- Disse.

— As 20:00 venho te buscar.- Falei.

— Tudo bem.- Disse.

— Daqui a pouco deve chegar tudo que precisará.- Disse.

— Ok e obrigada pelo convite.- Disse.

Peguei a mão dela.- O prazer vai ser meu.- E a beijei.

Sorri.- Até mais, Klaus.

— Até Hanna.- Sorri e sai. Ok, eu gostava desses jogos de seduzir. Hanna caiu tão facilmente o que mostrava o quão bom eu era. Sai de lá e providenciei o vestido e tudo mais que ela podia precisar e enviei. Sorri pensando em como ela ficaria nele, mas porque importa mesmo? Eu só quero me divertir, nada mais que isso. Depois de tudo pronto fui para casa e esperei a hora da festa.

Eu acabei por dormir e quando acordei fui tomar banho. Quando saia do banheiro, vestindo um roupão, a campainha tocou e atendi. Era as coisas para a festa. Peguei tudo e me arrumei. Demorei bastante, mas no final tinha amado o resultado. Os cabelos deixei soltos e com poucas ondas. Quando terminei tudo e ia me sentar, bateram na porta e abri. Era ele.

Quando deu a hora, fui busca-la. A casa estava toda arrumada para a festa. Estava duvidando da intenção daquele festa, mas tudo bem. Quando bati na porta dela no hotel, não estava preparado para ver tamanha beleza.

Sorri.- Eu já estou pronta. Podemos ir quando quiser.

— Estou vendo, está linda.- Disse.

— Obrigada.- Falei.

Dei o braço a ela.- Posso dizer que estou honrado com a companhia.

Sorri.- Eu ainda não consigo acreditar que um homem como você não tenha ninguém.

— Porque não?- Perguntei.

— Porque você é lindo, sexy, legal, atencioso e cavaleiro.- Disse.

— Nossa, obrigado.- Disse.

— De nada.- Falei.

— Mas talvez isso não seja suficiente para atrair alguém.- Disse.

— Tenho certeza que você tem outras inúmeras qualidades.- Falei.

— Inúmeros defeitos.- Disse.

— Duvido.- Disse.

— Você não me conhece.- Descíamos do elevador.

— Eu sei.- Disse.

— Então não tenha tanta certeza.- Disse.

— Tudo bem então.- Falei.

— Nem perguntei se gosta dessas festas.- Falei.

— Nunca fui a uma.- Disse.

— Só não dê bola para meus parentes.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Meus irmãos tem uma tendência a falar muito.- Disse.

— Tudo bem, eu também falo.- Disse.

— Vai ser uma bela disputa.- Falei.

Ri.- Pois é.

Entramos no carro e tomei o rumo de casa. A fiz olhar para mim.- Não estranhe nada que vai acontecer hoje.

Assenti.- Não vou.

— Ótimo. Você tem alguém Hanna? Ou está livre?- Questionei.

— Estou sozinha.- Disse.

— Isso é bom.- Falei.

— Porque?- Perguntei.

— Porque ai podemos nos divertir por completo.- Disse.

Sorri.- É, talvez.

— Talvez?- Perguntei.

— Sim, porque eu não sei como vai ser.- Disse.

— Eu sei e vai ser muito bom.- Falei.

Sorri.- Aposto que sim.

Dirigi até a casa e já tinha vários carros. De onde ela convidou tanta gente?

Descemos do carro e nos dirigimos para a casa. Tudo estava realmente lindo.

A peguei pelo braço e entramos. Esperava que não rolasse nehuma briga hoje.

— A festa está linda.- Disse.

— Sim. Quer alguma coisa?- Perguntei.

— Não, obrigada.- Disse.

Peguei um champanhe.- Esse está bom.

— Eu não posso beber, então obrigada.- Falei.

— Aqui ninguém vai olhar isso.- Disse.

— Minha tolerância não é boa.- Falei.

— Tudo bem, deve ter algo não alcoólico aqui.- Disse.

— Não quero nada, estou bem.- Disse.

— Então vamos andar.- Sai com ela pela festa.

Fui com ele e observava o lugar. Eu não fazia ideia se tinha feito o certo em aceitar vir com ele, só esperava que não me arrependesse.

— Quer dançar?- Perguntei.

— Claro.- Disse.

Deixei a taça de lado e a levei onde dançavam.

Ele era um tanto esquisito, mas vai saber, não é? Começamos a dançar e a música era lenta. Como imagino que todas seriam, mas eu gosto disso.

Senti o perfume dela.- Gosto do seu cheiro.

— Obrigada.- Disse.

— Na verdade todo esse tempo com você tem sido agradável.- Ela dançava bem e valsávamos pelo salão como os outros casais.

Sorri.- E olha que nos conhecemos hoje.

— Sim e logo eu que sou uma pessoa seletiva.- Me aproximei mais dela.- Você deve ter algo de especial.- Falei em seu ouvido.

Sorri. Com certeza ele era totalmente galanteador e não duvidaria nada se ele usasse isso com as outras mulheres também.- Acredite, não tenho.

— Não costumo errar.- Sorri. Olhei em volta e vi alguns curiosos olhando para mim e Hanna. Principalmente Elijah e os Salvatore que estavam com Elena. Rebekah estava dançando com aquele garoto do colégio e Kol mexia com algumas meninas. O único que não via era Finn, assim como Esther, isso não significava boa coisa.

Ele parecia preocupado.- Tudo bem?

— Tudo.- Disse.

— Ok.- Falei.

— Não quer comer nada?- Perguntei.

— Estou bem, obrigada.- Disse.

— Você dança bem.- Falei.

Sorri.- Obrigada. Você também.

— Muitos anos de prática.- Disse.

— Valeram a pena então.- Falei.

— Sim.- A musica mudou, mas ainda lenta e pediu que ficássemos mais juntos, e meu corpo gostou da sensação de estar junto assim dela.

Meus braços estavam envolvidos no pescoço dele e acariciava sua nuca. Nossos rostos estavam colados e podia sentir seu perfume e sua respiração no meu pescoço.

Beijei seu pescoço e percebi ela se arrepiar.- É sensível sweety?

— Acho que até demais. Sensível é meu nome do meio.- Disse.

— Gostei mais ainda disso.- Rocei meus lábios de novo.

Me arrepiei novamente.- Klaus... não sei se isso é apropriado.

— Porque não seria?- Questionei.

— Porque mal nos conhecemos.- Disse.

— E isso deveria ser um empecilho? Não é para mim.- Disse.

Suspirei.- Claro que não é, você é homem. Mas eu não quero ter nada sem compromissos. E não venha com o papo de "quem disse que quero transar?", que isso não cola. Todo homem respira segundas intenções. E eu realmente gostei de você e Deus, você é lindo e sexy, mas nem nos conhecer melhor podemos porque não moro aqui.

— Então você só tem que se entregar, sem se preocupar com o que vai acontecer ou não, já que para você, não nos veremos mais.- Disse.

— Eu não posso fazer isso comigo mesma, Klaus. Eu me odiaria para o resto da minha vida. Hoje iremos só dançar e conversar, mas nada além disso.- Falei.

— Só?- A olhei e depois voltei ao ouvido dela.- Confessa que não está doida para me beijar, como eu estou.

Mordi meu lábio.- É claro que eu estou, mas tem coisas que você não entende.

— Que coisas?- Perguntei e fomos para um local mais reservado.

Suspirei.- Eu só vou te contar porque você é um completo estranho e nunca mais te verei na vida e não morrerei de vergonha cada vez que te visse. Eu nunca beijei e também sou virgem, e sempre pensei que os dois seriam com alguém que realmente gostasse de mim e que pelo menos durasse um ano ou mais.

Não esperava por uma resposta daquelas e por um momento tive um vacilo de culpa por ter pensando em apenas usa-la para me distrair.- Decididamente não era essa a resposta que esperava.

— Eu sei que não.- Disse.

— Mas se você pensa assim, a unica coisa que posso fazer, é pedir para ficar mais um pouco.- Disse.

Assenti.- Tudo bem.

— Você vai ficar?- Perguntei.

— Eu assumi um compromisso, não vou deixa-lo pela metade.- Falei.

Sorri.- Ótimo, mas uma coisa quero fazer.

— O que?- Perguntei.

A encostei na parede e toquei seus lábios com os meus.

Senti meu coração acelerar. Eu nunca tinha feito isso e tinha medo de não saber fazer.

— Calma sweety.- Disse contra os lábios dela ao perceber que quase tremeu.

— Isso é meio impossível.- Disse.

A simplicidade dela com uma coisa que hoje era quase banal foi interessante de ver, mas gostei daquilo. Voltei a tocar seus lábios de leve.

Fechei meus olhos e me deixei relaxar. Deus, isso parecia tão simples. Porque estou tão insegura? Bem, dizem que é normal.

Suguei os lábios dela e aos poucos fui transformando num beijo suave.

Retribui o beijo, mesmo que com certo receio de fazer tudo errado.

Um dos meus braços a apoiava pela cintura enquanto a mão vazia subia pelo seu pescoço, se enrolando em seus cabelos. Deixava assim ainda, simples, calmo e sem tomar a boca dela de uma vez.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.

Ela relaxava e assim podia ir aumentando a intensidade que ia. Pedi passagem com a língua e ela cedeu facilmente.

Acariciava a lateral do pescoço dele e a outra mão tocava em seu peito.

Investi mais e instiguei a dela a vir comigo. Não me lembrava quando foi a última vez que fui o primeiro beijo de alguém.

Seguia no ritmo dele e continuava acariciando a lateral do seu pescoço.

A colei mais em mim e deixei o beijo fluir. Minha língua explorava a boca dela e as vezes a provocava, mas estava sendo um beijo para lá de gostoso.

Parei o beijo lentamente.- Ok, preciso de ar.

Sorri.- Tudo bem, já estava ficando vermelha.

Sorri.- Acho que não era por isso.

— E pelo que seria?- Perguntei.

— Envergonhada, eu acho.- Disse.

Toquei seu rosto.- Não fique.

— Vou tentar.- Disse.

— E tenho que dizer, como seu beijo é gostoso.- Falei.

Me senti corar e mordi meu lábio.- Obrigada. O seu também é. Mas você já sabe disso.

Levantei o rosto dela.- Não se envergonhe.

— Você está pedindo coisas impossíveis.- Disse.

— Você é uma pessoa que não se encontra mais por ai Hanna.- Disse.

— Acredite, tem várias.- Falei.

— Mas nenhuma estava lindamente na minha frente.- Disse.

— Você não diria isso a dois meses atrás.- Disse.

— O que houve a dois meses, ficou a dois meses. Se tem uma coisa que sou lembrado constantemente é que é escolha sua deixar o passado te assombrar ou seguir em frente.- Falei.

— Acredite, ele sempre me assombrará. Viva ou morta.- Disse.

— Não deixe. Não cometa esse erro.- Disse.

— Você não entende e nem precisa.- Escutei um barulho.- Parece que sua mãe está chamando a todos.

— Me escute, se acontecer algo, fique perto de mim, está bem?- Perguntei.

— Tudo bem.- Falei.

Comecei a andar.- Ah, estou sujo de batom?

Ri.- Não, não está. Para sua sorte, eu sempre carrego minha maquiagem e ela não sai nem na chuva.

— Ótimo.- Voltei com ela para o salão. Minha mãe disse só algumas palavras, nada que tenha convencido e depois deu sequência na festa. Eu sai para falar com Elijah e voltei encontrando Kol em cima de Hanna.

Ria com Kol. Ele era realmente engraçado.

— Kol, já pode ir.- Disse.

— Ai que amor.- Kol disse.

— Vocês se conhecem?- Perguntei.

— Ele é meu irmão.- Disse.

— É, vocês são parecidos.- Falei.

— Nem tanto.- Kol disse.

— Ambos são lindos.- Disse.

— Vamos Hanna.- Falei.

— Está preocupado Klaus?- Kol perguntou.

— Porque?- Perguntei.

— Não estou preocupado com nada, Kol.- Disse.

Me levantei e ajeitei o vestido.- É melhor eu ir.

— É cedo.- Kol disse.

— Eu quero te mostrar algo antes.- Tomei o braço dela.

— Ok, tudo bem. Até mais, Kol.- Disse.

— Até.- Kol disse.

A levei dali. Estava irritado pela forma que Kol caiu em cima do que era meu.

— Está tudo bem?- Perguntei.

— Sim. O que ele queria?- Questionei.

— Nada. Só estávamos conversando.- Disse.

— Ele queria saber de você, tenho certeza.- Olhei para trás e ele sorria descaradamente.

— Saber de mim?- Perguntei.

— Sim, longa história.- Saíamos do meio da festa e a carreguei até onde estava tranquilo para beija-la de novo.

Dessa vez fui pega de surpresa, mas retribui o beijo novamente. Acho que começava a me acostumar com isso.

Não fui com calma e já deixei o beijo rolar intenso. Eu queria mais dela, queria ter ela agora. O pensamento de ser o primeiro homem na vida dela me agradou de todas as formas.

Entrelacei meus dedos no cabelo dele e acariciava ali. Eu me sentia estranhamente diferente com ele, e um diferente bom.

Me peguei pensando naquilo. Seria como antigamente, ter uma garota exclusiva e ensinar tudo a ela. Gostei disso.

Parei o beijo delicadamente.- Uau, você tem fôlego.- Sorri.

Ri.- Tenho.

Senti meu celular vibrar e era minha mãe perguntando quando iria para casa. Respondi dizendo que amanha.

— Você já vai?- Perguntei.

— Bem, eu tenho que voltar para casa, não é?- Sorri.- Não vou hoje porque é perigoso, mas amanha.

— E se eu pedisse para não ir?- Questionei.

O olhei.- E porque você faria isso?

— Por querer você por mais tempo.- Disse.

— Bem, eu só tenho mais algumas semanas de férias.- Falei.

— Fique aqui então.- Disse.

— Bem, não custa nada ficar uma semana. Eu vou aumentar os dias no hotel então.- Falei.

Sorri. Porque tinha ficado feliz com isso?— Ótimo.

Sorri.- Ok.

— Então me resta te levar no hotel?- Questionei.

— Não precisa se incomodar.- Disse.

— Eu o faço com prazer.- Falei.

— Tudo bem então.- Disse.

A chave ainda estava no meu bolso então foi só chegar até o carro e sairmos.

Ele parou na frente do hotel.- Obrigada pela carona.

— Eu subo com você.- Disse.

— Ok, vamos.- Descemos no carro e passei antes no saguão para aumentar os dias que ficaria ali.

Subi satisfeito por ela ficar mais e aproveitando o resto de tempo que tinha com ela linda daquele jeito.

Chegamos até a porta. Era nesses momentos que eu não sabia se devia convidar para entrar ou não.- Amanha eu lhe entrego o vestido e todas as coisas.

— Não precisa, são seus.- Disse.

— Meus? Eu não posso aceitar. Deve ter sido muito caro.- Falei.

— Não se incomode com isso.- Falei.

— Tudo bem. Obrigada então.- Disse.

— Eu que agradeço pela companhia.- Disse.

Sorri.- Não precisa agradecer. A festa foi ótima e estava tudo lindo.

— Incluindo você.- A puxei mais perto.

Sorri.- E você também.

— Agora só falta o melhor.- Disse.

— O que?- Perguntei.

Ri e a beijei. Assim como da outra vez, a sensação dos nossos corpos juntos me alegrou.

Retribui o beijo e envolvi meus braços em torno do pescoço dele.

Eu queria tê-la, sabia que deixaria as preocupações de lado ou poderia compelir ela para querer, mas não conseguia ir a frente com nenhuma das duas. Porque não sei, só que Hanna era... Exatamente, não sei o que é.

Parava o beijo delicadamente e sorri.- É melhor eu entrar. Meus pés estão latejando com esse salto.

— Porque não disse logo?- Questionei.

— Porque é deselegante, mas como eu já falei coisas piores para você hoje, isso nem é tanto.- Disse.

— Vamos entrar.- Peguei a chave da mão dela e abri a porta.

— Tudo bem.- Ele abriu e entramos.- Você se importaria se eu fosse me trocar?

— Não, fique a vontade.- Disse.

— Ok. Já volto.- Peguei algumas coisas e entrei no banheiro. Tirei o vestido e tudo mais que usava. Tomei um banho rápido e coloquei uma lingerie, o pijama e seguei meus cabelos, deixando-os soltos e um pouco úmido. Terminei de me ajeitar e voltei ao quarto.

Tirei os sapatos e a gravata, abrindo um pouco a camisa e me sentando numa poltrona. Olhava pela janela. Desde a festa sentia uma coisa estranha.

O olhei. Parecia distraído.- Tudo bem?

Voltei meu olhar para ela e me deparei com um belo par de pernas, que ao subir o olhar a vi com um pijama sexy. O limiar dela entre sexy e inocente parecia se confundir a todo minuto.

— Você está bem? Parece meio pálido, sei lá.- Disse.

Sai daquele transe.- Sim, só me distraí.

Assenti.- Tudo bem.- Me sentei na beirada da cama.

Voltei meu olhar novamente para aquelas pernas. Estava ficando excitado, até porque a alguns dias não transava.- E o que tem de bom em Rosewood?

— Nada para falar a verdade. Principalmente depois dos últimos acontecimentos.- Disse.

— Últimos?- Perguntei.

— É. Minha melhor amiga morreu. Quer dizer, ela desapareceu, mas já faz um ano, então...- Disse.

— Ah, sinto muito.- Falei.

— Tudo bem. Ela era incrível em qualquer sentido que você possa imaginar, mas não passava de uma vadia desalmada. Afinal de contas ela não fará falta. Será melhor assim.- Disse.

— Se você que a conhece diz isso, quem sou eu para falar o contrário?- Ri.

Ri.- Pois é, mas não quero falar dela. Melhor mudarmos de assunto.

— Não tem problema.- Me sentei ao lado dela.

Sorri.- Então, seu irmão pareceu legal.

— Pode ser, depende da hora.- Disse.

— Sua mãe também pareceu legal.- Falei.

— Não confio nisso.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Longa história.- Falei.

— Tudo bem.- Disse.

Eu não resisti mais e a beijei de novo. Que droga, eu não sou de ficar fixado assim numa mulher, quanto menos numa garota.

Retribui o beijo novamente e acariciava a nuca dele.

Ela sempre respondia e sabia que no fundo, ela queria também. Mas não ia forçar, ia deixar rolar. Minha mão tomou sua cintura, a trazendo mais perto.

Envolvi meus braços em torno do seu pescoço e a mão que estava em sua nuca, subiu para seus cabelos.

A trouxe para meu colo, ficamos melhor assim e deslizava uma das mãos pelas suas costas.

Minha mão desceu delicadamente pelo peito dele, acariciando onde estava descoberto.

Lembrei dela ser humana e quebrei o beijo para ela respirar, indo beijar seu pescoço.

O afastei delicadamente e sai do seu colo.- Ok, é melhor pararmos por aqui.

— Por que?- Perguntei.

— Porque sim.- Respondi.

— Isso não é uma resposta.- Disse.

— Eu já expliquei a você.- Falei.

— E o que eu disse?- Perguntei.

— O que?- Questionei.

— Que tudo bem, não foi? Ou acha que vou jogar você na cama e fazer algo que não quer?- Questionei.

— Não sei como funciona as duas cabeças de vocês, homens. Prefiro não arriscar.- Disse.

— Você não sabe e nem confia em mim pelo visto.- Disse.

— Você fala como se nos conhecêssemos a anos e eu devesse confiança a você.- Falei.

— O minimo eu gostaria.- Disse.

— Olha, você é um amor e parece ser muito legal, mas não dou minha confiança assim. Agora é melhor você ir.- Falei.

— Não acho.- Disse.

— Não vai acontecer nada, então não adianta ficar.- Disse.

— Eu já vim sabendo disso, mas já que está me botando para fora melhor eu ir.- Disse.

— Ótimo.- Falei.

Botei meus sapatos, peguei a gravata e fui sair.

— Boa noite.- Disse.

— Tchau.- Peguei e sai. Seria pedir muito de alguém o minimo de confiança sem achar o pior? As vezes eu me pegava pensando nisso, não que me incomodasse sempre, mas era chato em certas situações. Assim como foi agora com Hanna. Droga, só de pensar nela naquele pijama, fico duro.

Suspirei e me deitei na cama. Ele só podia ser louco em achar que eu poderia confiar nele assim do dia para a noite. Ok, ele é lindo, fofo, sexy e gostoso,mas isso não trás confiança. Desliguei a luz e entrei para dentro das cobertas. Fechei meus olhos, deixando o cansaço me vencer.

Eu queria estar com ela, mas isso não ia rolar agora. Acabei indo para casa e consegui entrar sem passar por ninguém. Tentava pensar no que Esther podia estar aprontando, mas Hanna voltava sempre a minha mente. Tão linda naquele vestido como no pijama. O seu sorriso me assombrava e foi com ele que acabei dormindo.

Senti-me acordar e me levantei. Coloquei uma saia jeans e uma blusa. Terminei de me arrumar e desci. Fui novamente até aquele grill e pedi um café e um sanduíche com pão integral. Me sentei e comecei a comer.

Estava pela cidade, não estava aguentando ficar na mesma casa que minha mãe e vi Hanna entrar no Grill. Pensei em não ir até lá, mas minha vontade foi maior. Ela estava distraída comendo e cheguei por trás.- Esse sanduíche parece bom.

— Ah, hey. Bom dia.- Disse.

— Bom dia sweetheart.- Falei.

— Precisa de alguma coisa?- Questionei.

Me sentei ao seu lado.- Saber como foi a sua noite.

— Fora o fato que o hotel não tem ar condicionado e só ventilador, e eu realmente não estou acostumada com isso, foi ótima.- Disse.

— Por que não me ligou? Teria arrumado acomodações melhores para você.- Disse.

— Primeiro, eu não tenho o seu número. Segundo, você não poderia fazer nada. Terceiro, eu não tenho tanta cara de pau assim.- Falei.

— A primeira resolvemos agora. A segunda, não é verdade e a terceira não teria problema.- Disse.

— Claro que teria. Eu tenho orgulho também.- Disse.

— Isso é importante, mas não teria problema comigo.- Disse.

— Ok então.- Comi do sanduíche.

— Isso é bom?- Perguntei.

— O que?- Questionei.

— Esse sanduíche.- Falei.

— Você nunca comeu um sanduíche integral?- Perguntei.

— Não.- Disse.

— Ok, isso é estranho. Então prove.- Cortei um pedaço do sanduíche e coloquei na boca dele.

Comi o que ela me deu.- Não tem muito sabor.

— Claro que não. É para não engordar.- Disse.

— Ai que cena mais fofa.- Damon falou rindo.

Não precisei olhar para saber quem era.- Algum problema Salvatore?

— Quem é?- Perguntei.

— Oi linda, Damon Salvatore.- Damon disse.

— Você não deveria estar correndo atrás da namorada do seu irmão? Ou ela já te dispensou de vez?- Questionei divertido.

— Ok, isso ficou polêmico.- Ri.

— Não, a noite foi mais divertida com a sua irmã na minha cama. O seu nome é...?- Ele questionou.

— Hanna Marin.- Disse.

Senti uma vontade de arrancar o coração dele ali mesmo.- O nível dela decaiu mesmo.

— Foi bom te conhecer, Hanna.- Ele sorriu e saiu.

— Agora sou eu que vou indo.- Me levantei.

— Já?- Segurei na mão dela.

— Eu não posso ficar aqui no grill para sempre. Vou dar uma volta na cidade e talvez em alguma cidade vizinha, sei lá.- Disse.

— Eu te acompanho.- Falei.

— Não precisa se incomodar.- Disse.

— Eu não estou...- Meu telefone vibrou. Era Elijah. Estavam colocando em prática um plano, precisavam de mim.- Parece que adivinhou.

— Tudo bem. Bem, até mais então.- Disse.

— Eu vou no seu hotel assim que der, mas me dê seu telefone.- Falei.

— Ok.- Escrevi em um guardanapo.- Aqui.

Dei a ela o meu e fora do Grill, a beijei. Sentia algo para que não deixasse ela sozinha, devia ser mais uma das coisas estranhas que venho sentindo.

— Até mais, Klaus.- Disse.

Sorri.- Até, Hanna.

Sai dali e balancei a cabeça. Ele estava agindo como se a "briga" da noite passada não tivesse acontecido e isso era estranho. Não sabia como me portar. Comprei um frozen e comecei a andar pela cidade.

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POV Klaus.

Fui e o plano foi fácil de fazer. Pegamos Elena e a prendemos. Esperavámos que os Saltavore nos dissesse qual o plano de Esther. Sim, porque tinha um. Enquanto não fazia nada, liguei para Hanna e estranhei ela não atender. Senti o olhar de Elijah sobre mim.- O que foi?

— Nada não.- Ele disse.

— Eu conheço o seu nada.- Tentei de novo e deu caixa postal. Ela devia estar bem e distraída. Depois de alguns minutos, ela retornou a ligação.- Hanna.

— Acho que não, Klaus.- Stefan falou.

— Stefan?- Questionei surpreso.

— O próprio. Agora vamos ao assunto. Você nos dá a Elena ou a loirinha aqui irá morrer.- Ele disse.

Ri.- Você não quer sua preciosa Elena machucada, não a ter de volta.

— Pois bem. Olhe.- Ouve um barulho e logo ele colocou a ligação em vídeo e Hanna estava caída no chão.

— Aprendendo a jogar Stefan?- Queria eu mesmo matar ele por ter encostado nela.

Ele sorriu.- Ela é bem gostosa, tenho que dizer.- Ele foi filmando até a perna dela.- Pena que arranhou essa bela perna. Em compensação o cheiro do sangue dela é maravilhoso.

Merda. Eu sabia que ele não tinha nenhum controle.- Sabe, quem se dizia tão certinho, está num jogo arriscado.

Ele riu.- Talvez não seja tão "certinho". Olha, eu te dou meia hora para trazer a Elena para cá ou eu irei mata-la.

— Para cá? Está achando que vou onde você quer? Me fala o plano de Esther e tudo fica certo.- Disse.

— Tchau Klaus.- Ele desligou.

— Alguma pista do que nossa querida mãe vai fazer?- Perguntei voltando a Elijah.

— Nenhuma.- Elijah disse.

— Merda!- Exclamei.

— Ok Klaus, não surte. Você conhece essa garota a um dia e ela não é nada para você. Então a Elena fica aqui.- Ele disse.

— Claro que fica, não vou nos entregar na mão deles.- Disse.

— Ótimo.- Ele falou.

Me encostei na parede, pensando no que fazer. Eu não ia gostar se acontecesse algo com Hanna, mas estava jogando algo aqui.

— Bem, eu vou ir ver se encontro alguma coisa. Qualquer coisa aviso.- Ele saiu.

Aqueles insignificantes acharam que iam me colocar contra parede. Ri. Cheguei até onde dava para ver Elena, hora deles verem com quem mexeram. Peguei ela que estava desacordada e a sentei. Liguei de volta.

— O que?- Stefan atendeu.

— Isso são modos?- Questionei.

— Cala a boca, Klaus.- Ele disse.

— Bem, o tempo de vocês está acabando. Plano, agora.- Botei as vasilhas ao redor dela.

Ele riu.- E o da sua amiguinha já acabou. Quer dizer, você nem sequer veio, então ela pouco importava, então resolvi me divertir um pouco.

— Sério? Então dê adeus a Elena.- Disse parando descrente.

— Você não a mataria e nem poderia. Sabe porque? Porque ela tem amigos que morreriam por ela. Em breve você irá ter uma dor de cabeça desgraçado, avisando que é a Bonnie.- Ele disse.

— Continue tentando. Quando foi que você a viu mesmo? Na festa? Pelo menos foi uma ultima boa lembrança.- Disse.

— Sim. Ela estava realmente linda e você sabia que ela tinha toda uma vida pela frente? Ela até tinha o rascunho no celular cheio de frases românticas para um tal de "Sean". Amor juvenil. Ah, e sabia também que ela estava saindo de um spa. Essa devia ser a época mais feliz da vida dela e você arruinou tudo para ela. Porém como você não tem nenhuma humanidade, isso nunca te assombrará.- Ele disse.

Frases para um Sean? Quem era Sean? Porque isso estava me chamando atenção?- Ultima chance, traga Hanna e me diga o plano ou nenhum de vocês vai ver Elena nunca mais.

— Uma frase que eu particularmente gostei foi uma que ela escreveu se ia se atirar nos braços dele agora que ele com certeza iria querê-la ou faze-lo correr atrás dela. Agora ela levou o mesmo destino da melhor amiga dela.- Ele disse.

— Você fez sua escolha. Adeus.- Desliguei. Eu estava louco para tirar a Hanna dele, mas não deixaria eles me chantagearem. Esse jogo eu que faço. E por mais que falasse, eu conhecia Stefan, ele não a tinha machucado. Elijah voltou e o deixei lá. Eles foram burros para levar Hanna para a casa deles. Ao chegar lá escutei a respiração e os batimentos dela, estavam lentos, mas bem. Entrei por uma lateral, ambos estavam na sala se perguntando o que fariam se eu não cedesse. Burros. Abri a porta da cela e fui até ela.

POV Misto. (Klaus e Hanna.)

Senti alguém me balançar e acordei.- Klaus?- Me arrastei até a parede. Os dois caras me contaram tudo e agora estava seriamente com medo.

— Está tudo bem, vou te tirar daqui, vem.- Disse.

— Não encosta em mim.- Falei.

— Hanna...- Claro, agora ela sabia.- Não tenho tempo para isso, vamos embora primeiro.- A peguei no colo e ia sair, quando dei de cara com ele.

— Indo onde?- Damon perguntou.

— O que vocês querem?- Perguntei.

— Cadê a Elena?- Damon perguntou.

— Agora é tarde demais.- Disse.

— O que você fez?- Questionei.

— Eu nada, mas você se arriscaram e perderam. Elena vai ficar na minha guarda e só eu vou saber onde ela estará.- Disse.

— Deus, vocês brigam toda hora por mulher? Sabia que tem bilhões de mulheres pelo mundo e todas tem o mesmo no meio das pernas?- Questionei irritada.

— Não é esse o motivo querida, vamos. Sai da frente.- Disse.

— Onde ela está?- Damon questionou.

— Porque você não diz?- Questionei.

— Eles tiveram a chance e preferiram ameaçar você. Fora que ainda está fora do acordo. Qual o plano de Esther?- Perguntei.

Suspirei.- Ok, desisto de argumentar.

Empurrei Damon e puxei ela.

— Olha quem chegou. Afinal tem um pouco de humanidade.- Stefan disse.

— E você voltou a ser o que sempre foi.- Disse.

— Por favor, eu quero voltar para minha vida monótoma e chata de sempre.- Falei.

— Tarde demais gostosa.- Damon a agarrou e colocou a cabeça de lado.- Onde ela está?

— Me solta!- Tentava me soltar.- Quando eu pensei que um vampiro me morderia, imaginava algo mais sexy que isso.

— Você tem um segundo para solta-la ou ambos morrerão lentamente pela minha mordida.- Disse.

— Então é melhor eu me alimentar logo.- Damon a mordeu.

Reprimi um gemido de dor e consequentemente fui perdendo minhas forças.

— Assinou sua morte Salvatore.- Mesmo tendo Stefan para lutar comigo, me livrei dele e tirei Hanna de Damon, a levando dali.

— Para onde você está me levando?- Perguntei.

— Um lugar que esteja segura.- Disse.

— Eu estou sangrando e um vampiro está me segurando. Isso não é seguro.- Falei.

Parei e mordi meu pulso.- Tome, vai fechar a ferida.

— Ok.- Peguei o pulso dele e bebi.

Ela beber de mim provocou uma sensação melhor do que devia, tudo nela fazia isso.

Parei e senti todos os machucados fecharem.- Obrigada.

— Fora isso te machucaram de algum outro jeito?- Perguntei.

— Não. Ainda bem.- Disse.

— Ótimo, vamos.- Falei.

— Ok, vamos.- Disse.

A peguei no colo e levei até o hotel. Compeli o porteiro para não deixar ninguém subir.

— Acho que hoje eu mereço um pote de sorvete e muito bolo de chocolate.- Desci do colo dele.

— Se quiser mando trazer para você.- Disse.

— Não, obrigada. Vou tomar banho. Já volto.- Entrei no banheiro.

Ela foi e preferi não esperar. Deixei um bilhete. "Aqui é seguro, não saia até eu voltar. K."

Tomei um banho bem longo, pelo menos pareceu. Sai do banheiro, vestindo um pijama e olhei o bilhete. Suspirei e me deitei na cama de bruço. Meu rosto estava entre minhas mãos. Eu estava totalmente confusa. Como tudo que me disseram podia ser verdade? Eu só podia estar sonhando, não é possível.

Eu voltei onde estava Elena e deixei tudo se desenrolar. Descobrimos que a intenção de Esther era nos matar, todos de um vez com um feitiço de ligação. Então tudo foi muito rápido. Eu, Kol e Elijah fomos atrás dela. Rebekah ficou com Elena. Conseguimos impedir que Esther o fizesse, mas Rebekah perdeu Elena. Aquela noite estava longa demais. Quando tudo se acalmou passei em casa, mas logo sai e fui para o quarto dela. A olhei dormir. Como podia ter me afeiçoado a ela tão rápido?

Senti-me acordar e vi Klaus.- O que você quer?

Me sentei na beirada da cama e toquei na sua perna.- Você está bem?

— Estou sim.- Disse.

Suspirei.- Que bom. Pelo menos isso.

Me sentei na cama, encolhendo minhas pernas.- E obrigada por ter me salvado.

— Não precisa ter medo de mim.- Disse.

— Eu não estou com medo de você.- Falei.

— Está.- Toquei seu rosto que foi afastado de reflexo.

— Amanha eu estou indo embora, então você vai poder voltar a fazer o que gosta.- Disse.

— Você disse uma semana.- Falei.

— Não depois disso.- Disse.

— Você não tem porque ir.- Disse.

— Claro que não. Eu fui sequestrada por dois vampiros, machuquei a perna, um deles me mordeu e isso é nada agora?- Questionei irônica.

Sorri.- Bem vinda a Mystic Falls.

— Isso não é engraçado.- Joguei uma almofada nele.- E não sorri desse jeito.

— Bem, conhecendo a cidade, você recebeu o comitê de boas vindas.- Disse.

— Nada agradável.- Meu celular vibrou e olhei. Era um comentário em uma foto minha que tinha postado um pouco antes de tudo acontecer. E era do Sean. Sorri. Mas acho que foi mais por um elogio do que por ser dele. Sei lá. Era meio estranho.

— Tudo bem?- Perguntei.

— Sim.- Bloqueei meu celular e o coloquei de lado.- Afinal, o que você quer de mim?

— Eu gosto da sua companhia.- Disse.

Suspirei.- Ok então.

— Agora se não gosta da minha, não tem problema em ir.- Disse.

— Não é isso. Eu gosto de você. E você sempre será especial pelo lance do primeiro beijo e tudo mais. Mais ainda por ter sido com um vampiro. Só que eu não vejo o que você vê de tão interessante em mim para ficar aqui ou me salvar. Mal tivemos nada e ainda discutimos ontem.- Falei.

— Nós discutimos ontem? Nem lembro.- Disse.

— Eu ainda vou descobrir o que você realmente quer aqui comigo. E porque quer que eu fique sendo que nós dois vimos que eu só atrapalhei aqui.- Falei.

— Você não atrapalhou.- Disse.

— Imagina que não.- Disse.

— Não mesmo.- Me aproximei dela e a beijei.

Mesmo que eu quisesse resistir, não conseguiria. Retribui o beijo.

A trouxe mais para mim. Quando eu tenho aquela boca, esqueço de tudo ao redor.

Entrelacei meus dedos no cabelo dele e acariciava ali. Por incrível que pareça, eu não conseguia sentir medo de "verdade" dele. Ele tinha me salvado e aquela carinha... era tão difícil odiá-lo ou ter medo.

Aquilo era bom e sentia aquela coisa de novo ao beijar ela.

Parei o beijo.- Você sempre consegue me deixar sem ar.

— Isso não é difícil.- Disse.

Ri.- Pois é.

— Você deve estar querendo me perguntar alguma coisa.- Disse.

Franzi o cenho.- Estou?

— Bem, você não ficou muito feliz sobre os vampiros e isso sempre vem junto com perguntas.- Disse.

— Bem, eu só acho que eu nunca mais conseguirei ver Crepúsculo ou ler. Eu teria medo real. E com certeza irei tirar Drácula da minha programação.- Falei.

— Drácula está mais para a realidade que esse outro.- Disse.

— Ah, só porque eles brilham e tecnicamente um vampiro tem esperma? Isso é o de menos. O que importa é o romance e é tão lindo. E os lobos são legais.- Disse.

— Isso eu concordo. Quer dizer, somos meio temperamentais, mas somos legais.- Disse.

Suspirei.- Eu sempre quis um Jacob.

— Quem?- Perguntei.

— É o lobo. Ele é gostoso, sexy e lindo. E pelo que dizem no filme, tão quente quanto o sol. Eu ia querê-lo no inverno. E nas outras estações também.- Disse.

— Bem, você tem um aqui.- Disse.

— Tenho?- Questionei.

— Omitiram isso? Eu sou hibrido. Nasci lobo e fui transformado em vampiro.- Disse.

— Acho que eles falaram qualquer coisa sobre isso enquanto eu desmaiava. Eles falaram em pulgas também. Não entendi direito.- Falei.

Ri.- Eu não tenho pulgas.

— E também não é peludo. Isso é ótimo. Homem de peito peludo é horrível.- Disse.

— Eu só sou peludo na outra forma.- Disse.

Sorri.- Deve ser fofo. Eu amo os lobos. Mas acho que teria medo de um. Apesar de tudo, eu posso ter um gosto bom. Vai saber.

— Pode ser, mas não se engane, são perigosos.- Disse.

— Eu sei que sim.- Falei.

Toquei o rosto dela.- O que tem de diferente?

Acariciei a mão dele.- Não faço ideia.

— Nem eu para me deixar louco assim.- Disse.

— Eu não fiz nada para te deixar "louco".- Falei.

— Mas deixa. Eu normalmente não deixaria meu lugar para ir atrás de alguém.- Disse.

— Eu agradeço por ter feito.- Falei.

— Você foi parar lá por minha causa, não sou tão sem coração como dizem.- Disse.

— Nunca pensei que fosse.- Falei.

— Não sei porque, mas gosto disso.- Disse.

— Do que?- Perguntei.

Balancei a cabeça.- Nada.

Toquei o rosto dele e o fiz olhar para mim.- O que foi?

— Isso está me deixando doido, confuso. Quando penso em você penso em coisas que não são normais para mim.- Disse.

— Tipo?- Questionei.

Aquilo era complicado para mim, eu não me permitia sentir muita coisa assim.-Enquanto voltava para cá, só pensava em quanto queria ver você bem e que não se afastasse.

Sorri e o beijei de leve.- Como é que eu posso me afastar do homem que salvou a minha vida?

— É o que deveria.- Disse.

Sorri.- Você é tão velho, eles falaram sua idade, e mesmo assim é tão carente. Isso com certeza é irresistível.

— Eu não sou carente.- Disse.

— Claro que é. Você tem essa carinha toda fofa e carente. Gosta quando te dão atenção e com certeza deve adorar um colo.- Falei.

— Você no meu colo seria interessante sim.- Disse.

Ri.- E é tarado também.

— Ah, isso sou sim.- Disse.

— Eu percebi isso.- Falei.

— Chega de falar de mim. Quem é Sean?- Perguntei.

— Como você sabe do Sean?- Questionei.

— Me falaram.- Disse.

— Bem, ele é um garoto lá da minha escola.- Disse.

— Não é só um garoto.- Disse.

— Como assim?- Perguntei.

— Você ficou nervosa quando perguntei.- Falei.

— Bem, eu meio que gostava dele e ele nunca me deu bola.- Disse.

— Sim.- Disse para ela prosseguir.

— Bem, basicamente é isso. Ele meio que gostava da minha amiga que desapareceu e nunca olhou para mim.- Disse.

— Ah, agora eu entendi.- Falei.

— O que?- Perguntei.

— Quem ele é.- Disse.

— Quem ele é?- Questionei.

— Deixa.- Disse.

— Fala.- Disse.

— Não tem mais nada.- Mexi no cabelo dela. Falar de outro para mim já deu.

— Ok então.- Disse.

A trouxe mais perto. Queria poder tocar aquele corpo mais livremente.- Ainda pensa em ir embora?

— Não sei. Não tenho o que fazer aqui. Essa cidade é entediante. Rosewood já é, mas pelo menos lá eu tenho a Mona para me distrair.- Disse.

— Quem?- Perguntei.

— Uma amiga.- Disse.

— Ela é mais interessante que eu?- Sério que eu disse isso? Estou muito mal.

Ri.- Claro que não seu bobo.- Acariciei o rosto dele.- Mas eu tenho minha vida lá. Querendo ou não eu terei que voltar para o começo das aulas.

— Eu sei.- Disse.

— Pois é.- Falei.

Não tinha porque estragar tudo. A beijei e antes de ir, eu ia ter aquela garota. Sim devia ser isso, só tesão. Afinal eu a conheço a dois dias, não podia ser nada demais.

Retribui o beijo e envolvi meus braços em torno do pescoço dele.

A trouxe para meu colo. Dessa vez não pararia, isso que está me deixando louco.

Entrelacei meus dedos no cabelo dele e acariciava ali. A minha outra mão descia pelo seu peito.

Deixei o beijo mais urgente, assim como a minha vontade dela. Era como se cada parte do meu corpo precisasse disso, precisasse estar nela.

Eu até poderia parar o beijo, mas sinceramente não queria parar. Eu posso ser louca em querer ter minha primeira vez assim, como alguém que sei que não terei futuro, mas fazer o que? Minha mãe sempre disse que as vezes só depende do momento. Se bem que minha mãe pensa bem diferente de mim nesses casos.

Percebia que ela não resistia como antes. Seria um bom sinal? Passei a tocar sua perna de teste.

Me arrepiei instantaneamente ao toque dele, o que me fez ficar surpresa. Ok que eu já havia sido tocado em um lugar mais intimo que a perna. Mas também aquela vez que o Mike tocou nos meus seios não vale. Mas com Klaus foi diferente, algo realmente bom.

Sim, ela estava afim. Apertei sua coxa e enquanto passei a minha boca para beijar seu pescoço.

Me arrepiei ao beijo dele e também por sentir sua barba na minha pele. Acariciava a nuca dele.

Subi a mão pela lateral dela.- Você é gostosa, sabia?

Sorri.- É melhor você não falar assim, eu posso ficar vermelha como um pimentão.

— Combinaria. E você vai ficar vermelha como um pimentão.- Disse.

— Vou?- Questionei.

Ri.- Vai sim.

— E porque?- Perguntei.

— Eu vou fazer isso.- Nos virei na cama e a deixei debaixo de mim.

— É? Agora fiquei curiosa.- Disse.

— Logo vou matar ela então.- Disse.

— Vou esperar.- Falei.

Ri e voltei a beija-la, agora com as mãos correndo livre pelo seu corpo.

Retribui o beijo novamente e acariciava seus cabelos.

O pijama dela ajudava a senti-la melhor, mas eu ainda estava todo vestido, então me afastei para tirar a jaqueta e os sapatos.

Ele era realmente lindo. Eu sou louca mesmo. Eu estou com um vampiro e o pior; sem medo nenhum.

Voltei a passar meus lábios pela pele dela e toquei-lhe no seio, apertando. Ela tinha uns peitos que são uma maravilha.

Suspirei pesadamente ao toque dele e me arrepiei ao seus lábios. Eram tão macios e suaves.

Levantei ela para tirar a blusa. A olhei e sorri. Ela era linda e nem estava completamente nua ainda.

Sorri.- Você tem um sorriso tão lindo.- Toquei nos lábios dele. É, eu realmente sentiria falta dele quando fosse embora.

— Obrigado.- Agradeci.

— De nada.- Disse.

— E você tem peitos lindos.- Falei.

Ri.- Obrigada. Eu gosto deles.

Tomei um com a boca.- Eu também.

Gemi e suspirei.- Então acho que é um bom sinal.

— É um ótimo sinal.- Suguei e rocei os dentes por sua extensão, pressionando mais no mamilo.

Suspirei pesadamente e comecei a abrir a camisa dele.

Deixei ela abrir e tirar a minha camisa. Quando me deitei sobre ela, fiquei mais excitado ainda pela sensação dos nossos corpos juntos assim.

Podia sentir que ele estava realmente excitado e não era tão estranho quanto pensei que seria. O beijei novamente.

Eu memorizava cada parte daquele corpo. Tocando e apertando. Quando cheguei no short dela, toquei seu sexo mesmo que por cima.

Com certeza dessa vez eu corei. Ninguém nunca tinha me tocado tão... intimamente. Na verdade nem sequer me viram semi nua.

Senti ela vacilar, então fui tocando ao redor antes de tocar ali de novo.

Ok, era melhor eu não ficar muito ligada a esse ato. Se não daqui a pouco eu travo geral. Continuávamos o beijo.

Fui parando o beijo.- Tudo bem?

— Sim.- Disse.

— Qualquer coisa me diga.- Falei.

— Ok.- Disse.

Desci roçando meus lábios por aquela pele suave, passando pelo colo, seios, barriga e comecei a tirar o short dela.

Deixei ele tirar o short. Eu esperava que ele não fosse daqueles que querem tudo na mesma noite. Porque eu mal sabia sobre o jeito normal, imagina de qualquer outro jeito? Seria estranho.

— Agora sim. Você é completamente gostosa e linda.- Disse.

— Obrigada.- Falei.

Deslizei minha mão de baixo para cima.- E toda minha.- Sorri tirando minha calça.

Sorri.- Você falando assim é sexy.

— Falando o que?- Perguntei.

— "Toda minha".- Disse.

— É o que você é agora. Minha.- Falei.

Sorri.- Sim, eu sou.

Ri e me livrei da minha cueca. Era até um alivio depois de ficar pressionado naquelas roupas. Fiquei entre as pernas dela e me deitei junto.

Envolvi minha perna na cintura dele e o beijei novamente. Minha mão descia pelas costas dele.

Passei meu membro na entrada dela e ela estava super excitada, isso era bom.

Gemi contra os lábios dele, mas voltei a beija-lo. Acho que podia beija-lo sempre.

Me posicionei na entrada dela e entrei. Tive um pouco de dificuldade. Ela era bem apertada e eu... hã... bem dotado, mas consegui.

Mordi meu lábio pela dor que tive agora no inicio. Sabia que não adiantava ficar nervosa porque só ia piorar. Então esperava ela passar.

Percebi a travada que ela deu. Beijei no seu pescoço.- Já vai passar.

Assenti.- Eu sei.

Beijei ela até ela relaxar e entrei mais um pouco, e assim fui fazendo até ela se sentir bem.

Podia sentir seu perfume também e isso com certeza me fazia relaxar. Fora que quando a pior parte passou, era bom senti-lo dentro de mim.

— Melhor agora?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Então vamos aproveitar.- Comecei a me movimentar e me segurava, já que estava explodindo de tesão.

Minha mão descia delicadamente pelas suas costas e a outra pelo seu peito.

Segurei na cintura dela e a ajudava a acompanhar o meu ritmo, coisa que ela conseguiu sem muita dificuldade.

O beijei e entrelacei meus dedos no cabelo dele.

Gostava dos toques, dos beijos, de sentir ela assim, com nossas peles em contato, estar dentro dela.

Desci meus lábios pelo pescoço dele e a minha mão descia pelas costas dele.

— Sua boca é gostosa.- Disse entre um gemido.

Sorri.- Acho que isso é bom então.

— Sim é.- Disse.

— Que bom.- Falei.

Cada movimento me lançava mais perto do orgasmo que eu estava segurando, mas a partir de quando ela começou a me acompanhar melhor, eu já não conseguia ter mais controle em nada.

Pelo que sentia, podia dizer que era o tal "orgasmo", mas não podia ter certeza.

Mesmo de primeira, percebia que ela estava chegando também, então aumentei o ritmo. Beijava ela quando percebi seu corpo estremecer e logo o meu também. Não devia, mas só pensava em como aquilo era perfeito e ela também.

Parava o beijo delicadamente e recuperava meu fôlego.

Encostei minha cabeça na dela e sorri com a forma que ela buscava ar.

— O que foi?- Perguntei.

— Você.- Disse.

— O que tem?- Questionei.

— Fica linda assim.- Falei.

— Se você diz.- Disse.

— Eu disse que ia deixar você vermelha.- Toquei seu rosto.

Sorri.- Eu sou tão branca que isso é fácil mesmo.

Rolei e deitei ao seu lado.- Branquela, linda, gostosa e sexy. É bastante coisa.

Ri.- Eu não sou tudo isso, Klaus.

— É sim.- Disse.

— Ok, não vou discutir isso.- Falei.

— Exatamente. Eu sempre tenho razão.- Disse.

— E ainda é metido.- Sorri.

— Não faz ideia de quanto.- Disse.

— Eu posso imaginar.- Falei.

Me virei para ela e a olhei. Ela era o que tinha numa vida normal. Sorridente, alegre e sexy. Tudo nela me fazia querer tocar, beijar e tê-la de novo.

Sorri.- Vai ficar me olhando assim?

— É um bom passatempo.- Disse.

Ri.- Ok então.

Tocava o braço dela de leve.- Ainda vai ficar quanto tempo?

— Não sei. Minha mãe não está gostando dessa minha estadia aqui. Acho que se demorar, ela chama meu pai e não estou afim de vê-lo.- Disse.

— Então vai ficar menos tempo do que disse?- Questionei.

— Sim.- Falei.

— É uma pena.- Disse.

— Sim, é.- Eu realmente iria sentir falta dele, mas sabia que ele não sentiria. Ele tem mais o que fazer.

— Queria que ficasse mais.- Disse.

— Eu também.- Falei.

— Então fique.- Falei.

— Não posso.- Disse.

— Pode, é só ficar.- Disse.

— Não, não posso. Eu tenho uma vida para voltar.- Falei.

Nem sabia porque queria tanto que ela ficasse. Mas queria.- Então quando vai?

— Acho que amanha.- Disse.

— Já?- Questionei.

— É o melhor.- Falei.

— Você ia ficar uma semana.- Disse.

Me aproximei dele e entrelacei minha perna na dele.- Eu vou sentir sua falta. De verdade.- Acariciei o rosto dele.

— Se eu dizer o mesmo, qual a probabilidade de você acreditar?- Questionei.

— É bastante grande.- Falei.

— Apesar de não estar acostumado com tamanha confiança, fico feliz.- Disse.

O beijei.- Você não pode duvidar de mim. Você tem a prova de que confio plenamente em você.

— Tenho?- Perguntei.

— Eu acabei de te dar minha virgindade, então sim, tem.- Disse.

— Não ouço muitas mulheres se preocupando com isso. Mais uma coisa que gosto em você.- Disse.

— Eu não segui meus planos, mas não me arrependo de nada.- Falei.

— Me ofenderia se o fizesse.- Disse.

Ri.- Não se preocupe.

Fiquei com ela ali por todo o dia. Perdemos a noção do tempo entre beijos e mais sexo. Mas eu estava cada vez mais envolvido com o jeito dela. Voltei em casa, fiz o que precisava mas logo senti sua falta. Ela me trazia uma paz que eu não tinha muito e que queria aproveitar. Voltei para ela e fiquei com ela até a hora dela ir. Consegui convencer ela a ficar mais uma noite e pela manhã a observava se arrumar.

Fechava as calças jeans. O olhei pelo espelho.- O que foi?

— Nada.- Disse.

— Ok.- Coloquei a blusa e arrumei meu cabelo. A maquiagem fiz algo leve e coloquei uma sapatilha.

— Você se arruma rápido.- Falei.

Ri.- Isso foi até uma piada. É que não tenho muito tempo. Combinei com a Mona de chegar para o almoço e comermos juntas e talvez o pessoal do colégio.

— Ah sim. Você tem planos.- Disse.

— Sim. E também já procurar a minha fantasia para o Halloween. Estou pensando em mulher gato, mas não sei.- Falei.

— Você de mulher gato, coisa interessante.- Disse.

— Eu estou em duvida ainda. Mas eu mando uma foto para você.- Sorri.

— Você nem vai se lembrar.- Falei.

— Claro que vou. Impossível esquecer de você.- Disse.

— Vou fingir que acredito.- Disse.

Ri.- Bem, vamos?

— Sim.- Me levantei calmamente para me vestir.

— Klaus, se veste rápido. Homem só tem que vestir as calças e deu.- Disse.

— Não estou com pressa.- Falei.

— Tudo bem.- Fui até ele e o beijei.- Você não precisa ir junto. O carro está aqui na frente. Tchau.

— Você não vai assim.- Puxei ela e a beijei.

Retribui o beijo.

Eu não estava bem, mas dane-se, não queria deixar ela ir. Poderia compeli-la, mas não seria "real".

Parei o beijo delicadamente.- Eu preciso ir, Klaus.- Toquei os lábios dele.- A gente se fala.

— Quer mesmo ir? Ainda dá tempo de mudar.- Disse.

— Não é assim que funciona.- Falei.

— Tudo bem.- Era hora de acabar com aquilo e voltar as coisas ao normal. Dei um beijo na testa dela.- Se cuida.

Sorri.- Você também.- Peguei a mala e sai dali.

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Vi ela ir e suspirei. Acabou a diversão e as horas tranquilas. Voltei para casa e tudo voltou ao mesmo. Foram dias cheios, muito aconteceu. Esther agora morta, os irritantes de Mystic Falls quase me pegaram e Finn está morto. O pior é que Elena agora é vampira e com isso se foi minha chance de fazer híbridos. Estava cheio daquilo tudo e o mais incrível acontecia. Eu sentia falta daquela loira. Ah Hanna. Lembrava do seu sorriso, do seu beijo e a sensação do seu corpo quente junto ao meu. Olhei e era Halloween. Procurei saber e descobri onde ficava Rosewood. Por que não? Não tinha nada para fazer mesmo. Peguei o carro e fui em direção a minha loirinha.

Hoje era Halloween e estava bem animada. Porém tanta coisa aconteceu nesse dois últimos meses que eu estava quase louca. Aria voltou para a cidade e de algum jeito, eu, Spencer, Aria e Emily voltamos a nos falar. Ok, tem um motivo. Começamos a receber mensagens de um tal -A. No inicio achamos que era a Alison, mas depois encontraram o corpo dela. Suspirei. Esse tal de -A estava em tudo que chegava a achar que ele era um vampiro. Claro que eu não contei nada as meninas pois elas achariam que sou louca porque não tenho como provar que vampiros existem e também posso só estar paranoica. Terminava de me arrumar e tinha mesmo colocado a fantasia de mulher gato. Mas tinha uma coisa. Não tinha um dia ou uma noite que eu não pensava no Klaus. Eu senti falta dele sempre. Porém ele nunca me mandou mensagem ou ligou, então também não fiz nada. Eu pensei em mandar uma foto para ele, mas não mandei. Terminei tudo e sai de casa, indo para a festa que era na casa do Noel.

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Não foi uma viagem muito longa e achei a cidade. Procurei e compeli algumas pessoas até saber onde Hanna estaria, sorte que vi ela mexendo na carteira e vi seu sobrenome. Cheguei no lugar e estava meio escuro, então tive que procurar bem na tal festa. De repente eu vi uma mulher gato loira, só podia ser ela. Mas estava acompanhada.

Ria junto com Noel.- Falando nisso, a festa está ótima.

— Obrigado, você está linda.- Noel disse.

— Obrigada. Poderia ter sido mais original na fantasia, mas era a unica que veio a cabeça.- Disse.

— Ficou perfeita e gostosa.- Noel falou.

Sorri.- Obrigada novamente.

— Vamos dançar?- Noel questionou.

— Claro, vamos.- Disse.

Noel a acompanhou e se colou nela para dançar.

Me virei de costas para ele e seguíamos o ritmo da música.

Noel deslizou as mãos pela lateral do corpo dela, a parando na cintura e a puxando contra ele.- Está muito sexy.

Sorri.- Eu pensei que o seu tipo fosse a Aria.

— Eu não tenho tipo.- Noel disse.

— Parecia que tinha ano passado.- Disse.

— Esse ano é diferente. Eu quero você.- Noel falou.

— Você quer é?- Questionei.

— Quero.- Noel aproveitou que estava escuro para descer a mão.

Parei a mão dele.- Olha essa mão boba ai.

— Vai dizer que não gosta.- Noel disse.

Ri.- Noel, isso não tem nada a ver com isso. Estamos em uma festa e é para diversão. E não para isso.

— E Isso não é diversão?- Noel questionou.

— Pode até ser. Porém não temos nada e eu não sou esse tipo.- Disse.

— Vamos lá Hanna, vamos nos divertir.- Noel a segurou mais firme contra ele.

— Só vamos dançar, Noel.- Disse.

— Já estamos e só vamos...- Noel sentiu uma mão no ombro.

— Deixe ela.- Disse.

Ok, eu só podia estar louca. Me virei.- Klaus?

— Quem diabos é você?- Noel perguntou.

— Você acertou. O diabo em pessoa.- Disse.

— Não exagere.- Falei.

— Você o conhece?- Noel questionou.

— Sim.- Disse.

— Será que pode me dar licença?- Questionei.

— A festa é minha e você nem está fantasiado.- Noel disse.

Fiquei no meio dos dois, antes que desse problema.- Ok Klaus, é melhor irmos para a rua.

— Quem disse que não?- Questionei.

— Ah é? E de que?- Noel perguntou.

— Híbrido.- Disse.

— Klaus, vamos sair daqui.- Falei.

— Híbrido? E que merda é essa?- Noel questionou.

Deixei meus olhos mudarem.- Quer testar para ver?

— Maneira a fantasia cara.- Um garoto passou rindo.

Suspirei.- Klaus, por favor, vamos sair daqui.

— Claro, vamos.- Disse.

Peguei ele pela mão e o levei para a rua.- O que você está fazendo aqui?

— Vim ver se era melhor mesmo que Mystic Falls.- Falei.

— E você é louco de se mostrar desse jeito? Poderia ter assustado ele.- Disse.

— A intenção era essa.- Disse.

Suspirei.- Você é impossível.

— Sim, eu sou.- A encostei na parede.- Afinal quem ele pensa que é para falar com você daquele jeito? Só eu posso falar assim.

— De que jeito?- Perguntei.

— Querendo ter você.- Subi a mão pela lateral do seu corpo.

Me arrepiei ao toque dele.- Tecnicamente você não estava aqui.

— Agora estou.- Disse.

— Mas ele não sabia e nem eu. Fora que sou solteira, não é?- Questionei.

— Vamos deixar isso para mais tarde.- A beijei.

Parei o beijo e coloquei a mão no peito dele.- Ei, calma. Por mais que eu queira te beijar, preciso saber o que você está fazendo aqui. Fora que não é seguro aqui.

— Não se preocupe, está tudo bem.- Disse.

— Não está não. Você não sabe da missa a metade.- Olhei para os lados.- Olha, é melhor conversarmos na minha casa. A minha mãe vai estar na casa do namorado.

— Tudo bem.- Disse.

Escrevi o endereço no celular dele.- Agora é melhor você ir.

— Vamos.- Falei.

— Eu não posso ir.- Disse.

— Porque não?- Perguntei.

— Porque minhas amigas iriam estranhar.- Disse.

— Mas você quer ir comigo, não é? Deixe-as.- Falei.

— Eu não vou deixa-las. E sim, eu quero ir com você. Mas não vou deixa-las assim.- Disse.

— É só uma festa.- Disse.

Suspirei.- Klaus, eu vou ser direta. Nós estamos sendo perseguidas. Então não, eu não posso deixa-las.

— Você está bem? Fizeram algo?- Questionei.

— Fui atropelada.- Disse.

— O que? Está bem?- Questionei.

— Sim, estou.- Suspirei. Eu jurava que ele ia ter uma reação mais preocupada. Só me iludi também.- Melhor você ir.

— Vou esperar você.- Disse.

— Não precisa. O Noel não vai me atacar.- Falei.

— Não quer que eu te espere?- Perguntei.

— Querer eu quero, mas nem tudo que se quer, se pode ter. Você não precisa se preocupar comigo agora. Afinal não se preocupou por dois meses.- Disse.

— Quem disse que não? Você que me esqueceu.- Falei.

— Até parece. Eu garanto que você me esqueceu muito bem na cama com outras mulheres, já que estava ocupado demais para me ligar. Porque sua vida é muita agitada. E olha que era você que estava todo carente enquanto ia embora. Se eu tinha alguma esperança, ela foi embora na primeira semana sem você me ligar.- Disse.

— Primeiro, não te liguei porque era assim que você quis. Deixar o que houve lá, lá. Segundo, não tem como esquecer uma coisa em camas, se eu não estive nelas. E eu não estava carente, queria fazer você ficar.- Disse.

— Você é um dissimulado. Eu disse que poderíamos nos falar. Ou você é surdo agora?- Questionei.

Odiava discussões assim. Ela já estava contra parede mesmo, então a beijei. Fiz uma nota de como ela fica linda brava.

Retribui o beijo. Mesmo que tentasse resistir, não conseguia.

A prendi contra parede e a reação do meu corpo foi instântanea ao sentir o dela novamente.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava os cabelos dele.

Como tinha sentido falta daquela boca. E era verdade, não fiquei com ninguém.

Acariciava a extensão do pescoço dele e eu sabia o que eu sentia. Eu o amava. Era quase impossível negar. Mas tinha certo receio de dizer, mas tinha aprendido uma coisa com a terapeuta do spa; falar o que você pensa. Parei o beijo e o olhei.— Eu te amo.

Eu fui pego completamente de surpresa. Não esperava já ouvir aquilo, por mais que algo dentro de mim ficou contente em ouvir.- Hanna...

Coloquei meu dedo em cima dos lábios dele.- Tudo bem, eu sei. Sei que não sente isso. Eu só queria falar.- Sorri e lhe dei um selinho.- Vamos para minha casa então. Lá é melhor. Eu vou mandar uma mensagem para as meninas.

A fiz olhar para mim.- Você foi em algo complicado para mim. Eu sou horrível para demostrar o que sinto, é quase uma marca minha.

— Está tudo bem. Você não precisa falar nada. Até prefiro que não fale. Já tem muita falsidade na minha vida, não preciso de mais.- Disse.

— Mas tenha como sinal tudo o que tivemos e eu estar aqui, que você é muito especial para mim. E não sei de mais alguém que possa desfrutar dessa posição.- Disse.

— Tudo bem. Já está ótimo.- Mandei uma mensagem para todas elas.

Ela mandou e fomos para a casa dela. Ao entrar no quarto, já fui nos empurrando para a cama.

— Tudo isso é saudade?- Questionei.

— Você não viu nada ainda.- A joguei na cama.- Merda, você tinha que estar tão gostosa?

Sorri.- Quanto a isso não posso fazer nada.

— Mas eu posso.- Me juntei a ela, a beijando e tocando onde possível.

Retribui o beijo e entrelacei meus dedos no cabelo dele.

Tateei até achar o zíper daquele corpete e quando o fiz, o puxei, abrindo e me maravilhando com tudo aquilo.

Se tinha uma coisa que eu gostava, era de quando ele me olhava. Comecei a abrir a camisa dele e voltei a beija-lo novamente.

Deslizei minha mão por aquele colo e peguei um dos seios. Não resisti em logo ter minha boca ali.

Gemi e suspirei. Eu com certeza senti falta de sentir a barba dele na minha pele. Terminei de abrir a camisa dele e a tirei.

— Adoro quando te faço gemer assim.- Disse.

Sorri.- Você é o único que consegue.

— Porque ou já tentou com outro?- Ia para o outro fazer o mesmo.

— Eu até poderia ter transado com outro, mas não iria conseguir deixar outro me tocar.- Disse.

Olhei ela e sorri.- Perfeito.

— Porque?- Perguntei.

— Porque sim.- Suguei o outro seio dela, roçando as presas. Na verdade era nojenta a ideia de outro a tocando.

Gemi e suspirei pesadamente. Nesses dois meses eu achei que nunca sentiria as presas dele. Porque enquanto estava lá, ele não as "usou".

Abri a calça dela e com trabalho tirei. Ela usava uma calcinha de renda preto. Se já estava, fiquei mais duro ainda com aquela visão.

Mordi meu lábio com o olhar dele e abri o cinto dele, logo o tirando e começando a abrir a calça dele.

— Sua mãe não se importa?- Perguntei.

— Com o que?- Questionei.

— De estarmos aqui.- Disse.

— Ela não está em casa. Disse que ela estaria com o namorado. Se ela estivesse, nem estaríamos aqui.- Falei.

— Que bom então.- Terminei de tirar a calça e me deitei sobre ela.- Está sentindo como me deixa?

Sorri.- Sentindo e vendo.

— Mérito totalmente seu isso.- Sorri provocando ela, me movimentando.

Mordi meu lábio.- E com certeza você ficaria mais confortável dentro de mim.- Disse contra os lábios dele.

— E você não aguenta mais esperar, não é?- Questionei.

— É a mesma coisa que perguntar a um diabético se ele quer doce.- Disse.

— Não vou ser mal com você.- Tirei minha cueca.

Ri.- Assim parece que eu sou a tarada e você é um garotinho obediente. Como se não tivesse quase me engolindo agora pouco.- Ironizei divertida e mordi de leve seu lábio.

Só puxei ela melhor na cama e me afundei dentro dela. Era impossível não gemer.- Eu? Sou inocente.

— Sei. Um anjinho.- Sorri e o beijei.

Retribui o beijo. Isso que gostava nela, era sempre tudo leve, compensando toda a carga que eu carregava porta a fora.

Acariciava os cabelos dele enquanto minha mão descia delicadamente pelas suas costas.

Eu não ia calmamente como da outra vez. Ela até parecia gostar de nos movimentar mais rápido e forte.

Gemi contra os lábios dele. Isso era realmente louco. Agora pouco eu estava com Noel e agora estou aqui com Klaus. E o pior, eu não fazia ideia do porque ele veio parar aqui. Eu era louca mesmo, mas nunca iria conseguir resistir a ele.

Eu tentava entender o porque de eu gostar tanto de ficar com ela, mas só sabia que gostava. Sabia também o que minha proximidade a ela podia fazer. Não, não ia pensar nisso agora.

Eu realmente o amava, mas não poderia ficar assim com ele. Ele só me procurar quando quer sexo. Eu nunca quis algo assim. Com certeza ia sentir falta do seu perfume. Desci meus lábios pela extensão do maxilar dele.

Eu amava a boca dela e o que ela me proporcionava. Imaginei como seria quando ela com aquele olhar travesso, esse que fica quando transamos, fizesse oral em mim. Sorri com a ideia.

Olhei para ele que sorria.- O que foi?

— Amo sua boca.- Disse.

— Ok, acho que isso é bom então.- Falei.

— Demais.- Disse.

— Que bom.- Falei.

Ri e nos mudei de posição deixando ela no meu colo.- Não perdeu o jeito, perdeu?

— Considerando que sou bem burra, eu não duvido disso.- Disse.

Fiz ela olhar para mim.- Você não é burra.

— Sim, eu sou. Todo mundo sabe disso. As piadas das loiras caem como luva em mim.- Disse.

— Não pense isso.- A beijei e segurei sua cintura, indo no ritmo que estávamos.

Retribui o beijo e mexia meu quadril no ritmo dele.

Beijei o pescoço dela e fazia aquele percurso até seu ombro e voltava. Sentia o orgasmo chegando. Tão bom quanto me lembrava.

Me arrepiava com os beijos dele e sentia o orgasmo chegando.

Beijei ela. Eu queria ficar ali, com ela assim, sempre.

Parei o beijo e lhe dei um selinho, Eu queria poder dizer que o amava novamente, mas da ultima vez a reação dele foi bem convicta e não ia passar vergonha novamente. Recuperava meu fôlego.- Então, você conseguiu resolver seus problemas lá?

— Sim. Consegui sair vivo de tudo.- Disse.

Sorri.- Isso com certeza é ótimo.- Me levantei do colo dele e coloquei um roupão que tinha ali. Seria muito estranho colocar a camisa dele. Não éramos tão íntimos assim.- Vou pegar uma água. Quer?

— Quero.- Disse.

— Ok. Já volto.- Desci e fui pegar.

Ela tinha ficado estranha. Claro, afinal disse que me amava e eu a tratei daquele jeito. Mas não era algo simples para mim ouvir aquilo, sem retribuir. Sim, eu sinto muitas coisas por ela, será que a amo?

Peguei dois copos e subi novamente.- Aqui.- Entreguei a ele e me sentei na cama, bebendo da água.

— Obrigado.- Tomei um pouco e coloquei na mesinha. Quando ela deixou o copo de lado, a trouxe para mim. O que? Eu senti mesmo falta dela.- Gostei do seu quarto.

Sorri.- Obrigada. Levou um tempo até ficar pronto, mas gostei do resultado.

— Você tem bom gosto.- Disse.

Sorri.- Obrigada.- Olhei em volta.- Você bem que podia me ajudar em um trabalho de história, não é? Eu não prestei atenção na aula. Estava fazendo as unhas.

Ri.- Não veria problema.

— Ótimo.- Me levantei e peguei o meu caderno.- Deve ser fácil para você. E pode deixar com sua letra mesmo, é só eu usar um decote e me inclinar para o professor que ele deixa passar. Já fiz isso quando a Spencer fez para mim.

— Sério isso? Deixe de ser preguiçosa, vamos fazer.- Disse.

— Eu não vou precisar de nada disso para a faculdade que irei fazer.- Falei.

— Qual é?- Perguntei.

— Moda. Eu desenho roupas desde que me conheço por gente.- Disse.

— Que bom. E não repita o que falou antes.- Falei.

— O que?- Questionei.

— Que você é burra.- Disse.

— Mas eu sou.- Falei.

Coloquei meu dedo na boca dela.- Não repita. Não diga que você é fraca, burra, incapaz e que não faz nada direito. Porque não é.

— Eu nunca disse que sou incapaz. Meu am...- Parei.- Eu sou a melhor organizadora de festas que você verá na humanidade, eu faço unhas como ninguém e sério, eu faço os melhores doces que um dia você irá comer. E eu danço muito bem. Poderia ser uma stripper profissional. Fora que esse corpinho não foi conquistado sentada no sofá ou chorando por ai. Ok, isso foi a uns meses antes. Mas isso não vem ao caso. Eu só sou burra mesmo. Eu não sei nem quem foram os presidentes e muito menos sei a tabuada.

Ri.- Meu Deus, me apaixonei pela versão baixinha da Rebekah.- Parei percebendo o que tinha dito.

Baixei meu olhar, tentando ignorar aquilo.- É o que disse, todas as loiras são iguais.

Foda-se qualquer coisa. Sou velho o suficiente para saber porque vim aqui. A beijei e a olhei.- É a verdade.

— O que? Que todas as loiras são iguais?- Questionei.

— Não Hanna. É, vou ter que te dar umas aulinhas mesmo.- Disse.

Ri.- Percebeu isso só agora? Mas não adiantaria muito. Eu gosto de dormir em aulas.

— Não mas minhas.- A botei no meu colo.- Sei te manter bem acordada.

— Ah é? E como?- Questionei.

— Bem, sempre falaram que tenho mãos bem ágeis.- Subi a mão pela perna dela.

Sorri.- Eu imagino que sim.

Encostei a cabeça no ombro dela.- Eu quero você comigo.

— Quer?- Perguntei.

— Sim, estou pensando em te levar comigo.- Disse.

— Não posso sair daqui. Sinto muito.- Falei.

— Porque não?- Questionei.

— Eu tenho minha mãe, minhas amigas e...- Suspirei.- A.

— A?- Perguntei.

— Sim. Eu falei que estava sendo perseguida. Nem sei como não veio mensagem ainda. Eu fui atropelada porque tinha achado que havia descoberto. Pensei que era o Noel, mas não era. Mas -A só me atropelou para eu achar que realmente era ele.- Disse.

— Isso eu resolvo fácil.- Falei.

— Só se você for vidente ou Deus. Porque é impossível.- Disse.

— Eu vou fazer. Mas como vamos fazer? Quero você comigo.- Falei.

— Hã... você pode ficar aqui se quiser. Até aqui em casa. Podemos falar com a minha mãe e ela é bem mente aberta.E vai entender rápido. Fora que ela nem para em casa.- Disse.

— Na verdade eu estava pensando em ir para a minha cidade, digo isso dela ser minha mesmo ou ter sido.- Disse.

Suspirei.- Então infelizmente não ficaremos juntos.

— Eu posso conseguir um lugar para vocês lá. Sua mãe trabalha no que?- Questionei.

— No banco. Mas ela não vai querer sair daqui e nem vai me deixar ir.- Disse.

— E você não vai mesmo ela dando permissão.- Suspirei.

— Não.- Disse.

— Ou seja, ou fico aqui ou vou sozinho.- Falei.

— Você não tem que mudar sua vida por mim.- Disse.

— Eu já mudei em estar pensando em uma solução.- Disse.

Suspirei.- Eu odeio histórias de sacrifícios.

— E quem vai se sacrificar?- Questionei.

— Você.- Disse.

— Não sei vamos ver.- Falei.

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Fiquei com ela ali aquela noite e fui ficando. Todo o tempo que ela estava presente era ótimo. Nos divertíamos e eu explicava algumas coisas a ela. O sexo era cada vez melhor. Resolvi a questão dela ser ameaçada fácil, era só uma garota brincando. O tempo foi passando, eu viajava as vezes para não ficar entediado ali, mas sempre voltava logo. Quando voltava era a melhor coisa que sentia. Tínhamos planejado de quando ela se formar fazer uma grande viagem para que descontasse tempo. Mas até lá eu sabia de uma coisa; cada vez mais eu amava aquela loirinha.

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim :3 Bem, o próximo capítulo é Kol e Hanna, que ficou em segundo lugar e o outro é Elijah e Hanna. Nos vemos nos comentários e até o próximo! ;) P.S: Aqui o link do vestido que a Hanna estava usando no baile: https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcTXIJOnqDOxDz8usdN_P793wtdnpwqP21Vmcrjgvs2emCMhtvh_