Liberty- One Shots

110 Capítulo 111- Damon & Lydia.


Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Ah, avisando que essa one shot é baseada no livro Lick, da Kylie Scott :) Bem, vamos ao capítulo...

POV Misto. (Damon e Lydia.)

Quando me acordei senti somente o gosto de vomito na minha boca. Santo Deus. Eu nunca mais na minha vida escuto a Allison. A dor de cabeça estava quase me matando e me virei na cama. O que desejei não ter feito porque dei de cara com um homem me olhando. Eu conhecia ele... Ele é... Oh meu Deus; ele é o Damon, de uma das minhas bandas preferidas! Ok, não surte, é só um sonho. Me olhei e estava vestida com a mesma roupa da noite passada.

— Hey minha ruivinha, até que enfim acordou.- Disse.

O olhei.- Você é quem eu penso que você é?

Olhei para ela e sorri.- Bem, eu espero que sim.- Entreguei o copo com água.- Deve estar com sede.

— Não pode ser. Eu estou em Las Vegas com a minha amiga e você mora em L.A.- Disse.

— Que isso Lydia, está esquecida de ontem é?- Questionei.

— Ok e você sabe meu nome; ótimo.- Me levantei e me senti tonta, mas respirei fundo.- Por mais que seja o sonho de qualquer fã transar com o cantor que gosta, acho que prefiro não pensar que isso tenha rolado. Então não me diga nada. Se bem que estou de roupa, então não aconteceu nada.

Ela estava estranha de ontem.- Lydia, do que está falando? Não lembra disso?- Levantei a mão com a aliança.

Olhei a mão dele e com medo, olhei a minha.- Ai. Meu. Deus! O que é isso!?

— Lydia, nós estamos casados ué. Não é possível que não se lembre de nada.- Disse.

Me sentei na poltrona que tinha ali.- Meu Deus, eu não posso estar casada.- Fechei os olhos.- Por favor Lydia, acorde e esteja no seu quarto.

Fui até ela, sentando no braço da poltrona.- Ontem você disse que era uma das melhores noites da sua vida. O que houve?

— Porque eu tenho 21 anos e estou para entrar na faculdade dos meus sonhos, e eu não posso estar casada! Meu pai vai me matar!- Exclamei.

— Depois vemos com ele. Agora você precisa beber água e depois tomar café.- Disse.

— Eu preciso de um banho, isso sim.- Olhei em volta e percebi que pelo menos era meu quarto de hotel daqui.

— Vou pedir o café da gente.- Disse.

Entrei no banheiro, tirei a roupa e fui direto para o box, me lavando. Fechei os olhos e pensava... O que eu posso fazer? Enquanto eu matutava entre fugir ou mata-lo e esconder o corpo (porque virar uma assassina seria mil vezes melhor do que enfrentar a ira do meu pai) me veio a luz. Claro! Eu só preciso pedir o divórcio, ninguém precisa saber desse meu lapso. Ok, isso mesmo. Olhei a anel e suspirei. Mas esse anel é tão lindo... Foco Lydia. Depois de um longo banho e de escovar os dentes mil vezes para sair o gosto de vômito, me secava e quando me virei meio de lado no espelho e vi o que nunca queria ter visto. Na minha nádega direita dizia Damon e na esquerda dizia Salvatore. Eu tinha me tatuado.- Ah!- Sai do banheiro enrolada na toalha.- O que é isso na minha bunda?

Sorri.- O que Lydia?

— O seu nome... O que...?- Me sentei na poltrona antes que caísse dura no chão.

— Lydia, o piadista aqui sou eu. Essa brincadeira de esqueci a nossa noite já deu.- Disse.

— Eu quero o divórcio. Agora. E até eu conseguir dinheiro para tirar essa coisa de mim, eu nunca mais vou na praia.- Disse.

— O que? Divórcio?- Estava cheio da brincadeira. Depois de ontem as coisas mudaram, eu queria aquela garota; minha mulher.

— Eu quero o divórcio.- Disse.

— Que divórcio o que? O que aconteceu com você?- Me afastei dela, a olhando.- Cadê a mulher com que me casei?

— O que? Você tá maluco? Eu não lembro de nada e nos conhecemos a apenas umas horas.- Disse.

— Lydia, nos encontramos ontem depois do show, saímos, dançamos, bebemos, casamos e você insistiu em fazer a tatuagem e depois viemos para cá. Só não consumamos nosso casamento porque você apagou, mas animação não faltava.- Disse.

Suspirei aliviada.- Graças a Deus não fizemos nada. E você, por favor, saia daqui. Eu quero o divórcio e quero voltar para a minha casa. Então, por favor, vá. E aqui.- Tirei o anel e coloquei na mão dele.

A olhei sem acreditar. Ontem eu realmente achei que tinha encontrado alguém que se importava comigo, não com a minha fama ou meu dinheiro, mas que merda eu queria também? Isso não existe. Guardei o anel no bolso.- Se é o que você quer.

— Sim.- Disse.

— Meus advogados vão entrar em contato com você.- Disse.

— Ok.- Disse.

Comecei a sair, mas parei.- E Lydia, obrigado pela melhor noite que já tive.

Suspirei.- E não foi comigo. Adeus.

POV Damon.

Como percebi, uma ilusão. Suspirei e fui embora dali. Peguei o elevador, ligando para o meu motorista me esperar na porta dos fundos e falei com o gerente do hotel que facilitou a minha saída. No carro pensava naquela noite, tinha sido tão bom... Deveria ter ouvido o Ric e não ter feito aquele casamento idiota. Que imbecil que eu sou. Cheguei no meu hotel e subi, encontrando logo os meninos.

— E ai.- Matt disse.

— Não enche.- Disse tirando os óculos e procurando alguma coisa para beber.

— Olha quem está de mau humor.- Matt disse.

— Cala boca Matt.- Disse.

— Ui, o docinho está de mal humor.- Enzo disse.

— E olha que ontem ele saiu com uma ruiva gostosa.- Tyler disse.

— E vocês não sabem não?- Enzo questionou.

— Que ele deve ter brochado para estar de tão mau humor? Eu imaginei.- Tyler disse.

— Temos é um novo senhor casado e fotos em muitos lugares.- Enzo disse.

— Puta merda; fotos?- Questionei.

— A gente viu.- Matt disse.

— Sim e tem uma da bunda dela totalmente exposta fazendo a tatuagem.- Tyler disse.

— Cacete. Cadê o Ric?- Questionei.

— Por ai e fala ai; onde está a sua tatuagem?- Matt questionou.

— Que tatuagem? Eu não fiz.- Disse.

— Claro que fez.- Enzo disse.

— Fez sim e é no braço.- Tyler disse.

Eu não tinha trocado de roupa, não estava nem ai para ardência no meu braço. Tirei a camisa e olhei.- Puta que pariu, eu não fiz essa merda.

Tyler riu.- Você pode cobrir, relaxa.

Merda de Las Vegas. Sai entrando no meu quarto, batendo a porta. Botei meu telefone para carregar um pouco e depois olhei minhas mensagens. Tinha várias fotos minhas e da Lydia; bebendo, dançando na capela e fazendo as tatuagens. Eu tô muito fodido e irritado também.

POV Lydia.

Depois de me vestir, comer alguma coisa e encontrar Allison, arrumamos nosso voo de volta e deixei claro que nunca mais pisaria em Las Vegas, e nem beberia. O voo foi tranquilo e fiquei quieta a maior parte dele já que minha bunda ardia. Suspirei. Eu sou louca. Como vou ter dinheiro para tirar isso? Chegamos em Chicago e pegamos um táxi para casa quando começou um monte de jornalista e fotógrafos perseguir o carro.- Ai meu Deus.

— O que?- Allison questionou.

— Você é cega?- Questionei irritada.- Moço, não pare o carro e dirija rápido.

Ela olhou para trás.- Ai meu Deus.- Ela disse pegando o celular.

Suspirei.- Eu não acredito que eu casei em Las Vegas!

— Lydia.- Allison disse.

— O que?- Questionei.

Ela passou o celular para mim e olhei; parecia que meu mundo desabou.- Meu Deus. Eu tenho uma sorte.

— Temos que chegar logo na sua casa.- Ela disse.

— Minha casa... Ai não, meu pai! Ele vai ter um infarto e minha mãe também.- Disse.

— Talvez eles não tenham visto.- Ela disse.

— Espero.- Disse.

— E o Damon? Não acredito que casou com ele.- Ela disse.

— Nem eu.- Disse.

— Não se lembra de nadinha?- Ela perguntou.

— Algumas coisas.- Disse.

— Mesmo você pedindo não devia ter deixado ir com ele.- Ela disse.

— Não devia mesmo.- Disse.

— Mas você me implorou e estava sã ainda.- Ela disse.

— Sei.- Disse.

— Olha aqui.- Ela abriu um vídeo. "Lydia me espera. Para onde você vai?”

— Isso não quer dizer nada. Você sabe que se eu estivesse bem nunca iria com ele e nunca teria bebido se você não tivesse me convencido. Alli, você é minha melhor amiga, mas não pode fugir quando sabe que você tem parte da culpa.- Disse.

— Tudo bem, da próxima vez que você estiver se agarrando com um gostoso vou te amarrar junto comigo.- Ela disse.

— Sim, faça isso mesmo. Quero viver a minha vida, não a vida pensando em homens. E agora está tudo arruinado.- Disse.

— Tudo bem então.- Ela disse.

— Ótimo.- Demorou para chegarmos na minha casa, quer dizer, na dos meus pais. Descobri que tinha gente no apartamento que eu dividia com a Allison. Isso é perfeito, ótimo. Suspirei. Ela foi para o apartamento e eu entrei em casa.

— Lydia, é você?- Ele questionou.

— Pai, sim.- Disse.

— Venha cá.- Ele chamou.

Respirei fundo e fui até o escritório dele.

Ele a olhou.- Eu só quero saber que merda toda é essa que está na internet e na TV.

Suspirei.- Eu não sei. Não lembro de nada.

— Não lembra? Como não lembra de ter se exposto assim?- Ele disse batendo na mesa.

— Pai, calma, por favor. Eu vou resolver isso, ok? Vou me divorciar e tudo vai voltar ao normal. Prometo.- Disse.

— Esse pilantra ,filha da puta drogou você? Foi isso? Por isso não se lembra?- Ele se levantou.- Ele se aproveitou de você?

— Ele não fez nada, eu que fui culpada. Bebi demais e não raciocinei e ele não me tocou. Parece que depois de tudo, eu desmaiei e acordei hoje de manha somente.- Disse.

— Não me interessa quem seja, vou acabar com esse desgraçado.- Ele disse.

— Pai.- Cheguei junto dele e peguei sua mão.- Vai ficar tudo bem. A mãe está bem?

— Está no quarto.- Ele disse.

— Melhor deixa-la dormir.- Disse.

— Vá falar com ela. Vou falar com meu advogado para ver como podemos destruir esse cara.- Ele disse.

— Pai, não. Eu não quero isso, eu e Damon vamos nos divorciar civilizadamente, ok? Já falei com ele.- Disse.

— Ele expôs você!- Ele exclamou.

— E eu sou maior de idade, e eu já disse que não quero um divórcio conturbado.- Disse.

— E eu não quero saber que minha filha se expôs de propósito igual a uma caça-fama sem escrúpulos.- Ele disse.

Me afastei dele.- É isso que pensa de mim?

— Não sei Lydia, depois de ver tantas fotos suas, não sei.- Ele disse.

Assenti.- Ótimo. Tchau pai.- Sai da casa.

POV Damon.

Estava por todos lugares. Quando cheguei em casa em Los Angeles tinha gente no aeroporto e no caminho de casa. Eu já estava acostumado, afinal a Prince's Of Night era conhecida internacionalmente, mas parecia estar pior. Fui para o escritório conversar com o Ric sobre aquilo. Me sentei na cadeira.- Vai pode falar a vontade.

— Você vai traze-la para cá, porque a garota não tem culpa da sua estupidez. Você vai deixa-la longe do radar e vamos resolver essa situação o mais rápido possível.- Ele disse.

— Traze-la para cá? Que se dane, ela escolheu ir.- Sim, eu estava puto com ela.

— Sabia que diria isso, então já providenciei tudo e ela vai ficar comigo.- Ele disse.

— Isso é culpa dela, poderia estar aproveitando em Vegas ainda, mas ela teve que dar de santinha depois.- Disse.

— Eu estava pesquisando e acho que ela é uma “santinha” como você diz. Foi aceita em Harvard, Yale e Stanfford e foi para Vegas para esquecer o namorado que a largou.- Ele disse.

— O que? Ela me usou de step?!- Questionei.

Ele deu de ombros.- Talvez, não sei. Só sei o que as redes sociais dizem.

— Filha da puta. Mudei de ideia; trás ela para cá.- Disse.

— Como disse, isso não era uma decisão sua. Já tinha feito tudo.- Ele disse.

— Dane-se. Até assinar os papéis ela é minha mulher e você vai trazer ela para minha casa.- Disse.

— Ok.- Ele disse.

— Agora eu vou tentar dormir um pouco, qualquer coisa me avisa.- Disse.

— Tudo bem.- Ele disse.

— Até mais.- Levantei.- E Ric, foi mal, não era para ser essa bagunça, era para ser... Outra coisa.

— Tudo bem. Pelo menos os shows lotaram e a festa de amanha também.- Ele disse.

— Todos querendo ver o babaca que eu fui.- Disse.

— Exatamente.- Ele disse.

— Maravilha.- Disse saindo do escritório. Estava muito puto e ela ia me pagar.

Tudo aconteceu muito rápido e agora estou em um jatinho particular voando para L.A. Suspirei. Os seguranças da banda vieram me buscar para eu ficar “segura” enquanto esse processo corria, mas com certeza não tinha sido ideia do Damon. Ele parecia me odiar e eu não conseguia entender o porque. Nem nos conhecíamos e ele fica fingindo que se importa. Não demoramos a chegar em L.A e pousamos no gramado de uma mansão. Meu Deus. Desci do avião com a minha mochila e uma mala.

— Está tudo bem senhorita?- O cara perguntou.

— Hã... Sim.- Disse.

— Vamos o senhor Salvatore está lhe esperando.- Ele disse.

— Ok.- Disse.

Eu tinha acabado de levantar quando me avisaram que a Lydia tinha chegado. Ótimo, a santinha tinha vindo mesmo. Ainda tomando café cheguei na sala e ela estava chegando.

— Ah, hey.- Disse.

— Olha ela ai. Obrigado John, pode ir.- O segurança saiu e andei para perto dela.- Quer alguma coisa? Estou acabando de tomar café.

— Não, obrigada. John me alimentou no avião.- Disse.

— Tudo bem. Vem, o quarto é lá em cima.- Disse.

— Ok.- Disse.

Vi ela me seguir e a levei até o meu quarto, entramos e fechei a porta.

— O quarto parece estar ocupado.- Disse.

— É o meu.- Disse.

O olhei.- Seu? E porque me trouxe para cá?

— Porque é aqui que você vai ficar. Já que gostou de me usar para sua vingança e me fazer de babaca, o mínimo que pode fazer é fazer ela direito.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— O que? Achou que eu não ia descobrir?- Peguei o celular e comecei a ler.- " Parece que ela deu mesmo a volta por cima, perdeu Jackson." " Isso que é um bom negócio Lydia, levou um pé na bunda do Jackson, mas casou com esse deus, vai lá garota" " Ela casou? Alguém está querendo esquecer o Jackson com estilo e que estilo."- Parei respirando fundo para não explodir.- Isso está no grupo do seu colégio. Então, gostando de me usar como step para se vingar do seu namoradinho?- Andei até ela.- Eu não suporto quem tenta me usar e você foi tão convincente que acabei acreditando que podia ser diferente.

— Se você pensa isso de mim, tudo bem. Tanto faz. Eu vou para outro quarto.- Sai dali.

— Maldita santinha!- De relance olhei a tatuagem, mas que merda de ida a Vegas? Porque eu aceitei aquela ideia? Ah é, estava bêbado demais para raciocinar. Larguei o café, pegando um whisky para beber, assim eu me acalmaria. Troquei de camisa e fui para o estúdio, tocar me ajudaria a aliviar mais um pouco a minha cabeça.

Fiquei no quarto a tarde toda e quando a noite chegou, tomei um banho para dormir. Estava com o estômago embrulhado para comer. Sai e coloquei um pijama, ouvindo que musica e barulho. Suspirei. Claro que teria festa. Tranquei a porta do quarto e fui me deitar.

Nossas festas eram conhecidas e o show que fizemos nela foi ótimo. Eu amava tocar e descobri que amava cantar também. Eu e os meninos nos conhecíamos a muitos anos e passamos por muitas coisas juntos. Quando terminamos. descemos do palco e falamos com vários convidados.- Fala sério; Stefan?

— E ai.- Ele disse.

— Sabia que não ia resistir em aproveitar as férias para me ver.- Stefan era meu irmão mais novo e com o meu trabalho nosso contato era mais online que ao vivo.

— Até parece. Vim por L.A.- Ele disse.

— Sei. Quer alguma coisa? Para você é tudo liberado.- Disse.

— Por enquanto ainda não.- Ele disse.

— Tudo bem.- Um fotógrafo chegou junto da gente e tirou uma foto nossa.- E a mãe e o pai?

— Estão bem. Acho que vão vir no inverno.- Ele disse.

— Me avisa para eu estar livre.- Disse.

— Pode deixar.- Ele disse.

— Ei cara. Oi Stefan. Estão perguntando da sua mulher, onde ela está.- Enzo disse.

— E ai.- Ele disse.

— Para minha sorte ela deve estar no inferno.- Disse.

— Nossa, quanto amor, isso tudo é dor de cotovelo.- Enzo disse.

— Nossa, ok então.- Ele disse.

— Quem vê essa pose de machão não imagina o docinho frágil que é, não é Stefan?- Enzo riu, dando tapinha de leve no meu rosto.

Ele riu.- Pois é.

— Parem de palhaçada.- Tirei a mão do Enzo.- Se começar a me encher vou dizer para Bonnie onde andaram seus olhos a noite inteira, ai vai ter com que se preocupar.

— Tadinho do docinho, acha que pode falar algo de mim. Cara, vai atrás daquela gostosa que seu mal é falta de sexo.- Ele saiu rindo.

— Filho da puta.- Disse.

Ele riu.- Bem, vou andar pela festa. Até mais.- Ele saiu.

— Babacas.- Andei pela festa, bebi, falei com muita gente e todos me cobravam onde estava Lydia, ou pediam para ver minha tatuagem. Até se era o amor da minha vida perguntaram. Aff. Subi e bati no quarto que ela estava; coisa que eu ia mudar.

Me acordei com a batida na porta e gemi em protesto. Suspirei e levantei, arrumando minha blusa. Meus seios são grandes, então geralmente a blusa sai da posição correta. Fui até a porta e abri.

— Se arruma para descer.- Disse.

— Não. Estou dormindo.- Fechei a porta e tranquei, voltando a cama.

— Lydia, abre essa porta.- Disse socando a porta.

— Eu estou dormindo! Vai embora!- Exclamei.

— Não, você não está. Você armou isso, agora aguenta, levanta e anda logo.- Disse.

— Não.- Disse.

— Lydia, não me provoque mais. Já não foi suficiente? Você que disse que queria casar comigo!- Disse.

Revirei os olhos. Parece que ele não entendia que eu estava bêbada. É um babaca idiota mesmo. Não falei nada e me cobri até a cabeça.

— Vocês mulheres são sempre umas aproveitadoras mesmo. Vai para o inferno.-Sai dali puto. Ela ia me pagar e eu ia encontrar alguma forma.

Suspirei e voltei a dormir. No outro dia acordei, coloquei um short, all star e blusa. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo, lavei meu rosto, passei o protetor solar porque como sou ruiva e tenho sardas, o sol me afeta mais. Coloquei um perfume e desci, procurando a cozinha.

— Oi.- Um cara disse.

— Ah, oi.- Disse.

— Você é a mulher do Damon, certo?- Ele perguntou.

— Eu não sou mulher dele.- Disse.

— É o que então? Todo mundo viu a certidão e as declarações de vocês.- Ele disse.

— Hmm... Ok então, vocês já tiraram as conclusões.- Andei na frente e continuei procurando a cozinha.

— Porque? Não é assim?- Ele questionou.

— Tanto faz. Não me importo com a droga dessa história.- Disse.

Ele riu.- Eu estava achando estranho o Damon entrar nisso de casamento, ele jurou nunca mais se meter com ninguém assim.

— Ah sim.- Disse.

— Posso perguntar uma coisa?- Ele questionou.

— O que?- Perguntei.

— Foi sem querer mesmo ou de proposito? Porque vivo nesse mundo a muito tempo e você não me parece alguém que quer fama, dinheiro ou se aproveitar.- Ele disse.

O olhei incrédula.- Eu não vou responder isso.

— Por que? Ninguém é adivinho para saber o que as pessoas são. Ainda mais quando todos querem estar perto de você só para te sugar. Os meninos aqui são bem ariscos com isso.- Ele disse.

— Pro inferno a vida de vocês. Vão se fuder todo mundo.- Dei a volta e sai na porta principal. Estava numa casa onde ninguém gostava de mim e ninguém me queria ali. Eu que não ia ficar ali. Sai daquela casa e fui andar na cidade.

Quando ninguém percebeu, troquei de roupa e peguei minha moto saindo de lá e indo andar pela cidade. Eu repassava aquele noite, procurando o motivo de ter confiado na Lydia, ter ido até aquela capela... Claro, algo além do álcool. Andei pela cidade até amanhecer e parei numa praia deserta. Adorava o que eu fazia, mas principalmente isso de paparazzi e repórter me tirava a pouca paciência que tinha. Voltei a andar, agora mais pelo centro quando vi um grupo de repórteres; não estou falando? Reconheci a cabeleira ruiva no meio deles. Seguindo direto ali saia na minha casa; Lydia? Passei perto e era ela mesmo. Merda. Acelerei a moto até que consegui passar a frente deles. Abri a viseira para ela saber que era eu.-Sobe.

— N.Ã.O!- Continuei andando.

Acompanhei ela.- Anda logo ou eles não vão parar de te seguir.

— Eu não me importo. Some daqui! Não quero nada com você e nem te ver na minha frente mais. SAI!- Exclamei.

— Cacete garota.- Encostei a moto e a peguei, fazendo um sinal para um taxi que vinha. A coloquei dentro e fechei a porta.- Vai.- Tirei o capacete.

— EU QUERO SAIR! ME SOLTA!- Disse.

— Para com isso Lydia.- A segurei.- Vai logo motorista.- Ele arrancou.

Bufei e me virei de costas para ele.

— Deus, você é uma criança mesmo.- Disse.

Não respondi.

— Vai me ignorar agora? Ótimo.- O táxi continuou e devia estar o acostumado com os shows de LA. Depois de uns trinta minutos andando, eu me acalmava e talvez ela também.- Para que você fez isso, estávamos nos divertindo.

— Se você diz.- Disse.

— Você não lembra de nada mesmo? É impossível, foi uma noite inteira, nós chegamos no seu hotel era umas cinco da manhã. Não pode ter apagado tudo.- Disse.

Suspirei e voltei a mexer no meu celular.

— Isso ninguém viu.- Botei para rolar um vídeo no celular e dei a ela.

— Hmm... Que bom.- Disse.

— Olhe.- Disse.

Olhei.

No vídeo a gente ria enquanto dançava e ela disse que me queria para sempre. Eu ri dizendo que ela não iria aguentar, ela riu dizendo: "Então vamos nos casar para você ver". E eu como um belo idiota , disse sim, que seria o cara mais sortudo mundo.

— Bom para você.- Voltei a mexer no celular.

Era inútil; aquela pessoa não existia e essa ao meu lado era alguém que eu não conhecia. Tirei a jaqueta e olhei a tatuagem. Parecia bem vermelha, me lembrando toda hora de tudo que tinha feito aquela noite.

Chegamos na casa dele e eu subi para o quarto.

Mandei alguém ir buscar minha moto e hoje era dia de folga, então troquei de roupa e fui para a piscina. Tomei banho e tinha pouca gente por ali hoje, só os empregados na maioria. Pensava na Lydia, as atitudes dela eram tão contraditórias... Ia tirar isso a limpo. Levantei da cadeira e fui como estava mesmo ao quarto dela.

— O que?- Perguntei.

— Vamos conversar, sem gritos e sem acusações.- Disse.

Dei de ombros.

Respirei fundo.- Lydia, olha para mim.

— Não sou obrigada. Fala o que quer.- Disse.

— Cacete, você gosta de me perturbar.- Fui até ela e a virei para mim.- Agora sim.

— O que diabos você quer?- Perguntei.

— Você mentiu para mim e me usou?- Questionei.

— Não. E se tivesse, não é da porra da sua conta.- Tirei a mão dele de mim.

— Claro que é da minha conta.- Disse.

— Não, não é. Agora sai daqui. Amanha mesmo eu vou voltar para a minha casa.- Disse.

— Não, você não vai. Você vai ficar aqui.- A revelação dela tinha me acalmado um pouco. Andei pelo quarto.- Isso tudo aqui é complicado Lydia. Nós temos dinheiro e fama, mas isso tem um preço.

— Desconfia da cara da sua mãe, mas de mim você não tem o direito! Você ARRUINOU minha vida e agora fica ai pagando de santinho idiota e “ai meu Deus, ela está magoando meu coração e ninguém é de confiança, só eu presto e porque ela é uma vadia”. Vai catar coquinho no meio da estrada e vai parar de olhar para o seu umbigo, seu egoísta idiota!- Me levantei irritada.

— Arruinei nada. Daqui a uns meses você vai para sua faculdade e pronto. E não estou pagando de santinho, eu também tenho uma imagem!- Disse.

— E eu não me importo! Você não precisa suar por nada, eu trabalhei por seis anos para juntar dinheiro para comprar um carro e guardar um pouco para me sustentar no campus, você tem tudo de mão beijada, então para de hipócrita e pensa nos outros.- Disse.

— Nossa, sua opinião mudou muito sobre mim.- Disse.

— Sim, com certeza.- Disse.

— Olha, você pode ficar brava o quanto quiser pelo jeito que reagi desde ontem, mas se eu não sei nada sobre você, você não sabe nada sobre mim. Nada sobre quanto eu trabalhei dia e noite para chegar onde cheguei. Então pode baixando essa bola.- Disse.

Dei de ombros e me sentei na cama novamente.

— Nós temos uns dois meses até resolver isso. Então é melhor a gente se acalmar.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Quando começam suas aulas?- Questionei.

— Não sei.- Disse.

— Já decidiu para onde vai?- Questionei.

— Acho que Stanford.- Disse.

— Me imitando?- Questionei.

— O que?- Questionei.

— Eu fui para Stanford. Fiz musica lá.- Disse.

— Ah sim, legal.- Disse.

— Viu? Conseguimos ter uma conversa sem gritar um com o outro.- Disse.

— Tanto faz, não vamos conversar mesmo.- Disse.

— Não precisamos disso.- A olhei.- Me desculpe por ter gritado com você. Eu tenho problemas com isso.

— Não quero suas desculpas.- Disse.

— Tudo bem. Você pode ficar a vontade na casa. Usar o que quiser.- A olhei. O short dela a deixava maravilhosa e aquelas pernas... Que vontade de aperta-las de novo.

— Não posso não. A piscina é convidativa, mas tem uma tatuagem com seu nome na minha bunda.- Disse.

— Ficou linda, eu te disse. Ah é, você não lembra. Essa parte é minha culpa.- Disse.

— Sabe quanto é para tirar uma tatuagem? Dois mil dólares! Vou precisar de quatro mil dólares para tirar as duas.- Disse.

— Eu deveria ter escolhido outro lugar, mas ai você pediu para eu escolher bem...-Virei um pouco o pescoço, olhando a bunda dela.

— Você não está falando de mim. Eu não sou assim.- Disse.

— Você que escolheu o meu.- Estiquei o braço.

— Não fala como se fosse eu. Não era.- Disse.

— Meu Deus Lydia, então o que aconteceu? Ninguém muda assim só por beber. Você estava tão divertida, decidida e ousada que eu fiquei maluco na hora. Sem falar sexy e gostosa pra cacete.- Disse.

— É, não era eu então... Devia ser gêmea minha.- Disse.

— Você tem gêmea?- Questionei.

— Não.- Disse.

Suspirei.- Se quiser ir na piscina, pode ir, hoje é folga e todo mundo saiu, só tem os empregados.

— Melhor não, obrigada.- Disse.

— Tudo bem. A sua tatuagem está vermelha?- Questionei.

— Não muito. Estou passando hidratante.- Disse.

— Queria ver isso.- Sorri.- Pior que eu não lembro onde fomos, está muito vermelho isso.

— Vai no médico.- Disse.

— Não tenho tempo.- Escutei alguém me chamar.- Aqui.- Era um dos meus empregados com o telefone, atendi. Era um repórter querendo falar da agressão a Lydia.- De que está falando? Não houve nada.- Desliguei.- Merda, me empresta seu telefone.

— Para que?- Questionei.

— Bota no Youtube.- Disse.

Coloquei.

— Joga o meu nome.- Disse.

Fiz o que ele disse e dei a ele.

Botei para abrir o primeiro vídeo que apareceu e era da briga que tivemos na rua, depois eu a colocando no taxi.- Cacete.

— O que foi?- Perguntei.

Passei o celular a ela.- Agora vão encher dizendo que eu te maltrato, que devo te bater e o que mais imaginarem.

— Se meu pai ver isso, ele descobre a sua casa e vem te matar aqui.- Disse.

— Seria muito bom para mim. Dependendo a proporção que isso tome pode afetar os shows, aparições em festa, na TV e tudo.- Disse.

— Eu te ajudo se precisar. E sério, meu pai é militar aposentado e tem posse de arma... E agora é dono de um lava carros.- Disse.

— Ou seja é fácil ele bater aqui de Chicago.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Eu tenho que ligar para o Ric, saber se é melhor dar uma declaração ou ficar quieto. Merda! Ele sempre disse que meu gênio seria a minha ruina.- Disse.

— Sinto muito.- Disse.

— Tudo bem, só não atende se alguém ligar ou mandar e-mails.- Disse.

— Ok.- Disse.

Sai, me troquei e liguei para o Ric. Ele estava uma fera por mais que eu explicasse como as coisas foram. Ele disse que era para deixar as coisas se acalmarem uns dias ai dava uma declaração. Suspirei. Depois de tudo que eu passei com a Andie, esperava estar perto de ser livre.

*****

Dias se passaram e não podia estar mais entediada. As pessoas eram estranhas e famosas, e tinha mais festas que uma boate. Hoje, por incrível que pareça, estou sozinha na casa. A banda teve um show e a casa foi evacuada. Fiquei um tempo vendo filme e lendo livro, e depois decidi, como estou sozinha, descer e tomar um sol. Coloquei um biquíni e me deitei, é claro que não de bruço, não sou tão burra. Qualquer coisa pego a toalha e me enrolo. Coloquei o fone e fiquei vendo uma série no Netflix.

O Show tinha sido ótimo e ainda bem, as coisas estavam mais calmas agora. Chegamos de vários shows que tinha acontecido do outro lado do pais e por incrível que pareça estava doido para ver a Lydia. Vim no carro da frente e depois que desci, a procurei e disseram que ela estava na piscina. Segui para lá e quando a vi, meu pau foi o primeiro a reagir e depois eu por inteiro. Peitos incríveis, pernas maravilhosas; era a visão do paraíso aquela mulher.

Levantei meu olhar e vi Damon.- Hey. Já chegaram?

— Estamos chegando, eu vim na frente.- Disse.

— Ok.- Me levantei e comecei a arrumar as coisas. Eu que não ia querer que um bando de homem me visse de biquíni.

— Para onde você vai?- Questionei.

— Para o quarto me vestir.- Disse.

— Por que? Fica a vontade ai.- Disse.

Amarrei a toalha na minha cintura. A tatuagem já ficou exposta o suficiente.- Essa casa só tem homem, se não contar as prostitutas que trazem para cá.

— Está preocupada com os meninos? Relaxa, a maioria vai dormir ou descansar.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Foi tudo bem ficar aqui sozinha?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Devia ter ido com a gente. Vou te levar na próxima.- Disse.

— O que? Não precisa.- Disse.

— Sério Lydia, deve estar ficando louca só aqui dentro. Vou descansar um pouco e depois vamos sair.- Disse.

— Sair? Para onde?- Questionei.

— Vou pensar. Gosta da praia? Sei de algumas que podemos ficar tranquilos.- Disse.

— Eu disse que não vou em praias até remover a tatuagem.- Disse.

— Podemos só passear, não precisar tomar banho. E nem me fale em tatuagem.- Disse.

— Prefiro que não envolva praia. E porque?- Questionei.

— A minha está doendo direto.- Disse.

— Que estranho.- Disse.

— Tomei um anti-inflamatório que me passaram, espero que melhore.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Te vejo daqui a pouco então.- Disse.

— Ok.- Disse.

Subi e dessa vez não precisava de remédios para dormir. Tomei um banho, deitei e apaguei. Quando acordei era fim da tarde, decidi levantar e me trocar, ia sair com Lydia. A procurei e a achei no quarto.- Oi. Vamos?

— Vamos.- Disse.

Dessa vez saímos de carro e peguei a rota do beira mar. Ela saia do centro da cidade.- Tem falado com seus pais?

— Não, eles não ligam e nem a Allison.- Disse.

— E você não liga?- Questionei.

— Eu não. Porque tenho que procura-los se eles não me procuram? Que se danem também. Eu não vou fazer nada.- Disse.

— Bravinha como sempre. Já te falaram que isso te deixa mais sexy?- Questionei.

— Sim, Jackson. Toda vez que ele tentava transar comigo.- Disse.

— Ah, o seu ex.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Ele te deu mesmo um pé na bunda? Que cara mais imbecil.- Disse.

— Sim, porque eu não quis transar com ele.- Disse.

— O que!?- Questionei.

— Bem, vai soar estranho isso agora, mas sempre quis esperar até o casamento. Não é por religião e sim por ser mais fácil. Pretendia me casar depois de formada, então tudo se encaixaria melhor.- Disse.

— Você é virgem?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Oh merda.- Pensar que ela seria minha, eu seria o primeiro dela. Cacete, eu estou desejando mais que nunca ter ela. Calma Damon e relaxa, isso não vai rolar.

— O que foi?- Perguntei.

— Você... Esquece. Uma coisa não bate Lydia; se você tinha tantos planos e uma vida regrada, como chegou a Vegas e foi ficar daquele jeito?- Questionei.

— Bem, minha amiga me convenceu que precisávamos fazer uma ultima loucura antes de embarcar para a vida adulta, então fomos a Vegas... E eu acho que fiz uma loucura muito grande. E eu nunca tinha pedido, fiz vinte um dois dias antes da viagem.- Disse.

— Pelo menos sua loucura foi comigo que tenho um pouco de escrúpulos. Se fosse outro teria transado o resto da noite com você e você nem saberia.- Disse.

— Transado? Isso seria estupro Damon, não sexo.- Disse.

— Que você não poderia provar. Foi um risco e tanto sua maluquinha.- Toquei no rosto dela.

— Eu poderia sim. Eu faria corpo de delito e eles encontrariam machucados e sêmen.- Disse.

— Você vai fazer que curso mesmo?- Questionei.

— Não decidi ainda... Vou fazer os três anos de estudos gerais primeiro, mas estou entre medicina, direito ou economia.- Disse.

— Porque ia dizer que está muito bem para direito.- Disse.

Sorri.- Talvez.

— Do que você gosta para eu escolher onde ir.- Disse.

— Pensei que você me conhecesse, já que é assim que vem me tratando ultimamente.- Ironizei.

— Eu conheço, ou tento, mas pareceu inútil.- Disse.

— Pode escolher.- Disse.

— Ok.- Parti para um parque que eu conhecia. Vi os seguranças pelo retrovisor. As vezes só queria poder sair a vontade, sem ninguém. Dirigi até o parque e estacionei.- Aqui vamos poder ficar um pouco mais a vontade.

— Tudo bem.- Disse.

— Gosta?- Questionei.

— Sim, é bonito.- Disse.

— É um dos poucos lugares que podemos vir em paz.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Mas já deve estar se acostumando em ver esse outro lado, não?- Questionei.

— Não. Mal posso esperar para voltar a minha vida.- Disse.

— Ah, claro, nosso tempo juntos está diminuindo.- Disse.

— Sim.- Disse.

— É uma pena que tenha sido assim.- Andávamos pelo lugar.

— Foi só uma coincidência, nada demais.- Disse.

— Pois é, mas se eu não tivesse reagido daquele jeito no começo teria sido mais amigável.- Disse.

— Não esperava que fosse diferente de um “astro do Rock”.- Disse.

— Você não entende né? Eu já passei por muita coisa por causa de gente que só queria se aproveitar. Depois disso não costumo confiar muito nas pessoas. Ainda tento lembrar exatamente o que me fez confiar em você.- Disse.

— Ok então. A vida é sua.- Disse.

— Você conhece a Destroyed, não é?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Fui eu que escrevi.- Disse.

— E é uma ótima musica, parabéns.- Disse.

— O que ninguém sabe é que o cara da musica sou eu.- Disse.

— Ok Damon, você teve uma desilusão amorosa; grande novidade. Todo mundo já teve ou vai ter.- Disse.

— Eu confiei na pessoa errada e ela só queria meu dinheiro e minha fama. Eu amava mesmo a Andie, mas percebi que quando chegamos onde estamos, a maioria só quer nos usar para algo e não suporto a ideia disso.- Disse.

— Isso é uma pena, você vai morrer sozinho então. Duvido que alguma pessoa vai suportar um cara que vive desconfiado dela. Eu sei que eu não suportaria.- Dei de ombros.

— Pode ser, mas você fez isso diferente. Achei que devia uma explicação.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Vamos pegar umas bicicletas?- Questionei.

— Hã... Prefiro não ser mais vista com você. Não quero alimentar mais nenhuma asneira desse seu mundo.- Disse.

— Andar de bicicleta não faz mal.- Disse.

— Talvez não, mas não quero arriscar.- Disse.

— Vamos Lydia.- Disse chegando onde podia pegar elas.

— Você pode ir, eu não quero. Melhor eu voltar para a sua casa.- Disse.

— Vamos fazer outra coisa então.- Disse.

— Damon, eu não quero ser vista com você mais. Não quero que fiquem achando que estamos juntos. Eu tenho uma vida e não quero fazer parte da loucura que é a sua. Eu só quero voltar a minha vida.- Disse.

— Não sabia que me odiava.- Disse.

— Não disse que te odeio.- Disse.

— Bem, você quer ficar o mais longe possível de mim e me expulsar da sua vida logo.- Disse.

Suspirei.- Ache o que quiser.

— Eu não sei o que você quer.- Disse.

— A separação, já disse.- Disse.

— Isso você não já está tendo?- Me virei para ela e me peguei tentado a beija-la.

O olhei.- Esqueci isso. Não quero brigar.

— Nem eu. Diferente de você, eu gosto de estar com você.- Disse.

— Eu não disse que não gosto.- Suspirei.- Pelo amor de Deus, você é complicado. Não dá para falar com você. Tem que ter mais jeito do que falar com uma criança.- Andei para o carro.

— Eu sou complicado?- Acompanhei ela.- Eu só quero ficar perto de você e você foge.

— E você não parece um marido ou um homem, parece uma criança que preciso andar como se pisasse em ovos. Nunca vai conseguir uma mulher assim. Eu pelo menos quero um marido que cuide de mim e não um que eu precise tomar cuidado para ele não explodir e ficar “traumatizado”.- Disse.

— Ah, agora vai usar o que te contei contra mim? Se pelo menos fosse alguém que deixasse eu me aproximar, talvez fosse diferente, mas você montou em cima do "você acabou com a minha vida" e não quer saber de mais nada.- Estava colado nela. Essa boca era tão gostosa de beijar e aquele corpo de tocar...

Mordi meu lábio e o olhei.- Você não pode falar como se quisesse casar e ter filhos com 26 anos.

Merda, aquela mordida de lábio deixava ela mais sexy. Dane-se, a puxei e a beijei.

Mesmo não devendo, retribui o beijo.

Senti a mesma coisa que senti quando nos beijamos na festa. Ela era diferente e o beijo dela dizia isso.

Acaricia o peito dele delicadamente.

A segurei pela cintura e a suspendi, deixando mais fácil o beijo. A mão que ficou livre se enroscou nos cabelos dela, junto da nuca.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.

A mão que a segurava apertou sua cintura contra mim e lembrei que estávamos na frente do carro, então tateei e a coloquei em cima do capô. Subi a mão pelas costas dela e ao mesmo tempo a trazendo mais para mim.

Ele era bem respeitoso e controlado com as mãos... Uma novidade. Parei o beijo.- Não devemos fazer isso.

— Mas queremos.- A beijei de novo, intensificando o beijo. A boca dela era uma delícia e ela era decidida até no jeito de beijar.

Retribui o beijo novamente.

Desci as mãos até as perna dela, pegando nas suas coxas. Já disse que ela tem coxas incríveis? Como ela estava de saia teria que me controlar para não avançar ali, por mais que fosse tentador e excitante.

Parei o beijo novamente.- Damon, não podemos continuar. Você sabe que sou virgem.

Sorri, encostando a cabeça na dela.- Que bom que é só essa a questão e não que estamos no meio da rua com a minha mão quase dentro da sua saia.- Peguei o lábio dela, sugando.- E tecnicamente, somos casados.

Sorri e acariciei o peito dele.- Eu sei, mas não funciona assim um casamento.

— Só porque nos casamos antes e conhecemos depois?- Desci a boca pelo rosto dela, chegando até o seu pescoço.

Ri.- Exatamente e temos muitas coisas diferentes e não pensamos igual.

— Você gosta da minha banda e eu também.- Mordi de leve o pescoço dela.- Como foi que você disse? "Somos espetaculares".

— Eu disse isso? Não me lembro disso, mas tudo bem.- Disse.

— Você disse muito mais. Disse como já se imaginou comigo...- Falei no ouvido dela.

O afastei.- Para de falar como se fosse eu que estivesse com você naquela noite. Não era. Eu não sou do jeito que você está falando.

— Eu sei que não é.- Voltei a me colar nela.- E estou querendo saber quem é você de verdade. Saber mais, algumas coisas já descobri.

Suspirei.- Se você quer uma convivência amigável e me conhecer, para de mencionar aquela noite. Mesmo que eu goste de você e queira te conhecer, aquela noite foi um erro e nada vai mudar isso.

— E tenho que esquecer que foi o melhor beijo que já tive? Se bem que esse agora foi tão bom quanto.- Disse.

— Sim, você tem que esquecer isso.- Disse.

— Com uma condição.- Disse.

— Qual?- Questionei.

— Você vai se mudar para o meu quarto.- Disse.

— Para que?- Perguntei.

— Porque quero você lá.- Disse.

— Ok.- Disse.

Sorri e a beijei. Apesar de tudo que eu sentia para não confiar em ninguém, Lydia me transmitia outra coisa. Não sabia no que estava me metendo, mas queria tentar e com ela.

Retribui o beijo.

Agora estava mais empolgado que antes e a pressionei mais contra mim pelo pescoço enquanto minha mão deslizava entre a blusa e a saia dela.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava sua nuca.

Além de tudo, eu estava com um problema; desde a divulgação do casamento eu estava sem transar. Sim, isso mesmo. Com ela não rolava nada e não podia arriscar sair com alguém que fosse divulgar que eu era um filha da puta traíra, e com ela me beijando assim fico duro fácil, mas sabia que não ia rolar nada ali, então fomos parando e voltamos a passear, mas eu sempre dava um jeito de agarrar ela. Voltamos para casa já de noite e tivemos uma reunião para passar agenda, e depois pedimos o jantar. Subi para chamar a Lydia.- Oi.- Meti a cabeça no quarto dela.

— Oi.- Disse.

— Pedimos besteiras e vamos ver uns filmes. As meninas estão ai também, vem.- Disse.

— Que meninas?- Questionei.

— A Bonnie, namorada do Enzo e a Elena que está vai mais não vai com o Matt, e a mulher do Ric, Jenna e o filho deles, Stiles.- Disse.

— Ah, nossa. Eu não quero me meter em um momento de família.- Disse.

— Que nada, eles já te adoram.- Disse.

— Eu só conheço você.- Disse.

A olhei e ela estava vestida de pijama.- Então vamos mudar isso.- Disse pegando ela pela mão.

— Tudo bem.- Disse.

Levei ela a sala. Ok, aquilo poderia ser mais uma sala de cinema, mas tudo bem. As poltronas eram como um grande sofá cama e as coisas já tinham chegado.- Diz que veio meu nuggets.

— Se você pediu, deve estar ai.- Matt indicou.

— Pessoal que ainda não conhece, essa é a Lydia, minha mulher.- Disse.

— Mulher? Ela é muito linda para você Damon.- Stiles disse.

— Stiles!- Jenna disse.

— O que mãe? É verdade. Descansa um pouco desse ogro, senta aqui querida.- Stiles disse.

— Já vai perder a mulher Damon?- Enzo questionou.

Sorri.- Ele é fofo.

— E tem 14 anos, os hormônios estão a mil.- Jenna disse.

— Que isso mãe?!- Stiles questionou.

— Sai para lá pirralho, ela é minha.- Disse.

— Ui, que possessivo.- Enzo disse.

— Até demais.- Tyler disse.

— Está falando a vela do local.- Elena disse.

Tyler deu de ombros.- E quem disse que me importo com isso?

— Não é? Somos de todas querida Elena.- Stiles disse.

Tyler riu.- Gosto do seu garoto, Ric.

Ric suspirou.- Já vi que vou ter problemas no futuro então.

— Coitado Ric, talvez ainda há esperança e seja como eu.- Disse.

— Ai ele tá ferrado de vez.- Enzo disse.

— Ele tá ferrado e eu também.- Ric disse.

— Pronto, vai ser como eu. Perfeito não é Bon?- Enzo questionou.

Bonnie riu.- Sim amor.

— Existe salvação.- Enzo disse.

— Então troca ele por eu.- Stiles disse.

Ela sorriu.- Pode deixar, querido.

Peguei pedaço de pizza e sentei junto a Lydia.- Pode se servir.

— Ok.- Peguei uma batata frita.

— Qual filme vamos ver?- Enzo questionou.

— Podem escolher.- Ric disse.

— Batman vs Superman?- Stiles questionou.

— Ah não.- Elena disse.

— Ah sim.- Enzo e Damon falaram.

— Por mim tudo bem.- Tyler disse.

— Por mim também.- Matt disse.

— Ganhamos.- Stiles disse.

— Coloquem então.- Ric disse.

— Ok.- Colocamos o filme. Rimos e zoamos até não aguentar mais.

— Minha parte favorita.- Stiles disse.

— Fica quieto garoto.- Enzo disse.

— Tadinho do meu bebê.- Jenna disse.

— Isso mãe, me defende.- Stiles disse.

— Sempre.- Jenna disse.

— Own, ele tem seus momentos fofos.- Elena disse.

— Claro que tenho gata.- Stiles disse.

— Meu Deus.- Jenna riu.

Peguei um refrigerante.- Tudo bem?- Perguntei a Lydia.

— Claro.- Disse.

— Já está cheia deles?- Questionei.

— Não, não fizeram nada.- Disse.

— Que bom.- A beijei na bochecha.

Apenas sorri.

— Vocês estão juntos é?- Questionei.

— De certa forma.- Disse.

— Coitada, ter que aguentar esse mala.- Enzo disse.

— É muito amor, não ligo.- Disse.

— Nós vamos ver o filme ou bater papo no meio dele?- Tyler questionou.

— Calma florzinha.- Ri.

— Vai ver florzinha.- Tyler disse.

Joguei uma pipoca nele e voltamos a ver o filme. Vimos mais uns dois curtinhos até que o sono começou a derrubar todo mundo, afinal chegamos de viagem hoje. Terminamos de comer e cada um seguiu para o seu quarto. Abri a porta do meu e Lydia já ia direto.- Hey, onde vai?

— Dormir.- Disse.

— Aqui mocinha.- Disse.

— Ah sim, tudo bem.- Disse.

Sorri e ela veio.- Você tem alguma mania que eu precise saber; de dormir?

— Não que eu saiba, sempre dormi sozinha.- Disse.

— Você não chuta né?- Disse tirando a camisa.

— Hã... não sei. Espero que não. Eu vou ir pegar minha escova de dentes e meus cremes. Já volto.- Disse.

— Ok, vou tomar um banho.- Disse.

— Ok.- Sai do quarto dele e fui para o que eu estava. Como ele ia tomar banho, usei o banheiro do outro quarto. Escovei os dentes, passei o creme para as minhas sardas e soltei o cabelo. Estava de sutiã por baixo do pijama e era muito tentador tira-lo, mas como já expliquei meus seios são bem grandes (Graças a minha vó) e eles “sambam” durante a noite na blusa e seria estranho dormindo com ele, então mantive o sutiã. Terminei tudo e voltei ao quarto dele.

Tomei um banho para relaxar e pensar no que ela tinha dito. De certa forma me fazia pensar que estávamos mesmo tendo algo sério. Terminei o banho, escovei os dentes e sai do banheiro só de cueca, ela já estava lá.- Quer que eu ajuste o ar?

— Não, está bom.- Disse.

— Ok.- Botei meu telefone na mesinha e peguei meu remédio para tomar.

Mexia no meu celular, mas não tinha nenhuma novidade e fui proibida de postar qualquer coisa, então só fazia por mania.

— Alguma novidade?- Questionei.

— Não.- Disse.

— Parece que nos deram um tempo, até que fim.- Disse.

Me estiquei sobre ele e peguei o celular dele, olhando. Claro que não desbloquei, afinal tem senha, e não sou enxerida.- Já você; mais de 50 mil e-mails, 100 mil likes no instagram em menos de um minuto e 200 mensagens no facebook. Meu sonho de consumo.

— Não exagera, mas temos fãs dedicados e sempre que posso tento valorizar isso, responder eles.- Disse.

— Que bom.- Disse.

Me deitei.- Na próxima semana vamos viajar e fazer dois show em NY, quer ir?

— Pode ser.- Disse.

— E depois disso não sei como vai ser, nossa agenda vai estar cheia, mas quero aproveitar o meu tempo com você.- Disse.

— Ah, tudo bem. Eu vou dormir agora, estou cansada.- Me deitei e me virei.

— Só isso?- Questionei.

— Como assim?- Perguntei.

A virei e a beijei.

Retribui o beijo.

Passei o braço pela cintura dela e a perna pelas pernas dela. Não sei quando foi a ultima vez que dormi com alguém assim, mas sinto que vai ser bom.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava o cabelo dele.

Minha mão entrou por dentro da blusa dela. Sua pele tão macia e tão gostosa... Não tinha como resistir a ela.

Me arrepiei e desci uma das minhas mãos pelo abdômen dele.

Rolei a gente na cama e puxei a perna dela para a minha cintura. Ela era gostosa que era impossível controlar o meu tesão ou minha ereção.

Desci minha mão pelas costas dele e por mais que eu não devesse estar fazendo isso... Eu... Eu estava gostando dele. Ele é diferente do que achei que um dia eu iria me interessar. Mas o mais estranho é ter o nome dele tatuado.

Minhas mãos deslizavam pelo corpo dela enquanto eu estava muito bem encaixado, sentindo meu pau contra o sexo dela, mesmo ainda tendo roupa nos separando, deixava tudo mais intenso.

Parei o beijo e o olhei.- Melhor pararmos. Ainda não estou pronta para isso.

— Lydia...- Pedi. Se eu ficar mais tempo sem transar vou pirar.

Toquei o rosto dele.- Desculpe.

Respirei fundo, a olhando.- Tudo bem, eu que não deveria avançar assim, nos beijamos hoje.

— Sim, mas tudo bem.- Disse.

— Merda, você é gostosa demais.- Disse rolando para o lado dela.

Sorri e me virei de lado, o olhando.- Obrigada.

— Eu disse que era uma boa ideia você vir para cá.- Disse.

Sorri.- Sim.

— Espera só um pouquinho?- Questionei.

— Claro.- Disse.

Levantei, indo para o banheiro e direto para o chuveiro, assim ela não ia ouvir nada. Bati uma para aliviar aquele tesão todo e claro que foi pensando na gostosa que estava na minha cama. Quando gozei, tomei o banho direito e voltei para ela. Ela já estava dormindo então a trouxe para mim e também me deixei levar pelo sono. Os dias seguintes foram ótimos, a viagem com ela para NY foi incrível. Ri dela assistindo o show do palco, no final ela ainda era nossa fã. As revistas, sites e redes sociais falavam sobre a gente, agora a conhece do melhor, ríamos daquilo. Ela teve que ir ver umas coisas da universidade, então por causa dos shows que tinha, ficamos duas semanas longe. Quase fiquei maluco de saudade dela. Os meninos ficam me zoando que estou apaixonado, mas não quero assumir porque quando o fizer não vai mais ter volta. Chegamos finalmente de volta em casa e demos de cara com Lydia, Bonnie e Jenna na piscina conversando.- Que vida boa.

— Hey.- Disse.

— Estão vendo? Enquanto a gente rala, elas ficam aqui de boa.- Enzo disse.

— Até parece.- Jenna disse.

Fui até a Lydia e a beijei.- Você tá uma delicia.

Sorri.- Obrigada.

Beijei ela para valer. Merda, eu estou mesmo apaixonado.

Parei o beijo.- Hey, calma. Estamos em publico.

— Ah não, vocês chegaram. Acabaram com a minha diversão.- Stiles disse.

— Você estava dando em cima da minha mulher moleque?- Questionei.

— Ele não estava.- Disse.

— Só estava sendo uma excelente companhia para essas lindas garotas.- Stiles disse entregando os sucos a elas.

— Obrigada.- Peguei e tomei um pouco.

— A minha também? Damon, esse moleque tá pedindo.- Enzo disse.

— Está com certeza.- Chegamos junto dele.

— Parem com isso. Tadinho do garoto.- Bonnie disse.

— Viu? Elas gostam de mim e me defendem.- Stiles disse.

— Ah, defendem?- Enzo questionou.

— Então por ficar tão animado deveria esfriar a cabeça.- Pegamos ele, derrubando na piscina.

— Damon, Enzo!- Jenna exclamou.

Todos ríamos.

— Esfriou Stiles?- Enzo questionou.

— Vocês.- Stiles cuspiu água.- Vão me pagar.

— Meu Deus.- Jenna disse.

— Relaxa moleque, Stefan sofreu mais que você.- Disse.

— Sei.- Stiles saiu da piscina.

— Como foi os shows?- Bonnie questionou.

— Ótimos, lotados.- Enzo disse.

— Estou acabado e com dor de garganta.- Disse sentando na ponta da cadeira da Lydia.

— Que pena.- Jenna disse.

— Tenho que descansar a voz. Ric quando vamos ter férias?- Questionei.

— Quando quiserem.- Ric disse.

— Mesmo?- Enzo questionou.

— Sim.- Ric disse.

— Então pode ir marcando.- Disse.

— Ok, pode deixar.- Ric disse.

— Mais tempo com você, coisa linda.- Me debrucei sobre ela.

Sorri e acariciei os cabelos dele.- Que bom.

— Ah, tenho uma surpresa para você.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Como fizemos um show perto de Chicago, fui até lá e falei com seus pais.- Disse.

— O que? Damon!- Disse.

— Eles me pareceram mais calmos e preocupados com você.- Disse.

Suspirei e me levantei.- Ótimo. Você não devia ter feito isso sem falar comigo! Meu pai me deve desculpas! Ele me chamou de vadia e vai ter que pedir desculpas!

— Ei, calma.- Toquei o rosto dela.- Se ele o fez com certeza o vai, eu vou exigir isso, não se preocupe.

— Você não pode se meter assim na minha relação com meus pais. Eu não me meto na sua vida.- Disse.

— Me desculpe então. Outro dia você mencionou que sentia falta deles, só quis ajudar.- Disse.

Suspirei e me sentei novamente, tomando do meu suco.

— Ei.- Mexi com ela.

— Eu não gosto que se metam na minha vida quando não conheço a pessoa, Damon. Você não me fala nada sobre você e fica se metendo na minha vida. Se você pode, eu também posso. Simples assim.- Disse.

— Voltamos a isso de não conhecer é?- Questionei.

— Sim, voltamos. No momento que você não fala de nada da sua vida, você não tem o direito de querer saber da minha. Não sei como você quer uma relação sem contar nada sobre você.- Disse.

— Eu não sabia que estava se sentindo assim.- Disse.

Suspirei e vi que todos nos olhavam, então acenei para ele me seguir e me levantei, entrando na casa.

Segui ela e estava me preparando já. Devia ter chegado os papéis do divórcio e ela queria que eu assinasse.

Cheguei perto dele, ficando pequena tão junto dele.- Eu gosto de você, Damon, mas só vamos dar certo se você investir em nós. Eu não gosto de ter relações superficiais e só eu tendo que sempre começar contar a minha vida, o que já fiz, e você nunca, não vai dar certo.

— Eu estou tentando minha pequena, mas faz muito tempo que não faço isso, devo ter perdido o jeito.- Passei o braço pela cintura dela.- O que quer saber?

Toquei o peito dele e me abracei nele.- Por enquanto nada.

— Merda, eu achei que você ia me chutar de vez.- Suspirei aliviado.

Sorri.- Não. Você e seus amigos estão aprovados já que não comentaram da tatuagem.

— Oh, fiquei tão tenso que nem dei atenção a essa arte.- Disse.

Toquei a tatuagem dele que ainda estava vermelha e meio inchada.- Devia removê-la, você tem dinheiro, e assim não ficaria assim e te aliviaria a dor.

— É algo que posso suportar. E sei que não gosta de saber, mas foi nosso presente de casamento trocado. Por isso eu escolhi a sua e você a minha.- Beijei o pescoço dela.

— Meu Deus. Como eu paguei por uma tatuagem? Eu não roubei nada, né?- Questionei.

— Não, eu paguei.- Disse.

— Então não foi um presente meu.- Disse.

— Você fez, e na sua bunda! Não poderia ser melhor, deixa eu ver.- Disse.

Ri e me virei de costas para ele.

Me abaixei e olhei. Ah cacete, não poderia mesmo ser melhor. Toquei ali e diferente da minha já estava bem cicatrizada. Era tão sexy e fazia ela ser tão minha que beijei ali, ou melhor, beijei e peguei naquela bunda com gosto.

Ri.- Damon! Ainda podem nos ver.

Ri e a beijei, agora na boca.

Retribui o beijo.

A prendi comigo e já era um hábito a levantar, o que a deixava mais junto de mim ainda.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.

Nos virei e tateei até achar a parede que estava próxima, a encostando ali e cruzando a pernas dela na minha cintura.

Desci minha mão pelo abdômen dele e entrelacei meus dedos no cabelo dele.

— Oh, vocês dois vão se agarrar num quarto.- Enzo disse.

Parei o beijo e olhei.- Não enche Enzo.

Me senti corar e escondi meu rosto no peito de Damon.

— Tem menores na casa.- Ele subiu rindo.

— Filho da puta.- Ri e me voltei para ela.- Senti tanto sua falta.

— Eu também.- Me olhei e vi que meu sutiã do biquíni estava escorregando pelo “amasso”. Ok, eu não devia reclamar de ter seios grandes, mas as vezes é chato ter que ficar se cuidando sempre. Arrumei o sutiã discretamente já que Damon não tinha notado. Acariciei o cabelo dele e lhe dei um selinho.- Depois que comecei a dormir com você, agora me sinto estranha de dormir sozinha.

— Nem me fale, tive que usar um travesseiro para jogar a perna por cima.- Disse.

Ri.- Tadinho.

— Fora que tenho dormido tão bem que não tenho precisado de remédio.- Disse.

Sorri e beijei ele no rosto.- Que bom.

— Agora vamos subir que está ficando pesada.- Disse.

— Vamos.- Disse.

A botei no chão e subimos, minhas coisas já estavam lá. Olhei na minha mesa e vi um envelope, junto das correspondências; abri e eram os papéis do divórcio. Como ela não tinha mexido, eu não ia dizer nada.- E a universidade?

— É linda.- Disse.

— Vai ficar com Stanford, né?- Questionei.

— Sim. Palo Alto é maravilhosa.- Disse.

— E perto daqui.- Disse.

— Sim.- Disse.

— O que é uma ótima coisa para nós.- Fui até ela, a beijando.- Viu a ultima sobre nós?

— Não.- Disse.

— Você estaria grávida, talvez de gêmeos.- Disse.

— Estão me achando gorda?- Questionei.

— Não! Mas seria o motivo do casamento repentino.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Esses idiotas.- A olhei. Estava tão linda e sexy naquele biquíni. A vontade que eu tinha era arrancar aquele sutiã, beijar, sugar e mordiscar aqueles peitos a levando a loucura com isso.

— Mas não seria uma má ideia.- Toquei minha barriga.- Sempre quis ser mãe.

— Agora?- Questionei.

— Assim que vir.- Sorri e fui até meu celular, perambulando pelas mensagens. Queria mandar mensagem para meus pais, mas... Ele que fez a merda, não eu.

— O que foi?- Perguntei.

— Nada. Só pensando que minha família não é como eu achei e Allison não é a amiga que achei que era.- Disse.

— Bem, ela disse que você não atendeu as ligações dela.- Disse.

— Está mentindo. Nunca recebi nenhuma.- Disse.

— Tem certeza disso? Dentre aquela enxurrada de ligações naqueles dias não teve nenhuma dela?- Sentei na cama e a trouxe para meu colo.

— Não.- Disse.

— Oh, ela me pareceu tão sincera e preocupada com você. Talvez uma pitada de arrependimento e culpa. Eu lembro dela e da outra você gritando com ela.- Disse.

— Então você devia estar com ela não comigo já que quer defender tanto ela.- Disse.

— Eita, estou do seu lado sempre, mas percebo que sente falta deles e queria poder ajudar com isso. Já que minha tentativa foi meio falha.- Disse.

— Eles que fizeram as coisas erradas, não eu.- Disse.

— Se fosse eu, com um amigo ou com meu irmão, tinha me plantado aqui na porta até me receber.- Disse.

— Pois é.- Disse.

Meu telefone tocou. Sorri e depois de falar rápido, desliguei.- Por mais que eu prefira assim, acho melhor se trocar.

— Porque?- Perguntei.

— Acho que seu pedido foi atendido senhorita. Suas visitas estão entrando pelo portão. O que quiser falar, vai poder falar para eles.- Disse.

— O que? Meu Deus... Eu não quero falar com eles.- Me abracei em Damon.- Eu quero falar um monte de coisas cruéis, mas não quero magoa-los. Eu não posso.

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Abracei ela.- Calma meu amor.- Beijei os cabelos dela.

— Vai você lá.- Disse.

— Quer que os mande de volta?- Questionei.

— Não!- Disse.

Sorri.- Tudo bem. Vou lá falar com eles e avisar que você precisa de um tempo ainda.

— Ok.- Disse.

— Fica aqui, eu já volto.- Disse a beijando. Gostei de sentir a forma que ela se agarrou em mim, ela precisava de mim e eu queria estar, para o que fosse não me importava.

Apenas assenti.

Botei ela na cama e a ajeitei, depois descendo. Não demorou até um carro parar na entrada e vi algumas pessoas descerem. Logo John entrou com elas na sala.- Boa tarde.

— Boa tarde.- Natalie disse.

— Boa tarde. Cadê a Lydia?- Paul questionou.

— Sim.- Natalie disse.

— Eu tinha acabado de falar com ela sobre vocês quando chegaram. Ela quer um pouco de tempo, ainda está muito magoada pela forma que agiram com ela. E já vou avisando, não vou aceitar ninguém maltratando minha mulher dentro da minha casa.- Disse.

— Ela não é sua mulher, vocês só tiveram um casamento simbólico e não perante um juiz e Deus.- Paul disse.

— Ela está bem?- Natalie perguntou.

— Sim. E animada com a universidade, já consegue deixar de lado toda essa fofoca, ela é incrível.- Disse.

— Ela decidiu?- Allison questionou.

— Sim, Stanford.- Disse.

Natalie sorriu.- Eu sabia. Ela sempre foi fascinada pelo campus e as irmandades.

— Sim.- Disse.

— Ela nos odeia?- Allison questionou.

— Mágoa seria mais adequado.- Chamei um dos empregados.- Podem pedir o que quiser.

— Acho que com você Alli, ela só está magoada pelo que você deixou de fazer. Ela não te odeia.- Natalie disse.

— Isso sobra para mim, eu que estava irado e falei o que não devia.- Paul disse.

— Que bom que tem essa consciência, de em vez de ajuda-la a deixou sozinha no olho do furacão.- Disse.

— Que você a levou.- Paul disse.

— Querido, não vamos arrumar briga.- Ela tocou o braço do marido.

— Podem ficar a vontade aqui que vou subir para vê-la. Já volto.- Subi. Isso não seria muito fácil de resolver.

Andava de um lado para o outro quando a porta abriu.- E então?

— Estão na sala, acomodados. Como achei no outro dia sua mãe é bem legal.- Disse.

— Ela é ótima. Ela nem sabe de nada, estava dormindo aquele dia.- Disse.

— Quer então que a traga aqui? Pode ser melhor que encarar todo mundo.- Disse.

Me sentei e respirei fundo.- Tudo bem.

— Ótimo.- Desci e chamei a mãe dela, explicando e subimos. A levei até o quarto.

POV Lydia.

— Lydia.- Ela foi até a filha, a abraçando.

Retribui o abraço.

— Eu estava tão preocupada com você.- Ela disse.

Sorri.- Eu estou bem.

— Estou vendo pela sua carinha. Tem se alimentado direito? Dormido bem? E esse pessoal que mora aqui te trata bem?- Ela questionou.

Ri.- Sim mãe, tudo está certo.

— Deus, que saudade de você.- Ela olhou ao redor.- E tudo isso?

— O que?- Perguntei.

— Esse rapaz, essa casa e seu casamento? Eu li tanta coisa meu amor, mas eu sei que você não seria capaz de golpe algum.- Ela disse.

— Foi um acidente, mas agora estamos juntos.- Disse.

— Então é verdade? E como ele é? Quando foi na nossa casa, apesar da carreira me pareceu preocupado com você. E o que ele disse lá embaixo confirmou.- Ele disse.

Sorri.- Ele é incrível.

— Ah meu Deus, seu sorriso, você está apaixonada.- Ela disse.

Sorri.- Sim.

— Então ele é um cara de sorte, meu amor.- Ela disse.

Sorri.- Talvez.

— Eu tenho certeza.- Ela disse.

Apenas sorri.

— Você quer falar com seu pai? Ele está muita arrependido Lydia. Cabeça dura para admitir, você sabe como ele é, mas todo dia ele vai no seu quarto.- Ela disse.

Suspirei e mordi meu lábio.- Hoje ainda não, mas... Diga a ele que o amo e só estou magoada com o que ele disse.

— Tudo bem, mas eu já o repreendi por isso, assim que soube. Eu sabia que ele era cabeça quente, mas supor uma coisa assim...- Ela suspirou.

— Tudo bem.- Disse.

— E a Allison?- Ela questionou.

— Diga o mesmo e diz para ela da próxima vez não supor o que ela acha que eu preferiria, e me impedir de coisas loucas quando uma pessoa está bêbada.- Disse.

— Tudo bem, eu digo e ai deles não entenderem. Eu e o seu namo...- Ela parou.- Deus, eu ainda não me acostumei com marido... Nós vamos dar um jeito neles.

Ri.- Ok.

*****

POV Misto. (Damon e Lydia.)

Uma semana passou e hoje era dia de uma festa que o Damon me convidou. Eu acabei por conversar com meu pai e Allison, e nos acertamos. Com Allison pelo menos, eu ainda estou trabalhando com meu pai. É difícil ouvir seu pai te chamando de vadia. Mesmo eu não querendo, Damon insistiu que eu usasse o cartão dele para comprar uma roupa, então o fiz, mesmo me sentindo mal de gastar dinheiro que não é meu. Me arrumei, colocando essa roupa: http://www.polyvore.com/lydia/set?id=205052516 . Fiz o cabelo, maquiagem e coloquei os acessórios. Assim que fiquei pronta, desci para encontrar o pessoal que ia na festa.

Estava arrumado esperando a Lydia, ela tinha feito suspense da roupa que ia usar. Por mais que não gostasse estava de terno e gravata pretos, e camisa branca normal. Bonnie ia com Enzo, e já estava ali quando vi Lydia descer. Cacete que gostosa.

Sorri.- Você está lindo.

— E você a mulher mais gostosa que já vi.- Disse.

— Eu discordo, mas vocês duas vão arrasar naquele tapete.- Enzo disse.

— Eu concordo com o Damon. Seus peitos são invejáveis, Lyd.- Ela riu.

— Acredite, não é nada glamoroso.- Disse.

— Mas é lindo de se ver e pegar.- Sorri. Estávamos aumentando os amassos e eu tinha chegado nos peitos. Nem preciso dizer que me fartei neles.

— Damon!- Me senti corar.

— Eles fazem isso também, relaxa.- Disse.

— Não ajudou muito.- Disse.

— Relaxa linda.- Beijei ela rápido.

— Ok.- Disse.

— Cadê o resto para gente ir?- Questionei.

— Devem estar vindo.- Bonnie disse.

— Ah sim, chegar em cima da hora faz bem .Ainda mais que tenho certeza que vamos ganhar.- Disse.

Ela riu.

Esperamos os outros e quando todos estávamos prontos saímos. Acabou que eu e Lydia ficamos no ultimo carro, o que foi perfeito para fazer algo que eu queria.- Você está linda, mas estão faltando duas coisas.

— O que?- Perguntei.

Peguei uma caixinha azul no meu bolso.- Como eu poderia apresentar minha mulher assim, sem uma aliança?- Questionei, abrindo a caixinha.

Sorri.- É linda.

— Eu sei, esses dias percebi que não tínhamos uma.- Disse.

Sorri.- Eu amei, obrigada.- Lhe dei um selinho.

Peguei a dela, colocando.- Ficou mesmo ótima.

— Sim.- Disse.

Botei a minha.- Agora a outra coisa é um complemento que está faltando.- Peguei a outra caixinha e abri.

Sorri.- Obrigada amor, mas não se usa anel quando você está usando pulseira e ele é dourado, e estou de prata. Mas eu o amei e ele será usado em outra ocasião.

— Tudo bem, mas é o seu de noivado, então vou querer ver mesmo.- Disse.

Ri.- Ok.

Olhei minha aliança, era um estranho, mas um estranho bom.

Sorri e lhe dei um selinho.

O caminho até o teatro não foi longo e assim que chegamos foi todo aquele processo de credencial e tal. Quando descemos ajudei a Lydia a sair do carro.- Pronta para os urubus?

— É o trabalho deles, Dam.- Disse.

Ri.- Eu sei.- Peguei meu celular.- Vamos postar uma foto?

— Tem certeza?- Perguntei.

— Total.- Puxei ela junto de mim e tiramos a foto. "Eu e minha mulher, totalmente sexy, prontinhos para arrasar". Postei nas minhas redes sociais.

Sorri.- Vamos então.

Nos reunimos e entramos no tapete. Foram várias fotos com os meninos, sozinho, com a Lydia... Essa estava perfeita, natural e parecia que sempre tinha feito aquilo. Depois que saímos dali, passamos por alguns repórter que nos puxaram para algumas entrevistas. Falamos dos nossos álbuns, nossos fãs, novas musicas... Normal. Mas teve um que conseguiu alcançar a Lydia e me juntei a ela.

— Hey.- Disse.

— Finalmente conseguimos encontrar vocês juntos, o casal que abalou as redes sociais. Então, como está a vida de casado depois daquela loucura?- Ele questionou.

— Incrível, por mais que tenha sido ao acaso, não poderia ter dado uma sorte maior.- Disse.

Ele sorriu.- E você Lydia? Muitas garotas morrem de inveja de você, você amarrou o ídolo delas. Foi difícil conseguir isso?

— Bem, ele continua sendo delas, então não precisam ter inveja. E foi mais fácil do que o previsto.- Disse.

— Eu fui fácil?- Questionei.

— Foi sim. Não achei difícil nossa relação.- Disse.

— Olha isso.- Disse.

Ele riu.- Lydia, você está maravilhosa. Vocês não tem noção o que é esse vestido e em como ela ficou incrível. E crescer a família, já estão pensando?

— Sim, vamos, mas quando for a hora.- Disse.

— Sim. Eu quero um cachorro, mas ainda não o convenci.- Disse.

— Estamos discutindo.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Então, você não está grávida?- Questionei.

— Não.- Disse.

— Isso é uma novidade.- Ele disse.

— Agora temos que ir.- Disse.

— Não, ainda não.- Ele disse.

— Mais alguma coisa?- Perguntei.

— Hmm... Não, obrigado. Você é um cara muito sortudo Damon.- Ele disse.

— Eu sei. Tchau.- Disse.

— Porque ele não continuou? Ele queria mais alguma coisa.- Disse.

— Ele ia entrar no particular.- Disse.

— E dai?- Questionei.

— Uma coisa que aprendi sobre eles é; seja bom, mas não os deixe ir demais.- Disse.

— Ok então.- Disse.

— Você está tão perfeita nesse tapete que tenho pena de te tirar daqui.- Disse.

Ri.- Que exagero.

— É sério.- Entramos e procuramos nosso lugar.

— Obrigada então.- Disse.

— Que nada.- Disse.

Apenas sorri.

A premiação começou e estava ótima, até que chegou a nossa categoria que não só ganhamos como melhor banda, mas como melhor musica também. Na hora da empolgação, beijei a Lydia.

Sorri.- Vai lá.

Subimos no palco e pegamos os dois prêmios. Era difícil não sorrir. Agradeci aos nossos fãs, afinal eles que votaram, a minha banda que era incrível e no final a Lydia que estava fazendo isso ser muito melhor. Terminei e fomos para o bastidores, tiramos várias fotos e nos abraçamos. Ric apareceu atrás da gente.- Não disse Ric?

Ele sorriu.- Parabéns. Vocês merecem.

— E você também, você que nos atura.- Disse.

— Vocês tocam, eu faço os negócios. Isso é pelo trabalho de vocês, não o meu. Acho que vai demorar para ter uma categoria dessa.- Ele disse.

— Nós reconhecemos, é o suficiente cara.- Enzo disse.

— Eu sei.- Ele disse.

— Vamos comemorar com estilo na after party.- Disse.

Matt riu.- Sim.

— E você Matt? Não trouxe a Elena porque?- Questionei.

— Porque não.- Matt disse.

— Ui, ele fica sensível quando falamos dela.- Disse.

— Não estou sensível.- Matt disse.

— Não, imagina Matty.- Enzo disse.

— Porque vocês não vão pegar as mulheres de vocês?- Matt questionou.

— Porque perturbar você é divertido.- Disse.

— Ótimo.- Matt disse.

— Agora vamos que as meninas estão sozinha.- Disse.

— Sim.- Ric disse.

Saímos dos bastidores e voltamos aos nossos lugares. Quando a cerimônia acabou, tiramos várias fotos oficiais, algumas nossas e depois fomos para a after party. A festa era ótima, aproveitamos para comer e depois sai para andar com a Lydia, a apresentando a várias pessoas.

— As pessoas são legais até.- Disse.

— Sim, muita gente deixa tudo isso subir demais a cabeça, mas com quem isso não acontece é bem legal.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Coisa que sei que não vai acontecer com você.- Sorri.- Você devia ter vindo ano passado, eu teria te apresentado a Miley.

Sorri.- Eu nem famosa sou.

— Mas está dentro desse mundo agora. E toda a sua postura com o jeito que as coisas aconteceram, diz isso.- Disse.

— Que bom.- Disse.

Estávamos num canto e me colei nela.- Você está linda demais, sabia?

Sorri.- Obrigada.

— E eu estou morrendo de vontade de te beijar já faz tempo.- Disse.

Mordi meu lábio.- É só me beijar.

— Coisa que eu adoro fazer.- Fui beija-la, mas me puxaram.- Mas que merda?!-Olhei e vi que era um conhecido meu, Kai Parker. Ele era ator.

— E ai Salvatore, finalmente tirou sua gostosa da toca.- Ele disse.

— Hã... Oi.- Disse.

— Kai, essa é minha mulher, Lydia.- Disse.

— Já até sei porque se amarrou nela logo de cara, gostosa assim.- Ele disse.

Sorri.- Obrigada... Eu acho.

— Tem certeza que se prendeu a ela? Porque posso cuidar dela direitinho.- Ele disse.

— Eu tenho Kai e não fique dizendo que quer trepar com ela, é minha mulher, não uma puta.- Disse.

— Dam, podemos ser amigáveis.- Me segurei no braço dele.

— E liga não, Damon sempre foi estressadinho com mulher.- Ele chegou junto dela.- Ele não superou que dei uns pegas na Andie depois dele.

— Como é? Aquela piranha? Pode fazer bom uso, não me importo.- Disse.

— Pelas fotos e vídeos ela não era grande coisa, só osso.- Disse.

— Já você tem carne nos lugares certos.- Ele passou o braço na cintura dela.

— Ei.- O puxei.

— Talvez seja melhor caminharmos, Damon.- Disse.

— Porque? Está tão divertido aqui.- Ele disse.

Respirei fundo. Ela era minha e ninguém ia nem tocar.- Vamos Lydia.

— Tudo bem?- Questionei.

— Não. Aquele filha da puta não vai sossegar até eu perder o controle e quebrar a cara dele.- Disse.

— Deixa ele.- Disse.

— Você é minha, ninguém tem o direito de ficar tocando.- Disse.

— Sim, eu sou sua. Não tem que ficar se preocupando.- Disse.

Sorri com a confirmação dela e a beijei.

Retribui o beijo.

Andávamos pela lateral e a botei contra parede, a beijando intensamente. Meu corpo pedia e ansiava por ela, mas tinha que esperar ela estar pronta.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.

Minhas mãos envolveram a cintura dela a trazendo mais contra mim, mas tinha consciência que estávamos em publico, para não exagerar.

Acariciava o rosto dele e parei o beijo.- Melhor guardamos essa sua disposição para mais tarde.

— Mais tarde?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Lydia, você está dizendo o que acho que está?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Finalmente.- Disse a beijando.- Então vamos agora.

Ri.- Sério? Tem certeza?

— Para casa Lydia.- Ri, a puxando em direção a nossa mesa.- Pessoal, estamos indo.

— Já?- Bonnie questionou.

— Sim, a Lydia não está bem.- Disse.

— Ela me parece muito bem.- Enzo disse.

— Bem, na verdade, eu estou com um problema de mulher... Não marquei a data certa no meu calendário.- Disse.

— Santo Deus. Não quero saber.- Tyler disse.

— Oh sim, isso. É, temos que ir e também curtimos bem e se ficar é provável eu querer quebrar o Kai.- Disse.

— Porque?- Ric perguntou.

— Porque aquele... Aquela criatura tava querendo se esfregar na Lydia.- Disse.

— Ihh.- Enzo disse.

— Típico dele.- Ric disse.

— Sim.- Disse.

— Te entendo cara.- Enzo disse.

— Melhor vocês irem então.- Ric disse.

— Sim.- Pegamos nossas coisas e saímos. Depois de encarar o batalhão de fotógrafos na saída, a ida para casa foi tranquila. Quando chegamos, a carreguei direto para o quarto.

— O que é isso?- Questionei.

— Isso se chama meses, meu amor, meses.- Disse.

Ri.- Ok.

A botei no chão e a beijei. Não acreditava que depois de quase dois meses íamos transar.

Retribui o beijo e estava louca para tirar o salto, mas era mais fácil para beija-lo com eles.

A virei, achando o zíper do vestido e o abrindo. Sim, eu estava ansioso e excitado, afinal tivemos altos amassos no carro até aqui.

O ajudei tirar o vestido e acabei por tirar o salto, assim como as joias.

Tirei os meus sapatos, estava com os pés doloridos, mas estava acostumado, a gravata e abri logo a camisa. Olhei ela e a lingerie que ela estava usando...

Me virei para ele novamente e o beijei.

A levei para a cama, tateando para tirar o lençol e a deitei, me deitando junto. Minhas mãos correram pelo corpo dela, decorando cada parte.

Envolvi minha perna na cintura dele e acariciava sua nuca.

Cheguei aos peitos dela e soltei o sutiã, pegando naqueles peitos lindos.

Suspirei ao toque dele. Já era um toque conhecido a essa altura.

Desci minha boca até um deles e beijei, suguei e rocei os dentes no mamilo.

Gemi e suspirei pesadamente.

Troquei de peito, fazendo o mesmo no outro e minha mão descia até a calcinha dela, tocando seu sexo.

Senti meu corpo enrijecer com o toque dele, não estava esperando que ele me tocasse. Era estranho, mas não entendia nada de sexo, então não ia dar muitos palpites.

— O que foi?- Questionei.

— Nada.- Disse.

— Você ficou tensa.- Disse.

— Não.- Disse.

— Tudo bem, qualquer coisa me diz.- Disse.

— Ok.- Disse.

Beijei pela barriga dela e tirei a mão dali. Voltei aos peitos, intercalando em beijar e morder de leve.

Suspirei pesadamente e acariciava sua nuca.

Me afastei, tirando a camisa e a calça. Merda, ela era tão gostosa assim.

Sorri.- O que foi?

— Você é gostosa até de olhar.- Disse.

Ri.- Obrigada.

Voltei a ela, beijando e pegando naquelas coxas deliciosas.

Retribui o beijo e acariciava os seus cabelos.

Subi um pouco e tirei a calcinha dela, depois tirando minha cueca. Agora sim, livre.

Para mim seria muito estranho ver um homem nu, mas com Damon não foi assim. E nem ficar nua na frente dele.

— Você já toma alguma coisa?- Questionei.

— Sim, comecei a umas semanas.- Disse.

— Você é perfeita.- Ri, me ajeitando entra as pernas dela.

Sorri e o beijei.

Me deitei sobre ela e senti meu pau encostar no sexo dela. Merda, eu estava tão excitado que teria que me controlar.

Envolvi minha perna na cintura dele e acariciava seu rosto.

Me coloquei na entrada dela e comecei a penetra-la. Cacete, como ela é apertada e ao mesmo tempo deliciosa.

No começo foi algo bem desconfortável, mas ao poucos me acostumei.

Senti que tinha rompido por isso fui devagar.- Você tá bem?

— Estou.- Disse.

Sorri e beijei o pescoço dela enquanto a possuía completamente.

Suspirei pesadamente e entrelacei meus dedos em seu cabelo.

Me movimentei e gemi. Sim, Lydia ia me dar um prazer que a muito tempo não tinha. Comecei a estocar devagar para ela se acostumar.

Suspirei e minha mão descia pelas costas dele.

Beijei ela e gostava como ela me tocava, mal podia esperar para sentir o que aquelas mãozinhas poderiam fazer.

Desci meus lábios pelo pescoço dele, beijando por ali.

— Lydia...- Gemi.- Assim eu perco o controle.

Sorri.- Porque?

— Eu adoro isso, me excita mais ainda.- Disse.

— Sério?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Que bom.- Disse.

— Eu que o diga.- Voltei a beija-la. Era louco por aquela boca. Sentia que não precisava mais me conter no que sentia por ela, eu a amava. Podia negar, debater, mas era a verdade. Amava o seu sorriso, seus olhos verdes me encarando quando querem saber algo ou o jeito que ela ficava acanhada quando fazia alguma referência a sexo nas conversa. Lydia era única e eu amava isso.

Retribui o beijo e envolvi meus braços em seu pescoço, entrelaçando meus dedos em seu cabelo.

Rolamos na cama (ainda bem que eu gosto de camas grandes) e aumentava o ritmo dos nossos movimentos, segurando pela cintura dela, ajudei ela a pegar o ritmo.

Mexia meu quadril contra o dele, o acompanhando no ritmo.

— Você é boa nisso amor.- Falei contra os lábios dela.

Apenas sorri.

Nos virei e ela ficou por cima, não podia ficar mais sexy com os cabelos caindo pelos ombros e os peitos balançando pelos nossos movimentos.

Tentei seguir com o ritmo que ele estava.

— Quer minha ajuda?- Questionei.

— Como assim?- Perguntei.

— Assim.- Minhas mãos foram parar na bunda dela, que foi uma delícia e a ajudei a seguir o ritmo.

Suspirei pesadamente e continuamos no ritmo que ele colocou.

Deixei uma mão só e peguei no peito dela, tocando os mamilos e vi ela se arrepiar.

Gemi e suspirei pesadamente.

— Faz de novo.- Disse.

— O que?- Questionei.

— Geme assim.- Peguei no dois peitos dela agora.

Gemi novamente.

Sorri. Ela não podia estar mais sexy do que assim. Me ergui, me colando nela e sentia o prazer me dominando, esperava que nela também.

Acariciava a nuca dele e minha outra mão descia pelo seu abdômen enquanto continuávamos no ritmo.

Gemi no ouvido dela enquanto minha mão descia pelas suas costas. A virei ditando novamente e puxei sua pernas mais para mim. A olhei, estava tão entregue que me deixei levar pelo orgasmo próximo.

O olhei.- Eu te amo.

Sorri e gozei. Quando consegui falar, só pude retribuir.- Eu te amo.

Sorri e lhe dei um selinho.

Ri e deitei ao lado dela.- Gata, você acabou comigo.

Ri.- Não exagera. Eu nem sei nada.

— Ainda bem que estou preparado para quando saber.- Disse.

Ri.- Bobo.

— Sério.- Disse.

Apenas sorri.

Alcancei a minha camisa no chão e me limpei. Depois me voltei a ela, tocando seu rosto.- Você está bem?

— Claro.- Disse.

— Só para saber, eu sou bom no que faço.- Disse.

Ri.- Metido.

— O que? Você só viu o começo, peguei leve.- Disse.

Sorri e me aconcheguei nos braços dele.

Mexia no cabelo dela.- Gostou da noite de gala, ou quase, como minha mulher?

— Eu amei, ainda mais a parte de ser sua mulher.- Disse.

— Literalmente.- Sorri e beijei o ombro dela.- Não acredito que levamos dois meses pra consumar o casamento.

— O tempo necessário para nos conhecermos pelo menos um pouco.- Disse.

— E eu quase virando virgem já.- Disse.

— Exagerado.- Disse.

— Dois meses? Um recorde.- Disse.

Ri.- Tadinho.

— Acho que nós dois temos uma coisa para fazer agora.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Espera ai.- Levantei e fui na minha mesa, pegando os papéis do divorcio. Voltei e dei a ela.

— O que é?- Questionei.

— Os papéis do divórcio.- Disse.

— É só não assinar.- Disse.

— É o que você quer?- Questionei.

— Isso não é óbvio não?- Questionei.

— Eu quero fazer uma coisa desde que você falou nisso.- Disse.

— O que?- Perguntei.

Peguei da mão dela e rasguei, jogando de lado.

Sorri e o beijei.

Retribui o beijo.- Se falar nisso de novo, eu te amarro nessa cama e te faço gozar até desistir.

Sorri.- Você tem umas técnicas diferentes.

— E que você vai sair beneficiada delas.- Disse.

Ri.- Sim.

— Estava esquecendo; fiz uma coisa para você, na verdade duas.- Disse.

— O que?- Questionei.

— Cadê meu telefone? Você viu?- Questionei.

— Não.- Disse.

— Então vai olhando uma enquanto acho.- Abri a gaveta do criado mudo e peguei o caderno, abrindo na folha.- Aqui, lê.

Comecei a ler e sorri.- Sério? A musica é linda.

Depois de revirar as roupas, achei o celular e voltei para cama.- Gostou? Vou passar para o pessoal para a gente gravar no próximo disco.

— Eu amei.- Disse.

— Que bom que a dona amou.- Puxei ela para junto de mim.- Agora eu sei que não quer saber de nada da nossa noite louca, mas acho que vai gostar de ver isso. Deu um pouco de trabalho, mas vale a pena.

— O que?- Perguntei.

— Olha.- Botei e dei play do vídeo.

— Bem, podem fazer seus votos.- O cara disse.

— Eu, Damon Salvatore te aceito como minha mulher; linda e gostosa.- Disse.

Ele parecia não entender o quanto eu odiava aquele dia. Não importava que agora estamos bem, mesmo assim odeio esse dia, mas ele parece gostar tanto que era melhor não ficar falando nada. Sorri.- Você como sempre falando o que acha.

— Claro.- Virei o rosto dela para mim.- Não quer ver?

— Quero.- Disse.

— Lydia.- A olhei, investigando o olhar dela.- Não.- Voltei o vídeo e larguei o celular.- Foi uma ideia idiota, você disse que não queria saber.

— O que? Eu não disse nada.- Disse.

— Seus olhos falaram.- Beijei ela.- Não tem problema, vamos ter um casamento para você se orgulhar.

— Eu me orgulho do nosso casamento... Ou da nossa união.- Disse.

— Senhora Salvatore.- Rolei, ficando em cima dela.- Vamos ter um para você organizar e ficar maluca como todas as noivas e escolher um vestido, e todos os detalhes.

Sorri.- Não quero ficar louca.

— Claro, isso já é. Está casada comigo.- Disse.

Ri.- Engraçadinho.

Beijei ela.- Eu te amo e não queria estar casado com mais ninguém.

Sorri.- Eu também não meu amor.- O beijei.

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim! :3 ♥ Muito fofo esses dois né? Eu amei escrever essa one shot :3 Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)