Liberty- One Shots
11 Capítulo 11- Hook & Emma.
Notas iniciais
POV Misto. ( Emma e Hook. )
Essa busca por Henry estava sendo exaustiva e estressante, mas não desistira do meu filho. De novo não. Resolvi ir em uma das várias cachoeiras que tinha por ali para tomar um banho e relaxar. Tirei a roupa que usava e entrei. A água estava morna e ótima. Molhava meu rosto e cabelo. As vezes me perguntava se não tivesse ido a Storybrooke Henry não estaria bem e seguro. Eu odiava a possibilidade dele... Para Emma! O pior era pensar que Neal estava morto. Mesmo o odiando as vezes, ele ainda foi muito importante para mim. Para esquecer esses pensamentos, mergulhei.
Andava quandi vi roupas e as reconheci na hora. Emma. Queria ajuda-la e me aproximar dela, mas ela não deixava. Estava sentado em uma pedra quando ela saiu da água.- Aproveitando a natureza, Swan?
Quando o vi levei um susto.- Hook! O que você está fazendo aqui?
— Estava procurando você.- Disse.
— E o que você quer comigo?- Perguntei.
— Você sumiu do acampamento, só queria saber se estava bem.- Falei.
— Eu estou bem. Nenhum menino perdido ou o Pan vieram me pegar.- Passei a mão pelos meus cabelos molhados.
Comecei a tirar a minha roupa.- Me esqueci que apesar de tudo essa ilha é linda.
O olhei.- O que você está fazendo?
— O que? Eu adoro cachoeiras e essa me parece estar ótima.- Disse.
Suspirei.- O pior é que não posso te impedir.- Me referia ao fato de estar nua.
— Algum problema?-Terminei a parte de cima e tirava as botas.
— Claro que sim. O meu objetivo não era dividir o meu banho com você. Mas parece que teremos nosso primeiro banho juntos. Só que bem separados.- Falei.
Tirei o resto da minha roupa e entrei na água.- Uma delicia.
Virei para o outro lado.- Hook! Você não podia avisar que estava tirando toda a roupa não?
— Emma, somos adultos.- Disse.
Me virei e o encarei.- Somos adultos. Mas não temos nada. Já basta um cafajeste na minha vida.
— Você me julga tão rápido.- Falei.
— Eu conheço o seu tipo. Já lidei com vários.- Disse.
Me aproximei dela.- Você não me conhece, não ache que o faz.
O olhei.- E você também não me conhece.
— Claro, você não deixa.- Disse.
— Nem vou deixar.- Falei.
Me colei nela.- Por que?
— Hook, saia daqui.- O alertei.
— Não.- Disse.
Suspirei.- O que você quer de mim? Você, Neal, Graham e até o Pinóquio.
— Nossa, lista grande.- Disse sorrindo.
— Só que dois morreram.- Suspirei. Mesmo odiando Neal, não desejava isso para ele. E Graham, foi o único que realmente senti vontade de me permitir sentir algo novamente.
— E não acha que existe um motivo para isso? Quer dizer, como não querer estar com você?- Questionei.
— O que você quer dizer com isso?- Perguntei.
— Você é linda, forte, decidida, e arrisco dizer que essa sua postura faz ficar mais tentadora ainda.- Falei.
O olhei e sorri suavemente.- Você é um galanteador nato, não é? Deve ser assim que você fez sua "vida" nos mares.
— A gente aprende muita coisa. Mas foi com Milla que aprendi o correto.- Ainda sentia aquele vazio que ela tinha deixado, e somente a menção do nome dela doía.
Suspirei.- Eu entendo sua dor. Saber que Neal morreu me dá a mesma. Principalmente quando terei que contar a Henry.
— Ele é um garoto forte, afinal foi criado pela Regina.- Disse.
Suspirei.- É, eu sei.
Estava tão perto dela que não resisti em beija-la.
De inicio retribui, mas logo o afastei.- Não posso fazer isso.
— Emma, pare de renunciar! Você quer isso também.- Disse.
— Eu não posso, Hook. Eu tenho que me concentrar no meu filho que está com Pan.- Falei.
— E está fazendo isso. Só tirando uns minutos para você.- A beijei de novo.
Pousei minhas mãos no peito dele e o afastei com delicadeza.- Eu não posso fazer isso.- Eu estava com uma luta interna. A parte que dizia para dar uma chance e a parte que dizia: " Você é idiota? Você conhece o tipo dele."
— Você quer, posso sentir.- Disse no ouvido dela e beijando seu pescoço.
Me arrepiei ao toque dos seus lábios. Eu não podia. Não queria me machucar mais uma vez, sentir aquela dor novamente.
— Emma, eu não quero machucar você, não faria isso. Disse que me conhece, mas não essa parte, não sabe como sou.- Continuei os beijos.
A barba dele roçava em minha pele e sabia que ficava levemente avermelhada. Será que devia dar uma terceira chance a mim mesma? Me permitir sentir novamente?
Sentia ela cedendo, gostava dela. Não devia, mas gostava. Depois de tudo achei que só teria mulheres para ter prazer, mas Emma era diferente, queria estar com ela. Voltei a beija-la.
Dessa vez retribui o beijo. Meu coração levemente acelerou. Era imperceptível, mas provou algo que estava tentando manter longe da superfície. Algo que mantinha forte e agora, cá estou eu, cedendo a um pirata charmoso.
Aumentei o beijo. Sabia que ela queria também.
Minha mão estava em seus cabelos e os acariciava. Ainda não acreditava que estava nua, com Hook, em um lago. Isso com certeza estava bem longe dos meus planos.
Colei ela mais em mim e minha mão acariciava suas costas, ela era maravilhosa.
Não devia estar fazendo isso. Desde quando eu me deixava levar pelos 'vilões'. Eu não sei o que sentia por ele, mas sabia que tinha uma grande possibilidade de ser só mais uma das conquistas dele.
Enrosquei minha mão nos cabelos dela e continuava os carinhos, mas não ultrapassava a linha da cintura dela, ela tinha que ficar mais a vontade para isso.
Parei o beijo devagar.- Não podemos fazer isso.
— Por que, Emma?- Questionei.
— Porque eu aprendi a não confiar em ninguém.- Disse.
— Eu também não confio. Melhor, confio desconfiando.- Falei.
— Então isso nunca dará certo.- Disse.
— Não dará se você ficar assim, sempre fechada. Eu estou aqui disposto a isso.- Falei.
— Você quer o que? Que do nada, por causa de um beijo eu comece a confiar? Logo em você que me deixou para morrer e logo depois me traiu ficando ao lado de Cora? E depois de ter sido deixada, grávida, sozinha, desesperada sem saber o que fazer? Isso vai ser muito fácil.- Ironizei.
Suspirei.- Estou vendo que nada que tenho feito serve para você.- Disse me afastando um pouco.
— E o que você fez?- Perguntei.
— Nada.- Não adiantava ficar falando de estar aqui ajudando e tudo mais. Vai parecer que quero algo por isso. Dei um mergulho para esquecer isso.
Suspirei. Não é tão fácil quanto parece confiar em alguém. Principalmente depois de aprender a não confiar. E o que eu teria com Hook? Somente uma noite e depois o que? Não quero isso para mim. Nunca precisei de homem em minha vida para me sentir segura. Não frágil como todas as mulheres idiotas que pensam que homem é tudo. Eu não vou fraquejar e cair mais uma vez.
O que ela queria? Que ficasse tentando e tentando? Claro Hook, é o que ganha sendo honesto. Se estivesse mentindo e só querendo leva-la para cama, ai daria certo. Melhor deixar isso. Sai da água e fui me vestir tentando me convencer que não estava magoado.
Balancei a cabeça. Não podia pensar nisso. O meu foco é encontrar Henry. Tinha que sair logo desse ilha para ficar longe de Hook, assim seria mais fácil.
— Vamos?- Perguntei.
— Pode indo. Vou me vestir e pegar algumas frutas para comermos.- Disse.
— Eu espero. Melhor não ficar sozinha.- Sentei junto a uma árvore. Imbecil, imbecil. Quem mandou deixar isso acontecer?
— Ok.- Quando ele se virou para o outro lado, sai da água. Coloquei a roupa e tirei o máximo de água que consegui do meu cabelo.- Pronto.
— Ali do outro lado parece que tem as frutas que quer.- Disse tomando a direção.
Segui ele e peguei a espada que carregava comigo. Achei uma arvore carregada de laranjas. E pegava elas com a ponta da espada.
Sai de perto e peguei umas maçãs que tinha ali. Estava distraído e senti alguma coisa na minha mão.- Droga!- Tinha umas abelhas e duas me picaram.
— O que houve?- Fui até ele.
— Nada. Tome.- Entreguei as maçãs.
— Deixa de ser orgulhoso. Deixa eu ver.- Peguei a mão dele e tinha duas mordidas.- Ai, isso deve estar doendo e coçando.- Passei o dedo ao redor da mordida.
Tirei a mão.- Isso passa. Vamos está ficando tarde.
Suspirei.- Tudo bem.
Tomamos o caminho de volta ao acampamento, só que tivemos um problema. A madeira de um riacho que passamos tinha quebrado.- Agora essa.
Suspirei.- Ótimo.- Me sentei em uma das pedras que tinha ali.
— Vou ver se acho algo para passarmos.- Disse.
— Tudo bem. Enquanto isso eu vou cortando as frutas para comermos.- Falei.
— Ok.- Sai para procurar algo que servisse e não encontrei nada. A água estava muito forte para atravessar ali, teríamos que ir mais a abaixo. Achei uma folhas. Serviria para minha mão parar de doer e desinchar. Voltei a onde estava.
Tinha cortado as frutas e colocado em umas casca de cocos que achei por ali. As limpei na água e coloquei as frutas ali. Ele chegou.- Tome.- Alcancei a casca do coco com as frutas. Me sentei no chão escorada na pedra e comecei a comer.
— Obrigado.- Como a mão doía, espetava os pedaços com o gancho para comer.
Olhei para ele. Parecia difícil para ele comer. Suspirei.- Quer ajuda?
— Não.- Disse.
— Ok.- Voltei a comer.
Terminei, mais demorado que seria.- Você pode amassar isso aqui?- Estendi as folhas.
— Claro.- Peguei as folhas e coloquei no coco. Coloquei um pouco de água e comecei a amassa-las.
— Vamos ter que descer um pouco, por aqui não dá para passar.- Disse.
— Tudo bem. Vamos encontrar um lugar.- Terminei de amassa-las. Ia perguntar se ele queria ajuda, mas como ele estava sempre recusando, parei de perguntar. Já era humilhante ficar perguntando.
Peguei. Ah, não daria para passar.- Pode fazer isso, por favor?
— Tudo bem.- Me sentei ao lado dele. Peguei a mão dele e comecei a passar com cuidado.
— Era só o que faltava agora, me machucar na única mão que tenho.- Falei.
Sorri.- Isso acontece. Mas quem sabe se você perder um pouco esse orgulho, você pode fazer um acordo com o Mr. Gold e ele pode 'devolver' sua mão.
— Orgulho? Ele tirou a única coisa que tinha. Como seria se ele tirasse Henry de você?- Questionei.
— Isso não é uma comparação válida. Eu mesma tirei Henry de mim.- Disse com um certo pesar interno.
— Emma, ele matou a Milla. Algo que não tem volta.- Disse.
— Eu sei que ele matou. Ele criou a maldição que fez tudo isso acontecer. Então acredite, não existe alguém que o odeie mais do que eu.- Falei.
— Vamos deixar ele para lá.- Disse.
— Tudo bem.- Terminei de passar.- Está pronto.
— Obrigado. Podemos ir.- Me levantei. O ocorrido essa tarde tinha jogado um balde de água fria no que pensava em ter com ela, e ficar perto era tentador demais.
— Tudo bem, vamos.- Peguei as coisas.
Seguimos riacho a baixo. Esperava poder resolver tudo isso logo, voltar para meu navio e ir embora. Esquecendo tudo isso, esquecendo como fui burro em achar que ela sentiria algo por mim.
O clima estava tenso e parecia que não ia mudar. É o que dá ser sincera com o que sente. Chegamos em um local que daria para passar a noite.- Acho que aqui está bom.
— É, vamos ter que ficar por aqui mesmo. Vou olhar ao redor se é seguro.- Disse saindo.
— Ok.- Coloquei a espada e o resto das coisas que carregava no chão e me sentei. Escorrei a cabeça na arvore e fechei os olhos. Tentava colocar tudo em seu lugar.
Estava tudo bem ao redor, aproveitei e enchi os cantis. Pensei se ela estivesse disposta, essa seria uma noite perfeita, só que não estou disposto a levar mais foras e mesmo que não assuma, me magoar mais. Voltei. Como ela parecia dormir me sentei quieto.
Quando senti ele chegar, olhei para lado.- Está tudo bem nos arredores?
— Sim. Aqui, está cheio.- Lhe alcancei o cantil.
— Obrigada.- Peguei e bebi um pouco.
Me sentei no meu lugar.- Pelo menos a noite está boa. Nem quente, nem frio.
— Sim, está linda.- Coloquei o cantil escorado á arvore.- E a mão melhorou?
— Está doendo menos.- Disse.
— Que bom.- Falei.
Confesso que agora não sabia o que fazer. Um lado queria tentar mais, outro preferia continuar quieto. Emma, você tinha que ser tão durona? Ri por dentro. Se não fosse não teria me apaixonado. Eu a queria, a desejava, mas não ficaria implorando também.
Suspirei e olhei para o céu. Estava estrelado. Esperava que todos estivem bem. Mary Margaret e David. Não sei porque não consigo chama-los de "pai" ou "mãe", somente é complicado. Eu não devia ter dado abertura para aquele beijo. Agora fica esse clima horrível. Acho que se contasse isso para alguém, eles me matariam. Principalmente o Henry.
A noite adentrava e tive que ficar mais perto dela para não dar espaço caso algo aparecesse. Ela estava no meu campo de visão. Tinha que ser tão linda?
— Acho que seria bom fazermos uma fogueira. Espantar os mosquitos.- Disse.
— Alguma ideia de conseguir fogo?- Foi difícil não rir com o pensamento.
O olhei e sorri. Ele era mais pervertido que achava que era.- Eu posso tentar. A Regina estava me ensinando a usar magia.
— Seria bom então.- Disse.
Montei a fogueira. Respirei fundo e me concentrei. Quando menos esperava senti o fogo em minhas mãos. Abri os olhos e sorri. O joguei na fogueira.- Foi mais fácil do que achei que seria.
— Se pudesse bateria palmas.- Falei.
Ri.- Não é para tanto. Regina é melhor nisso do que eu. Ela nem precisa pensar.
— Pratica da bruxa velha. Sério, ela pode parecer nova mas é bem velhinha.- Disse.
— E como você sabe disso?- Perguntei.
— Também não sou novinho. Se eu conheci Neal quando era novo, imagina que o tempo aqui passa mais devagar.- Disse.
— Eu sei. Acho que deixei de envelhecer umas 3 semanas.- Disse rindo.
Ri.- Também acho.
Sorri e suspirei.- Só espero que a gente consiga sair daqui o mais rápido possível e voltar para casa.
— Eu também. Neverland não é lugar para ninguém.- Disse.
— Com certeza não é.- Falei.
Ela estava perto, toquei seu rosto.- Tenho que me conformar não é?
— Se conformar?- O toque dele causou algo em mim, novamente.
— Nós.- Disse.
O olhei e sorri suavemente.- Eu não disse que não queria tentar algo. Eu só disse que precisava de algo concreto na minha vida. Eu não posso simplesmente me entregar á você sem saber se pelo menos isso tem futuro. Não posso me dar mais o luxo de me magoar novamente.
— E quanto á mim?- Perguntei.
— Se eu o magoei, me desculpe. Não queria isso. Eu simplesmente nunca fui muito boa com relacionamentos. Foi um parto até eu confiar no Neal e eu confiei, com a minha vida. E ai... ele me deixou.- Baixei o olhar e suspirei.- Só não quero sofrer de novo, como da primeira vez.
— E acha que eu quero?- Questionei.
— Ninguém quer.- Disse.
— Não acha que eu quero fazer isso?- Perguntei.
— Eu acho que todos merecem uma chance.- Falei.
— Tudo bem Emma, vou te deixar em paz.- Disse.
Franzi o cenho. Não entendi a reação dele. Eu sabia que era péssima com essas coisas. Nunca fui romântica e muito menos sei dizer "coisas bonitas".- Ok.
— Espera, o que você disse?- Perguntei.
— Eu disse que todo mundo merece uma chance.- Disse.
— Swan, está querendo alguma coisa?- Perguntei.
— Eu quero tentar alguma coisa. Não posso prometer nada. Porque eu sou especialistas em acabar com tudo. Eu tenho um certo receio em proximidades de sentimentos.- Disse.
Nem pensei em nada, só a beijei.
Retribui o beijo e pela segunda vez, senti a mesma sensação interna da outra vez. Meu coração acelerou quase imperceptivelmente. Somente eu o sentia.
Até esqueci a mão machucada para traze-la a mim. Deixava o beijo lento, mas ela beijava muito bem.
Acariciava suavemente o seu rosto e a outra mão tocava na mão machucada dele, a acariciando suavemente.
O toque dela era tão suave que não liguei apesar de doer ainda. Aumentei a intensidade, como desejei ela querer isso.
Acariciava os cabelos dele e envolvi meus braços em torno do seu pescoço.
O beijo parou aos poucos.- É bem melhor sem você querer sair correndo.
— Não poderia querer sair correndo. Estava na água e sem nada.- Sorri.
— Seria uma cena interessante.- Disse sorrindo.
Dei de leve no braço dele e ri.- Você é um tarado!
— Eu? Se fosse eu teria agarrado você.- Falei.
Ri.- Eu sei.- Toquei no rosto dele e depositei um selinho nos lábios dele.
— Mas agora é diferente.- Disse a beijando de novo. Agora com a intensidade do meu desejo.
Retribui o beijo novamente e acariciava a nuca dele.
Com as mãos por trás dela tirei o gancho. Meu lembrete físico de Gold. Estar com ela estava fazendo esquecer tudo isso, só pensava nela agora.
Desci minha mão para o seu peito e acariciava suavemente ali. A outra tocava seu rosto delicadamente.
Como ela estava sem jaqueta era mais fácil toca-la, mas sabia que com ela tinha que ter cuidado, se não desistiria. Apenas voltei ao pescoço dela como mais cedo, percebi que gostava.
Arqueei levemente meu pescoço para trás. Acariciava a extensão do seu braço. Mas tomava cuidado pela sua mão machucada e no outro por não ter uma mão.
— Você gosta disso não é?- Perguntei.
— Beijo no pescoço? É um dos meus fracos.- Sorri.
— Estou indo bem então.- Falei.
— Sim, está.- Acariciei o rosto dele suavemente.
— Vamos ver no que acerto mais.- Ri e desci mais um pouco pelo colo dela.
Suspirei. Sempre me arrepiei com barbas. Mas com ele tinha um toque especial. Se acreditasse no que Henry diz sobre finais felizes, diria que estou destinada á Hook. Ok, Emma, pare com essa bobagem.
— Você gosta mesmo.- Disse.
— Você fala como se você não gostasse. Todo mundo gosta.- Beijei o pescoço dele.
— Eu não.- Disse rindo.
— Não? Então quer dizer que o ferro do seu gancho incorporou em você?- Perguntei divertida.
— Depende.- Disse rindo.
— E depende de que?- Perguntei.
— Do lugar.- Disse.
— É, eu estava certa. Você é um tarado.- Disse rindo.- E pervertido.
— Só quando me permitem.- Disse.
Ri.- Sei.
Comecei a levantar a blusa dela. Já tinha visto antes, mas agora era diferente.
— Eu te ajudo.- Sorri suavemente para ele. Ele estava com a mão machucada e não queria vê-lo com dor. Por incrível que possa parecer. Tirei a minha blusa.
— Fazer o que? É uma das desvantagens de ser aleijado.- Tinha hora que isso me acertava e me revoltava de novo, mas me controlaria, agora não.
Peguei na mão dele suavemente e a pousei em cima de minha perna.- Você não é aleijado, Hook. Você só está com a mão machucada. E quanto a outra, eu honestamente prefiro o seu gancho.- Sorri suavemente.
— Duvido isso.- Disse.
— Eu não minto.- Levantei o rosto dele e o olhei nos olhos.- Eu gosto de você do jeito que você é.
— Vamos esquecer essa detalhe.- Ela tinha tirado a blusa e pude aprecia-la melhor, assim como beija-la.
Me arrepiei ao sentir novamente sua barba em minha pele. Estávamos escorados em uma das várias arvores que tinha por ali.
Passava a mão de leve pela lateral dela e beijei por cima do sutiã mesmo. Ela parecia sensível a tudo o que fazia.
Abri o que parecia uma camisa. Porém a roupa dos homens de conto de fadas são um tanto diferente. Terminei de abrir e acariciava seu peito.
Vi ela intrigada.- O que foi?
— As roupas que vocês usam são bem diferentes.- Sorri.
— Ah, eu percebi depois que estive lá.- Disse.
Ri.- Ainda não me imagino com um vestido enorme e toda arrumada.
— Também não. Jeans ficam ótimos em você. Ou menos que isso.- Falei.
Sorri.- Ou calça de couro. Eu amo calça de couro.
— Uhm, coisa mais tentadora ainda.- Disse.
— Deixe de ser tarado, Hook.- Sorri e subi no colo dele. Voltei a beija-lo.
Retribui o beijo. Soltei o sutiã dela e o deixei cair. Ela me parecia cada vez mais linda.
Tirei a camisa dele enquanto o beijava. Descia minha mão pelo seu peito e abdômen.
Já me sentia excitado por ela. O bom é que Emma não era uma garota e sim uma mulher e sabia exatamente o que fazer, e o que queria fazer.
Me levantei e terminei de me despir. Voltei ao colo dele e continuei o beijando. Minha mão desceu para o zíper da calça dele e comecei a abri-lo.
— Isso é injusto, está com todo o trabalho.- Falei.
Sorri.- Não seja orgulhoso.- O beijei suavemente.- Na próxima vez, você terá o trabalho.
— próxima vez?- Sorri.
Sorri.- Sim. Dizem que antes de ter algo sério, precisamos testar para ver se dá certo.- Dei de ombros.- Eu sigo esse ditado.
— Eu que não vou reclamar.- Disse.
Ri.- E não tem por que.- Voltei a beija-lo e comecei a abrir os botões da calça. Como a calça não era do "meu mundo", era diferente, mas era difícil.
— Quer ajuda?- Perguntei.
— Não. Hoje você vai poupar essa mão.- Terminei de abrir a calça.- Viu? Nem todas loiras são burras.- Sorri.
— Por que acharia isso?- Questionei.
— Ah, é. Você não conhece essa fama das loiras.- Ri.- É que onde eu vivo, todas as loiras tem fama de burras.
— Tadinhas. Não acho isso, pelo contrario acho bem espertas.- Disse.
Sorri.- Ainda não viu o quanto.- Voltei a beija-lo e me "encaixei" nele.
Gemi com o prazer que se espalhou por mim e tenho certeza que por ela também.
Gemi também contra seus lábios. Mas continuamos o beijo. E de começo, deixei o ritmo lento.
Acariciava ela e o beijo era delicioso. No jeito que estávamos deixava ela comandar, o faria na próxima vez. Apesar disso estava perfeito com ela.
Desci meus beijos para o seu pescoço, sem perder o ritmo que fui deixando mais intenso. Minha mão descia pelo seu peito.
— Emma...- Sussurrei. Ela estava me deixando doido.
Passava minha língua entre os beijos no pescoço e aumentava devagar o ritmo. Deixando ele mais intenso.
Segurei ela mais contra mim e fazia o caminho da sua coluna bem suavemente com meus dedos.
Deixei o ritmo mais rápido e intenso. Voltei a beija-lo e o beijo estava na mesma intensidade.
Acompanhei ela e esqueci dor e tudo mais. Éramos apenas nós dois, com aquela fogueira e o luar. Isso até parece montado mas não foi.
Quando sentia que estávamos próximo ao orgasmo, intercalava os movimentos entre rápidos e lentos. E entre intensos e suaves.
Senti uma onda incrível passando pelo nosso corpo e nossos gemidos se uniram em um beijo. Tinha superado qualquer coisa que tivesse pensado.
Chegamos ao orgasmo e foi incrível. Terminei o beijo dando um beijo suave em seus lábios.
Tomei folego.- Você é incrível.
Sorri.- Obrigada. Você também é incrível.- Me "desencachei" dele e fechei sua calça. Coloquei minha calça entre suas pernas, esticada no chão. Coloquei somente minha blusa que era suficientemente comprida. Me sentei entre suas pernas e me aconcheguei em seu peito. Coloquei o casaco que ele usava sobre nós nos cobrindo.
Fazia carinho nos cabelos dela e dei um beijo nos cabelos.- Será que acharemos um modo de passar?
— Acredito que sim.- Acariciava o peito dele.
— Apesar de preferir ficar aqui.- Disse.
Sorri.- Também queria fica aqui.- Beijei o maxilar dele.- Mas precisamos voltar e ver se todos estão bem. Eu espero que sim.
— Sim, vão estar. Apesar de estarem preocupados com você.- Disse.
— Eu sei.- Suspirei.- Se prepare para enfrentar o David.- Ri.
Ri.- Ele vai querer me bater.- Lembrei da condição dele. Tinha que contar á ela.
— Com certeza vai.- Disse rindo.
— Emma, tenho que te contar uma coisa. Talvez eu apanhe mais por isso, mas você merece saber.- Disse.
O olhei.- Diga.
— É o David. Ele estava ferido e bebeu da água curandeira aqui da ilha.- Falei.
— Como assim?- Perguntei.
— Ele estava ferido com aquele veneno que acertei o Gold e bebeu de uma fonte que tem água de poder curativo.- Disse.
— E a Mary Margaret sabe disso?- Perguntei.
— Não. Ele não quer falar, e tem um porém.- Disse.
— E qual é?- Perguntei.
— Ele não pode sair da ilha. Se o fizer, não resiste.- Informei.
Fiquei sem reação por um momento.- Ele pretende levar essa mentira até quando?
— Eu não sei. Eu disse a ele para contar, mas não era uma coisa minha.- Disse.
Suspirei.- Já sei quem eu puxei.
— Sim, deve ser.- Era impossível não lembrar do meu irmão. Essa maldita ilha e suas armadilhas.
O olhei.- Está tudo bem?
— Sim, só lembrando do que não devo.- Disse.
— E posso perguntar o que?- Questionei.
— Meu irmão.- Falei.
— Você tem um irmão?- Perguntei.
— Tinha.- Disse.
— E o que aconteceu com ele?- Perguntei.
— Não sabíamos que quem bebia da água não poderia sair da ilha.- Disse.
— Ele... ele morreu?- Perguntei.
Acenei que sim.
— Sinto muito.- Abracei ele.
— Tudo bem, isso já faz um tempo. Apesar de não conseguir esquecer o momento.- Disse.
— Eu entendo.- Dei um beijo suave nos lábios dele e voltei a me aconchegar no meio peito dele.
— Foi assim que virei capitão. A tripulação do Liam me elegeu quando ele morreu.- Disse.
— E fizeram o certo. Você é um ótimo pirata. Mesmo tendo se distraído na vinda brigando com o David.- Ri.
— E de quem será a culpa?- Perguntei.
— Sua e dele ué.- Disse rindo.
— Ahã senhorita Swan. Capitã Swan, ficaria bem.- Falei.
Ri.- Ok, capitão.- Dei um beijo suave no peito dele.
Ri. Ficamos ali abraçados e ela logo dormiu. Estava cansada e com todo esse peso em cima dela merecia descansar. Pela manhã, depois de repetir a dose, agora com a minha mão um pouco melhor, decidimos não falar nada até resolvermos a questão do salvamento de Henry. Só que seria difícil, não queria desgrudar dela. Mas respeitaria. Ela parecia a vontade e contente com a gente, então não tinha o por que duvidar. Só sei que essa noite juntos me parecia o começo de uma longa história.
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