Liberty- One Shots
103 Capítulo 104- Valentim & Jocelyn.
Notas iniciais

POV Misto. (Valentim e Jocelyn.)
O dia estava quente em Idris e mais um dia de aula, infelizmente. Queria ficar dormindo. Chegava no colégio e me sentei no meu canto de sempre, começando a passar um pano na minha espada, e separando minha lâmina serafim e estela para serem as próximas.
— Bom dia Jocelyn.- Luke chegou sorrindo.
— Hey Lucian.- Sorri.
— Será que o instrutor vai pegar leve hoje? Estou com sono.- Ele disse.
— Espero que sim.- Olhei para onde o amigo do Luke estava, o tal Valentim.- E porque não está com o seu parabatai nojento?
— Ele não é nojento e está no "momento de concentração" dele. Não sei como consegue a essa hora.- Ele disse.
— Ele se acha, mas posso derrota-lo em uma batalha facilmente.- Disse limpando minha estela.- E vocês dois saem todas as noites atrás de mulheres, né? Fiquei sabendo das histórias.
— Histórias? Não sei do que está falando.- Ele disse.
— Não se finja de burro.- Disse.
Termine meu pré-treino e vi Luke conversando com Jocelyn. Ela hoje estava bonita de rabo de cavalo, na verdade ela era linda sempre. Sim, eu reparo nela a um bom tempo. Só não cheguei nela porque ainda não está na hora, mas Jocelyn Fairchild vai ser minha, da mesma forma que eu, Valentim Morgenstern, vou ser Consul. Fui até eles.- Por que não começamos a treinar?
— Porque meu cérebro ainda está dormindo.- Ele disse.
— Que maravilha Luke.- Disse.
— Mas pode lutar com a Jocelyn, ela acabou de dizer que gostaria de lutar com você.- Ele disse.
Levantei, segurando minha espada.- Agora se quiser.
— Vai ser um prazer.- Disse.
— Ótimo.- Disse.
Fomos para o centro da sala e a olhei.- Vamos, comece.
Fiz uma runa de agilidade e o ataquei.
Me defendi.- Ela é boa.
Fiquei atrás dele com facilidade, passando meu braço pelo pescoço dele.- Não se ache tanto.
— Eu gosto desse tipo feroz, é excitante.- Disse.
— Para de brincar e luta logo.- Luke disse.
Chutei ele na curva da perna, fazendo-o desequilibrar.- Lute comigo e não me trate como mulherzinha e sim como uma igual.
— Bem, isso foi só aquecimento linda.- Peguei minha lâmina serafim.- Anael.
— Miguel.- Disse a lâmina e ela acendeu.
Dei o primeiro golpe e ela se defendeu bem. Mas eu era pratico, queria e seria um dos melhores Caçadores das Sombras, então treinava sempre. Fiz uma sequência que fez a lâmina dela cair.- Já vai desistir?
Dei uma estrela e acertei um chute no rosto dele.- Não deboche de mim, seu filho da puta.- Peguei minha lâmina e dei as costas, saindo dali.
Senti o gosto de sangue na boca e olhei por onde ela saiu. Ah, não vai ficar assim. Fui atrás dela.- Jocelyn!
Segui andando.
Alcancei ela.- Onde pensa que vai? Não acabamos.
— Acabamos sim.- Disse.
— Não, estávamos só começando.- Disse.
— Aprenda a perder.- Disse.
— Perder? Até parece Jocelyn. Agora deixa de ser chata e vamos, você é boa em lutar.- Disse.
— Não. Vou para minha aula.- Segui meu caminho.
Suspirei. Essa garota é das boas. Percebi Luke chegar ao meu lado.- Você vai fazer uma coisa para mim.
— O que?- Luke perguntou.
— Me passar tudo da Jocelyn, mudei de ideia.- Disse.
— Mudou de ideia?- Ele questionou.
— Sim. Não vou mais esperar para ter ela. Jocelyn vai ser minha logo.- Disse.
— Ela não é como as outras.- Ele disse.
— Eu sei, por isso adoro ela.- Disse.
— E ela te deixou com a boca inchada.- Ele riu.- E você vai deixar aquela garota que você saia?
— Qual delas?- Perguntei.
— Exatamente.- Ele disse.
— Isso é fácil de resolver.- Disse.
— Tudo bem.- Ele disse.
— Agora vamos, você está muito mole.- Disse.
Ele suspirou.- Vamos.
Voltamos a sala e pegamos no treinamento firme. Luke era meu parabatai a um tempo já e sempre foi meu melhor amigo. Depois que minha mãe morreu a família do Luke me acolheu e hoje moramos eu, ele e a irmã mais velha dele, Amatis. Depois do treino, fomos para casa, tomei um banho e fui estudar. No outro dia pela manhã, cheguei cedo na academia e estava treinando com a espada quando senti alguém atrás de mim.- Aparecer do nada quando está se treinando é perigoso.- Disse quando consegui ver o vulto ruivo.
— E?- Questionei.
— Poderia ter lhe ferido.- Disse.
— Não me importo.- Disse.
— Seria uma cicatriz desnecessária.- Disse.
— Hmmm...- Andei e me sentei no meu lugar.
— Não vai treinar?- Perguntei.
— Estou esperando o professor.- Disse.
— Anda, vem treinar comigo.- Disse.
— Não, obrigada.- Disse.
— Ontem parecia tão disposta.- Disse.
— Já estou satisfeita com sua boca inchada. Está engraçada.- Disse.
— Fez minhas namoradas irem embora sabia?- Questionei.
— Namoradas?- Questionei.
— Sim. Suspeito que era essa sua intenção.- Disse.
— Eu não.- Disse.
— Será Jocelyn?- Cheguei junto dela.
O olhei. Ele realmente é lindo e eu meio que tinha uma queda por ele, mas era mais fácil odia-lo nesse caso.- Tenho sim.
— É o que vamos ver.- Voltei a treinar até que o professor chegou e logo os outros alunos.
— Bom dia, tenho uma notícia que tanto esperam.- O professor disse.
— O que?- Perguntei.
— Terão sua primeira missão.- Ele disse.
A turma ovacionou.- Até que fim.
— Que bom. Quando?- Questionei.
— Daqui a pouco. Formarei trios e cada uma vai para um lugar, estarão esperando vocês.
— Luke, está pronto?- Era meio óbvio que seria com ele.
— E vamos ter que passar noite em algum lugar? Precisamos levar roupas e suplementos?- Questionei.
— Esperamos que não. Eu tenho a lista aqui de quem formará o trio e para onde vão.- Ele disse.
— Tomara que caiamos num lugar quente.- Robert disse.
— Porque?- Maryse perguntou.
— Melhor do que frio congelante.- Robert disse.
— Sim.- Maryse disse.
— Então vamos a lista.- O professor começou a falar os nomes.- Maryse, Robert, Michael. Madri.
— To ferrado.- Michael disse.
— Porque?- Perguntei.
— Aturar esses dois.- Michael disse.
— Lucian, Valentim e Jocelyn. Londres.- O professor disse.
— Ah merda, te entendo.- Luke disse.
— Pensei que gostasse da minha companhia, Luke.- Disse.
— E gosto, muito.- Luke disse.
— Então porque está reclamando?- Perguntei.
— Vai ser ótimo, sempre quis ir a Londres.- Disse.
— Que horas vamos sair?- Perguntei.
— Daqui a uma hora, arrumem suas coisas.- O professor disse.
— Ok.- Disse.
Fomos para o Gard, formando as equipes. Seria minha chance de me aproximar da Jocelyn. Chegou nossa vez e atravessamos, foi demais. Nos receberam em Londres muito bem.
— É maneiro aqui.- Luke disse.
— Queria ter ficado no time do Stephen, ele é tão lindo.- Suspirei e disse isso só para provocar Valentim. Não sei porque, mas gostava de provoca-lo.
— Não tão bom quanto nós.- Valentim disse.
— Deixa a Amatis ouvir você falando.- Luke disse.
Dei de ombros.- A Amantis é velha, nem sei porque ele quer algo com ela.
— Que isso Jocelyn.- Luke disse.
— Mas ela é ué, é mais velha que nós ou vai dizer que não agora?- Questionei.
— É verdade Luke, ela é muito velha para ele, mas ele gosta assim e muito. Nossos ouvidos que o digam.- Disse.
Franzi o cenho.- Que nojo.- Usei a runa de invisibilidade para olhos humanos e saquei minha espada, deixando-a apostos.
Gostava da postura dela, decidida, mas agora era hora de focar na missão. Começamos a caçar o demônio e senti emoção de uma Caçada. Senti que era isso que eu queria.
Me escondi do demônio em um beco e respirava com dificuldade já. Me estiquei para olhar onde ele estava.
Luke e eu damos conta de um, mas tinha visto Jocelyn se esconder e fui atrás dela, o acertando antes que ele atingisse ela.- Você tá bem?
— O que você fez? Eu estava lutando com ele!- Exclamei.
— Somos uma equipe e você sendo atacada.- Disse.
— Intrometido.- Sai dali e fui para onde Luke estava.
— Nossa, que humor.- A instrução foi voltar ao Instituto e assim que fizemos, voltamos a Idris pelo portal. Percebi que fomos os primeiros.- É, fomos bem.
— Pois é.- Disse.
— Sinal que fomos bons.- Disse.
— Você foi bem Jocelyn.- Luke disse.
— Hmm... Obrigada.- Disse.
— Verdade. Pena que foram só dois, não teve o seu.- Disse.
— Luke, você me acompanha até em casa?- Perguntei.
— Eu levo, Luke tá precisando descansar, acordou cedo hoje.- Disse.
— Não precisa se incomodar.- Disse.
— Não é incomodo.- Disse.
— Mas eu...- Luke disse.
— Pode ir Luke, eu cuido dela.- Disse.
Beijei no rosto de Luke.- Nos vemos amanha. Boa noite.
Ele olhou o amigo.- Boa noite.
Apenas sorri.
Passamos pelo professor e saímos. Luke foi na direção de casa e eu fui com ela.
— Porque você fica na minha volta? O que você quer?- Questionei.
— Você é direta, então vou ser. Quero você.- Disse.
O olhei.- Você me quer?
— Sim, desde quando te vi na nossa turma. Só esperei porque achei melhor deixar mais para frente, mas isso foi um equivoco. Preciso logo de você.- Disse.
Parei, olhando-o.- Valentim, você fala como.... Sei lá; adulto. Você é um menino, não um homem.
— Eu não sou mais um menino a muitos anos Jocelyn.- Disse.
Suspirei.- Tudo bem.
A olhei de volta.- Você foi muito bem mesmo. Acho que é a melhor depois de mim.
— Luke é, Robert e Hodge.- Disse.
— Eles são muito bons, mas você é melhor e não estou dizendo isso para te conquistar. Talvez só um pouco.- Sorri.
Ri. Ele tinha um sorriso lindo.- Eu não faço questão de ser a melhor.
— Sim, alguns são melhores de nascença.- Disse.
Apenas sorri.
Seguimos andando até a casa dela e paramos na frente.- Nos vemos amanhã?
— Sim.- Disse.
— Poderíamos sair depois da aula.- Disse.
— Acho que sim.- Disse.
— Ótimo.- Me aproximei dela.
— O que foi?- Perguntei.
— Você é tão linda.- Disse.
Mordi meu lábio.- Obrigada.
Sorri e me inclinei para beija-la.
Me aproximei dele e o beijei.- Isso é um beijo e não o que estava tentando fazer.
— O que então diria disso?- A segurei, colocando contra parede e a beijando. Senti uma coisa diferente em estar colado com ela, a tocando e beijando.
Retribui o beijo.
Minha mão desceu pela lateral do corpo dela enquanto mantinha a outra na base do seu pescoço, e acariciava ali.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e nesse momento senti como se fôssemos um. Clichê, mas é.
Senti como se todo o meu corpo pedisse por ela e minha mente excluiu tudo ao nosso redor; éramos apenas nós, minha Jocelyn e eu. Naquele momento tive certeza; ela seria minha e de mais ninguém.
Parei o beijo delicadamente.- Preciso entrar.
— Agora?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Por mim ficaríamos a noite toda assim.- Disse.
— Mas não podemos. Meus pais devem estar olhando.- Disse.
— Não me importo com plateia, mas essa seria estranho.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Então infelizmente vou ter que te deixar.- Disse.
— Nos vemos amanha.- Disse.
— Com certeza.- A beijei rápido e a levei até a porta.
Sorri.- Boa noite.
— Boa noite Jocelyn.- Disse.
Sorri e entrei.
Sorri e fiz meu caminho de volta para casa, pensando no que tinha sentido. Não era de me deixar levar assim, mas foi tudo tão bom. Cheguei em casa, jantamos e cada um foi para seu quarto. Eu descansei logo, mas não parava de pensar na Jocelyn. Dormi com isso e outro dia fiz minha rotina; depois Luke e eu fomos para a aula, e assim que chagamos vi Jocelyn.- Oi.
— Oi.- Disse.
— Tudo certo para hoje?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
— Ótimo.- Disse.
Tinha pensado de ir numa lanchonete no centro de Alicante. É, era um programa normal, ela ia gostar. Depois de uma revisão das missões e um pouco de aula teórica, fomos para prática. Hoje seria de arco e flecha.
— Finalmente vai ficar para trás Val.- Robert disse.
— Homens são tão competitivos.- Maryse disse.
— Quem disse que você é o melhor Robert?- Michael perguntou.
— É, tá se achando demais.- Stephen disse.
— Ele se acha mesmo e nem sabe fazer.- Hodge disse.
— Hey, sou o melhor aqui com arco.- Robert disse.
— Vamos ver.- Maryse disse.
Rimos e pegamos os arcos. Eu já sabia atirar, então nem liguei para as explicações do professor. Assim que ele permitiu, atirei e acertando a centímetros do centro do alvo.- É, estou sem prática.
— Está mesmo.- Maryse disse.
Robert atirou, acertando no alvo.- Eu não.
— Essa gente se acha.- Hodge disse.
— E você não?- Luke perguntou.
— Não.- Hodge disse.
— Até parece. É só chegar na parte de pesquisa que ele se revela.- Michael disse.
— Eu não! Isso é uma calunia.- Hodge disse.
— Não tente se defender.- Luke disse.
— Eu não sou metido.- Hodge disse.
— Fingimos que acreditamos.- Robert disse.
Hodge riu e continuando treinando.
Atirei mais algumas vezes e vi Jocelyn tendo alguma dificuldade.- Eu te ajudo.
O olhei e assenti.- Tudo bem.
Cheguei atrás dela e a ajudei a tencionar o arco.- Precisa o deixar bem firme.- Falei quase em seu ouvido.
Me arrepiei e foquei minha visão no ponto do alvo.- Ok.
— Considere o vento um pouco e depois solte.- Disse.
Fiz o que ele disse e soltei a flecha, acertando no ombro. Suspirei.- Não fui feita para arco e flecha.
Sorri.- Foi feita para a espada, como eu.
— E runas.- Disse.
— E desenhar. Você desenha incrivelmente.- Fomos tomar água.
— Obrigada.- Disse.
— Você parece em outro mundo quando desenha.- Tinha observado ela várias vezes assim.
— Bem, é o normal de acontecer.- Disse.
— Imagino.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— É assim que fico quando estou com a espada lutando.- Disse.
Sorri.- Eu sei.
— Sabe?- Perguntei.
— Sei.- Disse.
— Me observando senhorita Fairchild?- Questionei.
Sorri.- Fique na curiosidade.
— Olha que sou curioso.- Disse.
— A curiosidade matou o gato.- Fazia curativos na minha mão. Sempre nos machucamos nas aulas de arco e flecha. Usamos um uniforme completo, mas não temos uma luva para isso.
Os meninos me chamaram para mais uma rodada.- Bem, já volto.
— Ok, boa sorte.- Beijei-o na bochecha.
Sorri.- Obrigado.- Fui até eles.
A aula foi bem cansativa e como suei bastante, tomei um banho na academia. Coloquei um short jeans, uma rasteirinha e uma blusa comum. Prendi meu cabelo úmido em um coque e sai para esperar Valentim.
Tinha ido tomar um banho e botei uma blusa, jeans e os sapatos. Ajeitei o cabelo e sai, encontrando ela sentada num banco.- Nossa.
Levantei meu olhar para ele.- O que?
— Que visão maravilhosa.- Disse.
Me levantei.- Do que?
— Sua, claro.- Fui até ela e a trouxe para mim.
Sorri.- Se eu soubesse que uma coisa tão simples te impressionaria nem teria penteado o cabelo.
— Ficaria linda do mesmo jeito.- Disse.
Ri.- Sei.
A beijei. A boca dela me tentava de uma forma que não conseguia resistir depois de ter provado.
Retribui o beijo.
— Ui, ui até que fim Valentim.- Michael disse.
— Achava que ia esperar a vida toda.- Robert disse.
Parei o beijo e sorri.- Vocês dois não perdem uma, não é?
— O que? É verdade.- Michael disse.
— Ele ficava enrolando.- Robert disse.
— O que foi?- Luke perguntou.
— Esses dois sendo debochados.- Arrumei o cabelo de Luke.- Você é péssimo para arrumar cabelo.
— Eu já disse para ele cortar.- Disse.
— Zoando o que?- Luke questionou.
— O Valentim chegou na Jocelyn, finalmente.- Michael disse.
— Devia ser por isso que Luke me enchia de perguntas, não é?- Questionei divertida.
— Não sei de nada.- Disse.
— Talvez.- Luke disse.
Sorri.- Deve ser legal ter um parabatai.
— Sim é.- Michael disse.
— Verdade.- Robert disse.
— Imagino.- Disse.
— Você e o Val podiam dividir o Luke.- Michael disse.
Ri.- Se fosse assim... Mas acho que o Valentim é muito ciumento com o parabatai dele.
— Sou sim. O Luke é só meu.- Disse.
— Ai que fofo.- Michael disse.
Apenas sorri.
— Agora parem de perturbar. Vamos Jocelyn. Tchau seus chatos.- Valentim disse.
— Cuidado em Jocelyn.- Eles riram.
Fui com Valentim.
Saímos e fomos até uma lanchonete.- Estou morto de fome.
— Eu também.- Disse.
Não sentei de frente a ela e sim ao seu lado, era muito melhor.- Vai querer o que? Olhei o cardápio.
— Hambúrguer, fritas com cheddar e refrigerante.- Disse.
— Nossa, quem vê esse corpo não diz que come assim.- Disse.
— Eu não como muito!- Disse rindo.
— Imagine que não.- Pedi um duplo para mim, com fritas grandes e milk-shake.
Ri.- Ok.
— Quando será que vão mandar a gente em novas missões?- Perguntei.
— Você e Luke em breve com certeza. São ótimos guerreiros.- Disse.
— Você também. Demos uma ótima equipe.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Não vejo é a hora de fazer dezoito e ser "adulto”.- Disse.
— Eu também.- Disse.
— Se oferecessem, iria querer trabalhar num Instituto?- Questionei.
— Creio que sim.- Disse.
— Para onde gostaria de ir?- Perguntei.
— NY.- Disse.
— Eu também!- Exclamei.
Sorri.- Então estamos quites.
— Então nosso próximo passo é ir para NY e deixar aquela cidade limpa.- Disse.
— Com certeza.- Quando o lanche chegou, peguei uma batata passando no cheddar.
— Ugh.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Cheddar.- Disse.
— O que tem?- Questionei.
— Como é que gosta?- Perguntei.
— Amando.- Disse.
— Eca.- Disse.
Ri e continuei a comer.
Comia também e roubei uma batata dela.
— Hey! Você tem a sua!- Exclamei.
— Eu gosto muito.- Disse.
— Compra mais.- Disse.
— É mais fácil pegar a sua.- Disse.
Fiz bico.- Bobo.
— Só não beijo esse bico porque está com gosto de cheddar.- Disse.
— Pensei que fosse homem, Morgenstern.- Provoquei.
— Não é bom me provocar mocinha.- Disse.
— Porque não?- Questionei.
— A consequência pode ser demais para você.- Disse.
— E qual seria?- Questionei.
Ela tinha a mesma idade que eu, mas por causa dos nossos treinos ambos parecíamos ter mais de 17. Cheguei mais perto.- Nada que pudesse falar aqui, só fazer, onde estivesse só nós dois.
O olhei e sorri.- Você se garante bastante né?
— Sei bem do que sou capaz.- Toquei o rosto dela.
Sorri.- Tudo bem.
Terminamos de comer e saímos de lá.- Deveria ter chegado em você antes.
— Porque?- Perguntei.
— É bom estar com você. Algo que não tinha experimentado antes.- Disse.
Sorri e peguei na mão dele, entrelaçando a minha na dele.
Olhei as nossas mãos. Era estranho até demais alguém próximo assim. Relaxa Valentim, é a garota que você queria. A ideal para estar ao seu lado.
Percebi que ele não gostou e soltei nossas mãos discretamente, fingindo mexer no cabelo.- Então, você mora com o Luke né?
— Sim, a nove anos.- Disse.
— Legal.- Disse.
— Sim. Moro com eles desde que meus pai morreram.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Mas para mim eles são o que tenho de família, principalmente o Luke.- Disse.
— Entendo.- Disse.
— E você, seus pais não viram nada ontem?- Questionei.
— Não.- Disse.
— Que bom, não gostaria de já começar com a inimizade deles.- Disse.
Sorri.- Não vai.
— Ainda é cedo, poderíamos dar uma volta fora daqui do centro.- Disse.
— Melhor não.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque é muito cedo para sairmos para longe assim.- Disse.
— Não confia em mim?- Questionei.
— Não é assim.- Disse.
— É como?- Questionei.
— É o normal.- Disse.
— Como seria esse normal?- Questionei.
Suspirei.- Esquece.
— Tudo bem. Quer ir onde?- Perguntei.
— Hmm... Acabei de dizer que é melhor não.- Disse.
— Tudo bem, vamos ficar por aqui mesmo.- Disse.
— Você não está entendendo; eu tenho que ir embora.- Disse.
— Já?- Questionei.
— Hã... Sim.- Disse.
— Estou começando a achar que meu tempo com você é cronometrado.- Disse.
— E eu achando que você não é um de nós. Sabe as regras. Você não conhece meus pais.- Disse.
— Você quer que eu vá ver os seus pais hoje?- Questionei.
Franzi o cenho.- É confuso falar com você. Deixa. Eu vou para casa. Nos vemos amanha.
Suspirei.- Jocelyn, espera.
— O que?- Perguntei.
— Vamos para sua casa.- Disse.
— Está louco? Temos que passar por fases; se conhecer e ai talvez começarmos a namorar, ai você vai na minha casa e ai fugimos a noite para ficarmos sozinhos ou você pula para o meu quarto. Não dá para pular as coisas assim.- Disse.
— Você tinha uma lista?- Perguntei.
— Claro que não. Eu só falei ué.- Disse.
— Parece uma lista.- Balancei a cabeça.- Vamos, eu te levo em casa.
— Ok.- Disse.
Eu não achava que ela tinha tantas expectativas e uma lista de coisas que o cara fizesse. Achei que ela era mais parecida comigo; direta ao que queria. Andamos até a casa dela.- Entregue senhorita.
— Hmm... Obrigada.- Disse.
— É um prazer estar com você.- Disse.
Sorri e o beijei.- Digo o mesmo.
— É melhor você entrar.- Disse.
— Ah, ok. Tchau.- Abanei para ele e entrei.
Peguei meu caminho e fui para casa. Aquilo tinha sido estranho. Eu gostava da Jocelyn, de estar com ela, beijar então nem se fala, mas ela espera coisas de mim e em termos de sentimentos acho que não sou bom de demostrar, como vou fazer isso? Parei de pensar e deixei as coisas irem. Passei a levar ela em todos os dias, gostava de quando ela sorria, não era só uma cantada. Ficamos sabendo que iríamos a missões mais vezes, treinar em campo e foi demais. Fomos para Brasil e Praga, onde tivemos duas lutas bem complicadas, mas saímos bem e agora NY. Dessa vez não viemos só nós três e sim todo o nosso grupo e nos dividimos depois que passamos pelo Instituto de lá.- Bem, a gente queria vir para NY, não é? Aqui estamos.
— Pois é.- Disse.
— Gostei daqui.- Luke disse.
— Sim, a gente estuda, mas o mundo dos mundanos é bem diferente mesmo.- Disse.
— Demais.- Disse.
— Prefiro muito mais Alicante.- Luke disse.
— Eu também, mas viemos fazer nosso trabalho, então vamos pegar essa coisinha nojenta.- Disse.
— Vamos lá.- Disse.
Fomos mandados para perto do Brooklyn, tinha uma festa de rua. A maioria parecia ter a nossa idade e estavam se divertindo. Tivemos alguns rastros até que nos levaram a não um, mas três demônios que estavam se alimentando num canto. Atacamos eles e quando vi Luke tinha se separado da gente; droga. Jocelyn lutava com um e eu com outro. Eles eram do tipo rápidos e fortes. Estava quase conseguindo matar o meu quando senti uma dor na altura da barriga. Olhei e não tinha me ferido. Droga, era o Luke.- Jocelyn, tá vendo o Luke?
— Não.- Disse.
Consegui me controlar e acabei com aquele demônio.- Ele precisa de ajuda. Vai, eu dou conta desse.
— Ok.- Deixei o demônio e sai correndo atrás de Luke.
Sentia a adrenalina fluindo em mim e ataquei, mas esse parecia mais forte o que dificultou eu conseguir matar ele. Ele me acertou com as garras algumas vezes, mas continuei até conseguir enfiar minha espada nele. Respirei fundo, levantando e indo atrás deles.- Luke, Jocelyn.
— Valentim. Ele está bem, fiz algumas iratzes.- Disse.
Segui a voz dela e os achei.- Hey, cara.
— Pelo anjo, você está bem?- Luke questionou.
— O que houve?- O olhei.
— Estou bem. Será que eram só esse?- Questionei.
— Valentim, você está com vários arranhões, temos que ver logo.- Luke disse.
— Tira a camisa, vou fazer a iratze.- Disse.
— Não precisa tanto.- Rasguei só um pouco.
— Ok.- Desenhei a iratze perto do machucado.
— Você é mesmo boa com runas.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
Ele os olhava.- Ô casalzinho, que tal a gente sair daqui? Está fedendo a demônio.
— Vamos.- Ajudei Luke a levantar.
— Não acredito que deixou um demônio te ferir assim.- Disse.
— Eu não deixei, foi de surpresa.- Luke disse.
— Sei. Quando voltarmos, vamos treinar mais essa sua defesa.- Disse.
— Acho que não foi por querer.- Disse.
— Claro que não foi. Não precisa Val. Todo mundo aqui tem cicatrizes, vai ser só mais uma.- Luke disse.
— Uma que sua futura mulher vai achar sexy.- Sorri.
— Futura mulher?- Luke questionou.
— Sim. Pretende casar, não?- Questionei.
— Quem sabe.- Luke disse.
— Ok.- Disse.
Caminhamos de volta e os outros já tinham chegado. Os tutores de lá nos verificaram se estávamos realmente bem e depois nos liberaram, mas voltaríamos só no outro dia. Tomei um banho e enquanto trocava de roupa a porta abriu.- Jocelyn?
— Hey, está bem?- Questionei.
— Bem melhor com certeza.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— Você não se machucou né? Nem um arranhão?- Questionei.
— Nenhum.- Disse.
— Ainda bem. Deve ter estranhado minha reação com o Luke.- Disse.
— Como assim?- Questionei.
— Nada. Achei que ia falar do jeito que que falei com ele. Deixa.- Disse.
— Ah, ok. Bem, vou ir dormir então. Boa noite.- Disse.
— Ei.- Botei a camisa e fui até ela.- Você foi muito bem.
— Obrigada.- Disse.
Passei o braço pela cintura dela. Podia ver a linha fina no pescoço que a caça no Brasil resultou, mas eu não me importava com ela.— Já pensou a gente fixo aqui?
— Parece bom morar aqui.- Disse.
— Ainda mais se fôssemos os diretores.- Disse.
Comecei a andar pelo quarto, olhando as coisas.- Os diretores tem que ser casados, Valentim.
— Nós vamos ser um dia.- Disse.
— Não parece.- Disse.
— Não? Por que?- Questionei.
— Você não parece querer algo sério.- Disse.
— Acha que estou me divertindo com você?- Questionei.
— Não, porque sei que suas diversões não são mais só beijar.- Disse.
— Jocelyn, eu não estaria com você se não fosse o que eu quisesse.- Fui até ela.
— Eu sei.- Disse.
— Então como pode duvidar? Olha, eu não sou muito bom em demostrar o que sinto.- Disse.
— Ok, deixa. Melhor ir para o quarto.- Disse.
— Não vai.- A segurei.
— Como não? Não vão deixar eu ficar aqui.- Disse.
— Eu sei, mas pode ficar mais um pouco.- Disse.
— Ok.- Disse.
A beijei. Queria mostrar a ela que eu gostava, me importava.
Retribui o beijo.
Prendi ela comigo e minha mão descia pelas costas dela.
Me arrepiei ao toque dele e envolvi meus braços no pescoço dele.
Segurei na base dos cabelos dela e saboreie o toque dela, tinha me acostumado a ele.
Eu era bem baixinha em comparação a ele, o que me deixava com raiva. Porque ser tão baixa? Acariciava o peito dele, não tocando no machucado de hoje cedo.
Deixei o beijo mais intenso. Queria mais dela, queria ela inteiramente.
Eu nunca achei que iria me apaixonar tão rapidamente, muito menos por Valentim. Ele é o tipo de cara que devia manter-se longe, mas tenho a impressão que nunca tive uma opção realmente. Ele não parece do tipo que desiste fácil.
Fui parando, mas não a soltei.- Eu quero você Jocelyn. Só não sei dizer direito do jeito que você esperava, mas o sentimento tá aqui.
Sorri.- Está tudo bem.
— Me desculpe.- Disse.
— Pelo que?- Questionei.
— Eu ser assim.- Disse.
— Está tudo bem.- Disse.
— Ok.- Beijei o pescoço dela.
Me arrepiei e acariciei o cabelo dele.- Eu acho que devo ir dormir.
— Fazer o que né?- Questionei.
Sorri.- Boa noite.- Beijei-o delicadamente.
Prolonguei aquele beijo até ela se afastar.- Boa noite.
Sorri e sai.
*****
Cinco anos depois...
Cinco anos passaram desde do dia em NY e muita coisa aconteceu desde então; as principais é que engravidei e me casei com Valentim. E sim, foi nessa ordem. Já estou grávida a sete meses e estamos casados a esse tempo também. Não sei se era isso que Valentim queria, porque as vezes ele é distante, mas eu amo e espero que ele também me ame. E estou imensamente feliz com o nosso bebê, o pequeno Johnatan. Ele trabalhava como shadowhunter e eu estou de licença, mas temos para comer. Meus pais não se dão muito bem com Valentim por causa da gravidez, mas torço que tudo mude depois que Johnatan nasça. Hoje fiquei sabendo que a mulher de Stephen tinha se matado porque ele morreu, infelizmente, e ela estava grávida de oito meses! Então o dia estava bem tenso e eu esperava Valentim chegar em casa.
Suspirei ao chegar na porta de casa e olhei o embrulhinho no meu colo. Era loucura, mas aquele bebê não tinha mais ninguém e Stephen era meu amigo, estávamos na mesma luta, era o que eu poderia fazer. Entrei em casa.- Jocelyn.
— Valentim, está tudo...- Parei quando vi o que ele carregava.- Meu Deus, o que aconteceu?
— É o bebê do Stephen, conseguiram salvar ele.- Disse.
— Pelo Anjo.- Suspirei e fui até ele, acariciando a cabeça do bebê e sorrindo com o resmungo fofo que ele deu.- Ele é tão lindo.
— Ele não tem mais ninguém, você sabe; a mãe do Stephen enlouqueceu, o pai morreu a algum tempo e Céline não tinha família.- Disse.
Assenti.- Vem comigo, vamos dar um banho nele e colocar uma roupa quentinha. Já tem algumas do Johnatan. Você pode ir comprar leite de bebê para ele?
— É especifico assim?- Perguntei.
— Leite para recém nascido.- Disse.
— Tudo bem. Só?- Questionei.
— Sim. O resto tem tudo do Johnatan.- Disse.
— Tá, já volto.- Disse passando ele para o colo dela.
— Ok.- Dei um selinho nele.
Sai e não foi difícil achar o leite que ela falou. Estava tudo acontecendo rápido demais; Jonathan, o casamento, Stephen e agora esse bebezinho. Calma Valentim, você pode dar conta de tudo, eles precisam de você e você vai estar lá. Voltei para casa, tirei aquela roupa da rua e subi, encontrando Jocelyn ninando o menino, agora vestido e aquecido. Ela estava linda com aquela barriga e seu rosto iluminado com aquele bebê em seu colo. Nossos sentimentos avançaram de uma forma que passaram por cima dos meus problemas em aceitar o amor que sentíamos, que cada vez aumenta mais. Bati na porta.- Achei.
— Hey, fique com ele então. Vou fazer o leite.- Disse.
— Eu?- Questionei.
— Bem, sim.- Dei o bebê a ele.- Eu já volto.- Desci.
Olhei o garotinho nos meus braços; ele era bem loiro e bonito. Todo esse tempo vinha pensando, me preparando para ser pai e agora tenho mais um bebê para cuidar. Me sentei e fiquei o olhando até que ela voltou.- Ele é lindo.
Sorri.- Parece um anjo.
— Dê a ele logo, você não disse que bebê tem muita fome?- Questionei.
— Acho que sim.- Me sentei ao lado de Valentim e coloquei a mamadeira na boquinha do bebê, esperando que ele pegasse para comer.- Como vai ser o nome dele?
— Stephen queria Jonathan, mas ai vamos nos embolar. Ai pensei em Jace.- Disse.
Sorri.- Ótimo, é lindo.
— Vamos dar conta? Logo Jonathan chegará.- Disse.
— Claro que vamos.- Disse.
— Você tenho certeza.- Disse.
— Valentim, você vai ser um ótimo pai.- Disse.
— Estou tentando me convencer disso todos os dias.- Disse.
— Pensei que você quisesse.- Disse percebendo que nunca dei essa opção a ele. Não devíamos ter casado se ele não quisesse.
— Eu quero amor. Mas não fui criado, no inicio da minha vida, com amor e carinho. Só fui saber como era isso quando fui morar com o Luke. Eu quero que nosso filho goste de mim, não que tenha medo.- Disse.
— Ele vai. Os dois vão.- Disse.
— Sim, agora serão dois.- Disse.
Jace terminou de tomar a mamadeira e peguei de volta, limpando a boca dele.- Ficou sabendo que Robert e Maryse vão para o instituto de NY?
— Sim. É uma pena, achávamos que nossos filhos cresceriam juntos ou que nós iríamos para lá.- Disse.
— Pois tenho duas boas notícias; enquanto você não chega a Cônsul, podemos nos mudar para o instituto de NY também, porque caçadores de sombras nunca são demais ou...- Levantei e peguei uma carta, entregando a ele.- Nos ofereceram o instituto de New Orleans.
— New Orleans?- Sorri.
— Sim.- Disse.
— Eu gostei de lá quando fui.- Disse.
Sorri.- Você decide. Vamos com você onde você for.
— Mas você está bem para viajar?- Questionei.
— Bem, acho que teríamos que esperar uns três meses. Dois meses para Jonathan nascer e um mês para eu e ele estarmos firmes, mas passa rápido.- Disse.
Sorri.- Sim, a saúde de vocês em primeiro lugar.
Sorri e lhe dei um selinho.
Beijei ela, mas logo lembrei do bebê entre nós.- Ainda bem que aprontou o quarto logo.
— Bem, ele vai ter que dormir com a gente por uns meses, assim como Jonathan. Ele é muito bebê.- Disse.
— Com a gente?- Até esse mês era permitido que estivéssemos juntos e as noites, ou dias, não tínhamos hora, eram de um prazer que não imaginava.
— Sim.- Disse.
— Mas eu achei que ainda teríamos algum tempo.- Disse.
— Como assim?- Perguntei.
— Para nós.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Você não estava pensando mais nisso, não é?- Perguntei.
— Eu estou com uma barriga do tamanho do mundo, não é confortável mais.- Disse.
— Não está do tamanho do mundo.- Ela botou Jace na cama e uns travesseiros em volta.- Ok, pesada talvez.
— Pois é.- Disse.
— Amanhã temos que leva-lo aos Irmãos para o ritual.- Disse.
— Sim.- Disse.
— E acertar tudo na Clave, que ele será nosso. Já é Jace Morgenstern. Gostei.- Disse.
Sorri.- Soa forte.
— Sim.- Botei a mão na barriga dela.- Você ganhou um irmãozinho Jonathan, ele vai ser um pouco mais velho que você.- Senti ele chutar.- Acho que ele não gostou.
Ri.- Ou gostou muito.
— Pois é, mas vocês vão se dar bem, vão ser irmãos.- Disse.
Sorri.- Vão sim.
A beijei e foi meio louco se acostumar com a rotina de Jace e conforme os dias passaram e a gravidez dela avançava. Eu tentava ajudar o máximo que dava e depois de confirmar que iríamos para New Orleans, tive que ir algumas vezes para lá para ir ajeitando algumas coisas. Jonathan nasceu bem e saudável, era lindo e com os cabelos iguais aos meus! Não poderia ficar mais feliz com meus dois filhos e com a mulher que eu amava. Quando eles já estavam bem, nos mudamos para o Instituto e senti aquele prazer que eu esperava. Luke também se mudou com a gente mas ele sempre ia em Idris para ver a Amatis e também dar apoio, afinal mesmo não estando mais juntos, ela amava o Stephen. Mantínhamos contato com o pessoal em NY e as vezes nos visitavam, o que era uma festa com três bebês (Robert e Maryse já tinham um filho, Alec). No trabalho era bem o que imaginava, adorava controlar tudo e estava tendo ótimos resultados no decorrer dos meses; estávamos deixando aquela cidade limpa e a Clave muito satisfeita comigo. Jocelyn se preocupava muito quando eu saia para as missões, mas eu gostava e eram sempre uma festa. Acabei de chegar de uma, Luke tinha feito as Iratizes que precisei e segui para nossa área, quase uma casa, no Instituto. De fora já escutei a bagunça; Jace está com um ano e meio e Jonathan um e quatro meses.- Que zona.- Disse quando entrei.
— Papai!- Jace exclamou.
— Jace, não grite meu amor.- Disse.
— Papa, se delou.- Jonathan disse.
— Eu sei meus pequenos.- Dei um beijo em cada um.- Espero que a mamãe não esteja brava comigo.
— Não conte com isso.- Disse.
— Papai está encrencado então. Aqui, para os meus meninos.- Peguei um saquinho, abri e dei um pirulito para cada que os fez sair pulando de alegria. Fui até ela.- E você bravinha.
— O que tem?- Questionei.
— Quer um pirulito também?- Sorri.
Dei no braço dele.- Deixa de ser tarado. Amanha eu tenho uma missão, então vou chamar a Nolla para cuidar deles.
— Eu tarado?- A encostei na parede.
— Valentim, nossos filhos estão logo ali.- Disse.
— Eu sei.- Beijei o pescoço dela. No que a puxei mais para mim, esbarrei onde fui ferido e tentei disfarçar o espasmo de dor.
— O que?- Questionei.
— Nada, só me machuquei hoje.- Disse.
— Foi feio?- Questionei.
— Nada demais.- Isso eu disse para não preocupar ela, porque tinha sido sim.
— Tudo bem.- Beijei-o delicadamente e me afastei.- Vou encomendar uma pizza, o que acha?
— Uma excelente ideia, vou tomar banho.- Disse.
— Ok.- Disse.
Beijei ela e fui para o quarto, indo direto para o banho. Tomei, relaxei e depois de me vesti voltei a sala, onde Jace e Jonathan discutiam algo sobre brinquedos.- Hey, sem briga. O que foi?
— Ele no te dá pa mim!- Jonathan disse.
— Ele quebra.- Jace disse.
— Amor, dá para seu irmãozinho. A mamãe te compra um novo qualquer coisa.- Disse.
— Nu quebra.- Jonathan disse.
— Tá.- Ele deu o boneco.
Era incrível como os olhos de Jonathan se pareciam com os dá mãe assim como Jace era uma mistura perfeita dos dois. Brinquei com eles.- Não vejo a hora de ensinar luta a eles. Imagina os dois duelando comigo?
Ri.- Não apresse as coisas, vai sentir falta dessa época.
— Por isso vamos ter mais.- Disse.
Sorri.- Sim.
— Você tem achado o Luke estranho?- Questionei.
— Estranho?- Questionei.
— Sim, ele anda muito sozinho. Acho que tá precisando é de uma namorada.- Disse.
— Pode ser.- Disse.
— Com quem é a sua missão amanhã?- Perguntei.
— Não sei.- Disse.
— Não quero você com aquele Ethan.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Ele fica dando em cima das colegas. Me falaram que já falou de você.- Disse.
Ri.- Já tive um filho, meu corpo não está mais no mercado de ser admirado, Valentim. Relaxa. E eu formo meu grupo, como você, sou a diretora daqui. E não pretendo coloca-lo.
— Você continua linda.- Disse.
Sorri e a campainha tocou. O instituto, para mundanos era só uma casa comum.- Vou atender.
— Tá.- Fiquei olhando os meninos e aproveitei para pegar uns relatórios de missões para verificar.
Recebi a pizza e voltei, colocando a pizza na mesa de centro.- Vou pegar as bebidas.
— Ok.- Disse.
— Mama uco.- Jonathan disse.
Sorri.- Já vou pegar para vocês.- Fui na cozinha e peguei as coisas, levando para a sala. Servi Jace e Jonathan de suco, e para nós também.
Estava distraído nos relatórios quando ela me tocou no braço, me olhando de cara feia.- O que?
— Vamos comer.- Disse.
— Ah tá, desculpe.- Guardei as coisas numa pasta.
— Ok.- Disse.
Peguei da pizza e comi.- Hmm... uma coisa eles sabem fazer; pizza.
— Verdade.- Disse.
— Tem certeza que vai sair em missão amanhã? Preferia que não fosse.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Não que não confie nos outros, mas gosto apenas que vá comigo.- Disse.
— Eu sei me cuidar.- Disse.
— Não duvido. Você e Maryse foram as melhores Caçadoras da última década. Eu acho você muito melhor.- Disse.
— Então?- Questionei.
— Leva o Luke com você, nele eu confio.- Disse.
— Vocês são Parabatais, não é aconselhável lutarem separados.- Disse.
— Mas...- Comecei.
— Mama ebou.- Jonathan esticou o boneco.
— Ela o meu.- Jace empurrou o irmão.
— Jace! Você não pode empurrar seu irmão.- Coloquei os dois no sofá.- Me entendeu? Isso é feio.
— Ele ebou!- Jace disse começando a chorar
— Ecupa.- Jonathan chorava também.
— Sem choro, os dois. Jace não pode fazer assim, ele é menor que você.- Disse.
— Calma amores.- Os peguei no colo, colocando um em cada perna. Odiava vê-los chorar.- Não precisam chorar.
Peguei Jace.- Você entendeu anjinho?- As vezes o chamávamos assim.
— Não que inca com ele.- Jace disse.
Suspirei.- E você Jonathan, não pode sair quebrando tudo. Haja brinquedos assim.
— Jace, não fala assim.- Disse.
— Sim, seu irmão não fez por mal, não é Jonathan?- Questionei.
— Icupa imão.- Jonathan disse.
— Viu?- Beijei o rostinho de Jonathan, abraçando mais nos meus braços.
Jace se aninhou mais no meu colo.- Ei, sem isso, quero meus meninos juntos.
— Deixa eles, não adianta discutir agora.- Disse a Valentim e peguei meu pedaço de pizza.- Quer um pedacinho?- Perguntei a Jonathan.
— Que.- Jonathan disse.
Cortei um pedaço pequeno e dei na boquinha dele.- Fica chupando.
— Om.- Ele disse.
Apenas sorri.
— Quer Jace?- Questionei.
— Não.- Jace respondeu zangado.
— Jace, colabora.- Pedi.
Cortei um pedaço e dei a ele, que virou a cara.- Mas que zangado feio.
Respirei fundo e suspirei. Eu não tinha muita paciência para criança teimosa.- Jace, o que você quer? Se continuar desse jeito vai ficar de castigo.
— Atigo não mama.- Jace disse.
— Então o que foi?- Perguntei.
— Nada.- Jace disse.
— Não parece. O que foi, hm?- Fiz Cosquinha nele.
— Fale.- Disse.
— Nada mamãe.- Jace disse.
Suspirei.- Ok.- Dei outro pedaço de pizza a Jonathan.
— Esses dois vão dar trabalho.- Disse.
— Nem me fale.- Disse.
Senti Jace me apertar e apontar.
— Quer iza.- Jace disse.
— Vai entender.- Disse.
Ri.- Sim.
Acabou que os meninos depois de comerem voltaram a brincar e depois que os botamos pra dormir fomos para o nosso quarto. Uma coisa boa é que eles não acordavam mais durante a madrugada, então Jocelyn era só minha.
— Vou tomar um banho.- Disse.
— Estava pensando em outras coisas para agora.- A puxei.
Sorri.- Eu sei.- Beijei-o.- Mas quero ficar cheirosa para você. É rapidinho.
— Acho que consigo esperar.- Disse.
Sorri.- Já volto.- Fui para o banheiro.
Tirei a camisa que estava e olhei o ferimento na lateral da barriga, estava melhorando. Tirei as coisas da cama, pendurei minha espada e deixei a estela de lado. Me deitei, a esperando.
Tomei um banho, lavei o cabelo e logo sai. Coloquei somente uma calcinha e camisola, logo passando meu hidratante de sempre. Fiz minha rotina de cuidados com a pele, escovei os dentes e sequei meu cabelo só até ele não ficar pingando água, penteei e voltei para o quarto.
Senti seu perfume e olhei; ela estava linda. Era linda na verdade.- Não podia ser mais perfeita.
Sorri e me deitei.
Rolei, ficando por cima dela e a beijei.
Retribui o beijo.
Subi a camisola dela e minhas mãos deslizavam facilmente pelo tecido. Adorava o fato dela sempre usar cetim ou seda, ajudava a tirar. Sorri ao toca-la e de como mantinha a maciez da pele.
— O que foi?- Perguntei.
— Sua pele é tão macia que quase não sinto as cicatrizes que tem.- Disse.
— É a intenção.- Disse.
— Por isso digo que é perfeita.- Desci a boca para seu pescoço.
Me arrepiei ao beijo dele.
A levantei e tirei a camisola, expondo-a e a toquei. Ela era uma perdição para mim, isso era uma certeza. Voltei a beija-la, pegando em seus seios e apertando eles um pouco.
Retribui o beijo novamente e entrelacei meus dedos em seus cabelos.
Sentia minha ereção contra a calça, então tirava ela e aproveitei para tocar no sexo dela por cima da calcinha.
Suspirei pesadamente ao toque dele, mas sem deixar de beija-lo.
Me afastei só para tirar aquelas roupas de vez e voltei a ela, já a penetrando.
Gemi e suspirei, voltando a beija-lo.
Gemi e a excitação tomou conta ao estar completamente dentro dela. A nossa primeira vez ainda era vivida nas minhas lembranças. Estávamos juntos a um pouco mais de seis meses namorando oficialmente e como ela tinha dito uma vez, tínhamos fugido para ficarmos sozinhos. As coisas foram esquentando e ela estava tão disposta que não pude me controlar. Se existiam horas perfeitas na minha vida, eram aquelas. Nós dois sendo um só, sob as estrelas. Ela diz que foi romântico, eu digo que foi sexy e rimos depois. De lá para cá ela pegou prática e é uma amante que nenhum homem poderia reclamar.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava sua nuca.
Sentia o meu machucado doer um pouco, mas não me importava. Possuir ela faria esquecer aquilo. Passava a mão pelo seu corpo e as runas dela eram mais concentradas na parte de cima, mas as que tinha nas pernas a deixava sensual de um jeito que me deixava louco.
Enquanto beijava seu pescoço e descia minha mão pude sentir um relevo na barriga dele.- O que é isso?
— Nada demais.- Suspirei.
— Nada?- Questionei.
— Estou bem querida.- Disse.
— Se você diz.- Disse.
Sorri e mordi o pescoço dela de leve, adorava fazer isso.
Me arrepiei.
— Você é gostosa demais.- Disse no ouvido dela.
Sorri.- Obrigada.
Rolamos na cama o que a deixou por cima de mim e eu adorava ver como ela dominava e nos dava prazer assim.
Segui no mesmo ritmo que ele, me inclinando para beija-lo.
Apertei a bunda dela e dei até alguns tapas ali, logo subindo as mãos pelas costas dela e a acariciando assim.
Gemi e suspirei pesadamente, sem deixar de beija-lo.
Não aguentei em me manter quieto e me levantei um pouco, a deixando no meu colo, mas logo voltamos ao inicio; eu por cima dela. Sempre tinha a impressão que era o jeito que ela mais gostava.
Desci meus lábios pelo pescoço dele, roçando meu nariz por ali.
— Ainda bem que botamos um símbolo para não incomodar no quarto dos meninos.- Disse.
Ri.- Sim.
Não tinha uma maneira melhor de esquecer do trabalho e toda aquela loucura que tinha lá fora do que nos braços da minha mulher. Ela era tão minha e eu não me cansava de dizer isso a ninguém.
O beijei novamente e acariciava seu rosto.
O prazer se espalhava e intensificava nos nossos corpos e nos levou a um orgasmo maravilhoso. Agora sim eu estava completo.
— Eu te amo.- Disse.
— Eu também.- Disse sorrindo e deitando ao lado dela.
Sorri e me aconcheguei no peito dele.
— Posso pedir uma coisa?- Perguntei.
— Pode.- Disse.
— Não vá amanha.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Tenho uma sensação ruim.- Disse.
— Val, é meu trabalho.- Disse.
— Eu sei que é.- Disse.
— Então.- Disse.
— Não vou ficar tranquilo enquanto não voltar.- A apertei comigo.
— Amor, já te disse que se conseguir aquele emprego como assistente em Galeria de arte, eu vou parar. Também não me sinto segura de ir com dois filhos, mas por enquanto precisamos desse dinheiro.- Disse.
— Você fala como se a minha parte não fosse suficiente.- Disse.
— Eu não sou mulher de não trabalhar, Valentim. Mesmo se você ganhasse um milhão, eu continuaria trabalhando.- Disse.
— Não vamos discutir isso de novo.- Disse.
— Ok.- Disse.
Mexia nos cabelos dela e lhe beijava as vezes quando ela me tocava.- Sente falta de Idris?
— As vezes.- Disse.
— Sinto falta da nossa casa lá.- Disse.
— Eu também, mas só faz um ano.- Disse.
— Sim, pelo menos eles dão privacidade aqui. E gosto da tecnologia que usam.- Disse.
— Sim.- Disse.
— E talvez dessas musicas, ainda estou incerto disso.- Disse.
Ri.- A maioria é boa.
— Mas com certeza esses mundanos são estranhos.- Disse.
— Tadinhos.- Disse.
Rimos, conversamos e transamos mais uma vez antes de dormir. Pela manhã fui para meu escritório e comecei minhas tarefas. Esperava alguma noticia de Jocelyn até que durante a tarde vieram me avisar que ela estava na enfermaria. Meu coração pulou e corri para ela. Cheguei lá e andei até onde vi um Irmão do Silencio.- Jocelyn!- Ela estava pálida e com um corte profundo na perna e um no ombro.- O que aconteceu?
— Nada demais.- Disse.
— Estou vendo o seu nada demais.- Disse pegando a mão dela.- Cuide dela logo, está esperando o que?
“Exijo mais respeito, senhor Morgenstern.”
Encarei ele.- Então cure a minha mulher logo, por favor.- Voltei o meu olhar para ela e podia jurar que estava mais pálida.
Os presentes poderiam jurar ouvir um suspiro do irmão do silêncio, porém não eram idiotas de tentar perguntar. Logo o irmão Jeremiah começou a curar Jocelyn.
Percebi o sangramento para e o ferimento fechando aos pouco. Depois disso a cor dela melhorou alguma coisa e só podia ficar aliviado.- Como está?
— Estou bem.- Disse.
— Falei para você não ir.- Disse me sentando na beirada da cama.
— Estou bem e isso é normal.- Disse.
— Sua cor diz o quanto está bem.- Disse irritado.
— Não começa.- Disse.
Percebi o irmão parar.- Ela vai ficar bem?
“Sim, mas é bom ficar aqui uns dois dias para se recuperar melhor. A ala está coberta por iratzes.”
Suspirei.- Tudo bem.
— Fique tranquilo Val e vá cuidar dos meninos.- Disse.
— Eles estão com a babá, por agora eu posso ficar.- Disse.
— Ok.- Disse.
O Irmão se retirou e os outros também. Ela dormiu um pouco, mas isso não diminui a minha preocupação. A noite chegou e fui na nossa "casa". Tentei botar os meninos para dormir, mas eles queriam a mãe, então os levei para vê-la.
Tinha acabado de sair de um longo banho para tirar toda a fuligem e sangue do meu corpo, agora lia uma revista sobre arte sentada na cama.
— Mamãe.- Disse.
Levantei meu olhar e sorri.- Meus amores.
— Eles não iam dormir se não te vissem.- Disse.
— Vocês precisam dormir meus amores.- Disse.
— Mamãe dodoi?- Jace perguntou.
Botei os dois em cima da cama.
— A mamãe já está melhor.- Beijei os dois.
— Ah tá.- Jace subiu no colo dela.
— Ei, cuidado.- Botei ele de lado.
— Deixa ele.- Abri as pernas.- Sentem aqui, os dois.
Vi ambos irem.- Você não pode se esforçar.
— Eu sou mãe, machucados não são nada perto de tê-los perto de mim.- Disse.
— Alinho mama?- Jonathan disse tocando a perna dela.
Sorri.- Sim, amor.
Jace imitou o irmão.
Suspirei e sentei numa cadeira, tentando relaxar.
Sorri e abracei os dois.- Como vou dormir longe de vocês hoje?
— Longe não.- Jace disse.
— A mamãe tem que ficar aqui.- Disse.
— Vocês vieram só vê-la, daqui a pouco vamos.- Disse.
— Não vo.- Jace disse.
— Vocês tem que ir amores.- Disse.
— Não mama, ica.- Jonathan se abraçou nela.
Os olhei e suspirei.- Tudo bem, vocês ficam aqui comigo.
— Jocelyn, não. Aqui não é bom para eles.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque não é.- Disse levantando e começando a andar.
— Ok.- Disse.
Fui pegar os meninos, mas eles começaram a chorar e isso me deixou mais de irritado ainda.
Olhei Valentim.- Valentim, vai embora, ok? Eu peço para alguém leva-los depois.
— Eu não vou a lugar algum! Você podia ter morrido Jocelyn, eu disse para não ir.- Disse.
— Mas eu não morri! Você corre riscos todos os dias e acha normal, agora aguenta o que eu aguento!- Exclamei.
— Você sabe que eu vou voltar!- Disse.
— Ah, entendi. Você se acha melhor que eu.- Disse.
— Eu não posso perder você!- Exclamei.
— Você não vai me perder.- Disse.
— Você sabe que sentir essas coisas é complicado para mim. Hoje isso me afetou mais que o normal.- Disse.
— Eu sei, mas não adianta reagir assim.- Disse.
— Eu sei.- Suspirei e fui até o outro lado, empurrando a cama para junto da dela.- Bota eles aqui.
Coloquei eles na cama ao lado.
Sai rápido, pegando nas nossas coisas travesseiros e mantas, colocando e cobrindo eles.- Agora durmam os três.
— Você também.- Disse.
Dei um beijo nos meninos que estavam mais dormindo que acordados, e voltei a cadeira.- Difícil.
— Deixa disso Valentim. Todo mundo se machuca, é normal.- Disse.
— Você não tinha se ferido assim desde antes dos meninos.- Disse.
— E?- Questionei.
— Não poderia com eles sozinho.- Disse.
— Claro que poderia e ia se casar de novo.- Disse.
A olhei.- Nunca.
Ri.- Amor, uma mulher consegue ser fiel até na morte, mas um homem? Vocês são fracos para isso, é a natureza. E temos a obrigação de fazer novos caçadores das sombras.
— Eu nunca vou amar outra.- Disse.
— Bem, eu não estou morrendo, então relaxa.- Disse.
— Acho bom.- Peguei a mão dela.
Apenas sorri.
Não demorou a ela dormir e eu me controlei mais a partir daquele dia, ainda não entendo minha reação muito bem. Depois daquilo voltei ao trabalho, me dedicando mais; muitos diziam que eu era o melhor diretor que o Instituto já teve. E para aumentar minha alegria, Jocelyn ficou grávida novamente e agora tivemos uma menininha tão linda. Clarissa era ruiva como a mãe, ou melhor, ela era a mãe por completo. Meus meninos estavam espertos e grandes com três anos, já falavam tudo e pareciam ter uma energia que não acabava mais. Tinha conseguido um tempo livre e estava indo a muitas reuniões com a Clave. Levei todos a um parque para passar a tarde. Forrei o lençol e Jocelyn se sentou com Clarissa.
— Clary é pesada.- Sorri quando me sentei.
— Também, do jeito que ela mama.- Disse.
Ri.- Verdade.
— Bolinha linda.- Mexi nela que sorriu.
Sorri também e beijei Clary na testa.
— Ela parece demais com você.- Disse.
— Isso é verdade.- Disse.
Me deitei e ela engatinhou para cima de mim.- Estava sentindo falta disso.
Sorri.- Eu também.
— Jonathan, cuidado ao correr assim.- Disse.
— Esses dois adoram correr.- Comentei.
— Demais.- Disse.
— Vem mamãe.- Jace disse.
— Não posso ainda amores.- Disse.
— Por que? Claly é grande já.- Jonathan disse.
— Porque eu não posso me mexer muito por um tempinho ainda.- Disse.
— Ah.- Jace disse.
— Querem comer?- Perguntei.
— Não, vamos Jace. Não me pega.- Jonathan disse saindo correndo.
— Pego sim.- Jace correu atrás do irmão.
Ri deles.
— Eita ciúmes desses dois.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Mas eles adoram ela, acho que é só com você.- Disse.
— Acho que não.- Disse.
— É sim, eles não tem ciúmes de mim.- Disse.
— Fique com Alec no colo para você ver.- Ri.- Falando em Alec; como vai os Lightwood?
— Muito bem; estão encantados com a Isabelle.- Disse.
— Só imagino.- Disse.
— Podíamos ir visitá-los; o que acha? Amanhã?- Questionei.
— Pode ser.- Disse.
— Vou avisar a ele. Vamos passear Clarissa?- Questionei.
Sorri para ela que ria a tudo que Valentim falava, por algum motivo muito fofo.
— Achou alguma coisa diferente quando falou com a Clave?- Perguntei.
— Como assim?- Perguntei.
— Ontem quando estava na reunião, senti umas conversas estranhas.- Disse.
— Estranhas?- Perguntei.
— Sim, pode ser impressão minha.- Disse.
— Não entendi.- Disse.
— Era como se tivessem me avaliando.- Disse.
Ri.- Você é louco amor.
— Eu sei.- Passei Clarissa a ela.- Deixa eu ir com eles, se não vai rolar crise.
— Ok.- Disse.
Peguei três espadas de brinquedo e dei uma para cada.- Acho que vou ficar em desvantagem assim.
— Com certeza vai.- Disse.
— Qual dos dois vai me vencer?- Perguntei.
— Vamos ver.- Sorri.
Eles vieram para cima de mim e bloqueava, mas fingia que as vezes me acertavam.
— Perdeu papai.- Jonathan disse.
— Se rende a gente?- Jace questionou.
— E agora minha rainha?- Questionei.
Sorri.- Melhor se render.
— A rainha é nossa.- Jace disse.
— Oh, eu me rendo.- Abaixei a espada e mesmo assim eles vieram, acabando por nos fazer cair.
— Ganhamos o papai.- Jonathan disse.
Sorri.- Vocês são mais fortes amores.
— Sim, são fortes demais para mim. Amanha vamos passear, está bem?- Questionei.
— Oba.- Jace disse.
— Vamos ir ver o Alec e a Isabelle.- Disse.
— Legal.- Jace disse.
— Vamos de portal?- Jonathan perguntei.
— Não.- Disse.
— Ah, gosto de portal. Não que i de carro.- Jonathan falou.
— Vocês não podem andar de portal ainda.- Disse.
— Não gosto.- Jonathan disse.
— Eu vou com você.- Jace disse.
— Sim, vamos todos juntos, não precisa ter medo.- Disse.
— Sim, não precisa amor.- Disse.
Voltamos a brincar e quando chegamos em casa entrei em contato com Robert que ficou super animado com a nossa ida lá. No outro dia Jonathan ficou assustado de ir de carro, mas sorri ao ver Jace o tempo todo de mãos dadas a ele. Demorou um pouco para chegarmos e quando o fizemos já era noite. As crianças dormiam e depois de conversar fomos deitar também. Pela manhã estávamos todos reunidos em volta de uma mesa de café da manhã bem recheada.— Mas essa menina está muito linda.- Mexi com Isabelle que era um pouco maior que Clary.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!— Verdade.- Disse.
— Ela vai arrasar corações.- Hodge disse.
— Hodge, ela é um bebê.- Robert disse.
— Mas ele está certo.- Disse.
— Que horror.- Disse.
— A sua também vai.- Robert disse.
— A minha vai ser um anjo.- Disse.
— Elas são bebês.- Disse.
— Viu? Jocelyn concorda comigo.- Robert disse.
— Sim.- Disse.
Botei suco e bolo para os meninos comerem, eles pareciam sonolentos ainda.
— Olha se não é a turma de New Orleans.- Michael disse.
— Michael, bom dia.- Disse.
— Hey.- Disse.
— Isso que é manhã boa, todos juntos. Parece os velhos tempos.- Hodge disse.
— Falta o Luke.- Michael disse.
— Ele deve estar chegando, disse que ia vir agora cedo.- Disse.
Maryse deu um pedaço de pão a Alec.- Infelizmente as crianças não vão crescer juntas.
— Sim, gostaria muito disso.- Disse.
— Eu também.- Robert disse.
Hodge olhava Jace.- E ele? Imoge não deu sinais de melhora?
— O que tem ela?- Questionei.
— Ela poderia querer vê-lo, não?- Hodge perguntou.
— Não. Ela não é nada dele.- Disse.
— O nosso filho tem a nós e vocês, mais ninguém.- Disse.
— O que foi papai?- Jace perguntou.
— Nada demais Jace.- Disse.
— Sim, amor. Coma seu bolo.- Disse.
— Desculpe, eu não queria...- Hodge começou.
— Tudo bem, só esqueça isso.- Disse.
— Sim.- Bebi do café.
Não demorou e chamaram Robert; era Luke que tinha chegado.- Bom dia.
— Bom dia a todos.- Luke disse.
— Io Uke.- Jonathan disse.
Sorri.- Oi Luke. Os meninos sentiram sua falta.
— E eu deles.- Luke disse.
— Sei bem como é.- Michael mexeu com Alec.
— Tio Ike.- Alec disse.
Sorri.- São tão fofos.
— Demais.- Hodge disse.
— E como está New Orleans? Só ouvimos falar bem de vocês.- Michael disse.
— Está ótimo. Valentim está cada vez melhor e eu trabalhando como mundana, então ele está tranquilo.- Disse.
— Nem me fale. Cada vez que ela saia em missão era melhor não entrar no seu caminho.- Luke disse.
Ri.- Tadinho de você.
— Isso é geral; só que aqui se o Robert for reclamar, apanha.- Michael riu.
— Que isso Michael?!- Robert exclamou.
— É verdade.- Hodge disse.
— Claro.- Maryse disse.
— Maryse!- Robert exclamou.
— Pobre Robert.- Luke disse.
Sorri.- Tadinho dele Maryse.
— E vocês três? Vão ser solteirões é?- Questionei.
— Estou bem assim.- Hodge disse.
— Eu até imagino como.- Luke disse.
— E você Luke?- Robert questionou.
— As vezes ele vai lá para os lados do French Quarter e só volta muito tempo depois.- Disse.
Franzi o cenho.- E como você sabe?
— Ele me disse.- Disse.
— Interrogou seria a palavra mais certa.- Luke disse.
— Sei.- Disse.
— Xiii, parece que alguém está se encrencando.- Michael disse.
— Mamãe, posso brincar?- Jonathan disse.
— Posso também?- Alec perguntou.
— Pode amor.- Disse.
Jace se juntou a eles e sorri ao vê-los assim.
— Esses garotos estão crescendo rápido demais, mal saíram das fraldas.- Michael disse.
— Literalmente.- Maryse disse.
— E já veio a segunda rodada. Vocês estão combinando?- Michael perguntou.
— Acho que não.- Disse.
— Quem sabe não vem a terceira?- Questionei.
— O que? Já?- Luke questionou.
— O que?- Questionei.
— Mais bebês. Estou muito inclinado a isso. Não é Isabelle?- Robert a pegou no colo.
— Não por um tempo.- Maryse disse.
— Mas está tudo bem não é?- Questionei.
— Sim.- Maryse disse.
— Vamos curtir Isabelle por agora.- Disse.
— E Alec.- Maryse disse.
— Se ele for igual você, Maryse vai ter filas de noras.- Luke disse.
Ela sorriu.- Provavelmente.
— Então a Jocelyn vai ser pior; em dobro.- Michael disse.
— Nem me fale.- Acariciava a cabecinha de Clary que dormia.
Rimos e foi um dia gostoso entre amigos, quem dera fosse sempre assim. No dia seguinte voltamos para casa e eu voltei ao trabalho, e os dias pareciam normais até que fui chamado pela Clave. Isso não parecia muito bom, mas fui direto para Idris. Fiquei chocado com o que aconteceu lá; como ia dizer isso a Jocelyn, as crianças? Suspirei e voltei para casa. Imaginei que ela deveria estar preocupada, já que fui direto e era tarde aqui. Entrei em casa e subi para o quarto, ela estava amamentando Clary.- Oi.
— Hey, o que houve?- Questionei.
— Estava com a Clave, desculpe, não deu para avisar antes de ir.- Disse.
— Com a Clave?- Questionei.
— Sim, precisamos conversar.- Beijei a cabecinha da minha bebê.- Hey, minha comilona.
— O que?- Questionei.
— Talvez tenhamos que voltar para Idris.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Por que eles me chamaram para ser o próximo Inquisidor.- Disse.
— O que? Meu Deus, isso é ótimo!- Exclamei.
— Eu sei! Estou tentando absorver, sei lá. Por isso eu achava que estavam estranhos, eles estavam me avaliando. Disseram que o meu trabalho aqui é exemplar, assim como sempre foi antes e eles estão precisando de alguém assim para o cargo.- Disse.
Sorri.- Estou orgulhosa amor.
— Eu também estou. Ah caramba.- A beijei no impulso e depois percebi que fez o seio dela sair da boca da Clarissa, o que a fez reclamar.- Desculpe filha.- Disse rindo.
Ri e coloquei de volta na boca dela.- Ela é muito gulosa mesmo.
— Só que vou ter que ver com o Luke, ele também iria.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Você quer ir?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
— Ótimo. Vou falar com Luke. Ele deve estar dormindo né?- Questionei.
— Provavelmente.- Disse.
— Melhor deixar para amanha.- Disse.
— Concordo.- Disse.
Levantei, tirando a camisa. Ia ser Inquisidor, ser o homem que tanto almejei.- Eu consegui Jocelyn, consegui.- Disse sorrindo.
Sorri.- Sim, você conseguiu. Sempre acreditei em você.
— Você é incrível sabia?- Me virei para ela.
Dei de ombros.- Fazer o que?
— Ela dormiu.- Disse.
— Sim, ela sempre dorme no peito.- Disse.
— Garotinha esperta.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Espero que os meninos gostem da mudança.- Disse.
— Acho que vão.- Disse.
— Então a partir de amanhã as coisas vão ser novas, de novo.- Sorri.
Sorri.- Sim.
Depois de ela colocar Clary no berço comemoramos boa parte da noite, até finalmente descansar. Falei pela manhã com Luke e ele adorou a ideia, então voltaríamos todos a Idris. Depois de começar o trabalho percebi o quão difícil ele era e exigia bastante de mim. Além de sempre ter que ir a algum lugar, tinhas varias reuniões e assuntos em Alicante para resolver. Isso me apertou um pouco por causa da minha família, mas sempre me esforçava para ficar com eles o máximo que dava. Os meninos cresciam; Jonathan cada vez mais parecido comigo e Jace lembrava muito o pai dele, e ambos já mostravam que iam ser ótimos Caçadores um dia. Minha garotinha também seria, mas puxou a mãe nos dons artísticos e as duas passavam horas desenhando. E a Jocelyn; Ah, minha Jocelyn, ela era meu alicerce para tudo aquilo. Haviam dias ruim, decisões difíceis de tomar, mas quando chegava em casa, ela me fazia esquecer tudo aquilo. Eu estava completando 8 anos de Inquisidor quando me chamaram para ser Consul. Achei que fosse enlouquecer de alegria e claro, aceitando. Todos viriam para minha posse que seria dupla, Robert estava sendo nomeado para meu antigo lugar e assim estaríamos praticamente todos juntos. Já estávamos no salão quando uma presença me surpreendeu, Imoge Herondale olhava meu filho brincando com os irmãos e as crianças Lightwood. Mostrei a Jocelyn e ambos fomos até ela.- Imoge, não sabia que viria.
— O que quer aqui?- Perguntei.
— Ele é tão parecido com o pai.- Imoge disse.
— Eu sou o pai dele.- Disse.
— Você não tem mais direitos.- Disse.
— Ele é meu neto!- Imoge disse.
— Ele era, mas você o abandonou a própria sorte se afundando na sua loucura. Abandonou Céline quando ela mais precisava de você e acabou como acabou. Nem quis saber se ele tinha sobrevivido ou não! Agora não ouse querer chegar perto dele.- Disse.
— E você não vai chegar perto dele nunca. Jace é nosso e você decidiu seu futuro a anos atrás.- Disse.
— Eu quero falar com ele. É a única família que eu tenho. Por favor.- Ela disse.
— Não funciona assim.- Disse.
— Vocês se diziam amigos do meu filho, mas negam a memória dele o carinho do filho.- Ela disse.
— Jace é uma criança feliz. Com pais e irmãos que o amam, era isso que Stephen e Céline queriam.- Disse.
Suspirei. Não gostava de tratar as pessoas assim e pensar que estavam sozinhas. É triste.- Se você prometer que NUNCA vai dizer nada a Jace, pode nos visitar como amiga, conhecer ele como uma tia.
— Jocelyn.- Disse.
— Eu prometo.- Ela disse.
— Tudo bem. Crianças, vem aqui.- Chamei os três.
— O que foi mãe?- Jace foi o primeiro a chegar.
— Queria que vocês conhecessem uma amiga minha e do seu pai.- Disse.
— Quem é mamãe?- Clary perguntou.
— Oi, eu sou Imogen Herondale.- Ela disse.
— Já vi esse nome nos livros.- Jace disse.
— Sim, é um nome bem famoso.- Disse.
— E vocês são muitos bonitos. Vocie é a cara da sua mãe, e você a mistura do dois. E você...- Ela chegou em Jace.
— Puxei a minha avó, né papai?- Jace questionou.
— Sim, foi.- Disse passando o braço em torno dele.
— E tem o cabelo parecido com o meu quando bebê.- Sorri para Jace.- E seus olhos são parecidos com os meus também.
— Sim.- Disse.
— Posso dar um abraço em vocês?- Ela perguntou.
— Pode mãe?- Clary questionou.
— Pode.- Disse.
Clary foi a primeira a abraçar. Jonathan foi depois e Jace por último, onde Imogen demorou mais.
— Agora voltem a brincar.- Disse.
Ela os observou ir.- Obrigada.
— De nada.- Disse.
— Jocelyn, vamos.- Disse.
— Vamos.- Disse.
Saímos de perto dela e depois de falar com alguns, ficamos sozinhos.- Porque a deixou fazer isso?
— Fiquei com pena.- Disse.
— Que ela cumpra o que disse. Jace é muito pequeno para entender isso.- Disse.
— Ela vai.- Disse.
— Que você tenha razão.- Disse.
Sorri e lhe dei um selinho.
Não demorou e a cerimônia começou; eu fui empossado. Não poderia estar mais feliz, fiz meu discurso e depois fui aplaudido de pé. O resto da festa foi ótima e quando as crianças deram sinal de sono, fomos para casa. As botamos na cama e fomos para nosso quarto. Olhava Jocelyn.- Você está linda demais sabia?
— Tinha que estar a sua altura.- Disse.
— Está muito além disso.- Disse pegando ela pela cintura.
— Então como?- Questionei.
— Eu que tenho que ficar a sua altura.- Disse.
— Até parece. Você é um coroa muito lindo e todas babam em você.- Disse.
— Todas?- Questionei.
— Todas.- Disse.
— Que pena para elas.- Disse.
Sorri e lhe dei um selinho.
A segurei, a beijando.
Retribui o beijo.
Ela estava com um vestido longo preto, uma maquiagem que destacavam os olhos... Era simplesmente deslumbrante. Uma das minhas mãos subiu até a sua nuca, enroscando no seu cabelo e acariciando ali.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.
Achei o zíper do vestido e o abri, a tocando diretamente.
Parei o beijo.- Tenho algo para te dizer.
— O que?- Beijava o pescoço dela e abaixava as alças do vestido.
— Eu estou grávida.- Disse.
— De novo?- A olhei sorrindo.
— Sim.- Disse.
— Jocelyn!- Disse a beijando e rodando no meu colo.
Sorri.- Cuidado. Eu guardei a notícia para hoje para a sua felicidade ser dobrada.
— Está com quanto tempo.- Disse.
— Quase dois meses.- Disse.
— Mais um filho.- Sorri, tocando a barriga dela.
Sorri.- Sim, mais um.
Terminei de tirar o vestido dela e a levei para a cama.- Só tem um jeito de comemorar tudo isso.
— E como?- Perguntei.
Sorri e tirei o casaco que vestia, em seguida tocando as pernas dela.- Possuindo você a noite inteira.
— A noite inteira? Acho que já ficamos velhos para tanto pique.- Ri.
— Nunca estaremos velhos para isso.- Disse.
Sorri.- Com você nunca mesmo.- Beijei-o.
Me deitei sobre ela e a familiaridade entre nossos corpos não mudava o tesão que sentia por ela. Sim, o que eu sentia era o mesmo de quando começamos a namorar, se não muito maior.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.
Minha mão chegou a calcinha e toquei sorrindo.- Você se preparou mesmo.
Sorri.- Claro.
— Por isso que eu amo você.- Disse arrancando aquela peça.
— Achei que era por eu ser muito perfeita.- Disse brincando.
— Isso faz parte da sua perfeição.- Disse.
Sorri.- Ok.
A lateral da calcinha foi fácil de arrebentar e tirei o sutiã também, esse era bonito, de renda e sexy.
— Você destrói todas as minhas calcinhas.- Disse.
— Eu gosto.- Disse.
— Percebi.- Disse.
Desci um pouco e fui beijando ela pela perna, até chegar a sua intimidade, mas ela não ficava confortável ali, então subi pela sua barriga até chegar nos seus seios.- Eles vão ficar maiores.- Sorri.
Ri.- Você é tarado.
— Sim, completamente.- Disse tomando um de cada vez na boca, mordendo de leve e provocando o mamilo com a língua.
Gemi e suspirei pesadamente enquanto acariciava seus cabelos.
Intensifiquei meu movimento ali e os gemidos dela me excitavam mais e mal estava me contendo para estar dentro dela.
Minha mão descia pelas costas dele e minhas pernas se apertaram mais na cintura dele.
Subi passando pelo pescoço, mordendo e beijando até chegar a sua boca, a beijando intensamente.
Retribui o beijo.
Abria a calça e só me afastei para tira-la, enquanto isso olhei minha mulher. Sou um cara de sorte, muita sorte.
— O que foi?- Perguntei.
— Você ai toda gostosa.- Disse.
Sorri.- Obrigada.
Voltei a ela ficando entre suas pernas e entrei nela. Como eu podia ter uma mulher tão gostosa? Não sei, só sei que era muito bom ser assim.
Gemi e suspirei, voltando a beija-lo.
Toquei o seu rosto enquanto ia profundamente dentro dela. Era tão bom sentir isso, estar por completo e a fazendo minha. Ondas de prazer se espalharam pelo meu corpo e continuei o movimento.
Envolvi minhas pernas na cintura dele, mantendo-o perto de mim.
Agarrei uma das coxas dela.- Você é tão minha, só minha.
Gemi.- Só sua.
— Repete.- Fui mais forte.
— Só sua.- Murmurei para ele.
Gemi e a beijei. Rolamos na cama, mas sem mudar de posição e queria estar assim.
Minha mão descia pelas costas dele e a outra acariciava seu rosto.
Eu ainda me arrepiava quando ele tocava minhas costas, as cicatrizes, mas depois desses anos eram sutis e não de dor.
— Eu te amo.- Sussurrei perto do ouvido dele.
— Eu também.- Suspirei.- Jocelyn.
Desci meus lábios pelo pescoço dele.
— Faz isso para me arrepiar.- Disse.
— Com certeza.- Disse.
— E me excitar mais.- Disse passando o braço pela cintura dela, a apertando mais contra mim.
— Essa é a intenção.- Sorri.
— Depois eu sou o tarado.- Disse entre um gemido.
Sorri e o beijei.
O beijo evoluiu conforme nossos movimentos. Cada vez com o prazer ficando maior, eu amava aquela mulher, amava demais.
Enrosquei meus dedos no cabelo dele, acariciando ali.
— Jocelyn...- Repetia seu nome e foi ele que veio a mim quando chegamos ao orgasmo juntos.
— Eu te amo meu amor.- Disse contra seus lábios.
— Te amo Jocelyn.- Sorrimos e depois deitei ao lado dela que se aninhou em mim.- Mas já está cansada?- Ri.
— Já estou velhinha.- Disse.
— Tadinha, só vou deixar passar porque sei que agora vem a fase do sono. E não posso atrapalhar as vontades do meu bebê.- Disse.
Sorri.- Você é incrível Val.
— Eu sei que sou, afinal consegui mudar meu destino. Ok, você ajudou bastante.- Disse.
— Você é merecedor de todos os créditos amor.- Disse.
— Jocelyn, antes de você eu só me importava com o Luke e a Amantis, eles eram o que aprendi de família; você foi a primeira que deixei entrar para valer. Antes deles era só o que eu ouvia repetidamente de quem se dizia meu pai; amar é destruir. Eles começaram o caminho, mas você que continuou amor. Você me mostrou que amar é força, não destruição.- Disse.
Toquei o peito dele e beijei seu maxilar.- E fico feliz por isso.
— Com você eu tenho uma família linda que está crescendo ainda.- Disse tocando a barriga dela.- Cheguei ao posto que sempre sonhei, tenho amigos leais... Tudo que um homem pode desejar. É, sou um homem muito feliz e ainda um coroa inteirão.
Ri.- Muito mesmo.
— Ah, esqueci de dizer; o professor dos meninos veio falar comigo.- Disse.
— E ai?- Perguntei.
— Disse que nenhum pai poderia ter mais orgulho que nós. Eles são guerreiros natos; perfeitos.- Disse.
Sorri.- Eles são mesmo.
— E adoro como eles são um como um outro; será que vão ser parabatai?- Questionei.
— Acho que não. Jace tem muita afinidade de luta com Alec. Jonathan tem mais com a Clary ou até mesmo Isabelle.- Disse.
— Pode ser. E eu pensei uma coisa, não sei direito. No futuro, quando já for adulto, conversar com Jace.- Disse.
— Para que? Para dizer que a Céline se matou com ele dentro dela? Que ela foi egoísta e não pensou nele? Que ela foi quase uma assassina? Ele não tem que saber de nada, ele nunca conviveu com eles.- Disse.
— Estamos decididos então. E que Imogen não abra a boca.- Disse.
— Não vai.- Disse.
— Nosso primeiro filho. E você; será mais um dos meus meninos?- Disse em direção a barriga dela.
Sorri.- Queria outra menina. Para ficar certinho.
— Clary ia ficar feliz. Ela e Isabelle não são muito parecidas.- Disse.
Ri.- Nem um pouco. E Clary contou do amiguinho dela na escola de mundanos?- Sim, mando eles para a escola de mundanos, quero que todos tenham opção. Convenci Valentim. E agora eles podem usar portal.
— Amiguinho?- Questionei.
— Sim, Simon.- Disse.
— Ela não é muito nova para ter amiguinhos?- Questionei.
— Não, ela precisa de amigos.- Disse.
— Não podia ser amiguinha?- Questionei.
— Clary não se dá bem com meninas. Ela já cansa rápido de Isabelle.- Disse.
— Isso vai me dar problemas, já estou vendo.- Disse.
Ri.- Tadinho.
— Tadinho de mim. Ainda bem que vou ter os meninos de olho nela.- Disse.
— Deixa de paranoia.- Disse.
— É sério.- Disse.
— Ok, ok.- Disse.
Acariciava os cabelos dela e sentia todo o peso daquele dia chegar.- É, acho que estou velhinho também. Ou seu sono tá passando para mim.
Sorri.- Você tá velhinho também.
— Oh céus.- Ri.
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O resto das nossas vida depois daquele dia só melhoraram. Nossa bebê nasceu, a pequena Falyn, tão linda. Ela tinha os cabelos como os de Valentim e Jonathan, os olhos azuis e a delicadeza de uma rosa. Clary se apaixonou no primeiro momento, assim como Jace e Jonathan. Imogen continuou nos visitando e graças a Deus ela não ameaçava contar nada, então ficava feliz por a ver mais sorridente com isso. Acho que ela até se apegou a Jonathan, Clary e Falyn. Dois anos depois e Jace virou parabatai de Alec, Jonathan de Isabelle, e pelo Anjo; Clary só tem química com Simon! Se Simon fosse caçador, ela com certeza estaria feita. Os dois seriam imbatíveis. Nossas vidas não poderiam estar melhor. Valentim está plenamente feliz e eu também. Minha família está toda reunida e temos amigos maravilhosos.... Não sei se um dia me imaginei não sendo caçadora de sombras, mas com certeza não, porque nunca pensei que poderia ter um destino tão perfeito quanto tenho hoje em ser mãe.
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