Liberty- One Shots
99 Capítulo 100- Mikael & Esther.
Notas iniciais

Los Angeles, 1986.
POV Misto. (Mikael e Esther.)
Dirigi até o endereço que tinha mandado a ela. Esther; droga, eu a amava desde que tinha a visto na universidade, mas nossos mundo nos separam. Ou melhor, a família rica dela nos separa. Eu sou Mikael, sai da universidade e fui trabalhar numa empresa de cosméticos, mas na parte de administração, no que me formei. Para quem está começando não ganho tão mal, mas quero mais, quero um dia provar para aqueles esnobes que sou melhor do que podiam imaginar quando me humilharam. Desci e entrei na casa, era distante, perto da praia.- Esther?
— Mike?- Sai da onde era a cozinha.
Como era bom vê-la e estava linda como sempre.- Que saudade que estava de você.
Sorri e fui abraça-lo.- Digo o mesmo.
A abracei e senti seu perfume, era tão bom.- Gostou do lugar?
— Adorei.- Disse.
— Eu já posso pagar o aluguel daqui. Acho que logo vão me promover.- Disse.
Toquei o rosto dele.- Estou louca para sermos casados e eu ser oficialmente sua mulher.
— E o que está esperando para largar aquele insuportável?- Perguntei.
— Ele não é chato assim Mikael.- Me soltei dele.- E estou providenciando isso.
— Odeio saber que ele pode tocar você perante todo mundo e eu não. Só porque está sentado com o rabo em cima de uma pilha de dinheiro.- Disse.
— Assim que você estiver com essa casa fixa, irei sair de casa e serei totalmente sua. Irei abrir mão de tudo.- Disse.
A olhei. Era a primeira vez que falava assim.- Você decidiu?
— Eu quero construir uma família com você e você estando sempre estressado e com ciúmes, me deixa estressada também. Então estou cortando o mal pela raiz.- Disse.
— E a sua família? Eu sei que é apegada a eles, mesmo tendo armado um casamento para você.- Disse.
— Não finja que se importa agora amor. Eu já decidi.- Disse.
— Você vai ser minha finalmente.- A beijei.- Eu quero estar lá quando você mandar Ansel para o inferno.
Sorri e toquei seu rosto.- Você mesmo pode falar, se quiser.
— Vai me dar esse prazer?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
— Você é incrível, sabia?- Sorri.
— Eu sei.- Disse.
— Sabe, é?- Encostei ela na parede.
— Sim.- Disse.
A peguei no colo.- Então tem que me mostrar.
Acariciava seu cabelo.- E de qual jeito prefere?
— De todos que quiser mostrar.- A levei para o quarto. Passamos aquela tarde juntos e foram momentos que levei comigo por aqueles dias. Enquanto eu ralava para crescer e me firmar na promoção que tinha conseguido. Esther falou que Ansel a pediu em casamento.- Ele o que!?
— Exatamente.- Disse.
— O que você disse?- Perguntei.
— Disse que não ué.- Disse.
— Nós temos que acabar com isso, não dá mais para esperar.- Disse.
— Não, não dá.- Disse.
— Arrume suas coisas, hoje vou buscar você.- Disse.
— Vou te esperar.- Disse.
— Tudo bem, até mais tarde. Eu amo você.- Disse.
— Também te amo.- Disse.
Sorri e desliguei. Hoje ela seria minha. Terminei meu expediente, peguei o carro que já tinha a algum tempo e fui para a casa dela, tocando a campainha.
Violeta abriu a porta.- Mikael. O que você quer aqui?
— Vim buscar a Esther, onde ela está?- Questionei.
— Buscar a Esther?- Ela perguntou.
— Sim.- Passei por ela.- Esther, estou aqui.
— Que barulho é esse? O que você está fazendo aqui?- Adam questionou.
Desci as escadas com a mochila.- Mike, vamos.
— Onde você pensa que vai?- Ele a segurou.
— Vou com Mikael. Meu futuro marido.- Disse.
— Você está louco? Seu marido vai ser o Ansel.- Adam disse.
— O marido dela sou eu.- Tirei a mão dele de cima dela.
— Esther, não jogue sua vida fora.- Ela disse.
— Mãe, eu o amo.- Disse.
— Você vai ficar na sua casa e ficar com seu noivo. E você...- Ele o socou.- Fica longe da minha filha!
— Pai!- Exclamei.
Me levantei.- Vocês vão pagar por isso. Vão se arrepender de ter me humilhado e quando eu estiver com a minha família, minha mullher e nossos filhos, vocês não vão ser nada.- Puxei ela, saindo.
— Amor, você tá bem?- Toquei seu rosto.
— Eu vou ficar.- Sentia que tremia de raiva.
Beijei o rosto dele.- Vamos para casa, vou cuidar de você.
— Mas vamos nos livrar de tudo logo. Onde Ansel mora?- Perguntei.
— Não pode ser amanha?- Perguntei.
— Esther, quero você livre completamente.- Disse.
Suspirei.- Ok, vamos.
Ela me deu o endereço e segui para lá. Encontrei aquele babaca fácil em casa.
— Esther, o que faz aqui e com ele?- Ansel questionou.
— Ansel... Eu...- Disse.
— Ela está largando você e vindo comigo!- Exclamei.
— Como? Esther, do que ele está falando?- Ele questionou.
— Ansel... me desculpe, você é um cara legal, gentil e educado, mas eu o amo.- Disse.
— Você vai me trocar por ele?- Ele perguntou.
— Bem...- Suspirei. Odiava fazer isso, me sentia mal.- Me desculpe.
— Vai não, já o fez.- O empurrei.- Lembra seu mauricinho quando na faculdade você me enxotou da turma por não ser o mesmo com vocês? Nada disso importa se ela quer ser minha e não sua. Pode pegar todo esse seu dinheiro que você esbanjou tanto e enfiar você sabe bem onde. E grave bem; você ainda vai ouvir meu nome, deixando o seu no esquecimento. Vamos amor.
— Mikael, você não vai a levar assim.- Ele reagiu, a separando dele.
— Ansel, por favor...- Disse.
— Não Esther! Temos uma história juntos, estamos perto de nos casar, é o que eu quero, o que sua família também quer. Vai trocar tudo isso, tudo que eu posso te dar por um homem que mal se contem racional, que só quer se vingar?- Ele questionou.
— Eu o amo!- Disse.
— Você ama a MIM!- Ele exclamou.
Entrei na frente dela antes que ele chegasse nela.- Nunca mais vai chegar perto de Esther.- O soquei, o fazendo se afastar.- E se o fizer, vai se arrepender.- A levei dali. Entramos no carro e fomos para casa.
Suspirei. Odiava esse tipo de coisa. Chegamos em casa e entramos.- Vou tomar um banho e depois fazer algo para comermos.
— Hey, devemos comemorar, é nossa primeira noite.- Disse.
— Comemorar como?- Perguntei.
A segurei.- Tendo a minha mulher.
Sorri e toquei seus lábios.- E você vai me ter, mas garanto que me prefere cheirosa, não é? Vou tomar um banho rapidinho.
Ri.- Tudo bem. Vou continuando o jantar e depois vou também, afinal lá no escritório é quente.
Sorri.- Ok, senhor prendado.- Ri e fui tomar banho.
Ela foi e fiz parte do jantar. Depois eu fui e terminamos tudo juntos. Botei a mesa na varanda e podíamos ouvir o mar.- Um dia quando tivermos nossa casa, que vai ser bem maior que essa, quero que seja assim, que possamos ouvir o mar.
— Bem, eu amo essa casa.- Disse.
— Talvez possamos a construir aqui. Ir aumentando e aumentando...- Disse.
— O terreno não me parece muito grande.- Disse.
— Se não for aqui, vai ser perto. Temos que ter espaço para nossos cinco filhos.- Disse.
— Cinco? Nossa.- Ri.
— Pois é. Terei que trabalhar muito para todos vocês.- Disse.
— Eu posso trabalhar também.- Disse.
— Eu quero te dar tudo e sei que logo terá alguns bebês para se preocupar.- Disse.
— Eu não quero que você se mate trabalhando.- Disse.
— Eu não vou, prometo. Afinal, como vamos ter tantos filhos se eu só trabalhar?-Sorri, olhando para ela.
Sorri.- Você é único, Mike.
— Adoro quando me chama assim.- Disse.
— Como?- Perguntei.
— Mike.- Disse.
— É seu apelido.- Disse.
— Mas você falando é diferente.- Terminava de comer.
— Porque?- Perguntei.
— Porque sim.- Disse.
Sorri.- Ok. Vou lavando a louça.- Peguei a louça que já havia sido usada e fui para a cozinha.
Guardei as coisas e entrei. Ajudei ela e acabamos.- Agora sim, livre para mim.
— Completamente.- Disse.
A peguei e levei para o quarto, a colocando na cama.- Antes tenho que te dar algo.- Disse indo até a cômoda.
— O que?- Perguntei.
— Até nos casarmos no papel, você tem que usar um anel.- Peguei a caixinha e voltei a ela.
— Porque?- Perguntei.
— Porque eu sempre quis fazer isso.- Me ajoelhei, ela estava na beirada da cama.- Esther, eu sei que não sou a melhor das escolhas, mas mesmo assim me escolheu e eu prometo me esforçar para te dar tudo o que merece, além do meu coração, mas esse você já tem. Quer casar comigo?
— Mikael...- Sorri.- Claro que aceito.
Sorri.- Eu sei que ele é simples, mas pelo menos sei que vai durar.- Coloquei no dedo dela.
— Ele é perfeito.- Disse.
— Que bom que gostou.- A beijei, me deitando sobre ela. Agora ela seria minha, mas sendo minha mulher.
Retribui o beijo e acariciava seus cabelos.
Subi a camisola dela. Não era do tipo muito paciente, queria a ter logo, tanto que me livrei daquela peça rápido.
Ele estava sem camisa, então desci minha mão pelo peito dele, acariciando ali.
Apertei as coxas dela e puxei sua perna contra mim. Claro que já estava excitado.
Mikael era bem grande se comparado a mim e olha que não me vejo tão baixinha assim, mas acho que é normal o homem ter essa estrutura maior e eu gostava disso. Gostava de me sentir envolvida por ele.
Me afastei e tirei a calcinha dela e o que restava de roupa minha também.
— Você tem camisinha aqui?- Perguntei.
— Tenho, vou pegar.- Corri no banheiro e peguei lá, voltando a ela.
— Não é mais fácil deixar na gaveta do seu criado mudo?- Perguntei.
— Vou passar a deixar.- Disse.
— Ok.- Disse.
Coloquei e voltei a estar junto dela, me deitando e ficando entre suas pernas.
O beijei e acariciava seu rosto.
Entrei nela e gemi no beijo, não tinha sensação melhor que essa.
Suspirei contra seus lábios, mas sem deixar de beija-lo. Minha mão descia pelo seu braço, acariciando ali.
Me movimentei.- Você é tão gostosa.
Sorri.- Obrigada.
Peguei em um dos peitos dela.- Por completo.
Gemi e suspirei pesadamente. Beijava seu rosto.- Que bom que gosta.
— Eu amo tudo.- Fui mais intenso.
Sorri e descia minha mão pelas costas dele.- E eu amo você.
Sorri e me deixei levar. Eu amava aquela mulher. Nos virei na cama e ela ficou por cima.
Continuei no ritmo que estávamos e acariciava seu abdômen.
Peguei nos dois peitos dela. Ela era o que qualquer homem se deliciaria.
Suspirei ao toque dele. Eu tive minha primeira vez com Mikael, então ele foi o único homem que me tocou e sempre será só ele.
— Esther...- Gemi.
— Sim amor?- Perguntei.
— Você é perfeita e eu adoro esses peitos.- Disse.
Sorri.- Gosta é? E porque?
— Dá para fazer isso.- Peguei eles com vontade.
Gemi e suspirei.- Que bom que gosta. Porque é o que você vai ter pelo resto da sua vida mesmo.- Sorri e o beijei.
Segurei ela pela cintura e seguíamos naquele ritmo e quando estávamos perto do orgasmo, virei ela e intensifiquei até nós dois chegarmos juntos.
— Eu te amo.- Disse contra seus lábios.
— Eu amo você.- Disse.
Sorri e me aconcheguei no peito dele.
Abracei ela e aquele foi nosso começo e aqueles dias foram incríveis. Eu vi uma oportunidade nova com um amigo e começamos um negócio novo no ramo de refrigeração. Não foi fácil, eu ficava quebrado de tanto andar vendendo. Esther ajudava atendendo ligações e anotando pedidos. Ficamos um ano assim até começar a ver o lucro para valer, e foi quando começamos a juntar para ter nossa casa.
Mikael estava no trabalho e logo chegava, e eu estava recolhendo a roupa e cuidando das flores. Morávamos em uma redondeza bem legal e até que tinha gente bem legal por ali.
Chegava em casa e vi Esther. Eu estava mais que feliz, tinha feito uma ótima venda e ainda tinha ótima notícia pra nós. — Elas estão lindas assim pelos seus cuidados.
— Elas são lindas.- Disse.
— Quem cuida delas é mais.- A agarrei.
— Nem chego aos pés.- Disse.
— É sim.- A beijei e ri.- Tenho novidades.
— Diga.- Disse.
— Hoje fechamos negócio com uma empresa. O pedido deles vai dar para cobrir o que falta para a casa que queríamos. E mais; com a quantidade de pedidos que estamos tendo vamos começar a ter que ter gente trabalhando para nós.- Disse.
Sorri.- Isso é ótimo amor, você merece isso tudo.
— Nós merecemos. Então acho que podemos ver os papéis para casarmos e estrear nossa casa assim.- Disse.
— Não sou eu quem trabalho, então é você quem merece.- Disse.
— Não importa. Vamos, vou te levar para sair.- Disse.
— Ok.- Disse.
Entramos e eu tomei banho, me troquei, ela se arrumou e saímos. A levei para o centro e paramos num cinema.- Filme?
— Pode ser.- Disse.
— Você gosta de dançar e te vi toda boba quando falaram desse Dirty Dance.- Disse.
— E você gosta desse tipo de filme?- Perguntei.
— Deve ter algo nele que eu vá gostar, as musicas parecem boas.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Comprei as entrada, pipoca e refrigerante.- Vamos senhorita?
— Vamos senhor.- Disse.
Ri e entramos. Estava cheia a sala e logo o filme começou. Eu estava cansado, mas até que consegui prestar atenção; e como disse as musicas eram boas.- Gostando?
— Sim. Os cabelos são meios... exagerados, mas tudo bem.- Disse, passando a mão pelo meu cabelo loiro e liso. E não tinha nada dessas coisas que fazem em cabeleireiros, nasci com ele liso e escorrido mesmo.
— Eu também prefiro assim.- Disse mexendo neles e a trazendo mais para mim.
Sorri.- Que bom. Não sinto vontade de fazer algo assim.- Indiquei o filme.
— Ainda bem, mas sob a parte de dançar colado assim, mãos inquietas... Eu gosto.- Disse no ouvido dela.
Sorri.- Eu também. Afinal não existe nada melhor do que suas mãos na minha pele.
— Tipo agora?- Subi a mão pela perna dela.
— Sim.- Disse.
Beijei o pescoço dela.- Eu sei como é o que o cara tá se sentindo. Menina linda, ela nem tanto, família rica, um babaca de namorado...
Sorri.- E ela é sortuda porque é mulher do cara mais lindo.
— Mais lindo é?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
A beijei e continuamos vendo o filme, que acabou bem divertido e saímos quase dançando também.- Que tal ir dançar? Deve estar com saudade disso.
— Claro.- Disse.
— Então vamos.- Andamos e não foi difícil achar uma boate. Entramos e peguei uma cerveja.- Quer?
— Não, obrigada.- Disse.
— Vamos dançar?- Perguntei.
— Vamos.- Disse.
Peguei ela e fomos para a pista. Alguns caras olhavam ela, mas não ia me irritar, não agora. Esther sempre dançou muito bem e me deixava até sem jeito.
Dançávamos no ritmo da musica.
Minha mão descia pelas costas dela e colei ela em mim, beijava seu pescoço.
Me arrepiei e acariciava seus cabelos.
— Desculpa. Acho que pisei no seu pé.- Disse.
— Não pisou não.- Disse.
— Ainda não.- Disse.
— Sim.- Disse.
Continuamos dançando e só paramos quando eu fui no banheiro. Quando voltei tinha um cara em cima dela.
— Eu estou acompanhada.- Disse.
— Duvido, é desculpa.- Ele mexeu no cabelo dela.
— É verdade.- Disse.
Cheguei junto.- Esther, tudo bem?
— Sim amor.- Disse.
— É com esse fracote que está? Vem comigo que te mostro o que é homem.- Ele disse.
Entrei na frente dela.- Como é que é?
Toquei o braço dele.- Mike, por favor, sem brigas.
— Quando quiser querida, estou bem aqui.- Ele esticou a mão para toca-la.
Peguei a mão dele.- Fique longe dela.- Apertei e forcei, o que fez ele se afastar.
— Mikael...- Entrei no meio deles.- Não vale a pena brigar.
— Some daqui.- Disse.
— Vou me lembrar de você.- Ele disse.
— Não brigue mais, por favor.- Disse.
— Você está bem?- Perguntei.
— Estou.- Disse.
Suspirei.- Ainda bem, vamos voltar para a pista.
— Ok.- Disse.
Dançamos mais, comemos algo ali mesmo e quando olhei já era bem tarde.- Você é incrível dançando.- Pagava a nossa conta.
— Você também.- Disse.
— Nem tanto.- Saímos e começamos a andar rua.
— Eu acho.- Disse.
Ri e passei o meu braço por ela.- Não tanto quanto seu amigo do filme.
Sorri.- Você é melhor.
— Exagerada.- A beijei.
— Ai está você.- O cara disse.
— Você de novo?- Perguntei.
— O que você quer? Vai embora.- Puxei Esther, sabia que aquilo podia ser ruim.
— Não estava todo machão? Volte aqui.- Ele o puxou.
— Você está louco? Para com isso.- Disse.
— Me solta seu bêbado.- Empurrei ele e afastei ela, mas ele veio para cima de mim de novo e começamos a brigar até que senti algo na barriga. Merda era uma faca! Ele percebeu o que fez e saiu correndo e eu desequilibrei caindo.
— Mikael!- Fui até ele.- Fica calmo, vou chamar um ambulância.- Tínhamos conseguido um celular, então o peguei e liguei, chamando a ambulância e esperando.
Respirei fundo e tirei aquilo de mim.- Ele foi embora?- Olhava para os lados, preocupado de ele voltar e fazer algo a ela.
— Isso não importa agora. Fica calado, por favor. Melhor não se esforçar.- Disse.
— Estou bem, só meio furado.- Toquei o rosto dela.
— Cala a boca Mikael, se não vou colocar algo nela para você parar.- Disse.
Sorri.- Você brava é linda.
— Estou falando sério.- Disse.
Escutei o barulho de sirene.- Fique calma, não vou te deixar.
— Você não me viu nervosa ainda.- Disse.
— Tenho medo de ver.- A ambulância chegou e me levaram junto com ela para o hospital. Precisei de uma cirurgia e fiquei uns dois dias no hospital de observação até me darem alta. Guiseppe, meu amigo e sócio me ajudou a ir para casa e ele ia cuidar de tudo até eu poder voltar. Quando ele saiu, Esther veio até o quarto.- Amor, você está bem?
— Sim. Porque?- Perguntei.
Peguei a mão dela.- Minha garota forte, outra teria se descabelado.
— Não se sofre por antecedência, porém você vai, pelo que fez brigando sabendo no que pode dar.- Disse.
— Mais do que estar numa cama sem poder trabalhar?- Perguntei.
— Sim. Todas as noites a partir de hoje eu vou ir dormir com as lingeries mais sexys, camisolas mais sexys ou até pelada já que você não vai poder ter relações por um bom um mês ou mais.- Disse.
— Você não vai fazer isso.- Me ajeitei na cama.
— Vou sim. Começando por hoje.- Tirei a blusa que usava.
— Esther... Sabe que não vou me conter.- A olhei. Droga, aqueles peitos!
— Vai sim porque você não pode fazer esforço.- Tirei o sutiã.
— Se eu arrebentar esses pontos, a culpa será sua.- Disse.
Sorri e me virei de costas para ele. Tirei a calça jeans que estava usando e fui até a cômoda, pegando os cremes que usava a noite.
— Você está cada dia mais gostosa sabia?- Perguntei.
— Obrigada amor.- Passei um creme hidratante no rosto.
— Por isso é sempre um prazer deslizar minhas mãos pelo seu corpo, pegar esses seus peitos deliciosos...- A provoquei.
Sorri e o olhei pelo espelho.- Boa tentativa, mas não vamos transar hoje. Mesmo que tivesse como dar um jeito.
— Eu estou de molho em casa, não me culpe.- Disse.
— Ah, ótimo saber que você só gosta de transar quando está entediado. Vou lembrar de manter você sempre bem entretido.- Passei um hidratante nos lábios, tirei a calcinha e fui para a cama.
Cheguei para junto dela. Descendo a mão pelo seu colo.- Entediado, alegre, cansado, estressado, feliz, inspirado... Com você qualquer humor rola.- Peguei no peito dela.
— Eu acho que você se tortura mais do que eu te torturo. Como vai resolver isso ai? Não vai sumir sozinho.- Indiquei o membro ereto dele.
— Você podia resolver...- Sorri.
— Eu? Ah, você já está fazendo essa carinha de bebê, não é?- Perguntei.
— Eu não...- Disse.
— Está sim.- Disse.
A beijei e fui me virar para ela, mas não foi uma boa ideia. Esqueci que estava cheio de pontos.- Isso é chato.
— Tadinho.- Toquei o rosto dele.- Eu sou um pouquinho má, mas nem tanto.- Sorri e lhe dei um selinho.
— Pouquinho? Você está se divertindo.- Disse.
Sorri.- Ok, um pouco.
— Pobre de mim.- Disse.
Acariciei o peito dele.- Mas acho que terei que ser um pouco má e deixar você resolver isso se quiser. Pelo menos por hoje. Você merece um pequeno castigo por ter tido um comportamento que te levou a isso. Nada de puxar brigas, ok?
— Ele estava mexendo com você, queria que eu ficasse quieto?- Perguntei.
— Não, eu amo que me defenda. Mas não assim, sem violência. Você apertou o braço dele.- Disse.
— Eu sou culpado dele me esfaquear?- Perguntei.
Suspirei.- Ok, deixa para lá. Vamos dormir. Quer ajuda para se ajeitar?
— Não.- Disse.
— Ok então.- Disse.
— Boa noite.- Disse.
— Boa noite.- Disse.
Aquela noite foi um saco, mas depois ficou tudo bem, me recuperei bem e voltou ao normal, mas meu temperamento muita vezes gerava briga entre nós. Eu amava Esther e não ia permitir nenhum idiota faltar com respeito a ela, ponto. A nossa vida nos meses seguintes, só foi melhorando. Compramos nossa casa, mudei de carro, agora tínhamos uma empresa de refrigeração que cobria grande parte da cidade. Agora tínhamos três anos juntos e tinha trabalhado muito seguidamente e decidi tirar alguns dias pra ficar com ela. Decidimos ir ao campo, coisa que não fazia desde pequeno.- Esse cheio é maravilhoso.- Disse quando desci do carro no hotel fazenda.
Sorri.- Sim, é.
— E é lindo também.- Disse.
— Sim.- Disse.
Peguei nossas mala e entramos.
— Eu estava pensando numa coisa esses dias.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Acho que já podemos pensar em ter filhos.- Disse.
— Sabe eu também acho.- Peguei a chave e subimos.
— Que bom.- Disse.
Entramos no quarto.- Então nada de camisinha.
— Nada.- Disse.
Sorri.- Isso é muito bom.
— Porque?- Perguntei.
— Sentir você plenamente.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— O que quer fazer primeiro?- Perguntei.
— Pode escolher.- Disse.
— Cavalgar.- Disse.
— Claro, vamos.- Disse.
Guardamos as coisas e saímos. Cavalgamos, fomos ver uns animais e no fim da tarde ficamos junto de um lago.- Podia ser sempre assim, dias tranquilo.
— Verdade.- Disse.
— Sei que tenho sido estressado e chato essas semanas.- Disse.
— Você trabalha demais.- Disse.
— Eu preciso, nós precisamos.- Disse.
— Eu sei.- Disse.
— Então tenho que fazer, mas um dia serei todo seu.- Ela estava deitada entre minhas pernas.
— Acho que isso nunca vai acontecer amor.- Disse.
— Vai sim, você vai ver.- Disse.
— Seu nome do meio é trabalho e você ama fazer isso. Quando você parar de trabalhar, saberei que é quando estará doente e morrendo.- Disse.
— Talvez eu fique mais quando tiver o nosso império e nossos filhos cuidarem dele.- Disse.
— Sei.- Disse.
— Vai ser.- Olhei ao redor.- Está fechando o tempo, melhor irmos.
— Vamos.- Disse.
Nós levantamos e começamos a voltar, só que a chuva nos pegou no caminho e entramos em um celeiro que tinha no caminho.
— Que ótimo, estou toda molhada.- Disse.
— Eu também.- Olhei pela fresta da porta.- Está caindo um dilúvio.
— Sim.- Disse.
— Melhor tirar a roupa para não dar frio.- Tirei a camisa.
— Sim.- Tirei o vestido.
— Bela visão.- Disse.
Ri.- Sei. Você nem deve ver mais graça.
— Completamente errada.- Tirei os sapatos.
— Ok.- Disse.
Subi pelas escadas e achei uns cobertores e algumas lanternas, desci até ela.- No escuro não ficamos.
Sorri.- Que bom.
Forrei por cima de uns capins e tirei as calças.- Vem.
Fui até ele.
Me deitei e abracei ela.- Belo descanso.
Sorri.- Sim.
Ela às vezes tremia.- Está com frio?
— Um pouco.- Disse.
Rolei ficando por cima dela.- Te esquento assim.
Sorri.- Assim está ótimo.
Beijei o pescoço dela.- Também acho.
Me arrepiei.- Que bom.
— E também estou pensando em como nos esquentar.- Disse.
— Como?- Perguntei.
Ri e a beijei.
Retribui o beijo.
Soltei o sutiã dela e apertei com vontade.
Suspirei ao toque dele, mas sem deixar de beija-lo.
Quebrei o beijo para tomar o seio dela com a boca.
Gemi e suspirei pesadamente.
Mordi o mamilo dela de leve.- Ainda está com frio?
Sorri.- Nem um pouco.
— Acho que podemos esquentar mais.- Desci minha boca pelo colo e barriga dela.
— Como?- Perguntei.
Sorri e tirei a calcinha dela.
Sorri.- Amor, para seu próprio bem; eu estou sem tomar banho desde ontem de noite e depois dessa chuva, não devo estar muito agradável para esse tipo de coisa agora.
— Oh.- Parei.— Tudo bem então.- Me afastei para tirar a cueca.
— Ok.- Disse.
Tirei e só tinha a iluminação das lanternas, o que deixava um clima gostoso, fora o barulho de chuva. Voltei a estar por cima dela e fui entrando nela lentamente.
O beijei novamente e acariciava sua nuca.
Saboreei aquela sensação. O contato direto com a pele dela... Por mais que a camisinha não chegasse a atrapalhar, nada se comparava a ser assim.
Acariciava a lateral do pescoço dele e com a outra mão seu braço.
Sai lentamente e voltei rápido e forte, não segurei o gemido.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e entrelacei meus dedos no cabelo dele.
Continuei a me movimentar com ela assim, acho que o lugar me inspirava e ela correspondia perfeita a tudo. Mordi de leve seu pescoço e cravei minha mão em sua coxa, puxando ela mais para mim.
Gemi e suspirei pesadamente.- Será que devíamos estar fazendo isso? E se chega alguém?
— Duvido chegar com essa chuva.- A beijei e depois mordi sua orelha, falando algumas besteiras.
Sorri.- Você não presta.
Coloquei os braços ao lado dela e me estiquei para olhar melhor.- Fazer o que? Você desperta de tudo em mim.
Beijei o queixo dele.- Duvido que não era assim antes de mim. Até pior se duvidar.
— Só com você.- Toquei-lhe o rosto e voltei a me colar nela.
— Você tinha uma fama na faculdade e você sabe disso, senhor “pegador”.- Sorri e beijei a bochecha dele.
— Quer discutir minha fama agora ou sentir os efeitos dela?- Perguntei.
— Tudo bem.- Beijei-o.
Continuamos assim e sentia meu corpo reagir prazerosamente a todas as sensações e sentimento, logo me fazendo gozar e sorri ao me derramar dentro dela.
Fui parando o beijo.- Eu te amo.
— A cada dia mais.- Sorri.
Apenas sorri.
Deitei ao lado dela.- Definitivamente é mais prazeroso assim.
— Com certeza é bem mais confortável.- Disse.
Passei a mão na barriga dela.- Acha que vai dar certo?
Sorri.- Espero que sim.
— Com certeza vamos continuar tentando.- Disse.
— E eu não quero filhos com muito espaço de tempo, quero que se criem juntos. Possam brincar juntos e tudo mais.- Disse.
— Gosto da sua ideia; plural. Eu disse que queria uns cinco mesmo.- Disse.
— Cinco é o mínimo, dez o máximo.- Disse.
— Excelente ideia.- A beijei rindo.- É, ainda falta trabalhar muito então.
— Sim.- Disse.
— Então melhor aproveitar agora.- Ri, rolando com ela ali.
Sorri.- Você é insaciável.
— Demais.- A beijei e ficamos ali namorando, e umas duas horas depois a chuva parou e podemos voltar a casa principal. Tomamos um banho e o jantar ia ser oferecido no salão. Sentamos numa mesa e percebi uns caras olhando para Esther, não só olhando, a comendo com os olhos.
Como era buffet tinha ido pegar minha comida e voltava a mesa.- Pode ir agora.
— Vou daqui a pouco.- Não tirei a atenção deles e me voltei para ela.
— O que foi?- Perguntei.
— Nada.- Bebi da minha cerveja.
— Ok.- Disse.
Tentei me distrair com algumas danças que alguns faziam, o lugar era aconchegante e fazia esquecer de tudo de trabalho e estresse. Bem, esse estava voltando com aqueles babacas fazendo sinais para minha mulher e isso estava subindo a minha cabeça.
— Eu vou comer sozinha?- Perguntei enquanto cortava a carne.
— Não quero te deixar sozinha.- Disse.
— Hã... eu fico bem por dez minutos.- Disse.
Droga, eu estava morto de fome. Olhei ao redor e estava cheio de gente, acho que ela ficaria segura.
— Vai lá amor.- Disse.
— Eu já volto.- Levantei e fui até a mesa, pegando a comida. Olhava na direção dela e estava tudo bem.
Comia e fazia as palavras cruzadas do jornal.
Um cara sentou na mesa.- Olá.
— Quem é você?- Perguntei.
— Cole.- Ele disse.
— Não te conheço.- Disse.
— Eu sei, trabalho aqui, vim saber se está gostando.- Ele disse.
— Estou sim. O lugar é ótimo.- Disse.
— Que bom, gostamos de agradar nossos hóspedes.- Ele disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Eu poderia fazer algo para melhorar a sua estadia?- Ele pegou a mão dela.
— Poderia ficar longe dela.- Disse.
— Eu sou casada.- Disse.
— Eu sei.- Ele disse.
— Saia daqui, não tem nada para fazer aqui.- Me sentei.
Voltei a comer.
— Se precisar se distrair, estarei aqui.- Ele sorriu e saiu.
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O nascimento de Freya Mikaelson, Março de 1989.
O resto do passeio foi bom, preferi deixar aquela situação de lado e não vou negar, nos amamos muito naqueles dia. Tanto que deu resultado. Esther começou a passar mal vezes seguidas e quando fomos ao pronto socorro descobrimos que estava grávida. Eu não podia me conter de felicidade. Eu passei me policiar mais com horários para estar com ela e reformamos o quarto que sobrava na casa, para o nosso bebê. Eu fiz questão dela ter todas as assistências que podia e para isso o tempo que ficava no trabalho, trabalhava em dobro, mas ainda bem que os negócios estavam cada dia melhores, até tinha uma certa fama já. Os meses passaram rápidos e curti aquela felicidade com ela, até que estava em uma reunião quando me chamaram, dizendo que era ela no telefone.- Amor, o que foi?
— Estou no hospital. A bolsa rompeu.- Disse.
— O que? Meu Deus, você está bem?- Perguntei.
— Estou. A Marie está comigo.- Disse.
— Tá, tô indo para ai.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Tchau.- Desliguei e sai o mais rápido possível. O hospital era no centro mesmo, então não foi ruim de chegar. Entrei e me indicaram o quarto que ela estava. Escutei um grito lá dentro e entrei correndo.- Esther!
— Ela tá bem, são as contrações.- Marie disse.
— Hey, meu amor.- Larguei a pasta num canto, indo até ela.
— Hey.- Disse.
Toquei os cabelos dela e dei um beijo na testa.- Como vai indo?
— Bem.- Disse.
— Minha garota.- Sorri.- Marie, obrigado por ter vindo com ela.
— De nada.- Disse.
Tirei o paletó e afrouxei a gravata.- O médico já falou algo?
— Daqui a pouco vem me pegar- Disse.
— Tem certeza que estão bem?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
— Ela não é a mulher prestes a dar a luz mais calma que já viu?- Perguntei.
Ela riu.- As coisas não funcionam como na TV. Esther me ligou muito calma, tomou banho e até passou uma maquiagem. Se ela pretende ter dez, não pode ter um ataque em cada um.
— Por isso que amo demais essa bolinha.- Ri, provocando ela.
— Você que fez isso em mim, engraçadinho.- Disse.
— E você adorou quando fiz.- Sentei na beirada da cama.
— Você se acha demais, né?- Ri.
— Com certeza.- Disse.
— Eu notei.- Disse.
Ela riu e depois fez uma careta.- O que?
— Contração.- Disse.
— Posso fazer algo?- Perguntei.
— Não.- Disse.
Ela ficou assim por quase mais uma hora, até que o médico veio e depois de a examinar, disse que estava na hora; a preparou e a levou. Fui para sala de espera e aquilo levou uma eternidade, não queria a ter deixado sozinha, mas não me deixaram entrar. Depois de mais de uma hora, a enfermeira veio dizendo que tínhamos uma garotinha e que as duas passavam bem. Na empolgação acabei gritando e o pessoal de lá me olhou torto. Quando ela foi levada para o quarto me deixaram entrar e fiquei na poltrona até ela acordar.
Abri os olhos.- Hey.
Me levantei, indo até ela.- Oi dorminhoca.
— Onde ela tá?- Perguntei.
— No berçário, estavam cuidando dela, vou encontrar alguém para trazê-la.- Disse.
— Ok.- Disse.
Fui e fiquei com ela, logo a enfermeira trouxe. Ela estava tão enrolada tadinha. Ela a passou para Esther.- Ela é linda.
— É perfeita.- Sorri.
— Vai ser aquele nome mesmo?- Perguntei.
— Você fala como se fosse proibido.- Ri.- Sim, vai ser Freya.
Toquei ela de leve.- Olá Freya.- Sorri.
Sorri.- Ela deve estar com fome.- Abri os botões da roupa de hospital e tirei meu seio para fora, colocando perto da boquinha dela.
Observei ela começar a mamar e parecia que ambas eram práticas nisso.- Te entendo minha pequena, é bom né?
— Mike!- Ri.- Você é impossível.
— É sério, eu entendo ela. Ainda mais que estão maiores.- A olhei.- Você está bem? Sente alguma coisa?
— Estou ótima.- Disse.
— Ainda de pé nossos planos?- Perguntei.
— Como assim?- Perguntei.
— Dos outros. Vi mulheres falando que depois do primeiro, não pensavam em ter mais.- Disse.
— Você está brincando né? Não existe nada melhor do que isso, do que essa expressão de paz, desse amor... Eu mal posso esperar para conhecer meu outros nove filhos.- Disse.
Ri.- Nossa, ok. Por enquanto vamos aproveitar essa bonequinha.- Toquei a mãozinha dela.
— Você que não parece mais animado.- Disse.
— Eu estou, mas estou mais é anestesiado por você e por ela. Também mal posso esperar para ver essa turma toda correndo em casa e deixando a gente de cabelo em pé.- Disse.
Beijei a cabeça dela.- Tudo bem.
Ela terminou de dar de mamar e ajeitou ela.- Você parece já prática. Todos os livros e aulas deram certo.
— Instinto. Só vai ser estranho dar de mamar em publico se for preciso.- Disse.
— Também não vou gostar.- Olhei ela e Freya; uma coisa nova surgia em mim, um instinto também. Sabia que as protegeria e faria tudo por elas, e todos os que viessem, era a minha família.- Quando posso pega-la?
— Agora se quiser.- Disse.
— Quero.- Me sentei melhor na cama e ela a passou para mim.
— Vamos ter que comprar uma máquina fotográfica para tirarmos muitas fotos dela.- Disse.
— Sim, hoje ainda vou ver isso. Não é meu amor? Pode deixar que já tenho um bastão de beisebol para afastar os safadinhos que vierem atrás de você. Não importa quantos anos tenha, vou estar com você.- Disse.
Sorri.- Ela tem sorte.
— Porque?- Perguntei.
— De ter você.- Disse.
Sorri e voltei para ela. Elas passaram a noite lá e pela manhã fui em casa tomar banho. Aproveitei e comprei uma máquina. Cheguei para busca-las e tiramos algumas fotos e fomos. A colocamos no berço, no agora quarto dela e a olhamos.- Você é incrível Esther.
— Porque?- Perguntei.
— Ter a gerado assim.- Disse.
Sorri.- Nós dois a fizemos.
— Mas você a carregou. E estava esquecendo; tenho um presente.- Disse.
— O que?- Perguntei.
Tinha deixado em cima da cômoda e peguei; abrindo.- É um colar de contas. A vermelha me representa, a rosa, Freya e todos os que vierem vão ter uma também.
Sorri.- É lindo. Obrigada.
— De nada.- Disse.
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O nascimento de Elijah Mikaelson, Maio de 1990.
Ficamos ali babando na nossa filha e isso era uma coisa que fazia sempre. Era um dos momentos favoritos do meu dia, chegar em casa e ir brincar com ela quando ela já estava maiorzinha e depois estar com a minha mulher. Freya era um bebê lindo, parecida com a mãe e mais para a minha cor, eu era louco por ela. Numa dessas noites, eu fiquei trabalhando em uma negociação que se fechasse nos levaria a um novo nível de trabalho, atingiríamos o estado todo e mais alguns ao redor, Esther veio me fazer companhia e não resisti a ver ela e ali tão linda e disposta no meu escritório, a tive assim mesmo. Só que não usávamos mais proteção, então logo descobrimos o nosso segundo filho a caminho. Tive que aumentar a casa, ela teve mais uma gravidez tranquila e dessa vez quando ela sentiu as dores, eu estava com ela e fomos para o hospital. Freya estava inquieta no meu colo e entramos no quarto dela.- Amor, alguém já sente sua falta.
Sorri.- Hey amor.
— Mama.- Ela disse.
— Seu irmãozinho vai nascer daqui a pouco.- Disse.
— Inho? Que mama.- Ela esticou os braços.
— Agora não pode meu bebê. Fica com papai, tá bom?- Questionei.
— Depois a mamãe te pega amor.- Olhei Mikael.- Você acha que ela vai sentir ciúmes do Elijah? Quando ele mamar e tudo mais?
— No inicio sim, ela é possessiva com eles.- Disse.
— Eu perdi o direito dos meus próprios seios, ótimo.- Ri.
— Ainda tem a mim.- Disse.
— Pois é. Meus seios já tem donos e não sou eu.- Ri.
Sentei ao lado dela.- Amor, acho que agora vai precisar de ajuda pelo menos no começo quando eu for trabalhar.
— Não acho.- Disse.
— Mas você vai estar de resguardo, não quero que se esforce.- Disse.
— Resguardo de sexo. Eu estou tendo um filho, não sofri um acidente. Posso muito bem fazer as coisas que tenho que fazer.- Disse.
— Teimosa.- Disse.
— Não sou aleijada para precisar de ajuda só porque tive um bebê e nem fresca. Se minha mãe e minha vó, tinham bebês em casa e já saiam limpando a sujeira que faz, eu posso muito bem fazer o mesmo.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Mama.- Ela reclamou, se agitando.
Peguei na mãozinha dela.- Calma amor. Quer alguma coisa?
— Olo.- Ela disse.
— Mas você já está. Me senti trocado agora.- Disse.
Sorri.- Tadinho. Daqui a pouco eu te pego amor.- O médico entrou no quarto.
— Olá, como estamos?- O médico perguntou.
— Pronta para ter meu filho.- Disse.
— Temos que saber se ele já está.- Ele disse indo examiná-la.
Levantei com Freya que começou a chorar e eu tentava acalmá-la.
— Calma amor.- Disse a Freya.
Ele terminou.- Vamos ter que esperar mais um pouco, sua dilatação ainda não está boa.
— Ok.- Disse.
— Daqui a meia hora eu volto. Precisando de alguma coisa?- Ele perguntou.
— Não, obrigada.- Disse.
— Tudo bem, até daqui a pouco.- Ele sorriu e saiu.
— Será que vai demorar?- Perguntei.
— Espero que não.- Disse.
— Você que está aí e ela aqui que está tendo ataque.- Minhas tentativa não estavam dando certo; dei um brinquedo ela jogou, dei água ela jogou fora.
— Coloca ela do meu lado aqui.- Disse.
— Deixa, eu consigo.- Disse.
— Mike, amor, eu não duvido disso. Senta com ela aqui.- Disse.
Fiz o que ela disse.
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Fiz como ela falou e no final Freya dormiu. Elijah demorou mais duas horas para nascer, mas veio com saúde e isso é o que importava. Dois dias depois fomos para casa e aquele início foi uma loucura. Duas semanas depois voltei ao trabalho, mas estava louco para voltar, tanto que sai mais cedo. Estacionei e antes de abrir a porta já escutava os dois.- Cheguei.
Estava sentada no sofá com os dois. Elijah mamava e Freya resmungava de ciúmes do meu lado.- Amor, coma as frutas que cortei.
— Na.- Ela bateu no prato.
— Que malcriação é essa?- Tirei o paletó e cheguei na sala.
— Ela está com ciúmes.- Disse.
Sentei no sofá com ela.- Não fique assim amor.- A botei no colo.
Acariciava o rostinho de Elijah enquanto ele tomava o leite e se lambuzava todo também, então tinha o pano por perto para limpar meu seio.
— E esse comilão?- Beijei a cabeça dele.
— Tomando como se o leite fosse acabar amanha.- Ri.
— Calma aí rapaz, sei que quer jogar logo comigo, mas vai devagar.- Disse.
Sorri.- Bebês gostam mesmo desse lugar. Freya é a prova disso, mesmo depois de ter passado a fase.
— Acho que ela vai ser ciumenta.- Disse.
— Espero que não. Mulher ciumenta não é nada charmoso.- Disse.
— Depende... Se ela for com os irmãos vai ser engraçado.- Disse.
— Pela cara de Elijah, ele não vai dar muita liberdade para ele ser ciumenta com ele. Ele tem cara de... você.- Sorri.- Mandão e macho alfa.
— Macho Alfa é uma boa.- Disse.
Sorri.- Tanto que ele domina todo esse espaço aqui.- Indiquei meus seios.- Agora é tudo dele.
— Fomos expulsos princesa.- Disse.
— Tadinhos.- Disse.
— Mama que.- Ela apontou.
— Freya, você não mama mais. Come aqui.- Peguei o pedaço de banana e dei a ela.
— Não!- Ela gritou.
Mordi meu lábio. Eu me angustiava. Por mim eu dava de mamar para os dois, mas Mikael era contra isso e não ia desobedece-lo. Eu sei que hoje em dia as mulheres estão meio se revoltando contra os maridos, mas eu respeito muito o meu. Elijah parava de mamar.- Pode me pegar o absorvente para seios, por favor?
— Onde está?- Perguntei.
— No quarto.- Disse.
— Tá.- Levantei com Freya e busquei, trazendo de volta para ela.
— Obrigada.- Coloquei no meu seio, ajeitei o sutiã e fechei a blusa. Sentei Elijah no meu colo, limpando a boquinha dele.
— Me dá ele um pouco?- Perguntei.
— Claro.- Dei Elijah a ele.- Vou fazer a sua janta.- Levantei.
— Tudo bem, cuido dos dois aqui.- Tinha botado Freya ao meu lado.
— Papa.- Ela choramingou.
Sorri.- Acho que o jogo virou.- A cozinha era perto da sala. Tipíca cozinha americana.
— Agora estou me sentindo muito amado.- Disse.
Ri e comecei a fazer as coisas.
— Tenho novidades. O Guiseppe está namorando.- Disse.
— Sério?- Perguntei.
— Sim, ele está todo empolgado.- Disse.
— Isso é ótimo.- Disse.
— Disse a ele que futuramente chamamos eles para jantar.- Disse.
— Claro.- Disse.
— E essa semana vamos receber investidores importantes, se tudo der certo vamos expandir a M & S para todo país.- Disse.
Sorri.- Parabéns amor.
— Já pensou? Eu ser importante assim?- Perguntei.
— Para mim você já é.- Disse.
— Eu sei. Por mais que já tenho como manter vocês confortáveis tenho que pensar no futuro.- Disse.
— Você que não me deixa trabalhar.- Disse.
— A função de nos sustentar é minha, fique tranquila a isso. Se quiser fazer algo como hobby tudo bem.- Disse.
— Não tenho tempo para hobbys mais.- Disse.
— Então como quer trabalhar?- Perguntei.
— Estou dizendo que antes de tê-los eu podia ter trabalhado.- Disse.
— Ah... Você me ajudou. Freya não pule assim pode se machucar.- Ela tinha se cansado de reclamar e tinha ido dançar como a música da TV.
Sorri.- Tá linda amor.
— Eu não sei como vai ser com essa menina, eu sou louco por ela. Homens possessivos não deviam ter meninas.- Disse.
— Você não vai fazer nada amor. Ela vai ser bem criada e não vai sair com qualquer um.- Disse.
— Mesmo assim tem um monte de louco por aí.- Disse.
— Pois é.- Disse.
Elijah se remexeu no meu colo.- E você vai me ajudar a proteger sua irmã, não é?
Sorri e continuei a fazer a janta.
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O nascimento de Niklaus Mikaelson, Junho de 1991.
Com o passar dos dias dar conta dos dois foi ficando mais fácil, mas também cansava. Claro que ainda tinha o trabalho (tinha conseguido o investimento e estávamos no processo de expansão), os compromissos aumentavam, mas no final eu preferia ficar em casa com meus bebês e minha mulher. Freya já começava a falar mais e Elijah era uma graça, e ele parecia comigo! Quanto a Esther... Como eu podia ama-la tanto? Mesmo com anos já passados, não sei, só que cada vez que a tinha em meus braços, era como a primeira, incrível. Só que agora não podíamos ficar transando pela casa, então tinha que aproveitar o nosso próprio espaço. Ela adorou quando a surpreendi na banheira no aniversário dela. Nossa, que noite foi aquela. Sorri. E que noite mesmo; dois meses depois, tinha mais um bebê a caminho. Os nossos amigos próximos se espantavam, mas eu só conseguia ficar mais feliz. Eu me desdobrava durante aqueles meses para dar conta dela, das crianças e do trabalho, mas eu ia conseguir. Dessa vez tinha ido tudo bem até a reta final, só que quando fui com ela para o hospital (com dois bebês de madrugada, coisa fácil) e o médico a examinou, o bebê, mais um menino, nosso Niklaus, não estava encaixado direito. Deixei Freya e Elijah nos carrinhos dormindo do lado da cama e me sentei junto de Esther.- Como eles não perceberam isso? Vinha tudo tão bem.
— Não sei, mas vai dar tudo certo.- Disse.
Peguei a mão dela.- É a primeira vez que você ou ele não está bem e não há nada que eu possa fazer.
— Bem, isso tem mais a ver com o meu corpo, então se alguém tem culpa, sou eu.- Disse.
— Hey, não diga isso, está bem? Niklaus vai ficar bem e hoje mesmo vamos ter ele conosco. Ele só quer chegar com estilo.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Olha o lado bom; dessa vez não temos os escândalos de Freya.- Disse.
— Porque ela tá dormindo.- Disse.
— Vamos deixa-la assim por um bom tempo. Como pode ela ser agitada e Elijah tão calminho?- Perguntei.
— Vai entender as crianças.- Disse.
— Verdade, mas eles são tão lindos.- Senti ela apertar minha mão mais forte.- Contração?
— Sim.- Disse.
Depois de um tempo o médico voltou e disse que era melhor levar ela, eles não podiam esperar muito. Confesso que fiquei mais angustiado que o normal, as crianças dormiam tranquilas e eu pensava, até rezava, para que o irmão delas ficasse bem. Quando o médico entrou na sala foi um alivio ver sua expressão e ele me disse que os dois passavam bem, só deu um pouco de trabalho. Minutos mais tarde trouxeram Esther e estávamos ansiosos por ver Klaus. As crianças acordaram e dei o café delas, quando abriram a porta.
— Olha quem chegou.- A enfermeira disse.
Sorri.- Até que enfim.
— Quisemos ter certeza que a demora para nascer não tinha afetado nada.- Ela disse.
— Ele está bem?- Perguntei.
— Bonequinho.- Freya disse.
— Sim, está e parece mesmo.- Ele começou a chorar e ela o entregou para a mãe.
Sorri e o ajeitei nos meus braços.- Até que enfim um que se parece comigo.- Ri e beijei a testa dele.
— Deve ser porque foi feito no seu aniversário.- Botei Freya sentada na cama e sentei com Elijah no colo.
— Sim, talvez.- Disse.
— Bebê celeiro, bebê escritório, bebê banheira... Ninguém vai ser normal assim.- Disse.
Ri.- Verdade.- Tirei meu seio para fora para ele poder mamar.
— Mama.- Elijah disse.
— E lá vamos nós.- Disse.
Sorri.- O que amor?
— Que mama.- Ele se soltou do colo, indo para cima da mãe.
— Elijah, não.- O peguei a tempo.- Devagar mocinho.
— Eu queria ter três seios nesse momento.- Disse.
— Seria interessante.- Ri e acalmei Elijah.- Freya, o que foi princesa? Está tão quieta.- Mexi nela que sorriu fracamente e abraçou a boneca.
Passei um braço por Freya, a abraçando contra mim e beijei seus cabelos.- Está com fome bebê?
Ela negou.
— Então o que foi?- Perguntei.
Ela apontou o bebê que estava no colo da mãe.
— O que tem ele?- Perguntei.
— Não quer ele. Quer ir para casa.- Ela disse chorosa.
— É seu irmãozinho, acabou de chegar para ficar com a gente.- Disse.
— Não fica assim meu amor.- Beijei a ponta do nariz dela.- Porque diz isso?
— Não que mamãe.- Ela disse.
— Ia ola. Papa vê.- Elijah disse.
— Viu? Elijah não gostou de te ver assim, não precisa ficar princesa. Está é com medo?- Perguntei.
— Edo.- Ela disse.
— Amor, nunca deixaremos de te amar e te dar atenção. Ficaria melhor se dormisse comigo hoje? O Nik vai ter que dormir no berço dele aqui e você pode dormir comigo e Elijah.- Disse.
— Mimi mamãe?- Ela perguntou.
— Sim.- Disse.
— Tá.- Ela disse.
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Freya nos assustou com a rejeição ao irmão, mas aos poucos fomos a aproximando e tirando isso dela. Klaus era um bebê lindo, mas explosivo, quando começava a chorar, era difícil o fazer parar. Elijah era sempre o mais calmo, mas quando juntávamos os três parecia uma festa. Um ano passou e surpreendente sem novos filhos, mas eu não podia estar indo melhor no trabalho. A empresa crescia cada vez mais e com o começo de uma tal tecnologia, comecei a investir nela também, era arriscado, mas algo me dizia que era o certo. Nos mudamos novamente, agora para uma casa realmente grande, eu queria ficar num lugar só e que todos tivessem suas lembranças lá. Agora nosso caçula acabou de fazer um ano e a sala parecia mais uma zona de brinquedos do que uma sala.- Vem Klaus.-Eu estava sentado no chão e ele estava "praticando" andar.
Sorri.- Vai amor, você consegue.
Ele deu uns passo e caiu, ameaçando chorar.
— Não chola. Papai, olha meu vestido.- Freya disse.
— É lindo princesa.- Levantei ele, voltando a sentar.
— Estão com fome?- Perguntei.
— Sim!- Elijah e Freya gritaram.
— Que animação.- A campainha tocou e fui ver quem era. Quando abri a porta não acreditei, os pais da Esther.- O que querem aqui?
— Mike, quem é?- Perguntei.
— É melhor você vir aqui.- Disse.
Fui até ele e fiquei surpresa com quem vi.- Mãe? Pai?
— Esther... Deus; você está linda.- Adam disse.
— Repetindo; o que querem aqui?- Perguntei.
— Ver ela, vocês. Soubemos que tiveram filhos.- Ele disse.
— Meu amor, nos desculpe, por favor? Você sabe que te amamos e só queríamos o seu bem.- Ela disse.
— Eu sei, mãe.- Disse.
— Sim, eu... passei por algumas coisa recentes e percebi que não queria terminar longe de você, brigados.- Ele disse.
— Claro e vocês decidem isso 6 anos depois.- Disse.
— Pai, o que foi? Entrem.- Disse.
— O que? Não!- Exclamei.
— Como não? São meus pais!- Disse.
— Os mesmos que te queriam a milhares de quilômetros de distância de mim.- Disse.
— Mikael, sobre isso, as coisas mudaram.- Ele disse.
— Tudo bem, eu saio então.- Sai e fechei a porta atrás de mim.- Pai, o que houve?
— Eu tive problemas cardíacos e a unica coisa que me passava pela cabeça é como queria ver você.- Ele disse.
Suspirei e o abracei. Só percebi agora o quanto sentia falta deles.- Você devia ter me ligado.
— Soubemos de vocês pelo que saiu do seu marido no jornal. Três filhos?- Ele perguntou.
Peguei na mão dos dois.- Sim e são lindos.
— Se puxaram você, tenho certeza.- Ele disse.
Sequei minhas lágrimas e sorri.- Bem, eles tem traços dos avós também.
— Podemos vê-los?- Ele perguntou.
— Podem vir aqui amanha pela manha e tarde? Vou falar com Mikael hoje, mas acho que é melhor se ele não estiver em casa.- Disse.
— Claro, tudo bem, eu entendo.- Ele disse.
Abracei os dois ao mesmo tempo.- Eu amo vocês.
— Também te amamos.- Ela disse.
— Até amanhã então?- Ele perguntou.
— Sim.- Disse.
— Obrigado.- Ele disse.
— De nada.- Disse.
Eles a abraçaram novamente e depois saíram.
Voltei para casa.
Ajudava Klaus a andar enquanto Freya e Elijah brincavam.- Sem pular no sofá, se não vão se arrebentar no chão.
Voltei para a cozinha e comecei a amassar a abóbora e a batata para as crianças.
Fiquei pela sala mesmo e quando ela aprontou tudo fomos dar comida a eles.- Freya, sem bagunça, só comer.
— É legal papai.- Ela disse.
— Para ganharem sorvete e poderem olhar filme depois, vão ter que comer direitinho.- Disse.
— Desenho?- Elijah perguntou.
— Sim, desenho. Abre a boca.- Ele abriu rapidinho e dei a ele. Freya comia sozinha e ela dava a Klaus.
— Eu estava pensando... E que tal se formos passar o Natal esse ano na Disney? Eles vão amar.- Disse.
— Pode ser, vai ser divertido.- Disse.
— Sim, vai.- Disse.
— O que eles queriam com você?- Perguntei.
— Conversar.- Disse.
— Sei. Agora que sou o que eles queriam.- Disse.
Suspirei.- Não é assim.
— Milagrosamente se arrependeram de me humilhar cada segundo que estive na frente deles e de virar as costas para você?- Questionei.
Suspirei.- Esquece isso.
— Olha, são seus pais, eu entendo. Queria que os meus estivem aqui também.- Respirei fundo.- Mas não me peça para esquecer tão facilmente o que eles fizeram. Vou respeita-los por você.
— Esquece Mikael.- Levantei.- Vou lavar a louça.- Fui para a cozinha.
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O nascimento de Kai e Kol Mikaelson, Abril de 1993.
Deixei aquele assunto de lado e curti o resto do dia com eles. Não durei muito com aquela posição, quer dizer, passei a concordar que eles viessem, mas eu não me aproximava muito. Acabou que fomos mesmo para a Disney e os pequenos ficara doidos com o lugar, mas era mesmo contagiante ali. Até nos empolgamos nas noites que ficamos lá, tanto que Esther engravidou de novo, mas dessa vez um diferencial; eram gêmeos! Nossa, como vai ser com dois bebês? Não importa, ia ser amado como os outros. Eu estava trabalhando loucamente e me dividia entre o escritório e em casa,a s vezes trazia documentos para ler, mas não perdia nada deles por causa do trabalho. Os gêmeos nasceram um pouquinho antes do tempo e com um susto, o cordão estava enrolado no pescoço de Kol, mas os médicos souberam reverter e ele e Kai estão bem. Eles tiveram que ficar um pouco no hospital, mas hoje íamos busca-los.
Já estava de banho tomado e arrumada esperando Mikael e meus bebês chegarem. Agora estava sentada e Kai mamava em um seio e Kol no outro. Como diferenciamos eles? Simples, eles são completamente diferentes! O médico disse que são de placentas diferentes.
Entrei no quarto dela.- Cheguei.
— Hey.- Disse.
— Hora do lanche é?- Fui até ela dando um beijo nos seus cabelos.
— Sim.- Sorri.- Onde estão meus bebês?
— Esperando você em casa com uma surpresa.- Disse.
— Surpresa?- Perguntei.
— Sim, mas não vou falar nada. Não posso trai-los.- Disse.
Sorri.- Ok, vamos lá então.
Peguei um deles e as bolsas, e fomos para casa. Chegamos e entramos.
— Mamãe.- Elijah disse.
— Hey meu amor.- Disse.
— Se comportaram?- Perguntei.
— Sim, eles são uns amores.- A babá disse.
Coloquei Kol no carrinho e me sentei.- Venham aqui os três que estou morrendo de saudades.- Freya já tinha quatro anos, Elijah três e Klaus dois... É, eles estão crescendo rápido. Sei de daqui alguns anos eles nem vão querer mais ficar comigo muito tempo, não vão achar que só são feliz comigo ou Mikael por perto. Eles vão querer outras coisas. Mas para mim sempre serão meus bebês, só tenho que me lembrar de não chama-los assim quando forem grandes.
— Saude mamãe.- Klaus disse.
— É saudades Nik.- Disse.
Sorri.- Saúde também é bom.- O coloquei no meu colo. Elijah sentou de um lado abraçado em mim e Freya de outro também abraçada.
Dispensei a babá e botei Kai no carrinho.- E a surpresa?
— Surpresa?- Perguntei.
— É mamãe.- Disse.
— E o que é?- Perguntei.
— Vem.- Ela desceu e a puxou.
Peguei um dos gêmeos e ela outro e subimos. Eles tinham feito desenhos para colocar no quarto dos bebês ou tentaram. Claro que eu ajudei em quase tudo.
Entramos no quarto e sorri.- Oh meu Deus. São lindos.
— Otou?- Elijah perguntou.
Me agachei na altura deles e sorri.- Sim, amei. Amei tanto que fiquei com ciúmes de não ser no nosso quarto também.
— O meu é esse, fiz sozinha.- Ela apontou a flor.
— Ente faz.- Elijah disse.
Sorri.- Ficou lindo minha princesa. E porque o meu loiro lindo, não fala?- Mexi em Klaus.
Ele riu.- Nã fiz.
— Fez sim. Segurei sua mãozinha e tudo mais.- Disse.
— Tem um assinado com seu nome aqui.- Apontei.
— Em?- Klaus perguntou.
— Tem sim.- Disse.
— Egal.- Ele disse.
— Você não parece muito feliz. O que houve amor?- Perguntei.
— Acho que é a síndrome do não sou mais o mais novo.- Disse.
— Será?- Perguntei.
— Olo.- Ele disse
— Não disse? Tô especialista.- Disse.
Sorri.- Ok amor, vem cá.- O peguei no colo.
Ele se agarrou nela.
— Porque eu tenho a impressão que esse garoto é ciumento?- Perguntei.
— Eu tenho muita.- Disse.
— Mi mama.- Ele disse.
Beijei os cabelos dele.- Não vai me dividir com os seus irmãos?
— Nã.- Klaus disse.
— E com o seu pai?- Perguntei.
— Nã.- Ele disse.
Botei o bebê no berço.- Não é?- Fiz cosquinha nele.
Ri.- Esse menino é muito ciumento.
— Muito.- Disse.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!— Papai, ele é pequeno.- Ela estava junto do berço.
— Sim, eles são. E uns amores né?- Sorri para Kai e Kol.
— Tão juntos.- Elijah disse.
— É o costume.- Estavam os dois no mesmo berço e bem próximos.
— Vocês três já tomaram banho?- Perguntei.
— Já.- Ela disse.
— Papei tudo mamãe.- Elijah disse.
— Que pena. O banho em conjunto fica para outra hora então. E estou orgulhosa amor.- Me abaixei um pouco para beijar Elijah.
— Já decorou quem é quem?- Perguntei.
— Kai é o com os cabelos mais escuros e o Kol o de cabelo mais claro.- Disse.
— É uma boa diferença olhando bem. Já pensou se fossem idênticos?- Perguntei.
— Ia ser mais difícil.- Coloquei Klaus no chão.- Agora vocês vão se aprontar para dormir.
— Já?- Ela perguntou.
— Já sim. Está tarde para vocês. Vem vamos no quarto de vocês.- Peguei na mão de Elijah e Klaus. Como eram os menores ainda tinha dificuldade para andar, caiam as vezes, tadinhos. Todos tinham um quarto, mas enquanto fossem pequenos preferia que dormissem juntos.
Peguei Freya no colo e acompanhei eles. Todos escovaram os dentes e os botamos na cama. Eu e Esther contamos uma história e logo eles dormiram. Saímos do quarto e voltamos aos dos bebês.- Eles são tão perfeitos.
Sorri.- Sim, eles são.
— E pensar que quase perdemos Kol.- Toquei nele de leve.
— Assim como foi com Klaus. Acho que isso é um aviso para pararmos de ter filhos.- Disse.
— Estava pensando nisso também. Já temos muito amor aqui e também nesses meses o trabalho tem me puxado muito. Quero dar o máximo de atenção à vocês e já são cinco. E também tem a sua saúde.- Disse.
— Eu sei que já estou velha perto do que era quando Freya nasceu, mas minha saúde vai muito bem, obrigada.- Disse.
— Não quis dizer assim e sim o que eu faria se quem corresse risco fosse você?- Balancei a cabeça só com a ideia.
— Você ia cria-los. Simples.- Disse.
— Esther, para, esquece essa conversa.- Disse.
— Ok.- Disse.
A beijei.- Nunca vai me deixar, entendeu?
— Sim.- Disse.
— Eu te amo demais.- Disse.
— Eu também te amo.- Disse.
A beijei. Era incrível que mesmo depois de tantos filhos ela ainda era a mulher mais atraente para mim.
Retribui o beijo.
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POV Esther.
Dois anos se passaram e a uns seis meses descobri que estava grávida novamente, acredita? Agora Freya tinha seis anos, Elijah cinco, Klaus quatro e os gêmeos dois. Eu já tinha 30 anos e fiquei surpresa de conseguir engravidar com tanta facilidade, porque só esqueci um dia de tomar a pílula. Ah, o bebê é uma menina, nossa princesa Rebekah. Elijah e Freya já iam para o colégio e agora fui busca-los junto com Klaus, Kol e Kai. Tínhamos aqueles carrinhos de dois, então empurrava ele com uma mão e a outra segurava a de Klaus. Eu já dirigia, tirei carteira ano passado. Ficamos esperando o sinal tocar perto do portão.
— Mãe, o gatinho.- Klaus disse.
Olhei.- Lindo ele né?
— É, que um.- Ele disse.
— Vamos ver isso com seu pai depois.- Disse.
— Tá.- Ele disse.
O sinal tocou e logo vários alunos maiores foram saindo e vi a professora acompanhando as crianças da turma de Elijah e outra com a turma de Freya.
— Esther?- Escutei uma voz conhecida me chamar. Me virei e era Ansel.
— Ansel, oi.- Disse.
— Quanto tempo.- Ele disse.
— Sim, 9 anos.- Disse.
— Você continua linda.- Ele disse.
— Bem, obrigada. Depois de cinco filhos e outro a caminho, é bom saber disso.- Disse.
— Cinco? Nossa.- Ele disse.
— Pois é.- Disse.
— O pai deve estar feliz.- Ele disse.
— Mikael está muito bem.- Elijah e Freya vieram correndo para mim.- Amores, vão para o carro e me esperem lá, ok? Abram os vidros e coloquem o cinto.- Disse aos três.
— Quem é ele mãe?- Elijah perguntou.
— Um conhecido.- Disse.
— Você é um amigo da mamãe?- Klaus perguntou.
— Sim, sou.- Ele disse.
— Papai?- Uma menina correu até Ansel.
— Sua filha?- Perguntei.
— Sim. Alguma coisa boa tinha que ter nesse tempo para mim, não é?- Ele questionou.
— Sua mulher também, pelo jeito.- Disse.
— É.- Ele respondeu sem jeito.
— Meu pai te conhece?- Freya perguntou.
— Sim, conhece amor.- Disse.
— A tá.- Elijah disse.
— Ciumentos, parecem o pai. Vi as notícias sobre ele.- Ele disse.
— Ele está indo muito bem.- Disse.
— Quem diria.- Ele disse.
— Bem, é melhor eu ir.- Disse.
— Me dá seu numero.- Ele disse.
— O que?- Perguntei.
— Seu número, para manter contato.- Ele disse.
— Não sei se deveria.- Disse.
— Por que?- Ele perguntou.
— Cheguei pai.- O menino disse.
— Tris, é amiga do pai.- Ela disse.
— Você é da minha turma.- Elijah comentou.
— Mikael não vai gostar.- Disse.
— Ele é tão inseguro assim?- Ele perguntou.
— Não vamos começar com isso.- Disse.
— Tudo bem. Pelo menos fico feliz de ter poder te visto mais uma vez, é um consolo.- Ele disse.
— Consolo?- Perguntei.
— Esquece que eu disse isso.- Ele pegou a filha no colo.- Dá tchau para eles Aurora, Tristan.
— Ansel, não é bem assim... Eu não te odeio.- Suspirei e peguei uma caneta na minha bolsa. Peguei a mão dele e anotei meu número.- Podemos ser amigos. Sei que Mikael vai ficar furioso comigo, mas eu não gosto de inimizades ou mal entendido.
— Eu não quero que tenha problemas por minha causa.- Ele não soltou a mão dela.
— Eu sei me virar com Mikael.- Disse.
— Mamãe vamos.- Klaus disse.
— Eu tô com fome e o papai vai chegar logo.- Elijah disse.
— É, eu quero fazer um desenho para ele.- Freya tomou lugar junto com o irmão na minha frente.
— Vamos sim. Tchau para vocês.- Mexi em Aurora e dei um beijo na cabeça de Tristan.
— Tchau.- Aurora riu.
— Tchau.- Tristan disse.
— Nos vemos novamente e eu te ligo.- Ele disse.
— Tudo bem. Até.- Sorri e sai dali com as crianças.
POV Misto. (Mikael e Esther.)
Aquele dia tinha sido mesmo ruim. Reunião chata, cliente chato e ainda problema com fornecedores. Eu acabei saindo um pouco mais tarde e tudo que eu queria era chegar em casa e curti meus pequenos, eles me davam a paz que eu precisava. Cheguei e nossa sala era como sempre, um parquinho de tantos brinquedo e crianças nele.- Cheguei.
— Papai!- Klaus e Elijah correram.
Tinha ido tomar banho e hoje Rebekah estava bem agitada, o que me fazia sorrir. Kai e Kol estavam na cama me esperando. Já tinha dado banho neles. Passei creme na barriga e seios para prevenir estrias. Até hoje não sei como não criei nenhuma, mas sabia que não era mais uma mulher atraente depois de tantos filhos. Coloquei uma camisola bem soltinha, peguei os dois pela mão e voltei a sala.
— Olha as minhas garotas e os meus diabinhos.- Sério, aqueles dois valiam por quatro.
— Pai! Eu sou a sua garota.- Freya disse.
— Sim.- Disse.
— Sim, meu amor.- A peguei no colo.- Você é minha princesa, minha garota. Mas sua mãe foi a minha primeira garota sabia?
— Sei, primeira.- Ri.
— Primeira sim.- Disse.
— Papa ião.- Kai disse.
— Que ião.- Kol disse.
Sorri.- Vão lá. Vou ver algo para comer.
Brinquei com eles e depois os deixei na sala, indo tomar banho. Desci e abracei ela na cozinha.- Foi tudo bem hoje?
Assenti.- Sim.
— E essa garotinha?- Botei a mão na barriga dela.
— Está ótima.- Disse.
— Só eu estou achando que a Freya está com ciúme dela?- Perguntei.
— Provavelmente está sim.- Disse.
— Esses nossos ciumentos.- Ri e me sentei na cadeira.
— Sim.- Cortava a comida de Elijah, Freya e Klaus. As vezes me perguntava se Mikael não tinha amante. Ele estava diferente. Não que eu pudesse fazer alguma coisa no meu estado e uns meses depois de Rebekah nascer, mas antes ele sempre tentava algo, então claro que estranhava. Mas deve ser coisa da minha cabeça.- Ah, encontrei Ansel hoje.
— O que!?- Exclamei.
— Na escola e ele parecia bem triste e arrependido de tudo que aconteceu. Conversamos, ele pediu meu número e eu dei a ele.- Disse.
— Você deu o seu telefone para ele?- Me levantei.- Para que?
— Porque sim.- Disse.
— Não quero você perto dele, não quero ninguém dessa casa perto daquele babaca, esnobe e mauricinho nojento.- Disse.
— Tudo bem. Os filhos são seus, então você tem o direito de decidir isso.- Disse.
— E você também.- Cheguei junto dela.- Aquele imbecil tinha você e não importa o tempo, sei que não pensaria antes de querer te roubar de mim.
— Eu sei me cuidar e ele já é casado e tem dois filhos.- Disse.
— Isso não muda quem ele é.- Beijei o ombro dela.
— Se ele fosse querer uma amante, ia procurar alguma nova e com o corpo direito né? Por favor Mikael, sejamos realistas.- Lhe dei um selinho.- E ele sabe que eu te amo.- Amassava a batata com o arroz para Kai e Kol.
— O que tem o seu? É maravilhoso.- Disse.
— O meu o que?- Perguntei.
— Corpo. Falou como se não fosse.- Disse.
— E não é. Só é bom para quem teve cinco filhos e vai ter o sexto.- Disse.
— Você ainda é e sempre vai ser a mulher mais linda que eu já vi. E gostosa também, pare com isso.- Disse.
— Ok Mikael, ok.- Peguei os pratos das crianças e fui para a sala.
— Eu ajudo.- Fui com ela. Só de pensar de Ansel estar perto dela, me lembrava de como a segurava e isso me enjoava. Demos a janta e ficamos vendo desenho com eles.
— Mãe, posso pegar meu ursinho?- Elijah perguntou.
— Claro amor.- Disse.
Ele saiu correndo.
— Ei, devagar nessa escada.- Disse.
— Papa que inca avalinho.- Kol disse.
Sorri.- Kol está agitado hoje.- Kai dormia nos meus braços.
— Quando ele não es...- Escutei um grito na escada.- Elijah!- Coloquei Kol de lado e corri até lá.
— Meu Deus, o que foi?- Coloquei Kai deitado no sofá e fui até eles.
O peguei. Ele chorava muito. Não via machucado aparente além de uns ralados pequenos.- Filho, está doendo em algum lugar?
— O baço.- Ele disse entre o choro.
Olhei o braço e não tinha nenhum machucado ali.
— Onde? Mostra para mim.- Disse.
Ele apontou.
— Aqui?- Peguei de leve e ele chorou demais.- Será que quebrou?
— Leva ele no hospital.- Disse.
— É melhor.- Deixei ele com ela e peguei minha carteira e as chaves.- Campeão, vamos no médico tá? Ele vai ver porque seu braço tá doendo.
Ele acenou choroso no colo da mãe.
— Vai ficar tudo bem amor, vai lá.- Disse.
Peguei ele e o levei. Graças a Deus não foi nada grave, só que o braço tinha amortecido a queda por isso ficou tão dolorido. Deram um remédio para dor e depois o levei para casa. Cheguei e Esther estava no nosso quarto.- Voltamos.
— Hey, como foi?- Perguntei.
— Só uma batida muito forte, nada quebrado.- Botei ele na cama.
— Que bom então.- Disse.
Ele se recostou nela.- Meu baço mamãe.
Beijei os cabelos dele.- Já vai sarar amor.
— Ele observava tanto os médicos que acho que vai ser algo assim.- Disse.
— Não duvido nada.- Disse.
— Eu ia adorar.- Disse.
Sorri.- Sim. Vai dormir aqui hoje?- Perguntei a Elijah.
— Pode?- Ele perguntou.
— Claro. Vamos tirar essas calças. Fica em pé.- Disse.
O segurei em pé na cama.
Puxei a calça para baixo, tirando as calças e rindo.- Com certeza eu vou guardar as cuequinhas deles quando eles crescerem. São tão fofas.
— Eles não vão ficar felizes com isso.- Disse.
— E dai? Eu vou ter que matar a saudades deles de alguma forma já que quando crescerem vão querer é ficar longe, isso sim.- Tirei a camisa de Elijah.- Pronto.
— Longe não mamãe.- Elijah disse.
Sorri e o beijei.- Eu sei amor.- O deitei na cama e o cobri.
— Dodoi mamãe.- Elijah disse.
— Eu sei.- Pensei.- Você dorme do lado que não está doendo.- Beijei o bracinho dele que estava doendo.- Vai passar.
Tinha ido tomar um banho rápido e voltei.- Quer ficar no colo do pai?
— Que.- Ele disse.
— Tudo bem.- Eles se ajeitaram e eu desliguei o abajur, ficando de barriga para cima. Não podia dormir de lado, era desconfortável.
— Já está ruim para dormir?- Perguntei.
— A um tempo já.- Disse.
— Vem mais para cá.- Disse.
— Melhor não. No meio da noite muitas vezes preciso colocar travesseiros nos pés porque incham.- Disse.
Estiquei o braço para toca-la.
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O nascimento de Rebekah Mikaelson, Julho de 1996.
Elijah ficou melhor uns dias depois e passei a prestar mais atenção em casa e ir buscar mais vezes os meninos na escola, principalmente quando Esther entrou na reta final. Ok, também foi para encontrar Ansel e o mandar ficar longe da minha família. Esther começou a ter as dores era fim de tarde, mas estava tendo uma tempestade e sem luz.- Rebekah, você escolheu uma ótima hora.
— Pois é.- Disse.
— Meninos, vou precisar que se comportem para sair.- Disse.
— Não que sair, chuva.- Klaus disse.
— É melhor eles não saírem. Fica com eles e eu chamo meus pais.- Disse.
— Não, eu vou com você.- Mesmo contra gosto liguei para os pais dela e esperamos eles chegarem.
— Oi meus pequenos.- Adam disse.
— Vovô.- Ela correu.
Sorri.- Se comportem, ok?
— Vou fazer chocolate para nós já que está fresquinho hoje, nem parece verão.- Violeta disse.
— Oba.- Kol disse.
— Qualquer coisa me liga, Freya princesa, olho em todo mundo.- Pisquei para ela.- Elijah sem correr, gêmeos sem briga, Klaus sem manha.
— Tá.- Eles responderam juntos.
— Ok.- Disse.
— Vamos então.- Dei um beijo em cada um e saímos. Só que chovia muito.- Como está indo?
— É meu sexto filho, a dor é minha melhor amiga.- Disse.
— Se eu posso ter uma certeza é que você nasceu para ser mãe.- Disse.
— E você para ser pai.- Disse.
— O mérito é todo seu.- Tentava enxergar a rua.
— Filho não se faz sozinha. Só espero que não dê nada errado com a Cesária feita com Kai e Kol.- Disse.
— Não vai.- Tinha conseguido chegar a principal, agora era mais fácil.
Sentia dores, claro, mas não gostava de reclamar ou fazer escândalo. Acho horrível quem fazia. Para que ter filho então?
Demorei, mas consegui chegar no hospital e a ajudei a entrar. A levaram e fiquei no corredor. Foi estranho ficar ali sozinho e pareceu uma eternidade até o médico vir e me avisar que estava tudo bem. Esther ficou apagada, mas depois foi tudo normal. Elas ficaram três dias no hospital e depois as levei para casa. Ajudei ela a descer e entramos.
— Mamãe!- Kol e Kai exclamaram.
Sorri.- Oi meus amores.
Eles correram, mas os segurei.- Hey, devagar com a mamãe meninos.
— É, preciso ficar de repouso por uns dias.- Disse.
— Ei, chegaram. Cadê a minha netinha?- Ele chegou junto delas.- Deus, como é linda.
— Outra loirinha.- Disse.
— Sim, empatamos. Né princesinha?- Questionei.
— Violeta, vem vê-la.- Adam disse.
— Estou indo.- Ela veio com Klaus no colo e foi até eles, logo sorrindo.- Ela é tão linda.
— Não é?- Questionei.
Freya olhou todos.- PAPAI! Você disse que eu era a sua princesa!- Ela começou a chorar e saiu correndo.
— Ela é ciumenta.- Adam disse.
— Acho que vou ir me deitar um pouco.- Disse.
— Eu fico com ela.- Ela pegou Rebekah.
— Eu te ajudo a subir. Depois disso vou ver a Freya. Meninos, já venho ficar com vocês.- Disse.
— Eu não sou inválida, sei andar. Posso subir sozinha.- Disse.
— Você está cheia de pontos para de graça, vamos.- Disse.
— Eu já disse que posso fazer as coisas normalmente. Não começa a me tratar como criança.- Disse.
— Ai essa mulher.- A peguei no colo, a levando até o quarto e a botando na cama.- Agora sossega aí super mulher.
— Se fizer isso de novo, vai desejar não ter braços.- Disse.
— Faço sim. Você tem que aprender a me deixar cuidar de você.- Disse.
— Sou adulta, me cuido sozinha.- Disse.
— Tudo bem senhora Mikaelson, deixa eu ir ver nossa ciumenta.- Disse.
— Ok.- Disse.
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A beijei e sai indo para o quarto de Freya. Foi difícil convencer ela que não a deixaria de lado, mas aquela fase passou. Rebekah era um amor de bebê e era uma missão coordenar todos, separar brigas, choros e tudo mais. O mais incrível é que o meu desejo por Esther não diminuía, por mais que eu dissesse ao contrário ela não se achava como antes. E nesse desejo louco o improvável aconteceu, num dia de festa que as crianças maiores estavam na casa dos avós, ela engravidou de novo. Claro que estava preocupado com a saúde dela, mas ela estava animada como sempre. Ela marcou a ultrasom e fui com ela como sempre.
A doutora tinha me dito que seria arriscado ter um filho com apenas dois anos da ultima Cesária, mas preferi não falar nada disso a ninguém. Entramos na sala do exame e me deitei na cama.
— Olá Esther. Achei que não a veria novamente aqui.- Prue disse.
— Depois dessa gravidez farei ligamento eu acho.- Disse.
— Sim, te avisei que seria arriscado mais uma.- Ela disse.
— Avisou?- Questionei.
— Não, você disse que dois anos era pouco tempo de brecha entre uma cesária e outra. Que meus pontos podiam estourar e eu acabar... bem...- Disse.
— Esther...- Ela não tinha me dito nada disso, se tivesse, nunca deixaria acontecer de novo.
— Vamos ver como está esse bebê e depois conversamos mais.- Prue disse.
— Ok.- Disse.
Ela começou o exame e olhava fixo para a tela.
— Tudo bem?- Perguntei.
— O que foi?- Perguntei.
— Hã... Sim. Esperem aqui um pouco.- Ela saiu da sala.
— Parece que ela que tá grávida.- Disse.
— O que será que ela viu?- Eu sempre temia que qualquer coisa pudesse acontecer com ela.
— Não sei.- Disse.
Ela não demorou a voltar e junto com outro médico olharam a tela novamente.- Dá para vocês falarem o que está havendo?
— Não gosto de suspense.- Disse.
— Já terminamos. Eu só queria ter certeza.- Ela disse.
— De que?- Perguntei.
— Que vocês vão ter quádruplos.- Ela disse.
— Quatro bebês?- Questionei.
Eu nem consegui me expressar. Quatro bebês... Se as últimas gestações já foram de mais atenção, essa seria...
— Sim. Vocês dois são um caso raro de fertilidade.- Ela disse.
Sorri e toquei minha barriga. Quatro bebês lindos.
— É de risco, não é?- Questionei.
— Não chega a ser e sim cautela, alguns cuidados. De resto vai ser normal.- Ela disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Vou passar uns exames e remédios; nada que não esteja acostumada.- Ela disse.
— Ok.- Disse.
Ela passou tudo e nos liberou. Saímos e fomos para o carro, indo para casa. Eu acho que estava em choque.
— Só para deixar claro; eu só fiquei sabendo que dois anos de brecha entre uma gravidez e outra com cesária era perigosa quando ela me disse que estava grávida. E não tinha mais o que fazer.- Disse.
— São quatro Esther. Risco para você, risco para eles. Se acontecer algo perderemos quatro filhos de uma vez.- Encostei o carro. Eu estava saindo do choque e digerindo a notícia, ficando nervoso e preocupado.
— Eles vão ficar bem.- Disse.
Eu já era um pai experiente, mas nunca tinha imaginado uma situação dessas, nunca tinha visto ninguém ter além de gêmeos. Uma parte minha estava em pânico, enquanto a outra estava feliz e no meio disso; comecei a rir.
— O que foi?- Perguntei.
— Os primeiro filhos que fazemos na nossa cama e fazemos quatro de uma vez.- Disse.
Sorri.- Só você para pensar nesse detalhe agora.
— Como vamos fazer? Todos são tão pequenos ainda, precisam da nossa atenção e teremos mais um numero expressivo precisando de atenção extra.- Disse.
— Freya terá nove, Elijah oito, Klaus sete, Kai e Kol cinco e Rebekah dois. Basicamente Kai, Kol e Rebekah que precisarão de mais atenção e cuidados.- Disse.
— Dessa vez eles tem mesmo um ataque de ciúme.- Voltei a dirigir, tomando o caminho de casa.
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O nascimento de Amara, Tatia, Katherine e Elena Mikaelson, Novembro de 1998.
Os meses que seguiram aquele dia foram bem tensos e agitados. Contar foi a parte mais fácil, agora eles entenderem que eu tinha que ficar na cama ou sentada no sofá não. Eu odiava isso e me sentia uma péssima mãe. E ficava com medo de não dar atenção para algum que acho que acabava não dando atenção a nenhum. Eu sou péssima. No final do sexto mês fui para o hospital e fiquei internada lá sob cuidados médicos. Se meus pontos estourassem, deu para mim. A cirurgia para tira-las seria bem perigosa e meu corpo que já tinha duas césarias iam ficar mais detonado. Eu só queria que minhas filhas nascessem. Sim, são todas meninas! No final do sétimo mês para o começo do oitavo, eles resolveram as tirar. Segundo eles, elas já estavam prontas para sair. Ai deles se alguma delas vier prejudicada por causa disso, eu extermino a raça médica da face da terra. Deixei isso bem claro a Prue e acho bom que ela tenha começado a rezar. Bem, eu não sei nada do que aconteceu na cirurgia e nem de como ficou meu corpo, só sei que hoje é o segundo dia desde do parte e eu estava na UTI esses dois dias e minhas bebês também. Agora estava no quarto e revezava para dar de mamar a elas. Logo poderíamos ter visitas. Elas são idênticas, mas consigo distingui-las de uma forma. Amara tem uma marca de nascença embaixo do peito direito dela, Tatia na parte interna da coxa fofa dela, Katherine na lateral do corpo e Elena entre os seios. Essas meninas são sexys, né? Ri. Elas eram maravilhosas, podiam dizer que tinham sido desenhadas.
Bati na porta.- Está acordada?- Botei a cabeça para dentro.
— Sim. Sete gestações, dez filhos e o leite nunca parar de jorrar.- Disse.
Suspirei e entrei, indo direto beija-la. Eu estava detonado entre a angustia de ver ela e as meninas internadas e ter de ser firme para os que estavam precisando de mim em casa. Não sobrou muito tempo para raciocinar direito, nem comer, nem dormir.
— Sabe, acho que você terá muito trabalho com essas quatro pequenas. Elas nasceram sendo sexy.- Sorri.- O enfermeiro deixou claro que quer se casar com uma.- Ri.
Ri.- Vou carrega-las para casa e não vou deixa-las sair.
— Olha; a do carrinho amarelo é a Katherine. Ela tem uma marca na lateral do corpo. A do carrinho vermelho é a Elena, ela tem uma marca entre os pequenos seios dela. A do carrinho rosa é a Tatia, ela tem uma marca na parte interna da coxa extremamente gostosa de morder dela. E a do carrinho roxo é a Amara, ela tem uma marca embaixo de um dos seios dela. Pedi para a enfermeira comprar etiquetas para colocar os nomes delas.- Disse.
Cheguei até elas e sorri.- Oi meus amores, estava tão preocupado com vocês.- Mesmo já tendo passado isso várias vezes e cada uma, com cada bebê, foi uma sensação foi diferente.- Elas estão mesmo bem? Disseram que por ser prematuras podiam ter que esperar mais.
— Elas estão ótimas. Só que vamos ter que ficar mais quinze dias aqui.- Disse.
— Você também?- Perguntei.
— Bem, eu poderia sair daqui uma semana, quatro dias talvez, mas vou ficar com elas.- Disse.
Sentei na cama e peguei na mão dela.- Foi tão assustador saber que você corria sério riscos.
— Eu sei amor, mas já sai da sala de cirurgia com o ligamento. Segundo os médicos, com um marido tão bom de mira como você é perigoso eu esperar para fazer.- Ri.
Ri e a abracei.- Não sei o que faria sem você. Encaro reuniões com poderosos empresários, comando centenas de pessoas, superei todas as expectativas sobre mim, mas não saberia fazer nada disso sem você.
— Ok, ok, abraçar doi.- Disse.
— Desculpe.- Elena começou a reclamar e a peguei.- Ela é tão pequena, tão frágil.
— Ela é a mais nova.- Toquei a boquinha dela.- Amara é a mais velha, Tatia veio depois e depois veio Katherine.
— Eu preciso arrumar outros apelidos. Lembra como foi com Rebekah, Freya surtou.- Disse.
— Freya é muito surtada as vezes, espero que ela se ajeite com o tempo. Não estou criando filhos para serem surtados.- Disse.
— Ela vai, é só uma criança. E como foi a primeira, imagino que sente que tem menos de nós cada vez que chega um novo.- Disse.
— Ok, senhor puxa saco.- Disse.
— O que?- Ri.
— O que ouviu.- Disse.
— Eu não sou puxa saco de ninguém.- Disse.
— É sim. Se um dos meninos começa a chorar você fica dizendo que eles precisam aprender porque tem ser homens de verdade, e depois vai lá acalma-los, nunca entendi isso, mas ok. E com as meninas é porque elas estão confusas, com ciúmes ou porque são bebês.- Disse.
— Eu não faço isso com eles.- Disse.
— Faz sim, mas como disse, logo vai consola-los. O que é bem contraditório.- Disse.
— São meus bebês! Todos. Eu perdi meu pai cedo, você sabe, então quero estar lá para eles.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Assim como para vocês, minhas florzinhas? Não, é estranho. Anjinhos é melhor.- Disse.
— A fase de “anjos” é até os sete, depois sabem o que fazem. Eu sou mãe, não dinda para ficar só mimando.- Disse.
— Para mim vão continuar sendo.- Coloquei Elena no lugar e peguei Tatia. Ok, estava me guiando pelas cores. Você deve estar ficando louca tendo que ficar quieta assim.
— É... E como vai o Damon? E o Stefan nasceu?- Perguntei.
— Sim. Ele e elas vão fazer aniversário perto. Lily disse que assim que vocês forem liberadas vai fazer uma visita.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Gostei do sistema de cores.- Disse.
— Que bom.- Disse.
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Aqueles dias passaram lentos, mas finalmente elas foram para casa. E vou dizer; quatro bebês de uma vez era uma loucura. Mamadeiras, fraldas, choro, muito choro... Não sei como não nos perdemos. Mas aos poucos fomos conseguindo controlar e eu também tinha responsabilidades na empresa, não podia deixar o Guiseppe sozinho, afinal ele também tinha dois bebês em casa. Odiava quando eu tinha que viajar, mas agora era uma coisa necessária. Éramos uma empresa nacional e com grandes chances de sair do pais já. Dois anos se passaram do nascimentos das quadrigêmeas e decidi tirar umas férias, levando todos para o campo; agora eu tinha uma fazenda. Os mais velhos; Freya com 11, Elijah com 10 e Klaus com 9 estavam empolgados para aprender a cavalgar. Os gêmeos com 7 queriam era ficar correndo e brincando nas árvores, Rebekah era um tanto grudada com a gente mesmo com 4 anos, mas ela queria ver os animais, ela os adorava. E as menores eram umas graças e não faziam muita ideia. Eu estava com 36 anos já e Esther 35, mas nos sentíamos muito bem. Chegamos e descemos; fomos em dois carros.- Nossa, eu adoro aqui. Bom dia Marcus.- Ele era o responsável e cuidava de lá.
— Bom dia senhor; a casa está pronta para vocês.- Ele disse.
— Obrigada.- Disse.
— Bom dia senhora Mikaelson, senhor.- Octavia disse.
— Bom dia Octavia. Disse que traria as crianças para conhecer.- Ela era a mãe de Marcus e cozinharia, e... Ah, ela cuidava de todos os detalhes.
— Se for por Kol e Kai, a senhora terá que fazer uma panela de comida só para os dois.- Disse.
— Ah, criança é assim mesmo. Marcus comia demais, ainda come. Mas todos eles são lindos. Vocês não economizaram no tamanho da família.- Ela disse.
— Era para ser só seis filhos, mas tivemos surpresas em duas gestações.- Disse.
— Isso é sinal de Deus minha filha, você nasceu para ser mãe de uma grande família. Essas crianças tem sorte.- Ela disse.
— Nós que temos. Marcus, pode preparar os cavalos? Depois do almoço vou levar os maiores para vê-lo e começar a aprender.- Disse.
— Claro, eles vão adorar.- Ele disse.
— Bem, eu vou arrumar os pequenos. Kai, Kol, venham aqui.- Os chamei. As quatro bebês estavam no carrinho e Rebekah segurava minha mão.
— Oi mãe.- Kol disse.
— Mãe, você viu, ali tem patos.- Kai disse.
— Eu quero ver os bichinhos.- Rebekah disse.
Sorri.- Sim, eu vi amor. E nós já vamos ver os bichinhos, mas antes vamos entrar para vocês se trocarem e poderem brincar na água também.
— Oba.- Kai disse.
— Vamos fazer assim; vamos todos conhecer o lugar e vou levar vocês para cavalgar.- Disse.
— Isso ai eu gostei.- Klaus disse.
— Eu vou ser melhor que você Klaus.- Elijah disse.
— Garotos, eu vou ser a melhor.- Freya disse.
— Meu Deus, vocês três são impossíveis.- Disse.
— É a idade senhora, quando forem mais velhos, vai ser pior.- Ela disse.
— Já disse para o Mikael que a puberdade vai ser ele que vai cuidar.- Disse.
Ri.- Fácil. Deixo os meninos num quarto com video game e Freya coloco num convento.
Ri.- Ok. Vamos lá.- Peguei as crianças e subi com elas.
Depois que todos se trocaram, começamos o passeio e as perguntas eram as melhores.
— Pai, não gostei dos cabritos, eles são estranhos.- Rebekah disse.
— Isso porque ele não correu atrás de você.- Klaus disse.
— Klaus, não assuste sua irmã.- Disse.
— Eu gosto dos cabritos, tadinhos.- Disse.
— Orrinho mama.- Elena disse.
— Cachorrinho El.- Freya disse.
— Não que ir.- Katherine disse.
— Freya, amor, chame sua irmã de Lena. El é muito estranho.- Disse.
— Parece que está me chamando.- Elijah disse.
— E seu nome é lindo e não tem como ter apelido, assim com o da Amara.- Disse.
— Tá mãe.- Freya disse.
— Pode chamar o meu Freya, ai você chama só de Ka.- Kai disse.
Acho que eu não tinha mais idade para ficar no meio de tanta criança. Tantos filhos faz a gente envelhecer mesmo.
Cheguei junto dela.- Eles estão indo rápido.
— Indo rápido aonde?- Perguntei.
— Crescendo.- Disse.
— Ah sim, verdade.- Disse.
— Quando todos dormirem tenho algo para nós.- Disse.
— Como assim?- Perguntei.
— Mais tarde vai saber.- Sorri.
— Ok.- Disse.
— Então quem quer ir no lago?- Perguntei.
— Eu.- Kai disse.
— Eu.- Kol disse.
Ri e fomos para o lago. Foi um dia excelente. Acabei levando todo mundo para a parte dos cavalos e quem não podia cavalgar levei para andar comigo. A noite jantamos e eles foram brincar. Freya brincava com as irmãs; ajudando com as bonecas. Elijah e Klaus disputavam carrinhos com os gêmeos. Estava sentado no sofá com Esther e acariciava os cabelos dela.- Podia sempre ser em paz assim.
— Sim.- Disse.
— Está feliz onde chegamos?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
— Espero que pelos próximos anos fiquem assim; todos juntos. Bem, pedir sem sustos é demais.- Disse.
— Verdade.- Disse.
Ficamos ali e acabamos indo brincar com eles. Quando deu a hora colocamos todos na cama e quando tivemos certeza que dormiram, a peguei pela mão, saindo da casa.
— O que está fazendo?- Perguntei.
Caminhamos até o celeiro e mandei deixar tudo pronto lá, entramos.- Essa estrada incrível que temos nesses onze anos começou assim lembra?
— Faz 15 anos que estamos juntos.- Disse.
— Sim, não poderia escolher uma vida melhor.- Enchi as taças e dei a dela.- Obrigado.
— Hã... de nada, eu acho.- Disse.
— Sim, eu tenho que agradecer. Você me deu as maiores alegrias da minha vida. E ao seu lado tenho uma família incrível e conquistando uma vida incrível.- Disse.
— Esse tipo de coisa não se agradece.- Disse.
— Você foi a unica que acreditou em mim amor.- Toquei o rosto dela.
— Isso não é verdade, mas tudo bem.- Disse.
— Nossa, eu tô tentando ser romântico e você ai desmentindo tudo.- Disse.
— Você sabe que não gosto de ser tratada assim.- Disse.
— Ok, esquece tudo isso então.- Tomei a taça toda e joguei de lado, a beijando. Não me importava o que ela achava do corpo dela, eu a queria.
Me afastei.- Eu não quero isso. Eu estou cansada.
Sorri.- Porque eu acho que apesar de todo o desejo que ainda temos só conseguimos pensar em uma coisa; dormir.
— Sei.- Disse.
Sentei.- Minha ideia foi uma fracasso, não foi?
— Você diz me conhecer, mas não conhece nem a unha do meu dedão do pé.- Disse.
— Hey, eu conheço sim.- Disse.
— Não conhece não. Se conhecesse saberia que não tomo mais bebida alcólica desde dos gêmeos e que não gosto de pessoas me agradecendo coisas que não tenho nada a ver. Porque seu dinheiro foi você quem fez, eu não fiz merda nenhuma, então para de ser hipócrita quanto a isso e eu ODEIO quando começam a querer me tratar como mulher maravilha, porque ela tem que receber o melhor tratamento, porque ela fez isso e fez aquilo. EU NÃO GOSTO. Eu não sou frágil, escolhi ser mãe de dez filhos porque EU quis. Então para de achar que eu sou a garota de 20 anos que você conheceu, eu não sou mais ela.- Disse.
— Eu não sei que não é.- Disse.
— Que bom que sabe disso.- Disse.
Levantei e peguei as coisas que estavam ali.- Ok, eu errei feio, me desculpe. Eu estava preocupado, vinha trabalhando muito, viajando muito e com a sensação de deixar a desejar e nessas férias tive essa ideia idiota. Eu não sou assim, não devia ter tentado mudar. Vamos voltar.
— Não é assim que funciona a vida Mikael. Eu sei que você me ama e você deve saber que eu te amo. Mas eu não quero uma vida perfeita, eu quero uma vida normal. Eu não sou o tipo de mulher que gosta de coisas românticas, por isso me apaixonei por você. Não estou dizendo que você não sendo romântico deixava de ser carinhoso e gentil, você era e você é. Mas se você quer mudar e ser assim agora, tudo bem. Você que sabe. Boa noite.- Sai dali.
Merda! Taquei a garrafa na parede. Andei um pouco pela fazenda e entrei em casa. Olhei todas as crianças e sorri. Freya mesmo dando uma de mais velha estava enrolada agarrada ao urso. Elijah do jeito que deixamos, Klaus era um tanto inquieto, mas dormia bem. Kai e Kol fizeram uma bagunça e estavam descobertos, cobri de volta. Rebekah chupava o dedo e as bebês estavam tranquilas. Entrei no quarto e fui tomar banho. Claro que era algo pesado; eu trabalhava demais e ainda me esforçava para não deixar de dar atenção a ninguém. Mas ela estava certa e eu errado. Suspirei e me deitei.- Podemos esquecer essa noite?
— Não. Você só merece alguém melhor do que eu.- Disse.
— Como é?- Perguntei.
— Estou achando que você precisa ir em um otorino, tá meio surdo ultimamente.- Disse.
— É a idade chegando amor.- Preferi descontrair.- Daqui a pouco estarei com cabelos branco e meio chato. Menos brocha, isso sei que não.
— Então eu já fiquei idosa.- Disse.
— Então é a idosa mais linda.- Beijei ela.- Gostosa.- Beijei de novo.- Que já vi e amo demais.
Toquei o rosto dele.- Amor, você é fofo e gentil, mas vamos ser realistas, né? Três cirurgias, uma em cima da outra modifica o corpo. Então não minta para si mesmo. E quanto ao que fez hoje; eu devia ter sido mais... gentil e carinhosa. Você sabe que sou muito intensa quando não acredito em algo, tanto que ameacei os médicos e tudo mais, só que eu não engulo e acho ridículo ficar agradecendo os outros por uma coisa que aconteceu na vida. Poxa, se fez é porque quis, eu não tenho obrigação de agradecer não. E você também não tem. Não é como se você quisesse os filhos e eu os tive por obrigação, os amei e cuidei por obrigação. Agradecer um presente, ok, é educação e o mínimo que se pode fazer. Agora agradecer a vida que temos juntos? É ridículo, ela existe porque nós dois a quisemos e ponto.
— Como eu disse; fui um idiota. Sei que você não gosta dessas coisa e mesmo assim fiz. E quanto a você; cada marca, veio de mais uma prova de amor nossa, então as amo, tanto quanto qualquer parte desse corpo.- Disse passando a mão pelo colo dela.
— Você não é idiota. Eu queria saber ser mais como as mulheres normais. Se não gostam, fingem muito bem que gostam e tudo fica bem e feliz.- Disse.
— Deus me livre! Prefiro você assim do que essas falsa.- Disse.
— Sei.- Disse.
— Acho bom saber sim, senhora Esther Mikaelson.- Fiquei em cima dela.
O olhei.- É impressionante como homens ficam mais bonitos quanto mais velhos são.
— Você também está linda amor.- Disse.
— Você só encolheu um pouco de tamanho.- Disse.
— Falta de exercício. Fico sentado muito tempo.- Beijei o pescoço dela.
— Verdade.- Disse.
Um trovão rompeu lá fora e logo veio seguido de outros e barulho de chuva.- Sinto que nossa noite sozinhos foi literalmente por água abaixo.
Ri.- Verdade. Só esconde essa sua animação ai em baixo. Quer dizer, eles nem vão entender mesmo.
— Quem sabe vamos dar sorte.- A mão subiu pela perna dela.
— Você é tão esperançoso.- Lhe dei um selinho.
— Dema...- Fomos interrompidos por um bater na porta.
— Mamãe.- Rebekah chamou chorosa.
— Papai!- Kai bateu por cima.
Sorri.- Deixa que eu vou.- Me levantei e abri a porta.- O que foi amores?
— Chuva.- Ela esticou os braços.
— Não gosto desses trovões.- Ele correu para a cama.
— Kai, você me deixou sozinho.- Kol entrou também, indo para a cama.
Peguei ela.- Cadê as suas irmãzinhas?
— No quarto. A Tati quer vir.- Ela disse.
— Vamos pega-las então.- Fui até o quarto. Freya, Elijah, Klaus, Amara, Katherine e Elena dormiam. Peguei Tatia no outro braço e voltamos ao quarto.
— Só eu achei que viria a tropa toda?- Perguntei.
Ri.- Não.- Me deitei com as duas na cama.
Kai estava no meu colo e Kol abraçado em mim.- E vocês minhas princesa, com medo também?
— Que fica ati papa.- Tatia disse.
— E vai amor.- Coloquei Tatia no meu colo e abracei Rebekah.
— Nós vamos proteger elas não é meninos?- Questionei.
— É?- Kai questionou.
— É, vamos. Da chuva e dos trovões malvados.- Kol disse.
Sorri.- Que fofos.
— Esses são meu garotos.- Disse.
— Ninguém aqui quer ir no banheiro?- Perguntei.
— Não.- Rebekah disse.
— Tatia? Kai e Kol?- Questionei.
— Eu quero.- Kol disse.
— Ok.- Coloquei Tatia na cama e me levantei.- Vem amor.
Ele foi e peguei Tatia, mas a porta abriu. Elijah entrou e deitou direto.- Tudo bem filho?
— Tudo.- Ele disse.
— O que foi?- Voltava com Kol do banheiro.
— Mais um abrigado.- Os trovões voltaram.
Ri.- Ok.- Voltei a cama.
Não demorou a todos virem, faltava só Freya.- Filha, venha também.
— É amor, venha.- Disse.
— Está cheio ai, eu fico bem no quarto.- Disse.
— Freya Mikaelson, vem para cá agora ou eu vou ai te pegar e fazer cosquinha em você.- Disse.
— Não mesmo mãe.- Ela disse.
— Então venha.- Disse.
— Tá.- Ela suspirou e deitou na ponta.
— Está com nojo de mim agora? Vai ficar longe assim? Eu limpei sua bunda até seus seis anos, deixa de frescura.- A puxei para perto.
— Bunda.- Ela riu.
— Ainda bem que a cama é grande.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Freya, o que foi? Você anda tão emburrada.- Disse.
— Ela é assim sempre.- Klaus disse.
— Eu disse que meus bebês iam crescer e nos deixar de lado. Até Klaus perdeu o ciúmes.- Disse.
— Eu não, mas é tanta gente ai que nem dá para chegar direito. Mas se quiser pode ficar no meu quarto, só comigo.- Klaus disse.
Olhei para Mikael.- Esse garoto vai conquistar qualquer garota com essa lábia.
— Já está preparada para uma fila de noras?- Perguntei.
— Não. Ele é um bebê ainda.- Disse.
— Pobres garotas.- Disse.
— Quer mamãe?- Klaus perguntou.
Sorri.- Com certeza eu vou aceitar essa oferta por umas noites. Você é lindo demais para se recusar.- Lhe dei um selinho. Gostava de fazer isso com todas, até as meninas.
— Eba!- Ele pulou na cama.
Ri.- Senta menino.
— Eu acho que está é muito tarde para vocês estarem acordados.- Disse.
— Sim. Vamos nos arrumar para dormir.- Disse.
— Mimi não.- Amara disse.
— Principalmente vocês.- Disse.
— Vamos sim. Os maiores ficam nas pontas, encostados na gente, os menores no meio. Freya fica em uma das ponta, escolha seu pai preferido – ri—, Elijah e Klaus também, depois os gêmeos, Rebekah e as pequenas.
— Ah chega! Elijah e Klaus podem saindo, a mãe é minha também.- Freya disse.
— Não saio não.- Elijah disse.
— Eu cheguei primeiro.- Klaus disse.
— Meu Deus, não briguem. Tem mãe para todo mundo.- Disse.
— Sai.- Ela disse.
— Não.- Elijah e Klaus disseram.
Ela suspirou e deitou onde tinha lugar.
— Hey, nada de brigar, nem se emburrar.- Disse.
— Sim. Amamos todos vocês e vocês tem que se amar também.- Disse.
— Sim, odiamos ver vocês brigando. Desde a menores.- Mexi em Kath.- Até os maiores.- Fiz cosquinha na Freya.
— Sim.- Disse.
— Vamos lá, sejam bonzinhos e deem lugar a sua irmã.- Disse.
— Vem atrás de mim Freya. Vamos nos apertar um pouquinho.- Disse.
Ela levantou rápido e foi.
— Vem para cá Elijah.- Disse.
Beijei a bochecha dele.- Vai lá meu príncipe, outra noite sou toda sua.
— Vou cobrar.- Elijah disse.
— Pode cobrar.- Disse.
Ele levantou e deu a volta.
— Todos satisfeitos agora?- Perguntei.
— Acho que sim.- Disse.
— Mãe.- Ela chamou baixinho.
— Sim amor?- Perguntei.
— A gente pode mexer com as flores amanhã?- Ela perguntou.
Sorri e beijei a testa dela.- Sim, podemos.
— Só a gente?- Ela perguntou.
— Sim.- Disse.
Ela sorriu.- Obrigada.
— De nada amor.- Disse.
Desliguei o abajur.- Boa noite de novo.
— Boa noite papai- Klaus disse.
— Boa noite.- Elijah disse.
— Vão dormir.- Disse.
— Boa noite. Kol, solta o lençol.- Kai disse.
— Boa note. Todo mundo.- Rebekah disse.
— Boa noite amores.- Disse.
****
Esperei todos dormirem e os observava cada um, eu os amava, mais que tudo. Aquelas férias foram inesquecíveis para gente. Os anos foram passando e as crianças crescendo e a cada fase era uma coisa nova, uma situação nova a lidar. A adolescência começou e nossa a casa voltou a ser uma loucura. Freya irritada, os meninos com acessos achando que se mandavam sendo que nem estavam na faculdade ainda. A empresa cresceu mais e passou a atingir várias áreas com a chegada da tecnologia com mais força ao ponto de sermos uma multinacional. Esther e eu íamos a vários encontros sociais e tenho que dizer adorava quando saia assim comigo, não importava o tempo, nunca teria olhos para outra mulher. Fizemos várias viagens em familia, as férias eram sempre algo a se esperar. Reformamos a casa, afinal, cada um queria um quarto e achamos que eles mereciam. Quando vimos Freya, Elijah e Klaus foram para faculdade, e o orgulho só crescia. Freya se formou e veio trabalhar comigo o que me deixou super feliz. Elijah é um médico que está construindo uma carreira linda. Klaus um advogado brilhante. Os gêmeos agora estão na universidade e eles são terríveis! Mesmo nessa idade tem que pegar no pé com as notas e comportamento, mas em tudo, principalmente com as irmãs. Mas eles vão bem no que fazem. As fotos de Kai são lindas e Kol pode ser mais feliz do que quando joga. Rebekah entrou agora e não me surpreendi quando escolheu veterinária. Os meus anjinhos mais novos, não são mais tão anjinhos; principalmente Katherine, aquele menina sabe ser uma peste quando quer. E não podia ser mais diferente das outras três. Na verdade cada uma tem seu jeito, mas as amo do mesmo jeito. Só não gostei quando começaram a ter rapazes na minha porta. Freya começou cedo e quase infartei quando apresentou o primeiro namorado. Mesmo ela sendo uma garota inteligente, não poupei Dean de ameaças e não foram poucas, minhas, da mãe e dos irmãos. Assim também seguiu com Aurora, Hayley, Hanna,Lydia e Matt. Eu ainda não concordo muito com as mais novas namorarem, só que segurar Katherine era impossível e mesmo sendo mais quietas Elena, Tatia e Amara também apareceram com caras aqui. Damon e Stefan eu conhecia de pequenos, só que era pior ainda; eu vi aqueles moleques nascerem e agora estão beijando meus bebês! Killian e Eric não me agradam e estou de olhos bem aberto com eles. O mais lindo de tudo é a minha bebê; Hope. Deus, eu sou louco pela minha neta, mas acho que todos aqui são. O meu aniversário chegou e decidi que queria só um jantar, coisa simples, mas quando se junta tanta gente não é mais tão simples.
— Pai, até que o senhor tá inteirão ainda. Espero pegar essa genética.- Kai disse.
— Pois é.- Freya disse.
— Você já tá mostrando que tem Freya.- Klaus disse.
— Epa, bela gracinha Klaus. Não te defendo se ela for te bater.- Dean disse.
— Deixa ele falar.- Freya disse.
— Eu não deixava Freya.- Kol disse.
— É uma dádiva envelhecer ué.- Freya disse.
— Falou mesmo como a mais velha de todos.- Stefan disse.
— Que bom.- Freya disse.
— Não ligue querida, é só inveja do seu posto.- Disse.
— Eu sei.- Freya disse.
— Mãe, essa comida não tá pronta não?- Lydia me bateu.- Ai. O que? Estou com fome.
— E quando não está?- Elijah questionou.
— Nunca.- Damon disse.
— Eles dois já nasceram e foram direto comer, não foi?- Matt perguntou.
— Com certeza.- Rebekah disse.
— Me diz que você foi mais educada.- Matt disse.
— Como assim?- Rebekah perguntou.
— Que não era fominha.- Matt disse.
— Não, só manhosa.- Disse.
— Vamos parar de falar de infância. Coisa brega isso.- Rebekah disse.
Vi Esther aparecer com Aurora e avisando que o jantar estava pronto. Fomos para mesa e sentamos; cada um com seu namorado(a) ou esposa. Gostava de ver minha família assim; juntos.
— Como vai ser isso aqui quando todos tiverem filhos?- Elijah perguntou.
— Maior que uma creche normal, com certeza.- Killian disse.
— Melhor nem pensar nisso. Dá calafrios.- Katherine disse.
— Ah, vai ser engraçado um monte de mini nós correndo por ai.- Damon disse.
— Vocês estão mesmo pensando em casar cedo?- Elijah perguntou.
— Não sei ainda.- Amara disse.
— Podem sossegar, os quatro.- Disse.
— Eu não falei nada.- Stefan disse.
— É para não parecer preconceito com a gente.- Killian disse.
— O Damon, Eric e Killian que são velhos e estão correndo contra o relógio. Stefan tem muito tempo de utilidade.- Tatia disse.
— Nossa, valeu Taty.- Eric disse.
— Vai me defender não?- Killian questionou.
— Bem, só meu pai sabe como realmente é a crise dos quarenta. Só ele pode defender vocês mais velhos.- Elena disse.
— E depois falam que a gente que zoa.- Kai disse.
— Eu não tive crise.- Disse.
— Ou seja, não rola.- Damon disse.
— Rola sim. O marido da nossa professora de sociologia traiu ela. Segundo os psicólogos é a idade que o homem quer provar que ainda dá no coro sabe? Eles se acham menos homem e precisam provar.- Tatia disse.
— Tatia, tem criança na mesa. E você não tem que saber dessas coisas.- Disse.
— Vou ter que mantar Hope longe de vocês assim.- Klaus disse.
— Ela que nos contou, não tenho culpa.- Tatia disse.
— Pai, melhor ver esses professores dessas meninas.- Elijah disse.
— E irei.- Disse.
— Deixem de paranoia.- Rebekah disse.
— Isso nunca acontecerá.- Elijah disse.
— Crianças, vamos comer. Vocês falam demais.- Ri para Esther.
Sorri.- Como sempre.
Continuamos jantando e estava tudo maravilhoso. Depois estava distraído na sala e chegaram com um bolo surpresa.- Meu Deus, não precisava.
— Você sempre diz isso.- Freya disse.
— Mas é verdade.- Disse.
— Vai recusar meu bolo de morango com chocolate branco?- Questionei.
— Isso é impossível.- Klaus disse.
— Opa, eu quero.- Kol disse.
— Pelo menos meus filhos querem.- Disse.
— Acho que Klaus sente alguma carência por eu não cozinhar.- Hayley disse.
— Porque?- Klaus perguntou.
— Porque você não recusa nada feito em casa ultimamente.- Hayley disse.
— Impressão sua.- Klaus disse.
— Ok.- Hayley disse.
— Vamos cantar parabéns logo?- Kai questionou.
Eles riram e começaram, logo depois todos me abraçando.- Obrigado meus amores, mas meu maior presente é ver vocês aqui e felizes, nada pode superar isso. Então enquanto estivermos assim, eu estarei bem.- Sorri e voltamos ao bolo, que estava uma delicia. Ficamos ali até um pouco tarde quando todos começaram a se recolher e também subimos. Entrei no quarto e me sentei na cama, sorrindo.
— Tudo bem?- Perguntei.
— Como não estar depois de uma noite tão linda que vocês me deram?- Questionei.
Sorri.- Que bom que gostou.
A peguei pela mão.- Obrigado a você por ter me dado tudo isso.
— Não tem que agradecer. Bem, eu vou tomar um banho. Estou cheirando a gordura.- Disse.
— Tem certeza que vai?- A puxei para mim.
Sorri.- Sim, eu vou. Não quero ficar cheirando a gordura para você.
— Então tem mais coisa ainda?- Perguntei.
— Não tenho mais idade e nem corpo para fazer as surpresas noturnas dos seus aniversários antigos, mas posso ficar cheirosa pelo menos.- Disse.
— Nada disso importa nas noites com você. Ainda é a minha Esther.- Disse.
— Ok, senhor meloso. Já volto.- Sorri e fui tomar banho.
Comecei a tirar a roupa e ela tinha razão, tudo aqui tinha me deixado meloso e calmo demais. Me deitei e a esperei.
Sai do banheiro vestindo o pijama e de cabelo úmido. Estava cansada para secar. Desliguei a luz e me deitei na cama.
A beijei e a puxei para mim.- As vezes é estranho saber que ninguém vai entrar aqui correndo.
— Nunca se sabe. Seria engraçado se isso acontecesse agora e fofo.- Disse.
— Acho que eles não achariam isso.- Beijei o pescoço dela.
— Porque?- Perguntei.
— Ver os pais quase pelados seria um trauma.- Disse.
— Não estamos quase pelados.- Disse.
— Ah, mais vamos ficar.- Disse abrindo a parte de cima do pijama dela.
Ri.- Você é impossível. Seus amigos devem ficar com inveja de você até.
— Eles não tem a mulher que eu tenho.- Disse.
— A Lily é bem mais bonita do que eu.- Disse.
— Não mesmo.- Tirei aquela blusa dela.
— Claro que é, mas você não entende essas coisas.- Disse.
— Eu entendo sim.- Deslizei minha mão pelos seios dela.
Me arrepiei e sorri.- Sei.
— Não acredita em mim?- Questionei.
— Sempre acredito em você.- Disse.
— Ótimo.- Beijei o colo dela e fui descendo para tirar a calça que ela colocou. Podia sentir nos toques as linhas das cicatrizes das cesáreas, mas não me importava com elas.
— Ok, vamos nos cobrir que estou com frio.- Disse.
— Tadinha, eu esquento você.- Puxei o edredom sobre nós.
O olhei e toquei seu rosto.- Você continua sendo perfeito, sabia?
— Não tanto.- Tirei a calça dela e me livrei do que ainda vestia.
O olhei de cima abaixo.- Diria que os cabelos brancos dão um charme.
— É?- Perguntei.
— Quer dizer, grisalhos.- Disse.
— Está melhorando.- Ri e voltei a ela, acabando com a conversa e a beijando. Alguns conhecidos meus dizem que chegaram a enjoar da esposa, sempre a mesma coisa, e eu não consigo entender eles. O que eu e Esther temos é diferente das relações por ai, porque por ela me sinto excitado tanto quanto na nossa primeira vez.
Retribui o beijo.
Me ajeitei e entrei nela. Ah, não existia sensação melhor que essa.
Suspirei pesadamente. Mikael é o único homem da minha vida. Sei que antes de mim ele teve várias, mas não me importo com isso. Poderia me sentir em desvantagem ou com menos experiência, mas não. Aprendi o suficiente para agrada-lo e é isso que quero.
— Sempre minha Esther.- Disse entre o beijo e me movimentando.
Toquei o rosto dele e minha mão desceu pelo seu abdômen que era bem definido, o que fazia muitos “coroas” ficarem com inveja.- Sempre.
Sorri, voltando a beija-la e aumentando o ritmo. Mesmo com a nossa idade, o sexo para mim ainda era o mesmo. Não que íamos sair por ai fazendo em qualquer lugar loucamente, mas aqui, isso de tempo não mudou nada.
Desci minha mão para onde estamos unidos e o toquei ali.
Arfei. Adorava quando ela fazia isso.- Querendo me deixar louco né?
Sorri.- Sempre.
— Você que provocou.- Disse a segurando pela cintura e aumentando nosso ritmo.
Gemi e suspirei pesadamente, voltando a beija-lo.
Corri a mão livre pela lateral do corpo dela e ninguém diria que ela ficou grávida seis vezes, chegando a dez filhos e que tem um corpo assim; linda e gostosa. Sim, eu ainda a acho gostosa e não como a maioria que despreza a mulher e fica olhando garotinhas mais novas que as minhas filha, acho isso horroroso.
Acariciava seus cabelos e o olhei. Eu me orgulhava muito de quem Mikael se tornou e o que ele conquistou. Ele merece tudo isso e muito mais.
Beijava, mordendo de leve seu pescoço e cheguei a nos girar na cama.- Amo ver você assim.
Sorri.- E eu fico me perguntando como você tem força comigo.
— Você não é pesada.- Disse pegando nos seios dela.
Suspirei.- Também, vai saber quantos quilos você levanta naquela academia.
— Muito mais que você.- Me inclinei, o pegando com a boca.
Gemi e suspirei.- Imagino.
Sorri.- O lugar mais disputado de todos esses anos.
— Como assim?- Perguntei.
— Os peitos.- Disse.
— Oh, isso é. Faz um tempo que eles estão livre de disputas.- Disse.
— Só meus agora.- Disse.
Sorri.- Sim, só seus.
Me aproveitei dos dois e nos virei de volta, intensificando meus movimentos até que chegamos ao orgasmo juntos.
— Eu te amo Mike.- Disse.
— Eu amo você.- Tomei fôlego e a beijei suave.- Minha Esther.
Sorri.- Acho que vou ter que começar a academia para te acompanhar.
Deitei ao lado dela e ri.- Seria uma boa e agora temos todo tempo do mundo para nós. As crianças estão crescidas e a empresa estável.
— Até a página dois. Temos a Hope e quando Elijah se firmar no trabalho, teremos outro neto. E talvez Freya, mas acho que ela tem algum trauma por ter tantos irmãos e ser a mais velha.- Disse.
— Tadinha, mas ela se saiu bem.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Mas estou preocupado é com a Amara.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Esse pressa dela e do Damon, não gosto disso.- Disse.
— Eu não. Ela sabe que a aqui em casa eles só são de maior aos 21 anos, então...- Disse.
— Elas não poderiam ter seguido a Tatia? Eu ficaria muito mais tranquilo.- Disse.
— Não esquenta com isso.- Disse.
— Parece que sempre estamos falando deles. As vezes não acredito que chegamos mesmo a dez.- Disse.
— Nem me fale.- Disse.
— Você é uma mulher incrível.- Disse.
— Nem de longe.- Disse.
— É sim.- Peguei a mão dela e beijei.- Obrigado por tudo isso, por essa família e por continuar sendo a minha mulher.
— Não tem que me agradecer por isso.- Disse.
— Eu sei, mas nunca se sabe né? Vou sempre no médico, mas posso empacotar de repente. É bom deixar as coisas claras.- Disse.
— Mikael! Você é novo e cheio de saúde.- Disse.
Ri.- E você muito gostosa para eu deixar a solta por ai.
— Só você para pensar nisso. Eu nunca me casaria novamente.- Disse.
— Acho bom! Se não viria puxar seu pé.- Disse.
Ri.- Porque?
— Para espantar o babaca.- Disse.
Sorri.- Só você mesmo.
Ela se deitou no meu peito.- Eu não poderia pedir uma vida melhor.
— Nem eu.- Disse.
Conversamos mais um pouco e ela dormiu, e a olhando sorri. Sim, essa era a vida que tinha sonhado com Esther e meus filhos. Sei que não somos uma família perfeita, mas é a minha; a Família Mikaelson.
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