Libertação (Cameron Briel)

42 Seguindo para o passado


Notas iniciais
Oi amores. Bem espero que vocês apreciem a leitura e desculpem pelos possiveis erros. Nos falamos lá embaixo. Fui!

Estava debruçada na janela pensativa, então seus pais haviam sido anjos que se tornaram humanos por escolherem o amor, imaginava com que cara os veria agora que sabia de tudo, mas como Cam a tinha alertado, deveria manter-se calada quanto a isso.

Olhou o relógio preso a parede no mesmo instante em que Raquel irrompia pela porta apressada.

—Só vim buscar um livro que tinha esquecido de devolver. – Justificou a outra já com o livro em uma das mãos e a maçaneta da porta na outra. – Você já vai dormir? – Emendou.

— Ainda não.

—Bem, se seu namorado não aparecer, nós podemos descer e assistir um filme meloso comendo pipoca mais tarde. O que acha?

—Para mim tudo bem.

—Ótimo, daqui a pouco volto. – Raquel soprou um beijo estalado no ar antes de sair pela porta na mesma velocidade que havia entrado.

Lilly voltou sua atenção para janela a tempo de ver o brilho dourado e familiar rasgar o céu em sua direção. Sempre se perguntava se ele não temia ser visto considerando o quão belas e enormes eram suas asas.

Seus dedos sempre formigavam ansiando por sentir o toque suave das penas douradas dele, eram tão macias apesar da aparência levemente desgastadas de algumas delas.

Ela abriu um sorriso radiante assim que ele se aproximou do parapeito da janela, fazendo-a se afastar para que ele entrasse.

—Sempre causo esse efeito nas mulheres. – Disse ele com um sorriso de canto enquanto suas asas se ocultavam sob sua pele.

—Convencido. – Retrucou ela em tom de brincadeira tentando conter o riso.

—Gostosa. – Replicou ele a enlaçando pela cintura e colando seus corpos, antes de beijá-la entre o riso. Lilly envolveu seus braços em torno de seu pescoço aprofundando o beijo, sempre se sentia entregue quando estava envolvida por ele, era como se por toda a sua vida tivesse esperando por ele. – Eu te amo. – Ele murmurou enquanto distribuía beijos pelo longo do rosto dela até mordiscar levemente seu pescoço e orelha, sentindo-a tremer e arfar levemente com o seu toque, inclinando a cabeça para trás.

—A Raquel. — sua voz morreu na garganta quando sentiu a mão dele acariciar sua coxa por baixo do vestido e subir até tocar levemente sua intimidade que latejou em resposta a caricia.

—Não estou aqui por causa dela. – Sussurrou ele com a voz rouca. – Estou aqui por você Li. – Cam a apertou mais contra si para que ela sentisse sua suntuosa ereção. – Sempre será você, meu amor. – Murmurou novamente fazendo-a suspirar.

Lilly sentia um rastro quente por onde as mãos dele passavam, deixando sua pele em chamas enquanto seu núcleo pulsava em expectativa. Ele abriu os primeiros botões de seu vestido revelando o sutiã branco de feixe na parte frontal, o que o fez sorrir malicioso provavelmente gostando da facilidade que a peça apresentava em ser aberta, o que ele fez rapidamente. Cam passou a língua pela aureola de um dos seios dela fazendo com que Lilly arqueasse o corpo de encontro a ele.

Ela arfou quando ele começou a sugar seu seio, enquanto massageava carinhosamente o outro com uma de suas mãos. Lilly sentia seu corpo tremular e se arquear em resposta, ele conseguia com uma maestria absurda fazer com que ela perdesse a razão.

Cam a guiou sem interromper as caricias até a mesa de estudo as suas costas e a sentou sobre o móvel arrancando um suspiro quando seus olhares repletos de luxúria se cruzaram. Ele tirou a calcinha dela sustentando o olhar lascivo nos dela, enquanto abria sua calça jeans lentamente apreciando o olhar de tesão reluzir nos dela, assim que revelou sua volumosa ereção. Sem demora ele se acomodou entre as pernas dela penetrando seu núcleo quente, apertado e úmido com uma estocada forte, a fazendo se contorcer de prazer mordendo o lábio inferior para conter o gemido que quase deixou escapar.

(...)

Cam apertava as coxas dela com força ditando o ritmo das estocadas e ignorando o som dos objetos que caiam da mesa e se espalhavam pelo chão. Ela era apertada e rebolava sedenta jogando o quadril contra o dele aumentando assim o atrito entre seus corpos.

—Você é tão gostosa. – Sussurrou rouco sentindo ela se apertar em pequenos espasmos entorno de seu membro que se enrijeceu ainda mais dentro dela.

Ela praticamente se derreteu em seus braços enquanto a sentia arranhando suas costas e usando a curva de seu pescoço para conter o gemido que saiu contra sua pele, enquanto ele a apertou mais contra si sentindo o núcleo dela o apertando em pequenos espasmos o levando ao seu ápice.

—Você é louco. – Disse ela resfolegando.

—Por você. – Concluiu ele tentando retomar a respiração agora ofegante.

Cam observou a namorada descer da mesa com as pernas ainda bambas procurando sua calcinha e sorriu enquanto fechava o zíper de sua calça. Sua visita tinha sido para falar sobre o que faria em relação aos sonhos que ela vinha tendo com o seu passado, mas como em muitas vezes, ele não tinha conseguido se controlar e acabou cedendo ao desejo de toma-la.

Lilly já tinha colocado sua peça intima e agora com o sutiã fechado, se ocupava em fechar os botões do vestido abertos por ele ainda a pouco. Assim que ela se recompôs e se sentou na cama tentando ajeitar os cabelos, Cam explicou o motivo de sua visita tardia. Seguindo a conversa que havia tido com Roland, ele contou que visitaria o passado para tentar encontrar alguma coisa que esclarecesse o por que dela sonhar com os fragmentos do passado dele.

—Então pelo que entendi, você vai entrar naquela sombra, e ela vai te levar de volta ao passado. – Cam assentiu com a cabeça puxando ela para se acomodar melhor contra ele na cama. – Posso ir com você? – Perguntou girando o rosto para olha-lo nos olhos.

—A sua presença pode desequilibrar o passado, acho que melhor que você fique.

—Sei, tipo a Teoria do caos. – Concluiu pensativa.

—Isso mesmo.

—Você demora, amor?

—O tempo dentro de um Anunciador é diferente, talvez leve algumas horas.

—Hum, entendi. – Sorriu sem humor recebendo um beijo carinhoso em sua fronte.

O assunto morreu e ambos ficaram por algum tempo abraçados. Cam acariciando os cabelos sedosos dela, enquanto Lilly brincava distraidamente com os dedos de uma das mãos dele.

Cam sabia que o melhor seria seguir com o seu plano.

—Li, não se preocupe, logo estarei de volta.

—Eu sei amor, além do que, você está fazendo isso por minha causa. – Constatou cabisbaixa.

—Olha para mim. – Ele apoiou o dedo indicador no queixo dela fazendo-a o encarar. – Faço isso por nós amor, e pode ter certeza que isso tem muito mais haver comigo do que com você. – Ele sabia que seja o que fosse que Lúcifer procurava estava em seu passado, provavelmente algo que o afetasse diretamente. – Agora tenho que ir. – Sussurrou a apertando contra si.

—Tome cuidado amor. – Retrucou ela enterrando os dedos nos cabelos dele.

Cam se afastou e invocou um Anunciador, Lilly assim como a primeira vez, admirava a destreza dele em manusear aquela sombra dando o formato de uma porta obscura por qual passou após dar-lhe um longo e apaixonado beijo.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim, acredito que no próximo começo a exclarecer algumas coisas (quem escreve sabe o que estou querendo dizer, é que as vezes o capitulo toma um rumo um pouco diferente do que queremos quando começamos a escrevê-lo), espero que entendam, mas vou tentar seguir como o planejado. Se possivel comentem, já que o comentário é o termometro do autor. Beijos meus amores e até o próximo.