Libertação (Cameron Briel)
34 Bônus Daniel e Luce: O amor que nos inflama
Notas iniciais

Abriu os olhos lentamente, já era de manhã, uma bela manhã de sábado por sinal. Estirou-se na cama se espreguiçando e se remexendo sob os lençóis a procura do outro que era sua metade, o corpo que a aquecia, seu amor, seu marido. Não o encontrou, porém, encontrou repousando delicadamente sob o travesseiro ao lado uma peônia branca sobre um bilhete.
“Bom dia meu amor.
O café deve ter esfriado, mas você estava tão linda dormindo que desisti de te acordar.
Estou no estúdio te esperando.
Sempre seu,
Daniel”
O sol invadia a janela e iluminava a mesa posta cuidadosamente na sacada do quarto com seu café da manhã, Daniel conseguia ser um romântico completo. Levantou alisando a camisola branca de cetim seguindo para o banheiro, após sua higiene matinal passou pela mesa posta seguido para a porta do quarto. Caminhou pelo assoalho lustrado do corredor, no trajeto, repousou carinhosamente a mão sobre um aparador com alguns retratos de família, pegando um em especial, nele estavam Daniel, Lilly e ela, aquela foto tinha sido tirada alguns dias antes de sua filha seguir para a faculdade.
Repousou o retrato no lugar e continuou seu caminho, desceu pela escadaria e seguiu pela sala, trampos a porta de vidro, olhou para a piscina que estava coberta e isso tomou somente um segundo de sua atenção, atravessou o jardim chegando a porta do estúdio.
O lugar era amplo, com uma mesa comprida com tintas e pinceis organizados para facilitar o manuseio, nas paredes as obras terminadas cuidadosamente enfileiradas estavam secas, as ainda úmidas, repousavam no cavalete no qual foram pintadas, haviam duas além da que era pintada cuidadosamente por Daniel.
Luce sorriu ao avistar seu marido, Daniel estava sentado em um banco pintando, se suas principais paixões eram sua esposa e filha, a pintura era seguramente a seguinte, Daniel tinha se especializado em arte realista, e era muito bom nisso. Ele estava sem camisa ainda com a calça do pijama, os ombros largos deixavam os músculos definidos a mostra, os cabelos dourados levemente bagunçados fizeram Luce suspirar apaixonada.
—Vejo que acordou, meu anjo. – A voz dele a tocou como um carinho, imaginou como sempre ele conseguia esse efeito nela. Luce estreitou a distância entre eles enlaçando os braços em torno dos ombros dele, depositando um beijo carinhoso em sua face.
—Bom dia meu amor, senti sua falta quando acordei. – Ronronou no ouvido dele.
—Você estava tão linda. – Disse abandonando o pincel e a palheta para que suas mãos livres a puxasse para frente fazendo-a se sentar de lado em seu colo, e selou seus lábios aos dela sem cerimônia em um beijo amoroso. Ela enterrou os dedos entre os cabelos sedosos de Daniel aprofundando mais o beijo o fazendo sorrir contra seus lábios, em resposta ele a apertou contra si a fazendo arfar em contentamento. – Eu te amo tanto. – Murmurou trilhando um caminho de beijos pelo rosto dela enquanto afastava com uma das mãos os longos cabelos negros liberando o acesso ao pescoço alvo e macio, iniciando uma sequência de caricias e beijos que a faziam se contorcer em seu colo.
Quando se casaram haviam imaginado que os anos aplacariam a chama que sempre os consumiam quando estavam juntos, não era somente sexo, era sempre uma necessidade intima de ficarem juntos, como Daniel sempre dizia “Eles eram almas gêmeas”, e os anos se encarregaram de enraizar essa afirmação. Eles conseguiam se entender com apenas um olhar, Daniel entendia quando ela esfregava as mãos antes de afastar uma mecha dos cabelos negros do rosto, mesmo que não houvesse um fio sequer solto, que ela estava preocupada, assim como Luce sabia que quando ele unia as sobrancelhas e apertava levemente os lábios, que ele estava estressado. Agora, enquanto se beijavam intensamente, ambos sabiam, eles queriam se amar.
Luce se afastou o suficiente para erguer a camisola até o meio das coxas e se acomodou sobre Daniel o envolvendo com as pernas, ela o sentiu pulsar duro de encontro e aumento a fricção de seus corpos. Daniel lançou a cabeça para trás ofegante enquanto ambas as mãos apertavam a cintura dela, Luce sabia como fazê-lo perder a razão.
Retomaram um beijo ardente, Daniel afrouxou o cordão da calça e liberou sua ereção enquanto Luce afastou com os dedos hábeis a peça que os separava afim de se encaixar lentamente sobre ele, ambos gemeram, arfaram e suspiraram enquanto ele escorregava para dentro dela. Luce cavalgava lentamente sentindo as mãos de seu marido correrem por seu corpo, ele a segurava pelas costas, ela sabia como ele gostava de fazer. Aquele sobe e desce lento o estava torturando, sentia o suor umedecer seus cabelos, seu membro pulsava enquanto seu quadril de elevava de encontro a ela, como ele amava possuir sua esposa.
Daniel a ergueu em seu colo ainda dentro dela e a colocou sobre a mesa empurrando para o chão os objetos que os atrapalhavam, quantas vezes tinham feito isso? Incontáveis, mas nunca lhes faltava aquela sede ávida de se terem.
—Agora é minha vez. – Logo suas roupas estavam espalhadas pelo chão.
—Eu te amo, Dani – Murmurou Luce sendo interrompida por seu próprio gemido ao sentir seu marido estocando ávido contra ela, seus quadris se chocavam em um ritmo constante e cada vez mais profundo, ele sabia como ela gostava. Ela apertou firme os ombros dele tentando controlar os espasmos involuntários de seu corpo, tremeu sentindo seu núcleo úmido o apertando.
—Eu também te amo, Luce. – Sussurrou em um fio de voz antes de sentir seu prazer se fundir ao dela os levando juntos ao ápice.
(...)
Lilly estava jogada distraída em sua cama fitando o teto, Cam não respondia suas mensagens e agora tinha voltado a fase da secretaria muda dele, a preocupação a torturava frequentemente e não sabia realmente o que pensar. Ele poderia estar em perigo, ou fazendo seja lá o que os demônios fazem, ela sorriu com esse pensamento que foi interrompido pelo sinal de ligação no Skype em seu computador.
—Boa tarde, querida. – Lucinda estava feliz em rever sua filha.
—Oi minha querida. – Daniel abriu o sorriso que tanto ela como sua mãe achavam lindo.
—Boa tarde, mãe, pai. – Lilly mandou um beijo estalado para a tela do computador.- Tô com saudades.
—E o namoro, como está? – Perguntou Lucinda curiosa, rindo com o desconforto de Daniel que se remexeu na cadeira.
—Muito bem. – Apesar de que ela não via o namorado a alguns dias, completou em pensamento.
—Quero muito conhecer esse rapaz. – Daniel usou o tom paternal que fazia Lilly rir por dentro, seu pai estava com ciúmes.
—E nós vamos querido. – Acrescentou Lucinda sorridente. – Se a Lilly falou dele para nós, é porque ele deve ser realmente especial. – Lilly sorriu com o comentário e concordando, seu “Cam”, era realmente especial.
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