Libertação (Cameron Briel)
21 Você é minha
Notas iniciais
Silêncio.
Pareciam que as palavras tinham sido levadas pelo vento, e em seu lugar restou somente aquele silêncio denso e quase palpável. Devia ter imaginado que Lilly não entenderia, mas também admitia que se sentia leve com a revelação, poderia perde-la, mas amenos tinha sido sincero.
—Me perdoe. – Sussurrou ele tristemente. –Não sei o que estava pensando, mas posso entender que você queira alguém menos “demoníaco”– Sorriu forçado e sem humor com o seu comentário, não conseguia olhá-la, então, abaixou seu rosto no limite de seu queixo tocar seu peito. Sentia seus olhos arderem e lacrimejarem, não conseguia se lembrar da última vez que tinha sentido vontade de chorar, mas agora estava a um passo de deixar as lágrimas correrem por seu rosto, mas não ali, devia ir, pensava abalado. Percebeu quando Lilly o contorno parando a sua frente.
—Cam. – Ele não se moveu. – Você não tem a mínima ideia de como foram meus dias sem você, se tivesse, não pensaria isso. Eu não quero estar com alguém. – Seu coração parecia ter dobrado de tamanho em seu peito o enchendo de esperança, um sentimento que a muito não lhe tocava. A voz dela parecia embargada e carregada de sentimento. Ela amparou o rosto dele carinhosamente entre as mãos delicadas o fazendo prender a respiração em expectativa. – Eu quero estar, com você. – Com espanto, Cam sentiu como se estivesse esperado por aquelas palavras por toda sua existência, alguém o queria, mesmo sabendo sobre sua natureza e aquilo o tinha surpreendido. Levantou o rosto para encará-la cruzando com seus olhos violentas que estavam inundados por lágrimas. Ela não tardou em colar seus lábios contra os dele. Cam sentiu um frio na barriga e poderia jurar que alguma coisa se agitava em seu interior, ela poderia amá-lo?
A tomou entre seus braços novamente, e suas asas realizaram o mesmo movimento acolhedor de seus braços entorno dela, e naquele momento se sentiu completo.
Sentiu o gosto salgado das lágrimas que escorriam pelo rosto dela enquanto a ouviu murmurar entre o beijo “Fica comigo”. Aquelas palavras tocaram seus ouvidos como uma suplica que não hesitaria em realizar. Cam se afastou o suficiente para fita-la novamente, enquanto secava seu rosto úmido dando um sorriso de canto que sabia bem o efeito que tinha sobre ela.
—Vou te levar em um lugar. – Ganhou um pouco mais de espaço buscando alguma coisa com o olhar, e assim que encontrou a alertou. – Não se assuste. – Sorriu pensando o quanto parecia redundante seu pedido, considerando que ela ainda estava ali.
A sombra escura rastejou até próximo de Cam que a apanhou com os dedos, era aquele anunciador que queria, então, começou habilmente lhe dar a forma desejada dando alguns puxões a moldando. Olhou de soslaio uma Lilly curiosa tentando observar o que ele fazia por sobre seu ombro, mas tinha terminado, então, se afastou para que ela tivesse visão da porta feita de sombras a sua frente.
—O que é isso? – Ela parecia impressionada e não assustada como deveria, Cam imaginou se isso poderia ser por conta de Lucinda manejar tão bem um anunciador em sua penúltima vida, o que poderia justificar a ausência de medo que via nela.
—É um anunciador, mas explico melhor em outro momento. – Segurou a mão dela entrelaçando seus dedos. – O que quero te mostrar está do outro lado. Você está com medo? – Voltou seu olhar para ela.
—Preciso? – Perguntou sem demonstrar verdadeira preocupação.
—Não tem o que temer, você está comigo. – Ajustou sua mão a dela tentando lhe passar segurança e recebeu um sorriso tímido em resposta.
Adentraram o anunciador percorrendo uma escuridão densa, mas para Cam não havia novidade naquilo, e em poucos passos estavam diante de uma espécie de véu cinza chumbo, que ele desfez fazendo alguns movimentos circulares com a mão livre liberando assim o caminho. Quando atravessaram, sentiu uma lufada de ar quente em seu rosto e o cheiro do mar alcançou seu nariz. Tinham chegado. Se voltou a sua acompanhante que parecia maravilha com o lugar.
—Como fez isso? – Perguntou ela apontando para o anunciador que se desfazia retomando a forma inicial de uma sombra escura, antes de escorrer pelo chão até sumir sob a sombra de algumas árvores ali perto.
— Os anunciadores podem ser usados como portais atemporais, desde que se saiba manuseá-los corretamente. – Se lembrou das viagens ao passado feitas por Lucinda e imaginou como seria curioso ver a reação de Lilly se soubesse de tudo, inclusive do passado de seus pais.
—E esse “anunciador” nos trouxe aonde? – Lilly girou em seus calcanhares tentando identificar o lugar em que estava.
—Bem, essa ilha é o mais próximo que tive de uma casa nos últimos anos. – Comentou pensativo. – Vem.
A guiou um pouco adentro na floresta dando as costas ao mar cristalino, levando Lilly para conhecer sua cabana. Sua antiga morada era de madeira de lei, o interior era amplo, sem divisões e com pouca mobília, haviam tapetes felpudos espalhados pelo assoalho lustrado. Cam tinha construído um elevado aproveitando o pé direito alto da cabana, fazendo dali seu quarto dispondo principalmente sua cama ampla com dossel, uma poltrona fofa, algumas almofadas, um guarda roupa e uma porta a esquerda que levava ao banheiro.
Pediu um minuto para que pudesse acender algumas velas nos candelabros espalhados, para iluminar o lugar.
—Nossa! – Exclamou Lilly aparentemente surpresa.
Cam subiu pela escadaria de madeira até o quarto enquanto a deixou explorando o lugar. Jogou a jaqueta na poltrona e ergueu o rosto para o teto sobre sua cama se recordando do dia em que tinha acordado e saído por aquela abertura. Lilly estava folheando um de seus livros dispostos em uma estante no andar de baixo.
Aquela noite tinha acordado tomado por uma intensa sensação, e hoje acreditava que tinha acordado, por ela. Voltou sua atenção para a abertura no teto pensativo, mas pôde nota-la subindo delicadamente as escadas até onde ele estava.
Cam se lembrava das várias noites que havia passado deitado naquela cama olhando por aquela abertura, sempre enfatizando que nunca teria um final feliz, ao final desse pensamento sentiu os braços de Lilly envolvendo sua cintura por trás repousando suas mãos com os dedos entrelaçados sobre seu abdômen. O corpo dela se aconchegou ao dele e assim que tocou as mãos dela carinhosamente, sentindo-a encostar seu rosto em suas costas e a pressão macia dos seios dela contra ele. Lilly tornava as coisas difíceis ficando assim tão próxima, talvez não imaginasse o efeito que tinha sobre ele.
Cam sentiu seu membro duro pulsando sob sua calça, sua intenção não era essa, mas o corpo dela colado ao seu, o fazia querer jogá-la em sua cama para se enterrar dentro dela. Ele desatou as mãos dela que o circulavam e a girou para que ficasse frente a ele e com as costas no dossel de sua cama. Afastou os cabelos negros dela para que tivesse acesso a seu pescoço e começou a depositar ali, beijos e leves mordidas a ouvindo soltar pequenos gemidos que o excitavam ainda mais. Ele pressionou seu corpo contra o dela deixando suas mãos chegarem até seu quadril forçando sua ereção contra ela fazendo-a arfar de desejo.
-Eu preciso tanto te provar. – Sussurrou roucamente ao ouvido dela a sentindo tremer sob seu toque, ela também o queria. – Eu te quero tanto. – Finalizou suplicante e em resposta a sentiu se arqueando contra ele o tornando mais duro e a meio passo de perder o juízo.
—Eu nunca...- Lilly soltou timidamente, mas ele entendeu perfeitamente o que ela queria dizer com aquilo. Teria que tentar se recompor, devia estar sendo precipitado, mas esse pensamento se dispersou assim que as mãos quentes dela tocaram seu abdômen por baixo da camiseta preta. – Eu também te quero.
Era tudo o que precisava ouvir. Ele tomou os lábios dela em um beijo avido, deixando suas mãos correrem pela lateral do corpo dela, seguindo até a bainha da camiseta que ela vestia a despindo lentamente da peça a jogando em algum lugar. Ficou apreciando a visão dos seios médios dela envoltos por um sutiã de bojo preto que logo estava enfeitando um canto no chão, passando a deslizar sua língua pelo vale entre eles ouvindo Lilly soltar um gemido contido que o fez sentir seu membro doer latejante, ele queria fazê-la gritar seu nome.
Habilmente começou a sugar um de seus seios enquanto estimulava o outro com os dedos revessando entre eles, enquanto as mãos delas se perdiam entre seus cabelos. Seguiu com suas caricias e beijos até alcançar os botões e zíper desatando-os para deslizar a calça por suas pernas torneadas, tirando-a assim como seus sapatos.
— Você é linda.- Disse tomando-a em seus braços a depositando delicadamente na cama. Lilly parecia em transe com os olhos semicerrados e Cam tinha certeza que ela ardia de lasciva, mas ele queria incendiá-la ainda mais.
Ele tirou a camiseta preta lentamente sustendo o olhar nela, Cam gostou de ver o desejo relampejando nos olhos dela. Lilly o queria e ele a faria implorar por isso. Abriu somente o botão superior de sua calça e percebeu o olhar surpreso dela seguindo seu movimento, mas ele parou, sua intenção era fazê-la arder de vontade e parecia estar conseguindo.
Ele começou a traçar um caminho de beijos e lambidas subindo por suas pernas até alcançar suas coxas, depositando ali um aperto forte a fazendo se arquear entre um gemido. Ele afastou as pernas dela, mordendo levemente o monte de vênus escondido pelo tecido rendado preto. Seu membro latejava dolorido o fazendo lutar para não arrancar aquela peça com os dentes e enfim se enterrar nela estocando com força, mas somente lambeu os lábios com aquele pensamento, mas não resistiu à vontade de rasgar a peça fina, sentiu-a se mover talvez assustada, mas não deu tempo para que ela pensasse em fugir pois logo abocanhou o clitóris dela o sugando, lambendo a fazendo se contorcer e tremer entre seus lábios. Introduziu sua língua em seu núcleo e a sentiu se derreter em sua boca, Lilly o segurou firme pelos cabelos, ele sabia o que ela queria e o fez, aumentando o movimento de sua língua a levando ao seu clímax.
Satisfeito, Cam se livrou da pouca roupa que lhe restava sempre com os olhos cravados aos dela, e se posicionando entre suas pernas ajustando seu membro em sua entrada úmida que se contraia em pequenos espasmos.
—Você é minha. – Sussurrou possessivo antes de a penetrá-la lentamente. Um arrepio lhe correu por todo o corpo “Era ela”, pensou quando se sentiu completamente dentro dela.
Ficou parado para que ela se acostumasse. Ela respirava pesadamente contra a curva do pescoço dele e suas unhas estavam cravadas em suas costas. Ela era tão apertada, ele entrou e saiu lentamente gemendo e a fazendo arfar, tremer e gemer com o seu movimento. Cam segurava firmemente suas coxas no movimento calmo de vai e vem.
—Cam. – Lilly gemeu alto e seu núcleo o envolveu em um espasmo de prazer.
Cam percebeu que era um gemido de prazer e começou a estocar mais rápido e profundo, a segurava firme pelo quadril investido com desejo, ouvindo o som de seus corpos se chocando entrando no ritmo perfeito. Cam a sentiu se apertar em torno de seu membro e arquear sedenta por ele o fazendo grunhir alcançando juntos seu auge.
Cam se deixou cair ao lado dela, suado e ofegante assim com ela e a enlaçou a trazendo para junto de si acomodando as costas dela em seu peito “Ela é minha”. A juntou mais ainda junto de si. Seus ombros formigavam demonstrando o desejo de suas asas em se estenderem, isso acontecia em momentos de tensão, medo ou sentimentos intensos, ele sabia, mas nunca tinha acontecido enquanto “fodia” uma mulher, teria sido essa a diferença? Ele não tinha fodido ela, ele tinha feito amor com ela.
—Eu te amo. – Escutou a voz dela muito baixo.
—Eu também. – Respondeu no mesmo tom de voz.
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