Libertação (Cameron Briel)

17 Tentando lidar com a saudade


Notas iniciais
Espero que apreciem a leitura. Ah, nos falamos mais lá embaixo.

Recordar aquela noite era torturante, como sempre, tinha agido de forma impulsiva e agressiva. Olhava para as próprias mãos analisando que os ferimentos adquiridos a alguns dias atrás já tinham sumido de sua pele “demoníaca”, mas a dor que os olhos dela lhe causaram, aquela ainda estava latente em seu íntimo.

Enfio a mão no bolso da calça e tirou de lá a corrente dourada a erguendo até a altura de seus olhos se lembrando que levou horas procurando algo para presenteá-la, que imaginou o quanto ficaria lindo adornando o pescoço delicado dela, mas como sempre, tinha fodido com tudo antes de ter tido a chance de entregar-lhe.

Continuava com os olhos presos aos dela, esperava ver algo além do medo neles, e poderia jurar que em algum momento viu o reluzir de algo diferente em seu olhar, “impossível”, ela devia vê-lo como o monstro que realmente era.

Seu coração parecia pesar toneladas em seu peito, era sufocante, doloroso, quase insuportável ver o brilho de lágrimas crepitar em seus olhos ametistas, ela parecia querer falar alguma coisa e ainda assim, manteve-se calada.

A porta ao lado esquerdo dela se abriu abruptamente e dois pares de olhos analisaram toda aquela cena dramática ao redor antes de recaírem sobre eles. Roland continuou parado na soleira da porta enquanto a jovem que o acompanhava gritou por Lilly correndo para o seu encontro, devia ser a tal Raquel “A colega de quarto”, Lilly tinha comentado alguma coisa sobre ela.

—O que ele te fez? – Aquela pergunta o atingiu feito uma flecha certeira em seu peito, no entanto, fincou seu olhar sombrio naquela mulher tentando controlar a respiração.

—Ele não...- Sentia que iria explodir, não queria ser acusado novamente, não por ela. Se ergueu rapidamente interrompendo a frase de Lilly, e seguiu velozmente até junto de Roland murmurando “Cuide dela, por favor”, antes de voltar para o interior da boate.

Havia transposto com facilidade aquele mar de pessoas e assim que tinha alcançado a saída, sem se importar em ser visto havia estendido suas asas douradas e ganhou os céus feito um raio.

Logo a cidade a seus pés se reduziu a pequenos pontos de luz. Não devia ter voltado, deveria ter aceito que estava fadado a ficar sozinho.

O que um demônio poderia esperar além disso?

Voou sem rumo por horas, porém aquela pressão incomoda em seu peito aumentava, era como se um fio invisível envolvesse seu coração resistindo a um forte estiramento, não se rompia, mas sim comprimia seu coração.

Seu celular vibrou no bolso de sua calça e ainda plainando o alcançou, o erguendo até a altura de seu rosto “Lilly”, leu mentalmente o nome escrito no visor suspirando pesadamente antes de rejeitar a ligação.

(...)

8 dias depois

Estava sentado em um banco no fim do balcão de um bar, segurando seu terceiro copo de uísque ao estilo cowboy de maneira enfadonha. Aquilo estava sendo cansativo, por mais longe que estivesse, era tão difícil mantê-la longe de sua cabeça. Balançou o copo observando o liquido se agitar enquanto sua mente insistia em o transportar para quilômetros dali, não sabia dizer em que momento tinha imaginado que poderiam ter alguma coisa, ela era uma humana enquanto ele, era um demônio. Aquela relação estava fadada ao fracasso, o que estava pensando quando.... Quando o que? O que estava acontecendo com ele?

—Você está sozinho? – Uma mulher havia se sentado a seu lado no balcão, cruzando as pernas pálidas de maneira sensual e muito expostas devido ao vestido curto que não lhe chegava ao meio das coxas. Cam ergueu o olhar analisando sua recente companhia. Ela estava tentando seduzi-lo.

—E você parece querer companhia. – Não deteve sua atenção no rosto dela mais de dois segundos, devia ter uns 20 e poucos anos, era bonita, mas não da maneira que lhe chamava a atenção. Quando uma mulher bonita tinha deixado de lhe chamar a atenção?

Voltou a analisar a mulher, e dessa vez, o fez demoradamente. Era explicito suas intenções, o olhar dela estava carregado de lascívia, seus seios volumosos contornados pelo decote profundo do vestido cor vinho, curto e muito justo, ela estava afim de sexo, isso era óbvio.

Continuou a olhando em silêncio enquanto bebericava seu uísque, o fato era que desde que tinha despertado não tinha tido uma noite de sexo, selvagem, duro ou qualquer que fosse, e isso era realmente surpreendente, tinha até mesmo dispensado aquela loira na festa do Roland, tudo por causa daquela maldita sensação que o tinha levado até “ela”. Deu um longo gole em sua bebida, frustrado, tinha que tirá-la da cabeça.

A mulher mordia os lábios tingidos de carmesim de maneira erótica enquanto o observava cheia de expectativa, como ele se manteve calado ela se debruçou no balcão de maneira insinuante, empinando a bunda enquanto agitava o braço de maneira exagerada chamando a atenção do barman.

—Traz mais uma dose para mim e outra para o meu amigo aqui. – Ela tinha uma voz aguda que arranhava seus ouvidos, mas Cam fingiu não se importar. – Como sou mal-educada.- disse sentando novamente no banco.- Sou Zoe. – Estendeu a mão enquanto expunha um sorriso pequeno nos lábios se inclinando para mais perto dele expondo ainda mais o generoso decote.

—Cam. – Disse somente, sabia onde isso o levaria e não estava realmente disposto a flertar, não esperava romance, queria somente uma boa foda, e pronto.

(...)

30 minutos depois

Apertava sua boca contra a dela de maneira urgente quase agressiva se separando o suficiente para retomarem o ar e ainda resfolegando a fitou profundamente seus olhos castanhos. Inferno! Não eram a cor de ametista que tanto desejava. Sentia seu membro pulsar e se apertar sob sua calça com a lembrança. Ele apertou Zoe ainda mais contra a parede roçando sua ereção em seu baixo ventre fazendo-a gemer, enquanto ele deixou um suspiro sôfrego escapar de sua garganta e sua mente martelava insistente, “Não era ela” e seu membro ficou duro ao ponto de doer.

Ele mordiscou a orelha dela a fazendo gemer baixo, “Que voz irritante”, sua mente protestou. Continuou correndo sua língua pelo pescoço dela seguindo até alcançar o generoso decote se demorando ali o suficiente para abrir os botões na parte de trás do vestido agilmente e fazê-lo correr pelo corpo dela até o chão. Zoe usava um conjunto rendado vermelho contrastando com sua pele pálida, tinha formas exuberantes e bem-feitas, mas “Não era ela” a mente dele martelou novamente.

Estava extremamente excitado e ao mesmo tempo transtornado, aquilo o estava enlouquecendo. Arrancou o sutiã dela com violência fazendo seus seios saltarem e rapidamente abocanhou um deles sugando-o ferozmente, enquanto apertava o outro de maneira firme com a mão a ouvindo gemer alto, “Irritante”, Cam voltou a repetir mentalmente.

Ela tinha as mãos pequenas mais as usou habilmente para tirar a camiseta de Cam, e as fazerem deslizar ousadas pelo abdômen definido até alcançarem a ereção dolorosa e pulsante dele por sobre a calça jeans. Ela mantinha as costas na parede, porém agora não era mais prensada por ele que estava com ambas as mãos apoiadas na parede.

—Grande e duro. – Ronronou com aquela voz irritante.- Você é muito gostoso. Já imagino você me fodendo com força. – Zoe passou a mão pelo cós da calça jeans, superando a cueca box dele até seus dedos sentirem a pele macia e quente de seu membro. – Vou te chupar tão gostoso que você vai enlouquecer. – Disse enquanto seu corpo deslizava pela parede até seus joelhos tocarem o chão. Ela abriu a calça dele sensualmente, imaginou que ele gostaria se lhe fizesse oral sem despi-lo totalmente, sabia que os homens gostavam de olhar então, afastou os cabelos para o lado e passou a língua pelos lábios se preparou para enfim deixa-lo louco. Passou os dedos novamente pelo cós da cueca dele dessa vez para liberá-lo e o ter suculento em seus lábios quando...

—Inferno! — Cam deu um soco na parede acima de sua cabeça assustando a mulher ajoelhada a sua frente.

—Que porra você tá fazendo?! – Gritou confusa, enquanto ele se afastou dela bruscamente.- Cam juntou suas coisas rapidamente e sem demora procedeu até a porta por onde a poucos minutos tinham entrado.- Seu filho da puta, vai me deixar aqui?! – Zoe estava enfurecida.

— Desculpe.- Resmungou ele terminando de vestir a camiseta antes de jogar a jaqueta sobre o ombro — Vai ter que arrumar outro para te foder. – E saiu sem olhar para trás. ”

Tudo isso já tinha acontecido a quase um mês, depois disso, tinha tentando ir para outro continente e até pensou em voltar a ilha em que tinha passado alguns anos. Poderia ter dormido novamente, mas não adiantaria. Tinha compreendido uma coisa naquela noite com Zoe, ele estava sedento por uma mulher e somente “ela” tinha o poder de saciá-lo.

Colocou a corrente de volta no bolso alongando suas asas e plainou até alcançar a janela aberta a frente. A cama ao lado da dela estava vazia, a intrusa não tinha chegado, então, se apoiou melhor no parapeito e recolheu suas asas saltando silenciosamente para dentro.

Ela estava com a cabeça levemente inclinada para um dos lados, seu cabelo cobrindo parte de seu rosto. Cam carinhosamente afastou a mecha de cabelo e aproveitou para acariciar levemente os lábios dela com a ponta dos dedos, tão macios como se lembrava, concluiu mordendo levemente os próprios lábios ao se lembrar do sabor que os dela tinham e sem hesitar se debruçou até que suas bocas se encontrassem. Foi um toque suave, um leve roçar de lábios, mas aquele simples gesto estava carregado de pura saudade.

Se afastou a fitando mais uma vez, ela ficaria melhor sem ele, pensou retornando para a janela percebendo que ela estava acordando. Ele voou para o terraço do quarto segundos antes que ela despertasse completamente.

Levou alguns minutos até a ver se debruçando na janela abaixo dele, de onde pôde ouvi-la sussurrando “Queria tanto te ver”. Seu coração atrasou uma batida antes de disparar em seu peito por imaginar que Lilly falava dele, ela o queria.

O que era tudo isso que estava sentindo?

Ergueu-se no ar com apenas um movimento extenso de suas asas e alçou voou na direção do prédio do outro lado, seguindo velozmente além dele, deixando um breve rastro dourado por onde passava.

Notas finais
Espero que tenham gostado, esse foi meu primeiro (quase) hentai mais prometo que vou tentar melhorar, para me ajudar comentem pleause. Beijos e até o próximo. Fui!