Libertação (Cameron Briel)
53 Lilly, eu te amo
Notas iniciais

Apaixonado.
Aquela palavra ressoava insistente em sua mente após a estranha conversa que tivera com Alexia. Aquela víbora tinha decifrado o que ele próprio não tinha conseguido, e aquela constatação havia lhe trazido um peso maior ao invés de alivio.
Naquele momento tudo havia feito sentindo. Ele que pôr milênios havia acreditado ser imune as armadilhas do amor, estava perdidamente apaixonado.
Adam não sabia lidar com tudo aquilo, então optou por fazê-lo da única maneira que sabia.
Ele apertou firme a cintura da mulher que cavalgava sobre ele intensificando a profundidade das estocadas, fazendo-a gemer alto quando seu membro a preenchia por completo. Tentava se concentrar nos movimentos lascivos daquele corpo feminino moldado ao seu, na sensação gostosa de deslizar para o interior quente e úmido dela naquele movimento de vai e vem, de como seu membro era envolvido em espasmos de excitação, no gemido de deleite que fugia daqueles lábios bem delineados.
A mulher arqueava o corpo para trás segurando os cabelos longos, mantendo os olhos semicerrados enquanto seu corpo mantinha um compasso erótico, de maneira desinibida e sensual.
Adam gostava de mulheres assim, de como elas sabiam apreciar o prazer que ele proporcionava, mas por algum motivo aquilo não parecia o suficiente.
—Você é tão gostoso. – A mulher remexeu o quadril sobre ele fazendo-o deslizar ao limite dentro dela. – Me fode com força. – Implorou excitada.
Adam a girou posicionando a de quatro sobre a cama e deslizou novamente para dentro dela em uma estocada forte e profunda. Ele segurava os longos cabelos dela com uma das mãos, enquanto com a outra a firmava pelo quadril pressionando o corpo dela com violência contra o seu. Seus corpos se chocavam conforme o ritmo das estocadas aumentava e a mulher implorava por mais.
Ele atendia aos pedidos dela por “mais” mecanicamente, sentindo-a se contorcer, gemer e quase se desfalecer, enquanto a penetrava com intensidade. Sentia seu membro rijo latejar e crescer dentro dela o fazendo aumentar a velocidade. O suor escorrer por seu corpo e fechou os olhos com força se entregando aquela deliciosa sensação, então, seu coração o traiu e o carregando para longe dali.
—Eu te amo...-sua voz saiu em um fio inaudível. – Lilly. – Murmurou estocando com força antes de se derramar dentro daquela mulher tomado em êxtase.
(...)
Mantinha os cotovelos apoiados no parapeito da sacada, enquanto deixava seus pensamentos fluírem livremente.
Cam tinha partido a mais tempo do que o esperado, e Roland se questionou se tinha feito o certo ao sugerir que o amigo fosse para o passado, seguramente alguma coisa estava acontecendo e mesmo que tentasse segui-lo não o encontraria.
—Você acha que aconteceu alguma coisa com ele, não é mesmo? – Raquel surgiu displicente ao lado dele na sacada. Ela tinha ganho esse mal hábito de aparecer sem prévio aviso, talvez motivada pelo fato dele não se importar muito com sua presença.
—Ele não ficaria por lá mais do que o necessário. – Raquel percebeu as sobrancelhas dele se unindo quando seu rosto tomou uma expressão séria. – Está acontecendo alguma coisa.- Roland odiava momentos como aquele em que se sentia impotente.
Ele suspirou pesadamente, relaxando os ombros sob o olhar curioso da visitante.
(...)
“Sentia os olhos pesados e demorou a abri-los, mesmo sentindo um toque quente e macio de encontro a pele de seu rosto, seguindo uma trilha delicada até sobre seus lábios se demorando ali o suficiente para que ela lutasse para abrir os olhos, e assim que o fez, cruzou com lindos olhos azuis.
Ele afastou o toque repleto de receio ainda sustentando o olhar nos dela. Havia um brilho que Lilly não conseguia decifrar, era diferente da luxuria feroz que sempre via reluzir naqueles lagos azuis. Quebrou o contato deixando seus olhos identificarem o ambiente em que estavam, não era seu quarto, o que lhe indicava que estava em um sonho, ou seja lá o que aquilo era.
Seu olhar caiu novamente sobre o homem sentado em uma poltrona próxima a cama. Adam trajava uma camisa social preta que desenhava seus músculos definidos, dobrada até a altura dos cotovelos e uma calça jeans escura. Os cachos negros desalinhados pareciam úmidos como se houvesse saído do banho, a barba cerrada e bem-feita contornando seu belo rosto ressaltando seus lábios sensuais. Ela sentiu seu rosto ruborizar, era difícil manter-se imune aos encantos daquele homem.
—Eu sou assim tão detestável? – Lilly ficou confusa com aquela pergunta. Adam esticou o corpo mais perto dela, fazendo com que se afastasse, no entanto, o perfume masculino dele a atingiu, e era delicioso.
—Por favor. – Suplicou sentindo seu corpo querer reagir à aproximação.
— Eu já te fiz gemer e gozar enquanto de fodia.- A voz dele estava levemente rouca. Adam se aproximou encurtando a distância que os separava, e se ajoelhou sobre a cama fazendo com ela parasse no limite da cama.
Lilly espalmou o peito dele tentando afastá-lo, sentindo o peitoral atlético delineado na palma de suas mãos e se desequilibrou, sentindo o braço firme dele a enlaçando e a pressionando contra ele.
— Você é tão gostosa que eu devia pensar somente em te foder feito um louco, até que você me implorasse para parar, no entanto...- Adam seguiu com o olhar as mãos dela espalmadas contra seu peito e as pressionou com uma das suas ainda mais contra si. Lilly sentiu o coração dele martelando sob seus dedos. — Só consigo pensar que se você fosse minha, eu nunca olharia para outro lugar senão para você, Lilly. – Quando ele ergueu os olhos Lilly poderia jurar viu uma lágrima reluzir naqueles lagos azuis, mas tinha sido tão rápido que chegou a duvidar. A voz dele tinha ganho um tom amargurado e isso não fugiu aos ouvidos dela.
Lilly sentiu o coração apertar angustiado. Adam parecia sincero e isso a machucava de alguma maneira, talvez por saber ser incapaz de corresponder.
Adam se aproximou um pouco mais, roçando levemente os lábios aos dela, enquanto pressionava seu corpo ainda mais.
—Não me faça fazer isso. Por favor, Adam. – Aquela suplica o tinha atingido pois seus olhos se fecharam com força.
—Me perdoe. – Murmurou sincero sem se afastar, fazendo seus lábios se tocarem aos delas conforme falava.- É que estou sendo controlado por algo que nunca em toda a minha existência imaginei sentir.- Aquelas palavras a estavam atingindo.
—Eu não posso. — Sussurrou.
—Você não é, não foi e nunca será minha. – Concluiu mais para si do que para ela.- O General te alcançou primeiro, mas eu preciso dizer...-Ele afundou os dedos nos cabelos sedosos dela. – Eu te amo. – Declarou antes de colar seus lábios aos dela. ”
Lilly abriu os olhos lentamente se acostumando com a escuridão em seu quarto, e tocando os lábios ainda sob a sensação de um recente beijo que parecia latente.
—Sinto muito. – Pronunciou sinceramente comovida.
—Não sinta. – Uma voz áspera ecoou pelo ambiente.
—Quem é você? – Questionou amedrontada, tentando localizar de onde vinha aquela voz.
—Um demônio, mas você não ficará feliz em me conhecer. Lilly Grigori.
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