Libertação (Cameron Briel)
25 Incubus
Notas iniciais
A noite passada tinha sido fria, ou teria sido a ausência do calor do corpo dele que tenha lhe dado essa sensação, Cam tinha partido abruptamente, ela tinha percebido que estava acontecendo alguma coisa pois mesmo sonolenta, notou que ele estava agitado. Olhou para o celular a procura de alguma mensagem, nada, o relógio na parede avisava que se não se apressasse iria se atrasar.
Colocou o celular no vibra antes de colocá-lo na bolsa que jogou sobre o ombro, pegou o estojo com o seu violino e saiu apressada pela porta.
(...)
A aula tinha se estendido mais do que gostaria, ou talvez fosse sua ansiedade que a fazia cruzar com o relógio a cada segundo, tinha sentindo uma estranha sensação em dado momento como se estivesse sendo observada, e instintivamente seguiu o olhar para a porta da sala que estava vazia, provavelmente teria sido somente uma impressão.
–Como tinha informado na semana passada, o luthier estará atendendo em uma sala no fim deste corredor. – Declarou a Sra.Carter consultando uma folha. – Sendo assim. – Olhou o relógio constatando que a aula havia terminado. – Estão dispensados.
Lilly buscou o celular somente para constatar que não havia recebido nenhuma mensagem ou ligação, digitou uma mensagem enquanto caminhava distraidamente para fora da sala e manteve os olhos na tela esperançosa, nada.
Não sabia explicar, mas desde o momento que viu Cam sair por sua janela a noite, sentia um aperto no peito, podia ter sido coisa de sua cabeça, mas a tatuagem de sol negro que ele tinha no pescoço parecia ter tomado um tom avermelhado de queimadura, e jurava que quando o abraçou sentiu aquela região aquecida. Suspirou pesadamente, guardando o celular na bolsa.
Não sabia ao certo o tempo que demoraria para sua vez, olhou para o fim do corredor e avistou umas 5 pessoas em fila indiana ao lado da porta, remexeu o bolso tirando o papel com a senha que tinha recebido que indicava que ela seria a sexta a ser atendida.
Após poucos minutos de indecisão optou por aguardar sua vez pacientemente, após isso iria tomar um lanche e poderia voltar para seu quarto, olhou para o visor de seu celular ainda em mãos “Espero que esteja tudo bem com você, amor”, pensou guardando o aparelho e abraçando seu estojo ainda com aquela sensação de apreensão no peito.
Estava aguardando pacientemente a uma hora e meia, talvez tivesse sido mais inteligente de sua parte se houvesse ido comer alguma coisa, de toda a forma, já seria a próxima, ao final desse pensamento a porta se abriu.
–Muito obrigada novamente Sr.Black – Ouviu Kate proferir empolgada antes de sair da sala e sussurrar próxima a ela. — Ele é um gato.
–Próximo. – Ouviu uma voz grave e abafada pela porta entreaberta e se endireitou se apressando.
–Com licença. – Murmurou timidamente entrando.
–A vontade. – O homem estava de pé com os braços apoiados sobre a mesa a sua frente com o corpo levemente inclinado. A camisa social slim escura estava dobrada um pouco antes dos cotovelos, e pela posição em que ele estava pôde notar os músculos definidos pressionados contra o tecido, o primeiro botão aberto e os demais escondidos pelo avental azul marinho que ele usava para proteger a roupa. – Srta... – A voz dele tocou seus ouvidos feito veludo. – Grigori. – Finalizou erguendo o olhar.
Lilly sentiu-se corar ao notar os olhos azuis dele correrem por seu corpo de maneira perturbadora, estendendo uma das mãos para que ela se aproximasse. Ela superou a distância de alguns passos que os separavam até depositar o estojo sobre a mesa o abrindo.
–Linda.- Ela sentiu um tremor correr por seu corpo a ouvir a voz baixa e sexy atingir seus ouvidos, ergueu os olhos surpresa e se deparou com aqueles lagos azuis cravados nela. – Linda, peça.- completou ele ainda com os olhos nos dela, porém alisando a madeira lustrada do violino.
–Foi um presente de alguém muito querido. – Disse sem jeito desviando o olhar.
–Entendo, tomarei muito cuidado. – Sorriu insinuante, voltando sua atenção ao instrumento.
–Se preferir posso sair Sr.? — Lilly se repreendeu por não ter questionado o nome dele logo de início.
– É Black, mas você, pode me chamar por Adam.- disse estirando as cordas antes frouxas. – E Prefiro que fique, Srta. Grigori.
–Claro. – Disse ela seguindo para próximo a janela fingindo não ter percebido a entonação sensual na voz dele.
Olhou disfarçadamente para o visor de seu celular, estava a várias horas sem nenhum sinal de vida dele, e se não fosse o aperto que sentia no peito, não estaria tão preocupada. O céu estava nublado o que indicava uma possível chuva até o final da tarde, “Cam” pensou respirando pesadamente.
–Você cuida bem do seu instrumento. – Adam cortou seu pensamento apoiando o violino em seu ombro e começou a testar a afinação com alguns acordes e começou a tocar uma música sensual.
Lilly sentiu um tremor e não evitou girar nos calcanhares abismada pelo talento dele, Adam parecia saber que ela ficaria surpresa pois seu olhar penetrante rapidamente se encontrou com o dela, enquanto um sorriso de canto curvava seus lábios por onde ele correu a língua levemente antes de fechar os olhos. Ela suspirou, se a intenção dele era mexer com ela, estava conseguindo. Adam terminou a execução da música sorrindo mostrando os dentes muito brancos.
–Estou encantado. – Disse Adam sustentando os olhos azuis sobre ela de maneira sedutora, Lilly abriu os lábios e os fechou em seguida sem palavras. – Seu violino, foi fabricado por um ótimo luthier. — Finalizou.
–Obrigada. –Resmungou desconcertada.
(...)
Estava deitada em sua cama olhando o visor de seu celular pensativa, Cam parecia ter sumido novamente, esperava que nada de ruim tivesse acontecido, dedilhou uma mensagem de boa noite e colocou o aparelho no criado mudo.
A cama ao seu lado estava vazia, Raquel se mantinha ausente a maior parte do tempo, se cruzavam algumas vezes e provavelmente aquela seria mais uma noite em que passaria sozinha. Se lembrou do momento tenso que passou durante a manutenção do seu violino, tinha absoluta certeza de que Adam tinha flertado com ela durante todo o tempo que passaram juntos.
“ A noite parecia quente, o quarto estava escuro, mas não abriu os olhos quando sentiu suas mãos quentes a tocarem por baixo das cobertas subindo por suas pernas, suspirou arqueando o corpo levemente quando sentiu o toque suave em sua intimidade por sobre o fino tecido de sua calcinha, sentiu-se úmida e latente, estava com saudades. Sentiu ele afastando com os dedos a peça tocando de imediato seu clitóris latejante com a língua, se contorceu excitada afundando os dedos no travesseiro macio.
Ele continuou chupando, sugando e percorrendo sua intimidade com a língua, enquanto envolvia sua bunda com as duas mãos enterrava sua língua em seu núcleo, sentia que iria se derreter, mas ele não intensificou a caricia e subiu distribuindo beijos e lambidas, por sua barriga erguendo sua camisola até expor seus seios intumescido pela excitação. Conteve um gemido quando sentiu ele brincado com um deus mamilos com a língua enquanto envolvia o outro seio com a mão firme o massageando, sentia seu corpo arqueando involuntariamente em pequenos espasmos.
Ele correu a língua pelo vale entre seus seios e subiu lentamente, ela sentiu o peso do corpo dele sobre o seu e o membro duro acariciando sua intimidade por sobre a calcinha, mordeu o lábio levemente e buscou os cabelos dele com as mãos, precisava colar seus lábios aos dele.
–Você tem um gosto tão bom, Srta. Grigori. – Ela deteve o movimento ao ouvir aquela voz grave, seu coração parou uma batida antes de disparar acelerado.- Que eu só penso em te foder feito um louco. – Finalizou ele erguendo os olhos azuis que brilhavam repletos de lasciva. – Eu quero te devorar. “
Abriu os olhos assustada e ofegante, olhou para janela fechada e a tempestade que caia lá fora, seu corpo estava suado e ainda sentia aquela sensação de um quase orgasmo em seu baixo ventre. Se levantou atordoada decidida a tomar um banho para tentar tirar de seu corpo e mente quaisquer resquícios daquele sonho.
(...)
Adam abriu os olhos lentamente, estava nu e sozinho em sua cama, correu os dedos por sobre os lábios como se apreciasse os resquícios de algo saboroso e com a outra mão alcançou seu membro duro e pulsante.
–Sei o que o Cam achou em você, srta. Grigori. – Apertou levemente seu membro. – Mas você ainda vai tremer e gemer, comigo te fodendo.
Fale com o autor