Liberdade
4 Pasárgada virou meu inferno
Notas iniciais
O poema tem base em Manuel Bandeira e sua obra "Vou-me embora pra Pasárgada"
De que adianta ir a Pasárgada?
A realidade me consome, não permite mais meus devaneios.
Todos querem satisfação.
De que adianta ser amigo do rei?
Meu rei está morto.
Meu rei é a morte.
Pasárgada desfez-se. Restaram apenas meus olhos foscos, degradados.
O mundo perfura-os, corrompe-os.
Céticos estamos
Podres seremos
Pasárgada não existe.
O que existe é a dor, o sufoco
Vivo, por que vivo?
Sinto tristeza.
Não deveria.
Há o belo, há o bom, há o amor.
Mas não enxergo.
Ou se enxergo, não vejo. E se vejo não enxergo. A vida passa e eu pareço ir com ela enquanto quero ficar
Tempo.
pare o momento.
pare agora, desça, respire fundo, não se aflija
Há o amor.
Calma.
Liberdade virá...
...será?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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