Liberta-me dos uivos nocivos do mundo. O cárcere oculta-nos o real, dizima-nos os sonhos.

Sentado em nuvens corre o fogo d'alma que não acalma. Dizem-me os ventos que o amor, ah o amor...

O amor imaculado, dissimulado, nocauteado e então corrupto, corrompido.

Asas sólidas, tenras, libertas, abrem e fecham e cospem e quebram e caem.

Peregrinos observam as estrelas pálidas, cálidas, mágicas. Descansam na Lua como filhas e filhos da Terra, brilham e somem, vivem e morrem.

Livre sou, sou? Livre.

Pegadas arrastadas pela areia perdem-se na imensidão. Céu e mar se abraçam, e eu, como o pedaço torto do desenho, me encaixo.

Pétalas flutuam pelo gás, vida e veneno. Lágrimas saem do terreno dos claros olhos que sofrem.

Vai-se o todo. Resta o nada.

Liberdade?