Liberdade.
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Desculpa, demorei um bocado né? Pois é acontece que eu fiquei apertada aqui em casa e não deu para escrever nada... Bom, agora eu devo mesmo postar de semana em semana, juro que aviso se não der para postar o outro até o fim da semana que vem. É isso,
O sol me atingiu em cheio no rosto e eu sentia que eu dormira pouco. Que horas eram? Olhei pela janela, notando que estava escuro, e o "sol" tinha vindo da lâmpada no teto do meu quarto. Espera aí... A luz estava acesa? Quem foi que ascendeu? Olhei para todos os lados, tentando me acostumar com a maldita luz.
_ Desculpa, eu não percebi que você dormia... Puxa, a Terra aqui é bem diferente do lugar onde eu estava... Escuro... Dá medo... — murmurava uma voz.
Eu finalmente me acostumei com a luz e fitei quem quer que seja o estranho que entrara no meu quarto. Bom, era um garoto que deveria ter uns 19 anos. E eu aqui com 23 anos...
E o pior, o garoto não era feio não. Ele tinha cabelos ondulados e negros, meio avermelhados, olhos castanho-azulados, pele branca e um jeito esquisito. Ele olhava para todos os lados, com as sobrancelhas franzidas, parecendo estranhar tudo.
_ QUE, DIABOS, VOCÊ ESTÁ FAZENDO NO MEU QUARTO? — berrei, com um pouco de raiva.
_ Para onde você esperava que eu fosse? — perguntou ele, olhando para baixo.
_ Você tem algum problema mental? — perguntei olhando para a janela, meio desconfiado de que ele era maluco.
_ O que? Claro que não! — exclamou ele, me fitando.
_ Você veio no meu quarto, dentro da minha casa e diz: "para onde você esperava que eu fosse"... Talvez para a sua casa? — falei, quase que ironicamente.
_ Mas eu saí lá da minha casa para vir aqui porque você está correndo risco de vida. Ou você acha que eu vim á toa, imbecil? — perguntou o garoto, me dando um peteleco na cabeça.
_ E até parece que você vai me proteger de alguma coisa. Cai fora daqui antes que eu chame a polícia. — falei, ríspido como sempre, e pondo a mão aonde eu levei o peteleco, na cabeça.
_ Polícia, ahn? Pode chamar, não vão me achar mesmo. Eu posso ficar invisível, ou o que você pensava, idiota? — perguntou ele, com o mesmo tom irônico que o meu. — Se eu não fosse tão insuportável quanto você, acho que eu já teria caído fora daqui... Não, eu tenho um trabalho a cumprir. Afinal, se você morrer, eu também vou para o brejo.
Eu franzi as sobrancelhas e o fitei. Ele observava a parede, sentado em uma cadeira, parecendo pensar em algo importante.
_ E quem é você para vir na minha casa e achar que pode me tratar tão desrespeitosamente? — perguntei.
_ Sou o seu anjo da guarda, e estou aqui para te proteger. — disse ele, sorrindo ironicamente.
_ E você acha mesmo que eu iria acreditar em algo assim tão facilmente? — perguntei, com um sorriso completamente falso estampado em meu rosto.
_ Não custa tentar, né? — perguntou ele, com o mesmo tipo de sorriso em seu rosto.
_ Eu não gostei de você. — falei, dando uma risadinha.
_ É, eu também não gostei de você. — disse ele, dando outra risadinha.
_ Pare de me imitar. — resmunguei, ficando sério ao mesmo tempo em que ele ficava sério também.
_ Eu peço o mesmo. Está vendo, eu te conheço desde pequeno. Eu ficando com o mesmo jeito que você prova isso não prova? — perguntou ele, de repente com um o sorriso alegre em seu rosto e pulando em cima de mim. — Como eu queria te conhecer pessoalmente! Você é uma graça! — exclamou ele, me dando um cocão.
_ Me larga, imbecil! — exclamei jogando ele no chão.
O garoto apenas se sentou e ficou me olhando. Eu já começava a ficar incomodado com aquilo, quando ele disse:
_ Não vai se desculpar não, seu sem educação?
_ Olha só, foi você quem pulou em cima de mim, agora quer que eu peça desculpas. Ah, vá para a merda! — exclamei, olhando para o lado.
_ Bom, como fazemos para "ir para a merda"? — perguntou, fazendo as aspas com a mão.
Eu vou matá-lo. Juro que vou matá-lo.
_ Escuta aqui, você... — comecei a falar quando ele me interrompeu:
_ Vamos ouvir uma música? Aqui, é só ligar esse radinho... — ele começou a mecher nos botões do radio até que eu dei um tapa na mão dele.
_ Não encoste no que não é seu. — murmurei.
_ Então eu não posso encostar em nada desse mundo... — murmurou ele, olhando para o chão.
E então ele voou. Tipo, simplesmente seus pés saíram do chão. Eu só senti meus olhos se arregalarem.
_ Certo, isso não é nada normal. — resmunguei.
_ O que? Eu posso encostar no chão? — perguntou.
_ Claro que pode... — murmurei, meio sem voz.
_ CERTO! — berrou ele, me dando um susto e rindo da minha cara.
_ Não faça mais isso. — murmurei. — E eu quero dormir. Caia fora do meu quarto.
_ Posso dormir aqui? Por favor? — perguntou, olhando com receio lá para fora. A neve começava a cair.
_ Humpf, se for dormir aqui, durma no chão ou no sofá. — falei, apontando para a porta e me levantando, apagando a luz.
Me deitei na cama e dormi. Foi simples assim. Pelo silêncio, achei até que ele tinha ido embora.
Notas finais
Bjs
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