Lia The Killer
1 Lia.
Notas iniciais
Olá. Meu nome é Lianna Pinner, mas você pode me chamar apenas de Lia, se preferir.
Minha idade não importa á você, mas posso lhe dizer como sou. Tenho cabelos longos, que vão até abaixo da minha cintura, negros e ondulados nas pontas.
Pele morena clara e olhos verdes, que se destacam ainda mais na claridade.
Agora que já me apresentei, vou lhe contar minha historia. Minha nova vida começou a exatos dois anos.
Eu morava na Rússia em uma casa vermelha, de classe média, com meus pais e minhairmã mais velha, Dakota, que tinha a aparência semelhante a minha, porém seus cabelos eram mais curtos que os meus e cacheados, mas com um volume adequado e muito bonito e ela tinhas olhos castanhos, iguais aos de nosso pai.
Desde pequena me sentia diferente das outras crianças, por vários motivos, por conta disso eu sofria bullying na escola. Dakota era quatro anos mais velha que eu, mas sempre
nos demos muito bem, ela era a única amiga que eu tinha na vida. Mas obviamente, eu não era sua única amiga... Minha irmã tinha três melhores amigas, Beth, Mika e Bianca.
Beth tinha 17 anos, Mika e Bianca tinham 18, por esse motivo minha irmã, na maioria das vezes, preferia ficar com elas ao invés de uma ''criança'' como eu.
As amigas da Dakota me odiavam, por motivos que eu nunca soube, elas faziam bullying comigo á anos... E minha irmã sabia disso, e nunca me defendeu delas e nem ás deixou.
Era uma tarde de domingo, e estava muito frio, o inverno estava chegando, logo trazendo a branca neve junto. Eu estava procurando filmes para assistir na internet, algo que me prendesse um pouco a atenção. Quando minha mãe bateu na porta do quarto, chamando pela Dakota, já que nós dividíamos o quarto.
Abri a porta do quarto e bati de cara com as amigas da minha irmã, logo atrás de minha mãe.
-O que elas estão fazendo aqui?-Perguntei encarando as três.
-Sua irmã não está?-Perguntou minha mãe.
-Hoje ela tem curso, mãe.-Respondi, querendo fechar a porta na cara daquelas três vadias...
-Ela volta as cinco, certo Lia?-Falava minha mãe.-Já são quase cinco horas. Vocês podem esperar por ela no quarto, meninas.-Falou para as três garotas.
Elas concordaram com a cabeça e deram um estranho sorriso na minha direção, era como se elas combinassem fazer os gestos parecidos ao mesmo tempo.
Um bando de cópias de uma patricinha... Não sei porque minha irmã anda com elas.
Elas entraram no quarto e as três se sentaram na cama da Dakota, minha mãe chamou-me na porta e disse que iria ao mercado para buscar algumas coisas pro jantar, e que era para mim fazer companhia as garotas até que minha irmã chegasse. Então tive que concordar.
Quando minha mãe fechou a porta do quarto e saiu, Beth caminhou até mim e ficou me encarando de perto, inclinei a cabeça um pouco para cima para poder olha-lá, já que ela era mais alta que eu.
-Ora, você tem lindos cabelos, Lia.-Falou Beth, passando a mão entre meus cabelos.
-É verdade, ela tem cabelos lindos...- Falou Mika.-Porque uma garota estranha como ela pode ter cabelos assim hein, Bianca?-Perguntou, sorrindo para Bianca, que estava abrindo o guarda-roupas.
-Hey, pare de mexer nas coisas da minha irmã!-Gritei.
-Calma, garota.-Falou Beth, rindo.
Eu ainda a encarava, sem responder as suas provocações, de repente Beth me segurou com os dois braços e me empurrou até a cadeira, me fazendo sentar a força.
Ela segurou meus braços com força, e amarrou meus pulsos com o lençol. Enquanto Mika se ajoelhou no chão para segurar meu pés, eu tentava chuta-lá, mas não conseguia.
-Achei!- Falou Bianca, retirando uma tesoura de dentro da gaveta do guarda- roupas.- Vamos ver por quanto tempo você vai ter esses cabelos.-Disse rindo, vindo em minha direção.
Eu tentei me soltar, chutando Mika, e me balançando de um lado para o outro, tentando desamarrar o lençol, as era tudo em vão, eu estava presa na armadinha delas. Beth me segurou pelo pescoço, para abaixar minha cabeça, para que Bianca pudesse cortar meus cabelos, ela começou a cortar em cima, outra mecha bem nas pontas, enquanto cortava a frente, na franja, a tesoura ''acidentalmente'' escorregava e fazia um pequeno corte na minha testa, outro na minha bochecha, nariz e assim continuava.... eu pedi, implorei, várias vezes para que parassem. Perguntava o porque de estarem fazendo isso, mas nenhuma delas me respondiam, apenas riam.
Quanto terminaram, elas me soltaram e me puxaram para a frente do espelho.
-Então, o que achou, pirralha?-Perguntou Bianca, rindo sem parar.-Não está mais tão bonita assim.
Meu cabelo estava completamente torto, mais ou menos no meio das costas, elas cortaram a metade dele, fazendo com que ele ficasse completamente repicado e franja caia sobre meus olhos e metade do rosto, escondendo os cortes que elas fizeram.
-Suas desgraçadas...-Sussurrei, com lagrimas nos olhos, não pelo cabelo, eu não me importava com isso... Mas por terem feito algo assim, sem motivo.
Fiquei um bom tempo encarando o espelho, segurando minha lagrimas ao máximo. Até que ouvi passos vindo da escada, e logo a porta se abriu. Era a Dakota. Ela arregalou os olhos, espantada, ao me ver.
-O que ta acontecendo?-Perguntou, vindo em minha direção.
As garotas se olharam e ficaram caladas, provavelmente esperavam que eu falasse algo.
-Lia, o que houve com o seu cabelo?-Perguntava, ainda espantada, passando os dedos pelo meu cabelo.
Eu baixei a cabeça e fiquei calada, apenas observando as três pelo canto dos olhos.
-Nós estávamos brincando com ela, Dakota.-Respondeu, Beth.-Ela pediu para que fizéssemos um corte de cabelo novo.
Dakota a encarou por um segundo e depois me olhou. Pegou no meu rosto com as duas mãos e perguntou:- Você deixou elas cortarem o seu cabelo?
Olhei para baixo novamente, suspirei e respondi calmamente:-Sim.
Ela me olhou, desconfiada, eu sabia que ela tinha notado que algo não estava certo. Mas não falou nada, apenas disse para mim tomar um banho para arrumar o cabelo, que pelo seu julgamento não tinha ficado bom e saiu do quarto com as três.
Emfim longe delas... Depois do banho eu peguei a tesoura para arrumar o cabelo, tive que deixa-ló um pouco mais curto. Eu estava com muito ódio de todas elas... Estou aguentando isso á anos... Dessa vez elas passaram dos limites, então vou passar dos limites com elas também.
[...]
Passaram-se quatro dias desde que isso aconteceu, não sai mais de casa, evitei conversar com minha irmã sobre o que aconteceu naquele dia e tentava mentir pra minha mãe sobre o corte maior quer ficou sobre meu olho esquerdo.
Eu gostava de ficar no sotão, porque lá era mais silencioso e tinha uma grande janela, eu podia ficar observando todas as pessoas na rua. Nesse mesmo dia, já tarde da noite, vi Bianca passar na frente de casa, e ela me notou na janela, encarando-a seriamente, mas com um pequeno sorriso. Ela me encarou e logo olhou para a rua em sua frente novamente, parecia paralisada, não se movia. Notei que ela tentou me olhar sem que eu percebesse, mas eu notei que ela tentava discretamente me encarar, mas logo ela continuou a caminhar em direção ao final da rua.
Eu podia sentir de longe seu nervosismo, talvez estivesse arrependida do que fez, ou não.
Ela não morava na mesma rua que nós, então não sabia porque ela estava ali a essa hora da noite, resolvi segui-lá. Ela andou cinco quadras até chegar em um terreno que estava abandonado, onde tinha uma pequena casa de madeira entre as poucas árvores que ali ficavam.
Ela entrou na casa e deixou a porta aberta, então entrei logo atrás dela.
-Lia?-Perguntou, virando-se para mim.-O que você está fazendo aqui, pirralha?
-Vim retribuir o favor que você me fez cortando o meu cabelo.-Falei sorrido.
Ela parecia um pouco assustada, mas não queria demostrar isso, apenas me encarou, serialmente, enquanto eu andava até ela. Cheguei bem perto, até que ficássemos cara a cara, e então, muito rapidamente, peguei á faca que estava em meu cinto, coberto pelo casado preto e perfurei a barriga dela.
Ela ia gritar mas o som não saiu, então peguei com a outra mão, uma segunda faca que também estava no meu cinto e cravei em seu pescoço, afundando totalmente a lâmina nela. E dessa vez ela gritou, muito alto, era até divertido ouvi-lá gritar. Ela Imediatamente começou a chorar, então puxei as duas facas e a empurrei com o pé, fazendo cair em cima de alguns vidros da janela que estava quebrada. Com o furo no pescoço ela perdeu muito sangue, e morreu rapidamente.
Me sentei em um sofá velho e rasgado que ficava no canto da casa, e fiquei observando a garota morta. Comecei a rir, ri tanto, olhando para ela, agora ela estava afogada na dor que me causou. Eu tinha vontade de mata-lá novamente, me levantei e ajoelhei-me ao lado do corpo, peguei a faca e comecei a esfaquear o cadáver, fazendo o sangue espirrar sobre meu rosto e minhas roupas, eu me sentia cada vez melhor e mais feliz.
Parei. Ouvi barulhos vindo de fora da casa. Passos?
A porta se abriu muito rápido, não tive tempo de me mexer, quando me dei conta minha irmã já estava parada na porta, espantada com a cena.
-Lia...- Sussurrou, dando alguns passos para trás.
Eu me levantei e a encarei, sorrindo.
-Você me seguiu, é?
-O que você fez...?
-Ah, ela?-Apontei para o corpo no chão.-Retribui o que ela fez comigo durante anos, apenas isso.-Falei sorrindo.
-Meu Deus...
Ela ficou em choque, encarando o corpo da amiga, eu estava esperando algum xingamento ou coisa pior, mas ela não falou nada, apenas me puxou pelo pulso, fazendo-me deixar as facas caírem no chão e me levou pra casa.
Nossos pais provavelmente estavam dormindo á uma hora dessas, então entramos em silêncio na casa, só ai que ela notou todo aquele sangue na minha roupa.
-Lia... Eu não posso acreditar nisso...-Falou, quase chorando e se afastando um pouco de mim.
-Você não sabe as coisas que ela fez comigo, você nunca me protegeu! Era amiga dela...-Respondi.
-Isso não justifica o que você fez, isso é crime! Você não tem sentimentos? Você se tornou um monstro...-Ela se afastava cada vez mais de mim, com as lágrimas quase transbordando dos olhos.
-Monstro?! Suas amigas são os monstros, elas tiraram meus sentimentos! Tudo que eu sentia era tristeza... A partir de agora, nunca mais vou sentir isso. E vou acabar com qualquer um que fique no meu caminho!
-Você é realmente um mostro!-Gritou, correndo para a porta do quarto.
Eu corri mais rápido e consegui fechar a porta, impedindo-a de passar, então pulei em cima dela, fazendo com que nós duas caíssemos no chão. Fiquei por cima dela e coloquei minhas mãos em volta de seu pescoço e apertei com força, ela se mexia muito, mas consegui pegar o travesseiro em cima da cama e sufoca-lá.
Poucos minutos depois me levantei e fui até o guarda-roupas, enquanto ela tentava se levantar com muita dificuldade, já que estava sem ar, e peguei uma corda de dentro de uma caixa escondida, e coloquei no pescoço dela, fazendo um nó bem apertado, e com um lençol, amarrei-a pelos pulsos, no pé da cama para que não tentasse retirar a corda do pescoço.
Sentei-me no chão, ao lado do guarda-roupas, recuperando folego e assistindo enquanto ela morria e gritava, eu sabia que seus gritos acordariam nossos pais, mas não teria problema.
Logo Dakota parou de se mexer, com o rosto roxo e os olhos abertos que pareciam congelados. Levantei-me e andei até ela, dei dois chutei de leve em seu braço para ter certeza de que ela não estava viva. Abri a porta do quarto e desci até o primeiro andar.
Meus pais acordaram, mas vi da escada apenas uma sombra indo em direção ao meu quarto, então corri até a cozinha, peguei a maior faca que encontrei e subi lentamente de volta ao quarto.
Vi minha mãe já chorando em cima do corpo da Dakota, então aproveitei a distração, cheguei silenciosamente por trás dela e cravei a faca em suas costas, fazendo com que ela desse um pequeno grito de dor, quando ela se virou para olhar o que a atingiu, cortei seu pescoço rapidamente. O sangue espirrou em mim e já cobria praticamente todo o chão do quarto, era uma cena muito... Bonita, digamos assim.
Olhei para elas, pensando em tudo que estava acontecendo, e sai do quarto, fechei a porta e me encostando nela.
-Eu não me arrependo, mamãe.-Sussurrei, com um sorriso no rosto.
E então fui até o quarto dos meus pais, onde meu pai, provavelmente, ainda estava dormindo. Entrei e liguei a luz.
-Que impressionante! Você não acordou com tudo isso, papai.-Sussurrei, rindo.
Ele abriu os olhos logo, mas eu já estava sentada em cima dele e cortei seu pescoço, bem fundo, e me joguei ao seu lado. Esperei alguns segundos até ter certeza de que ele estava morto e então sai, tranquei os dois quartos e joguei fora as chaves.
Antes de ir embora, peguei todo o dinheiro que tínhamos e uma mochila para guardar as facas.
[...]
Três dias depois.
Noticiário local: Duas jovens de 17 e 18 anos foram encontradas mortas com 40 facadas, sendo 10 no rosto, um dos olhos de ambas as vitimas não foram encontrados. O método de execução é semelhante ao de uma família que foi encontrada morta a poucos dias, onde a filha menor está desaparecida, todas as vítimas se conheciam. A polícia suspeita que o assassino era alguém próximo deles, porém, ainda não há nenhum suspeito.
E foi assim que minha nova vida começou. Alguns meses depois disso, consegui viajar até Seattle, onde conheci uma garota chamada Amy, nos conhecemos de uma maneira bastante turbulenta, após tentarmos nos matar, conversamos um pouco, e tinhamos coisas em comum, percebi que ela era como eu e agora acho que posso dizer que nos tornamos amigas.
Hoje eu mato as pessoas por simples prazer, é a nossa arte, também mato quem considero inútil e que não tem necessidade de viver para estragar ainda mais essa sociedade.
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